segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Youtube Rally: O resumo do Rali de Mortágua


Eis o resumo videográfico do Rali de Mortágua, a sétima etapa do campeonato nacional de Ralis, onde Pedro Meireles conseguiu levar a melhor sobre Carlos Martins e Ricardo Moura. E onde José Pedro Fontes acabou por desistir, vitima de uma falha nos travões no seu Citroen DS3 R5, relançando de uma certa maneira o campeonato.

São quase seis minutos das melhores imagens deste rali - este ano em terra - que aproveitou alguns dos antigos troços do Rali de Portugal.

Youtube Rally Crash: O acidente de José Pedro Fontes em Mortágua



José Pedro Fontes não teve um rali fácil em Mortágua. Liderou boa parte do dia, mas começou a ter problemas de travões e estes aos poucos cederam, fazendo-o atrasar no rali. Na penúltima classificativa, a segunda passagem por Rigueiras, decidiu que iria encostar o carro, mas as coisas ficaram mal calculadas e acabou por quase capotar.

Eis como é que ele conseguiu sair da situação em que se tinha metido.

CNR: Pedro Meireles foi o melhor em Mortágua

Um mês e meio depois de correrem na Madeira, máquinas e pilotos voltaram ao continente para o Rali de Mortágua, onde Pedro Meireles foi o melhor, dando à Skoda a sua primeira vitória em ralis portugueses com o novo Fabia R5. O piloto de Guimarães estava satisfeito por ter conseguido bater José Pedro Fontes, e voltado à luta pelo título nacional contra o piloto da Citroen.

"Foi muito bom termos vencido na estreia do Skoda Fabia R5 em pisos de terra”, começou por afirmar. “Sabíamos de antemão que os principais candidatos ao título iriam entrar a dar tudo e que o facto de abrirmos a estrada seria muito penalizador, mas imprimidos sempre uma boa toada, e uma vez que nos vimos na liderança fizemos o nosso trabalho e não mais a largamos”, concluiu.

Com apenas 17 carros inscritos - pilotos como Adruzilo Lopes e Renato Pita decidiram não participar - o rali começou com uma super-especial noturna, onde José Pedro Fontes foi o melhor, conseguindo uma vantagem de 1,5 segundos sobre Ricardo Moura, no seu Ford Fiesta R5. Pedro Meireles era o terceiro, a 2,2 segundos, na frente de João Barros, a 2,4 segundos.

O dia de sábado começou com a primeira passagem pela especial da Aguieira, com 23,20 km, e que em tempos tinha feito parte do Rali de Portugal. Ali, José Pedro Fontes venceu e alargou a vantagem para 6,6 segundos para Ricardo Moura, que tinha sido segundo na etapa. João Barros tinha sido o terceiro, a 11,8 segundos de Fontes e mantinha o terceiro posto, mas a 14,2 segundos da liderança. Pedro Meireles fazia o quarto melhor tempo e era o quarto da geral, a 16,1 segundos, e tinha uma vantagem de dez segundos sobre o outro Skoda de Carlos Martins.

A seguir, na primeira passagem por Rigueiras, José Pedro Fontes alargou a sua liderança, vencendo a especial, e aumentando a vantagem para 15,1 segundos sobre o piloto açoriano. Mas o segundo melhor no troço foi Carlos Martins, que meteu o Skoda Fabia S2000 a apeas 2,8 segundos de Fontes, passando para o quarto posto. Mas isso também contribuiu o atraso de João Barros, que na etapa foi sétimo, a 16 segundos, e caiu para o quinto lugar.

Na parte da tarde, na segunda passagem pela Aguieira, as coisas mudaram bastante. Fontes furou e perdeu três minutos para trocar a roda, caindo para o oitavo lugar da geral, beneficiando Pedro Meireles, que venceu a especial e passou para a frente do rali. E mesmo assim, não era um piloto satisfeito com o resultado por causa dos pneus. "Optei por uma mistura dura mas os macios funcionam melhor", admitiu, em declarações à Autosport portuguesa.

João Barros fez o segundo melhor tempo, a 9,5 segundos, e assumiu a segunda posição, enquanto que Carlos Martins acompanhou-os, ficando com o terceiro posto, a 16, 1 segundos da liderança.

Na quinta especial, o da Tojeira, era a vez de Ricardo Moura a ser o mais veloz, com uma vantagem de 3,7 segundos sobre Pedro Meireles, com José Pedro Fontes a ser o terceiro. João Barros acabou por desistir, deixando Meireles cada vez mais líder, agora com uma vantagem de 25,6 segundos sobre Carlos Martins.

