terça-feira, 26 de maio de 2009

Formula 1 em Cartoons - Blog do Mantovani (Mónaco)

O "Pilotoon" desta semana, feita pelo Bruno Mantovani, mostra-nos o que pode ser uma tipica parede da sede da Brawn GP, em Brackley. Numa altura em que se respira confiança, e parecendo que Jenson Button vai a caminho de um improvavel título (pelo menos se dissessem isso em Fevereiro, ririam na cara...), mostra-se também que Rubens Barrichello também é apreciado na sede. Ora reparem:




Descansem pessoal, que ele também vai conseguir ganhar. Nem que seja em Abu Dhabi!

Para quem ainda não viu: o acidente Meira/Mattos na Indy 500




Como já disse antes, não consegui ver as 500 Milhas de Indianápolis este ano via TV por razões profissionais. Mas hoje tive a oportunidade de ver três videos sobre os acidentes que envolveram os pilotos brasileiros na "Brickyard".


Desses três, destaco o mais espectacular, a que envolveu Vitor Meira e Raphael Mattos. O embate entre os dois, a 27 voltas do final, não só causou a intervenção do Pace Car pela última vez, como também fez com que Meira passasse o resto do dia no Hospital Metodista de Indianápolis, devido às fortes dores de costas que sofreu com o impacto. Por aqui que vejo no video, arrastar-se de lado no muro não deve ser pêra doce...

Historieta da Formula 1: Uma noite na prisão

A historieta que se segue mostra que quando um mal aparece, ela nunca vem só. Ou que se não qualificar, não conduza! René Arnoux foi sempre um piloto rápido nos tempos da Renault e da Ferrari, conseguindo dezoito pole-positions ao longo da sua carreira. Mas no GP da Belgica de 1981, uma corrida onde tudo de mal aconteceu, desde um atropelamento mortal de um mecânico da Osella por Carlos Reutmann, até à tentativa de uma greve no inicio da corrida, Arnoux teve graves problemas no seu carro e só conseguiu o 25º tempo, numa grelha onde só entravam... 24 pilotos.




Sem lugar na grelha para o dia seguinte, Arnoux dirigiu-se para o hotel à mesma velocidade que imprimia em pista. Logo, foi mandado parar por uma patrulha belga. O piloto francês, ainda esbaforido por o que aconteceu em pista, descarregou a sua raiva sobre o policia de serviço. Resultado: foi arrefecer a sua raiva na prisão mais próxima, para sair de lá no dia seguinte, depois de pagar a fiança e assistir a corrida via TV. São coisas que acontecem...

O piloto do dia - Silvio Moser

Volto a esta esta rubrica pelo simples facto de hoje passarem 35 anos sobre a morte de um dos muitos pilotos privados que abraçaram uma carreira eclética no automobilismo. No caso deste piloto suiço, tinha duas caractreristicas que o distinguiam dos outros: o seu tipico boné xadrez, que ás vezes o fazia pensar que ele era escocês, e o facto de ter corrido no projecto Bellasi de Formula 1, o projecto suiço que ajudou a desenvolver, sem sucesso. Hoje é dia de falar sobre Silvio Moser.




Nascido a 24 de Abril de 1941 na cidade de Zurique, filho de pais vindos do cantão italiano de Ticino, Moser começou a sua carreira nas provas de montanha, dado que na Suiça, as corridas em circuitos eram proibidas desde 1955. Ao volante de um Volvo, e depois de um Jaguar XK120, Moser começou a dar nas vistas, em 1962 compra um Lotus 20, onde começa a ganhar corridas de montanha, na Suiça e no estrangeiro. No final de 1963, começa a participar em provas de pista.


Em 1964, com um Brabham BT06 pertencente a Charles Voegler, compete na Temporada Argentina de Formula Junior, que contra todas as expectativas, vence a competição, e depois na Formula 3, onde fica em segundo lugar no GP do Mónaco de F3, para além de algumas provas de montanha. Em 1965, combina a Formula 3 com a Formula 2, onde tem como auge uma vitória em Monza.




