segunda-feira, 12 de junho de 2017

WRC 2017 - Rali da Sardenha (Final)

Por fim, é a vez de Ott Tanak vencer um Rali do Mundial WRC. O piloto estónio teve o primeiro lugar que merecia, depois de ter perdido essa chance em 2016, num Rali da Polónia em que quase dominou, mas acabou por perder muito perto do fim a favor de Sebastien Ogier, então no seu Volkswagen. Desta vez, ele aproveitou bem os erros e acidentes dos outros e conseguiu levar o seu carro até ao fim, para ser o segundo estónio a vencer no WRC, depois de Markko Martin.

O dia de domingo - onde se realizariam as quatro últimas especiais - começou com Jari-Matti Latvala ao ataque, recuperando 5,5 segundos a Ott Tanak, na primeira passagem por Cala Fulmini, reduzindo a margem que o separa do estónio para 18,8 segundos. Na 17ª especial, a primeir passagem por  Sassari - Argentiera, Dani Sordo foi o melhor, conseguindo uma vantagem de 7,5 segundos sobre Thierry Neuville, mas Tanak foi terceiro, a 8,7, e Latvala ficou a 15,4 do vencedor, com o estónio a alargar ainda mais a sua vantagem, desta vez para 25,5 segundos.

As duas últimas classificativas vimos o ataque de Esapekka Lappi. Primeiro, vencendo a segunda passagem por Cala Fulmini, e depois a vencer a Power Stage, ajudando a dar mais pontos à Toyota, e claro, a conseguir o seu melhor lugar de sempre num rali, um quarto posto... e apenas na sua segunda corrida num WRC. Tanak não andou longe, sendo quarto na 18ª especial, e oitavo na última, mas praticamente a controlar tudo, para por fim, subir ao lugar mais alto do pódio.

No final, Latvala ficou a 23,4 segundos, enquanto que Neuville ficou com o lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 19 segundos. Esapekka Lappi conseguiu o seu melhor lugar de sempre, a dois minutos e 26 segundos do vencedor, e ficou na frente de Sebastien Ogier, a três minutos e 35 segundos. Juho Hanninen, a três minutos e 38 segundos, chegou apenas ao sexto posto, na frente de Mads Ostberg, no seu Ford privado. Andreas Mikkelsen foi o oitavo e o melhor dos Citroen, a meros... oito minutos e sete segundos, enquanto que Eric Camili e Jan Kopecky fecharam o "top ten", ambos com carros da classe R5.

Na geral, Ogier lidera, com 141 pontos, mas Thierry Neuville não anda longe, pois tem 123. Ott Tanak subiu ao terceiro lugar, com 108, um ponto a mais do que Jari-Matti Latvala.

O Mundial WRC prossegue no final do mês, em paragens polacas.

domingo, 11 de junho de 2017

CNVT: Mora vence as duas corridas de Portimão

Francisco Mora foi o vencedor das duas corridas do Campeonato Nacional de Velocidade e turismos - bem como o TCR Ibérico - depois de na primeira corrida ter batido Francisco Abreu, no seu Volkswagen Golf da Novadriver Racing. Na segunda, o seu adversário foi Rafael Lobato, que tirou bom partido do Audi R8 LMS da Veloso Motorsport para terminar na segunda posição.

Depois de Francisco Abreu e Francisco Mora terem dividido as pole-positions de manhã - com José Pedro Faria a surpreender, colocando o seu Kia no segundo posto na grelha para a primeira corrida - Mora começou a corrida a passar Abreu e Faria, para ficar com o comando, ao passo que Manuel Gião realizou um começo bastante forte desde a sexta posição e na primeira curva já seguia no terceiro lugar, posição onde acabaria por terminar quando cruzou a meta.

Mora e Abreu cedo isolaram-se dos restantes adversários e ficaram a disputar entre si a liderança. A partir do meio da prova, Mora começou a dilatar a vantagem para Abreu, sendo que no fim ficaram separados por oito décimos de segundo.

Gião teve a oposição de Faust Salom no seu Seat da Baporo, que tinha chegado à quarta posição depois de superar Eduardo Leitão (Seat) na segunda volta. No entanto, o espanhol não teve argumentos para ameaçar verdadeiramente a posição do experiente português. Em quinto ficou Fausto Leitão, ao passo que Patrick Cunha foi sexto e Edgar Florindo o sétimo.

Depois de rodar muito tempo em sexto, Manuel Pedro Fernandes cortou a meta em oitavo após ter sido penalizado a duas voltas do fim com um drive through por desrespeitar os limites da pista. João Sousa fechou a classificação de uma prova na qual Amália Vinyes não alinhou devido a problemas físicos nas costas.

A segunda corrida ficou marcada pelo domínio de Mora. Ele ficou com praticamente seis segundos de vantagem para Rafael Lobato (Audi), que por sua vez teve também uma prova tranquila uma vez que João Carvalho encerrou o pódio a mais de sete segundos do transmontano.

