quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Youtube Formula 1 Vídeo: Jack Doohan, acabado antes de tempo?

A temporada e 2025 está quase a chegar e teremos pela primeira vez seis estreantes no pelotão: Oliver Bearman (apesar de ter três corridas), Liam Lawson (duas meias temporadas), Jack Doohan (uma corrida), Andrea Kimi Antonelli, Gabriel Bortoleto e Isak Hadjar. Mas um deles... poderá ter os dias contados. 

Jack Doohan, filho de Mick Doohan, lenda do motociclisno australiano, é piloto da Alpine, mas poderá ser substituído ao fim de seis corridas pelo argentino Franco Colapinto, que correu em 10 corridas pela Williams e conseguiu cinco pontos em 2024. E as coisas chegaram a um ponto onde Doohan é considerado como um "ex-piloto em atividade", com rumores afirmando que foi promovido para preencher um espaço, enquanto não tinham Colapinto na equipa de Enstone.

Agora resta saber se o rapaz tem estofo para aguentar. Ou já está tudo feito. 

Enfim, é sobre isso que se trata o mais recente vídeo do Josh Revell.    

Vende-se: Mercedes-Benz W196R Stromlinienwagen de 1954


Se você se atrapalhou com o nome alemão que está no título, depois do Mercedes, eu explico: significa "Streamliner Car". Mas não é pelo nome que vai para aqui. É um carro de 1954, foi guiado por Juan Manuel Fangio e Stirling Moss, deu um título mundial ao argentino, e estará em leilão a 1 de fevereiro, pela Sotheby's. E arrisca a alcançar um recorde de automóvel vendido em leilão: estima-se em 50 milhões de dólares. 

O carro foi usado por Fangio no infame GP da Argentina de 1955, disputado debaixo de imenso calor do verão austral, e onde o piloto argentino foi o único que acabou a corrida, com quase todos os outros a trocarem de piloto a meio da prova, vencidos pelo calor. O carro foi depois guiado por Moss em Monza, no GP de Itália, onde conseguiu a volta mais rápida. 


O carro estava desde 1965 no museu do Indianápolis Motor Speedway, que decidiu colocar a leilão todos os carros que não pertenciam às competições americanas, e se o W196R ultrapassar o preço previsto, irá duplicar o atual recorde de um carro de Formula 1 em leilão, que pertence a... outro Mercedes W196R, que foi vendido em Goodwood, em 2013, por 23,29 milhões de dólares.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

A(s) image(ns) do dia




Estas fotos foram tiradas há cerca de quatro décadas e não viram a luz do dia por muito tempo... até agora. Pertenciam ao espolio de Artur Ferreira, que entre 1984 e 1996, tirou fotografias em todas as edições do GP de Portugal, no Autódromo do Estoril.

Entre algumas das mais icónicas, tirou fotos do acidente entre Nigel Mansell e Ayrton Senna, na edição de 1989, e a vitória de Senna na chuva, em 1985, ou o acidente entre Gerhard Berger e Riccardo Patrese, na edição de 1991. 

Quando ele morreu, em 2021, o ACP, Automóvel Clube de Portugal, adquiriu o seu espólio, e decidiu fazer uma exposição comemorativa dos 40 anos do regresso da Formula 1 e Portugal, na delegação do ACP na cidade do Porto, na Rua de Gonçalo Cristóvão. Ela estará patente entre os dias 20 de janeiro e 21 de fevereiro, e a entrada será gratuita. Para além das imagens, a exposição terá também painéis infográficos, mais memorabilia que conta a história da presença da Formula 1 em Portugal.

Youtube Automotive Vídeo: Os Cirroen CX modificados de Pierre Tissier

Nos anos 70 e 80 do século passado, a Europa Central já tinha um sistema grande e eficiente de auto-estradas, e em termos comerciais poderiam transportar tudo que era necessário para abastecer as grandes cidades. Ir de Paris a Frankfurt, Genebra, Bruxelas, Amesterão, Munique, Milão, entre outros, poderia acontecer num dia, e mas tinha de andar numa média de 150 km/hora para, por exemplo, entregar jornais a tempo das edições da manhã, percorrendo 600 a 800 quilómetros durante a noite. Algo que era perigoso, e as avarias, bem como os acidentes, eram frequentes. 

