quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Noticias: Ferrari vai colocar Bianchi e De la Rosa no teste do Bahrein

Com o teste da Pirelli marcado para a semana que vêm, a Ferrari decidiu deixar no descanso o espanhol Fernando Alonso e o - já recuperado - Kimi Raikkonen e convocou o veterano piloto de testes Pedro de la Rosa e o piloto da Marussia, o francês Jules Bianchi, para os testes marcados entre os dias 17 a 19 de dezembro, no Autódromo de Shakir, para experimentar os pneus que foram desenhados para a temporada de 2014. A marca vai usar o carro de 2013, o F138, para esses dias de teste.

Ao que tudo indica, será De la Rosa que fará os dois primeiros dias de testes, para no terceiro, ceder o volante para Bianchi. Piloto da Academia da Ferrari, o francês está confirmado como titular da Marussia para 2014, e o objetivo da sua presença no carro da Scuderia será de avaliar os progressos que realizou na sua primeira temporada de Formula 1.

Assim sendo, a Ferrari vai-se juntar à Red Bull, Mercedes e Toro Rosso nestes testes.

Noticias: Lotus pediu adiamento dos testes de pré-época

Enquanto que eles andam a colocar regulamentos alternativos na sua página do Facebook, a Lotus pediu à FIA para que adiasse em uma semana os primeiros testes, marcados para o circuito de Jerez, nos quatro últimos dias de janeiro. A razão? De acordo com a ‘Speed Week’, a Lotus estará com dificuldades em estar pronta no início dos testes oficiais de 2014, quando os novos motores turbo V6 serão usados pela primeira vez. 

A verdade é que quando os testes foram marcados, a data era do conhecimento de todos, e o correspondente daquela publicação, Mathias Brunner, lembra que “se alguém não está preparado, não é problema de mais ninguém”. Assim sendo, parece que os problemas de pagamento que sofreram ao longo do ano passado e a indefinição sobre os financiadores até ao final da temporada, apenas resolvido com a entrada de Pastor Maldonado e dos milhões vindos da PDVSA, há poucas semanas, teve os seus estragos na equipa de Enstone...

Vende-se: Lolas Formula 1 de 1997

Provavelmente os carros mais lentos da história da Formula 1: os dois Lola T97 colocado em pista no GP da Austrália de 1997, andando a uma diferença "jurássica" em relação à concorrência, estão à venda no eBay. Os carros têm tudo lá dentro, incluindo os motores Cosworth, logo, não são "exemplares de salão" para serem expostos. 

Aparentemente, estão num armazém de Toronto, no Canadá, esperando por novos donos. Um dos carros já está vendido, e o segundo está à venda com o preço base de 115 mil libras.

Para quem não sabe - ou não conhece - a história, trata-se de um projeto falhado da Lola de colocar a sua própria equipa. Com o patrocinio da Mastercard, inicialmente era para correrem em 1998, mas o patrocinador exigiu que corressem um ano antes. Sem estar devidamente desenvolvido, e com um motor claramente menos potente do que a concorrência, os carros, guiados pelo brasileiro Ricardo Rosset e pelo italiano Vicenzo Sospiri, andaram em Melbourne a uma velocidade "jurássica", a mais de 15 segundos da concorrência mais próxima. 

Humilhado, o patrocinador retirou o seu apoio a partir do GP do Brasil e a aventura terminou abruptamente. 

Noticias: McLaren e Force India não vão ao Bahrein, Sauber têm chassis de 2014 pronto

O anuncio feito esta segunda feira pela FIA de que seis equipas iriam participar no teste de pneus no Bahrein foi reduzido para quatro, quando force India e McLaren anunciaram que afinal, não irão estar presentes na semana que vêm para os ensaios dos pneus referentes a 2014, alegando não ter tempo suficiente para preparar os seus carros. “Dado o curto espaço de tempo desde o anúncio do teste e os prazos envolvidos, a equipa não irá participar”, declarou um porta-voz da equipa à Sky Sports britânica.