Partindo da pole position, Mora nunca cedeu a liderança durante toda a corrida, enquanto Gustavo Moura (SEAT da Baporo) fez um bom arranque para ascender de sexto a segundo na primeira volta. Francisco Abreu partiu de segundo mas arrancou mal e na segunda volta levou um toque de Nuno Batista que comprometeu a sua prova e forçou a intervenção do safety car.

Entretanto, Lobato já tinha superado Carvalho e Moura para chegar a segundo. Quando o safety car saiu na quinta volta, o piloto de Paços de Ferreira superou o transmontano para recuperar a vice-liderança, mas na volta seguinte saiu de pista, caindo para sexto. Daí em diante, Mora começou a abrir uma margem tranquila para Lobato, que por sua vez fez o mesmo com Carvalho, que seguia em terceiro.

O TCR Ibérico e o CNVT voltam à ação a 9 de julho, em Vila Real.

Formula 1 2017 - Ronda 7, Canadá (Corrida)

Há sempre um bom motivo para ver o GP do Canadá. Aliás... vários. O horário nem é mau de todo - aqui, é visto quase na hora do jantar - mas ao saber do histórico desta corrida e onde é disputado, num circuito como é o Gilles Villeneuve, sabemos perfeitamente que nunca será aborrecido. Pode acontecer uma ou outra corrida chata, disso ninguém escapa, mas correr por ali não é... normal.

O dia tinha começado primaveril, a temperatura estava alta, mas pela hora da corrida estava parcialmente nublado. O vento fazia-se sentir em Montreal com força, e a corrida já começava com Pascal Wehrlein a partir das boxes, porque o pessoal da Sauber teve de trabalhar no seu carro para além da hora em que deveria estar alinhado na grelha. Já Lewis Hamilton, emocionado por ter feito a pole, igualado Senna e receber uma réplica do seu capacete - o verdadeiro chegará mais tarde a sua casa - queria ver se conseguia contrariar a chance de Sebastian Vettel o superar e alargar ainda mais a sua liderança no campeonato.

A partida começou antes, quando Daniil Kvyat parou na pré-grelha com o seu Toro Rosso, mas quando a coisa aconteceu, Max Verstappen surpreende toda a gente passando para o segundo lugar. Atrás, Carlos Sainz Jr e Romain Grosjean batem, com o espanhol da Toro Rosso despista-se fortemente e bate em Felipe Massa, causando caos e entra o Safety Car no inicio da segunda volta. E no meio disto tudo, Sebastian Vettel tinha danos na asa, mas decidiu manter-se na pista. 

A corrida recomeçou na volta 4 com Hamilton a tentar distanciar-se de Verstappen, enquanto que Raikkonen caia para sétimo, passado por Sergio Perez. O alemão acabou por ir às boxes na volta sete, caindo para o fundo do pelotão, fazendo com que a chance de pontuar tinha diminuído bastante. Mas foi sol de pouca dura: o alemão queixou-se que a sua nova asa soltou mais uma parte.

Na volta 11, o carro de Max Verstappen sofreu uma avaria e deixou o piloto holandês na mão, deixando a organização a decidir por um Safety Car Virtual... o que mostrava que em menos de onze voltas... tínhamos corrida. Demorou três voltas até que voltasse a bandeira verde, e em poucas voltas - a partir da 18ª passagem pela meta - os pilotos da frente começaram a meter pneus. Primeiro Raikkonen, depois Ricciardo e Perez, todos mudaram de pneus. Bottas parou na volta 24, mas havia quem ficasse mais tempo, como Alonso e Ocon, que chegou a ser...segundo!

No meio disto tudo, Esteban Ocon era segundo classificado, sem trocar de pneus do seu Force India, o que mostrava que o desgaste destes pneus era muito baixo numa pista pouco abrasiva como é o do Canadá. Aguentava os ataques de Valtteri Bottas, enquanto que Lewis Hamilton afastava-se o suficiente para poder fazer uma pragem nas boxes decente, o que aconteceu na volta 32. Ocon parou também na mesma volta, caindo para a sexta posição, entre os Ferrari.

E quem sobrava? Fernando Alonso, que era oitavo, e tentava marcar os primeiros pontos para a McLaren. Aliás, os McLaren não trocaram de pneus até à volta 43, numa altura em que luta pelo oitavo posto com Nico Hulkenberg.

Ocon tratou de atacar Raikkonen pelo quinto posto, para ver se os pneus mais frescos conseguiram fazer a diferença perante os pneus do Ferrari do finlandês, fê-lo aproximar, mas a performance com estes pneus nem sempre tem resultado imediato, ainda por cima numa pista como Montreal. Contudo, na frente, Hamilton estava tranquilo, caminhando calmamente para a vitória... se nada acontecesse ao carro ou se cometesse algum erro.

Na volta 43, Kimi voltava às boxes para uma segunda paragem, caindo para o sétimo posto, numa altura em que Sergio Perez atacava Daniel Ricciardo para... o terceiro posto. Com essa luta, Ocon e Vettel aproximaram-se para fazer disso uma "luta a quatro", embora o alemão da Ferrari tinha os pneus mais degradados. Tanto que parou na volta 50 para troca por ultra-brandos.

