quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

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Na foto, Jacky Ickx rolando com o seu Ferrari 312PB-73 na zona das Hunaudrieres. Fazendo dupla com o britânico Brian Redman, desistiram com a meta a vista devido a um problema de motor. Esta foi a última vez que a Scuderia lutou realmente pela vitória na prova, num duelo contra a Matra que acabou favorável às cores francesas. Henri Pescarolo e Gerard Larrousse foram os melhores, batendo o carro de Arturo Merzário de José Carlos Pace, com seis volta de diferença entre eles. Jean-Pierre Jabouille e Jean-Pierre Jassaud, noutro Matra, ficaram com o lugar mais baixo do pódio.

Pouco depois deste resultado, e da competição de Endurance onde lutou com a Matra, Porsche e a Alfa Romeo para o titulo, investindo consideravelmente no desenvolvimento do 312PB, a chegada de Luca de Montezemolo fez priorizar a Formula 1 em detrimento da Endurance e essa parte da história foi encerrada, julgando-se para sempre. Pois bem, depois de muitas ameaças, a Scuderia anunciou nesta quarta-feira que iriam voltar a La Sarthe, meio século depois desta aventura. 

Não é um regresso inocente, nem circunstancial. 2023 é o ano do centenário da prova, e os novos regulamentos dos Hypercar e dos LMDh com os devidos limites nos custos fizeram com que as marcas corressem para ali como um carreiro de formigas. A maneira como as coisas foram feitas fizeram com que marcas como Porsche, Peugeot e Acura, decidirem correr ali, juntando-se à Toyota para uma das duas classes, e tento também as equipas mais pequenas como a ByKolles e a Glickenhaus. 

No final, a Endurance tornou-se no lugar onde todos querem estar naquele ano. E claro, vencer aquela edição do centenário - não a centésima edição, pois não aconteceu em 1936 e entre 1940 e 48 - seria fantástico para a imagem do "win on sunday, sell on monday". E se forem híbridos ou elétricos - e ainda temos a hipótese do hidrogénio! - melhor ainda.

Mas também há outro motivo pelo qual temos alguém como a Ferrari por ali. Primeiro que tudo, o dinheiro. Com o teto orçamental a ser colocado na Formula 1, já não se justifica gastar 350 ou 400 milhões de dólares para conseguir vitórias pontuais, numa era de domínio da Mercedes. Agora com essa folga, pode-se pensar em outras aventuras. E a Endurance foi a decisão natural, depois de terem recusado a chance de irem para a IndyCar.

Mas também poderá haver outra coisa. Enzo Ferrari dizia sempre que o segredo do sucesso dos seus carros de estrada é de construir sempre um carro a menos que o necessário. É outra maneira de vencer no domingo para vender na segunda-feira, porque falamos de hipercarrros. E se o carro, que será apresentado dentro de algum tempo, tiver uma versão de estrada, e se tornar vencedor, podem imaginar a longa fila de espera para ter um à porta de Maranello, não é?

Em suma, estar em Le Mans a meio de junho de 2023 vai ser um lugar muito cobiçado.   

Noticias: Formula 1 e W Series conversam sobre futura expansão


A W Series terá em 2021 oito provas, todas fazendo parte do calendário de Formula 1, e a organização espera aumentar o numero de corridas a partir de 2022, com a benção da própria competição maior, no sentido de formar uma geração da mulheres piloto. As conversações estão a acontecer e esperam que cheguem a bom porto dentro em breve.

W [Series] é uma série fantástica e estamos realmente orgulhosos de tê-los como nosso parceiro este ano em oito corridas”, disse Chloe Targett-Adams, diretora global da Formula 1 para a promoção de corridas, num encontro virtual organizado pela BlackBook Motorsport. “Já estamos conversando com eles potencialmente sobre o crescimento disso na próxima temporada.

Ela espera que a série, expandida, veja mais raparigas a caminho do topo da pirâmide automobilística.

No final das contas, espero que W Series participe em mais corridas com a gente e acabe levando a mais mulheres na Fórmula 1”, concluiu.

A competição arranca a 22 de junho, em Paul Ricard, e termina no fim de semana do GP do México, a 30 de outubro.

