quinta-feira, 31 de outubro de 2019

WRC: Tanak confirmado na Hyundai

Depois de especulações, a confirmação: Ott Tanak, o novo campeão do mundo de ralis, assinou pela Hyundai. A confirmação foi dada esta tarde, com a marca coreana a afirmar que ele assinou por duas temporadas. Tanak ai se juntar a a Thierry Neuville nas 14 provas do Mundial de 2020, enquanto Dani Sordo e Sébastien Loeb irão partilhar o terceiro Hyundai i20 Coupe WRC ao longo da época.

“Estou realmente entusiasmado por me juntar à Hyundai Motorsport na temporada 2020 WRC.", começou por dizer Tanak. "A visão que Andrea [Adamo] apresentou é muito promissora e corresponde às minhas próprias ambições para o futuro. É uma grande honra para mim ter a oportunidade de me juntar à equipa nesta fase emocionante das nossas respectivas carreiras.", continuou. 

"Tenho um grande respeito pelo que a Hyundai tem realizado, pois temos estado a lutar uns contra os outros durante várias épocas. Eles sempre tiveram uma equipa e um carro competitivos, pelo que será interessante ver as coisas do outro lado. O alinhamento de pilotos é bom e estou ansioso por ver o que podemos alcançar juntos nos próximos anos”, concluiu.

Aos 32 anos, e depois de ter batido o domínio de quinze de pilotos franceses, cabe a Tanak fazer do Hyundai i20 WRC um carro capaz de vencer campeonatos. Quanto à Toyota, sem o seu piloto, terá de alinhar com alguém capaz de o contestar nas classificativas a partir de 2020. E poderá ser Sebastien Ogier, por exemplo. Até agora, o único que está mais ou menos garantido é Kalle Rovanpera, enquanto Kris Meeke e Jari-Matti Latvala ainda estão a negociar a sua continuidade.

Noticias: Saíram as regras da Formula 1 para 2021

Saíram as regras da Formula 1 para 2021. Em Austin, foi apresentado aquele que ai ser o carro que as equipas terão de fazer dentro de duas temporadas. E se estão a apresentar, isso quer dizer que as equipas aprovam por unanimidade. Neste novo conjunto de regulamentos, os carros vão ser um pouco mais pesados - vão passar de 743 para 768 quilos de peso mínimo - e terão mais downforce, ou seja, regressa o efeito-solo. Para além disso, o fluxo de ar será mais refinado, no sentido de dar mais chances ao carro que em atrás para o passar. Mas eles serão mais lentos em cerca de quatro a cinco segundos.

Outras coisas irão aparecer nestas novas regras, e uma delas é importante: um teto orçamental. As equipas agora não podem gastar mais do que 175 milhões de euros por temporada.

Chase Carey, o representante da Liberty Media, afirmou sobre as novas regras: 

“A Fórmula 1 é um desporto incrível, com uma grande história, heróis e fãs em todo o mundo. Nós respeitamos profundamente o ADN da Fórmula 1, que combina uma grande competição desportiva, pilotos talentosos e corajosos, equipas dedicadas e tecnologia de ponta.“, começou por dizer.

"O objectivo sempre foi melhorar a competição e a acção na pista e, ao mesmo tempo, tornar o desporto mais saudável e o negócio mais atraente para todos A aprovação das regras pelo Conselho Mundial é um momento decisivo e ajudará a oferecer corridas mais emocionantes para todos os nossos fãs. As novas regras surgiram de um processo detalhado de dois anos de análise técnica, desportiva e financeira para desenvolver um pacote de regulamentos. Fizemos muitas mudanças durante o processo ao recebermos sugestões das equipas e de outras partes interessadas e acreditamos firmemente e alcançamos as metas que estabelecemos para cumprir.”, continuou.

“Estes regulamentos são um passo importante, no entanto, este é um processo contínuo e continuaremos a aprimorá-los e a adoptar outras medidas para permitir que nosso desporto cresça e alcance todo o seu potencial. Uma das iniciativas mais importantes que queremos abordar à medida que avançamos é o impacto ambiental de nosso desporto. Nas próximas semanas, lançaremos planos para reduzir e, finalmente, eliminar o impacto ambiental de nosso desporto e negócios. Sempre estivemos na vanguarda da indústria automobilística e acreditamos que também podemos desempenhar um papel de liderança nesta questão crítica “, concluiu.

Jean Todt, o presidente da FIA, também ficou satisfeito com o conjunto de regras que foram agora  apresentadas.

“Hoje, estamos muito satisfeitos por publicar o conjunto de regulamentos que foram adoptados por unanimidade pelo Conselho Mundial e que definem o futuro da Fórmula 1 a partir de 2021”, começou por dizer. “Pela primeira vez, os aspectos técnicos, desportivos e financeiros são abordados de uma só vez, e o objectivo é oferecer um desporto mais sustentável, seguro e emocionante”.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Noticias: Aprovação de Miami passa por dificuldades

A corrida de Miami está suspensa por algum tempo. A imprensa local anuncia hoje que os vereadores da assembleia de Miami-Dade votaram 7 a 6 para congelar os planos para a construção de uma pista à volta do Hard Rock Stadium para poder receber uma prova de Formula 1 a partir de 2021. Isto acontece uma semana depois de a assembleia municipal de Miami Gardens ter reprovado por unanimidade a ideia de ter uma corrida de Formula 1 na sua zona.

