terça-feira, 28 de abril de 2009

Formula 1 em Cartoons - A animação do Mantovani (Bahrein)




A animação do Bruno Mantovani desta semana tem a ver, logicamente, com o deserto arábico. Mas por ser dessa maneira, temos todo o tipo de referências: a carreta de areia do Barrichello, em comparação com o carro de Jenson Button, a carreta no qual o Kimi Raikonnen carrega o Felipe Massa, e as miragens que o Fernando Alonso anda a ver. Daqui a algumns meses, a miragem que ele vai ter será a do carro que está a guiar neste momento...


Enfim, mais um bom momento de diversão, vinda do Mantovani!

Noticias: iSport interessada na Formula 1

Amanhã, a FIA reune-se em Paris para debater, entre outros, as sanções a aplicar à McLaren pelo "Liargate, mas também pelo novo tecto salarial que as equipas de Formula 1 passarão a ter a partir de 2010. Como sabem, Max Mosley quer 33 milhões de Libras (cerca de 40 milhões de Euros) como tecto salarial para que as equipas de Formula 1.




Ora, depois de na semana passada terem sido noticiados o interesse da Lola e da Prodrive (que iria entrar com a marca Aston Martin), este fim de semana foi a vez da iSport, uma das maiores equipas da GP2. Paul Jackson, responsável máximo da iSport, disse á revista "Motorsports-Magazine" saber fazer muito... com pouco.


"O nosso objectivo é mostrar às pessoas que na F1 estão a atirar dinheiro fora. As equipas que estão neste momento na F1 não têm forma de operar com o tecto orçamental referido pela FIA, ao contrário de nós que estamos acostumados a fazer um grande trabalho com recursos limitados.", referiu o homem da iSport, equipa onde, por exemplo, Bruno Senna foi vice-campeão o ano passado na GP2.


Agora começo a perceber melhor a noticia do Autosport desta semana: o Bernie Ecclestone, velho sabido e um grande camaleão (para não dizer oportunista...), quer se juntar aos meninos da FOTA para não perder dinheiro. E é ele que detem os direitos da GP1, GP2 e GP3... é que a Lola, Aston Martin e iSport são pessoal que está muito ligado à FIA, para além da USGPE... Espertalhão!

As notas do GP do Bahrein

O Troféu Blogueiros está de volta, com as notas do GP de Bahrein, e com a sua primeira grande modificação. Devido às várias reclamações, decidimos modificar um pouco a soma das pontuações, e passar a descartar as melhores e piores notas, para assim ficarmos com uma média mais... respeitável.




Como podem ver pelo quadro, as zonas cinzentas foram as notas excluidas. Tentamos fazer o maior equilibrio possivel entre elas. Agora cabe a vocês. É mais justo assim ou perferiam algo mais?

Formula 1 em Cartoons - Blog do Marchesi (Bahrein)

Sempre que o Marcel Marchesi desenha Rubens Barrichello (ou 1B, como diz o Ron Groo), coloca-o com uma corda à cintura, presa a um enorme numero 2 amarelo, como se fosse a bola de ferro que os presos tinham acorrentados nos pés. Mas sou daqueles que começa a achar que o veterano piloto brasileiro até gosta do peso e da corrente...


O cartoon desta semana brinca com a ideia do Rubinho ter pago 200 mil dólares (ou 131 mil euros) para dar uma voltinha no espaço, numa das naves espaciais do seu patrocinador, a Virgin. É uma metáfora para afirmar que, mesmo com esta chance unica, a ideia de ser campeão do mundo está mesmo... a ir para o espaço!

GP Memória - Espanha 1974

Um mês depois da Africa do Sul, máquinas e pilotos estavam em solo europeu para correr o GP de Espanha, quarta prova do campeonato do mundo desse ano. O palco nesse ano era o circuito de Jarama, nos arredores de Madrid, e nesse mês de intervalo, algumas coisas importantes tinham acontecido no mundo da Formula 1, o mais importante dos quais foi a surpreendente vitória de James Hunt no seu Hesketh 308, no International Trophy, em Silverstone.


