quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mas porque é que ainda fazem sondagens destas?

Descobri isto esta manhã, num sitio que é o Saloma do Blog (diga-se de passagem que é excelente!). O jornal italiano Corriere della Sera (vê-se que é generealista) pisou numa espécie de formigueiro, pois colocou uma sondagem para saber "Chi è il pilota di Formula1 più grande di tutti i tempi?" (Quem foi o maior piloto de Formula 1 de todos os tempos?). Coitadinhos, estes italianos do Corriere... os brasileiros agora descobriram a sondagem, e toca a votar!



Resultado: 72,5 por cento dos votantes escolheram Ayrton Senna, deixando Michael Schumacher longe, muito longe... Também têm Juan Manuel Fangio e Alain Prost, mas estes só têm 1,5 por cento cada um.

Tenho que ser sincero: adorei o Senna enquanto era vivo, e reconheço que foi um excelente piloto, mas estes meninos das sondagens não tinham consciência do formigueiro que pisaram, pois não?

Speeder Questiona... Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)

O meu próximo convidado nesta série de entrevistas "Speeder Questiona..." não é do meio. Aliás, ele é mais entusiasta do que um profissional. É actor e encenador de teatro, é de São Paulo, e é um apaixonado pela Formula 1, como todos nós.


No passado mês de Fevereiro, quando comemorava o primeiro aniversário deste blogue, numa mensagem de parabéns, explicava um pouco acerca da maneira como surgiu esta sua paixão:


"Eu gosto de Fórmula 1 desde que sou gente. Já pequenininho, brigava com os colegas de escola que gostavam do futebol, porque meu negócio era corrida. Sonhava em ser piloto. Adolescente, muitas vezes de manhã na escola fingia prestar atenção nas aulas, mas na verdade estava com meu walkman ouvindo o Flávio Gomes comentar a Fórmula 1 na Jovem Pan.


O tempo passou, outra paixão da minha vida falou mais alto (a arte), e lá fui seguir minha vida e desistir do sonho de algum modo fazer parte da Fórmula 1. Eis que, há uns anos atrás, coloquei um computador em casa e descobri que poderia fazer parte do " mundo fórmula " de maneira mais imediata, afinal, eu que vivi sempre sozinho na minha paixão ganhei com um clik mais de 300 amigos e irmãos da mesma paixão."


Com o tempo, o blog cresceu e desenvolveu-se, cirou um videocast que lhe deu fama (e agora um prémio), desenvolveu as suas actividades no meio, mas nunca deixou a sua paixão de criança, o automobilismo. Agora é o meu entrevistado. Convosco, Jorge Pezzolo.


1 – Olá Jorge, é um prazer ter-te aqui a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como começou o teu blogue?

Speeder, o jpezzolo.com começou em 2007, mais precisamente antes da prova de Indianápolis da Fórmula 1, que sempre foi uma das minhas favoritas. Comecei a escrever porque vi que faltava na internet um blog que tratasse a Fórmula 1 com bom humor, que misturasse tecnica com entretenimento, que mostrasse que antes de qualquer Big Brother, o verdadeiro reality show era a Fórmula 1, que no seu final tem 1 vencedor e 19 perdedores.


2 – O nome que ele tem, foi planeado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

O nome original era Plog do Pezzolo, uma brincadeira com meu sobrenome ‘ Pezzolo”. Porém uma vez trombei com um piloto, que não vou dizer o nome porque não teve culpa de nada, falei do site e combinei uma entrevista, que na hora ele topou. Mandei as perguntas, falei com ele por telefone, mas depois um acessor barrou porque ele não dava entrevista pra “ blog”. Daí mudei o nome.


3 – Antes de começares o teu, tinhas participado em algum blogue ou site?

De Fórmula 1, não. Como alguns sabem, sou formado em artes cênicas e a Internet já era meio de divulgação dos meus trabalhos.


4 – Quando é que começou, e quantas visitas é que já teve até agora?

Nossa, sou péssimo pra números, mas a audiência me impressiona a cada vez, este ano tivemos dois picos, que foi o GP da Bélgica e o GP do Brasil, que me surpreenderam com o potencial que a Internet e a Fórmula 1 tem de crescimento para 2009.


