Mostrar mensagens com a etiqueta Laguna Seca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Laguna Seca. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 1 de setembro de 2026

As imagens do dia






Na próxima sexta-feira, dia 4 de setembro, a curva do Saca-Rolhas (Corkscrew), em Laguna Seca, será rebatizada em honra de Alex Zanardi, nos 30 anos da sua mítica ultrapassagem sobre Bryan Herta, na última corrida do campeonato CART de 1996.

De uma certa maneira, não estou surpreso. Quando escrevi no passado dia 4 de maio por estas bandas que, depois de ter visto o "GRAZIE ALEX" pintado no asfalto, como tributo a ele naquela curva, sabia que eles iriam ter de fazer algo para o homenagear. Não me enganei.

A homenagem não vai ser no dia em que a ultrapassagem aconteceu - a corrida foi a 8 de setembro - mas acho que é uma boa altura de falar sobre Zanardi, que como sabem, morreu a 1 de maio deste ano, aos 59 anos, e falar um pouco sobre como ele chegou, como ficou com o seu lugar na Chip Ganassi, a sua temporada de estreia, as suas adaptações a um mundo diferente da Formula 1, e como chegamos a aquele dia de setembro naquela pista californiana, na última volta da última corrida do ano, num dos sítios menos recomendados para passar, numa manobra que, se calhar, só alguém do calibre dele poderia fazer.
 
Quando a Team Lotus fechou portas, no inicio de 1995, Zanardi ficou um pouco "vagabundo". Só no final do ano é que tentou a sua sorte na CART, a conselho do diretor comercial da Reymard, Rick Gorne, que o conhecia dos seus tempos da Formula 3000. A CART, como sabem, estava no seu auge, apesar das nuvens negras que a divisão com a IRL iria causar, nomeadamente, eles não correrem as 500 Milhas de Indianápolis - e privarem Zanardi de correr naquela mítica pista durante os seus tempos americanos.

Anos depois, na sua autobiografia, ele contou que a primeira vez que se cruzou com Chip Ganassi e lhe deu o seu cartão... ele o deitou fora, digamos assim. Mas isso não o impediu de arranjar um teste em Homestead, em outubro desse ano. Ganassi queria ver o que ele poderia fazer, mas havia uma pessoa que não ia muito com a cara dele: Morris Nunn
     
O tipo que, duas décadas antes, tinha fundado a Ensign, disse que os italianos eram demasiado emocionais - nisso, tinha razão. Ele até tinha apostado que ele iria sair de pista na primeira curva, mas quando isso não aconteceu, parecia que iria ser um pouco diferente. Findo o teste, e tendo mostrado a sua marca, Ganassi hesitava, mas no final, decidiu que iria ser seu piloto porque ele iria testar noutra equipa. O contrato foi assinado a 23 de outubro - o dia de anos de Alex - e ao lado de Jimmy Vasser, a Chip Ganassi Racing, em 1996, tornou-se na equipa do momento. E cedo, Alex Zanardi era o piloto mais excitante do pelotão, especialmente porque era muito rápido e passava em lugares impossíveis. Poderia ter ganho a US500 nesse ano, mas o seu motor tinha outros planos e foi ter com o seu Criador, envolto numa nuvem de fumo.

Mas isso não impedia de, dentro da sua equipa, ganhasse fãs, como Ganassi e... Mo Nunn. Quem diria! Foi ele que deu o alcunha que ficou na América, The Pineapple (O Ananás) - que no lugar onde cresceu significava "criança chata". Anos depois, em 2001, seria Nunn que daria uma hipótese para regressar, e esse regresso acabaria tragicamente em Lausitz - e falarei sobre isso em breve. 

No final, ficou com o prémio de "Rookie do Ano", e lutou pelo título até à corrida de Vancouver, no Canadá, onde ficou de fora depois de um acidente com o carro de PJ Jones, que tinha uma volta de atraso. 

