quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A chegada de Bruno Senna à Williams, visto pelo jornal i

Sempre vale a pena ler o que é que a imprensa dita generalista fala, pelo menos no meu canto do mundo, sobre as movimentações nos bastidores da Formula 1. E claro, ninguém ficou indiferente ao anuncio de Bruno Senna na Williams, deixando de fora Rubens Barrichello, que tinha sido piloto da marca nas últimas duas temporadas. a edição do jornal português i desta quarta-feira fala sobre o anuncio, o processo de seleção de Bruno, de Eike Batista e de uma frase do tio Ayrton, que virou "mantra" para muitos. 

BRUNO SENNA. DEZOITO ANOS E 14 MILHÕES DE EUROS PARA CHEGAR AO ÚLTIMO CARRO DO TIO

Por Rui Catalão, publicado em 18 Jan 2012 - 03:10 | Actualizado há 23 horas 10 minutos 

Ayrton conduzia um Williams quando morreu, em 1994. O sobrinho vai ser piloto da equipa britânica graças a três patrocinadores de peso: OGX, Embratel e Gillette 

Quando deixou a McLaren, em 1993, Ayrton Senna lançou o aviso: “Se acham que sou rápido, esperem até verem o meu sobrinho Bruno.” Nessa altura, o tricampeão do mundo ia para a Williams, onde viria a conseguir três pole positions antes de morrer, no GP de San Marino – a terceira prova de 1994. Agora, 18 anos mais tarde, a equipa britânica vai ser a terceira de Bruno Senna na Fórmula 1 – depois de uma época na HRT (2010) e 11 corridas na Lotus Renault (2011).

A escolha do piloto brasileiro só se tornou possível com o apoio financeiro de três grandes empresas, que no total vão investir 14 milhões de euros para garantir o lugar de Senna. O principal patrocinador é a OGX, segunda maior empresa de petróleo e gás natural do Brasil (logo atrás da Petrobrás), que ainda ontem anunciou a descoberta de 2 mil milhões de barris na bacia de Santos. A OGX pertence a Eike Batista, o oitavo homem mais rico do mundo – tem uma fortuna avaliada em 23,4 mil milhões de euros – e um dos mecenas da candidatura do Rio de Janeiro à organização dos Jogos Olímpicos de 2016. 

Nas entrevistas é comum ouvir Eike dizer que em breve vai ultrapassar o mexicano Carlos Slim na lista dos maiores multimilionários do planeta. Ora Slim também está envolvido no financiamento da carreira de Senna, embora de forma mais indirecta, através da Embratel, operadora brasileira de telecomunicações, que pertence à gigante Telmex – de onde vem parte da riqueza do mexicano de 71 anos. 

Na verdade, ambas as empresas já tinham estado envolvidas no apoio à passagem de Senna pela Renault – o patrocínio da Embratel até começou há mais tempo, em 2006, quando o piloto estava na Fórmula 3. A Gillette também vem da época passada, mas assume agora um destaque maior na F1. 

O anúncio oficial da contratação de Senna aconteceu na manhã de ontem, já o perfil do brasileiro estava disponível (embora escondido) no site oficial da Williams. Fica assim completa a dupla da equipa para 2012, com Pastor Maldonado a manter o lugar que já ocupava na última temporada. Tal como Senna, a presença do venezuelano na F1 depende acima de tudo da força dos patrocinadores. Ou seja, na dúvida entre o talento e as finanças, o dinheiro desempata. 

Por um lado, a Williams fica mais descansada com o equilíbrio das contas. Por outro, alimenta as dúvidas quanto à capacidade de melhorar o desempenho em pista – 2011 foi a pior época da história da equipa, que somou apenas cinco pontos em 19 corridas. Maldonado começa agora a segunda época na F1; Senna tem pouco mais de ano e meio. Há um longo caminho pela frente, sobretudo sabendo-se que a escuderia britânica mudou de fabricante de motor (voltou à Renault ao fim de dois anos com a Cosworth), bem como de director técnico, chefe de aerodinâmica e engenheiro-chefe. 

Senna, que já vinha a ser sondado e avaliado desde o GP do Japão, em Outubro, fará os primeiros quilómetros com a Williams a 8 de Fevereiro, em Jerez de la Frontera, na primeira sessão de testes da temporada. E isso significa que, à partida, Rubens Barrichello não estará lá. A opção pelo compatriota deixou o piloto mais experiente da Fórmula 1 sem um lugar na grelha para 2012. Barrichello correu pela Williams nas duas últimas épocas e também estava, a par do alemão Adrian Sutil, entre as opções para o carro agora entregue a Senna. No fim, ambos acabaram excluídos pela força do dinheiro. 

