sábado, 30 de novembro de 2013

Youtube Formula 1 Animation: Formula 1 para Totós


O site Pole Position fez uma série de três animações que colocou no Youtube onde decidiu explicar como foi a temporada de 2013 de Formula 1. E para que todos pudessem entender, a explicação foi para os "leigos". Do género... para até que uma criança de quatro anos entendesse do que se trata.

Coloco aqui as três partes. Acho que deveriam ter feito um video onde juntassem todos eles, digo eu...

Esta vi no WTF1.co.uk   

The End: Doriano Romboni (1968-2013)

Que o automobilismo é perigoso, todos nós sabemos. Mas o motociclismo pode ser ainda mais perigoso, e este está a ser um ano bem triste nesse campo. Esta tarde, o ex-piloto de MotoGP, o italiano Doriano Romboni, de 44 anos, morreu em consequência de um acidente durante uma sessão de treinos numa corrida em homenagem ao seu compatriota Marco Simoncelli, outro piloto de MotoGP morto em Sepang, em 2011.

Segundo os relatórios vindos do local, Romboni foi atingido por outro piloto após ter sofrido uma queda na segunda sessão de treinos para o evento. Imediatamente imobilizado e levado de helicóptero ao hospital Santa Maria Goretti, em Latina, não muito longe de Roma, e apesar dos esforços da equipa de emergência médica, o italiano acabou por não resistir aos ferimentos.

Nascido a 8 de dezembro de 1968, Romboni chegou ao MotoGP em 1989, para correr na classe de 125cc (agora Moto3) ao serviço da Honda. Depois de mais uma temporada nessa classe, onde venceu duas corridas e foi quarto classificado no campeonato, Romboni passou em 1991 para a classe 250cc (atual Moto2), onde ao serviço da HB-Honda, após uma primeira temporada algo apagada, evoluiu bastante nos anos seguintes, sendo a temporada de 1994 a melhor, terminando no quarto lugar da classificação geral, com uma vitória, em Laguna Seca. Um ano antes, tinha vencido duas corridas seguidas, na Austria e na Alemanha.

Em 1996, passa para a classe raínha dos 500cc, ao serviço da equipa oficial da Aprilia, mas sem resultados de relevo. Falhando boa parte da temporada, conseguindo apenas 23 pontos e o 14º posto, no ano seguinte conseguiu um terceiro lugar em Assen, acabando com 88 pontos e o décimo lugar da classificação. Contudo, a sua carreira na classe rainha terminou após a primeira corrida do ano, no Japão, ao serviço da MuZ-Weber, com um 12º lugar.

Em 1999, Romboni - que tinha conseguido a alcunha de "Rambo" pelo seu estilo aguerrido - passou para a Superbike, onde aos comandos de uma Ducati, teve boas prestações a´te sofrer um grave acidente em Monza com o neozelandês Aaron Slight. gravemente lesionado nas pernas, basicamente a sua carreira terminou por aqui, apesar de ter tentado regressar à competição em 2000 e 2004, especialmente no campeonato italiano da categoria.

E a grande ironia é que morreu num evento de homenagem a outro piloto. É mesmo triste. Ars lunga, vita brevis. 

Youtube Motorsport Classic: The Racers, Antti Kalhola

Olhem que regressou depois de muito tempo de ausência: o finlandês favorito deste blog... depois dos pilotos de automobilismo. E como sempre, consegue capturar a essência deste desporto e a razão porque o amamos.

E seis minutos e sete segundo passam depressa. Provavelmente muitos de nós vão ver isto mais do que uma vez. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Agora que temos Pastor Maldonado na Lotus...

... as peças do puzzle poderão se mover rapidamente, numa questão de dias, talvez até de horas. A confirmação de Pastor Maldonado na Lotus era algo que se esperava há vários dias, especialmente depois que o jornalista Américo Teixeira Jr. o ter confirmado no seu site, o Diário Motorsport. E quando no fim de semana do Grande Prémio do Brasil, o venezuelano foi flagrado na porta da boxe da Lotus, com Nicolas Todt e Eric Boullier, toda a gente sabia que era uma questão de tempo.

Para a Lotus fazer este anuncio a razão foi uma: a Quantum não confirmou a injeção de dinheiro que andava a falar há meses, e segundo, as dúvidas sobre a viabilidade do negócio aumentaram bastante quando se começou a saber da origem do dinheiro por parte do paquistanês Mansoud Ijaz, o dono da Quantum. Um bom conselho é ler a matéria que o Vitor Martins fez na revista Warm Up deste mês sobre ele.

