quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bruno Senna não corre na GP2 em 2009

Acabo de ler a noticia de que o Bruno Senna não vai participar na GP2 para 2009. Provavelmente com isto, as coisas ficaram um pouco mais aliviadas nesse pelotão, mas faz-se esta pergunta: isto significa o quê? Um ano sabático ou um sinal de que pode haver mais movimentações dentro da Formula 1?



Ele firmara, tempos antes , de que tinha apostado as suas fichas na estrutura que tinha restado da Honda Racing, em Brackley. Será que isto é sinal de que as coisas estão a caminho da resolução, ou é apenas uma espécie de "ano sabático", esperando por uma melhor temporada?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Noticias: Mitsubishi anuncia a retirada da competição

E pronto: mais um construtor japonês anuncia a sua retirada da competição. Depois da Honda na Formula 1, da Subaru e da Suzuki nos Ralies, da Kawasaki na Moto GP, agora é a vez da Mitsubishi nos Todo o Terreno. A marca japonesa disse hoje que irá abandonar a competição, 26 anos depois de se ter estreado no Dakar, e de ter conseguido doze vitórias na prova, sete delas consecutivas.


E a razão é sempre a mesma: a crise mundial. E o mais engraçado é que o Carlos Sousa, um dos melhores pilotos de todo-o-terreno, tinnha agora mesmo comprado um Racing Lancer para correr agora no campeonato nacional e na Taça FIA de Bajas. Aparentemente, segundo Dominique Seyres, as estruturas podem ser alugadas, como acontece com a BMW, e com o seu X-Raid. Agora, resta outra incógnita: será que a Volkswagen quererá competir contra privados? Veremos...

GP Memória - Brasil 1979

Quinze dias depois de Buenos Aires, máquinas e pilotos voltavam ao circuito de Interlagos, depois do interludio de um ano, para correrem no Autódromo de Jacarépaguá, no Rio de Janeiro. Durante esse espaço de tempo, a pista sofreu obras de remodelação, nomeadamente o reasfaltamento da pista. Contudo, os pilotos ainda se continuavam a queixar dos ressaltos…


Sem grandes novidades em termos de carros (os primeiros carros novos, como o Ferrari 312T4 e o Fittipaldi F6, só apareceriam na Africa do Sul), os Ligier, que tinham o carro pronto logo na Argentina, aproveitaram a boa forma para dominarem os treinos, com Jacques Laffite em primeiro e Patrick Depailler em segundo. Na segunda linha estavam os Lótus, com Carlos Reutmann a superiorizar-se a Mário Andretti, o campeão do Mundo. Na terceira fila estavam os dois Ferrari de Jody Scheckter e Gilles Villeneuve, ainda com o modelo antigo, e a quarta fila pertencia a dois franceses: Jean-Pierre Jabouille, no seu Renault Turbo, era o sétimo a partir, tendo a seu lado o Tyrrell-Cosworth de Didier Pironi. A fechar o “top ten” estava o Copersucar de Emerson Fittipaldi e o Wolf-Cosworth de James Hunt.


Os Brabham estiveram mal nos treinos, com Niki Lauda em 12º e Nelson Piquet dez posições mais abaixo, ainda contundido do acidente na prova anterior. Na Williams, Alan Jones era o 13º na grelha, e Clay Regazzoni o 17º a partir. O mexicano Hector Rebaque, no seu Lótus privado, e Arturo Merzário não conseguiram a qualificação, já que aqui, só permitiam a entrada de 24 carros, ao contrário de Buenos Aires, onde os 26 carros inscritos puderam alinhar à partida.


No momento da largada, os Ligiers arrancam bem, mas Reutmann arranca ainda melhor, ficando momentaneamente com o segundo posto, antes que Depailler o reclamasse como seu no final da primeira volta. Entretanto, logo atrás, Mário Andretti passa o seu companheiro e fica com o terceiro posto. Mais atrás, Emerson Fittipaldi fez um arranque espectacular e passou Pironi, Jabouille e Villeneuve, e no final da primeira volta já era sexto, pressionando Scheckter para o quinto posto, para alegria dos torcedores.


Na segunda volta, Fittipaldi passou o Ferrari do sul-africano, e poucos metros mais adiante, herda o quarto posto, quando o Lótus de Mário Andretti tem uma fuga de combustível e pega foto, arrastando-se até às boxes. A seguir, o brasileiro carrega sobre Reutmann, para tentar ficar com o terceiro posto. O brasileiro estava a fazer uma das corridas da sua vida, num F5A que ganhava segunda vida diante do seu público. Será que iria repetir o feito do ano anterior?