Endurance: Ferrari anuncia o seu regresso


A Ferrari vai regressar à Endurance e as 24 Horas de Le Mansem 2023 através da categoria principal, meio século depois da última vez. O anuncio foi feito esta tarde através de um comunicado de imprensa por John Elkann, o presidente da marca, e o regresso da Scuderia de Maranello ao Mundial de Endurance, depois da sua última presença em 1973, é mais um anuncio de um grande fabricante a entrar na competição, juntando-se à Toyota, Peugeot, Scuderia Cameron Glickenhaus e ByKolles no desenvolvimento de um LMH. Audi, Porsche e Acura confirmaram os programas da LMDh, até agora.

Em mais de 70 anos de corridas, em pistas de todo o mundo, levámos os nossos carros de rodas tapadas às vitórias, explorando soluções tecnológicas de ponta: inovações que surgem da pista e tornam extraordinários todos os carros de estrada produzidos em Maranello. Com o novo programa Le Mans Hypercar, a Ferrari afirma mais uma vez o seu empenho desportivo e determinação em ser protagonista nos grandes eventos automobilísticos mundiais”, afirmou o presidente da Ferrari, John Elkann.

Já do lado da FIA, o seu presidente, Jean Todt, ficou satisfeito por esta noticia do regresso da Scuderia à Endurance como equipa oficial.  

O anúncio do compromisso da Ferrari com o Campeonato Mundial de Enduro da FIA com uma entrada em Le Mans Hypercar a partir de 2023 é uma grande notícia para a FIA, a ACO e o mundo mais vasto do desporto automóvel. Acredito no conceito de Hipercarros relevantes para as estradas que competem no Mundial de Endurance da FIA e nas 24 Horas de Le Mans. Estou ansioso por ver esta lendária marca a assumir este ambicioso projeto”.

Vencedor nas 24 Horas de Le Mans por nove vezes, a primeira das quais em 1954, com o argentino José Froilan Gonzalez e o francês Maurice Trintignant, tornou-se no terceiro construtor mais triunfador de sempre, mas a sua última vitória aconteceu em 1965, através do americano Masten Gregory e o austríaco Jochen Rindt, que finalizou um período de seis vitórias consecutivas, desde 1960. A última tentativa séria de vitória aconteceu em 1973, com o 312PB-73, conseguindo como melhor resultado um segundo lugar, através do italiano Arturo Merzário e do brasileiro José Carlos Pace.  

Conheçam Guilherme Oliveira


Durante muito tempo, parecia que Portugal tinha fechado a torneira em relação a pilotos de automóveis, pelo menos os que pretendiam dar o pulo para fora das nossas fronteiras. Se bem que gente como António Félix da Costa, Filipe Albuquerque, Henrique Chaves, Álvaro Parente ou até Tiago Monteiro sejam gente que prestigie as nossas cores no automobilismo, o mais novo deles todos está perto dos 30 anos, e o karting não está a produzir gente capaz de dar o salto e ir para as categorias de acesso aos monolugares. 

Só que as coisas poderão mudar dentro em breve. A Formula 4 espanhola terá este ano dois pilotos portugueses, bem adolescentes, nomeadamente Manuel Espirito Santo e Guilherme Oliveira, mas este último é destaque porque hoje foi confirmado que guiará na FA Racing by Drivex, a equipa de Formula 4 construída por Fernando Alonso. E terá como companheiro de equipa, nada mais, nada menos em Enzo Trulli, filho de Jarno Trulli.

Nascido e criado em Vila Nova de Gaia, nas últimas cinco temporadas no karting nacional conquistou quinze títulos, algo bem raro e demonstrando que tem talento a sair pelos poros. E no final do ano passado, foi convidado pela Drivex para fazer uma ronda isolada da Formula 4 espanhola, em Jarama, onde pontuou em todas as corridas, acabando com um quarto lugar como melhor resultado. E cedo foi assessorado e aconselhado pela Synergy Driver Performance, empresa fundada por Duarte Félix da Costa e Gonçalo Gomes, que se encarrega da gestão de carreira e "driver coaching" de jovens pilotos.

