Mostrar mensagens com a etiqueta Leilões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leilões. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Vende-se: Lotus 98T de 1986 guiado por Ayrton Senna


Há 40 anos, a Formula 1 estava a começar uma das temporadas mais excitantes da sua história. E um dos carros que foram usados nessa temporada foi uma evolução de carros anteriores. O Lotus 98T era uma evolução do 97T, que tinha corrido na temporada anterior, foi projetado por Gerard Ducarouge e guiado por Ayrton Senna e o escocês Johnny Dumfries. Com duas vitórias, em Jerez e Detroit, oito pole-positions e oito pódios, foi o último carro que usou os motores Renault até eles se retirarem no final dessa temporada. E claro, foi pintado com o mítico preto e dourado, as cores da John Player Special.

Em março de 2026, porém, um dos chassis que foi fabricado irá a leilão pela RM Sotherby's, e esperam que esse carro seja vendido... por dez milhões de euros. Ou seja, poderá ser o Lotus mais caro de sempre. 

O chassis numero 3 foi usado na primeira metade da temporada - ou seja, o carro que ganhou em Jerez e Detroit - e restaurado recentemente. Ele tem pertencido a vários colecionadores de modelos de competição, estando na posse do atual proprietário desde 2016, que é... Zak Brown. Ele o sujeitou recentemente a um cuidadoso processo de restauro pela mão da firma Lanzante. Esta unidade preserva o motor V6 Turbo original, de 1,5 litros, mantendo-se totalmente funcional.

Para quem não sabe, esse motor era capaz de atingir 12.500 rpm, que numa configuração de corrida tinha cerca de 900 cavalos, mas que em situação de qualificação, estava afinado para superar a barreira dos 1200 cavalos. Um autêntico monstro.

O leilão começará a 4 de março, e terminará a 10 do mesmo mês. E claro, será interessante saber até que ponto ele chegará.

quarta-feira, 30 de abril de 2025

A imagem do dia





O GP da Bélgica de 1992 ficou na memoria dos adeptos e fãs da Formula 1 por diversas razões. Especialmente duas: a corrida onde Michael Schumacher ganhou pela primeira vez, no seu Benetton, a primeira das suas 91 vitórias da sua carreira, numa corrida onde a chuva e o sol alternaram, e o asfalto estava húmido, e durante os treinos de sexta-feira, o francês Eric Comas sofreu um acidente com o seu Ligier-Renault, e foi salvo pelas ações rápidas de Ayrton Senna, que foi o primeiro a chegar, no seu McLaren-Honda, desligou o motor e deu os primeiros socorros, antes de chegar as equipas de emergência. 

Foi um GP interessante, mas hoje, teve outra ocasião para ser assinalada. Nas vésperas do 31º aniversário do seu acidente fatal, o capacete que Senna usou nesse final de semana foi leiloado na casa Sotheby's, em Londres, e rendeu... 720 mil libras, ou 846 mil euros. Um recorde neste tipo de objetos. O capacete usado nesse final de semana era o já habitual amarelo, com risca azul e verde, num capacete da marca Shoei. 

O recorde anterior era mais recente: tinha pertencido a Charles Leclerc, quando ganhou o GP do Mónaco de 2023, e que foi vendido por 308 mil euros. Ou seja, o novo recorde é mais do dobro do anterior. E o mais interessante: se o valor dado pelo capacete de Leclerc tinha a ver com o esforço para arrecadar valores para as inundações na região de Emilia-Romagna, naquela primavera, aqui é um simples leilão, sem qualquer outro objetivo por trás.   

O mais curioso é que Senna nem conseguiu um resultado por ali além. Não ganhou, nem sequer foi ao pódio, acabou na quinta posição, conseguindo apenas dois pontos, ficando na frente de Mika Hakkinen, no seu Lotus. Enfim, acho que é mais pelo simbolismo que outros eventos mais marcantes. 

domingo, 9 de fevereiro de 2025

A(s) image(ns) do dia






Este é um carro histórico. Até 2023, foi o último Ferrari a triunfar em Le Mans, e ao volante estiveram gente como Jochen Rindt e Masten Gregory. E aparentemente, um piloto fantasma...  

Mas agora, este Ferrari 250 LM foi a leilão e alcançou um número histórico: 34,8 milhões de euros. A venda deste bólido aconteceu em Paris pela RM Sotheby's e era um dos mais cobiçados pelos colecionadores, especialmente por causa do seu legado significativo na história do automobilismo. O valor alcançado é o mais caro de sempre de um Ferrari - excluindo os GTO - e o mais caro de um vencedor das 24 horas de Le Mans. 

