quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Rumor do dia: Coulthard pode abandonar a Formula 1 em Monza

Depois de ontem a Toro Rosso ter confirmado que Sebastien Buemi e Takuma Sato testarão na Toro Rosso, nos dias 16 a 19 deste mês, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera, algo que já se falava desde a semana passada, fala-se agora que este teste tem outro objectivo, que é o de substituir David Coulthard a partir de Monza.

Desde ontem que surgiu um rumor de que o piloto escocês iria antecipar a sua reforma, anunciada desde Julho, altura do GP de Inglaterra, fazendo em Monza a sua última prova da sua carreira, sendo logo substituido por Sebastien Vettel, que viria da Toro Rosso. O teste da Toro Rosso serviria para saber quem ficaria com o lugar, daí a entrada de Sato nas contas, pois depois de Monza, as três corridas seguintes seriam no Oriente (Singapura, Japão e China).



Independentemente dos rumores, Sato mostra-se satisfeito com a oportunidade que lhe dão: "Estou muito feliz por ter oportunidade de regressar aos comandos de um Fórmula 1, depois da minha época ter sido, subitamente, concluída após o Grande Prémio da Espanha. Penso que será muito interessante testar por uma equipa que tanto tem evoluído nos últimos tempos", afirmou.


Mas outro dado tem que ser incluido nas contas: Sebastien Bourdais tem o seu lugar em jogo, pois o seu contrato ainda não foi renovado para a temporada de 2009, e as suas prestações, neste ano de estreia na Formula 1 tem sido decepcionantes, pois foi constantemente batido pelo jovem piloto alemão. Como Gerhard Berger e Dieter Maeschitz querem que a dupla da Toro Rosso seja uma mistura de juventude com experiência, Takuma Sato bem poderia ser a alternativa ao tetra-campeão da CART...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O piloto do dia - Olivier Panis

Depois de Alain Prost e Jean Alesi, este homem foi o melhor que a França mostrou na década de 90, simbolizando, de uma certa forma, o seu declinio da Formula 1, após ter colocado dezenas de jovens e talentosos pilotos nos anos 70 e 80, culminando com os quatro títulos mundiais de Alain Prost. Ele tem o título um pouco dúbio: o de ser o último piloto francês a ganhar a bordo de uma máquina francesa, num dos Grandes Prémios mais estranhos da história da Formula 1. No dia do seu 42º aniversário, hoje falo de Olivier Panis.

Nascido a 2 de Setembro de 1966 em Oulins, nos arredores de Lyon, a segunda maior ciade de França, começou a sua carreira em 1981, no karting. Até 1987, a sua carreira baseou-se nessa categoria. Ainda esse ano, participa no Volant Elf, de onde sai vencedor, e no ano seguinte, inicia a sua carreira nos monolugares, mais concretamente na Formula Renault. Depois de um ano de aprendizagem, sagra-se campeão em 1989. Em 1990, passa para a Formula 3 francesa, onde depois de terminar na quinta posição, perde o título de 1991, por apenas um ponto, apesar de ter ganho cinco corridas!

Contudo, a aprendizagem continua, e em 1992, está na Formula 3000 europeia, onde após um primeiro ano difícil com a equipa Appomatox, o ano seguinte, agora na DAMS, batalhou contra o pertuguês Pedro Lamy e o escocês David Coulthard pelo título, conseguido na última prova, em Nogaro, quando o seu rival português já estava na Formula 1, ao serviço da Lotus. E como tinha perdido por um ponto na Formula 3, aqui, o título foi dele por apenas um ponto.

Contudo, esse título garantiu-lhe também um lugar na Formula 1, nesta caso na francesa Ligier, ao lado de outro compatriota, Eric Bernard. De inicio, o seu objectivo era o de acabar as corridas, mas em Hockenheim, a sorte sorriu-lhe, quando conseguiu sobreviver à hecatombe da partida, e acabou a prova com um inesperado segundo posto, à frente do seu experimentado companheiro de equipa Bernard. No final da época, foi 11º classificado, com nove pontos.

No ano seguinte, continuando na Ligier, conseguiu mais chegadas nos pontos, demonstrando ser um piloto bastante regular, e na última prova do ano, na Australia, acabou na segunda posição, a duas voltas do vencedor, e com o motor Mugen-Honda prestes a rebentar! Nesse ano, terminou no oitavo lugar, com 16 pontos.

