quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O piloto do dia - Takuma Sato

Tirando Satoru Nakajima e Aguri Suzuki, os pilotos japoneses não tiveram história, ou então entraram pelos piores motivos. Taki Inoue e Yuji Ide deram uma má reputação aos pilotos viondos do Sol Nascente, provavelmente de uma forma injusta. Mas nos anos mais recentes, houve um piloto talentoso que se colocou a par de Nakajima e Suzuki. Numa carreira muito ligada à Honda, o piloto do qual falo hoje pagou um pouco esse preço, ficando primeiro numa equipa criada à volta dele, e depois ficando de fora, quando a equipa se extinguiu. Hoje, no dia em que faz 32 anos, ele tenta voltar à categoria máxima. Falo hoje de Takuma Sato.

Nascido a 28 de Janeiro de 1977, na cidade de Toquio, começou a correr... de bicicleta. Foi campeão nacional nos vários escalões, aos 16 anos experimente um kart e fica com o "bichinho". Em 1996, com 19 anos, compete e vai parar à Suzuka Racing School, dirigida pela Honda. Foi aí que a marca descobre o seu talento, e em 1998, vai correr na Formula 3 japonesa, pela Dome-Mugen. Mas a meio da época sai da equipa, com o objectivo declarado de correr na Europa. Aterra em inglaterra e em 1999, corre pela National Class, a categoria B da competição, com chassis mais antigos. Termina no quarto lugar no campeonato.

Isso faz com que seja observado por Trevor Carlin, o homem detrás da Carlin Motorsport. Em 2000, vai para a equipa, onde vence quatro corridas e termina na terceira posição do campeonato. O carro prometia, e ele também, e ficou uma terceira temporada, em 2001.

Para Sato, foi um grande ano. Correndo contra pilotos como o inglês Anthony Davidson (mais tarde seu companheiro na Honda e na Super Aguri) o australiano James Coutney (agora na V8 Supercars) e outros, Sato conquistou 15 vitórias, dominando a série e sendo o primeiro japonês a vencer o campeonato britânico da Formula 3. Para a Carlin, foi o primeiro dos seus quatro campeões (os outros três foram o sul-africano Alan Van der Merwe, o português Alvaro Parente e o espanhol Jaime Alguersauri) Para terminar melhor o ano, Sato venceu os GP's de Macau e da Coreia, duas importantes provas de Formula 3 na Asia.

Isso não passa despercebido na Formula 1. A Honda o quer na categoria máxima, e pede a Eddie Jordan para que o aceite como piloto, poi8s a equipa está a usar o propulsor nipónico. Sato chega à Formula 1 em 2002, quase quatro anos depois de começar a sua carreira nos monolugares, uma ascensão muito rápida na altura. Mas a temporada de estreia foi muito difícil, pois tinha a reputação de ser muito rápido, mas que acabava mal. Parecia que iria ser como os seus outros compatriotas do passado, mas o seu pior momento nem foi culpa dele.

No GP da Austria (famoso pelo seu final infame), disputado no circuito de Zeltweg, numa das relargadas, na volta 26 o Sauber de Nick Heidfeld perdeu controle perto da Remus Kurwe, batendo em cheio no Jordan do japonês. Sato ficou preso no carro, mas apesar do impacto, sofreu apenas uma concussão.

Mas apesar dessa época de difícil adaptação, teve a sua chance na última prova do ano, em Suzuka. Correndo em casa, faz uma corrida fantástica, e termina no quinto posto, tornando-se no primeiro japonês a pontuar na Formula 1 desde Ukyo Katayama, em 1994. No ano seguinte, vai para a BAR, mas como terceiro piloto, ao lado de Jacques Villeneuve e Jenson Button. Mas as coisas não iam bem na equipa, especialmente no caso de Jacques Villeneuve. O canadiano, insatisfeito, sai a uma prova do fim do campeonato, dando a chance a Sato de guiar. Esse último GP era, de novo, em Suzuka.

Nessa corrida, Sato faz mais uma vez uma corrida irrepreensivel, e termina-a na sexta posição, ganhando no final três pontos para o campeonato, e uma vaga para 2004. Esse foi o seu melhor ano, e o melhor de sempre de um piloto japonês, até agora.


Fazendo parceria com Jenson Button, Sato ficou regularmente nos pontos, tendo o seu ponto mais alto a terceira posição no GP dos Estados Unidos, atrás da dupla da Ferrari, Michael Schumacher e Rubens Barrichello. Esse pódio era o segundo de sempre de um piloto japonês, 14 anos depois do terceiro lugar de Aguri Suzuki, no GP do Japão de 1990. Duas corridas antes, em Nurburgring, Sato conseguiu ser o primeiro japonês a colocar o seu carro na primeira linha da grelha de partida, ao ser segundo, apenas batido pelo Ferrari de Michael Schumacher. Contudo, nessa corrida não foi além da volta 47, devido a um problema de motor.


A segunda metade da temporada foi melhor, conseguindo pontuar em seis das sete últimas corridas da temporada, ficando no final na oitava posição do campeonato, com 34 pontos, a melhor posição de sempre de um piloto japonês num campeonato do Mundo.


Em 2005, contudo, a sua temporada transformou-se num inferno. Primeiro, ficou doente na Malásia, e depois, os carros da marca foram banidos por duas corridas, quando se descobriu que os carros estavam abaixo do peso regulamentar, depois de retirada a gasolina dos seus depósitos. Sato só pontuou uma vez, ao ser oitavo classificado em Budapeste, um claro contraste com os 37 pontos alcançados pelo seu companheiro Button.


No final de 2005, a Honda comprou a BAR, mas dispensou os serviços de Sato, a favor do brasileiro Rubens Barrichello: Para não ter o japonês de fora, decidiram oferecer o lugar de terceiro piloto da marca. Mas nessa altura, Aguri Suzuki decidiu que tê-lo fora da Formula 1 seria imperdoável, e decidiu construir a sua própria equipa, a Super Aguri. Com um chassis de 2002 modificado, comprado à falida Arrows, e com tecnologia da Honda, Sato era o piloto principal, sabendo que iria rolar sempre na última fila da grelha, mas nem sempre no último lugar, pois o seu companheiro, Yuji Ide, piorou ainda mais a fama dos pilotos japoneses na grelha da Formula 1...


