quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Noticias: Sam Michael vai ser o diretor desportivo da McLaren

Sam Michael deverá ser o novo diretor desportivo da McLaren, em substituição de Martin Withmarsh. Ainda não é oficial, mas o anuncio poderá ser dado amanhã, quando a equipa apresentar o seu novo bólido, o MP4-29, em Woking. A chamada de Michael a um lugar de topo deverá ser a primeira grande medida tomada por Ron Dennis, uma semana depois do seu regresso, no sentido de colocar a casa em ordem após uma temporada de 2013 desapontante, onde pela primeira vez desde 1980, falharam o pódio.

Michael, têm 42 anos (nasceu a 29 de abril de 1971) e é australiano de nascimento. Chegou à Formula 1 em 1993, depois de ter tirado Engenharia Mecânica na Universidade da Nova Gales do Sul. Começou na Lotus e em 1995, passou para a Jordan, onde ficou até 2001, altura em que passou para a Williams. Na Jordan foi o engenheiro de pista de Ralf Schumacher e de Heinz-Harld Frentzen, e quando chegou à equipa de Sir Frank Williams, trabalhou no departamento técnico da marca, até 2004, quando passou a ser o seu diretor técnico.

Ele ficou por lá até meados de 2011, quando no meio de uma das piores temporadas da história da marca, ele pediu a demissão. Pouco depois, foi contratado pela McLaren para ser o diretor técnico da marca, com efeito a partir de 2012, posição que detêm até agora.

WEC: Porsche já definiu as suas triplas para Le Mans?

A Porsche poderá já ter definido as suas equipas para o Mundial de Resistência e para as 24 horas de Le Mans. Segundo conta a Autosport britânica, Mark Webber poderá alinhar com o alemão Timo Bernhard e com Brendon Hartley, enquanto que na segunda dupla, o alemão Marc Lieb alinhará com Romain Dumas e o suiço Neel Jani.

Não se sabe ainda se este alinhamento será exclusivo das provas longas como as 24 Horas de Le Mans ou fará parte das outras provas do Mundial, como as Seis Horas de Silverstone, onde farão a sua estreia. Por agora, a Porsche não comenta sobre esse assunto, pois esperam pelo anuncio formal da ACO (Atutomobile Club de L'Ouest) sobre as equipas presentes nas 24 horas de Le Mans, e também estão mais concentrados nos testes que estão a fazer com o modelo 919, que retomarão na semana que vem, no Bahrein, um mês depois de terem treinado em Portimão.

Rumor do Dia: Hyundai com três i20 no WRC?

Desde que se soube que a Hyundai iria ter três pilotos para dois carros - com Thierry Neuville a ficar com o primeiro carro e a fazer toda a temporada - já se especula se eles poderão fazer um terceiro carro, ou para Juho Hanninen, ou para Dani Sordo. Uma semana depois da sua entrada desastrosa no WRC, em Monte Carlo, Michel Nandan, o diretor desportivo da marca, não referiu sobre isso à Autosport britânica, preferindo referir que esta temporada vai ser de aprendizagem, pois em 2015, estarão na estrada com um novo modelo.

“Para já o nosso objetivo é fazer o melhor possível e colher o máximo caudal de informação possível. Não há para já objetivos de performance. A meta para 2014 é aprender o campeonato enquanto desenvolvemos o carro." começou por afirmar Nandan. 

"Teremos um modo de aproximação ao campeonato totalmente diferente do que o que tiveram a VW ou a Citroën. No nosso caso, é um pouco diferente porque, em primeiro ligar, o nosso tempo é curto e, depois, porque estamos mais preocupados em aprender o carro, participando no campeonato. Não somos sonhadores e sabemos que para atingirmos este tipo de patamar no WRC precisamos de trabalhar no duro. Tal com o já disse antes, 2014 será um ano de treino e um ano de desenvolvimento do carro e da equipa”, concluiu.

No Rali da Suécia, a Hyundai irá alinhar com Neuville e com Hanninen na vez de Sordo, no segundo carro da marca.

A primeira imagem do Williams FW36

O carro só irá aparecer no dia 28 de janeiro, em Jerez, mas a Williams mostrou hoje o que vai ser o seu modelo FW36, com o bico baixo e estreito. E a maneira como o apresentou foi na revista "F1Racing", que lançou hoje o seu número de fevereiro.