Em Jarama, contudo, o pelotão da Formula 1 via imensas estreias. A primeira das quais era a Tyrrell, que finalmente tinha pronto o seu modelo 007, e os dois chassis cairam nas mãos de Jody Scheckter e Patrick Depailler. Na Brabham, Carlos Reutmann, o vencedor do GP da Africa do Sul, um mês antes, tinha um novo companheiro: Rikky Von Opel, do Lichtenstein, apareceu com dinheiro suficiente para comprar o lugar e substituiu o australiano Richard Robarts, que não teve grande carreira com esse carro. Devido a essa ida para a Brabham, a Ensign, de Mo Nunn, interrompia temporariamente as suas actividades. Mas Von Opel não era alguém que incomodasse o andamento de Reutmann, e qualificou-se na penúltima posição da grelha de partida.


Em Jarama, a Shadow fazia o seu regresso, com o veterano Brian Redman no lugar do falecido Peter Revson, e iria correr ao lado de Jean-Pierre Jarier. Outro veterano que fazia o seu regresso era Chris Amon, que começava a sua aventura como piloto da sua própria equipa. O carro não era muito rápido, mas conseguiu qualificar-se na 22ª posição da grelha…


Outra equipa que fazia a sua estreia no circuito espanhol fora a Trojan, um projecto original de Peter Agg, com Ron Tauranac, que tinha sido o parceiro de Jack Brabham nos anos 60 até à venda da equipa a Bernie Ecclestone, no final de 1971, como projectista do carro. Tauranac tinha desenhado os chassis de Formula 5000 e Formula 2, e estava envolvido neste novo projecto. O piloto seria outro australiano, Tim Schencken.


Os treinos começaram com Ronnie Peterson a liderar os tempos, num Lótus 76 que tinha sido altamente modificado e parecia fazer voltar a equipa aos velhos tempos. Mas perto do final, o Ferrari de Niki Lauda fez melhor, e garantiu a primeira pole-position da carreira ao jovem piloto austríaco. Peterson ficava com o segundo posto, tendo depois na segunda fila o segundo Ferrari de Clay Regazzoni e o McLaren de Emerson Fittipaldi. Na terceira fila, Jacky Ickx era quinto, com Carlos Reutmann no sexto posto. Arturo Merzário era sétimo no seu Iso-Marlboro, tendo logo a seguir o segundo McLaren de Dennis Hulme. Jody Scheckter e James Hunt completavam o “top ten”.


Vinte e cinco carros qualificaram-se para a corrida, mas estavam 27 inscritos, logo, dois deles ficariam de fora. Era o Iso-Marlboro do dinamarquês Tom Belso e o segundo Hill - Lola de Guy Edwards. Mas esses 27 deveriam ser 28, pois houve um piloto local que quis correr esse Grande Prémio. E logo com sangue real! Jorge de Bragation era um principe de origem georgiana, mas era um dos melhores pilotos do seu país nessa altura. Adquiriu um Surtees T16 e pediu aos organizadores para se inscrever no GP de Espanha desse ano. Só que nessa semana, houve eleições no Real Automovil Club de España, e o presidente falhou a sua reeleição. Limpou a sua secretária, e entre os papéis que levou para casa, constava a lista de inscritos do Greande Prémio. Os novos representantes fizeram nova lista à pressa, e Jorge de Bragation foi esquecido, o que foi pena.


No dia da corrida, a chuva fazia a sua aparição, e Peterson saiu na Frente, sem ser incomodado, pois os seus adversários estavam a tentar escapar do “spray”. Lauda e Regazzoni vinham atrás, com Ickx em quarto e Fittipaldi a seguir, na quinta posição. Mas em poucas voltas, a chuva parou e a pista secava progressivamente, e todos pararam para trocar para secos. Peterson continuou, mas na volta 23, o sobreaquecimento do motor fez com que a sua corrida terminasse ali. Nessa altura, já o Chris Amon tinha parado, devido a problemas de travões. Poucas voltas depois o outro Lótus, de Jacky Ickx, sofria o mesmo problema e assim acabava o fim de semana espanhol para a equipa de Colin Chapman.


