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sábado, 10 de maio de 2025

Youtube Motorsport Vídeo: Os novos desafios de Robert Wickens

Vocês se lembram de Robert Wickens, não se lembram? O piloto canadiano, vitima de um acidente sério em Pocono, em 2018, numa prova da IndyCar, que o fez passar por 200 G's de pressão, acabou por sofrer lesões na espinal medula, e passar por uma longa reabilitação, até regressar ao automobilismo, correndo agora na TCR America, num carro adaptado à sua condução, ou seja, correr com controlos nas mãos.

Num documentário da Autosport britânica, e com testemunhos de gente como James Hintchcliffe, Leigh Diffiey ou Will Buxton, fala-se sobre o acidente, a sua longa recuperação, a sua adaptação a uma nova competição, entre outros assuntos. E o que fax ainda andar, depois disto tudo.  

sábado, 29 de junho de 2024

As imagens do dia




Aos 35 anos de idade, Robert Wickens é um exemplo e perseverança. Paraplégico desde o seu acidente na oval de Pocono, em 2018, quando corria na IndyCar Series, o canadiano não virou a cara à luta e entregou-se desde cedo ao trabalho de recuperação, para poder regressar à sua paixão, o automobilismo. Recentemente, está a correr na Michelin Pilot Challenge (IMSA), com um Hyundai e tem subido de novo na escada do desporto automóvel, ao ponto de já ter ganho um título na classe TCR. 

Esta semana, o canadiano terá um presente: poderá guiar um Gen3 da Formula E, que terá uma jornada dupla em Portland, nos Estados Unidos. O carro de corrida está modificado com controlos manuais no volante, para poder acelerar e travar. E ali, Wickens realizará a sua ambição de uma década de pilotar na Fórmula E.

Obviamente, está extasiado pela oportunidade, e revelou que teve uma chance de correr na competição em 2018, que não aproveitou por causa dos seus compromissos na IndyCar. 

“Estou extasiado por ter a oportunidade de conduzir o Gen3 da Fórmula E”, começou por afirmar Wickens. “É o carro que eu queria experimentar desde o nascimento da série e nunca tive uma oportunidade com as corridas que fiz e quando estava a correr no DTM.", continuou.

"A Fórmula E sempre foi uma categoria de elite devido à competição e há menos ênfase no carro [desempenho]. Se houver pilotos competitivos, toda a gente quer participar. Para mim, sempre foi assim e, inicialmente, o principal objetivo é ter a oportunidade de experimentar o carro. Se isso levar a outras oportunidades, ficarei muito feliz."

"O que é espantoso na Fórmula E é que há anos que tem vindo a fazer funcionar coisas que as pessoas diziam que 'não podiam ser feitas'. Está sempre a fazer coisas que as pessoas não pensavam ser possíveis e essa é outra razão pela qual tem estado no topo da minha lista de séries a experimentar. Eu sabia que seria recebido aqui de braços abertos porque as pessoas não têm medo de ir contra a corrente.

"Além disso, é um Campeonato do Mundo da FIA – e competir a esse nível é algo que sempre quis alcançar. Todos os miúdos querem ser campeões do mundo, quer seja no karting ou no nível de elite do desporto automóvel. Correr em circuitos históricos como o Mónaco e noutros circuitos urbanos e locais inovadores para onde a Fórmula E se dirige só traz mais emoção. Adoro as corridas de rua e sempre foram o meu forte, algo de que gosto e em que me destaco.”

“Ironicamente, quase tive uma oportunidade, mas foi um pouco tarde demais, em 2018, e já tinha assinado um contrato com uma equipa da IndyCar”, diz ele. “Ofereceram-me a oportunidade de me juntar a uma equipa de Fórmula E, mas não pude aceitar e a minha vida seguiu uma direção diferente."

"Por isso, fechar o círculo e ter a oportunidade de conduzir o carro é incrível. Ver como a série cresceu e se desenvolveu ao longo dos anos é espantoso, e eu tenho sido um fã ávido – e a maioria dos pilotos aqui são antigos colegas de vários paddocks ou colegas de equipa os meus do passado. Foi uma espécie de reencontro!”, concluiu.