Em Laguna Seca, ele partia da pole-position e a seu lado tinha Bryan Herta - para quem não sabe, é o pai do Colton Herta - e a ideia dele era ver se ganhava a sua terceira corrida do campeonato. Ultrapassar em Laguna Seca é complicado porque a pista é estreita e sair da linha de corrida significa passar por cima de sujidade, escorregar e ficar fora da pista ou acabar em pião. Que diga Greg Moore, por exemplo, que tentou passar fora da linha da trajetória, na curva depois da meta, acabou na gravilha e perdeu tempo até voltar para a pista.

Zanardi liderava a corrida até à volta 43, quando Herta o passou para a liderança. Aparentemente não ligou alguma, porque julgava que iria ficar com ele mais tarde. Mas passar em Laguna Seca é, como já falei umas linhas acima, complicado. E claro, ficou atrás de Herta até ao inicio da última volta, tentando ficar atrás dele e arranjar uma chance para o passar. 

E quando ele não passou na travagem para a primeira curva, no inicio da última volta, parecia que Zanardi não iria vencer. Pelo menos, era o que todos afirmavam. Mas a três curvas do fim, Zanardi travou mais tarde e... conseguiu. Claro, a manobra ousada quase o fez bater no muro, mas o carro continuou e ele ficou com a liderança, segurando-o no asfalto e acelerando até à meta, metros depois. 

Tinha sido incrível. Tinha sido A Passagem.     

"Abri um pouco a trajetória e derrapei um pouco na última volta", disse Herta, no final da corrida. "O Alex apanhou-me totalmente de surpresa. Eu nem sequer estava à espera de o ver e fiquei muito surpreendido quando ele se aproximou. Nem sequer estava à espera que ele tentasse. Quando ele tentou, não havia muito que eu pudesse fazer. É muito difícil aceitar isso, e não só para mim. Os rapazes da nossa equipa trabalharam arduamente durante todo o ano e mereciam ganhar uma corrida este ano.", concluiu, algo desgostoso.

"Isto é incrível", gabou-se Zanardi. "Fui mais rápido do que o Bryan nas últimas 15 voltas, mas não consegui ultrapassá-lo. Na última volta, havia muita terra na pista e fiz as curvas muito apertadas para a evitar. O Bryan pareceu pilotar com um pouco mais de cautela. Por isso, consegui aproximar-me um pouco e vi uma oportunidade. Ele não estava à espera que eu ultrapassasse porque a pista tem muitas subidas e descidas e a visibilidade é péssima. Foi muito arriscado, mas valeu a pena. Como resultado, estou aqui a sorrir e ele não está tão feliz.", concluiu.

Agora, todos dizem que foi uma manobra corajosa, comparada com o que fizeram Gilles Villeneuve e René Arnoux nas voltas finais do GP de França de 1979, em Dijon, mas poderia facilmente ter custado a corrida a ambos os pilotos se Herta não tivesse visto Zanardi no último segundo. Aliás, a CART, depois, decidiu que ultrapassagens desse tipo iriam ser penalizados, em nome da segurança dos pilotos. E sim, o risco de ambos terem acabado no muro era muito alta. Mas, para felicidade de todos nós, amantes do automobilismo, ambos não bateram, e agora, 30 anos depois, a curva terá o nome do piloto que fez uma manobra única no automobilismo.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

A imagem do dia



Isto estava pintado, ontem, na Curva do Saca-Rolhas, em Laguna Seca, durante uma jornada do IMSA, que aconteceu neste domingo. 

Quem estava também em Laguna Seca era o Jimmy Vasser, que quando soube da morte do Alex Zanardi, foi para essa mesma curva para chorar que nem uma criança.

