terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mais um filho de campeão na Formula 2!

A organização da rescuscitada Formula 2, competição que vai ser organizada pela FIA e pela Motorsport Vision de Jonathan Palmer, anunciou hoje que Henry Surtees vai participar na nova competição. O jovem piloto de 17 anos é filho de John Surtees, e é o mais recente filho de ex-piloto que se junta a esta competição, depois do seu compatriota Alex Brundle (filho do ex-piloto e actual comentador da BBC, Martin Brundle).


"A Formula 2 é uma grande oportunidade para mim. É verdade que os tempos andam difíceis para encontrar patrocinadores, portanto o conceito da competição veio na altura certa. Sei que existem imensos jovens talentos que querem vir para aqui. Vai ser um ano duro, mas este tipo de competição é daquilo que ando à procura. Estou ansioso por conhecer o novo carro", afirmou Surtees Jr. ao site GPUpdate.net.


Já o pai, lendário piloto John Surtees (unico campeão do Mundo em duas e quatro rodas), apoia a ideia do regresso da Formula 2 e da sua ideia por detrás: "Acho que é fantástico. A minha ultima vitória foi ao volante de um Formula 2, e temos que dar a jovens talentos como o meu filho uma oportunidade para mostrar os talentos numa série como esta. Apesar de ter estado ausente das corridas durante quase 25 anos, temos que trazer alguma simplicidade às formulas de acesso", declarou.


Henry Surtees começou no karting, e em 2006 passou para os monolugares, ao ser terceiro classificado no troféu Ginetta Junior. No ano seguinte fez a Formula Renault 2.0 UK, onde foi sexto classificado em 2008, e foi vice-campeão na Winter Series, comptição onde teve como rival o português Antonio Felix da Costa. Em 2008 correu duas provas na Formula 3 britânica, na National Class (que detêm os chassis mais antigos), e deu boa conta de si, vencendo uma corrida e subindo ao pódio noutra ocasião.

Dakar 2009 - Dia 4

A quarta etapa do Dakar 2009 sul-americano, que ligou hoje Jaccobacci e Nenquen, na Patagónia argentina, mostrou que a luta entre o Volkswagen Touareg do espanhol Carlos Sainz e o BMW X3 do qatari Nasser Al-Attyah continua ao rubro. Sainz ganhou a etapa, mas a diferença foi apenas de... seis segundos. Os portugueses tiveram uma actuação discreta.

Nos automóveis, a luta entre os dois foi de tal forma disputada, na etapa de 488 quilómetros, 459 dos quais cronometrados, que o terceiro classificado, Luc Alphand, terminou a 2 minutos e 24 segundos de Sainz.


"Começamos bem e muito rápido. Logo alcancei o Al-Attiyah e quando viu que era eu, tentou acelerar. Continuamos num ritmo forte até que o passei num trecho 'off-track'. Entretanto, logo depois, perdi pressão num dos pneus e precisei de parar. Ainda assim terminei a especial em primeiro, mas é uma pena porque poderia ter feito melhor", disse o piloto espanhol em declarações captadas no site brasileiro PitStop.


Na classificação geral, Sainz ainda continua na frente, com uma diferença de 3 minutos e 46 segundos sobre Al-Attyah, enquanto que o terceiro classificado da geral, o sul-africano Giniel de Villiers, já conta com um atraso de 11 minutos e 33 segundos. O francês Stephane Peterhansel, o primeiro dos Mitsubishi, é quarto a 15 minutos e 41 segundos do piloto espanhol. Nos portugueses, o melhor na etapa foi Ricardo Leal dos Santos, que com o seu BMW X5, é 54º classificado, a 7 horas e 54 minutos de Sainz, e na classificação geral, ocupa a mesma posição.


Nas motos, outro espanhol, Marc Coma, continua o seu dominio. Hoje obteve a sua terceira vitória em especiais, vencendo Cyril Després com uma diferença de 1 minuto e 17 segundos. Apesar de tudo, esta não foi uma vitória fácil para Coma. "Hoje o estágio teve uma extensão menor, mas foi ainda mais difícil. Parecia que estávamos em Marrocos. O estranho foi que deparei com quatro ou cinco portões que existem para evitar que o gado fuja, e precisei parar para poder abrí-los", explicou, em declarações captadas no site brasileiro Pitstop. Na classificação geral, ampliou a sua liderança para o actual segundo classificado, o americano Jonah Street, para os 42 minutos.


Quanto aos portugueses, Helder Rodrigues teve um excelente dia, ao ser 13º na etapa, apesar de rodado por vários quilómetros no quinto lugar. Com este resultado, o piloto da KTM subiu agora para o oitavo lugar da geral, a 1 hora e 23 minutos de Coma.


"Esta foi mais uma etapa a "sério", onde andei muito rápido na parte inicial para abrandar depois na zona final devido ao piso mais agressivo, com muita pedra e pó. Sinto que estou a andar a um bom ritmo e só posso estar satisfeito por ocupar agora o oitavo lugar da geral.", comentou, em declarações captadas pelo site português Autosport.