Um mecânico e engenheiro francês, Pierre Tissier, teve uma excelente ideia: converter carros velozes - normalmente Citroens - em carrinhas com seis rodas, motores potentes e fortes caixas de velocidades, porque estes carros percorriam até 700 mil quilómetros... por ano. E duravam pouco tempo: a cada quatro anos, o motor, as caixas de velocidades e outros componentes eram substituídos devido ao seu uso. 

As coisas foram assim até meados dos anos 90, primeiro usando DS modificados, depois CX's e na parte final, XM. A preparadora fechou as portas em 1998, porque a chegada da Internet fez com que as pessoas começassem a ler jornais online, fazendo com que se publicassem menos cópias de jornais, e as viagens começavam a não compensar. 

Hoje em dia, alguns dos exemplares desses CX's modificados foram recuperados e estão guardados em coleções particulares, onde são mostrados em exposições de clássicos automóveis.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

CPR: Hyundai Portugal apresenta dois jovens talentos


A Hyundai Portugal apresentou hoje os seus jovens talentos para a temporada de 2025 do Campeonato de Portugal de ralis (CPR). Gonçalo Henriques e Hugo Lopes serão os pilotos que irão realizar três provas do CPR, cada um, ao volante da mais recente evolução do Hyundai i20 N Rally2, em igualdade com a equipa de pilotos do Team Hyundai Portugal, que será anunciado dentro em breve.

Gonçalo Henriques disputará o Rali Casinos do Algarve, Rali Terras d’Aboboreira e o Rali Vidreiro, enquanto Hugo Lopes pegará o volante do carro no Rali Serras de Fafe, Rali Castelo Branco e Rali da Água. 

Assim sendo, a marca coreana junta-se em 2025 à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) para promover dois jovens talentos e dar-lhes oportunidade de poderem competir com o Hyundai i20 N Rally 2 Step 2 na maior montra dos ralis nacionais, contribuindo assim para aumentar a competitividade do campeonato e assegurar a sustentabilidade do mesmo.


Na apresentação, Hugo Lopes realçou o seu entusiasmo por começar o que considerou ser uma “oportunidade única de correr na marca campeã nacional. Há responsabilidade extra e teremos de estar ao mais alto nível, também para ajudar a marca no campeonato de marcas”. No caso de Gonçalo Henriques, ele admitiu que “nunca pensei que pudesse chegar aqui tão cedo. Esta é uma das maiores oportunidades da minha carreira”.

A Team Hyundai Portugal, que no ano passado celebrou a dupla vitória do Team Hyundai Portugal e do piloto, Kris Meeke, irá dentro em breve apresentar a sua dupla de pilotos, depois da partida de Ricardo Teodósio da equipa, no final do ano passado. 

WRC: Sesks fará seis ralis em 2025 com o Puma Rally1


O letão Martins Sesks fará seis ralis na temporada 2025 a bordo do Ford Puma Rally1 da M-Sport. O programa foi anunciado nesta terça-feira, e ele terá o apoio do parceiro da M-Sport, a SafetyCulture. Sesks irá correr nas provas da Suécia, Portugal, Sardenha, Grécia, Estónia e Finlândia, com a esperança de acrescentar a ronda da Arábia Saudita, caso o financiamento permita.

No anuncio do seu programa, o piloto de 25 anos afirmou-se entusiasmado por continuar na M-Sport, referindo o forte apoio dos patrocinadores e dos fãs.

“Estamos muito entusiasmados por continuar a nossa colaboração com a M-Sport Ford World Rally Team este ano!” começou por afirmar Sesks. “Sentimo-nos verdadeiramente honrados pelo facto de a nossa estreia nos Rally1 do WRC, no ano passado, ter fomentado a confiança da M-Sport e da SafetyCulture. Além disso, o interesse genuíno de patrocinadores antigos e novos da Letónia em apoiar os nossos esforços é muito emocionante!", continuou.

"Esta oportunidade dá-nos uma enorme motivação para continuarmos o nosso percurso nos Rally1 do WRC. Ao olharmos para a época de 2025, prevemos muitos novos desafios, mas estamos mais motivados do que nunca e prontos para aprender, ao mesmo tempo que damos alegria aos nossos fãs. A oportunidade de competir em metade da época de 2025 do WRC promete proporcionar uma experiência inestimável para os anos vindouros."

