quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Youtube Motorsport Qualification: A qualificação de Buenos Aires da Formula E

Dois meses desde a última corrida, a Formula E voltava à ação em paragens argentinas, com os pilotos e as equipas a disputarem taco-a-taco não só pelas melhores posições da grelha, como mais tarde na corrida, vencida por Sebastien Buemi, na frente de Jean-Eric Vergne e de Lucas di Grassi.

Neste video, está aqui a qualificação da corrida, a quarta do campeonato 2016-17 da competição elétrica.

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Hoje foi a Force India, amanhã será a Mercedes, com o seu W08, o chassis campeão do mundo. Contudo, esta tarde a marca decidiu colocar algumas imagens para "aguçar o apetite" sobre o novo chassis. E parece que há ali algumas coisas interessantes... 

Mas só amanhã é que há certezas sobre que tipo de carro é que Lewis Hamilton e Valtteri Bottas irão conduzir nesta temporada.

Apresentações 2017: o Force India VJM10

Depois de ontem ter sido apresentado o novo carro da Renault, o RS17, hoje foi a vez da Force India mostrar o seu novo carro, o VJM10, na sua sede em Silverstone. Com um design quase a recordar os carros do inicio da década, o novo chassis da Force India tem uma ponta mais alongada do que os carros mostrados até agora, e uma barbatana mais alongada até quase à asa traseira. Para alem disso, tem um "alto" na frente do chassis que se faz destacar, algo do qual nenhum dos chassis até agora apresentados tenha mostrado.

Vijay Mallya, o dono da equipa, mostra-se ambicioso para esta temporada, onde espera alcançar o "top three", depois de ter sido quarto em 2016: “Se não sonhássemos alto não teríamos terminado em quarto o campeonato do ano passado. Estar com a Mercedes, Red Bull e Ferrari é, em si, uma enorme conquista. Nunca tivemos conversas, nem em privado, de não podermos entrar no top 3. Esse será o nosso objectivo e daremos o nosso melhor”, começou por dizer.

Sobre a competitividade do VJM10, o patrão da Force India espera ter respostas a partir dos segundos testes de pré-época: “O segundo teste em Barcelona dir-nos-á alguma coisa. Temos planos para desenvolver o monolugar de forma contínua durante a temporada e é algo imperativo que planeámos e para que estamos preparados”.

E não deixou passar em branco as declarações de Cyril Abiteboul, o patrão da Renault, sobre as ambições da marca do losango e as dúvidas sobre a capacidade da Force India de se manter no topo em 2017: “Li o artigo. Bem, boa sorte para ele. Talvez venha a ‘comer’ as suas palavras. Não se trata da quantidade de braços que temos mas da qualidade do nosso armamento”, ironizou.

Sergio Perez, o piloto principal da equipa, aproveitou a apresentação do chassis VJM10 para elogiar a organização da equipa indiana, comparando-a à McLaren, onde esteve por uma temporada, mas sem resultados relevantes. Para além disso deu as boas-vindas ao seu novo companheiro de equipa, o francês Esteban Ocon.

Nos quatro anos em que estou na equipa, nunca vi uma organização tão estável [como esta] em todas as equipas em que estive na Formula 1. Isso deixa-me muito confiante e sabendo que as pessoas certas trabalharam neste carro”, começou por dizer o piloto de 26 anos.

Nós terminamos na quarta posição [do campeonato de Construtores] no ano passado, no final da temporada éramos a equipa mais rápida na pista, tivemos alguns pódios, então isso faz com que eu me sinta confiante. Eu acredito totalmente nesta equipa. As pessoas que trabalharam colocaram muito esforço neste carro, então eu espero uma grande temporada para eles”, continuou.

O carro agora seguirá para Barcelona, onde participará nos testes de pré-temporada a partir da semana que vêm. Amanhã haverá nova apresentação, com o Mercedes W08.

Roborace e as corridas sem piloto

Já se sabe desde há algum tempo que os engenheiros estão a trabalhar na condução autónoma. O potencial é enorme - reduzir os acidentes de viação em 90 por cento e o fim dos engarrafamentos tal como conhecemos hoje em dia - e há empresas que estão a trabalhar muito nesse sentido. Desde marcas de carros como a Tesla, até... empresas de tecnologia como a Google e a Apple, com maiores ou menores resultados. Os testes estão a acontecer em força e não fiquemos admirados se em 2020 comecemos a ver os primeiros sistemas a serem comercializados e usados "en masse".

