terça-feira, 28 de maio de 2019

WRC: Ogier gosta de Portugal

Para Sebastien Ogier, o atual líder do campeonato, o Rali de Portugal é um evento do qual sempre gostou, pelo local, tradições e os seus resultados no geral. O piloto da Citroen disse que em termos deste ano, tem boas sensações, apesar de abrir a estrada, o que nem sempre é bom.

Na antevisão da prova, Ogier refere que teve "um bom dia de testes e agora precisamos de ter isso em conta nas condições competitivas. Portugal é um evento do qual sempre gostei", comentou.

Quanto à tarefa de abrir a estrada, o piloto navegado por Julien Ingrassia está optimista e ciente do desafio. "Estivemos bem em edições anteriores, por isso é sempre bom regressar, apesar de estar ciente que liderar o campeonato novamente não irá tornar a nossa vida mais fácil este ano.

"Se tivermos a possibilidade de obter muitos pontos aqui, temos de gerir muito bem o facto de abrirmos a estrada o melhor que pudermos na nova e curta etapa de 6ª feira, para no final do dia estar o mais alto possível na classificação. Em terra é crucial para que o resto do fim de semana corra bem," concluiu.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

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Saiu por estes dias algumas fotos do que vai ser "Ford vs Ferrari", o filme realizado por James Mangold sobre o duelo entre Ford e Ferrari, que resultou no GT40 e na vitória da marca americana em 1966, e que depois ficou a dominar a competição até 1969. O filme terá Matt Damon como Carrol Shelby e Christian Bale como Ken Miles, o piloto de testes da marca até morrer num acidente em Riverside, em julho de 1966.

O filme tem como base o livro "Go Like Hell" de A.J. Baime - tenho na minha estante a versão portuguesa, cujo nome é "Como Uma Bala", e a tradução não é grande coisa... - e aparentemente, Hollywood quer apostar muito nele. Resta saber como será, pois ainda fala muito tempo para a sua estreia - será em novembro.

E ambos os atores já andam a promover o filme. Estiveram ontem em Indianápolis a dar a bandeira verde aos pilotos nas 500 Milhas e não ficaria admirado se os visse dentro de três semanas em França, para ver os carros a fazerem La Sarthe. 

Pelas imagens, há algumas filmagens em Willow Springs e montaram um cenário para imitar Le Mans, já que aquelas boxes não existem mais, foram demolidas nos anos 90. Mas daquilo que li na história, parece valer a pena. Mas como sei que é um filme americano, a versão italiana estará bem diminuída. E se calhar, uma coisa destas seria melhor contada numa série da Netflix do que num filme cinematográfico. 

Vamos a ver. Contudo, é ótimo saber que Hollywood fez um filme sobre automobilismo, e alguns dos seus grandes atores participam nisto. E espero que faça parte do pequeno clube dos grandes filmes sobre automobilismo. 

WRC: Greensmith quer divertir-se em Portugal

O Rali de Portugal será especial para Gus Greensmith. O piloto britânico da Ford estará aqui a guiar pela primeira um carro do WRC, depois de ter andado em carros da classe R5 ao longo da sua carreira. Para esta prova, o britânico de 22 anos diz que as suas expectativas não são grandes, apenas deseja divertir-se.

Passei os últimos dez anos da minha vida a preparar-me para este momento, e posso dizer-vos que me sinto pronto para subir esta ‘montanha’! Não tenho outras expetativas que não sejam divertir-me. Vou guiar com um sorriso na cara”, afirmou para a Autosport portuguesa.

Contudo, Greensmith até está a ter uma boa temporada. Sétimo classificado no Rali de Monte Carlo, o britânico é o líder no WRC-2 Pro e apesar de não pontuar para a categoria, não espera perder a liderança, apesar das ameaças de Mads Ostberg e do polaco Łukasz Pieniążek.

domingo, 26 de maio de 2019

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Até ao final de abril, Simon Pagenaud era um piloto com o seu lugar em risco. Na Penske, o campeão de 2017 não conseguiu demonstrar que é um dos melhores do pelotão. E claro, o seu lugar estava em risco. 