Em 1966 faz uma temporada mais consistente na Formula 2, a bordo do Brabham BT6 de Charles Voegler. Numa das provas, em Nurbrugring, participa na corrida de Formula 1, mas o carro tinha problemas irresoluveis que não permitiram alinhar na corrida. No ano seguinte, começa o ano na Temporada Argentina de Formula 2, sem resultados de relevo. Quando chegou à Europa, vence em Hockenheim, e Voegle adquiriu um chassis Cooper, com motor ATS, para competir em algumas provas de Formula 1. Foi sexto em Siracusa, numa prova extra-campeonato, e entreou oficialmente em Silverstone, para o GP de Inglaterra. Partindo do último posto da grelha, abandonou na volta 29 com uma fuga de óleo.




No ano seguinte, Voegler decide comprar um Brabham BT20 Repco, ex-carro de fábrica, para Moser, e usou o carro a partir do GP do Mónaco, onde não conseguiu qualificar. Mas na Holanda, Moser leva o carro para a sétima posição da grelha e termina a corrida na quinta posição, a três voltas do vencedor. No final do ano, foi 23º classificado, com dois pontos. Em 1969, Voegler decidiu comprar um Brabham BT24, ex Hulme e que pertencia a Frank Williams, que corria com Piers Courage na Tasman Series.

Foi-lhe colocado um motor Cosworth no chassis e tanques extra para tentar matar a sede do motor de 3 Litros, que consumia mais do que os Repco instalados anteriormente. Tinha asas dianteiras e traseiras, e correu em sete das onze provas do campeonato. Acabou em sétimo em Rouen e em sexto no circuito de Watkins Glen, conseguindo o melhor resultado do ano. Esse ponto conquistado deu-lhe o 16º lugar final.



Em 1970, Moser ambicionou um pouco mais e pediu a Gugliermo Bellasi, um construtor suiço de chassis, que tinha tido algum sucesso na Formula 3, para construir um carro baseado no Brabham BT24, com motor Cosworth. O Bellasi era um carro original em termos de chassis, mas o resto tinha como base o Brabham BT24, como a caixa de velocidades, jantes e suspensões. O carro só ficou pronto em Junho, por alturas do GP da Holanda, mas moser não conseguiu qualificar-se. A mesma coisa aconteceu em França, no GP de Charade, e na Alemanha, em Hockenheim. Somente na Austria, no recém-inaugurado circuito de Zeltweg, é que Moser levou o seu carro para a grelha (no último lugar), mas somente cumpriu treze voltas, devido ao sobreaquecimento do motor. Não tinham um radiador suplente, rachado devido a um acidente no warm-up, e este teve de aguentar até onde pode...

Tentaram de novo em Monza, uma corrida marcada pelo acidente mortal de Jochen Rindt, e a equipa, com pouco dinheiro, não correu nas últimas corridas do ano. No ano seguinte, correu no GP da Argentina, então uma prova extra-campeonato. Moser foi 11º e desistiu na segunda manga da corrida. O Bellasi correu mais uma prova, em Itália, onde apesar de se ter qualificado, não terminou a corrida.


Desiludido com a Formula 1, virou-se para a Formula 2, onde conseguiu algumas boas prestações, incluindo uma boa prestação em Monza. Aliás, o circuito italiano sempre foi a sua "casa" automobilistica, tendo uma atracção por ela. Que o destino se revelou fatal...




No final de 1973, Moser arranja um patrocinador, a Bretscher, e com isso planeia um regresso a tempo inteiro à Formula 1 para 1974, usando um chassis Brabham BT42, que tinha sido usado no ano anterior por Rolf Stommelen. Apoiado pela equipa Bretscher, com uma temporada completa de Formula 2, com um chassis March. A sua corrida de regresso seria em Jarama, palco do GP de Espanha, mas antes disso, a 21 de Abril de 1974 (três dias antes do seu 33º aniversário), iria participar nos 1000 km de Monza, a bordo de um Lola T292, para o Mundial de Endurance. Porém, durante a corrida, a sua sorte acaba e sofre um acidente, ficando gravemente ferido na cabeça e no torax. Transportado para Milão, fica em coma durante mais de um mês até morrer, vitima dos seus ferimentos, a 26 de Maio de 1974, um mês depois de fazer 33 anos.

Fontes:


http://www.silviomoser.ch/
http://en.wikipedia.org/wiki/Silvio_Moser
http://www.grandprix.com/gpe/drv-mossil.html
http://forix.autosport.com/8w/bellasi.html (Bellasi)

O acidente de Latvala, em fotos

Como sabem, o Jari-Matti Latvala venceu este fim de semana o Rali da Sardenha, no seu Ford Focus WRC, naquele que foi o seu primeiro rali do ano e o segundo da sua carreira. Foi um resultado que ele merecia há muito, pois finalmente a sua rapidez inata deu resultado na meta e não acabou numa valeta qualquer, como aconteceu há quase dois meses atrás, em Portugal.