A Formula E terá uma jornada dupla neste final de semana no circuito de Portland.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

IndyCar: Wickens quer correr as 500 Milhas em 2024


Aos 34 anos, e quase cinco anos depois do seu acidente em Pocono, que o deixou paralisado da cintura para baixo, o canadiano Robert Wickens quer fazer história a ser o primeiro piloto deficiente físico a disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Atualmente na IMSA Challenge Series, correndo num Hyundai Elantra adaptado, o canadiano sonha com o regresso, num carro também adaptado com controles do volante. 

“Acho que correr a Indy 500 seria uma oportunidade incrível. Se eu puder estar na grelha em 2024, será a 108ª edição da corrida e até hoje ninguém competiu com deficiência. Nunca pensei que este seria meu legado, mas se é, acho que seria bem legal de fazer. E muito bom para a causa das lesões de espinal medula”, afirmou, numa entrevista à motorsport.com.

“Seria ótimo para qualquer pessoa que tem dificuldade em algo, mostrar que pode alcançar algo na vida se tiver um grande sistema de suporte, muito trabalho duro e pensamento positivo. Para mim, apenas colocar o pé de novo dentro de um carro da IndyCar e dar algumas voltas, seria um acontecimento e tanto. Precisamos adaptar o carro com controle de mãos, ver se isso é possível. Agora, estamos arrecadar fundos, tentando encontrar um parceiro que esteja disposto a nos ajudar a adaptar o carro, porque não é de graça”, continuou.

“Assim que tivermos dinheiro e algo no caminho certo, podemos começar a pensar em outras opções e oportunidades. A partir daí, podemos avaliar se a Indy 500 é uma possibilidade, ou talvez eu conclua que não seja possível e seguimos em caminhos separados, começando a focar no IMSA e em outras categorias”, concluiu.

Atualmente, no IMSA Challenge Series, Wickens divide um Hyundai Elantra N TCR com o americano Harry Gottsacker, e nesta temporada, já foi ao pódio por duas vezes. Quando à edição de 2023 das 500 Milhas, acontecerão no último domingo de maio. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O regresso à competição de Robert Wickens


Demorou quatro anos, mas o canadiano Robert Wickens anunciou esta sexta-feira que irá regressar à competição correndo pela IMSA Michelin Pilot Challenge, a bordo de um Hyundai Elantra N TCR. O piloto de 32 anos, que perdeu a mobilidade da cintura para baixo em 2018, após um acidente na oval de Pocono, durante uma prova da IndyCar, irá partilhar a sua condução com outro canadiano, Mark Wilkins.

“Passei muitas noites pensando e sonhando com esse momento e, com o apoio de Bryan Herta e Hyundai, tudo está se a tornar em realidade”, disse Wickens. “Estou com mais fome agora do que antes do meu acidente para competir por vitórias novamente. Estou realmente ansioso para me incorporar a toda a equipa Bryan Herta Autosport e finalmente experimentar o Hyundai Elantra N TCR pela primeira vez.”, concluiu.

“Hoje é um dia monumental para nós como equipa e também como fãs do Robert Wickens”, disse Herta, que confessou não ter conseguido segurar as lágrimas. “Acompanhamos a reabilitação do Robert e ficamos maravilhados com sua determinação e dedicação, junto com seus muitos e muitos fãs. Anunciar agora que ele fará seu regresso ao automobilismo profissional num dos nossos Hyundai Elantra N TCR é realmente incrível. Agradecemos à Hyundai por seu incrível apoio e nos ajudando a construir um caminho para Robert voltar para onde ele pertence.”

A notícia do regresso de Wickens à IMSA foi recebida com grande entusiasmo pelo seu presidente, John Doonan.

“Todos aqui em Daytona estão muito satisfeitos em receber Robert na família IMSA e nas corridas de carros esportivos de resistência”, começou por dizer em declarações ao racer.com. “Robert é uma inspiração absoluta e um exemplo brilhante de uma atitude de ‘nunca desistas’, considerando tudo o que ele, sua esposa Karli e sua família enfrentaram nos últimos dois anos. Observar seu progresso através de suas sessões de fisioterapia é simplesmente notável. Como companheiro de corrida, elogio Robert por seu espírito e pelo que ele conquistou até agora em sua carreira, e estou muito ansioso para ver o que ele realizará nos próximos anos”.

Para alem desta tarefa de pilotagem, Wickens continuará com o seu papel de consultor na Arrow McLaren SP e estará presente nas provas da IndyCar que não colidam com esta competição.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

IndyCar: Wickens está paraplégico

Afinal, não vai voltar a andar. O canadiano Robert Wickens anunciou ontem à noite na sua conta do Instagram que as suas lesões durante a corrida de Pocono, em agosto, foram fortes suficientes para perder a mobilidade da cintura para baixo. 