Como as coisas mudaram em um mês! Vitória na Indy GP, pole-position e vitória nas 500 Milhas. Duas vitórias, duas vitórias bem importantes para a sua carreira e que foi capaz de - provavelmente - ter garantido o seu lugar por muito tempo. Neste maio, Pagenaud teve o seu melhor conjunto de resultados da sua carreira.

Não foi uma corrida fácil, apesar de ter durado duas horas e meia. Lutou o tempo todo com o americano Alexander Rossi e na parte final, com o japonês Takuma Sato, aproveitou dos azares dos outros, especialmente Rossi, que teve uma paragem desastrosa nas boxes, antes de uma situação de bandeiras amarelas. Se calhar, sem isso, Rossi teria tido uma melhor chance. Mas lutou, tanto que as coisas só se decidiram uma volta e meia antes da meta.

No final, Indianápolis cumpriu aquilo que é: deu-nos um grande espectáculo, foi uma excelente corrida e o vencedor foi inteiramente justo. Parabéns a Pagenaud e vamos a ver se isto continua para o resto do campeonato. E em meio de 2020, cá estaremos de volta ao mesmo lugar.

Formula 1 2019 - Ronda 6, Mónaco (Corrida)

Mónaco é a corrida mais glamourosa da Formula 1. É a única corrida do calendário do qual a organização precisa dela para ter o prestigio que têm. É aquela que atrai a realeza, Hollywood - o Festial de Cannes acontece sempre por esta altura - e as estrelas de rock para se mostrarem no "paddock" mais apertado do calendário, na pista mais anacrónica do automobilismo. Mas também é a mais carismática, e mais reconhecível do mundo, e acontece no mesmo dia em que temos as 500 Milhas de Indianápolis, enchendo o nosso dia com automobilismo. 

Os cenários são ótimos, mas poderemos dizer que a Formula 1 destes dias vive uma espécie de travessia do deserto. Como aconteceu muitas vezes no passado, uma equipa a dominar sobre todas as outras - agora é a altura da Mercedes - mas nesta semana de GP monegasco, ainda havia a sombra de Niki Lauda a pairar sobre o paddock da Formula 1. Mais do que a personalidade, a sua história de vida, o seu palmarés, os seus cargos, era alguém que fazia parte do mobiliário, do qual todos o reverenciavam, e já era uma lenda desde há imenso tempo. Alguém cuja vida tinha dado um filme. E no Mónaco, todos se lembraram dele, fazendo a sua devida homenagem, quase a lembrar outra, de há 25 anos.

A partida foi normal, com Hamilton a manter a liderança nas primeiras curvas, perante Bottas e Verstappen. Atrás, Charles Leclerc buscava escalar no pelotão para alcançar os pontos e o melhor lugar possível. E foi o que fez logo na primeira volta, quando passou Romain Grosjean em La Rascasse, acabando na 12ª posição quando passou de novo na linha de meta.

Em oito voltas, há havia dois pelotões: a dos quatro primeiros e a do resto, pois Daniel Ricciardo aguentava o resto, com dezoito segundos de diferença... após oito voltas. Mas pouco depois, Charles Leclerc tentou passar Nico Hulkenberg e as coisas... correram mal, com um toque entre os dois, e o monegasco ficou com um furo, que levou à entrada do Safety Car. Se as coisas andavam mal, pioraram ainda. Claro, todos aproveitaram para trocar de pneus. 

Hamilton, por exemplo, saltou para médios. E Verstappen subiu para segundo, passando Bottas. O finlandês teve um furo, trocou para duros e caiu para quarto, passado por Vettel. Verstappen também foi às boxes e trocou de pneus, mas na saída, as coisas complicaram-se e os comissários decidiram que ele tinha feito uma saída insegura, e penalizaram-o em cinco segundos. As coisas andaram assim até à volta 18, quando Charles Leclerc parou nas boxes de vez. Era a primeira retirada - e depois, acabou por ser a única.