Não ficaria admirado se rebatizassem a curva com o nome dele ou colocassem uma estátua, ou busto, dele ou dos carros naquele dia a reproduzirem a manobra de há quase 30 anos. Ou então, como estamos no século XXI, um ecrã de video onde reproduziriam, repetidamente, como se fosse um .gif, a manobra que fez ao Bryan Herta

De qualquer forma, uma homenagem a ele naquela curva seria adequado, no mínimo.

sexta-feira, 8 de março de 2024

Youtube Motorsport Vídeo: Vizinhos vs Laguna Seca

Laguna Seca é das mais icónicas pistas do automobilismo californiano e americano, que já recebeu Can-Am, IndyCar e MoroGP, entre outros. E recentemente, foi submetida a um processo judicial da parte de alguns vizinhos que se queixam do barulho. Vizinhos... muito ricos, diga-se de passagem. E claro, o risco da pista ser fechada poderá ser real.

E é sobre isso que se trata deste vídeo da Donut Media. É que eles decidiram investigar o processo para saber até que ponto isto tem algum sentido... ou não. E garanto-vos, é bem interessante!  

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

A imagem do dia


Aconteceu neste final de semana em Laguna Seca. E só demonstra a fome que os pilotos têm de correr, mesmo numa idade avançada. Mário Andretti tem 82 anos, a sua última temporada na CART foi há quase 30, e chegou a pisar o pedal a fundo em 2003 em Indianápolis - e quase morreu de susto, com o acidente que teve.

Correu com o chassis bi-lugar até aos 80 anos e ele ainda está forte e lúcido, ao ponto de ter desejado correr num dos carros da atualidade. E falou com o Mr, Brown sobre o assunto, ao que ele... acedeu. Neste domingo, em Laguna Seca, Mário andou num MP4-29 de 2014, pintado com as cores de 2022, entre diversos carros da marca no qual foram dadas chances aos pilotos da IndyCar de experimentar. Por exemplo, Pato O'Ward foi andar no MP4/5 de 1990, guiado por Ayrton Senna na temporada do seu bicampeonato. 

Andou calmamente pela pista, sem deixar cair o carro, deu umas voltas e no final, até disse: "Estou a arranjar pontos para a minha Super Licença!"

Assistir a Andretti pai, o patriarca de toda uma família automobilística, que andou ao lado de Jim Clark, Graham Hill, Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, Carlos Reutemann, Gilles Villeneuve, Nigel Mansell, Nelson Piquet... a lista é imensa, andar num carro guiado por Lewis Hamilton e Jenson Buttom é algo de admiração. Fazer isto numa terceira idade - Stirling Moss desistiu de andar em exibições aos 80 anos, por exemplo - demonstra a boa forma e a lucidez de alguém, uma lenda viva do automobilismo americano e mundial, que foi campeão do mundo aos 38 anos, e deixou de correr a tempo inteiro aos 54. 

E tudo isto no dia em que o Circuito das Américas anunciou que batizará uma das suas curvas com o seu nome, uma homenagem rara em vida à lenda. O seu nome ficará na curva 20, e a cerimónia acontecerá na quinta-feira, antes do fim de semana americano da Formula 1.  

É algo digno de admiração. E os vídeos circulam por aí, vão lá assistir. É algo que sabemos que é precioso. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A imagem do dia

Foi ontem à noite, mas por causa do adiantado da hora, só hoje é que se pode fazer este tipo de análise, mais cuidada e ponderada. 

Na Califórnia, numa das pistas mais emblemáticas dos Estados Unidos, acabou ali mais uma temporada da IndyCar. Se algum dia estiver curioso em saber porque a temporada termina tão cedo em relação à Formula 1, a explicação que me deram é que tem a ver com a temporada do futebol deles, aquele que se joga com as mãos.

Mas mais do que ver a vitória - a segunda do ano - para Colton Herta, o filho de Brian Herta, o mesmo que 23 anos antes, fora batido de maneira espectacular por Alessandro Zanardi, na última volta da prova e na Cura do Saca-Rolhas, o interessante foi assistir ao triunfo de Josef Newgarden, o americano da Penske. Numa prova onde todos pontuam e os carros são (quase) todos iguais, vence o mais regular entre os da frente. E ele foi melhor que Scott Dixon e Alex Rossi.

