domingo, 29 de julho de 2007

O piloto do dia - Roger Williamson

Hoje, para assinalar mais um aniverdsário da sua morte, falo de um homem talentoso que se foi embora cedo demais. Faz parte do trio (os outros são Tony Brise e Tom Pryce) de pilotos ingleses que tem o nome de “geração perdida”, pois tinham imenso talento, mas que a morte os apanhou no início das suas carreiras na Formula 1. Eram contemporâneos de James Hunt, o campeão do Mundo de 1976, e caso tivessem sobrevivido, a Inglaterra teria mais campeões do Mundo nesse tempo… hoje é dia de falar de Roger Williamson.


Nasceu a 2 de Fevereiro de 1948 em Leicester, Inglaterra. Filho de um corredor, começou cedo, a guiar karts. Em 1967, começou a competir no Troféu Mini, onde de 18 corridas possíveis, ganhou 14. Entre 1968 e 1970, guia um Ford Anglia, onde se torna num piloto ganhador. Em 1970, vira-se para a Formula 3, onde ganha três campeonatos, em 1971 e 1972. É o terror das pistas, guiando num estilo rápido, mas eficaz. Os seus maiores rivais eram pilotos da estirpe de Dave Walker, James Hunt, Jody Scheckter, Tom Pryce, entre outros.

E é em 1971, mais concretamente no Mónaco, que conhece o homem que o vai ajudar no resto da carreira: Tom Wheatcroft. Espantado com o seu talento, passa a apoiá-lo na sua estrutura, tornando-se bons amigos. Williamson vai correr sempre na sua equipa até ao seu trágico fim.


No início de 1973, Williamson vai correr algumas provas de Formula 2, ganhando de ponta a ponta a prova de Monza. Ao mesmo tempo que é convidado para fazer testes com a BRM, no lugar de Clay Regazzoni. O resultado impressionou os responsáveis. Contudo, a hipótese de ficar a tempo inteiro não aconteceu, pois o seu patrão e mentor, Tom Wheatcroft, não deixou. O lugar ficou com… Niki Lauda.



Contudo, para o compensar, Wheatcroft adquiriu um chassis March, que pertencia a Jean-Pierre Jarier e Williamson estreou-se na Formula 1 no GP de Inglaterra, em Silverstone. Contudo, a sua “performance” só durou uma volta, pois ele foi um dos 14 pilotos que foram apanhados na carambola provocada pelo sul-africano Jody Scheckter, desistindo na hora.


Quinze dias mais tarde, Williamson participava no seu segundo grande prémio, no circuito holandês de Zandvoort. O carro foi reparado, e Williamson parte da 18ª posição da grelha. Na volta sete, um pneu rebenta e o inglês bate nos rails e fica de cabeça para baixo, causando um incêndio. A corrida prossegue, com os comissários somente a assinalar o local com bandeira amarela. Entretanto, um carro para: era o seu compatriota David Purley, que tenta desesperadamente salvar Williamson, que incrivelmente, não tinha sofrido ferimentos, mas que não conseguia respirar, devido á maneira como o carro tinha ficado. Purley tentou tudo: foi buscar um extintor, tentou convencer os comissários a ajudá-lo… mas nada. Limitaram-se a observar, pensando que ele tinha morrido na hora. Mais tarde, no inquérito, demonstrou-se que a morte de Williamson acontecera devido à inalação de fumos.



Purley ficou desolado por não o ter salvo. Mas o seu gesto fez com que fosse condecorado com a George Medal, a condecoração civil mais alta de Inglaterra, por feitos de bravura. E recebeu mais doze prémios semelhantes… As fotografias do acidente, e subsequente tentativa de salvamento, foram tiradas pelo holandês Cor Mooij, que recebeu o prémio World Press Photo desse ano.



O seu funeral, em Leicester, foi seguido por mais de 25 mil pessoas, com toda a comunidade da Formula 1 em peso. Fala-se que foi isso que motivou Jackie Stewart a tomar a decisão de retirar-se no final daquela época. Três anos antes, Jochen Rindt tinha tomado essa mesma decisão quando passou pelo mesmo local, e viu os restos carbonizados do carro de Piers Courage. Só que ele não viveu para concretizar essa decisão…



Depois, soube-se que Ken Tyrrell queria o piloto inglês para conduzir o terceiro carro da marca nos grandes prémios norte-americanos, ao lado de Stewart e Cevért. Contudo, Williamson recusou, afirmando que queria ser fiel a Wheatcroft, e estes pretendiam comprar um McLaren M23 para 1974, provavelmente com ajuda da casa-mãe. Isso acabou por acontecer, mas com Mike Hailwood



Trinta anos mais tarde, em 2003, foi erguida uma estátua no circuito de Donnington, que agora era propriedade do seu amigo e mentor Tom Wheatcroft. O museu tem uma pequena secção dedicada ao piloto inglês, com as suas vitórias na Formula 3. Visto o seu palmarés, e a maneira como tudo acabou, pode-se pensar no que poderia ter feito caso aquela tarde de Verão holandês tivesse acabado em bem…

sábado, 28 de julho de 2007

E agora... 25 mil.