Na volta 29, a chuva fez a sua - ligeira - aparição, o que não desconcentrou os pilotos nas suas estratégias. Hamilton mantinha a sua liderança, no seu ritmo, e com pneus que aos poucos, degradavam-se. E para piorar as coisas, os seus adversários estavam melhor, mas Hamilton tinha a pista a seu favor. Verstappen pressionou o britânico para ver se cometia um erro, mas ele, e os pneus, aguentaram. 

E no final, o vencedor parecia ser o mesmo, e parecia que a corrida tinha sido um suporífero de duas horas de duração. Mas de uma certa forma, tinha sido enganador. Hamilton aguentou um Verstappen com os seus pneus "nas lonas", e pressionado por Vettel e Bottas. Foi assim que conseguiu a sua quarta vitória do ano, e proavelmente, deu um pulo no comando do campeonato, disposto a conseguir mais um título mundial. Mas apesar do esforço, a penalização do holandês atirou-o para fora do pódio, deixando o alemão da Ferrari com o segundo posto, e o finlandês da Mercedes no terceiro lugar.

E mais atrás alguns resultados interessantes, como o quinto posto de Pierre Gasly - e volta mais rápida, seguido pelo McLaren de Carlos Sainz Jr, na frente dos Toro Rosso de Daniil Kvyat e Alexander Albon, o Renault de Daniel Ricciardo e o Haas de Romain Grosjean.

E com todos de chapéu vermelho na cabeça, acabava o GP do Mónaco. A vida continua, com alguns a quererem o fim da domínio dos Mercedes e desejar que a Formula 1 volte a ser competitiva. Pergunto a mim mesmo se alguma vez ela o foi?

sábado, 25 de maio de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 6, Mónaco (Qualificação)

É seguro que muito pensem que nas ruas do Mónaco, as coisas possam ser um pouco diferentes que num circuito onde os limites são moldados pelo ser humano, em vez daqueles cuja competição tem de se adaptar. E é verdade que o Mónaco pode ter todos os defeitos do mundo, uma pista pequena onde a corrida pode arriscar a ser uma procissão, mas é uma prova onde um erro significa o final da corrida para aquele que erra.

E neste sábado, neste ano, mesmo com os Mercedes a serem perfeitos, aqui poderia acontecer uma de duas coisas: ou a concorrência erraria para tentar apanhar os Flechas de Prata, ou os carros cinzentos iriam bater para tentar estar sempre na frente. Aqui, a normalidade não iria acontecer, especialmente quando parte da concorrência estava sobre brasas. Quando Sebastien Vettel bateu em Ste. Devote, no terceiro tempo livre, os que podiam, não desperdiçaram a chance de o atacar pelo erro que cometeu.

E foi provavelmente por causa dessas "brasas" que logo na Q1 deste GP do Mónaco é que aconteceu o grande erro da Ferrari. Charles Leclerc lá marcou um tempo, mas a Scuderia disse para que ficasse nas boxes, tentando poupar um jogo de pneus. Ora... foi um erro crasso: os tempos baixaram e ele acabou por não ter um tempo para passar à Q2. o 16º tempo no GP "caseiro" foi praticamente uma humilhação para Leclerc, que foi o menos culpado de mais um erro grave da Scuderia, que agora estava sobre brasas, numa temporada que, definitivamente, era um inferno.

Mais tarde, afirmou: “Perguntei se tinham certeza (de que estávamos dentro), ao que me responderam que achavam que sim. Eu achava que não, e que deveria voltar à pista, mas não obtive resposta. Não tenho ainda nenhuma explicação detalhada. Esta é um situação muito difícil de engolir”, afirmou, desgostoso. 

A acompanhar o desafortunado Leclerc estavam os Williams e os Racing Point.

Com esta primeira bomba, a Q2 aconteceu com os Mercedes a irem para a pista e a marcarem tempos que os fariam ficar com o recorde da pista. Primeiro, altteri Bottas fe 1.10,711 e ficou com o recorde da pista que era de Daniel Ricciardo, com Hamilton a ficar atrás, a 423 centésimos. Pouco depois, Max Verstappen melhorava e subia ao topo da tabela de tempos, com 1.10,618, batendo Bottas. Os Mercedes ficavam logo a seguir, com Vettel em quarto e um surpreendente Kevin Magnussen em quinto.