Na altura, meti um video do acidente, filmado de dentro do carro do piloto finlandês. Como sabem, nem ele nem o seu navegador Mikka Anttila sofreram qualquer fermimento, mas isso abalou um pouco o seu amor-próprio. Mas as fotos que recebi há umas semanas atrás, do local do acidente, são impressionantes, pois se pode ver quanto é que o carro andou aos trambolões, até chegar ao local onde chegou...

Espero que agora que voltou ás vitórias, tenha a sua confiança de volta!

GP Memória - Monaco 1974

Quinze dias depois de Nivelles, a Formula 1 chegava à sua paragem mais glamorosa do ano, as ruas do Principado do Mónaco, com o Príncipe Ranier e a Princesa Grace como anfitriões. Os 28 pilotos inscritos eram demasiado para as ruas do Mónaco, apesar das vagas terem sido alargadas para 25. No Principado, Chris Amon estava de volta com o seu próprio carro, na tentativa de ver se os problemas tinham sido resolvidos, enquanto que a Lótus trazia do museu o modelo 72 para Ronnie Peterson, na esperança de resolver os problemas que sofria o modelo 76.


De resto, não havia grandes novidades. Nos treinos, os Ferrari de Clay Regazzoni e Niki Lauda dominaram, ficando com a primeira fila da grelha de partida, com Ronnie Peterson a ser terceiro com o velho 72. A seu lado estava Patrick Depailler, no Tyrrell. Jody Scheckter era o quinto, seguido por Jean-Pierre Jarier, no Shadow-Ford, pelo Hesketh de James Hunt, o Brabham de Carlos Reutmann, o March de Hans Stuck e a fechar o “top ten”, ficou o McLaren de Mike Hailwood. Emerson Fittipaldi era apenas o 13º a largar da grelha, enquanto que outro brasileiro, José Carlos Pace era o 18º seguido pelo Lótus de Jacky Ickx.


De inicio, o Lola-Hill de Guy Edwards e o BRM de Henri Pescarolo não tinham sido qualificados, mas no warm up, Chris Amon e Jochen Mass tiveram acidentes e os seus carros não puderam ser reparados a tempo da corrida. Assim sendo, eles os substituíram, deixando Rikky von Opel, no segundo Brabham, de fora.


Antes da partida, Depailler teve problemas de motor na volta de aquecimento, o que implicou partir no fundo da grelha. Isso fez com que os Ferrari partissem sem problemas e ganhassem algum avanço nos metros iniciais. Jarier era o terceiro e mais atrás era o caos: Dennis Hulme colidiu com o BRM de Jean-Pierre Beltoise, e num espaço apertado, outros vieram a seguir. O Surtees de Pace, o Trojan de Tim Schenken, o Ensign de Vern Schuppan, o March de Vittorio Brambilla, o Shadow de Brian Redman e o Iso – Marlboro de Arturo Merzario. Todos foram eliminados, excepto Schuppan. Brambilla e Schenken. Mas não foram muito longe, pois na volta seguinte, eles estavam todos encostados à boxe.


A corrida prosseguiu com Peterson a atacar Jarier até que o passou na terceira volta. Depois foi ao ataque dos Ferrari. Entretanto, na quinta volta, o BRM de Francois Migault “voa” para as barreiras de protecção, depois dos travões terem falhado. Na volta seguinte, Reutmann, que perseguia Peterson na luta pela terceira posição, bateu no sueco a abandonou na hora. Peterson caiu para a sexta posição, sem danos de maior, e prosseguiu a corrida No final da sexta volta, somente 14 carros estavam a circular nas ruas monegascas. E ainda faltavam 72 voltas para a meta…


Com o andar da corrida, Peterson voltou a ganhar passo e depois de passar Hailwood (que desistiu mais tarde) apanhou Scheckter para o quinto lugar. Na volta 20, Regazzoni despista-se e cai para o quarto lugar, na mesma altura em que Peterson perseguia Jarier, no sentido de o ultrapassar, até que o consegue na volta 25. Feito isto, partiu em busca de Lauda.


