terça-feira, 3 de setembro de 2013

Youtube McLaren Automotive: Jay Leno experimenta o McLaren P1

Jay Leno é Jay Leno, e há quem tenha imensos ciumes dele. Porquê? Mais do que a sua profissão, a riqueza que ele têm e a sua incrível coleção de carros, ele têm a oportunidade de experimentar coisas primeiro do que os outros. A razão porque digo isso? Ora, ele foi a Woking, sede da McLaren, e andou dentro de um modelo P1 antes do resto dos milionários que vão comprar esse carro.

A sua passagem pela sede da equipa fundada por Bruce McLaren há 50 anos foi gravada e ele andou com o carro... na pista do Top Gear. Será que aqueles três não tiveram vontade de o matar?

Enfim... vi isto no Jalopnik.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Noticias: Ricciardo é piloto da Red Bull em 2014

Já é oficial: o australiano Daniel Ricciardo é o piloto da Red Bull para 2014. O anuncio foi feito esta noite na TV austriaca através de Helmut Marko. Ele irá substituir o seu compatriota Mark Webber, que irá em 2014 para a Endurance, ajudando a Porsche no seu projeto de regresso a Le Mans.

O anuncio de Ricciardo, atualmente com 24 anos, é mais um sucesso do projeto da Red Bull Junior Team e dos pilotos vindos das categorias de acesso, cujo melhor exemplo é o alemão Sebastian Vettel, tricampeão do mundo e atual líder do mundial. Assim, acabam-se as especulações que apareceram ao longo do mês sobre o ingresso de outros pilotos como Kimi Raikkonen e Fernando Alonso.

Nascido da cidade de Perth a 1 de julho de 1989, Ricciardo chegou à Formula 1 na segunda metade de 2011, correndo pela HRT. Em 2012 passou para a Toro Rosso, onde conseguiu até agora 22 pontos e um sétimo posto no GP da China de 2013 como melhor resultado. Com este anuncio, conseguiu superar o francês Jean-Eric Vergne no lugar.

Resta saber quem ficara com o seu lugar na Toro Rosso. O português António Félix da Costa é o candidato numero um, mas surgiu por estes dias o rumor de que o brasileiro Felipe Nasr poderá estar a querer o lugar.

Youtube Endurance Crash II: o incêndio do Ferrari da AF Corse em Interlagos


As Seis Horas de São Paulo foram mexidas, como se sabe. Para além do acidente entre o Toyota de Stefan Sarrazin e o Lotus numero 32 do austriaco Dominik Kraihaimer, outro dos momentos da corrida foi quando o Ferrari 458 numero 71 da AF Corse, guiado por Toni Vilander e Kamui Kobayashi, começou a arder na berma, fazendo muito fumo e causando estragos em metade do carro.

Youtube Formula 1 Challenge: Como ganhar um prémio... sem gritar


Um dos patrocinadores da equipa da Red Bull na Formula 1, a marca de calçado Geox, decidiu fazer um desafio, no mínimo, original: fez um concurso, em que os vencedores iriam receber vinte pares de sapatos. Mas com uma condição (ou um desafio final): teriam de guiar em carros conduzidos pelos Sebastiões (Sebastian Vettel e Sebastien Buemi) e se gritassem... perdiam um par de sapatos.

O video têm a sua graça... eu vi isto no blog do Joe Saward.

O custo da Formula 1

É sempre interessante saber quanto é que os pilotos de Formula 1 ganham de salário por temporada, mas mais interessante é saber quanto é que as equipas gastam por ano para se manter na Formula 1, e quanto custa na fábrica cada ponto conquistado na pista. É certo e sabido através dos "voxpop" que as equipas da frente têm algum lucro, enquanto que as do meio para baixo custa-lhes bastante acabar a temporada com lucro, sendo que os exemplos conhecidos da Sauber, Renault e da Force India estão espalhados pela imprensa especializada.

Na semana passada, porém, a Autosport britânica falou sobre os custos da Formula 1, algo que não foi muito divulgado. Mas hoje dei por mim a ver um post sobre isso no Formula 1 blog, e achei por bem colocar aqui para terem uma ideia do que se está a lidar.