Sendo assim o ano de 2006 foi penoso para Sato, do qual conquistou nenhum ponto. Mas no ano seguinte, com mais apoio da Honda, a Super Aguri melhorou as suas prestações, e em 2007 surpreendeu muita gente, conseguindo duas colocações nos pontos. Primeiro, um oitavo lugar em Barcelona, e depois um sexto lugar em Montreal, culminado com uma ultrapassagem espectacular... ao McLaren de Fernando Alonso. Estes resultados causaram ciume à própria Honda, pois nessa altura, a equipa principal... não tinha conseguido pontos. Mas na segunda metade da temporada, o chassis não se desenvolveu, aliado a problemas de tesouraria (um patrocinador falhou os pagamentos, ficando com dívidas de 30 milhões de euros), e Sato só ficou com quatro pontos, os unicos da história da Super Aguri.



Em 2008, Sato continuava na Super Aguri, ao lado de Anthony Davidson, seu companheiro na Formula 3 inglesa, e piloto de testes da Honda, mas os problemas da Super Aguri eram cada vez mais irresoluveis. Para piorar as coisas, a equipa principal da Honda exigiu que a sede cortasse de vez os apoios à Super Aguri, o que fez após o GP da Turquia, a quinta prova do campeonato. Resultado imediato, a equipa terminou as suas actividades.


A sua carreira na Formula 1: 93 Grandes Prémios, em sete temporadas (2002-08), um pódio, 44 pontos.


Com o final da Super Aguri, Sato foi falado para vários lugares, como um possivel substituto de Nelson Piquet Jr. na Renault, mas a última vez que o vimos foi nesta pré-temporada, a fazer vários testes ao serviço da Toro Rosso, num "shoot-out" que envolveu o suiço Sebastien Buemi e o francês Sebastien Bourdais. Contudo, depois de inicialmente ter sido dado como possivel segundo piloto da equipa, ao lado de Buemi, as noticias mais recentes não tem sido boas, falando-se que o piloto francês, tetra-campeão da extinta CART, poderá ter ficado com o lugar.


Fontes:


Speeder Questiona... Javi G. (Zone F1)

Os meus convidados são quase todos estrangeiros, isso é verdade. Mas um convidado estrangeiro, falando uma língua estrangeira, isso é algo que trago pela segunda vez para esta secção de entrevistas. É mais outra vinda do país vizinho, que como sabem, vive uma “Alonsomania”, que fez despertar o comum dos mortais para a Formula 1.


O Javier Gonzalez (Javi G.), de 31 anos, nascido e criado em Madrid, e o dono do blog Zone F1, que desde Março de 2008 escreve sobre a Formula 1 em geral, e o Fernando Alonso em particular. Pode-se dizer que o blog é a materialização da sua paixão de criança pelo automobilismo. Para não perder a essência, decidi publicá-la no seu castelhano original, pois acho que muitos de nós, os que falam em português, compreendem na sua essência a língua espanhola. E também para atrair mais espanhóis ao blog…


Já agora, antes de passar para a entrevista em si, quero dar, mais uma vez, um agradecimento especial à Priscilla Bar, a menina do Blog Guard Rail, que me ajudou a traduzir as perguntas para castelhano. Posso dizer que esta entrevista (e as outras todas que foram feitas a blogueiros de Espanha e da América Latina) são em boa parte dela, e estou eternamente agradecida pelo contributo que deu.


1 - ¡Hola Javi! Encantado de tenerte aqui, en este humilde blog, para contestar a mis preguntas. ¿Puedes explicar, en pocas líneas, como surgió la idea del blog?

Hola muchas gracias por la invitación.

La idea de tener un espacio en internet donde poder publicar noticias y comentarios la tenia hace tiempo, lo que ocurre es que no encontraba el momento oportuno para hacerla realidad, hasta que un día entre en la web de Antonio Lobato y pense de hoy no pasa.


2 - ¿La idea del nombre que tiene fue planeado o salió, naturalmente, de tu mente?

El nombre del blog me llevo un rato largo encontrarlo, sabia que tenia que ser un nombre fácil de recordar y que no fuera excesivamente largo, en un principio pense en F1 ZONE pero ese dominio ya tenia dueño asi que me tuve que conformar con ZONE F1.


3 - ¿Antes de empezar el blog, ya participabas en otros blogs o webs?

No antes de crear el blog no participaba activamente en ninguna pagina, si las visitaba a menudo pero jamas dejaba comentarios en ellas.


4 - ¿En que día empezaste y cuantas visitas ya tuviste?

Comenze el 23 de Marzo del año pasado y solo me visitaron 4 personas (todas las visitas fueron de familiares).


5 - ¿De todas las entradas que ya publicaste, te acuerdas de alguna que te enorgullesca...o no?

En este tiempo he publicado un total de 569 entradas y si te soy sincero no sabria decirte cual de ellas me ha hecho sentir más orgulloso.


6 - ¿Como consigues ser diferente de otros blogs, en se tratando de Formula 1?

No se pero nunca habia pensado que mi blog fuera diferente, lo único que te puedo decir al respecto es que pese a que es solo un hobby me lo tomo muy enserio e intento hacerlo lo mejor posible.


7 - De todos los blogues de automovilismo que conoces, ¿cual de ellos nunca dejas de visitar diariamente?

Son muchos los blogs que visito a diario ( F1 by Mai, Pro Magic Alonso, F1 de hoy y de siempre, Continental Circus, M.A.N.D, F1 a lo camba...), no participo en todos de forma activa basicamente porque soy padre y eso me quita mucho tiempo.


8 - Hablemos ahora de Formula 1. ¿Aún te acuerdas de la primera carrera que viste?

GP de Japón 1990 en casa de un amigo.


9 - ¿Y cual fue la que más te marcó?

