sexta-feira, 1 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali da Finlândia (Dia 1)


O local Kalle Rovanpera é o melhor no final do primeiro dia de um movimentado rali da Finlândia. Completadas as primeiras dez especiais do rali, o piloto da Toyota tem um avanço de 4,9 segundos sobre o segundo, o Hyundai de Thierry Neuville. Terceiro é Adrien Formaux, no seu Hyundai, que está a 7,7 segundos do líder, e não tem muito longe o carro de Takamoto Katsuta, quarto, a 8,1 segundos, num rali onde Ott Tanak foi penalizado em cinco minutos e caiu para as profundezas da classificação geral, e provavelmente, recupera para chegar aos pontos poderá ser muito complicado. 

Depois de um "shakedown" e de uma especial de entrada, em Harju, onde Tanak foi melhor que Neuville por 1,3 segundos, seguido pelos Toyotas de Sebastien Ogier e Kalle Rovanpera, o dia começou com a primeira passagem por Laukaa, onde Sami Pajari foi o melhor, 0,1 segundos na frente de Takamoto Katsuta e 0,4 sobre Kalle Rovanpera. O melhor dos Hyundai foi Neuville, a 0,9, na quarta posição.

Rovanpera ganhou na primeira passagem por Saarikas, 1,6 segundos na frente de Formaux, 2,8 sobre Pajari e 3,1 sobre Neuville. Nessa altura, a liderança ficou nas mãos de Rovanpera, com Formaux a 2,9, depois de ter subido quatro lugares. Rovanpera voltava a ganhar na primeira passagem por Myhinpää, 0,6 segundos sobre Elfyn Evans, 1,1 sobre Adrien Formaux e 1,7 sobre Sebastien Ogier. Gregoire Munster perdeu algum tempo por causa de ter falhado uma chicane. "Pois, ultrapassei uma chicane e fiz um pião para não perder muito. Estou com dificuldades com a traseira, vou tentar resolver. Só confiança, não consigo forçar a traseira. Estou com dificuldades em manter o ritmo. Quando está um pouco solto, é complicado.", confidenciou o luxemburguês, no final dessa especial.


No final da manhã, em Ruuhimäki, Pajari voltou a ganhar, 0,1 segundos na frente de Takamoto, um segundos sobre Neuville e 1,1 sobre Kallr Rovanpera. No final das especiais da manhã, o melhor na geral era Rovanpera, mas tinha apenas um avanço de 4.4 sobre Formaux. E os dez primeiros tinham menos de 30 segundos de diferença, demonstrando que este estava a ser um rali muito rápido.

 "O carro está a voar, por isso é ótimo! Manhã incrível. As etapas estão lindas, estou muito satisfeito com o ritmo e o equilíbrio do carro. Foi uma boa luta com o Kalle.", dizia Formaux, no final desta especial. 

Mesma coisa sobre a etapa e o rali afirmava Ogier: "Saltos enormes, não tão bons para as costas! Curtos, mas intensos. (Loop matinal?) Podia ter sido um pouco melhor, mas é tudo tão apertado e um pouco de hesitação custa. Não é o mais agradável em alguns pontos, mas tentarei melhorar à tarde.", contou.


A tarde começou com a segunda passagem por Laukaa, e com Takamoto Katsuta a triunfar, 0,4 segundos na frente de Neuville, 1,5 sobre Rovanpera e 2,8 sobre Formaux. numa especial onde chovera um pouco antes de começar, prejudicando a condução dos pilotos. Mas o japonês estava feliz. "Isso é bom. As condições não são boas, mas para mim é bom para pilotar. Em alguns sítios, perdi a coragem, não me dediquei o suficiente.", disse. Com isso, Takamoto reduzia a diferença para 3,3 segundos sobre Rovanpera.

Ele respondeu na segunda passagem por Saarikas, onde ganhou a etapa com um avanço de 0,8 segundos sobre Pajari, 1,5 sobre Formaux, 1,9 sobre Neuville e 2,4 sobre Takamoto.


O sueco Oliver Solberg, o inesperado vencedor do rali da Letónia, capotava na especial, por ter atingido uma pedra e acabado na valeta. Felizmente, ambos não sofreram ferimentos, mas o rali terminara para eles. 

Formaux triunfou na oitava especial, a segunda passagem por Myhinpää, acabando empatado com Kalle Rovanpera, com Neuville e Ogier empatados, a 0,8 segundos. Takamoto era o quinto melhor, a 1,5 segundos, seguido por Pajari, a 2,3.

"Estamos a trabalhar no carro entre cada etapa porque o tempo muda de cada vez. Esta etapa está completamente seca. Isto é rali, é normal para nós. Estava a gostar muito, foi pena termos perdido tempo nas últimas curvas, mas de resto foi uma etapa muito limpa.", comentou Formaux.

Neuville acabou por ganhar na segunda passagem por Ruuhimäki, 1,1 segundos na frente de Ogier e Rovanpera, que empataram em termos de tempo, e Pajari era quarto, a 1,3. O final do dia acabava como começou, em Harju, onde Formaux foi o melhor, 0,3 segundos na frente de Neuville.

Rovanpera, que acabou a especial em sexto, perdendo 0,8 segundos, comentou: "Bom dia. Não é nada fácil, não estou na minha zona de conforto, mas estou a esforçar-me bastante. Podemos otimizar muitas coisas. É bom ver tantos fãs aqui, um palco incrível na minha cidade natal."

