Depois de algum tempo sem dar noticias, os cartoons do Laser Car Design deram de novo que falar. Especialmente quando se vê aquilo que desenhou hoje para simbolizar a vitória de Mark Webber, após 130 tentativas do australiano...segunda-feira, 13 de julho de 2009
Formula 1 em Cartoons - Laser Car Design (Alemanha)
Depois de algum tempo sem dar noticias, os cartoons do Laser Car Design deram de novo que falar. Especialmente quando se vê aquilo que desenhou hoje para simbolizar a vitória de Mark Webber, após 130 tentativas do australiano...Rumor do dia: Sai Bourdais, entra Alguerssauri?
Ainda não é certo, mas o rumor foi muito forte durante o fim de semana. Tão forte que o próprio Sebastien Bourdais se irritou aos microfones da francesa TF1: "Parem de me fazer falar sobre isso, estamos entendidos? Tenho um contrato. Vou estar na Hungria". Mas aparentemente é real: a Toro Rosso vai substituir Sebastien Bourdais e substituirá pelo espanhol Jaime Alguersuari, piloto da Red Bull Junior Team na World Series by Renault e campeão da Formula 3 inglesa em 2008.
O próprio site da Autosport inglesa afirma que a mudança será anunciada dentro de 48 horas. Quando a mudança acontecer, a Toro Rosso substituirá Bourdais, tetracampeão da CART, de 30 anos de idade, pelo piloto espanhol, que tem a provecta idade de... 19 anos e quatro meses. Nascido a 23 de Março de 1990, em Barcelona, começou a correr em monolugares em 2005 na Formula Junior 1600, em Itália. Depois correu na Formula Renault, entre 2006 e 2007, para em 2007 correr na Formula 3 espanhola. no ano seguinte, passou para a Formula 3 britânica, onde foi campeão pela Carlin Motorsport.domingo, 12 de julho de 2009
Pois é, já passou mais um ano
Chego hoje ao meu 33º ano de vida. Não é um aniversário qualquer, pois acho que esta data encerra algo simbólico, pois neste momento, alcançei um terço de século. Se quisermos ser optimistas, podemos afirmar que somente me restam mais 66 anos para alcançar o século de vida. E como gosto de ser optimista, quero e desejo acreditar esse marco.
Este ano, tive a feliz coincidência de ter um Grande Prémio no dia dos meus anos. E fiquei feliz por ver Mark Webber a subir no lugar mais alto do pódio pela primeira vez na sua vida, após oito temporadas ao mais alto nivel, e todos a julgarem que não iria ser mais do que um piloto de segunda linha na Formula 1, sempre batido por um excelente piloto chamado Sebastian Vettel. E algumas horas antes, na GP2, vi Alvaro Parente a subir ao pódio, dando o melhor resultado a uma equipa portuguesa nessa categoria: um segundo lugar. Quem me dera que todos os meus aniversários fossem assim...
Há umas semanas atrás, respondi ao apelo do Bruno Santos, do blog F1 Database, para que explicasse como nasceu a minha paixão pela Formula 1. Decidi escrever um texto que pudesse explicar um pouco essa paixão, e o resultado podem ver aqui. Mas gostaria de salientar o parágrafo final deste texto, que explica em muitos aspectos, o que vai na minha alma acerca da Formula 1 actual:
"Hoje em dia, com todas estas polémicas, a cisão, a luta por poder e dinheiro, entre a teimosia de um velho agarrado pelo poder e este 'paddock' demasiado limpo, demasiadamente 'politicamente correcto', um bom mergulho ao passado pode até fazer bem à alma. Não falo no estilo 'no meu tempo é que era bom', mas é para mostrar que no tempo em que as boxes não tinham o tamanho de hangares de aeroporto, em que os pilotos fumavam e diziam palavrões, os mecânicos sujavam-se à frente de toda a gente, e os bilhetes não tinham custos estratosféricos, as coisas tinham muito mais piada do que hoje. Carpe Diem!"Formula 1 - Ronda 9, Nurburgring (Corrida)
Sabia que, pelo que tinha visto na véspera, Mark Webber era o grande favorito a fazer algo que já não acontecia desde o dia em que Nelson Piquet venceu o seu primeiro título mundial no estacionamento do Casino Ceasar's Palace. Mas isso foi no distante ano de 1981, e Mark Webber nunca foi um Alan Jones ou um Jack Brabham. Mas estava numa equipa e numa situação onde tinha de demonstrar que tinha perfil de vencedor, mesmo 130 GP's depois da sua estreia em casa, no distante ano de 2002, pois caso contrário seria definitivamente ostracizado pelo seu colega em ascensão e actual "menino bonito" da Formula 1, Sebastian Vettel.