Amigo de longa data da família Senna, Barrichello fica agora com duas alternativas: acabar a carreira, 19 anos depois do primeiro grande prémio, ou ficar com a única vaga por preencher no pelotão – na modesta HRT. Mas nem aí haverá grandes hipóteses para o veterano. A equipa de Adrián Campos quer um piloto jovem, de preferência espanhol, para preparar o futuro e formar dupla com Pedro de la Rosa, que em Fevereiro faz 41 anos.

Youtube Rally Crash: o acidente de Jari-Matti Latvala em Monte Carlo

Eis as imagens do acidente de Jari-Matti Latvala, esta tarde, durante a quarta especial do dia, onde perdeu o controle do seu Ford Fiesta WRC e caiu e um muro a cerca de três metros de altura. Nem ele, nem o seu navegador sofreram danos pessoais, mas o rali de monte Carlo já acabou para ele, enquanto que o seu maior rival, Sebastien Löeb, lidera com um grande avanço, superior a um minuto, sobre o Mini de Dani Sordo.

Pouco depois, na zona de serviço, Latvala confessou aos microfones do WRC que perdeu a concentração nas notas porque estava demasiado preocupado com o gelo na estrada. E assim não notou que aquela curva era um pouco mais apertada naquela zona, e quando deu por isso, já era tarde e não conseguiu controlar o carro o suficiente para se manter na estrada. 

E num rali onde não é aplicada a regra do "Superrally", decerto grande parte do interesse pode ter decaído, mas ainda falta muito para que máquinas e pilotos cheguem à meta, em Monte Carlo... 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

WRC 2012 - Rali de Monte Carlo (Dia 1)

Por fim, começou o Mundial de 2012 do WRC, e num local de onde nunca deveria ter saído: Monte Carlo. Disputado sob um piso frio e seco, onde a mistura de composto de borracha é essencial, e a concentração é máxima, Sebastien Löeb partiu para a estrada disposto a defender o título mundial contra uma armada de pilotos do calibre que vai desde o seu companheiro de equipa, o finlandês Mikko Hirvonen, até aos Ford oficiais de Jari-Matti Latvala e Petter Solberg, o Mini de Dani Sordo e até o Skoda Fabia S2000 musculado de Sebastien Ogier.

Neste primeiro dia nas classificativas de montanha dos Alpes, já houve algumas surpresas e algumas vítimas de relevo, a maior das quais é Jari-Matti Latvala, que capotou na quarta e última classificativa do dia, acabando por desistir, já que o Monte Carlo não tem o "Super Rally". Mas até ao despiste do piloto da Ford, estava a ser uma competição equilibrada, com até o finlandês a ganhar quase um minuto (52,7 segundos, na realidade) após a terceira especial do dia e a liderar com 30 segundos de vantagem no momento do seu capotamento. Para Löeb, "talvez [tenha sido] uma má escolha de pneus do Latvala tenha obrigado forçar o ritmo e a cometer um erro"...

Atrás, com o veterano Francois Delecour a dar um ar da sua graça - foi segundo na última classificativa do dia - vem o Mini de Dani Sordo, que apesar dos pequenos embates, tem conseguindo uma boa consistência nos troços, apesar de agora estar a quase um minuto de Löeb. Petter Solberg, no segundo Ford, está logo atrás, na terceira posição, enquanto que Sebastien Ogier surpreende tudo e todos com o seu quarto posto no Skoda Fabia S2000. O francês, que guiará pela Vokkswagen, está a dois minutos e 21 segundos, e tem o russo Evgueny Novikov na sua peugada, mas está a ser uma das grandes surpresas da jornada.

Mikko Hirvonen está muito para trás na sexta posição, numa toada cautelosa, enquanto que François Delecour é o sétimo no seu Ford Fiesta WRC. Pierre Campana é oitavo, na frente do Ford de Ott Tanak e do carro do sueco Per Gunnar Andersson, que fecha os pontos.

Quanto a Armindo Araújo, o dia não foi muito fácil. Um percalço matinal fê-lo sair de estrada, perdendo mais de cinco minutos à geral, mas após isso, tem vindo a incrementar o seu ritmo ao longo da tarde, fazendo com que na derradeira especial do dia, tenha conseguido o 13º tempo, logo na frente de Pierre Campana, acabando o dia na 14ª posição da geral. Em relação ao dia de hoje, o piloto luso explicou que "foi um grande desafio, muito difícil. As escolhas os pneus são muito difíceis. Estamos a aprender, cometemos um erro na manhã, mas agora não houve grandes erros", concluiu. 