A seguir, na segunda passagem por Rigueiras, mais um momento decisivo quando José Pedro Fontes ficou sem travões e quase capotou, num episódio que apelidou de "caricato". Apesar da ajuda do público, Fontes decidiu abandonar o rali. ”Obviamente desapontado com este desfecho, mas a verdade é que continuamos na frente do campeonato e mantendo todas as hipóteses de conquistar o título, que está no topo das nossas prioridades. De qualquer modo, acho que, deixámos uma vez mais bem patente a competitividade desta equipa e do nosso DS3 R5, que nos permitiu rubricar excelentes tempos e conquistar a vitória em três especiais”, contou.

E com isso, Ricardo Moura consolidava o terceiro posto e conseguia mais alguns pontos para se aproximar na luta pelo campeonato. Na especial, Carlos Vieira foi o grande vencedor, na primeira vitória com o seu novo carro, um Ford Fiesta R5.

Na última etapa, Moura venceu, mas o grande vitorioso era Pedro Meireles, que na etapa foi segundo, a doze segundos, mas na geral, acabava com uma vantagem de 35,2 segundos sobre Caros Martins, numa dobradinha da Skoda. com Moura em terceiro, com mais meio segundo, e Carlos Vieira foi o quarto, noutro Ford Fiesta R5.

"Foi muito bom termos vencido na estreia do Skoda Fabia R5 em pisos de terra”, começou por dizer Pedro Meireles, muito satisfeito à chegada a Mortágua. “Sabíamos de antemão que os principais candidatos ao título iriam entrar a dar tudo e que o facto de abrirmos a estrada seria muito penalizador, mas imprimidos sempre uma boa toada, e uma vez que nos vimos na liderança fizemos o nosso trabalho e não mais a largamos”, continuou.

Quanto ao futuro, é para evoluir o carro: “Vamos continuar a trabalhar para nos apresentarmos ainda mais competitivos no próximo Rali do Algarve, e continuar a nossa evolução no Skoda Fabia R5 que é uma viatura fantástica."

Já Ricardo Moura afirma que apesar do terceiro posto e do facto do seu rival não ter pontuado, poderia ter feito mais: “A segunda passagem pela Aguieira foi talvez o momento chave deste rali. No pó de José Pedro Fontes, que seguia lento à nossa frente, tivemos de parar inúmeras vezes tal a falta de visibilidade. Perdemos mais de um minuto, e perdemos aí qualquer hipótese de lutar pela vitória. Da parte da tarde tudo correu bem, tirando a segunda passagem por Rigueiras, onde tivemos problemas de travões e um furo lento. Tendo em conta a diferença de cinco décimas de segundo para o 2º classificado, e os cerca de 35 segundos para o primeiro lugar, é justo dizer que tínhamos tudo para ganhar o rali após o atraso de José Pedro Fontes”, disse o piloto açoriano.

O Campeonato Nacional de Ralis termina a 8 de novembro com o Rali do Algarve. 

domingo, 20 de setembro de 2015

A imagem do dia

O belga Jacky Ickx, dentro do seu Ferrari, a caminho da vitória no GP do Canadá, em Mont-Tremblant, no Quebec. 

Há precisamente 45 anos, a Formula 1 vivia um período de luto. O austriaco Jochen Rindt, o homem que tinha dominado aquele verão ao volante do Lotus 72, tinha morrido há duas semanas, em Itália. E de um campeonato onde todos sabiam quem era o campeão, tudo estava alterado. Sem Rindt, morto, todos tinham uma chance, especialmente numa Ferrari que estava a mostrar a sua forma desde a corrida austriaca, onde o belga tinha ganho, graças ao abandono do piloto da Lotus.

A Lotus não estava por lá. Estava em Hethel, a lamber as feridas. Para piorar as coisas, John Miles, que nunca tinha sido fã dos métodos de Colin Chapman, decidira que era tempo de abandonar a equipa, receando que ele poderia ser a seguir. E do nada, sobrou o brasileiro Emerson Fittipaldi, que tinha apenas três corridas no seu palmarés - mas com muito potencial - e ele iria comandar a equipa, apenas com 23 anos de idade. E outro piloto ficaria no lugar de Miles.

A corrida foi dura: dos vinte pilotos inscritos, apenas oito chegaram ao fim. E foi uma corrida onde uma equipa se estreou: a Tyrrell. Bom, na realidade, eles já existiam, o que se estreou foi o projeto secreto que Ken Tyrrell, Jackie Stewart e Frank Gardner decidiram criar na garagem deste último, e baseado no March 701 onde tinham estado a correr ao longo de 1970. E se qualquer dúvida que eles tivessem em relação ao projeto foram dissipadas nos treinos, quando Stewart fez a pole-position. Logo na primeira corrida! Infelizmente, o eixo do carro não aguentou e desistiu na volta 31.

