sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Formula E: Seul vai receber uma prova a partir de 2020

A Formula E vai para Seul em 2020. Segundo conta o site e-racing365.com, o acordo foi assinado e durará cinco temporadas, depois de reuniões que começaram em setembro entre a organização e o promotor local.

"Estou empolgado com a perspectiva de levar a Fórmula E a Seul e esta notícia é o primeiro grande passo na direção certa", disse o fundador e CEO da Fórmula E, Alejandro Agag.

“Coréia e Seul, em particular, é um local ideal para sediar um e-Prix e mostrar o melhor que as corridas elétricas tem para oferecer. A Coréia está na vanguarda dos desenvolvimentos voltados para o futuro, liderando o caminho com inovações e reconhecida como um criador de tendências globais no setor automóvel e da tecnologia - sinergias compartilhadas com a visão abrangente e o conceito do campeonato da Fórmula E.", concluiu.

Do lado da organização, eles esperam que mais uma data asiática no calendário posse atrair mais turistas da China e do Japão para poderem assistir a esta corrida, bem como este local possa servir de montra para as inovações tecnológicas que as marcas locais estão a fazer no automobilismo elétrico.

"Este evento mostrará o desenvolvimento contínuo da tecnologia de veículos elétricos, usando a plataforma do automobilismo [de uma forma] empolgante e competitiva", disse Moon Jae Sik, o CEO da JSM Holdings, organizadora do e-Prix de Seul.

"Também contribuirá para atrair turistas da China e do Japão, onde o interesse pelo crescimento do transporte limpo e do automobilismo é alto."

O e-prix de Seul acontece sete anos depois da Coreia do Sul ter recebido pela última vez a Formula 1 no circuito de Yeongam. Ela também será a terceira data asiática que será incluída no calendário, depois de Hong Kong e Sanya, na China. Resta saber onde é que se incluirá, se no inicio do outono, como prova de abertura, ou no inicio da primavera, ainda antes de embarcarem para a ronda europeia.

Formula E: Oliver Rowland vai correr na Nismo

O britânico Oliver Rowland foi o escolhido para correr na Nismo e.dams, ao lado do suíço Sebastien Buemi. A Nissan fez o anuncio na madrugada desta sexta-feira no Japão. A escolha de Rowland acontece depois de inicialmente terem selecionado o tailandês Alexander Albon, antes deste ter sido desviado para a Formula 1, onde vai correr em 2019 pela Toro Rosso.

Rowland já tinha estado nos testes de pré-temporada em Valencia.

"O campeonato da Fórmula E mostra alguns dos melhores pilotos do mundo, e é uma honra ser selecionado pela Nissan e.dams para representá-los na quinta temporada", explicou o piloto britânico.

“Poder trabalhar ao lado de Sebastien [Buemi] também é uma oportunidade incrível. Estou ansioso para me desafiar contra os melhores entre os melhores da Formula E”, concluiu.

Rowland, de 26 anos (nasceu a 10 de agosto de 1992), foi terceiro classificado na temporada de 2017 da Formula 2, estando agora na Endurance, ao serviço da Manor Racing. Já tinha experimentado um carro da Formula E em 2015-16 em Punta del Este, a bordo de um carro da Mahindra, em substituição de Nick Heidfeld. Terminou na 13ª posição da geral.

A Formula E terá a sua ronda inicial a 15 de dezembro, em Riyadh, na Arábia Saudita.




quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Youtube Automobile Presentation: A nova temporada do The Grand Tour

Depois de alguns meses de espera, os Três Estarolas estão de volta. E 18 de janeoro de 2019 parece ser um bom dia para ver um programa de televisão...

W Series: Lista de candidatas deixa Mann furiosa

A noticia de ontem de que a W Series anunciou uma lista de 55 candidatas para os dezoito lugares existentes na sua primeira temporada causou mais ataques por parte de outra mulher-piloto, a britânica Pippa Mann. Na sua conta de Instagram, a piloto de 35 anos continuou a afirmar que a competição só para mulheres-piloto é meio caminho andado para a segregação entre homens e mulheres no automobilismo.

"Esta manhã, estou num estado de profunda tristeza. Na Europa, eles moveram mais um passo na direção da segregação. Milhões de dólares estão a ser gastos, e em vez de um programa para captar jovens talentos femininos, elas estão a ser separadas, forçadas para uma situação onde a sua única oportunidade para correr é sob regras segregadas", começou por dizer na sua conta pessoal.

