quarta-feira, 11 de abril de 2018

Youtube Formula 1 Classic: A primeira volta de Donington, 1993


Todos se recordam hoje que passam 25 anos sobre a famosa primeira volta de Ayrton Senna em Donington Park, onde passou cinco carros na primeira volta e acabou na liderança de uma corrida onde o boletim meteorológico teve uma influência fundamental no desempenho dos pilotos, fazendo sobressair "guerreiros do piso molhado" como era Senna.

Aqui coloco dois vídeos: um da McLaren, outro do canal oficial da Formula 1, com comentários dos míticos Murray Walker e James Hunt. Sobre esse dia, falarei mais tarde.

Formula E: Porsche e Mercedes confirmados na próxima temporada


A Formula E confirmou hoje que a Porsche e a Mercedes foram inscritas na próxima temporada da competição com equipas próprias. Ambas terão os novos bólidos da Gen2, que entrarão em ação na temporada 2018-19.

Com a confirmação de ambas as marcas, numa competição com cada vez mais marcas presentes, como a Nissan (no lugar da Renault), BMW, Audi, Mahindra, Jaguar e DS, entre outros. E também com estas confirmações, a grelha de partida da Formula E fica alargada para 12 equipas, 24 carros no total. 

Por causa desta vasta lista de inscrições, Alejandro Agag, CEO da competição, está muito satisfeito com a situação actual.

“Fico feliz em ver tanto a Mercedes-Benz como a Porsche  na lista oficial de fabricantes homologados para a sexta temporada . Continuamos a exceder todas as expectativas iniciais estabelecidas quando começamos esta jornada há apenas quatro anos. Se me tivessem dito que teríamos tantos nomes reconhecidos no mundo do automobilismo, e os maiores fabricantes de carros de estrada, teria achado uma loucura. Mas esta é a realidade agora. Combinando isso com a lista cada vez maior de parceiros que participam da revolução das corridas elétricas e está claro que o Campeonato de Fórmula E da ABB FIA é um lugar muito interessante para se estar no automobilismo”, comentou.

A Formula E volta à ação este sábado nas ruas de Roma, para a sexta prova do campeonato.

CNR: Pilotos juniores da Toyota em Mortágua

A Toyota Gazoo Racing WRT inscreveu os japoneses Takamoto Katsuta e Hiroki Arai para o Rali de Mortágua, terceira prova do campeonato nacional de ralis, que se disputará dentro de duas semanas. Ambos irão estar à partida ao comandos de Ford Fiesta R5. 

A participação destes dois pilotos nipónicos no Rali de Mortágua (lado a lado com Tommi Makkinen na foto) tem a ver com o vasto programa que a Toyota Gazoo Racing lhes deu para esta temporada, com vista a prepará-los para em eventual futuro no Mundial de Ralis. Ambos já estiveram no Rali da Suécia e na semana passada, no Rali da Corsega, com posições algo modestas na classe WRC2: Katsuka terminou em oitavo e Arai em nono.

A participação neste rali visa prepará-los para o Rali de Portugal, como vai fazer Yazeed Al-Rahji, mas a bordo do seu Fiesta WRC, que vai funcionar como um "carro zero".

O Rali de Mortágua, organizado pelo Clube Automóvel do Centro arranca na sexta-feira, dia 27 de Abril com o Águeda Street Stage, com 2560 metros de extensão.

terça-feira, 10 de abril de 2018

A imagem do dia

Keke Rosberg, no fim de semana da Race of Champions de 1983. Há precisamente 35 anos, em Brands Hatch, acontecia a última corrida extra-campeonato da história da Formula 1. A Race of Champions, que acontecia uma semana antes do GP de França, levou dez carros para competir na pista britânica, na famosa alternância entre essa pista e Silverstone, quando recebiam ambos o GP da Grã-Bretanha.

Nos anos 60 e 70, provas como a Race of Champions ou o International Trophy eram competições extra-campeonato que faziam aparecer os carros de Formula 1 para ver até que ponto estavam em forma para as corridas que aconteceriam dali por diante. Num calendário com apenas dez ou doze corridas, e com meses de distância entre provas, estas corridas eram a melhor forma de dar aos espectadores uma visão dessas máquinas em pista.

