quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Formula 1: Fiorio acha natural a Ferrari esperar por Vettel

Aos 80 anos de idade, Cesare Fiorio é um nome respeitado no automobilismo. Antigo diretor desportivo da Lancia, no WRC, e depois da Ferrari, entre 1989 e 91, o italiano afirma que a demora da Scuderia em fechar contrato com Sebastian Vettel é justificada nas suas performances. Os erros que cometeu ao longo de 2018 e 2019 fazem com que eles estejam agora a avaliar como é que ele se porta este ano, e a atitude de Mattia Binotto neste caso é a mais correta.

"Vettel cometeu um número exagerado de erros durante 2019, mas tentou melhorar um pouco na última parte da temporada”, começou por dizer Fiorio no site FormulaPassion.it. “Os erros na pista contrastam muito com a forte experiência que Vettel obteve com a Red Bull, quando venceu quatro campeonatos.", continuou.

"Portanto, a abordagem de Binotto é justificada se considerarmos dois aspectos. Primeiro, a chegada de Leclerc, que já demonstrou a sua capacidade ao conquistar vitórias e poles, sem medo do seu companheiro de equipa mais experiente. Segundo, a chegada de alguns jovens pilotos muito promissores vindos de fórmulas inferiores, que se parecem cada vez mais com a Fórmula 1, mesmo que os carros tenham menor potência e desempenho. Essas fórmulas são uma base de treino fundamental na preparação para dar o salto para a Fórmula 1. Nos últimos tempos, [Pierre] Gasly, [Esteban] Ocon, [Lando] Norris, [George] Russell, [Alex] Albon, [Antonio] Giovinazzi, todos subiram no ranking."

"Hoje, GP3, Formula 2 e Formula 1 estão bastante nivelados, excluindo a capacidade do motor. Com isso em mente, entendo a visão de Mattia Binotto em querer acompanhar a importante evolução que a Fórmula 1 terá em relação aos pilotos que estão a chegar e que podem ser considerados no futuro, concluiu.

Resta também saber como será o 671 para saber se for competitivo, haverá mais uma temporada de luta interna para saber quem é o primeiro piloto. Se Charles Leclerc irá continuar a sua ascensão ou se Vettel, caso recupere e tenha uma melhor temporada que as duas anteriores. 

Youtube Rally Testing: Os testes de Fafe

O Campeonato de Portugal de Ralis começa dentro de seis semanas, mas já se começa a preparar-se para a primeira prova do ano, o Serras de Fafe. Assim sendo, a ARC Sport levou três carros para as especiais que vão ser usadas para a prova, todos Skodas Fabia R5, embora um deles é um Evo2, o de Ricardo Teodósio.

Para além do piloto algarvio, campeão nacional, temos também Ricardo Moura e Miguel Correia que andam nas suas máquinas, preparando-se para um campeonato longo e do qual se espera ser emocionante. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Formula E: Vergne tentou justificar a sua atitude

Jean-Eric Vergne veio a terreno para justificar a sua atitude durante o ePrix de Santiago do Chile, quando a sua asa dianteira começou a desfazer-se e tentou dificultar as coisas para o seu companheiro de equipa, António Félix da Costa. O francês afirmou que queria evitar levar o seu carro para o muro e julgava que bastava essa peça sair do carro para poder voltar ao seu ritmo e tentar chegar ao fim numa boa posição.

Em declarações à Autosport britânica, o bicampeão francês começou por afirmar: "Eu não estava ciente, [julgava que] tinha o suficiente para lidar com o volante. [Eu estava] tentando sobreviver, tentando não bater na parede."

"Eu ainda esperava que a asa dianteira se soltasse e, se tivesse saído, eu certamente [teria] conseguido vencer a corrida, então estava apenas correndo. Eu pude vê-lo se mexendo um pouco, mas achei que seria bom. Foi uma surpresa vê-lo quebrar no final. Quando vi a fumaça no pneu, fiquei tipo 'm****'. Foi uma pena, porque até aquele momento eu tinha um ritmo muito bom.", continuou.

Vergne também questionou a decisão vinda da direção de corrida para que ele parasse na volta 32 para abandonar, porque achava que era capaz de ficar até ao fim, apesar dos danos.

"Eu tive que parar porque o diretor da corrida nos instruiu, o que não entendo porque às vezes alguns pilotos estão batendo no muro para tentar remover a asa dianteira", concluiu.