"Não é um punhado [de gente], não é apenas um pequeno grupo, você está falando de uma comunidade, uma comunidade residencial que se preocupa com o que acontece no seu local", disse Barbara Jordan, vereadora em Miami-Dade e um dos que votou contra a ideia.

Contudo, esta não é uma votação definitiva. Haverá novo voto, depois de uma audiência pública e consultas no sentido de se saber se haverá ou não aprovação quer da parte das assembleias de Miami Garens e de Miami-Dade, onde se situa o Hard Rock Stadium. Para além disso, segundo conta o "mayor" de Miami-Dade, Carlos Gimenez, este acordo fecha as portas de qualquer negociação para algum tipo de modificação necessária para satisfazer ambas as partes.

"A razão pela qual me oponho a isso é porque meio que fecha as portas de qualquer negociação", começou por afirmar, "mas acredito que podemos encontrar um terreno comum aqui. Nós podemos encontrar uma solução.”

Resta saber quando é que acontecerá nova votação sobre este assunto, que acontece algumas semanas depois da Liberty Media ter fechado um acordo com os Miami Dolphins, donos da equipa de futebol americano que detêm os terrenos à volta do Hard Rock Stadium, e do qual boa parte do circuito será construido. Contudo, outra parte poderá passar por vias públicas, algo do qual está a ser passado nas assembleias da cidade, para possivel aprovação... ou não.

CPR: João Barros não vai ao Algarve


Afinal, João Barros não estará presente na última prova do campeonato português de ralis, o Rali Casinos do Algarve. O piloto do Skoda Fabia R5, que estava inicialmente inscrito para participar na prova, acabou por dar a volta-atrás devido a compromissos profissionais. Barros, que tinha decidido voltar em part-time neste ano, para os ralis em asfalto, desejou sorte aos candidatos ao título.

“É com muita pena minha que anuncio que, por motivos profissionais, não vou poder participar no Rallye Casinos do Algarve. Quero desejar a todos boa sorte para esta que será a última e decisiva prova deste Campeonato de Portugal de Ralis. Estão quatro pilotos na luta pelo titulo e desejo uma luta saudável entre eles, com a certeza que qualquer um deles será um justo vencedor”, revelou, em comunicado oficial.


O Rali Casinos do Algarve, prova de encerramento do campeonato, acontecerá na sexta e no sábado, com dez especiais de classificação, todos em asfalto.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Youtube Motorspot Video: Os primeiros ensaios do recorde de velocidade em terra

Depois de onze anos de construção, com alguns soluços pelo caminho, o Bloodhound começou a ser ensaiado num lago salgado na África do Sul no sentido de bater o recorde do mundo em terra, ou seja, ir a mais de 1000 milhas por hora - 1609 km/hora, ou Mach 1. Eles esperam bater o recorde em 2020, mas ja estão no local a fazer os primeiros ensaios. E hoje, o carro chegou às 334 milhas por hora - 537km/hora para o resto do mundo - num ensaio cujo video pode ver aqui. 

Youtube Formula One Video: As comunicações do México

No fim de semana onde Lewis Hamilton deveria ter sido campeão do mundo e não foi, eis o video das comunicações mais interessantes que aconteceram no Autódromo Hermanos Rodriguez.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Brabham BT49: As férias de sonho de Gordon Murray

O ano de 1979, como já vieram, mostrou ao mundo alguns dos chassis mais marcantes da história da Formula 1. Para o bem e para o mal, vieram ao mundo carros como o Lotus 80, o Arrows A2, o Williams FW07 e o Copersucar F6. Mas para finalizar sobre este ano, falta falar de um dos chassis mais importantes não só da década, como da história da Formula 1 nos últimos 40 anos. Desenhado por Gordon Murray, foi o paraíso depois do inferno. E deu uma segunda vida à Brabham, depois dos anos de pesadelo com o Brabham-Alfa Romeo.

Em 1978, a equipa até tinha tido uma boa temporada. Com o BT46 e a versão B, com o aspirador a fazer o downforce necessário ao carro na Suécia, que lhe deu a vitória nessa prova, antes de os retirarem de circulação, para que Bernie Ecclestone tivesse chance de ser o patrão da FOCA, em 1979, a equipa desenhou o BT48, com Murray a pedir à Autodelta para que desenhasse um motor V12. Este ficou pronto antes do carro se estrear, na Argentina, mas apesar de ser potente e veloz, não terminava corridas, e os resultados estavam à vista: apenas sete pontos, com dois quartos lugares na Holanda, com Nelson Piquet ao volante, e em Itália, com Niki Lauda aos comandos, como melhores resultados.