GP de San Marino 1994, ese día muchas cosas cambiaron para siempre en la Fórmula 1.


10 – Vamos hablar del automovilismo español. ¿Crees que la "Alonsomanía" beneficia el automovilismo de tu pais?

La Alonsomanía es un fenomeno que desde el punto de vista deportivo ha sido vital para que de una vez por todas las administraciones se tomen en España en serio el automovilismo, antes de que Fernando ganara su primer mundial era bastante complicado encontrar promoción o patrocinadores para meterse en el mundo de la competición, ahora gracias a dios todo esta cambiando.


11 - ¿Crees que España sigue a la F1 o sigue a Fernando Alonso? Explícalo.

En España mucha gente admira a Fernando, otros cuantos admiran a Hamilton o a Kubica o a otro piloto. El año pasado las cosas a Fernando no le fueron bien y pese a ello la gente que yo conozco continuaba trasnochando y desvelandose para ver las carreras, asi que mi opinión personal es que la gente en España sigue la F1. Lo que si es cierto es que Fernando Alonso ha sido el detonante de esa pasión por la F1 en España.


12 - Haciendo una comparación entre los pilotos del passado, ¿Alonso se parece más a quién y porque?

Fernando se parece a Michael Schumacher. Las razones son obvias: Fernando es frio, calculador, se involucra en todo y jamás se da por vencido.


13 - ¿Crees que el título de 2008 fue entregue a quién se lo merecia?

Quien suma mas puntos al final del campeonato es el digno vencedor, Hamilton es un gran piloto tiene un enorme talento, de eso no hay duda.


14 - Quitando Alonso y De la Rosa, ¿cual piloto, para ti, se sobresale en la historia de la Fórmula 1 y porque?

Siento ser poco original pero yo me quedo con Ayrton Senna, creo que no hace falta decir cuales son las razones que me han llevado a escogerle, además de un gran piloto era una gran persona.


15 - ¿Crees que el automovilismo español sobrevivirá a la "Era Alonso"? Porque? Si sí, dame nuevos nombres...

Claro que sobrevivira y su futuro es prometedor tenemos a grandes pilotos que a punta directamente a los más alto. Los que mejor lo estan haciendo son Jaime Alguersuari, Roberto Merhi, Dani Clos, Roldán Rodríguez, Javi Villa...


16 - ¿Además de la Formula 1, que otras categorias del automovilismo más te gustan?

Pues me encanta la GP2, las World Series by Renault, la F3, el Karting.


17 - ¿Y crees que merece la pena hablar de ellas en tu blog?

Por supuesto que si, lo que ocurre es que seguir todas esas categorias lleva mucho tiempo y en ocasiones es justamente eso lo que menos sobra.


18 - Cambiando a la actualidad: De repente, Honda anuncia su retirada de la Fórmula 1. ¿Como lo viste?

La retirada de Honda me dejo impresionado nunca pense que una multinacional que factura millones y millones se podria ver en esa situación. Por eso entiendo ahora que el resto de equipos esten un poco a la espectativa, tienen que encontrar la forma de recortar gastos como sea, si no lo hacen probablemente un día veamos un gran premio con 10 monoplazas en la formación de salida.


19 - Si Nick Fry y Ross Brawn encuentran un comprador para los próximos días, crees que Jenson Button, y Rubens Barrichello tienen sus puestos asegurados?

Jenson tiene muchas posibilidades de continuar, el que tienen ninguna es Rubens Barrichello.

20 - Max Mosley anunció un acuerdo con Cosworth para proveer motores a los equipos, por 10 millones al año. La FOTA aceptó la reducción de costes. ¿ Crees que es este el camino? ¿Una Fórmula 1 con costes controlados?

Es que esto no son lentejas si quieres las comes y si no las dejas, es decir o te amoldas a las circustancias o muy probablemente tengas que cerrar el negocio. Si me dan a elegir entre ver una F1 light un par de años o no verla, me quedo con la primera opción.


21 - “Correr es importante para las personas que lo hacen bien, porque...es vida. Todo que haces antes y después, no pasa de una larga espera”. Esta frase fue dicha por el actor americano Steve McQueen, en la película “ Le Mans”. ¿Estás de acuerdo con su significado? Sientes eso en la piel, cuando ves una carrera, como espectador?

Creo que Steve McQueen tenia toda la razón, pero las sensaciones que experimenta un piloto a los mandos de una maquina no pueden ser ni de lejos iguales a las que siente un aficionado. Yo me emociono al oir el sonido de un motor V12, ahora pisar el acelerador y ver como el motor responde a tus ordenes eso tiene que ser totalmente diferente.


22 - ¿Tienes alguna experiencia automovilistica, como Karting? Si sí, compriendes mejor la razón por la cual ellos se suben a un coche y salen a competír?

Si en su momento hice Karting, fue hace mucho tiempo y duro poco, me encanta la velocidad, creo que la velocidad es una droga.


23 - ¿Tienes algun período de la Fórmula 1 que te gustaria haber vivido?

Son tantos, pero para no decirte todos me quedo con la epoca de Jim Clark, Graham Hill, etc.


24 - ¿Alguna vez viste la pelea entre René Arnoux y Gilles Villeneuve, en el GP de Francia de 1979? ¿Que significan para ti aquellas vueltas finales?

Fue increible aquella carrera, las pasadas que se hicieron uno al otro fueron alucinantes, el valor que le echaba Arnoux y ver al público como levantaba los brazos al paso de los dos coches evidenciaba la emoción que se vivia en aquel instante.


25 - Jeremy Clarkson, el mítico presentador del programa de la tele británica “Top Gear”, dijo que Gilles Villeneuve fue “el mejor piloto que algún día sentó el culo en un coche de Fórmula 1”. ¿Estás de acuerdo?

Pues no, pero cada uno es libre de opinar lo que quiera.


26 - ¿Tienes la costumbre de jugar en algún simulador de carreras, como el “Gran Turismo”, o el “Fórmula1”, o juegos “online”, como el BATRacer o el “Grand Prix Legends”?