Aparentemente, os engenheiros da marca decidiram que o FW36 seria o mais alto possivel até ao ponto em que o bico do nariz pudesse abaixar até aos 185 milimetros, que é a altura máxima permitida agora pelo regulamento. O desenho do nariz, que faz lembrar os do papa-formigas, serve maximizar o fluxo de ar debaixo do carro, pois segundo Pat Symmonds, o diretor-técnico da marca, a aerodinâmica ainda vai ter um grande papel na performance do carro.

"Há algumas mudanças significativas: o nariz é menor do que no ano passado e a asa dianteira é mais estreita, o que significa que as placas terminais estão agora envoltas pelo pneu dianteiro. A asa traseira não é tão funda como no ano passado e o feixe abaixo já não é mais permitido. Nós também perdemos a capacidade de usar o escape para melhorar o desempenho aerodinâmico", começou por explicar. 

"Estou realmente confiante de que agora estamos mais perto de um bom desempenho aerodinâmico do que estávamos no ano passado", completou.

Outra grande novidade é a caixa de velocidades, construída pela marca: "É um sistema completamente novo e ainda temos de lidar com muito mais binário do que existia o caso com o V8", declarou.

Para além disso, por causa dos motores Turbo, tiveram que redesenhar todo o sector de refrigeração, para poder arrefecer com mais eficácia o motor: "As necessidades de água e refrigeração de óleo foram ligeiramente reduzidas, mas o sistema de recuperação de energia é significantemente poderoso e, portanto, precisa de mais refrigeração. Nós também temos de esfriar o ar de admissão do compressor do turbo", disse. 

A equipa terá Felipe Massa e Valtteri Bottas como pilotos nesta temporada, e o carro terá motores Mercedes, em substituição dos Renault. E ele começará a rodar a partir doa dia 28, em Jerez.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Youtube Rally Testing: os Fiesta R5 em Fafe.


Se o WRC já começou, com o Rali de Monte Carlo, aqui em Portugal, ainda falta um mês para o começo do Campeonato Nacional de Ralis, com o Serras de Fafe, a 21 e 22 de fevereiro. Mas já se prepara para a competição, com dois Ford Fiesta R5 que estiveram em ação há mais de duas semanas nas terras do norte, guiados por Diogo Salvi e João Barros, mas que o veterano Adruzilo Lopes também aproveitou para experimentar o bólido e quem sabe... encomendar um.

Enfim, eis o video.

Rumor do Dia: Martini regressa à Formula 1 pela mão da Wiliams

A Martini poderá regressar à Formula 1 através da Williams. Nos 150 anos da companhia de vermute italiana Martini e Rossi, o seu logotipo e os riscos, que se tornaram num dos mitos do automobilismo, a marca poderá fazer um regresso à Formula 1 através da marca de Sir Frank Williams. Quem o afirma esta tarde é o jornalista brasileiro Américo Teixeira Jr., do Diário Motorsport.

Segundo crava o jornalista brasileiro, o anuncio será feito antes da apresentação do FW36, a 28 de janeiro, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera.

A Martini Racing é um logotipo que apareceu no final dos anos 60 na Endurance, a bordo dos carros da Porsche. Em 1972, fez a sua aparição na Formula 1 através da Tecno, antes de em 1975 irem para a Brabham, onde alcançaram a sua primeira vitória através de José Carlos Pace no GP do Brasil. Permaneceram por lá até 1979, altura em que rumaram para a Lotus, onde ficaram por apenas uma temporada.

Nos anos 80, rumaram para a Lancia, enfeitando os carros nos projetos da marca, quer na Endurance, quer depois nos Ralis, onde foram bem sucedidos nesta última, com titulos de Construtores entre 1987 e 1991. Após isso, fizeram um regresso mais discreto à Formula 1 na década passada, através da Ferrari, ficando lá até 2008.  

A nova decoração da Force India

Negro com toques laranjas, brancas e verdes. E o bico é baixo, apesar de não o podermos ver de frente. É essa a decoração do novo Force India, que Sergio Perez e Nico Hulkenberg irão guiar nesta temporada de 2014, e é oficialmente, a primeira equipa a mostrar o seu carro.

Segundo Andy Green, o chefe da equipa: “todas as peças do carro são novas, desde a asa dianteira ao difusor”, começou por dizer. "A genética do VJM07 é a mesma do carro de 2013, mas tivemos de alcançar os mesmos resultados de uma forma ligeiramente diferente. Foi um trabalho enorme acomodar todas as mudanças para o novo motor. E isso já representa a maior alteração que vivi na Formula 1 desde que comecei, em 1990", concluiu.