No final, como em Zeltweg, a Ferrari fez dobradinha com Chris Amon a ser o terceiro. Mas a dureza do circuito de Mont-Tremblant (a mesma coisa tinha acontecido em 1968, quando apenas seis carros acabaram a corrida!) fez com que esta fosse a última vez que a Formula 1 visitasse esse local.

Ickx tinha-se colocado na luta, mas faltavam ainda duas corridas. E para ser campeão, tinha de as ganhar, sem falhas...

Para além da confirmação de Maldonado

A Lotus confirmou esta noite que Pastor Maldonado será seu piloto na temporada de 2016. E isso poderá ter revelado coisas bem interessantes que vão para além da confirmação de um piloto por mais uma temporada. Porque para além da noticia, há outras coisas que podem ser lidas para além da noticia. Primeiro, que a Renault e a Lotus já chegaram a um acordo. E segundo, que Romain Grosjean sairá da equipa, provavelmente rumo à novata Haas F1.

Primeiro, vamos aos factos: o piloto de 30 anos correrá por mais uma temporada pela equipa de Enstone, como é afirmado no curto comunicado da equipa. "É um fator positivo para o futuro da Lotus na Formula 1 a capacidade que temos hoje de confirmar publicamente que Pastor vai permanecer conosco para a próxima temporada", começou por afirmar Gerard Lopez.

"Todos em Enstone vão saber que Pastor é uma pessoa fantástica para se trabalhar e todos nós sabemos da capacidade que ele tem. Pastor se juntou a nós num acordo com vários anos de duração, de modo que esta confirmação apenas reitera a nossa crença nele. E espero que sejamos capazes de fazer mais anúncios positivos sobre a equipa num futuro próximo", concluiu.

“É ótimo que a equipe possa confirmar minha posição como piloto para 2016. Óbvio, houve muita especulação sobre o meu futuro enquanto eu me mantinha focado no meu trabalho na pista”, começou por afirmar o piloto venezuelano.

“Também é ótimo saber que meu futuro está confirmado. Esta temporada nos apresentou alguns desafios, mas a qualidade da equipa em Enstone é facilmente reconhecida. Eu realmente sinto que faço parte dessa família e desejo melhorar o trabalho nesta temporada para dar melhores resultados em 2016”, acrescentou.

O que tudo isto significa? Bom, é altamente provável que isto poderá dizer que em 2016, a Lotus se chamará Renault. No fim de semana, alguns "insiders" escreveram nos seus sitios que há um principio de acordo entre a Genii Capital e a Renault no sentido de eles controlarem a equipa na próxima temporada. E isso acontece mesmo a tempo, pois há um prazo para cumprir por causa de um processo que está num tribunal de Londres, especialista em falências, do qual tem de ser respeitado. Se nada acontecer até ao dia 28 de setembro - um dia depois do GP do Japão - a equipa de Enstone será obrigada a pedir proteção aos credores.

'Mas poderia pedir o dinheiro venezuelano', alguns me dirão. A resposta é negativa. No contrato que a PDVSA faz com a Lotus, há clausulas que proíbem a equipa de usar os 50 milhões que jorra todos os anos para lá para pagar dividas aos fornecedores. Há um objetivo especifico nesse dinheiro. Ora, se eles concordaram na renovação do contrato e essas clausulas se mantiveram, então é sinal de que eles terão outra fonte de dinheiro que não Maldonado. E isso, no curto prazo, é a 'marca do losango'. Nos próximos dias, teremos noticias dessa confirmação.

E ainda falta mais um pormenor: Romain Grosjean. Na altura do anuncio do contrato, sobre ele, um responsavel da equipa afirmou que esse possivel acordo com a Renault e independente de terem um piloto francês ou não. Isso poderá significar que ele terá a liberdade de ir para outra equipa na próxima temporada, sendo que a Haas F1 é a melhor chance. E isso - o Humberto Corradi coloca essa hipótese em cima da mesa - poderá ser o trampolim para mais altos voos, ou seja, a Ferrari. Com a Haas a ser quase uma "Ferrari B" por causa dos motores, e pelo menos um dos pilotos sera da "cantera", isso poderá significar que o francês, caso faça bons resultados, poderá ter uma chance para ficar com o lugar de Kimi Raikkonen quando este decidir pendurar o capacete.

Não vai ser de imediato, mas isso poderá acontecer.

Em suma, podem ver como um simples anuncio poderá ter causado uma série de decisões em cadeia... os próximos dias poderão confirmar isso. E tem de ser, porque o prazo aperta-se!

Formula 1 em Cartoons - Singapura (Pilotoons)

Numa corrida relativamente chata, aquilo que teve mais repercussão foi a resposta de um garoto de 17 anos a uma ordem de equipa...

Depois do Jos the Boss, Max the Little Boss?