Mark Preston, chefe da DS Techeetah, disse à Autosport: "Eu acho que porque [Vergne] pensava que havia muitos precedentes no passado sobre quanto tempo você pode ficar com uma parte do corpo [danificada], então obviamente discutimos com Scot e No final, ele disse 'não, você não pode continuar'.

"Você pode voltar às corridas em que percebe as diferentes coisas, diferentes decisões são tomadas [Parar nas boxes e] mudar de nariz naquele momento o colocava tão atrasado na corrida que [Vergne] teria sido o último.", concluiu.

No campeonato, com o segundo lugar do piloto português na corrida chilena, ele agora tem 21 pontos contra os quatro do francês. A próxima corrida da competição será a 15 de fevereiro, na Cidade do México.

Noticias: Obras em Zandvoort a bom ritmo

O GP da Holanda vai ser a 3 de maio e para se preparar, os responsáveis locais estão a remodelar o circuito, no sentido de ser... emocionante. Algumas das curvas terão ângulos de 18 graus, como a Scheivlak e a Hugenholtz, e os responsáveis pela obra afirmam que pretendem fszer um circuito para os corajosos.

Jarno Zaffelli, responsável pelas mudanças na pista afirmou numa entrevista ao diário local De Telegraaf que a pista será desafiante.

De acordo com nossas simulações, os pilotos poderão fazer a curva 2 a fundo”, começou por dizer. “Depois disso, será muito interessante ver qual trajetória que escolhem na curva Hugenholtz. O ângulo de inclinação na “bowl bend” excede os dezoito graus. Será realmente um circuito para os pilotos corajosos. Certamente nessa parte e no Scheivlak.”, continuou.

As equipas [de Formula 1] têm os dados brutos. Eles não têm dados de todo o circuito. Manteremos esses dados por um tempo. Fazemos isso porque não queremos que eles tenham muito tempo para simular. Dessa forma, há um elemento de surpresa, essa é a minha preferência”, concluiu.

A pista de Zandvoort foi usada pela última vez em 1985, numa versão que não existe mais. Agora, a nova pista tem 4252 metros, os mesmos do circuito antigo, mas tem 14 curvas, contra os 19 da versão mais velha.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A imagem do dia

A foto que coloco aqui não é nenhuma efeméride redonda que esteja a comemorar, como habitualmente faço. Na realidade, é algo que apareceu ontem no Twitter e está a alargar-se, de uma certa maneira. E claro, é uma recordação de algo importante da minha vida.

O desafio é este: qual é o Grande Prémio que aconteceu do dia do teu nascimento? Ou se isso não aconteceu, então, na data mais próxima. Ora, quem calha nesse critério é o GP da Grã-Bretanha de 1976, no circuito de Brands Hatch, na região de Kent, a sul de Londres. E foi uma corrida e tanto.

Julho de 1976 foi de canícula na Europa. Enquanto se esperava pelos Jogos Olímpicos no outro lado do Atlântico, em Montreal, os fãs de automobilismo queriam saber em que corrida Niki Lauda seria campeão do mundo, porque ele tinha dominado de tal forma que todos viam isso como inevitável. Mas duas semanas antes, em Paul Ricard, o austríaco tiveram uma rara quebra e James Hunt aproveitou e venceu. Poucos dias depois, a FIA analisava o resultado do GP de Espanha, vencido por Hunt mas depois desclassificado por causa de irregularidades na asa traseira, e decidira que a McLaren tinha razão. Ou seja, Lauda via Hunt ganhar... 18 pontos.

Com essas boas noticias, cerca de 80 mil (ou cem mil) espectadores enfrentaram o calor para aplaudir o britânico da McLaren e ver se ainda conseguia sacar mais alguns pontos ao seu rival da Ferrari. E foram testemunhas privilegiadas porque... a BBC boicotou a transmissão. Isto porque uma das equipas, a Surtees, era patrocinada pela Durex, uma empresa de preservativos. E nesse tempo, era considerado "pecado". Afinal de contas, falamos do tempo em que o sexo era seguro e o automobilismo perigoso!