Já Vijay Mallya, fundador e dono da marca, afirmou que têm sido um inverno ocupado, mas as ambições continuam a ser grandes: "Tem sido um inverno ocupado para nós tanto no plano técnico como também comercial. Quando fundei a minha equipa, a ambição era a de lançar a primeira equipa indiana na Formula 1, mas agora a próxima etapa do nosso desenvolvimento é tornar a nossa marca global. E acho que isso se reflete nos novos parceiros e na nossa dupla de pilotos. Realmente, acho que há muito potencial para que a temporada 2014 seja ainda mais forte", começou por comentar.

Em relação ao novo aspecto do carro, Mallya comentou: "O VJM07 parece impressionante e as novas cores refletem a evolução da Force India. Sempre acreditei que nossos carros precisam ser atraentes, mas o preto trouxe um aspecto mais feroz", concluiu.

A Force India será uma das equipas que estará em Jerez a partir do dia 28 de janeiro, testando o seu carro para 2014.

O regresso de Alex Zanardi à competição

Deve ser das noticias mais felizes do dia de ontem. Depois de se ter dedicado ao ciclismo com cadeira de rodas - e ter conseguido três medalhas de ouro e um de prata - Alex Zanardi vai regressar à competição, correndo pela BMW nos GT's. Aos 47 anos de idade, ele vai guiar um modelo Z4 especialmente preparado para o piloto, na equipa ROAL, do seu amigo Roberto Ravaglia, no Blancpain GT Sprint Series. 

"Mesmo depois de me retirar, continuei um piloto no coração. Desde que pilotei um BMW M3 DTM no fim de 2012 tenho brincado com a ideia de regressar ao automobilismo. Olhei para várias opções em conjunto com a BMW", comentou Zanardi, depois de anucniar o regresso.

“Não consigo expressar o quanto estou feliz por ter um dos maiores heróis da história da marca de regresso a um dos nossos carros. Tanto como homem quanto como desportista, Alex é um exemplo para nós todos. Tenho certeza de que ele vai enfrentar o desafio do Blancpain GT Sprint Series como de costume. E dentro do que nos cabe, nada impede que Alex venha a fazer um regresso vencedor a este desporto.”, afirmou Jens Marquandt, diretor desportivo da BMW.

Zanardi tinha abandonado a competição em 2010, quando a BMW anunciou a retirada de cena do WTCC. Decidiu então dedicar-se ao ciclismo, com o objetivo de correr nos Jogos Paralimpicos de Londres, em 2012, onde conseguiu quatro medalhas olímpicas. Após isso, foi convidado para testar um BMW de DTM, em Nurburgring, onde aproveitou para "matar as saudades" da competição, mas decidiu não correr em qualquer competição na temporada de 2013. Agora, vai ser diferente.

Youtube Video Teaser: Top Gear, série 21 (II)


Há dois dias, coloquei aqui o Jeremy Clarkson. Hoje é a vez do James May no segundo "teaser" da temporada 21 do Top Gear, que está confirmado que estreará a 2 de fevereiro.

E como podem ver, May está a cumprir o sonho da sua vida: guiar um Dacia Sandero. Depois disto, já pode morrer feliz.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Youtube Formula 1 Videoclip: "Interstellar" automobilistico

"Interstellar" é o proximo projeto cinematográfico do realizador americano Christopher Nolan, o mesmo que fez os últimos filmes de "Batman". A sua estreia cinematográfica está prevista para novembro deste ano e terá Matthew McConaughey como ator principal, e trata-se da história de uma equipa de astronautas que viajará pelo espaço através de um "wormhole", ou um túnel temporal.

A expectativa desse filme é bem alta, especialmente depois daquilo que ele fez com os "Batman" e outro filme, "Inception". Em suma, Nolan é um dos realizadores mais respeitados e aclamados do momento, e muitos já dizem que já deveria ter ganho um Óscar pelos filmes que já fez.

Assim sendo, o Matthias Mannizer (Mattzel89) decidiu pegar a narração do primeiro clip de "Interstellar" e transformá-lo num "clip" de promoção para a nova Formula 1 que aí vêm. Acho que ficou bem, mas deixo esse critério para vocês.