"Meu peito está cada vez mais forte e espero fazer dentro em breve [os movimentos] sem assistência. Ando a colocar videos de pequenos movimentos nas pernas, mas na realidade é que estou longe de caminhar por mim mesmo. Algumas pessoas estão confusas sobre a severidade das minhas lesões, então decidi esclarecer a minha condição. Nunca trabalhei tanto e tão duro como agora, e estou a dar tudo para despertar os movimentos nas minhas pernas", afirmou.

Recorde-se que o piloto canadiano sofreu fraturas em nove sítios do seu corpo, incluindo a espinal medula, a coluna toráxica, pescoço, tíbia e fíbula, tornozelos em ambas as pernas e em ambos os pulsos, para além de uma contusão pulmonar.

Wickens, de 29 anos, corria na Schmidt Peterson Motorsports no seu ano de estreia, acabando por ser o "Rookie do Ano", depois de uma "pole-position" em St. Petersburg e quatro pódios, numa temporada interrompida - agora sabemos de vez - em Pocono.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

IndyCar: Wickens deu sinal de vida

Robert Wickens deu um ar da sua graça. Quase um mês depois do seu acidente em Pocono, e a recuperar no Hospital Metodista de Indianápolis, o piloto canadiano da Schmidt Peterson Motorsports colocou uma mensagem na sua conta do Twitter desejando sorte aos pilotos a poucas horas da corrida decisiva do campeonato, em Sonoma, prova essa que resultou no campeonato para Scott Dixon.

“Olá a todos, queria só mandar uma nota rápida. Já faz muito tempo que eu não publico nada nas redes sociais, mas só queria dizer que todas as vossas palavras positivas, toda a vossa força positiva significou muito para mim e para a minha família. Estou em reabilitação agora, a tentar voltar a estar a cem por cento o mais rápido possível, mas não sei o que o futuro reserva para mim. Vai ser um longo caminho para a recuperação. Tudo o que posso dizer é que vou trabalhar o máximo possível, treinar o máximo possível, para ter a certeza de estar de volta a um carro de corrida o mais rápido possível”, disse o piloto canadiano, na sua cama do hospital.

Wickens, de 29 anos, e estreante em 2018 na IndyCar Series - acabou seudo o "Rookie do Ano", com quatro pódios - sofreu um forte acidente no passado dia 19 de agosto na oval de Pocono, ficando gravemente ferido com fraturas nas costas, braço direito, tornozelos e pescoço.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

IndyCar: Wickens sofreu várias fraturas na coluna

Depois de uma semana sem noticias sobre Robert Wickens, altura em que foi transferido para o Hospital Metodista de Indianápolis, a Schmidt Peterson Motorsports divulgou esta noite um comunicado sobre a situação do piloto canadiano. E é grave: ele sofreu nove fraturas, uma delas no pescoço no seu acidente de há duas semanas e meia em Pocono, após um toque no carro de Ryan Hunter Reay. E os especialistas dizem que pode levar semanas, senão meses, até saber da extensão da gravidade das suas lesões.

Ao todo, o piloto de 29 anos sofreu uma fratura na coluna vertebral torácica, lesões na espinal medula, no pescoço, na tíbia e fíbula em ambas as pernas, fraturas em ambas as mãos, no antebraço direito, no cotovelo, para além de quatro costelas fraturadas e uma contusão pulmonar. Já passou por pelo menos quatro cirurgias e já foram colocados protetores de titânio nas suas costas.

Contudo, a equipa deseja por um milagre no caso do seu piloto: "Enquanto Robert se recupera, queremos deixar claro que o carro numero 6 é dele e só dele. Não importa o tempo que demore essa recuperação, vamos guardar a vaga dele. Carlos Muñoz está a fazer um ótimo trabalho conosco, mantendo o numero 6 na disputa e estamos satisfeitos com ele. O caminho até a recuperação total de Robert será duro, mas esperamos que ele volte melhor, mais forte e mais rápido", afirmou no comunicado oficial.