Já no mesmo diapasão afirmou um representante da McLaren.“Não testaremos no Bahrain na próxima semana. Nós participámos num teste de pneus da Pirelli no último mês. O nosso foco agora é o desenvolvimento do monolugar de 2014”.

Entretanto, a Sauber anunciou que o seu chassis de 2014 já passou com sucesso no crash-test" obrigatório da FIA, menos de um mês após o final da temporada de 2013. “O chassis C33 passou em todos os testes estáticos e dinâmicos da FIA e foi oficialmente homologado”, anunciou a equipa de Hinwill em comunicado oficial. “O teste de colisão traseira, que não faz parte da homologação do chassis, será feito numa data separada no futuro, como é de costume”, concluiu.

A absoluta rapidez que o chassis - que será batizado de C33 - foi aprovado nos testes dinâmicos e estáticos causou algum espanto, mas dado o facto de os primeiros testes de 2014 estarem marcados para o dia 28 de janeiro, não causa espanto. Interessante é saber que a marca suiça ainda não anunciou a sua dupla de pilotos para 2014, embora se falem em muitos nomes para os dois lugares, e o nome inicialmente anunciado, o jovem russo Serguei Sirotkin, está desde há muito colocado em dúvida.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Endurance: Mark Webber já testou o Porsche em Portimão

A Porsche prossegue os testes do seu carro de LMP1 no Autódromo de Portimão e hoje contou pela primeira vez com a presença de Mark Webber, já libertado dos seus compromissos com a Red Bull e com a Formula 1. Aliás, libertado mais cedo do que o habitual, porque o seu contrato com a marca austríaca somente terminava no final de dezembro.

“Gostaria de agradecer à Red Bull por ter me dado esta oportunidade de começar a participar tão cedo”, começou por dizer o piloto australiano. “Esta é uma etapa significativa e importante para todos nós, pois permite que eu me adapte mais rapidamente com a equipa e ajude a desenvolver ainda mais o carro”, continuou.

Apesar do dia que passou em terras portuguesas a desenvolver o carro, reconhece que existe um longo trabalho pela frente: “Vivi uma experiência intensa no meu primeiro dia neste projeto fascinante. Ainda temos uma longa jornada pela frente e ela envolve muito trabalho árduo; não tenho nenhuma ilusão sobre isso”, concluiu.

Do lado do construtor, Fritz Enzinger, o chefe do programa da LMP1 da marca afirmou que, apesar dos progressos feitos, ainda há muito com que fazer: “Conseguimos progredir significativamente entre o lançamento do carro completamente novo, em junho, e agora. Cada quilômetro percorrido foi importante, acrescentando novos dados que avançaram o desenvolvimento. Todos na equipa trabalharam arduamente, e eu gostaria de expressar meus sinceros agradecimentos. Ainda há muito a fazer até o início da temporada”, concluiu.

Sobre os novos regulamentos da FIA

No inicio do século XX, os anarquistas espanhois costumavam dizer a seguinte frase, quando recebiam novidades: "Hay gobierno? Soy contra!" Mais do que seguirem ideologias, muitas das vezes as novas regras não são do agrado das pessoas, não só porque alteram alguma ordem estabelecida, mas também porque não se vê um beneficio óbvio nas pessoas ou nas instituições que se seguem. E para piorar as coisas, há situações em que se aplica outra frase feita: "pior a emenda do que o soneto".

As alterações anunciadas esta tarde em Paris, à saída da reunião da FIA, foram surpreendentes, de uma certa maneira. Se a ideia dos números fixos, dados aos pilotos, para os usarem ao longo da sua carreira, era bem acolhida por todos, apareceram mais decisões que ninguém estava à espera: um teste na semana que vêm, no Bahrein, e que a partir do ano que vêm, a pontuação na última corrida do ano seria a dobrar, para dar mais emoção ao campeonato.