Seguiu-se mais uma época na Ligier, em 1996, e após ter sido sexto classificado no Brasil, aconteceu algo que entrou nos anais da história da Formula 1 como uma das vitórias mais inesperadas de sempre. No GP do Mónaco, uma prova difícil devido ao facto de ser corrida em cidade, e sob condições difíceis de tempo, apenas quatro dos 22 carros presentes à partida chegaram ao fim. E Olivier Panis conseguiu evitar todos os obstáculos para dar à Ligier a sua primeira vitória em 15 anos, e a sua última da marca, pois nessa altura estava em vias de ser comprada por Alain Prost. No final da temporada, conseguiu o nono lugar da classificação, com 13 pontos.

O acordo foi feito no final de 1996, e a partir da temporada seguinte, a equipa foi rebaptizada de Ecurie Prost, e Panis continuou a sua boa senda, ao conseguir um terceiro lugar no Brasil e um segundo lugar em Barcelona, depois de um falha de motor lhe ter roubado uma possivel vitória em Buenos Aires. Mas em Montreal, quando rolava na sexta posição, Panis sofreu um forte choque contra a barreira de pneus, e fracturou ambas as pernas. O seu belo começo tinha chegado ao fim, pois ele ficaria afastado durante boa parte da temporada. Para substitui-lo, alain Prost foi obrigado a chamar da Minardi um jovem italiano de 22 anos chamado Jarno Trulli.

Panis voltou á acção em Nurburgring no inicio de Setembro, e saiu de lá com um sexto lugar, provando que a sua capacidade de condução se mantinha intacta, e no final do ano, conseguiu amealhar 16 pontos e o nono lugar final.

Contudo, a Prost nas temporadas de 1998 e 99, esteve uma sombra daquilo que prometia, e Panes conseguiu somente dois pontos durante essas duas temporadas. Para piorar as coisas, era frequente o seu companheiro Trulli superiorizar-se a ele. No final desse ano, saiu da Prost, e aceitou um lugar como piloto de testes da McLaren durante a temporada de 2000.

Este ano sabático fez-lhe bem, pois recuperou muita da rapidez que julgava perdida após o acidente. E deu-lhe também a possibilidade de conseguir um lugar numa equipa da frente, algo que conseguiu em 2001, quando foi para a BAR, ao lado do canadiano Jacques Villeneuve.

Nesse ano, conseguiu cinco pontos, e em 2002 mais três. Apesar da BAR ser uma boa equipa, no papel, na realidade, não podia aspirar mais do que o meio do pelotão, e ainda por cima era um segundo piloto, pois todas as atenções estavam viradas para o piloto canadiano. Logo, no final de 2002, transferiu-se de armas e bagagens para a Toyota.

A sua vinda para a marca foi essencial para uma equipa que estava na altura a entrar na sua segunda época de aprendizagem na Formula 1, e ao lado do brasileiro Cristiano da Matta, havia esperanças de uma rápida evolução. Nesse ano, conseguiu como melhor resultado um quinto lugar na Alemanha, alcançando ao todo seis pontos. No ano seguinte, com a mesma dupla os resultados não foram os melhores, e cedo Da Matta foi substituido por Jarno Trulli, vindo da Renault. No final da época, com 37 anos e depois de dez temporadas na Formula 1, decidiu que era hora de arrumar o capacete em termos competitivos.

A sua carreira na Formula 1: 158 Grandes Prémios, em dez temporadas (1994-99; 2001-04), uma vitória, cinco pódios, 76 pontos no total.

Após retirar-se da Formula 1, continuou ligado à Toyota, como piloto de testes da marca, mantendo esse estatuto até 2006, altura em que se retirou da Formula 1. Depois disso, foi correr no Troféu Andros, pela Toyota, durante duas temporadas, onde correu contra pilotos como... Alain Prost. Este ano,vlargou as pistas de gelo e está a correr na Le Mans Series, na Team ORECA, guiando um chassis Courage.

Noticias: Chevrolet reforça-se no Oriente

As três últimas etapas do mundial WTCC vão conhecer reforços vindos do Extremo Oriente, para as equipas Chevrolet e Honda. Na primeira equipa, para além de Nicola Larini, de Alan Menu e Rob Huff, irá-se juntar a partir da jornada dulpa de Monza o japonês Manabu "Max" Orido, estrela no seu país natal devido a sua participação no campeonato japonês de GT, e em provas de "drift".