Parecia que o austríaco estava fora do alcance de Peterson, mas na volta 33, o motor Ferrari falha, e o piloto da Lótus herda a liderança. Que não mais larga até ao final da corrida, com Scheckter a ultrapassar Jarier para a segunda posição.


Após a meta, com Ronnie Peterson a dar a primeira vitória à Lótus em meio ano, e demonstrar uma segunda vida ao modelo 72, e com Scheckter e Jarier, este no seu primeiro pódio da sua carreira, os restantes lugares pontuáveis foram para o Ferrari de Clay Regazzoni, o McLaren de Emerson Fittipaldi e o Brabham privado de John Watson, no primeiro ponto da carreira para o piloto da Irlanda do Norte.


Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/1974_Monaco_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr241.html

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Formula 1 em Cartoons - Blog do Tuta (Mónaco)

Já não via novidades dele há alguma tempo (mas confesso que não andei à procura...), mas hoje, o Blog do Tuta publicou esta caricatura, provavelmente a profetizar um futuro próximo na Brawn GP... se ninguém os parar, claro!

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport lança-nos uma pergunta, passada que foi a sexta etapa do Mundial de Formula 1: "Button é invencível?" Certamente que não. Basta ver o exemplo mais abaixo, de Sebastien Löeb. Afinal de contas, ele irá ser batido novamente, dentro em brave. Agora, será que vai a tempo de dar a volta a um provavel título mundial de Jenson Button? Provavelmente não...




Outros subtitulos se destacam, como a do bom desempenho da Scuderia "Rossa": "Ferrari renasce e vai dar luta á Brawn". Facto ou wishful thinking? Veremos... onde também se fala dos maus resultados da BMW Sauber e da Toyota, que se afundam na tabela.


Para terminar, fala-se do WRC, no Rali da Sardenha, onde por fim, Sebastien Löeb foi batido pelos Ford Focus de Jari-Mari Latvala e Mikko Hirvonen: "Latvala acaba com série histórica de Löeb". Agora falta ler o conteúdo...

Noticias: Cosworth confirma fornecimento a quatro equipas

O jornal alemão Auto Motor und Sport afirma hoje na sua edição que a preparadora de motores Cosworth já terá recebido o depósito com vista a aquisição dos seus motores para a temporada de 2010. Uma delas é a USGPE, de Ken Anderson e Peter Windsor, e as outras duas poderão ser as espanholas Campos Racing e Epsilon Euskadi.

Até agora, ninguém confirmou ou desmentiu tal noticia, mas Windsor disse este fim de semana no Mónaco que terão chegado a um acordo com um construtor para fornecimento de motores, deixando fortes indícios de que a Cosworth terá sido a escolhida. Caso se confirme este fornecimento, seria o regresso do preparador à Formula 1, que forneceu motores pela última vez em 2006, mais concretamente à Toro Rosso.

Noticias: BMW abandona WTCC?

A agitação que se vive no WTCC em termos regulamentares, principalmente depois da confusão no fim de semana de Pau, em França, poderá ter consequências directas na participação da BMW na competição. A marca alemã pondera o abandono puro e simples da competição.


"Na minha opinião, a situação não é sustentável e estamos, neste momento, a examinar a nossa ligação ao WTCC muito seriamente. Sempre estivemos nos carros de turismo de uma ou doutra forma, e continuaremos dessa forma. Mas temos um vasto leque de clientes, pelo que não tem de ser necessariamente uma ligação oficial", afirmou Mario Theissen, director da BMW Motorsport, no fim-de-semana do GP do Mónaco de Fórmula 1.


"Isto não é tanto um problema da Seat, mas um problema da FIA. Tanto quanto nos diz respeito, é uma situação extremamente difícil de resolver. Houve muitas decisões que claramente não foram muito pensadas. Por vezes, após uma corrida, e por vezes durante a corrida, quando os regulamentos foram mudados ou os parâmetros alterados", acrescentou o alemão, alertando que a BMW está já a avaliar outras competições de turismo ou até mesmo o final de uma participação a nível oficial.


"Estamos a analisar as outras categorias de turismos. Se chegarmos a uma conclusão de que um envolvimento oficial não faz sentido em qualquer das categorias, então pode ser um período em que só daremos apoio aos nossos clientes, em vez de sermos nós próprios a competir", concluiu.