5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

Acho que minha viagem pra Finlândia, um blog independente fazer uma matéria na vila do Kimi Raikkonen foi uma oportunidade única! E o Pod do Pezzolo, que dá muito trabalho pra fazer, mas a reconpensa com o pessoal assistindo... é imensa!


6 – O defeso é, por norma, um período muito escasso em termos de notícias. Como pensas manter os teus leitores fiéis?

O que é defeso, cruzes? Férias? Bem lá no jpezzolo.com estamos com a corda total preparando nossa premiação para 2008, será algo muito, muito grande, que envolvera blogs, comunidades do orkut, Facebook, sites... só de pensar o trabalho, já esqueço as férias!


7 – Dos blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita todos os dias?

Bem, além dos meus amigos de Troféu Blogueiros, que são: Café com F1, Velocidade, Continental Circus, Blog Guard Rail e Blog F1 Grand Prix, acho o Dentro e Fora das Pistas um blog sensacional.


8 – Falamos agora de Formula 1. Lembras-te ainda da primeira corrida que assististe?

Que eu vi na TV, lembro vagamente do primeiro título do Senna, e claramente do Mansell batendo no Senna em Portugal, 1989. Mas daí passei a alugar todos os vídeos das corridas do Piquet, algumas do Emerson. Sou do tempo que trocavamos VHS de Formula 1 pelo correio...


9 – E qual foi aquela que mais te marcou?

Algumas que vi ao vivo: Brasil 1991, 1993 (inclusive eu estava na invasão de pista e estou prometendo contar isso lá no site!), 2006, aquele show de Schumacher, 1995 na Argentina naquele lamaçal que chamavam de Autódromo. Vamos incluir aí Jerez 1997 e Brasil 2008, dois dias que fiquei sem voz de tanto gritar!


10 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais te agrada, e porquê?

Emerson, por ser o pioneiro, por ter feito uma equipe Brasileira, por ter sido um sonhador, por até hoje carregar o Brasil nas veias.


11 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?

Espero, ele merece! Felipe, como já falei lá no site, é um exemplo para todos os brasileiros. Um excelente ídolo para o país, cansado de “ estrelas” com conteúdo zero.


12 – Compara-o aos três pilotos acima referidos. Filipe Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Difícil hem. Talvez o Senna no início de carreira.


13 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Ia ser bacana ver o Massa campeão, mas o Hamilton vinha merecendo desde 2007. Agora é a vez do Massa ser o primeiro da fila.


14 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e porquê?

Acho que o Jacques Villeneuve com suas maluquices segurou um longo tempo em que a Fórmula 1 estava chatíssima por que todo ano tinha um carro muito melhor que o resto. Depois foi o Montoya que fez este papel.


15 - De repente… a Honda anuncia sua retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

Com muita tristeza. Quando a Honda comprou a BAR e anunciou Barrichello, achei que seria uma grande equipa. Em 2006 torci muito para eles, mas aí começou a história de carro ecológico e ficaram estudando tartarugas, bicho preguiça... deu no que deu.


16 - Se Nick Fry e Ross Brawn encontrarem rapidamente um comprador, achas que Jenson Button, e especialmente Rubens Barrichello, conseguem manter os seus lugares?

Button acho que sim, ele é uma das estrelas da F1, embora não faça muita coisa, mas é um piloto muito famoso na Inglaterra. Rubens, por mais que gosto dele, acho que já fez o que tinha que fazer na F1. Mas vamos ver... Mansell não foi campeão com 39 anos?


17 - Max Mosley anunciou agora que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

Sim. O importante é as corridas terem disputa, emoção. A grande maioria não liga se o carro faz 300 ou 280 Km por hora na recta.


18 – Para além de Formula 1, que outras modalidades tu mais gostas de ver?

Indycar e A1GP. Algumas corridas da Stock também são bacanas. O GP2 é meio obrigatório, por estar muito ligada a Fórmula 1.


19 – E falas sobre elas no teu blogue?

Sim, embora a “audiência” não aprove. Pelo que sei dos meus leitores, eles só se interessam pela Fórmula 1.


20 – O que é que tu alcançaste, em termos de prémios e convites, desde que tu iniciaste o teu blogue?