Antes jugaba bastante al Fórmula 1 pero últimamente paso bastante de los juegos, aunque eso esta a punto de cambiar ya que tengo la intención de comprarme lo antes posible una Playstantion 3.


27 - Se que comenzastes hace tiempo, pero... que conseguistes, con relación a prémios, invitaciones, referencias, desde que empezaste tu camino en la Blogosfera?


Premios no me han dado aun ninguno, invitarme me han invitado a algunos enventos y presentaciones pero sin presupuesto no puedes ir, supongo que todo esto ira cambiando con el tiempo.


28 - Y si fueras Max Mosley, que preferirías tener en la F1: ¿Una parrilla sólo de montadoras o de “garajistas”?

Ser Max Mosley tiene que ser muy triste.


29 - Tienes algún plan para el blog, próximamente? ¿Nuevas secciones, atreverse con un podcast o videocast?

Tengo muchas ideas en mente, me gustaria ampliar los contenidos y dar más información de otras categorias del automovilismo, estaria bien tener un foro o algo parecido, estoy abierto a todo tipo de sugerencias.


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:

19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
14 de Janeiro de 2009 - Daniel Médici (Cadernos do Automobilismo)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hoje é dia de aniversário!

Hoje é dia de aniversário do grande Marcos Antônio Filho, autor do blog GP Series, williamista confesso e excelente interpretador de fotografias. Faz agora 28 anos (ou será 29?, Marcos, ajuda-me!). Foi um dos primeiros que entrevistei, e revelou-se ser uma personagem cinco estrelas.




Ora, para "comemorar" o aniversário, saiu mais uma interpretação cómica dele sobre a vida de piloto. Para ele, esta gente sofre pelo facto de serem famosos, e terem de passar por situações no mínimo... embaraçantes. Eu compreendo, Kimi. Mas nem todas as mulheres são bonitas e têm peitos bonitos. Esquece isso, goza o carro e os milhões!


E para o Marcos... "Muitas felicidades, muitos anos de vida!"

Será que nos vamos adaptar a estes carros?

Jà todos repararam nos novos carros de Formula 1 para 2009. Quase todos nós dizemos que são feios, e damos nomes a eles e tudo. O exemplo do Orroe (do excelente blog espanhol N U R B U R G R I N G), que chamou ao Renault R29 do seu compatriota Fernando Alonso de "ornintorrinco", acho que fiz muita coisa. Até no inquérito que coloquei na direita deste blog, tem uma pergunta que reflecte estes tempos: "Qual é o carro menos feio de 2009?". E ainda não vimos todos eles...


Pois bem, o Fernando Ringel, do cómico blog Velocidade Máxima, anda a colocar a secção "Yes, nós gostamos + dos carros bonitos", para recordarmos os belos carros que já houve no passado. Ele começou com o Brabham BT55 "Skate", de 1986, e já dei as minhas contribuições, com o Lotus 79, e em breve, com o Jordan 191. Apesar de me armar em saudosista do passado, é um pouco o sinal dos nossos tempos. Enquanto nos adaptamos mentalmente a estes... bólidos, vamos recordar que afinal, nós eramos felizes no passado, mas não sabiamos. Querem contribuir para as vossas recordações?

Noticias: Renault vai fornecer KERS à Red Bull

A Red Bull decidiu que irá adquirir o sistema KERS à Renault, para o instalar nos seus carros a partir do inicio da época. O RB5, que está a ser projectado por Adrian Newey, não vai ter pronto o seu próprio sistema a tempo da primeira corrida do ano, em Melbourne. ”A equipa irá fornecer o seu KERS a outra equipa esta temporada”, afirmou um representante da estrutura de Enstone. Como a equipa do austriaco Dieter Mateshitz é propulsionada pela Renault, é mais um componente que é fornecido pela marca do losangulo.




A Red Bull planeou e desenvolveu inicialmente o seu próprio sistema KERS, mas o seu desenvolvimento se atrasou bastante quando em meados do ano passado, um incêndio na fábrica de Milton Keynes se deflagrou devido ao sobreaquecimento das baterias. Contudo, a equipa planeia ainda este ano ter o seu próprio sistema.


O Red Bull RB5 será apresentado no inicio de Março, em local ainda por designar, e terá como pilotos o australiano Mark Webber (que recupera de uma fractura numa perna, sofrida na Austrália) e pelo alemão Sebastien Vettel.

O piloto do dia - George Follmer

O piloto do qual falo hoje foi um dos melhores do seu tempo, nos anos 60 e 70 a bordo de carros de Turismo, com uma carreira recheada e variada, que passou até por uma temporada na Formula 1, na Shadow. Venceu na Trans-Am, na Can-Am, não fez feio na sua unica época no Mundial. Hoje retirado, a sua carreira foi reconhecida pelos seus pares, que o colocaram no Motorsports Hall of Fame em 1999. No dia em que faz 75 anos, falo de George Follmer.


Nascido a 27 de Janeiro de 1934 em Phoenix, no Arizona, cedo foi com os pais viver para a vizinha California, onde apesar de ter ficado com o bochinho da competição, somente começou a correr com 25 anos, a bordo de um Carocha modificado, no Autocross. Pouco depois, decidi mudar-se para a pista, onde a bordo de um Lotus 23, com motor... Porsche de 2 Litros, venceu o SCCA's United States Road Racing Championship de 1965. O carro foi uma construção totalmente artesanal, seguindo a boa tradição de "Hot Rod" - modificação de carros de Turismo para a competição. O motor Porsche, por exemplo, tinha sido retirado de um modelo 904.



No ano seguinte, passou para A resistência, onde a bordo de outro Porsche 904, e fazendo parceria com o seu compatriota Peter Gregg, venceu as 12 Horas de Sebring na sua classe. Nessa altura conhece um dos seus maiores competidores e amigos na sua classe: Mark Donahue. Juntos foram para uma nova classe de Turismos, a Trans-Am, que usava carros como o Ford Mustang, o AMC Javelin, o Chevrolet Camaro, entre outros, em pistas miticas na América como Riverside, Elkart Lake, Sebring, Watkins Glen, Daytona, entre outros. Follmer corre na Trans-Am, a bordo de um Mustang (ele, Donahue e Parnelli Jones foram mais tarde conhecidos como "The Pony Boys"), onde em 1968 se torna vice-campeão, sempre atrás de Donahue (que iria ser tri-campeão na categoria.