Formula 1 2015 - Ronda 13, Singapura (Corrida)

Sabia-se que algum dia o domínio dos Mercedes iria acabar, mas creio que muitos imaginariam onde é que tal aconteceria. Provavelmente muitos pensariam que seria como foi da última vez, na primeira corrida de 2014, a primeira nos V6 Turbo, quando os Flechas de Prata pegaram o bastão dos vitoriosos Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber. 

Foi nessa altura que muitos detratores do piloto alemão, tetracampeão do mundo, acharam que ele era o piloto que era por causa da superioridade da sua máquina e não por causa dos seus dotes automobilísticos. Claro que ouviram isso da boca de Fernando Alonso, e esqueceram que o alemão, em 2008, conseguiu vencer em... Monza, a bordo de um Toro Rosso, que não muito tempo antes se chamava Minardi.

Ironia das ironias, o único grande opositor dos Flechas de Prata é um Ferrari, e este é guiado por... Sebastian Vettel! Creio que os assobios se esquecem depressa, não é? Em suma, só és um grande piloto se venceres pela equipa de Maranello. Tiffosi são assim e a memória de peixe ataca de novo.

Mas os feitos de Vettel não acontecem por só causa do carro, mas também é por causa do piloto. Afinal, o alemão tem batido sistematicamente o seu companheiro de equipa, Kimi Raikkonen, e claro, as suas duas vitórias que a Ferrari teve na temporada são suas. E com esta pole-position em Singapura, parecia que a sua estrela estava mais alta e o estatuto de maior opositor dos Mercedes saia reforçado.

Mas na noite asiática, o que se queria saber era como os eventos nos treinos teriam correspondência na corrida. É que no dia anterior, Ferrari e Red Bull ficaram na frente dos Mercedes e como é que Lewis Hamilton conseguiria superar estes obstáculos para chegar ao lugar mais alto do pódio e dar mais um passo rumo ao tricampeonato.

A partida começou sem problemas para Vettel, que segurou Ricciardo, enquanto que Raikkonen teve o seu terceiro lugar desafiado por Daniil Kvyat. Atrás, Lewis Hamilton manteve o quinto posto, enquanto que Nico Rosberg foi superado por Valtteri Bottas, mas logo a seguir, o alemão conseguiu recuperar a posição.

Mas ao mesmo tempo que tudo isto acontecia, Max Verstappen viu toda a gente passar a seu lado, pois ficou parado na grelha. Depois de tudo acontecer, os comissários empurraram-no para as boxes, onde ele conseguiu colocar o motor a funcionar e voltar à corrida, muito atrasado em relação ao resto do pelotão. Mas isso não o impediu de subir posições atrás de posições, e fazer uma excelente corrida.

As primeiras paragens aconteceram na volta 13, antes do primeiro grande incidente de corrida, onde Felipe Massa andou a bater no Force India do Nico Hulkenberg, acionando o Safety Car Virtual. O incidente aconteceu quando o piloto brasileiro saiu das boxes e queria ficar na frente do piloto da Force India, e quando ambos tocaram, ele levou o outro carro para a parede, causando a primeira desistência da corrida. Contudo, os detritos na zona fizeram com que acionasse o Safety Car real, ao mesmo tempo que Massa deu uma volta inteira com um furo lento, que o levou de novo às boxes.

A corrida continuou na volta 19, sem grandes incidentes, excepto com o carro se Carlos Sainz Jr, que não pegou logo e perdeu algum tempo. Os três primeiros estavam juntos, mas ninguém atacava ninguém, com Hamilton em quarto. As coisas andaram assim até à volta 28, quando Hamilton começou a ter problemas com o seu carro,  e começou a perder lugares atrás de lugares. O inglês chegou a andar 40 km/hora mais lento do que a concorrência e foi engolido pelo resto do pelotão. Ao mesmo tempo, Felipe Massa ficou sem caixa de velocidades e na volta 31, acabou por abandonar.

Três voltas depois, foi a vez de Hamilton parar de vez, por causa dos problemas eletrónicos que superaram as tentativas de resolver por parte da equipa. E com isso, o campeonato estava relançado para Sebastian Vettel e Nico Rosberg. E também por essa altura, Fernando Alonso também abandonava com problemas  na caixa de velocidades no seu McLaren.

Com isto tudo, a classificação andavam um pouco alterada, pois Max Verstappen era agora oitavo. Nada mau para quem ficou parado na grelha!

Mas na volta 36, aconteceu o insólito, quando se descobriu que um homem andava no meio da pista! O Safety Car foi imediatamente accionado e todos recordamos dos exemplos do que aconteceu em Hockenheim, no ano 2000, e do padre irlandês em Silverstone, em 2003. Provavelmente ele queria dar mais alguma ação por causa do aborrecimento que esta corrida estava a ser, mas escolheu mal o momento, pois já começava a acontecer os abandonos mediáticos...

