quinta-feira, 11 de junho de 2015

Youtube Formula 1 Classic: GP da Holanda de 1968


No dia em que se comemora mais um aniversário natalicio, descobri através do Facebook do Pedro Gomes o filme feito pela British Pathé do GP da Holanda de 1968, a primeira corrida ganha por Jackie Stewart ao serviço da Matra - e da Tyrrell, também.

Debaixo de condições atmosféricas degradantes, o piloto escocês conseguiu levar a melhor sobre Graham Hill, e dando à Matra a sua primeira dobradinha, pois o francês Jean-Pierre Beltoise foi o segundo classificado. Aquela foi a primeira vitória para o escocês desde o GP do Mónaco de 1966 (mais de dois anos de ausência do lugar mais alto do pódio) e seria a primeira de três vitórias, sendo a sua segunda, na Alemanha, entrado na história como uma das mais difíceis do automobilismo. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A foto do dia (II)

Às vezes é quando estamos virados para outros lados que aparecem novidades importantes. Como a Haas, que esta quinta-feira mostrou o seu primeiro chassis. Dizendo melhor, é um "show-car", sem motor, mas só para mostrar que fez um. Ao contrário da aventura da USF1, do Ken Andersson e do Peter Windsor, por exemplo.

Este vi no Jalopnik e chassis em particular foi mostrado na página do Twitter da equipa e está na HaasTec, na Bélgica, em exposição nos próximos dias. Apesar de ser um "show-car", demonstra que o projeto é para ser levado a sério e que estão a construir as coisas para a temporada de 2016, apesar de termos de esperar mais três meses até que possamos ouvir falar de pilotos, por exemplo.

Mas é um inicio.


A foto do dia

Há 35 anos, Le Mans viu a vitória da persistência. O concretizar do sonho de um homem, que nasceu e cresceu em Le Mans, de juntar o seu nome na lista dos vencedores. O seu nome era Jean Rondeau.

Ouvi esse nome pela primeira vez em criança, num álbum de Michel Vaillant, quando ele fabricava chassis de Formula Ford para Julie Wood, uma americana que queria ser piloto de automóveis e tentava a sua sorte na Europa. O que não sabia na altura era que a sua história era a de um sonho que raiou a obsessão, até o alcançar.

Crescendo no mundo do automobilismo, cedo meteu na cabeça que queria vencer no sitio onde cresceu a admirar os Jaguares, Ferraris, Fords ou Matras. Começou em 1976 quando construiu o projeto Inaltera, com motor Ford Cosworth. Nos anos seguintes, sofreu um bocado, primeiro quando o seu patrocinador saiu de cena, e depois quando teve dificuldades para arranjar dinheiro para construir o seu próprio chassis, mas as coisas estavam melhores em 1979, quando já tinha feito o chassis M379 e tinha pilotos como Henri Pescarolo.

Em 1980, foi ao ataque. Com a Porsche um pouco retraída depois do projeto 935, e a voltar a um chassis com mais de doze anos (o 908 versão 80), Rondeau achou que era a sua vez. Com o Ford Cosworth e com pilotos como Jean Ragnotti (sim, o piloto de ralis!), Jean-Pierre Jassaud (que tinha ganho dois anos antes com Didier Pironi no Alpine-Renault) e claro, Henri Pescarolo, foi uma luta com os carros oficiais da marca alemã para ver quem sairia vencedor. Ragnotti e Pescarolo desistiram durante a noite, quando o seu motor explodiu, mas de manhã, Rondeau e Jassaud resistiam aos ataques do carro guiado por Jacky Ickx e Reinhold Joest.

No final, duas voltas separaram Rondeau da Porsche, e ele comemorou algo inédito e unico: um piloto construtor, de Le Mans, a vencer a corrida mais dura do mundo. E depois desse feito, ninguém mais conseguiu, apesar de tentativas de pessoas como Henri Pescarolo.

Rondeau continuou nos anos seguintes a tentar a sua sorte, mas teve desilusões, quer em termos de corridas, quer quando a FIA lhe trocou as voltas. O acidente mortal de Jean-Louis Lafosse, no ano seguinte, na reta da Hunaudiéres, e em 1982, quando a FIA lhe tirou o tapete em termos de construtores, dando o título à Porsche (a sua patrocinadora, a marca de elevadores Otis, decidiu retirar-lhe o patrocínio em retaliação) fez com que deixasse de lado a ideia de construir chassis, mas não a competição.

