sábado, 30 de maio de 2015

Youtube Motorsport Crash: O acidente de James Davidson em Detroit


A corrida da USSC Tudor Championship em Detroit acabou mal para o Aston Martin 007, esta tarde, quando nos metros finais, após o final da corrida devido à chuva, ele perdeu o controlo e bateu no camião de socorro da organização, que estava a socorrer outro carro. Houve ainda mais um Porsche envolvido, mas o carro guiado por James Davidson foi o que sofreu mais os estragos.

Aparentemente, o piloto nada sofreu, mas aquele acidente faz lembrar as circunstâncias do que aconteceu com Jules Bianchi em Suzuka.

A foto do dia (II)


Já se sabia desde ontem, mas ainda se vai a tempo de mostrar a nova decoração que o carro numero 21 vai ter em La Sarthe. E é uma homenagem ao carro de 1990, que conseguiu a pole-position, numa das voltas mais rápidas de sempre em Le Mans, e uma aventura arriscada de Mark Blundell para conseguir o melhor tempo, num frágil carro com motor Turbo.

Veremos no que isto vai dar. Mas é sempre bom ver uma equipa a recordar o seu passado.

A foto do dia

O foto de familia dos carros que vão alinhar nas 24 Horas de Le Mans deste ano, com as quatro equipas de fábrica a alinhar na primeira fila.

Esta foto é cortesia do "aniversariante" João Carlos Costa. Acredito que ele esteja mais feliz que pinto no lixo! 

Youtube Racing Crash: o acidente de Lance Stroll em Monza

A segunda corrida da Formula 3 Euroseries em Monza acabou mais cedo esta tarde quando o italiano Antonio Giovanazzi, atual lider do campeonato, e o canadiano Lance Stroll tocaram-se na Curva Grande, acabando o canadiano a bater nas redes de proteção, capotando-o. O acidente foi espectacular, todos saíram ilesos, mas as coisas acabaram com bandeira vermelha. 

Noticia: ACO autoriza Kazuki Nakajima a correr em Le Mans

A ACO e a FIA autorizaram este sábado a presença de Kazuki Nakajima num dos seus carros da Toyota para as próximas 24 Horas de Le Mans, que vão acontecer dentro de duas semanas. O filho de Satoru Nakajima acidentou-se no inicio do mês, durante o fim de semana das Seis Horas de Spa-Francochamps, onde fraturou uma vértebra na coluna cervical e conseguiu recuperar em tempo recorde para alinhar ao lado do suiço Sebastien Buemi e do britânico Anthony Davidson.

"Quero agradecer muito ao staff médico que me ajudou a recuperar tão depressa, não só em Verviers mas também em Nice, e também agradecer ao médico da nossa equipa, o Dr. Bruno Franceschini, e ao fisioterapeuta Beppe Sebastiani. Todos fizeram muito e estou muito agradecido. A minha paixão por Le Mans ajudou e desde o momento do acidente que só pensei em estar presente em Le Mans”, agradeceu Nakajima.

Recorde-se que a Toyota chamou Kamui Kobayashi para o seu lugar em Le Mans, para servir como piloto-reserva, que poderia ser usado caso Nakajima não ficasse em forma para participar na clássica de La Sarthe.  

Youtube NASCAR Crash: Uma piloto zangada


Jennifer Jo Cobb é uma das mulheres que andam no universo da NASCAR, mais concretamente na Craftsman Truck Series, e este fim de semana, na oval de Dover, foi protagonista pelas piores razões. Recebendo um toque por trás do carro de Tyler Reddick (que acabaria por vencer a corrida), Cobb saiu do carro e foi para o meio da pista e acenar para o carro dele, afirmando que iria pedir satisfações.

Contudo, depois do acidente mortal de Kevin Ward Jr, no ano passado, a NASCAR baniu esse tipo de comportamento por óbvias razões de segurança, e Cobb parece que excedeu essa linha. E agora, por causa disso, pode correr o risco de ser penalizada pela organização. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Uma equipa totalmente feminina em 2016

As 500 Milhas de Indianápolis de 2015 já acabaram, mas há quem planeie de antemão para 2016, pois vai ser a altura da centésima edição da corrida no "Brickyard". E entre os que se propõem para a prova, eis a Grace Autosport. Uma equipa totalmente feminina, com diretora, engenheiras e piloto femininas.