Pessoalmente, os números fixos são bons, mas deveriam ter feito uma ressalva: o numero um deveria ser obrigatório usar pelo campeão do mundo, porque pela experiência que vejo na MotoGP e na IndyCar, o numero é raramente usado pelos campeões, que preferem usar os seus números pessoais do que exibirem esse numero nos seus chassis. Mas mais polémico ainda, e do qual estou terminantemente contra, têm a ver com a história da última corrida do ano, que em 2014 será em Abu Dhabi. É que a partir de agora, a corrida terá o dobro de pontos, quer para os pilotos, quer para os Construtores. E tudo para elevar o nível e a emoção do campeonato, que todos reconhecem estar algo aborrecido com os quatro titulos seguidos de Sebastian Vettel.

Bem sei que 2014 será um "ano novo, nova era". Mas se alterações nos carros é uma coisa, alterar a pontuação é outra. E tenho a sensação de que isto é uma distorção. Melhor: é uma palhaçada. A FIA enterra a cada ano que passa a tradição, em nome da "modernidade" e em vez de aproximar os fãs, provavelmente está a afastá-los. "Agradar a gregos, afastando os troianos" poderá fazer com que não se conquiste os gregos e coloque os troianos em guerra uns com os outros.

E podia ser pior: Helmut Marko afirmou hoje no jornal "Sport Bild" que a proposta inicial era de que as últimas quatro provas tivessem pontos a dobrar. Com esta revelação, chego à conclusão de que o que Jean Todt quer é uma "nascarização" para conquistar os americanos. Mas essa "obsessão" com mais de 30 anos esperava mais do lado de Bernie Ecclestone, não do presidente da FIA. Esse "winner takes all" só para que apareçam mais algumas dezenas de milhões de dólares do "Tio Sam" para ter mais dois pontos nas audiências televisivas, poderá ter sido um "prego no caixão" da Formula 1. É que os tradicionalistas vão odiar a ideia, e vão ligar isto às mais recentes regras que têm moldado a categoria máxima do automobilismo nos últimos anos, "em nome do espectáculo".

Todos nós sabiamos que a Formula 1 não mudou de regras durante muito tempo, e isso ajudou a moldar toda uma geração. O sistema de pontos foi o mesmo durante 42 anos, exceptuando uma pequena alteração em 1990, quando se deu mais um ponto para o vencedor e se eliminou o limite de corridas a pontuar, mas a partir de 2003 é que as coisas sofreram uma enorme alteração: primeiro, o sistema de pontuação até ao oitavo classificado, e depois, em 2010, até ao décimo posto. Para além disso, temos artificios como o KERS e o DRS, com a respectiva asa móvel, tudo para facilitar as ultrapassagens. É certo que a Formula 1 chegou a uma altura em que as corridas eram aborrecidas, e contávamos as ultrapassagens em corrida pelos dedos de uma mão, mas passamos da "seca" para a chuva intensa, quase diluviana.

Em suma, nos últimos anos assistimos à vulgarização de algo que era precioso e que demorou anos a construir. Uma personalidade única que atraiu milhões de fãs um pouco por todo o mundo. A FIA está a comportar-se como aquele rapaz que conhece e se apaixona por uma rapariga que não lhe liga alguma, mas que faz tudo para a conquistar, tentando ser o mais parecido com ela, alienando os que são mais próximos, a sua familia e os seus amigos. E muito provavelmente poderá estar a encarar essa mulher como um "naco de carne com seios e rabo". Se for assim, temo que estejamos a caminho do fim da Formula 1 que conhecemos.

E isso não é bom nos tempos que correm. Sabendo que Bernie Ecclestone vive provavelmente os seus últimos dias na Terra e sabendo a possibilidade de uma discussão, até de um potencial cisão entre as equipas, que nunca se uniram entre si, temo que a Formula 1 esteja a viver os seus últimos dias de glória. Espero estar enganado. 