"Existe muito talento nessa lista. Muitos nomes que não deveriam estar nesta posição. Eu sei que o sistema está quebrado. Mas isto? Isto é o caminho para 'consertá-lo'? Aparentemente, na Europa, eles pensam assim...", concluiu, com uma fotografia dela no circuito de Indianápolis, prova que disputou por cinco vezes na sua carreira.

Mann, que faz carreira em terras americanas, é altamente critica da W Series desde o seu inicio, por considerar que é segregadora. 

Noticias: Lowe defende contratação de Kubica como titular

Paddy Lowe garante que a decisão de contratar Robert Kubica, depois de uma temporada como piloto de testes da Williams, foi a melhor para a equipa inglesa, sublinhando que, como piloto de testes, o polaco de 33 anos conseguiu mostrar o que realmente vale neste momento. 

“Realizámos um processo de avaliação cuidadoso, no ano passado, e escolhemos o Sergey, e foi uma boa decisão. Então o Robert não foi capaz de mostrar o seu melhor. Mas doze meses depois conhecemo-lo melhor, pudemos verificar o que nos pode oferecer e o que pode fazer”, afirmou o responsável técnico da Williams, justificando a sua contratação no lugar de Serguei Sirotkin.

Apesar das dúvidas que referem sobre a sua debilidade fisica - praticamente faz tudo com o braço esquerdo - Lowe desvaloriza essa possibilidade. “Talvez do lado de fora as pessoas possam ter ainda dúvidas, mas ninguém na equipa pensa nisso”, sublinhou o inglês.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Youtube Rally Classic - Os super-carros do Grupo B


Já é o segundo video em pouco tempo que o Antti Kalhola mete no Youtube, e desta vez tem a ver sobre os Grupo B, os super-carros que entre 1982 e 1986 dominaram as classificativas no Mundial de Ralis. Começando como bólidos de quatro rodas motrizes, como o Audi Quattro, acabou quatro anos depois com o Lancia Delta S4, o Ford RS200 ou o Peugeot 205 Turbo e os acidentes em Portugal e na Córsega, este último matando Henri Toivonen e o seu navegador, Sergio Cresto.

São quinze minutos de adrenalina para ver, que vale a pena.

Noticias: W-Series revela lista de 55 candidatas

Já existe uma lista de candidatas para os 18 lugares que a W Series irá ter na sua temporada inaugural. A lista, divulgada pela FIA, mostra 55 mulheres piloto, vindas de várias categorias e com idades entre os 17 e os 32 anos. 

Os destaques são as britânicas Jamie Chadwick, Alice Powell e Sarah Moore, a americana Nathalie Decker, a italiana Vicky Piria, a brasileira Bruna Tomaselli, as espanholas Marta Garcia e Carmen Jordá, a arábe Amnia Al Qubasi, a venezuelana Samin Gomez e a holandesa Beitske Visser.

Muitas vêm desde o karting até aos GT's e troféus locais, passando pela GP3 e a NASCAR. 

A competição anuncia que haverá um "shootout" em janeiro, no Red Bull Ring para escolher as 18 pilotos que farão parte da competição, que servirá de apoio à DTM, com seis jornadas duplas na Europa, a começar em Hockenheim, a 4 e 5 de maio, e a terminar em Brands Hatch, a 10 e 11 de agosto.

WRC: Dani Sordo vai fazer dez ralis em 2019

O espanhol Dani Sordo vai fazer dez ralis com a Hyundai em 2019, anunciou a marca esta quarta-feira. O programa - parcial como teve em 2018 - desta vez será um pouco mais largo, pois nesta temporada, ele participou apenas em sete ralis. Em 2019, só não irá aos ralis da Suécia, Finlândia, Gales e Austrália.

Na temporada que acabou, Sordo, de 35 anos, conseguiu dois pódios - segundo no Rali do México e terceiro no Rali da Argentina - e foi nono classificado, com 71 pontos.