A partir dali, com os dois primeiros lugares definidos, a ação acontecia no terceiro lugar, com Ricciardo a tentar aguentar os Force India, enquanto que Raikkonen e Vettel estavam a ganhar segundos. Na volta 62, o alemão aproveitou o erro de Kimi para ser sexto, e tentar a sua sorte contra os Force India. Vettel acabou a atacar, e a quatro voltas do fim, passou Ocon, mas depois de Perez se ter defendido dos ataques do piloto francês.

E a duas voltas do fim, o motor de Fernando Alonso quebrou de novo. Numa atitude diferente do normal, o piloto espanhol decidiu ir à bancada, entregar as luvas aos fãs e não ficou muito longe de sair dali em roupa interior... 

E na frente, Hamilton venceu de novo, sem problemas, e dando à Mercedes mais uma dobradinha, pois Bottas foi segundo. Ricciardo foi terceiro, aguentou os ataques dos Force India e ficou na frente de Vettel. E no final, Perez conseguiu o quinto posto, na frente de Ocon. Depois vieram Raikkonen e Hulkenberg, e Lance Stroll conseguiu o nono posto, os seus primeiros pontos na Formula 1, na frente de Romain Grosjean.

Com isto, Hamilton igualava Vettel em termos de vitórias, três contra três, e a Mercedes marcou o número máximo de pontos possivel. Mas estamos ainda a começar o segundo terço do campeonato, logo, ainda há muito para ver. E há duelo!

Formula E: Buemi vence segunda corrida em Berlim

Sebastien Buemi venceu a segunda corrida em Berlim, beneficiando a penalização de Felix Rosenqvist, que cortou a meta em primeiro lugar, mas foi penalizado devido a uma confusão nas boxes quando trocava de carro. Lucas di Grassi foi o terceiro classificado e controlou as perdas no campeonato. Já António Félix da Costa ficou à porta dos pontos, na 11ª posição.

A partida foi confusa. Se Buemi ficou na frente, passando o poleman Rosenqvist, e Lopez aproveitou a ocasião para atacar também a liderança - sem resultado - atrás, Maro Engel e Loic Duval tovcaram-se, com o alemão a ir às boxes para trocar de carro e ter a corrida terminada de modo precoce. 

As coisas ficaram calmas até à volta 16, o insólito: os pilotos da Virgin, José Maria Lopez e Sam Bird colidem, com o lado pior a ficar para o piloto inglês, que cai de quarto para sétimo, beneficiando Di Grassi, que subiu mais um lugar, para quarto. Vergne aproveitou a situação e ficou com o terceiro posto do argentino, que depois caiu mais dois lugares, passado por Abt e Prost.

Entretanto, Heidfeld cometeu um erro e caiu para 12º, ficando na frente de António Félix da Costa, mas depois tratou de recuperar o ritmo, para ver se chegava de novo nos pontos. Contudo, perdeu um lugar para o piloto português. Na frente, Buemi estava em cima de Rosenqvist, enquanto que Di Grassi atacava Vergne. 

Mas não houve nada até que os carros foram às boxes, na volta 22, onde trocaram de bólido. Ali, a Mahindra roçou o desastre, quando Heidfeld chegou às boxes a tempo de... prejudicar a saída de Rosenqvist, que poderia ter perdido a liderança para Buemi. Mas não aconteceu. Pelo contrário: Heidfeld foi prejudicado, perdendo pelo menos mais dez segundos.

Na frente, tudo ficou na mesma, com o sueco a aguentar os ataques de Buemi, e ambos com uma vantagem de oito segundos sobre Vergne. A aproximação entre ambos era evidente, mas mesmo com o suíço a usar o Fanboost, não conseguiu passar o piloto sueco. Atrás, Di Grassi apanhava Vergne e era terceiro classificado. E imediatamente depois, a organização afirma que Rosenqvist seria penalizado em dez segundos, dando praticamente a vitória a Buemi.

Na parte final da corrida, apesar de Rosenqvist se ter tentado afastar-se do suíço, ambos ficaram com uma diferença de 1,7 segundos, insuficiente para anular a penalização. Di Grassi ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Agora, a competição voltará à ação no fim de semana de 14 e 15 de julho, nas ruas de Nova Iorque.

WRC 2017 - Rali da Sardenha (dia 2)

Ott Tanak é o líder do Rali da Sardenha, completados estão 15 especiais desta prova. O piloto estónio leva a melhor sobre Thierry Neuville, depois de ter ficado com a liderança na parte da tarde, beneficiando da desistência de Hayden Paddon, que despistou e danificou o seu Hyundai, perdendo a chance de vitória neste rali.