Mas a tecnologia foi um pouco mais além: a competição automobilística. Desde meados de 2015 que sabemos que a Formula E está a desenvolver o conceito de "Roborace". Eles anunciaram que iriam construir uma competição com carros autónomos, sem piloto, do qual iriam fazer correr na duração de um Grande Prémio. A primeira grande demonstração aconteceu este final de semana, em Buenos Aires, com dois carros... e não correu lá muito bem, porque um dos carros bateu e o outro acabou por vencer. Mas evitaram um cão que passeava na pista...

"Um dos carros estava a realizar uma manobra, quando ele foi realmente acelerou numa esquina bastante acentuada e tocou na barreira de proteção", disse à BBC Justin Cooke, o chefe de marketing da Roborace.

Apesar de tudo, ele considerou que a demonstração foi positiva: "É realmente fantástico para nós, porque quanto mais vemos esses momentos, mais somos capazes de aprender e entender o que era o pensamento por trás do computador e seus dados. O carro foi danificado, com certeza, mas pode ser reparado. E a beleza é que nenhum motorista sairia magoado porque... eles não estão lá", concluiu.

A coisa interessante sobre estes carros é que, ao contrário do que passa quando temos carros comandados por controle remoto, eles aqui usam dados de computador. Inteligência artificial, e o controlo por uma espécie de radar, para ver onde andam os carros à sua frente, e sensores para evitar colisões caso o carro à frente seja sujeito a uma travagem brusca. A organização da Roborace disse que existirão mais demonstrações até ao final da temporada, antes de no final deste ano, termos pelo menos dez carros a participar na primeira temporada desta competição.

Agora que vemos que a competição autónoma está a acontecer, queremos saber se é isto que queremos. Não digo que isto seja o futuro do automobilismo - não é, digo desde já - mas sim, um futuro para o automobilismo. Quero acreditar que isto vai ser um desses futuros, da mesma forma que a automação vai ser um futuro para o trabalho nos seres humanos, e que nem todos os trabalhos serão ocupados por autómatos ou androides, daqui a vinte anos. Daquilo que li e aprendi da história, e especialmente da história do automobilismo, uma competição como a Roborace é importante. Mas não vejo a Formula 1, ou a Endurance - nem mesmo a Formula E! - ser subsistida por uma competição sem pilotos. 

Aliás, eu considero que todos têm espaço, porque queremos ver pilotos a guiar, e é disso do qual vejo muita a gente a queixar-se hoje em dia. Os críticos podem falar de disparates como o ruído do motor, mas tem coisas que falam com razão, como o excesso de eletrónica que tirou ao piloto a sua capacidade de pilotar. Há muitas coisas que os pilotos têm à mão, como controle de tração, direção assistida, DRS, KERS, asas móveis... parece que facilitaram as coisas. Eles desejam que os pilotos lidem com "cavalos selvagens", sem auxiliares eletrónicos, apenas com mecânica e alguma aerodinâmica. Em suma, o seu maior desejo é que estes pilotos lidassem para sempre com máquinas construídas em 1976, apenas com os seus chassis feitos de fibra de carbono.

Mas vamos ver a coisa de outra forma: gostaríamos de ver essas máquinas a se guiarem sozinhas? Pensem bem: uma McLaren sem Fernando Alonso ao volante? Uma Ferrari sem Sebastian Vettel ou Kimi Raikkonen? Tirando a Ferrari e a McLaren (em menor grau), torcemos por pilotos, não tanto por equipas. E vamos ser honestos, sem os pilotos, o automobilismo perde metade da graça.