Rondeau teve um final trágico: na antevéspera de Natal de 1985, tentava atravessar uma passagem de nível com o seu Porsche (alegadamente, ia atrás de um carro da policia...) quando foi colhido por um comboio, tendo morte imediata. Tinha 39 anos e provavelmente mais alguns anos de carreira, mas o seu lugar na história não poderia ser retirado.  

O piloto do dia - Vic Elford

Foi um dos pilotos mais versáteis da história do automobilismo. A sua carreira foi longa e passou por tudo que tinha quatro rodas e um volante, e tornou-se em algo único, pois não é todos os dias que se pode dizer que têm no palmarés um título europeu de ralis, vitórias nas 24 Horas de Daytona e nas 12 Horas de Sebring, para além de participações nas 24 Horas de Le Mans e treze Grandes Prémios de Formula 1. Chamado de "Quick Vic", vive hoje a reforma na Florida. No dia do seu 80º aniversário natalício, falo hoje de Vic Elford.

Nascido a 10 de junho de 1935 em Londres, Victor Henry Elford começou no automobilismo no inicio da sua vida adulta, sendo navegador de David Sellig-Morris num Triumph T3A. As suas performances como condutor só foram colocados à prova em 1961, quando adquiriu um Mini de corrida, com sucesso limitado. Contudo, no ano seguinte, entrou num DKW Junior, onde começou a ser visto como um potencial vencedor. Nos dois anos seguintes, apesar de boas performances com Triumphs, os resultados foram algo desapontantes por causa da pouca fiabilidade dos seus carros. Somente quando se transferiu para a Ford, que tinha o modelo Cortina para divulgar, é que se tornou bem sucedido.

Em 1967, Elford decidiu tentar a sua sorte no Europeu de ralis, a bordo de um Porsche 911. O sucesso foi tal que acabou por ser campeão europeu, e pelo meio, estreava-se nas pistas, nomeadamente nas 24 Horas de Le Mans, ao volante de um Porsche 906 Carrera, ao lado do holandês Ben Pon. O seu resultado foi prometedor, com um sétimo lugar final.

No ano seguinte, começou a temporada a vencer o rali de Monte Carlo, de novo num 911. Por essa altura, já estava a aventurar-se nas pistas, e apenas uma semana após essa vitória nas neves francesas, estava no outro lado do Atlântico, mais concretamente em Daytona, onde corria pela Porsche nas 24 Horas, com um modelo 907. Acabaria por ganhar ao lado de mais quatro pilotos, entre eles o suiço Jo Siffert e os alemães Hans Hermann, Rolf Stommelen e Jochen Neerpasch.

A meio do ano, Elford participava no Targa Florio ao lado do piloto local Umberto Magioli, e ambos corriam de novo num modelo 907. A corrida não começou bem para ambos, pois perderam 18 minutos devido a um furo. Quando "Quick Vic" pegou no carro, guiou que nem um possesso, ainda por cima debaixo de chuva, para acabar por vencer a clássica italiana.

Poucas semanas depois, Elford iria estrear-se numa nova categoria: a Formula 1. Ao volante de um Cooper oficial, a sua estreia foi no GP de França. em Reims, debaixo de chuva e marcada pelo acidente mortal de Jo Schlesser. Apesar dessas dificuldades, a estreia de Elford foi digna desse nome, terminando num honroso quarto posto. Acabaria por conseguir mais dois pontos no GP do Canadá, terminando o ano com cinco pontos e o 18º lugar no campeonato. Elford seria o piloto que guiaria pela marca na sua última corrida na Formula 1, o GP do México, onde terminou no oitavo lugar.

Pelo meio, voltou a participar nas 24 Horas de Le Mans e também participou - acabando como vencedor - nos 1000 km de Nurburgring, ao lado de Jo Siffert. 

Em 1969, continuou na Porsche, pela Endurance, assim como participou em cinco corridas pela Automobile Antiques Team, guiando um McLaren M7B. Contudo, um acidente no Nordschleife terminou prematuramente a sua carreira na Formula 1, depois de ter sido quinto classificado em França e sexto em Silverstone. No Mónaco, foi sétimo, e apesar de não dar pontos na altura, entrou na história como o único a concluir quer o Rali de Monte Carlo, quer o GP do Mónaco. Nesse ano, também participou nas 24 Horas de Le Mans, ao lado de Richard Attwood, num 917L, não tendo chegado ao fim.