Do pouco que vi dessa corrida, até foi bem disputada, e Rossi e Dixon deram o seu melhor para terminar o mais à frente possível, com Herta a aproveitar a ocasião para mostrar que, sendo jovem, tem estofo de vencedor, e quem sabe, poderá ser melhor que o pai. Mas do que vi desta temporada de uma competição que está a voltar a recuperar muito do que perdeu nos tempos de cisão entre CART e IRL, foi bem interessante, com muito sangue novo e mais atrações. A chegada de Austin, o regresso de Laguna Seca, em favor de Sonoma, é um facto, claro, mas saber que a McLaren vem para a próxima temporada, aliado à Schmidt, também é um factor de interesse acrescido.

Resta saber como será 2020. O pelotão será alargado, irá haver algumas novidades técnicas, as 500 Milhas de Indianápolis serão tão interessantes como nos anos anteriores... agora só faltam mais alguns motores e uma ou outra corrida fora dos Estados Unidos para ser algo como foi em 1993. Já falou mais.

No seu devido tempo: parabéns a Newgarden pelo seu título!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A imagem do dia

"Gonchi". Custa a crer que já passaram vinte anos desde aquele dia em Laguna Seca. Lembro-me, em garoto, de ver um livro do Michel Vaillant, de uma corrida de Formula 5000, num duelo entre dos pilotos que acabava na "Corkscrew", a curva do Saca-Rolhas, com um deles a capotar e a acabar numa árvore plantada na zona, pois eram os anos 70 e os guard-rails não existiam em todo o lado. Foi o primeiro acidente fatal que vi desenhado num livro do Michel Vaillant.

Aquilo ficou tão imprimido na minha memória que lembrei disso quando vi as imagens do acidente dele no dia da corrida, que deu na Eurosport (eles na altura tinham os direitos televisivos).

Que Gonzalo Rodriguez tinha talento, tinha. Estaria a vê-lo em grandes duelos com Juan Pablo Montoya na Formula 1 ou na IndyCar Series, na década seguinte, da mesma forma que vi na Formula 3000 contra pilotos como Mark Webber ou Justin Wilson, e a vencer como venceu no Mónaco e em Spa-Francochamps, e a colocar o Uruguai no mapa automobilístico e tal como Montoya, a mostrar que na América do Sul, havia mais do que Argentina e Brasil.

Mas claro, nunca saberemos a resposta. Apenas teve 24 anos de vida para mostrar o seu talento. Que não chegou à Formula 1 e mal arranhou a superfície na IndyCar, pela Penske. Já agora, aproveitem e vão ver o documentário que fizeram sobre a sua vida e carreira, que vale a pena.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Youtube Prototype Lap: A volta do Lucid Air a Laguna Seca


Comecei a semana a falar sobre a "ressuscitação" da Farady Future, passei pela apresentação do Mercedes EQC, o primeiro SUV de raíz elétrico e acabo a semana com a Lucid Motors, que no mês passado bateu um recorde de pista. Em Laguna Seca.

O carro que tinha anteriormente esse recorde era um Ford Mustang Boss 302 Laguna Seca, um carro especial, de uma série especial. O tempo é aquele que vêm no video, mas o que não se mostra ali é que o novo tempo é 1,33 segundos mais veloz que o tempo que tinha o Ford. 

Contudo, segundo o Road & Track, o recorde oficioso é mais baixo, de 1.39,5, feito por um condutor desconhecido, num mesmo Ford Mustang Boss 302. Nesse campo, o pessoal da Lucid "calçou" uns Pirelli P-Zero Trofeo R, acabando com um tempo de 1.39,3, ainda mais baixo.

Não é, ainda, um modelo de produção, mas o Lucid pode ser um rival do Tesla Model S. Tem quase mil cavalos, já atingiu velocidades de 385 km/hora em testes e vai dos zero aos cem em 2,5 segundos. Todos esperam que o carro esteja nas ruas no final da década, e para além do video que coloco aqui, podem ver outros videos neste link da marca

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Indy Car Series: Saiu o calendário de 2019

Dezassete provas, quatro ovais, uma no Canadá. E este o calendário da IndyCar para 2019, e as grandes novidades são o ingresso de Austin, o Circuito das Américas, e o regresso de Laguna Seca ao calendário. É isto que a organização da IndyCar mostrou esta tarde. As 500 Milhas de Indianápolis serão a 26 de maio, o último domingo do mês.