Paulo Gonçalves foi foi 15º na etapa, facto que lhe permitiu ascender ao 13º lugar da geral, uma posição que era ocupada ontem por... Helder Rodrigues. Mas nem tudo foram rosas para os portugueses. João Rosa foi vitima de uma violenta queda devido a uma avaria mecânica da sua moto, fracturou o pulso e um dos seus dedos ficou decepado. Evacuado pela organização, deve regressar a Portugal nos próximos dias. "O braço oscilante da moto partiu-se quando ia atravessar um rio seco. A queda foi feia. Parti um pulso e fiquei sem um dedo. Não sei se os médicos o vão conseguir recuperar", disse ao site português Autosport.


A quinta etapa decorrerá amanhã entre Neuquen e San Rafael, uma especial de 763 quilómetros, 506 dos quais em especial cronometrada. E pela primeira vez, os participantes do Dakar 2009 vão subir a mais de 2 mil metros de altitude.

Noticias: Ferrari apresenta o seu carro no dia 12...

... e a Red Bull a 9 de Fevereiro, em Jerez.


Ambas as apresentações vão ser feitas de modo "low-key" (crise a quanto obrigas...), e se no caso da Ferrari vai ser virtual, esta acontecerá em Fiorano, a sede da marca, e o carro rodará para fazer o habitual "shakedown" na pista da fábrica na tarde do dia 12 às mãos de Felipe Massa.


No caso da Red Bull, a apresentação do carro que vai ser guiado por Mark Webber e Sebastien Vettel será feita a 5 de Fevereiro, na pista de Jerez de la Frontera, no sul de Espanha, e o RB5 Renault projectado por Adrian Newey será apresentado mais tarde do que os outros porque, aparentemente, a equipa chefiada pelo projectista inglês quer aproveitar os novos regulamentos para explorar novas soluções que possam aparecer, algo que tinha feito na McLaren no final da década passada, com sucesso.

Este espaço está sempre em construção...

Não sei se repararam, mas agora fiz umas pequenas modificações. Decidi modificar um pouco a minha identificação biográfica, por achar que a anterior já estava desactualizada. Afinal, já ultrapassei os trinta e neste momento tenho mais trabalho do que nunca...

Por outro lado, coloquei uma foto no título do blog. Achei que, à falta de um "banner" mais profissional, como o que tem o Capelli, por exemplo, uma foto do meu capacete virtual no BATRacer ficaria melhor... eu sei que para alguns deve ser uma fantástica manifestação minha de egolatria, mas como se costuma dizer um anuncio publicitário que existe nas minhas bandas: "se não gostar de mim, quem gostará?"


Para acabar, e se calhar o mais importante: amanhã voltam as entrevistas, e o convidado será o Germano Caldeira, do Blog 4x4. Se para muitos de vocês pode ser um ilustre desconhecido, agora é a chance de o conhecer. Até lá, podem visitar aqui o blog. E até vai ser bom, pois já ando saturado de escrever a biografia do Schumacher, e só cheguei ao final da época de 2000...

A1GP: Interlagos acolhe etapa final

Por fim, os organizadores da A1GP confirmaram ontem aquilo que vinha a ser falado desde há algumas semanas: a temporada 2008/09 irá terminar no mesmo local onde a Formula 1 terminou o seu último campeonato, o Autódromo José Carlos Pace, mais conhecido como Interlagos, a 17 de Maio, duas semanas depois de Brands Hatch, e um mês depois de Portimão.

A etapa brasileira será a primeira visita de sempre da A1GP à América do Sul, uma competição que começou em 2005-06 e que já foi ganho pela França, Alemanha e Suiça (2007-08). Neste campeonato de nações, cujos carros foram construidos poela Ferrari, voltará à estrada no próximo dia 25 com a etapa de Taupo, na Nova Zelândia, a série é liderada pela Irlanda, seguido de Portugal, que às mãos de Filipe Albuquerque, já ganhou uma prova, no circuito chinês de Chengdou, e subiu ao pódio na última prova, em Sepang.

O piloto do dia - Michael Schumacher, 40 anos! (5ª parte)

(continuação do capitulo anterior)


A temporada de 2001 significou para Michael Schumacher o seu quarto título mundial. Agora que a Scuderia tinha alcançado aquilo que mais aspirava, era a altura de demonstrar ao resto do pelotão que tinham chegado ao topo e tão cedo não sairiam de lá. Para provar isso, o F2001 pilotado por Schumacher tornou-se na máquina a abater pelo resto do pelotão, liderado pela McLaren e Williams.



A temporada começou com Schumacher a ganhar na Australia e Malásia, foi segundo no Brasil (atrás de David Coulthard) desistiu em San Marino, voltou a vencer em Espanha, depois da vitória lhe ter caído ao colo na última volta (às custas de Mika Hakkinen), foi segundo na Austria (de novo atrás de Coulthard), venceu no Mónaco, Nurburgring e França, e depois de duas corridas sem vencer, voltou ao lugar mais alto do pódio na Hungria, e voltou a vencer na Belgica. Contudo, como a oposição estava fragmentada (só Coulthard e o seu irmão Ralf Schumacher tinham ganho mais do que uma vez até então) o piloto alemão era o virtual campeão desse ano. Ainda iria vencer mais uma corrida, no Japão, mas no final da temporada, conseguiria um total de 123 pontos, 58 a mais do que o vice-campeão, David Couthard. O campeonato de construtores foi de novo para a marca do Cavalino, graças aos 56 pontos de Rubens Barrichello.



