Para domingo, à hora da corrida, o céu estará limpo, e a temperatura andará pelos 19-20 graus e o vento andará pelos 20 km/hora. Ou seja, o tempo será um pouco melhor que no ano passado.
quinta-feira, 28 de novembro de 2024
Meteo: O tempo no Qatar será...fresco
quarta-feira, 27 de novembro de 2024
Youtube Automotive Vídeo: A evolução do Ford Bronco
O Ford Bronco é um carro que apareceu há mais de 55 anos, e ao longo do tempo, evoluiu para ser um dos veículos de todo-o-terreno mais famosos da América. E o pessoal do Donut Media decidiu trazer todos os carros de toas as gerações para saber qual deles é o melhor, e claro, ver as diferenças de geração para geração.
Formula E: Maserati continua até 2030
"Estamos extremamente orgulhosos por continuar o nosso compromisso com uma plataforma tão prestigiada e inovadora como a Fórmula E", declarou Santo Ficili, CEO da Maserati. Jean-Marc Finot, o seu diretor-desportivo, também confirmou que o sistema de propulsão da Stellantis com a insígnia Maserati continuará a ser desenvolvido na base da Stellantis Motorsport em Versalhes, França.
A Maserati, que se juntou à competição em 2023, depois de mais de 65 anos de ausência, junta-se a uma lista crescente de fabricantes que se comprometeram com o novo conjunto de regulamentos Gen4. Ele entrará na nova temporada, que começará dentro de semana em meia em São Paulo, com uma nova dupla de pilotos, constituída pelo belga Stoffel Vandoorne, campeão de 2022 e que chega da DS Penske, e o ex-piloto da McLaren, Jake Hughes.
A nova temporada da Formula E apresentará o monolugar Gen3 Evo, que oferecerá até 350 kW de potência, tração às quatro rodas a plena potência em momentos específicos da corrida, e recuperação de até 600 kW.
terça-feira, 26 de novembro de 2024
A imagem do dia
Tal como Ron Dennis planeou a entrada de Lewis Hamilton na Formula 1, quase 18 anos antes, agora, Wolff quer construir um campeão desde o berço. Curiosamente, um rapaz que nasceu... em 2006, altura em que Dennis "construía" Hamilton na GP2, e não cedendo à tentação de o colocar num dos seus carros quando Juan Pablo Montoya foi embora da equipa a meio do ano, depois do GP dos Estados Unidos.
Se ainda não toparam quem é, digo agora: Andrea Kimi Antonelli.
Antonelli é um talento, isso é um facto. Atualmente na Formula 2, onde já ganhou duas corridas nesta temporada, ganhou a FRECA (Formula Regional Championship) em 2023 e a corrida de Formula 4 no FIA Motorsport Games de 2022, bem como o ADAC Formula 4 Championship, ou seja, a Formula 4 alemã, e a ormula 4 italiana, ambos também em 2022.
Mas desde este ano que ele está a fazer um programa extensivo de testes. Na primavera, testou com o W12 primeiro no Red Bull Ring, depois 500 quilómetros em Imola, com o W13. As respostas pareciam ser encorajadoras, e Wolff parece estar crescentemente entusiasmado com ele, apesar de alguns contratempos nas sessões de tempos livres onde participou, nomeadamente em Monza e na Cidade do México. E depois disso, mais testes, em Qatar e Abu Dhabi, testes privados, que custam dinheiro: cinco milhões de dólares por dia!
Mas para além disso, Antonelli deverá estar a ter muito tempo no simulador, nem que seja para se preparar para a temporada que aí vem, a da sua estreia na Formula 1. Lidará com George Russell, não muito mais velho que ele, mas bem mais experiente - em 2025 fará a sua sétima temporada na competição - e sem Hamilton, que ruma à Ferrari, terá uma temporada de aprendizagem onde lidará com um pelotão esfomeado, que não perdoa os hesitantes. Mas Wolff confia que ele se adaptará bem, e o seu instinto afirma que a médio prazo, ele será um dos que tem estofo de campeão.
E sabem que idade terá em 2026? 19 anos - fará 20 a 25 de agosto.
É claro que ele tem de ganhar a luta interna com George Russell, mas se conseguir, a hipótese de Antonelli ser o mais jovem campeão do mundo, batendo o recorde de Sebastian Vettel, é tentador. Como aconteceu com Hamilton, 20 anos antes. É uma aposta bem forte, mas claro, recompensadora.