E já agora, para verem o "trailer" original de "Interstellar", podem seguir este link.

Os avisos de Tony Fernandes

No dia em que a Caterham apresentou os seus pilotos para 2014 (já agora, Marcus Ericsson será o 9, enquanto que Kamui Kobayashi vai ser o 10), e entre elogios a Kamui Kobayashi, Tony Fernandes largou um aviso à navegação: quer ver evolução na equipa este ano, ou caso contrário, considera abandonar a categoria máxima do automobilismo.

“Há um limite à paciência e dinheiro de todos. Penso que se vamos a todas as corridas sem competir, a dois segundos dos outros, não progredimos nada”, comentou, em declarações captadas pela agência Reuters. Para o empresário malaio, “se não estamos a competir, precisamos de analisar atentamente se faz sentido”.

"Não é bom viajar à volta do mundo e sempre chegar na última posição. Não é divertido para ninguém nesta equipa. Temos feito bem a parte dos negócios, não precisamos ser campeões do mundo para vender uma grande quantidade de carros, mas não é divertido estar na parte de trás da grelha de partida, por isso a mudança agora é importante", concluiu.

De facto, é verdade: desde 2010 na Formula 1 (primeiro como Lotus, antes de ser Caterham em 2012) a equipa teve uma temporada dificil em 2013, terminando no 11º e último lugar, logo, fora dos dez primeiros lugares no campeonato de construtores, o que faz com que perca o dinheiro dado pela FOM às equipas, no sentido de ajudar nas despesas. Com uma nova dupla, constituida por um piloto mais experiente e um "rookie", e com os novos regulamentos, em relação aos chassis e aos motores, poderá ser que haja uma evolução durante esta temporada que poderá ser que dê à marca os seus primeiros pontos da sua carreira.

Noticias: Caterham confirma Kobayashi e Marcus Ericsson

A Caterham anunciou esta manhã que o japonês Kamui Kobayashi e o sueco Marcus Ericsson são os pilotos oficiais da marca para a temporada de 2014, substituindo o francês Charles Pic e o holandês Giedo Van der Garde. Este último poderá estar a caminho da Sauber, como terceiro piloto da marca. Assim sendo, para o piloto japonês, este é um regresso à categoria máxima do automobilismo, após um ano a correr nos Ferrari da AF Corse, no Mundial de Endurance.

Cyril Abiteboul, o chefe da equipa de Leafield, e diretor executivo da Caterham F1, explicou que “demorou um pouco mais do que queríamos mas não podemos ser apressados nas decisões importantes. Acredito que temos talentos entusiasmantes e dinâmicos”. Já Kamui Kobayashi agradeceu a oportunidade à equipa e também as doações do grupo ‘Kamui Support’, revelando que “visitei a fábrica em Leafield antes do Natal”. Por seu turno, Marcus Ericsson mostrou-se muito honrado por fazer a Suécia regressar às grelhas (depois de Stefan Johansson ter estado pela última vez, em 1991), afirmando que “depois do Natal começou o trabalho duro”.

Se a Kamui Kobayashi, todos conhecem a sua carreira automobilistica, já o sueco Ericsson é diferente. Nascido a 2 de setembro de 1990 em Kumla, na região sueca de Örebro, Ericsson começou a carreira em 2007, na Formula BMW britânica, onde foi campeão, passando depois para a Formula 3 britânica, onde terminou no quinto posto. Em 2009, foi para o Japão, onde participou na Formula 3 local, acabando a temporada como campeão, e terminando no mesmo ano no quarto lugar do GP de Macau.

Em 2010, está na GP2 Asia Series, não conseguindo pontos, mas na temporada da GP2, venceu uma corrida pela Super Nova, terminando no 17º posto. Em 2011, passou para a iSport International, conseguindo dois pódios e o sexto lugar da geral, continuando em 2012 na mesma equipa, terminando o ano com mais uma vitória e o oitavo posto final. No ano passado, trocou a iSport pela DAMS, onde terminou a temporada com uma vitória, duas pole-positions, três voltas mais rápidas e cinco pódios, terminando o ano no sexto lugar, com 121 pontos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

As apresentações para 2014

Ainda não tinha tido tempo para escrever sobre as apresentações dos carros para 2014, especialmente quando faltam poucos dias para que comecemos a ver os bólidos desta nova era na Formula 1, e quando todos temem que os bicos dos carros sejam demasiadamente feios. Como dia 28 vai ser o dia dos primeiros testes, em Jerez, mutas das apresentações serão nessa altura. Mas há quem apresentará antes, e um deles será a Ferrari, que dia 25 mostrará o seu carro, cujo nome de batismo... ainda está a ser votado.