Tudo isto acontece na semana em que a IndyCar o nomeou "Rookie do Ano", depois de ter conseguido quatro pódios e seguia na sexta posição do campeonato antes da prova de Pocono.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

IndyCar: Wickens transferido para Indianápolis

O canadiano Robert Wickens foi ontem transferido para Indianápolis, quase duas semanas depois do seu acidente em Pocono, que lhe causou ferimentos graves nas pernas, braço direito e na coluna. Espera-se que tenha de fazer mais cirurgias e tratamentos de reabilitação no sentido de ajudar na sua recuperação.

"Robert Wickens foi transferido para os Cuidados Intensivos do Hospital Metodista de Indianápolis na quinta-feira, 30 de agosto, para continuar o tratamento", comunicou a Schmidt Peterson Motorsports no seu comunicado oficial. "Ele passará dentro em breve passar por uma nova cirurgia em suas extremidades inferiores", continuou.

Wickens estava sob os cuidados do Lehigh Valley Hospital-Cedar Crest (LVNH) desde seu incidente de 19 de agosto durante o evento da IndyCar no Pocono Raceway.

"A família Wickens e a SPM querem agradecer aos cirurgiões, à equipe de enfermagem e ao pessoal da instalação da LVHN por seus cuidados com Robert nos últimos doze dias", concluiu.

Entretanto, soube-se que o colombiano Carlos Muñoz pilotará o carro de Wickens até ao final da temporada, nas provas de Portland e Sonoma. Muñoz, de 26 anos, não tinha volante a tempo inteiro em 2018, depois de ter andando nas 500 Milhas de Indianápolis num dos carros da Andretti Autosport, onde foi sétimo classificado.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Sam Schmidt deseja melhores barreiras para proteger de acidentes

No rescaldo do acidente de há dez dias com Robert Wickens em Pocono, Sam Schmidt, o proprietário da equipa onde guiava o piloto canadiano, acha que é altura de mexer nas barreiras de proteção no sentido de proteger melhor os pilotos em caso de acidente.

"Temos que fazer alguma coisa”, ele começou por comentar numa entrevista à motorsport.com. “Eu venho dizendo isso desde que Dan [Wheldon] morreu em 2011. Eu odeio reclamar sobre algo ou pedir mudanças quando não tenho uma solução. Eu não sou a pessoa que tem as respostas. Mas o que ando a pedir desde então é que nas curvas onde não tem bancadas, onde nenhuma linha de visão do espectador é afetada, eu acho que eles deveriam ter barreira SAFER mais alta", continuou.

"Talvez isso seja apenas uma correção a curto prazo, mas a barreira SAFER é testado e não leva os carros de volta à pista, como algumas pessoas se preocupam com a solução do 'plexiglass'".

“Se você assistisse de novo ao acidente do Mikhail [Aleshin, em Fontana 2015], ao acidente de Robbie e a outros - incluindo a NASCAR - mais uma barreira SAFER mais alta teria contido o carro dentro da pista sem esse efeito 'ralador de queijo' que as redes tem. Não sei se isso é uma correção de longo prazo, não sei [qual] o nível de investimento necessário, mas, certamente, nos turnos em que a visualização do espectador não é um problema, as faixas ovais precisam fazer algo assim.”

Neste momento, Wickens continua a recuperar das feridas do seu acidente em Pocono, e foi operado por três vezes à coluna, aos tornozelos e ao braço, e Schmidt fez um relato sobre os momentos após o acidente que sofreu com Ryan Hunter-Reay na sexta volta da corrida.

"Tenho certeza de que mais análises serão feitas pela IndyCar, mas pelo que posso dizer, [o chassis] fez absolutamente o que deveria fazer. Quero dizer, não sobrou nada. Há peças de arrebentação entrelaçadas em todo o chassis. É apenas uma grande pilha de lixo sem partes utilizáveis - mas é assim que deve ser, para dissipar energia durante um acidente como esse. Ajudou a proteger o elemento que deveria proteger - o piloto", começou por dizer.

“Ver o Robbie de olhos abertos no centro de atendimento foi excelente, porque 40 minutos de silêncio foi longo demais. Parabéns para Dallara, o pessoal técnico da IndyCar, a equipa de segurança e todas as pessoas que contribuíram com os procedimentos e o protocolo que foram incorporados ao sistema da IndyCar para cobrir essas situações"

“Você sabe - voltando para a equipa de segurança por um momento - eu só tenho que agradecer a Deus por aqueles 15 ou 20 homens e mulheres que viajam para todas as nossas corridas e têm a mesma paixão por corridas como nós. Eles salvam vidas e cuidam dos feridos - seja James, seja Robbie, seja Mikhail... sem [aquela] equipa de segurança, perderíamos mais pilotos”, concluiu.

domingo, 26 de agosto de 2018

IndyCar: Wickens já respira sem aparelhos

A Schmidt Peterson divulgou esta noite um novo boletim clinico... e são boas noticias. Robert Wickens, o canadiano de 29 anos da equipa, já respira sem a ajuda de aparelhos e está a conversar com a familia nas instalações médicas onde está internado neste momento. 