Entretanto, os Ligiers estavam na frente, quase sem oposição. Jacques Laffite e Patrick Depailler lideravam a corrida a seu bel-prazer, enquanto que Reutmann era acossado por um endiabrado Fittipaldi. Mais atrás, Scheckter era também acossado pelo Tyrrell de Didier Pironi. O francês ultrapassou-o, mas pouco depois este despistava-se e voltava à pista, com o sul-africano a recuperar a posição. Mas o jovem francês não se desarmava, e foi de novo atrás dele. Algumas voltas depois, apanhava-o e conseguia ultrapassar, ficando com o então quinto posto. Mais atrás, os Brabham já tinham parado, ambos na mesma volta: Lauda devido a problemas de caixa, Piquet devido a um acidente.


Na 22ª volta, a desilusão tomava conta dos brasileiros: a grande corrida de Fittipaldi ficava seriamente comprometida quando uma das rodas se soltou e teve que ir às boxes. Conseguiu chegar, mas perde uma volta e termina a corrida na 11ª posição. Reutmann estava aliviado, pois já tinha o pódio na mão, porque Didier Pironi estava longe. Entretanto, ambos os Ferrari foram às boxes, e Gilles Villeneuve, até então muito discreto, conseguira ultrapassar Scheckter, para ficar com o quinto posto final.


No final da corrida, os Ligier dominavam, e Jacques Laffite tinha conseguido a pontuação máxima, seguido de Patrick Depailler. Era a primeira dobradinha de sempre da equipa de Guy Ligier, e os carros azuis dominavam este início de campeonato…


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1979_Brazilian_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr315.html

Rumor do Dia: Equipa nova a caminho?

Lembram-se de eu falar sobre Ken Anderson? Pois é, parece que sempre vai avançar com uma equipa. Várias publicações especializadas avançam hoje que uma nova equipa, com base americana, e com sede de Charlotte, na Carolina do Norte, irá avançar durante o mês de Fevereiro. A equipa irá chamar-se USF1, e poderá estrear-se na cometição máxima na temporada de 2010.

Como é óbvio, os detalhes são escassos, por agora, e só se sabe que Anderson e Peter Windsor serão os responsáveis pela equipa, que deseja ter dois pilotos americanos no pelotão. Mas vou dizer isto: é estranho que apareça um novo projecto, sem uma base europeia, numa altura de grande crise, como agora. E ainda por cima, anda não existe um comprador certo para a estrutura de Brackley, quando faltam pouco menos de dois meses para a abertura do campeonato, não acham? Desculpem lá, por agora eu fico de pé atrás, tá bom?

Speeder Questiona... Bruno Mantovani (Mantovani.zip)

A entrevista desta Quarta-feira é a primeira de duas que fiz a desenhistas da nossa praça. E esta hoje, trata-se de um dos melhores. Era alguém que queria entrevistar desde há algum tempo, pois as suas caricaturas são tão famosas que até já vi bandeiras dos carros dele em sitios como Monza!



Bruno Mantovani, o meu entrevistado de hoje, tem 28 anos, e nasceu em Serra Negra, no interior de São Paulo. Desde muito pequeno que adora artes e automobilismo, afirmando que "o amor pelo automobilismo e dom de desenhar nasceram juntos." Afirma-se um "autodidata em publicidade e design gráfico e procuro a cada dia me especializar mais." Actualmente, trabalha na DFA, uma agência de publicidade em São Paulo, (http://www.dfa.com.br/), mas o seu "hobby" (e a razão pelo qual foi entrevistado) é a criação de layouts para carros de corrida e capacetes, além das caricaturas, famosas pelos olhos grandes, muitas vezes com ar zangado, a revelar determinação em corrida, outras com ar de enfado, como aparece regularmente quando retrata o finlandês Kimi Raikonnen. Segue-se a entrevista.


1 – Olá, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a ideia do teu blogue?

Meu blog surgiu em 2004 apenas com a intenção de colocar alguns desenhos para mostrar à meus amigos. Mas foi em 2008, depois que comecei com as charges, que o blog começou a ter repercussão.


2 – O nome que ele tem, foi planejado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

Foi da minha cabeça, é apenas meu sobrenome.


3 – Antes de começares este blog, já tinhas tido alguma participação em outros blogues ou sites?

Sempre participei de fóruns sobre automobilismo, o extinto Warmup e depois o Downforce.com.br


4 – Em que dia é que começaste, e quantas visitas é que já teve até agora?

Criei o blog em meados de 2004 e até hoje tenho 125 mil visitas, sendo que cerca de 100 mil foram só em 2008.


5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

A charge sobre o GP de Mônaco é um que gosto bastante, com o Kimi em um carrinho de bate-bate.