Assim sendo, Maldonado e os milhões da PDVSA vão entrar nos delapidados cofres de Enstone e da Genii Capital, e ele vai ser o companheiro de equipa do francês Romain Grosjean. Para muitos, parece que se juntaram os Cavaleiros do Apocalipse, mas isso seria verdade se a dupla se tivesse juntado em 2012 ou 2013. Agora, após a temporada de 2013, o francês conseguiu dar a volta em termos de reputação, ao fazer performances sólidas na temporada que passou, conseguindo seis pódios - sem vitória - e o sétimo lugar na classificação de pilotos, com 132 pontos.

Com 27 anos - menos um do que o venezuelano - o piloto suiço (mas com licença francesa) está a mostrar que está a aprender com os erros e está a melhorar as suas performances, o que lhe garantiu a confiança de Boullier e o reforço da Total, que exige no seu contrato que haja um piloto francês na equipa. À partida, ele será o primeiro piloto e o mais experiente e conhecedor das manhas de Enstone, contra um outro piloto que apesar de ter uma vitória na sua carreira, todos o conhecem mais pela maleta cheia de dólares que traz consigo e pela reputação de destruidor de carros. "Brutamontes de Caracas" será provavelmente o apelido mais adequado a ele.

Mas Maldonado sabe que está é uma grande oportunidade para brilhar de novo no pelotão. Basta reencontrar o seu cérebro e ganhar um pouco mais o seu sangue-frio e pode ser que encontre o mesmo caminho que o seu novo companheiro de equipa em 2014. O chassis é bom, e pode ser que os novos motores Renault sejam também bons.

Com a entrada dele na Lotus, o xadrez sobre os pilotos poderá movimentar-se rapidamente. Nos próximos dias, provavelmente a Force India poderá confirmar a presença de Nico Hulkenberg, com Sergio Perez como seu companheiro de equipa, e claro, levando consigo um camião de pesos mexicanos vindos do grupo Slim. Na Sauber, os rumores são vários, desde que surgiram dúvidas sobre a viabilidade dos investimentos russos, que garantiram a chegada de Serguei Sirotkin. Alguns falam que o brasileiro Felipe Nasr poderá estar a caminho, outros referem que a Marussia e a Sauber poderão estar a discutir uma fusão, outros falam de que ambos os lugares estão vagos, já que Esteban Gutierrez poderia estar na porta de saída, devido aos resultados desapontantes nesta temporada. E ainda não se sabe se algum dos pilotos que sairá - ou anda à procura de lugar - vá parar à Caterham...

Em suma, só nos próximos dias é que se saberá como pararão as coisas do pelotão da Formula 1. Mas pode-se dizer que hoje, uma importante peça do puzzle foi desvendada.

Formula 1 em Cartoons - Maldonado na Lotus (GP Toons)

Com a confirmação de Pastor Maldonado na Lotus, feita esta tarde, os piores receios de alguma gente se confirmaram. E antes de todos nós fugirmos para as colinas, e das equipas contratarem novos pilotos pagantes, para se precaverem de futuros prejuízos, vejamos uma visão do futuro, feita pelo Hector Garcia, do Grand Prix Toons. 

Querem ver um livro que custa um milhão de dólares?

Já ouvi falar de livros raros e caros, mas este arrisca a bater recordes. Para já é o livro de Formula 1 mais caro de sempre, e segundo é uma edição... "Bernie Ecclestone". Têm 852 páginas, pesa 37 quilos, e têm 50 centímetros quadrados. O custo deste exemplar único? Um milhão de dólares. Leram bem: um milhão de notinhas verdes vindos da terra do "Tio Sam" para a edição assinada pelo "anãozinho tenebroso".

Claro, há edições mais acessiveis. Sem capas de aluminio, por exemplo. Esses exemplares mais acessiveis custam a módica quantia de... duzentos mil dólares.

Provavelmente muitos homens irão seguir o exemplo do senhor Mark Parisi, que irá vender um dos seus testículos por 35 mil dólares e comprar um Nissan 370Z...