Já Sebastien Ogier, que foi quarto, a 0,4 segundos, também falou sobre o seu dia na estrada: "Furámos alguns pneus, nada de mais. A aderência foi muito má aqui. Não tivemos um dia mau, mas numa etapa perdemos o compromisso, perdemos um pouco de tempo. Da nossa posição em pista, fizemos um trabalho decente."

No final do dia, a segunda passagem por Harju, Formaux acabou por ser o melhor, 0,3 segundos na frente de Neuville e Takamoto, empatados a 0,3. Ogier fez o quarto melhor tempo, a 0.5, enquanto Rovanpera era sexto, a 0,8. E no final da especial, soube-se que Tanak tinha sido penalizado em cinco minutos pelos comissários, caindo para a 28ª posição. Muito para recuperar nos próximos dois dias.  


Na geral, depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, a 15,7, na frente de outro Toyota, o de Sebastien Ogier, a 17,6. Sétimo é Elfyn Evans, a 26 segundos, na frente do trio de Fords, liderados pelo letão Martins Sesks, a 40,5, seguidos pelo irlandês Josh McErlean, a 1.06,0, e pelo luxemburguês Gregoire Munster, a 1.19,4. 

O rali da Finlândia prossegue no sábado, com a realização de mais oito especiais.

Youtube Rally Video: Quando os Hammond andaram num Rally1

Nas vésperas do Rali da Finlândia, Richard Hammond e uma das suas filhas aproveitaram a ocasião para assistir ao ambiente de um dos ralis mais populares do calendário... e andar a bordo de um deles, nomeadamente o Ford Puma Rally1 do irlandês Josh McErlean, aios pulos e saltos numa das classificativas mais desafiantes do rali.  

Noticias: Verstappen renova com a Red Bull


Max Verstappen anunciou que continuará na Red Bull nas próximas temporadas. As especulações sobre o seu futuro tinham aumentado durante a semana, por causa do despedimento de Christian Horner e do facto de algumas pessoas terem visto perto de Toto Wolff, o líder da Mercedes, fora do "paddock". Assim sendo, na quinta-feira, nas atividades pré-corrida, o piloto neerlandês, tetracampeão do mundo, decidiu acabar com as dúvidas e anunciar que continuará pela equipa de Milton Keynes em 2026.

“Para mim, sempre foi muito claro. E também para o próximo ano. Estamos conversando os planos com a equipa, [sobre] as coisas que queremos mudar para 2026. E isso também significa que ficarei no próximo ano. Se meu barco estiver próximo ao de Toto [Wolff], significa que eles estão apenas próximos. Você pode ter uma relação pessoal com alguém mesmo se não tiver uma relação profissional”, declarou Max ao site da Fórmula 1, ironizando os rumores de um encontro com Toto Wolff, chefe da Mercedes.

No fim de semana em que celebra o seu 200º Grande Prémio, o piloto de 27 anos tem neste momento um contrato que estará válido até 2028, que o tornou no piloto mais bem pago da Formula 1, incluindo bónus de desempenho. Com quatro títulos mundiais, o neerlandês tem também 65 vitórias, 44 pole-positions, 34 voltas mais rápidas e 117 pódios.

As especulações sobre o seu futuro na Red Bull tinham aparecido, além do alegado assédio da Mercedes, também por uma clausula onde a renovação seria automática caso a Red Bull estivesse no terceiro lugar no Mundial de Construtores. Contudo, em 2025, ela está na quarta posição. Mas no Mundial de pilotos, Max é terceiro, apenas atrás dos pilotos da McLaren, Oscar Piastri e Lando Norris, logo, é muito provável que isso tenha vindo a lume como forma de agitar as águas a seu favor. 

quinta-feira, 31 de julho de 2025

WRC (II): Conhecido o novo calendário para 2026


A FIA divulgou hoje o calendário do WRC para 2026, sem grandes novidades. Com 14 ralis, as grandes novidades são o posicionamento de algumas delas, como o Rali do Japão, que vai para o final de maio, trocando com o rali da Sardenha, que agora será para os dias 1 a 4 de outubro.

O campeonato terminará, como este ano, em novembro, com o rali da Arábia Saudita. 

Jona Siebel, representante do WRC Promoter, disse que este calendário é "diversificado e reflete o feedback que tivemos das equipas, pilotos e intervenientes. Pusemos um grande esforço na forma como a sequência das provas pode impactar as lutas desportivas."

O calendário começa entre os dias 22 a 25 de janeiro com o Rali de Monte Carlo, com o rali de Portugal a acontecer entre os dias 7 e 10 de maio.

CPR: Dani Sordo tem um grande desafio na Madeira


Dani Sordo vai focado na vitória no Rali da Madeira, que acontecerá neste final de semana. Ciente de que há pilotos com mais conhecimento de causa, como os pilotos madeirenses, o piloto da Hyundai Portugal terá de se adaptar rapidamente para não perder o comboio do título.

“Bem, é claro que viemos sempre para lutar pela vitória” disse Sordo em declarações à AutoSport portuguesa. “Sabemos que há pilotos com muito mais experiência e há o Kris Meeke, que também já tem muita experiência neste rali e tem um carro que funciona muito bem, creio eu, nestas circunstâncias. Mas também sabemos que os pilotos locais vão ser muito difíceis de bater. Vamos tentar por todos os meios vencê-los”, continuou.

Sordo explicou como se preparou o Rali da Madeira e os desafios que espera encontrar:

“A verdade é que quando enfrentas um rali como este, em que há menos conhecimento, que é muito específico e onde os pilotos locais conhecem as estradas muito bem, talvez tenhas que rever um pouco mais os vídeos, trabalhar um pouco mais nas notas. Eles já têm uma vantagem natural que é o conhecimento das etapas, que no asfalto é muito importante e mais ainda neste tipo de rali que é muito fechado, com vegetação, é muito pouca visibilidade. Então há muitas curvas que tens que ter muito bem anotadas ou conhecer muito bem, porque senão perdes muita velocidade”.