6 – Em que é que tu, desenhando e fazendo charges sobre Formula 1, consegues ser diferente dos outros blogs?

Acho que é o humor em forma de imagem que faz meu blog ser diferente. Charges são complicadas de serem feitas, pois tem que se mostrar muitas coisas apenas com uma imagem.


7 – Já agora, uma pergunta mais técnica: que tipo de programas tu usas para conseguir elaborar os teus desenhos?

Uso o CorelDraw e Photoshop.

8 – Daqueles blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita diária?

São muito os blogues que visito diariamente, mas o Blog do Flávio Gomes, do Capelli, do Ico, o agora finado F1 Nostalgia e o teu, sem dúvidas.


9 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

Lembro sim, Mônaco 1986. Gosto de corridas desde sempre.


10 – E qual foi aquela que mais te marcou?

São muitas, mas a primeira que me vem na memória é Brasil 1993.


11 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Piquet. Foi campeão com carros de épocas diferentes (aspirado e turbo) e tinha um conhecimento técnico acima da média. Além de muita personalidade.


12 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?

Se correr sempre como em 2008, será campeão em breve também.


13 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Acredito que seja mais parecido com o Piquet, pois tem um bom conhecimento técnico e sabe a hora certa de dar 100% numa corrida.


14 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Sem dúvida, pois em algumas ocasiões, como na corrida da Alemanha, Lewis fez a diferença.


15 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e por quê?

Michael Schumacher, por causa dos seus sete títulos.


16 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver?

Gosto muito de carros antigos, e vou a Interlagos todo mês para assistir corridas de carros antigos brasileiros, da categoria Super Classic.


17 – E achas que valerá a pena desenhar sobre esses modelos no teu blogue?

Sim, sem dúvida, inclusive já fiz alguns, como uma BMW 2002Ti, um Karmann-Guia e um DKW. Estou agora fazendo o desenho de um Porsche 906.


18 – E miniaturas de carrinhos, tens algum?

Já montei alguns, como a Mclaren e a Williams de 1990, mas no momento estou me dedicando a montagem de um modelo de papel, uma McLaren de 1988 na escala 1/8 que imprimi numa plotter para arquitetos.


19 – Passando para a actualidade: de repente, a Honda anuncia a sua retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

Achei uma falta de respeito com todos, fãs e funcionários da equipe, pois foi uma decisão somente política. Deveriam ter mantido a equipe pois pelo menos mais um ano e anunciar na metade desta temporada que iriam sair.


20 – Se Nick Fry e Ross Brawn encontrarem comprador nos próximos tempos, achas que Jenson Button, e especialmente Rubens Barrichello, conseguem manter os seus lugares?

Acredito que não. Uma equipe nova deverá trazer novos pilotos, tal qual Bruno Senna por exemplo, para atrair novos patrocinadores.


21 - Max Mosley anunciou agora que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

Não sei dizer se este é o caminho correto. Mas algo deve ser feito para frear os custos da categoria.


22 – E o sistema de medalhas, proposto pelo Bernie Ecclestone? Achas uma boa ideia ou apenas uma má ideia de um homem já senil?

Não concordo. Aliás, este ano que teremos apenas 18 carros (a não se confirmar uma nova equipe no lugar da Honda) acho que apenas os 6 primeiros deviam pontuar, como era até 2002.


23 - O que achas dos novos carros de 2009?

Achei os carros bonitos, apesar de bem diferentes dos anos anteriores. Espero que essas regras que mudaram as proporções dos carros acabe com a turbulência que impedia os carros de se aproximarem e tentassem uma ultrapassagem.


24 - “Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma longa espera.” Esta frase é dita pelo actor americano Steve McQueen, no filme “Le Mans”. Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida, como espectador?

Concordo. Eu vivo assim, numa eterna espera entre uma bandeira quadriculada e um novo sinal para uma largada.


25 – Já agora, tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Já andei algumas vezes de kart indoor e outras tantas com um kart profissional em treinos. Andar de kart ajuda não só a entender como é pilotar em corrida como na condução de um carro em ruas e estradas.


26 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

Os anos 60.


27 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Já vi muitas vezes essas cenas. Para mim significam a verdadeira luta por uma vitória (apesar de lá ser pelo 2º lugar). Uma luta limpa e justa, abusando do limite da máquina e da coragem.


28 – Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico “Top Gear”, disse que Gilles Villeneuve foi “o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1”. Concordas ou nem por isso?

Não concordo, apesar de ser fã de Gilles. O que me faz fã de Gilles não é só sua habilidade como piloto, mas a paixão com qual guiava.