Primeiro que tudo: os números foram submetidos à Companies House britânica, uma entidade fiscal no qual as equipas têm de submeter os orçamentos, já que muitas destas marcas estão cotadas em bolsas internacionais, como a de Londres. As receitas, despesas e lucros estão devidamente detalhadas, e vale a pena dar uma espreitadela.

Assim sendo (os números são de 2012, os valores estão em libras)

Red Bull:

- 240 milhões em receitas, dos quais 110 milhões vêm da equipa, 70 milhões da FOM, 60 vêm de outros patrocinadores.
- 235,5 milhões de despesas, com um lucro de 5,5 milhões, para um pessoal de 690 pessoas.

Ferrari:

- 260 milhões em receitas, dos quais 20 milhões vêm da equipa, 80 milhões vêm da FOM, 160 milhões de outros patrocinadores.
- 250 milhões de despesas, com um lucro de 10 milhões, para 700 pessoas empregadas.

McLaren:

- 180 milhões em receitas, dos quais 60 milhões vêm da FOM e 120 milhões de outros patrocinadores.
- 160 milhões de despesas, com um lucro de 20 milhões, para 600 pessoas empregadas.

Lotus-Renault:

- 120 milhões em receitas, dos quais 30 milhões vêm da equipa, 45 milhões vêm da FOM e 45 milhões de outros patrocinadores.
- 130 milhões de despesas, com um prejuízo de 10 milhões, para 500 pessoas empregadas.

Mercedes:

- 150 milhões em receitas, dos quais 50 milhões vêm da equipa, 40 milhões vêm da FOM e 60 milhões de outros patrocinadores.
- 160 milhões de despesas, com um prejuízo de 10 milhões, para 930 pessoas empregadas.

Sauber:

- 75 milhões em receitas, dos quais 35 milhões vêm da FOM e 40 milhões de outros patrocinadores.
- 90 milhões de despesas, com um prejuízo de 25 milhões, para 320 pessoas empregadas.

Force India:

- 75 milhões em receitas, dos quais 30 milhões vêm da equipa, 35 milhões vêm da FOM e 10 milhões de outros patrocinadores.
- 100 milhões de despesas, com um prejuízo de 25 milhões, para 300 pessoas empregadas.

Williams:

- 90 milhões em receitas, dos quais 30 milhões vêm da equipa, 32 milhões vêm da FOM e 28 milhões de outros patrocinadores.
- 90 milhões de despesas, para 520 pessoas empregadas.

Toro Rosso:

- 70 milhões em receitas, dos quais 32 milhões vêm da equipa, 30 milhões vêm da FOM e 8 milhões de outros patrocinadores.
- 70 milhões de despesas, para 300 pessoas empregadas.

Caterham:

- 65 milhões em receitas, dos quais 26 milhões vêm da equipa, 30 milhões vêm da FOM e 9 milhões de outros patrocinadores.
- 65 milhões de despesas, para 260 pessoas empregadas.

Marussia:

- 51 milhões em receitas, dos quais 30 milhões vêm da equipa, 6 milhões vêm da FOM e 15 milhões de outros patrocinadores.
- 51 milhões de despesas, para 200 pessoas empregadas.

As conclusões são simples: as equipas conseguem ter orçamentos equilibrados, e qualquer prejuízo, desde que seja pequeno, consegue ser cobrado. Pode-se ver o peso que têm as receitas da FOM nos seus orçamentos nos quais, excepto a Marussia, são uma parte importante nas equipas do meio para a cauda do pelotão. E como seria de esperar, as três equipas da frente (McLaren, Red Bull e Ferrari) tiveram lucro.

Fica-se algo surpreso por se ver que a McLaren não injeta dinheiro diretamente da sua estrutura, o que implica que não dependem das vendas dos seus automóveis de estrada (que são um negócio recente, a propósito), mas isso não qualquer influência no resultado final, pois tiveram lucro, que é guardado, provavelmente, para as próximas temporadas.

É preocupante ver os prejuízos nas equipas do meio do pelotão, como a Lotus, Sauber e a Force India. Apesar de serem equipas diferentes em termos de estrutura - o primeiro é uma aventura independente de Peter Sauber, outra é a paixão de Vijay Mallya, um dos homens mais ricos da Índia - os seus problemas estão devidamente publicitados nos últimos dois anos, e pensa-se que a injeção de dinheiro vindo da Rússia para a Sauber (fala-se em cem milhões por ano, em troca de um assento para o local Serguei Sirotkin) poderá resolver os seus problemas para os fornecedores, por exemplo.