A corrida começa com o tempo nublado, e toda a gente a olhar pelos radares metereológicos, procurando por chuva. Um "arranque-canhão" de Rubens Barrichello, e um toque entre os dois que não teve consequências fisicas, colocava o brasileiro na frente, mas ao mesmo tempo, o inglês Lewis Hamilton "repetia" 2007, mas sem desistir, e sem reboques a colocar pilotos no asfalto. Apenas uma travagem muito tardia e um furo no pneu traseiro esquerdo, que o fez arrastar por uma volta no circuito alemão e mandar para o espaço o magnifico quinto lugar na grelha, conseguido na véspera.
No final, lá conseguiu o seu intento, ainda por cima com uma dobradinha em conjunto com o seu companheiro Vettel, que não teve uma grande corrida, mas conseguiu um bom resultado. Para melhorar as coisas, a estratégia da Brawn não foi a melhor, e acabaram na quinta e sexta posições, com os carros a ziguezaguear no meio da pista, para aquecer convenientemente os pneus...
Quem beneficiou disto tudo foram Felipe Massa e Nico Rosberg. O piloto da Ferrari aproveitou a boa qualificação da marca no dia anterior e chegou à meta na terceira posição, igualando o melhor resultado do ano da Scuderia e dando também um pódio, depois de Kimi Raikonnen ter feito a mesma coisa no Mónaco. Quanto a Rosberg, a jogar em casa, depois de uma má qualificação, partindo do 14º posto, ultrapassa quase toda a gente numa estratégia de duas paragens, e termina na quarta posição. Bem jogado!
E agora, com Webber no pódio e pela primeira vez este ano não tivemos qualquer piloto da Brawn por aquelas bandas (o que foi pena, pois queria ver Barrichello a fazer o "moonwalk" que prometera no seu Twitter), a luta pelo título já ficou mais "apetitosa". Ainda não é a reviravolta que assistimos no WRC, mas já não falta muito, pois Barrichello já perdeu o segundo lugar...GP2 - Ronda 6, Alemanha (Corrida 2)
A segunda corrida da GP2, que ocorreu esta manhã, poucas horas antes de começar o GP da Alemanha, era esperada com enorme expectativa nas hostes portuguesas. Dado o facto de Alvaro Parente ter gozado ontem os seus três primeiros pontos da sua temporada, e partindo do terceiro posto da grelha, graças ao sistema da grelha invertida, a ideia de um pódio (e quem sabe, algo mais...) era bem válida, desde que a sorte no jogo estivesse a favor.
E aparentemente, isso aconteceu. Apesar de no arranque ter sido blogueado por Vitaly Petrov, Parente ficou na terceira posição, com o japonês Kamui Koboyashi à sua frente. Parente passou as voltas seguintes a manter uma constante série de ataques a Kobayashi, mas depois de ter sido ultrapassado por um irresistível Nico Hülkenberg, que foi a caminho de uma segunda vitória consecutiva, algo que não acontecia a um piloto de GP2 desde Monza 2006.
Koboyashi era então pressionado por Parente, que o queria ultrapassar para então partir ao ataque do piloto alemão, mas a ultrapassagem só foi concretizada a três voltas do fim, para conseguir um segundo lugar bem merecido, e dar à Ocean o segundo pódio da história da equipa.
"Tínhamos o carro afinado tendencialmente para seco, dado que esperávamos que a pista secasse mais cedo, o que nos obrigou a realizar uma corrida de gestão, tentando rodar o mais rapidamente possível sem danificar os pneus e sem cometer erros. A ART e a Addax apostaram numa estratégia diferente e era impossível acompanhá-los. Estivemos muito bem ao longo de toda a corrida e este é um resultado merecido para toda a equipa", sublinhou Parente.
"Este foi um fim-de-semana muito positivo e que já merecíamos um resultado deste tipo. Agora temos que continuar a trabalhar para mantermos os bons resultados e até para melhorar, porque o nosso objectivo passa sempre pela vitória", apontou o piloto portuense.