Em 2002 o dominio foi maior. Só para terem uma ideia, o piloto alemão subiu ao pódio em todas as 17 provas daquele campeonato, onze das quais no lugar mais alto do pódio. Expressões como "Barão Vermelho" (uma referência ao seu conterrâneo Manfred Von Richtofen, o maior ás da I Guerra Mundial) e a visão dele na frente tornaram-se numa imagem de marca da Formula 1, tão natural como respirar. Só para terem uma ideia, Schumacher tornou-se campeão do Mundo em Julho, após o GP de França, quando faltavam... seis provas para o fim do campeonato.


Contudo, nessa época de sonho aconteceu aquilo que para muitos se tornou no momento mais baixo da história da Formula 1, o final do GP da Austria de 2002. Nesse fim de semana, o seu companheiro de equipa Rubens Barrichello fez a "pole-position" e liderou grande parte da corrida, rumando a aquilo que pareceria ser a primeira vitória do piloto brasileiro nesse ano. Contudo, Schumacher estava logo atrás, não muito distante do brasileiro, e a boxe da Ferrari pediu a Rubinho para que cedesse a vitória em favor do alemão, pois naquela altura do campeonato (era a sexta prova do ano), nada estava decidido. Barrichello resistiu até ao fim, e só cedeu nos metros finais, à vista das cameras do mundo inteiro. Os pilotos e a equipa foi assobiada, a imprensa especializada (e não só) atacou a Ferrari pela sua atitude, e a FIA teve que agir, multando a Ferrari em mais de um milhão de dólares.


Schumacher foi também multado em um milhão de dólares, mas aí o pretexto foi outro: por ter cedido o seu lugar no pódio para Barrichello, algo que foi interpretado pela FIA como uma violação das regras do protocolo (artigo 170). Mais tarde, depois de outro incidente semelhante no GP dos Estados Unidos, onde os carros chegaram em formação (e onde Barrichello ganhou por 11 milésimos de segundo...) a FIA decidiu proibir as ordens de equipa que afectassem directamente o resultado da corrida. Mas isso não impediu que o alemão se tornasse pentacampeão do Mundo, igualando o mitico Juan Manuel Fangio, 45 anos depois do último título do argentino. Schumacher conseguiu 144 pontos (o valor mais alto de sempre até então), resultantes de onze vitórias, sete pole-positions e sete voltas mais rápidas.


Em 2003, as regras mudaram, e entre outras coisas, estreou-se um novo sistema de pontuação, onde os oito primeiros recebiam pontos, e onde a diferença entre o primeiro e o segundo ficou diminuida, passando de quatro para dois. A Scuderia estreou uma nóva máquina, o F2003-GA (em homenagem a Giovanni Agnelli, o patrão da FIAT, entretanto falecido), mas foi uma temporada com dificuldades, pois a concorrência (Williams, McLaren e mais tarde Renault) tinha finalmente máquinas eficazes, que ajudaram a dinimuir o fosso. Schumacher não ganhou nas três primeiras provas do ano, e só conseguiu na primeira corrida europeia, em San Marino, a primeira de três vitórias consecutivas.


Mas depois de mais uma vitória no Canadá, Schumacher entrou noutra má fase, cujo auge foi o oitavo lugar na Hungria (e a ser dobrado por Fernando Alonso, que ia a caminho da sua primeira vitória na Formula 1). O espanhol era o mais recente nome de uma nova geração de pilotos que tinham chegado à competição, do qual se incluia o finlandês Kimi Raikonnen, o colombiano Juan Pablo Montoya e o inglês Jenson Button, que começavam a desafiar Schumcaher, que ia já na sua 12ª época na competição. Os 34 anos de idade do alemão começavam já a pesar... Contudo, depois da Hungria, a Ferrari reagiu e Schumacher ganhou em Monza e Indianápolis, e um singelo oitavo lugar em Suzuka bastou para conseguir o hexacampeonato, batendo Kimi Raikonnen... por um ponto.


Se a temporada de 2003 foi considerada como um sinal de aviso para a Ferrari de que tinham de trabalhar no duro para não perderem a sua hegemonia, o ano de 2004 mostrou que a esquadra do Cavalino Rampante tinha voltado à sua antiga forma, dando ao alemão o seu heptacampeonato, vencendo em onze das dezoito corridas do campeonato, com uma sequência de sete vitórias consecutivas a meio da temporada. O alemão conseguiu vencer o campeonato com 148 pontos, a maior colheita de sempre, e o sétimo título foi confirmado depois de cruzar a meta na segunda posição em Spa-Francochamps, quando faltavam quatro provas para o final da temporada. Aos 35 anos, Schumacher era estatisticamente um dos pilotos mais vitoriosos de todos os tempos, e o seu sétimo título mundial, quinto consecutivo, era o culminar de uma era dominadora para a Ferrari.


Amanhã, a última parte da biografia.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dakar 2009 - Dia 3

A terceira etapa do Rali Dakar 2009, que ligou hoje Puerto Madryin e Jaccobacci, no total de 694 quilómetros, sendo 616 a contar para a classificação, foi ganha pelo qatari Nasser Al-Attyah, depois de um duelo ao segundo com o Volkswagen Touareg do actual ider, o espanhol Carlos Sainz. O piloto da BMW superou a armada da Volkswagen, que ficou com as três posições seguintes, com Dieter Depping em terceiro, e o sul-africano Giniel De Villiers no quarto lugar. O piloto da BMW, com esta vitória, ascendeu ao segundo lugar da geral, a 3 minutos e 40 segundos de Sainz.