Em relação à concorrência, e de onde virá o maior desafio, o piloto de 42 anos afirma que fazer prognósticos é complicado, salienta a motivação que leva na bagagem para chegar ao topo.

“Vai ser difícil discutir todos os pilotos em geral. É um rali em que os pilotos mencionados e os pilotos locais têm muita experiência, mas, como já disse, vamos tentar lutar por tudo. No entanto, é verdade que não sabemos muito bem onde vamos ficar, então podemos ficar muito à frente ou muito atrás, sem saber”, concluiu.

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário do CPR, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

WRC: Hyundai continua na competição em 2026


A Hyundai confirmou nesta quinta-feira que continuará no WRC para a temporada de 2026. Depois de semanas onde o seu futuro estava aparentemente em dúvida, Cyril Abiteboul confirmou, nas vésperas do rali da Finlândia, que eles continuariam para a próxima temporada. Ele alegou que o desempenho recente melhorado da equipa e o apoio da FIA do lado dos regulamentos contribuíram bastante nessa decisão.

“Temos o prazer de confirmar que a Hyundai Motorsport continuará a participar no Campeonato Mundial de Ralis da FIA em 2026. Esta decisão reflete o forte impulso que construímos nos eventos recentes e o apoio regulamentar da FIA, que nos permitirá continuar a desenvolver o nosso carro Rally1 e manter a competitividade ao mais alto nível. Esta temporada adicional também nos dá tempo para moldar o futuro da Hyundai Motorsport com maior confiança.”, disse Abiteboul.

Do lado da FIA, o seu chefe técnico e de segurança, Xavier Mestelan Pinon, confirmou que o pedido de jokers adicionais veio de todos os fabricantes concorrentes, não apenas da Hyundai:

“Conforme solicitado por todos os fabricantes, permitimos dois novos jokers para que eles pudessem atualizar o carro para o ponto necessário, para que se sentissem confortáveis. Foi algo solicitado não apenas pela Hyundai, mas também pela Hyundai. Eu diria que também cumprimos essa exigência.”

“Não estamos realmente preocupados com isso [futuro da Hyundai no WRC]. Acabamos de anunciar, como vocês viram esta manhã, que o regulamento técnico continuará. Portanto, no momento, não há preocupação de que alguém deva deixar o campeonato”.

Apesar de esta ser uma boa noticia, os observadores afirmam que a falta de um compromisso a longo prazo faz com que este acordo seja frágil e não garantirá continuidade a partir de 2027. Neste momento há  discussões sobre controlo de custos, sustentabilidade e a direção futura da categoria Rally1, e as marcas estarão à espera de mais clareza antes de tomarem decisões para além dessa temporada.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

A imagem do dia






Há 25 anos, a 30 de julho do ano 2000, a imagem de um piloto a chorar agarrado à bandeira do seu país, numa autódromo alemão, comoveu todo o mundo da Formula 1, porque sabia que ele, acima de tudo, merecia aquela vitória. E muitos julgavam que a partir dali, ele poderia ir a caminho de uma carreira cheia de títulos, quando a realidade foi diferente.  

Mas mais que isso, a vitória de Rubinho foi o aliviar de uma pressão que existia desde maio de 1994 e que, provavelmente, condicionou boa parte da sua carreira. 

Nascido a 23 de maio de 1972, em São Paulo, Rubens Barrichello ganhou o nome de "Rubinho" porque, por coincidência, tinha nascido no mesmo dia que o seu pai. Começou cedo a sua carreira, nos karts, antes de em 1990, aos 17 anos, ter ido para os monolugares, na formula Opel Lotus. No ano a seguir, rumou à Formula 3 britânica, onde correu pelo título contra o escocês David Coulthard, conseguindo ser campeão. No final desse ano, decidiu-se contra uma oferta para ir à Formula 1, indo para a Formula 3000, correndo pela Il Barone Rampante, onde conseguiu quatro pódios, sem vitórias, e foi terceiro no campeonato.

Isso causou novo interesse do pessoal da Formula 1, onde acabou por ficar na Jordan. Estreou-se em Kyalami, na África do Sul, e na terceiro corrida, em Donington, andou bem perto... do pódio. Partindo do 12º posto na grelha, no final da primeira volta, tinha passado sete carros e era quarto, apenas atrás de Ayrton Senna, Alain Prost e Damon Hill. Andou boa parte dessa prova no terceiro lugar, aproveitando bem o piso húmido e sabendo trocar de pneus na altura certa. Contudo, a seis voltas do final uma avaria no sistema de pressão de combustível causou o seu abandono, masm mesmo assim ainda se classificou na décima posição. 

A duas corridas do final do campeonato, no Japão, conseguiu os seus primeiros pontos, ao ser quinto. Curiosamente, foi ali que se estreou aquele que iria ser o seu companheiro de equipa para as duas temporadas seguintes, o irlandês Eddie Irvine. 

A temporada de 1994 começou de forma auspiciosa. Um quarto lugar no Brasil seguiu-se um terceiro posto em Aida, no Japão, comemorado fortemente num pódio que tinha Michael Schumacher e o veterano Gerhard Berger. Contudo, na corrida seguinte, em Imola, as coisas poderiam ter acabado muito mal, quando sofreu um acidente na Variante Bassa, a mais de 200 km/hora, batendo contra a barreira de pneus e sofreu uma forte desaceleração. Quando acordou, tinha Ayrton Senna a seu lado, preocupado com o seu estado. Ele recuperararia, mas não iria participar na corrida. Dois dias depois, ele e o resto do mundo iria assistir, horrorizado, ao acidente mortal do seu compatrtiota. O que não sabia era que, as partir daquele momento, o país iria pedir, implorar, para que calçasse o mais rapidamente uns sapatos difíceis de calçar: o de ser o brasileiro campeão, herói dos domingos de manhã, como Senna era. 