Esta vi no WTF1.co.uk

Youtube Formula 1 Classic: O anuncio da morte de Tom Pryce


O Grande Prémio da África do Sul de 1977 ficou marcado pelo acidente fatal do galês Tom Pryce, quando o seu Shadow atropelou um jovem comissário de pista chamado Jenson Van Vuuren, um bagageiro de 19 anos no aeroporto Jan Smuts. Pryce foi atingido pelo extintor que o jovem comissário levava, mas a sua trajetória continuou pista abaixo até bater no Ligier-Matra de Jacques Laffite e se enfaixar nas barreiras de proteção.

Na noticia da BBC, ouve-se a carreira do jovem galês, que então tinha 27 anos e que teve alguns bons resultados, como uma vitória na Race of Champions de 1975, e a pole-position no GP da Grã-Bretanha daquele ano, que foi no circuito de Silverstone. E também se fala da vitória de Niki Lauda, a sua primeira desde o seu acidente quase fatal em Nurburgring-

Este video é sem dúvida raro, mas não mostram as imagens do impacto, apenas o seu rescaldo. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Rumor do Dia II: António Félix da Costa vai correr na DTM em 2014

O rumor existe há algumas semanas, mas a Autosport portuguesa anuncia esta tarde que a Red Bull decidiu colocar António Félix da Costa como piloto da DTM na temporada de 2014, ao serviço da BMW. A decisão, a ser confirmada, será consoante com os desejos da marca de energéticos austríaca, que quer colocar o piloto português - superado no final desta temporada por Daniil Kvyat no lugar deixado vago por Daniel Ricciardo na Toro Rosso - numa competição onde não haja colisão em termos de finais de semana na Formula 1.

Para além disso, a Red Bull vai o manter perto, sendo ele o terceiro piloto da marca, e trabalhando ativamente no simulador  ao longo de 2014. E a razão desta escolha poderá ser bem simples: com Daniel Ricciardo, Jean-Eric Vergne e Daniil Kvyat sob escrutinio, quer na Red Bull, quer na Toro Rosso, a ideia é que Félix da Costa seja uma espécie de "fantasma" para que atice os outros três pilotos para que coloquem velocidade e resultados. E a ideia de o piloto português saltar para um Formula 1 a meio do ano é uma hipótese que a Red Bull coloca em cima da mesa, e alternar DTM com a categoria máxima do automobilismo é perfeitamente viável.

Veremos na semana que vêm, quando a Red Bull anunciar os planos que têm para o piloto de Cascais.   

Noticias: Ross Brawn explica razões para a sua saída da Mercedes

Como seria de esperar, Ross Brawn e a Mercedes anunciaram esta manhã que iriam seguir caminhos separados. Foi o próprio Brawn que fez o anuncio, explicando que a mudança de regulamentos para 2014 era a altura ideal para sair da marca, para continuar no caminho das vitórias e dos títulos. "2014 vai marcar o início de uma nova era neste desporto. Nós já sentíamos que essa era o momento correto de simultaneamente começar uma nova era no comando da marca para garantir que a organização vai estar competitivamente numa posição mais forte nos próximos anos”, avaliou.

Brawn também afirmou que a escuderia ficará em boas mãos, com Paddy Lowe e Toto Wolff ao leme, e observados por Niki Lauda. “O fator mais importante na minha decisão de abandonar o cargo de chefe de equipa foi garantir que este era o momento certo para garantir os nossos sucessos futuros. O plano de sucessão que implementamos durante esta temporada significa que a marca está pronta para a transição das minhas responsabilidades para uma nova liderança formada por Toto e Paddy”, declarou. 

“A Mercedes-Benz investiu significativamente tanto em pessoal, quanto em estrutura, quer em Brackley, quer em Brixworth. Graças à abordagem unica que colocamos em ambas as fábricas, a Mercedes está posicionada para ter sucesso em 2014, e estou orgulhoso de ter ajudado a fazer as fundações desse sucesso”, acrescentou.

Para além disso, Brawn fez um balanço do tempo que passou em Brackley, desde os tempos em que aquilo se chamava Honda, para depois passar a ser Brawn GP, antes de em 2010 ter virado Mercedes: “Nós só podemos ficar orgulhosos não apenas com nossas conquistas na pista, mas também na organização que construímos em Brackley. Ao longo dos últimos seis anos, esta equipa proporcionou alguns dos momentos mais memoráveis da minha carreira. O nosso segundo lugar nos Construtores, nesta temporada, é uma importante marca no caminho para o sucesso. Estou confiante que o futuro destina muito sucesso para a marca e vou ficar realmente orgulhoso de ter feito a minha parte nessas conquistas”, concluiu.