(Gargalhada) Ainda estou no aguardo de convites, de preferência de patrocínio para que a gente possa continuar com o trabalho, crescer para o ano que vem! O Pod do Pezzolo ganhou esta semana mesmo o Prémio Podcast 2008, na sua categoria, que é Videocast, o que me deixou feliz e surpreso, como uma coisa que começou como uma brincadeira rendeu tantos frutos! Quando criei o quadro, foi pela vontade que tinha de ver alguém comentando a Fórmula 1 de modo informal, sem necessidade de se passar por uma enciclopédia de automobilismo. Pelos vistos deu certo!


21 - "Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma espera." Esta frase é dita pelo Steve McQueen, no filme "Le Mans". Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida?

Em termos. A corrida é importante, mas tanto na Fórmula 1 como nas nossas vidas o esperar, o pré - GP, é muito importante.


22 - Tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Sim, adoro correr de Kart, adoraria ser piloto, pena que o dinheiro não é suficiente. Acho que racionalizar corridas é, de certa forma, encontrar uma certa estupidez em tudo isso. Vamos ficar com a adrenalina, com a emoção, que já é bom (e fundamental) para todos nós.


23 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

A época de ouro do Emerson, todo aquele Brasil dos anos 70 iludido com a promessa do "50 anos em 5". Mas a parte seguinte de tudo aquilo não.


24 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o "Gran Turismo", o "Formula 1", ou jogos "online", como o BATRacer ou o "Grand Prix Legends"?

Jogo o clássico GP4, de preferência com 50 % de prova na chuva. Sou um estrategista como Emerson e Prost... vou lá em 5º e 6º e quando começa a chover fico na pista de slicks tentando segurar todo mundo. Por vezes dá certo, mas normalmente dou uma de "Timo Glock" (risos)


25 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Acho um belo momento da Fórmula 1, mas como não sou saudosista, acho que tem outros equivalentes na emoção. Como a última volta do GP Brasil 2008.


26 - Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico "Top Gear", disse que Gilles Villeneuve foi "o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1". Concordas ou nem por isso?

Não. Gilles é um mito, como Senna, difícil discutir o que mais haveria em suas carreiras depois de falecerem. O único fato da F1 é Schumacher, e, no passado, Fangio. O resto é opinião. Vi Senna e Schumacher correr ao vivo então particularmente acho que são melhores que Gilles.


27 –E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de "garagistas"?


Acho que meio a meio seria ideal. Montadoras enlouquecidas por rivalidades históricas, como Mercedes e BMW, e apaixonados como Aguri Suzuki, Eddie Jordan. O grid tem que voltar a ter 26 carros, mesmo que os 4 últimos sejam bem mais lentos!


28 – Vamos falar do futuro: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Qual?

Difícil dizer. Depende de tantos fatores. Acho que Di Grassi e Piquet já se mostraram no nível de outros pilotos, como Glock, Rosberg... depende como será a carreira deles. O Bruno é um mistério.


29 – Tens alguns planos para o blogue, no futuro, do género, novas secções?

Tenho. Mas não vou contar. Tem que acessar todo dia pra saber!


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Noticias: Williams sugere três carros por equipa em 2009

Com a forte hipótese de se haver uma grelha reduzida a 18 carros na temporada de 2009, e os rumores insistentes de uma ainda maior redução até Março, a Williams sugeriu à FIA que todas as equipas incluam mais um carro no seu pelotão, alargando a grelha para 24 carros. Adam Parr, director-executivo da Williams, defende essa hipótese: "Há uma proposta para as equipes colocarem três carros na grelha. Se tivermos oito equipas com três pilotos cada uma, teríamos um grelha de 24 carros, quatro a mais do que neste ano", disse Parr, em declarações captadas pelo SRZD.com.


A ideia dos três carros por equipa acolhe adeptos. O veterano comentador da BBC, Murray Walker, afirma que essa hipótese pode ser viável: "É verdade que usar um terceiro carro vai aumentar um pouco os gastos, mas se a medidas para reduzir custos forem implementadas, haverá algum dinheiro de sobra. É melhor do que ver a Formula 1 desaparecer completamente", afirmou Walker à BBC.