 O rali de Monte Carlo prossegue amanhã.

Surpresa! Peugeot abandona a Endurance

No mesmo dia em que a Toyota começou a experimentar no circuito de Paul Ricard o seu carro híbrido, a Peugeot surpreendeu toda a gente ao anunciar que não iria participar no Mundial WEC de 2012. E pior: o   abandono da Endurance é definitivo e vêm na pior altura possível, pois este é o ano de inauguração do Mundial organizado em conjunto pela FIA e a ACO.

"Após 14 vitórias nas últimas 16 corridas, entre as quais uma dobradinha nas 24 Horas de Le Mans em 2009, no campeonato ILMC, que a Peugeot venceu por dois anos consecutivos, em 2010 e 2011, a Marca decidiu parar o seu programa de Resistência de 2012 e não participará nas próximas 24 Horas de Le Mans. 


Esta decisão inscreve-se no contexto de um ambiente económico difícil na Europa e num ano particularmente denso em lançamentos de novos modelos para a Marca. 


Neste contexto, a Peugeot decidiu concentrar os meios de 2012 no seu desempenho comercial e, em especial, no sucesso dos lançamentos dos modelos 208, 3008 HYbrid4, 508 RXH, 508 HYbrid4 e 4008, que virão enriquecer a estratégia de subida em gama e de globalização da Marca.", segundo afirma no comunicado oficial, publicada no site francês Auto Hebdo. 

Assim sendo, todos os seus pilotos oficiais - Sebastian Bourdais, Nicolas Minassian, Marc Gené - ficarão a pé em 2012 e terão de fazer a clássica de Le Sarthe por outras marcas, caso queiram fazer. Segundo diz Rodrigo Mattar, no seu blog "A Mil Por Hora", os rumores já exisitiam desde há algum tempo, mas tinham se intensificado nos últimos dias devido aos planos da marca que, devido à crise mundial,  decidiu abater cerca de seis mil empregos um pouco por todo o mundo.

Isso significa que a Audi não terá concorrência este ano, pois a Toyota ainda está um pouco verde, e a sua participação não passará muito mais do que a prova de La Sarthe...

Formula 1 em Cartoons: O fim do Barrichello (Pilotoons)

E por fim, chegou o dia que o Bruno Mantovani queria que tivesse chegado três anos antes, mas não aconteceu. E pelos vistos, deve ter medo dos filmes de "zombies", porque os que o enterram, Bruno Senna,   guardado por Pastor Maldonado, está numa grua com uma laje de "30 milhões" quer vê-lo morto.. e bem morto.

Uma recordação de Gilles Villeneuve

Descobri esta bela imagem de Gilles Villeneuve no "The Fifth Driver", um dos blogues do Peter Windsor. Ele nunca escondeu que ele e Gilles eram grandes amigos, e este "auto-retrato" de Villeneuve foi tirado com a câmara de Peter Windsor, que nesse final de semana exibia, orgulhoso, a sua nova máquina, uma Canon A35 Automatic.

A imagem foi tirada em Jacarépaguá, no final de março de 1982, poucas semanas antes da sua morte, no circuito belga de Zolder, quando ele e Jochen Mass não se entenderam na pista sobre o espaço que iriam dar, com o canadiano lívido de raiva pelo fato do seu companheiro Didier Pironi ter mandado a hierarquia às malvas e querido vencer o GP de San Marino amputado de metade do pelotão devido ao boicote das equipas FOCA, em mais um episódio da guerra entre Bernie Ecclestone e Jean-Marie Balestre, o então patrão da FISA. Neste ano de 2012, trinta anos depois de uma das temporadas mais loucas da Formula 1, num "annus horribilis" tão marcante como foi 1968, 1970, 1973 ou 1994, certamente iremos recordar fortemente de tudo isso.

Pelo que me contam, Gilles Villeneuve era um sujeito divertido e louco a conduzir. E pelo estilo da imagem, inadevertidamente, estava a indicar o caminho do futuro na maneira como iríamos tirar retratos. Mal sabia ele que daqui a 30 anos, existiria uma coisa chamada Facebook e que muita gente iria tirar os seus retratos daquela maneira...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Youtube Rally Motorsport: O "shakedown" do Rali de Monte Carlo

Amanhã começa o Mundial WRC de 2012, e apresento por aqui um video do "shakedown" do Rali de Monte Carlo, que fez o seu regresso ao sítio de onte nnunca deveria ter saído: o Mundial de Ralis.

