domingo, 28 de outubro de 2007

WRC - Rali do Japão, final

E o melhor foi... Mirko Hirvonen. Depois das desitências dos dois principais candidatos ao título, Sebastien Löeb e Marcus Gronholm, coube aos seus companheiros de equipa lutar pela vitória, tendo o finlandês da Ford levado a melhor sobre o espanhol Daniel Sordo, da Citroën.


O Rali do Japão foi uma prova dura, muito dura mesmo. A melhor prova disso foi os pilotos que se classificaram nas posições seguintes. O terceiro classificado foi o norueguês Henning Solberg, num Ford, irmão de Peter Solberg (que desistiu), e os quarto e quinto classificados serem também Fords (o inglês Mattew Wilson, num Ford Stobart, e o argentino Luis Perez Companc, da Munchi)


Outro dos sobreviventes foi Armindo Araújo. No último dia, fez uma prova de esforço, e terminou a prova na segunda posição na categoria de Produção e décimo da geral, colocando-o na quarta posição do campeonato da Produção, a seis pontos do líder, o argentino Gabriele Pozzo.

Contudo, esse resultado na estrada acabou por ser retirado na secretaria, pois algumas horas mais tarde, a organização do Rali comunicava que Araújo tinha sido desclassificado, devido ao facto do seu carro não ter uma barra das longarinas, que são obrigatórias por razões de segurança. Que azar!

WSR - Barcelona, Corrida 2

Com o título decidido a favor de Alvaro Parente, a última corrida deste ano da World Series by Renault, no Circuito de Monmeló, nos arredores de Barcelona, foi mais para o espectáculo. E assim sendo, o inglês Ben Hanley ganhou despudoradamente esta corrida, dando avanço aos seus adversários: o francês Bernard Baguette e o espanhol Nuñez.


Quanto aos portugueses, foram duas exibições tranquilas para Alvaro Parente e Filipe Albuquerque, com o piloto de Coimbra a levar a melhor sobre o novo campeão da categoria, terminando respectivamente na quinta e sexta posições, atrás do quarto classificado, o sérvio Milos Pavlovic.


E agora que a temporada acabou, espero que ambos continuem a brigar no ano que vêm, de perferência na GP2!

sábado, 27 de outubro de 2007

WSR - Barcelona: Alvaro Parente é campeão!

Finalmente! O português Alvaro Parente tornou-se esta tarde no circuito de Montjuich, campeão 2007 das World Series by Renault! Ao acabar na terceira posição da primeira corrida do fim de semana no circuito espanhol, e vendo o seu mais directo adversário, o inglês Ben Hanley, não conseguir pontuar, o português aumentou a vantagem para 35 pontos, alcançando automáticamente o ceptro máximo.

Depois de ficar na segunda posição da grelha, atrás do mexicano Salvador Duran, o português manteve a mesma posição na parte inicial da corrida, mas fez uma corrida calculista, sabendo que Ben Hanley estava no fundo da grelha. Depois de ir às boxes, caiu para terceiro, e assim acabou a corrida, atrás do vencedor, o espanhol Miguel Molina, e de Duran.

Quanto a Filipe Albuquerque, teve uma má corrida. Com problemas de pneus e de asa, acabou na 13ª posição, vendo o seu mais directo adversário na luta pelo terceiro lugar, o sérvio Milos Pavolvic, acabar a corrida na quarta posição, ficando definitivamente com o terceiro lugar da classificação geral. A última corrida desta competição acaba amanhã.

O novo anuncio de Lewis Hamilton!

Apesar de não ter ganho o título mundial, ninguém lhe tira a Lewis Hamilton a reputação de ser o melhor estreante de todos os tempos! E claro, a reputação nas pistas significa ganhos em publicidade, dando a cara em anuncios, ou como chamam no Brasil, ser o "garoto-propaganda". Pois bem, graças aos acontecimentos de Interlagos, eis o novo anuncio para uma marca de pilhas!


P.S: "Amarelada" é o equivalente brasileiro à nossa "cagada"...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Conheça os melhores do ano na Formula 1!

Felipe Maciel, Ron Groo, Bernardo Brecht e Rodrigo Lara armaram uma ideia excelente, que foi o de organizar o Oscar Formula 1, um prémio para escolher os melhores do ano. Existem várias categorias, como as de melhor piloto, melhor director, melhor corrida, até... melhor curta metragem de animação!