Austin será a segunda prova do ano e acontecerá a 24 de março, duas semanas depois da prova de abertura, em St. Pete, na Florida. A prova de encerramento será a 22 de setembro na mítica pista californiana e a única saída para fora dos Estados Unidos continua a ser em Toronto, a 14 de julho.

Em relação a ovais, para além de Indianapolis, terão provas em Texas, Iowa, Pocono e Gateway, três delas a serem as últimas seis provas do calendário.

Eis a lista completa:

10 de março - St. Petersburg (circuito de rua)
24 de março - Austin (circuito convencional)
7 de abril - Barber (circuito convencional)
14 de abril - Long Beach (circuito de rua)
11 de maio - GP de Indianápolis (circuito convencional)
26 de maio - 500 Milhas de Indianápolis (oval) 
1-2 de junho - Detroit (corrida dupla, circuito de rua)
8 de junho - Texas Motor Speedway (oval)
23 de junho - Road America (circuito convencional)
14 de julho - Toronto (circuito de rua)
20 de julho - Iowa (oval)
28 de julho - Mid-Ohio (circuito convencional)
18 de agosto - Pocono (oval)
24 de agosto - Gateway (oval)
1 de setembro - Portland (circuito convencional)
22 de setembro - Laguna Seca (circuito conencional)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A imagem do dia

Por incrível que pareça, mas hoje faz vinte anos que aconteceu aquele que considero como a melhor ultrapassagem da história. Do passado, do presente e muito provavelmente, do futuro. E mais do que a coragem do piloto que a faz, é também o bom senso do piloto que a vê e faz de tudo para que evite o choque. Porque creio que se ambos estivessem ali nas restantes 99 hipóteses, era capaz que todos acabassem em desastre...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Enquanto isso, nas filmagens do novo Top Gear...

Agora que se sabe das dificuldades que estão a acontecer nas gravações do novo Top Gear, com Chris Evans como apresentador, qualquer incidente é noticia. Como o que está a ser mostrado esta segunda-feira nos jornais britânicos, quando Evans estava a testar o Audi R8 do lugar do passageiro... e vomitou.

As filmagens aconteceram em Laguna Seca, na California, e Evans estava no lugar do passageiro, com Sabine Schmitz ao volante, quando tiveram de parar o teste a meio para que Evans pudesse deitar fora o conteúdo da sua última refeição. Depois de um momento de pausa, as filmagens continuaram.

Isto surge no meio de rumores de que a nova temporada poderá não se estrear no dia 8 de maio, como Evans já disse durante um programa de rádio da BBC, apesar do canal de televisão ter negado isso. Contudo, apesar de dizerem que tudo corre bem, Evans admitiu que este Top Gear pós-Clarkson tem sido duro. "Tem sido um batismo de fogo, para dizer o minimo" Afirmou que após o despedimento de Clarkson "parecia o Armagedão, pois quando chegamos, todos tinham ido embora".

"Espero que se forma uma espécie de camaradagem, mas não creio que tal aconteça de imediato", concluiu,

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A imagem do dia (II)

O motociclismo é mais perigoso do que o automobilismo. Os pilotos estão mais expostos e em situação de acidente não há nada que os proteja. O corpo é o seu ponto de impacto. Mesmo assim, no MotoGP, por exemplo, são raras as mortes. Aliás, a última é de 2011, com o Marco Simoncelli, na Malásia.

Mas por vezes há imagens e incidentes que nos chocam. Como o que aconteceu neste domingo à noite no circuito californiano de Laguna Seca, com as mortes dos pilotos espanhois Daniel Rivas Fernandez e Bernat Martinez na primeira volta da corrida a contar para a MotoAmerica, o campeonato americano de Superbike. Martinez tinha 35 anos e Rivas apenas 27. O acidente aconteceu metros após a partida da corrida.