WRC: Organização do rali do Japão multada em 150 mil euros
Os organizadores do Rali do Japão foram multados em 150 mil euros, com cem mil euros suspensos até à edição de 2025, depois de um incidente na manhã deste sábado, quando um carro entrou numa especial sem autorização.
A FIA descobriu depois que a organização falhou em colocar barreiras físicas, pois o posto de controlo em questão, onde entrou a carrinha, estava apenas protegido por fitas facilmente ultrapassáveis, sem barreiras físicas eficazes. Assim sendo, decidiu de imediato atuar e os Comissários Desportivos deram instruções ao Diretor de Prova para colocar um carro estacionado lateralmente em todas as estradas de acesso aos troços ou blocos cheios de água, num plano acordado com a delegada de segurança da FIA, Michèle Mouton, advertindo que, se isso não fosse feito e outro veículo entrasse num troço, o rali seria de imediato cancelado.
Não é a primeira vez que a FIA deteta alhas de segurança neste rali. Em 2022 e 2023 houve casos semelhantes de veículos entrar nos troços, com a FIA a alertar a organização para que corrigissem os problemas.
Noticias: Land Rover no Dakar em 2026
Ainda não são conhecidos muitos pormenores, mas a sua participação acontecerá numa classe que aparecerá, em principio, na edição de 2026. Na realidade, poderão aproveitar a remodelação de uma categoria agora denominada Stock (antes T2) e que abrange os modelos de série com uma mínima modificação para garantir a segurança dos pilotos numa corrida tão dura como o Dakar. Contudo, ao longo de 2025 se conhecerão mais pormenores sobre o preparador e os pilotos envolvidos nessa competição.
Mas antes disso, a sua participação começará logo em janeiro de 2025, nesta próxima edição do Dakar, com o fornecimento de uma frota de veículos Defender para apoiar o evento. Estes veículos serão utilizados, quer no transporte de oficiais do rally, quer no de membros da imprensa VIP durante a competição. Além disso, a Defender fornecerá seis veículos especialmente adaptados para reconhecimento de rotas, que serão utilizados pela organização do Dakar na preparação de futuros percursos. A colaboração estará em vigor até 2028, e incluirá a presença destacada da marca nos materiais de comunicação e no percurso do rally.
Mark Cameron, Diretor-Geral da Defender, destacou a ligação da marca ao espírito de aventura: “A aventura está no ADN da marca Defender, e é com entusiasmo que nos associamos ao Dakar – a aventura de desporto motorizado por excelência, onde os concorrentes enfrentam o impossível. Em 2025, iremos mostrar a nossa capacidade como parceiro oficial, mas já estamos a preparar o nosso programa de equipa oficial para 2026.”, comentou.
James Barclay, Diretor-Geral da Jaguar Land Rover Motorsport, afirmou que o Dakar representa o maior desafio no mundo dos rally-raids: “O Dakar é o 'Everest' do desporto motorizado, onde o sucesso depende tanto da determinação humana em condições extremas como da capacidade e fiabilidade dos veículos. Estamos no início da nossa jornada no Dakar e conscientes dos desafios que enfrentaremos até 2026. Estamos ansiosos por esta aventura e por partilhar mais novidades sobre este programa empolgante em 2025.”, declarou.
David Castera, Diretor do Dakar, também elogiou a parceria: “Estamos entusiasmados por acolher a Defender como parceiro oficial do Dakar. É uma marca icónica, presente em todos os continentes, que partilha a nossa paixão pela aventura, desempenho e inovação. Além disso, a partir de 2026, a Defender competirá como equipa oficial, destacando o Dakar no palco internacional e proporcionando uma experiência única a todos.”, comentou.
Noticias: Michael Andretti aprova acordo da GM/Caddilac
“A Cadillac F1 Team é feita por um grupo forte de pessoas que trabalharam incansavelmente para ter uma equipa de fábrica americana. Estou muito orgulhoso de todo o trabalho duro que fizeram e parabenizo todos os envolvidos neste enorme passo. Vou torcer por vocês”, publicou o filho de Mário Andretti, nas redes sociais.
Seu pai, Mário, irá ter um posto de conselheiro, além da possibilidade de virar um embaixador da marca.
Mesmo depois do chumbo, no inicio do ano, a equipa continuou a trabalhar, ampliando a sua fábrica em Silverstone, e contratou nomes para o departamento técnico como Pat Symonds, Craig Pollock e Rob White. Em setembro, Andretti saiu do seu cargo e entregou-o a Rob Towriss, que em conjunto com a Cadillac, levou as conversações a bom porto, para a sua estreia em 2026.