Contudo, um dia antes, será a vez da McLaren, que recuperou Ron Dennis para o comando da equipa, apresentar o seu modelo MP4/29, embora essa data esteja agora em dúvida devido aos rumores de que o chassis poderá não ter passado o "crash-test" da FIA, que ocorreu durante o fim de semana. Contudo, espera-se que aconteçam mais testes e a equipa de Woking pode ter conseguido corrigir os defeitos presentes.

Em relação aos primeiros testes, marcados para Jerez no dia 28, Williams, Caterham e Mercedes já confirmaram que estarão lá para quatro dias de experiências, no sentido de ganhar quilometragem nas novas máquinas. Toro Rosso também estará, mas não se sabe se levarão o carro para rodar nestes primeiros testes. E também não se sabe se a Red Bull terá carros por lá, pois a apresentação poderá ser online, como fizeram nos anos anteriores.

Uma coisa é certa: a Lotus-Renault já disse que não estará em Jerez, pois ainda não têm o carro pronto. Mas sobre a Lotus, é pano para mangas para um post futuro.

Datas confirmadas:

McLaren - 24 de janeiro
Ferrari - 25 de janeiro
Sauber - 26 de janeiro
Toro Rosso - 27 de janeiro
Mercedes - 28 de janeiro
Red Bull - 28 de janeiro
Caterham - 28 de janeiro
Williams - por anunciar (pode ser a 28 de janeiro)
Lotus - por anunciar
Force India - por anunciar
Marussia - por anunciar

Youtube Video Teaser: Top Gear, série 21

A série 21 do Top Gear já têm uma data para começar: 2 de fevereiro. E a BBC lançou ontem à noite um "avanço" de onze segundos para ver um aborrecido Jeremy Clarkson ao volante de um Volkswagen Up! e ver quem passa na estrada, numa estrada ucraniana... 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sobre o coma de Michael Schumacher

Três semanas depois do seu acidente, na estância de ski francesa de Meribel, tenho evitado falar nos últimos dias sobre o estado de saúde de Michael Schumacher devido à pouca fiabilidade das fontes e das noticias que aparecem nos jornais e sites especializados. A variedade de noticias - umas a dizerem que ele sairá do coma nos próximos dias, outras a dizerem o contrário - fazem com que esteja completamente de "pé atrás" sobre este caso. Assim sendo, prefiro recorrer às fontes oficiais, que afirmam que o estado de saúde do ex-piloto de 45 anos continua "estável", apesar de estar em coma artificial.

“Insisto e repito que qualquer informação relativa ao estado de saúde de Michael Schumacher que não seja oriundo dos médicos que trabalham no seu caso devem ser considerados puros rumores. Repito igualmente que a sua família tem plena confiança no trabalho desenvolvido pelos médicos. O estado de saúde de Michael Schumacher continua estável”, disse Sabine Kehm, a assessora de imprensa de Schumacher, na passada sexta-feira.

É certo que as pessoas querem saber de novidades sobre o estado de saúde do alemão, mas a maneira como certa imprensa, especialmente a dita "tabloide", está a forçar as coisas, é um pouco a maneira como eles desejam fazer disto uma novela. Mas apesar disso, há perguntas que as pessoas fazem e do qual desejam respostas. Será que isto é permanente e vai ficar anos num estado vegetativo, como no caso de Ariel Sharon? Será que quando acordar, será alguém que perderá movimento do seu corpo e sujeito a convulsões potencialmente fatais, como aconteceu a Maria de Villota? Os médicos dizem que "cada caso é um caso", e é verdade, porque o corpo humano é extraordinariamente complexo. 

Assim, por estes dias, a melhor coisa é ler alguém que sabe da coisa: o antigo médico da Formula 1, Dr. Gary Hartstein. Ele têm um blog, como sabem, e sobre isto, ele têm escrito da maneira mais instrutivo e profissional possível. E o que ele diz é para serem pacientes. E é verdade: coisas como estas demorarão o seu tempo. Semanas, meses, se calhar anos. E ele poderá não mais ser o mesmo.