Os prémios serão entregues no dia 4 de Dezembro, numa "cerimónia" abrilhantada por Ron Groo. Até lá, vão ao blog do Maciel e coloquem lá o vosso voto!

WRC - Rali do Japão, Dia 1

O primeiro dia do Rali do Japão foi fértil em surpresas, e uma delas tem a ver com o campeonato! Marcus Gronholm, o actual lider do Mundial, desistiu por despiste, na quarta especial do dia, e agora pode perder a liderança para o seu maior rival, o francês Sebastien Löeb, caso este termine a prova, pelo menos, no pódio.


Numa prova feita à medida para a Ford, o actual lider, Mirko Hirvonen, está na frente, com Löeb logo atrás, a 10.3 segundos. Mas o francês está a ser assediado por outro Ford, o de Jari-Mari Latvala, que está na terceira posição. Logo a seguir vem o outro Citroen, do espanhol Dani Sordo, mas este está distante dos três primeiros.


Quanto ao resto da concorrência... já não há Subarus, depois da desistência de Chris Atkinson, por despiste e do grave atraso por parte de Petter Solberg, devido a uma grave avaria na caixa de velocidades.


Por fim, falo da Produção. O português Armindo Araújo foi hoje protagonista de algo inédito no Mundial, desde o ingresso do WRC: foi o primenro piloto de um carro de Produção a ganhar uma classificativa à geral! Neste momento é terceiro classificado da classe e 13º da geral, a pouco mais de 1minuto de dez segundo do líder, o japonês Fumio Nutahara. O rali prossegue na próxima madrugada.

O piloto do dia - Stuart Lewis - Evans

Hoje em dia, poucos sabem quem foi ele. O que é uma lástima, pois estamos a falar de um dos mais promissores pilotos britânicos do seu tempo. A sua meteórica carreira na Formula 1, que durou somente duas épocas, só o foi devido ao seu acidente mortal na sua última prova do campeonato desse ano, em Marrocos, e que levou mais tarde à decisão de Tony Vanderwell de retirar a sua equipa, a Vanwall, da Formula 1. Quarenta e nove anos depois da sua morte, recordo-vos Stuart Lewis - Evans.


Nasceu a 20 de Abril de 1930, na cidade inglesa de Luton. De aparência baixa e frágil, poucos acreditariam que ele seria um excelente piloto de automóveis. Mas quando começou na formula 3, em meados dos anos 50, começou a impressionar os donos das equipas. Em 1957, estava a correr na Connaught, uma equipa pequena, que corria na Formula 1. A equipa tinha sérios problemas de financiamento, que levaria mais tarde à sua falência, mas até lá, deu a Lewis-Evans um carro para ele na corrida do Mónaco. E foi aí que começou a impressionar: batido apenas pelos Maseratis de Juan Manuel Fangio, Tony Brooks e Masten Gregory, foi quarto classificado. Isso chamou a atenção de Tony Vanderwell, dono da equipa Vanwall, que precisava de um substituto para Stirling Moss, na corrida seguinte, em Reims.


Lewis-Evans desistiu nessa corrida, mas ficou na equipa para o resto da carreira competitiva. Contudo, os carros nesse ano não eram fiáveis, e o melhor que conseguiu foi um quinto lugar em Pescara e uma "pole-position" em Monza, terminando a época com cinco pontos e o 12º lugar na classificação geral.


No ano seguinte tinha um programa preenchido: Formula 2 com a equipa BRP (criada por Alfred Moss, o pai de Stirling) e Sport Turismo, com a Aston Martin, para além da Formula 1 com a Vanwall. Todos estes contratos foram arranjados por um jovem conterrâneo de 27 anos chamado Bernie Ecclestone...

A temporada de 1958 com a Vanwall estava a correr melhor para ele. Faz a "pole-postion" em Zandvoort, numa corrida em que não chegou ao fim, e o seu primeiro pódio, um terceiro lugar, foi alcançado na corrida seguinte, em Spa-Francochamps. No Circuito da Boavista, novo terceiro lugar, novo pódio. Mas este seria a ultima vez que terminava nos pontos...