Há especulação sobre o que ele poderá fazer no futuro, mas o mais provável é que ele decida tirar um ano sabático, tal como fez em 2007, após a sua saída da Ferrari. 

WRC: Hanninen e Bouffier terão programas parciais no Hyundai de WRC

A Hyundai anunciou hoje o que poderá ser um esboço de programa para a temporada de 2014, com Thierry Neuville como piloto principal e os outros três pilotos que ajudaram a desenvolver o carro - o finlandês Juho Hanninen, o francês Bryan Bouffier e o australiano Chris Atkinson - com programas parciais. Isto porque a marca coreana afirmou que Hanninen será piloto oficial (como já se sabia desde julho) terá um programa parcial com a marca coreana, a partir do Rali da Suécia, já que em Monte Carlo, eles alinharão com Neuville e Bouffier.

“Tenho trabalhado muito com a equipa desde maio, e tem sido um projeto realmente fantástico. Tem sido um prazer trabalhar com eles nos testes, e eu realmente respeito a oportunidade de pilotar em alguns ralis para a marca em 2014”, declarou o finlandês de 32 anos, campeão na categoria S2000 em 2010.

Michel Nandan, o diretor desportivo da marca coreana, afirmou que o trabalho feito por Hanninen até agora tem sido valioso, por isso era questão de tempo para que fosse anunciado como um dos segundos pilotos da marca. “Ele mostrou grande lealdade à nossa equiopa, e é certo que ele vai se juntar a nós em uma série de eventos específicos durante nossa campanha de estreia no WRC”, começou por afirmar. 

“Juho tem feito um trabalho fantástico nos testes. Ele provou ser um piloto completo, com a mistura certa entra velocidade e técnica, assim como ser um membro de verdade, dando um valioso feedback a nossos engenheiros. Ele traz consigo uma vasta experiência no WRC e foi quem completou mais quilómetros no carro neste ano, então sentimos que será um complemento ideal a Thierry”, concluiu.

Formula E: Mahindra confirma a sua participação

O construtor indiano Mahindra anunciou hoje que será a oitava construtora a participar na Formula E, a competição de carros eletricos que irá arrancar em setembro de 2014. Este anuncio de aposta nos carros elétricos não é novidade para a Mahindra, que em 2010 adquiriu a REVA Eletric Car Company, e que recentemente decidiu entrar na Moto GP, nomeadamente na sua categoria mais baixa, a Moto3.

“Nós fortemente acreditamos que a Formula E pode ser uma excelente vitrina para a nossa tecnologia de veículos elétricos”, começou por dizer Anand Mahindra, o presidente e diretor-executivo do Grupo Mahindra. “Com operações avançadas e experiência em eletrónica, tecnologias de informação, tecnologias automotivas e de fabricação, nós já estamos vendo a fusão desta tecnologia em nossas operações com veículos elétricos. As corridas vão acelerar esta tendência, enquanto a Formula E vai aumentar a consciencialização global sobre os benefícios dos veículos elétricos”, concluiu.

S. P. Shukla, o presidente da divisão de comptição da Mahindra, destacou o papel das competições no fortalecimento da marca indiana. “Nós estamos muito animados com a nossa nova aventura na Formula E. A Mahindra Racing é relativamente nova, mas nós vimos como as corridas beneficiam nossa organização, não apenas da perspectiva da marca, mas igualmente em termos de avanços tecnológico e motivação. Essa é uma grande adição ao nosso portfólio de corridas e estamos ansiosos por um futuro de sucesso na Formula E”, comentou.

Com isto, a Mahindra junta-se às americanas Andretti e Dragon, à chinesa China Racing, à japonesa Super Aguri, à britânica Drayson, à francesa DAMS e à alemã Audi Sport ABT.  

Rumor do Dia: Ross Brawn sai da Mercedes

A Mercedes vai anunciar esta quinta-feira que Ross Brawn irá abandonar a equipa no final do ano. O rumor existe há vários meses, mas parece que vai ser nesta quinta-feira que acontecerá o anuncio oficial. A grande razão para que ele tenha decidido abandonar a equipa, segundo diz a Autosport britânica, têm a ver com o controlo da equipa, que neste momento é um "trunvirato" entre ele, Christian "Toto" Wolff e Paddy Lowe, com Niki Lauda a ser o conselheiro nos bastidores, com funções não-executivas.