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
Noticias: Formula 1 e GM chegam a acordo
"A Fórmula 1 manteve um diálogo com a General Motors e seus parceiros na TWG Global sobre a viabilidade de uma inscrição após a avaliação comercial e a decisão [de rejeitar a Andretti-Cadillac] feita pela Fórmula 1 em Janeiro de 2024. Ao longo deste ano, foram alcançados marcos operacionais que deixaram claro o seu compromisso de a GM/Cadillac ingressar como a décima primeira equipa, e que a GM entrará como fornecedora de motores num momento posterior. A Fórmula 1 tem, portanto, o prazer de avançar com este processo de inscrição e fornecerá mais atualizações no devido tempo", pode-se ler no comunicado da FOM.
Mark Reuss, Presidente da General Motors, está feliz pelo acordo: “Como o pináculo dos desportos motorizados, a Formula 1 exige inovação e excelência que ultrapassam os limites. É uma honra para a General Motors e para a Cadillac juntarem-se à principal série de corridas do mundo, e estamos empenhados em competir com paixão e integridade para elevar o desporto para os fãs de corridas em todo o mundo. Este é um palco global para demonstrarmos os conhecimentos de engenharia e a liderança tecnológica da GM a um nível totalmente novo.”
Dan Towriss, Diretor Executivo da TWG Global para os desportos motorizados, alinha pelo mesmo diapasão acerca do acordo entre ele e a FIA e a Liberty Media: “Estamos entusiasmados com a parceria com a General Motors para trazer uma presença dinâmica à Fórmula 1. Juntos, estamos a reunir uma equipa de classe mundial que irá personificar a inovação americana e proporcionar momentos inesquecíveis aos fãs de corridas em todo o mundo. Agradecemos o apoio da FIA e da FOM à nossa candidatura e o seu reconhecimento do valor que podemos trazer ao campeonato.”
Do lado da Liberty Media, Greg Maffei, Presidente e Diretor Executivo, saúda o acordo: “Com os planos de crescimento contínuo da Fórmula 1 nos EUA, sempre acreditámos que acolher uma marca norte-americana como a GM/Cadillac na grelha e a GM como futuro fornecedor de unidades de potência poderia trazer valor e interesse adicionais ao desporto.", começou por afirmar.
"Acreditamos que a liderança da General Motors e dos seus parceiros registou progressos significativos na sua preparação para entrar na Fórmula 1. Estamos entusiasmados por avançar com o processo de candidatura da equipa GM/Cadillac para entrar no Campeonato em 2026.”, concluiu.
Já Mohammed Ben Sulayem, Presidente da FIA, também saúda o acordo que faz com que a Formula 1 tenha uma 11ª equipa dentro de duas temporadas:
“A General Motors é uma grande marca global e uma potência no mundo dos OEM [Original Equipment Manufacturer] e está a trabalhar com grandes parceiros. Apoio plenamente os esforços envidados pela FIA, pela Fórmula 1, pela GM e pela equipa para manter o diálogo e trabalhar no sentido de alcançar este resultado de um acordo de princípio para fazer avançar esta candidatura para trazer uma equipa da marca GM/Cadillac para a grelha do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2026. Todas as partes, incluindo a FIA, continuarão a trabalhar em conjunto para garantir que o processo avance sem problemas”, afirmou.
WRC: Latvala contente pelos desafios de 2025
Latvala também falou sobre a decisão de ter Kankunen a seu lado como diretor adjunto, o fato de alinhar no Europeu de Clássicos, com um Celica, e a chegada de Sami Pajari no alinhamento da equipa, a tempo inteiro, em vez dos planos iniciais de partilhar o carro na próxima temporada, agora que a FIA permitiu que as equipas oficias possam alinhar com quatro carros:
"Também é ótimo dar as boas-vindas a Sami Pajari ao nosso line up, graças ao investimento que estamos a fazer para desenvolver jovens pilotos. O Sami deu grandes passos este ano e estamos confiantes de que ele está pronto para subir ao mais alto nível. Pessoalmente, estou muito entusiasmado por ter a oportunidade de combinar o meu papel como Diretor de Equipa com a minha paixão pela condução, competindo com o lendário Toyota Celica, e estou muito satisfeito por Juha Kankkunen assumir o papel de Diretor de Equipa Adjunto para me apoiar a mim e à equipa nas provas do WRC: ele conhece bem a equipa e traz muita experiência para o papel.”, concluiu.