Orido correrá pela equipa em Monza, Okayama, no seu país natal, e em Macau, totalizando seis provas no campeonato WTCC. Entretanto, a N. Tecnology, que prepara o Honda Accord de James Thompson, vai preparar outro carro para outro japonês, Yukinori Taniguchi, que correrá nas jornadas duplas de Monza e Okayama, estando ainda por confirmar a sua presença em Macau.


Entretanto, André Couto, o piloto macaense que correr nos GT Japoneses, já confirmou que correrá a ronda macaense da competição, mas ainda está em contactos para saber em que carro irá correr. Uma coisa é certa: com o campeonato a chegar ao Oriente, o pelotão engrossa significativamente!

E ganhei um prémio!

Enquanto lembrava aos demais blogueiros que também temos um dia, as meninas do Octeto deram-me um prémio, dado anteriormente pelo meu amigo venezuelano Nuvolari. O dito cujo chama-se "Esfera del Intelecto y Filosofia". Belo nome, e sinto-me honrado com tal prémio!



Segundo os regulamentos deste prémio, os contemplados devem fazer o seguinte:


- Colocar a imagem no blog premiado.

- Colocar o link no post do blog (ou web) da pessoa que te premiou.

- Escolher outros sete blogs (ou webs), no meu caso, acrescentei oito, mas não quer dizer que façam o mesmo...

- Deixar um comentário no blog (ou web) de cada um dos escolhidos, informando sobre o prémio. Bom, eis os escolhidos, e a escolha não foi tão fácil como pode à primeira vista parecer:


- Blog do Groo, do meu amigo Ron Groo, de uma excelente prosa.

- F1 Nostalgia, o tal blog do "soviético" Rianov Albinov, que recorda as pequenas "historietas" da Formula 1.

- Blog do Pezzolo, outro sitio que vale a pena visitar.

- Blog Gurad Rail, o blog da "espanhola" Priscilla Bar.
- Blog F-1, o blog do Felipe Maciel, outro dos que andam aqui há algum tempo.
- jcspeedway, o blog do João Carlos Viana, outro no qual tenho muito gosto em ler.
- Estrelices, o blog da minha amiga Cristina Duarte, uma conterrânea minha que é um amor de pessoa.
- Blog do Felipão, um blog que depois de um ano de hibernação, está de volta.

Vai chover em Spa- Francochamps?

Aparentemente sim.

O Weather Channel prevê que este fim de semana, o tempo na zona das Ardenas (local onde fica o circuito de Spa-Francochamps) seja encoberto, com a possibilidade de chuva na ordem dos 60 por cento no Domingo, dia da corrida. Para quem conhece aquela zona, e histórico do GP belga, digo isto: não me surpreende. Agora, desejo que aonteça um boa corrida, e que os acontecimentos de 1998 não se repitam...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Recordando Stefan Bellof

Provavelmente, sempre que lembramos deste homem, perguntamos a nós próprios o que ele teria feito, caso tivesse passado deste dia, mas do já distante ano de 1985. É que hoje faz 23 anos que morreu Stefan Bellof, um dos pilotos alemães mais lembrados na era pré- Michael Schumacher.

As circunstancias do seu acidente fatal são de mais do que lembradas: uma prova do Mundial de Sport-Protótipos, no circuito belga de Spa-Francochamps, uns dias antes do Grande Prémio belga, guiando um Porsche 956, não da equipa oficial, fazendo uma prova de trás para a frente, com a ajuda do seu parceiro, o belga Thierry Boutsen, encara Jacky Ickx, o lider, num 956 oficial, e o alemão tenta uma ultrapassagem impossivel na Eau Rouge. Esta correu mal, bateu e morreu.

Como é obvio, vê-se que aqui foi a sua impulsividade que originou o acidente fatal. Mas tinha talento potencial para ser campeão do Mundo. Se tivesse sobrevivido a esta data, provavelmente Senna, Prost e Mansell teriam menos títulos. Mas isso está no domínio dos "ses", e isso nunca saberemos.