A iniciativa é de uma engenheira veterana, Beth Paretta, e terá como piloto a britânica Katherine Legge, e a ideia é a de educar, para além das ambições de ser tão boa como a Penske e a Chip Ganassi. "Vai ser mais do que apenas dirigir uma equipa na corrida, vai ser realmente um plano de longo prazo para conseguir com que mais mulheres fiquem envolvidas nas corridas e, finalmente, envolvidas e interessadas em uma carreira na área CTEM: ciência, tecnologia, engenharia e matemática", afirmou Paretta na apresentação da equipa na passada sexta-feira em Indianápolis.

A experiência de Paretta é grande: em 2012, ajudou a Penske a conseguir o título na Sprint Cup da NASCAR, e dois anos depois, esteve na United SportsCar Championship ao volante da equipa SRT, onde alcançou o título na classe GT.

"Do ponto de vista do negócio, isso é algo que nunca foi feito antes", disse Paretta. "E isso é emocionante. De muitas maneiras, isto vai ser um impulso para a IndyCar como série, um aviso para toda a paisagem automobilistica dos Estados Unidos. Mas, na verdade, isto nunca foi feito em nenhum lugar do mundo. Nós escolhemos a IndyCar a e Indianapolis 500 porque é o maior palco do mundo. Esta é a maior corrida e ele vai ser seguida pela maioria dos telespectadores. Por essa razão, há um monte de empresas que estão procurando fazer parceria com uma equipe que vai trazer mais do que apenas competição", continuou.

"Isto é uma mensagem. Esta é uma iniciativa educativa. Há um monte de empresas que têm uma iniciativa CTEM, e em parceria com uma equipe como a nossa, porque somos mais do que uma equipa, isto é realmente uma iniciativa educacional, e isso é realmente um bom alinhamento porque um monte de empresas estão olhando para alinhar num programa como este", concluiu.

Para Legge, a oportunidade de trabalhar com Paretta e construir uma base maior de participação feminina no automobilismo era um assunto de particular interesse.

"É provavelmente uma das coisas mais emocionantes no qual já estive envolvido," começou por dizer ela. "Estou muito orgulhoso de fazer parte disso. Eu acho que para mim é um projeto de longo prazo. Vai ser, ele vai crescer e vai-se tornar em algo enorme. É algo que eu estou muito apaixonado desde há algum tempo", continuou a piloto britânica de 34 anos.

"Obviamente, competência tem sido a minha vida por mais anos do que eu gostaria de dizer a todos. Realmente, esta é a minha outra paixão e pode até inspirar cinco ou dez jovens mulheres para entrar em assuntos relacionados com o CTEM e podemos marcar pontos no sentido de 'se ela está nisso, então é uma coisa boa.", concluiu.

Veremos no que isto vai dar. Mas é um excelente projeto, e parece que os Estados Unidos estão a marcar uma posição neste campo. Agora resta saber se aparecerão em 2016 para ver o que elas poderão fazer contra um mundo maioritariamente dominado pelos homens.

A(s) foto(s) do dia

Kimi Raikkonen, na última volta do GP da Europa de 2005. Faz agora dez anos que esta imagem aconteceu no circuito de Nurburgring, quando a suspensão frete-direita do seu McLaren não aguentou mais o esforço a que estava sujeito desde meados da corrida, por causa das constantes travagens.

Em 2005, as regras da FIA faziam com que os pilotos andassem com o mesmo jogo de pneus do principio até ao fim, e só poderiam trocar de pneus caso a situação fosse de emergência. A ideia era haver resistência a aumentar a incerteza no resultado, mas colocava os pilotos em perigo por causa de uma exposição excessiva.

Os problemas de Raikkonen começaram no terço final da corrida, mas a McLaren decidiu arriscar, julgando que tudo iria aguentar até à meta, e a diferença para o segundo classificado, então na posse do Renault de Fernando Alonso, começava a diminuir. Era legitimo apostar nos dez pontos do que levar para casa oito, pensando que afinal, as coisas estariam mais seguras do que pensavam e pecassem por excesso. Decidiram pecar por falta, e falharam por pouco menos de uma volta de algo que poderia ter sido a sua terceira vitória consecutiva.

As apostas são assim: por vezes resultam, outras vezes não. Quem lucrou foi Fernando Alonso, que conseguiu dez pontos e foi, imparável, rumo ao seu título mundial.

GP Memória - Europa 2005

Uma semana após o GP do Mónaco, máquinas e pilotos deslocavam-se ao circuito de Nurburgring, na Alemanha, para aquele que iria ser o palco do GP da Europa. Havia novidades na grelha, com o regresso dos BAR-Honda, cumpridos que estavam os dois Grandes Prémios de suspensão que tinham recebido graças à ilegalidade dos carros de Jenson Button e Takuma Sato após a corrida de Imola.