Ainda no campo dos prejuízos, os números da Mercedes são surpreendentes, mas sendo uma equipa de fábrica, entende-se isso como o preço a pagar para colocar a equipa no quadro dos vencedores. É que uma equipa de fábrica vale-se pela velha frase de Henry Ford: vencer no domingo para vender mais carros na segunda-feira.

Vistos estes números, pode-se pensar que as equipas de Formula 1 estão bem de saúde. De uma certa forma, é uma ilusão, pois o esforço e o preço a pagar é grande. Eles dependem da FOM para sobreviver, e o bolo distribuído não passa dos 50 por cento do total captado por Bernie Ecclestone. A sua captação de patrocínios é limitada, e de uma certa forma, as contas estão equilibradas graças a várias coisas como a regulamentação do desenvolvimento de peças cruciais, como o motor. E no fundo da tabela, a luta é "mortal": se alguma dessas duas equipas, Caterham ou Marussia, não conseguir o décimo posto e o dinheiro da FOM, no ano seguinte, terão problemas em achar o dinheiro necessário. Afinal de contas, são 24 milhões de libras de diferença...

Em 2014, a Formula 1 dará um alto com os novos motores 1.6 Turbo, e estes prometem ser caros, o que fará com que as equipas se tenham de esforçar para conseguir mais dinheiro (patrocínios ou um maior bolo da FOM) para pagar as despesas desses motores. Fala-se que um contrato com os motores Renault vale à volta de 25 milhões...

Em jeito de conclusão: vale a pena estar na Formula 1. Se for rico, (ou um construtor) e estiver disposto a colocar imenso dinheiro para tirar algum lucro disto tudo, ou não acabar o ano com prejuízos, consegue sobreviver e criar história na categoria. Mas terá de lutar muito para ir buscar todos os tostões necessários para preencher os "buracos", e cobrar a toda a gente. Não admira que estas pessoas desejem os pilotos pagantes, não é?  

Youtube Endurance Crash: O acidente de Stephane Sarrazin em Interlagos


Os Audis podem ter ganho esta corrida "com uma perna às costas", este domingo em Interlagos, muito graças a este acidente na Curva 3 do circuito, ocorrido ainda na primeira hora da corrida. O acidente aconteceu quando Stephane Sarrazin foi inesperadamente "barrado" pelo Lotus LMP2 guiado pelo austríaco Dominik Kraihaimer, acabando por ambos irem parar às barreiras de proteção.

O acidente causou a intervenção do Safety Car, que lá ficou por mais de 40 minutos, dado que a batia foi de tal forma forte que as barreiras de proteção tiveram de ser reparadas. Mas isto, de uma certa maneira, tirou a graça à corrida, fazendo com que o resto fosse um passeio para a marca de Inglostadt.

Youtube NASCAR Crash: acidentes na pista e chapadas nos bastidores

Parece que a NASCAR começa a ganhar reputação por aquilo que passa fora da pista, principalmente as brigas. Esta aconteceu na Camping World Truck Series, no circuito de Mosport, no Canadá, onde Ty Dillon e Chase Elliot lutaram pela liderança até à última curva, onde Elliot... tocou em Dillon e o colocar fora de pista. 

Claro, depois do que aconteceu, ambas as partes foram tirar satisfação um do outro. Mas o mais estranho foi o que aconteceu na luta pelo sexto posto, quando Mike Skeen tentou passar o italiano Max Papis, mas também acabou mal. No final, a namorada de Skeen quis tirar satisfações com ele, dando uma chapada.

A sorte é que Papis aceitou as coisas de forma graciosa... e mais uma sessão de Xutos e Pontapés em paragens americanas...

Youtube Crash: A pedra rolante e os sortudos do carro branco

Esta vi no Telejornal de hoje, e aconteceu em Taiwan, onde uma tempestade tropical andou a passear por lá este fim de semana. Eu não sei quem é que nunca mais vai esquecer disto: as pessoas que estavam dentro daquele carro branco ou a pessoa que seguia atrás e gravou tudo da câmara que têm no seu "tabelier". 