E já agora, para quem não sabe, este carro pertencia ao Indianápolis Speedway Museum (adquirido em 1970 e mais tarde restaurado), ou seja, estava ao lado do Mercedes W196 Streamliner de 1954, e que foi vendido no mesmo por mais de 51 milhões de euros. Ou seja, só com estes dois carros, Roger Penske conseguiu cerca de 86 milhões...

Contudo, uma das razões pelo qual este carro foi vendido a um valor astronómico não foi só por ser um carro vencedor, ou a história que está por trás. Há muito mais. 

Em 1965, estamos em plena guerra Ferrari-Ford. O investimento da Ford nos seus GT40 tinha sido bem forte, e toda a operação era já liderada por Carrol Shelby, na ordem de alguns milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento - e muitos mais iriam ser investidos. A Ferrari, que ganha ininterruptamente desde 1960, quer manter a série de vitórias, e está a construir carros muito potentes para manter o ritmo dos americanos. Mas eles reconhecem os seus limites, e alguns já começam a pensar que aquele será o ano em que perderão o ceptro. Especialmente quando a Ford tem quatro carros inscritos. 

Os 250 LM foram os carros que dominaram a competição, mas em 1965 eram carros "obsoletos". A NART, North American Racing Team, liderado por Luigi Chinetti, conseguiu um 250 LM e inscreveu dois pilotos de Formula 1: o americano Masten Gregory e o jovem austríaco Jochen Rindt. Ambos corriam naquele ano, respetivamente, num BRM e num Cooper, ambos inscritos por equipas privadas. As suas chances de um bom resultado existiam, mas eles eram privados, com máquinas datadas.

Mas isto era uma corrida de resistência, não de velocidade. 

Debaixo de sol, depois de uma semana cheia de chuva, a corrida começou com o duelo Ford x Ferrari, que já tinha começado no ano anterior. Tanto que, pela primeira vez na história, a corrida estava a ser transmitida em direto na televisão americana, com Phil Hill como comentador. Chris Amon, num dos Ford, tinha ido para a frente, seguido por Bob Bondurant e Bruce McLaren, noutros Ford. Atrás, Lorenzo Bandini era o melhor dos Ferrari, seguido por John Surtees. Nas voltas seguintes, este subiu para terceiro, atrás de Jo Sifert, que liderava num Maserati, e Amon, num Ford. Mas o suíço retirou-se na quinta volta, depois de um despiste em Tetre Rouge. 

Atrás, no carro da NART, o estado de espírito não era o melhor. Masten Gregory, para começar, era dos poucos pilotos que competiam com óculos, para além dos de corrida - e também tinha nascido a 29 de fevereiro. Rindt, então com 23 anos, tinha chegado ali com muitos pensamentos, menos os de... correr. Aliás, tinha até comprado um bilhete de comboio para Paris para o final do dia, convencido que o carro não aguentaria até lá. Gregory foi o primeiro a correr, mas na quarta hora, o carro foi para as boxes com problemas no motor. Trocado o distribuidor e perdido meia hora no processo, regressou à pista na 18ª posição, e quando foram chamar Rindt para fazer a sua vez... encontraram-no vestido à civil e pronto para sair dali. 

Pela noite, com os problemas com os Ford e alguns dos Ferrari oficiais, Gregory e Rindt aceleraram a fundo, sem nada a perder. Chegaram ao ponto de andar cinco segundos mais rápidos que a média, e a meio da noite, graças à sua fiabilidade - todos os Ford GT40 estavam KO antes das 12 horas, por exemplo - eles eram segundos classificados, atrás do líder, outro 250 LM do privado francês Pierre Dumay.

E a partir aqui, surge um dos grandes mistérios do automobilismo. perto do amanhecer, Gregory tinha parado nas boxes de forma inesperada porque tinha os óculos embaciados e não podia continuar. Rindt foi chamado à pressa... mas ele não estava presente. Há quem afirme que estava a divertir-se na noite francesa (ou ferrado no sono), e colocá-lo em forma demoraria o seu tempo. Oficialmente, Gregory regressou à pista e fez mais algumas horas, mas quem pegou o volante tinha sido o piloto reserva, outro americano, Ed Hugus. A sua parte demorou cerca de uma hora, antes de Gregory resolver o seu problema e regressar ao volante. 