Não sou daqueles que dizem que vai ser uma curiosidade e vai desaparecer no futuro. Vi muitos "profetas da desgraça" e predizerem que coisas como o automóvel ou o avião não teriam futuro, e deu no que deu. Uma competição como a RoboRace não é uma ameaça aos pilotos, porque já se demonstrou ao longo da História que há lugar para toda a gente. Poderá haver uma competição destas, mas vai ser mais uma que alinhará ao lado das 24 Horas de Le Mans, com pilotos humanos a guiar máquinas potentes. Uma RoboRace é útil para a tecnologia que nos guiará, um dia, para o espaço sideral em enormes naves especiais, para escavar minas em asteróides, sem a presença humana, por exemplo. E isso é importante.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

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Ainda é cedo para se dizer que este é um carro a ter em conta, mas as ambições da Renault são grandes: querem ser o quinto classificado no campeonato de Construtores. E falou-se por estes dias que o novo motor tem cerca de 960 cavalos, com potência muito semelhante aos motores da Mercedes. E isso chegou aos ouvidos de Christian Horner, que está contente com a potência, porque confia nos talentos de Adrian Newey para desenhar um chassis que lhes dêm uma vantagem aerodinâmica sobre a dominadora Mercedes.

O que poderá vir aí, não se sabe. Mas como a Renault teve um "ano zero" em 2016, agora eles vão querer fazer melhor em 2017. Têm um novo piloto, tem como projetista Bob Bell, o mesmo que construiu os carros vencedores de 2005 e 2006, e vão ter os conselhos de Alain Prost. 

As expectativas em Enstone são bem melhores do que no passado, mas numa altura em que existem novos regulamentos em termos de aerodinâmica, nada se sabe se tudo está na mesma ou haverá mudanças significativas. Agora, muitos têm os olhos na Red Bull para ver o que podem trazer para o campeonato.

Apresentações 2017: O Renault RS17

Depois de ontem ter sido apresentado o Sauber C36, hoje foi mostrado ao mundo o novo chassis da Renault de 2017, o RS17, o segundo chassis da marca francesa desde o seu regresso. Depois de terem tido um "ano zero" em 2016, a segunda temporada está a ser encarada como a de desenvolvimento, e onde a equipa aponta para mais resultados nos pontos e algo mais, como um ou outro pódio.

A apresentação desta tarde, em Londres, contou com os pilotos titulares Nico Hulkenberg e Joylon Palmer, bem como o piloto de desenvolvimento, o russo Serguei Sirotkin. Obedecendo às novas liberdades aerodinâmicas - volta a ter a barbatana aerodinâmica atrás da entrada de ar - e pneus mais largos, o chassis RS17 poderá ter um ganho de cinco por cento em eficiência, segundo diz o seu diretor técnico, Bob Bell: “Quanto mais rápido só veremos na pista”, afirmou o técnico britânico.

Bell continua, falando que o novo motor poderá estar a par dos Mercedes. “Estamos atrás da Mercedes, mas à altura da Ferrari. Talvez um pouco atrás, mas não muito. A Renault encurtou a distância para a Mercedes. É só olhar para a performance da Red Bull no ano passado, e eles conseguiram desafiar a Mercedes em várias situações”, comentou.

Sobre Hulkenberg, o novo piloto vindo da Force India, o diretor-geral Cyril Abiteboul foi claro: "Não vou apresentar Nico, acho que é desnecessário. Ele fez coisas extraordinárias nas equipas pelos quais temos muito respeito. É uma honra termos Nico na nossa equipa", começou por dizer. 

E sobre Joylon Palmer, Abiteboul continuou: "Jolyon é um piloto que entrou na Formula 1 conosco ano passado em fez algumas boas corridas, como no Japão. Nós vamos crescer juntos."

Palmer tem expectativas altas sobre o RS17: “A impressão na equipa é que este é um ano em que nós podemos realmente fazer algo. Ano passado nós ficamos com as mãos um pouco amarradas em virtude dos problemas da Lotus. Este ano parece ser melhor em tudo. Todos estão muito empolgados em ir para a pista e ver se nós podemos dar a volta por cima”, disse.

As apresentações prosseguem amanhã, desta vez com o novo chassis da Force India, o VJM10.

Youtube Motorsport Trailer: O documentário sobre Bruce McLaren

Confesso que já sabia do interesse sobre a vida dele há quase dez anos, e é bom saber que, por fim, fizeram-no. E pelo que vejo do trailer, vai ser um excelente documentário. 