29 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o “Gran Turismo”, o “Formula 1”, ou jogos “online”, como o BATRacer ou o “Grand Prix Legends”?

Amo jogos de corrida no computador. Jogo desde o World Circuit (antecessor do GP2), GP2, GP3 até os atuais como GTR, GTL, LFS e GPL.


30 – Eu sei que começaste há algum tempo, mas… que é que tu alcançaste, em termos de prémios, convites, referências, desde que iniciaste o teu percurso na Blogosfera?

Como blog nunca fui premiado, tive apenas uma indicação como um “blog legal” do meu provedor de internet. Mas fora da internet já ganhei alguns prêmios de design, como um concurso de logotipo para a Região Turistica que moro (http://www.circuitodasaguaspaulista.com.br/) e concursos para pinturas de carros de corrida.


31 – E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de “garagistas”?

O ideal é um misto dos dois. Talvez se as montadoras fornecessem para garagistas seriam uma solução para se ter mais carros no grid.

32 - Que impressão é que ficas do novo Autódromo de Portimão?

Interessantíssimo!!! Muitas subidas e descidas, curvas rápidas e travadas. Um circuito seletivo. Penso comigo que deverá entrar no mundial em breve.
33 – Vamos falar do futuro próximo: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Nenhum deles mostrou potencial para ser campeão ainda. O Massa estreiou em 2002 na Sauber e não deixou uma boa impressão e agora evoluiu muito e está no nível de um campeão. Acredito que isso pode acontecer com eles também.


34 – Tens algum plano para o blogue, no futuro próximo? Novas secções, meteres-te num podcast ou videocast?

Pretendo fazer as charges num novo formato, talvez em Flash, para torná-las animadas. Mas isso ainda é só um plano.


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:

19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
6 de Dezembro 2008 - Rianov Albinov (F1 Nostalgia)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)
28 de Janeiro de 2009 - Javi G. (Zone F1)
31 de Janeiro de 2009 - Gabriel Lima (Speed N'Thrash)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Noticias: Mercedes nega rumores de abandono

Afinal, as noticias de que a Mercedes esteve prestes a abandonar a categoria são falsas. Quem o diz é a acessoria da marca, hoje em Estugarda. Segundo a revista inglesa Autosport, um porta-voz da companhia veio a dizer que a alegada reunião dos membros da direcção nunca existiu, pelo menos com esse propósito.




"Não houve qualquer votação da direcção da Daimler-Benz relacionada com a Formula 1", afirmou um porta-voz da companhia. "Aparte disto, continuamos comprometidos com o nosso envolvimento na competição", concluiu. Neste momento, para além da McLaren, a Mercedes vai fornecer na temporada de 2009 motores para a Force India, equipa do fundo do pelotão.


Neste momento, este desmentido mostra um pouco duas coisas: que há quem queira aproveitar com a crise, lançando falsas noticias no ar, e dar um ar de pânico, ou então a falta de assunto leve a que, por vezes, se comentam algumas barbaridades deontológicas, só para vender mais exemplares. Não sei qual é o prestígio da revista Focus na Alemanha, mas a versão portuguesa é um disparate completo. Sabem, os boatos podem matar...


Mas também (e isto é só um desabafo) confesso uma coisa: já ando cansado de ouvir disparates completos, meias verdades e rumores. Quero a competição a sério e já! Nunca 29 de Março pareceu tão longinquo...

Noticias: ORT contrata Chandook

Tiago Monteiro contratou o seu primeiro piloto de 2009 para a Ocean Racing Technology: trata-se do indiano Karun Chandhok, ex-iSport, e companheiro de Bruno Senna em 2008. Chandhok, de 25 anos, já tem no currículo duas temporadas de GP2, onde alcançou duas vitórias, uma em Spa-Francochamps e outra em Hockenheim, pelo que a sua experiência será determinante para a evolução da equipa.

O piloto indiano não escondia a sua aftisfação por ter sido contratado para a ORT e correr uma terceira temporada em 2009: "Estou muito contente por ter chegado a acordo com a Ocean Racing Technology. Conheço o Tiago há alguns anos, já que chegámos a correr juntos na World Series, e acredito que ter um piloto a dirigir a equipa é uma importante mais valia porque ele consegue perceber a nossa linguagem. Claro que apostar numa nova equipa tem alguma dose de risco para um piloto. É preciso sempre algum tempo para atingir a performance desejada, mas o objectivo será estarmos competitivos logo neste primeiro ano.", declarou.