Na manhã, o diferencial do carro começou a dar sinais de fragilidade, o que fez abrandar o ritmo, e até a Ferrari queria que o carro da NART deixasse desdobrar um 275 GTB da Ecurie Francochamps por causa do... fabricante de pneus (eles tinham Englebert, contra os Pirelli dos NART). Mas os americanos não obedeceram e acabaram por ganhar, com cinco voltas de avanço sobre o carro de Dumay. No pódio, apenas Gregory e Rindt comemoraram, um pouco contra a corrente do jogo, mas a fiabilidade tinha compensado. 

Anos depois, Hugus - que morreu em 2006, aos 82 anos - disse numa carta que, de facto, fizera algumas voltas no Ferrari, o que de acordo com os regulamentos da altura, não era legal. Contudo, como não foi comunicado, e não existiam testemunhas fiáveis, isto nunca foi comunicado e a coisa ficou nas brumas da lenda e do nevoeiro francês. Contudo, hoje em dia, embora oficialmente Gregory e Rindt foram os únicos pilotos a pegar no carro, aceita-se a colaboração de outro americano. E como dizia no "western" "Quem Matou Liberty Valence", entre a realidade e a lenda, publique-se a lenda.    

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Vende-se: Brawn GP BGP001 de 2009


Um chassis campeão está à venda. O BrawnGP 001, chassis 1, onde conseguiu o seu título mundial em 2009 estará à venda pela Bonham’s no final de semana do GP de Miami, em maio. Este é um dos três carros produzidos nessa temporada e segundo a casa leiloeira, “está mecanicamente completo com motor e caixa de velocidades, menos os seus componentes internos.” 

O carro está finalizado com a pintura utilizada pelo carro de Jenson Button no Grande Prémio de Abu Dhabi de 2009, embora tenha sido o companheiro de equipa de Button, Rubens Barrichello, a correr neste chassis específico na altura.

Este automóvel representa o conto de fadas definitivo da Fórmula 1 – um design revolucionário que redefiniu o que era possível”, disse Louis Frankel, responsável de vendas da Bonhams em Miami. “O chassis 001/01 é uma peça da história do automobilismo e a sua oferta em leilão irá certamente cativar colecionadores de todo o mundo.", continuou.

Estamos honrados por apresentar esta oportunidade única no Grande Prémio de Miami, um palco condizente com o seu estatuto lendário.”, concluiu.

Na realidade, este chassis em especifico foi guiado em grande parte da temporada por... Rubens Barrichello, seu companheiro de equipa. No final da temporada, e com a aquisição da equipa por parte da Mercedes, o carro foi repintado com as cores da Mercedes, antes de Button reclamar do chassis, devido a uma clausula do seu contrato, que tinha direito a ele, por ter conquistado o campeonato. A Mercedes recusou inicialmente cumprir o contrato, antes de Button ir a tribunal em Londres para reclamar do seu prémio, que acabou por acontecer. 

Button foi o proprietário do carro até 2024, desconhecendo-se se é ele que está a colocar à venda.

Quanto aos outros dois chassis, o numero 2 pertence a Ross Brawn, foi restaurado em 2016 e em 2019, para comemorar os dez anos da conquista do título, correu no Goodwood Festiwal of Speed, nas mãos de Barrichello, enquanto o numero 3 está neste momento no museu de Silverstone, emprestado pela Mercedes.  

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Youtube Automotive Vídeo: O leilão do carro mais caro do mundo

Neste sábado, dia 1, a RM Sotheby's efetuou o seu leilão automobilístico onde o grande motivo de interesse foi o Mercedes W196 R Stromlinienwagen, de 1954, que correu no GP de Itália desse ano por gente como Stirling Moss e Juan Manuel Fangio, ajudando a ganhar o segundo título de pilotos para o argentino. 

O carro pertencia desde 1965 ao museu de Indianápolis, depois a Mercedes o ter dado para a sua coleção, e recentemente, estes decidiram vender os carros que não pertenciam à história do circuito e das 500 Milhas. E esperava-se desde o dia em que foi anunciada esta venda, que se poderiam bater recordes. E no vídeo, acompanhamos como foi desde o inicio até ao valor final, que como sabem... se tornou no carro mais caro de sempre: 51,5 milhões de euros.