Numa altura em que nós, petrolheads, estamos a fazer o luto pelo desaparecimento de um os nossos, ver isto simplesmente choca-nos. Porque independentemente do numero de rodas que gostamos de ter, a adrenalina e a velocidade é algo que nos une. E da minha parte, presto a minha solidariedade neste momento bem trágico.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Youtube Moto GP: A ultrapassagem de Marc Marquez a Valentino Rossi no Saca-Rolhas

A manobra desta noite em Laguna Seca, na Curva do Saca-Rolhas, de Marc Marquez sobre o veterano Valentino Rossi, na corrida de Moto GP, é simplesmente genial. Lembra a mesma manobra que Rossi fez a Casey Stoner cinco anos antes, na mesma curva, e lembra mais o que Alex Zanardi fez em 1996 na corrida da CART que aconteceu, quando o piloto italiano fez ao americano Bryan Herta, e que hoje em dia todos consideram uma das mais corajosas e arrojadas da história do automobilismo.

Encontrei este video com a explicação de Marquez sobre a manobra que fez a as sensações que teve ao fazê-la. Não serve de compensação com o que aconteceu em Moscovo esta tarde, mas é um claro contraste...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

The End: Pete Lovely (1926-2011)

Pete Lovely, um dos muitos americanos que correram na Formula 1 no final dos anos sessenta e inícios dos anos 70, morreu este domingo em Tacoma, Washington aos 85 anos de idade, vitima da Doença de Alzheimer. Correu apenas sete corridas entre 1959 e 1971, usando sempre chassis Lotus, um dos quais um modelo 49B que o fez inscrever pela sua equipa, que era nada mais, nada menos que a sua concessionária, Pete Lovely Volkswagen, onde transportava o seu carro de corridas, rebocado por uma Kombi.

A história de Pete Lovely está ligada ao circuito de Laguna Seca, pois foi ele que venceu a primeira corrida nesse circuito, em 1957, ao volante de um Ferrari Testarossa de 2 litros, batendo compatriotas seus que iriam fazer carreira na categoria máxima do automobilismo como Richie Ginther, Jim Hall e Carrol Shelby. Teve uma carreira enorme, primeiro nas provas da SCCA (Sports Car Club of America) e depois em provas um pouco por todos os Estados Unidos, como Sebring.

Foi no final dos anos 50 que conheceu e se apaixonou pela Lotus, usando pela primeira vez um dos seus modelos, um Eleven, em 1959, nas 12 Horas de Sebring. Algum tempo depois, tentou a sua sorte num modelo 18 no GP do Mónaco de 1959, mas não conseguiu qualificar-se. No ano seguinte tentou o mesmo com o Cooper, no GP dos Estados Unidos, em Riverside, onde terminou na 11ª posição.

Apenas voltaria à ação no final da década com um Lotus 49B, e os resultados foram um pouco melhores. Correndo nas três provas americanas de 1969, Lovely conseguiu como seu melhor resultado um sétimo lugar no GP do Canadá, o suficiente para tentar correr em algumas provas na Europa em 1970, onde esteve em quatro provas, mas só se qualificou para o GP britânico, acabando a onze voltas do vencedor.

Em 1971, com um "Lotus 69 Special", um carro de Formula 2 com motor Cosworth de 3 litros, Lovely participou nas corridas canadiana e americana, onde conseguiu qualificar-se nessas corridas, mas acabando na cauda do pelotão, não se conseguindo classificar-se. Ao todo, participou em onze corridas, do qual se classificou em sete. Depois de se retirar do automobilismo competitivo, em meados dos anos 70, correu em provas de clássicos até 2008, numa carreira que durou mais de cinquenta anos. Um dos representantes da era dourada do "club racing" americano, era respeitado e acarinhado pela comunidade. Ars lunga, vita brevis.