Entretanto, a Red Bull decidiu que a partir do GP do Canadá, o austriaco Christian Klien iria voltar ao carro, fazendo com que este fosse a última corrida de Vitantonio Liuzzi ao volante dos energéticos. 

Também o sistema de qualificação foi modificado. Os pilotos queixavam-se do sistema adotado no inicio da temporada, onde os pilotos contariam os tempos das duas sessões num agregado. Assim sendo, agora, os pilotos dariam uma volta em ordem decrescente, com os BAR e os Minardi a serem os primeiros a entrar. 

Após essa sessão de qualificação, o melhor acabou por ser um piloto da casa: o Williams-BMW de Nick Heidfeld, que conseguia aqui a sua primeira pole-position da sua carreira. Ao seu lado tinha o McLaren de Kimi Raikkonen, enquanto que na segunda fila estavam o segundo Williams de Mark Webber e o Toyota de Jarno Trulli. Quinto na grelha era o segundo McLaren-Mercedes de Juan Pablo Montoya, seguido pelo Renault de Fernando Alonso, enquanto que a quarta fila tinha o Ferrari de Rubens Barrichello e o segundo Toyota de Ralf Schumacher. A fechar o "top ten" estava o segundo Renault de Giancarlo Fisichella e o segundo Ferrari de Michael Schumacher.

Debaixo de tempo claro no dia da corrida, a largada foi abortada momentos antes de começar quando o Renault de Giancarlo Fisichella foi-se abaixo, fazendo com que os pilotos fizessem nova volta de aquecimento. Quando aconteceu a nova largada, Heidfeld e Webber partiram mal, fazendo com que Raikkonen ficasse com o comando da corrida, enquanto que Trulli e Montoya conseguissem passar Webber na primeira curva e serem terceiro e quarto, respectivamente. Mas logo a seguir, Webber travou muito tarde no sentido de ultrapassar Trulli, e ficou na trajetória de Montoya, com ambos a baterem. O australiano abandonou de imediato, com danos na suspensão, enquanto que o colombiano atrasava-se e passava no final da primeira volta no 13º posto.

A confusão na primeira curva tinha prejudicado o Toyota de Schumacher e o BAR de Sato, que tiveram de ir às boxes para substituir as suas asas dianteiras, danificadas devido a colisões. Em contraste, David Coulthard fez tudo bem com o seu Red Bull e acabava a primeira volta no quarto posto.

Poucas voltas depois, a organização decidiu penalizar Jarno Trulli com uma passagem pelas boxes por causa de um atraso dos seus mecânicos, caindo de terceiro para nono. Na volta 9, Barrichello e Heidfeld foram os primeiros a parar, mostrando que estavam leves em termos de gasolina, já que o resto do pelotão pararam apenas a partir da 18ª volta. Nessa altura, Barrichello "trepava" no pelotão e já era quarto classificado, com Montoya logo atrás. Feitas as paragens, Raikkonen era o lider, com um segundo de vantagem sobre Heidfeld e Alonso.

Na volta 30, porém, Raikkonen sofreu um despiste, que colocou Heidfeld na liderança, antes de este parar para o seu segundo reabastecimento. Alonso ganhou tempo, mas manteve o segundo posto, já que Heidfeld era agora terceiro, com Barrichello logo atrás. Com a passagem das voltas, a liderança de Raikkonen tinha chegado aos 15 segundos sobre Alonso, mas algumas travagens no limite estavam a desgastar os seus pneus, que não poderiam ser trocados devido aos regulamentos vigentes nesse ano.

Após a segunda paragem para reabastecimento, na volta 44, Raikkonen estava no comando e a gerir o avanço que tinha sobre Alonso. Mas as travagens bruscas tinham causado vibrações no seu carro, que afetavam a sua suspensão, demonstrando que os pneus começavam a ficar perigosamente degradados. Alonso tentava aproveitar essa situação e foi em busca de Raikkonen, tentando diminuir a diferença. As coisas estavam severas, mas a McLaren decidira arriscar, indo até ao fim, esperando que o carro aguentasse até lá.

À medida que se aproximava do fim, a angustia aumentava, e no inicio da ultima volta, a diferença tinha caido para 1,5 segundos e o finlandês abordava a travagem para a primeira curva quando a suspensão frente-direita cedeu, causando um despiste. Na trajetória para a escapatória, Raikkone quase bateu no BAR de Jenson Button, e acabou na gravilha, entregando o triunfo a Fernando Alonso, que vencia ali pela quarta vez nessa temporada. Hedifeld era o segundo e Barrichello o terceiro, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Red Bull de Coulthard, o Ferrari de Schumacher, o Renault de Fisichella, o McLaren de Montoya e o Toyota de Trulli.   