Entretanto, a ideia de um motor padronizado pode ser aprovada esta semana. Segundo a edição online do Autosport inglês, as escuderias independentes (Red Bull, Toro Rosso, Williams e Force India), mais a Renault, apoiam a proposta, e as restantes quatro (Ferrari, McLaren, BMW e Toyota) têm até quinta-feira para se pronunciarem. Caso a proposta seja aprovada, todas as construtoras teriam que montar os seus motores segundo os padrões da FIA, e pelo menos quatro delas poderiam comprar os motores da Cosworth, ao preço de dez milhões de euros por ano, que poderia baixar caso adiram mais construtores.

Honda: os custos do pesadelo

Agora que a Honda se foi embora da Formula 1, começam a surgir alguns dos pormenpres do descalabro. A edição portuguesa da Autosport fala esta semana em "quatro razões" para o abandono da marca:


- Era a construtora mais pequena das que participavam no campeonato.
- As suas vendas dependem fortemente do mercado americano, que como disse na altura, sofreu uma forte queda nas vendas (mais de 25 por cento).
- Não havia uma verdadeira estratégia de competição, ao contrário da Toyota.
- Era a sede que investia o dinheiro todo, logo, não tinha patrocinios a sustentá-lo.

E é sobre esse último aspecto do qual quero falar. A mesma revista portuguesa fala hoje, na sua edição online, que a sua opção por não mostrar qualquer patrocinio durante as duas últimas temporadas na Formula 1, custou à marca a módica quantia de... 230 milhões de Euros. Um elemento da marca, a coberto do anonimato, afirma isso mesmo: "O dinheiro não entrava porque não havia logótipos no carro e a Honda suportava os custos todos, apesar do que eles disseram, de que era uma nova iniciativa publicitária".

Para esse elemento, o que a Honda devia ter feito era resguardar-se para tempos mais difíceis. "Deviam ter colocado dinheiro de lado para os dias menos bons, como a BMW e a Mercedes estavam a fazer", concluiu.

Em relação à queda de vendas, Takeo Fukui, presidente da Honda, revelou, na altura do anuncio da retirada, que a decisão foi tão repentina e inesperada, tanto para si como para o resto do mundo. "Em todo o mundo, as vendas de Novembro caíram de forma massiva - para além do que se possa imaginar. Em Setembro, esta decisão [de abandonar a competição] não existia".

Noticias: A1GP vai testar no Algarve

A organização da A1GP anunciou esta segunda feira que vai efectuar uma sessão de testes colectivos ao Autódromo de Portimão entre os dias 10 e 13 de Janeiro de 2009.

A A1GP, que visitará o Algarve a 12 de Abril de 2009, cancelou diversas sessões de testes no início do ano, devido a problemas na entrega do novo monolugar "Powered by Ferrari" às equipas. Os quatro dias de testes darão a todas as equipas uma excelente possibilidade para se prepararem antes da próxima prova, que terá lugar no circuito neo-zelandês de Taupo, no próximo dia 25 de Janeiro.


O campeonato é neste momento comandado pela Irlanda, com 35 pontos, seguido da equipa portuguesa, cujo carro, tripulado por Filipe Albuquerque, já venceu uma corrida no traçado chinês de Chengdou, e subiu ao pódio por mais uma vez, em Sepang, na Malásia.


Entretanto, a organização confirmou esta segunda feira a ronda indonésia, que decorrerá no dia 8 de Fevereiro, no circuito urbano de Lippo. O traçado citadino recebeu a aprovação da FIA, e os organizadores afirmaram que em caso de chumbo, a prova seria mudada para o circuito permantnete de Sentul.

E temos um vencedor!

Soube no Domingo à noite: o Jorge Pezzolo ganhou o Prémio Podcast 2008 na categoria de Videocast. Bem, para já, muitos parabéns pelo prémio alcançado!


Os videos que ele costuma lançar, no final de um fim de semana de Grande Prémio são diferentes do normal, pois comentam o automobilismo do ponto de vista de um adepto, sem os constrangimentos de profissionais da comunicação, algo que ele não é. Mas às vezes, consegue algumas agradáveis surpresas, como esta.