Nessa parte final, houve polémica, quando Pierre Gasly atrapalhou a volta de Nico Hulkenberg, e por causa disso, o piloto da Renault não foi para a Q3. Apesar do francês ter sido oitavo, mais tarde, a organização decidiu penalizá-lo em três lugares, acabando... atrás de Hulkenberg. Mas a acompanhar o alemão ficaram os Alfa Romeo, o McLaren de Lando Norris e o Haas de Romain Grosjean. Em contraste, os Toro Rosso de Alexander Albon e Daniil Kvyat passaram para a Q3.

Para a Q3, os Mercedes eram favoritos a tudo: pole e primeira fila. Os que poderiam contrariar, Sebastian Vettel e Max Verstappen, não estavam em forma suficiente para os apanhar, e mesmo que dessem nas vistas, bastava uma boa volta da parte deles para conseguirem o que queriam. Para os Mercedes, isso seria normal, para os outros, teriam de fazer algo invulgar.

E isso viu-se quando Bottas fez 1.10,252 e bateu o recorde da pista. Vettel foi quase sete décimos mais lento, e dizia tudo: não tinham capacidade de os apanhar, nem sequer de os atrapalhar. O terceiro posto era o melhor do resto. Mesmo assim, Hamilton errou na Chicane do Porto, com 231 centésimos mais lento que Bottas. Mas havia mais um chance.

E essa chance, saiu tudo perfeito: Hamilton fez uma volta de campeão e conseguiu 1.10,166, sendo o "poleman" pela 85ª vez, conseguindo bater Bottas por 86 centésimos. erstappen foi o terceiro, mas ficou a quase meio segundo, na frente de Sebastian Vettel. E Kein Magnussen era o quinto, o último menos de um segundo da primeira posição.

Mais tarde, quando a qualificação terminou, Mattia Binotto enfrentou os jornalistas e assumiu o erro de Leclerc: “Não foi um bom dia. A margem que demos para o cálculo do tempo de corte não foi o bastante”, começou por dizer. “Sabemos que temos de recuperar terreno e, por isso, assumimos riscos. Hoje arriscamos para guardar um jogo de pneus para o Q2 e o Q3. Cometemos dois erros, e o tempo de corte foi muito otimista. Deveríamos ter percebido isso com o tempo e respondido", continuou.

Foi um erro de cálculo das margens. Uma pena por Charles e pela equipa, e não queremos que isso se repita no futuro. Cometemos um erro. Tivemos uma avaliação errada. Pensávamos que o tempo do Charles era o suficiente para entrar no Q2”, concluiu.

Em suma: a Ferrari anda agora sobre brasas. E amanhã, para redimir-se, só se os outros baterem no guard-rail.

Formula E: Di Grassi vence em Berlim, Felix da Costa quarto

O brasileiro Lucas di Grassi foi o vencedor do ePrix de Berlim, batendo Sebastien Buemi numa corrida relativamente calma. O piloto da Audi superou o da Nissan na pista desenhada no antigo aeroporto de Tempelhof, enquanto Jean-Eric Vergne conseguiu o lugar mais baixo do pódio, na frente de António Félix da Costa, no seu BMW Andretti. E depois do francês da Techeetah, o brasileiro da Audi foi o segundo piloto a repetir a vitória nesta temporada.

Num céu nublado de primavera, em Berlim, e com a corrida a acontecer num horário mais cedo para não colidir com o final da Taça da Alemanha e com eleições europeias no dia seguinte, a partida foi calma, bem mais calma do que costuma ser nas outras provas. Buemi estava na frente de Vandoorne, Di Grassi e Paffett. No último lugar, André Lotterer começou a fazer uma corrida de recuperação.

Pouco depois, o piloto brasileiro começou a atacar o belga da HWA e conseguiu passar, para ser segundo, e logo a seguir, foi atrás de Buemi, o líder. Paffett começou a ser assediado por Lynn, e quando se defendeu dos ataques dele, deixou espaço para que Daniel Abt os passasse. Pouco depois, Paffett caia para sétimo, passado também por Félix da Costa.