Para Tiago Monteiro, o dono da equipa Ocean, encontrava-se satisfeito com este segundo lugar, depois do terceiro lugar por parte de Chandhok na corrida anterior, em Silverstone. Agora só fica a faltar a vitória: "O nível da GP2 é alto, por isso não é fácil, mas estamos no caminho certo. Hoje o Álvaro esteve muito bem, pois geriu a sua corrida com muita cabeça. A parte final foi complicada, mas a boa gestão que fez dos pneus pneus permitiu-lhe o bom resultado.", afirmou.
Agora, a GP2 tem um interregno de duas semanas, até o GP da Hungria, num campeonato onde a luta pelo título está ao rubro, com Hulkenberg à frente, com 46 pontos, seguido por Grosjean, com 42 e o russo Petrov, com 41. Alvaro Parente, depois do excelente fim de semana alemão, tem agora oito pontos e está na 14ª posição do campeonato.
sábado, 11 de julho de 2009
GP2 - Ronda 6, Alemanha (Corrida 1)
Depois da Formula 1, seguiu-se a GP2. Disputada sob céu nublado, a corrida teve um piloto a dominar de ponta a ponta: Nico Hulkenberg. O alemão da controlou os acontecimentos, acabando na frente da corrida, com Roldan Rodriguez e Andreas Zuber nos restantes lugares do pódio.
Mas o grande destaque desta corrida foi Álvaro Parente. Por fim, o piloto português alcançou os primeiros pontos desta temporada ao serviço da Ocean Racing Technology, quebrando a malapata de há algumas corridas atrás, terminando na sexta posição. Apesar de uma partida menos conseguida, o piloto português conseguiu subir uma posição na partida, terminando a primeira volta no oitavo lugar, abrindo desde logo excelentes perspectivas de alcançar os seus primeiros pontos de 2009. Mantendo-se na luta, o piloto depositava esperanças na sua estratégia nas boxes para subir mais algumas posições na classificação.E quase resultava. Quando à oitava volta Parente ganhou duas posições na sua paragem nas boxes – ao venezuelano Pastor Maldonado e ao espanhol Javier Villa - logo na primeira curva na saída das boxes, o piloto português não conseguiu evitar um pião, acabando por perder três lugares, um a mais do que os que havia conseguido ganhar. Romain Grosjean, que vinha atrás dele, aproveitou para subir uma posição.
Contudo, a partir dali, Parente teve a sorte (que tantas vezes não a teve nesta época) do seu lado: Maldonado e o brasileiro Diego Nunes tocaram-se, quando este último saía das boxes, com os dois pilotos a abandonarem na hora. Logo a seguir, Parente esteve na briga com Lucas di Grassi e Romain Grosjean pelo sexto lugar. O português livrou-se logo do brasileiro da Racing Engeneering, mas teve mais dificuldades em conseguir superar o francês da Addax, e actual líder do campeonato. Tudo indicava que Parente não iria conseguir passar, mas a duas voltas do fim, o carro de Grosjean abrandou subitamente na entrada da recta da meta, abandonando de seguida. Assim, Parente terminou na sexta posição, conquistando três pontos e ficou com uma excelente oportunidade de pontuar novamente na corrida de amanhã, dado que partirá na terceira posição da grelha.
"Foi uma corrida interessante em que o carro esteve muito bem. Depois da partida não ter sido a melhor, preocupei-me em recuperar, o que aconteceu logo na primeira volta. Depois estive sempre envolvido em lutas pelos lugares pontuáveis. Depois da paragem nas boxes, sai preocupado em defender a posição e acabei por perder o carro na primeira curva, já que os pneus estavam muito frios. Felizmente recuperei depressa, passei o Di Grassi e fiquei colado ao Grosjean na segunda metade da corrida, sendo que era bastante mais rápido que ele. Optei por não correr riscos desnecessários e ele acabou por ter um problema que o relegou para fora dos pontos à entrada da última volta. Foi uma tarde positivo que me deixou satisfeito e que abriu a porta para um bom resultado este Domingo," sublinhou Parente.Quanto a Karun Chandhok, o seu companheiro de equipa, teve um comportamento discreto. Largando da 14ª posição, ganhou três posições na partida. Chegou a andar pela 10ª posição, mas perdeu um lugar para o belga Jerome D’Ambrosio. O 11º posto final foi um resultado muito modesto para o piloto indiano, que na corrida anterior esteve no pódio.