Para o jovem piloto, tudo isto trata-se de: “um sonho tornado realidade. Nos últimos anos tenho trabalhado arduamente e conseguido bons resultados no karting, sempre com o objetivo de dar este salto para a Formula 4, e fazê-lo com a FA Racing Team é espetacular. O Fernando Alonso sempre foi o meu ídolo, aliás sempre fui o nº 14 por inspiração nele. É para mim um grande orgulho representar as cores Nacionais ao serviço da equipa FA Racing Team by Drivex e quero agradecer esta grande oportunidade ao próprio Fernando Alonso, ao Miguel Angel de Castro e à Synergy, que gere a minha carreira. Estou motivado e com toda a vontade de começar os testes de preparação.

Miguel Angel de Castro, proprietário da equipa Drivex e representante da FA Racing Team, propriedade de Fernando Alonso, mencionou que “este namoro com o Guilherme começou já o ano passado, o ADN da FA Racing Team é cem por cento vencedor e vimos no Guilherme essa mesma forma de estar, pelo que tanto eu como o Fernando Alonso identificámos de imediato como uma prioridade contar com ele. Estou muito contente por termos conseguido garantir o Guilherme na nossa equipa e mal pudemos esperar pelo inicio do campeonato e ver o que ele é capaz de fazer com as cores da nossa equipa.

Para quem não sabe o que é a Formula 4, é uma competição de entrada aos monolugares feita pela FIA, com chassis Tauutus feitos de fibra de carbono, e no caso da versão espanhola, apresentam um motor 1.4 turbo Abarth, com 160 cavalos de potência. Os regulamentos e custos são regulados e espera-se que a passagem destes pilotos dos karts para os monolugares seja o mais suave possível. 

A Formula 4 espanhola terá em 2021 sete jornadas triplas, começando em Jarama, entre os dias 10 e 11 de abril, e acabando em Barcelona, no fim de semana de 13 e 14 de novembro. Pelo meio haverá passagens por Spa-Francochamps, nos dias 24 e 25 de abril, e Portimão, a 17 e 18 de julho.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Noticias: Ferrari correu com "handicap" em 2020


A Ferrari correu com uma mistura de combustível menos rica que a concorrência em 2020. Essa foi a penalização que a FIA deu à equipa por ter tido um motor irregular em 2019, sentença essa que tinha sido deixada em segredo devido a um acordo entre a marca e o organismo liderado por Jean Todt. Contudo, recentemente, o ex-piloto finlandês Mika Salo revelou qual foi a penalização que a marca de Maranello e as outras equipas que têm o mesmo motor - Alfa Romeo Sauber e Haas F1 - sofreram na temporada passada.

Numa conversa que aconteceu no seu canal pessoal da rede social Twitch, Salo referiu sobre isso quando comentou sobre as chances de Kimi Raikkonen nesta temporada. 

"A equipa sofreu com a ilegalidade da Ferrari em 2019. Eles foram forçados a usar menos combustível, então a Alfa Romeo pode estar em uma boa posição se conseguirem dar o seu melhor na corrida nesta temporada", explicou. “Não sei se eles terão um novo motor para 2021. Mas pelo menos a Alfa Romeo poderá usar toda a potência. Não foram permitidos no ano passado por causa da Ferrari”, insistiu o nórdico.

Salo foi piloto da Scuderia no verão de 1999 devido ao acidente de Michael Schumacher durante o GP da Grã-Bretanha. Nessas seis corridas, conseguiu dois pódios e dez pontos no total. 

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Não passou despercebido o facto de ontem ser o que teria sido o 72ª aniversário de Niki Lauda. Mas o mais surpreendente dos seus tributos ao piloto morto em 2019 foi a apresentação de... um carro. E não é um carro qualquer, é uma versão de corrida do T.50 da Godon Murray Automotive, carro projetado por Gordon Murray, que já por si é um carro radical, devido ao imenso efeito-solo do bólido. 

Segundo fala a marca, o carro terá 852 quilos, 38 mais leve que a versão e estrada, e tem 1200 kg de força no solo - e ainda atingiu 1500 no banco de ensaios! - e a ideia é de passar ao seu piloto "uma experiência de pista como nunca tenha sentido". Pudera! Já viram os difusores duplos que saem da sua traseira? 

O carro será vermelho - a cor do capacete e do seu chapéu - e claro, serve para homenagear a sua vitória no GP da Suécia de 1978, o único triunfo do Brabham "fancar". E serão produzidos apenas 25 exemplares, precisamente um para cada vitória do piloto austríaco na Formula 1, custando 3,1 milhões de libras por cada exemplar.