Noticias: Vettel considera regra dos pontos a dobrar de "absurda"

Já há reações de um piloto à nova regra dos pontos a dobrar na última corrida do ano. E especialmente de um particular: Sebastian Vettel. O tetracampeão do mundo e atual piloto da Red Bull classificou esta nova regra de "absurda" e fez analogias futebolísticas para justificar a razão, numa entrevista ao jornal "Sport Bild": “Isso é um absurdo e penaliza todos os que trabalharam no duro ao longo da temporada. É como se de repente, a última jornada do campeonato alemão de futebol passa a valer o dobro de pontos”, declarou. 

Curiosamente, Vettel, mesmo com as novas regras, só seria prejudicado em 2012, onde perderia o título para Fernando Alonso.

Mas poderia ter sido pior. Helmut Marko revelou ao jornal "Bild" que a proposta inicial era de que as quatro últimas provas do ano iriam valer a dobrar. “Inicialmente, havia a intenção [da FIA] de dar pontos a dobrar nas últimas quatro corridas”, revelou. Isso faria que as corridas da Rússia, Estados Unidos, Brasil e Abu Dhabi tivessem ainda mais importância do que o resto da temporada.

Uma coisa é certa: a FIA parece que arranjou "sarna para se coçar". Veremos mais reações ao longo das horas e dos dias. 

WRC: Hyundai apresenta a sua equipa para 2014

Thierry Neuville, Chris Atkinson, Dani Sordo e Juho Hanninen. São estes os quatro pilotos que a Hyundai vai ter na sua equipa no Mundial de Ralis de 2014. A apresentação foi esta manhã e soube-se ali a designação da nova equipa, que se apresentará como Hyundai Shell World Rally Team, numa colaboração muito estreia com a petrolífera anglo-holandesa, conforme avançou Michel Nandan. 

“Em menos de um ano, nós construímos e testamos uma nova especificação de carro para o WRC e estabelecemos uma equipa profissional e uma moderna instalação desportiva. É uma grande conquista, mas nós sabemos que temos muito para aprender nesta nossa primeira temporada”, começou por referir o diretor desportivo da marca coreana. 

“Nossas metas para 2014 são realistas: queremos terminar todos os ralis com os dois carros e construir uma base de informações e experiência, assim poderemos nos desenvolver com a meta de sermos vencedores no futuro. Se tudo correr bem, esperamos competir por pódios ocasionais conforme o ano for passando”, concluiu.

No campo dos pilotos, Dani Sordo estava ansioso por pertencer a uma nova equipa e a dar o seu melhor com o novo carro.“Estou muito animado por fazer parte deste animador projeto da Hyundai no WRC. Pode ser uma equipa jovem, mas tem um alto nível de experiência e profissionalismo, o que torna num pacote realmente atrativo”, começou por comentar.

“Estou ansioso em levar meus anos de experiência no WRC para a marca na sua temporada de estreia e em fazer parte do Rali de Monte Carlo, o primeiro evento”, concluiu.

Já Chris Atkinson tem mais experiência com o carro, pois já ajudou a desenvolver o carro ao longo dos últimos meses, encontrava-se ansioso por poder correr competitivamente pela equipa na próxima temporada: “Foi um prazer fazer parte da equipa da Hyundai durante a temporada de testes e ter a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento do i20 WRC. É fantástico poder continuar com esta equipa em 2014, nesta nossa primeira temporada no WRC, e poder guiar no Rali da Austrália”, comentou.   

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os planos de Félix da Costa para 2014

Desde sexta-feira que sabemos que no próximo ano, António Félix da Costa estará dividido entre o DTM e a Formula 1, como terceiro piloto da Red Bull. Contudo, nesta segunda-feira, em Cascais, a sua terra natal, o piloto de 22 anos explicou em pormenor para a imprensa portuguesa o que significa este desdobramento de tarefas, e isso não o vai prejudicar - ou matar - o seu sonho de alcançar a Formula 1.