Nessa mesma corrida de Monza, já a Alfa Romeo tinha inscrito dois carros, para Bruno Giacomelli e Vittorio Brambilla, e a equipa própria significava que acabaria o acordo de fornecimento de motores à Brabham, com efeito imediato. Ecclestone ficou aliviado e voltou-se para o Cosworth V8, enquanto Murray decidiu desenhar um novo carro, não muito diferente do anterior, apenas para poder acomodar o motor mais pequeno. Em seis semanas, o BT49 foi desenhado, construído e pronto a tempo do GP do Canadá, onde Niki Lauda... retirou-se. Ricardo Zunino ficou com o seu lugar e o primeiro piloto era agora o jovem brasileiro Nelson Piquet, que tinha talento, mas apenas tinha feito a sua primeira temporada completa.

Com um chassis de alumínio, mas com alguns elementos de fibra de carbono, era dezasseis quilos mais leve que o modelo anterior, porque o depósito e o motor eram mais pequenos. Tinha uma caixa de seis velocidades, da Hewland, esse carro era feito para suportar o efeito-solo, com saias condizentes nas laterais do carro, praticamente dispensava as asas. "Tinha mais downforce que qualquer outro carro, graças ao efeito-solo. Corríamos sem asa frontal e quase sem asa traseira", disse Murray, em 1999, numa entrevista a Alan Frankel.

Murray, o projetista, estava na Brabham desde 1970, e até pensava em mudar-se quando Ecclestone comprou a fábrica a Ron Tauranac. Cedo se deram muito bem e tinham estabelecido uma parceria: Murray tomava conta dos aspectos técnicos, mecânicos e eletrónicos da equipa, enquanto na parte dos patrocínios, politicas e logística, Bernie tomava conta de tudo.

“Basicamente, Bernie deixou-me administrar as coisas, confiou em mim. Empregamos uma fração do pessoal de grandes equipas como McLaren e Williams. Nós éramos assassinos de gigantes. Fiz o trabalho de projeto, contratava e demitia, supervisionava a produção, o fornecimento de peças, o programa de testes, o trabalho do túnel de vento. Eu fiz toda a estratégia nas corridas. Estupidamente, recusei a ter um engenheiro de corrida. Outras equipes tinham um engenheiro por carro, mais um cara do carro de testes e um diretor técnico. Eu fiz tudo sozinho. Deus sabe quantas horas por semana eu estava trabalhando. Mas eu só precisava dormir quatro horas por noite e me sentia bem com isso.”, afirmou, numa entrevista feita a Simon Taylor, em 2008, para a Motorsport britânica.

O carro ficou pronto no Canadá. Lauda deu dez voltas no bólido, antes de sair e entregar o volante a Bernie, afirmando que a Formula 1 tinha acabado para ele, cansado de "andar às voltas". Piquet ficou com o chassis na mão e aproveitou muito bem. O seu primeiro pódio aconteceu em Buenos Aires, em janeiro de 1980, e dois meses depois, a sua primeira vitória, em Long Beach. No final, conseguiu mais duas vitórias e lutou pelo título, perdendo para Alan Jones.

Em 1981, o chassis foi modificado para a especificação C, com mais fibra de carbono, e o carro ficou mais leve. Mas com a retirada das saias e a obrigatoriedade dos carros ficarem a seis centímetros do solo, Murray viu que poderia haver uma chance de conseguir vantagem sobre a concorrência. Assim, ele construiu uma suspensão hidropneumática, onde o carro ficaria rente ao chão ao longo da corrida, aproveitando o efeito-solo de modo mais eficaz, e antes do carro ser escrutinado, este levantava-se para a altura exigida, "enganando" os comissários. Piquet venceu na Argentina e em San Marino com esse truque, e o carro era de tal forma eficaz dessa maneira que em Buenos Aires, a certa altura da corrida, o mexicano Hector Rebaque era segundo, depois de passar Carlos Reutemann. Mas o segundo Brabham acabou por desistir, e a grande chance de pódio tinha sido desperdiçada.

Em 1982, Bernie Ecclestone tinha decidido aderir aos Turbo e assinara um acordo com a BMW, começando em Kyalami. Mas a estreia foi má e queriam voltar à Formula vencedora. Foi o que fizeram em Jacarépaguá, com Piquet a vencer, antes de ser desclassificado, mas isso criou atritos com o fabricante alemão. Assim, chegou-se a um compromisso: Piquet desenvolvia o motor BMW no BT50, e Riccardo Patrese, o novo companheiro de equipa do piloto brasileiro, ficaria com o BT49 Cosworth para marcar pontos. E assim, com a versão D, o carro ganhou nova vida, especialmente no conturbado GP do Mónaco, onde Patrese venceu inesperadamente, cinco anos depois da sua estreia, conseguindo mais 19 pontos com o carro. Na última corrida do BT49, no Canadá, o mesmo local da sua estreia, dois anos e meio antes, era suficientemente competitivo para ser segundo, atrás do Brabham-BMW do vencedor, Nelson Piquet.

E por essa altura, a mente de Gordon Murray tinha outras ideias mais ousadas.