O Mercedes andou na frente do pelotão até à volta 41, quando a corrida recomeçou, e houve mais alguns incidentes, como por exemplo, o inevitável Pastor Maldonado, que tocou com a sua traseira o bico de Jenson Button. O britânico foi às boxes e perdeu imenso tempo, culpando o tipo habitual. Depois, os Toro Rosso passaram-no e foram à partida do outro Lotus, o de Romain Grosjean. Em pouco tempo, por causa dos pneus, passaram-no também. E pelo meio, Max Verstappen estava a fazer a volta mais rapida da corrida. Aos 17 anos! Daniel Ricciardo tirou depois esse gozo, mas ficou o aviso.

Na frente, Vettel estava acada vez mais isolado na liderança, com Ricciardo e Raikkonen logo atrás. O alemão fazia a volta mais rápida para consolidar o seu primeiro lugar, ao mesmo tempo que na volta 53, Jenson Button parava de vez por causa da sua caixa de velocidades. Agora, a grande luta era contra o tempo: quem chegaria primeiro?

No final, a corrida acabou mesmo na volta 61, com a vitória de Sebastian Vettel e o relançamento do campeonato para o piloto alemão, na frente de Daniel Ricciardo - segundo pódio do ano para a Red Bull - e do outro Ferrari de Kimi Raikkonen. Nico Rosberg era o quarto, na frente de Valtteri Bottas, de Daniil Kvyat, de Sergio Perez - que resistiu aos ataques dos Toro Rosso de Max Verstappen e Carlos Sainz Jr - e o Sauber de Felipe Nasr.

Assim sendo, poderemos dizer que esta "tortura" que foi este Grande Prémio, houve alguns momentos interessantes, mas o resultado foi que, enquanto todos esperavam que Lewis Hamilton igualasse Ayrton Senna na cidade de Singapura, foi Sebastian Vettel a ultrapassar o piloto brasileiro em número de vitórias. Agora, resta esperar mais uma semana para vermos mais ação, desta vez de um clássico do automobilismo, o circuito de Suzuka...

WEC: México estará no calendário de 2016

O Autodromo Hermanos Rodriguez é a nova adição ao calendário do Mundial de Endurance para a temporada de 2016. A corrida acontecerá a 4 de setembro e o anuncio foi feito hoje em Austin, no fim de semana onde decorrem mais uma corrida de Seis Horas, a contar para o calendário. 

"A oportunidade oferecida pela Cidade do México para levarmos as corridas de Endurance de volta à América Latina demonstra que é o caminho certo na hora certa", começou por afirmar Gerard Neveu, o dono do WEC.

"Em consulta com os nossos parceiros e concorrentes, acreditamos que temos de ter no calendário os países que tenham abraçado as corridas de resistência, e isso foi algo que tivemos em consideração para quaisquer outra corrida", concluiu.

Outra das alterações de monta foi o de encolher o espaço de descanso após as 24 Horas de Le Mans. Em 2016, as Seis Horas de Nurburgring acontecerão a 24 de julho, exatamente seis semanas após a clássica de La Sarthe. De resto, não há alterações, com o campeonato a começar a 17 de abril, em Silverstone, e a acabar a 19 de novembro no Bahrein.

Eis o calendário completo:

25-26 de março - Testes de pré-temporada (Paul Ricard)
15-17 de abril - Silverstone
7 de Maio - Spa-Francorchamps
5 de junho - Testes em Le Mans
18-19 de Junho - 24 Horas de Le Mans
22-24 de julho - Nürburgring
2-4 de setembro - Cidade do México (a confirmar)
15-17 de setembro - Circuito das Américas (Austin)
14-16 de outubro - Fuji Speedway
4-6 de novembro - Shanghai
17-19 de novembro - Bahrein

sábado, 19 de setembro de 2015

Youtube Motorsport Documentary: Winning, a carreira automobilistica de Paul Newman


O alerta tinha sido dado ontem pelo Luiz Alberto Pandini, no seu blog, mas o link dele fazia com que tivessemos de descarregar para o poder ver nos nossos notebooks. Então decidi pesquisar um pouco mais no Youtube para descobrir um link para ver o filme por lá sem termos de descarregar ou algo assim. Não demorou muito até descobrir.

Em suma, caso queiram, eis um um bom pretexto para um programa de sábado à noite em casa. Vão buscar as pipocas e tirem uma hora e meia para verem a carreira automobilistica de um extraordinário, num documentário feito por Adam Carrola em 2014. Vale a pena! 

Formula 1 2015 - Ronda 13, Singapura (Qualificação)

Com a Formula 1 a partir rumo à segunda parte da sua etapa asiática - apenas entrecotado com o Grande Prémio russo - restava saber quais seriam as novidades que poderiam acontecer na segunda corrida noturna do calendário. Esperava-se mais do mesmo em termos de qualificação, apesar da expectativa de que certos fenómenos atmosféricos pudessem ter algum efeito. Mas sem isso a afetar os pilotos, carros e até os espectadores, parecia que o cenário estava montado para ver mais do mesmo, na cidade-estado de Singapura.