A primeira partida foi o que se vê. Clay Regazzoni e Niki Lauda deram se mal na primeira curva, a infame Paddock Hill Bend, o suíço toca no McLaren do britânico e ainda temos o Ligier de Jacques Laffite e o Ensign de Chris Amon no meio dos destroços. Hunt, Rega e Laffite foram eliminados, a partida interrompida e nesse tempo, para voltar a competir, tinha de se dar a volta inteira ao circuito. Só que Hunt andou uns metros e meteu o carro nas boxes, o que não era permitido. E todos sabiam disso.

Quando a organização desclassificou Hunt, o público revoltou-se. Gritaram "We Want Hunt!" (Nós Queremos o Hunt!) e atiraram garrafas para a pista, arriscando pneus furados dos os vidros estilhaçados. Lá o meteram de volta, e ele competiu, acabando por passar Lauda a meio da corrida, na travagem para a curva Druids, e acelerou até à meta, para o lugar mais alto do pódio. O britânico depois disse que eram "nove pontos, vinte mil libras e muita felicidade". Claro, a Ferrari protestou o resultado e conseguiram o que queriam dois meses depois, nas vésperas do GP do Canadá, em Mosport.

A minha segunda corrida depois do meu nascimento foi duas semanas depois, em Nurburgring, e deu no que deu... é por isso que a temporada de 1976 acabou por parar a Hollywood, onde se fez um filme. De aborrecida, nada teve.

WRC: Mantido o calendário de treze ralis

A FIA decidiu que não haverá um rali substituto do Chile, cancelado no final do ano passado devido aos distúrbios no país. Para isso, resolveu redistribuir alguns ralis no calendário, sem, contudo, alterar a ordem. 

Assim sendo, o Rali da Argentina será antecipado em uma semana, passando a ser disputado entre os dias 23 e 26 de março, e assim ganham uma semana para poderem tratar da logistica referente ao Rali Safari, que será disputado entre os dias 16 e 19 de julho, e que marca o regresso dessa prova ao Mundial, depois de década e meia de ausência. 

Assim sendo, eis o calendário reformulado:

23-26 de janeiro - Rali de Monte Carlo
13-16 de fevereiro - Rali da Suécia
12-15 de março - Rali do México
23-26 de abril - Rali da Argentina
21-24 de maio - Rali de Portugal
4-7 de junho - Rali da Sardenha (Itália)
16-19 de julho - Rali Safari (Quénia)
6-9 de agosto - Rali do Quénia
3-6 de setembro - Rali da Nova Zelândia
24-27 de setembro - Rali da Turquia
15-18 de outubro - Rali da Alemanha
29 de outubro - 1 de novembro - Rali de Gales
19-22 de novembro - Rali do Japão.

domingo, 19 de janeiro de 2020

A imagem do dia (II)

As pessoas esquecem-se hoje, mas quando Jenson Button chegou à Formula 1, há precisamente vinte anos, foi um "escândalo". Em muitos aspectos, quando Frank Williams o anunciou em detrimento de Bruno Junqueira para a sua equipa, no ano 2000, as pessoas dentro do meio sabiam que Button, que tinha andando na Formula 3 britânica, tinha talento, mas pensavam que mais uns anos seriam suficientes para estar pronto para a categoria máxima do automobilismo.

Mas no final de 1999, aquele teste do Button nem foi o primeiro. No outono e inverno, andou em carros da McLaren e da Prost, antes do tal teste com a Williams, no então "shootout". Ele sempre impressionou nesses testes, ao ponto de eles estarem de olho no garoto Frome, filho do pai com o mesmo nome, e que nos anos 70 e 80 tinha feito nome no rallycross britânico.

Contudo, havia os que duvidavam que um talento desses, com uma idade tão baixa, fosse capaz de aguentar a pressão constante da Formula 1. Essas dúvidas terminaram na segunda corrida do ano, no Brasil, quando ele acabou a prova na sexta posição, então a última pontuável. Aos 20 anos e 67 dias, superava o recorde do mexicano Ricardo Rodriguez, estabelecido em 1962, a bordo de um Ferrari. 

Aquela temporada foi de descoberta, e deu algumas boas performances para o jovem britânico, acabando num digno oitavo lugar, com 12 pontos e o prémio de Estreante do Ano por parte da Autosport, no final da temporada, a Williams e a BMW acharam que Juan Pablo Montoya era mais veloz do que ele - e era verdade - mas o seu lugar na Formula 1 era seu. E foi-o por mais década e meia, na Benetton, Renault, BAR, Honda, Brawn GP e McLaren, com vitórias épicas e o título mundial de 2009.