"O Tiago e o José [Guedes] fizeram uma excelente proposta a nível técnico e financeiro e o acordo aconteceu facilmente. Os engenheiros em que a Ocean apostou, o Nigel Clyde e o Tom Davis são bons elementos que já conheço e estou certo de que serão determinantes para o nosso sucesso. Os meus parceiros Punj Lloyd, JK Tyre e Amaron vão continuar a apoiar-me em 2009 e estamos todos entusiasmados para trabalhar com a Ocean este ano.", concluiu Chandhok.

Quanto a Tiago Monteiro, está confiante de que com ele, os objectivos da Ocean serão alcançados mais rapidamente: "É muito bom termos desde já garantido um piloto com a qualidade do Karun Chandhok. É um piloto muito rápido e trabalhador que consegue prestações muito consistentes em todos os traçados. Nas duas épocas que já fez teve sempre um excelente relacionamento com os engenheiros e demais responsáveis das equipas onde correu e além disso já venceu na GP2. É muito bom que tenha assinado com tanta antecedência porque assim podemos começar a trabalhar desde já no projecto para a temporada da Main Series. Para nós é muito importante que um piloto com a experiência do Karun tenha apostado e confiado numa nova equipa. Ele é o piloto certo para chegarmos depressa aos nossos objectivos: queremos ser competitivos e ser uma presença regular nos pontos", afirmou.

Karun Chandhok nasceu a 19 de Janeiro de 1984 em Chennai, e começou a correr em monolugares em 2000, aos 16 anos. Em 2002, foi para a Inglaterra, onde correu duas temporadas na Formula 3 britânica, na National Class, onde foi vice-campeão da classe em 2004. Depois de algumas passagens pela World Series by Renault, tornou-se em 2006 campeão da Formula V6 Asia, a vertente asiática da World Series by Renault. Em 2007, faz a sua primeira temporada na GP2, onde foi 15º, com 16 pontos, e uma vitória na Sprint Race de Spa-Francochamps. No final do ano, testa um Red Bull de Formula 1 em Barcelona.

Em 2008, transfere-se para a iSoprt, onde fica com o numero 1 na carenagem, e é companheiro do brasileiro Bruno Senna. Na temporada passada, consegue três pódios e uma vitória, na Sprint Race de Hockenheim, ficando no total com 31 pontos e o décimo lugar na classificação geral. É neste momento a melhor esperança da India para voltar a ter um piloto seu na Formula 1, depois da aventura de Narain Kathykayean, em 2005, na Jordan. Cuirosamente, o companheiro de equipa fora... Tiago Monteiro.

Opinião: estas pessoas não podem ser esquecidas

Achei por bem escrever um tributo a Teddy Mayer na coluna de opinião do site Pitstop. Quando no Domingo, Ron Dennis disse que muito do sucesso inicial de McLaren se deve a ele, não estava a ser hipócrita, apenas reconhecia o seu trabalho à frente da equipa entre o periodo em que suecedeu inesperadamente ao fundador Bruce, em 1970, quando este morreu num acidente de Can-Am, até à chegada de Ron Dennis, dez anos depois.

Hoje em dia, acho que se deve enfatizar que o sucesso dos pilotos e das equipas nas pistas não se deve apenas aos pilotos, mas também às pessoas que estão por detrás, a começar pelos directores. Nem sempre tomam as decisões acertadas, ou têm uma visão maior do futuro (uma delas foi não ter visto o potêncial de Gilles Villeneuve depois de o ter contratado como terceiro piloto no GP de Inglaterra de 1977), mas no cômputo geral, ele deu à McLaren os seus primeiros títulos mundiais de pilotos e construtores. E temos que dar o devido valor a Ron Dennis por ter preservado o nome, mesmo depois da saída do último dos fundadores, algo que, se calhar, com outras pessoas, não se passaria assim.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Noticias: Quase, quase...

A Mercedes esteve quase para abandonar a categoria este ano. Quem o afirma é a revista alemã Focus, na sua edição desta semana. Segundo a publicação, Dieter Zentsche, o CEO da Mercedes, consultou a Comissão de directores da marca para saber se desejariam a continuidade da parceria com a McLaren, algo que existe desde 1995, e estes decidiram, por 3 votos a favor e dois contra, a continuidade da marca na Formula 1.


Mas a revista alemã afirma que pode haver mais abandonos a curto prazo. A BMW pode estar a considerar arrumar as malas no final de 2009, caso obtenham o título mundial de construtores e de pilotos. Segundo o site brasileiro Pitstop, Bernie Ecclestone está a tentar pressionar os construtores para que fiquem na categoria por um prazo mais prolongado, algo que eles, para já, recusam. São mais sinais da crise que veio para ficar.

Mais algumas novidades da Blogosfera

Estes dias tem surgido algumas novidades interessantes que, ora vou descobrindo, ora sou avisado da sua existência. Para este post em particular, vou colocar três novidades, um para cada país.