"O nosso objetivo é acrescentar mais uma prova com o Puma à nossa lista atual, o rali da Arábia Saudita. Por isso, vamos trabalhar ativamente ao longo da época para garantir o apoio financeiro necessário para tornar este objetivo uma realidade.”

Do lado da M-Sport, Richard Millener, o diretor desportivo, elogiou a rápida ascensão de Sesks e salientou a importância do apoio dos patrocinadores para garantir o seu programa.

“Penso que o Mārtins fez muitos fãs novos num espaço de tempo muito curto na época passada, e agora pensar que essas duas performances lhe permitiram encontrar um programa de seis eventos este ano é fantástico,” começou por falar Millener.

“Obviamente, sem o apoio dos seus próprios patrocinadores e da SafetyCulture, este ano não seria possível. Um grande obrigado a todos os envolvidos, bem como uma menção ao Promotor do WRC, que ajudou a aumentar o orçamento para os eventos da época passada. O culminar de todo este apoio permitiu-nos chegar ao que vemos hoje.", continuou.

"Estou muito entusiasmado por ver o que pode ser alcançado pela Mārtins e pelo Renārs [Renars Francis, o navegador] este ano. O Chile foi um lembrete de que nem tudo será fácil, mas sei que a velocidade que ele demonstrou, mais a sua determinação e carácter, farão dele uma adição fantástica ao nosso alinhamento de 2025.”, concluiu.

Youtube Motorsport Animation: Line

Nas minhas deambulações pelo Youtube, dei de caras com esta animação automobilística. E achei bem interessante por diversos motivos: a qualidade dos gráficos, e a estória. Um carros de recordes, baseado no Bluebird, está na África do Sul para tentar bater a barreira do som.

A personagem também é interessante, principalmente o nome, porque ele se chama... Niki. E os paralelismos com a realidade são ultra-ewidentes. No final, confesso ter gostado dos gráficos de 16 bits (ou serão 32?) e a história. Aproveitem e tirem uns minutos do dia para irem ver, e claro... descontraiam.   

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

A(s) image(ns) do dia (III)




Cinco anos e um dia depois da sua estreia, no mesmo circuito, a Copersucar tinha virado Fittipaldi e estava numa altura de transição, depois de terem adquirido a Wolf e na ressaca de um projeto muito mal sucedido, o F6, e o final da parceria com a Copersucar. E também pela primeira vez na sua história - apesar de algumas corridas em 1976 e 77 - iriam correr com dois pilotos: Emerson Fittipaldi e Keke Rosberg, que tinha vindo no pacote da Wolf. 

Com os WR7 pintados de amarelo e rebatizados de F7, a equipa chegou a Buenos Aires sem muito tempo para se adaptarem. O próprio Emerson reconhecia que a falta de testes iria ter consequências: "Estamos a pagar o preço por não termos testado os carros antes [de virmos para a] Argentina, e agora estamos a ter muitos problemas com o chassis. Não rodam bem e em vários troços do circuito o manuseamento é fraco. Também partimos motores e tudo se tornou complicado.", contava na sexta-feira. 

Foi um fim de semana sempre a trabalhar nos carros, e com outros problemas, como a degradação do asfalto, Emerson tentou se qualificar, e conseguiu. Quase. Conseguiu o 24º e último tempo, enquanto em contraste, Rosberg ficou no 13º posto da grelha. E claro, no domingo, com o calor e o estado da pista, chegar ao fim iria ser no lucro.

E foi o que aconteceu com Rosberg. Sempre agressivo em corrida, pulou para sétimo nas primeiras voltas, e com o passar das voltas e aproveitando as desistências de gente como Gilles Villeneuve, Didier Pironi e Jacques Laffite, René Arnoux e sobretudo, Carlos Reutemann, o seu ritmo foi o suficiente para ficar na frente dos sobreviventes, e a cinco voltas do fim, depois de Jody Scheckter ter ficado sem motor, que não aguentou o calor, o finlandês ainda teve o luxo de ir às boxes para reabastecer, porque tinha espaço para tal.

E por causa disso, deu à Fittipaldi o segundo pódio da sua história, e claro, ele mesmo fazia história: o primeiro finlandês a pontuar na Formula 1 e o primeiro num pódio. Quanto a Emerson, ele também chegou ao final, mas as constantes paragens nas boxes pelos mais diversos problemas fizeram-no perder 16 voltas e acabou não classificado. Um contraste com a edição do ano anterior, onde o piloto brasileiro tinha acabado em sexto com o F5A.  