Quanto à Mitsubishi, Stéphane Peterhansel foi o melhor, colocando o seu Mitsubishi Racing Lancer no quinto posto, tendo perdido hoje mais 5 minutos e 31 segundos. Um dos seus companheiros, o francês Luc Alphand, teve um dia para esquecer, perdendo mais de 30 minutos devido a um problema com o motor.



Quanto aos portugueses, a etapa de hoje voltou a ser má para eles. Ricardo Leal dos Santos, no seu BMW X5, foi 46º classificado na etapa, numa etapa com um terreno muito duro para os carros. Contudo, com isto, é o 66º da geral, e o melhor dos portugueses. A seguir está Francisco Inocêncio, que foi 68º na etapa, e é o 88º da geral. O terceiro melhor, Adélio Machado, foi 75º na etapa e 68º da geral.

No caso das motas, Marc Coma soma e segue. O piloto espanhol da Repsol KTM voltou a rubricar mais uma excelente prestação na terceira etapa da prova, deixando o segundo classificado a mais de 17 minutos sobre o norueguês Per-Anders Ullevalseter... e o espanhol Jordi Viladoms, pois alcançaram precisamente o mesmo tempo! Nesta categoria, os portugueses deram um ar da sua graça, com Helder Rodrigues a acabar no "top ten" nesta etapa, e Paulo Gonçalves, com a sua Honda, terminou na 24ª posição.



"Estou feliz com a etapa de hoje porque, para além de ter sido a segunda maior especial, dei um bom salto na classificação geral quando ainda só vamos na terceira etapa", referiu Rodrigues em declarações captadas pelo jornal português Autosport. Com isto tudo, ele é agora o melhor português, na 13ª posição (não muito longe do top ten da geral), enquanto que Paulo Gonçalves é 19º, a uma hora e dez minutos de Marc Coma.


A quarta etapa do Dakar sul americano ligará amanhã Jaccobacci a Neuquen, no total de 488 quilómetros, 459 dos quais cronometrados.

Noticias: Michael Schumacher considerou o regresso à Formula 1

Michael Schumacher, o legendário hepta-campeão alemão de Formula 1, e que comemorou o seu 40º aniversário este Sábado, afirmou hoje ao jornal alemão Bild que considerou por duas vezes voltar à Formula 1 desde a sua retirada, em 2006.


"[Considerei regressar] talvez umas duas vezes. Tive algumas propostas interessantes", começou por referir o alemão, sem contudo as identificar. "Rejeitei-as quase de imediato", afirmou logo a seguir, explicando que os motivos para a sua retirada das pistas continuavam válidas: "Eu iria estar a pilotar por pilotar ou apenas por diversão e, não, eu não sou assim", concluiu, em declarações captadas pela Autosport portuguesa.


Para além disso, Schumacher recebeu um convite da Honda Ten Kate, da World Superbikes, para competir no respectivo campeonato, sem contudo referir a altura em que este foi feito. Mas tal como os outros, também esse foi rejeitado pelo ex-piloto alemão. Schumacher anunciou a sua retirada no final do GP de Itália de 2006, depois de 16 temporadas ao mais alto nivel, por afirmar que já não sentia a mesma motivação para competir ao mais alto nivel.

Fernando Alonso apanhou um grande susto!

Li isto primeiro na Mai, e depois quis ver noutros lados. Acabei por descobrir no jornal "El Pais" a noticia: Fernando Alonso sofreu um incidente aéreo no Quénia, ontem à noite, quando uma das asas do seu avião particular chocou contra um edificio no Aeroporto de Malindi, quando se preparava para descolar rumo a Espanha.

Alonso ia acompanhado da sua mulher, Raquel do Rosário, a irmã dela, Marta e o seu marido, Ander Astrain. Os dois casais tinham decidido passar o Ano Novo no hotal "Lion on the Sun". propriedade de Flavio Briatore, numa festa que ele próprio organizou com mais "VIP's". Os seis ocupantes (quatro passageiros e dois tripulantes) nada sofreram, e regressaram mais tarde a Espanha noutro avião particular. No final, tudo passou de um grande susto!

Historieta da Formula 1 - Nunca digam a Jacques Laffite...

... que é lento!

A semana passada, o jornal Autosport fez duas coisas: um "quiz", com quinze perguntas, para testar os conhecimentos dos fanáticos do automobilismo, e uma outroa, um conjunto de seis historietas, qual delas a mais louca. Ao longo destas semanas, tentarei contar esses "sideshows", algumas delas para maiores de 18!



Hoje vou falar de Jacques Laffite, um dos pilotos mais famosos da década de 70 e 80, que correu na Ligier e na Williams, e actualmente é comentador no canal francês TF1. E como em casa vejo as transmissões deste canal, digo-vos que ouvi-lo vale sempre a pena. A "estória que se segue" é contada pelo próprio, e aconteceu algures nesta década, por alturas do GP da Alemanha, em Hockenheim, onde teve de aplicar todo o seu charme para escapar a uma enorme multa de trânsito!


