quarta-feira, 13 de maio de 2015

Youtube Motorsport Crash: O acidente de Hélio Castro Neves nas 500 Milhas de Indianápolis

No dia em que Hélio Castro Neves foi penalizado com oito pontos pela organização da IndyCar, o veterano piloto brasileiro (comemorou 40 anos há alguns dias), sofreu esta tarde um acidente bem espetacular curante as suas voltas de classificação para as 500 Milhas de Indianápolis, sem consequências.

O piloto da Penske perdeu o controlo do seu carro na saída da Curva 1, quando este escapou da sua trajetória, acabando por bater no muro de proteção e fazendo uma pirueta no ar, acabando por parar na Curva 2, sem grandes estragos no seu carro. E um susto para ele, que ja venceu por três vezes por aí...

Regressos? Prefiro uma guerra de pneus

As noticias de que a Michelin tenciona regressar à Formula 1 quando o contrato com a Pirelli expirar, dentro de dois anos, agitam um pouco as águas nesta quarta-feira, no meio dos testes que a formula 1 está a fazer em Barcelona. A acontecer, seria um regresso a um lugar onde esteve até 2006, quando se retirou em protesto contra a decisão da FIA de colocar um monopólio no fornecimento de pneus a partir de 2008, então beneficiando a Bridgestone.

Numa entrevista à Autosprint italiana, Pascal Couasnon, o diretor desportivo da marca, afirmou que estava aberto a um regresso, mas com a condição da Formula 1 alterar os regulamentos nesse campo:

"Por que não? Estamos totalmente abertos para um regresso, mas com algumas condições: a Fórmula 1 deve alterar os seus regulamentos técnicos. Os pneus devem tornar-se de novo um objeto técnico e não apenas uma ferramenta para fazer um espectáculo razoável", começou por dizer.

"A Michelin apresentou algumas condições precisas, a fim de voltar à Formula 1. Queremos pneus de 18 polegadas, o que já são utilizados na Fórmula E, e dentro em breve noutras categorias. Se a Formula 1 quiser considerar as nossas propostas que estamos aqui a colocar, estamos totalmente abertos a um regresso. Mas se em vez disso, as perspectivas são de manter as coisas tal qual como estão agora, então não obrigado, nós não estamos interessados" continuou.

"No próximo concurso para fornecimento de pneus Formula 1 faremos as nossas propostas, por que não? Depois, vai ser um problema para [Bernie] Ecclestone ou a FIA resolver aceitá-los ou não", concluiu.

As intenções da Michelin não são novas, pois já apresentou estas propostas algures em 2012, antes da FIA decidir renovar com a Pirelli em relação ao fornecimento exclusivos dos pneus. E algumas das propostas que leram anteriormente já existem noutras categorias como a Formula E. E a ideia é lógica: quem é que hoje em dia, nos nossos carros do dia-a-dia, usam pneus colocados em rodas aro 13, como vemos na Formula 1? Quase ninguém. E isso é mais um aspecto de que a Formula 1 vive num mundo à parte, digamos assim. Especialmente quando começamos a ver pneus para rodas de aro 20, 22, e mais alto ainda...

Mas honestamente, o que desejava era o regresso a uma guerra de pneus, E não seriam duas marcas, mas sim mais. Ver não só Michelin vs Pirelli, mas também mais construtores como a Bridgestone, Pirelli ou Avon. É certo que as coisas poderiam acabar em dois ou três anos, até se retirarem de cena, mas haveria mais competição e uma maior evolução na tecnologia de pneus. E em muitos aspectos, quem pagaria para isto seriam as marcas e não tanto as equipas.

Enfim, sonhar não custa... mas nestes tempos de "corte de custos", parece que isso é mais uma utopia do que outra coisa.

CNR: Apresentado o Rali Vidreiro

Já foi apresentado na Marinha Grande o Rali Vidreiro de 2015, que irá acontecer nos dias 26 e 27 de junho na zona da cidade vidreira. Com nove especiais da classificação, três delas feitas na sexta-feira e as restantes seis no sábado, essencialmente serão duplas passagens pelas classificativas do Farol (18,75 km), Caranguejeira (7,58km), Espite/Matas (15,57 km) e São Pedro (15,62km), para além de uma Super-Especial no centro da Marinha Grande, com 1,5 km de extensão.