"Este objectivo de entrar para a Fórmula 1 não morreu. Antes pelo contrário, continua muito aberto", começou por dizer. "Vou dar o meu melhor, porque a Fórmula 1 vai ser o meu objectivo a curto prazo", concluiu, numa conferência de imprensa que teve, entre outros, Tiago Monteiro, seu conselheiro, o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa e o secretário de Estado do Desporto, Emídio Guerreiro.

Questionado sobre quando poderá concretizar o sonho, o jovem piloto foi peremptório: "É complicado, muito difícil, mas como sempre fui toda a minha vida, com uma força de vontade enorme, vou continuar a trabalhar para a Fórmula 1". 

Félix da Costa admitiu que irá ter uma "época complicada", por ter de conciliar a sua função de piloto de testes e de reserva da Red Bull, a equipa campeã do mundo de Fórmula 1, com as corridas na DTM, mas traçou como objectivo vencer algumas corridas no campeonato alemão. "As expectativas vamos ter de as destapar à medida que formos andando para a frente, mas obviamente, como piloto profissional que sou, e ambicioso, o meu objectivo é ganhar algumas corridas, entrar no pódio, mas é complicado designar agora os nossos objectivos", sustentou.

Sobre o BMW de DTM, ele referiu que ficou agradavelmente surpreendido com a prestação do carro no teste que fez em Valencia, especialmente quando fazia as curvas mais rápidas, porque "a aerodinâmica é inacreditável. Acho que me ambientei muito bem. Não podia estar mais contente. Estar ligado a uma marca oficial, como é a BMW, dispensa qualquer tipo de apresentação e, ao mesmo tempo, estar com um pé na Fórmula 1, com a equipa campeã do mundo, é um programa duplo perfeito", salientou.

E sobre a temporada que aí vêm, manifestou o desejo de começar a trabalhar com a nova equipa o mais rapidamente possível. "Acho que pode ser uma época em grande. Não vai ser fácil [estar nas duas competições], vou ter uma época complicada, muito ocupada e vou ter que me estruturar muito bem, ter a minha vida bem organizada, porque vou estar a lidar com duas equipas ao mais alto nível", lembrou. 

WRC: Citroen anuncia Meeke, Ostberg e Al-Qassimi para 2014

Apesar da apresentação oficial ser somente a 18 de dezembro, a Citroen anunciou esta tarde que a sua equipa no WRC para a temporada de 2014 será constituída pelo britânico Kris Meeke e pelo norueguês Mads Ostberg, mais o árabe Khalid Al-Qassimi. 

A escolha destes dois nomes significa um desbloqueamento no "xadrez" do WRC para 2014, pois muito provavelmente Mikko Hirvonen e Dani Sordo, os pilotos que faziam parte da marca nesta temporada e que desiludiram muito em termos de resultados - a marca conseguiu apenas três vitórias, duas para Sebastien Löeb e uma para Sordo - foram para outros lados. Muito provavelmente, Hirvonen volta para a Ford, onde já fio muito feliz, e o espanhol poderá fazer uma temporada em "part-time" pela Hyundai, que terá esta terça-feira a sua apresentação oficial.

Quanto às entradas, Kris Meeke terá uma nova chance de se mostrar num carro oficial, depois da sua passagem infeliz pela Prodrive, onde foi vitima das intrigas entre ela e a BMW, devido ao desenvolvimento da Mini, tendo ficado de fora da marca em 2012, voltando apenas para correr em duas provas de 2013 pela Citroen, onde apesar da sua rapidez, não conseguiu ter consistência suficiente para levar o carro até ao fim. Contudo, a marca francesa achou que era mais do que suficiente para lhe der uma temporada inteira, numa chance que, aos 34 anos, terá de ser única.