Esta venda ultrapassa o anterior recorde estabelecido em 2013, quando outro Mercedes W196 ex-Fangio de 1954 foi vendido por 19,6 milhões de libras, durante a semana automóvel de Goodwood. Torna-se também o segundo automóvel mais valioso alguma vez vendido em leilão, a seguir ao Mercedes 300SLR Uhlenhaut Coupe de 1955, que foi vendido por 135 milhões de euros em maio de 2022.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Vende-se: Mercedes-Benz W196R Stromlinienwagen de 1954


Se você se atrapalhou com o nome alemão que está no título, depois do Mercedes, eu explico: significa "Streamliner Car". Mas não é pelo nome que vai para aqui. É um carro de 1954, foi guiado por Juan Manuel Fangio e Stirling Moss, deu um título mundial ao argentino, e estará em leilão a 1 de fevereiro, pela Sotheby's. E arrisca a alcançar um recorde de automóvel vendido em leilão: estima-se em 50 milhões de dólares. 

O carro foi usado por Fangio no infame GP da Argentina de 1955, disputado debaixo de imenso calor do verão austral, e onde o piloto argentino foi o único que acabou a corrida, com quase todos os outros a trocarem de piloto a meio da prova, vencidos pelo calor. O carro foi depois guiado por Moss em Monza, no GP de Itália, onde conseguiu a volta mais rápida. 


O carro estava desde 1965 no museu do Indianápolis Motor Speedway, que decidiu colocar a leilão todos os carros que não pertenciam às competições americanas, e se o W196R ultrapassar o preço previsto, irá duplicar o atual recorde de um carro de Formula 1 em leilão, que pertence a... outro Mercedes W196R, que foi vendido em Goodwood, em 2013, por 23,29 milhões de dólares.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: Ecclestone e a sua coleção (que colocou à venda)

Como é sabido, no passado domingo, Bernie Ecclestone anunciou que iria vender a sua coleção de carros de Formula 1. E a coleção é bem eclética e claro... valiosa. dos 69 carros presentes, muitos são os seus Brabhams - foi o dono da equipa entre 1972 e 1986 - e muitos outros são Ferraris, com alguns carros de Grand Prix, dos anos 30, um Vanwall e mais algumas marcas, incluindo um Bugatti. 

A coleção já está avaliada em 600 milhões de dólares, e ao contrário de muitas outras coleções, será vendida um a um, através de um negócio privado por Tom Hartley Jr. que fez uma entrevista ao próprio Bernie, para saber as razões da sua venda, especialmente agora, que tem 94 anos. 

terça-feira, 23 de abril de 2024

Vende-se: Capacete de Niki Lauda


A poucos dias do 50º aniversário da sua primeira vitoria na Formula 1, pela Ferrari, em Jarama, a Bonham's anuncia que um dos seus capacetes estará à venda num leilão que acontecerá durante o fim de semana do GP de Miami, a 5 de maio. 

E não é um capacete qualquer: á o capacete que usava no GP da Alemanha de 1976, a 1 de agosto daquele ano. Aquele onde sofreu o acidente que mudou a sua vida. Aparentemente devido a uma falha na suspensão, o piloto da Ferrari perdeu o controle do seu carro, bateu contra a parede e no impacto, o carro pegou fogo e ainda recebeu o impacto do Surtees de Brett Lunger e o Hesketh de Guy Edwards

Socorrido por esses dois, mais Arturo Merzario e Harald Ertl, foi levado para o hospital da Mannheim, esteve em estado grave, chegado até a receber a extrema-unção, ficou com ferimentos sérios na cara, orelha e couro cabeludo. Para além disso, teve danos internos nos pulmões.  

O resto da história é conhecido: 40 dias depois do desastre, estava de volta ao carro, no GP de Itália, perante o espanto de toda a gente. Tentou manter-se na luta pelo título, para perder na chuva de Fuji, ao parar voluntariamente no inicio da segunda volta do GP do Japão. No ano seguinte, conseguiu o bicampeonato, antes de seguir para a Brabham, e para uma carreira com retiradas e regressos, acabando com o terceiro título mundial, em 1984, no GP de Portugal, ao serviço da McLaren.

O capacete do piloto austríaco - que se estima poder ser vendido entre os 30 e os 50 mil dólares - é um dos muitos que estará em leilão, ao lado de capacetes originais de Michael Schumacher, Nigel Mansell, Gilles Villeneuve, Alain Prost, Jean Alesi e outros. 