Wickens, que sofreu um grave acidente na semana passada durante a prova de Pocono, teve lesões na espinal medula, no braço direito e em ambos os tornozelos, tendo sido operado ao longo da semana ás várias lesões que sofreu. 

A equipa afirmou que está contente por ele e é uma boa noticia para ser dada antes da prova desta noite na oval de Gateway, em St. Louis, a antepenúltima prova do campeonato IndyCar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Noticias: Wickens foi novamente operado

Robert Wickens foi operado esta sexta-feira de madrugada ao braço direito e aos tornozelos, três dias depois da sua operação à coluna vertebral. De acordo com um comunicado da IndyCar, as operações aconteceram sem grandes problemas, mas continuam a afirmar que "a lesão na medula espinal de Wickens segue com gravidade indeterminada".

Disseram também que foram feitos testes de precaução e não foram detectadas novas lesões nessa zona. 

Por agora, nada ainda foi indicado sobre as possibilidades de recuperação e reabilitação do piloto de 29 anos, que estava a fazer a sua temporada de estreia na IndyCar Racing pela Sam Schmidt. No passado domingo, durante as 500 Milhas de Pocono, o canadiano sofreu um forte contato com Ryan Hunter-Reay, que o espremeu para o muro, rebentou a grade de proteção e voltou em seguida para a pista. 

O acidente envolveu maus seis pilotos, entre eles James Hintchcliffe e Pietro Fittipaldi, mas nenhum deles necessitou de tratamento hospitalar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Indycar: Schmidt esperançoso por Wickens

Sam Schmidt, o patrão da equipa com o mesmo nome, elogia o socorro que tem vindo a ser prestado pelos médicos da IndyCar pelo auxilio prestado ao canadiano Robert Wickens, que sofreu um grave acidente na oval de Pocono. O canadiano de 30 anos sofreu lesões nos tornozelos e braço direitos, bem como lesões na coluna do qual foi já operado. Schmidt, que sofreu um grave acidente em 1999 na Florida, que o deixou paralisado do pescoço para baixo, à semelhança de Frank Williams, espera que ele possa recuperar totalmente das suas lesões e volte a competir, embora não diga ainda se o vai substituir até ao final da temporada. 

"Todos os especialistas estão a participar, todos os protocolos que a IndyCar faz - não posso deixar de elogiar a equipa de segurança da IndyCar e como eles trabalham com os hospitais e cirurgiões locais - e todos fizeram um trabalho fantástico", começou por dizer Schmidt à motorsport.com.

“Os médicos estão a fazer tudo o que podem, tudo o que precisa fazer por alguém depois de um acidente tão violento quando as circunstâncias levam o carro e o corpo humano até ao limite absoluto. Depois que as outras lesões [nas extremidades inferiores e nos braços] forem resolvidas, podemos esperar que Robbie se mude para Indy [o Hospital Metodista de Indianápolis para reabilitação] - isso seria o ideal. ”

Perguntado se, caso todas as cirurgias e reabilitação forem bem-sucedidas, ele acredita que Wickens possa voltar para a IndyCar Series, Schmidt disse: “Espero que sim. Eu só conheço o Robbie há cerca de um ano, mas ele é o tipo de pessoa para quem o automobilismo é a sua vida, ele está realmente a gostar da IndyCar, ele gosta da atmosfera e da qualidade da competição. Parecia-se adequar a ele tão bem."

“Então, se ele acha que ainda pode ser competitivo, não tenho dúvidas de que ele voltaria. Ele é o tipo de pessoa comprometida e motivada que pode superar grandes contratempos”, concluiu.

Schmidt falou emocionalmente sobre os acidentes do passado, desde 2011, quando sofreu o acidente fatal de Dan Wheldon, em Las Vegas, passando pelo acidente de Mikhail Aleshin três anos depois, em Fontana, e depois o acidente de James Hintchcliffe em 2016, nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, onde o canadiano sofreu uma ruptura numa veia nas pernas que quase lhe custou a vida.