WRC: Kankkunen satisfeito com o seu novo papel na Toyota
Na sua carreira, Kankkunen passou pela Toyota em três ocasiões. A primeira, entre 1983 e 85, onde ganhou o seu primeiro rali, o Safari de 1985, a segunda, entre 1988 e 89, e a terceira, entre 1993 e 96. Nestas suas três passagens, ganhou oito ralis, dos 23 triunfos que tem no seu palmarés.
WRC: Toyota alinha com quatro carros para 2025
Para além disso, haverá mudanças na direção da Toyota Gazoo Racing, com Jari-Matti Latvala a dedicar-se mais aos ralis históricos, deixando o cargo para Juha Kankkunen, que será o seu diretor-adjunto e ocupará o seu lugar quando ele não puder estar presente.
A nova temporada será marcada pelo regresso de Rovanpera a tempo inteiro, ele que em 2024 pediu para fazer tempo parcial, alinhando apenas em seis ralis, dos quais ganhou... quatro.
Isto acontece depois da FIA ter confirmando que as equipas de fábrica podem alinhar até quatro carros na classe Rally1, e eliminar o sistema híbrido nesta classe de carros. A Hyundai irá ter quatro carros, e a M-Sport, que alinha com os Ford Puma Rally1, confirmou, pelo menos, dois carros e acolhe pelo menos um pagante, o letão Martins Sesks, na próxima temporada.
Youtube Motoring Vídeo: O Automóvel em 1975
Há muitos que andam por aqui afirmando que "antigamente é que era bom". E isso pode-se afirmar em relação ao automóvel. O que poucos já não se lembram é que muitas das coisas que se falam agora... já se falavam há quase meio século.
Descobri este senhor no fim de semana. O seu nome era Fyfe Robertson, e era apresentador da BBC em 1975, quando fez este documentário sobre o automóvel, e como, nessa altura, deixou de ser um símbolo de liberdade e individualidade para acabar por ser um instrumento que transformou os centros das cidades num inferno. E muitos dos problemas que falava há quase meio século, em muita medida, continuam a ser atuais.
E a pergunta que ele faz é bem pertinente: "Alguma vez imaginou a vida sem os automóveis que estão alinhados nos nossos subúrbios? Eu sei, porque cresci na inocente infância do automóvel, e estamos juntos, o automóvel e eu, por mais de meio século".
E pergunto-me: apesar dos muitos avanços que aconteceram desde então, as coisas ficaram na mesma ou criamos outros problemas? Meio século depois e mais de 35 anos depois da sua morte - Robertson morreu em 1987 - as perguntas que ele faz ainda ecoam no século XXI, agora que chegamos ao seu primeiro quarto de século.
domingo, 24 de novembro de 2024
As imagens do dia
Este seu tetra consecutivo colocou-o em igualdade com Juan Manuel Fangio (1954-57), Sebastian Vettel (2010-13) e Lewis Hamilton (2017-20), apenas superado pelos cinco títulos seguidos de Michael Schumacher (2000-04). Mas se calhar, este deve ser o título mais custoso ao neerlandês, que se valeu do que tinha conseguido acumular no inicio da temporada. Um desafio que superou quando foi colocado em jogo.
No final da corrida, questionado sobre se em algum momento, duvidou do título, ele falou que entre Zandvoort e Monza, chegou a duvidar que iria conseguir segurar em Lando Norris em ascendência na classificação. Mas no final, conseguiu controlar as coisas a aproveitar bem o avanço que conseguiu nas primeiras corridas, e a partir de Miami, as coisas começaram a dar a volta.
Curiosamente, foi em Miami que a Red Bull anunciou que Adrien Newey e a equipa de Milton Keynes tinham decidido seguir os seus caminhos. Não foi por causa disso que a Red Bull se afastou da luta pelo título de Construtores - isso são outros motivos... - mas é muito provável que estejamos a assistir ao principio de uma travessia do deserto por parte da equipa dos energéticos. Se forem wer a história da passagem de Newey por Williams e McLaren, elas acabam por viver uma travessia do deserto em termos de títulos depois da sua saída. E para piorar as coisas, ao longo da última primavera e verão, aconteceu uma debandada por parte dos principais elementos da equipa de Milton Keynes...
E já falei por aqui: para 2026, não se afigura nada de bom para eles.