"Na entrada da vila tem daqueles sinais em que te mostram a velocidade a que passas, para te avisar se vais a 50 km/hora, que é o limite. Ora, eu levava o carro cheio e um dos meus amigos disse-me que o sinal marcava 57 km/hora e que eu estava mesmo lento. Claro que fiz logo um pião, voltei uns 300 metros atrás e fiz todo o meu percurso original a fundo no meu carro de aluguer. Então o sinal mostrou 145 km/hora ou assim e toda a gente estava bem calada dentro do carro, enquanto eu me gabava de continuar a ser rápido. O pior foi convencer o policia que me esperava mais à frente que tudo não passava de uma brincadeira entre amigos. Mas com muita persuasão ele lá me perdoou."


Jà sabem: se qualquer dia forem à boleia com ele, nunca digam que está velho. Estão por vossa conta e risco! Mas esta não é a unica "estória" com o simpático Jacques. Com o tempo, contarei mais...

O piloto do dia - Michael Schumacher, 40 anos! (4ª parte)

(continuação do capitulo anterior)


No inicio da temporada de 1998, Michael Schumacher e a Ferrari tinham que provar, mais do que nunca, que o conjunto era o ideal para a Ferrari regressasse aos títulos mundiais, uma espera que já ia entrar na sua 19ª época. Nesse ano, tinham que fazê-lo com trabalho redobrado, pois o incidente de Jerez ainda estava fresco na memória, e agora, também a reputação de Schumacher estava prejudicado, logo, o trabalho seria a dobrar.


Para além disso, a temporada de 1998 iria revelar-se um novo rival para Schumacher: o finalndês Mika Hakkinen e os McLaren-Mercedes. Já tinham ameaçado durante a época de 1997, mas em 98 iam estrear o modelo MP4-13, desenhado por Adrian Newey, e no inicio da temporada, as boas indicações confirmaram-se, com o finlandês a ganhar em Melbourne (após uma controversa ultrapassagem ao seu companheiro de equipa, ordenada por Ron Dennis) e em Interlagos. Schumacher, que desistiu em Melbourne e foi terceiro no Brasil, venceu na Argentina e foi segundo em Imola, numa prova ganha por David Coulthard. Hakkinen voltou a ganhar mais duas corridas, mas depois da sua segunda vitória, no Canadá, vence mais duas vezes seguidas, em Magny-Cours e Silverstone, equilibrando os pratos na balança. Teve depois mais um pódio na Austria e uma vitória na Hungria, antes do conturbado Grande Prémio da Belgica, em Spa-Francochamps.


Depois de a primeira partida ter sido interrompida por um acidente que colocou 13 carros fora de prova, na segunda largada, o alemão assegurou a liderança, e à 25ª volta, já tinha uma vantagem de 40 segundos sobre o segundo classificado. Então, vê David Coulthard, que ia ser dobrado pelo piloto alemão, mas numa corrida sob pobre visibilidade, e apesar dos avisos de Jean Todt a Ron Dennis para que o seu piloto não complicasse as coisas, Coulthard levantou o pé quando Schumacher estava demasiado perto do carro do escocês, causando uma colisão. Ambos os carros chegaram à boxe, para desistir (o incidente foi na zona de Pouhon), e logo imediatamente, Schumacher foi a correr para as boxes da McLaren para tirar satisfações, acusando-o até... de o querer matar. Os comissários concuiram que foi apenas um mero incidente de corrida, sem qualquer razão para ser penalizado.


Na corrida seguinte, em Monza, Schumacher ganha, e ambos os pilotos ficam empatados, com 80 pontos cada um. Contudo, Hakkinen ganhou as duas corridas finais, em Nurburgring e Suzuka, com o alemão, que tinha feito a "pole-position" nos treinos, a ter problemas desde o inicio: o carro ficou parado na pré-grelha, obrigando-o a partir do último lugar, e depois de ter feito uma recuperação brilhante até ao terceiro lugar, um furo no pneu traseiro esquerdo, à entrada da volta 31, o obriga a desistir. No final do ano, foi vice-campeão, com 86 pontos.


Sendo assim, em 1999, parte-se de novo para mais um ano onde se tentará opor o mais possivel à tentativa de Mika Hakkinen e da McLaren de ficar com ambos os títulos. Mas começa mal a temporada, com um furo e teve de trocar o nariz, que tinha sido quebrado devido a vibrações, terminando no oitavo lugar. Quem ganhou a corrida foi o seu companheiro Eddie Irvine. Mas depois desta contrariedade inicial, sobe ao pódio em Interlagos e vence em San Marino e Mónaco, e foi terceiro em Barcelona. Foi quinto em Magny-Cours, numa corrida à chuva, mas na prova seguinte, em Silverstone, iria passar pela obstáculo mais difícil da sua carreira.


No inicio da prova, os carros de Alex Zanardi (Williams) e Jacques Villeneuve (BAR) ficam parados na grelha de partida, e os organizadores não tiveram outro remédio senão o de interromper a prova, ainda a primeira volta ia a meio, quando todos os carros estavam na Hangar Straight, a caminho da curva Stowe. Todos começaram a travar... menos Schumacher. O que se iria assitir era incrivel: os travões traseiros tinham falhado, e embateu em cheio na barreira de pneus. Quando quis sair, não podia, pois tinha acabado de fracturar a perna direita. As suas chances de conseguir o título em 1999 tinham desaparecido.