"McLaren" é realizado pelo seu compatriota Roger Donaldson, que fez filmes como "The Fastest Indian", um filme sobre Brett Munro, outro neozelandês conhecido por bater um recorde de velocidade em Bonneville com uma velha moto Indian, ou "Treze Dias", o drama sobre a Crise dos Misseis de 1962, entre os Estados Unidos e a União Soviética.

O documentário de 90 minutos tem os testemunhos da sua viúva, Patricia, de pilotos como Mário Andretti, Emerson Fittipaldi e Chris Amon, e de pessoas que trabalharam com ele como Tyler Alexander e Alastair Caldwell

Ele será apresentado nos cinemas no final do ano. Até lá, eis o trailer de apresentação, que saiu esta tarde.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Rumor do dia: Wehrlein pode falhar o GP australiano?

A lesão de Pascal Wehrlein, que sofreu na Corrida dos Campeões, em Miami, poderá demorar um pouco mais para ser curado. E isso poderá ser mais do que suficiente para falhar o inicio da temporada. Segundo conta o jornalista da Auto Motor und Sport, Michael Schmidt, Wehrlein não só poderá falhar os testes de Barcelona, como também todos os restantes testes agendados e o GP da Austrália, que vai acontecer dentro de cinco semanas, em Melbourne.

O Pascal poderá ficar de fora por algum tempo. Isto porque a sua lesão impede que treine o pescoço. Esta componente ganhou maior importância para a nova época, pois a velocidade em curva este ano vai aumentar muito. Atualmente Wehrlein não está a treinar pelo que a sua participação no GP da Austrália está em dúvida”, disse.

Caso tal aconteça, não se sabe ainda quem será o seu substituto. É provável que seja o piloto de reserva da Ferrari, Antonio Giovanazzi, que o vai substituir durante estes testes de Barcelona. Contudo, da parte da Sauber, eles não pretendem falar muito sobre esse assunto, esperando até à segunda bateria de testes para tomar uma posição. Contudo, se não estiver disponível, o piloto de 23 anos poderá ser o primeiro italiano a entrar na Formula 1 desde a saída de Jarno Trulli, em 2011.

Apresentações 2017: O Sauber C36 Ferrari

A Sauber mostrou esta manhã o seu novo bólido, o C36. Com os novos regulamentos, o carro apresentou uma nova pintura e um logotipo para assinalar a sua 25ª temporada na Formula 1, eles que entraram oficialmente em 1993, na altura com o finlandês J.J. Letho e o austríaco Karl Wendlinger.

Este ano, com o alemão Pascal Wehrlein (que recupera das lesões sofridas na Race of Champions e não vai participar nos primeiros testes da pré-temporada) e o sueco Marcus Ericsson, o chassis C36 espera tirar a equipa do fundo do pelotão e poder respirar um pouco melhor, pois no ano passado, só alcançaram dois pontos, resultantes do nono posto conseguido por Felipe Nasr em Interlagos. 

Com uma pintura que faz lembrar a Pacific de 1995, a grande novidade parece ser a barbatana dorsal que têm atrás da sua entrada de ar. Para além disso, e tirando a celebração do feito alcançado, não existem patrocinadores visíveis... mas também poderá ser uma decoração provisória, com a definitiva a ser mostrada em Melbourne.

Ao lado da Longbow Finance [o grupo financeiro que adquiriu a maioria das ações da equipa em 2016], a Sauber tem uma grande oportunidade para voltar a ser competitiva, retomando o sucesso na Formula 1”, comeou por dizer Kaltenborn. “Queremos trazer uma nova abordagem, e já demos os primeiros passos em busca de uma base sólida para o futuro”, continuou.

Nós claramente precisamos melhorar. O C36 vai ser uma base sólida para isso, e também temos os recursos para desenvolver o carro ao longo do ano. Isso vai ser muito importante para nos afirmarmos no meio do pelotão”, ponderou.

Esta foi a primeira apresentação desta semana, pois o resto do pelotão será apresentado ao longo da semana, a começar com a Renault, que mostrará amanhã à tarde o seu chassis RS17.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Youtube Rally: O último dia do Rali Serras de Fafe


A segunda parte do Rali Serras de Fafe trouxe um "volte-face", onde Ricardo Moura sofreu um problema mecânico e acabou por desistir, entregando a vitória para Pedro Meireles, que conseguiu ser o primeiro vencedor do campeonato nacional de ralis de 2017 com o seu Skoda Fabia R5. José Pedro Fontes, o atual campeão nacional, foi o segundo classificado, no seu Citroen DS3 R5, na frente de João Barros, no seu Ford Fiesta R5. 