Já no caso de Mads Ostberg, depois das promessas de 2011 e 2012, com um Ford Fiesta WRC montado pela sua equipa, a Adapta, em 2013 as coisas foram decepcionantes, não conseguindo ser superior a Thierry Neuville e a Evgueny Novikov. Apesar de ter conseguido ser bastante regular - terminou todos os ralis do ano, e pontuando em todos, menos num - apenas conseguiu dois terceiros lugares como melhor resultado, isto depois de ter vencido um rali em 2012. Pode ser que em 2014, num novo carro, e passada a sua fase de adaptação, possa acender a chama que aparentemente desapareceu nesta temporada que terminou.

Em menor grau, Al-Qassimi terá em 2014 um calendário mais reduzido em termos de participações, correndo apenas em quatro provas ao volante de um DS3 WRC. Mas no próximo dia 18 de dezembro poderemos saber muito mais.

Noticias: FIA anuncia teste, numeros e novo sistema de pontos

A FIA aprovou esta tarde um conjunto de normas para a próxima temporada, e se algumas eram esperadas, outras prometem levantar polémica. Para começar, a partir do ano que vêm, os pilotos escolherão os números que quererão usar ao longo das suas carreiras, do 2 até ao numero 99, deixando de haver quer aquilo que havia antes, dos números atribuídos pela classificação do Mundial de Construtores, quer o que havia antes de 1996, quando os números eram fixos e dados às equipas.

Contudo, uma outra norma, algo inesperada, promete dar alguma polémica. A partir do próximo ano, irá haver uma alteração no sistema de pontos, fazendo com na última corrida, os pontos para os Construtores e Pilotos contem a dobrar. Ou seja, o vencedor passa a conseguir 50 pontos, e o décimo classificado terá dois.

A reunião também anunciou que haverá um teste de pneus da Pirelli, entre os dias 17 e 19 de dezembro, no autódromo de Shakir, no Bahrein, para experimentar os novos pneumáticos para 2014. Até agora, a FIA anunciou a participação de seis equipas: Red Bull, Ferrari, McLaren, Toro Rosso, Force India e Mercedes.

Para além disso, a FIA adotou uma regra onde serão aplicados cinco segundos de penalização por infrações menores, do qual agora será mostrada às marcas, de maneira a saber onde é que querem aplicar esse novo tipo de sanções.

Em suma, a FIA surpreendeu nestes novos regulamentos. Resta saber que tipo de reações irão aparecer por aí. Isto promete.

Formula E: Diretor da Virgin quer os melhores na sua equipa

A Virgin, que será uma das dez equipas presentes na temporada inaugural da Formula E, e o seu diretor desportivo, Alex Tai, afirmou que está procurando gente com experiência na Formula 1 para colocar uma estrutura experiente e com potencial vencedor logo na sua primeira temporada. "Estamos a conversar com pilotos ativos na Formula 1, com ex-pilotos e competidores da GP2. Queremos os melhores pilotos possíveis. Estamos também de olho em pessoas com experiência na Formula 1", começou por afirmar.

"Minha experiência anterior diz que precisamos obter um feedback dos pilotos o mais breve possível. Esperamos ter a melhor equipa, mas nós temos de desenvolver também o nosso carro, o mais rapidamente possivel", acrescentou.

Anunciada na semana passada, a Virgin vai regressar ao automobilismo depois de uma experiência em 2010 na Formula 1, onde ficou por dois anos antes de vender o nome ao construtor de automóveis russo Marussia. Como será de esperar, nomes ainda não foram anunciados, mas ainda falta muito tempo para setembro de 2014...