Contudo, no final dos anos 70, o calendário encheu-se com mais provas na Europa e fora dela, e o poder da televisão fazia com que este tipo de provas fossem cada vez mais desnecessárias. Mesmo corridas com tradição como a Race of Champions teriam de viver sem os carros de Formula 1 e arranjar outros carros, como a Formula 2 ou mais tarde, a Formula 3000.

A última vez que Brands Hatch tinha recebido carros de formula 1 para a sua Race of Champions tinha sido em 1979, quando Gilles Villeneuve bateu Niki Lauda e Mário Andretti para ser o vencedor, e quatro anos depois, treze carros iriam participar, incluindo uma estreia: Stefan Johansson, no seu Spirit-Honda. Para o sueco era um regresso, mas a nova equipa, que tinha tido um sucesso na Formula 2, era um salto acompanhado dos motores Honda Turbo, que voltavam depois de quinze anos de ausência.

De todos, o único que alinhou com dois carros foi a Theodore, com Roberto Guerrero e Brian Henton no lugar de Johnny Cecotto. Foi uma corrida interessante, com Keke Rosberg, o poleman, a conseguir superar René Arnoux para ser o vencedor da corrida de 40 voltas. Depois disso, a ideia de uma corrida extra-campeonato passou para os livros de história, e nos tempos que correm, essa ideia é cada vez mais uma improbabilidade.

Formula E: Bilhetes para Zurique esgotaram-se em 90 minutos

O regresso do automobilismo à Suíça, depois de quase 63 anos de ausência, está a ser um sucesso. A prova da Formula E, que vai acontecer a 10 de junho, começou ontem a vender os seus bilhetes... que esgotaram em pouco mais de hora e meia, segundo conta a organização.

Depois da aprovação no parlamento suíço em 2015 do levantamento da proibição das competições em circuitos, na condição de estes serem de carros elétricos, tentou-se fazer circuitos em alguns lugares na Suíça, como Lugano, onde Jarno Trulli poderia estar por trás dessa tentativa. No entanto, foi Zurique que venceu nessa corrida, e na altura, os organizadores e a competição assinaram no ano passado um acordo para receber a competição até 2027, como prova de fé do sucesso da competição.

A corrida de Zurique vai ser a 10 de junho e será a última prova em terras europeias antes da dupla jornada final em Nova Iorque, a 14 e 15 de julho.

Formula E: Nico Rosberg vai andar em Berlim

Não é o regresso ao automobilismo competitivo, mas Nico Rosberg vai andar em Berlim a bordo do "Gen2" o novo carro da Formula E que vai ser usado a partir da próxima temporada. A demonstração foi anunciada esta terça-feira, nas vésperas da competição voltar a acontecer, desta vez nas ruas de Roma.

“Estou muito empolgado por poder guiar o Gen 2”, começou por dizer Rosberg, o campeão do mundo de Formula 1 em 2016. “Será óptimo experimentar este novo carro  e vamos ver se ainda estou em forma! Fazer isto em Berlim torna a ocasião ainda mais especial, pois sempre adorei competir no meu país.  Desde que abandonei a Formula 1, que me tornei muito interessado no movimento de e-mobilidade e no seu potencial para causar um impacto positivo na nossa sociedade e no nosso ambiente. Por isso, também acreditei no potencial da Fórmula E e entrei como investidor há já algum tempo.”

Já, Alejandro Agag, o CEO da competição, estava obviamente satisfeito por ver um nome de relevo do desporto motorizado associado ao seu campeonato:

“É um momento muito especial ver um novo carro pela primeira vez em público e é necessário um nome igualmente especial para ter essa honra. Ver Rosberg  no  Gen2 em frente aos fãs alemães em Berlim, é um momento alto para o campeonato. Ele é um embaixador incrível para o automobilismo mundial e um campeão, por isso é fantástico tê-lo connosco como investidor e accionista.“, afirmou.

A próxima corrida da Formula E vai ser nas ruas de Roma, este sábado.