As seis classificativas deste sábado consistiam essencialmente nas duplas passagens por Coiluna - Loelle, Monti di Ala' e Monte Lerno. E o dia começou com Paddon ao ataque, tentando afastar-se de Thierry Neuville. O neozelandês da Hyundai lá conseguiu, com quatro segundos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala, e 4,2 sobre Ott Tanak, enquanto que Neuville tinha sido quinto na especial de Coiluna - Loelle, a 4,9 segundos. Neuville reagiu, anulando a desvantagem em Monti de Ala', ficando a 4,9 segundos de Paddon e aproximando-se da liderança. Tanak foi o terceiro, a 5,1 segundos enquanto que Latvala era o quarto, a 9,8.

Tanak acabou por vencer na primeira passagem por Monte Lerno, tirando 5,2 segundos a Paddon, mas o neozelandês alargava a sua vantagem para Neuville, pois este perdeu muito tempo: um minuto e sete segundos, devido a problemas de travões. E por causa disso, caira para o quarto posto. Ogier também se atrasara (perdeu dois minutos e três segundos) devido a um furo, que o fez cair para a sétima posição.

A segunda passagem pelas classificativas da manhã revelou uma grade surpresa: Paddon parte a suspensão traseira do lado direito e perde mais de um minuto e 20 segundos, fazendo com que perca o comando do rali. O grande beneficiado é Ott Tanak, que vence a especial e fica com o comando do rali, com Jari-Matti Latvala a 16.5 segundos, e Paddon a cair para o quarto posto, sem saber se os danos eram reparáveis.

Um erro de amador! Estúpido! Entrei na curva demasiado cedo e bati num morro”, afirmou Paddon. E os danos eram tão extensos que ele acabou por abandonar.

Tanak alargou a liderança na segunda passagem por Monti di Ala', com 0,8 segundos de vantagem sobre Thierry Neuville e 3,5 sobre Jari-Matti Latvala. E no final do dia, Esapekka Lappi aproveitou para ser o mais veloz em Monte Lerno, com 0,1 segundos de vantagem sobre Neuville e 1,9 sobre Tanak. Juho Hanninen sofreu um pião e perdeu quase um minuto, caindo para o quarto lugar, em troca com Neuville.

No final do segundo dia (e a quatro especiais do fim do rali), Tanak lidera com 24,3 segundos sobre Latvala, com Neuville em terceiro, a um minuto e dois segundos. Lappi é o quarto (+2:10.8), Hanninen era o quinto (+2:42.1), ambos em Toyota, Com Ogier em sexto, a três minutos e 26 segundos. Ostberg, no seu Ford, é sétimo, a três minutos e 56 segundos, na frente de Andreas Mikkelsen, no seu Citroen. Jan Kopecky é o nono e o melhor dos WRC2, no seu Soda, na frente de Eric Camili, no seu Ford Fiesta R5.

Amanhã acaba o Rali da Sardenha.

sábado, 10 de junho de 2017

CNR 2017: Meireles venceu no Vidreiro

Pedro Meireles venceu no Rali do Vidreiro e ampliou ainda mais a sua liderança no campeonato nacional de ralis. A sua vitória sobre João Barros - 23,2 segundos de diferença - faz com que a sua vitória pareça ter sido incontestada, mas na realidade, disputou a vitória ao segundo a Carlos Vieira, mas um despiste do piloto do Citroen DS3 R5 faz com que ele ficasse afastado da luta pela vitória. 

Depois dos dois primeiros estarem separados por meros 0,2 segundos - e os quatro primeiros por seis segundos - as classificativas de sábado prometiam, com duas passagens por duas novas classificativas na zona de Pombal - Fago/Mata Mourisca e Assanhas da Paz - e São Pedro. 

O dia arrancou com Carlos Vieira a ser o mais veloz na primeira passagem por Fago/Mata Mourisca, conseguindo cinco segundos de vantagem sobre Pedro Meireles, enquanto que João Barros foi o terceiro mais rápido, perdendo mais de 14 segundos para Veira. Miguel Barbosa perdeu mais de 28 segundos e agora era o quarto da ‘geral’, a 24 segundos de Meireles. 

Em Assanhas da Paz, Vieira voltava a vencer, com 1,3 segundos de vantagem sobre Pedro Meireles e agora liderava o rali, com uma vantagem de 0,3 segundos sobre o piloto de Guimarães. Miguel Barbosa realizou o terceiro tempo, mas perdia mais de sete segundos para Carlos Vieira. João Barros era o quarto da especial, mas o terceiro da geral, com mais de vinte segundos de desvantagem.

No final da manhã, na primeira passagem por São Pedro, Vieira voltava a ganhar, conseguindo 6,3 segundos de avanço sobre João Barros, enquanto que Pedro Meireles perdia mais 6.6 segundos, vendo aumentar a diferença para o piloto da Skoda em 6,9 segundos, com João Barros a 27,9 da liderança.

A tarde começava pela segunda passagem pelas classificativas da manhã, e Pedro Meireles atacou, conseguindo vencer a segunda passagem por Mata Mourisca, tirando 7,1 segundos a Vieira, colocando a luta pela liderança ao rubro, porque a diferença entre ambos tinha se reduzido para 0,2 segundos... a favor de Meireles.