Com isto, os Ferrari ficaram com os dois primeiros lugares, e Hans Stuck era terceiro, no seu March, e Merzário era quarto, no seu Isso-Marlboro, e Fittipaldi era quinto. Na volta 37, o italiano apanha um susto, quando se despista a alta velocidade, e bate forte nos guard-rails. O impacto foi tal, que o carro ultrapassou a barreira e caiu numa zona onde estavam fotógrafos. Felizmente, foi mais o susto do que os danos pessoais…


A corrida continuou até ao limite das duas horas. Quando isso aconteceu, faltavam seis voltas para o término da corrida, e Lauda conseguia aqui a sua primeira vitória da sua carreira, com Regazzoni em segundo (e a sair da pista espanhola como lider do campeonato), e Emerson Fittipaldi em terceiro, depois de conseguir apanhar e ultrapassar Stuck. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram, para além do alemão da March, o sul-africano Jody Scheckter, que conseguia aqui os seus primeiros pontos da carreira, e o veterano neozelandês Dennis Hulme.


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1974_Spanish_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr239.html

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A capa do Autosport desta semana

O pessoal do Autosport português gosta muito de demonstrar "surpesas", ou "exclusivos mundiais" aos leitores, porque (e nesta tenho de ser honesto), não li nem ouvi de lado algum, nem no fim de semana nem hoje, a noticia que vem estampada na capa do Autosport desta semana: Bernie Ecclestone ameaça criar uma nova Formula 1. Será que esse "exclusivo mundial" foi assoprado ao ouvido pelo próprio Tio Bernie?




Enfim, esse é um dos títulos da capa. Há outros, claro. "Agora vai ser a doer" é o principal, mandado em forma de aviso ao vencedor do GP do Bahrein e actual lider do Mundial, Jenson Button, pois a Formula 1 vai chegar à Europa, e os "reis destronados" estão lentamente a recuperar o tempo perdido. Lewis Hamilton coloca regularmente a McLaren nos pontos, e a Red Bull e a Toyota já demonstraram que são optimas opções, num ano muito competitivo. Em chamadas de página estão o WRC, com mais uma vitória de Sebastien Löeb, a Formula Renault, com o António Felix da Costa, e o Moto GP, com o Jorge Lorenzo.

Le Mans: Tiago Monteiro e Bruno Senna lado a lado na Oreca

Este ano, para além das suas tarefas como director da equipa Ocean na GP2, e do Seat Leon TDi no WTCC, Tiago Monteiro vai ainda dar uma perninha nas 24 Horas de Le Mans este ano... com Bruno Senna e Stephane Ortelli a seu lado. O piloto português afirmou hoje que aceitou um convite da equipa ORECA para guiar o seu carro, na classe LMP1.



"Estou contente por poder aproveitar esta grande oportunidade. Farei a minha primeira aparição na categoria principal com um carro e uma equipa excelentes. Quando pilotei o ORECA 01, eu pude voltar a sentir algumas sensações muito fortes, muito semelhantes às da Formula 1", disse Monteiro.


A participação do piloto português vai ser a sua terceira na mais famosa corrida de resistência no circuito francês. O seu carro pode não ser um dos favoritos, pelo menos contra os Audi, Peugeot e Aston Martin oficiais, mas esta é uma prova de resistência e não de velocidade. Pelo menos, é mais um piloto português que irei torcer em Junho...

Formula 1, Ronda 4, Bahrein (Revista da Blogosfera)

Na úlitma corrida antes da chegada da Formula 1 à Europa, pela primeira vez nesta temporada, as coisas decorreram num ambiente, dito, normal: céu limpo, ao inicio da tarde, sem artificios. O resultado foi que apesar da corrida ter sido algo interessante, teve muitos momentos aborrecidos. E Jenson Button voltou a vencer, com os Toyota a perometerem muito nos treinos e a não cumprir na corrida, e Rubens Barrichello a protagfonizar mais um episódio na pista, desta vez com Nelson Ângelo Piquet...