O alemão ficou mais de dois meses a tentar recuperar em casa da fractura, enquanto que era substituido pelo finlandês Mika Salo, e a Scuderia tentava ajudar Eddie Irvine a conseguir o título. Quando Schumacher regressou, no GP da Malásia, a duas provas do final do campeonato, estava numa situação inédita: era o escudeiro de Irvine, e tinha que o ajudar na sua tentativa de alcançar o título! Em Sepang, a Ferrari fez 1-2, mas não sem depois de passarem por um susto, quando foram desclassificados inicialmente devido a um deflector que não estava nas medidas certas. A Scuderia apelou, e este foi válido, recuperando o resultado inicial. E no Japão, o alemão não conseguiu evitar que Mika Hakkinen vencesse a corrida e se tornasse bicampeão mundial, embora a Ferrari tenha ganho pela primeira vez desde 1983 o título mundial de Construtores.


Em 2000, a batalha Ferrari-McLaren continuava nas pistas. A Scuderia apresentava o modelo F1-2000, contra o McLaren MP4-15 que Hakkinen e Coulthard iriam pilotar nesse ano. E Schumacher iria ter um novo companheiro de equipa: o brasileiro Rubens Barrichello. Na temporada de 2000, Schumacher entrou a matar: venceu as três primeiras provas do ano (Austrália, Brasil e San Marino), com Hakkinen a ganhar somente na quinta prova do ano, em Barcelona. Ganhou mais duas corridas, em Nurburgring e em Montreal, e parecia ir a caminho do tricampeonato, quando teve três provas sem acabar (França, Austria e Alemanha), fazendo pairar novas nuvens negras sobre si. Voltou a pontuar na Hungria e na Belgica, mas perdeu ambas as corridas para Mika Hakkinen (a ultima das quais, em Spa-Francochamps, depois de uma ultrapassagem do outro mundo, no final da recta Kemmel)


Contudo, na corrida seguinte, em Monza, Schumacher consegue voltar à vitórias. perante a multidão de "tiffosi". Só que nessa corrida, Scgumacher igualava Ayrton Senna em numero de vitórias, 41. Na conferência de imprensa que ocorreu no final da corrida, queando lhe perguntaram como se sentia após ter igualado o piloto brasileiro nas estatisticas, emocionou-se e começou a chorar. Ganhou de novo em Indianápolis, palco do regressado GP dos Estados Unidos, e em Suzuka, consegue a terceira vitória consecutiva, batendo Mika Hakkinen numa corrida decidida nas boxes. Por fim, conseguia o tricampeonato, e a Itália comemorava por fim um título da "Rossa" 21 anos depois de Jody Scheckter. Um campeonato ganho com um total de 108 pontos (ainda viria a ganhar na última prova do ano, na Malásia), nove vitórias, nove pole-positions e duas voltas mais rápidas. Com a nova década, uma era de dominio da Ferrari iria começar na Formula 1.


(continua amanhã)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Dakar 2009 - Dia 2

O espanhol Carlos Sainz e os Volkswagen Touareg assumiram a liderança do Rali Dakar de 2009, após a etapa de hoje, entre Santa Rosa e Puerto Madrin (837 km, 237 dos quais em troço cronometrado), após o anterior lider, o qatari Nasser Al-Attyah, se ter atrasado. Os pilotos portugueses foram discretos.

O piloto espanhol não teve problemas em forçar o ritmo, numa atapa rápida de areia e pedras, e apossar-se da liderança, aproveitando o atraso que Al-Attyah teve hoje, por problemas de navegação, e caindo para o quarto lugar. Entretanto, o seu companheiro na Volkswagen, o sul-africano Giniel de Viliers, ascendu ao segundo lugar, a 2 minutos e 19 segundos do piloto espanhol. "Isto foi mais duro do que no primeiro día. A navegabilidade já começa a ter importancia. Mas o mais importante de tudo é que superei outra etapa sem mais problemas", disse Sainz à chegada a Puerto Madryn.

Stephene Peterhansel é o terceiro, e o melhor dos Mitsubishi, a quase quatro minutos do líder, enquanto que o espanhol Nani Roma, o seu companheiro, é quinto, e o francês Luc Alphand o sexto. Quanto aos pilotos portugueses, o melhor é Adélio Machado, na 79ª posição a já três horas e 39 minutos de Sainz. Martine Pereira está na 82ª posição, enquanto que Francisco e Nuno Inocêncio ficaram atascados no final da etapa, e são agora 104º e 105º classificados, respectivamente. Ricardo Leal dos Santos é 128º classificado, depois de terem ficado atascados por várias vezes e terem passado por sustos, como terem uma porta arrancada por um camião!

Nas motos, Marc Coma, o lider, perdeu quase 12 mintutos para o vencedor da etapa, o holandês Frans Verhoeven, devido a um engano no percurso, e à perda de óleo na sua moto por alturas do quilómetro cem, que foram resolvidas com a ajuda de um espectador. Controlando os prejuizos, o espanhol mantêm-se na liderança, com mais 14 minutos sobre o segundo classificado, que é Verhoeven.

Quanto aos portugueses, Paulo Gonçalves é o melhor, terminando a etapa na posição, sendo agora o 19º classificado, depois de ter rolado muito tempo nos dez primeiros. "A etapa de hoje foi muito longa, foi um dia bastante cansativo e desgastante em termos físicos. A prova estava a correr muitíssimo bem, mas um pequeno erro de navegação quase no final fez-me perder algum tempo e isso levou a uma consequente descida na tabela classificativa", disse o piloto, em declarações captadas pelo Autosport.