Pois é, já começam a faltar palavras para assinalar o feito. Este blog chegou esta tarde aos 25 mil visitas, 16 dias depois de ter alcançado as 20 mil.

É muita coisa, gente! A cada dia que passa, asminhas expectativas iniciais vão sendo superadas, logo, nem devo mais prever o que me vai acontecer no futuro, pois as expectativas falham sempre por defeito...


Já agora, para variar, em vez de meter uma foto minha, ponho mas é a foto de uma das minhas cadelas. Mas não é qualquer uma. Chama-se Bolinha, e foi recolhida na rua por um vizinho meu, que a salvou de ser atropelada, já lá vão uns cinco anos... Bom fim de semana!

Memento Mori: A cruel morte de Roger Williamson

Vai fazer amanhã 34 anos que tudo aconteceu. A 29 de Julho de 1973, milhões de pessoas assitiam ao Grande Prémio da Holanda de Formula 1, expectantes pelo duelo entre o escocês Jackie Stewart, da Tyrrell, e o brasileiro Emerson Fittipaldi, da Lotus. Mas cedo assistiram, em directo, a uma das cenas mais chocantes da história do automobilismo. Sumariamente fotografada e registada, a morte do piloto inglês Roger Williamson e as tentativas infrutíferas do seu compatriota David Purley de o salvar ficaram na mente de muita gente.



Zandvoort iria ser a segunda corrida de Williamson e Purley na Formula 1. Ambos tinham carros March e tinham ficado no meio do pelotão, numa grelha onde o melhor tinha sido o Lotus de Ronnie Peterson. Na volta seis, quando Williamson era 13º e Purley 14º, um pneu furado faz com que bata nos “rails” na curva Scheivlak e ricocheteia, virado de pernas para o ar. Nesse percurso de 275 metros, Durante o arrasto, o tanque riscou o asfalto, efeito similar ao de um palito de fósforo, sendo friccionado contra a caixa, e causando um incêndio. Quando o carro parou, o carro ardia e Williamson estava virado de cabeça para baixo, e não podia sair.



Testemunha do que tinha acontecido, David Purley para o seu March e corre em direcção de Williamson, tentando virar o carro ao contrário, pois sabia que ele estava vivo. Entretanto, o incêndio espalhava-se e os comissários de pista assistiam passivos ao que se passava, julgando que o carro que Purley estava a virar… era o dele! Sabendo o que se passava, Williamson gritou: “Pelo Amor de Deus, David, tira-me daqui!”. Purley fazia o impossível, e pedia aos comissários para o ajudar. Mas estes não o fizeram, e para piorar as coisas, a organização não tinha interrompido a corrida, limitando-se a assinalar o local com uma bandeira amarela. Um equivoco fatal!



Desolado, Purley caminhou para fora dali. Quando os comissários finalmente apagaram o incêndio é que viram a realidade. O promissor piloto inglês de 25 anos, que tinha ganho tudo na Formula 3 britânica, estava morto na sua segunda corrida da carreira. O resto não teve importância: Jackie Stewart ganhou, seguido do seu companheiro Francois Cevért, e do inglês James Hunt, num March do seu amigo Lord Hesketh.



O acidente tinha sido visto por milhões de pessoas no mundo inteiro, causando profundo impacto. Para alguém como Jackie Stewart, um paladino pela segurança na Formula 1, foi demais, e parece que foi nesse momento que decidiu retirar-se da competição no final da época. Anos mais tarde, disse que ele e a mulher, Helen, tinham começado a contar todos os amigos que tinham morrido em competição. Parou nos 53.


Para tentar salvar a face, os organizadores holandeses afirmaram que Williamson tinha morrido no impacto. O inquérito subsequente confirmou a versão de Purley: que Williamson estava vivo no momento do impacto, e que só tinha sofrido escoriações. O primeiro camião de bombeiro só chegou ao local oito minutos depois, tarde demais para socorrer o piloto britânico. Houve casos de espectadores que queriam ajudar Purley a virar o March, mas estes foram rechaçados por polícias com cães. Ed Swarts, o director da prova daquele ano, tentou anos depois justificar-se: “Foi tudo uma terrível má interpretação do que estava a acontecer.”