E já agora, para avisar os passageiros frequentes: o Jorge será o próximo entrevistado do "Speeder questiona...", que vai ser publicado amanhã.

Bolides Memoráveis - Lotus 81 (1980-81)

Se quisessem reduzir a história deste carro a uma frase, pode-se dizer que a expressão "Back to the basics" seria a mais apropriada para a ocasião. Depois do sucesso estrondoso do Lotus 79, o carro que usou o conceito de "efeito-solo" ao seu melhor, e do seu sucessor, o Lotus 80, que levou esse conceito longe demais, o que levou a uma má temporada de 1979, Colin Chapman decidiu que era altura de desenhar um chassis simples, enquanto que pensava no próximo passo a tomar em termos de criatividade na Formula 1. Foi assim que surgiu o Lotus 81.


No inicio de 1980, Colin Chapman começava a desinteressar-se do automobilismo, devido às más vendas dos seus modelos (em 1979/80 vivia-se o segundo choque petrolífero) e aos conflitos laborais na sua fábrica, que se ressentiam na sua saúde e no seu entusiasmo nas corridas. Contudo, ainda estava presente no meio e tinha ideias para elevar a competitividade das suas máquinas.


O modelo era feito com base em aluminio, com alguns componentes em carbono (mas não na sua totalidade), e alimentado pelo convencional motor Cosworth de 3 litros, com potências a rondar os 540 cavalos. Apesar disso, começava a ser pouco perante os motores Turbo da Renault, que começavam a ameaçar a concorrência.



Contudo, o modelo tinha ainda defeitos. Era ainda pouco rígido, e esses problemas de torsão iriam ser o calcanhar de aquiles do carro, pois raramente conseguia um lugar acima dos dez primeiros, e raramente terminava as corridas. Só para terem uma ideia: em 39 participações (17 para cada um dos carros, mais três participações de um terceiro chassis), terminaram a corida por 19 vezes, e ainda há uma não-qualificação! E foi por causa desses problemas de rigidez torsional (e também pela ameaça que os motores Turbo começavam a ser), que Chapman começou a idealizar uma solução para contornar esses problemas, resultando na projecção e construção do famigerado (e logo proíbido) Lotus 88.



Na temporada de 1980, Mario Andretti e o seu novo companheiro de equipa, o jovem italiano Elio de Angelis, pilotaram o modelo 81, e tiveram boas esperanças no inicio, quando de Angelis levou o carro a um excelente segundo lugar no GP do Brasil. Mas não sabiam que era o melhor resultado do ano para a marca... Andretti tinha dificuldades em terminar corridas, e somente conseguiu um ponto na prova final desse campeonato, em Watkins Glen, sendo constantemente batido pelo seu companheiro, 18 anos mais novo do que ele!



Na Austria, Colin Chapman inscreveu um terceiro carro, que não era mais do que uma versão B desse modelo, um pouco mais longo em termos de comprimento, no sentido de tentar resolver os tais problemas de torsão, que ia ser usado pelo seu jovem piloto de testes, então com 26 anos, de seu nome Nigel Mansell. Correu em tres provas, sem resultados, e até obteve algo raro num Lotus: uma não-qualificação no GP de Itália, em Imola!




Contudo, Chapman gostou de Mansell e deu-lhe outra chance ao substituir Andretti na temporada de 1981. Isso resultou, pois foi a bordo desse chassis que conseguiu o seu primeiro pódio, no GP da Belgica, em Zolder. Mas a utilização do modelo 81 nessa temporada foi devido aos problemas causados pela legalidade do novo chassis, e pela necessidade de desenhar um novo carro em tempo "record", que viria a ser o Lotus 87.



Chassis: Lotus 81
Projectista: Colin Chapman
Motor: Cosworth DFV V8 de 3 Litros
Pilotos: Mario Andretti, Elio de Angelis e Nigel Mansell
Corridas: 17
Vitórias: 0
Pole-Positions: 0
Voltas Mais Rápidas: 0
Pontos: 23 (De Angelis 18, Mansell 4, Andretti 1)


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/Lotus_81
http://www.club-lotus.fr/lotus/tous-les-modeles/les-f1-lotus/historique-par-modele/type-81/

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Opinião: Chegou a crise, e agora?