Nos anos seguintes, continuou a correr na Endurance, sempre ao serviço da Porsche. Correndo num dos 917K oficiais, acabaria por vencer os 1000 km de Nurburgring em 1970 e 1971, e as 12 Horas de Sebring, também em 1971,. Nesse ano tornou-se num dos pilotos mais velozes a bordo de um 917, ao fazer 380 km/hora na reta das Hunaudriéres. Ainda em 1971, fez uma última incursão pela Formula 1, guiando um BRM no GP da Alemanha, acabando na 11ª posição.

No ano seguinte, Elford estava a correr na equipa oficial da Alfa Romeo, ao lado de Helmut Marko. E nas 24 Horas de Le Mans, foi protagonista de um episódio de altruismo: ao ver o carro em chamas de Florian Vetsch, parou o seu carro para tentar salvá-lo, somente para ver o carro vazio. Vetsch já tinha saído, enquanto mais adiante estava os restos de outro carro, o Lola de Jo Bonnier, que tinha sofrido ferimentos fatais. Por causa desse gesto, captado pelas câmaras de televisão, foi condecorado com a Ordem Nacional de Mérito pelo presidente francês Georges Pompidou, que também era um notório "petrolhead".

Em 1973, Elford alcançou o seu melhor reultado de sempre em Le Mans, quando foi sexto classificado num Ferrari 365 GTB, ao lado do francês Claude Ballot-Lena. Só voltaria a Le Mans em 1983, quando correu com um dos Rondeau oficiais.

A sua carreira só terminaria para além dos 50 anos, radicando-se nos Estados Unidos, onde é participante frequente em provas de clássicos e escreveu dois livros sobre automobilismo, um deles de memórias, escritas em 2005: "Reflexões de uma Era Dourada do Automobilismo".

terça-feira, 9 de junho de 2015

A(s) foto(s) do dia



Estas fotos vi-as no Facebook do Ricardo Grilo, que vai ser um dos comentadores da Eurosport para as 24 Horas de Le Mans, e claro, são muito raras. E a história vale a pena ser contada.

Pouca gente tem ideia do que foi Le Mans durante a II Guerra Mundial, e porque é que as atividades não aconteceram logo a seguir, tendo os fãs de automobilismo de esperar até 1949, dez anos depois da última corrida, para regressar às atividades. Uma boa razão tem a ver com a importância da cidade em termos de transportes e até que pontos as duas partes em conflito a queriam.

Quando Jean-Pierre Wimille e Pierre Veyron venceram para a Bugatti as 24 Horas de Le Mans, a 18 de junho de 1939, a Europa já tinha a respiração em suspenso devido às tensões entre a Alemanha nazi e os Aliados franceses e britânicos. Dois meses e meio depois, a 1 de setembro, as tropas alemãs invadiram a Polónia e dois dias mais tarde, França e Grã-Bretanha declararam guerra, deixando expirar o ultimato para que as tropas hitlerianas saírem de terras polacas.

Contudo, a organização decidiu preparar-se para a edição do ano seguinte, esperando que as coisas pudessem melhorar até lá. Mas a 10 maio, cerca de um mês antes de uma eventual corrida, as tropas alemãs invadiram a Bélgica e na Holanda, e logo a seguir, a França. Em pouco mais de seis semanas, a Wermacht marchava em Paris e a 25 de junho, quando poderia haver a edição desse ano, o marechal Philippe Petain pediu um armisticio, dividindo o pa´s em dois, numa zona ocupada e uma zona livre.

Le Mans ficou na zona ocupada, e a sua importância em termos estratégicos fez com que o exército alemão assentasse arraiais por ali. E os Aliados bombardeavam frequentemente esse lugar para perturbar as movimentações desse exercito. E em julho de 1944, as tropas do general Patton libertavam a cidade, mas os estragos estavam feitos: o aeródromo militar estava bombardeado, as bancadas e demais instalações foram desmanteladas. E os franceses decidiram fazer um campo para os prisioneiros alemães no sitio onde estava a reta da meta, que ficou até 1948, altura em que foram feitas bancadas mais permanentes para os espectadores.