Como sempre, o rali Serras de Fafe foi sempre bem disputado e teve os troços cheios de espectadores, como se pode ver neste video. 

As imagens do dia



Estas são as imagens do incidente que aconteceu no sábado, durante o Rali Serras de Fafe, com o Peugeot 208 Ti16 do espanhol Pepe Lopez. Não falo só do acidente, mas quem viu o video (que podem ver na página deste blog no Facebook) viu que estivemos muito, mas muito perto de uma catástrofe.

Aqui em Portugal ainda se lembra dos eventos da Lagoa Azul, mesmo que já tenha passado uma geração. Entre os comissários e os organizadores, há muito ênfase à segurança, mas quando vês pessoal que se deita no chão para tirar um ângulo todo "fixe" para que o site ou jornal publique, para que toda a gente possa ver... e dar crédito ao fotógrafo.

Como é óbvio, a vida não vale um "boneco" ou uma filmagem no Youtube. Há que respeitar as regras de segurança e ali, pelos vistos, aqueles senhores estavam demasiadamente perto da estrada. Desta vez, tudo correu bem. 

CNR 2017: Rali Serras de Fafe (Final)

Parecia que tudo estava encaminhado para que Ricardo Moura fosse o melhor na jornada inaugural do campeonato nacional de ralis, mas na décima especial, uma avaria mecânica o deixou "apeado", e dando de bandeja a vitória a Pedro Meireles, que foi o primeiro vencedor de 2017. O piloto de Guimarães conseguiu uma vantagem de  segundos sobre José Pedro Fontes, num rali que arrisca a ser o mais concorrido da temporada, tirando o Rali de Portugal.

No final do rali, Meireles falou sobre ele, sobre a temporada que aí vêm (do qual está a tentar a conseguir recursos para a completar) e dedicou a vitória a Jorge Amorim, falecido num acidente há alguns dias: “É sempre bom ganhar em Fafe, fizemos o nosso rali, sabia que em condições normais era praticamente impossível chegar ao Ricardo. Procurei neste segundo dia cimentar segundo lugar, era a nossa prioridade, mas o Ricardo Moura, infelizmente teve um azar mecânico, e não pode continuar. Nós também tivemos, mas grande diferença é que o nosso foi resolvido. Os ralis são mesmo assim, esta vitória dedico-a a uma pessoa que todos conhecem, que fez muito pelos ralis e perdeu a vida há dias (ndr, Jorge Amorim). De resto, esta vitória não pode ser tida como algo, pois não tenho a época garantida continuo a tentar encontrar recursos para disputar o CNR”, disse.

Do outro lado, Ricardo Moura não escondeu a sua desilusão por ter perdido o rali a dois troços do fim, e criticou a organização pelo facto de haver assistências de forma tão espaçada, pois é a terceira vez em três anos que tal acontece neste rali: 

É o meu terceiro abandono consecutivo em Fafe, e sempre a liderar o rali. Agora foi mais perto do fim e custa imenso” começou por dizer. “A federação devia repensar este tipo de situações de muitas classificativas sem assistência. Tenho a certeza que com uma assistência a meio da manhã a ARC iria detetar problema na rótulo de suspensão. Se em vez de vir só reabastecer se fosse fazer uma pequena assistência iam detetar o problema. É verdade que os outros R5 são mais frágeis que o Ford Fiesta, mas aconteceu. Não estou a contestar os regulamentos, mas não há necessidade de seis troços sem assistência. Foi uma pena e um rali que tinha a certeza que iria ganhar. Estou muito triste, mas os ralis são assim”, concluiu.

Depois de ontem à noite sabermos que Ricardo Moura tinha o controlo absoluto do rali, com mais de meio minuto de vantagem sobre Pedro Meireles - que tinha tido um problema com o intercooler do seu Skoda Fabia e perdera 28 segundos - o piloto do Ford Fiesta começou o dia ao ataque, vencendo a oitava especial do rali, a de Luílhas, com uma vantagem de 6,2 segundos sobre Pedro Meireles. Miguel Barbosa foi o terceiro, a 13,6, e mais um segundo atrás ficou José Pedro Fontes.