E foi em Assanha da Paz que aconteceu o momento do rali. Vieira sai de estrada e perde mais de 13 minutos, ficando de fora da luta pela vitória, e deixando Meireles à vontade, porque o segundo classificado, João Barros, estava a 36,1 segundos. Por fim, João Barros foi o vencedor na segunda passagem por São Pedro, na frente de Miguel Barbosa (a 0,3 segundos) e de Adruzilo Lopes, a 4,4 segundos. Meireles levantou o pé e foi quinto, a 12,9 segundos.

Depois do pódio, Joaquin Alves conseguiu levar o seu Ford Fiesta R5 no quarto posto, a um minuto e 53 segundos, na frente do Porsche de Adruzilo Lopes (a quase três minutos), do Mitsubishi Lancer de Carlos Martins, o melhor do Grupo N, do outro Porsche de Vitor Pascoal, a quatro minutos e cinco segundos, do Mitsubishi Lancer de Ricardo Teodósio, a quatro minutos e 45 segundos, e a fechar o "top ten", o Citroen DS3 R3 de Paulo Neto e o Peugeot 208 R2 de Pedro Antunes, este a cinco minutos e 34 segundos do vencedor.

Agora, o Nacional de ralis volta em agosto, com o Rali Vinho da Madeira. 

Formula 1 2017 - Ronda 7, Canadá (Qualificação)

A corrida canadiana é sempre um lugar fora do vulgar. Eu digo sempre há anos que aquele circuito deve pertencer ao espírito de Gilles Villeneuve, porque as coisas que acontecem ali não são normais, tal como não era o piloto canadiano, em termos de pilotagem e atitude na pista. Vimos sempre corridas invulgares, num parque onde esquilos e marmotas aparecem na pista sem problemas e onde gaivotas pousam na pista para poderem ver os carros o mais próximos possível.

Mas não são só os animais que acontecem coisas estranhas: os seres humanos também têm algumas coisas anormais. E ontem, por exemplo, nem foi excepção. Um comissário de pista tropeçou quando estava a empurrar o Red Bull de Max Verstappen, e dois fotógrafos apareceram em área proibida para fazerem o seu trabalho. Os equívocos foram desfeitos e esperava-se que a qualificação fosse... humanamente normal.

Debaixo de sol e temperaturas de verão, a qualificação começou de forma interessante. É que os Ferraris decidiram ir de forma diferente, quando calçaram super-moles, enquanto que o resto andava de ultra-moles. Provavelmente era para ver se poupavam um jogo de pneus, mas Kimi Raikkonen queixou-se da estratégia, porque não só não lhe permitiu marcar um tempo decente, como ele quase terminou a qualificação, quando tocou ligeiramente no muro na curva 6. Felizmente, sem consequências.

O final da Q1 foi antecipado porque Pascal Wehrlein perdeu o controlo do seu Sauber, batendo no muro e fazendo com que a sessão terminasse prematuramente. E os eliminados foram... os Sauber de Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein, o Williams de Lance Stroll, o McLaren de Stoffel Vandoorne e o Haas de Kevin Magnussen.

Na Q2, depois dos primeiros milhos para os pardais, Hamilton começou a marcar um tempo, antes de Hamilton marcar 1.12,496. Pouco depois, Sainz saiu de pista, mas conseguiu voltar, sem estragos. Raikkonen conseguiu mais 84 centésimos, com ultra-brandos calçados. Vettel fez o quarto melhor tempo, mas sofreu um ligeiro despiste e passou algum tempo nas boxes. Na segunda parte, com um pouco mais de calor na pista, não houve grandes melhorias, mas no momento final Daniil Kvyat sofreu um furo no pneus traseiro direito, depois de ter tocado no muro na curva 9.

O russo foi um dos que ficaram de fora da Q3, acompanhado pelo seu companheiro de equipa, Carlos Sainz Jr, pelo McLaren de Fernando Alonso, o Haas de Romain Grosjean, e o Renault de Joylon Palmer.

Agora na Q3, a grande incógnita era saber se o tempo de Hamilton para manter ou os Ferrari tinham algo na manga. Contudo, o inglês faz 1.11,791, e bate o recorde de pista de Montreal. Raikkonen tentou contrariar, mas não conseguiu, bem como Vettel. Valtteri Bottas conseguiu um tempo 386 centésimos pior do que o seu companheiro de equipa, mas ficou no segundo posto, arriscando ficar com o monopólio. Os Ferrari tentavam, mas não conseguiam, e o alemão conseguiu um tempo... quatro milésimos mais lento, interferindo entre os Mercedes. Ficou perto, mas não alcançou.

E Hamilton ainda teve tempo para voltar à pista e de melhorar o seu tempo: 1.11,459. Recorde de pista e a 65ª pole da sua carreira, sendo o segundo piloto a alcançar as poles de Ayrton Senna. Dez anos depois de alcançar a sua primeira pole no mesmo local. Vettel larga ao seu lado, com Bottas em terceiro e Raikkonen em quarto. Os Red Bull ficaram com a terceira fila, seguido de Massa, os Force India e Nico Hulkenberg.