Com esta definição, resta saber se Hayden Paddon irá continuar a correr pela marca coreana. Com Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen com contrato, o neozelandês é cada vez mais o quarto piloto da marca, e não se sabe se rodará com Sordo. Se sim, o seu programa será ainda mais reduzido que foi em 2018, quando participou em sete ralis.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Noticias: Mick Schumacher na Formula 2

O filho de Michael Schumacher vai correr na Formula 2 em 2019 ao serviço da Prema Racing. Mick Schumacher, que venceu em 2018 o campeonato de Formula 3, vai subir à segunda categoria do automobilismo, depois de ter sido especulado que poderia ir para a Formula 1, ao serviço da Toro Rosso.

"Estou realmente ansioso para disputar minha próxima temporada com a Prema na Fórmula 2, um passo lógico no meu caminho desportivo, na minha opinião, porque quero melhorar ainda mais minha experiência técnica e minhas habilidades de direção", começou por dizer Schumacher.

"Para mim, foi muito claro ir para a Fórmula 2 com o Prema. Eu não posso agradecer a família Prema o suficiente pelo que conseguimos juntos como equipa, especialmente neste ano, como continuamos a nos desenvolver juntos. Também estou muito animado para conduzir os testes de Fórmula 2 em Abu Dhabi.", concluiu.

Rene Rosin, diretor da equipe de Prema, acrescentou: "Estamos orgulhosos em receber Mick em nossa operação de Fórmula 2 em 2019", começou por dizer.

"Ele é um piloto extremamente talentoso e dedicado, trabalhar com ele é um prazer e mal podemos esperar para começar essa aventura juntos. Este campeonato não é fácil devido à sua curva de aprendizado para os novatos, especialmente com a introdução do novo carro, mas achamos que Mick tem a maturidade e as habilidades necessárias para fazê-lo.", concluiu.

Schumacher Jr. vai testar entre quinta a sábado no circuito de Yas Marina, no Abu Dhabi, nos primeiros testes de pré-temporada. 

A Prema Racing tem um rico palmarés na segunda categoria ao automobilismo. Levou Pierre Gasly  - agora na Red Bull - ao título da GP2 Series em 2016 e Charles Leclerc - na Ferrari em 2019 - à coroa da Fórmula 2 no ano seguinte. Em 2018, terminou em quinto no campeonato de equipas este ano, com o britânico Nyck de Vries em quarto na classificação de pilotos e o indonésio Sean Gelael na 15ª posição.

O piloto do dia - Principe Bira

Esta segunda-feira, a Toro Rosso anunciou que iria receber o tailandês Alexander Albon, que aos 22 anos de idade e depois de ter sido terceiro classificado no campeonato de Formula 2 deste ano, tornava-se no terceiro piloto do sudeste asiático na Formula 1 neste século, depois do malaio Alex Yoong e do indonésio Rio Haryanto.

Contudo, a chegada de Albon quebra uma ausência de 65 anos de pilotos tailandeses na categoria máxima do automobilismo, e faz despertar a história de um membro da familia real tailandesa que, oitenta anos antes, tinha se mudado para a Europa para seguir uma longa e eclética carreira desportiva, primeiro no automobilismo e depois na vela, tendo sido um de três pilotos que foi aos Jogos Olímpicos, fossem de inverno ou de verão. Hoje, vou falar do Principe Bira.

De seu nome completo Birabongse Bhanudej Bhanubandh, nasceu a 15 de julho de 1914 em Bangkok, no então Sião - que depois seria rebatizado de Tailândia. Bira era filho do principe Bhanurangsi Savangwongse e neto do rei Mongkut, que ficou conhecido pelo musical "O Rei e Eu", na década de 50 do século passado. Bira perdeu a mãe aos doze anos e o pai aos 16, quando ele estava na Grã-Bretanha, a estudar no prestigiado Eton College.

Quando saiu de Eton, para se preparar para estudar em Cambridge, estava na guarda do principe Chula, seu primo, e entre aulas de escultura e desenho - onde conheceu a sua primeira mulher - começou a correr no Riley Imp da equipa White Mouse Racing, montado pelo seu primo. O gosto pelo automobilismo ficou de vez em Bira e em 1935 corria num ERA, conseguindo boas colocações. Dois anos depois, quando Richard Seaman foi para a Mercedes, Bira e Chula compraram os carros que Seaman corria antes, nomeadamente em Delage, e depois um Maserati. Tinha bons resultados nas provas inglesas, mas no continente europeu, não havia chances perante os alemães da Mercedes e da Auto Union.