Logo a seguir, eis alguns recortes seleccionados na Blogosfera acerca do Grande Prémio barenita:



Se alguém ainda tem dúvida de que Jenson Button tem pinta de campeão, ela talvez tenha se dissipado hoje com a sua atuação brilhante em meio ao deserto do Bahrein. Jenson foi agressivo no momento e na medida exata e sua ultrapassagem sobre Lewis lhe deu a posição e oportunidade necessária para usar de seu BGP 001 que parece soberano em ritmo de corrida. (…)

Becken Lima, F1 Around


Justiça? Não...


Não é esta a palavra para definir a vitória de Jenson Button no GP do Bahrein, mas, se perguntarem se foi justa, aí sim.

Foi justa.

Ele não foi o melhor em nenhum treino do fim de semana, ficando atrás até da Williams de Nico Rosberg nos treinos de Sexta. E atrás das duas Toyotas no Sábado. Porém quando valia mesmo, foi perfeito.

Justiça talvez fosse uma vitória de Vettel. Um monstro no treino oficial, que só ficou atrás dos surpreendentes carros japoneses por conta da estratégia de pouco peso.Ou será que alguém em sã consciência pensou mesmo que Trulli e Glock repentinamente desabrocharam como pilotos espetaculares?

Óbvio que não. Como diz aquele velho ditado popular: Pau que nasce torto... E para ratificar o dito ainda tem o 1B que foi exatamente igual ao que ele sempre faz.

(…)

Ron Groo, Blog do Groo

(…)

Como eu ainda tento salvar alguma coisa no Barrichello, me decepciono.

Toda santa corrida.

Desta vez, além de me decepcionar com a m**** da estratégia da Brawn, ainda tenho que assistir, Rubens atrás de Nelsinho, e ainda por cima, reclamando com as mãos pro alto, tal como uma bela de uma nona, a posição que, coberto de razão o outro brasileirinho defendia.
OK, o que Rubens disse depois da corrida, faz sentido, se não fosse Piquet, que sabia ter um carro mais lento, e não estava diretamente disputando nada, o “aposentado da Brawn” (ó, não fui eu que disse eim, foi o Briatore) poderia ter chegado mais a frente.

Mas e aí?

Quem disse que Nelsinho tem obrigação de deixá-lo passar?

Quem disse que só por que o carro dele é branco e grifado com marca texto os demais pilotos da pista tem de se curvar ao soberano?

Talvez ele pense que é isso que tem ajudado o seu companheiro inglês, já que parece ser muito fácil vencer quando é Button que o faz.

Outra coisa que Rubens disse e que faz sentido, é que os brasileiros deviam ficar felizes por ele ter um carro competitivo, e que o momento é de apoio e não de crítica.

Mas e aí?

Faz algo de útil então, para que possamos apoiá-lo.


Ingryd Lamas, Athena Grand Prix

(…)

Ao fim do balaio de gatos barenita, onde o pódio não tem champanhe e o anúncio oficial exibe uma tremenda loira decotada, enquanto as nativas ainda trajam a burca, apenas em um segmento da corrida a ironia não atuou. Foi com Rubens Barrichello. Ou talvez sim, como no momento em que ficou atrás de Nelsinho Piquet durante algumas voltas. Logo contra um Piquet, cujo maior representante do clã sempre fez questão de diminuir Barrichello, o ex-ferrarista fez uma bela ultrapassagem no final da reta principal. Fora isso, no entanto, Barrichello não teve companhia da ironia. A temporada do brasileiro vai se desenhando apenas como a manutenção daquilo que Rubinho sempre fez de melhor: sair-se pior do que o companheiro de equipe. Button dispara com 31 pontos e deixa o brasileiro com 19. Em quatro corridas Button venceu três e chegou ao pódio em uma. Barrichello apenas compareceu à cerimônia pós-corrida em uma oportunidade. Rubens vai se tornando lenda por ser o melhor escudeiro da história recente da F-1. É uma espécie de Coyote que sempre se da mal na briga com o Papa-Léguas. Aqui não há (será?) ironia. A figura de linguagem chama-se hipérbole.