Neste video, pode-se ver coisas desde a foto de família dos pilotos - nunca pensei que o Miguel Ramalho, navegador do Armindo Araujo, fosse tão baixinho! - até ás passagens dos vários elementos das equipas oficiais, e também a presença da representante da FIA nos ralis, a ex-corredora francesa Michele Mouton. E os espectadores, claro, ansiosos para que comece a temporada de 2012. Que venha ela!

A garagem de Juha Kankkunen

Qualquer milionário tem uma garagem cheia de carros, mas muitos deles o têm para exibir a coleção e mais nada. Contudo, há quem tenha cabeça suficiente para fazer uma coisa destas, e quem tenha ganho dinheiro suficiente para fazer uma coleção deste tipo. E ainda mais importante se torna esta coleção quando sabes que o seu proprietário ganhou corridas a bordo de todos estes carros. Como Juha Kankkunen, tetracampeão do mundo de ralis por três equipas diferentes: Peugeot (1986), Lancia (1987 e 1991) e Toyota (1993).

"KKK", como é chamado pelos seus adeptos, converteu a sua velha fazenda em trerras finlandesas num museu privado, do qual raramente abre as portas a pouca gente fora do seu circulo social. Contudo, abriu uma excepção ao jornalista Alistair Weaver, do Insideline.com, e este fotografou toda uma coleção que vai para além dos carros de ralis. Tem uma coleção de Fords de rali, desde o MkI até ao RS200, e tem também uma coleção de Ferraris, entre os quais um 288 GTO e um F40. Afinal de contas, parece ser a sua marca favorita...

Segundo diz o próprio Kankkunen, ele dirige regularmente estes carros, para os manter em forma. E é bom saber que algures na Finlândia, existe um tesouro que está a ser preservado por quem ajudou a escrever essas páginas na história dos ralis.

Noticias: Williams anuncia Bruno Senna

A Williams confirmou esta manhã em Grove a noticia de que já tinha dado conta no dia anterior: Bruno Senna será o piloto da equipa, substituindo o seu compatriota Rubens Barrichello. Não se sabe ainda a duração do contrato, mas Bruno Senna, que fará dupla com o venezuelano Pastor Maldonado, leva consigo cerca de 18 milhões de euros em patrocínios vindos de Elke Batista, um dos homens mais ricos do Brasil. 

"Sinto-me um privilegiado pelo facto da Williams me ter escolhido, pois é uma equipa com uma grande herança, e espero ajudá-los a escrever um bom capítulo na sua história. Será interessante guiar para uma das equipas onde esteve o meu tio Ayrton e trabalhar com pessoas que conviveram com ele. Estou esperançado que possamos reavivar memórias e criar novas boas.", referiu. 

Bruno Senna experimentará o seu carro no próximo dia 9 de fevereiro, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera.

A última capa do Autosport semanal

E assim sendo, amanhã sairá o último Autosport tal como o conhecemos nos últimos 35 anos. Passará de revista semanal para uma mensal, além de que vai ter um novo site, com conteúdos pagos. Vamos a ver como será essa nova roupagem da revista. Para já, eis um "Até Já" escolhido para título, e onde se mostrará "os grandes momentos da história do Autosport" e onde se falará também sobre "as personalidades, os carros e os acontecimentos mais marcantes".

Acima, refere-se sobre os eventos do Rali Dakar, onde se fala do "Dakar da consagração", do "Triplo A para Helder Rodrigues" e da "Décima Vitória para Peterhansel".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

GP Toons: E o vencedor é...

Provavelmente deve ser amanhã que irão comunicar oficialmente, mas até me dá alguma pena ver Rubens Barrichello de fora da Formula 1 devido ao mercado e não porque deveria ter-se retirado de cena e procurado outros destinos, onde provavelmente seria tão ou mais feliz. 

A ser assim, amanhã esta caricatura, feita pela GP Toons, será verdadeira. E dezoito anos depois - a maioridade, que engraçado! - o triónimo Senna/Williams/Renault acontece de novo. E claro, dure por muito tempo e seja bem sucedida. E que o Bruno Senna não seja tanto "Nelson Muntz" porque no final do ano ainda lhe pode acontecer a mesma coisa...