E no final, reconhecendo o feito, a organização deu uma prenda inesperada a Hamilton: uma réplica do capacete de Ayrton Senna, semelhante a que usou na temporada de 1987. Claro, o inglês, admirador do brasileiro, ficou comovido pelo gesto. 

Amanhã vai ser uma corrida interessante, num circuito interessante. E com este equilíbrio entre Mercedes e Ferrari, tudo indica que esta corrida vai ser bem interessante de se ver. Isso, e como sabem, a ideia que tenho de que aquele circuito anda com o espirito do Gilles por lá, acho que pode ser mais uma daquelas corridas muito pouco aborrecidas. Mas também, não temos motivos de queixa desta temporada, não é?

Formula E: Buemi excluido da primeira corrida de Berlim

O suíço Sebastien Buemi foi excluído da primeira corrida em Berlim devido a irregularidades na pressão dos pneus no seu e.dams, anunciou esta tarde a organização. Tudo isto aconteceu poucas horas depois do piloto ter cortado a meta na quinta posição. A organização afirmou que o motivo da exclusão teve a ver com a pressão dos pneus, que não estavam de acordo com os regulamentados, que é de 1.60 bar.

A exclusão de Buemi faz com que todos os pilotos que estiveram à sua frente ganhem mais um lugar, fazendo com que Oliver Turvey ficasse com o último lugar pontuável.

Em termos de classificação geral, Lucas di Grassi reduziu a sua diferença a Buemi para 22 pontos, e sabendo que o piloto suíço irá se ausentar da ronda dupla de Nova Iorque, a 15 de julho, as chances de título para o piloto brasileiro da Audi-Abt aumentaram bastante.

Amanhã acontecerá o segundo ePrix de Berlim, e Buemi está agora cada vez mais "sob brasas" para tentar diminuir a diferença para o piloto brasileiro da Abt.

Noticias: Richard Hammond sofre acidente na Suíça

Richard Hammond "safou-se de boa" este sábado. O apresentador do The Grand Tour sofreu fratura num joelho depois de ter sofrido um acidente numa rampa na Suíça, quando guiava um Rimac Concept One. Ele estava na rampa de Hemburg quando perdeu o controlo do seu carro, após ter completado a sua parte. O carro sofreu graves danos e ficou parcialmente queimado, mas o apresentador saiu sem grandes ferimentos. Depois de ter sido socorrido e descoberto uma possivel fratura num dos joelhos, ele foi levado para o hospital de St. Gallen a bordo de uma ambulância aérea.

Os seus companheiros de apresentação, Jeremy Clarkson e James May já foram ao Twitter para expressar o seu alivio por saber que Hamilton já está bem.

Hammond, de 47 anos (nasceu a 19 de dezembro de 1969), já sofreu dois acidentes relativamente graves ao longo do tempo em que esteve com ambos os seus companheiros, primeiro no Top Gear, e agora no The Grand Tour. Em fevereiro, Hammond sofreu uma queda quando filmava em Moçambique, tendo sofrido uma fratura numa das mãos. Contudo, dez anos antes, em 2006, o apresentador teve um acidente mais grave, quando ia de dragster para tentar bater um recorde de velocidade. Ele sofreu lesões na cabeça, que o deixaram em coma por dez dias, mas conseguiu recuperar totalmente das lesões.

A segunda temporada do Te Grand Tour irá regressar em outubro no canal de subscrição Amazon Prime.

Formula E: Felix Rosenqvist vence a primeira corrida de Berlim

O sueco Felix Rosenqvist foi o vencedor da primeira corrida da formula E em Berlim. O piloto sueco deu à Mahindra a sua primeira vitória na categoria, ficando na frente de Lucas di Grassi e do alemão Nick Heidfeld. Sebastien Buemi foi o quinto, enquanto que o português António Felix da Costa não conseguiu mais do que a 17ª posição, num fim de semana em que a sua equipa está a ser a pior do pelotão, ficando com a última fila da grelha.

Depois de na qualificação, Lucas di Grassi ter conquistado a pole position pela mais curta das margens - um milésimo de segundo - sobre o Virgin de José Maria Lopez, com os Mahindra na segunda linha, Sebastien Buemi de 14º e António Félix da Costa a largar da última posição, máquinas e pilotos prepararam-se para a primeira de duas corridas no antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

Na partida, Di Grassi manteve a liderança, defendendo-se de Lopez, enquanto que Buemi, no meio do pelotão, sofria um toque que danificava a sua asa dianteira. O argentino perderia depois o segundo lugar para os Mahindra, com Bird atrás. Na volta 4 acontecia a primeira desistência, com o Jaguar de Mitch Evans

Na volta 13, Tom Dillmann acabou por ser penalizado por ter excedido o limite de energia, num altura em que Di Grassi aumentava a distância para a concorrência... menos a Felix Rosenqvist, o segundo classificado, que nunca chegava a mais de dois segundos. Atrás, Buemi tentava subir posições, mas ainda estava fora dos pontos. Apenas na volta 16, quando passou Oliver Turvey, é que alcançou a décima posição.