Aparentemente, a transição será imediata. Brawn irá sair da marca, com efeito imediato, com Lowe e Wolff e tomar conta da equipa, com poderes mais alargados, pois iriam açambarcar algumas das funções desempenhadas por Brawn, que tomou conta da equipa no final de 2008, quando a Honda saiu inesperadamente de cena, e ele teve que criar a Brawn GP, com algum apoio da Mercedes. No final desse ano, com a conquista dos títulos de pilotos e de marcas desse ano, a marca alemã tomou conta dos negócios e adoptou o nome a partir de 2010.

Agora, resta saber o que Brawn irá fazer a seguir. A reforma não está descartada, bem como existem ofertas - ou rumores - de que regressos à Ferrari - onde esteve entre 1997 e 2006, ajudando Michael Schumacher a vencer cinco títulos mundiais - e à Honda - que o contratou em 2008 - só que desta vez, ajudando a McLaren a regressar aos lugares da frente, de onde esteve arredado em 2013. Claro que ambas as hipóteses - entre outras - poderão acontecer depois de um ano sabático, que poderá fazer em 2014.

Ross Brawn tem uma longa carreira na Formula 1. Nascido a 23 de novembro de 1954 (fez agora 59 anos), começou a sua carreira em 1976 na March, passando depois para a Williams, primeiro como operador de máquinas, depois como engenheiro aerodinâmico. Em 1985, passa para a Lola-Haas, ajudando a desenhar o chassis - com Adrian Newey como... seu colega! - para depois ir para a Arrows, onde fica até 1988, e a seguir, tenta a sua sorte na Jaguar, onde desenhou o modelo XJR-14 de Sport-Protótipos.

Em 1991, regressa à Formula 1, mais concretamente à Benetton, onde conheceu um jovem alemão, de seu nome Michael Schumacher. Nos anos seguintes, torna-se no diretor técnico da equipa, onde ajuda a desenhar os carros e a elaborar as estratégias nas corridas, com bons resultados: Schumacher é campeão do mundo em 1994 e 1995, antes de se mudar para a Ferrari em 1997, onde irá permancer durante nove anos e ajudar a escrever uma página dourada na Scuderia.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Noticias: Montezemolo faz balanço da época e está confiante no futuro

Luca de Montezemolo é um homem que fala pouco, mas sabe o que pensa. Aos 66 anos, o homem que está na Ferrari há cerca de 40 - e por consequência, na Formula 1 - deu ontem à noite uma entrevista à RAI para fazer o balanço da época e falar sobre o que virá no futuro para a Ferrari e para a Formula 1 em geral. O jornalista Joe Saward acompanhou-a e captou as principais declarações do sucessor de Enzo Ferrari, e uma das coisas que disse em público foi que com o novo Acordo da Concórdia, a Ferrari terá direito de veto.

“Alcançamos um acordo com Ecclestone e a FIA e agora posso dizer que somos a única equipa com direito de veto: maior peso politico que este é impossivel! Estamos cientes da nossa posição na Formula 1, que sem nós, seria totalmente diferente. Dito isto, tenho de reconhecer que isso tem de ter correspondência com um carro vencedor, e isso não temos por agora", comentou.

Para além disso, Montezemolo espera que a FIA tenha uma atitude diferente após a próxima eleição presidencial, que tudo indica, será um passeio para a reeleição de Jean Todt. "A Federação têm tido a mesma politica por demasiados anos e agora é necessária uma mudança. E uma forte autoridade desportiva deverá ser sempre uma prioridade para a Ferrari", disse.

E em relação a Bernie Ecclestone, sobre a possibilidade de ser sucedido por Christian Horner, não levou a ideia a sério: "Com o passar dos anos, ele gosta mais de mandar piadas. E fico feliz que ele tenha a vontade de os fazer..."

Em termos desportivos, Montezemolo reconheceu que a temporada de 2013 foi de desilusão, apontando três razões para isso: o mau chassis, a mudança nos pneus, que fez com que o carro não fosse mais eficaz em pista, como era dantes, e a inabilidade de Felipe Massa de marcar mais pontos do que o necessário. E sobre 2014, ele foi claro: voltar a vencer o campeonato.