A primeira é o brasileiro Motorizado, do Ylan Marcel, que trata das novidades da Formula 1, bem acompanhados de videos do Youtube, referentes ao passado e o presente da Formula 1 e de outras competições. Da maneira como está escrito e estruturado, vale a pena uma visita.


A segunda grande novidade é portuguesa, e tem a ver essencialmente com a Le Mans Series. A Le Mans Portugal é o esforço de dois irmãos, Hugo Ribeiro e Vitor Ribeiro, loucos por este desporto, e tenta ser o mais completo possivel não só em termos de noticias e rumores, bem como biografias e entrevistas sobre os pilotos que correm ou já correram por lá. É algo que vale muito a pena visitar, para quem é fã, e não só!


Para finalizar, temos o Bonaira Blog Motor, de Málaga, no sul de Espanha. Para os fãs de Fernando Alonso em particular, ou dos pilotos espanhois em geral, até é um sitio bem interessante de se ver. Com objectividade e algum humor, falam sobre a actualidade da Formula 1. Vão lá e façam as vossas apresentações!

GP Memória - Brasilia 1974

É raro, mas acontece eu falar sobre uma corrida extra-campeonato. E este é diferente, pois é o caso em que o regime militar brasileiro se aproveitou da Formula 1 para propagandear as virtudes, construindo um Autódromo na capital do país, e convidando os pilotos de Formula 1 para inaugurá-la.



Desde o início das competições automobilísticas, no final do século XIX, as competições automóveis ou as equipas automobilísticas foram vistas como “montras” da engenharia e do poder das nações. Os “Grand Prix” nacionais só teriam sentido se fossem ganhas por uma máquina nacional, e ver um adversário era mau sinal, péssimo se fosse o “inimigo” a ganhar. Quando a Mercedes ganhou os “Grand Prix” de França de 1908 e 1914, os vencedores foram recebidos no mais gelado silêncio, pois as máquinas nacionais, as favoritas, tinham sido copiosamente batidas por aquilo que anos mais tarde a Audi cunhou na sua frase de marca “Vosprung Durch Technik” (A Perfeição Através da Técnica).


Vinte anos depois, quando o regime nazi subiu ao poder, Adolf Hitler, um amante do automobilismo, usou subsídios federais de 500 mil “reichmarks” à Mercedes e à Auto Union para desenvolverem máquinas capazes de demonstrar que a “superioridade ariana” também significava a superioridade das máquinas alemãs face à concorrência italiana. As vitórias eram tão óbvias que, no GP da Alemanha, os organizadores só tinham um disco com o hino alemão. Quando Tazio Nuvolari teve a sua vitória mais mítica, na edição de 1935, a sorte dos organizadores era que Nuvolari tinha sempre consigo um disco com o hino italiano…


Serve todos estes exemplos para explicar a história que se segue. Em 1974, o Brasil vivia os "anos de chumbo" da Ditadura Militar, chefiada pelo general Emilio Medici, mas vivia também o seu período áureo. O crescimento do pais, no ano anterior, tinha sido de 11,3 por cento, mas essa face alegre escondia um regime brutal de repressão, censura férrea (estava em vigor o Acto Institucional Numero 5, que quando foi instalado, em 1968, fechou o Congresso, cassou os mandatos dos deputados da oposição, permitiu ao Presidente da República governar por decreto, e suspendeu o “habeas corpus” em processos políticos, entre outros), torturas e assassinatos extrajudiciais, um preludio ao que aconteceria depois no Chile (nesta altura, já estava a acontecer) e na Argentina, embora nesses países, as coisas tenham sido ainda mais brutais.


O regime, instalado em Brasília, decidiu aproveitar a “onda” automobilística causada pela conquista do Mundial por Emerson Fittipaldi, como tinha feito dois anos antes com o tri-campeonato conquistado pelo Brasil, e construiu um autódromo em Brasília, ufanamente baptizado de “Autódromo Emilio Médici”, e criou um "I Grande Prémio Presidente Médici", prova extra-campeonato, como ponto alto das celebrações da inauguração do autódromo.


A 2 de Fevereiro de 1974, 85 mil pessoas assistiram à corrida de Formula 1, onde Emerson Fittipaldi convenceu apenas 12 pilotos para participar nessa corrida. Ferrari e Lótus não compareceram, e Wilson Fittipaldi alugou um Surtees para poder participar na sua única prova do ano, pois ele nesta altura já se encontrava a preparar a aventura da Copersucar. Para além dos manos Fittipaldi, participaram os March de James Hunt, Hans Stuck e Jochen Mass, o Tyrrell de Jody Scheckter, o Brabham de Carlos Reutmann, os Iso-Marlboro de Arturo Merzário e Howden Ganley, os BRM de Jean-Pierre Beltoise e Henri Pescarolo, e o Surtees de José Carlos Pace.