Algum tempo depois, em setembro, conseguiu mais um feito: no sábado do GP da Bélgica, em Spa-Francochamps, e aproveitando o tempo instável, com o asfalto húmido, marcou o melhor tempo, e conseguindo, aos 22 anos e 84 dias, ser o mais jovem poleman da Formula 1 até então. E ainda por cima, num Jordan! Com isso, acabava a temporada com 19 pontos e o sexto lugar da geral. 

Ficou na Jordan até 1996, conseguindo mais um pódio, no Canadá. No final desse ano, rumou para a uma nova equipa, a Stewart, esperando que fosse o primeiro piloto da equipa montada por Jackie Stewart, mas fortemente apoiada pela Ford. Um segundo lugar no Mónaco, à chuva, foi o seu melhor resultado, numa temporada marcada por diversos problemas mecânicos. E as coisas não seriam muito diferentes em 1998, com dois quintos lugares. 

As coisas iriam melhorar bastante em 1999. Com Johnny Herbert como companheiro de equipa, voltou aos pódios em Imola, ao ser terceiro, e as constantes colocações nas primeiras filas da grelha pareciam fazer com que as aspirações de vitória pudessem ser concretizadas. Em Magny-Cours, palco do GP de França, ele conseguiu a pole-position, e a corrida aconteceu com chuva. Mas no final, ficou com outro terceiro lugar porque Heinz-Harald Frentzen tinha feito uma estratégia melhor, na sua Jordan.

Mais tarde no ano, em Nurburgring, parecia que iria ter uma nova chance, numa corrida parcialmente à chuva, turbulenta e com os principais candidatos a terem problemas. Mas no final, que fez melhor as coisas... fora Herbert, o seu companheiro de equipa. Ele iria dar a primeira - e única - vitória da Stewart, enquanto Barrichello voltaria a ser terceiro. Mais uma boa chance de vitória, em condições favoráveis a ele, apenas para outros aproveitarem. E ele no pódio, a aplaudir e a receber troféus mais pequenos. 

Contudo, no final dessa temporada, teve a chance que queria: correr por uma grande equipa. Acabaria na Ferrari, no lugar do seu ex-companheiro da Jordan, Irvine - curiosamente, o irlandês iria ficar no lugar de Barrichello, na Jaguar, a substituta da Stewart - onde iria ser o companheiro de equipa de um Michael Schumacher que passara parte da temporada passada fora de combate depois de um acidente no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone.

Rubinho começou bem, com uma pole-position e um segundo lugar na Austrália, mas até ao meio da temporada, com mais cinco pódios e uma pole-position, mas... ainda não tinha ganho. A meio da temporada, tinha 36 pontos, era quarto classificado numa competição entre Ferrari e McLaren e 20 pontos atrás de Michael Schumacher. 

E assim chegamos ao final de semana do GP da Alemanha. 

Ao longo do final de semana, em Hockenheim, o tempo ficou instável e para piorar as coisas, teve problemas de óleo no seu carro, conseguindo apenas o 18º melhor tempo. E para piorar as coisas, fez o tempo usando o carro de reserva cuja prioridade era para... Schumacher. E quando o alemão teve problemas, o brasileiro estava limitado. Resultado final: 3,8 segundos atrás do poleman, David Coulthard.

O dia da corrida estava nublado, mas a pista estava seca. Contudo, a minutos da partida, começou a chover na zona do Estádio, obrigando os pilotos a escolherem os pneus mais adequados, com muitos a ficarem com secos, mas com ajustes nas asas, para o tempo molhado. Quando as luzes se apagaram, a sorte começou a ser favorável ao brasileiro, quando Michael Schumacher e Giancarlo Fisichella, no seu Benetton, se envolvem e acabaram na primeira curva. Atrás, Barrichello partiu ao ataque, passando oito carros na primeira volta, acabando em décimo. Havia uma razão: ele iria fazer duas paragens para reabastecimento.

Os McLaren estavam na frente, com Hakkinen na frente de Coulthard, enquanto o brasileiro subia volta após volta. Demorou cinco voltas até ser sexto e logo depois, tinha passado o Jaguar de Johnny Herbert, para ser quinto. Na volta 12, era quarto, passando o Arrows de Pedro de la Rosa. Depois, mantendo o ritmo, foi buscar o Jordan de Jarno Trulli, tentando chegar a terceiro. Conseguiu apanhá-lo na volta 15, passando-o, antes da primeira paragem para reabastecimento. Por essa altura, tinha feito a volta mais rápida da pista.

Regressando à pista em sexto, o destino, o acaso - ou a sorte - entrou em cena mais uma vez. Na volta 25, um trabalhador da Mercedes entrou na pista com cartazes no seu corpo, reclamando de um despedimento de uma das suas fábricas. O homem, um francês, foi imediatamente retirado da pista, causando a entrada do Safety Car. Boa parte dos pilotos foi às boxes, incluindo os McLarens... mas não Barrichello. Quando a corrida recomeçou, na volta 29, ele pressionou Trulli para tentar o terceiro posto, mas pouco depois, na volta 30, o Sauber de Pedro Diniz e o Prost de Jean Alesi colidiram, causando nova entrada do Safety Car, para limpar os destroços da pista. 