“O nosso objetivo é de construir um carro vencedor", começou por dizer. "Fizemos uma profunda reorganização e temos conosco engenheiros altamente competentes como [James] Allison. Haverão novos regulamentos que darão mais importância a áreas como os motores, onde somo muitos competentes nessa área. Temos razões para estarmos otimistas e tempos potencial para vencer. Já estivemos demasiado tempo perto do sucesso, e agora temos de vencer. Espero que não haja nenhum aspecto ou pormenor "obscuro" que tenha alguma influência nas coisas", concluiu.

Adrian Newey explica como vão ser as alterações para 2014

Adrian Newey refere que as grandes alterações para a temporada de 2014 não vão ser tão radicais como em 2009. Em entrevista ao site da Formula 1, o projetista que trabalha atualmente na Red Bull, mas que teve passagens por March, Williams, McLaren, afirmou que com o aumento da importância dos motores sobre a aerodinâmica, a grande questão é saber quem terá o melhor conjunto chassis-motor que permita dominar o pelotão na próxima temporada.

"As mudanças aerodinâmicas são grandes, mas são menores do que as que tivemos em 2009. Então, sim, há a chance de que uma equipe venha com um carro que é melhor do que o de seus rivais, mas em cima do que você terá de mudanças nos motores.", começou por dizer o projetista de 54 anos.

"O que é absolutamente incerto neste momento é se um fabricante de motor será capaz de vir com uma vantagem significativa. Mas o carro que superará todos os outros será o que tiver a combinação de um bom motor e um bom chassis. Se um deles não funcionar, haverá um problema. Quem virá com a combinação ideal? Este é o grande jogo de adivinhação para todos e é o que adiciona tempero para a temporada 2014", continuou.

Falando também sobre a aparência dos carros na próxima temporada, Newey afirmou que as projeções já feitas até aqui são um tanto quanto exageradas, mas, reconhece que podem não agradar aos puristas. "O ideal é que o carro seja rápido e tenha um design elegante. Mas todo mundo no paddock prefere um carro rápido a um carro atraente. É isso o que acontece. Sim, para mim seria bom se fosse dado um pouco mais de consideração à estética na elaboração dos regulamentos. Mas ser rápido é mais importante do que ser bonito.", comentou.

Explicando a seguir sobre os seus métodos de trabalho quando projeta os seus chassis em cada temporada, o projetista - que é conhecido pela sua aversão aos computadores e programas especializados em CAD - mostra como é que trabalha com os regulamentos e ver o que pode ser feito.
  
"A primeira coisa que você faz é ler os regulamentos. Com muito cuidado. Você tenta ler o que eles realmente dizem, mais do que o que pretenderam dizer, porque isso nem sempre é a mesma coisa. Então você tenta entender os regulamentos do pacote aerodinâmico e mecânico e o que parecem ser as melhores soluções para estas diferentes áreas." começou por explicar.

"Você vai embora e pesquisa. Haverá um momento em que tentas trazer tudo junto de volta novamente. Para mim, essa é a parte importante: o produto final deve ser um todo, não vários pedaços juntados num grupo. Na verdade, você desenvolve uma sensibilidade para este procedimento. O cérebro é uma coisa incrível: você pode estar fazendo algo completamente diferente, talvez fazendo uma xícara de chá, e de repente você sabe o certo do errado", concluiu.

Noticias: Webber vai fazer parelha... com ator de Hollywood

Não faltará trabalho a Mark Webber na sua carreira pós-Formula 1. O piloto de 37 anos correrá oficialmente pela Porsche a partir da temporada de 2014, quer no Mundial de Endurancce, quer nas 24 Horas de Le Mans, mas em 2015 poderá fazer outras coisas relacionadas. E uma delas é algo interessante: a participação nas 12 horas de Bathurst, com um senhor conhecido noutras áreas: o ator Eric Bana.

Segundo o jornal australiano Herald Sun, Webber respondeu no Twitter à pergunta de um fã se iria participar na edição das 12 Horas do ano que vêm. Apesar de não ter dito a sua indisponibilidade na próxima edição, avançou com uma novidade, falando que iria correr com o ator australiano de 45 anos e com James Tomkins. O carro será provavelmente um 911 GT3.

Bana, de origem croata (seu nome de nascimento é Eric Banadinovic), é um "petrolhead" convicto. Na sua juventude, adquiriu um Ford Falcon de 1974 que participou algumas vezes na Targa Tasmania. A sua paixão por esse automóvel resultou em 2009 num documentário chamado "Love the Beast".