"Porque partia mais de trás optámos por uma afinação diferente da do Álvaro. Pelos vistos a dele resultou e a minha não. Às vezes o risco tem destas coisas. De qualquer forma no Domingo o objectivo é chegar aos pontos, a primeira volta é muito importante e pode ditar mesmo o estar ou não entre os primeiros, por isso é preciso concentração máxima e contar com alguns pilotos mais lentos que poderão estar à frente," disse Chandhok.
A segunda corrida acontecerá manhã, pelas 9:30 horas.
Formula 1 - Ronda 9, Nurbrurgring (Qualificação)
Por fim, chegamos ao que realmente importa para definir a ordem de partida para a corrida de amanhã: a qualificação. E nessa sessão tão decisiva, vimos que o melhor foi a Red Bull. Mas surpresa das suerpresas, não foi Sebastien Vettel a ficar com a pole-position. Foi o seu companheiro de equipa, Mark Webber, a fazer o melhor tempo e dar à Austrália a sua primeira pole-position em 29 anos, desde Alan Jones, no GP da Alemanha de 1980, a bordo de um Williams.
Mas vamos ao que interessa: a sessão de qualificação. O que se pode retirar daqui é que nos sete primeiros postos estão cinco carros com motor Mercedes, os Brawn de Rubens Barrichello (2º) e Jenson Button (3º), os McLaren de Lewis Hamilton (5º) e Heiki Kovalainen (6º) e... o Force India de Adrian Sutil (7º), na sua melhor qualificação de sempre. Ficou à frente dos Ferrari, quem diria! Mas as condições metereológicas no qual foi disputado, com um tempo incerto, fez com que se contribuisse para este desfecho.
Como já foi dito atrás, Webber vai ter ao seu lado Rubens Barrichello, que pela segunda vez consecutiva bate Jenson Button em qualificação. "A sessão foi sensacional mas muito difícil devido a tudo o que aconteceu com a chuva e com os pneus. Na Q2 vi o Massa sair na curva 2 e fomos todos para a boxe, a situação estava caótica e tentei falar com a equipa pelo rádio mas não tinha resposta. Entrei para a boxe de qualquer maneira e os mecânicos estavam à espera para montar os pneus certos - a equipa conseguia ouvir-me mas não conseguia responder", explicou o brasileiro na conferência de imprensa após a qualificação.
Já Jenson Button voltava ao topo, depois de uma qualificação mal conseguida em Silverstone. O terceiro posto, apesar de ter sido batido pelo seu companheiro, teve a vantagem de o colocar à frente do seu maior rival, e que corria em casa, Sebastien Vettel: "A qualificação foi uma loucura. Continuamos a ter alguns problemas com a temperatura dos pneus mas foi uma boa sessão e foi divertido", começou por dizer.
Quanto a Lewis Hamilton, que conseguiu a sua melhor qualificação do ano, numa época muito dificil, acredita que será possível lutar por um lugar do pódio na corrida de amanhã. "Se continuar seco amanhã então ficarei numa boa posição e de certeza que poderei lutar pelo pódio. Podemos até lutar com os Red Bull", afirmou o actual campeão do mundo à BBC.Os saltos de Nurbrurgring





Este post foi inspirado pelo o da Patricia. Uma das caracteristicas do antigo circuito de Nurbrurgring, naqueles 22 quilómetros e centenas de curvas que poucos conseguiam fixar nas suas mentes, e que Jackie Stewart tão bem o apelidou de "Inferno Verde", eram os saltos. Havia um sitio com esse nome: Flugplatz. Aí, os fotógrafos ficavam, para tirar os melhores "bonecos" para depois os jornais e revistas poderem publicar nos dias e semanas seguintes ao Grande Prémio alemão.GP Memória - Grã-Bretanha 1964
Depois de Rouen, a Formula 1 ia para Inglaterra, mais concretamente para o novo circuito de Brands Hatch. Inicialmente, a prova iria acontecer de novo em Aintree, nos arredores de Liverpool, mas o circuito sido vendido a outro proprietário, e este estava mais interessando em construir um bloco habitacional do que acolher um evento como o Grande Prémio da Grã-Bretanha de Formula 1. Assim sendo foram para um circuito no condado de Kent, não muito longe de Londres, que era gerido desde 1961 por John Webb, que nunca escondera a ambição de ter a Formula 1 no seu circuito.No pelotão, havia uma importante alteração: na Lotus, Peter Arundell sofrera na semana anterior um grave acidente na prova de Formula 2, em Reims, quando colidiu com o americano Richie Ginther. Arundell fora projectado para fora do carro e sofrera fracturas múltiplas nas pernas e braços. No seu lugar, Colin Chapman chamara outro britânico, Mike Spence.