Sem revelar nomes à lista de inscritos - apesar de saber que será extensa e existirão participações da Ladies Trophy, da Copa Ibérica R3 Clio e da Copa Ibérica Suzuki Swift - pode-se dizer que não há muitas alterações em relação à edição do ano passado, embora a organização afirma que isso fará com que apareçam muitos espectadores às classificativas para poderem ver o rali:

“Desde sempre habituamos todos os intervenientes do nosso rali a organizações criteriosas, dinâmicas e seguras. Esta não será exceção. Teremos uma prova com muitos pilotos e equipas inscritos com números superiores à média das restantes provas disputadas em Portugal e isso é um orgulho mas também uma grande responsabilidade. Seguramente iremos ter um grande espetáculo e um rali muito animado”, afirmou o Presidente do Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG), Luís Cardoso.

Já a Câmara Municipal, na figura do seu presidente, Álvaro Pereira, reiterou o apoio da autarquia ao Clube Automóvel da Marinha Grande. “Cada vez tenho mais orgulho do Clube Automóvel da Marinha Grande. Não só pelas provas que vai organizando mas também por ajudar na divulgação daquilo que é a cidade e todas as suas valias. Já o disse em tempos e repito: gostaria que um dia o Rali fosse apenas realizado nas matas nacionais, contudo, por agora não é possível. Como Presidente da Câmara agradeço ao Clube Automóvel por continuar a organizar este tipo de eventos e podem continuar a contar com o apoio da Câmara Municipal.”

terça-feira, 12 de maio de 2015

A entrevista a Roberto Moreno pelo 16 Valvulas

De quando em quando, o meu amigo Gonçalo Sousa Cabral faz excelentes entrevistas a pilotos, e do qual vale a pena serem mostradas para além do seu sitio, o 16 Valvulas. E nestes últimos dois dias, ele têm andado a divulgar a entrevista a Roberto Moreno, o "SuperSub" e que teve uma carreira versátil na Formula 1 (AGS, Coloni, Eurobrun, Benetton, Jordan, Minardi, Andrea Moda e Forti) e a CART, para além de ter sido campeão de Formula 3000 em 1988.

Hoje em dia é "coach" de pilotos que estão a começar, no sentido de melhorarem os seu estilo de condução, e fala sobre alguns dos pilotos que influenciaram a sua carreira, como o seu amigo e conterrâneo Nelson Piquet.

Acerca de um grande momento do automobilismo português

Apesar de não ser de nascimento, sou português de "espirito". E sendo amante de automobilismo, não deixo de vibrar pelos feitos que o pessoal nascido e criado neste retângulo à beira-mar plantado faz com quatro rodas e um volante. E quando andamos num passado recente - e não tão recente - em categorias como a Formula 1 ou o Mundial de ralis, nunca deixei de torcer e vibrar pelos melhores resultados que eles pudessem alcançar.

E agora, com a nova Formula E, vibro os feitos de António Félix da Costa na Amlin Aguri, especialmente aquela vitória inesperada em Buenos Aires, apesar de todos concordarem que esta caiu do céu. Ou por outras palavras, estava no lugar certo à hora certa...

As 24 Horas de Le Mans são uma das corridas mais fascinantes do mundo, todos concordam. É uma corrida de resistência do qual não ganha o mais veloz, mas sim... o mais resistente. E este ano, Portugal vai meter cinco pilotos na clássica de La Sarthe, nas quatro categorias, sendo que o último anuncio, como sabem, foi o de Tiago Monteiro, a bordo do LMP1 da Kolles. E isto veio enriquecer um pelotão onde têm um piloto numa equipa oficial. Não é a presença mais numerosa de sempre, mas é uma das mais ricas. Só faltaria uma tripla totalmente nacional, numa equipa inscrita em paragens lusitanas, como houve num passado recente, mas creio que é uma questão de tempo.

Contudo, esse feito merece ser comemorado, e essa comemoração foi feita esta tarde por uma pessoa que admiro: o jornalista da Eurosport João Carlos Costa, entusiasta do automobilismo e das 24 Horas de Le Mans, e que este ano tem à partida ótimos motivos para orgulho. E escreveu isto no Facebook do qual pedi permissão para partilhar por aqui. Aqui vai:

"Cinco portugueses nas 24 Horas de Le Mans não é recorde, mas é único na forma: estão todos como pilotos profissionais, pagos para competir na maior prova do mundo. Não tiveram que reunir budget para dar corpo a um sonho. Bastou-lhes o estatuto, o palmarés, o facto de serem uma mais-valia quando estão ao volante. Mais ainda: Filipe Albuquerque, Tiago Monteiro, João Barbosa, Pedro Lamy e Rui Águas têm reais chances de, pelo menos, chegar ao pódio nas respectivas categorias.