Purley ficou desolado por não o ter salvo. Mas o seu gesto fez com que fosse condecorado com a George Medal, a condecoração civil mais alta de Inglaterra por bravura. E recebeu mais doze prémios semelhantes… As fotografias do acidente, e subsequente tentativa de salvamento, foram tiradas pelo holandês Cor Mooij, que em consequência, recebeu o prémio World Press Photo desse ano.

Williamson ficou conhecido como um dos pilotos que o jornalista inglês David Tremayne chamou de “Geração Perdida”, a par de Tony Brise e Tom Pryce, que morreram muito cedo nas suas carreiras. Brise morreu em Novembro de 1975, num acidente aéreo em Londres, com Graham Hill, e Tom Pryce no Grande Prémio da Africa do Sul de 1977, quando foi atingido pelo extintor de um comissário de 18 anos, Jenson Van Vuuern

WTCC: Tiago Monteiro é pole em Anderstorp

O português Tiago Monteiro alcançou a "pole-position" no circuito sueco de Anderstorp, palco de mais uma jornada dupla da WTCC, que decorre este fim de semana. É a primeira "pole" da época quer para ele, quer para a Seat, nuns treinos marcados pela chuva.

"Foram uma verdadeira lotaria, tive que arriscar mas consegui retirar dividendos", afirmou o piloto português. Para amanhã, "sei que tenho um bom carro para andar em piso seco e afastar-me logo no início, mas se estiver a chover os Chevrolet poderão estar mais competitivos. As condições meteorológicas estão a mudar de hora para hora", concluiu.


Ao seu lado na grelha vai estar o italiano Nicola Larini, em Chevrolet, enquanto que outro Chevrolet, o de Robert Huff, é o terceiro da grelha. As duas corridas serão disputadas amanhã.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Noticias: As novas da equipa Toro Rosso

Uma semana agitada na equipa B da Red Bull. Depois das polémicas entre Franz Tost e Scott Speed, em Nurburgring, onde chegaram a vias de facto, esperava-se que o piloto americano tivesse os dias contados. Mas...

1 - Speed fica mais duas corridas na STR.

O jornal alemão "Bild" afirmou nesta sexta-feira que Sebastian Vettel, não vai ocupar o lugar do piloto americano devido a "problemas financeiros". O piloto de 20 anos, que tem contrato com a BMW, não conseguiu juntar dinheiro suficiente para correr pelo menos a partir do GP da Hungria. A marca alemã vê como viável que Vettel adquira experiência de corrida, mas sem dinheiro, essa ideia está adiada, pelo menos até o GP de Itália, em Setembro.

Vettel fez o GP dos EUA pela BMW no lugar do polaco Robert Kubica, que ficou acidentado em Montreal, terminando em oitavo lugar.
Contudo, depois da Belgica, pode haver um substituto. E ele pode ser...

2 - Sebastian Bourdais pode correr em Spa-Francochamps

A edição de hoje do jornal francês "L'Equipe" diz que Sebastien Bourdais, piloto francês e actual tri-campeão da ChampCar, a caminho de um eventual quarto título, poderá assinar pela STR nos próximos dias e começar a correr... ainda este ano, em Spa-Francochamps ou mesmo antes, em Monza. Aparentemente, as presenças do piloto francês na Formula 1 isso não colidirão com as etapas do calendário da ChampCar deste ano.

FIA divulga calendário provisório para 2008

A Federação Internacional do Automóvel decidiu hoje divulgar o calendário para 2008. A temporada começa, como de costume, dia 16 de Março com o GP da Austrália, e termina em interlagos, no GP do Brasil, a 2 de Novembro.

Eis o calendário completo:


GP da Austrália - 16 de Março

GP da Malásia – 23 de Março

GP do Bahrain – 6 de Abril

GP de Espanha – 27 de Abril

GP da Turquia – 11 de Maio

GP do Mónaco – 25 de Maio

GP do Canadá – 8 de Junho*

GP de França – 22 de Junho

GP da Grã-Bretanha – 6 de Julho

GP da Alemanha – 20 de Julho

GP da Hungria – 3 de Agosto

GP da Europa – 24 de Agosto**

GP da Itália – 7 de Setembro

GP de Bélgica – 14 de Setembro

GP de Singapura – 28 de Setembro***

GP da China – 12 de Outubro

GP do Japão – 19 de Outubro

GP do Brasil – 2 de Novembro


A temporada de 2008 encerra várias novidades, a saber:


- A FIA pode não mais correr na América do Norte. O Canadá está em situacão provisória, depois do incidente com Robert Kubica, e Indianápolis foi excluida, depois do falhanço das negociações entre Bernie Ecclestone e Tony George, o dono de Indianápolis.