Com o automobilismo a parar durante a II Guerra Mundial, quando o conflito acabou, em 1945, e as provas recomeçaram, no final desse ano, recomeçou a sua carreira no automobilismo, correndo com ERA e Maserati, especialmente da equipa Enrico Platé. Em 1949, na temporada europeia de Grande Prémio, Bira conseguiu um segundo lugar no GP de França e um terceiro no GP de Itália.

Em 1950, começou o campeonato do mundo de Formula 1, e a bordo de um Maserati 4CLT/48 da Enrico Platé conseguiu um quinto lugar no Mónaco e um quarto na Suíça, acabando a temporada no oitavo lugar, com cinco pontos. Continuou com os Maserati em 1951, mas apenas participou num Grande Prémio. Passando para a equipa oficial da Gordini em 1952, não alcançou resultados de relevo e no ano seguinte, foi correr três provas pela Connaught, também sem resultados. 

Em 1954, aos 40 anos de idade, e depois de ter corrido na equipa oficial da Maserati no GP da Argentina, correu o resto da temporada no Maserati 250F, mas inscrito individualmente. Foi aí que igualou o seu melhor resultado, ao ser quarto no GP de França, a mesma corrida onde os Mercedes se estrearam na Formula 1. No final de 1955, Bira pendurou o capacete.

Aí, dedicou-se a outra paixão, a vela. Em 1956, em Melbourne, começava a primeira de quatro participações e em 1960, em Roma, teve como um dos seus competidores outro ex-piloto de Formula 1, o argentino Roberto Mieres. Nessa competição pessoal, Mieres levou a melhor, sendo 17º, dois lugares mais acima de Bira. A sua última participação foi em Munique, em 1972, quando competiu na classe Tempest, terminando na 21ª e última posição.

Casado por cinco vezes e também um apaixonado pela aviação, Birabongse Bhanudej morreu em Londres na ante-véspera de Natal de 1985, aos 71 anos, vítima de ataque cardíaco no metro de Londres, onde vivia.

Noticias: Pirelli fica na Formula 1 até 2023

A FIA confirmou esta segunda-feira que a Pirelli continuará a ser fornecedora exclusiva de pneus até 2023. No concurso organizado pela FIA, houve a participação da coreana Hankook, mas no final decidiram ficar com a mesma fornecedora de pneus que está na Formula 1 desde 2011, prolongando assim para doze os anos em que ficarão na categoria máxima do automobilismo.

“A Pirelli tem sido uma importante e valiosa parceira da Formula 1 desde 2011”, começou por dizer o presidente e diretor executivo, Chase Carey. “Eles são líderes em fornecer suas capacidades inovadoras. Ela é uma marca premium, uma líder global no automobilismo, e nossa duradoura parceria com eles mostra mais uma vez nosso desejo de alinhar a Formula 1 com o melhor do automobilismo. Estamos satisfeitos por termos chegado a este acordo, o que garante um futuro estável de longo prazo para um componente tão crucial para a Formula 1.”, concluiu.

Já o presidente da FIA, Jean Todt, afirmou-se satisfeito com este acordo. “Estou feliz por ter a Pirelli escolhida para mais um período como fornecedora oficial ao Campeonato Mundial de Formula 1”, começou por dizer. "Isso permitirá que todos nós aproveitemos a experiência ganha desde 2011. Sabemos o quão crucial e difícil é o papel de fornecedora de pneus, especialmente na Formula 1”, concluiu.

O vice-presidente e diretor executivo da Pirelli, Marco Tronchetti Povera, acrescentou sobre este acordo: “É uma excelente notícia que a Pirelli esteja prolongando sua parceria com a Formula 1 até 2023. Este novo acordo prolonga nossa parceria para um total de 13 temporadas na era moderna, sendo que a Pirelli também estava presente em 1950, quando o campeonato foi inaugurado.”

“A Formula 1 é e continuará sendo o topo do automobilismo, é o ambiente perfeito para a Pirelli, que sempre definiu esta categoria como a mais avançada [em termos de] pesquisa tecnológica e laboratório de desenvolvimento.”