Para concluir, deixo o link para o sitio oficial , um video dessa prova fatal feito pelo Antti Kahola, e uma frase do legendário jornalista inglês Nigel Roebruck: “Se Bellof iria vencer Grandes Prêmios? Não tenho dúvida nenhuma. Aliás, acredito que ele seria o primeiro campeão do mundo alemão. Não há como questionar que ele tinha habilidade para isso e, embora a Ferrari nunca tenha confirmado, não restam muitas dúvidas que ele seria o parceiro de Michele Alboreto na equipe em 1986. Sua morte foi uma perda horrível para o desporto e ainda maior para aqueles que o conheciam."

Historieta da Formula 1: o "making of" de Grand Prix

Como sabem, na semana passada, coloquei um post sobre o teste de Phil Hill a testar uma Ferrari em 1975, oito anos após a sua retirada da competição. Entretanto, o piloto americano, o primeiro campeão do Mundo de Formula 1 vindo dos "States" foi desta para melhor, e enquanto via os tributos, reparei num que no filme "Grand Prix", a personagem de Pete Aaron se baseia em Phil Hill. Portanto, a historieta de hoje, da minha autoria, é o "making of" do filme de 1966.


O filme, como sabem, é baseado numa ficcional época de 1966 de Formula 1, onde Pete Aaron era um piloto cuja melhor fase tinha passado, e que corria para a Jordan-BRM. No Mónaco, provoca um acidente com o seu companheiro, Scott Sttodard, que cai à água, mas sobrevive. O patrão despede-o, e ele vai correr para a recém-chegada Yomura, uma equipa japonesa, decidida a ter sucesso na Formula 1. Consegue estar na luta pelo título com Stoddard e o piloto da Ferrari, o francês Jean Pierre Sarti. Este era pressionado por Ferrari para ganhar a todo o custo, mas Sarti já começa a ficar farto do automobilismo, especialmente na parte mais cruel. A decisão é em Monza, numa pista onde combina a oval com a convencional, como acontecera em 1961.


Na corrida, Aaron e Stoddard lutam pela vitória, onde Satri, que teve uma má partida, tenta recuperar o contacto com os da frente. Contudo, uma peça do seu Ferrari se parte, provocando o acidente fatal. Vendo o que acontecera, o Connedatore tira o outro carro, de Nino Barlini da competição, e assim a luta fica reduzida a Aaron e Stoddard, que é decidida a favor do americano, na ultima curva, por menos de um centésimo de segundo.


O filme foi uma corrida para o realizador John Frankenheimer e para a MGM, pois Steve McQueen e outro realizador, John Sturges, estavam a planear outro filme, chamado de "The Day of The Champion", que seria ambientado no circuito alemão de Nurburgring. A equipa tinha feito muitas filmagens nesse circuito, e entregou 27 rolos de fita completos a Sturges e McQueen. Contudo, esse filme foi cancelado pouco depois...


Hill fora consultor técnico no filme, ajudando a equipa de filmagens em muitos aspectos, desde ser ele a conduzir o Cooper de Formula 2, no qual fez todas as cenas de dentro do carro, em lugares como Mónaco, Brands Hatch e Monza, até ajudar Frank Garner, o actor principal, a conseguir um estilo de condução. Hill até tinha um pequeno papel no filme, como Tim Randolph, o companheiro de Aaron na Yomura.


Garner ficou fascinado pela condução que mais tarde se tornou piloto e proprietário de uma equipa.


E Garner era mesmo o unico com talento, pois os outros actores não tinham jeito nenhum! Brian Bedford, que fazia o papel de Scott Stoddard, não sabia conduzir (se repararem no filme, o piloto está completamente tapado, indicando que é um duplo a conduzir), Yves Montand, o francês que era Jean-Pierre Sarti, apanhou um susto no inicio das filmagens e ficou com medo de conduzir a alta velocidade. Antonio Sabato, que era Nino Barlini no filme, era aquilo que nós chamavamos hoje de "chicane móvel"...


O carro que Garner conduziu não era mais do que um McLaren de Formula 2, conduzido por um jovem Chris Amon (Aaron usa o capacete dele). Na altura, a McLaren estava a dar os seus passos iniciais, e muitos na altura não gostaram muito da decisão do neo-zelandês. Mas ele precisava na altura do dinheiro.