Entretanto, Follmer corre também na USAC Championship Series, uma das percursoras da CART, e depois da IRL. Durante cinco temporadas, entre 1967 e 71, com um regresso pontual em 1974-75, consegue 25 corridas, e uma vitória, na oval de Phoenix, em 1969. Outra das suas participações pontuais também acontecia na Cam-Am, onde entre 1966 e 1968, subiu ao pódio por três vezes, sendo a sua melhor participação um segundo lugar na ronda de Las Vegas, a bordo de um Lola-Ford T70, inscrito por um dos amigos de Donahue: Roger Penske.



Em 1970, Follmer continua na Trans-Am, ajudando Parnelli Jones a vencer o título, ficando na terceira posição na série. Por essa altura, fazia também participações especiais na Formula 5000, uma categoria onde albergava carros de competição semelhantes aos da Formula 1, mas com motores V8 da Ford ou da Chevrolet. Nesse ano, venceu duas corridas, numa série ganha pelo canadiano John Cannon.



Depois de um ano de 1971 sem grande história, o ano seguinte seria diferente: Na Trans-Am. depois de sair da Ford para correr com os AMC Javelin, para vencer finalmente o título que há muito procurava, na Can-Am, foi chamado à pressa por Roger Penske para substituir Donanhue, que tinha ficado maltratado das pernas, depois de um acidente numa sessão de testes em Road Atlanta. O carro que guiava era o modelo Porsche 917/30, alcunhado de "Turbo-Panzer" o mesmo modelo que corria em Le Mans e nas Endurance Series da Europa, mas sem capota. Correndo a partir da segunda prova do campeonato, venceu logo na sua primeira corrida, e quando Donahue recuperou dos ferimentos, Follmer era o lider destacado, e Roger Penske não teve outra alternativa senão arranjar outro Porsche 917/10, para ajudar Follmer a conseguir algo inédito: nunca um americano tinha ganho no mesmo ano a Trans-Am e a Can-Am, nem mesmo Donahue. A partir dali, Follmer passou a ser conhecido como "George-Am".


Isso atraiu as atenções de outra equipa que corria na Can-Am: a Shadow. No final desse ano, o seu fundador, Don Nichols, decidiu, com a ajuda da patrolifera UOP, tentar a sua sorte na Europa, mais concretamente na Formula 1. Follmer foi chamado para correr, ao lado do britânico Jackie Oliver, num carro desenhado por Tony Southgate, o DN1. Começaram a correr na terceira ronda do campeonato, na Africa do Sul, E Follmer conseguiu uma boa estreia, ao ser sexto classificado. Mas conseguiu melhor na sua segunda corrida, no circuito urbano de Montjuich, em Espanha, ao aproveitar os precalços dos lideres, e subir ao pódio na terceira posição, ao lado do vencedor, o brasileiro Emerson Fittipaldi e do segundo classificado, o francês Francois Cevert. Contudo, esta entrada excepcional não teve seguimento, e no final da temporada, foi 13º classificado, com cinco pontos. No final do ano, foi substituido por outro compatriota seu, Peter Revson.


Em 1974, de regresso à América, foi para a NASCAR, guiando um Ford Torino, onde em 15 aparições, conseguiu onze colcações no "Top Ten", numa série onde conseguiur uma posição tão alta é tão difícil como vencer. E ainda fez mais uma aparição na Can-Am, na sua última grande temporada, ainda na Shadow, e ainda ao lado de Jackie Oliver, onde foi vice-campeão. Nesta altura, Follmer já tem 40 anos, mas continua a ser competitivo.

Em 1976 volta a vencer a SCCA Trans-Am, a bordo de um Porsche 934, e ainda conseguiu algumas classificações honrodas, como o segundo lugar nas Seis Horas de Watkins Glen de 1977, num Porsche 935, ao lado do belga Jacky Ickx. Em 1978, com o regresso da Can-Am, Follmer, agora com 44 anos, volta a participar, e vence a corrida de Saint-Jovite, no Canadá, estando na luta pelo título, contra o australiano Alan Jones.

Contudo, na ronda de Laguna Seca, Follmer é vítima de um espectacular acidente, devido a falha mecânica. Quando o seu acelerador ficou preso, o carro desgovernado bateu a toda a força nas barreiras, lançando-o para o ar em várias dezenas de metros, magoando-o seriamente nas pernas, para além de fracturas em duas vertebras lombares. Depois de vários meses de recuperação, voltou a correr em 1979, de novo na Can-Am, para ser vice-campeão, e correr por mais uma temporada na Trans-Am e Can-Am, conseguindo a sua última vitória no traçado de Laguna Seca, quase dois anos depois do acidente que lhe ia tirando a vida. Feito isto, com 46 anos, decide que é tempo de se retirar da competição.

Desde então, George Follmer é presença activa em eventos de carros antigos por toda a América, especialmente aqueles em que se envolve as corridas de Trans-Am. Muitas das vezes, o próprio Follmer está a conduzir carros que ele próprio competiu há 35 anos atrás... em 1999, a sua carreira foi reconhecida pela Motorsports Hall of Fame of America, que o induziu na categoria de Turismos, pelos seus feitos na Trans-Am e Can-Am.

Fontes:


GP2 toma medidas contra a crise

Em tempo de crise, até as categorias de acesso à Formula 1 sofrem, como no caso da GP2. Criada no final de 2004 para substituir a Formula 3000, no sentido de reduzir custos, deu exactamente o contrário, pois neste momento, a média dos budgets anda pelos 2,5 milhões de euros senão mais...