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A foto do dia

O motorhome da Nissan em Le Mans. O detalhe? Os desenhos foram feitos por um artista português, Ricardo Santos. Originalmente, eles foram para a Racer americana, mas o departamento de comunicação da marca adorou tanto que acabou por adotá-los no seu motorhome.

Sem darmos conta, é mais um português a brilhar em Le Mans este ano. E vamos a ver se os carros nipónicos irão andar bem, pois caso contrário, parece que isto arrisca a ser a unica coisa positiva desta edição.

E quando ao autor em si, caso ainda não conheçam, eis o seu site: http://www.ricardo-car-artwork.com/

Os perigos de Barcelona

Quem seguiu as últimas eleições municipais e autonómicas em Espanha, sabe que houve resultados que abalaram os alicerces do atual bipartidarismo no país de "Don Quijote de la Mancha", com o Partido Popular e o PSOE e perderem mais de trinta por cento dos votos conjuntos a favor de novas organizações e de candidaturas cidadãs, muitas delas apoiadas pelo partido Podemos, de Pablo Iglesias e que é nitidamente de esquerda. Nestas eleições municipais, decidiu apoiar candidaturas cidadãs, e o resultado foi a vitória em Barcelona e uma "quase" vitória em Madrid, perdendo para o Partido Popular por trinta mil votos.

Contudo, mesmo em Madrid, fala-se que eles poderão aliar-se com os socialistas para tirar o poder ao Partido Popular e governar a capital de Espanha, o que seria inédito e lançaria bases para novo ataque ao bipartidarismo nas eleições gerais de novembro, onde tudo poderá acontecer.

Contudo, a vitória da esquerda em Barcelona já começou a causar estragos. E Ada Colau (na foto) a nova alcaide, já anunciou que quer retirar subsídios da câmara ao circuito de Montmeló, palco do GP de Espanha de Formula 1 e da Catalunha de MotoGP. Segundo conta o diário online extraconfidencial.com, apesar da gestão privada, a alcadia afirma que subvencionar a Formula 1 "é uma extravagancia" e "não é uma prioridade".

Contudo, a câmara de Barcelona é uma co-proprietária menor do circuito, com apenas oito por cento, em conjunto com a Generalitat (o governo catalão), que têm 80 por cento, enquanto que o RACC (Real Atomovil Club de Catalunya), fica com os doze por cento que lhe restam. Mas esses oito por cento, segundo conta o Joe Saward, significam 4,4 milhões de euros por ano. Ou seja, graças aos vários proprietários, nem a Formula 1, nem a Moto GP estarão em perigo de correr por lá, mas ficariam com mais dificuldades em cumprir os acordos por parte da FOM, por exemplo, que não é conhecido por ser barato em termos de preço para ter a categoria máxima do automobilismo.

Contudo, o automobilismo e o motociclismo são uma importante fonte de receitas para Barcelona e para a Catalunha. Só em 2014, as receitas diretas rondaram os 41 milhões de euros, muitos deles arrecadados pela própria cidade, que graças aos eventos desportivos, fizeram com que a cidade fosse um dos destinos mais procurados de Espanha. Para não falar das receitas indiretas, com as estadias, comidas e outras atividades dos quais a industria hoteleira sai beneficiada.

É certo que existem prioridades mais urgentes para a cidade, mas considerar os eventos automobilísticos como supérfluos ou perigosos, pode ser um risco de matar uma galinha dos ovos de ouro. Veremos, mas à partida, o impacto será pequeno. 

Rumor do dia: Citroen pode estar para entrar na Formula E

Esta quem me mandou foi o Julio Cézar Kronbauer. O site Worldcar Fans anuncia hoje que a Citroen fez testes secretos num circuito francês com a intenção de entrar na Formula E na próxima temporada, numa aliança com a Virgin. O teste, que aconteceu no passado dia 11, foi feito no circuito de Val D'Or, e envolveu um carro com o sistema CVT de caixa de velocidades, ou seja, um sistema de velocidade contínua.


Apesar do sistema ser por agora proíbido na competição, a Virgin e mais algumas equipas estão a fazer esforços para que Alejandro Agag e a FIA legalizem esse sistema, para poderem colocar nos seus carros. Apesar do teste ter acontecido num carro da Virgin, um responsável da equipa recusou responder à pergunta se a equipa iria colocar duas inscrições na próxima temporada.

Uma coisa é certa: a Citroen quer entrar na Formula E e poderá aproveitar a categoria para promover a sua nova marca, a DS. O anuncio oficial poderá ser feito dentro de um mês, a 27 de junho, que é quando a Formula E terá a sua jornada dupla de final de temporada, em Londres.