O filme estreou nas salas americanas a 21 de Dezembro de 1966. A musica foi composta por Maurice Jarre (o pai de Jean-michel Jarre), e as receitas de bilheteira foram boas, as criticias iniciais não foram muito favoráveis. Contudo, o filme foi nomeado para três Oscares, todos técnicos (Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Som, Melhor Edição), e ganhou em todas as categorias. Hoje em dia é um clássico. Para recordarem, eis a abertura inicial do filme...

Extra-Campeonato: A Roleta Russa das Low Costs

Ouvi isto ontem à tarde na TSF, quando vinha da praia: a Ryanair, uma das companhias "low-cost" mais populares do Mundo, sediada na Irlanda, colocou no passado mês de Junho uma directiva aos pilotos afirmando que, para poupar no combustível, cujo preço nesta altura está nas nuvens, deveriam andar apenas com combustível suplementar na ordem dos 300 kg, em vez dos habituais 5 por cento de capacidade do depósito indicados pelas directivas da União Europeia.


Ora, 300 kg é o equivalente a apenas cinco minutos de vôo, num Boeing 747, e qualquer comandante que não obedeça a esta indicação, recebe uma cartinha de direcção da companhia, onde em tom de ameaça, pergunta a razão pelo qual porque não obdeceu às indicações da companhia. O caso foi denunciado primeiro no jornal Sunday Times, cerca de duas semanas e meia depois do acidente da Spanair, no Aeroporto de Barajas, que matou 154 pessoas.


Eu sei perfeitamente que os "low cost" significa que, por um preço imbatível, irás voar para o teu destino como sardinha em lata, e pagares as tuas próprias refeições, e ainda levar com hospedeiras ou comissários de bordo com muita má cara. Mas todo esse "low cost" isso significa também que se deve brincar com as vidas dos passageiros?

É que acerca do avião da Spanair em Brarajas, soube-se agora de alguns pormenores, como que após a primeira tentativa abortada, alguns passageiros queriam abandonar aquele avião, mas os funcionários da companhia tinam ordens para não deixar ninguém sair. Portanto, da próxima vez que viajar nesta ou na EasyJet (ou outra...) pense bem: poupar no bilhete pode significar ter a sua vida em jogo...

domingo, 31 de agosto de 2008

Blog Day 2008

Pois é... aqueles que blogam, tem também o seu dia. E a data escolhida é o dia 31 de Agosto, pois são os numeros mais próximos da palavra Blog. Já tinha feito esta brincadeira no ano passado, e este ano vou repetir a coisa, pois neste ano que passou, conheci muitos blogs interessantes e bem feitos.


Este ano, os cinco blogs que escolhi são exactamente aqueles que descobri neste ano que passou, e são eles:



1 - Estrelices. Este é o blog de Cristina Duarte, uma conterrânea minha, que fala sobretudo das suas vivências do dia-a-dia, num cunho verdeiramente pessoal. Umas vezes bem humorada, outras nem tanto, é um blog agradável de se ler, especialmente quando ficas enjoado de escrever!


2 - F1 Nostalgia. Este é o blog de Rianov Albinov (eu sei o nome verdadeiro, mas não digo...), um "soviético perdido no mundo" (nas palavras dele), e fala sobre o passado na Formula 1, especialmente as "historietas" que ele acha, vindas sabe se lá de onde, mas todas elas são verdadeiras! Para quem gosta do passado, é um sitio a não perder.


3 - jcspeedway. É o blog de João Carlos Viana, um internauta de 25 anos, de Fortaleza. Essencialmente, fala sobre as corridas do passado com tal precisão e beleza, que até parece que esteve lá! E as suas crónicas sobre o automobilismo actual não são de desprezar. Na minha opinião, creio que é um tesouro escondido, digno de ser visitado...


4 - Cadernos do Automobilismo. É o blog de Daniel Médici, que se auto-define como um "jornalista em deformação. Jovem demais para escrever bem, velho demais para ser sincero." O seu blog tenta escrever de uma forma crítica quer a actualidade, quer certas vivências do passado do automobilismo, numa forma mais crítica e menos asséptica do que o mero "noticiário"...


5 - Blog Guard Rail. É o sitio de Priscilla Bar, uma brasileira de 25 anos radicada há algum tempo nas Canárias. É uma observadora priveligiada do que se passa no pais vizinho, pois no país de Fernando Alonso, é interessante saber se o automobilismo espanhol vai além da "Alonsomania"...