Ainda antes da paragem nas boxes, na volta 22, Rosenqvist se aproximou de Di Grassi e conseguiu passá-lo, para ficar com o comando. Logo depois, os pilotos trocaram de carros e tudo ficou na mesma, com Rosenqvist a manter o comando, perante Di Grassi, e com menos de um segundo entre eles. Heidfeld era o terceiro e Buemi mantinha-se no nono posto.

Entretanto, Buemi continuava a recuperar posições. Na volta 28, o suíço passava Daniel Abt e era oitavo e tentava ir buscar Sam Bird, que conseguiu fazê-lo na volta 34. Logo a seguir, Prost o deixou passar, numa altura em que Di Grassi não conseguia apanhar Rosenqvist para ficar com o comando da corrida. O suíço depois ficou atrás de Jean-Eric Vergne, numa altura em que o francês da Techeetah era penalizado em cinco segundos por causa de ter voltado à pista de modo perigoso, fazendo com que caísse para o décimo lugar, naquela altura.

No final, Rosenqvist conseguiu a sua primeira vitória na Formula E, com Di Grassi atrás e Heidfeld a fechar o pódio. E claro, a Mahindra festejava também a sua primeira vitória na competição. Buemi acabou na quinta posição, minorando os prejuízos, ficando na frente de Prost, Daniel Abt, Sam Bird, Jean-Eric Vergne e Maro Engel.

Amanhã é a segunda corrida da ronda dupla da Formula E em terras alemãs.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

WRC 2017: Rali da Sardenha (Dia 1)

O neozelandês Hayden Paddon lidera o Rali da Sardenha, passado está o primeiro dia da prova italiana. O piloto da Hyundai lidera com 8,2 segundos de vantagem sobre o belga Thierry Neuville, seu companheiro de equipa, realizados estão as primeiras nove especiais deste rali. O estónio Ott Tanak é o terceiro classificado, a 9,5 segundos da liderança.

Depois de Thierry Neuville ter ganho a primeira especial do dia, no final do dia de onten, máquinas e pilotos partiram para a estrada, determinados a baterem-se uns aos outros. E começou com Kris Meeke ao ataque, vencendo a segunda especial e batendo Juho Hanninen por meio segundo. O neozelandês Hayden Paddon, da Hyundai, foi terceiro, três décimos mais atrás e mostrando que quem abre a estrada, sai prejudicado (Paddon sai na frente de Meeke na ordem de partida).

A seguir, na primeira passagem por Monte Olia, foi a vez de Juho Hanninen passar ao ataque, vencendo a especial com 3,2 segundos de vantagem sobre Meeke, 4,6 sobre Ostberg e 6,9 sobre Paddon, fazendo com que o piloto finlandês liderasse o rali com 0,2 segundos de vantagem sobre o inglês da Citroen. Mas na especial seguinte, a primeira passagem por Tula, Meeke voltou à liderança, apesar do vencedor ter sido Dani Sordo. Meeke foi sexto, a 7,6 segundos, mas Hanninen foi nono na especial, a 11,9 segundos do vencedor, caindo para terceiro, a 4,1 segundos da liderança, pois Hayden Paddon tinha sido quarto e agora era segundo na geral, a meros 0,8 segundos de Meeke.

A manhã acabava com o momento do dia: Kris Meeke capotou fortemente - como aconteceu na Argentina, por exemplo - e o seu roll-bar ficou danificado, acabando por desistir. Paddon aproveitou para ascender a liderança, mas foi Hanninen a vencer a especial (a primeira passagem por Osilo), com 3,3 segundos de vantagem sobre Mads Ostberg, e 3,7 sobre Paddon.

Pela tarde, nas segundas passagens pelas classificativas da manhã, ela começou com Esapekka Lappi a ser o vencedor, 1,2 segundos na frente de Paddon, e 1,7 segundos na frente de Ott Tanak. Lappi repetiu a graça na sétima, ganhando 1,3 segundos sobre Thierry Neuville e Jari-Matti Latvala, mostrando que ali, os Toyota se sentem à vontade. Paddon foi quinto, a quatro segundos do vencedor, mas liderava com alguma calma, 4,5 segundos na frente de Hanninen. Dani Sordo perdeu sete minutos e 16 segundos por problemas no seu Turbo, que afetaram o seu desempenho, fazendo cair onze posições.

Nas duas últimas especiais do dia (segundas passagens por Tula e Osilo), Dani Sordo foi o melhor. Em Tula, deu 8,2 segundos a Jari-Matti Latvala, enquanto que em Osilo, a vantagem foi mais curta (3,2 segundos) sobre outro Toyota, o de Esapekka Lappi.

Na geral, os cinco primeiros estão separados por 14,7 segundos. Paddon lidera sobre Neuville por  8,2 segundos, com Tanak em terceiro, a 9,5, enquanto que Latvala é quarto, a 9,8. Ostberg, no seu Ford, é quinto, a 14,7, e todos estão algo distantes de Juho Hanninem, o sexto a 38 segundos. Ogier é o sétimo e tem 41 segundos de atraso, mas já distante de Lappi, a um minuto e cinco. Andreas Mikkelsen é o nono, a um minuto e 57 segundos, com Eric Camili a fechar o "top ten" a quatro minutos e 8 segundos.