E hoje, Button chega aos 40 anos nos Super GT japoneses e continuando a marcar presença no automobilismo. Parabéns!

A imagem do dia

O Artic Rally, mesmo em janeiro, provavelmente não seria noticia se não fosse feito na Finlândia e não aparecessem alguns pilotos de outras paragens com outras máquinas. Mas este rali é sempre falado porque aparecem alguns pilotos no sentido de se prepararem para o Rali de Monte Carlo. Ou no caso de Valtteri Bottas, divertir-se ativamente para a próxima temporada da Formula 1.

A prova foi ganha por Kalle Rovanpera, e é sobre ele que quero falar. A bordo do seu Toyota Yaris WRC deu... três minutos e 27 segundos ao local Teemu Ansunmaa, este a bordo de um Skoda Fabia R5 Evo. Valtteri Bottas, num Citroen DS3 WRC, foi o nono classificado, a quase dez minutos do vencedor. Claro, com um carro desses e vitórias em oito das dez especiais, o filho de Harri Rovanpera provavelmente nem se deve ter esforçado muito para vencer. Mas aos 19 anos de idade, e a andar de carro desde os oito, ele tem potencial para ser campeão do mundo, algo que a Finlândia procura desde 2002 e pilotos como Mikko Hirvonen e Jari-Matti Latvala não foram capazes de lá chegar.

Dentro de menos de uma semana, o WRC arranca em Monte Carlo, e Kalle Rovanpera vai ter o seu primeiro teste de fogo, num carro de fábrica. Veremos como se comportará.

CPR: Armindo Araújo troca Hyundai por Skoda

O português Armindo Araújo vai trocar de montada para a nova temporada do Campeonato de Portugal de Ralis. De Hyundai, do qual tinha apoio da representação coreana no país, terá um Skoda Fabia R5 Evo2, apoiado pela The Racing Factory.

Os rumores corriam desde o Natal, sem que nenhum dos lados confirmasse o final do acordo, mas só foi esta semana que tudo se confirmou. Resta saber se Ricardo Teodósio manterá também o Evo2 que correu no rali do Algarve, para alcançar o título nacional de ralis. Caso isso aconteça, é sinal de que o pelotão nacional estará a reforçar-se em qualidade.

Continuando a ser navegado por Luis Ramalho, os objetivos estão mais do que desenhados: lutar pelo título nacional. “Vamos lutar pelas vitórias e pela conquista do título absoluto no Campeonato de Portugal de Ralis em 2020, numa equipa que oferece garantias para conseguirmos ter sucesso”, começou por dizer. “Conseguimos, juntos, criar objetivos muitos claros e todos mantivemos uma ligação que, em alguns casos, completam 20 anos. A todos eles tenho que manifestar publicamente o meu agradecimento”, disse ainda.

Armindo vai participar no Serras de Fafe e em breve começará a testar para essa prova, estando já marcados dois dias de testes. “Vamos ter dois dias de testes em breve para conhecermos o Skoda e teremos ainda um teste antes do rali de Fafe, prova em que queremos estar já a lutar pela vitória”, concluiu.

sábado, 18 de janeiro de 2020

A imagem do dia

Por estes dias andava a ver o GP da Argentina de 1980, onde Alan Jones triunfou depois de lutar com Jacques Laffite, Nelson Piquet e sobretudo, Gilles Villeneuve. O piloto canadiano, que faria hoje 70 anos, teve uma prova de luta, despistando-se por duas vezes, antes de chegar ao terceiro posto, lutando com Jones por um lugar que poderia ter sido o da liderança, até se despistar na volta 36, quando a sua suspensão quebrou, de tanto stress causado pelos despistes anteriores e pelo estilo de condução agressiva do pequeno canadiano. 

Falo desta corrida em particular - e também posso falar da seguinte, em Interlagos, onde ele liderou por uma volta depois de uma partida excepcional - porque a temporada de 1980 foi das piores da Scuderia em muito tempo. O T5 era um carro inferior, e em Maranello já se pensava na transição para os Turbo, do qual o canadiano deu alguma ajuda, ao vencer duas corridas o Mónaco e em Jarama.