Contudo, os resultados do chassis ao longo desse tempo - 38 corridas entre 1979 e 82, sete vitórias, sete pole-positions, quatro voltas mais rápidas, dezasseis pódios e o título de pilotos para Nelson Piquet em 1981 - mostraram que dos chassis nascidos em 1979, a Brabham foi ainda mais genial, porque se os carros da Arrows e Lotus eram buscas para encontrar os limites do aerodinamismo, no caso da Williams e Brabham, foram o pragmatismo que falou mais alto, mas enquanto um foi conservador e eficaz, no outro, houve espaço para alguma ousadia, e também foi espaço para mostrar o talento de um engenheiro como Gordon Murray, sem desacreditar outro excelente engenheiro que é Patrick Head. E num tempo como aquele, ver toda essa quantidade de carros, as várias experimentações e os vários resultados é algo que só enriquece esse tempo. E o que têm em comum.  

CNR: Teodósio muda de Skoda

Ricardo Teodósio actualiza-se para a última prova do campeonato e tem agora um Skoda Fabia Evo para o Rali do Algarve, a sua prova caseira. O piloto local quer mesmo vencer, pois é só assim que alcançará o seu sonho, de ser campeão nacional.

“É, provavelmente, o rali mais importante da minha carreira”, começou por afirmar em declarações à Autosport portuguesa. “Estamos numa boa posição face aos nossos adversários, porque não só estamos na frente do campeonato como jogamos em ‘casa’. O percurso do rali tem algumas novidades face aos anos anteriores, mas a minha ambição é a mesma de sempre: atacar e lutar pela vitória. Sabemos que pode até nem ser necessário ganhar, mas prefiro andar depressa para manter sempre os níveis máximos de concentração”, continuou.

Sobre o novo Fabia R5 Evo, Teodósio revelou que “a grande diferença para o carro antigo é a maior facilidade de pilotagem. A Skoda Motorsport voltou a fazer um excelente trabalho com este carro, que já mostrou ser muito competitivo no WRC2. Espero que tudo corra dentro da normalidade para no final podermos festejar o título que todos queremos”.

O rali Casinos do Algarve acontecerá esta sexta-feira e sábado, com de especiais de classificação, todos em asfalto, e claro, decidirá de vez quem será campeão nacional de ralis.

domingo, 27 de outubro de 2019

A imagem do dia

"C'est fini.". Algum dia este domínio dos pilotos franceses tinha de acabar. E ele chegou, domingo, 27 de outubro de 2019. O dia onde Ott Tanak, piloto estónio da Toyota, alcançou o seu cobiçado título mundial, batendo a concorrência e sucedendo a Sebastien Ogier na lista dos campeões.

Curiosamente... não venceu o Rali da Catalunha. A prova ficou nas mãos de Thierry Neuville, que deu mais uma vitória à Hyundai, com Tanak na segunda posição e conseguindo os pontos necessários para terminar na Catalunha a luta pelo título. E era um título já esperado desde 2018, quando teve a maioria das vitórias, mas não o suficiente para conseguir bater Ogier. E neste rali, o francês foi apenas oitavo, a quatro minutos e 20 segundos do vencedor.

"Sinto-me bem! É difícil dizer a pressão que senti neste fim de semana - era fora do normal. Gerenciar tudo isso e supera-lo tem sido o objetivo da minha vida. Quando você está à beira disso, não consegue imaginar. Obrigado à equipa - fizeram um ótimo trabalho. Eu nunca quis correr riscos, mas minha mãe disse ontem à noite que se eu quiser algo, posso fazer isso acontecer. Eu apenas tive que fazer acontecer.", contou, já no pódio.

E claro, para a Toyota, é o culminar da sua dedicação desde que regressaram aos ralis, em 2017. Para Tommi Makinen, a aposta valeu a pena, agora resta saber se continuará no sentido de ser dominante, como já foi a Citroen, com Sebastien Loeb, entre 2004 e 2013 acabou sempre no lugar mais alto do pódio no campeonato.

Formula 1 2019 - Ronda 18, México (Corrida)

Este iria ser o dia de mais campeões do mundo, se tudo corresse bem. A Cidade do México até tem tradições de entrega de títulos, alguns mais dramáticos que outros. Já lá vão os tempos em que o Autódromo Hermanos Rodriguez tinha um asfalto tão horrível que os pilotos sofriam com ele, por muito moles que tivessem as suspensões.

Mas depois da qualificação, a grande polémica foi os eventos do momento em que Valtteri Bottas bateu forte na Peraltada no momento em que tentava marcar uma volta rápida. Alguns pilotos levantaram o pé, com a notável excepção de Max Verstappen, que acelerou e marcou um tempo que melhorou a sua pole-position. Os comissários decidiram penalizá-lo com a perda de três posições, e a razão nem foi tanto ele ter desacelerado. Foi um pouco a sua arrogância, quando disse que, mesmo com a anulação do tempo que tinha marcado, seria pole na mesma. Para o fazer calar, foi-se ao espírito da lei: castiga-se o infrator, mesmo que não seja na letra da lei.