O capacete de Lauda estava em mãos privadas e as receitas do leilão irão para a UNICEF, a ONG escolhida pela família Lauda.

Estamos muito satisfeitos que o legado do nosso pai continue a fornecer ajuda e assistência aos mais necessitados”, disse Lukas Lauda, um dos seus filhos. “Os desafios enfrentados pela UNICEF na prestação de ajuda humanitária às crianças em todo o mundo são enormes, se pudermos dar uma pequena contribuição para melhorar as oportunidades para outros; estamos muito satisfeitos em fazê-lo.”, concluiu.

Temos o privilégio de apresentar este capacete historicamente significativo, como um testemunho do legado de Niki Lauda como piloto e como defensor da segurança”, disse James Garguilo, especialista da Bonhams Automobilia. “Sua determinação inabalável e sua coragem alteraram a trajetória da história do automobilismo.”, concluiu.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Vende-se: Tyrrell P34 de Formula 1


Belo carro, hein? Um dos mais carismáticos da época e de todos os tempos, e o único carro de seis rodas que ganhou uma corrida de Formula 1: o GP da Suécia de 1976. E tem o melhor dos pedigrees: vêm da coleção pessoal de Jody Scheckter!

Na realidade, não é original. É uma réplica construída a partir de componentes usados na altura, ou seja, não entrou em competição. É o chassis numero 8, construído na primeira década deste século e ganhou competições de históricos, como o de Monterrey, em 2008. Mas parece que foi feito para correr em 1976!

O preço de venda está entre os 450 mil e os 650 mil euros, sem reserva, e o leilão acontecerá em maio, durante a semana do GP do Mónaco.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Vende-se: Parafernália de Nigel Mansell


Nigel Mansell, como sabem, fez recentemente 70 anos e decidiu dar uma prenda. Para todos nós, digamos assim. 

A história é simples: o seu museu pessoal, em Jersey, será fechado, e a sua coleção pessoal, que contêm capacetes, fatos de competição, troféus e outra parafernália, será leiloado pela RM Sotheby's debaixo da designação "Nigel Mansell Legacy Collection". E ao todo são 330 peças, que vão desde capacetes de momentos da sua carreira, volantes das suas passagens pela Formula 1 na Williams, Lotus e Ferrari, até matriculas personalizadas e duas motas: uma BMW R18 construída especificamente para ele e uma minimoto para o paddock.

As peças estão colocadas online no site da leiloeira e as estimativas variam: o capacete da sua primeira vitória, no GP da Europa de 1985, está estimado entre os 20 e 30 miul libras, e o de Adelaide 1994 está entre os 25 mil e os 50 mil libras. A placa personalizada "5 NM" está entre os 50 mil e os 60 mil libras, mais caro que o capacete de 1992, onde foi campeão do mundo: entre 30 mil e 50 mil libras.  

A lista completa pode ser vista no site da Sotheby's.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Vende-se: Subaru Impreza WRC de 1997




Eis um carro mítico à venda num leilão futuro: um dos carros que Colin McRae guiou no Mundial de 1998, mais especificamente, no rali de Monte Carlo. Navegado por Nicky Grist, foi um dos carros memoráveis do final do século passado, guiado pelo mítico piloto escocês. Infelizmente, não terminou esse rali devido a um acidente, mas o chassis, com a matricula "P2WRC", foi reparado, recebeu um novo chassis da Prodrive e acabou por ser usado em diversas provas na Europa em equipadas privadas entre 1998 e 2000, conquistando diversas vitórias e até o campeonato de ralis da Hungria em 1998 e 1999.

O proprietário atual comprou o carro em 2004, inicialmente com o objetivo de o usar em alguns ralis, mas a partir de 2007 esteve numa garagem, onde ficou desligado até 2015, altura em que o seu filho o tirou do lugar e o mostrou em eventos clássicos.  

O leilão vai realizar-se em Stoneleigh Park, no próximo dia 25 de fevereiro, e aparentemente, espera-se que o carro seja vendido entre os 340 mil e os 380 mil libras

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Vende-se: Eagle AAR de 1967


Os americanos reverenciam Dan Gurney, um dos maiores pilotos de automobilismo dos anos 60. Primeiro como piloto, depois como Construtor, com o seu AAR, o All American Racers, que também ficou conhecido como Eagle, que conseguiu grandes resultados na Formula 1, IndyCar e IMSA, ao longo de três décadas. 