- A entrada do GP de Singapura, mais um circuito citadino, que pode ser disputada à noite.


- A entrada do circuito de Valência, que será palco do Grande Prémio da Europa, 11 anos depois desse último Grande Prémio em solo espanhol. Também pela primeira vez em muitos anos, a temporada encerra com um Grande Prémio no mês de Novembro, no Brasil.

O piloto do dia - Satoru Nakajima

No dia em que se confirma a entrada de mais um piloto japonês na Formula 1, é bom recordar que este ano se comemora o 20º aniversário da chegada à categoria máxima de um dos melhores pilotos que o país do Sol Nascente no deu, um homem sempre fiel à Honda. Falamos de Satoru Nakajima.


Nasceu a 23 de Fevereiro de 1953 (tem agora 54 anos) em Okazaki, no Japão Central. Começou a conduzir desde cedo, primeiro no velho carro do seu pai, e aos 16 anos começou a correr em karts. Em 1974, tornou-se campeão de Turismos japonês, a bordo de um... Mazda! Três anos mais tarde, ganha a Formula Japan Series, e chega à Formula 2, onde ganha a sua primeira corrida no ano seguinte. Em 1981 vence o primeiro título na Formula 2 japonesa. Repete o feito em 1982, 1985 e 1986, tornando-se num dos pilotos mais bem sucedidos da competição no seu país.

No final daquele ano, a Honda decide fornecer motores à equipa Lotus, para além dos que dava então à Williams. Nakajima, que era também piloto de testes para a Honda, foi convidado para secundar Ayrton Senna na Lotus, e logo aceitou.

Na sua primeira temporada, Nakajima tornou-se conhecido, não só por ser o primeiro piloto japonês a fazer uma época completa na Formula 1, mas também por ser “o homem da camera”, por ser o único piloto que tinha uma camera de filmar a bordo, onde se captava o seu estilo de pilotagem em directo, algo que não existia antes. Foi o pioneiro de algo que hoje em dia se tornou comum: filmagens a bordo de um carro de corridas…



Mas para além disso, as suas performances foram dignas de respeito: Apesar de se ter estreado com 34 anos e de não conhecer a maioria das pistas no qual iria correr, conquistou o seu primeiro ponto logo na sua segunda época, e em Inglaterra colheu o seu melhor resultado do ano: um quarto lugar. No final da época, Nakajima-san ficou com 7 pontos e o 12º posto final.

No ano seguinte, a Lotus teve uma troca de brasileiros: de Senna, passou-se para Nelson Piquet. Mas a época correu mal, e Nakajima só conseguiu um ponto na prova inaugural, no Brasil. Esse ponto deu-lhe o 16º lugar final.

No final desse ano, a Honda saiu da Lotus e eles tiveram que ir buscar motores Judd. A antiga equipa de Colin Chapman estava na sua fase final de existência e quer Piquet, quer Nakajima tentavam fazer com que o carro entrasse nos 26 que participariam na corrida. Nem sempre conseguiu, mas na prova final, na Austrália, debaixo de uma chuva inclemente, o piloto japonês fez uma das melhores provas da sua vida, acabando em quarto lugar e fazendo a volta mais rápida. Foi a única vez em que ficou nos pontos, e os três que tinha ganho naquele dia deram-lhe o 21º lugar final, com uma volta mais rápida.

Em 1990, vai para outra mítica equipa inglesa: a Tyrrell. A época correu-lhe um pouco melhor, e os três pontos que conseguiu deram-lhe o 15º posto final. No ano seguinte, a Honda veio em seu auxílio, ao dar-lhe motores para a equipa do “Tio” Ken. Contudo, Nakajima não conseguiu melhor do que um quinto lugar na prova de estreia, em Phoenix. No final da época, com 38 anos, Nakajima-san decidiu abandonar a Formula 1.


A sua carreira na competição: 80 Grandes Prémios, em cinco temporadas, uma volta mais rápida, 16 pontos.

Após a sua saída, esteve ligado à Honda em 1993/94, na primeira tentativa abortada da marca em voltar à competição através de uma equipa de raiz, como fizeram nos anos 60, sendo o seu piloto de testes. Hoje em dia é um bem sucedido director da sua própria equipa, a Nakajima Racing, uma das maiores da Formula Nippon, e a sua herança está assegurada, graças ao seu filho Kazuki Nakajima, um dos pilotos que se destaca na GP2 e actual piloto de testes da Williams.