E claro, o seu criador promete uma experiência única:

O T.50 é o supercarro definitivo para as estradas, mas sempre sonhei em dar um passo adiante... construir uma versão que proporcione uma experiência de direção na pista como nenhum outro carro na história”, começou por dizer.

Para o T.50, nossa meta era clara, fazer o melhor carro de pista para a estrada. Com o T.50s Niki Lauda era igualmente claro torná-lo o melhor carro de piloto para a pista. Eu estabeleci alguns parâmetros para criar o carro do motorista definitivo e experiência na pista: uma posição de condução central, um V12 logo atrás, acelerando a mais de 12.000 rpm, produzindo mais de 700 cavalos de potência e com um tempo de resposta ainda mais rápido. Na minha opinião, não fica melhor do que isso e está guiando-o na sua forma mais pura. O T.50s Niki Lauda dará uma conexão visceral entre o piloto, o carro e a pista, algo que nunca foi experimentado até agora.

Sem dúvida, este é um supercarro ainda mais radical. Digno do piloto que dá o seu nome. Os exemplares começarão a ser produzidos em 2023, mas acho que todos eles já estão vendidos...

Formula E: Felix da Costa motivado para a nova temporada


António Félix da Costa começa este final de semana a defesa do seu título mundial na Formula E. Em Riad, na capital da Arábia Saudita, numa jornada dupla, o piloto de Cascais está ansioso por voltar a correr e lutar por pódios e vitórias, consciente de que é o piloto do qual todos pretendem bater, a começar pelo seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne.

Finalmente chegou a hora de voltar a correr. Foi em Agosto que me sagrei campeão da Fórmula E, mas a verdade é que a vontade de voltar é muita.", começa por dizer, no seu comunicado oficial. "Trabalhámos intensamente durante todos estes meses para chegar a esta primeira prova bem preparados e julgo que fizemos bem o nosso trabalho de casa.", continuou, falando depois sobre o carro que vai usar em pista na ronda dupla saudita. 

"Apesar de ainda não trazermos o carro novo este fim-de-semana, por razões de garantia de fiabilidade, sabemos que o carro de 2020 é rápido, eficiente na gestão de energia e  permite-nos estar confiantes, mesmo sabendo que algumas equipas trazem já para esta primeira prova o novo carro. Já venci há dois anos aqui em Riade e vou entrar em pista com a vontade e determinação de sempre em lutar pelos pódios e vitórias, sabendo bem que a tarefa não é fácil, com muitas equipas e pilotos capazes de lutarem connosco. Sou o atual Campeão e sei que sou o alvo a abater mas isso dá-me ainda mais motivação!", concluiu.

As duas provas acontecerão esta sexta-feira e sábado, serão ambas noturnas, e começarão pelas 17 horas, no horário de Lisboa.

Apresentações 2021 (4) O Red Bull RB16B


A evolução do Red Bull de 2020 foi hoje apresentado virtualmente, e espera-se, que nesta última temporada de colaboração com a Honda, o carro possa ser ainda mais competitivo que na temporada passada. Com um corte de 10 por cento na aerodinâmica para recuperar terreno para os Flechas de Prata da Mercedes, espera que o chassis desenhado por Adrian Newey, e guiado este ano por Max Verstappen e Sérgio Perez seja ainda mais vencedor do que acabou por ser na temporada passada.

Neste último ano da Honda na Formula 1, o construtor nipónico de motores também quer deixar a competição em alta e têm trabalhado arduamente na nova unidade motriz, que se espera possa trazer mais competitividade aos energéticos. Por seu lado, em Milton Keynes, a Red Bull começou a reorganizar-se internamente, com a criação de um novo departamento responsável pelos motores da equipa de 2022 até 2025, altura em que a Honda cederá a propriedade intelectual do seu motor.

Espero que Sergio Pérez consiga garantir que tenhamos dois carros próximos da Mercedes com frequência, desempenhando um importante papel na equipa”, afirmou Christian Horner. “Vai ser difícil para ele [Pérez] atingir o desempenho ideal porque só vai ter só um teste, mas ele tem a vantagem da experiência. Nós esperamos que Pérez seja capaz de desafiar o companheiro, assim como tivemos com Ricciardo e Verstappen durante três temporadas”, seguiu.

O Red Bull RB16B estará amanhã em Silverstone para fazer o seu "shakedown".