Depois de desistir em Monza, Lewis-Evans esperva acabar melhor no circuito de Ain-Diab, nos arredores da Casablanca, palco do Grande Prémio de Marrocos. Tinha sido terceiro nos treinos, e partia nos lugares da frente, no dia da corrida, a 19 de Outubro, no sentido de ajudar no título mundial de construtores que a Vanwall esperava conquistar. Contudo, na volta 41, a caixa de velocidades emperra a alta velocidade e explode. Os comissários resgatam-no das chamas, mas ele está gravemente ferido. Tentam salvá-lo, repatriando-o nesse mesmo dia para Inglaterra, mas seis dias depois, a 25 de Outubro, Lewis-Evans morre devido às extensas queimaduras. Tinha 28 anos.


A sua carreira na Formula 1: 14 Grandes Prémios, em duas temporadas (1957-58), duas pole-positions, dois pódios, 13 pontos no total.


A sua morte ditou o fim da Vanwall. Tony Vanderwell confiava nele para ser o seu piloto de confiança para as próximas épocas, mas com a sua morte, decidiu que já chegava de Formula 1. Tinha uma saúde frágil, e sabia que tinha alcançado o seu objectivo, e era altura de passar o testemunho a outros, numa altura em que a Cooper de motor traseiro se preparava para dominar o pelotão da Formula 1. Sendo assim, retirou-se no final da época. Quanto a Lewis-Evans, terminou a temporada com uma pole-position, dois pódios e a nona posição do campeonato, com 11 pontos.

Contado, ninguém acredita...

Confesso que fiquei confuso com a mais recente charge deste grande blogueiro Ivan Capelli. Mas depois de ler esta noticia, é que percebo o alcançe da piada. E confesso isto: é preciso ter muita cara de pau!

Noticias - Portugal fora do calendário WRC em 2008

Confesso que não era algo que ficasse surpreendido, pois há algumas semanas atrás, o Rali foi escolhido para o calendário do IRC (uma espécie de II Divisão dos Ralies, criada recementemente pela FIA), mas na passada quarta-feira, em Paris, a FIA escolheu os 15 ralies que iriam fazer parte do calendário de 2008 da competição. E nesses, o de Portugal ficava de fora.

A razão: rotatividade. A ideia da FIA é o de fazer com que alguns dos ralies recebam o Mundial WRC uma vez em cada dois anos. No ano em que não recebem, acolhiam o IRC. É tudo muito giro, mas há um problema: cria ralis de primeira e ralies de segunda. Afinal de contas, Montecarlo, Finlândia e Catalunha e Inglaterra não são afectados, pois não?...


Enfim, eu acho que não gostam de nós. E digo isto porque aparentemente, o nosso rali foi o melhor pontuado do ano. Se foi bom, porque o tiraram do calendário? Vai-se lá saber... Enfim, eis o calendário do WRC em 2008:


24/27 Janeiro - Rali de Montecarlo
8/10 de Fevereiro - Rali da Suécia
28Fev./3 Março - Rali do México
27/30 Março - Rali da Argentina
24/27 de Abril - Rali da Jordânia
16/18 de Maio - Rali da Itália (Sardenha)
29 Maio/3 Junho - Rali da Acrópole (Grécia)
13/15 de Junho - Rali da Turquia
31 Julho/3 Agosto - Rali da Finlândia
15/17 de Agosto - Rali da Alemanha
28/31 de Agosto - Rali da Nova Zelândia
2/5 de Outubro - Rali de Espanha (Catalunha)
10/12 de Outubro - Volta à Corsega (França)
24/26 de Outubro - Rali do Japão (Hokkaido)
28/30 de Novembro - Rali de Inglaterra


Há uma estreia absoluta em ralis: a Jordânia, e um regresso, a Turquia. Para além de Portugal, Australia, Irlanda e Noruega saem do calendário, com um eventual regresso em 2009. Para além disso, "o Conselho Mundial decidiu que as Etapas passarão a ser conhecidas como Dias, pelo que o que era designado por Etapa 1, agora passa a ser Dia 1. De forma a que exista mais equidade na competição, a ordem de passagem na estrada passa a ser ordenada de acordo com a classificação do rali, ao contrário do que sucedia até aqui, que era com a ordem de classificação no Mundial. Para além disso, no final do derradeiro dia de prova, e antes do pódio final, existirá um parque de assistência de 10 minutos, como 'atracção'." (Autosport.pt)


Estes tipos da FIA tem lá as suas ideias...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

GP Memória - México 1964

Na semana passada, passei o tempo todo a recordar-vos de corridas decisivas para o título mundial, que envolviam dois ou mais candidatos ao título. hoje volto a este tema, porque hoje comemora-se mais um aniversário, o 43º, do Grande Prémio do México de 1964, que deu o título mundial à Ferrari e ao inglês John Surtees. E as circunstâncias deste título foram um pouco semelhantes ao que aconteceu este ano: três candidatos, um piloto que tinha vantagem e perdeu, e o companheiro a ceder a liderança para que pudesse ganhar o campeonato.