Assim sendo, a organização da categoria anunciou esta segunda-feira um conjunto de medidas para poupar dinheiro, como:


- Algumas das peças para os monolugares terão uma redução nos seus preços, graças à Dallara;
- Os testes em bancos de ensaio e em túneis de vento serão proibidos;
- O número de mecânicos será limitado a treze até ao meio da temporada e a doze daí em diante;
- Os testes em pista serão proibidos durante a época, e a organização da GP2 venderá peças a crédito a todas as equipas que assim o desejarem.
Para equipas como a Ocean Racing Technology, do Tiago Monteiro, pode ser uma chance para aliviar a carteira do pesado investimento que fez no final do ano passado. Será que vão ser eficazes, isso é o que veremos depois. Mas creio que para alguns pilotos, as coisas podem ter sido mais facilitadas...

GP Memória - Brasil 1974

Quinze dias depois de Buenos Aires, máquinas e pilotos estavam em São Paulo para disputar a segundo corrida do campeonato, no circuito de Interlagos cheio para torcer pelo campeão Emerson Fittipaldi, agora sobre as cores da McLaren.


Desde então, as coisas tinham andado normalmente, excepto com a Shadow, que tiveram que mandar para o Brasil um novo chassis, já que o tripulado por Peter Revson tinha ficado com estragos irreparáveis. Mandaram buscar outro chassis para o Brasil, mas ficou algum tempo empatado na Alfândega devido a problemas burocráticos. Temeu-se o pior, mas depois, tudo se resolveu em bem.


Com os problemas resolvidos, passou-se para o fim-de-semana da corrida. Na qualificação, Fittipaldi afinou perfeitamente o seu carro e conseguiu a pole-position, à frente do Brabham de Carlos Reutmann. O terceiro lugar foi para o Ferrari de Niki Lauda, que partia ao lado de Ronnie Peterson, no seu Lotus-Ford. A terceira fila era ocupada pelo segundo Lótus de Jacky Ickx e o Shadow de Peter Revson. Na quarta fila estava o terceiro McLaren de Mike Hailwood e o segundo Ferrari de Clay Regazzoni. José Carlos Pace, no seu Surtees, era 12º na grelha.


O dia da corrida aconteceu sob calor e alguma falta de civismo de alguns espectadores, que atiraram garrafas de vidro ao chão, para tentar incomodar os adversários. A partida é retardada um pouco, mas quando acontece, Reutemann engata melhor e passa para a liderança, com Peterson e Fittipaldi logo atrás. Contudo, o calor que se fazia sentir nesse dia degradou mais rapidamente os pneus do Brabham do argentino, e cedo foi apanhado pelos seus perseguidores.


A partir dali, os ex-companheiros de equipa batalharam um com o outro pela liderança da corrida, até que na volta 16, o sueco sofre um furo (eventualmente causado por algum vidrinho resultado das garrafas atiradas à pista), e vai para as boxes, regressando na nona posição. Agora, o segundo classificado era o Ferrari de Clay Regazzoni, seguido por Jacky Ickx.


E tudo continuaria assim até à volta 31, quando os céus de São Paulo Fazem das suas: uma tempestade aparece na zona, e a chuva faz com que o asfalto fique molhado, logo , demasiado perigoso para continuar a corrida, e a nove voltas do fim, é mostrada a bandeira vermelha, dando indicação do final da corrida. Fittipaldi ganhava assim a sua primeira vitória do ano, a primeira com a McLaren, com Regazzoni em segundo, mostrando que a Ferrari tinha ressuscitado, e que os resultados da Argentina não tinham sido sorte. A fechar o pódio ficava Jacky Ickx, no seu Lótus, e nos restantes lugares pontuáveis ficariam o Surtees de José Carlos Pace, o terceiro McLaren de Mike Hailwood e o Lótus de Ronnie Peterson.


A Formula 1 voltava agora somente dentro de quase dois meses, na Africa do Sul, tempo para Fittipaldi e mais alguns pilotos fazerem uma visitinha de cortesia a Brasília para inaugurarem o autódromo local, numa corrida extra-campeonato, sob a presença do então presidente da Repúblca, General Ernesto Medici. O regime militar também abraçava o automobilismo…

Fontes:

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A noticia de capa, analisada ao pormenor

Depois de ontem à noite ter visto a capa do jornal, fui ler a noticia. Vem logo na página 2, numa coluna assinada pelo jornalista Luis Vasconcelos, um dos poucos (senão o unico) português a andar no "paddock" da Formula 1. A noticia fala de que o "tio" Bernie sente a pessão dos adeptos, equipas e patrocinadores acerca da diminuição de pistas na Europa, em favor da Asia e da Arábia.


Como a França não terá GP até pelo menos 2011 (foi aprovado este fim de semana no Senado francês uma proposta para construir um circuito) e a Alemanha e Inglaterra estão a ter dificuldades em erguer ou manter os seus GP's, a ideia de um Autódromo de Portimão novinho em folha e pronto que nem um brinco, ganha força. O próprio Bernie esteve para ir a Portimão na semana passada, mas a chuva estragou-lhe os planos. Contudo, alguns dos seus mais próximos estiveram por lá, e tiveram impressão positiva das instalações.


Contudo, a noticia fala num ponto importante: a proposta da candidatura terá que ser sustentada pelo Governo. Em Portugal, 2009 vai ser ano de eleições, e este Governo quer manter o poder, de perferência com maioria absoluta. Apesar do investimento ser privado, e do Governo ter apenas desburocratizado (o projecto foi considerado um PIN - Projecto de Interesse Nacional), na semana passada, o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, ter dito que por agora, tal coisa não interessa, pelo facto de estar a passar uma crise económica sem percedentes. Mas este mesmo ministro afirmara no dia anterior que apoiava, sem reservas, uma candidatura conjunta de Portugal e Espanha ao Mundial de 2018...


Paulo Pinheiro também não está interessado em investir do seu próprio dinheiro no GP de Portugal, pois quer primeiro recuperar os 210 milhões de euros que investiu no complexo de Portimão (160 milhões só na pista). Mas esta tem o maior "paddock" da Europa, em termos de área. E isso vai ser considerado em conta nas anotações dos associados do Bernie Ecclestone...