Na frente, Di Grassi atacava Buemi e quando faltava meia hora para o final da corrida, o brasileiro atacava o suíço para ficar com a liderança, enquanto Vandoorne ainda era terceiro, aguentando Alex Lynn, que pouco depois, era passado por Daniel Abt. 

Nesta mesma altura, Di Grassi afastava-se de Buemi para ter uma diferença próxima dos dois segundos, enquanto Félix da Costa passou pelo Attack Mode e aproveitou para pular três posições, passando Abt, Lynn e Vandoorne, para ser terceiro. E bem no limite de tempo, atacou Buemi para ser segundo, aproveitado muito bem o tempo concedido. E com isso, a volta mais rápida era dele, provisoriamente.

Atrás, havia confusão: Oliver Rowland, piloto da Nissan, espremeu Pascal Wehrlein no muro na tentativa de ficar com o nono posto. Quem aproveitou foi Alexander Sims que passou ambos e colocou Sims em posição para atacar Paffett. E conseguiu, com uma ultrapassagem dupla a Sam Bird.

Vergne aproveitou a ocasião para ir ao Attack Mode e fez a mesma coisa que Félix da Costa: partiu ao ataque, passou Paffett, Lynn a Abt, e estaa na traseira do piloto português para ver se ficava com o terceiro posto. Tentou e alcançou, mas o piloto da BMW reagiu, mantendo o lugar. Mais tarde, tentou de novo. Tocaram-se, mas o francês levou a melhor. Por esta altura, faltavam oito minutos para o final da corrida, mas a partir daqui, os quatro primeiros já estavam definidos.

E nesta altura, se era vitória para Vergne, para o seu companheiro era decepção: ele já estava na zona dos pontos quando teve problemas e acabou por abandonar. 

No final, tudo definido: Di Grassi vencia pela segunda vez no campeonato - a primeira tinha sido na Cidade do México - com Buemi e Vergne nos lugares seguintes. Félix da Costa foi o quarto, seguido por Vandoorne e Abt, o segundo BMW de Alexander Sims, o segundo Nissan de Oliver Rowland, o Virgin de Sam Bird e o Mahindra de Pascal Wehrlein.

Na geral, Vergne tem agora 102 pontos, contra os 96 de Di Grassi, os 86 de Lotterer, os 82 de Félix da Costa e os 81 de Frijns. A Formula E volta à acção dentro de quatro semanas em Berna, na Suíça.

Formula E: Buemi foi o poleman em Berlim

O suíço Sebastien Buemi deu à Nissan a pole-position no ePrix de Berlim, a décima prova do campeonato de Formula E. Buemi foi melhor que o belga Stoffel Vandoorne, no carro da HWA, e o Audi de Lucas di Grassi. Quanto a António Félix da Costa, o piloto da BMW foi o sétimo na grelha, falhando por pouco a sua passagem para a SuperPole. Mas ficou na frente de Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato.

Debaixo de um céu nublado, mas sem chuva, a qualificação começou muito cedo pela manhã com os do costume, no Grupo 1. Com Jean-Éric Vergne, André Lotterer, Robin Frijns, António Félix da Costa e Lucas Di Grassi, o primeiro a marcar tempo foi Vergne, o líder do campeonato, mas o melhor foi o brasileiro da Audi, fazendo 1.07,9, seguido por Vergne e Félix da Costa, este último com 1.08,013. 

Robin Frijns fez uma volta um segundo mais lento, mas pior ficou André Lotterer, o atual segundo classificado na classificação, quando errou na sua volta de qualificação. Por causa disso, largará de último.

No Grupo 2, que tinha Mitch Evans, Jérome D'Ambrosio, Oliver Rowland, Daniel Abt e Sam Bird, o primeiro tempo, o de Rowland, não foi suficiente para superar os do primeiro grupo, com 1.08,119. Mitch Evans foi pior, com 1.08,3, e Sam Bird só conseguiu 1.08,182, logo, nenhum deles conseguiu incomodar o grupo anterior. D'Ambrosio e Abt não conseguiram fazer voltas melhores.