Mas o que queria dizer neste dia era que, não interessava o carro que tinha em mãos, Gilles tirava o seu melhor nele. Muitas das vezes exagerava, outras metia-se em discussões inúteis que acabariam por deitar pontos fora, e muitos pensariam que ele, se tivesse sido mais pragmático, teria tido melhores resultados. Mas não foi isso que os fãs queriam. O desejo deles é determinação, garra, vontade de vencer. E isso, ele tinha. E claro, Enzo Ferrari disse que Villeneue lhe lembrava Tazio Nuvolari. Que chegou a correr com talas nas pernas e ligaduras no peito para aguentar as dores de costelas partidas. Se vencer a corrida e vencer a dor, os fãs lhes dariam o coração e contariam aos netos que "estavam lá, eu vi".

Só venceu seis corridas, mas foram todas pela Ferrari. E em todas, menos uma, ele andou ao seriço do Cavalino. E por causa dele, há monumentos em Itália e no Canadá. E ainda não temos os monumentos ao Michael Schumacher, pois não? Salut, Gilles!

Formula E: Gunther bate Félix da Costa e vence e Santiago

Max Gunther foi o vencedor, dando mais uma vitória à BMW Andretti, batendo António Félix da Costa, que no seu DS Techeetah, fez uma corrida de recuperação do décimo posto. Mitch Evans, o vencedor de Ad Diriyah, ficou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto Alexander Sims, Sam Bird e Jean-Eric Vergne foram os derrotados da tarde, ficando fora dos pontos.

A partida começou se grandes problemas... até ao gancho, onde toques prejudicaram alguns pilotos, como Neel Jani e um dos BMW, o de Alex Sims. O suíço acabou nas boxes e perdeu uma volta. A meio do pelotão, Sims a Andreas Lotterer lutavam pelos últimos lugares pontuáveis, tocando um com o outro. Na frente, Evans controlava o andamento perante Pascal Wehrlein, e alguns pilotos já começavam a usar o Attack Mode.

Poucos minutos depois, Sims acaba por abandonar, colocando a situação em Full Course Yellow, que pouco depois voltou ao normal, com mais alguns toques, especialmente em Rowland, que sofreu um toque de Sam Bird e acabou com o carro a desfazer-se. E com o passar das voltas, os pilotos da frente iam para o Attack Mode, com os DS a subirem na corrida, com Vergne na frente de Félix da Costa.

Na frente, Evans distanciava-se de Wehrlein, enquanto Gunther era atacado pelos Venturi de Massa e Mortara, enquanto atrás, Turvey era passado pelos DS. Eles foram ao ataque, e conseguiram apanhar Massa depois de um toque por parte do piloto brasileiro, quando queria passar Mortara. Ele conseguiu passar o português quando este foi ao Attack Mode pela segunda vez, mas ele recuperou a posição.

Nesta altura, Gunther foi para o Attack Mode e usou para apanhar Evans, que o conseguiu passar para a liderança. Faltavam 22 minutos para o final da prova. 

Poucos minutos depois, Wehrlein tentava fugir de Vergne com o seu Attack Mode, mas o francês atacou com uma travagem no limite para ser terceiro. Quase ao mesmo tempo, Mortara perdia o seu quinto posto para o piloto português. Na frente, Evans estava atento para apanhar Gunther, porque agora tinha Vergne a aproximar-se. Já Wehrlein era assediado pelo segundo piloto da DS e perdeu o quarto posto para Félix da Costa. Agora faltavam doze minutos.

A seguir, a asa da frente de Vergne solta-se e ele tentava aguentar o posto a qualquer custo, mas perdeu para Félix da Costa, atrasando-se. Pouco depois, foi às boxes trocar de frente, e a sua prova tinha ficado comprometida, mas depois, acabou por desistir. O português era terceiro e tentava apanhar os dois primeiros. E a seis minutos do fim, Félix da Costa estava na traseira do Jaguar do neozelandês, para depois o passar.

Depois disso, partiu para o ataque, apanhando Gunther ao ritmo de um segundo por volta. Conseguiu passá-lo depois de uma travagem num dos ganchos, e mesmo com a defesa agressiva do piloto alemão. Mas logo a seguir, pediram para resguardar a temperatura das baterias, e com isso, o alemão aproximou-se, tentando atacar. Na última volta, conseguiu passá-lo, partindo para a vitória. Evans ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Pascal Wehrlein. Stoffel Vandoorne foi sexto, no seu Mercedes.