Aos que não foram nomeados, desculpem lá, pois a escolha era grande e só havia cinco vagas. Aos que já foram nomeados no ano anterior, ainda vão a tempo para fazerem o vosso, e escolherem os vossos favoritos. Agora é avisar esses senhores que eles foram nomeados, para que continuem a cadeia, não é? E depois repetir o feito todos os anos, pois somos muitos, e cada vez mais importantes. É ou não é verdade?

Formula Renault: Sorte e azar para o Formiga...

Com uma jornada quadrupla para Nurburgring, duas para a Eurocup, e duas para o NEC (North European Competition), António Felix da Costa teve sortes diferentes em ambas as competições. Se no primeiro caso fez o seu trabalho, conseguindo meter o seu carro no "Top Ten" de uma competição do qual concorrem 43 pilotos, e do qual só dez pontuam (e participa em part-time!), no segundo caso, a participação ficou aquém das expectativas, pois um toque na segunda corrida, quando era o lider, fê-lo sair de pista e entregar o título ao finlandês Valtteri Bottas.

Mas vamos por partes: na segunda corrida da Eurocup, vários incidentes marcaram a partida, que ditou a saída do Safety-Car. Mas isso não foi impeditivo para o finlandês Valteri Bottas, que liderou a prova do inicio até ao fim, sem ser incomodado pelos outros adversários, como o espanhol Roberto Mehri, o segundo, e o italiano Andrea Calderari, o terceiro.

Felix da Costa largou do oitavo posto, devido à penalização de quatro lugares na grelha de partida do espanhol Albert Costa, e integrou um grupo formado por Jean-Éric Vergne, o australiano (e actual líder), Daniel Ricciardo, o alemão Tobias Hegewald (seu comanheiro na Motorpark), o polaco Kuba Giermaziak e o inglês Alex Morgan, todos a lutar pelo quarto posto. O português acabou terminar no nono lugar, em cima de Morgan, que aguentou os ataques do Formiga. Mesmo assim, conquistou dois pontos neste campeonato, no qual participa em "part time".

No campeonato NEC (North European Competition), no qual é o candidato a ser vice-campeão e "Rookie do Ano", as coisas não correram muito bem neste fim de semana. Na primeira corrida, Felix da Costa arrancava do oitavo posto, posição em que manteve no arranque. Na quarta volta, Félix da Costa ultrapassaria o inglês Nigel Melker, assumindo o sétimo posto, e passou a atacar o finlandês Daniel Aho, mas este defendeu-se bem, mantendo o seu sexto lugar até ao fim.

A segunda corrida prometia mais, pois Felix da Costa arrancava da segunda posição da grelha. O seu arranque foi excelente, e no final da primeira curva, ele era o líder. Contudo, o jovem piloto sofreu vários toques ao longo da primeira volta, que resultariam num pneu furado. Sabendo que a sua corrida estava perdida, rumou às boxes para trocar o pneu danificado e regressou à prova, mas com uma volta de atraso, não tinha qualquer possibilidade de terminar num lugar pontuável, sendo o 22º.

No final, Felix da Costa resumiu assim o seu fim de semana de altos e baixos: "Há dias em que tudo nos sai mal. Ao longo de todo o ano tanto a equipa como eu temos feito um bom trabalho, mas desta vez nada saiu bem. Sei que há dias assim e não vou baixar os braços, e na prova final do NEC, em Spa, vou dar o meu melhor para garantir o 2º lugar no campeonato. Antes disso vou estar no Estoril, para mais uma prova da Eurocup, onde espero dar uma grande alegria à minha equipa, patrocinadores a todos os que me têm apoiado neste 1º ano de fórmulas!"

IRL - Ronda 16, Detroit

A IRL prossegue rumo ao seu final, e tudo indica que Scott Dixon está perto do tão almejado título, no ano da fusão (ou compra, se perderirem...) entre a IRL e a CART. E na etapa de Detroit, que decorreu esta noite, o melhor foi Justin Wilson, um dos pilotos que veio da extinta CART, que levou a melhor sobre Helio Castroneves, que foi segundo, e ganha mais algum tempo de vida na luta pelo título, e de Tony Kanaan, que fecha o pódio.