De há muito que ando a chamar à atenção para este caso único, nunca antes vivido no Desporto Motorizado português, em duas e quatro rodas. Devemos salientar que temos perto de duas dezenas de pilotos profissionais a representar construtores e/ou grandes equipas em campeonatos mundiais ou de relevo a nível internacional, onde conquistam pódios, vitórias e títulos.

O que irá acontecer nas 24 Horas de Le Mans 2015 é consequência disso mesmo, deste verdadeiro momento de Ouro, insólito para nós, portugueses, e nada comum em países com a mesma “dimensão” neste desporto. Algo que acaba por ser um pouco contra-corrente, relativamente ao que acontece entre portas, onde as águas, mesmo se é positivo vivermos uma época de alguma paz institucional, estão demasiado “flat”. Temos de aproveitar estes momentos para “surfar” a onda, arriscar nas “manobras” e ganhar “pontos”, por forma a conseguirmos capitalizar em termos de impacto do Desporto Motorizado em Portugal. Promover esses pilotos que tão bem nos representam “fora de portas” tem de ser um enorme trunfo “cá dentro” para cativar novas paixões. Pudemos mostrar que se pode ir mais além, que temos tanto talento como os outros, que há uma carreira possível, que Portugal está definitivamente no “mapa das corridas”. No fundo, que há desporto para além do Futebol, de Cristiano Ronaldo. Que existem outros atletas capazes de nos fazer sentir os “arrepios” do nacionalismo!

Para os que gostam de provas de resistência, é igualmente um momento de enorme emoção. Fica-nos também a obrigação de dar ainda maior ênfase a este tipo de corridas. Sermos capazes de continuar a promovê-las e a demonstrar a sua espectacularidade, num fenómeno de bola-de-neve onde Le Mans é quase sempre pivot. Sinto orgulho por, juntamente com o Ricardo Grilo (e muitos outros), ter ajudado nesse fenómeno. Por isso mesmo, vou empenhar-me a fundo para que transmissão das 24 Horas de Le Mans 2015 no Eurosport volte a ser uma enorme festa para a qual estão todos uma vez mais convidados".

Vai valer a pena estar à frente da televisão no fim de semana de 14 e 15 de junho. Falta ver quais vão ser os resultados desta participação, mas por ali, talento não faltará. E também isto tudo é o resultado do talento e dos resultados que todos estes pilotos acumularam ao longo das suas carreiras. Mas mesmo assim, parabéns a todos eles!

Quem quer contribuir para um filme sobre Emerson Fittipaldi?

Que o automobilismo é a nova moda nos documentários, é um facto. Que Emerson Fittipaldi já foi objeto de filmes sobre ele não é novidade, basta lembrar do filme "O Fabuloso Fittipaldi", de 1973, feito a acompanhar a trajetória do piloto rumo ao seu primeiro título mundial. Mas a novidade é que Paul Crowder e Michael Shevloff, os produtores que fizeram "1" sobre a Formula 1, querem fazer um novo documentário sobre a trajetória do bicampeão do mundo, que teve três carreiras: o piloto de Formula 1, o construtor e a segunda parte, na IndyCar, que durou até aos 50 anos de idade.

A campanha, que podem ver na plataforma Kickstarter, tem um objetivo ambicioso: 75 mil dólares em 31 dias, com um excelente arquivo histórico, entrevistas com lendas como Jackie Stewart e Mário Andretti, e até agora já se conseguiu cerca de 3100 dólares. 

O título é ótimo: "O nome é Fittipaldi". E a frase que define isto é bem interessante: duas carreiras, três mulheres e nove vidas. E é tudo verdade. 

Noticias: Tiago Monteiro em Le Mans com a Kolles

Tiago Monteiro é o mais recente nome português a juntar-se às 24 horas de Le Mans... e vai ser numa máquina LMP1. O piloto português, atualmente na equipa oficial da Honda no WTCC, vai ser um dos pilotos da equipa Kolles de LMP1, ao lado do suiço Simon Trumner e do alemão Pierre Kaffer no chassis CLM P1/01. O anuncio foi feito esta tarde.