Youtube Motorsport Testing: As voltas do Porsche 919 Hybrid em Spa


No ano em que a Porsche vai se dedicar a bater recordes de volta nos circuitos mais importantes do mundo, surgem por estes dias videos do 919 Hybrid a dar as suas voltas no circuito de Spa-Francochamps, no dia em que bateu o recorde da volta mais rápida, dando a um carro de Endurance um título que não tinha desde 1971.

Não há (ainda) um video oficial desse recorde, mas há alguns de pessoas que filmaram o carro enquanto fazia as suas voltas. Eis duas delas que encontrei no Youtube. 

Youtube Formula 1 Highlights: As melhores comunicações do GP do Bahrein

E como ontem coloquei aqui um video dos melhores momentos do GP do Bahrein, também coloco aqui os melhores momentos que o pessoal da Formula 1 escolheu em termos de rádio. Claro, muitos piiis à mistura, mas essa é a parte divertida, também!

The End: John Miles (1943-2018)

O britânico John Miles, piloto da Lotus em 14 Grandes Prémios entre 1969 e 1970, e o último companheiro de equipa de Jochen Rindt, morreu este domingo aos 74 anos de idade. Para além de ter sido piloto, foi também diretor da Lotus no final dos anos 80.

Nascido a 14 de junho de 1943, era filho do ator de teatro e cinema Bernard Miles, um dos mais talentosos da primeira metade do século, e de Josephine Wilson, também atriz. A sua irmã Sally Miles também se tornou atriz, enquanto outra irmã. Bridget Miles, tornou-se pintora. Mesmo John, tendo seguido um rumo totalmente diferente, mais tarde na vida se dedicou à musica, fundando uma editora de jazz.

A sua carreira começou em 1963, aos vinte anos, em Turismos, vencendo convincentemente o campeonato, com 15 vitórias em 17 corridas num Diva de motor à frente. Depois passou para a Formula 3, a bordo de um Lotus 41, onde deu nas vistas o suficiente para ser convidado no final de 1968 para se juntar à Lotus, como piloto de testes da marca.

Em 1969, Miles fica encarregado de pilotar e desenvolver o modelo 69, de quatro rodas motrizes, uma tentativa da marca de conseguir um carro com maior aderência. Uma tentativa que mais tarde se revelou fracassada. Estreou-se no GP de França, em Charade, a bordo desse mesmo modelo, mas não terminou a prova. Aliás, o seu melhor lugar foi um décimo posto no GP da Alemanha, no temido Nordschleife.

Miles sobre de estatuto no final de 1969 quando Graham Hill sofre um sério acidente durante o GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen, e em 1970, começa o ano como piloto oficial, ao lado de Jochen Rindt. Corre em Kyalami com o modelo 49C, no qual ele conquistará um quinto lugar, mas ele já andava a testar o novo modelo de Chapman, o Lotus 72. Um carro que causava receios a Rindt, o seu piloto numero um, que após um teste falhado em Jarama, teve uma grande discussão com Chapman acerca da sua segurança. Foi Miles que ficou com o carro, não tendo conseguido qualificar.

Voltou a usá-lo a partir do GP da Belgica, em Spa-Francochamps, mas enquanto Rindt ganha confiança no modelo e vence corridas atrás de corridas, Miles não conseguia voltar a pontuar, não tendo conseguido melhor do que um sétimo posto na Holanda. O seu estilo cerebral e "certinho" não agradava a Chapman. Anos depois, em 2014, numa entrevista à Motorsport, Miles disse que Chapman via-o como um mero funcionário, pagando-lhe 300 libras por corrida, que servia para pouco mais do que pagar as despesas de viagem. A partir do GP da Grã-Bretanha, ambos terão a companhia de um jovem brasileiro de 23 anos chamado Emerson Fittipaldi.

Em Monza, era costume os pilotos e as equipas tirarem os suportes aerodinâmicos dos seus carros, pois estes eram inúteis um circuito essencialmente de velocidade. Chapman, com a concordância de Rindt, tirou as asas dos seus carros, algo que assustou verdadeiramente Miles, que se recusou a fazer tal coisa. E quando na qualificação de Sábado, Rindt teve o seu acidente mortal e por consequência Chapman retirou os seus carros da competição, foi a gota de água para ele, decidindo abandonar a equipa, e quase imediatamente, a Formula 1. Foi Emerson que ficou com as rédeas da equipa, e venceu em Watkins Glen.