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

A imagem do dia


“Não me sinto um super-herói, me sinto como um pai que fez o que tinha que fazer para voltar a ver os seus filhos.”
Romain Grosjean.

Eu vi esta imagem ontem ou anteontem no Twitter do pessoal do podcast Bandeira Amarela, e ao ver aqueles nomes, pensemos naqueles que morreram para salvar outros. E isso tudo veio na sequência do video que passou no fim de semana da animação do acidente do piloto francês em Shakir, no Bahrein, onde o carro se quebrou em dois e o depósito de gasolina rompeu, pegando fogo. Ao ler todos esses nomes, também temos de pensar em todos os inovadores que modificaram os chassis para sempre, dos médicos que ajudaram a organizar e melhorar os procedimentos de segurança nos circuitos. Tecnicamente, todos aqueles carros em fibra de carbono, os "crash-tests", e no final, o "Halo", a coisa do qual muitos criticaram por ser... feio. 

Pode ser feio, mas sem ele, já teríamos tido duas mortes na Formula 1. E nem falo só do Romain Grosjean, ou por acaso já esqueceram do Charles Leclerc, na partida do GP de Bélgica de 2018, onde levou com um pneu do McLaren de Fernando Alonso, arrancando a pintura do Halo do piloto monegasco?

Percebo perfeitamente que existem as pessoas que gostariam de regressar a um passado que só existe nas suas cabeças, mas no passado, os chassis eram de aluminio, os depósitos de gasolina estava ao lado dos pilotos, no cockpit, e todos os pilotos pensavam o seguinte no inicio da temporada: "quantos de nós estarão mortos no final do ano?"

E essa gente tinha familia, pais, mães, mulheres e filhos. E não tinham qualquer vontade de morrer. queriam competir e ganhar. Porque, sobretudo, a adrenalina os fazia sentir vivos a 320 km/hora. E tudo o que foi feito foi para mostrar que poderiam continuar a ter esse sentimento, sem ter de pagá-lo com a sua própria vida. E ao ver todos aqueles nomes, podemos ver que a segurança da Formula 1 não aconteceu só com os inventores, as firmas que constroem e tecem os materiais que protegem os pilotos. Foi também com pilotos que pagaram um preço elevado, incluindo aqueles que, como Niki Lauda, carregaram no corpo as consequências de um acidente. E no final, eram todos humanos.

IndyCar: 500 Milhas de Indianápolis terão numero limitado de espectadores


As 500 Milhas de Indianápolis terão fãs na próxima edição, no dia 30 de maio. Apesar de não haver números, na realidade serão limitados o numero de bilhetes emitidos para a edição numero 105 da competição no Brickyard. O anuncio foi feito esta tarde por um porta-voz do Indianápolis Motor Speedway (IMS), que garantirão divulgar mais pormenores dentro de algum tempo.  

“Planeamos receber os fãs no Indy 500 e continuaremos trabalhando nos detalhes específicos em consulta com as autoridades de saúde estaduais e locais”, disse um porta-voz da IMS ao site racer.comÀ medida que o acesso à vacina aumenta e as taxas de positividade diminuem, a lista de grandes eventos esportivos que recebem os espectadores está crescendo. Isso inclui o Super Bowl e o Daytona 500 entre outros. Ainda faltam mais de três meses, então há tempo para continuar monitorizando e coletando informações. Forneceremos uma atualização para os fãs na primavera.”, concluiu.

As 500 Milhas de 2020, inicialmente marcada para o final de maio, foram adiadas para agosto, e depois de se ter anunciado que teria um número limitado de espectadores, acabou por não haver ninguém devido ao agravamento da pandemia no verão. 

O inicio da temporada está marcado para o dia 18 de abril, no circuito de Barber, no Alabama. 

WRC: Latvala lida com a pressão "caseira"


Jari-Matti Latvala é um homem satisfeito com o começo de temporada da Toyota no WRC. Depois de uma dobradinha em Monte Carlo, o ex-piloto finlandês espera que o pessoal da Toyota Gazoo Racing consiga outro resultado forte no Rali Ártico/Finlândia, a sua prova "caseira", pois é ali onde está a sede da preparadora que ajuda a construir e desenvolver os chassis da marca japonesa para o Mundial de Ralis.