Com a crise a bater forte e feio na Formula 1, após a subita retirada da Honda, esta sexta-feira, achei oportuno falar sobre este assunto num outro lugar interessante de se falar: a coluna de opinião do Pitstop, do site SRZD.com. Ali, revelo as ultimas novidades, e alguns dos avisos da tempestade que agora vamos atravessar. E também, o aparecimento de um "herói" inesperado: Max Mosley, e a sua cruzada na redução de custos. A ideia de uma refundação da Formula 1 ganha cada vez mais espaço...


Portanto, visitem-na e deixem lá a vossa opinião. E também aqui...

O pesadelo pode ainda não ter acabado

Passados três dias sobre o choque que foi o abandono repentino da Honda, o mundo da Formula 1 anda muito agitado, e muitos ainda acreditam que isto não vai ficar por aqui. Apesar da Toyota ter afirmado oficialmente que irá permanecer na categoria em 2009, surgem agora receios que mais alguma equipa possa seguir o exemplo da equipa japonesa.




Essas preocupações vieram depois da Agência France Presse emitir um comunicado da Red Bull onde eles reagiam à deserção da Honda da seguinte forma: "Não estamos surpreendidos pela decisão da Honda, muitos responsáveis doutras equipas estão a ter pensamentos semelhantes. O que importa agora saber é se a redução de custos que se impõe chegará a tempo de evitar novas 'deserções'", afirmou.


Já o antigo tri-campeão do Mundo de Fórmula 1, Niki Lauda, adverte para a possibilidade do efeito avalanche: "Este pode ser um caso duma bola-de-neve despoletar uma avalancha", referiu o austríaco ao jornal alemão Sport Bild.


Isto é algo que até o próprio presidente da FIA, Max Mosley, admite. Quando questionado pela France Presse se achava que alguma equipa poderia seguir os passos da Honda a resposta foi lacónica: "Sim!". Já o Director Executivo da Williams F1 Team, Adam Parr, disse ao "The Times" esperar "oito equipas na grelha de Melbourne", portanto, contando com mais um abandono. Mas a pergunta que toda a gente tem na cabeça, foi feita por Gerhard Berger, o ex-responsável pela Toro Rosso, à revista alemã "Der Spiegel":"Quem irá a seguir?"

Historieta da Formula 1 - Alain Prost na Ligier

No final de 1991, Alain Prost tinha sido despedido da Ferrari, e ponderava fortemente ficar um ano parado, esperando por afertas melhores. Contudo, no Inverno de 1991/92 foi experimentar um Ligier, que iria ter de novo motores Renault, após sete temporadas de ausência, e os bons oficios de Guy Ligier ao então presidente Francois Mitterrand, pois a Renault na altura era parcialmente do Estado.

Sendo assim, o então tri-campeão francês foi experimentar em Paul Ricard o Liger JS37, uma espécie de tentativa para que Ligier conseguisse por "tuta e meia", a equipa perfeira: chassis francês, motor francês, tri-campeão francês. Mas também podeira ser uma forma de Ligier fazer erguer a equipa, depois de muitos anos na cauda do pelotão.


Mas no primeiro dia de testes, a 18 de Janeiro de 1992, Prost correu... disfarçado. Colocou um capacete com o desenho de Eric Comas, um dos pilotos da equipa, para tentar escapar do assédio dos jornalistas, e treinou calmamente em Le Castelet. No segundo dia de testes, Prost guiou com o seu próprio capacete, para mais uma bateria de testes, e no final do dia, sentindo que a máquina era boa, mas não lhe daria aquilo que queria (voltar às vitórias e a um título de campeão) decidiu que o melhor seria ficar um ano fora dos automóveis e trabalhar como comentador na TF1 Francesa. No final do ano, Frank Williams contratou-o para correr em 1993, e assim alcançar um quarto título mundial.


Esta historieta e muito mais, podem vê-la no F1 Nostalgia, o blog do "soviético" Rianov Albinov.

domingo, 7 de dezembro de 2008

A capa do Autosport desta semana

Como é obvio, a Formula 1 e a retirada da Honda da competição é o assunto da capa desta semana do jornal Autosport. Um pouco de criatividade, ao colocar o carro da honda dentro de uma caixa, como que a arrumar as coisas para sairem da modalidade, sob o título: "De Malas Aviadas".