Com isto, Guther torna-se, aos 21 anos, no vencedor mais jovem de sempre da competição, roubando o recorde... a Félix da Costa.

No campeonato, após três provas, o líder é agora Stoffel Vandoorne, com 38 pontos, contra os 35 de Sims. 

A 15 de fevereiro, a Formula E estará de volta, correndo no Autódromo Hermanos Rodriguez. 

Formula E: Mitch Evans é pole em Santiago

O neozelandês Mitch Evans deu à Jaguar mais uma pole-position, ao ser o melhor na qualificação para o ePrix de Santiago do Chile, batendo na SuperPole os carros de Max Gunther e de Pascal Wehrlein. Felipe Massa foi quarto no seu Venturi, enquanto António Félix da Costa acabou na décima posição da grelha, um lugar na frente de Jean-Eric Vergne, numa qualificação que ainda viu Oliver Rowland bater forte na primeira fase e Lucas di Grassi no fundo da grelha.

No verão chileno, com uma nova verão da pista de Santiago, a qualificação começou com o primeiro grupo, com André Lotterer e Stoffel Vandoorne a marcarem os seus primeiros tempos, antes de Oliver Rowland sair... e bater, quando perdeu o seu ponto de travagem e acabar no muro. Lucas di Grassi tentou evitar o carro de Rowland, mas perdeu a traseira e bateu também, terminado ali a sua qualificação. Alex Sims e Sam Bird não bateram, mas viram as suas voltas prejudicadas e não tiveram tempo para irem para a SuperPole.

No Grupo 2, constituido por Edoardo Mortara, Robin Frijns, Nyck de Vries, Daniel Abt, James Calado e Jean-Éric Vergne, Calado e Abt foram os primeiros na pista, com o alemão da Audi a ser melhor. Mortara conseguia ser melhor que Frijns e fazia 1.05,547. Pouco depois, Vergne tentava fazer o seu tempo, mas não era melhor que 1.05,625.

Para o Grupo 3, que tinha António Félix da Costa, Brendon Hartley, Jérôme D'Ambrosio, Mitch Evans, Pascal Wehrlein e Maximilian Günther, foi aqui que sairam boa parte dos que entraram na SuperPole. Evans saiu na frente e fez 1.04,941, seguido por Gunther, por 228 centésimos. D'Ambrósio teve problemas e encostou-se na pista, e Félix da Costa só foi o quarto melhor no grupo, batendo apenas Hartley. 

O grupo final, com Felipe Massa, Sébastien Buemi, Oliver Turvey, Neel Jani, Ma Qing Hua e Nico Müller, meteu metade dos seus membros na SuperPole. O piloto chinês, a contas com os estragos que causou devido a uma batida nos treinos livres, nem sequer entrou, enquanto Buemi marcou um tempo que lhe deu o terceiro lugar na tabela, e meio segundo de Evans. Massa ficou atrás, com Olier Turvey logo a seguir, deixando de fora Neel Jani, no seu Porsche.

Com a SuperPole, os contemplados foram Wehrlein, Buemi, Massa, Evans, Gunther e Turvey. Ali, o primeiro a sair foi o alemão da Mahindra, mas o seu tempo não foi veloz. Oliver Turvey foi mais lento ainda, mas os tempos de Gunther, Massa e Buemi encarregaram-se de mostrar que eram os mais velozes. 

A corrida acontecerá mais logo, pelas 19 horas de Lisboa. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Dakar 2020 - Etapa 12 (Haradh-Qiddiya)

O Rali Dakar acabou nesta sexta-feira com os triunfos do espanhol Carlos Sainz nos automóveis e do americano Ricky Brabec nas motos, entre outras categorias. O ex-piloto de ralis, duas vezes campeão do mundo, e navegado por Luís Cruz, conseguiu aqui a sua terceira vitória na geral da sua carreira, depois de triunfos nas edições de 2010 e 2018.

No final, o espanhol agradeceu à Mini e aos que estiveram por trás do projeto, por terem auxiliado nesta vitória, explicando que a consistência foi a chave para este triunfo:

Estou muito contente. Houve muito esforço por detrás desta vitória, muito treino. Começamos a ganhar este Dakar logo no primeiro dia, onde começamos a andar a fundo.”, afirmou.

Sainz bateu no final o qatari Nasser Al Attiyah por 6.21 minutos, conseguindo também superar o francês Stephane Peterhansel. O piloto da Toyota já afirmou que pretende regressar em 2021 com o objetivo de triunfar.