Para terminar, algumas curiosidades: a popularidade de Nakajima no seu país era tal que lhe fizeram um jogo de computador com o seu nome, em 1991, produzido pela NAMCO, saindo em arcadas. Mas ainda mais espantoso é saber que no final desse ano, ter saído no seu país... um disco ojnde ele cantava! Será que foi um hit de vendas?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Resultados da sondagem CC

Como combinado, Sua Majestade Satânica veio á Terra, mais concretamente à Holanda, foi à sede da Spyker, falou com Michiel Mol e deu a sua sentença:


- Já decidi: escolhi o Sakon Yamamoto. Não é grande coisa, mas tem dinheiro. O Winkelhock pode voltar ao DTM, que já abusou da minha confiança! Já basta o pai dele...




E assim sendo, Michiel Mol obedeceu. Tinha o dinheiro suficiente para salvar a época, e talvez atraísse mais algum para os depauperados cofres da empresa. O substituto de Christijan Albers estava encontrado.


- Agora tenho que ir. Tenho um assunto pendente para tratar. Semana passada chegou um brasileiro muito irritante que se julga que está na Bahia. Tenho que lhe mostrar que na minha casa, quem manda, sou eu! - respondeu, com uma voz cavernosamente irritada.


Esta pequena historieta serve para ficcionar a ida do Diabo à Terra e escolher o substituto de Albers na Spyker. Porque 46,9 por cento dos internautas escolheram a opção "Venha o Diabo e escolha..."


Depois, vinham as outras opções: 18, 8 por cento queriam Gierdo van der Garde, 16,5 por cento era a favor de Christian Klien, 12,5 por cento queriam outra pessoa (mas sem intervenção diabólica...) e 6,3 por cento apostavam no venezuelano Ernesto Viso. Quanto a Narain Karthikayean... ninguém liga nenhuma para ele!


Em breve, nova sondagem!

Oficial: FIA não pune McLaren


É oficial: a FIA não pune a McLaren. A entidade máxima do automobilismo mundial decidiu fazer um sério aviso à equipa de Ron Dennis, consideradno-a como culpada da posse de documentos não autorizados pertencentes à Ferrari, mas sem provas que comprovem a sua utilização por parte da equipa inglesa. A FIA afirmou que caso sejam encontradas provas de que a equipa de Woking usou as informações dadas por Nigel Stephney para seu proveito, que iria punir seriamente, com a exclusão da sua equipa por duas temporadas.


Não digo que a montanha pariu um rato, mas que esta era uma decisão algo esperada. Para escândalo já basta a salganhada da Volta à França, e ainda por cima com o facto disto poder alimentar ainda mais a tempestade entre Inglaterra e Itália (estes últimos queriam que a FIA aplicasse uma severa pena, o que indicava "lobbys" de origem ferrarista), que a Formula 1 não deseja...



Ainda assim, Ron Dennis não coibiu de comentar à saída da reunião: "A punição está ao nível do crime! O processo foi longo e detalhado, mas de qualquer forma não estou confortável com a decisão emanada", referiu o patrão da McLaren.


Aqui fica o Comunicado Oficial da FIA:


Conselho Mundial da FIA – Decisão


"Uma reunião extraordinária do Conselho Mundial da FIA teve lugar em Paris a 26 de Julho. A seguinte decisão foi tomada:


O Conselho Mundial da FIA concluiu que a Vodafone McLaren Mercedes estava na posse de informação confidencial da Ferrari, o que vai contra as regras, nomeadamente o Artigo 151c do Código Desportivo Internacional. Contudo, não existem provas suficientes que a informação contida nesses documentos, tenha, de algum modo, sido usada para interferir com a verdade desportiva do Campeonato Mundial de Fórmula 1. Assim sendo, não foi imposta qualquer penalização.


Se no futuro se concluir que a informação da Ferrari foi usada, de forma imprópria, este Conselho reserva-se no direito de voltar a convidar a Vodafone McLaren Mercedes para estar presente em nova reunião, onde poderá ser castigada com a exclusão não só do Mundial de Fórmula 1 de 2007, mas também do campeonato de 2008.


O Conselho Mundial irá igualmente convidar o Sr. Nigel Stepney e o Sr. Mike Coughlan para apresentarem os seus argumentos no sentido de não serem banidos dos desportos motorizados por um período alargado, e o conselho Mundial delegou autoridade ao Departamento Legal da FIA para dar o competente andamento a este assunto."

A reunião já começou!

A reunião do Conselho Mundial da FIA já arrancou esta manhã, na sua sede em Paris, e conta com a presença de Ron Dennis, chefe da McLaren; Jean Todt, director executivo da Ferrari; Bernie Ecclestone, presidente da FOM (Formula One Management), além, claro, de Max Mosley, presidente da FIA.