Noutros destaques, temos o encerramento do Mundial WRC, com o Rali de Gales, vencido por Sebastien Löeb, e que deu o título de campeã de Construtores à marca do "Double Chevron". Outro destaque é a primeira prestação da Ocean Racing Technology, a nova equipa de Tiago Monteiro, no Dubal, onde deixou algumas expectativas. Tudo isto a não perder.

Le Mans Series: Peugeot testa, mas...

... não abre a boca acerca do futuro imediato.


Poucos dias depois da sua rival, a Audi, ter afirmado que não participaria no campeonato de 2009, concentrando a sua nova montada, o R15, somente em Sebring e em Le Mans, a Peugeot andou a testar na semana passada o seu modelo 908 em Paul Ricard, no sul de França, visando o campeonato de 2009. Nicolas Minassian, Ricardo Zonta, Christian Klien, Anthony Davidson, Pedro Lamy e Sebastien Löeb (que pode participar nas 24 horas de Le Mans de 2009, caso seja autorizado pela Citroen), foram alguns dos pilotos que passaram pelo circuito francês.


Quanto a planos para o próximo ano, o director da equipa, Serge Saulnier, afirmou que estes serão revelados após o Ano Novo. Contudo, é quase certo que a marca de Sochaux repita as 12 Horas de Sebring, alinhe nas duas rondas iniciais do Le Mans Series (LMS) e participe nas 24 Horas de Le Mans com três viaturas.

WRC - Rali da Grã-Bretanha (Final)

Foi um rali decidido ao segundo, mas no final quem levou a melhor foi o Citroen C4 WRC do francês Sebastien Löeb, que bateu o Ford de Jari-Mari Latvala por apenas 2,7 segundos. E tudo isso na derradeira especial, depois de uma penalização de 10 segundos por uma partida lançada, numa das classificativas do inicio do dia, e de ter uma desavantagem de 2,2 segundos à entrada no último troço! Mais tarde, essa penalização foi-lhe retirada, depois de um apelo aos Comissários Desportivos, que viram o video, e concluiram que o francês tinha cumprido as regras. Assim, os 2,7 passaram para 12,7 segundos.

Com esta vitória, curiosamente, a primeira de sempre de Löeb neste Rali da Grã-Bretanha, e o terceiro lugar do seu companheiro Dani Sordo, a Citroen levou este ano para casa o título mundial de Construtores.

A seguir aos três primeiros, chegou Petter Solberg, num dos melhores resultados deste ano do novo Subaru Impreza, que anda a desiludir os responsáveis pela marca, mas este resultado pode ser considerado uma vitória, já que o seu companheiuro de equipa, o australiano Chris Atkinson, desistiu no primeiro dia, vítima de um espectacular acidente, em que desfez o seu carro...

No quinto posto ficou Per-Gunnar Andersson, que deu à Suzuki o seu melhor resultado do ano, mostrando o potencial do Suzuki Swift WRC, e dando algumas esperanças para o próximo ano. O seu companheiro, o finlandês Toni Gardmeister, completou o bom resultado da marca, ao acabar na sétima posição. À frente de Gardmeister ficou o belga Francois Duval (que está fora do seu ambiente) foi o sobrevivente dos Stobart-Ford, ao chegar na sexta posição, enquanto que a fechar os pontos chegou Mikko Hirvonnen, que depois de capotar fortemente no primeiro dia, voltou à estrada pelo método de Super Rally e ainda conseguiu recolher um ponto.

Na categoria de Produção, o austriaco Andreas Aigner tornou-se no novo campeão da categoria, ao terminar em segundo lugar da classificação, sendo batido apenas pelo sueco Patrik Flodin. Armindo Araujo foi sétimo na classificação, mesmo depois de ter abandonado o rlai na primeira etapa, vítima do gelo numa das ligações, e de ter voltado graças ao reciurso ao Super Rally.