"Ninguém na nossa equipa está nesse nisto pelo cheque: eles têm uma paixão que os deixa aturar tanto tempo na estrada e aprendem a conviver uns com os outros. Nós temos esse vínculo porque somos corredores e queremos vencer todo o tempo, e correr bem, no fim de semana, nos finais de semana, só aumenta essa intensidade.E Robbie já se tornou uma parte tão intrínseca disso, apesar de ser um novato na IndyCar", continuou Schmidt, descrevendo seu último craque que não apenas marcou uma pole em sua estreia no IndyCar, mas também quatro pódios.

“Ele é um piloto tão talentoso que faz com que todos os membros da equipe aumentem a fasquia, mais alto do que nunca, e você o vê nas paragens nas boxes, no desenvolvimento do chassis e assim por diante. Ele testa as pessoas, mas também os inspira e isso também aproxima os membros da equipa.E é [por isso] que torna esse tipo de situação muito pior", suspirou.

"Todos nós reconhecemos seus talentos e não sabemos se ele poderia ter conseguido o terceiro ou quarto lugar no campeonato este ano, mas ele teria dado uma grande chance. Esse é apenas um desempenho fantástico de um novato, por mais que ele tivesse experiência em outras séries”, concluiu.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Noticias: Wickens submetido a uma operação à coluna

O canadiano Robert Wickens foi esta manhã submetido a uma operação à coluna no Lehigh Valley Hospital – Cedar Crest para estabilizar uma lesão espinal ao nível toráxico. Segundo os médicos, a operação correu bem, mas nas próximas semanas, o canadiano de 30 anos passará por outras cirurgias para minorar as feridas sofridas nos tornozelos.

“Hastes e parafusos de titânio foram colocados com sucesso na coluna de Wickens durante a intervenção cirurgica, que foi realizada sem complicações. A gravidade da lesão medular é neste momento, indeterminada", começou por dizer o comunicado oficial do hospital.

“Wickens deverá passar por novas cirurgias para tratar fraturas em suas extremidades inferiores e no antebraço direito. Ele permanece em condição estável. Outras atualizações serão fornecidas quando disponíveis", concluiu o comunicado.

Recorde-se que Wickens sofreu uma colisão com Ryan Hunter-Reay durante a sétima volta da corrida que aconteceu na oval de Pocono, onde bateu com o seu carro nas redes de proteção, causando uma carambola onde foram envolvidos mais pilotos, entre os quais James Hintchcliffe e Pietro Fittipaldi, nenhum deles sofrendo ferimentos graves.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A situação de Robert Wickens

O canadiano Robert Wickens ficou gravemente ferido ontem à tarde durante as primeiras voltas da prova de Pocono, no estado da Pensilvânia, a contar para a IndyCar Series. O piloto de 29 anos sofreu fraturas nos dois tornozelos, no braço direito, tem uma lesão na coluna vertebral e uma contusão pulmonar, segundo conta a equipa Schmidt Peterson no seu comunicado oficial.

"O piloto da Schmidt Peterson Robert Wickens está sendo tratado por lesões nas pernas, no braço direito e na coluna vertebral depois do acidente nas 500 Milhas de Pocono. O piloto também sofreu uma contusão pulmonar e vai passar exames de imagem e provavelmente por cirurgia no Hospital Lehigh Valley Medical", comunicou.

Paul Tracy, ex-piloto e agora comentarista, contou na sua conta do Twitter os pormenores referidos no primeiro parágrafo, afirmando também que espera por mais exames antes de ser operado.

Dos outros envolvidos no acidente, James Hintchcliffe e Pietro Fittipaldi também sofriam algumas dores, o primeiro no braço esquerdo, e o neto de Emerson Fittipaldi num dos tornozelos que fraturou durante os treinos das Seis Horas de Spa-Francochamps, em maio, mas ambos não apresentaram mais cuidados.

Para Wickens, era a sua temporada de estreia na IndyCar depois de vários anos na Europa, os últimos cinco da DTM (na foto, em 2016), onde venceu por cinco vezes e teve como melhor resultado um quarto lugar na temporada de 2016. Antes disso, passou na Formula 2, onde foi vice-campeão em 2010 e na GP3, onde foi vice-campeão em 2011. Em 2013, esteve na Formula 3.5, onde acabou como campeão.