A 26 de junho de 1949, dez anos e uma semana depois da última vez, os carros voltaram a La Sarthe. Wimille, um dos vencedores, já não existia mais: tinha morrido num acidente no inicio desse ano, em Buenos Aires. E aquele foi o ano em que a Ferrari venceu pela primeira vez, com Luigi Chinetti, que mais tarde seria o importador da Scuderia para os Estados Unidos. E tinha voltado ao lugar mais alto do pódio, quinze anos depois de ter vencido pela última vez, pela Alfa Romeo.

A foto do dia

Inveja? Um bocado. Mas digo-vos já que uma das razões porque vale a pena ver as 24 Horas de Le Mans na Eurosport tem a ver com este senhor que posa no pódio em La Sarthe como um patrão...

(Para quem não vê as 24 Horas na Eurosport, este senhor é o João Carlos Costa, que acompanhado pelo Ricardo Grilo, são os narradores de serviço. E vale sempre a pena ouvi-los)

Youtube Car Review: Vejam James May a comentar um Ferrari


Ver algum do pessoal do Top Gear a rever carros fora do âmbito do mitico programa da BBC é um pouco estranho, mas é algo do qual teremos de habituar. Como agora por exemplo, quando vemos James May a apresentar o Ferrari 488 GTB, em Maranello, para o Sunday Times.

Com a noticia de que vai aparecer um episódio especial do Top Gear antes dos três partirem para outras paragens - talvez no Netflix - será altura de aproveitar todos estes momentos para vermos a rever carros, naquilo em que ele é bom.

Aproveitemos estes momentos raros, então.

Noticias: Manor pode não estrear carro novo em 2015

A Manor poderá descartar a ideia de estrear o novo chassis em 2016, falou hoje um dos membros da equipa. O facto de o MR03B conseguir manter-se dentro dos 107 por cento poderá ser um fator crucial para que a ideia de ter um chassis novo possa ser adiado para a temporada de 2016, afirmou o seu diretor, Graeme Lowndon.

"Eu creio que nas próximas semanas nós tomaremos algumas decisões bastante importantes", começou por dizer à Motorsport britânica. "O cenário está a ficar um pouco mais claro agora em termos de que com quem estamos competindo e o que precisamos fazer. Faremos o que for a coisa mais certa para a empresa", concluiu.

A chegada de novos membros na equipa técnica, como Bob Bell, antigo desenhador da Renault e da Mercedes, está a fazer pensar na estratégia para o futuro mais próximo, dado que pensavam estrear o MR04 em Spa-Francochamps, após o verão europeu, para encurtar a distância para a concorrência, nomeadamente a Sauber, McLaren e Force India, e ganhar pelo menos mais dois segundos e sair da cauda do pelotão. 

"Não há um caminho rápido e eficaz. Não há nada a dizer em termos definitivos que não pode ter um motor ou um chassi diferente. Está tudo em aberto e qualquer que seja a resposta, é o que vamos fazer. Mas quero que tenham em mente que algumas das pessoas que podem fazer um grande impacto [na nossa equipa] acabaram de chegar", concluiu.

A Manor corre nesta temporada com o britânico Will Stevens e com o espanhol Roberto Merhi e ainda não pontuaram.

Youtube Motorsport Electric Race: A corrida de Moscovo na integra


Estava atrasado, mas apareceu. Eis o video da corrida de Moscovo da Formula E na íntegra, onde Nelson Piquet Jr. conseguiu ser mais veloz do que Lucas di Grassi e Sebastien Buemi, os seus maiores rivais. O suiço foi terceiro classificado, mas acabou por ser penalizado em 29 segundos depois de ter saído de forma perigosa, caindo para o nono posto, tendo o lugar ido para o alemão Nick Heidfeld.

O filho de Nelson Piquet conseguiu ser mais veloz na partida do que Jean-Eric Vergne e lá ficou até ao final de uma corrida não muito agitada.

Caso não tenham visto, ou queiram voltar a ver as incidências da corrida moscovita, podem observar este video.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A foto do dia

Em semana de Le Mans, eis a foto do "art car" que a Aston Martin vai colocar na estrada para as 24 Horas de Le Mans. O artistya é alemão, Tobias Rehberger, e parece que se precisa de óculos 3D para poder ver em todo o seu esplendor...