Mas há uma coisa que ouvi uma só vez, no dia seguinte ao acidente, e não ouvi mais, nem da parte dos médicos, nem da parte de outras pessoas: a escala do coma. Do Dr. Payen, um dos médicos da equipa que assiste Michael Schumacher, ouvi que a sua escala era "intermédia", significando que não iria acordar tão cedo, nem que estaria num estado vegetativo permanente. E isto foi há três semanas. Isto têm um nome: escala de Glasgow, devido ao facto de que quem fez a definição terem sido dois médicos de um hospital da cidade escocesa, em 1974.

Eis a definição dessa escala, dita por Hartstein:

"Consideram-se três critérios: abertura do olho do paciente, a resposta motora, e a capacidade verbal. Como pode ver, se olharem para os critérios de pontuação, os pontos para cada parâmetro podem ir do mais alto (o que representa um nível "superior" de função) ao mais baixo, o que representa uma função "pior". 

Em termos de abertura dos olhos, 4 pontos são atribuídos se o paciente abrir os seus olhos de modo espontâneo, 3 pontos se abrirem a uma estimulação vocal, 2 se abrirem apenas em resposta à dor, e 1 se não houver qualquer abertura dos olhos. 

A atenção então se vira para as respostas verbais do paciente. Se existirem respostas apropriadas a perguntas simples, obtêm-se 5 pontos. Se existir confusão ou desorientação, marcam-se 4; respostas inadequadas ou palavras não relacionadas "ganham" 3 pontos. Se o paciente apenas faz sons incompreensíveis em resposta à estimulação, são dados dois pontos, e, como com os olhos , se não houver resposta verbal apenas um ponto é dado. Obviamente este critério não pode ser avaliado com precisão quando o paciente é entubado, e quando esse fato é observado, muitas vezes dá-se a atribuição de um "valor" de "T" para este critério. 

As respostas motoras são extremamente importantes. Se o paciente reage a comandos simples (i.e, mexer os dedos, mover o dedo indicador, etc) ele/ela recebe 6 pontos. Quando a resposta a um estimulo doloroso é uma tentativa orientada para remover o estímulo, são atribuidos 5 pontos. Em seguida, existe uma resposta de retirada (4 pontos), a uma série de movimentos desorganizados representando uma resposta primitiva para escapar do estímulo. Se o coma é ainda mais profundo, o paciente irá responder ao estímulo doloroso com uma flexão anormal dos braços e/ou pernas (3 pontos), uma resposta que se origina ao nível do tronco cerebral. Ainda mais profundo é a extensão anormal, porque este é integrado em níveis ainda mais baixos do tronco cerebral . A isso é atribuído dois pontos . E, se não existe qualquer resposta motora a todos os estimulos, recebe 1 ponto. 

Se existe uma diferença na resposta dos lados direito e esquerdo, a melhor resposta é utilizada para marcar pontos (mas a "pontuação" do outro lado também conta). 

Como você pode ver, as pontuações variam de um máximo de 15 a um mínimo de 3. A pontuação GCS é avaliada com bastante frequência - várias vezes ao dia - e oferece uma maneira confiável e reprodutível de se avaliar se o paciente está "a acordar" ou a "adormecer" , ou mesmo a permanecer na mesma. É também usado para estratificar aproximadamente a gravidade da lesão. Pontuações entre 13 a 15 pontos são consideradas como "leves" (e muitas vezes correspondendo ao que é observado em pacientes que sofrem contusões) . Traumatismo craniano moderado está presente em resultados entre 9 a 13 pontos, enquanto uma pontuação entre 3 e 8 pontos é definido como uma lesão grave na cabeça. 

Já agora, qualquer paciente com uma pontuação de 8 ou menos é considerado como estando em estado de coma."

A explicação pode ser longa, mas a ideia é para esclarecer as pessoas que não estão familiarizadas com esta situação. E o conselho que dá é que as pessoas sejam pacientes com um caso como este e confiar nos médicos. Os perigos são existentes e há o risco de agravamento. Mas pilotos no passado, como Cristiano da Matta, conseguiram sair deste caso sem sequelas graves e conseguiram ter uma vida normal. Essa é a grande esperança dos médicos: que desportistas como ele, ou pessoas que estejam no topo da sua forma, consigam fazer com que o corpo - e o cérebro - recupere das suas funções de antes do acidente.

É essa a nossa esperança.