O rali da Sardenha prossegue amanhã, com mais seis especiais. 

CNR 2017 - Rali Vidreiro (Dia 1)

Pedro Meireles lidera o Rali Vidreiro, feitas as primeiras três especiais de classificação, nesta sexta-feira à noite. O piloto do Skoda Fabia R5 tem uma vantagem de 0,2 segundos sobre Miguel Barbosa, neste primeiro dia. João Barros é o terceiro, a 3,2 segundos, tudo à espera de um segundo dia que promete bastante nas estradas da zona da Marinha Grande, Leiria e Pombal.

O rali começou no final da tarde, em São Pedro de Muel, com as duas passagens pela classificativa do Farol. Ali, Meireles conseguiu ser mais veloz do que João Barros, vencendo a especial por 3,2 segundos. Miguel Barbosa era o terceiro, a 3,9 segundos, enquanto que Carlos Vieira foi o quarto, a 4,3. Adruzilo Lopes era o quinto, no seu Porsche, enquanto que Carlos Martins era o melhor dos Grupo N, sendo sétimo na especial.

Na segunda passagem pelo Farol, Barbosa respondeu, vencendo a especial com 3,1 segundos de vantagem sobre Meireles e 4,4 sobre João Barros. Carlos Vieira era o quarto, a 5,7 segundos. Isso fez com que Barbosa se aproximasse de Meireles, reduzindo a diferença para 0,8 segundos, com João Barros a ser terceiro, a 4,5.

Ao cair da noite, máquinas e pilotos estavam no centro da Marinha Grande para fazer a especial, onde o melhor foi João Barros, que conseguiu ser 0,4 segundos mais veloz do que Carlos Vieira, com Miguel Barbosa a ser terceiro, a 0,7. Pedro Meireles foi o quarto, a 1,3 segundos, e via a sua liderança na geral diminuída para quase o mínimo. 

Depois dos três primeiros, Carlos Vieira é o quarto, a seis segundos, mais de vinte na frente de Adruzilo Lopes, a 26,2. Joaquim Alves é o sexto, a 29,2, enquanto que Vitor Pascoal é o sétimo, a 52,3 segundos. Carlos Martins é o oitavo, a 57 segundos e a fechar o "top ten" estão Ricardo Teodósio, noutro Mitsubishi Lancer Evo X, e Paulo Neto, num Citroen DS3 R3.

Amanhã, o rali Vidreiro continua, com a realização das restantes seis especiais de classificação. 

Formula 1 em Cartoons: Regressos... (Cire Box)

Esta semana, ficamos todos felizes por ver Robert Kubica de regresso a um carro de Formula 1, depois de seis anos e meio de ausência. Contudo, o "Cire Box" também fala de outro que poderia regressar a Formula 1 para saber se está devidamente em forma...

Motociclismo: Max Biaggi sofre acidente

O italiano Max Biaggi, de 45 anos, sofreu hoje uma queda na pista de Saggitário, perto de Roma, quando se preparava para uma prova de Supermoto. O tetracampeão do mundo de 250cc, entre 1994 e 1997, e bicampeão da Superbike, em 2010 e 2012, sofreu um traumatismo toráxico e espinal, e está internado em estado grave.

Segundo conta o jornal "Il Messagero", o piloto estava a treinar quando teve uma queda violenta, batendo o peito contra o chão. Contudo, o piloto italiano esteve sempre consciente e não corre risco de morte.

Não está a ser fácil as coisas no mundo do motociclismo. No passado dia 17 de maio, o norte-americano Nicky Hayden sofreu um acidente de bicicleta na zona de Misano, acabando por morrer cinco dias depois no hospital, vitima dos fortes traumatismos sofridos. Duas semanas depois, Valentino Rossi sofreu uma queda, enquanto praticava motocross, sofrendo ferimentos mais ligeiros, que não o impediram de alinhar no GP de Itália, em Mugello, onde foi quarto classificado.

Biaggi, para além de competir ocasionalmente, é o diretor da Mahindra no mundial de Superbike.


Youtube Motorsport Rally: Rali, a Grande Aventura


Já não ouvíamos nada de Antti Kalhola há algum tempo. E pelos vistos, parece que havia boas razões para tal. O seu mais recente video, divulgado nesta quinta-feira à noite, parece ser totalmente diferente do que fez. É o mais longo dos videos que já fez até ao momento - bate em quase 50 minutos o video que fez sobre Ayrton Senna - e só há sons de ambiente, em vez de ter musicas de banda sonora, como ele costuma fazer.

Nesta hora e meia de video - é praticamente um documentário sem narrador, com sons ambiente. Talvez seja o tipo mais puro e autêntico de documentário. Enfim, convido-os a ver, e claro, tirar tempo para o assistir.