Na semana em que se estreia o Rali Ártico, substituto do Rali da Suécia, cancelado este ano, Latvala sente a pressão caseira, mas acha que poderão lidar perfeitamente com isso.

O nosso resultado no Rali de Monte-Carlo foi um início de temporada muito especial. Fiquei feliz por ver como a equipa estava a trabalhar bem em conjunto. Agora, estamos ansiosos pelo Rali do Ártico/Finlândia. Ao longo dos anos tem-se falado muito sobre como o evento poderia ser fantástico como uma ronda do WRC, com a neve garantida e este ano surgiu subitamente a oportunidade. Todos os envolvidos fizeram um grande trabalho para que isso acontecesse num espaço de tempo muito curto. Tenho a certeza que vai ficar fantástico na televisão com a neve branca pura e o sol a brilhar.", começou por dizer.

"O que é típico na Lapónia são curvas muito longas e rápidas, onde se pode perder muito tempo se não se sentir confiante, por isso a estabilidade do carro é muito importante. Para nós, provavelmente haverá um pouco mais de pressão do que o habitual, porque é um acontecimento doméstico e o nosso carro foi desenvolvido em estradas finlandesas com este tipo de condições. Mas estou confiante de que podemos lidar com isso”, concluiu.

O rali do Ártico acontecerá neste final de semana.

As expectativas técnicas do chassis C41 da Alfa Romeo


Na apresentação do chassis C41 da Alfa Romeo Sauber, Jan Monchaux, o Director Técnico da Alfa Romeo Racing, deu um pouco mais de luz sobre as novidades do novo carro, especialmente na parte do fundo plano e do difusor traseiro, pois foram as áreas onde a equipa andou mais a mexer no chassis, mais invisiveis ao olho nu. Sem poder mexer muito nos regulamentos, devido à pandemia, que os obrigou a que as equipas concordassem entre si para haver um congelamento das evoluções, para aplicarem a fundo nos novos regulamentos para 2022, o novo carro espera que seja um "velho conhecido, logo, já sabem mais ou menos onde andam a concorrência. 

E mesmo assim, esperam que isso sirva para subir mais na classificação de Construtores, onde foram apenas oitavos classificados, e fiquem um pouco mais perto do meio do pelotão.

O C41 é o resultado duma situação bastante invulgar: este ano, de facto, o regulamento da Fórmula 1 impediu-nos de desenvolver um carro completamente novo. Por esta razão, o modelo 2021 tem muitos componentes em comum com o C39, exceto aqueles que os regulamentos nos obrigaram a alterar: como o fundo plano do carro e o nariz, em cujo desenvolvimento decidimos investir.", começou por dizer. 

"Isto significa que, quando testarmos, conheceremos o carro muito melhor do que o habitual, mas ainda assim será essencial aproveitar ao máximo os três dias de testes disponíveis para verificar se a realidade corresponde às nossas expectativas e para nos familiarizarmos com os novos pneus. Estamos prontos para a nova época e mal podemos esperar para ver o nosso novo carro bater na pista”, continuou.

Pelo regulamento não pudemos mudar as partes estruturais do carro. Investimos no desenvolvimento aerodinâmico na frente do carro, com um novo nariz, além de termos revisto de forma profunda a suspensão dianteira e a asa da frente, assim como todos os apêndices aerodinâmicos na frente do carro. O resto do trabalho foi feito no fundo plano e no difusor de forma a recuperar todo o apoio aerodinâmico que perdemos com o novo regulamento. O chassis é o mesmo, tal como a caixa de velocidade, a suspensão traseira também é praticamente a mesma. Usamos tudo o que podíamos do carro do ano passado para concentrarmos o trabalho nas zonas em que podíamos ter mais retorno imediato.


Moncheaux acabou por dizer que o maior foco está na temporada de 2022, que será um ano de grande importância para a equipa.

2022 vai ser uma nova era para a Formula 1 e é uma grande oportunidade para nós, como equipa pequena que somos, tentar recuperar a desvantagem que temos. Será um ano crucial para nós e com a imposição do limite orçamental, teremos de equilibrar o desenvolvimento deste carro e do carro de 2022. Todas as equipas irão tendencialmente terminar o desenvolvimento do carro de 2021 mais cedo que o habitual, para apostar tudo na época seguinte. Não significa que não desenvolvemos o carro. Levaremos melhorias nas primeiras corridas, há ainda trabalho a ser feito no túnel de vento e depois veremos como a época se desenrola, se somos forçados a trabalhar mais neste carro ou se podemos parar mais cedo e trabalhar no próximo. Será este equilíbrio que será feito por nós e por todas as equipas que devido ao limite orçamental não poderão desenvolver dois carros em simultâneo. “, concluiu.