Fábio Andrade, De Olho na Formula 1

(…)

Com 75% de aproveitamento em vitórias, Jenson Button dispara a vantagem na ponta da tabela de pilotos. Rubens Barrichello digere um amargo 31 a 19. Vettel encosta com 18. Trulli, mais atrás, soma 14,5.

Entre os construtores, a Brawn castiga com 50 pontos contra 27,5 da Red Bull e 26,5 da Toyota. A Ferrari segue na penúltima colocação.

A próxima etapa promete. Novos pacotes aerodinâmicos podem surgir na Espanha, pondo fogo na temporada e ameaçando ainda mais a superioridade da Brawn, que perde um pouco de terreno a cada prova.

Duas semaninhas, e a Fórmula 1 mergulha no calendário europeu. A Red Bull pretende ampliar suas garras, a McLaren evoluiu muito e dará sequência à reação, o pessoal de Maranello precisa engatar a partir de Barcelona, a BMW espera poder provar que não é a decepção do ano, a Williams tem de fazer mais do que dominar treino livre.


Felipe Maciel, Blog F-1

Formula 1 em Cartoons - GP Series (Bahrein)

Jenson Button e Sebastien Vettel são os pilotos da moda, e agora que estão na mó de cima, Marcos Antônio Filho, da GP Series, "colocou-os a falar" sobre o segredo do seu sucesso e o que acham dos seus companheiros de equipa, respectivamente Rubens Barrichello e Mark Webber. O resultado é este...

IRL - Ronda 3, Kansas (corrida)

Na estreia da IRL em pistas ovais este ano, o melhor foi o neozelandês Scott Dixon, no seu Chip Ganassi, demonstrando que está aqui para renovar o seu título do ano passado, e batendo os seus mais directos adversários: Dario Franchitti (que bateu) e Ryan Briscoe, que foi quarto.


A prova começou nos treinos da vespera, quando uma irregularidade colocou Helio Castroneves e Dario Franchitti na ultima fila, penalizados pelos comissários de pista, dando a pole-position ao Newman-Haas de Graham Rahal. A corrida começou com os Newman-Haas de Rahal e do holandês Robert Doornbos na frente, com Dixon, Tony Kanaan, Ryan Briscoe, Danica Patrick e Dan Wheldon sempre próximos.


Na volta 25, Dixon passou Rahal, e a liderança ficou nas suas mãos até praticamente ao final da corrida, perdendo pontualmente quando ia fazer os seus reabastecimentos. Entretanto, mais atrás, e umas voltas antes, Helio Castroneves envolvia-se num incidente com o seu compatriota Vitor Meira, que levou o piloto da Foyt a abandonar a corrida, devido aos estragos causados pela batida no muro. Castroneves continuaria até ao fim para se classificar num brilhante segundo posto.


Tony Kanaan foi terceiro (e com este lugar, é o novo lider da IRL), e logo atrás ficaram Ryan Briscoe e Danica Patrick a ficarem nas posições seguintes. quanto a Graham Rahal, o "poleman", classificou-se na sétima posição, atrás de Marco Andretti. Robert Doornbos foi 12º, enquanto que os dois regressos femininos ao pelotão da IRL, Sarah Fisher e Milka Duno, foram respectivamente 13ª e 16ª (e última), com a venezuelana a ficar a cinco voltas dos primeiros.


Agora, a IRL para por um mês, para que máquinas e pilotos se dediquem à mais importante prova do ano: as 500 Milhas de Indianápolis, marcado para o dia 31 de Maio.

domingo, 26 de abril de 2009

Formula 1 em Cartoons - Pilotoons do Mantovani (Bahrein)

Mal a corrida do Bahrein acabou, o pessoal com mais sentido de humor puxa da sua imaginação. E o Bruno Mantovani, que baptizou agora as suas charges de "Pilotoons", decidiu fazer o seu desenho do GP da Bahrein, fazendo uma comparação entre os pilotos da Brawn, Jenson Button e Rubens Barrichello.