E provavelmente o maior feito da Eagle foi em 1967, quando conseguiu a vitória no GP da Bélgica, com um motor Eagle-Westlake de 12 cilindros, tornando-se num de três pilotos que também se tornaram engenheiros e construtores, ao lado de Jack Brabham e Bruce McLaren.

Contudo, o chassis que está à venda é o 001, que tem o motor Coventry-Climax, um carro que foi guiado por Gurney, Bob Bondurant e Phil Hill, na temporada de 1966, e depois foi vendido para o canadiano Al Pease, que entrou na historia por ser... desclassificado por ser demasiado lento!


Restaurado à sua condição original, a Gooding and Company, a casa leiloeira, decidiu colocá-lo à venda, afirmando que tem os papéis originais, com origem nos primeiros donos. Espera-se que o carro seja vendido entre os três e os quatro milhões de dólares num leilão que se espera se concorido. Afinal de contas, é um pedaço da história americana.  

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

A imagem do dia


Depois de ontem ter falado sobre o Mercedes do Diego Maradona - e que foi conduzido pelo Juan Manuel Fangio - hoje falo de outro carro que está nesse leilão. E claro, não é um qualquer. É um Formula 1. É um Jordan 191, chassis número 6, conduzido por Michael Schumacher naquele GP da Bélgica de 1991, onde deu nas vistas antes de Flávio Briatore ter a ideia de o levar para a Benetton na corrida seguinte, em Monza.

A história é conhecida, contada e recontada.  Mas há pormenores que merecem ser contadas por aqui. 

Primeiro, o carro não era originalmente para ser corrido por Schumacher, mas era para Andrea de Cesaris, o seu companheiro de equipa no fim de semana do GP belga. Quando na sexta-feira, o alemão conseguiu superá-lo, o italiano pediu para que trocassem de chassis, porque pensava que ele teria feito afinações para conseguir um tempo melhor. Afinal, no sábado, o alemão foi sempre superior que o italiano, por causa das suas capacidades, nem tanto porque sabia mexer no chassis. Afinal de contas, na altura, o italiano já tinha 11 temporadas na categoria máxima do automobilismo.

No dia da corrida, Schumacher não foi longe: a embraiagem partida o deixou a pé depois de meia volta, enquanto De Cesaris ficou-se pelo caminho a três voltas do fim com problemas de motor, enquanto andava nos pontos. 

Mas o mais interessante disto é que nem foi só o chassis onde Schumacher teve o seu primeiro gosto da Formula 1. Existiu mais um piloto que debutou na alta competição automobilística: Alex Zanardi. Pois é, o piloto teve a sua estreia em Barcelona, e o usou nos treinos dessa corrida. Também Roberto Moreno andou neste chassis no fim de semana do GP de Itália, embora a partir dali até ao final do ano, serviu mais como reserva, usado nos treinos e ficado em alerta em caso de necessidade. 

Anos depois, em 2021, quando passaram 30 anos sobre a estreia de Schumacher na Formula 1, o seu filho Mick deu umas voltas em Silverstone, para uma reportagem feita pela Sky Sports F1. E o carro está pronto para correr, ou seja, tem motor instalado, não é um "show car". 

E o preço deste pedaço de história? Entre 1,4 e 2 milhões de euros. 

Mas pesando bem, quando muitos consideram que é um dos chassis mais marcantes da década de 90, poderemos acreditar que seria dinheiro bem empregue. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Vende-se: Mercedes-Benz 450 SLC 5.0


Este carro tem 42 anos, está pintado de vermelho e entre eles estão envolvidos dois nomes famosos. Foi entregue novo e tem 61 mil quilómetros rodados. Este modelo de 5 litros serviu para correr em ralis - é triunfou! - e a cor é especial, porque não havia em catálogo.  

Então quem foi o feliz proprietário? Ora, Diego Armando Maradona. E a história é o seguinte.

Em 1980, Maradona era um jovem prodígio de 19 anos - faria 20 a 30 de outubro desse ano - e o Argentinos Juniores, como recompensa pelos seus feitos, o clube ofereceu-lhe um destes belos exemplares. E foi entregue em mão pelo seu representante máximo no país. Na altura, um tal de Juan Manuel Fangio

E foi bem a tempo: no ano seguinte, Maradona transferiu-se para o Boca Juniors, e a partir dali, ficou a ser conhecido no mundo. 