Na sua temporada de estreia na IndyCar, subiu ao pódio por quatro vezes e fez a pole-position em St. Petersburg, sendo dos poucos "rookies" a fazer a pole-position na sua corrida de estreia. Seguia no sexto lugar no campeonato e era candidato principal a "Rookie do Ano".

domingo, 19 de agosto de 2018

Última Hora: Acidente grave em Pocono

A corrida da IndyCar em Pocono começou muito mal quando aconteceu um acidente múltiplo entre alguns pilotos. Os mais graves foram o americano Ryan Hunter-Reay e o canadiano Robert Wickens, que tocaram entre si e acabou com o piloto canadiano a tocar nas redes de proteção, desfazendo o carro, numa desaceleração semelhante ao sofrido pelo sueco Kenny Brack.

O acidente aconteceu na sexta volta da corrida, e entre os envolvidos ficaram James Hintchcliffe, Takuma Sato e Pietro Fittipaldi. Todos saíram ilesos do acidente.

A rede está agora a ser reparada e poderá demorar cerca de uma hora até serem feitas as deidas reparações. Segundo as últimas noticias, o piloto está "alerta", mas desconhece-se a extensão dos seus ferimentos.

Não é a primeira e que houve um acidente grave naquela pista. Em 2016, Justin Wilson morreu após um acidente o ter atingido na cabeça nas voltas finais da corrida daquele ano, na IndyCar.

Dentro em breve haverá nova atualização do seu estado de saúde e a situação da corrida.   

sexta-feira, 23 de junho de 2017

IndyCar: Wickens substitui Aleshin em Road America

O canadiano Robert Wickens irá correr na Schmidt Motorsport na corrida em Road America, em substituição do russo Mikhail Aleshin, que está retido em França devido a problemas com o seu visto de entrada nos Estados Unidos, segundo conta o site Autoweek. Wickens, que correr no DTM, estava a gozar o fim de semana na sua terra natal quando recebeu uma chamada da equipa, onde correr o seu compatriota e amigo James Hintchcliffe, para correr no lugar dele na pista de Elkhart Lake.

Falando sobre esse assunto, ele comentou:

"Mikhail e eu fomos companheiros de equipa por três anos na Europa, quando estávamos juntos na Red Bull", disse Wickens. "Então eu tenho um relacionamento muito bom com ele. Eu sinto pela situação que ele está passar, como um piloto internacional. Não é fácil às vezes com a imigração, para que ele possa fazer o seu caminho.", continuou.

Sobre se gostava de correr neste fim de semana, foi franco: "Obviamente, sim. Eu vou ser honesto. Sim, eu ficarei desapontado se eu não fizer a corrida. Mas no momento estou indo no momento. Ontem, eu estava a caminho de um fim de semana relaxante, agora estou aqui, em Road America. Então, teremos que esperar e ver ".

Falando também acerca da sua amizade com o seu compatriota Hintchcliffe, Wickens comentou:

"James e eu ... nos conhecemos desde 2001 quando corríamos juntos de kart em Toronto", começou por dizer. " Nós sempre brincávamos, 'não seria bom se formos profissinoais?' Ele sempre quis ir para IndyCar e eu sempre quis ir para a Fórmula 1. Nós já sabíamos que, mesmo em jovem, tinhamos já caminhos diferentes", continuou.

"Nós ficamos muito íntimos. Como, eu era um piloto de reserva na Formula 1 durante um tempo, testei um pouco. Mas o tempo todo, ao longo da nossa infância, estávamos dizendo: 'quando chegássemos a profissionais, devemos fazer uma troca de carro'. Ele sempre quis experimentar um carro de Formula 1. Eu queria experimentar um carro da Indycar. Podimos fazê-lo. Claro, não era um carro de F1, mas o carro da DTM é ótimo para guiar. Ele conseguiu dirigir o carro, o melhor que um carro de turismo [pode ser], que é algo que muitas pessoas não têm a chance de fazer", continuou.

"Mas, sim, o fato de estar aqui hoje, definitivamente não esperava", concluiu.

sábado, 16 de julho de 2016

DTM: Wickens o melhor na primeira corrida de Zandvoort, Félix da Costa em sexto

O canadiano Robert Wickens foi o vencedor da primeira corrida do DTM no circuito holandês de Zandvoort, conseguindo bater o BMW de Marco Wittmann e o carro de Christian Vietoris. O português António Félix da Costa acabou na sexta posição, depois de partir do oitavo posto, conseguindo suster os ataques de Matthias Ekstrom.