E Portugal tem outra vantagem: tem tradição. Há outros projectos europeus em estado de construção ou de intenções, como a Bulgária e a Rússia. Há também a hipótese de um segundo circuito em Itália, nomeadamente um GP urbano em Roma. Mas se as especulações de que Fernando Alonso estará na Scuderia Ferrari a partir de 2010, e dado a simpatia (leia-se, mais dinheiro e mais espectadores) que o "Tio" Bernie tem pelo espanhol, isso significa que um terceiro GP na Peninsula Ibérica era bem visto para as audiências.


E nessa altura, poderá haver um piloto português no "paddock" da Formula 1. Alvaro Parente é a melhor hipótese. Uma noticia de hoje do site português Sportmotores diz que ele tem propostas de... seis equipas da GP2! E o seu empresário, Pedro Moreira dos Santos, fez esta revelação: ”Esta semana vamos ter uma reunião com o Bernie Ecclestone onde iremos dar a conhecer o projecto do Álvaro (Parente). Contamos que dentro de duas semanas tudo esteja definido e saibamos qual a equipa que albergará o Álvaro”. E Parente não é um piloto qualquer. É dos poucos pilotos da categoria que ganhou na sua corrida de estreia...


No "deve e haver" da noticia, com todos os dados recolhidos, uma coisa é certa: já não é uma questão de "se", mas sim "quando". O calendário de 2010 ainda não foi elaborado, e o "Tio" Bernie continua a sonhar, apesar da crise económica, com 20 provas espalhadas pelos cinco continentes, com a Europa à cabeça...

Historieta da Formula 1 - Pedro Lamy na Tyrrell, Footwork e Sauber

A Historieta da Formula 1 desta semana tem a colaboração do Rianov Albinov, que me ofereceu as fotos, e aborda um dos melhores pilotos que Portugal já teve: Pedro Lamy.



No final de 1993, com apenas 21 anos, estando ele a disputar o título da formula 3000 com Olivier Panis, teve a chance de substituir Alex Zanardi na Lotus, e estreou-se ao lado de Johnny Herbert. Com o tempo, o português já conseguia estar a par do inglês, mais talentoso e experiente. Até que a 18 de Maio de 1994, poucos dias depois de disputar o GP do Mónaco, e de escapar ileso ao acidente com o Benetton de J.J. Letho na partida do infame GP de San Marino, em Imola, sofre um acidente a mais de 250 km/hora, quando a asa traseira do seu Lotus cedeu. Resultado: ambas as pernas fracturadas e vários meses em reabilitação.

No final de 1994, já recuperado, começa a tentar regressar à Formula 1, efectuando vários testes com algumas das equipas do meio do pelotão. A primeira hipótese é com a Sauber-Mercedes, que precisava de alguém para o lugar de Karl Wendlinger. Testando em Barcelona, em Dezembro desse ano, não dá muito nas vistas e perferem ficar com o austriaco.

Poucas semanas depois, no Estoril, Lamy volta ao cockpit, desta vez a bordo de um Tyrrell. O português mostra bom andamento, e Tyrrell fica impressionado, mas os milhões da Nokia, fornecidos por Mika Salo fazem com que este perfira o finlandês.

A meio do ano, tem uma nova chance: a Footwork-Arrows precisa de um piloto para completar o "budget" da equipa naquele ano, e Lamy é um dos pilotos testados em Silverstone no FA15. Caso ficasse, iria substituir... Gianni Morbidelli, já que o outro "piloto" era o japonês Taki Inoue, e este "pay-driver" tinha o dinheiro suficiente para a época toda. Mas no final, perferiram o italiano Max Papis. Nâo lembro bem se foi porque o Lamy não achava grande coisa o carro, ou foi por causa do "eterno" problema do "budget".

Mas poucas semanas depois, Lamy tem outro teste com a Minardi, e é bem sucedido, voltando à Formula 1 quase ano e meio depois daquele acidente horrivel em Silverstone, no circuito de Hungaroring. E no final do ano, em Adelaide, dá a Portugal o seu primeiro ponto de sempre.



Hoje em dia, com 36 anos, está feliz na Le Mans Series, na equipa oficial da Peugeot, e este fim de semana, nas 24 horas de Daytona, terminou a corrida na quarta posição, mais um resultado de relevo numa prova lendária. E espera este ano ser o primeiro piloto de lingua portuguesa a vencer as míticas 24 Horas de Le Mans...

domingo, 25 de janeiro de 2009

A capa do Autosport desta semana

Esta capa é surpreendente para quem está por fora do assunto, mas para mim, não é. Digo isto porque desde Outubro, Novembro, tenho ouvido "zunszuns" sobre a hipótese, até para 2009! Acredito que sim, basta a apresentação do projecto e a aprovação do Governo, para que tenhamos GP. Não em 2009, mas talvez em 2010.



Ainda não sei bem os detalhes, mas não me admiraria que fosse algo semelhante a Istambul. O circuito turco, uma obra de arte moderna, desenhada pelo Herman Tilke, pertence a uma empresa cujo accionista maioritário é Bernie Ecclestone. E ainda conheço outros detalhes, que ainda não revelo, porque um bom jornalista ouve sempre mais do que uma fonte...


Enfim, continuando: o título é simples "Ecclestone de olho no Algarve", e no canto inferior direito, temos como subtítulo: "Pilotos elogiam pista portuguesa". Acima, três referências extra-Formula 1: o terceiro lugar de Filipe Albuquerque em Taupo, na Nova Zelândia, uma grande entrevista a Helder Rodrigues, o motard português que terminou em quinto lugar no Dakar 2009 Argentina-Chile, e o Rali de Monte Carlo, este ano uma prova do IRC, ganha por Sebastien Oiger.

Amanhã, já tenho um bom motivo para comprar o jornal!

Outro testemunho pessoal de Portimão

Depois de ter colocado durante a semana dezenas de fotos dos testes de Portimão, obviamente teve as suas repercursões, pelo menos na Blogosfera nacional. O AC, do Blogtorsport, fez um post referindo as imagens mandadas pelos meus amigos (se tudo correr normalmente, só vou lá em Abril, e em serviço!), e colocou mais algumas. Curioso como sou, fui lá vê-las e escolhi três, todas do Hamilton.