"É uma honra ser convidado para me juntar ByKolles Racing para Le Mans", começou por dizer o piloto do Porto à Autosport britânica.

"Estou grato a Honda para me libertar temporariamente me libertar das minhas obrigações [no WTCC] para que eu possa participar. Eu já competi na corrida por várias vezes no passado e eu adoro o evento", continuou.

Boris Bremes, um dos diretores da ByKolles, elogiou a capacidade do piloto: "Temos trabalhado com Tiago no passado e por isso sabemos o que ele é capaz", começou por dizer. "Temos muito trabalho a fazer nas próximas semanas, mas temos um plano claro, que envolve fazer algumas novas atualizações para o carro seguintes Spa. Vamos aproveitar ao máximo os testes antes da corrida em Le Mans para estarmos o mais preparado possível", concluiu.

Com este anuncio, passam agora a ser cinco os pilotos portugueses na corrida de La Sarthe. Com Filipe Albuquerque num dos carros oficiais da Audi, também teremos João Barbosa no Ligier-Judd LMP2 da Krohn Racing, Pedro Lamy num dos Aston Martin oficiais na categoria GTE-Am e Rui Águas no Ferrari da AF Corse, na categoria GTE-Pro. E muitas das equipas que alinham em Le Mans ainda não estão fechadas...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

The End: Frank Matich (1935-2015)

Frank Matich, uma das lendas do automobilismo australiano, morreu na noite desta segunda-feira aos 80 anos de idade, em Sydney, vitima de doença prolongada. A carreira de Matich aconteceu essencialmente nos monolugares, entre 1958 e 1974, tendo depois sido construtor, na Tasman Series e na Formula 5000 australiana.

Nascido em 1935, começou a correr em 1958 a bordo de um Jaguar C-Type no Australian Tourist Trophy, onde acabou por ser campeão em 1961. No ano seguinte, passou para a Formula Junior, onde se tornou campeão a bordo de um chassis Elfin, antes de se envolver com a Tasman Series, onde foi um dos locais australianos a competir nessa série contra os melhores pilotos de Formula 1 do seu tempo. Em 1964, foi terceiro classificado na corrida de Longford, marcada pelo acidente mortal de Timmy Mayer, enquanto que no ano seguinte conseguiu outro terceiro lugar em Warwick Farm.

Apesar do sucesso em terras australianas, Matich nunca teve uma chance de correr na Europa, pois nunca houve dinheiro que chegue para fazer a viagem.

A partir dali, dedicou-se ao Tourist Trophy, onde se tornou tricampeão, entre 1967 e 1969, ao mesmo tempo que construia os seus próprios chassis, os Matich, com motor Repco. No mesmo ano de 1969, venceu as três corridas da Australian Sports Car Championship, com um dos seus chassis.

Em 1970, regressa à Tasman Series, com um McLaren M10A, onde se torna vice-campeão, vencendo o GP da Nova Zelândia e da Austrália, e repete o mesmo em 1971, vencendo desta vez o GP da Austrália. Por esta altura, a Tasman Series já tinha passado o seu auge, e Matich constrói um chassis baseado nos regulamentos da Formula 5000. O chassis é um sucesso e em 1972, torna-se o vencedor da Australian Drivers Championship.

Em 1973, Matich vence em Surfers Paradise e fica no terceiro posto na Tasman Series, antes de sofrer um acidente nautico que lhe causa ferimentos graves. Apesar de recuperar e ainda competir por mais um ano, decide abandonar a competição aos 39 anos, querendo dedicar-se aos negócios (nos últimos anos da sua vida tinha um negócio de painéis solares) e à família. No final anos 80, decidiu apoiar a carreira do seu filho Kris, que se tornou num dos grandes pilotos da Formula Ford local.

A IndyCar quer correr fora dos Estados Unidos

No mês das 500 Milhas de Indianápolis, um dos diretores da IndyCar, Mark Miles, afirmou esta segunda-feira que pretende antecipar o calendário de 2016 no sentido de albergar algumas corridas internacionais em fevereiro. E entre algumas hipóteses, fala de corridas na Colombia, África do Sul e Emirados, num calendário que terá vinte corridas.