A corrida começou com um incidente na largada, com Adrian Tambay e Maximilian Gotz a serem eliminados, obrigando à entrada do Safety Car. Os comissários de pista verificaram as imagens e concluiram que Martin Tomczyk foi o culpado do toque com Tambay e penalizaram-no com um "drive through".

A corrida foi retomada na quarta volta e partir dali, Wickens - que tinha sido o poleman - começou a afastar-se do pelotão para ficar com o primeiro posto no final da corrida, com uma vantagem de oito segundos sobre o alemão da BMW, apesar da sua oposição nas primeiras voltas. 

Quando a Augusto Farfus, um incidente na oitava volta fez terminar mais cedo a sua corrida.

No campeonato, Wittmann aumentou a sua liderança, já que o italiano Edoardo Mortara não pontuou. O alemão tem agora 93 pontos, contra os 73 de Mortara e Jaime Green, que foi quinto nesta corrida. Félix da Costa tem agora 16 pontos e subiu duas posições na geral, sendo agora o 17º

Amanhã há a segunda corrida do fim de semana em terras holandesas.

sábado, 28 de agosto de 2010

A estranha história de uma corrida... com duas voltas

Imaginem uma corrida onde de repente cai uma carga de água, e os pilotos da frente perdem o controlo dos seus carros e o Safety Car entra até que as condições melhorem - E quando tal acontece, a corrida termina... porque acaba o tempo. Foi o que aconteceu esta tarde na corrida da GP3 em Spa-Francochamps, e que foi vencida pelo canadiano Robert Wickens, e onde Antonio Felix da Costa foi uma das vitimas dessa carga de água súbita.

Antes da corrida, já a grelha se havia alterado radicalmente, com diversos pilotos a serem penalizados pois os comissários tinham afirmado que fizeram as suas voltas rápidas durante um período de bandeiras amarelas. Entre os penalizados estiveram o francês Adrian Tambay e o português António Félix da Costa, que perderam seis posições, com Felix da Costa a perder o seu segundo posto, caindo para o oitavo lugar da grelha. Robert Wickens ficou na pole e, assim, tornou-se no favorito a vencer a prova, que teve início ainda com a pista seca.

Contudo, logo na primeira curva, no gancho de La Source, um acidente com diversos carros levou à entrada do safety car, que se manteve em pista por quatro voltas. No inicio da quinta volta, a corrida recomeçou, mas duas voltas decorridas... a chuva fez a sua aparição teve o condão de baralhar as contas. Fortemente.

Logo no gancho de La Source, vários carros sairam de pista, incluindo os carros de Felix da Costa e de Robert Wickens, mas o piloto canadiano teve o condão de prosseguir em prova, tomando uma decisão que o iria dar a vitória na corrida. Jogando com o tempo, manteve os slicks e esperou para que o relógio esgotasse o tempo, enquanto que os outros todos metiam os pneus de chuva. Conseguiu manter o carro na pista sob condições dificeis, e quando o Safety Car entrou para as boxes, faltavam apenas poucos segundos para o limite dos trinta minutos. Com cabeça, Wickens conseguiu o que queria: vencer a corrida.

O brasileiro Luciano Cordeiro foi segundo, seguido pelo norueguês Pal Verhaug, que ficou à frente do espanhol Roberto Merhi. A segunda corrida da GP3 acontecerá amanhã de manhã.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Divulgados os primeiros nomes da nova Formula 2

A Motorsport Vision, firma presidida por Jonathan Palmer e que foi escolhida pela FIA para organizar a Formula 2, divulgou hoje que o canadiano Robert Wickens e o francês Julien Jousse serão os dois primeiros pilotos da categoria que começará em 2009.



Wickens, de 19 anos, faz parte do Junior Team da Red Bull, e já participou em competições como a World Series by Renault e a A1GP, pelo Canadá, ganhando algumas corridas pelo meio, enquanto que o Jousse, de 22 anos, foi vice-campeão na World Series by Renault em 2008, depois de ter sido o companheiro do português Alvaro Parente no ano anterior, na equipa Tech 1 Racing.


A Formula 2, competição que será relançada após 25 anos de ausência, começará a 31 de Maio do ano que vêm, no circuito de Valencia, e terá oito jornadas duplas, que terminarão a 1 de Novembro em Barcelona.