Outras inscrições eram as de um jovem australiano chamado Frank Gardner, num Brabham BT10 privado inscrito pela John Williment Automobiles, e se estreava aqui na mais alta roda da competição, ou o veteraníssimo Maurice Trintrignant, que continuava a conduzir aos 47 anos. Quem regressava era Tony Maggs, no seu BRM da Scuderia Centro Sud, que iria tentar ver se corria uma prova oficial este ano, depois de duas tentativas frustradas, na Holanda e na Bélgica.
Na corrida estavam inscritos 26 carros, onde o mais interessante era ver um carro de quatro rodas motrizes fabricado pela BRM, e conduzido por um jovem de 24 anos chamado Richard Attwood. Contudo, o modelo não funcionou muito bem, e o carro foi retirado antes da corrida.
Nos treinos, Lotus, Ferrari, Brabham e BRM lutavam entre si para conseguir a “pole-position”, e o melhor foi Jim Clark, ainda no seu Lótus 25. Ao seu lado tinha Graham Hill, no seu BRM, e o vencedor da corrida francesa, o americano Dan Gurney, no seu Brabham BT11. Na segunda fila estavam John Surtees, no seu Ferrari, e Jack Brabham, no segundo carro com o seu nome. A terceira fila tinha o Cooper de Bruce McLaren, o prabham privado de Bob Anderson, na sua melhor performance da sua carreira, e o segundo Ferrari de Lorenzo Bandini. A fechar o “top ten” ficaram o Brabham privado de Jo Bonnier e o BRP de Innes Ireland.
A corrida começa com Clark a largar na frente, seguido por Gurney e Hill. Na volta seguinte, o piloto da BRM supera o americano, e pouco depois, Gurney tem de abandonar a sua corrida devido a problemas de ignição no seu carro. A corrida foi uma luta constante entre Clark e Hill, onde ambos pilotavam juntos, mas apesar das ameaças, Hill nunca conseguiu apanhar o piloto da Lótus. A meio da corrida juntou-se-lhes o Ferrari de John Surtees, mas com o tempo, o piloto inglês afastou-se, deixando-os de novo a sós.
Mais atrás, Jack Brabham seguia calmamente na quarta posição, mas teve de parar nas boxes para ver se a suspensão estava a trabalhar bem, pois tinha detectado alguns problemas. Quando voltou à pista, tentou recuperar o quarto posto, que agora pertencia ao segundo Ferrari de Lorenzo Bandini. O ritmo forte que o australiano imprimiu foi compensado a 14 voltas do fim, quando conseguiu passar o piloto italiano, tendo de se contentar este com o quinto lugar, sendo esta a ordem final quando desceu a bandeira de xadrez.
Para finalizar, o último a chegar aos pontos era o americano Phil Hill, no seu BRM, a duas voltas do vencedor Jim Clark. Nessa altura não se sabia, mas era a última vez que o campeão do mundo de 1961 iria pontuar na sua carreira da Formula 1.
Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/1964_British_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr126.html
sexta-feira, 10 de julho de 2009
É oficial: Ari Vatanen é candidato!
Por fim, Max Mosley vai ter um rival á altura: o finlandês Ari Vatanen, antigo campeão do mundo de ralies e ex-deputado do Parlamento Europeu, anunciou hoje que será candidato às eleições para a presiência da FIA, que serão realizadas no próximo mês de Outubro."Respondendo aos pedidos de muitos clubes membros da FIA, irei concorrer às eleições da FIA em Outubro deste ano. Penso que chegou a altura de existir uma mudança", afirmou o ex-piloto finlandês ao Autosport.com.
"O meu principal objectivo será a reconciliação de diversas visões dentro da FIA e trazer transparência aos seus sócios. O dever de um presidente é defender biliões de automobilistas e o nosso grande desporto", acrescentou o também ex-deputado europeu.