"Rush" começa a ser filmado em Nurburgring

As imagens devem ser desta manhã no Nordschleife, mas vejo pelo site F1 Fanatic, do Keith Collantine, que já começou a ser filamdo "Rush", que aborda a tempoada de 1976, o duelo entre Niki Lauda e James Hunt e que teve pelo meio o acidente do piloto austriaco no circuito alemão, quase o matando. As cenas deverão ser do mesmo tipo que fizeram há uns meses no mesmo local, que é aquilo que na gíria se chama de "stock footage", ou seja, filmagem para arquivo e que pode ser usado na montagem.

As filmagens propriamente ditas acontecerão a partir do mês que vêm, na Grã-Bretanha, mas ainda não se sabe onde será o local. Isto porque a produtora queria filmar no antigo aeródromo de Blackbushe, mas segundo a BBC, tem a oposição dos conservadores locais, suportados pela organização Natural England, pois esse é um sítio privilegiado para a observação de aves.

"Uma atividade de tal impacto como a da criação de um filme, num local protegido como este, tem de se ver o que será feito para mitigar tal impacto. Como nesse plano não existe tal aplicação, nós decidimos opor a este pedido." afirmou um porta-voz da organização.

Caso isto não se resolva nas próximas semanas, ou não se encontre um outro local de filmagem, esta poderá atrasar-se em algumas semanas da data inicial de fevereiro. O filme poderá estrear nos cinemas no final deste ano ou no inicio de 2013. 

Rumor do dia: Senna já assinou pela Williams

O jornalista brasileiro Vitor Martins confirma esta manhã no seu blog que Bruno Senna já assinou o contrato com a Williams para a temporada de 2012. Dezoito anos depois do seu tio, o nome de Senna estaria de novo nos flancos dos carros de Grove, a troco de um patrocinio de 30 milhões de reais, pouco menos de 15 milhões de euros. 

A ser confirmado, deixaria Rubens Barrichello fora da equipa, e provavelmente pela primeira vez em quase vinte anos, da Formula 1.

Provavelmente, deverá ser o capitulo final de uma novela com algumas semanas, que começou com comentários no Twitter por parte do seu fiunanciador, Elke Batista, passando por uma noticia veículada pela Rádio Bandeirantes, a meio de dezembro, e do qual Bruno Senna se encarregou de desmentir, sempre que podia. E a razão está aí: faltava o "preto no branco", que foi resolvido esta manhã.  

E assim a Williams volta ao básico, nos anos 70: contratar pilotos pela sua carteira. Frank Williams é uma raposa sobrevivente, e sabe como se movimentar neste "Club Piraña" como ninguém. E como já demonstrou vezes sem conta no passado, não se importa de trocar de pilotos, mesmo quando as coisas correm bem.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste "rally-raid". Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 

Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 

Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. "Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 

Já Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. "Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação - como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau... Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis", resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 

"Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar", concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.

Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.

E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais. 

The End: Gianpiero Moretti (1944-2012)

Gianpiero Moretti, fundador da MOMO e vencedor das 12 Horas de Sebring e das 24 Horas de Daytona, ambos em 1998, morreu este sábado em Itália aos 68 anos, vítima de cancro no pulmão, do qual já padecia desde há algum tempo.

Um "gentleman-driver" por excelência, apesar de ter começado a correr em rampas aos 16 anos de idade,  fundou em 1966 a sua companhia de acessórios de automóveis, que significa as iniciais de "Moretti-Monza". Deu logo nas vistas quando um dos seus volantes foi usado no Ferrari de John Surtees, recém-coroado campeão do mundo. Três anos depois, em 1969, abriu a sua fábrica em Tregagno, na provincia de Verona, e no ano seguinte, começou a dedicar-se mais à competição, primeiro com um Ferrari 512S, e depois, ao longo da década de 80, com outras máquinas, como o Porsche 935 ou o Nissan GTP.

Sempre apaixonado pelas corridas de Endurance, patrocinou muitas equipas na americana IMSA, antes de ajudar a desenvolver o Ferrari 333 SP de Sport-Protótipo, o unico projeto que a marca construiu após a sua retirada da Endurance, em 1973. Aliás, foi a bordo desse carro que conseguiu as suas maiores vitórias na Endurance, as 12 Horas de Sebring e as 24 Horas de Daytona. As três foram conseguidas em 1998, quando Moretti já tinha 54 anos, e ao lado de pilotos como Mauro Baldi, o holandês Arie Luyendyk e o belga Didier Theys. Após estes feitos, decidiu retirar-se da competição.