Contudo, no final do espectáculo, o que se verificou foi aquela que provavelmente foi a maior surpresa do ano: Sebastian Vettel a conseguir a sua primeira pole do ano, e os Mercedes a monopolizar... a terceira fila da grelha de partida! E com isso, a Mercedes não conseguiu igualar um recorde com 21 anos, pertencente à Williams.

Mas antes disso, houve uma mudança significativa na estrutura da equipa mais fraca do campeonato, a Manor-Marussia. O espanhol Roberto Merhi sempre teve o lugar algo fragilizado devido à pouca profundidade dos seus bolsos, e a estrutura da equipa queria dar uma chance ao americano Alexander Rossi, que já estava por ali desde o ano passado, onde era para correr no lugar do malogrado Jules Bianchi nas corridas finais de 2014, antes da Marussia ter pedido ajuda para se proteger dos credores.

Visto isto, Rossi correu na GP2 ao longo desta temporada, onde foi o principal rival de um Stoffel Vandoorne dominador, e com os bons resultados alcançados, eles julgaram que seria uma boa oportunidade para voltarmos a ver um piloto americano pela primeira vez em oito anos. E a escolha do número é bem interessante, quando escolheu o 53, o afamado número do Herbie, o Carocha (Fusca) que Walt Disney popularizou. A adaptação não foi a mais fantástica, pois Rossi já provou o "sabor" dos rails de proteção de Singapura...

A qualificação começou já de noite e com os pilotos a usarem os compostos macios e super-macios, com a confusão a instalar-se em termos de lugares. Primeiro, foi Sebastian Vettel a marcar o melhor tempo e os Mercedes a não conseguirem responder, pois quem também andava nos lugares da frente eram os Red Bull de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, com o russo a ser melhor do que o australiano.

Mas no final dessa Q1, para além dos Manor, havia algumas surpresas para quem ficava nessa fase. Os McLaren não estavam por lá, e no seu lugar estava o Lotus de Pastor Maldonado e os Sauber de Felipe Nasr e Marcus Ericsson, que apesar das modificações feitas no carro, não conseguiram melhorar a sua performance.

Chegados à Q2, alguns pilotos começaram a usar os super-macios para se mostrarem, como fez Valtteri Bottas, que marcou um tempo de 1.45,247. Mas a seguir, veio o seu companheiro de equipa, que o superou, para logo a seguir, aparecerem os Mercedes, que marcaram os melhores tempos. Mas a Q2 reservou uma surpresa ainda maior, quando os Red Bull entraram nos melhores tempos, com Daniil Kvyat a entrar, seguido por Daniel Ricciardo. Kimi Raikkonen interferiu, mas apenas para ficar entre eles.

No final, Mercedes, Red Bull, Ferrari, Williams, o Lotus de Roamin Grosjean e o Toro Rosso de Max Verstappen foram os esolhidos para entrar no "top ten", com os Force India, os McLaren e o outro Toro Rosso de Carlos Sainz Jr entre os eliminados. O que ficou com a "fava" do 11º tempo foi o alemão Nico Hulkenberg, na frente de Fernando Alonso.

E com a chegada da Q3, esperava-se que seria mais do mesmo, como tem acontecido ao longo desta temporada: um monopólio dos Mercedes, nunca quebrado nas doze corridas que já tivemos neste ano civil. Mas Singapura entrou na históiria como sendo o local onde o dominio dos carros de Brackley foram parados pelos cavalinhos de Maranello, com a ajuda dos energéticos de Milton Keynes.

Para lá chegarmos, o que aconteceu foi o segunte: primeiro, Daniel Ricciardo foi para a pista com os super-macios e colocou um tempo de 1.44,607. Kvyat ficou ligeiramente atrás, seguido dos dois Williams. Hamilton também tentou a sua vez, mas cometeu um erro e abortou a volta. Vettel foi o último a sair e marcou 1.44,305 segundos, conseguindo mais 302 centesimos sobre o australiano. Nico Rosberg apenas tinha feito o quinto tempo.

Depois de trocarem de pneus para a última tentativa, Ricciardo conseguiu melhorar o seu tempo, 1.44,428, que o aproximou - mas não bateu - Vettel. O alemão foi o último a sair e faz 1.43,885, para consolidar a sua pole, a primeira do ano. A boxe vermelha celebrou e primeira pole do ano, e pela primeira nesta temporada, não havia os Mercedes por lá. Pior: eles foram superados não só pela Ferrari, mas também pela Red Bull, já que Ricciardo era segundo e Kvyat quarto, ambos na frente dos Flechas de Prata. Parece que os Renault estão a fazer um último esforço antes de se irem embora... depois dos Mercedes, vieram os Williams, com Max Verstappen a colocar o seu Toro Rosso entre Bottas e Massa, antes de Romain Grosjean encerrar o "top ten".