Para muitos, Vatanen tem a combinação certa: foi um piloto de craveira mundial por mais de 20 anos, foi campeão do Mundo e quatro vezes vencedor do Dakar (1987, 1989, 1990 e 1991). Para além disso, nos últimos dez anos foi membro do Parlamento Europeu. Nas últimas semanas esteve a conversar com alguns membros das federações internacionais, e para ele anunciar que ia avançar, é sinal que tem fortes apoios dentro de muitas federações automobilisticas. Agora resta saber se o "tio Max" avançará ou não. Espero que não...Espero também que esta candidatura seja encarada como uma "última esperança" para evitar uma separação da Formula 1 em duas séries, apesar de isso não depender da eleição do novo chefe da FIA. Mas pode ajudar muito, não acham?
Já agora, para acabar: esta semana descobri uma coisa engraçada: uma loja de pins online. Seria engraçado se fizessemos um desenho a favor do Vatanen e fizessemos a nossa campanha, não acham?
Formula 1 - Ronda 9, Nurbrugring (Treinos Livres)
Tenho que ser honesto: falo sobre os acontecimerntos de sexta-feira só para "picar o ponto", porque sempre acreditei que estes treinos não são mais do que a hipótese dos pilotos, máquinas e equipas para andarem algumas voltas na pista para afinar o carro o melhor possivel para a qualificação do dia seguinte, que é verdadeiramente importante. E nem sempre o primeiro classificado desses treinos se destaca na qualificação, porque caso contrário, o actual lider do campeonato seria o Nico Rosberg...
Logo atrás de Hamilton ficou Sebastian Vettel, que voltou ao topo da tabela de tempos depois de na primeira sessão ter ficado parado na pista, perdendo algum tempo importante de testes. Logo atrás do alemão ficou o actual lider do campeonato, o britânico Jenson Button, o melhor dos Brawn-Mercedes, a 0,220 segundos do actual campeão do mundo e seu compatriota, ao passo que Mark Webber, com o segundo Red Bull, e lider na primeira sessão de treinos livres, registou o quarto melhor tempo.
Após Webber, ficou Jarno Trulli, no seu Toyota, enquanto que a grande surpresa na sessão de treinos livres foi Adrian Sutil, que com o seu Force India, alcançou o sexto tempo, ficando à frente de Rubens Barrichello, no segundo Brawn-Mercedes. Fernando Alonso foi o oitavo com o seu Renault, enquanto que Kazuki Nakajima, no seu Williams e Nelson Piquet Jr., no segundo Renault, fecharam o "top ten".GP2 - Ronda 6, Alemanha (Qualificação)
Pouco tempo depois dos treinos livres da Formula 1, o circuito de Nurburgring recebeu os carros da GP2 para disputarem a qualificação para a jornada dupla da categoria. E na Alemanha, parece que mandaram os alemães: Nico Hulkenberg foi o melhor nos treinos, batendo o espanhol Roldan Rodriguez e o brasileiro Lucas di Grassi.Aliás, Rodriguez e di Grassi cotaram-se sempre como os pilotos mais rápidos durante boa parte da sessão, mas no final foi o piloto alemão que festejou, pois beneficiou de uma situação de bandeiras amarelas nos últimos quatro minutos, causado pelo despiste do italiano Luca Fillippi, que impediu a maioria dos pilotos de melhorarem a sua posição. Hulkenberg superou a ambos por 0.089 e 0.159 segundos, respectivamente.
Quanto a Alvaro Parente, o piloto da Ocean Racing Technology ficou um pouco pior do que nas corridas anteriores, ao qualificar-se na nona posição da grelha, a 0.853 segundos de Hulkenberg. Pior ficou Karun Chandhok, que se classificou na 16ª posição, a 1.184 segundos da pole, o que evidencia o enorme equilibrio existente entre os pilotos do actual pelotão da GP2. Só para terem uma ideia, do primeiro até ao vigésimo da grelha, a diferença era de menos de segundo e meio!Cómico, se não fosse trágico!
Monseiur Jarier, vous êtes assassiné!