"É difícil encontrar eventos nos EUA em fevereiro e início de março devido ao clima", começou por dizer Miles ao sitio MotorsportTalks. "Sim, queremos fazer, mas para expandir-nos nessa época do ano tem de ser a nível internacional, pois o mercado está lá", concluiu.

O calendário nos últimos anos têm sido essencialmente corrido em pistas americanas, com a excepção de Toronto. Ainda esteve em São Paulo até 2013, altura em que terminou o contrato e se ausentou em 2014, mas uma tentativa de correr este ano no circuito de Brasilia - que deveria ter acontecido a 8 de março - fracassou devido a problemas de orçamento e a descoberta de um rombo no orçamento de estado do Distrito Federal, entre outros. 

Para além disso, Miles pretende um patrocinador principal para as 500 Milhas de Indianápolis de 2016, altura em que se comemorará a sua centésima edição.

O calendário deste ano, que contêm 16 corridas, acabará a 30 de agosto em Sonoma.

De volta ao trabalho! Resta saber onde...

Esta vi hoje no Flatout! e ainda por cima, já tem quase uma semana: Jeremy Clarkson a andar num Corvette Z06 com Richard Hammond. O mais interessante é que com eles estava uma equipa de gravações. E isso é bem importante: é que eles, passada a tempestade que levou ao despedimento de Clarkson da BBC, há cerca de dois meses, decidiram sacudir o pó e voltar ao que sabem fazer melhor: gravar mais uma série.

Como é óbvio, há perguntas ainda por responder: como se chamará o programa, quando é que estará no ar e vai ser em que canal? Talvez seja algo semelhante ao que está a fazer agora, com os seus espectáculos ao vivo: "The Clarkson, May and Hammond Show", que eles afirmam brevemente estar em Belfast, segundo ele conta na sua conta do Twitter.

Quanto ao resto, ainda temos de esperar mais uns tempos, talvez uns meses. É que tem os espectáculos ao vivo para fazer, e talvez - talvez - digam alguma coisa sobre o quê, onde e quando. Muitos falam de um programa no Netflix, algures no final do ano. 

Francamente, quero esperar para ver.

Youtube Motorsport Racing: as corridas da Euro F3 no Estoril


Este fim de semana houve competição em Estoril e em Portimão. No primeiro caso, recebeu o campeonato da Blaincaplain GT Series e a Euro Formula Open - que não é mais do que o Campeonato espanhol de Formula 3 - enquanto que no Algarve, estiveram os carros da TCR Internarional Series, acompanhados pelos barchettas do Campeonato Nacional de Velocidade.

Mas aqui coloco os videos do fim de semana no Estoril, onde o russo Konstantin Tereshenko e o brasileiro Vitor Baptista foram os grandes vencedores, e onde andam em batalha pela liderança do campeonato. Apesar do autódromo algo vazio, ambas as corridas valeram a pena serem vistas, pelo espectáculo que deram. E aqui em Portugal, foram vistas no canal Motors TV.

Isto vi no sitio do Rodrigo Mattar, o A Mil Por Hora, e tirem uma hora do dia para verem as corridas.


domingo, 10 de maio de 2015

A foto do dia (II)

Quem assistiu a aquele fim de semana do Mónaco, em 1970, mal sabia que estava a ver um daqueles momentos de transição de uma geração para a outra, do qual a História se encarrega de assinalar. Naquele mundo automobilístico, onde o perigo estava sempre à espreita, a a morte violenta algo quase inevitável, de uma forma ou outra, ver esta foto de Rainer Schlegelmilch destes dois pilotos é um momento único. Tratam-se do francês Johnny Servoz-Gavin e do sueco Ronnie Peterson, e este seria o único fim de semana em que estariam juntos.

Curiosamente, ambos correriam num March, que naquele ano estava a chegar "com tudo", dando chassis a todos os que tinham 8500 libras para gastar, que depois arranjaria os motores Cosworth necessários. Jo Siffert, por exemplo, tinha o seu carro e seu salário pago pela Porsche, pois este temia que fosse para a Ferrari, o seu maior rival na Endurance. Mas foi por causa da March que Ken Tyrrell arranjou dois chassis para Jackie Stewart e Johnny Servoz-Gavin. E foi com Ronnie Peterson que Max Mosley, o "M" da March, assinou o seu primeiro contrato.