Em suma, o que interessa hoje é que, na noite americana, entre neons, "blackjack" e coristas, Max comemore o seu tetracampeonato. Bem o merece.
--- XXX ---
Horas antes de Max comemorar o seu título pela quarta vez, no Japão, o belga Thierry Neuville comemorou para a Hyundai o título que tanto merecia. E teve perto, muito perto de o perder.
Explica-se: no primeiro dia do rali, na sexta-feira, teve um problema no Turbo que o impediu de atacar o lugar que queria para ser campeão. Acabou esse dia na 14ª posição, fora dos pontos. No sábado, recuperou até ao sétimo posto, mas foi no domingo de manhã, logo na primeira especial, que recebeu a noticia que tanto queria, quando o seu rival pelo título - e companheiro de equipa, o estónio Ott Tanak - se despistou e acabou por desistir.
Para Neuville, mais do que este título ganho de forma merecida - todos os campeões do mundo merecem os títulos que ganhem, por muito que alguns afirmem o contrário - a altura para ganhar era agora. Aos 36 anos, e depois de mais de uma década a lutar por ela. A sua primeira chance foi em 2013, mas Sebastien Loeb não o deixou. Depois, houve mais chances, mas primeiro, Sebastien Ogier, e mais tarde, Ott Tanak e Kalle Rovanpera, tiraram as chances de ser campeão, mesmo depois de ter entrado na Hyundai.
2024 era a sua grande chance. Rovanpera, que está acima de tudo e todos, como acontecera com Loeb e Ogier, nas duas décadas que passaram, decidiu tirar um "time-off", fazendo uma temporada parcial, dando chance à concorrência. Tinha Tanak como rival, mas na Toyota, tinham Elfyn Evans e... Sebastien Ogier, que a meio da temporada, decidiu ajudar a sua equipa num "debacle" inesperado, mas na parte final, três desistências consecutivas estragaram tudo.
Aos 36 anos de idade, Neuville já merecia um campeonato. Pela sua longa carreira, pela sua dedicação à Hyundai, pelos seus feitos em ralis - especialmente em asfalto - o seu nome merece ser lembrado ao lado de lendas como Markku Alen, Bjorn Waldegaard, Hannu Mikkkola, Didier Auriol, Colin McRae, Petter Solberg ou Richard Burns, todos com um título no palmarés.
Agora é disfrutar, porque para o ano há mais... e claro, Kalle Rovanpera estará de volta a tempo inteiro. Monte Carlo 2025 é daqui a dois meses!
Formula 1 2024 - Ronda 22, Las Vegas (Corrida)
Novidades antes da corrida: Franco Colapinto foi autorizado a participar, depois do seu acidente na Q2. Ele sofreu um impacto de 50G's, e para além disso, os mecânicos conseguiram reconstruir o seu carro. Contudo, apesar de ter conseguido um lugar no meio da grelha, irá largar das boxes, por causa de tudo o que passou: ele e o carro.
Sol posto, noite fria, os pneus iriam representar uma componente importante. Afinal de contas, aquecê-los naquelas condições será importante para o desempenho dos pilotos na corrida. E claro, em termos de grelha, será também interessante saber até que ponto Max Verstappen continuará a conter Lando Norris na sua defesa da liderança, embora ele seja o primeiro a admitir que muito dificilmente, o título será seu neste final de semana na Cidade do Pecado.
Nas primeiras voltas, Leclerc parecia ser segundo, apesar de ter atacado Russell para conseguir a liderança, mas em pouco tempo, perdeu esse lugar para Sainz Jr... e Max. Hamilton continuava a sua recuperação, e sabia que tinha de ficar um pouco mais na pista para aproveitar a ocasião.
A partir da volta 11 os pilotos foram às boxes, trocar médios para duros, com Sainz Jr e Leclerc a fazerem isso na volta 12, e Max logo a seguir. Na volta 15, quase todos tinham trocado de pneumáticos, com a grande exceção a ser Checo Pérez, que com isso, era segundo, na frente de Max. Mas claro, era sol de pouca dura.
Na volta 30, mais paragens nas boxes, para colocarem duros. Max e Leclerc foram às boxes nessa altura, e Russell, o líder, na 32ª passagem pela meta. Max aguentava-se, apesar de ter sido passado nessa altura por Hamilton, quando lutaram por um lugar no pódio. Ou seja, os médios aguentaram... metade da corrida. Só para verem a dificuldade de aqueceram na noite de Nevada. Atrás, Norris é sexto, na frente de Piastri. Pelo menos, em termos de Construtores, tudo corre bem para a McLaren.