Que tal? Eu gostei! Agora, esperemos pela charge animada, para vermos o que surgirá...

WRC - Rali da Argentina (Final)

O WRC de 2009 já mais parece ser o quintal de Sebastien Löeb. Em cinco provas deste campeonato, o piloto francês da Citroen tem ganho sempre, e parece que já está virtualmente encontrado (ainda falta a matemática) o campeão do Mundo, pois ninguém duvida que ele vai a caminho do seu sexto título consecutivo...



Na Argentina, Löeb conseguiu a vitória numero 52 da sua carreira, e a sexta consecutiva do campeonato (ainda ganhou em Gales, na última prova de 2008). "São recordes atrás de recordes, que dificilmente alguma vez serão batidos, especialmente se o francês se mantiver pelo WRC por mais alguns anos. As restantes equipas bem 'espevitam' os motores dos seus carros, mas a verdade é como o azeite e no fim, 'dá' sempre o mesmo", escreve hoje Autosport português, acerca da sua "performance."

As classificativas finais ainda trouxeram alguma história para os directos adversários de Löeb. Se Daniel Sordo cumpriu o seu papel de escudeiro e foi segundo classificado, já Jari-Matti Latvala, que caminhava para o terceiro posto, teve problemas no sistema de pressão do combustível do seu Ford Focus, fazendo com que o finlandês acabasse no sexto posto final, atrás do Stobart - Ford de Matthew Wilson!

Quem também não chegou ao fim foi Petter Solberg, que sofreu os mesmos problemas que Latvala, isto numa altura que ia a caminho de novo pódio, pois rolava na terceira posição. quem ficou com esse lugar foi o seu irmão mais velho, Henning Solberg.

O quarto posto foi para o local Frederico Villagra, no seu Ford Focus da Munchi's, que conseguiu a melhor posição de sempre no WRC. Depios classificaram-se wilson e Latvala, com Sebastien Ogier a ser sétimo (apesar de ter recorrido ao sistema de "Superally") e do qatari Nasser Al Attyah, que ganhou em simultâneo na categoria de Produção. Mesmo sem a participação de Armindo Araujo, a desistência dos seus adversários directos faz com que continue a liderar o Mundial.

Formula Renault: Formiga é sexto, mas reforça liderança

Depois da vitória de ontem em Hockenheim, António Felix da Costa, o Formiga, tinha em mãos na corrida de hoje uma tarefa espinhosa: conseguir subir o mais possivel, partindo do oitavo posto, e se possivel, reforçar a lideraça do campeonato NEC (North European Competition). Na corrida desta tarde, Felix da Costa terminou no sexto lugar, mas esteve melhor do que os seus adversários directos, e cimentou a liderança do campeonato.

No arranque, o piloto português arrancou de oitavo mas saltou para o quarto lugar nfinal da primeira volta. Contudo, voltou a sentir a 'atracção gravitacional' do dinamarquês Kevin Magnussen, seu colega na Motopark Academy, que lhe danificou a asa dianteira num toque, mas acabou por abandonar. O "Formiga" aguentou, tentando não perder o ritmo, e controlando Adam Quaife-Hobbs, o seu rival no campeonato, que acabou logo atrás dele, na sétima posição. Quanto ao vancedor, foi o colombiano Juan Jacobo, que ficou à frente do finlandês Daniel Aho, e do sul-africano Arnold Neveling.


Quanto ao campeonato, Felix da Costa lidera com 99 pontos, mais 27 do que Jacobo, e mais 30 do que o dinamarquês Marco Sorensen. A próxima prova deste campeonato será no circuito finlandês de Alastaro, mas antes, na semana que vêm, o piloto português correrá em Spa-Francochamps, para mais uma ronda dupla da Formula Renault 2.0 Eurocup.

PTCC 2009 - Braga (Corridas)

O PTCC, equivalente português ao campeonato mundial de Turismos, teve este Domingo no Circuito Vasco Sameiro, em Braga, a sua segunda jornada dupla. Esta jornada visava, entre outras coisas, saber quando dos dois lideres do campeonato, Duarte Felix da Costa, no seu Seat Leon Supercopa, e César Campaniço, no seu BMW320i, iria desempatar e sair da Cidade dos Arcebispos com o comando do campeonato na mão.