Assim sendo, mais uma vez, Charles Leclerc iria partir do primeiro posto, num monopólio da Ferrari. Mas a reta era longa, e tudo era possível, apesar da potência do Ferrari em reta. E neste domingo, o céu estava nublado, mas as nuvens não ameaçavam chuva. Os pilotos das três primeiras equipas tinham médios, com ideias de ir às boxes por duas vezes.

A partida começou com os Ferrari a conseguirem largar bem, graças aos motores. Atrás, Verstappen e Lewis Hamilton ficam engolidos pelo pelotão, com ambos a saírem da pista na curva 2, com o maior beneficiário a serem Alex Albon e Carlos Sainz Jr, terceiro e quarto. No final da primeira volta, o Safety Car Virtual entrava por causa de destroços na pista. Mas ninguém ia para as boxes para trocar algo nos seus carros. Hamilton tinha caído para quinto, mas quando a bandeira verde foi novamente agitada, Hamilton conseguiu passar o espanhol da McLaren e foi atrás do tailandês da Red Bull.

Na quarta volta, o piloto holandês passou Bottas, mas logo depois, na manobra, cortou o pneu traseiro direito e ficou uma volta inteira a arrastá-lo até às boxes, deitando fora a sua corrida. Trocou para duros, mas agora a vitória seria pontuar. E quem tinha macios, estava aflito: Daniil Kvyat ia às boxes na volta 10, e trocou para médios. Três giros depois, Lando Norris foi trocar de pneus... e um deles não foi apertado. Foi empurrado, corrigiram o erro, mas a corrida dele acabou por ali, o que é pena.

Na frente, Leclerc ia-se embora, com Vettel a ser assediado por Alex Albon pelo segundo posto, enquanto Hamilton não conseguia apanhar o anglo-tailandês da Red Bull. Albon foi às boxes na volta 15, ficando com médios, provavelmente para fazer duas paragens. Na volta seguinte, foi a vez de Leclerc, com médios calçados, com poucos a colocarem duros.

Na frente, Vettel e Hamilton aguentavam-se com os médios, e cada um deles tinham desgastes nos seus pneus traseiros. Na volta 23, Hamilton trocou para andar de duros, tentando ver se consegue chegar até ao fim com eles. Vettel ficou mais tempo na pista, pensando na estratégia para superar Hamilton com os mesmos pneus duros.

E na volta 30, Verstappen conseguiu passar Sainz Jr e entrar nos pontos. O objetivo mínimo tinha sido alcançado, mas provavelmente não muito mais do que isso.

Por fim, Bottas parou na volta 35, para meter duros e ficar até ao fim da prova, com Vettel a reagir na volta seguinte, colocando os mesmos duros e indo até ao fim. Leclerc era o lider, mas ele era provável que fosse parar uma segunda vez, pois tinha médios. O alemão estava na pista atrás de Albon, mas na frente de Bottas.

E com isto, as coisas acalmaram-se. Era agora uma corrida de desgaste, para saber se as estratégias compensavam ou não. Hamilton tinha medo de saber se teria de ir de novo às boxes, porque tinha ido 15 voltas antes de Bottas e Vettel, e com eles mais frescos, poderiam apanhá-lo. Mas esses pneus eram bons e eficazes a altas temperaturas.

Mas na volta 43, Leclerc parou de novo... e não correu muito bem. 6,3 segundos e com isso, Hamilton liderava, com Albon em segundo e Vettel terceiro. Albon reagiu e trocou para duros, para ir até ao fim. Em contraste, fez a paragem em 1,9 segundos. Agora, Hamilton tinha 3,2 segundos de vantagem sobre Vettel. Bottas era terceiro, e agora a diferença era de 74 pontos, insuficiente para comemorar o hexa no México. Contudo, nas voltas seguintes, Hamilton começava a ver Vettel e Bottas aproximarem-se, e a situação era assim na volta 50, quando Ricciardo parou, por fim nas boxes. Ao mesmo tempo, Lando Norris parava de vez na corrida.

Na parte final da corrida, Mercedes e Ferrari aproximaram-se um ao outro, com todos calçando pneus duros. Cinco segundos separavam os quatro primeiros no final da volta 58, a treze do final, e a tensão estava a ficar cada vez mais alta. E ainda com Hamilton a ter pneus mais duros por mais tempo, ainda aguentava Vettel e conseguia por vezes afastar-se do alemão.

Na volta 70, todos agitaram-se no circuito quando Ricciardo tentou passar Perez pela sétima posição, acabando com o australiano da Renault a seguir em frente, depois da travagem queimada. O mexicano aguentava-se, mas Ricciardo prometia voltar ao ataque.

Contudo, apesar das ameaças, tudo acabou desta forma: Hamilton foi o vencedor, com Vettel e Bottas atrás, iriam subir ao pódio. Lelcerc era quarto, com Albon na frente de Verstappen - o que poeria ter feito se não tivesse borrado a pintura? - e Perez a aguentar Ricciardo, dando um momento de alegria aos locais. No final, haveria festa como só os mexicanos sabem fazer, mas o campeonato, esse, aparentemente, ficaria adiado para Austin. Mas também... é só mais uma semana.