Mas temos de concordar que eles tiveram toda a sorte do mundo...

domingo, 1 de setembro de 2013

Youtube Raly Crash: O mau dia de Esapekka Lappi no Barum Zlin

Este fim de semana houve o Rali Barum Zlin, na Republica Checa, e o finlandês Esapekka Lappi, considerado uma das esperanças do rali mundial, tentou a sua sorte. Só que na sexta especial, ele decidiu exagerar com o seu Skoda Fabia S2000 numa curva e acabou na floresta...

WEC: Seis Horas de São Paulo, em direto!


FIA WEC - LIVE por fiawec
Já começou há mais de uma hora, mas ainda podem assistir ao resto da corrida das Seis Horas de São Paulo por aqui. E já houve um acidente sério na Curva 3, quando um Toyota e um Lotus bateram fortemente...

Youtube Endurance Crash: o acidente de Baltimore

Este sábado, a corrida da American Le Mans Series no circuito urbano de Baltimore, correu muito mal quando cerca de uma dezenas de carros se acidentaram uns contra os outros, bloqueando a pista e causando a interrupção da corrida.

Confesso que ver aquele asfalto e os respectivos saltos, o risco de haver acidentes é bem elevado...

sábado, 31 de agosto de 2013

Youtube Racing Crash: os acidentes de Agosto

O Alex Ventura mandou-me isto há uns dias, e como hoje as coisas andaram um pouco "paradas" - a realidade, tou a fazer coisas para colocar nos próximos dias e semanas - achei que seria interessante colocar este video dos vários acidentes que houve por aí durante este mês que está a acabar agora, nas várias categorias de automóveis um pouco por todo o mundo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Youtube Movie Trailer: Rush... em Lego


Já não há dúvida que os "petrolheads" andam a contar os dias até irem ver "Rush" no cinema. E para matarem o tempo, até fazem "trailers" do filme... em Lego! Isto já tem uns dois meses, mas vale a pena.

Vi isto no WTF1.co.uk.

O fundo de verdade no rumor de Felipe Nasr na Toro Rosso

Mais de vinte e quatro horas após ter surgido o rumor de que Felipe Nasr poderia ser uma forte hipótese para o lugar de Daniel Ricciardo na Scuderia Toro Rosso, é tempo de dissecar um pouco sobre o tema, e sobre o fundo de verdade que têm tais coisas. E a razão porque é que um piloto da GP2 possa estar interessado em entrar "de paraquedas" na estrutura da Red Bull. Algumas têm fundamento, outras quase roçam a "teoria da conspiração", mas têm o seu interesse.

Primeiro que tudo: ontem tive umas conversas interessantes por aí, e posso dizer de fonte segura que Nasr têm pelo menos dez milhões de euros prontos para investir num lugar na Toro Rosso, dos tais patrocínios que foram referidos na imprensa: Banco do Brasil e da Sky TV. Aí, o piloto de Brasilia - que recentemente comemorou o seu 21º aniversário - não têm quaisquer problemas, para além da sua boa capacidade de pilotagem, pois é o segundo classificado na GP2 deste ano, apesar de em duas temporadas na categoria... ainda têm de vencer uma corrida.

Para além disso, Nasr já passou pela estrutura da Red Bull, e têm um bom manager na figura de Steve Robertson (o mesmo que Kimi Raikkonen), que o assinou nos tempos da Formula 3 britânica. E desde o fim de semana da Bélgica que se soube da intenção de Bernie Ecclestone em ajudar a arranjar um lugar para ele, no sentido de evitar que o Brasil não fique sem pilotos para 2014, visto que este é o maior mercado para a Formula 1.

Curiosamente, esta intenção foi anunciada apenas duas semanas depois de se descobrir que ele foi passar férias na cidade croata de Dubrovnik... acompanhado por Christian Horner, o diretor desportivo da Red Bull. Acontecer isto agora pode ser visto como uma maneira de Horner agradar ao "anãozinho tenebroso". Uma troca de favores. Mas Horner também têm outro objetivo, que é suceder a Bernie Ecclestone no comando da Formula 1, e as suas atitudes recentes, como explicou no inicio do mês o Luis Fernando Ramos, mostra que ele está mais permeável a um favor do octogenário "manda chuva" da Formula 1.