Sei que gostos não se discutem, mas que se pode dizer?

O ecletismo de Nelson Piquet Jr.

Este ano, Nelson Piquet Jr já andou de Formula E e nos carros da GRC Global (uma espécie de rallycross americano), e esta segunda-feira, soube-se que ele iria correr pela Carlin na ronda de Toronto da Indy Lights. O anuncio foi feito esta tarde na conta oficial da equipa no Twitter.

"Estou muito empolgado em estrear na Indy Lights com a Carlin. Em mais de 20 anos de carreira, tive a oportunidade de guiar os mais diferentes carros de corrida e esta será uma experiência nova para mim. Gosto muito de pilotar monopostos, mas ainda não tinha acontecido em uma série da América do Norte, então Toronto vai ser muito bacana. Mal posso esperar para sentar no carro e ver o que podemos fazer", afirmou Piquet Jr no comunicado oficial da equipa.

"Na ausência do Max, nossa meta era outro piloto forte para empurrar a equipa para frente", frisou Trevor Carlin. "Sabemos que, a despeito de não ter experiência na Indy Lights, Nelson vai forçar o máximo desde o início, e é isso que buscamos no fim de semana. Conhecemos o Nelson como adversário desde 2004, quando conquistou a F3 Britânica. Ele mostrou na Fórmula E que é um mestre de circuitos de rua, então estou ansioso para ver o que Nelson e Ed podem fazer juntos em Toronto.", concluiu.

Piquet Jr, que este sábado venceu a corrida de Moscovo da Formula E, vai substituir o britânico Max Chilton, que no próximo fim de semana estará nas 24 Horas de Le Mans ao serviço da Nissan. Com ele na luta pelo título na categoria elétrica, que terminará no final do mês, a disponibilidade do filho de Nelson Piquet é grande, pelo menos até ao inicio da nova temporada da Formula E, que deverá começar por alturas do final do verão.  

Formula 1 em Cartoons - Canadá (Cire Box)

No Canadá, o "Dia da Marmota" serve para celebrar as vitórias de Lewis Hamilton...

domingo, 7 de junho de 2015

Formula 1 2015 - Ronda 7, Canadá (Corrida)

A primeira incursão da Formula 1 no continente americano - eles voltarão em outubro para correrem em Austin e na Cidade do México - leva-nos a um dos locais mais populares da categoria máxima do automobilismo, que é o circuito Gilles Villeneuve, em Montreal. Quem conhece a história do circuito sabe que ali, as corridas não são chatas, pelo contrário. E mesmo numa era de dominio Mercedes, como esta, as corridas em solo canadiano não são chatas. No ano passado, por exemplo, pensava-se que era Lewis Hamilton ou Nico Rosberg que ficariam com o primeiro posto, mas no final, quem gozou o momento no lugar mais alto do pódio foi Daniel Ricciardo, que conseguiu ali a primeira das três vitórias que não foram ganhas pelos "Flechas de Prata" em 2014.

Aqui, parecia que todas as combinações estavam contra isso: os Mercedes dominaram a qualificação, Sebastian Vettel largaria da 16ª posição da grelha, e alguns pilotos, como Max Verstappen e Jenson Button, pareciam que iriam largar de Toronto ou Ottawa, por tinham acumulado tantas penalizações por causa das mudanças no motor, caixa de velocidades, unidades de potência, entre outras coisas...

Ao contrário de ontem, o tempo em Montreal estava encoberto, mas não se previa chuva para a corrida. No momento da partida, Hamilton conseguiu aguentar Nico Rosberg para ficar com o comando, enquanto que Sebastian Vettel conseguiu ganhar duas posições na primeira curva. Na terceira volta, passou Carlos Sainz Jr, ao mesmo tempo em que Fernando Alonso perdeu dois lugares para Marcus Ericsson e Felipe Massa. Na quinta volta, Vettel passou o McLaren do espanhol.

A partir dali, a luta estava concentrada pela 11ª posição, com Vettel atento, atrás deles. Mas na oitava volta, Vettel foi às boxes, demasiado cedo ao que se esperava. Acabou por ser uma paragem tática, mas as coisas acabaram por correr mal, pois a paragem foi lenta. Acabou no fundo do pelotão, enquanto que Massa conseguia passar Ericsson na volta dez, conseguindo o brasileiro ficar com a 11ª posição. Pouco depois, Massa passou Ricciardo e entrou nos pontos.