Para o terceiro grupo estavam Edoardo Mortara, Pascal Wehrlein, Sébastien Buemi, Stoffel Vandoorne, Alexander Sims e Felipe Massa. Aqui houve os primeiros tempos relevantes: primeiro Sims, que fez 1.07,728, e depois o belga da HWA fez melhor, fazendo 1.07,619 e liderava provisóriamente a classificação. Buemi conseguiu fazer o segundo melhor tempo, atrás de Vandoorne. Em contraste, os Venturi fizeram... dos piores tempos. Quer Mortara, quer Massa, não conseguiram mais que o 12º e 14º tempos provisórios, com o brasileiro a bater duas vezes no muro, mas prosseguiu. E Wehrlein fez um pouco melhor, mas não entrava na SuperPole.

Normalmente, poucos ligam ao último grupo, que tinha Max Günther, Gary Paffett, Oliver Turvey, Alex Lynn, José María López e Tom Dillmann. Mas em Berlim, as coisas foram diferentes. Paffett conseguiu o quarto melhor tempo e estava provisóriamente na SuperPole, com Alex Lynn a ficar logo atrás, também a entrar na última fase. Mas foram os únicos, pois de resto, nenhum deles lá se aproximou, todos na segunda metade da grelha.

Para a SuperPole, foram Vandoorne, Buemi, Sims, Paffett, Lynn e Di Grassi.

Na última fase, Di Grassi foi o primeiro a sair à pista e andou bem, fazendo 1.07,719, um bom tempo e candidato à pole. Alex Lynn foi a seguir, mas o seu tempo foi 13 centésimos mais lento que o brasileiro da Audi. Paffett foi o terceiro a sair e conseguiu meter um tempo entre Di Grassi e Lynn. Quando Sims entrou na pista para fazer o seu tempo, acabou por ser o pior, fazendo 1.08,017. 

Buemi foi o penúltimo a ir à pista, e faz 1.07,295, o suficiente para fazer a pole-position com alguma margem. E Vandoorne, mesmo tentando, não conseguiu mais que o segundo melhor tempo. Assim sendo, o suíço iria largar do primeiro lugar na corrida berlinense.

A proa irá acontecer pelo meio-dia, hora de Lisboa. 

IndyCar Series: Aeroscreen vai ser introduzido em 2020

A IndyCar anunciou esta sexta-feira que irá instalar um sistema de aeroscreen para a próxima temporada. O sistema, desenhado em conjunto com a Red Bull Advanced Technologies, tem como intenção reduzir o risco de acidentes com detritos na área do cockpit.

Segundo conta a IndyCar, o "aeroscreen" da Red Bull Advanced Technologies é a segunda fase do projeto de melhoria da segurança para pilotos da IndyCar após a introdução do dispositivo de Proteção Frontal Avançada (AFP) no evento realizado do circuito misto de Indianápolis. Com três polegadas de altura (cerca de oito centímetros), e fabricado em titânio, foi projetado para ajudar a desviar os detritos da área do piloto, e forma a parte inferior do suporte de titânio que se estende da linha central do chassis da Dallara até o 'aro' que engloba o cockpit. Essa estrutura superior em forma de ferradura foi projetada para ficar fora da linha de visão dos pilotos, mesmo quando se olha em volta numa oval inclinada. 

A carga deverá ser de 150 kilonewtons (kN), o mesmo valor da carga para o halo atualmente usado na Fórmula 1.

Este esforço colaborativo no Aeroscreen entre a Red Bull Advanced Technologies, a Dallara e a INDYCAR realmente exibe um compromisso e paixão implacáveis para aumentar a segurança do piloto”, começou por dizer o presidente do INDYCAR, Jay Frye. “Gostaríamos de agradecer a todos da Red Bull Advanced Technologies pela criação de um projeto que será significativo na evolução da segurança do automobilismo, não apenas para a NTT IndyCar Series, mas de uma perspectiva global.”, continuou.