O novo contrato ai fazer com que até 2020 a Formula 1 tenha pneus de treze polegadas, para em 2021 subir para as 18 polegadas, algo do qual afastou outros concorrentes como a Michelin.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A(s) image(ns) do dia



Mal ele acabou de correr em Abu Dhabi, Fernando Alonso pegou no avião e descolou rumo ao vizinho Bahrein, para fazer um teste num carro da NASCAR, o de Jimmie Johnson, numa espécie de troca com o piloto americano, que foi experimentar um McLaren em 2014. Alonso, o automobilista, a experimentar coisas novas e vai ser sempre assim no futuro. Só falta a experiência num Formula E, mas creio que isso acontecerá num futuro próximo, com a cumplicidade do seu amigo e compatriota Alejandro Agag.

Este teste acontece no mesmo dia em que se soube que Alonso correrá sob a bandeira da GM em 2019, quer nas 24 horas de Daytona, em janeiro, quer mais tarde, em maio, nas 500 Milhas de Indianápolis, ao serviço da McLaren Racing. Daytona, mais o "Brickyard" e dali a um tempo, Le Mans, vai ser a agenda que o piloto de 37 anos irá ter em 2019. E não será uma agenda leve, como muito pensam: é que no caso do Mundial de Endurance, tem compromissos com a Toyota numa super-temporada que só terminará em junho, em La Sarthe. Portanto, não são apenas três ou quatro corridas, são algumas mais.

Ao contrario de alguns, Alonso é automobilista. Ou seja, tudo que tenha quatro rodas e um volante é um desafio que vale a pena ser experimentado. São desafios para ele, que aceita e vai experimentar. É certo que a Tripla Coroa é um belo desafio, e já têm dois deles. E por causa disso, conseguiu atrair mais adeptos, que agora já não vêm mais como o egoísta dos primeiros tempos, na Renault, onde parecia ser o buraco negro que sugava a equipa à sua volta. De uma certa forma, os eventos na McLaren, desde o fracasso da associação com a Honda, o fez descer à terra, e a idade o fez também amadurecer a sua mentalidade para abrir novos horizontes. E ele já entendeu que prefere ter uma carreira longa e eclética.

Vai ser interessante seguir Alonso no ano que vêm. E tenho a certeza que imensos o irão seguir, onde quer que ele irá.

Youtube Formula 1 Video: As comunicações por rádio de Abu Dhabi

O último fim de semana do ano, em Abu Dhabi, teve alguns momentos interessantes, e o canal oficial da Formula 1 mostrou-os no seu canal do Youtube. Agora, só em 2019.

Noticias: Albon confirmado na Toro Rosso

Está confirmado: a Toro Rosso anunciou esta tarde que o tailandês Alexander Albon será o seu piloto para 2019, em substituição de Brendon Hartley. O tailandês, segundo classificado no mundial de Formula 2, correrá em 2019 ao lado do russo Daniil Kvyat.

"É uma sensação incrível saber que estou na Fórmula 1 na próxima temporada. Ao longo da minha carreira nos monolugares passei por alguns altos e baixos. Fui eliminado pela Red Bull em 2012, então já sabia que o caminho para a Fórmula 1 ia ser muito mais difícil, [mas] trabalhei muito e tentei impressionar em todas as vezes que entrei no carro. Tenho que agradecer muito à Red Bull e ao Dr. Marko por acreditar em mim e me dar uma segunda chance. Eu sempre fui louco pelo automobilismo e desde que entrei em um carro, meu sonho era estar na Fórmula 1. Receber essa oportunidade é simplesmente incrível”, disse Albon no comunicado oficial da marca.

Franz Tost comentou sobre a contratação de Albon, afirmando que ele é jovem e competitivo, e com Kvyat, fará uma excelente dupla.

"Alexander teve em 2018 uma impressionante temporada na Fórmula 2. Ele venceu quatro corridas e terminou em terceiro no campeonato. A maneira como ele é capaz de superar muitos de seus rivais nas corridas mostra que ele está pronto e amadurecido para correr na Fórmula 1. A Scuderia Toro Rosso está muito ansiosa para 2019, já que com Daniil e Alex teremos dois pilotos jovens, muito fortes e competitivos", concluiu.

Filho de pai britânico - Nigel Albon também é piloto - e mãe tailandesa, Albon, de 22 anos (nascido a 23 de março de 1996), passou pela Formula 3 europeia em 2015 e pela GP3 no ano seguinte, acabando como vice-campeão. Em 2017 passou para a Formula 2, e esta temporada, venceu quatro corridas e acabou no terceiro lugar do campeonato. Para além disso, tinha assinado pela Nissan para ser piloto de Formula E, pela e.dams, mas a Red Bull chegou-se à frente e ele teve de rescindir o contrato para concretizar o seu sonho da Formula 1.