Na frente, nada de novo: Hamilton estava na frente de Rosberg e não acontecia nada de especial.

Maldonado foi o primeiro dos pilotos da frente a ir às boxes na volta 18, voltando à pista na 12ª posição, ao mesmo tempo que Felipe Massa era o nono classificado, pressionando Daniil Kvyat. Atrás, Fernando Alonso e Sebastian Vettel lutavam pela... 15ª posição, com o piloto espanhol a lutar o melhor que podia para aguentar o piloto da Ferrari. Mas o alemão passou-o no inicio da volta 22, ao mesmo tempo em que Felipe Massa era o sétimo classificado.

Nas voltas seguintes, Vettel subia um lugar por volta e no final da volta 25 era o décimo classificado, depois de passar os Toro Rosso e o Sauber de Marcus Ericsson, subindo aos poucos e aproveitando a paragem de alguns dos pilotos como Daniel Ricciardo e Sergio Perez. A partir dali, o alemão aproximou-se da traseira do Lotus do venezuelano, que também já tinha parado nas boxes. As paragens continuavam entre os da frente, como Kimi Raikkonen, que duas voltas depois, sofreu um pião, atrasando-se e ficando no quarto posto.

Lewis Hamilton vai às boxes na volta 30, com Rosberg a ficar com o comando, mas ambos tinham uma vantagem de... 37 segundos sobre Bottas, o que demonstrava a superioridade das máquinas da Mercedes. Rosberg passou pelas boxes na volta seguinte, ao mesmo tempo que Vettel era sexto, depois de passar Maldonado (e este sair pela escapatória...)

A partir dali, apesar de uma aproximação momentânea de Rosberg sobre Hamilton, as atenções estavam agora na luta pelo quinto posto, com Massa a ser pressionado por Grosjean e Vettel. Aproveitando a situação, o alemão da Ferrari foi às boxes na volta 36, para colocar pneus super-moles, voltando à pista no oitavo posto. Nessa altura, Grosjean tinha passado Massa e era o quinto classificado. Duas voltas depois, Massa ia às boxes para novo jogo de pneus.

Na volta 44, Hulkenberg e Vettel lutavam pelo sétimo posto quando o alemão da Force India se despistou na curva anterior à meta. Ele voltou à pista, perdendo mais um lugar para Felipe Massa. Ao mesmo tempo, Nico Rosberg voltou ao ataque da liderança de Lewis Hamilton. Na volta 47, o primeiro abandono da corrida: o McLaren-Honda de Fernando Alonso.

Na volta 50, Romain Grosjean comete um erro quando dobrava o Manor de Will Stevens, furando um pneu e ido imediatamente para as boxes, perdendo o quinto lugar da geral. Pouco depois, os comissários de pista decidiram penalizar o francês em cinco segundos pela sua manobra absolutamente desnecessária.

Na frente, Rosberg atacava Hamilton, mas parecia que o inglês resistia aos ataques. Na volta 56, Vettel apanhou Maldonado e era quinto, não muito longe de Kimi Raikkonen, enquanto que Jenson Button retirava-se depois de uma corrida extremamente discreta. Para as voltas finais, Massa apanhou Maldonado para ficar com o sexto posto, enquanto que Rosberg começou a aproximar-se cada vez mais de Hamilton. 

Contudo, o inglês resistia aos ataques e foi assim que terminou a corrida, com o britânico a voltar a vencer, duas corridas depois de Nico Rosberg a ser o vencedor. Valtteri Bottas foi o terceiro, dando à Williams o primeiro pódio da temporada, na frente de Kimi Raikkonen e de Sebastien Vettel. Felipe Massa foi o sexto, enquanto que Pastor Maldonado, com o seu sétimo posto, acabou por conseguir os seus primeiros pontos da temporada. A fechar os lugares pontuáveis ficaram Nico Hulkenberg, Daniil Kvyat e Romain Grosjean.