"Desde que os primeiros protótipos foram desenvolvidos e demonstrados em 2016, o potencial do Aeroscreen para melhorar a segurança dos motoristas no caso de impactos frontais na área de cabine dos carros foi claro", Começou por dizer Christian Horner, CEO da Red Bull Advanced Technologies e Diretor da Bull Racing. “Esta nova parceria com a IndyCar nos dá à Red Bull Advanced Technologies a permissão para explorar totalmente esse potencial e fornecer um sistema de proteção que ajudará a evitar ferimentos graves e potencialmente salvar vidas na principal série de monopostos dos Estados Unidos. Nos próximos meses, trabalharemos em conjunto com a IndyCar e seus pilotos para aperfeiçoar e aperfeiçoar o Aeroscreen, e estamos ansiosos para ver os resultados em 2020”, concluiu.

A Red Bull afirma que farão testes ao longo do final do ano para que tudo esteja pronto para 2020.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

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Estamos em fim de semana do GP do Mónaco e boa parte dos pilotos escolhe este fim de semana paa mostrar a sua decoração especial. Se Sebastian Vettel, por exemplo, decidiu homenagear a passagem de Niki Lauda pela Ferrari, já o seu companheiro, Charles Leclerc, decidiu homenagear não um, mas dois pilotos importantes na sua vida: Hervé Leclerc e Jules Bianchi.

Hervé é pai de Jules e Arthur, seu irmão mais novo, e também a subir na escada das categorias de base do automobilismo. Ele foi piloto na Formula 3 francesa nos anos 80 e 90 e costumava andar muito num kartódromo em Nice, onde conheceu Philippe Bianchi, filho de Mauro Bianchi e sobrinho de Lucien Bianchi, descendentes de italianos que emigraram para a Bélgica e foram famosos na Endurance, com Lucien a vencer as 24 Horas de Le Mans em 1968. Mas o preço que pagaram foi alto: Mauro sofreu queimaduras graves no seu corpo durante essa prova, quando o Alpine que guiava se acidentou e pegou fogo, e Lucien, poucos meses depois, em abril de 1969, embateu contra um poste no seu Alfa Romeo e morreu.

Philippe não seguiu uma carreira automobilística, mas quis ficar ligado ao automobilismo. Geriu - e ainda gere - um kartódromo em Nice, e ali começaram a aparecer uma distinta geração de pilotos, a começar por Jules, o seu filho. Ele subiu na carreira e tinha talento até chegar à Formula 1, sendo piloto da Marussia, e no Mónaco, conseguiu dois pontos para eles, em 2014. Tudo isto até à madrugada de 5 de outubro desse ano, durante o GP do Japão. 

Hervé nunca foi longe na sua carreira de piloto, mas sendo de Monte Carlo, não muito longe de Nice, ajudou o seu filho no karting, e depois nas categorias de acesso à Formula 1. Em maio de 2015, quando o seu filho está em Baku para correr na Formula 2, Hervé morre aos 54 anos. Estava doente há algum tempo. Nunca viu o seu filho na Formula 1, nem na Ferrari, mas sabia que ia a caminho de uma carreira distinta no automobilismo. Algo que ele não teve.

Jules e Hervé não tiveram tempo de ver Charles correr no Mónaco, num carro vermelho. Mas ele, de uma certa maneira, é o executor dos seus sonhos. De uma certa forma, corre em nome deles. 

Youtube Motrosport Trailer: Um jantar de heróis

Isto aparenta ser um filme bem interessante: quatro pilotos vão uma noite para uma casa, algures no Reino Unido, para um jantar, onde falam das suas carreiras, das suas vitórias e dos seus perigos. Michele Mouton, vice-campeã do mundo em 1982 e a única mulher a vencer ralis do WRC, num Audi Quattro; Mika Hakkinen, bicampeão do mundo de Formula 1; Tom Kristensen, nove vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, quase todas pela Audi, e Felipe Massa, vice-campeão do mundo em 2008 e piloto da Ferrari e Williams.

O filme é realizado por Manish Pandey, o mesmo de "Senna", e no jantar, os quatro acabam por falar de um quinto piloto, não presente, mas que paira nas suas vidas, como se fosse um espectro: Michael Schumacher.