Em 1971, Miles foi trabalhar para a BRM, onde ajudou a desenvolver o motor V12 e participou em algumas corridas extra-campeonato, e no ano seguinte, vence as Seis Horas de Paul Ricard a bordo de um Ford Capri, ao lado de Brian Muir. Em 1973, retira-se de competição para se dedicar a ser piloto de testes nas revistas da especialidade. 

No inicio da década de 90, Miles volta à Team Lotus, onde vai trabalhar como engenheiro de pista para a uma equipa agora comandada por Peter Wright, um dos antigos colaboradores, primeiro de Chapman e depois de Peter Warr. Lá ficou até ao fecho de portas, no inicio de 1995.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A imagem do dia (II)


“Pensei ‘OK, vou dar tudo o que tenho e, se houver oportunidades, vou assegurar que estarei lá para aproveitar’. Mas também pensei: ‘Vamos lutar com a Renault e com a McLaren, sabemos que a Haas é realmente rápida em corrida’. Mas nunca esperámos terminar em quarto. Para a equipa, é incrível. É o melhor resultado da Honda desde que voltaram, acho que há gente no Japão – nem sei que horas são por lá – que deve estar superfeliz. Eles tiveram anos muito duros, é uma ótima forma de motivá-los e mostrar que precisamos de continuar a esforçar-nos”, comentou Pierre Gasly no final do GP do Bahrein, onde foi quarto classificado.

O resultado de Pierre Gasly no Bahrein é fantástico. Um Toro Rosso-Honda, à partida, seria a pior combinação do pelotão, por causa dos maus resultados da equipa japonesa nas últimas três temporadas, desde a sua chegada à McLaren. E havia indícios de que as coisas poderiam correr bem na pré-temporada, logo, algo totalmente o contrário daquilo que se falava antes. E o que aconteceu ontem foi essa confirmação.

Mas vamos colocar as coisas desta forma. Primeiro, a Toro Rosso é um laboratório, uma equipa B. Se as coisas correm bem para eles, no ano a seguir, irá para a Red Bull. É assim com os pilotos, é assim com outro staff e outras tecnologias, como agora é com os motores. É como as equipas de futebol, quando têm as equipas B, que servem para fazer rodar os seus jogadores antes de irem para o palco principal. O resultado de Gasly no Bahrein, o segundo melhor da Toro Rosso - igualado com o quarto lugar de Sebastian Vettel no GP do Brasil de 2008 - basicamente deu duas coisas. A primeira é, se o motor continuar a melhorar, em 2019 ou 2020 estarão na Red Bull como equipa oficial, e a mesma coisa pode acontecer a Gasly. É tão claro como água.

Contudo, temos de tirar o chapéu aos mecânicos e demais staff técnico da marca. Primeiro, porque ganharam a outras equipas da mesma linha, como a Haas, a Renault, a Force India e a McLaren. E segundo, porque é um resultado que merece ser comemorado. E no automobilismo, como na vida, os bons resultados aparecem graças a uma combinação de fatores: talento, técnica... e sorte.

Agora, temos de saber se isto foi um "one-off", ou haverá mais bons resultados a caminho. O chassis parece ser bem nascido, veremos como vai ser o resto da temporada.

A(s) foto(s) do dia





A Porsche vai se dedicar em 2018 a fazer uma "tournée de despedida" do seu modelo 919 Hybrid. E neste domingo, em Spa-Francochamps, decidiu tentar bater o recorde da volta mais rápida no circuito belga. E conseguiu: a partir de hoje, o recorde é de 1.41,770 (apesar do 1.41,8 na placa), e pela primeira vez desde 1971 que o recorde da pista pertence a um não-Formula 1, o que é um feito.