Em termos de rescaldo, eis que a corrida canadiana mostrou a sua invulgaridade: este ano foi chata. Sem Safety Cars e com apenas três desistências, foi bem mais aborrecido do que nos anos anteriores. O dominio dos Flechas de Prata começa a ser tão grande que começa a ser imune às "vibrações canadianas". Já não há santos, e Lewis Hamilton alarga a sua liderança para 17 pontos.

Dentro de duas semanas, a Formula 1 regressa à Europa, para o GP da Austria. Provavelmente será mais do mesmo, mas queremos continuar a ver como isto vai acabar.

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Mick Schumacher no Red Bull Ring

A carreira de Mick Schumacher mal começou e ele já passou pelo lado bom... e pelo lado mau das corridas. Já venceu uma das provas da formula 4 alemã, mas este domingo, durante uma das corridas da jornada da Red Bull Ring, ele sofreu um toque por trás e fraturou a mão direita como resultado do choque com o guard-rail na reta da meta do circuito austriaco.

Não vai ter vida fácil, o filho de Michael Schumacher...

WTCC 2015 - Moscovo (Corridas)

Yvan Muller e Tiago Monteiro foram os grandes vencedores das corridas desta manhã em Moscovo, na sexta ronda dupla do Mundial de Turismos. Ao contrário do que costuma acontecer, o dominio dos Citroen não foi tão óbvio, e José Maria Lopez não venceu em qualquer das corridas. Pelo contrário: nem pontuou na segunda.

No final, o piloto do Porto estava feliz pela sua primeira vitória desde o final de 2013: "Finalmente conseguimos. Foi uma corrida dura, exigente e que obrigou a muita concentração. Geri da melhor forma os pneus nas primeiras voltas sem pensar nos adversários atrás de mim. Tinha consciência que com bons pneus no final seria crucial. As últimas voltas foram de ataque máximo. Temos sofrido algumas deceções por isso este primeiro lugar é uma enorme recompensa para mim e para toda a equipa que trabalha afincadamente para fazer melhor e melhor. Estávamos mesmo a precisar e sabíamos que tínhamos condições para o fazer", disse.

Duas semanas depois de terem corrido no Nurburgring Nordschleife, máquinas e pilotos estavam em paragens russas para correr a ronda moscovita, onde os Citroen já tinham um lastro de 60 quilos para ver se começavam a ter andamentos mais semelhantes aos da concorrência. Mas isso não impediu que Yvan Muller fizesse a pole-position e aproveitasse a primeira corrida para capitalizar esse lugar para ser o primeiro vencedor do dia, na frente de José Maria Lopez e de Gabriele Tarquini, que com o seu Honda, conseguia o primeiro pódio do ano, depois de resistir aos ataques de Rob Huff, que "corrida em casa" com o seu Lada.

Quanto a Tiago Monteiro, conseguiu o oitavo lugar final, resistindo aos ataques de Sebastien Löeb, que tentou por todos os meios passar o piloto português. Contudo, este foi apenas o terceiro melhor Honda, já que Norbert Mischelisz foi sétimo classificado e vencedor do Troféu dos Independentes.

A segunda corrida começou com Monteiro a sair da pole-position, fruto do seu décimo lugar lugar na qualificação do dia anterior, e conseguiu aguentar os ataques dos Citroen ao longo de toda a prova, especialmente de José Maria Lopez, que acabou por ser penalizado pelos comissários de pista por ter antecipado a largada. acabou por ser Norbert Mischelisz e Rob Huff a andarem atrás do piloto português, com o chinês Ma Hinghua a ser o melhor dos franceses, sendo o quarto classificado, enquanto que Gabriele Tarquini acabou por desistir, vitime de um toque.

No final, o piloto português falou sobre o resultado, que o consolida no quarto lugar da classificação geral: "É mais uma meta alcançada. Parece que de uma forma ou de outra as coisas começam a correr melhor e estamos todos muito contentes com isso. Há que continuar a trabalhar e sobretudo a acreditar que cada pequeno passo pode fazer a diferença. Esta vitória é uma motivação enorme para as restantes provas do Campeonato, sobretudo a de Vila Real que se aproxima a passos largos", concluiu.

Na classificação, Lopez é o líder, com 199 pontos, seguido por Muller, com 164 e sebastien Löeb, com 135. Tiago Monteiro é o quarto, com 102 pontos, quando a próxima jornada dupla acontecerá dentro de duas semanas, na Eslováquia.