Bom, o caso que coloco aqui é outro exemplo de como as coisas entre um país e outro podem assustar alguém. Especialmente quando esse alguém ainda está vivo... e por coincidência, o verdadeiro Jarier comemora hoje o seu 63º aniversário natalício. Joyeux anniversaire, Jean-Pierre!GP Memória - Inglaterra 1994
Uma semana depois de Magny-Cours, em França, a Formula 1 estava em Silverstone para correr o Grande Prémio britânico. Apesar de ser uma temporada dominada por Michael Schumacher, dezenas de milhares de fãs foram na mesma a Silverstone para aplaudir os seus pilotos. Muitos pensavam que poderiam ver de novo o seu herói Nigel Mansell, mas o "Red Five" tinha nesse mesmo fim de semana uma corrida na CART nos Estados Unidos, ao serviço da Newman-Haas, e o jovem escocês David Couthard voltou para guiar o carro numero dois.
Contudo, isso não impedia que exisitsse competição para ser o melhor, pelo menos no fim de semana inglês. Na qualificação, a luta pelo "pole-position" foi a três, entre Michael Schumacher, Damon Hill e o Ferrari de Gerhard Berger. O melhor foi o piloto inglês, que conseguiu bater o piloto alemão por 0,2 segundos. A segunda fila era toda da Ferrari, com Berger a ser melhor do que Jean Alesi, enquanto que na terceira fila, Mika Hakkinen era o quinto a partir, com o Jordan de Rubens Barrichello ao seu lado. David Coulthard e o Tyrrell de Ukyo Katayama partilhavam a quarta fila, enquanto que a fechar o "top ten" encontravam-se o segundo McLaren de Martin Brundle e o segundo Benetton de Jos Verstappen.
A agitação no dia da corrida começou quando o carro de Coulthard ficou parado na grelha. Pegou logo depois, mas teve de partir do fundo da grelha. Ao mesmo tempo, Eddie Irvine, no seu segundo Jordan, via o seu motor Hart sobreaquecer e abandonava ainda antes da corrida começar. E no próprio momento da partida, o motor Peugeot de Brundle "explodia" com estrondo, deixando o veterano piloto inglês "na mão" apenas poucos metros depois de partir!
Deixando de lado estes precalços, Hill sai melhor do que Schumacher, seguido de Berger, Barrichello, Alesi e Verstappen. O piloto inglês tentava distanciar-se do lider do campeonato, esperando ganhar algo que foi negado nos outros lados, excepto em Barcelona. Mas no meio da confusão inicial, poucos tinham reparado que Schumacher tinha ultrapassado Hill na volta de aquecimento, por duas vezes. Os comissários tinham visto, e decidiram aplicar uma penalização de cinco segundos, tendo de fazer um "stop-and-go" para cumprir esse castigo.
Quando na 17ª volta, Schumacher vai à boxe, julgava-se que iria cumprir essa penalização, mas em vez disso, este vai fazer um reabastecimento normal. Os comissários interpretam isto como sendo uma desobediência às ordens, e na volta 21, mostram uma bandeira negra, sinal de desclassificação, acompanhado de uma placa com o numero 5. Só que o alemão e a Benetton ignoram simplesmente o sinal até à volta 26, altura em que a Benetton sinaliza o seu piloto para que este venha à boxe para cumprir a penalização. E isso só aconteceu depois do então director de corrida, o belga Roland Bruynseraede, ter ido à box da Benetton e avisar Flavio Briatore. Cumpre-a, mas da desclassificação provavelmente não se livrava...
Schumacher cai para quarto, depois do stop-and-go, mas pouco depois volta á segunda posição, quando Berger e Hakkinen vão para as boxes. O alemão tenta apanhar Hill, mas não consegue alcançá-lo. Mais atrás, Berger faz a sua troca, mas desiste na saída da segunda paragem, porque o seu motor Ferrari quebrou. Assim sendo, Barrichello fica na terceira posição, que perde quando volta às boxes para o seu segundo reabastecimento.
Nas voltas finais, Barrichello consegue apanhar Hakkinen, e tenta ultrapassá-lo de todas as maneiras, para ficar com o quarto lugar. A sua melhor hipótese é na última curva, quando se mete por dentro. Mas o finlandês fecha a curva e ambos batem. Barrichello vai às boxes, ignorando que aquilo era a última volta da corrida, e perde a posição. Hakkinen consegue voltar à corrida e é ele que mantêm esse quarto posto.
Na meta, Hill vence em casa, seguido por Schumacher e Alesi. Mas pouco depois, os comissários desclassificam Schumacher e é Alesi que fica com o segundo lugar, com Hakkinen a ficar com o terceiro lugar. Barrichello foi quarto, David Coulthard chegou à quinta posição e Ukyo Katayama ficou com o último lugar pontuável.