Moura continuou a vencer na especial seguinte, a primeira passagem por Lameirinha, com uma vantagem de 4,8 segundos sobre Pedro Meireles, e 8,2 sobre Paulo Meireles, o irmão de Pedro. José Pedro Fontes ficou em quarto, a 9,9 segundos, enquanto que Miguel Barbosa pedia mais de um minuto, caindo para o sexto posto da geral.

Mas na segunda passagem por Luílhas, acontecia o golpe de teatro: um problema na suspensão do seu Ford Fiesta deitou a perder aquilo que seria uma vitória mais do que certa. Meireles herdou a liderança e venceu a especial, com 1,4 segundos sobre José Pedro Fontes e 4,6 segundos sobre João Barros. Carlos Vieira foi o quarto, no seu Citroen DS3 R5, mas já a oito segundos do vencedor da classificativa.

Por esta altura, o novo líder tinha um avanço de 18,4 segundos sobre José Pedro Fontes, e o piloto da Citroen passou ao ataque, vencendo na 11ª especial, a segunda passagem por Lameirinha. Mas não ganhou mais do que 2,6 segundos e Meireles basicamente decidiu controlar tudo até à meta. João Barros foi o terceiro, a 7,6 segundos do vencedor e Carlos Vieira foi de novo quarto, a 8,4 segundos.

E Na última classificativa, tudo ficou resolvido: na terceira passagem por Luílhas, Meireles vence, com oito segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa, e 9,5 segundos sobre João Barros. Paulo Meireles foi o quarto, a 10,6 segundos, e para melhorar as coisas, José Pedro Fontes perde 43 segundos por causa de um furo.

E no fim quando fez o balanço do rali, Fontes não se esqueceu de falar disso: “O resultado foi melhor que a exibição. Não estivemos ao nível do ano passado, reconheço isso, não sei porquê mas foi isso que aconteceu. O carro não deu nenhum problema, a não ser o furo que tivemos na última classificativa. Um problema menor, por isso terminámos em segundo" comentou.

No final, Meireles venceu com quase um minuto de vantagem sobre José Pedro Fontes, enquanto que João Barros fechou o pódio a um minuto e 14 segundos. Paulo Meireles ficou em quarto, a um minuto e 45 segundos, na frente de Ricardo Teodósio, o melhor dos Grupo N, mas a quase cinco minutos do primeiro. Hugo Mesquita foi o sexto, a cinco minutos e 23 segundos, no seu Skoda Fabia S2000, seguido por Miguel Barbosa, a seis minutos e 18 segundos. Diogo Salvi foi o oitavo, a oito minutos e um segundo, enquanto que Vitor Ribeiro e Pedro Antunes fecharam o "top ten".

O Campeonato nacional de ralis prossegue dentro de um mês, com o Rali de Castelo Branco. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Youtube Rally: O primeiro dia do Serras de Fafe

O Rali Serras de Fafe é a prova de abertura do campeonato nacional de ralis, e como sempre, é das provas mais concorridas da competição, e uma espécie de "aquecimento" para o Rali de Portugal, pois usa as mesmas classificativas. Ricardo Moura está a dar um avanço superior a meio minuto sobre a concorrência "continental", liderada pelo Skoda Fabia de Pedro Meireles, que consegue ter uma ligeira vantagem sobre o Citroen DS3 R5 de José Pedro Fontes.

Eis um video sobre o que foi este sábado nas classificativas nortenhas. 

CNR 2017: Rali Serras de Fafe (Dia 1)

Ricardo Moura é o líder do Rali Serras de Fafe, após a realização das seis primeiras especiais, mais as duas super-especiais noturnas à volta da mesma cidade que dá o nome ao rali. A vantagem que o piloto açoriano têm sobre o Skoda Fabia R5 de Pedro Meireles é de 31,3 segundos, e salvo algum azar, o piloto do Ford Fiesta R5 poderá ter a vitória nas mãos na prova de abertura do Campeonato Nacional de Ralis. José Pedro Fontes é o terceiro, com o seu Citroen DS3 R5 a 34,8 segundos, e os únicos que estão abaixo do um minuto de diferença, porque João Barros é o quarto, a quase um minuto e dez segundos.