Quase ao mesmo tempo em que a corrida recomeçou... começou a chover em parte da pista, na zona do Estádio. A chuva era ligeira, humedecendo a pista, e colocava dúvidas sobre se valeria a pena colocar pneus de chuva ou não. As coisas pioraram na volta 35, mas quatro pilotos decidiram manter-se na pista. E um deles era Barrichello. Contra as ordens do seu engenheiro, ele menteve-se na pista, com pneus secos. Todos repararam nisto e queriam saber se essa aposta arriscada iria compensar ou não.

Hakkinen tinha colocado pneus de chuva, mas apenas tinha chovido em parte da pista e quando chegava à parte seca, ficava em desvantagem para o brasileiro da Ferrari. Na volta 36, o brasileiro passou-o e começou a afastar-se do piloto da McLaren, e com o passar das voltas, o tempo piorava. Mas não ia às boxes. 

E à medida que as voltas passavam, rumo à meta, parecia que o milagre iria acontecer. 

A chuva caiu ainda mais na última volta, mas Barrichello mantinha-se na pista, acelerando para a meta. No final, não só era o final de um jejum de sete anos de vitórias brasileiras, desde o GP da Austrália de 1993, como era o seu primeiro triunfo da sua carreira. E ainda por cima, como tinha sido apanágio durante a sua carreira, a sua condução tinha sido brilhante, aproveitando as condições instáveis naquele dia. E nisso, ele era realmente muito bom. 

E há muito tempo que todos não tinham visto uma vitória emocionante, e popular. 

CPR: José Pedro Fontes quer triunfar de novo na Madeira


José Pedro Fontes participa novamente no Rali da Madeira, prova a contar para o Campeonato de Portugal de ralis (CPR), e o objetivo é o mesmo: vencer. Correndo com o Citroen C3 Rally2, apesar de este ano ser uma das edições mais competitivas de sempre.

O piloto portuense, campeão nacional em 2015 e 2016, assume sem rodeios o objetivo para esta edição da prova: “Quero, uma vez mais, lutar pela vitória absoluta, tanto nesta prova como no campeonato nacional. Esta será, certamente, uma das edições mais disputadas dos últimos anos, com uma excelente lista de inscritos.”, começou por afirmar. “Venho à Madeira sempre com grande motivação. Não é segredo que esta é a minha prova preferida em asfalto”, reforça.

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário do CPR, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

Noticias: Vasseur continua na Ferrari


O francês Frederic Vasseur, o diretor desportivo da Ferrari, continuará para a próxima temporada. De acordo com algumas informações vindas de Itália, o francês deverá prolongar a sua ligação à Ferrari para lá do final de 2025, num entendimento que estará já alinhavado entre as partes e que aguardará apenas pela assinatura formal.

Apesar de resultados abaixo das expectativas em 2025, e do surgimento no mercado de Christian Horner, agora despedido da Red Bull, Maranello - ou seja, os seus diretores, Benedetto Vigna e John Elkann - decidiu manter a confiança em Vasseur. Contudo, o novo contrato, plurianual, fala-se da inclusão de cláusulas específicas associadas ao rendimento da equipa a partir da temporada de 2026. Com a entrada em vigor do novo regulamento técnico de motores e chassis, o próximo ciclo técnico representará um marco determinante, sendo o francês responsável pela criação da estrutura técnica encarregue de desenhar e executar o novo projeto.

Resta saber até que ponto os novos regulamentos serão favoráveis à equipa de Maranello. Os rumores sobre essa temporada referem que a Ferrari poderá estar algo atrasada em relação aos lubrificantes, que serão o fator decisivo na performance dos motores e poderão prejudicar as aspirações de Charles Leclerc e Lewis Hamilton. 

A formula 1 prossegue neste final de semana no Hungaroring.

terça-feira, 29 de julho de 2025

CPR (II): Teodósio irá lutar por um bom resultado


Ricardo Teodósio e seu navegador, José Teixeira prepara-se para enfrentar mais um desafio importante na temporada: o Rali da Madeira. O piloto do Toyota Yaris Rally2 mostra-se confiante na boa adaptação ao Toyota GR Yaris Rally2, acreditando que as estradas madeirenses podem ser o palco ideal para voltar aos bons resultados nesta temporada.

“Temos boas expectativas para a Madeira. O asfalto é uma superfície onde nos sentimos confortáveis, e as características técnicas dos troços da ilha são desafiantes, mas bastante entusiasmantes. Temos evoluído bem com o carro, e acredito que, apesar da forte concorrência, temos condições para lutar por um bom resultado. Trabalhámos muito na afinação do carro para este rali e queremos aproveitar ao máximo cada oportunidade”, afirmou o piloto.

Já José Teixeira, seu navegador, sublinha a evolução positiva da equipa ao longo da temporada e reforça o foco neste importante momento da época.

“Estamos cada vez mais próximos do nível a que queremos estar. O ambiente na equipa é muito positivo, sentimos o apoio dos nossos patrocinadores e estamos muito motivados. A Madeira é sempre uma prova especial e vamos dar tudo para estarmos entre os da frente.”

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

CPR: Armindo quer o melhor resultado possível no campeonato


Armindo Araújo regressa ao Rali da Madeira com a ambição de alcançar o melhor resultado possível, tanto na classificação geral como no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Considerada uma das provas mais desafiantes e espetaculares da temporada, o Rali da Madeira exige uma preparação meticulosa, e o piloto de Santo Tirso, ao volante do seu Skoda Fabia RS Rally2, está determinado a dar o seu máximo para cumprir os seus objetivos desportivos.