Isto pode perigar a própria existência do WTCC, pois caso isso avance, e caso as ameaças da Seat em abandonar a competição devido à instabilidade regulamentar, nomeadamente a regulação dos Turbos, somente resta a Chevrolet como equipa oficial, enquanto que as restantes equipas se manteriam como assistência aos pilotos que participam na Taça dos Independentes.

Para quem ainda não viu: O acidente Zuber/Grosjean na GP2 monegasca




Só agora é que tive acesso ao acidente entre o Andreas Zuber e o Romain Grosjean, que ocorreu ontem à tarde na segunda corrida da GP2 nas ruas de Monte Carlo. O video está no Youtube, mas vi-o primeiro no blog do Diego Maluana, o No Mundo da Velocidade.


O acidente aconteceu a cinco voltas do fim, depois de uma situação de Safety Car provocada pelo abandono do anterior lider, o indiano Karun Chandhok, da Ocean. Numa altura em que os concorrentes se reagruparam, e sabendo que muitos destes pilotos tem mais sangue na guelra do que própriamente cérebro, um acidente como estes, na zona das Piscinas, poderia ter tido consequências mais graves daqueles que veio a ter. Não sei se o Andreas Zuber foi penalizado, mas esta é uma situação que merecia ter sido.


Já agora: foi por causa disso que esta corrida acabou duas voltas mais cedo do que o previsto, com a vitória do venezuelano Pastor Maldonado.

Formula 1 em Cartoons - F1 Database (Mónaco)

Domingo á noite, Segunda de manhã, é sempre altura de vermos os cartoons que o pessoal da Blogosfera anda a colocar para mostrar o fim de semana competitivo num tom mais... ligeiro. O Bruno Santos, do F1 Database, já colocou as suas interpretações das fotografias que andam a tirar no fim de semana monegasco, considerado como o mais glamouroso do ano.

O primeiro tem a ver com Nelson Piquet Jr. O seu acidente no Mónaco aconteceu precisamente 24 anos depois do seu pai lhe ter acontecido o mesmo, com o italiano Riccardo Patrese. Desta vez, em 2009, o contemplado foi Sebastien Buemi. O junior ficou zangado com a atitude do piloto suiço, mas um vereano comissário de pista tem uma opinião diferente sobre o acidente...


O segundo caso tem a ver com a polémica FIA - FOTA. Durante todo o fim de semana, Max Mosley e os contrutores de Formula 1 desdobraram-se em reuniões no sentido de discutir os regulamentos para 2010 e as ameaças da FOTA em se retirar e criar um campeonato paralelo, caso não seja abolido o tecto orçamental, pelo menos para o ano que vem... O caso em questão tem a ver com uma "pergunta indiscreta" sobre o bom gosto do Tio Max, pelo menos em termos da escolha da gravata naquele dia!

domingo, 24 de maio de 2009

Bravo, Hélio! Um brasileiro vence de novo as 500 Milhas de Indianápolis

Pois é. Este Domingo não foi só o GP do Mónaco. Tivemos também as 500 Milhas de Indianápolis, onde este ano se comemora o centenário da pista (mas não da prova, que só vai acontecer dentro de dois anos). Infelizmente não vi a corrida, por motivos profissionais, mas contaram-me que o Hélio Castro Neves conseguiu vencer a prova, mais de dois meses depois de um tribunal o inocentar das acusações de evasão fiscal, e que o colocaria em risco de ficar alguns anos numa prisão americana, para além de ver a sua carreira terminada.


A corrida tinha o piloto brasileiro na "pole-position", e no momento da largada, manteve a dianteira, com Ryan Briscoe e Dario Franchitti logo atrás, mas logo na segunda curva (!) aconteceu a primeira situação de bandeiras amarelas: o braileiro Mario Moraes e o americano Marco Andretti tocaram-se, com o brasileiro a terminar a sua corrida por ali, e Andretti ainda a chegar às boxes e a volta com 61 voltas de atraso, acabando por depois desistir da corrida.


Pouco depois, na relargada, Franchitti passou Castro Neves e ficou na liderança, com Briscoe logo a seguir e o brasileiro na quarta posição. As coisas continuam assim até perto da volta 97, quando Tony Kanaan tem um acidente com o seu Andretti-Green, sem consequências fisicas.