Mas nesse fim de semana do Mónaco, o sueco queria saber como se safar das armadilhas, enquanto que Servoz-Gavin lutava contra os seus fantasmas, que tinham acontecido após um acidente durante esse inverno, que afetou a visão do seu olho direito e a sua capacidade de guiar velozmente. Para piorar as coisas, a visão do carro de Jackie Ickx a arder, na corrida anterior em Jarama, fez com que o medo o vencesse. Depois de não conseguir qualificar decidiu que iria pendurar o capacete de vez. Para o seu lugar veio outro francês, Francois Cevért.

Quanto ao sueco, teve quase toda uma década para mostrar todo o seu talento e carisma. Não o suficiente para ser campeão, mas todos não o esquecem.

As fotos do dia


Deve ter sido dos maiores duelos da Formula 1. Que é dos mais memoráveis, é. Não andaram em perseguição em oitenta voltas, mas a partir da volta 57, quando Jackie Stewart ficou de lado devido ao rebentamento do seu motor Cosworth, é que Jack Brabham e Jochen Rindt ficaram um atrás do outro, num duelo que hipnotizou muitos até à última curva.

Brabham tinha largado de quarto e Rindt de oitavo. Aproveitaram as armadilhas do traçado a seu favor, e sendo velhas raposas que eram, deram o seu melhor para conseguir ficar na frente o mais possivel. Aos poucos, distanciaram-se do resto do pelotão, que depois de ser liderado por Dennis Hulme e Chris Amon, a partir da volta 62 era liderado pelo Matra de Henri Pescarolo (que iria a caminho do seu único pódio da sua carreira) e ambos davam o seu melhor, esperando que um cometesse um erro, para poder aproveitar.

O momento decisivo tinha acontecido depois do australiano se desviar da linha de corrida para evitar um carro atrasado. Nessa altura, ainda havia fardos de palha que serviam como barreiras em certas curvas, apesar de estes terem ajudado no desfecho do acidente de Lorenzo Bandini, três anos antes. O Brabham escorregou e bateu nos fardos de palha, com Rindt a fazer a curva e receber a bandeirada de vencedor... que não apareceu, porque o comissário esperava que Brabham saisse da curva!

Todos foram apanhados de surpresa, e se forem ver as filmagens, podem ver um Colin Chapman exultante pelo resultado, provavelmente dos mais inesperados da sua carreira. Para Rindt, era a sua primeira vitória do ano e a segunda da sua carreira, e os primeiros pontos da temporada. Ele sabia ao que ia o seu carro, o modelo 49, pois o 72 ainda estava a ser desenvolvido, e ele tinha as suas desconfianças, como se tinha visto na corrida anterior, em Jarama.

Rindt, no final, estava exultante. O que não sabia era que se tinha assistido ao inicio de um dominio inigualável até então. Um verão incrível, com 45 anos de idade, que teve um desfecho trágico.

Formula 1 em Cartoons - Espanha (Cire Box)

O "Cire Box" mostrou como foi comemorada a vitória de Nico Rosberg na Mercedes, esta tarde, em Barcelona... 

Formula 1 2015 - Ronda 5, Espanha (Corrida)

Barcelona é sempre palco da corrida mais previsível do ano. As razões existem, mas a mais óbvia é que é um circuito onde o pessoal faz muitos testes de pré-época, em fevereiro. É certo que em maio, as condições meteorológicas são diferentes, mas de uma certa forma, as diferenças não são muitas e não parece que são as suficientes para proporcionar emoção aos espectadores.

E quem assistiu à qualificação, no dia de ontem, sabia que não tinha muitas expectativas, pois tinha-se instalado a hierarquia atual, sem acidentes ou problemas mecânicos inesperados. A unica questão que se colocava era saber se Lewis Hamilton iria atacar Nico Rosberg e tentar ficar com a quarta vitória nesta temporada, ou se o filho de Keke iria por fim estrear-se no lado dos vencedores e tentar diminuir a desvantagem e não tornar tão óbvia a cavalgada de Lewis Hamilton rumo ao tricampeonato.