As expectativas são altas: grande parte da imprensa europeia deu destaque ao assunto, que partilha espaço com o abandono do ciclista Michael Rasmunssen da Volta a França em bicicleta, devido a motivos relacionados com o "doping"


Entretanto, numa entrevista ao jornal inglês "The Times", Bernie Ecclestone afirmou que torce para a decisão do Conselho não afecte a briga pelo título mundial, que é disputada entre as duas equipas envolvidas no caso:


“Não acredito que alguém tomará uma decisão no campeonato sem analisar tudo. Seria ótimo se nada acontecer, que tudo seja esclarecido e todo mundo fique satisfeito”, declarou Ecclestone, optimista. “Fala-se demasiado nisso e desvirtua a disputa na pista. Não gosto disso”, afirmou.


Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, não partilha da mesma opinião. “Precisamos expor o comportamento desleal na F-1. Estou em Maranello, mas minha cabeça está em Paris”, afirmou o italiano ao jornal La Gazzetta dello Sport”.

O dia mais decisivo da Formula 1

Mais logo, na sede da FIA, na Place de Concorde, em Paris, a Fórmula 1 poderá viver um dos dias mais complicados da sua história. Para a McLaren, talvez seja o dia mais difícil de sempre. Em risco está a participação da equipa no resto da temporada, os pontos da equipa ou até os pontos dos pilotos. Acima de tudo, é esperada justiça.


A equipa de Ron Dennis é acusada de infringir o artigo 151c do Código Desportivo Internacional. Nesse artigo, refere-se que “qualquer conduta fradulenta, ou qualquer acto prejudicial aos interesses de qualquer competidor, ou aos interesses do esporte a motor em geral”, será penalizado. Essa penalização pode ir desde a uma pesada multa, até à exclusão pura e simples da equipa do Campeonato deste ano, e a retirada de pontos a pilotos e equipas. Isso já aconteceu uma vez, em 1984, à Tyrrell, que tinha carros que pesavam abaixo do peso regulamentar, no sentido de serem competitivos face ao pelotão cheio de motores Turbo.



Mas caso o pior aconteça, que justiça vai transparecer? Uma que diga que a acção de duas personagens (Nigel Stephney e Mike Coulghan) implica a sanção de toda uma equipa, a McLaren, pilotos incluidos? Isso daria um ar de falsidade ao Mundial de Formula 1 deste ano, ou seja, entregar o "ouro ao bandido". E para falsidades, já basta a Volta à França deste ano...


E como já ouvi falar que a McLaren não seria punida com essa pena, não acredito muito na ideia de uma mão pesada. Porquê? O Blog Formula 1 Grand Prix fala de dois factos incontornáveis: a McLaren é inglesa, e eles têm lá a sensação do Campeonato: Lewis Hamilton. Ora, tirar o doce do bebé, é algo que a imprensa inlgesa nunca iria perdoar...


Mas uma coisa é certa: da multinha de alguns milhões de dólares é que a McLaren não se deve safar...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Noticias: As novas da equipa Spyker!

Hoje, a pior equipa do pelotão está nos focos do dia, pois aconteceram algumas novidades, a saber:
1 - Sakon Yamamoto é o escolhido


A edição inglesa da Autosport afirma hoje que o japonês Sakon Yamamoto vai ser o piloto da Spyker durante as restantes provas do campeonato, substituindo o alemão Marcus Winkelhock, que por sua vez substituiu o desgraçado Christijan Albers. O anuncio será feito nos próximos dias, diz a revista.


O piloto japonês de 25 anos, que disputou 11 etapas na temporada passada pela Super Aguri, segue como piloto de testes da equipa de Aguri Suzuki, enquanto compete pela equipa BCN na GP2, sem resultados de relevo. O melhor resultado de Yamamoto na F-1 foi um 16° lugar, nos GPs da China e Brasil.


Provavelmente, Yamamoto deve ter sido uma escolha muito ponderada, mas não a primeira, pois...



2 - Nelson Piquet Jr. recusou convite da Spyker


Em entrevista à revista alemã "Auto Motor und Sport", Nelsinho (que faz hoje 22 anos) afirmou que recusou a oportunidade de correr a parte final desta época ao serviço da equipa holandesa. O brasileiro, actual piloto de testes da Renault, disse ter sido pressionado pelo pai para aceitar o convite, mas sabia que não tinha chances de vencer, por isso disse não.