Estou muito feliz. Fizemos um excelente trabalho para terminar na segunda posição, apesar de dois ou três erros no total. Estou feliz por correr aqui e para o ano vou voltar para vencer. Só preciso de mais um pouco de sorte.”, afirmou.

Em termos de etapa propriamente dita, Foi Nasser o grande vencedor, mas apenas ganhou 1.32 minutos sobre o francês Seiadan. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro, a 3.16, mais nove segundos que Fernando Alonso, que terminou num digno quarto lugar na etapa, e foi o 13º da geral depois desta sua primeira experiência nas areias do deserto.

No final, o piloto das Asturias afirmou o que pensou desta experiência:

Estou feliz por terminar o Dakar. É um Rally muito difícil. Todos os dias tivemos um desafio novo. Sei que existem pessoas que levam tempo a terminar pela primeira vez. Eu tive a sorte de estar na equipa perfeita para fazê-lo.”, começou por dizer à imprensa espanhola.

A Fórmula 1 e o Dakar são extremamente diferentes. Se aqui consigo ser competitivo e lutar pela vitória em algumas etapas, consigo ser competitivo noutras categorias.

Alonso disse que pretende voltar ao Dakar, porque pretende vencer esta competição. Mas não afirma que estará à partida em 2021.

Agora não quero pensar se vou repetir ou não. Estou feliz com esta primeira experiência. Se voltar no futuro, quero fazê-lo para vencer, para acrescentar mais uma vitória na minha carreira. Tenho de ter a melhor equipa, a melhor preparação e o melhor carro. Acho que ainda não é a altura.

No lado das motos, Ricky Brabec comemorou o título e deu à Honda a sua primeira vitória desde 1989, quando o francês Gilles Lalay o conseguiu, quando a prova ainda era feita em paragens africanas. Curiosamente, a estrutura da Honda no Dakar tem entre eles dois ex-pilotos portugueses, Ruben Faria, que é o diretor-geral, e Hélder Rodrigues, que está ali como conselheiro. Foi graças a eles que Brabec ficou na liderança do Dakar a partir da terceira etapa, para não mais a largar.

Contudo, na etapa, o vencedor foi o chileno Cornejo, noutro Honda, que aproveitou a vitória para subir ao quarto posto da geral, na frente de Brabec, que controlou a todos e confirmou o seu triunfo. Pablo Quintanilla foi o quinto na etapa, mas ficou com o segundo posto da geral, a 3.32 minutos do vencedor, enquanto Toby Price foi o terceiro, dando o pódio à KTM, que depois de 18 anos, vê o seu domínio terminado. 

Agora, o Dakar regressa em 2021, nas areias sauditas.

Youtube Formula 1 Video: Conheçam o novo piloto de testes da Williams

A Williams anunciou por estes dias que contratou o israelita Roy Nissany para ser seu piloto de testes, com direito a três treinos livres durante a temporada de Formula 1, e ainda por cima, terá mais uma temporada na Formula 2.

O Josh Revell decidiu fazer este "belo" video sobre ele que demonstra, de uma certa maneira, o seu... talento. Vocês entenderão do que ele anda a falar.

Youtube Racing Video: A demonstração de Ken Block no Extreme E

O carro da Extreme E aproveitou o último dia do Dakar para fazer uma demonstração das suas capacidades. E quem o guiou foi, nada mais, nada menos, que Ken Block, conhecido pelas suas "ghynkhanas". O americano de 52 anos ficou agradado com a condução deste carro, que será usado na nova série de todo o terreno elétricos, que arrancará em 2021.

Foi a minha primeira vez a pilotar um carro de corridas elétrico. Também é a minha primeira vez na Arábia Saudita e a primeira vez a pilotar no Rally Dakar. Passei a minha carreira toda a pilotar carros com motores a combustão, onde utilizas o pé esquerdo no travão e o turbo para te ajudar nas curvas.”, começou por dizer.

Aqui, podes ser muito mais progressivo com o acelerador. Também podes esperar mais um pouco, pois o binário está imediatamente disponível. Mal colocas o pé no acelerador ele sai disparado. Tenho de me conter pois o carro reage depressa e a entrega de potência é imediata.”, concluiu.

Aqui podem ver o video da sua demonstração.