O rali começou com os carros a fazerem a primeira passagem por Montim, onde Ricardo Moura, no seu Ford, conseguiu ser melhor do que Pedro Meireles, no seu Skoda. A diferença entre ambos foi de 3,9 segundos, enquanto que João Barros foi o terceiro melhor, a 4,7 segundos. José Pedro Fontes, o campeão, foi o quarto melhor, a seis segundos, seguido por Miguel Barbosa, a sete.

Logo na primeira especial, aconteceu a primeira baixa: o espanhol Pepe Lopez ficou parado na estrada, ficando de fora demasiadamente cedo.

Na segunda especial, Meireles reagiu e ficou perigosamente perto de Moura, vencendo com 3,8 segundos de vantagem sobre o piloto açoriano, fazendo com que a diferença entre os dois ficasse na margem mínima: 0,1 segundos. José Pedro Fontes foi o terceiro no troço, mas perdeu mais 6,3 segundos para o líder, na frente de Miguel Barbosa, a 8,6 segundos do vencedor. João Barros perdeu 14,1 segundos e caiu para a quinta posição da geral, a mais de 15 segundos. Pior ficou Alexander Villanueva, que teve problemas mecânicos do seu DS3 R5, enquanto que outro espanhol, Gustavo Espiñel, furou e atrasou-se muito.

Moura reagiu e voltou a ganhar na segunda passagem por Montim, desta vez dilatando a vantagem para Pedro Meireles em 1,7 segundos, com Paulo Meireles (o irmão de Pedro) a ser o terceiro, a 5,3 segundos, batendo mesmo José Pedro Fontes, quarto a 5,4 segundos. Miguel Barbosa foi o sétimo na especial, mas manteve o quarto posto da geral, dois segundos à frente de João Barros. O piloto da Ford, por esta altura, já tinha cedido 21,8 segundos para o piloto açoriano.

Contudo, na quarta especial, Meireles tem azar - problemas no intercooler do seu Skoda - e perdeu quase 28 segundos, deixando o piloto da Ford mais à vontade na liderança. Este voltou a vencer, deixando José Pedro Fontes a sete segundos, com este a subir para o segundo lugar, mas a mais de vinte segundos da liderança, em troca com Meireles, que agora estava a 30 segundos da liderança. João Barros tinha o quarto posto, a 35 segundos, e Miguel Barbosa era o quinto, a 43,6.  

Meireles resolve os seus problemas antes da quinta especial e vence, com 4,3 segundos de vantagem sobre José Pedro Fontes e 6,5 segundos sobre Ricardo Moura. Carlos Vieira é quarto, a 11,8 segundos e João Barros fica com o quinto posto, perdendo 13,6 segundos para o piloto de Guimarães. E na sexta especial - ultima antes das Super-Especiais - ele voltou a vencer, mas com Moura a controlar, cedendo apenas 0,3 segundos.

No final do dia, Moura comentou: “O carro está perfeito, simplesmente tivemos um problema com o apoio das luzes de longo alcance do Fiesta e com isso perdemos algum tempo em Montim 2”, revelou.

Pela noite, decorreram as especiais urbanas da cidade de Fafe, e Ricardo Moura levou a melhor nas duas. Miguel Barbosa foi o segundo na primeira parte, João Barros na segunda parte.

No final do dia, Moura era um piloto feliz com a vantagem que tinha: “Correu muito bem esta Fafe Street Stage, foi uma boa maneira de terminar o dia. Preferia não ter feito este troço, mas não tivemos problemas. De resto nem posso considerar que o problema com as luzes tenha sido grande, atendendo ao que aconteceu com o Pedro Meireles”, disse.