E então, as pessoas na Red Bull vão aceitar calmamente um "paraquedista" na equipa B da Red Bull? Há dois motivos para que sim. O primeiro têm a ver com o próprio António Félix da Costa. Depois dos feitos do final de 2012, com cinco vitórias na World Series by Renault (WSR) e no GP de Macau, as pessoas acreditaram que ele era "o cara" ideal para substituir Sebastian Vettel, e esperava-se que em 2013 ele iria arrasar na WSR. Só que as coisas andam difíceis para o piloto de Cascais. Somente venceu uma vez nesta temporada e é copiosamente batido pelo estreante belga Stoffel Vandoorne e pelo dinamarquês Kevin Magnussen, que está ligado à McLaren graças ao seu pai, Jan Magnussen. E as pessoas dentro de Milton Keynes não andam muito felizes com essas performances, embora acredite que o carro da Arden Caterham - curiosamente, propriedade de... Christian Horner - não esteja a colaborar tão bem como esperavam.

É certo que isso pode ser resolvido se o piloto português trazer mais algum dinheiro para a equipa. Não os dez milhões de euros que Nasr têm, mas basta que os seus patrocinadores atuais abram um pouco mais os cordões à bolsa para ele garantir o lugar. E até é mais fácil do que pensa, pois ele têm patrocinadores que o acompanham desde tenra idade e a familia sabe mexer bem nesse campo.

A segunda grande razão tem a ver com as pessoas que estão por trás do desenho do carro. A Toro Rosso vai ter motores Renault na próxima época, largando os motores Ferrari que têm acompanhado desde 2007. Para além das mudanças que vão acontecer em termos de motores e de aerodinâmica, eles contrataram no inicio do ano o projetista James Key - vindo da Sauber - para desenhar os projetos da equipa. E esta têm revelado um salto na performance que, apesar de não mostrar muitos resultados na tabela final, está a dar uma oportunidade aos pilotos de brilharem. E isso pode ser importante para um futuro próximo, ou seja para Jean-Eric Vergne, por exemplo, e quem o acompanhar a partir da próxima temporada.

Em suma: ao proporcionar melhores condições, a Toro Rosso tornou-se num local mais interessante para mais gente. Mesmo os que vêm do lado de fora. E pode ser que uma combinação de favores e de interesses façam com que o resultado seja diferente daquele que muitos esperavam. Mas nada está ainda decidido.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Noticias: Carlos Tavares sai da Renault

Uma das noticias interessantes deste dia - a outra é saber que Jean Todt vai ter concorrência na candidatura à presidência da FIA - é a partida do português Carlos Tavares do lugar de "numero 2" da Renault-Nissan. Oficialmente, é para perseguir "um projeto pessoal", mas há quem fale que já existiam tensões entre ele e Carlos Ghosn, o CEO de origem brasileira.

Interessante é o "timing" da saída: acontece a pouco mais de seis meses do final do mandato de Ghosn (que está na Nissan desde 1996), e falava-se muito que o Tavares poderia ser a pessoa ideal para lhe suceder. Mas há duas semanas, numa entrevista à Bloomberg, ele não estava inclinado a continuar por muito tempo na empresa: "A minha experiência serviria qualquer companhia", disse na altura. "Porque não a General Motors? Seria uma honra gerir uma companhia como a GM", concluiu.

Embora a GM não tenha comentado, a Ford está nesta altura a planear a sucessão dos seus dirigentes de topo, que andam a rondar os setenta anos. Allan Mulaly, o presidente executivo, têm agora 68 anos.

Mas o mais interessante disto tudo é que com a saída de Carlos Tavares da Renault, o grupo que defende um maior envolvimento da marca na competição perde um grande aliado. Tavares chegou a ser um "gentleman driver", tripulando atualmente alguns carros históricos da marca (foi um dos impulsionadores do regresso da Alpine, por exemplo), e Ghosn nunca gostou muito dessa parte. Por estes dias se falava no rumor de um possível regresso da marca a Enstone, e no retomar de parte da estrutura accionista que a marca abandonou em 2011 a favor da Genii Capital. A razão? Maior visibilidade da marca na Formula 1, algo que não consegue com a Red Bull, que costuma "colar" o autocolante da Infiniti nos seus flancos, algo que a marca de Viry-Chatillon não gosta muito.

Veremos o que os próximos tempos irão dizer a este respeito e qual vai ser o futuro da marca na competição.