Armindo Araújo encara o Rali da Madeira como “uma das provas mais desafiantes e espetaculares da temporada”. O piloto destaca não só as características únicas das especiais, que exigem grande perícia, mas também o “imenso apoio” que a equipa sente por parte dos espetadores, criando um ambiente inigualável.

Araújo sublinha a importância de um teste a realizar no início da semana para “encontrar a melhor afinação” para o seu Skoda Fabia RS Rally2. O objetivo é claro: “Queremos lutar pelo melhor resultado possível, quer na geral como no CPR, e sabemos que teremos de dar sempre o máximo para que isso aconteça. É isso que vamos fazer”, concluiu. 

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

A imagem do dia





Uma das histórias mais fabulosas da história do automobilismo aconteceu, faz esta segunda-feira 90 anos. A história de um Golias que foi derrubado em casa, perante o seu público por um David que é, ainda hoje é considerado como um dos melhores de sempre. E os oponentes estavam tão convencidos que iriam ganhar que nem sequer arranjaram nem a bandeira, nem o hino do piloto que acabaria por ganhar. Que, por sorte, tinha na sua maleta.

Esta é a estória de Tazio Nuvolari e, provavelmente, a vitória mais espetacular da história do automobilismo no século XX. E de onde, a partir dali, Ferdinand Porsche apelidou-o de "o melhor piloto do passado, presente e do futuro". E este Grande Prémio é "A Vitória Impossivel".

Estamos em 1935, e os carros alemães dominam as pistas europeias. Desde a ascensão de Adolf Hitler ao poder, um dos objetivos é mostrar a superioridade da engenharia alemã. E que melhor lugar que as pistas de corrida um pouco por toda a Europa? Auto Union e Mercedes eram as equipas que, com quase um milhão de "reichsmarks" cada um, subsidiados pelo governo, decidiram montar cada um a sua equipa de automobilismo. No campo da Mercedes, tinham Rudolf Caracciola, Manfred von Brauchitsch e o italiano Luigi Fagioli, enquanto na Auto Union estavam Bernd Rosemeyer, Hans Stuck e outro italiano, Achille Varzi. 

A partir de 1934, começaram a ganhar corridas, e a meio de 1935, dominavam o panorama automobilístico. A única oposição de relevo vinha da Alfa Romeo, que naquele ano, tinham uma equipa com o monegasco Louis Chiron, o italiano Antonio Brivio e sobretudo, Tazio Nuvolari. Já era um veterano - em 1935, já tinha 42 anos! - e os seus carros, o modelo Tipo B, eram geridos pela Scuderia Ferrari, liderados pelo ex-piloto Enzo Ferrari. Contudo, nesse ano, todos já notavam que o carro era inferior às máquinas alemãs - o Alfa tinha 290 cavalos para um motor de 3,2 litros, em contraste com os 375 cavalos dos Mercedes, de 4 litros e os 5 litros dos Auto Union, com a mesma potência - e apenas com a destreza do piloto é que seria capaz de superar, com a ajuda de outros fatores, como a sinuosidade dos circuitos ou o estado do tempo.

O Grande Prémio da Alemanha era, então, a mais importante corrida do ano. Disputado no Nurburgring Nordchleife, os 23 quilómetros de extensão à volta do monte Eiffel eram intimidantes. E naquele final de semana, o tempo não ajudava: molhado e ventoso. Mas cerca de 300 mil espectadores tinham ido para ver a corrida. 

Algo estranho a Auto Union não tinha, em relação à Mercedes: um piloto de ponta. Se eles tinham Rudolf Caracciola, por exemplo, na marca das quatro argolas, Rosemeyer ainda era muito jovem, Stuck era bom, mas não excepcional, e Varzi, italiano, não queria competir com Nuvolari, logo, tinha poder de veto. Para piorar as coisas, ele era viciado em morfina, e isso poderia afetar a sua condução. Logo, ele estava na Alfa Romeo, frustrado por não poder guiar as poderosas máquinas alemãs.  

Os alemães tinham de vencer... ou vencer. A Mercedes tinha cinco carros inscritos, para Rudolf Caracciola, Manfred von Brauchitsch, Hans Geier, um jovem Hermann Lang e o italiano Luigi Fagioli. A Auto Union tinha Hans Stuck, Bernd Rosemeyer, Paul Pietsch e outro italiano, Achille Varzi. 

A ordem de partida para o Grande Prémio fora definida por... sorteio, com o primeiro lugar a ficar com Hans Stuck. Nuvolari ficou com o segundo, Renato Balestero ficou com o terceiro, e o melhor dos Mercedes foi Von Brauchitsch, com o quinto. 

A largada para a corrida de 22 voltas foi péssima para Nuvolari, que caiu para terceiro, atrás de Stuck e Von Brauchitsch. Para piorar as coisas, Brivio não completa a primeira volta e Chiron, sempre discreto, abandona na quinta volta. Em suma, Nuvolari sempre andou sozinho contra os alemães. Contudo, Nuvolari decide manter-se na pista, conseguindo manobrar bem debaixo de chuva, com pneus adequados, e para melhorar as coisas, os carros alemães param mais vezes, chegando ao ponto de, no final da décima volta, ele ser o líder da corrida. 

Foi nessa altura que foi às boxes... e as coisas correram muito mal. No total, ele durou dois minutos e 14 segundos - o que era demasiado, mesmo nesse tempo - e quando regressou à pista, era sexto. E a partir dali, não tinha outra hipótese que andar no limite da pista e das suas capacidades, bem como a do carro. Com isso, começou a recuperar posições, passando os carros alemães, que tinham os seus problemas - Rosemeyer tinha uma fuga de combustível, por exemplo - e no inicio da última volta, era segundo, a 35 segundos de Von Brauchitsch.