Apesar de não terem tido muito tempo, e de ter havido muito que fazer, o resultado deixou sorrisos nas boxes. A aposta tinha sido ganha.     

As imagens do dia (II)




A maior frustração da carreira de Carlos Reutemann foi o de nunca ter ganho o "seu" Grande Prémio. E se já contei aqui os eventos da corrida de 1974, onde um defeito no seu Brabham oi tirou de uma vitória quase certa, em 1980, a bordo do seu Williams, pensava que tinha uma chance real de triunfar. Mas não foi, e esta é a cara da frustração: cabisbaixo, quase a chorar, debaixo de calor. 

E logo na sua primeira corrida pela Williams.

Depois de uma temporada de 1979 numa espécie de "passo em falso" na Lotus, com o 79 e o projeto abortado do 80, as esperanças em 1980 eram altas, especialmente depois de ter conseguido substituir Clay Regazzoni na equipa de Frank Williams. Não houve muitos testes, mas o potencial do FW07 era grande. logo, o argentino foi para a equipa no sentido de poder voltar a ganhar - não acontecia desde o GP dos Estados Unidos de 1978, em Watkins Glen, pela Ferrari - e acreditava que Buenos Aires seria o lugar ideal. 

Ainda por cima, o seu novo companheiro de equipa, Alan Jones, mais experimentado com o carro, andava bem o suficiente para ser o "poleman". Um a zero para o australiano, na luta interna. 

Os fãs tinham altas esperanças em relação a ele. Logo que deu as primeiras voltas na pista, os papelinhos tinham sido espalhados das bancadas, sinal de que tinham recebido bem, mas apesar das muitas voltas, os problemas foram muitos, e enquanto Jones era o poleman, na frente dos dois Ligier, Reutemann apenas foi décimo. 

O carro estava muito melhor no domingo, e na partida, passou gente como Didier Pironi e no final da primeira volta era sexto, a rolar no mesmo ritmo de Jones, o líder. Na volta seguinte, passou o Lotus de Mário Andretti e aproximava-se de Piquet e Laffite, e parecia que o segundo lugar seria uma questão de tempo. Contudo, quando ficou na traseira de Piquet, na nona volta, tentou passá-lo e... correu mal. Despistou-se, foi para a escapatória, mas regressou à pista, querendo apanhar o brasileiro. 

Contudo, o despiste causou estragos no carro e teve de ir às boxes para limpar as entradas de ar, por causa da relva, para evitar o sobreaquecimento do motor. Mas era tarde: na volta seguinte, este rebentou. Saiu do carro, sentou-se na escapatória e chorou de frustração por 15 minutos, porque sabia que tinha carro para o pódio, quem sabe... ganhar.    

A imagem do dia



Eis uma estória que contada... devemos começar a acreditar. E a minha única dúvida é saber se isto aconteceu antes ou depois do Flávio Briatore ter chegado à equipa.

Quem conta isto é o ex-chefe da Alpine, Marcin Budkowski. O que se conta é o seguinte: Esteban Ocon ficou com um Alpine A110 como carro de empresa. Contudo, sem o seu conhecimento, ele tinha um localizador, para saber onde é que iria nas horas pós-laborais. Quando ele comunicou que iria sair da equipa, no final da temporada, ele foi a Grove, sede da Williams, para fazer o seu assento. tudo isto por alturas do GP da Grã-Bretanha, em julho. E eles, por causa do localizador, souberam logo que o carro ficou parado naquele local por algumas horas...

Quando ele soube da tramoia, ele trocou de imediato de carro e andou à vontade, sem ter a equipa a seguir os seus passos. Tudo isto aconteceu numa altura em que se falava para 2025, ou até antes, por causa da situação periclitante de Logan Sargent. No final, o francês foi para a Haas, correr ao lado de Oliver Bearman, enquanto para o lugar do americano foi o argentino Franco Colapinto. 

De uma certa maneira, há certas coisas que agora, fazem sentido. Uma delas foi a atitude do Flávio Briatore de o dispensar antes do final da temporada. Se ele decidiu antecipar a ida dele para a equipa americana, então, não deve haver muita empatia entre ambos... 

Mas por outro lado, nestes tempos que correm, para quê o direito à privacidade?