Perto do final da corrida, na volta 173, um acidente grave entre brasileiros (Raphael Matos e Vitor Meira) fez com que este último tivesse que ser transportado para o centro médico do circuito, sofrendo de fortes dores nas costas, devido ao facto do carro ter-se arrastados por algumas dezenas de metros no asfalto do circuito. A corrida só recomeçou na volta 182, apenas a 18 do fim, com Castro Neves na liderança, com Dan Wheldon, da Panther, em segundo, e Danica Patrick em terceiro. Esta ordem se manteve até à bandeira de xadrez, dando ao Brasil a sua sexta vitória na história das 500 Milhas de Indianápolis, tornando-se cada vez mais no pais estrangeiro com mais vitórias. Agora, Helio Castro Neves é tri-vencedor de Indianápolis, depois de ter ganho em 2001 e 2002, desempatando com Emerson Fittipaldi, que já venceu em 1989 e 1993.


No final, depois de comemorar à sua maneira, pendurando-se nas redes de protecção, exclamava: "Muitos amigos e fãs não deixaram de acreditar. Só tenho de agradecer minha familia. Estou sem palavras. Eles ficaram rezando e nunca vou esquecer dessas pessoas", comemorou Castro Neves. "Sou uma pessoa melhor. Tudo está entrando no caminho certo. Não é por que eu tive de passar por isso para ganhar, mas o carro está muito bom, e dou o crédito para todos os outros pilotos", analisou, em declarações captadas pelo site brasileiro Tazio.


E em relação a esta vitória, faço minhas as palavras do Flávio Gomes, quando colocou um post sobre a vitória de um piloto brasileiro na mítica prova americana, depois de Emerson Fittipaldi:

"É a maior volta por cima de um atleta brasileiro em todos os tempos, algo que talvez só tenha paralelo com o que aconteceu com Maurren Maggi e Ronaldo — uma que ficou suspensa por doping um tempão para virar campeã olímpica, outro que arrebentou o joelho três vezes, saiu catando travecos e se transformou em ídolo do Corinthians.


Helinho, dois meses atrás, tinha como perspectiva de vida passar alguns bons anos na cadeia, tamanhas as dimensões do processo movido contra ele nos EUA. Estava fora da Penske, era dado como futuro presidiário, estava condenado à falência. Mas foi inocentado, correu no mesmo fim de semana, chegou o maio das 500, fez a pole e ganhou a prova.


É um espanto, e é muito bacana ver alguém renascer assim. O que aconteceu hoje em Indianápolis, diante de centenas de milhares de pessoas no autódromo e milhões pela TV, é muito mais significativo do que a vitória de Button em Mônaco, do que qualquer resultado no futebol (exceto a vitória da Lusa ontem), do que qualquer outra coisa que tenha acontecido no esporte mundial neste fim de semana. Primeiro, pela importância que as 500 têm naturalmente. Depois, pela incrível história recente de Helinho.
Leite nele, pois!"

Como hoje vi o clube da minha terra a voltar à I Divisão do futebol, acho que de uma certa forma até está a ser um dia feliz para os meus lados. Afinal de contas, gostamos sempre de finais felizes, não é?

Arnaut repete o quinto lugar em Varano

O piloto português Bernardo Arnaut, do qual eu vos apresentei ontem à noite, repetiu esta tarde a quinta posição da véspera na corrida da formula Renault italiana disputada no circuito de Varano, no Norte do pais.




O jovem piloto de 17 anos, que este fim-de-semana disputou apenas a sua segunda jornada nos fórmulas, está a adaptar-se de forma muito consistente ao seu primeiro ano nos monolugares. Apesar de ter começado tardiamente os treinos para este Campeonato, Arnaut já roda ao mesmo ritmo que os pilotos da frente, pelo que terá todas as hipóteses de discutir, corrida a corrida, as primeiras posições, estando agora a 14 pontos do segundo classificado do campeonato.


"No arranque mantive a posição. Os inícios das corridas são sempre mais difíceis para mim pois não consigo tirar partido dos pneus frios. Para além disso na corrida de hoje não estava confiante no carro, pelo que não deu para arriscar, até porque estávamos todos muito dispersos. Cheguei perto do meu companheiro de equipa que estava mesmo à minha frente, mas não deu para passá-lo. Nesta pista é quase impossível ultrapassar ", afirmou.


A próxima ronda do Campeonato realiza-se a 14 de Junho no Hungaroring, na Hungria.