Nuvolari sabia que iria apanhar o piloto alemão, mais cedo ou mais tarde, porque ele tinha ainda outro problema: os pneus do seu Mercedes estavam completamente desgastados por causa das condições da pista, e também por causa do ritmo de Nuvolari, do qual acusou a pressão e o obrigou a andar no limite, destruindo os seus pneus. O italiano pressionou, e passou-o facilmente. E para piorar as coisas, Von Brauchitsch furou no gancho Karrusell e perdeu ainda mais tempo, acabando na quinta posição, a mais de seis minutos do vencedor. 

No final, mais de 300 mil espectadores estavam silenciados com o feito de Nuvolari, que tinha deixado Stuck a 2.14 minutos e Caracciola a 3.09. Os organizadores não tinham nem uma bandeira italiana, nem um disco com o hino, e ele forneceu ambos, sem problema algum. No final, a imprensa italiana chamou ao seu feito "A Vitória Impossivel". 

Esta vitória foi, de certa forma, uma vingança a Varzi, por o ter desprezado. Os alemães passaram a olhar para o "Mantuano Voador" com outros olhos, mas foi apenas em 1938, quando Rosemeyer morre, é que tem a sua chance de guiar as máquinas alemãs. Já tem 45 anos, mas tempo suficiente para mostrar o seu talento nas pistas.   

CPR: Meeke andará cauteloso na Madeira


Kris Meeke e a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal preparam-se agora para enfrentar um dos maiores desafios da temporada: o Rali da Madeira, sexta prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2025 e evento também pontuável para o European Rally Trophy, de 31 de julho a 2 de agosto. Depois de uma exibição dominadora no Rali de Castelo Branco, Meeke chega agora à Madeira com os pés assentes na terra, pois em termos históricos, ela não tem sorrido favoravelmente a ele.

Assim sendo, ele olha para a jornada que se avizinha com cautela e com sentido de responsabilidade, pois ele pretende revalidar o título conquistado em 2024. E é essa a sua atitude para o rali:

“A Madeira não tem sido propriamente um terreno feliz para mim. A primeira vez foi em 2009 e foi complicado. Desde então acumulei mais duas participações em que a sorte não esteve do meu lado. Este ano, trago mais experiência e, acima de tudo, um carro que adoro.”, começou por afirmar.

“O GR Yaris Rally2 foi incrível em Castelo Branco, talvez até melhor em asfalto do que em terra. Claro que sei que os pilotos portugueses conhecem muito bem estes troços, pois fazem esta prova há 20 anos, por isso o desafio será enorme. Mas estou muito contente por voltar à Madeira e dar tudo por um bom resultado”, concluiu.

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

domingo, 27 de julho de 2025

Formula E: Cassidy foi o melhor na última corrida do ano


Nick Cassidy, piloto da Jaguar, triunfou na última corrida do ano, que aconteceu este domingo em Londres. O neozelandês ficou na frente do Mahindra de Nyck de Vries e o carro de Sebastien Buemi, numa prova onde os Jaguar dominaram sem qualquer problemas de maior. Oliver Rowland, o campeão, não chegou ao final, enquanto António Félix da Costa, que teve uma péssima qualificação, que o atirou para o final da grelha, fez uma corrida de recuperação e acabou nos pontos, no sexto posto, ajudando a Porsche a ser campeã de Construtores.  

Na partida, Cassidy manteve o comando da corrida, assediado por Gunther e Evans, enquanto Edoardo Mortara andava lento e caindo para o fundo do pelotão. Ele iria ser a primeira desistência da corrida. Rowland, o campeão, era sétimo, enquanto Mitch Evans iria tentar passar Max Gunther para ficar com o segundo posto. Pouco depois, Evans era segundo, e começava a aguentar o resto do pelotão.

Evans perdeu posições na quinta volta, numa altura em que Nico Muller tormou-se no primeiro a ir para o Attack Mode, para na sétima volta, mais alguns terem feito a mesma coisa, entre eles Pascal Wehrlein. Duas voltas depois, Dan Ticktum sofreu um furo e foi às boxes, caindo para o fundo do pelotão. E logo depois, na volta 10, Taylor Barnard e Norman Nato colidiram, acabando na parede e a corrida a ir para Full Course Yellow. Ambos regressaram à pista para tirar os destroços e na volta 11, a corrida regressava à ação.

Na frente Cassidy estava bem na frente, com quase três segundos sobre Nyck de Vries, que perdeu posições quando foi para o Attack Mode. Rowland agora era segundo, mas depois o neerlandês voltou ao seu lugar, ficando no segundo posto e tentando aproximar o mais possível da liderança. 

Na volta 16, no final da reta da meta, Rowland e Muller bateram e acabaram na parede, com danos irreversíveis e a entrada do Safety Car. E estavam precisamente na metade da corrida: 17, em 34. O regresso acontece duas voltas depois, com Evans a ser penalizado por ter andado rápido demais durante o Full course Yellow, caindo para o final do pelotão. no meio disto tudo, Felix da Costa já estava à porta dos pontos, em 11º.

Na frente os Jaguar protegiam-se, com Cassidy na frente de Evans, e Felix da costa a entrar nos pontos. Ambos os pilotos colocaram o Attack Mode na volta 27, com eles nas duas primeiras posições. As coisas ficaram calmas, com Cassidy a conseguir seis segundos de vantagem até se chegar à volta 34, onde a organização deu mais duas voltas. Por essa altura, Evans era pressionado por De Vries e Buemi pela segunda posição. 