Quanto a Scott Dixon, foi prejudicado pela má tática da Chip Ganassi, e não conseguiu mais do que o quinto posto final.

O momento decisivo desta corrida aconteceu na volta 73, quando Wilson, que pressionava Castroneves desde a última paragem nas boxes, conseguiu ultrapassar o brasileiro da Penske, e chegar à sua primeira vitória na Indy desde a sua fusão. Com este segundo lugar, o brasileiro da Penske forçou a decisão do título para a última etapa oficial, na próxima semana, na oval de Chicagoland.

Com a decisão do título adidada para o próximo Domingo na oval de Chicago, tudo indica que será uma corrida emocionante, pois da última vez que isso aconteceu, em 2007, o campeão Dario Franchitti bateu Scot Dixon por apenas poucos milésimos de segundo...

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana tem a ver com o Mundial de Ralies, e a sorte dos diabos que o Sebastien Löeb teve na Nova Zelandia, ao aproveitar do azar da equipa Ford. Daí o título: "Sorte de Campeão".



Nos quadrados mais pequenos, estão outros assuntos de relevo, como a vitória de Valentino Rossi em Misano, que o coloca muito perto do título mundial de Moto GP, o quarto lugar de Tiago Monteiro na primeira corrida do WTCC, no circuito alemão de Oberschleben, e um artigo sobre os erros e as estratégias que a Ferrari adoptou esta temporada. Mais uma edição a não perder!

PTCC - Estoril (Corridas)

Depois de algumas semanas de paragem, o PTCC está de volta, com a prova do Estoril, que inicialmente tinha sido marcado no inicio de Abril, mas que foi adiado para esta data. Trata-se da segunda das três passagens que o campeonato fará pelo circuito dos arredores de Lisboa, num pelotão com apenas onze carros presentes.


Na qualificação, esta ficará na história por ter sido a primeira vez nesta temporada que João Figueiredo levou o seu Peugeot 407 à "pole-position", seguido por Cesar Campaniço, no seu BMW 320i, e por Francisco Carvalho, no seu Seat Leon Supercopa.

Na primeira corrida, o momento decisivo foi na partida, quando Patrick Cunha, o quarto na geral, surpreendeu tudo e todos e ascendeu à liderança da corrida. A partir desse momento, o piloto do SEAT Leon Supercopa limitou-se a controlar a concorrência, sagrando-se no final das 12 voltas o sexto vencedor diferente em nove corridas.

"Até que enfim. Há muito que procurava esta vitória e com este resultado volto a sonhar com o título", desabafou. "Fiz um excelente arranque e apesar de alguma confusão nas primeiras curvas, consegui ganhar desde logo uma boa vantagem, até porque ataquei muito forte", concluiu o piloto vencedor.

A acompanhá-lo no pódio foram Francisco Carvalho, noutro Seat Leon Supercopa, e João Figueiredo, no Peugeot 407. Já o líder do campeonato, Cesar Campaniço, não conseguiu evitar um pião na primeira volta, fazendo com que chegasse no quarto posto: "Não fosse o pião feito na Curva VIP, na primeira volta, para evitar o Francisco Carvalho, é provável que o resultado fosse diferente, mas as corridas são mesmo assim". explicou.

Na segunda corrida, César Campaniço começou ao ataque, e no inicio da segunda volta alcançou a liderança, posição do qual não mais saiu até à bandeira de xadrez, vencendo com uma diferença de quase 15 segundos sobre Patrick Cunha, o segundo classificado.


"Ataquei muito forte no início", afirmou no final o piloto do BMW 320si, dizendo que o segredo do sucesso nesta corrida residira "no teste efectuado na véspera, em que a equipa fez um excelente trabalho, tendo-me proporcionado um carro muito competitivo e, sobretudo, bastante consistente". A fechar o pódio, ficou Francisco Carvalho, no seu Seat Leon Supercopa.


No campeonato, Cesar Campaniço lidera, com 62 pontos, mais dez do que João Figueiredo, e mais doze que José Monroy e Francisco Carvalho. A próxima jornada dupla do PTCC acontecerá nos dias 13 e 14 de Setembro, no Circuito Vasco Sameiro, em Braga.