"Com esse carro, você só pode perder. É um carro muito difícil de pilotar e o (Adrian) Sutil sabe disso muito bem. Seria o último até atingir seu nível de experiência”, confessou o filho do tri-campeão do mundo.

Piquet Jr. também temia que sua cotação se desvalorizasse depois de uma experiência a bordo do modelo F8-VII. Para ele, a Formula 1 actual é cruel com os pilotos: “Nesse período de tempo, meu valor de mercado poderia ser destruído, pois neste jogo, infelizmente, as pessoas são de visão muito curta”, completou.

Ivan Capelli, meus amigos!


Ivan "O Terrivel" Capelli, blogueiro de Além-Atlântico, coloca esta semana um exclusivo: a conversa que os ocupantes do Safety-Car estavam a ter quando viram um Toro Rosso na sua direcção, durante aquela cara de água em Nurburgring...

GP Memória - Austria 1970

A Austria sempre foi viveiro de talentos. Deu ao mundo pilotos de craveira como Jochen Rindt, Niki Lauda, Gerhard Berger e mais recentemente, Alex Wurz e Christian Klien. Agora é mais conhecida pela sua marca de bebidas energéticas Red Bull, que tem duas equipas no actual pelotão da Formula 1, mas entre 1970 e 1987 tinha no calendário da Formula 1 umas das pistas mais rápidas e desafiadoras: Zeltweg.

O primeiro Grande Prémio foi realizado em 1964, no aeródromo local. A prova foi ganha pelo Ferrari de Lorenzo Bandini, na sua unica vitória na Formula 1, e onde um jovem piloto da casa, Jochen Rindt, correu pela primeira vez na sua carreira na categoria máxima. Seis anos mais tarde, Rindt era estrela mundial e o governo local decidiu construir uma pista rápida nas encostas das montanhas que circundavam o vale de Speilberg, na provincia da Styria.

A pista era rápida, desafiadora, com curvas grandes... mas sem escapatórias, o que a tornava perigosa. Mas em 1970, a segurança não era tida em conta, apesar dos acidentes fatais serem frequentes. E quando a Formula 1 chega a Zeltweg, a 16 de Agosto de 1970, o pelotão da Formula 1 já tinha visto morrer o neozelandês Bruce McLaren, a 2 de Junho, e o inglês Piers Courage, em Zandvoort, dezanove dias depois.


Mas os espectadores não queriam saber disso. queriam ver o seu heroi local, Jochen Rindt, a bordo de uma máquina vencedora: o novo Lotus 72. Rindt tinha ganho a prova anterior, em Hockenheim, e liderava destacadíssimo, com 45 pontos, contra... os 25 pontos do segundo, Jack Brabham. O belga Jacky Icxx tinha apenas 10 pontos, e não tinha ganho qualquer corrida nesse ano.

O companheiro de Jacky Icxx era um estrante na Formula 1: o suiço Clay Regazzoni, e o Ferrari 312B começava a ser uma máquina forte, depois de um inicio titubeante. Icxx tinha sido segundo na corrida anterior, em Hockenheim, lutando pela vitória com Rindt. Este já não achava tão fácil ganhar, mas na sua mente, isso não importava: ele só queria ser Campeão do Mundo para que pudesse abandonar a competição de vez. O que ele não sabia era que só teria mais três semanas de vida...

Na lista de inscritos, Havias duas ausências: o Lotus de Graham Hill, inscrito pela Rob Walker Racing, que estava à espera de um modelo 72, e o sueco Ronnie Peterson, que no seu March 701 inscrito pela Antique Automobiles, ficara sem motores. Em compensação, a Ferrari inscrevia um terceiro carro para o italiano Ignazio Giunti. Na De Tomaso-Williams, sem Brian Redman, que tinha compromissos na Endurance, Frank Williams teve de ir buscar o australiano Tim Schenken para correr em Zeltweg.

Na qualificação, Rindt fez a pole-position, tendo ao seu lado o Ferrari de Clay Regazzoni. Na segunda fila estava o outro Ferrari de Jacky Icxx, enquanto que no quarto posto estava o March de Jackie Stewart, grande amigo de Rindt. A terceira fila era ocupada pelo terceiro Ferrari de Ignazio Giunti e pelo segundo March de Chris Amon, enquanto que o Matra de Jean Pierre Beltoise era o sétimo, à frente do carro de Jack Brabham. A fechar o "top ten" estava o March do jovem francês Francois Cevért e o segundo Lotus de John Miles.

N
a partida, Rindt é surprrendido pelos três Ferrari, que se dão muito bem com os ares austriacos. Regazzoni é o primeiro lider, mas cede a poisção para Ickx no inicio da segunda volta, e os dois carros rolam a seu bel-prazer até ao final da corrida.