Helder Rodrigues veio logo a seguir, na 20ª posição da geral, numa etapa onde adoptou uma toada cautelosa, para evitar excessos: "A minha classificação de hoje era de certa forma previsível, pois andei com cuidado, depois do desgaste no pneu traseiro que me atrasou bastante ontem. O rali ainda vai no começo e quero, por enquanto, evitar qualquer problema que me possa fazer perder terreno na classificação geral", afirmou à chegada. Luis Ferreira é o terceiro melhor português, na 49ª posição na geral, enquanto que Pedro Oliveira sofreu uma quedae terminou a sua participação no Dakar.

A etapa de amanha ligará Puerto Madryn e Jacobacci, no total de 694 quilómetros, 616 dos quais em troço cronometrado.

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana tem a ver, obviamente, com o Rali Dakar, e a sua nova roupagem sul-americana. A imagem principal mostra Carlos Sainz, no seu Volkswagen Touareg, nas estradas argentinas, já que esta tarde se tornou no novo lider, após a conclusão da segunda etapa. "À Medida de Sainz", é este o título.




Como é habitual, há sempre um espacinho para a Formula 1, para falar sobre as dúvidas que podem existir para a nova temporada, eventualmente sobre os novos modelos, que irão começar a ser apresentados dentro de duas semanas. E para finalizar, um "test-drive" entre alguns dos Super-Desportivos existentes, um dos quais o famoso kit-car da KTM...

Blogs "Made In Japan"

A cada dia que passa, vale sempre a pena vasculhar na Blogosfera, pois esta está sempre em mutação, e todos os dias entram novas personagens, provenientes de paragens inimagináveis até há pouco tempo, mas que podem ser úteis para entender o que se passa nas suas paragens. E hoje, trago-vos um bom exemplo.

Descobri, via Joel Cesetti, do excelente blog Sport Protótipos, o blogueiro Ricardo Susumu Kakazu, um "nissei" de 22 anos, agora radicado na zona de Nagoya, no centro do Japão. Pelo que vi, estuda design gráfico e piloto de karts nas horas vagas, e tem dois blogs: um mais pessoal, o Kakazu Racing Motorsport, e outro mais interessante, que fala sobre o mundo dos Sport-Protótipos, quer no passado, quer no presente, o World Motor Sports Cars, que tem como mais recente post um "teste secreto" de um Nissan GT-R com especificações de GT1, um projecto que já foi noticiado há uns dias atrás.

Vão lá e cumprimentem o autor, e digam que vão da minha parte!

O piloto do dia - Michael Schumacher, 40 anos! (3ª parte)

(continuação do capitulo anterior)


Quando Michael Schumacher chega à Ferrari, encontra uma equipa que não vence nenhum título desde 1983, e que nas últimas cinco temporadas, só tinha ganho por duas vezes. Para além disso, passava por uma longa reestruturação, que tinha começado com a chegada de Luca de Montezemolo como presidente da Scuderia. Tinha contratado John Barnard como projectista, e Jean Todt como director desportivo, mas ainda faltava mais para voltar a colocar a equipa nos eixos e a ser candidata ao título. Acreditava-se que Schumacher, bi-campeão com a Benetton, e o melhor piloto do pelotão nessa altura, era o homem certo.


Mas para transformar um grupo de pessoas esforçadas numa equipa vencedora, tinha-se de mostrar que cofia neles. E uma das primeiras coisas que fez foi testar o modelo 412T, que tinha sido o carro usado em 1995. Depois de uma tarde de testes, afirmou que era um carro capaz de ganhar um título mundial. Estava dado o primeiro passo.


O carro de 1996, o F310, era projectado por John Barnard, e ainda tinha alguns elementos que ligavam ao passado, como uma frente baixa, por exemplo, embora a meio caminho dos outros carros de nariz levantado. Só a partir do Canadá é que teve um nariz levantado, como todos os outros. Era um carro bom para Schumacher desenvolver, mas não uma máquina que fosse capaz de bater o Williams FW18. A Ferrari contratou como companheiro de equipa o irlandês Eddie Irvine, da Jordan, como seu fiel escudeiro, e partiu para 1996 como sendo mais uma temporada de transição, e tudo que alcançasse seria um feito.


No inicio da temporada, na Austrália, Schumacher abandonou com problemas nos travões, um sinal de que o carro apesar de ser bom, sofria imensos problemas de fiabilidade, que apesar de não afectar tanto a Schumacher, afectou muito mais o seu companheiro Eddie Irvine. Em 16 corridas, o piloto irlandês apenas pontuou em quatro ocasiões... Contudo, Schumacher conseguiu o seu primeiro pódio pela marca em Interlagos, ao ser terceiro. Na prova seguinte, em Nurbrugring, lutou até ao fim com o canadiano Jacques Villeneuve, filho de Gilles, que conseguiu a sua fama ao serviço da marca do Cavallino Rampante, mas no final, perdeu a corrida a favor do piloto da Williams. Em Imola, a quinta prova do campeonato, conseguiu a sua primeira pole-position, numa corrida onde terminou na segunda posição, atrás de Damon Hill. Repetiu o feito no Mónaco, mas desistiu na corrida, quando se despistou... na primeira volta.