A ascensão do "pickup" elétrico

Nos Estados Unidos, o carro mais popular é o jipe. E não é o "Jeep", mas sim o "pickup", uma combinação entre o jipe e o camião, que não só têm espaço para levar quatro ou cinco passageiros, como também têm a capacidade de levar carga numa carrinha de caixa aberta. Pickups como o Ford F150 são dos carros mais populares nos Estados Unidos, mesmo que a tendência seja os SUV's, carros que não tem mais do que uma suspensão mais alta para poder passar em todos os tipos de terreno.

Mas há um grande defeito nestes carros: quase todos são propulsionados a Diesel, um combustível que, sendo mais barato que a gasolina, é bem mais poluidor. Contudo, isso poderá estar a mudar. E não falo da Tesla, que pensa em colocar no mercado o seu pickup elétrico algures na próxima década. Outros estão a seguir o caminho. E não falo dos "big three", Ford, Chrysler e General Motors. Falo de start-ups como a Rivian, que por estes dias mostrou o seu R1T, o seu pickup elétrico que afirmam ter uma bateria com uma autonomia de 400 milhas, ou 640 quilómetros.

De acordo com a marca, o R1T acelerá dos 0 aos 100 em meros três segundos, e sete para chegar aos 160 km/hora (as cem milhas por hora), tudo numa bateria com 180 kWs de capacidade, aquela que dará os 640 quilómetros de autonomia. Mas também terá mais dois tipos de bateria, uma de 105 kWs, com uma capacidade de 230 milhas (cerca de 350 quilómetros) e outra de 135 kWs, com uma capacidade de 300 milhas (480 quilómetros). Tudo isto estará disponível a partir de finais de 2020, mediante um pagamento inicial de mil dólares, pois o pickup custará cerca de 61.500 dólares. 

É óbvio que no papel, as coisas são muito boas, e o pickup parece ter bom aspecto. Mas como diz o artigo na Road and Track, uma startup automobilistica construir e colocar o seu produto no mercado é uma tarefa difícil, senão monstruosa.

"[Construir um automóvel] é difícil. Há uma razão pela qual as montadoras iniciantes têm uma taxa de sucesso baixa. As barreiras à entrada na indústria automobilística são enormes e, como a Tesla demonstrou, projetar e projetar um veículo atraente é apenas o começo de uma batalha que se torna muito mais complexa à medida que a produção aumenta.

A Rivian terá sucesso? Nós vamos ter de esperar para ver. No mínimo, o R1T é um exercício impressionante, demonstrando as vantagens de design de uma plataforma EV num segmento automóvel que demora a adaptar-se à propulsão elétrica", escreve a revista acerca do Rivian.

É verdade. Não há neste momento qualquer pickup elétrico à venda neste momento nos Estados Unidos. Nem um para amostra, daqueles luxuosos, elitistas e caros como muitas das vezes existem. Há o Modelo X da Tesla, mas é mais um SUV de classe alta do que outra coisa. E estão mais concentrados no modelo 3, que agora começa a ser o sucesso de vendas que todos desejavam. Só em 2018, já vendeu 58 mil unidades e há quem aposte que será o carro mais vendido nos Estados Unidos em 2019, altura em que começará a ser vendido na China e na Europa, onde também há muita procura desse carro.

Mas como já foi dito acima, a Tesla é neste momento um caso isolado. Há as marcas na China que estão a aparecer - NIO, BYD, entre outras - mas estão dez anos atrasadas em relação à companhia de Elon Musk. E outros projetos como a Lucid e a Faraday Future, andam aos soluços, e no caso da Faraday, está falida. Mas os elétricos vendem-se e a prova disso é a quota de mercado que ganham ano após ano. 2018 ainda não acabou e já bateu recordes de vendas, e muitos presumem que 2019 será ainda melhor.

Quanto aos pickups elétricos, há muitos projetos que ainda estão a ser desenvolvidos, como a Bollinger, por exemplo. O potencial está lá, pois se aparecer um ou mais desses modelos à venda, e vencer as resistências e relutâncias, poderá fazer com que os carros movidos a electricidade seja algo irreversível, dentro de cinco anos.