WTCC - Oberschleben (Corridas)

O fim de semana do WTCC, no circuito alemão de Oberschleben, teve o seu auge esta tarde, com a realização da jornada dupla deste fim de semana. Nestas duas corridas, o melhor foram os BMW de Augusto Farfus e Felix Porteiro, que venceram cada um a sua corrida.


Na primeira corrida da tarde, Farfus, que largava do oitavo posto, conseguiu subir posições até à liderança, e quando lá chegou, afastou-se definitivamente do resto do pelotão, ganhando com mais de sete segundos de vantagem sobre o segundo classificado, o inglês Rob Huff, no seu Chevrolet, seguido pelo suiço Alan Menu, no outro Chevrolet. Tiago Monteiro foi o melhor Seat, ao ser quarto classificado nesta corrida.

Na segunda corrida, onde a grelha é invertida para os oito primeiros classificados, Felix Porteiro aproveitou o facto de largar na frente para liderar a corrida até à última curva, embora tenha visto o seu lugar ameaçado pelo Seat a gasolina do holandês Tom Coronel e pelo Chevrolet de Rob Huff. Enquanto isso, o pelotão se via envolvido numa carambola na primeira curva, agora mais apertada que o habitual. Nesses incidentes, o Seat de Tiago Monteiro e o Honda do inglês James Thompson ficaram pelo caminho.

No final, Porteiro, Coronel e Huff cruzaram a meta juntos, com apenas sete décimos de segundo a separá-los, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram o espanhol Jordi Gené, o inglês Andy Prilaux, o brasileiro Augusto Farfus, o espanhol Sergio Hernandez (o melhor dos independentes) e o francês Yvan Muller.

No campeonato, Muller continua na frente, com 64 pontos mas Gabriele Tarquini está apenas um ponto mais atrás, com 63, logo, a luta pelo título está mesmo ao rubro! O inglês Andy Prilaux é terceiro, com 52 pontos, enquanto que Tiago Monteiro é 12º classificado, agora com 29 pontos. A próxima jornada dupla é no circuito italiano de Imola, a 21 de Setembro.

WRC - Rali da Nova Zelândia (Final)

Como diz o adágio popular... "Até ao lavar dos cestos, é vindima!". Se no ano passado assistinmos à diferença mais curta de sempre entre pilotos num Rali da contar para o campeonato do Mundo (0,3 segundos entre Marcus Gronholm e Sebastien Löeb), este ano, as coisas não andaram muito longe disso, mas aqui, quem levou a melhor foi o piloto francês da Citroen, com a sua caracteristica "estrelinha da sorte"...


Prova disso foi o que aconteceu nas classificativas de hoje. Sebastien Löeb tinha que apanhar os Ford de Latvala e Hirvonen, e para isso, tinha de partir para o ataque. Mas na Especial 13, um erro à passagem pelo quilómetro três da especial, levou-o a fazer um pião e danificar um pouco a frente do C4 WRC. Nada de substancial, mas ficou a 17.6s do líder, que agora era Mirko Hirvonen. Loeb era quarto, atrás de Latvala e Dani Sordo.

Nas especiais seguintes, o francês partiu para o ataque, tentando recuperar o tempo perdido. Segundo atrás de segundo, classificativa atrás de classificativa, o francês passa Sordo e na classificativa 17, passa Hirvonen, ficando no comando do rali.

Nas bandas da Ford, esta classificativa é um desastre: Hirvonen perde quase um minuto devido a um furo, Latvala bate numa pedra e abandona, e Duval, no Stobart-Ford, também abandona a competição. Os Citroen faziam a dobradinha, com Sordo em segundo, e Hirvonnen relegado para terceiro.


"Nem podia acreditar. Nunca, na minha carreira à frente da M-Sport, vivi uma situação assim. Estivemos muito perto de uma dobradinha, e de repente, o melhor que conseguimos é um terceiro lugar. É incrível!", afirmava um incrédulo Malcom Wilson, o director desportivo da Ford.

Na categoria de Produção, o checo Martin Prokop foi o vencedor, com pouco mais de um minuto de avanço para o sueco Patrik Sandell. Bernardo Sousa acabou no sétimo lugar, a 6.52,2 segundos do líder, enquanto Armindo Araújo terminou a prova na 12ª posição, realizando alguns tempos interessantes. Resta saber em que lugar teria acabado, caso não tivesse os problemas de caixa de velocidades...