WRC 2019 - Rali da Catalunha (Final)

"Sinto-me bem! É difícil dizer a pressão que senti neste fim de semana - era fora do normal. Gerenciar tudo isso e supera-lo tem sido o objetivo da minha vida. Quando você está à beira disso, não consegue imaginar. Obrigado à equipa - fizeram um ótimo trabalho. Eu nunca quis correr riscos, mas minha mãe disse ontem à noite que se eu quiser algo, posso fazer isso acontecer. Eu apenas tive que fazer acontecer.", contou Ott Tanak, já no pódio.

Esta foi a reação do piloto estónio no final do rali. Não venceu, mas o segundo lugar foi mais do que suficiente para ser campeão do mundo de ralis, acabando com um domínio de pilotos franceses que já vinha desde 2004. A Toyota foi campeã de pilotos, o primeiro título desde o seu regresso, em 2017.

A quatro classificativas do final, Thierry Neuville já tinha uma vantagem de 21,5 segundos sobre Dani Sordo, e 24,6 sobre Ott Tanak, que tinha passado Sebastien Loeb, no seu Hyundai. Iria haer um duelo entre os segundos classificados.

Mas na primeira passagem por Riudecanyes, Neuville aproveitou para triunfar, 0,7 segundos na frente de Sordo, com Tanak em terceiro, a 1,1 segundos. Sordo reagiu na classificativa seguinte, na primeira passagem por La Mussara, Sordo foi o melhor, um segundo na frente de Tanak, enquanto Neuville perdia 4,7 segundos e era sexto. A diferença caiu para 17,5 segundos, mas faltavam duas especiais.

Na segunda passagem por Riudecanyes, Sordo acabou por ser o melhor, 1,3 segundos na frente de Tanak e 2,3 sobre Neuville, mas já se via que o belga estava a gerir o avanço, enquanto Tanak tentava apanhar Sordo para ser segundo.

E foi o que aconteceu, na Power Stage. Tanak triunfou e conseguiu os pontos máximos, com Evans e Neuville no pódio, e Ogier em quinto, a 6,4 segundos. Se o belga foi o vencedor, para Tanak, conseguiu passar Sordo e acaba na segunda posição por meros 0,4 segundos. Sebastien Loeb foi o quarto, a 53,7 e o último a ficar a menos de um minuto do vencedor, aguentando os ataques de Jari-Matti Latvala, quinto a um minuto e 0,2 segundos.

Elfyn Evans foi sexto, a 1.14,2, mais de meio minuto adiante de Teemu Suninen, com Sebastien Ogier a ser mero oitavo, a 4.20,5 segundos, e a fechar o "top ten", dois WRC2: o de Mads Ostberg, no seu Citroen C3, e o francês Eric Camili, 8.47,2 minutos.

Agora falta o Rali da Austrália para fechar o campeonato.   

sábado, 26 de outubro de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 18, México (Qualificação)

Todas as corridas são diferentes. Quer pelo cenário, desenho da pista e o ambiente humano. Mas a clássica Cidade do México - um circuito construído em 1962 - tem mais uma coisa: a altitude. A mais de 2200 metros, os carros respiram um pouco pior, compensado com a potência dos Turbos. E ainda por cima nesta fim de semana, a colocação da corrida no calendário e o enorme calor humano dos locais fazem com que esta seja a "tal corrda", a que pode dar a Lewis Hamilton mais um título mundial. 

E até o adiantado da hora no fuso horário, graças às sete horas de diferença em relação à Europa, fazem alegrar os que assistem à corrida. Mas não o boletim meteorológico, do qual muitos falavam que poderia chover, pelo menos neste sábado, não aconteceu.  

A hora do começo da qualificação, a pista e o tempo estavam secos. Os pilotos iam para a pista com pneus moles, mas George Russell queixava-se de que os pneus não aqueciam. Cedo, os tempos foram marcados, e Romain Grosjean mostrou-se... despistando no final da reta da meta.

Sebastian Vettel foi o primeiro dos da frente a marcar tempo, com 1.16,859, antes de Alex Albon fazer 1.16,175, quase três décimos na frente de Lewis Hamilton. Só que Max Verstappen fez 1.15,949, mostrando que os Red Bull tinham chassis bom para esta pista.

No final da Q1, para além dos Williams, os Haas estavam a ter dificuldades, pois marcavam tempos mas não os suficiente para sair da cauda do pelotão. E no final, eles ficaram também de fora. E para a última vaga, a "fava" saiu a Lance Stroll.

Na Q2, continuando o tempo seco - e pelos vistos, será assim no resto da qualificação - muitos continuam a usar os pneus moles, excepto os Ferrari, Red Bull e Mercedes, com médios, e usando a potencia do motor para compensar. Vettel fez 1.15,914 e estava no topo da tabela de tempos. Na parte final desta fase, Hamilton faz 1.15,751, com Ferrari e Red Bull "a tirarem o pé" e entre os que ficaram de fora, foram o Racing Point de Sergio Perez, por oito milésimos de segundo (!) os dois Renault de Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg, e os dois Alfa Romeo, de Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi.