Mas depois de Mónaco, veio Barcelona. E numa corrida à chuva, tal como tinha acontecido no Mónaco, desta vez não fez feio. Partindo do terceiro posto, fez uma condução irreprensível à chuva, chegando cedo ao comando e não o largando até ao fim. DEpois de ter ganho, os adeptos e os especialistas, rendidos a aquele tipo de condução, que já não viam desde os tempos de Ayrton Senna, chamaram-no de "Regenmeister", o Rei da Chuva. Stirling Moss afirmou, depois da prova: "Isto não foi uma corrida. Foi uma demonstração de dominio à chuva".


À medida que a temporada avança, a fiabilidade do Ferrari melhora, e com ele mais hipóteses de vitória aparecem. Volta ás vitórias na Belgica, batendo Jacques Villeneuve nas saídas das boxes, e em Monza, em frente de uma multidão delirante de "tiffosi", que não viam um carro do Cavallino a ganhar na Catedral desde 1988. Até ao final do ano, conseguiu mais dois pódios, no Estoril (onde Jacques Villeneuve o ultrapassou por fora na curva Parabólica), e em Suzuka. No final do ano, temina na terceira posição, com 59 pontos.


Em 1997, Schumacher e a Ferrari recebem dois novos elementos: o projectista Rory Bryne e o ditector desportivo Ross Brawn. Bryne, que se tinha retirado da Benetton no final de 1995, e preparava-se para curtir a reforma na Tailândia, foi convencido por Schumacher a voltar à activa e fazer uma versão B do modelo 310. Quanto a Brawn, tornou-se no braço-direito de Jean Todt, e no homem que elaborava as estratégias de corrida.


Com os testes e o desenvolvimento do carro, os problemas de fiabilidade começaram a ser resolvidos, e cada vez mais o carro se tornou numa máquina capaz de se bater com o agora Williams FW19, pilotado por Jacques Villeneuve e o alemão Heinz-Harald Frentzen. Mas o ano começou com o McLaren de David Coulthard a vencer na Austrália, seguido das vitórias de Villeneuve no Brasil e na Argentina, e de Frentzen em San Marino. Mas Schumacher vence finalmente no Mónaco, depois de mais uma condução impecável à chuva, e depois volta a vencer em Magny-Cours e em Silverstone, encurtando a diferença, e ultrapassando-o. Depois do GP do Japão, prova do qual venceu (e beneficiou da desclassificação de Jacques Villeneuve), o alemão tinha um ponto de vantagem sobre o canadiano, quando máquinas e piltoos chegaram a Jerez de la Frontera, palco da última prova do calendário.


À medida que se aproximava a hora da corrida, muitos eram os quer perguntavam se iria fazer a mesma manobra de três anos antes, contra Villeneuve, para assegurar o título mundial. Sabia-se que uma vitória Ferrari era algo que meio mundo da Formula 1 desejava, e as tensões andavam no ar. Max Mosley tinha prometido que caso alguém tentasse fazer alguma manobra fora do regulamento, seria penalizado. Na qualificação, Villeneuve e Schumacher fazem o mesmo tempo ao milésimo, mas como o canadiano tinha feito antes dele, é o piloto da Williams que fica com a "pole-position".


Na partida, o alemão consegue saltar para a frente da corrida, com Villeneuve sempre atrás dele, a pressionar o piloto da Ferrari e a procurar por uma oportunidade para o ultrapassar. Após as duas paragens na boxe, nas voltas 22 e 23 (Schumacher e Villeneuve) e 43/44 (na mesma sequência), ambas as posições ficaram inaltreradas. Mas o jogo de pneus do Williams era mais eficaz do que o jogo da Ferrari, e aproximava-se cada vez mais. E na volta 48, à entrada da curva Dry Sac, Villeneuve trava mais tarde para tentar ultrpassar por dentro da curva, e o alemão reage, fechando a porta. Só que a manobra sai cara a Schumacher, que desiste na hora, e o canadiano continua, até ao fim, com estragos no radiador, para conseguir o seu título mundial. As imagens vistas de dentro do carro do alemão mostram que este teve intenção de provocar um acidente, pois sabia que caso ambos desistissem, ele seria o campeão. Martin Brundle, seu ex-companheiro na Benetton e agora comentador da cadeia inglesa ITV, ao ver as imagens comentou: "Essa manobra não resultou, amigo. Atingiste na parte errada!"


Os comissários de pista afirmaram no final da corrida que a manobra tinha sido um simples "incidente de corrida", mas Max Mosley, relembrando aquilo que tinha dito uns dias antes da corrida, chamou-o e aos responsáveis da Ferrari à sede em Paris, e decidiu duas semanas depois, a 11 de Novembro, que o piloto alemão seria desclassificado do Mundial de 1997, sendo atribuido o vice-campeonato a Heinz-Harald Frentzen. Contudo, os seus resultados ao longo da época foram mantidos. O incidente também foi largamente comentado nos jornais italianos e alemães, condenando a atitude do piloto alemão. O jornal "La Reppublica" afirmou no seu editorial que "ver desaparecer a chance de um título mundial após 18 anos de espera já é triste. Mas vê-lo perder devido a uma má manobra de Michael Schumacher é muito pior. É vergonhoso." Contudo, passada a polémica, Schumacher e a Ferrari prepararam-se para mais uma temporada, sempre com o objectivo de alcançar o título, para acabar com a longa espera e fazer esquercer as polémicas passadas.


(continua amanhã)