Depois de Meireles, Fontes e Barros, Miguel Barbosa é o quinto classificado, a um minuto e dez segundos, nada longe do piloto do Ford Fiesta R5. Paulo Meireles, o irmão de Pedro, é sexto, a um minuto e 29 segundos, também no seu Skoda Fabia R5. Carlos Vieira é sétimo, mas a uns distantes dois minutos e 49 segundos, no seu DS3 R5. Ricardo Teodósio é oitavo e o melhor dos Grupo N, a três minutos e dois segundos da liderança, e a fechar o "top ten" ficaram o Skoda Fabia S2000 de Hugo Mesquita e o Peugeot 208 R2 de Pedro Antunes.

O rali Serras de Fafe termina amanhã, com a realização das últimas cinco especiais.

Formula E: Buemi domina em Buenos Aires

Sebastien Buemi é o grande dominador desta temporada da Formula E, ao vencer pela terceira vez consecutiva, esta tarde, no circuito urbano de Puerto Madero. O suíço da e.dams conseguiu bater o carro de Jean-Eric Vergne e o Abt de Lucas do Grassi, numa corrida onde António Félix da Costa não conseguiu mais do que o 11º posto, ficando à porta dos pontos, num péssimo fim de semana para ele e para a sua equipa, a Andretti.   

A corrida começou com Di Grassi e Buemi a manterem as suas posições, seguido por Vergne, mas pouco depois são mostradas as bandeiras amarelas, pois Adam Carrol fica parado na grelha. Pouco depois, o francês da Techeetah passa o suíço da e-Dams e fica na segunda posição. A bandeira verde é mostrada pouco depois, com Vergne ao ataque para passar Di Grassi, que consegue a liderança na volta três. O brasileiro, acossado, começa a perder posições, caindo para o quarto posto, depois de ser passado por Oliver Turvey.

Com o passar das voltas, Buemi e Vergne começam a afastar-se do resto do pelotão, conseguindo uma diferença de seis segundos à passagem da décima volta, altura em que Sam Bird teve problemas com o seu carro, indo às boxes. Pouco depois, Adam Carrol era penalizado porque andou em excesso de velocidade com o seu Jaguar durante a siutação de bandeiras amarelas. Na volta 10, a organização avisou que o Fanboost foi para Buemi, Di Grassi e Daniel Abt, e foi nessa altura que o suíço faz a volta mais rápida da prova.

Na volta 12, Di Grassi é passado por Prost e perde o quarto posto, ficando cada vez mais distante da liderança, numa altura em que as banderias amarelas eram de novo mostradas por causa do carro de Maro Engel, que ficou parado no meio da pista devido a problemas técnicos.

Os carros começaram a parar na volta 18, altura em que fizeram as suas trocas de monocoque, numa altura em que Mitch Evans levava uma penalização de cinco segundos por excesso de velocidade no pitlane. Os carros da Mahindra ficaram mais uma volta, para ver se aproveitavam algo, mas nenhum dos dois conseguiu algo. Pior: o sueco teve problemas com o seu carro e atrasou-se irremediavelmente.

Buemi voltou para a pista na frente, com 5,4 segundos de vantagem sobre Vergne, e com Prost no terceiro posto. Contudo, Di Grassi partiu para o ataque e conseguiu passar Prost na volta 24, no final da reta da meta. A partir dali, afastou-se do filho de Alain Prost e partiu à busca de Vergne, para tentar ficar com o segundo posto. E por esta altura, os cinco primeiros já tinham uma enorme diferença para o sexto classificado: 26,8 segundos para o belga Jerome D'Ambrosio. 

A parte final foi Di Grassi e Vergne a tentar aproximar-se de Buemi para ver se conseguiam desafiar a liderança. O francês chegava-se a cada volta que passava, e a três voltas do fim, o suíço cometeu um pequeno erro que fez com que Vergne ficasse em cima dele, mas no final, o suíço resistiu e conseguiu a sua terceira vitória consecutiva, na frente de Vergne e Di Grassi. Prost foi o quarto, Piquet o quinto, Duval o sexto e a fechar o "top ten" ficaram Daniel Abt, Jerome D'Ambrosio, Oliver Turvey e o local José Maria Lopez, que conseguiu aqui o seu primeiro ponto na competição.

Felix Rosenqvist acabou por fazer a melhor volta.

No campeonato, Buemi lidera com 75 pontos, seguido por Di Grassi, com 46, e Prost, com 36. A próxima corrida do campeonato será a 1 de abril, no Autódromo Hermanos Rodriguez.