Antes da corrida mexicana, haviam três candidatos ao título mundial: os ingleses Graham Hill, num BRM, John Surtees, no seu Ferrari com as cores da NART (a representante americana da Ferrari, liderada por Luigi Chinetti) e Jim Clark, no seu Lotus. Na altura, o lider era Hill, com 39 pontos, reforçado com a vitória na corrida anterior, em Watkins Glen. Logo a seguir vinha Surtees, com 36 pontos, e que estava a ter uma ponta final magnifica, com uma vitória em Monza e um segundo lugar em Watkins Glen. Jim Clark estava um pouco mais distante, com 30 pontos, mas ainda tinha hipóteses de alcançar o título. Pelo menos matamaticamente...

No Autódromo da Cidade do México, situado a 2245 metros de altitude, os motores eram menos potentes do que se estivessem ao nivel do mar, o que faria com que aqueles que estavam melhor adaptados conseguissem melhores resultados. E assim aconteceu a Jim Clark, que alcançou a pole-position, alimentando ainda o sonho de renovar o seu título. Logo a seguir fica o americano Dan Gurney, no seu Brabham, e o Ferrari de Lorenzo Bandini. John Surtees era quarto, enquanto que Graham Hill era sexto.

Na partida, Clark e Gurney partem na frente, enquanto que Graham Hill tenta conseguir os pontos necessários para ser de novo campeão. A luta foi intensa até perto do meio da corrida, quando o inesperado aconteceu: Hill atrasa-se e fica fora dos pontos. Assim sendo, Surtees ficava numa posição previlegiada, mas tinha que passar o seu companheiro Bandini para ser campeão. E ainda havia Jim Clark...

O momento decisivo acontece a duas voltas do fim: Jim Clark desiste com problemas de motor, deixando a vitória para o americano Gurney. Bandini, o segundo classificado, tem Surtees atrás de si, e deixa passar o seu companheiro, já que Graham Hill estava muito atrasado. Assim sendo, o campeonato de pilotos fica na Ferrari, através de John Surtees, enquanto que o italiano fica na terceira posição. Nos restantes lugares pontuaveis ficaram o Lotus de Mike Spence, Jim Clark (ainda fica classificado...) e o Ferrari do herói local, Pedro Rodriguez. O que a Scuderia não sabia era que iria ter que esperar 11 anos para conseguir mais um título de pilotos...

"Best off" da temporada

Acabou o campeonato, estamos em época de rescaldo. E isso implica ver vidoes dos "best off" da temporada. Hoje descobri, via Blig do Gomes, um video no Youtube, feito pela cadeia holandesa RTL 7, sobre o melhor e pior da temporada, em todo o seu esplendor. É um video bem montado, onde tem de tudo, até pit-babes... Para o ver, carreguem aqui e gozem a viagem!

O calendário de 2008 está aí

É a versão definitiva do Calendário do Mundial de Formula 1 para o ano que vêm. Vamos ter dezoito provas, com duas estreias: Valencia e Singapura. E no caso asiático, é uma estreia dupla: vai ser o primeiro Grande Prémio da história a ser disputado à noite. O calendário tem uma saída e um regresso: sai Indianápolis e entra Hockenheim, que albergará o Grande Prémio da Alemanha. Já o circuito espanhol vai ser palco do Grande Prémio da Europa, a 24 de Agosto.


Só quero uma coisa: que as dusputas pelo título de pilotos e construtores sejam feitas na pista e não fora dela! E que hajam muitas corridas à chuva... O desenho do calendário veio do Blog do Capelli.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Capelli ataca!

Ui, ui... o Ivan Capelli está excelente! Agora que a temporada acabou, toca a fazer o rescaldo humoristico, pelo menos da corrida de Interlagos. ele avisou que nos próximos dois dias iria andar a colocar uma charge por dia. E a primeira está excepcional...