Apresentações 2021 (3) - O Alfa Romeo C41


O Alfa Romeo Sauber C41 foi esta manhã apresentado em Varsóvia, a capital da Polónia, com Kimi Raikkonen, António Giovinazzi e Robert Kubica na cerimónia. Com uma nova frente, não há muitas mais alterações aparentes no bólido, que à partida, não deverá ser um carro totalmente novo, pois como é sabido, o desenvolvimento dos chassis foi congelado para esta temporada por causa da pandemia.

Para Kimi Raikkonen, que este ano comemora o vigésimo aniversário da sua estreia na Formula 1, espera que o novo carro seja melhor que o do ano passado, e que tenha melhores resultados do que em 2020, onde conseguiram ser apenas antepenúltimos na classificação dos Construtores. 

É sempre bom sentarmo-nos num carro novo, há algumas mudanças nas regras, e agora resta esperar para perceber como vai ser o impacto dessas regras. Espero que estejamos melhor que o ano passado e isso é algo que vamos já perceber nos testes e depois na primeira corrida, dentro de um mês. Faremos o melhor independentemente onde estivermos!

Já Antonio Giovinazzi, que vai para a sua terceira temporada na equipa, elogiou o visual do carro, esperando que este seja competitivo desde o primeiro teste, que acontecerá no Bahrein, no mês que vêm. E a confiança no novo carro é tal que já fez uma aposta com Frederic Vasseur: raspa o cabelo caso chegue ao pódio.

Todas as épocas quando vemos o carro pela primeira vez é sempre emocionante, mas este é provavelmente o mais bonito dos três carro que vi aqui na Alfa Romeo. Esperemos que seja também o mais rápido. E estou ansioso pelo primeiro teste e ver qual a performance do carro para entender como poderá ser a época.

Fiz uma aposta com Frederic Vasseur: quando chegar ao meu primeiro pódio, ele pode rapar-me o cabelo. Frederic ocasionalmente brinca sobre rapar-me o cabelo, pelo que eu posso imaginar a sua cara quando finalmente rapar o meu cabelo. Eu próprio ficarei satisfeito com esta época se o meu cabelo estiver curto no final do ano, porque isso significa que estive no pódio em 2021. Isto diz algo sobre o quanto quero estar no pódio, porque estou muito apegado ao meu cabelo comprido”, gracejou.


Frederic Vasseur, o diretor desportivo, afirmou que o lançamento de um novo carro como este é o resultado de meses de trabalho, e espera que em 2021, consigam terminar num resultado melhor do que alcançaram na temporada passada. Mas tem também a consciência que todas as equipas tem expectativas bem elevadas neste campo.

Para todos, o lançamento de um novo carro é sempre um momento emocionante, o culminar de meses de esforço na fábrica e o início de uma nova aventura. Penso que a filosofia por trás da equipa é sempre a mesma: o trabalho que fazemos amanhã tem de ser melhor do que o que estamos a fazer hoje. Terminámos a época passada em oitavo, em 2021 temos de visar um resultado melhor mas, para sermos bem sucedidos, temos de continuar a melhorar em todos os departamentos, na pista e na fábrica. Todas as equipas da grelha têm expetativas muito elevadas neste momento. Todas as equipas tentam fazer um bom trabalho no inverno para estar numa boa posição para a primeira corrida, mas em breve teremos todos de jogar bem as nossas cartas”, comentou.

O carro começará a ser testado no mês que vêm, em Shakir, nos testes colectivos de pré-temporada.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

WRC: Hyundai quer ganhar no Ártico


Na semana em que se estreia o Arctic Rally no Mundial de Ralis WRC, a Hyundai está sobre brasas. Sem ainda a aprovação para 2022 em relação aos carros "Rally1", e com um resultado medíocre em Monte Carlo, onde apenas Thierry Neuville conseguiu um terceiro posto, numa prova vencida por Sebastien Ogier, no seu Toyota Yaris, numa dobradinha da marca japonesa.  