Formula E: Justin Wilson vai correr pela Andretti em Moscovo

A Andretti Autosport anunciou esta quarta-feira que o britânico Justin Wilson será o seu piloto em substituição de Scott Speed, na etapa da competição em Moscovo. O piloto britânico de 36 anos, que já andou na Formula 1, mas agora está na IndyCar, está este ano a fazer participações esporádicas na categoria.

"Estou ansioso para fazer minha estréia na Fórmula E com a Andretti", começou por dizer Wilson ao sitio oficial da Formula E. "Eu tenho acompanhado o campeonato desde o início, e é uma competição muito interessante. Eu agradeço a Michael [Andretti] por me dar esta oportunidade. Eu sei que há muito a aprender, mas estou animado sobre este novo desafio e já estou ansioso para o fim de semana do ePrix de Moscovo!", concluiu.

Nascido a 31 de julho de 1978, em Sheffield, Wilson foi campeão da formula 3000 em 2002, antes de ter uma passagem pela formula 1 no ano seguinte, com metade da temporada pela minardi e outra metade pela Jaguar, antes de conseguir um oitavo lugar no GP dos Estados Unidos, em Indianápolis. No ano seguinte, rumou à CART, onde ganhou quatro corridas e foi vice-campeão em 2006 e 2007, antes de passar para a Indycar.

Ali, pela Newman-Haas, venceu uma corrida em Detroit, antes de ganhar mais duas pela Dale Coyne Racing, em 2010 e 2012. No ano seguinte, conseguiu a sua melhor classificação de sempre, um sexto lugar, com quatro pódios, mas sem vitórias. Este ano, depois de sair da equipa, correu pela Andretti nas duas corridas de Indianápolis.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A foto do dia (II)

Esta vi no Facebook do João Carlos Costa. A Toyota sabe vender o seu peixe em Le Mans... e adoraria ter uma miniatura desse camião.

The End: Erik Carlsson (1929-2015)

O sueco Erik Carlsson, um dos pioneiros dos ralis nos anos 50 e 60, morreu hoje aos 86 aos de idade. O piloto sueco encontrava-se internado há alguma tempo devido a uma queda, do qual nunca recuperou devidamente. Três vezes vencedor do Rali de Monte Carlo, entre 1961 e 1963, também venceu três edições do Rali RAC, sempre a bordo de um Saab 96, e tornou-se numa das lendas do automobilismo, bem antes do Mundial de ralis. Para além disso, foi casado por Pat Moss, a irmã de Stirling Moss, e também uma piloto de ralis de respeito.

Aliás, o seu cunhado afirmou certo dia que ele "foi a melhor coisa não mecânica a sair de Trollhattan", que é a sede da Saab.

Nascido a 5 de março de 1929 na cidade sueca de Trollhattan, cedo demonstrou as suas habilidades, o suficiente para em 1955 ir trabalhar para a Saab como piloto de testes da marca. Curiosamente, foi na base de um aperto de mão... 

As suas habilidades fizeram com que fosse a pessoa ideal para experimentar o modelo 92, o primeiro carro da marca sueca, nos ralis locais. O seu primeiro grande resultado foi em 1957, quando venceu o Rali dos 1000 Lagos, ao volante de um modelo 92. Nesse tempo, os ralis eram feitos em termos de regularidade e não na performance dos dias de hoje, e Carlsson aproveitou todas as oportunidades para mostrar ao mundo a capacidade dos carros da sua terra. E vencia ralis com um carro de 36 cavalos... por causa da sua habilidade de travar o carro com o pé esquerdo.

Em 1959, torou-se vice-campeão europeu de ralis, depois de ter sido terceiro classificado num rali em terras portuguesas. Mas os organizadores decidiram penalizar o piloto em 50 pontos porque ele tinha pintado os números... de branco, em vez de ser a preto.

Isso não o impediu de vencer ralis importantes como Monte Carlo ou o RAC com o modelo 93, antes de conhecer e casar com Pat Moss, em 1963. Então, radicou-se na Grã-Bretanha, onde os britânicos o idolatravam, ao ponto de ele ser personagem de ficção em dois livros da saga James Bond, como piloto instrutor que ensinava ao agente secreto técnicas de condução em neve e gelo.

Carlsson abandonou os ralis em 1967, depois de ter vencido o Rali da Checoslováquia com um modelo 96, mas sendo fiel à marca da sua terra, estava sempre presente nos lançamentos dos novos modelos da marca sueca. Viúvo desde 2008, continuava a aparecer em eventos históricos, sempre a bordo dos modelos que o tornaram famoso.