O carro por si já é especial. Tem um V8 de 5 litros, debitando 240 cavalos às 5000rpm (rotações por minuto), uma caixa automática Type 722 de três velocidades, e claro, era todo feito de alumínio. Durante três anos (1977-80), foram feitos 1636 unidades, logo, já é um carro raro à partida.

O carro do Maradona - e trazido até ele por "El Chueco" - será mostrado a leilão no próximo dia 2 de fevereiro no leilão da Bonhams em Paris, por alturas do Retromobile. A leiloeira pensa que o martelo poderá ser batido entre os 150 mil e os 250 mil euros.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Vende-se: Ford Bronco de Gilles Villeneuve


Este carro está à venda, mas não é um carro qualquer. Não é guiado há pelo menos 40 anos, e o seu proprietário tornou-se uma lenda do automobilismo. Chamava-se Gilles Villeneuve

Na realidade, este carro, que foi comprado novo em 1976, só teve um dono: o próprio Gilles. Levou-o para a Europa quando começou a correr na Formula 1 e o usava para as suas aventuras off-road, principalmente nos Alpes. Teve algumas alterações especificas, como um motor mais potente de 5 litros, um guincho, uma suspensão mais alta, bancos da Recaro, caixa de velocidades da Hurst, para o off-road e uma caixa de velocidades manual, de quatro velocidades, da Doug Nash. 

O carro não mais foi guiado desde a morte do seu dono, a 8 maio de 1982, no circuito belga de Zolder.  


O preço do carro? A Aguttes, a casa de leilões francesa, espera que o Ford Bronco seja vencido entre os 80 e os 120 mil euros. 

O leilão será a 14 de dezembro.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Vende-se: Coleção de carros de Nigel Mansell


Um Ferrari 640, um Williams FW14, um Reynard de GP Masters e... um triciclo, entre outros. Estes carros pertencem a Nigel Mansell e serão vendidos em leilão a 14 de maio, no Mónaco, pela Sotheby's.

Claro, não são carros quaisquer. O Ferrari é o mesmo no qual triunfou em Jacarépaguá, em 1989, a sua primeira corrida pela Scuderia, e a primeira de um carro de caixa semi-automática na Formula 1, e o FW14 é o mesmo onde ele venceu no GP a Grã-Bretanha de 1991, e no final, ainda deu boleia a Ayrton Senna, quando o seu McLaren MP4/6 quebrou perto do final. Em suma, carros que ajudaram a fazer história na Formula 1.

A Sotheby´s estima o valor do Ferrari F640 entre 2,5 e 5 milhões de euros, enquanto que o preço do FW14 está estimado entre 1.5 e 3 milhões de euros. Ambos estão em contraste com o carro da GP Masters, que poderá ser vendido entre os cem mil e os 150 mil euros. Mas o triciclo BMW de 1990 poderá estar mais acessível, entre os cinco mil e os 15 mil euros.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Youtube Automobile Video: O leilão de carros de Richard Hammond

Como sabem, Richard Hammond está a montar um negócio de restauração de carros clássicos - já meti aqui os vídeos dos dois primeiros episódios da série, entretanto retirada do ar - e ele, para manter o negócio à tona, ou seja, pagar salários, construir uma oficina, adquirir materiais e outros, teve de vender a sua coleção de carros. E entre eles, contava-se um Porsche 911 do ano em que nasceu, um Bentley, um Lotus Esprit, algumas motos e pouco mais. E apesar de não ter dito quanto é que ganhou com isto tudo, calculo que ele deva ter arrecadado cerca de 200 mil libras, que irá investir na oficina de restauro de automóveis.

Que como sabem, não é uma coisa fácil. E ele já disse, as coisas podem descambar muito rapidamente. 

Enfim, eis o video, publicado no Drivetribe.  

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Vende-se: Tyrrell P34 Continuation


O Tyrrell P34 é, sem dúvida, um dos mais originais da história da Formula 1 e do automobilismo em geral. O carro de seis rodas, desenhado por Derek Gardner e usado nas temporadas de 1976 e 77, foi um bólido que deu nas vistas pela sua ousadia. As seis rodas, quatro delas na frente, seriam para diminuir a subviragem nas curvas, e evidentemente, aumentar a superfície de contacto com o asfalto. Estreado no GP de Espanha de 1976, conseguiu uma vitória no GP da Suécia desse ano e foi pilotado por gente como Jody Scheckter, Patrick Depailler e Ronnie Peterson.