E com isto, parecia que a Formula 1 iria ganhar novo interesse. A previsibilidade tinha ido ao ar, pelo menos por este fim de semana, e parecia que o maior rival dos Mercedes tinha um chance de ouro de se aproximar deles e os incomodar na luta pelo título. E quando tudo parece que está decidido... acontece o inesperado. Agora resta saber como será amanhã, numa corrida de atrito onde o mais resistente vencerá. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Rumor do dia (II): Grosjean tem um pré-acordo com a Haas?

O fim de semana de Singapura arrisca a ser agitada nos bastidores, especialmente na Lotus-Renault. Desde há dias que se fala que a Haas poderá anunciar a sua dupla de pilotos, e há alguns nomes interessantes em cima da mesa.  Por causa do acordo com a Ferrari, Gene Haas já disse que iria ter um piloto da "cantera", o que poderá fazer com que Jean-Eric Vergne ou Esteban Gutierrez sejam os favoritos ao lugar. Contudo, sobre o outro lugar, há pilotos com mais prestigio em vista. Até há uns tempos falava-se de Nico Hulkenberg, mas com o piloto alemão a assinar mais um acordo para renovar com a Force India, agora há um novo piloto no horizonte na figura de Romain Grosjean. 

A Autosport portuguesa afirma que há um pré-acordo entre Grosjean e Haas, mas que ainda não chegou a acordo porque Gerard Lopez lhe pediu para esperar um pouco, até à conclusão das negociações com a Renault. Grosjean já disse que sabe o que vai fazer em 2016, mas por agora não diz onde. E esse acordo tem de acontecer o mais depressa possível, pois a Genii Capital está em apuros. Segundo conta o Joe Saward, o tribunal de Londres especializado em falências deu hoje um prazo de dez dias (ou seja, até ao dia 28 de setembro) para que se resolva o assunto, antes de colocar a equipa em administração, ou por outras palavras, em falência.

Ora, se Grosjean for para a Haas, uma vaga na Renault pode abrir, e o principal candidato pode ser Sergio Perez. Este adiou a assinatura do acordo de renovação por causa desta chance, e caso a transferência aconteça, poderá desencadear um conjunto de movimentações no mercado dos pilotos. Um exemplo é a própria Force India, que renegoceia melhores condições no fornecimento de motores Mercedes, dando em troca um lugar para Pascal Wehrlein. Kevin Magnussen também é outro piloto em vista, mas as chances são mais pequenas.

Contudo, a Mercedes não quererá perder fornecedores, e caso Renault e Genii cheguem a acordo, a marca alemã terá de encontrar um substituto para a Lotus, e a Manor é o candidato principal, não só para colocar o motor, mas também o seu piloto, deixando o outro lugar para quem poder pagar mais. E isso inclui uma grande quantidade de pilotos, um deles o indonésio Rio Haryanto, que poderá ter 60 milhões de euros nos bolsos...

Uma coisa é certa: a silly-season pode ficar bem agitada neste final de mês.

Rumor do dia: Volkswagen vai comprar a Red Bull?

Os rumores sobre este tema aparecem à superficie de vez em quando, e agora não é excepção. Neste fim de semana de GP de Singapura, a BBC fala esta tarde que a Red Bull pode estar próximo de um acordo com a Volkswagen (VW). Quem conta isso é Eddie Jordan. A ideia, segundo ele, é que a marca de Wolfsburgo compraria a equipa, enquanto que a Red Bull continuaria a ser o patrocinador principal, mas que os motores só apareceriam em 2018. Até lá, eles andariam com motor Ferrari.

Em relação aos motores, não há a garantia de que marca é que eles iriam colocar, embora se diga que a Audi é a favorita. O Grupo VAG tem mais marcas, como a Seat, a Skoda, a Porsche, a Lamborghini, a Bugatti e a Bentley. Para além disso, há outro fator a ter em conta, que é o novo equilibrio de poder no Grupo VAG, dado que já lá não está mais Ferdinand Piech, que perdeu numa luta de poder na primavera deste ano com Martin Winterkorn. Algum tempo antes, este negociou um acordo com a Red Bull, apenas para ser vetado por Piech, que sempre quis que o Grupo VAG ficasse de fora da Formula 1, apostando na Endurance, onde agora estão Audi e Porsche.

A associação VW-REd Bull não é nova, e o melhor exemplo pode-se ver nos ralis, onde são os maiores patrocinadores da equipa vitoriosa no WRC.