Director por uma semana

A próxima edição do Autosport vai ser especial: como é uma edição de aniversário, vai ter um director especial: Pedro Lamy. O actual piloto da equipa oficial da Peugeot nas Le Mans Series vai ajudar a escolher as matérias mais importantes, que valem a pena serem destacadas na próxima segunda-feira, data de saída da próxima edição.


"Está a ser uma experiência interessante no ponto de vista do método de trabalho. Mas o maior strsse vai ser no Domingo, dia do fecho do jornal", afirmou o piloto numa declaração ao jornal "Diário de Noticias".


Isso não é novidade no nosso país. Já personalidades como o ex-presidente da República, Jorge Sampaio, (no Correio da Manhã) o cantor David Fonseca e o humorista Nuno Markl (ambos no jornal gratuito Metro), já fizeram isso anteriormente, com bons resultados, pois seriveram para divulgar causas da actualidade (no caso do ex-presidente, teve a ver com a tuberculose). Confesso que estou com curiosidade para saber a capa do jornal. Se o Alvaro Parente for campeão nesse dia, vai ser assunto de primeira página. Se eu fosse director, era...

O piloto do dia - Alessandro Zanardi

Ele fez ontem anos, mas como ainda estamos em tempo de rescaldo da Formula 1 e tenho compromissos profissionais para fazer, não tenho muito tempo para me dedicar às biografias. Mas ainda vou a tempo, acreditem!

Sendo assim, vou começar. Hoje quero falar de um paradoxo: um homem que esteve de passagem pela Formula 1, foi grande em outras categorias, e tornou-se num exemplo para todos, pela sua coragem e vontade de viver. E depois de ver passar a vida à sua frente e de perder uma parte de si, nunca desistiu de lutar e voltar a fazer o que mais gosta: correr. Ele chama-se Alessandro Zanardi.



Alessandro Zanardi nasceu a 23 de Outubro de 1966, (faz agora 41 anos) na cidade de Bolonha, no centro de Itália. Zanardi teve uma irmã, nadadora profissional, que morreu em meados da década de 80 num acidente de viação. Devido a isso, as suas aspirações de competir no automobilismo foram inicialmente opostas para sua familia. Somente aos 13 anos é que começou a competir, nos karts. Em 1988, passou para os monolugares, sendo vice-campeão italiano em 1990.



No ano seguinte, para para o Europeu de Formula 3000, a bordo de uma equipa nova: a Il Barone Rampante. Ganhou na sua prova de estreia, mostrando tudo e todos que era um piloto rápido e vencedor. Ganhou mais uma prova e terminou a época como vice-campeão, atrás do brasileiro Christian Fittipaldi. Isso atraiu a atenção das equipas de Formula 1. No final dessa temporada, Eddie Jordan procurava um segundo piloto, depois das complicações passadas por Bertrand Gachot, e do fenómeno Michael Schumacher. Sendo assim, escolheu Zanardi para a três provas finais do campeonato, não conseguindo melhor do que dois nonos lugares.


Em 1992, torna-se pilotos de testes da Benetton, mas corre durante três corridas pela Minardi, substituindo um acidentado Christian Fittipaldi. Não conseguiu qualificar-se em duas corridas, e na que entrou, acabou por não terminar a corrida. Mas no final dessa época, foi para a Lotus, substituindo o finlandês Mika Hakkinen.



Sendo segundo piloto da marca, não teve muitas oportunidades para brilhar, mas o seu melhor momento foi o sexto lugar no Brasil, que lhe deu o seu primeiro e unico ponto na Formula 1. Ainda foi sétimo no Mónaco, mas durante os treinos de sexta-feira, no circuito de Spa-Francochamps, sofre um grave acidente na saída do Radillon, que causou algumas lesões, que o colocaram fora da equipa até o final da época. O seu substituto foi o português Pedro Lamy.

Em 1994, estava de fora da Formula 1, mas teve que voltar de novo à Lotus, substituindo outro piloto gravemente magoado: Pedro Lamy! O seu desempenho não foi brilhante, e no final da época ficou sem lugar na categoria máxima do automobilismo, devido ao fecho definitivo da Lotus. No ano seguinte, Zanardi esteve em competições de Sport, na sua Itália natal, e parecia que ia ficar por aqui. Mas um convite para correr nos Estados Unidos iria dar um rumo gigante na sua carreira, e na sua vida.