Contudo, este modelo não foi pilotado por nenhum destes pilotos, e na realidade, poderia ser uma réplica. Mas não é: trata-se de um modelo "continuation", ou seja, um carro feito a partir dos desenhos originais do bólido, e usando todos os materiais e seguindo os números do chassis. Tem caixa de velocidades da Hewland, motor Ford V8 DFV, pneus Avon de dez polegadas, chassis em alumínio, tudo como foi feito há 45 anos.

A ideia foi do americano Jonathan Holtzman, que sentiu um vazio ao ver que não existia nenhum P34 a competir nod Formula 1 históricos e nem sequer havia a possibilidade de adquirir um, visto que a sua maioria estão em museus (um deles está na posse do próprio Jody Scheckter, na sua coleção particular). Ao todo a Tyrrell produziu sete chassis, mas apenas cinco exemplares sobreviveram até aos nossos dias. E este está à venda na RM Sothebys ao preço de...  1.750.000 libras, cerca de 2.037.000 euros. Além disso, é ainda elegível para todas as provas de Fórmula 1 históricos.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Vende-se: Williams FW18 de 1996


Carros históricos à venda não é algo que se veja em leilão todos os dias, e quando acontece, é uma festa. Ao ponto de valer um post como este, depois de ser visto num sitio como o Motorsport Magazine. O carro que falamos hoje é um Williams FW18, e não é um qualquer: desenhado por Adrian Newey - foi o último desenhado por ele antes de rumar para a McLaren - foi guiado por Jacques Villeneuveé o chassis onde o canadiano conseguiu passar Michael Schumacher no GP de Portugal de 1996, prova vencida por ele.

O carro pertence à Speedstar Cars, uma concessionária de carros históricos, e afirma que o carro deva valer cerca de 2,2 milhões de libras. James Hanson, o seu proprietário, explica a particularidade deste carro.

Este carro está em um nível diferente do que a maioria das pessoas já experimentou. Duas coisas se destacam neste carro: o sucesso que teve em 1996, e em particular a ultrapassagem no Estoril. Eu me lembro na época de assistir na TV e ler sobre isso - foi bastante espetacular”, continuou.

Se você já dirigiu ao redor do Estoril, sabe como essa ultrapassagem seria difícil em um carro de Fórmula Ford, quanto mais em um carro de Formula 1. Não é para os fracos. A força aerodinâmica deste carro simplesmente estará em um nível diferente do que a maioria das pessoas já experimentou.”, concluiu.

Ele também fala de uma particularidade que este carro tem e que a equipa andou a fazer ao longo dessa temporada: as estrelas que existem dentro do chassis. 

A coisa boa deste carro é que sempre que triunfavam, colocavam uma estrela dourada dentro da cabine, e sempre que conseguiam um segundo lugar, havia um prateado, e para cada pole position, uma estrela vermelha. Então, [este chassis] tem três ouros, duas pratas e dois vermelhos.”, concluiu.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Vende-se: Carro supersónico Bloodhound


A saga do Bloodhound continua. Depois de em 2019 ter feito diversos testes, onde andou até aos 628 milhas por hora - 1010 km/hora - e de terem dito que o carro, por ele mesmo, poderá chegar calmamente às 800 milhas por hora (cerca de 1260 km/hora), o seu proprietário e financiador, Ian Warhurst, decidiu colocar o projeto a leilão por não ter o financiamento suficiente para fazer as modificações necessárias para que a máquina seja o primeiro objeto a alcançar as mil milhas por hora, ou seja, 1609 km/hora. E claro, ser o carro mais veloz do mundo.

"Eu fui o mais longe que pude com isso", disse Warhurst à BBC News. "Não posso colocar mais meu próprio dinheiro no projeto, então é hora de passar o bastão para outra pessoa para concluir o trabalho. E eu estarei torcendo do lado de fora."

Segundo ele, precisa de oito milhões de libras para colocar o projeto nos eixos para tentar esse recorde de velocidade. E a única condição que ele coloca é que o carro não seja desmantelado.

"Não vou deixar isso acontecer [o desmantelanento]. No mínimo, o Bloodhound irá para um museu para que todos possam admirar e se inspirar. Mas, realmente, o recorde está lá para ser batido", disse Warhurst.

A ideia inicial era de tentar o recorde em 2020, no Hakskeen Pan, na África do Sul, mas a pandemia adiou os planos, e claro, esticou o orçamento a Warhurst, que colocou o seu investimento pessoal num projeto que começou há mais de dez anos, em 2009.