Foi uma corrida pequena (40 voltas) e sem história: Emerson, vindo de uma vitória em Interlagos, venceu-a de novo, sem problemas, pois o seu maior rival, Reutmann, quebrou cedo depois de largar do primeiro lugar da grelha. Scheckter foi segundo e Merzário foi terceiro. Wilson Fittipaldi terminou a corrida na quinta posição, a uma volta do seu irmão.


Contudo, essa corrida marcou a estreia de um jovem rapaz de 21 anos, nas lides da Formula 1. Entrando como “clandestino” nas boxes do circuito, fez um “bico na equipa Brabham, limpando o capacete de Reutmann, e segurando o guarda-sol, só para estar em contacto com aquelas máquinas. Consta-se que Reutmann nunca gostou muito do serviço do garoto, que já corria, mas com o apelido da mãe, para que os pais não soubessem.


Sete anos depois, Nelson Piquet, esse garoto que entrara clandestino nas boxes de Brasília, tornara-se campeão do Mundo pela Brabham, batendo Carlos Reutmann. Consta-se que ele entregou o seu capacete às mãos do argentino, afirmando: “Talvez não sirva para limpar o teu capacete, mas talvez possas limpar o meu”. Se é verdadeira ou não, desconheço…


No final da corrida, os três pilotos subiram à tribuna para receber as suas taças das mãos de Emilio Médici, o ditador da altura, que curiosamente estava nos últimos dias de seu mandato. A 15 de Março desse ano, era substituído por outro militar, Ernesto Geisel. Este decidiu encetar um processo de abertura politica, que só ficou concluído dez anos depois, com a eleição de um civil, Tancredo Neves.


Quanto à pista, ninguém gostou. Muitos afirmaram que fazia lembrar um kartódromo, e nunca mais foi corrida por carros de Formula 1. Hoje em dia correm-se várias provas internas, e o Autódromo é um dos dois no Brasil que foram baptizados de “Nelson Piquet”…


P.S: Quero agradecer, mais uma vez, ao Rianov Albinov por ter sido o meu "bombeiro de serviço" em relação às fotos e a algumas imprecisões que havia em relação aos participantes nesta corrida extra-campeonato, politicamente aproveitada pelo regime de então...

Historieta da Formula 1: Gunther Schmidt e a asa que não gostava

Provavelmente, Gunther Schmid deve ter sido dos poucos (senão o unico) que fundou duas equipas de Formula 1: a ATS e a Rial, nos anos 70 e 80. Alemão de nascimento, fez fortuna com as jantes de automóveis, especialmente as de cinco pontas se tornaram populares, nos anos 70. Em 1977, quando Roger Penske decidiu vender a sua operação na Europa, quem a comprou foi Schmid, que decidiu baptizá-la com o nome da companhia: a ATS, que iria durar até à temporada de 1984. por aí passaram pilotos mais como Keke Rosberg, Hans-Joachim Stuck, Jan Lammers, Jean-Pierre Jarier, Eliseo Salazar, Manfred Winkelhock, Marc Surer e Gerhard Berger.


Mas Schmid tinha uma personalidade instável, e as suas explosões de fúria eram lendárias. Uma das mais insólitas ocorreu em 1981, durante os treinos do GP da Argentina. Schmidt julgava que era muito melhor do que os engenheiros que contratava, e as discussões eram muito frequentes. Uma das vítimas foi Hervé Guilpin, o então engenheiro da equipa, que decidiu usar uma nova asa da frente no carro de Jan Lammers. Este aceitou, e os resultados foram positivos. Só que este teste foi feito às escondidas de Schmid, e este detestou. E demonstrou isso à frente de toda a gente, quando... se colocou em cima da asa e saltou repetidas vezes até a partir. Tão bom como a "guerra de cartazes" nesse fim de semana na Williams...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ron Dennis presta tributo a Meyer

O patrão da McLaren, Ron Dennis, prestou hoje homenagem a Teddy Meyer, seu antecessor na McLaren, e que morreu esta sexta-feira em Inglaterra, aos 73 anos. Em declarações à Autosport inglesa, o homem que tomou conta da equipa em 1982, após a sua saída de cena, afirmou que Meyer "foi um dos ultimos grandes homens que o automobilismo teve".