E com Red Bull, Mercedes e Ferrari a lutarem pelos primeiros lugares, com McLaren e Toro Rosso atrás. E cedo marcaram tempos, com Verstappen a fazer 1.14,910, seguido por Leclerc e Vettel. Mas o que interessa era a volta final, e deu nisto: num anticlimax, onde Valtteri Bottas bateu forte na segunda parte da Peraltada e os tempos ficaram prejudicados. Mas isso não impediu que o holandês acabasse a conseguir a pole-position, a segunda do ano para o holandês. E os Ferrari logo atrás, com Hamilton a ser um mero quarto classificado, na frente de Albon e Bottas. 

Assim acabara a qualificação para a corrida mexicana. Amanhã há mais, e todos terão a certeza que valerá a pena.

Rumor do Dia: Ott Tanak a caminho da Hyundai?

Ott Tanak está a caminho de ser campeão do mundo já este domingo no WRC, na Catalunha, mas pode também estar prestes a abalar o mundo dos Ralis. Segundo conta a Autosport britânica nesta sexta-feira, poderá estar a caminho da Hyundai, numa movimentação que tem tudo para chocar o pelotão.

A mesma publicação fala que o contrato foi assinado no inicio do mês, algo do qual nem Tanak, nem  Tommi Makinen, o diretor da Toyota Gazoo, ou Andrea Adamo, o diretor da Hyundai Motorsport, confirmam tal coisa. “Não tenho nada a dizer sobre isso. Ainda estamos a conversar, ainda estamos à espera [de Ott Tanak]", disse Makinen.

“Não. Quero ver como está a correr a situação. Não sei se o Ott assinou com alguém. Estou a ver o filme e adoro o filme. Vejo muitos atores a jogar no filme e que parecem ser mais espertos que eu e muito melhores que eu.”, disse Adamo à mesma publicação.

Caso se confrme, Tanak seria o companheiro de equipa de Thierry Neuville, enquanto Dani Sordo e Sebastien Loeb alternariam no terceiro carro da marca coreana. Já no lado da Toyota, a marca japonesa espera pelos títulos para poder anunciar Kalle Rovanpera como seu condutor, com Kris Meeke ou Jari-Matti Latvala como seus companheiros. E há quem diga que Sebastien Ogier possa tentar a sua sorte na Toyota em 2020, a sua última temporada como piloto.





sexta-feira, 25 de outubro de 2019

WRC 2019 - Rali da Catalunha (Dia 1)

O francês Sebastien Loeb lidera o Rali da Catalunha, concluídas que estão as seis primeiras especiais desta prova. O piloto da Hyundai tem um avanço de 1,7 segundos sobre Thierry Neuville e 7,6 segundos sobre o espanhol Dani Sordo, noutro Hyundai. Ott Tanak segue logo atrás, na quinta posição, a 21 segundos, logo, não está muito longe do comando. Quanto a Sebastien Ogier, problemas na coluna de direção o fizeram atrasar bastante na geral.

Num dia onde as classificativas em terra eram um exclusivo para todos, o rali começou com a primeira passagem por Gandesa, onde Sebastien Ogier conseguiu ser o melhor, conseguindo 0,7 segundos de avanço sobre Dani Sordo. Neuville era terceiro, a um segundo.

Logo a seguir, na especial de Horta-Bot, Neuville levava a melhor, com Ogier a ter problemas na sua direção assistida e a perder quase 45 segundos, caindo para a 15ª posição da geral. "Tenho de ver o que posso fazer", disse, no final da especial, quando mexia no carro.

Na terceira especial, um misto entre gravilha e asfalto, entre La Fratella-Vilalba, Sebastien Loeb conseguiu levar a melhor sobre Dani Sordo em 2,1 segundos, com Neuville a 3,5 e Ogier a afundar-se ainda mais, perdendo quase três minutos e descendo para a 28ª posição. Sordo aproveitou e passou para o comando, trocando com Neuville, com Tanak agora a 7,5 segundos.

Sordo começou a tarde ao ataque, vencendo na segunda passagem por Gandesa, ganhando 2,7 segundos sobre Teemu Suninen, e 2,8 sobre Sebastien Loeb. Neuville foi apenas quarto, a 3,2 segundos. Loeb depois venceu na especial seguinte, a segunda passagem por Horta-Bot, com Sordo e Latvala igualados a 0,6 segundos. Ogier, já feitas as reparações no seu carro, era nono, a 8,5 segundos, mas só tinha subido para 27ª na geral. Em contraste, Esapekka Lappi, que era sétimo na geral, a 15,7 segundos, ficou parado na classificativa devido a problemas mecânicos.