Nos treinos, o melhor foi Patrick Cunha, no seu Seat Leon, que levou a melhor sobre Duarte Felix da Costa e César Campaniço. Cunha fez 1.22,393 segundos, quase meio segundo melhor do que Felix da Costa. Depois de Campaniço, no terceiro posto, ficou o Peugeot 407 S2000 de João Figueiredo, enquanto que na terceira fila ficaram o BMW 320i de José Pedro Fontes e o Seat Leon Supercopa de Joffrey Didier.

Na primeira corrida da tarde, Cunha partiu bem, com Felix da Costa logo atrás e José Pedro Fontes a curvar em terceiro. João Figueiredo levou um toque de Gonçalo Manahu e desistiu na hora. Entretanto, logo atrás, José Monroy, com o seu Mitsubishi Lancer Evo IX, começa a fazer uma corrida de recuperação, passando de sétimo ao segundo posto em poucas voltas. Ao mesmo tempo, Patrick Cunha tem problemas de direcção e vê-se obrigado a desistir, deixando Duarte Felix da Costa isolado no comando da prova.

À medida que as voltas passam e Monroy chega ao segundo posto, começa a impor o seu ritmo e a aproximar perigosamente de Felix da Costa. Na 12ª volta, estava muito perto de lutar pelo comando, quando o turbo do seu carro falhou, e viu-se obrigado a baixar o ritmo. Foi ultrapassado pelo trio Fontes/Campaniço/Didier e acabou a corrida na quinta posição.

Até ao final da corrida, José Pedro Fontes aguentou os ataques de Campaniço, enquanto que Joffrey Didier observava-os de perto, apostando num erro de ambos os pilotos, algo que não veio a acontecer. No final, Duarte Felix da Costa comemorava a sua segunda vitória no campeonato, com José Pedro Fontes e César Campaniço a completarem o pódio.

"Fiquei atrás do Patrick Cunha no arranque, ele estava muito rápido. Entretanto ele desistiu e fiquei sozinho até perceber que o José Monroy se estava a aproximar preigosamente, mas também ele acabou por ter problemas. Depois tive de controlar o resto da corrida, mas muito atento ao escape do carro que não estava bem.", disse Felix da Costa no final desta primeira corrida.

José Pedro Fontes considerou que a luta com Campaniço foi "dura e dificil, mas leal", enquanto que Campaniço afirmava que, primeiro "tentei evitar confusões na pertida e acabei muito atrás, quando o José Monroy me passou, fiquei em sexto e nem sabia o que fazer...", para no final da corrida ter recuperado o ritmo e ter feito "tudo para tentar passar o José Pedro Fontes, mas a pista é pequena e não deu."

Na segunda corrida da tarde bracarense, com a grelha invertida para os oito primeiros, César Campaniço era o que tinha melhores hipóteses de chegar à liderança, o que aconteceu pouco depois da partida. Atrás de si tinha o outro BMW 320i de José Pedro Fontes, que após metade da corrida, se aproximou bastante de Campaniço. Contudo, as coisas não se alteraram, e Campaniço alcançou a sua segunda vitória do ano, e beneficiando do quarto lugar de Duarte Felix da Costa, é agora o novo lider do campeonato. José Monroy, no seu Mitsubishi Lancer Evo IX, levou o seu carro á terceira posição final.

"Sabia que o arranque era de primordial importância para o resultado final. Depois de ocupar o primeiro lugar procurei manter-me concentrado e a impor o meu ritmo, pese embora os ataques do Zé Pedro Fontes me terem obrigado a forçar um bocadinho", disse Campaniço, o actual campeão em título.

Já José Pedro Fontes estava satisfeito com mais um pódio em Braga: "Arranquei bem e mantive-me na luta. Penso que os resultados deste fim-de-semana foram óptimos tendo em conta o número de anos que estive afastado das pistas. Agora vamos para o Algarve, uma pista que desconheço por completo, mas à qual espero adaptar-me rapidamente para manter esta senda de bons resultados", afirmou.