Quanto a Rindt, é quarto classificado no final da primeira volta, à frente de Brabham, mas ele já devia pensar um pouco nos pontos, tamanha era a diferença para eles. Na volta 21, depois de passar o Ferrari de Giunti, desiste em plena reta da meta com o motor partido. E se antes dominavam, agora os Ferrari esmagavam a seu bel-prazer e no final, o belga Icxx é o vencedor, com Regazzoni a menos de um segundo, mas ambos a darem mais de um minuto ao terceiro classificado, o alemão Rolf Stommelen. Será o seu unico pódio da sua carreira.

Nos restantes lugares pontuáveis ficariam os BRM de Pedro Rodriguez, que de um péssimo 22º posto à partida, fez uma corrida de recuperação até ao quarto lugar final, o outro BRM de Jackie Oliver e o Matra de Jean Pierre Beltoise, que conseguiu ficar à frente de Giunti. Já Emerson Fittipaldi era 15º classificado, a cinco voltas do vencedor.

E foi assim a primeira das dezoito edições do Grande Prémio austriaco no circuito de Zeltweg. Três semanas mais tarde, era uma Austria em choque que recebia a morte do seu herói Rindt, no circuito de Monza, e seria o unico Campeão do Mundo a título póstumo da história da Formula 1, mas em breve, outros heróis austriacos estavam ao virar da esquina...

Fontes:

A entrevista explosiva de Scott Speed

Se duvidavam que Scott Speed tinha os seus dias contados na Scuderia Toro Rosso, depois dos incidentes de Domingo nas boxes de Nurburgring, tudo ficou mais claro na entrevista que deu hoje Autosport inglesa. Com isto deve ter dado o prego final no caixão da carreira do piloto americano não só na STR, mas se calhar na Formula 1. A entrevista é no mínimo explosiva, e não poupa nem Gerhard Berger, nem Franz Tost, os co-patrões da equipa B da Red Bull.


Eis alguns excertos, retirados do site brasileiro Grande Prêmio:


"Todos os que estavam atrás do (Jenson) Button fizeram a mesma coisa, incluindo Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Ele (Tost) ficou furioso por eu ter batido. Quando lhe perguntei sobre a parada nos boxes, ele disse 'não interessa porque você bateu' e não queria ouvir nenhuma crítica pelo que o time fez. Ele tentou me culpar pelo pit-stop."


Diante da situação, Speed partiu para as boxes. E Tost, para cima do piloto.


"Ele me alcançou e me acertou no meio das costas com o punho fechado. Todos na equipe viram isso. Depois ele me seguiu atrás das divisórias dos pits. Ele me agarrou pela frente na minha camisa, empurrou-me e encostou-me na parede. E após isso, minha única reação foi voltar para o meio da garagem e perguntar para ele se queria me bater na frente de todos." Segundo o piloto, duas pessoas testemunharam toda a cena.


"Eu estava muito nervoso. Fui para a mureta e queria contar para todo mundo que aquilo tinha acontecido. Então olhei para o director da equipe, o diretor-técnico e para Gerhard Berger e contei a eles que, se meu chefe encostasse em mim novamente, eu iria bater nele. Eles disseram 'ok, vamos acalmar a situação'. Eu disse 'beleza', e fui para meu quarto no motorhome e fiquei lá até o fim da corrida. Daí, Gerhard e Franz apareceram. Franz estava mais calmo e passou 15 minutos desculpando-se pelo seu comportamento."


Pouco tempo depois, Speed foi falar com Berger, onde, para o americano, "ficou bem claro que eles tem uma expectativa diferente do que pensam que é possível fazer com os carros, e eles vão continuar apontando o dedo para nós, pilotos, até que eles consigam a mudança que querem". A alteração refere-se às declarações recentes do ex-piloto austriaco de que quer os "Sebastiões", Bourdais e Vettel, para o Mundial de 2008.


Questionado sobre se tinha medo do futuro, a unica perocupação de Speed foi com a sua relação com a Red Bull, a empresa que o apoia desde a adolescência:


"Está na cara que Franz Tost e Gerhard Berger têm mostrado a mesma desonestidade para a mídia, e fico preocupado que isso possa arruinar meu relacionamento com a Red Bull. A Red Bull tem sido incrível para mim, acho que a se gente se encaixa muito bem, e é uma pena deixar que essas duas pessoas arruínem tudo".


E diz que não quer correr mais para eles: "Eles fazem tudo pelas costas dos outros".


Adeus, Scott Speed. Foi bom conhecer-te, temos pena que não tenhas sido bem sucedido...