Formula E: Carregamento rápido nas boxes acontecerá nesta temporada


A Fórmula E anunciou neste final de semana na Cidade do México, em parceria com a Fortescue Zero, uma empresa que se dedica a criar tecnologias inovadoras para acelerar a ‘transição verde’, que o sistema eletrico de abastecimento, o Attack Charge, acontecerá durante a atual temporada. O sistema será implementado nos fins de semana duplos - embora não se diga a partir de qual ele estará disponível - e ali, as equipas poderão carregar em trinta segundos os seus carros com dez por cento da capacidade a 600 kW. 

Com o evoluir da tecnologia, a firma espera que se façam paragens mais rápidas e consigam preencher com maior capacidade.

O sistema foi testado em Jarama, nos testes de pré-temporada, e a FIA tem vindo a analisar todo o processo e dados devendo dar luz verde em breve. Não se espera que seja usado já em Jeddah, o primeiro fim de semana duplo do calendário, em fevereiro, mas é provável que aconteça na primavera. 

Por fim, as propaladas paragens nas boxes na Fórmula E podem tornar-se uma realidade, dois anos depois de terem começado a serem faladas. Aparentemente, os responsáveis pela competição começam a sentir a confiança necessária para avançar com o processo, em termos de segurança e fiabilidade. 

E claro, caso esta tecnologia de carregamento rápido seja bem sucedido, a transição para as operações do dia-a-dia acontecerá rapidamente...

Youtube Rally Testing: Os testes de Adrien Formaux para o rali de Monte Carlo

A pouco mais de duas semanas do rali de Monte Carlo, Adrien Formaux é o mais recente recruta da Hyundai para o WRC. O piloto francês, que em 2024 corria num Ford Puma Rally1 da M-Sport, tem bom conhecimento das estradas alpinas francesas, e agora anda a adaptar-se ao Hyundai i20 Rally1, na temporada que está prestes a começar. 

Este vídeo foi gravado na sexta-feira, dia 10 de janeiro. 

domingo, 12 de janeiro de 2025

A imagem do dia (II)




O final prematuro não foi aquilo que desejaram, depois de meses de testes e desenvolvimento. Mas naquele dia, em Buenos Aires, o sonho tinha sido concretizado. Pelo menos, a primeira parte. Um piloto que queria construir o seu carro, com peças fabricadas no seu país, um projetista que amava o que fazia, três mecânicos, alguns motores, algumas caixas de velocidades e umas dezenas de jogos de pneus, e a 12 de janeiro de 1975, há 50 anos, o mundo via um Formula 1 fabricado no Brasil. E Wilson Fittipaldi entrava na pequena galeria de pilotos que tinham decidido construir os seus próprios carros. Como Jack Brabham, Bruce McLaren, Dan Gurney e Graham Hill. 

O resultado final da qualificação, onde largaram de último, e acabaram com um incêndio no seu FD01 até poderia ser um dado fatual e poderia passar a imagem errada aos que seguiam a corrida pela televisão, ou na pista, mas para eles isso era um episódio. Porque para eles, o essencial estava cumprido: estavam lá.

E o projeto tinha coisas a favor deles. Tinham um bom patrocinador, a Copersucar, que lhes dava o dinheiro que precisavam - um milhão de dólares por temporada - para desenvolver o carro ao ponto de apanhar aqueles que estavam mais à frente, como a McLaren, Ferrari ou Tyrrell, tinha gente que entendia das coisas, e tinham, sobretudo, o sonho que lhes comandava a vida deles: serem bem-sucedidos num carro brasileiro, provar que poderiam competir com os outros e poder vencê-los. 

Os sonhos eram bem grandes: serem a Ferrari brasileira. Quantas mais peças fabricadas no país, melhor. E naqueles tempos, que melhor montra da tecnologia existente, a da Formula 1? O gigante tecnológico a acompanhar o gigante geográfico. 

Aliás, a publicidade da Copersucar ajudou imenso a criar a esperança. Eis um extrato:

"Chegara a vez da máquina. Para os brasileiros, este carro representa um desafio. Um desafio e um prova de capacidade". 

O resultado não foi o esperado, em Buenos Aires. Mas a esperança de que seria o começo de um sonho era o que fazia avançar. Meio século depois, sabemos como acabou, mas se as aspirações ficaram aquém, na realidade, não envergonharam ninguém. Hoje em dia, a memória da Copersucar-Fittipaldi está a ser reabilitada e os seus participantes louvados por terem ousado sonhar... e concretizar.