Andrea Adamo está consciente do peso que cai na equipa, se quiser a continuar a poder desafiar a Toyota. "Não é segredo que a nossa temporada não correu como planeamos em Monte Carlo. O Artic Rally Finland dá-nos a oportunidade de rectificar isto. Os nossos três pilotos já terminaram no pódio em provas de inverno anteriores, por isso sabemos que são capazes de ter grande velocidade em condições difíceis. É um rali novo e aliciante, mas não há tempo para descansar nos louros."

O responsável transalpino mostra-se ambicioso e assume que "teremos de estar no topo nos três dias, nada abaixo da vitória será um bom resultado.", concluiu. Para além de Neuville, alinhará com Ott Tanak e Craig Breen.

Começando pelo próprio Tanak, que não marcou nada em Monte Carlo, não entra em objectivos de resultado concreto no Árctico. O piloto estónio espera "começar o nosso campeonato como um arranque adequado depois da desilusão de Monte Carlo, apostando num resultado mais representativo para nós e para a equipa." Já Breen assume ser importante começar a temporada "da maneira correcta," mas vai avisando que "iremos precisar de um bocado para entrarmos no ritmo."

O Arctic Rally, cujo centro será em Rovaniemi, no norte da Finlândia, acontecerá no próximo fim de semana.

As aspirações de António Félix da Costa


Falta uma semana para o começo da nova temporada da Formula E, que acontecerá na Arábia Saudita, com uma jornada dupla. E o atual campeão da competição, António Félix da Costa, falou sobre o que poderá ser a nova temporada, quer em termos de carro, calendário e outros assuntos. 

Em termos de bólido, o DS Techeetah começará a nova temporada com a unidade motriz da temporada passada, mas a marca afirma que a nova unidade estará pronta para se estrear em Roma, na ronda italiana do campeonato. Apesar desta novidade, Félix da Costa afirma que as modificações não vão ser significativas.

A cada ano tentamos encontrar mais performance, mas todos estão já tão perto do limite que é impossível dar um salto grande", começou por dizer. "A maioria das unidades motrizes operam já com eficiência acima dos 99 por cento. Mesmo que digamos que fizemos grandes avanços, falamos de diferenças de 0,1 ou 0,2 por cento, o que é ótimo mas não traz diferenças significativas. Melhoramos a nossa eficiência na nova unidade, o que implica mais potência recuperada e tentamos sempre tornar a unidade mais leve.", continuou. 

"Os regulamentos mudaram e agora temos um peso mínimo para os pilotos, o que significa que terei de colocar lastro no topo do assento, o que não é ideal pois antes podíamos colocar o lastro mais abaixo. Há pilotos que estão a tentar perder peso como o Lucas Di Grassi e o André Lotterer, eu estou a tentar ganhar peso. A DS já provou que sabe fazer unidades motrizes muito fortes e pelos testes que fizemos é sem dúvida um passo em frente.

Num ano cujo calendário está sujeito a modificações de última hora, novas oportunidades podem surgir. Esta temporada, é sabido que tem mostrado flexibilidade nos seus planos e irá ter uma ronda num circuito “tradicional”, em Valência, para além da ida ao Mónaco, usando o mesmo circuito da Formula 1. Contudo, outros circuitos permanentes poderão entrar nas contas, e o piloto de Cascais gostava de correr... no seu quintal, ou seja, uma ronda da Formula E no Estoril.

Gostaria que o Estoril fosse adicionado. Seria fantástico e os responsáveis da pista ligaram-me para que dissesse à Fórmula E que o circuito está pronto para receber a prova, se houver um problema de última hora. Creio que eles têm estado em contacto, mas não acredito que vá acontecer este ano. Quanto a uma prova em Lisboa, houve discussões também, mas como estamos em ano de eleições é complicado assumir um compromisso.", começou por dizer.  

"Do meu lado tento ajudar com o que posso, mas tento não estar muito envolvido, embora seja claro que gostaria de ter uma corrida em casa. Vou correr em Portimão no WEC por isso terei hipótese de correr em casa pelo menos uma vez, algo que já não acontece há quatro ou cinco anos. Creio que vamos até Valência, há conversas para irmos a Vallelunga. A Fórmula E tem um bom plano de reserva se for necessário.”, concluiu.