"Em relação à história da McLaren, ele tem particular importancia, pois ele fez parte de um pequeno grupo de homens, entusiastas pelo automobilismo que, em 1963, ajudaram a fundar a Bruce McLaren Motor Racing Ltd, ao lado de Bruce. Quando entrei na equipa, em 1980, Teddy tinha consolidado as fundações lançadas por Bruce e Tyler Alexander, e tinha conquistado muito - dois campeonatos do Mundo com Emerson Fittipaldi e James Hunt, bem como um enorme êxito nos Estados Unidos. Em 1982, Teddy vendeu sua parte, e estou feliz por poder dizer que continuamos a ter sucesso e a vencer campeonatos desde então. Mas a origem das nossas vitórias remonta ao período de Bruce e Teddy.", afirmou Dennis.


Mesmo sabendo que Dennis deva muito do seu sucesso á equipa, sabe tirar o chapéu aos seus antecessores. E o melhor exemplo desse respeito pelo passado foi que manteve o nome original, algo que hoje em dia seria impensável. Long live Teddy and Bruce!

A capa do Autosport desta semana

Esta é a última capa do Autosport enquanto jornal, pois no próximo dia 10 de Fevereiro, vai-se transformar em revista. E nesta última capa neste formato, o devido destaque é para a bertura do campeonato mundial de Ralies, o WRC, na Irlanda. Se a abertura é diferente do habitual, o vencedor, esse, é o mesmo: Sebastien Löeb, no seu "cavalo", o Citroen C4 WRC. O título da capa diz tudo: "Nem a crise trava Löeb".



Para além disso, um outro assunto é trazido á capa do jornal, que é a entrevista de Carlos Barbosa à TSF e ao Diário de Noticias, com o seguinte ultimato ao Governo: ou pagam o que devem, ou não há Rali de Portugal. "ACP lança ultimato ao Governo".

Outro assunto que também aparece na capa do jornal é uma declaração de Flavio Briatore: "F1 Deita Dinheiro à Rua". Nada que ainda não tenhamos sabido, Flávio...

O Rali de Portugal está em perigo?

Hoje li atentamente a entrevista do Carlos Barbosa, o presidente do Automóvel Clube de Portugal, fez a dois orgãos de comunicação social, o Diário de Noticias e a TSF. Entre vários assuntos, falou-se do Rali de Portugal e o Grande Prémio de Formula 1, onde se referiu que hávia o perigo de o rali não se realizar em Março, porque o Estado ainda não pagou a sua parte na organização do rali em 2008. E essa parte é somente 1,5 milhões de euros.

"Se não tiver garantias, desta vez escritas, de que esse dinheiro vem, não faço Rali de Portugal em 2009, porque não me posso arriscar. O Automóvel Clube de Portugal é uma entidade de utilidade pública sem fins lucrativos. Eu não quero ganhar dinheiro - não posso é perder", disse Barbosa.



Para 2009, Carlos Barbosa peterende que o Estado contribua com 2,5 milhões de Euros, a mesma verba do que nos anos anteriores. Essa verba vem dividida, segundo ele, da seguinte forma: "Um milhão vem do Turismo de Portugal, e 1,5 milhões através do Instituto do Desporto [de Portugal]. Mas até agora ainda não recebi qualquer espécie de verba do Instituto do Desporto relativa a 2008. (...) O Turismo de Portugal já me pagou tudo, até ao último centavo, e o Instituto do Desporto, por razões que estamos neste momento a averiguar, não tinha nada contabilizado", afirmou.

A ameaça está feita, e até agora o Secretário de Estado do Fute... ops! do Desporto não reagiu à entrevista. Será que o Sr. Laurentino Dias estará interessado em deixar de entrar nos cofres do estado português algo que em 2007 gerou no turismo local lucros de 75 milhões de euros em somente quatro dias?



Adiante. Noutra parte da entrevista, Carlos Barbosa fala sobre a possibilidade do regresso do Grande Prémio de Portugal, agora que existe um Autódromo "de cinco estrelas" em Portimão. Mas depois disse o preço que seria necessário para trazer: "Mas a verdade é que só para termos a Fórmula 1 em Portugal, custa-nos 15 milhões. Possível é. Se o Estado me der dinheiro eu trago a Fórmula 1 para Portugal, não tenho problema nenhum", garantiu.


O problema, neste país, é que pagar 15 milhões por ano, dos cofres do Estado (uma gota de água no Orçamento) com lucros garantidos, seguramente, este valor é visto como "um escândalo, uma roubalheira" para o Zé Povinho, que pouco entende (e duvido que alguma vez entenderá...) sobre os preços a pagar para ter determinado evento, e o prestígio (e riqueza) que traz ao nosso país, provavelmente, muito maiores do que o futebol. E ainda por cima, gastar tal dinheiro em ano de eleições seria, infelizmente, ainda mais mal visto...