O mais engraçado foi esta foto em que ele parou no meio da pista, na Quarta-feira de manhã, depois de um sensor ter disparado. Podem-se contar ali pelo menos três fotógrafos, para imortalizarem o momento! Quantos é que estariam do lado da pista do qual esta pessoa, o Rui Fonseca, da Mondego Sport (obrigado pelo esclarecimento, Quim!) tirou? A Formula 1 tem destas situações...

A1GP: Albuquerque não ficou muito feliz em Taupo

Apesar do bom fim de semana que a equipa portuguesa teve no pequeno e traiçoeiro corciuito neozelandês de Taupo, com dois terceiros lugares na grelha, um pódio na Feature Race e a volta mais rápida na mesma corrida, Filipe Albuquerque não ficou satisfeito com o desempenho, pois perdeu o segundo lugar no campeonato a favor de Neel Jani, da equipa suiça, que ganhou na Feature Race, e viu distanciar-se o lider, a Irlanda de Adam Carrol.


"Não estou feliz, porque esperava outro resultado, mas também não estou infeliz porque o andamento estava lá e fizemos todos um bom trabalho. Estou cada vez mais habituado ao carro e fiz uma boa partida, mas infelizmente fiquei preso atrás do Adam Carrol. Não me apercebi do ataque do Neel Jani, mas também não poderia desviar a minha trajectória, pois corríamos o risco de nos tocarmos" , explicou Filipe Albuquerque na conferência de imprensa pós-corrida.

O sexto lugar da Sprint Race, a primeira corrida do dia, poderia ter sido melhor, não fosse "um problema na embraiagem" que o atirou para o sétimo posto, atrás de Edoardo Piscopo, da Itália, ultrapassando-o no final dessa corrida. Na segunda corrida, Albuquerque sempre esteve no terceiro posto, sem conseguir ameaçar os dois primeiros, apesar de na parte final da corrida ter-se aproximado de Carrol.

A próxima corrida será no circuito sul-africano de Kyalami, que se estreia no campeonato a 22 de Fevereiro. Filipe Albuquerque não conhece a pista, mas tal não o desmotiva, bem pelo contrário. "Nunca lá estive, mas desta vez, tal como foi em Chengdu, será igual para todos", afirmou, lembrando a todos que foi nessa pista que venceu a sua (até agora) primeira corrida neste ano. Que assim seja, Filipe!

A entrevista a Adrian Campos, no 16 Valvulas

O convidado principal da emissão de ontem do programa radiofónico 16 Valvulas, o espanhol Adrian Campos, explicou, entre outras coisas, a sua carreira como piloto, a razão pela qual decidiu sair da equipa pelo qual criou desde raíz, a Campos Grand Prix, e partir para outros projectos, e o que pensa de Alvaro Parente e Filipe Albuquerque, dois pilotos com maiores esperanças para alcançar a categoria máxima.




Durante a entrevista, revelou que um desses novos projectos que tem em vista é tomar conta das operações da Honda no WTCC, com o modelo Accord, e que quer entre outros, o seu compatriota Felix Porteiro e o actual campeão da GP2, o italiano Giorgio Pantano. Tudo isto e muito mais, podem ver aqui, neste link, onde também podem ouvir os relatos de três dos participantes do Dakar 2009 Argentina-Chile: Elisabete Jacinto, Nuno Inocêncio e Pedro Bianchi Prata.

A1GP - Ronda 4, Taupo (Corridas)

As duas corridas no circuito neozelandês de Taupo deram vitórias aos carros da Irlanda (Adam Carrol) e de Suiça (Neel Jani), enquanto que Filipe Albuquerque, que se estreava nesta pista, não conseguiu mais do que o sexto lugar na Sprint Race, mas na Feature Race esteve melhor, terminando no lugar mais baixo do pódio.


Na primeira corrida do dia, a Sprint Race, não existiu grande história, pois Carrol dominou do principio até ao fim, mesmo depois da obrigatória paragem nas boxes. O suiço Neel Jani aproveitou bem a paragem para passar de quarto para o segundo lugar, batendo Robert Doornbos (Holanda) que ficou no terceiro posto, e Filipe Albuquerque (Portugal) que não foi além do sexto posto, fazendo com que a liderança da Irlanda se alargasse para quinze pontos. Loic Duval, da França, foi o quarto, e Chris van der Drift, a "jogar em casa", foi o quinto. Quanto a Filipe Guimarães, o piloto brasileiro não foi além da 15ª posição.


Na segunda corrida, que decorreu hora e meia mais tarde, Carrol liderou na partida, seguido por Jani e Albuquerque. As coisas se mantiveram assim, mesmo após a primeira paragem por troca de pneus. Mas na segunda ronda, quando Carrol e Jani pararam na mesma volta, deixando albuquerque na liderança, o carro irlandês não conseguiu engatar a marcha a tempo, permitindo a ultrapassagem a Jani. Duas voltas depois, foi a vez de Albuquerque ir à boxe, mas não conseguiu umtrapassá-los, regressando ao terceiro lugar, embora a pouca distância de Suiça e Irlanda.


No resto da corrida, Jani conseguiu manter uma distância sobre Carrol e Albuquerque, que lutraram entre si pelo segundo lugar, lugares que se mantiveram até ao final da corida, mesmo após uma situação de bandeiras amarelas a onze voltas do fim. Mas apesar deste terceiro lugar, Albuquerque sai de Taupo com a volta mais rápida da corrida, o que lhe dá um ponto extra no campeonato. Quanto a Felipe Guimarães, o piloto brasileiro não foi além da 12ª posição.


Após esta ronda dupla em paragens neozelandesas, a Irlanda lidera o campeonato, com 65 pontos, e agora a Suiça na segunda posição, com 52 pontos, e Portugal é terceiro, com 49. A próxima ronda dupla será no circuito sul-africano de Kyalami, a 22 de Fevereiro.