O filme da corrida começou com um céu primaveril e temperaturas amenas, e no momento da largada, Rosberg largou bem. Mas esperavam que Hamilton largasse melhor, foi absolutamente o contrário: não só largou mal como foi superado por Sebastian Vettel. Atrás, houve mais algumas novidades: se Valtteri Bottas aguentou o quarto lugar, já Kimi Raikkonen foi mais agressivo e passou os garotos da Toro Rosso para ser quinto. Nas voltas seguintes, Felipe Massa aproveitou também para passar os pilotos da Toro Rosso e ser sexto, atrás de Raikkonen.

Nas voltas seguintes, Hamilton tentava passar Vettel, mas o alemão conseguia aguentar os ataques do inglês da Mercedes, mas na volta 14, ele é chamado para ir às boxes e trocar de pneus. Parecia que a tática iria ser diferente da Ferrari, pois pensavam que poderiam superá-los dessa forma. Mas a paragem demorou mais tempo, e Vettel veio logo a seguir para trocar de pneus, mantendo o segundo lugar.

Mas havia quem tivesse paragens na boxe mais desastrosas, e na volta 27, Fernando Alonso tinha um problema nos travões que fez parar mais adiante, quando atropelando o mecânico. A McLaren decidiu que o melhor seria abandonar a corrida, frustrando as chances do piloto espanhol de pontuar pela primeira vez esta temporada.

Por essa altura, estava na pista outro azarado: Pastor Maldonado. O piloto da Lotus estava a fazer uma boa corrida, mas a asa traseira estava danificada e apesar de não prejudicar a sua performance de imediato, os problemas iriam acumular-se, e foi o que aconteceu na volta 47. O numero treze é mesmo de azar para o venezuelano, pelo menos nesta temporada...    

Pelo meio da corrida, via-se que a Mercedes ia para as três paragens, enquanto que a Ferrari ia ficar apenas pelas duas, especialmente Kimi Raikkonen. É certo que Hamilton "comeu" o finlandês logo na saída das boxes, mas o lado interessante era saber se Sebastian Vettel iria conseguir aguentar os ataques do piloto inglês. Com ele a usar os pneus, nas primeiras voltas ele conseguiu um avanço de dois segundos por volta. No inicio da volta 39, ele conseguiu apanhar o Williams de Valtteri Bottas, ficando com o terceiro posto.

Vettel parou pela segunda vez na volta 41, fazendo com que Hamilton ficasse com a segunda posição, enquanto que Raikkonen foi às boxes na volta seguinte. Ambos os pilotos iriam a partir dali até ao fim, enquanto que na Lotus, Romain Grosjean ia levando um mecânico pela frente, graças aos maus travões... felizmente, tudo correu bem.

Nico Rosberg parou na volta 45, naquela que iria ser a sua última paragem, para sair atrás de Lewis Hamilton. Com os pneus novos, o alemão tentava apanhar o inglês, mas sem grande pressa, porque Lewis ainda iria para por mais uma vez. Na volta 52, ele parou para a terceira e última paragem, ficando no segundo posto, passando Vettel. A partir dali, Lewis tinha vinte segundos para recuperar para apanhar Nico.

Atrás, Bottas e Kimi lutavam pelo quarto posto, com o piloto da Williams a levar a melhor, pois Raikkonen andou muito tempo atrás dele sem conseguir apanhar o suficiente para o passar. Mas à medida que as voltas estavam a acabar, parecia que Hamilton não iria apanhar Rosberg que por fim, ia rumo à sua primeira vitória do ano, e para ser o terceiro vencedor diferente da temporada. Antes disso, Carlos Sainz Jr. vinha com um ritmo impressionante, conseguindo passar a quatro voltas do fim o seu companheiro de equipa, Max Verstappen, para ficar com o último lugar pontuável, e no inicio da última volta, passou o Red Bull de Daniil Kvyat, para ser o nono classificado.

E assim foi: Nico Rosberg foi o grande vencedor da corrida espanhola, em mais uma dobradinha dos Flechas de Prata, com Sebastian Vettel a ficar com o lugar mais baixo do pódio. Raikkonen não conseguiu passar Bottas, enquanto que atrás deles ficaram Felipe Massa, Daniel Ricciardo, Romain Grosjean, Carlos Sainz Jr. e Daniil Kvyat. 

E dos vinte carros à partida, dezoito chegaram ao fim. E a verdade vem sempre ao de cima: Barcelona consegue sempre manter a sua reputação de ser a corrida mais chata do ano. A sorte é que logo a seguir, vem o GP do Mónaco...