Na frente, os Mercedes afastam-se de Max Verstappen, que está a ver os Ferrari aproximarem-se, com Sainz Jr na frente de Leclerc. A dez voltas do final, virtualmente, Max era campeão do mundo, mas os carros de Maranello começavam a ameaçar nos seus espelhos. O espanhol passou-o na volta 42, e Max defendeu-se o mais que pode de Leclerc, até que o monegasco o passou na volta 47. Com o quinto posto, Max era o campeão na mesma.
Mas na frente, os Mercedes estavam inalcançáveis. Russell era o melhor, e Hamilton, apesar de ter tentado, não conseguira apanhá-lo. Claro, há quem pergunte o que teria feito o veterano Hamilton se não tivesse cometido o erro da qualificação. E na meta, a Mercedes comemorava a sua dobradinha, Sainz o seu pódio, e Max, o seu campeonato. Curiosamente... no mesmo local e na mesma posição onde Nelson Piquet e Keke Rosberg alcançaram os seus primeiros títulos.
E foi assim a noite fria em Las Vegas.
WRC 2024 - Rali do Japão (Final)
"Para ser sincero, estou a sentir-me muito bem. Não tenho palavras. Quero agradecer a todos os que fizeram parte disto.", disse o piloto belga no final do rali.
No final do dia, a Toyota comemorou a vitória, não só com Elfyn Evans a ser melhor que Sebastien Ogier com mais de um minuto de diferença, como ganhou o título de Construtores por três pontos, por causa da desistência de Tanak. Enquanto isso, Adrien Formaux conseguiu aguentar as investidas de Katsuta Takamoto para conseguir o quinto pódio da temporada. Curiosamente, todos terceiros lugares...
Com cinco especiais pela frente neste domingo, o dia tinha passagens duplas por Nukata e por Lake Mikawako, e uma terceira passagem pelo Toyota Stadium. E logo na primeira especial do dia... o primeiro golpe de teatro, quando Tanak perdeu o controle do seu seu carro na curva e acabou na valeta. Para piorar as coisas, pouco depois, o Toyota GR Yaris Rally2 de Heikki Kovalainen despistou-se no mesmo lugar e acabou em cima do Hyundai do piloto estónio! No fundo, foram as folhas, que tem sido o grande problema de todo o rali, o grande causador do despiste a Tanak, que, recorde-se, liderava a prova.
"Honestamente, foi uma surpresa. Não sei o que dizer, mas acho que merecemos. Muito mais pressão do que precisávamos para este último evento, mas conseguimos o melhor que pudemos com os problemas que enfrentámos. Estamos um pouco mais relaxados agora e podemos pressionar agora para voltar para casa com todos os troféus.", reagiu Neuville quando soube do acidente de Tanak e do título mundial conquistado.
No final, Mikkelsen foi o melhor na etapa, 4,4 segundos melhor que Elfyn Evans e 4,9 sobre Thierry Neuville. Ogier foi o quarto, a 8,4. Neuwille foi o melhor na especial seguinte, 3,4 segundos sobre Andreas Mikkelsen e 3,8 sobre Adrien Formaux. Chris Ingram, no seu Toyota GR Yaris Rally2, desistiu devido a problemas de suspensão.
Neuville voltou a ganhar, agora empatado com Ogier, na segunda passagem por Nukata, com Mikkelsen a 2,8 e Evans em quarto, a 6,3.
A super-especial no Toyota Stadium acaba com Takamoto a ser o melhor, 0,3 sobre Formaux, 0,4 sobre Mikkelsen e 1,7 sobre Ogier. E no final do dia, na Power Stage, Ogier levou a melhor, 1,9 sobre Neuville, 3,9 sobre Evans e 4,8 sobre Takamoto.
Depois dos quatro primeiros, Gregoire Munster foi o quinto, e o segundo melhor dos Ford, a 3.11,5, na frente de Thierry Neuville, a 6.54,1, bem distante dos carros da classe Rally2. Nikolai Gryazin foi o sétimo, a 10.04,3, na frente de Sami Pajari, a 11.50,8, no seu Toyota GR Yaris. Hiroki Arai foi o nono, a 13.24,3 e Gus Greensmith fechou nos pontos, a 14.15,8, no seu Skoda Fabia Rally2.





