Já José Monroy estava nitidamente feliz com o resultado, depois da desilusão da primeira corrida: "Fiz um bom arranque mas depois um desentendimento com o Zé Pedro e César fez-me perder posições. Ainda me aproximei da frente mas depois achei por bem não arriscar. Foi um óptimo fim-de-semana para nós", afirmou.

O PTCC vai agora a Portimão, onde entre 15 a 17 de Maio se realizará a terceira jornada dupla no novo Autódromo Internacional do Algarve.

Formula 1 - Ronda 4, Bahrein (Corrida)

A quarta ronda do campeonato do mundo de Formula 1 decorreu, por fim, num dia "normal": após a hora do almoço, sob céu limpo e com calor. O chato é que tivemos de ir ao deserto para termos um ambiente desses... Esta era uma corrida onde poderiamos ver a hipótese de uma nova equipa estrear-se nas vitórias, a terceira vez em quarto corridas, o que é inédito em muito tempo...

Era nestas condições que máquinas e pilotos se prepararam para dar 57 voltas ao circuito de Shakir. E na partida, Os toyota param para a frente, sem serem incomodados, com Timo Glock à frente de Jarno Trulli. Mais atrás, Lewis Hamilton passou para a terceira posição, mas Jenson Button o ultrapassou uma volta depois. Sebastien Vettel vinha a seguir, pressionado por Rubens Barrichello, e depois vinha os Ferrari de Kimi Raikonnen e Felipe Massa, Fernando Alonso e Nico Rosberg. Na cauda estavam Kazuki Nakajima e Robert Kubica, que tinham tocado entre si e ido às boxes.

As voltas seguintes foram sem história, mas quando os Toyota foram à boxe, na volta onze, Trulli saiu das boxes pressionado por Fernando Alonso, que o atacou e o ultrapassou, numa manobra muito corajosa (sim, ultrapassar por fora numa curva à direita não está nos livros...). algumas voltas depois, algo anormal: Rubens Barrichello fica preso atrás de... Nelson Piquet Jr. Um duelo nacional e uma oportunidade de resolver alguns problemas. Mas Piquet tinha calçado o KERS e podia aguentar melhor os ataques do carro da Brawn GP. No final acabou por o ultrapassar, mas Rubinho reclamou...

Mas havia factos a serem referidos: os Toyota tinham decidido colocar pneus duros nos seus carros, e tinham decaido de andamento. Assim, Glock não aguenta a liderança e passa-a para as mãos de Jenson Button, que ficava na frente de Trulli e Vettel, quando faltavam 35 voltas para o fim.

O resto da corrida foi, em muitos aspectos, decidido nas boxes: Button fica na frente, com Trulli, Vettel e Barrichello atrás, colados que nem lapas. Colados... mas não se ultrapassavam. A dez voltas do fim, o brasileiro foi às boxes e ficou logo à frente de Kimi Raikonnen, que por sua vez, estava a ser assediado por Timo Glock. Mas o quinto lugar era dele, e atrás ficava Kimi Raikonnen, que deu os primeiros três pontos do ano à Ferrari, Timo Glock e Fernando Alonso.

E na meta, Jenson Button dá á Brawn GP a terceira vitória do ano, com Sebastien Vettel a ficar com o segundo posto, e a subir ao segundo lugar do campeonato, e o veterano Jarno Trulli a completar o pódio. Com este resultado, e numa corrida nestas condições, pode-se dizer que este deve ser o melhor espelho da Formula 1 actual, em ano de revolução no pelotão. E mesmo o quarto lugar de Lewis Hamilton, pode-se afirmar que a McLaren está a conseguir menorizar os estragos que à partida iriam ter...

Agora, a Formula 1 vai para a Europa, mais concretamente Barcelona, onde dentro de 15 dias estará naquela que é, para muitos, a mais aborrecida e mais usada pista da Formula 1 actual. Teremos mais emoção, com estes carros, na Catalunha? Veremos...