"Hoje sabíamos que não precisávamos de arriscar, pois tínhamos uma diferença muito grande para a frente e para trás, para além de que o motor não estava a 100 por cento. Conseguimos somar dois pontos, que acabam por ser muito positivos, num rali muito difícil, com condições climatéricas e de aderência bastante complicadas. Nos últimos dois dias não cometemos erros e acabámos por conseguir um resultado positivo depois do azar de sexta-feira", disse.

Já Bernardo Sousa, o outro português do campeonato, acabou no nono lugar do PWRC, depois de um um problema mecânico no Mitsubishi Lancer Evo IX, no segundo dia de prova obrigou o piloto da Red Bull Rallye Team a desistir no arranque da segunda "especial" desse dia. Tal como Armindo Araujo, voltou ao rali através do método Super Rally, terminando fora dos pontos.

"Hoje foi um dia que não nos correu mal. Andámos sempre entre os seis, sete primeiros, mas infelizmente o 9º lugar final deixou-nos fora dos pontos e impediu-nos de melhorar a nossa classificação no Mundial", referiu o jovem piloto da ilha da Madeira. "Acredito que poderíamos ter terminado nos cinco primeiros se não fosse o problema de ontem, mas obviamente que estou satisfeito com o facto de ter terminado a minha primeira época no Mundial no Top Ten e ter sido o melhor rookie do campeonato.", concluiu.

Para finalizar, uma palavra para Valentino Rossi. O hepta-campeão do Mundo de Moto GP, correu em Gales pala Stobart-Ford e fez um rali aceitável, terminando na 12ª posição da geral, a mais de 13 minutos de Sebastien Löeb, mas superou pilotos mais regulares como o inglês Matthew Wilson (Ford) e o zimbabueano Conrad Rautenbach (Citroen).

Feliz 60º Aniversário, Keke!

Pois é... um dos mais interessantes pilotos da era Turbo fez ontem 60 anos. Keijo "Keke" Erik Rosberg, de origem sueca, tornou-se finlandês, e deu à sua pátria adoptiva o seu primeiro título mundial de Formula 1 á Finlândia, um país que era só conhecido pelos seus piltotos de ralies, como o Hannu Mikkola, Ari Vatanen, ou o Markku "Maximum Attack" Alen, entre outros.

Começou na Theodore, passou pela ATS e Wolf, e tornou-se no unico piloto que detêm um estranho "record": o de ser campeão do Mundo sem sequer ter pontuado no ano anterior. Isso aconteceu quando o finlandês estava na Copersucar Fittipaldi, em 1981, e no final do ano, aproveitando a saída de Alan Jones, foi para a Williams, ganhou uma corrida e foi campeão do Mundo!

Ficou mais quatro épocas na Williams, antes de fazer uma última temporada na McLaren. A morte do seu amigo pessoal Elio de Angelis, bem como a idade e o facto de ser constantemente batido pelo seu novo companheiro, Alain Prost, fez com que se retirasse de cena em 1986, aos 37 anos. Andou pelos Sport-Protótipos e DTM, antes de tomar conta dos seus compatriotas J.J Letho e Mika Hakkinen. E o seu nome vive com o seu filho Nico Rosberg, que corre... pela Alemanha.

Feliz 60º aniversário, Keke! Já agora, podem ver uma biografia que escrevi há algum tempo atrás, bem como um recente tributo fotográfico, feito pelo Rianov Albinov, do F1 Nostalgia.

Afficcionado Professional no Guard Rail!

A secção de entrevistas do meu blog é um sucesso, isso é certo. Sabia que mais cedo ou mais tarde, haveria alguém que se inspirasse e fizesse algo semelhante. Por mim, quantos mais, melhor. E sei que pelos blogueiros que conheço e ando a conhecer, é um filão quase interminável.




Ora, este fim de semana fui agradavelmente surpreendido por ver a Priscilla Bar decidiu fazer uma entrevista a outro blogueiro da praça. Mas não era um qualquer. Foi ao Alvaro Ademá, o homem que foi escolhido pela ING para ser o "Afficcionado Professional", o blogger que ia atrás de Fernando Alonso e da Renault durante a temporada 2008 de Formula 1. E é pago para isso!


A entrevista, podem lê-la neste link. Para começo, pode-se dizer que foi em cheio!