Assim sendo, eis o trailer. 

Formula E: Felix da Costa quer ter uma boa corrida em Berlim

Depois da desilusão que foi o Mónaco, onde o sexto posto na pista acabou depois por ser retirado na secretaria por causa de um excesso de energia usado no seu carro, António Félix da Costa chega a Berlim com novos desafios na sua frente e com necessidade urgente de alcançar um bom resultado para continuar a estar na luta pelo campeonato da Formula E.

Numa corrida especial - Berlim é a corrida "caseira" da BMW Andretti - na pista desenhada no aeroporto de Tempelhof, o piloto português reconhece que vai ser um fim de semana difícil por causa do facto de se qualificar no Grupo 1, o mais complicado de todos, por abrir a pista. 

"O facto de corrermos num asfalto que não é utilizado normalmente, no dia a dia pelo que é uma incógnita quanto nós pilotos do grupo 1 da qualificação vamos sofrer ou não com isso, mas na BMW estamos todos motivados e com a cabeça bem levantada para entrarmos em pista com o objetivo bem definido de recuperar pontos aos adversários que seguem à nossa frente e lutar por um pódio. Estamos a chegar a uma altura do campeonato em que tudo tem de correr bem, isto se queremos ter uma palavra a dizer na luta pelo titulo.", comentou.

O ePrémio de Berlim, que decorre no traçado do aeroporto de Tempelhof, de 2375 metros de perímetro, vai acontecer ao longo do dia de sábado, com a corrida a decorrer pelas 15 horas de Lisboa, três horas depois da qualificação.

Youtube Motorsport Video: Drive Like Andretti (IV)

Neste novo video da série sobre Mário Andretti, fala-se sobre os altos de baixos da sua carreira, especialmente no momento em que, nos cinquenta anos após a sua vitória, nem Michael, seu filho, nem Marco, seu neto, tenham conseguido vencer no "Brickyard", fazendo com que exista uma espécie de maldição entre a familia, apesar de já terem havido, por exemplo, quatro membros da sua familia a competir ao mesmo tempo na CART. E Michael ser agora um bem sucedido chefe de equipa na IndyCar.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Noticias: Funeral de Lauda será a 29 de maio

O funeral de Niki Lauda será a 29 de maio, quarta-feira, na catedral de Santo Estêvão, em Viena, perante cerca de trezentos convidados dentro do edifício. O funeral, que será praticamente de estado, terá boa parte do paddock presente, bem como outros convidados importantes como Bernie Ecclestone e Arnold Schwartznegger.

Depois das cerimónias fúnebres, que durarão cerca de quatro horas, irá para o cemitério de Neustift, onde ficará em tumba familiar. 

O austríaco, de 70 anos, morreu no passado dia 20, numa clinica em Zurique, vítima de uma falha renal, quase ano depois de se ter submetido a um duplo transplante pulmonar em Viena, depois de ter sofrido uma pneumonia, quando estava a passar férias em Ibiza. Atualmente, era um dos dirigentes da Mercedes na Formula 1, ao lado de Toto Wolff.

WRC: Juho Hanninen vai de Toyota na Sardenha

O finlandês Juho Hanninen voltará ao WRC no Rali da Sardenha, a decorrer a meio de junho, a bordo de um Toyota Yaris. O piloto, que foi dispensado da Toyota Gazoo WRC em finais de 2017, regressa assim ao volante do carro que ajudou a desenvolver, alargando para quatro os bólidos da marca que estarão presentes nessa prova do Mundial.

Hanninen, de 38 anos, será inscrito pela Tommi Makinen Racing com o apoio técnico da estrutura do mundial. Tommi Makinen afirmou à imprensa finlandesa que esta participação tem como objectivo efectuar testes em ambiente real de prova. 

Desde que saiu da Toyota, Hanninen, que foi campeão europeu de ralis em 2010 e 2012, não disputou qualquer prova do Mundial. Em 2017, acabou no nono posto da geral, com 71 pontos, e como melhor resultado um terceiro posto no rali da Finlândia.