No final do dia, a segunda passagem por La Fatarella - Vilalba, e os seus 38 quilómetros fizeram mossa na classificação. Sebastian Loeb foi o grande vencedor, e os 8,9 segundos de diferença para o segundo classificado, Kris Meeke, foram suficientes para ficar com o comando do rali. Thierry Neuville foi o terceiro, a 11,2. Ott Tanak foi o quarto, perdendo 18,2, mas Sebastien Ogier, sétimo, subindo seis lugares, para 17º.

Depois dos cinco primeiros, Jari-Matti Latvala era sexto, a 30,1, e Elfyn Evans, o sétimo, a 44 segundos. Teemu Suninen foi o oitavo, noutro Ford, a 51,3 e a fechar o "top ten" estão o Toyota do japonês Katsuta Takamoto e o norueguês Mads Ostberg, a 2.59,8 segundos.

O rali da Catalunha prossegue amanhã, com mais sete especiais.

Locais vs Formula 1: Teremos corrida em Miami?

Quando soube que a Liberty Media tinha feito um acordo com o dono dos Miami Dolphins para construir nos seus terrenos um circuito para acolher aquilo que poderá ser o Grande Prémio de Miami, disse que entre o papel a a realidade ia uma longa caminhada, e que as coisas poderiam ficar pelo caminho. Até discuti esse meu cepticismo com o João Carlos Costa, o narrador da Formula 1 na Eleven Sports, dando como exemplo o inferno que foi ao Inter Miami, o clube de futebol do David Beckham anda a construir para a Major League Soccer, de arranjar um lugar onde ele poderia construir o seu estádio de futebol.

Pois bem, o meu cepticismo tem fundamentos bem fortes. E a ajudar isso foi este artigo da Jalopnik, datado de quarta-feira, onde se fala da polémica entre moradores, que não estão a favor desta corrida nas ruas da cidade mais populosa do estado da Florida, e o pessoal da Liberty Media, que chegaram a propor uma petição... a favor da prova! Tudo isto para saber se em maio de 2021 iremos ou ter os carros de Formula 1 à volta do estádio dos Miami Dolphins.

Como todos sabem, o acordo está feito, mas está sujeito a aprovação do Miami-Dade County Comission, que dirá se ambas as partes cumprem com os requisitos. Mas alguns moradores já lançaram uma petição a pedir o chumbo do acordo, que tem agora... uma contra-petição, da parte dos Miami Dolphins, para permitir que a Formula 1 venha para o seu local, que se pode encontrar no site oficial do Hard Rock Stadium.


Nesse site, existem algumas cartas já escritas, do qual só tem de preencher o nome do interessado, cujo conteúdo é algo como este:

A carta para a Miami Gardens, onde está situado o Hard Rock Stadium.

Caro [coloque nome do receptor]


"Residentes como eu elegem nossos funcionários para fazer o melhor para toda a [nossa] comunidade. No momento, temos o Super Bowl do automobilismo pronto para entrar na nossa comunidade - Fórmula 1. Mas alguns moradores que serão afetados por um curto período de tempo estão tentando pará-lo. Por favor, trabalhe para encontrar uma solução. Recusar grandes eventos como a Fórmula 1 é terrível para a nossa comunidade como um todo. Somos uma comunidade de classe mundial e devemos ser capazes de sediar eventos de classe mundial. Por favor, trabalhe e aprove a Fórmula 1. Vamos precisar desses empregos e do dinheiro [proveniente] do turismo."

E uma semelhante para o Conselho Municipal de Miami-Dade.

"Caro [posição do destinatário vai aqui] [sobrenome do destinatário vai aqui],

Música ao vivo, entretenimento e eventos desportivos oferecem boas oportunidades para nós no sector de hospitalidade (motoristas de Uber para hotéis), obtemos uma renda adicional, pois esses eventos criam uma enorme procura nos serviços de partilhamento de viagens. Durante a semana que antecede um grande evento como o Art Basel ou o Super Bowl, os táxis e os motoristas da Uber serão capazes de ganhar o que normalmente levaria quase um mês para entrar. Como o Grande Prémio de Fórmula 1 em Miami será uma oportunidade incrível para todos nós ganharmos mais dinheiro com mais visitantes na cidade, exorto fortemente que você faça da Fórmula 1 uma realidade para Miami-Dade!"

Sinceramente


As cartas são relativamente agressivas em termos de "defender a sua dama" porque o outro lado também está a levar a sua adiante da mesma forma. De acordo com o jornal "Miami Times", eles irão protestar em todos os jogos da equipa até fevereiro, alturas do Super Bowl, que vai acontecer... em Miami, no Hard Rock Stadium.

Pode-se pensar que tudo isso é uma tempestade num copo de água, especialmente quando o circuito ai ser construído maioritariamente em terrenos privados. Mas eles também querem usar partes de uma importante avenida da cidade, e isso vai mexer com autorizações comunitárias, e caso seja aprovado, irá perturbar o trânsito durante quase uma semana. E isso mexerá com os habitantes, para além do barulho e poluição que poderá causar. E essas coisas poderão pesar mais que todo o dinheiro que possam ganhar com uma realização destas.

A ver vamos. Cenas dos próximos capítulos que serão escritas no próximo ano.