Entretanto, Helmut Marko já disse que a associação com a Renault já terminou "há umas semanas" e que as negociações com a Ferrari vão no bom caminho, mas que nada foi concluido. Contudo, o seu patrão, Dietrich Mateschitz, já disse à Speedweek alemã que um acordo com a Ferrari seria "uma solução bem aceitável nas próximas duas ou três temporadas".

Resta saber, caso o acordo seja alcançado, o que poderá acontecer em termos automobilisticos. Quem será a marca, e que categoria será sacrificada. Caso seja a Audi, a Endurance e o DTM são duas áreas a ter em conta, pois a Volkswagen tão cedo não sairá do WRC.

As imagens do dia


O "Regresso do Herbie" (é o numero que Alexander Rossi escolheu para correr) não acabou muito bem nesta sexta-feira em Singapura. Aparentemente, o piloto americano terá de se adaptar depressa ao carro, e claro, vai ter alguns contratempos. Que este seja o único...

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A imagem do dia

Stirling Moss faz hoje 86 anos de idade, e a cada dia que passa, parece ser o último elo de um passado cada vez mais distante, aquele onde as coisas eram vistas de forma mais "romântica" para muita gente, mas na realidade, a segurança era zero e a possibilidade de morte era bem alta.

Moss chegou à Formula 1 na "altura certa", fazendo parte de uma geração que era demasiado jovem para correr nos anos 30, e era adolescente quando aconteceu a II Guerra Mundial. Como ele, apareceram pilotos como Mike Hawthorn, Peter Collins ou Graham Hill, que apanharam os seus rivais quando estes já eram demasiado velhos, mas que corriam na mesma, como Juan Manuel Fangio ou Nino Farina.

Moss teve também a estrela da sorte ao seu lado: sobreviveu a uma era onde era normal os pilotos sofrerem um grande acidente a cada cinco anos, e na maior parte dessas vezes, o acidente era fatal. Talvez tenha aprendido uma ou duas coisas do seu companheiro de equipa Fangio, que sempre andava no limite sem o passar. Antes do seu grande acidente em Goodwood, em abril de 1962, Moss sofrera outro grande acidente no GP da Belgica de 1960, a bordo de um Lotus da Rob Walker Racing.

Outra grande ironia é que Moss nunca venceu o campeonato do mundo, apesar de todos disserem que era um dos melhores da décda de 50, e ter conseguidos grandes feitos com carros inferiores e em circunstâncias desfavoráveis. As suas vitórias no Mónaco, em 1960 e 1961, a bordo dos Lotus, são um bom exemplo disso. E também o seu "fair-play", especialmente no GP de Portugal de 1958, fez com que impedisse Mike Hawthorn de ser desclassificado, e assim ter uma real chance de título. Pode não ter ganho títulos mundiais, mas ganhou o respeito de toda a gente.

Mas não foi só na Formula 1 que marcou o seu nome. A Endurance e os ralis também têm o seu nome marcado em várias corridas. Participou nas 24 Horas de Le Mans e nas Mille Miglia, e a sua vitória na ediçao de 1955 foi memorável, especialmente com as notas tiradas pelo jornalista Dennis Jenkinson, que com um rolo, lhe dizia os atalhos e os perigos existentes na estrada. Acabou por ser o protótipo do navegador nos ralis, graças à vitória retumbante - com recorde - que tiveram na corrida italiana.

Quando Moss teve o seu acidente em Goodwood, tinha apenas 32 anos, mas uma carreira que tinha começado doze anos e meio antes, em 1949. Caso não tivesse tido o acidente, seria altamente provável vê-lo correr até meados dos anos 70, tal como fez Hill. Não saberiamos se corresse até essa altura, se morreria pelo caminho, ou se conseguisse algum título mundial, mas teria sido interessante ver se ele faria mais de duas décadas de automobilismo, como fez Graham Hill, por exemplo.

Contudo, no final, ficou a pessoa, as suas histórias, e a sua aura de campeão, sem o ser. Moss ainda é acarinhado pelas pessoas sempre que vai aos eventos de carros antigos, como Goodwood, por exemplo. E a Grã-Bretanha já reconheceu os seus feitos, condecorando-o e chamando-o de "Sir". E merece. 

Formula 1 em Cartoons: A alfinetada da Endurance (Cire Box)

A discussão do cockpit fechado ainda dá pano para mangas. E existiram imensas contribuições para essa discussão, incluindo o "Cire Box", que defende na versão francesa do Motorsport.com não só o "cockpit" fechado, como outras alterações...

Traduzindo do francês:

"Riscos para a cabeça do piloto, riscos de voar devido às rodas descobertas, façamos o ponto de situação acerca da segurança da Formula 1 atual...

Felizmente, as soluções existem! Em exclusividade para a Motorsport.com, aqui estão eles!
"