E o sonho começou há precisamente meio século.    

A(s) image(ns) do dia





Há 45 anos, em janeiro de 1980, a Formula 1 iria começar a temporada em Buenos Aires, na Argentina, algo que costumava acontecer desde 1972. Contudo, por muito pouco, essa corrida não iria acontecer. E a razão tinha a ver com o asfalto. 

Janeiro é o verão austral, e nesse tempo, reasfaltar as pistas não era algo que se fizesse tão frequentemente como agora, e quando faziam, era apenas em algumas partes, mas em 1980, o calor tinha sido forte, e no final do primeiro dia de treinos, começaram a aparecer buracos nas curvas mais criticas da pista, as de baixa velocidade (Horquilla, Salida del Ombu e Mixtos), e os pilotos começaram a queixar-se das condições. Mas o pior foi no sábado: despistes atrás de despistes dos vários carros presentes, e as criticas, reuniões e alertas surgiram. E a chance sa corrida ser boicotada pelos pilotos não andou longe de poder acontecer. 

A organização começou por colocar uma solução de cimento de secagem rápida, e durante as horas seguintes, enquanto todos falavam - pilotos, organização e Bernie Ecclestone -  a solução fazia o seu trabalho e o asfalto não se degradou tão rapidamente como temiam. Contudo, foi um penso rápido do qual na altura da corrida aguentou. O suficiente para que as coisas acontecessem... e se tornar num Grande Prémio onde os mais resistentes sobreviveram. 

Gente como Carlos Reutemann andou atrás dos organizadores para que a pista pudesse apresentar condições mínimas para poderem correr e não passar vergonha num local como a Argentina, ainda por cima, numa altura em que era o começo da temporada, e o pelotão estava todo por ali, à espera de uma corrida sem incidentes. Mas não iriam ter.

O que não sabiam era tinha acabado de começar uma das temporadas mais turbulentas do automobilismo. Aqui, tinha a ver com as condições da pista, mas nos bastidores, outro tipo de agitação estava prestes a explodir. Mas sobre isso, saberemos ao longo da temporada. 

Formula E: Félix da Costa contente com o resultado... e a liderança


António Félix da Costa sai da Cidade do México com mais um pódio, de um excelente fim de semana, e melhor ainda: é o líder do campeonato da Formula E, passadas apenas duas corridas da temporada de 2024-25. Depois de ter ficado perto de obter a pole-position, garantindo a segunda posição da grelha, na corrida, conseguiu fazer uma prova muito inteligente.

Ali, apesar de ter partido de segundo, conseguiu passar para a liderança na fase crucial e decisiva da corrida, através de uma estratégia eximia na ativação dos dois Attack Mode. Contudo, a vitória não aconteceu por culpa de um Safety Car, que juntou todo o pelotão e permitiu ao Nissan de Oliver Rowland usar o seu Attack Mode para o passar e rumar à vitória, apesar do piloto da Porsche ter ficado colado à sua traseira até à bandeira de xadrez. 

Pouco depois de ter ido ao pódio, Félix da Costa afirmou, ainda com as emoções à flor da pele: 

"Quando acabamos em segundo e temos um sabor agridoce, é sinal que estamos fortes e com a mentalidade certa de querer vencer." começou por afirmar. 

"Hoje tinha tudo para dar vitória, mas o último safety car beneficiou o Rowland e acabei por ter de ceder posição pois ele tinha esse Attack Mode. De qualquer forma, no global estou contente, tanto com a performance na qualificação, a competitividade na corrida, a estratégia que adotámos na ativação dos Attack Mode e claro com os 18 pontos deste segundo lugar.", continuou. 

"O campeonato ganha-se marcando bons pontos e é isso que fizemos nas duas primeiras corridas. Claro que é bom estar na frente do campeonato, mas na verdade isso pouco conta por agora, o importante é continuarmos a trabalhar para estarmos fortes na próxima corrida na Arábia Saudita, que será uma corrida dupla!", concluiu.

Contudo, antes de Jeddah, o piloto de Cascais ainda irá entrar num carro de Endurance, nomeadamente no LMP2 da Inter Europol, para as 24 horas de Daytona, mítica corrida que terá lugar no fim-de-semana de 25 e 26 de Janeiro.