Formula E: Venturi é a décima equipa... com Leonardo di Caprio

E hoje surge aquela que poderá ser a última equipa na Formula E. A franco-monegasca Venturi apresentou-se ao mundo esta segunda-feira, com o apadrinhamento de... Leonardo de Caprio. A marca, que teve um passado como construtora de automóveis e teve um envolvimento na Formula 1 no inicio dos anos 90, em parceria com a Larrousse, está há algum tempo no negócio dos carros elétricos, sem grandes resultados. Contudo, o seu dono, Guido Pallanca Pastor, quer mudar um pouco as coisas.

“A Venturi tem sido uma pioneira em veículos elétricos de alto desempenho por mais de uma década, e a Formula E nos dá a fantástica oportunidade de melhorarmos nossas tecnologias avançadas através do automobilismo, assim como competir em todo o mundo”, começou por afirmar.

“A Formula E também nos dá a oportunidade de ser parte de um novo programa de corridas com um projeto que realmente divide os valores da Venturi para uma mobilidade limpa, inovação no campo da propulsão elétrica e otimização da eficiência energética”, concluiu o empresário, que não esconde que a partir da segunda temporada, quer construir o seu próprio carro.

Já Di Caprio, sócio na aventura Venturi, manifesta o seu contentamento em fazer parte nesta aventura: “O futuro do nosso planeta depende da nossa habilidade de adotar o uso consciente dos combustíveis e veículos movidos a energia limpa. A Venturi mostrou uma tremenda visão de futuro ao criar uma equipe de corrida em um ambiente amigável, e eu estou feliz em fazer parte desse esforço”, declarou.

Com isto, a Venturi junta-se às outras nove equipas, a saber: Andretti, DAMS, Dragon, Abt (Audi), Super Aguri, Mahindra, Virgin, Drayson e China Racing. 

Youtube Motorsport Classic: Formula Ford Festival, Brands Hatch, 1986


O Francisco Cunha colocou este video no fórum do Motorart, e eu resolvi meter aqui também: este é o video completo do Formula Ford Festival de 1986, provavelmente uma mais mais concorridas, renhidas e fantásticas corridas que jamais vi na minha história do automobilismo. Normalmente disputado no circuito de Brands Hatch, é disputado desde 1972 e já teve vencedores como Derek Daly, Johnny Herbert, Eddie Irvine, Jan Magnussen, Jenson Button e Mark Webber, bem como os brasileiros Chico Serra, Roberto Moreno e Niko Palhares.

O video que coloco aqui é o da corrida final da edição de 1986, dominado por um jovem austriaco de 26 anos, de seu nome Roland Ratzenberger, que teve de bater pilotos como o suiço Philippe Favre, o britânico Steve Robertson - o atual manager de Kimi Raikkonen - e o finlandês J.J. Letho, entre outros participantes, como Paul Warwick, o irmão de Derek Warwick, que iria ter um trágico fim em 1991, em Oulton Park, quando corria na Formula 3000.

Vale a pena ver a corrida. Divirtam-se, porque vão gostar do final. E recordar quer Ratzenberger, quer Favre.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Endurance: Audi mostra o seu carro para 2014

A apresentação oficial será apenas a 18 de dezembro, mas a marca de Inglostadt mostrou neste domingo as imagens do seu Audi R18 e-quattro, versão 2014, numa temporada onde para além da Toyota, terá a concorrência da Porsche no Mundial WEC e nas 24 Horas de Le Mans.

Para o diretor desportivo da Audi, Wolfgang Ulrich, a divulgação do novo carro nesta altura serve para se conhecer ao mundo, antes de começar com uma bateria de testes em Sebring. “Nós alcançamos um estágio crucial neste projeto. Depois de construir o primeiro protótipo, agora estamos testando em várias pistas. O objetivo principal dos testes é acumular uma vasta quilometragem, coordenar o complexo sistema híbrido e trabalhar na eficiência total do equipamento, que nunca foi tão complexo quanto este”, declarou.

Para o próximo dia 18, para além de uma apresentação mais completa do carro, servirá também para confirmar os alinhamentos para a próxima temporada, bem como o calendário da marca no Mundial.