No final, Cassidy acabou por ser o vencedor, com Evans a cair para quinto e Ticktum a ficar fora dos pontos, porque tinha levado uma nova penalização. E Felix da Costa conseguia subir ainda mais, passando o carro do seu companheiro de equipa para acabar em sétimo, e conseguindo beneficiar da penalização de Ticktum e assim, acabar em sexto. Wehrlein foi oitavo, e assim acabou o campeonato do terceiro lugar da geral, mas os carros alemães tinham conseguido o título de Construtores. 

E assim acaba mais uma temporada da competição elétrica. Daqui a quatro meses, em São Paulo, haverá mais. 

Formula 1 2025 - Ronda 13, Spa-Francochamps (Corrida)


Depois de duas semanas de "férias" em julho, depois de Silverstone, a Formula 1 chega a Spa-Francochamps com a ideia fixa... nas férias. Na realidade, serão quatro semanas depois de duas corridas seguidas do qual começam agora na em Spa-Francochamps, antes de irem para a Hungria, para quatro semanas de férias e regressarem à ação, em Zandvoort. 

Há quem comece a afirmar que esta temporada já está feita para a McLaren, porque, afinal de contas, tem andado a triunfar desde que George Russell triunfou no Canadá - a última vez que um não-McLaren ficou no lugar mais alto do pódio - mas depois de Max Verstappen ter conseguido passar os McLaren na travagem para Les Combes, no inicio da primeira volta, se calhar descartar Max é prematuro, temos de contar com ele. Mesmo com ele a largar hoje de quarto.

Outro fator a ter em conta é o boletim meteorológico. O clima neste final de semana não anda estável, e as chances de chuva são grandes, mesmo hoje, a poucas horas da largada. Muitos ainda tem em mente o que aconteceu em 2021, quando o pelotão andou atrás do Safety Car por três voltas e parou, de forma definitiva, com os espectadores a reclamarem, não sem alguma razão, para que a corrida fosse cancelada. E ainda por cima, com aquilo que aconteceu no final daquela temporada, lembram-se?


E como se esperava, na hora da corrida, a chuva tinha caído e a pista está molhada. E para piorar as coisas, a visibilidade não é grande coisa e as perspectivas para os próximos minutos tendem para piorar. Houve uma volta de apresentação. onde os pilotos viram como andam as condições e moveram para as boxes. Com a rápida amostragem da bandeira vermelha, os carros recolheram às boxes e os pilotos aguardaram por uma abertura. 

Alguns tratores circulam pela pista para tentar acelerar a seca da pista, mas com a instabilidade meteorológica, começam a ter dúvidas se isso acontecerá num tempo proximo. Contudo, depois de uma hora de incerteza, o tempo amainou e pelas três da tarde, o sol abriu no meio das nuvens e a pista começou a secar. As coisas iriam recomeçar com algumas voltas atrás do Safety Car, e todos com intermédios. E a dúvida era saber se partiriam com "rolling start" ou com partida fica na grelha.

Com "rolling start" e o Safety Car recolhido, a corrida começou na quinta volta, com Norris na frente de Piastri em La Source, mas os pilotos mudaram de posição depois do Radillon, com o australiano na frente. Este começou a afastar-se, com Norris depois a cvomeçar a queixar-se do mau funcionamento da bateria, mas conseguiu manter o segundo posto perante Charles Leclerc e Max Verstappen. Atrás, Lewis Hamilton começava a recuperar lugares atrás de lugares, tentando chegar o mais cedo possível aos pontos.

Por alturas da décima volta, já havia uma linha seca na pista e os McLaren já tinham cinco segundos de vantagem sobre a concorrência, enquanto Max e Leclerc estavam a lutar por terceiro, com o piloto monegasco a aguentar os ataques do neerlandês. E com o passar das voltas, começava-se a falar sobre o primeiro a ir às boxes para trocar para secos. Hamilton, Hulkenberg, Gasly e Alonso foram os primeiros no inicio da 12ª volta. Piastri foi na volta seguinte, seguido por Leclerc, e ambos colocaram médios. Instantes depois, outros como Algon, Bortoleto, Ocon, Colapinto, Antonelli e outros, também foram às boxes, para colocarem médos.

Norris foi às boxes na volta 14, e colocou duros, regressando na segunda posição, a mais de 10 segundos da concorrência. Hamilton, com as paragens, subiu para sétimo, enquanto os Sauber Audi de Hulkenberg e Bortoleto eram nono e décimo, respectivamente. 

A partir dali a estratégia vinda das boxes era esta: levar os pneus até ao fim, se calhar se justificaria a razão pelo qual Norris tenha colocado os duros. Com o passar das voltas, e a corrida a ficar calma em termos de ultrapassagens, excepto na volta 27, quando Norris fez um excesso em Pouhon e perdeu tempo, mais de 1,3 segundos. 

Na parte final da prova, os céus escureceram de novo, mas parecia que não choveria a tempo. Norris aproximava-se de Piastri, chegando a 4,7 segundos a cinco voltas do final. Mas o australiano decidiu guardar até ao fim para poder acelerar e ganhar alguns segundos a Norris, e assim conseguiu o que mais queria: a vitória. Sim, foi uma dobradinha, é verdade, deixando longe o Ferrari de Charles Leclerc e o Red Bull de Max Verstappen.


Continua a haver um duelo entre McLarens, com ambos perto um do outro. Mas agora, em Hungaroring, é ver se será mais do mesmo antes das férias ou os outros terão alguma chance.