WRC - Rali da Sardenha (Final)

A última etapa do Rali da Sardenha mostrou que, finalmente, o dominio ininterrupto de Sebastien Löeb chegou ao fim, e logo com uma dobradinha da Ford, com Jari-Matti Latvala a vencer o seu segundo rali da sua carreira, e um Sebastien Löeb, que conseguiu chegar ao terceiro posto com maior dificuldade do que se imaginava.

A primeira grande dificuldade do dia para os pilotos foi o pó que se acumulava nas pistas sardas, e que dificultava a visibilidade aos pilotos. Os organizadores recusaram dar 3 minutos de intervalo entre os concorrentes, e todos se queixaram do pó e do tempo perdido com isso. Desta form Jari-Matti Latvala, que era o lider, foi o único que rodou sem qualquer problema, incrementando a sua vantagem e conseguindo o segundo triunfo da sua curta carrreira. "É um grande alívio, e esta vitória significa muito para mim.", referiu o piloto finlandês da Ford, que nos últimos tempos tem vindo a ter acidentes espectaculares na estrada devido aos seus excessos.


Quanto a Löeb, esteve irreconhecível na etapa para quem necessitava de subir um lugar, e demorou três troços para conseguir passar Petter Solberg. Quando tal aconteceu, foi numa altura em que o piloto norueguês teve problemas com a direcção assistida do seu Xsara WRC.



Mas no final, isso tudo foi inutil: os comissários deposrtivos o penalizaram em dois minutos, caindo para a quarta posição da geral. A razão? Daniel Elena, o seu navegador, andou algum tempo na 11ª especial com os cintos desapertados, antes do piloto francês ter imobilizado o seu carro para trocar o pneu furado. Por causa disso, perdeu o terceiro lugar a favor de Solberg. O russo Evgeny Novikov foi quinto, a melhor prestação deste jovem de 18 anos numa prova do Mundial, batendo o britânico da Stobart-Ford Matthew Wilson, que foi sexto num rali demasiado apagado para ele. Mads Ostberg e Henning Solberg fecharam os pontos.

Quanto à categoria de Produção, o qatari Nasser Al-Attyah é o novo lider, depois de ver vencido na Sardenha, no seu Subaru Impreza, batendo o sueco Patrik Sandell, num Skoda Fabia S2000. O português Armindo Araujo acabou a corrida na terceira posição, no seu Mitsubishi Lancer Evo X, e o pódio lhe permite ainda continuar na luta pelo título da categoria.

"O carro dava alguns sinais de cansaço. A estratégia de controlar poderia também dar-nos algo mais, pois os dois primeiros estavam numa luta muito intensa e existia a possibilidade de colhermos os frutos se eles tivessem problemas. Conseguimos mais um bom resultado, que nos permite continuar a lutar pelo título e é isso que vamos procurar fazer até ao final do ano, sabendo que a nossa tarefa não é fácil, pois estamos a lutar com dois campeões do mundo e apoiados por belíssimas equipas. Mas vamos prepararmo-nos o melhor possível para os ralis que faltam, a começar já pela Grécia dentro de três semanas", afirmou.

Fazendo um balanço da temporada que Armindo Araújo está a fazer agora, o piloto de Santo Tirso afimou: "De facto está a ser um ano muito bom. Temos conseguido sempre boas pontuações. Ganhámos a jogar em casa e para além disso conseguimos um segundo lugar em Chipre, terceiro agora na Sardenha e a quarta posição na Noruega e tirando esse rali estivemos sempre na luta pela vitória. Ontem sem o problema com o apoio do braço da suspensão estaríamos na discussão com o (Patrik) Sandell e com o Nasser (Al-Attiyah). Este foi um rali com um ritmo muito elevado e vamos ver como correm as coisas agora na Acrópole, mais um evento muito duro, devido ao calor e aos pisos demolidores, sabendo que queremos lutar pela vitória. Precisamos também que a estrelinha da sorte esteja do nosso lado, pois ao ritmo a que se está a andar qualquer pequeno problema, como o que nós tivemos, pode fazer a diferença", concluiu.

Quanto a Bernardo Sousa, o piloto madeirense, no seu Fiat Punto Abarth S2000, desistiu na última especial do dia devido a um problema com a transmissão, quando seguia na quinta posição na sua categoria.