No inicio de 1996, Alex Zanardi assinou pela equipa Chip Ganassi, uma das mais populares da CART, ao lado do americano Jimmy Vasser, que iria ser campeão naquele ano. Rapidamente tornou-se num dos pilotos mais populares do pelotão, ao fazer a "pole-position" na sua segunda corrida da competição, e ganhou a sua primeira corrida no meio do ano. As suas performances fizeram-no acabar na segunda posição do campeonato, empatado com o americano Michael Andretti, e ganhar o título de "Rookie do Ano". No ano seguinte, ganha o primeiro dos seus dois títulos na CART, e repete a façanha em 1998, ganhando ao todo doze corridas nas séries.



Uma dessas vitórias foi memorável por uma razão: uma ultrapassagem de génio, numa das curvas mais difíceis do automobilismo: a curva Saca-Rolhas em Laguna Seca. Na prova de 1996, Zanardi lutava pela liderança com o americano Bryan Herta, e muito perto do fim, o italiano fez a ousada manobra, para espanto dos especialistas e o entusiasmo dos fãs. No final, Zanardi comemorou a vitória com vários piões (ou "donuts"), inaugurando uma maneira de comemorar que se mantêm nos dias de hoje.



No final de 1998, a sua rapidez e popularidade como piloto fez despertar de novo o interesse das equipas de Formula 1. Frank Williams queria um substituto para Jacques Villeneuve, que tinha abandonado a equipa para abraçar o projecto da BAR, e escolheu Zanardi, que assinou por três épocas, tendo como companheiro o alemão Ralf Schumacher. Apesar de boas indicações nos testes de pré-época, a temporada foi má para o italiano. Pouca fiabilidade, aliado a erros de palmatória por parte do piloto italiano (só brilhou em Monza), fez com que ele no final da época acabasse sem pontos. no final de 1999, a Williams decidiu dispensar os seus serviços. Voltava a sair da Formula 1 pela porta pequena.



Depois de tirar um tempo para si em 2000, em 2001 decide voltar para onde ele tinha sido feliz: a CART. Assinando pela Mo Nunn (que fundou a equipa Ensign nos anos 70), não foi um regresso auspicioso. Pouca fiabilidade e mais alguns erros faziam com que este regresso não fosse muito bom. E a 15 de Setembro de 2001, quatro dias depois dos atentados de Nova Iorque e Washington, Zanardi passa pela pior experiência da sua vida.



Na oval alemã de Eurospeedway, em Lauritzring, Zanardi corria o Memeorial 500, e estava a liderar a corrida pela primeira vez naquele ano. Após uma saída das boxes, perdeu o controle do carro e entrou na pista, onde encontrou o carro do canadiano Alex Tagliani, à velocidade máxima. Ambos os carros se desintegraram, mas Tagliani escapou com ferimentos menores.



Em circunstâncias normais, eu estaria a descrever um acidente mortal. Mas não foi. Contudo, as sequelas foram marcantes: perda das duas pernas e mais de quatro litros de sangue. "Mais dez minutos e estaria morto", declarou mais tarde. Depois de uma prolongada recuperação, estabeleceu um plano para... voltar a correr ao mais alto nivel. Desenhou as suas próprias próteses, e no ano seguinte, voltou ao local do seu acidente quase mortal, para fazer as voltas que lhe faltavam naquela corrida, no mesmo modelo. A sua média foi tão alta que, se fosse numa competição a sério, teria dado para fazer o quinto tempo da corrida.



Com estes sinais, voltou-se para os Turismos italianos, começando a competir a sério, a bordo do BMW da equipa de Roberto Ravaglia. Em 2005, vai para o WTCC e torna-se campeão italiano e vence uma corrida do Mundial, em Oberschleben. Correntemente, ainda está na BMW, no WTCC, onde ainda dá espectáculo, e consegue ser um exemplo para todos. E esse exemplo foi demonstrado pela Fundação Laureus, que lhe atribuiu o prémio para o "Regresso do Ano", em 2005.


No final de 2006, voltou a correr num Formula 1, desta vez a bordo de um BMW Sauber, na pista de Valência, onde tirou tempos muito aceitáveis, e após mais uma temporada ao mais alto nível em 2007, a bordo de um BMW do WTCC, vai fazer a Maratona de Nova Iorque, pedalando numa máquina desenhada por si. Um grande exemplo de vida!
Já agora, eis o site oficial: www.alex-zanardi.com