Contudo, este é um carro "retirado". Não participa no Mundial de Endurance, não está conforme as regras da FIA, é mesmo para bater recordes e tentar alcançar alguns feitos. A barbatana não está conforme, a asa é diferente, a frente é aerodinâmica, sem faróis... é um "one-off", como muitas das vezes fez a Porsche com o 917, quando no final de 1971 a FIA decidiu ilegalizar os carros com motores de 5 litros, para favorecer os de três litros, iguais aos da Formula 1. Os carros, nessa altura, foram usados para bater recordes de velocidade e a andar noutras categorias como a Can-Am e consagrar a carreira de pilotos como Mark Donohue e George Follmer, por exemplo.

Não se sabe se é um híbrido puro, se tiraram os MGU's e é um puro motor a gasolina, não se sabe quantos cavalos faz, quantos turbos tem incluídos, mas pelas reações que andei a ler, os "porschistas" deliram. Estão a sonhar, não se importam com os detalhes. E se calhar é isso que querem: sonhar. E a Porsche deu-lhes esse sonho.  

Em agosto, se não chover, Lewis Hamilton ou Sebastian Vettel poderão bater esse recorde nos seus carros. Mas até lá, os carros alemães têm o seu dia de glória. E a seguir, irão tentar apagar dos registos o mítico recorde de Stefan Bellof no Nurburgring Nordschleife, que já têm 35 anos, a bordo de um 956. Se conseguirem, uma coisa é certa: é um recorde que não sai em casa. 

CNR: Organização do Rali de Mortágua estendeu prazo de inscrições

O Clube Automóvel do Centro (CAC) decidiu estender o prazo de inscrição dos pilotos para o Rali de Mortágua, terceira prova do Campeonato Nacional de Ralis (CNR) devido a problemas na aprovação dos regulamentos das provas por parte da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). Agora, o prazo estende-se até ao dia 16 de abril, com bonificação, em vez do 1º de abril, o prazo anteriormente estabelecido.

"A Comissão Organizadora do Rali de Mortágua informa todos os interessados que o prazo relativo às inscrições com bonificação será novamente estendido, de modo a permitir aos potenciais concorrentes daquele rali que, antes da decisão da formalização da sua inscrição, tenham mais tempo para a análise do respetivo regulamento. 

A nova data limite da inscrição com bonificação no preço será o próximo dia 16/04/2018, em alternativa ao dia 1 de abril que consta do Boletim de Inscrição. 

Reiteramos que embora alheios ao motivo do atraso da publicação do regulamento, não queremos deixar de pedir desculpa pelo transtorno que esta situação possa ter provocado, mas que julgamos ficar atenuada com a presente medida de extensão do prazo", disse o CAC no seu comunicado oficial.

Apesar de não se saber quem irá participar na terceira prova do campeonato, é provável que Ricardo Moura, o atual líder do campeonato, com duas vitórias, poderá não participar, por ter escolhido ir ao Rali Islas Canárias, segunda prova do Europeu de Ralis. 

Youtube Formula 1 Highlights: Os melhores momentos do GP do Bahrein

O pessoal do canal da Formula 1 no Youtube (sim, é verdade!) decidiu montar um video com os "highlights" do GP do Bahrein, comentado pelos narradores da Sky Sports, David Croft e Martin Brundle, onde se pode ver alguns momentos que deixamos escapar na corrida. 

Como, por exemplo, a tripla ultrapssagem de Lewis Hamilton na volta 5 da prova a Esteban Ocon, Nico Hulkenberg e Fernando Alonso...

domingo, 8 de abril de 2018

WRC 2018 - Rali da Córsega (Final)

Como seria de esperar, Sebastien Ogier foi o grande vencedor do Rali da Córsega, dominando as especiais à volta da ilha francesa. O piloto da Ford venceu pela terceira vez em quatro provas, segunda vez consecutiva, e está cada vez mais destacado no campeonato.

O último dia revelou-se ser apenas as duas últimas especiais, o Vero – Sarrola-Carcopino e a especial de Pénitencier de Coti-Chiavari, que era a Power Stage.

Tanak começou o dia a vencer, com 12,6 segundos de vantagem sobre o regressado Kris Meeke e 13,2 sobre Thierry Neuville. Sebastien Ogier foi o quarto, a 13,5 do vencedor, na frente de Sebastien Loeb, quinto, a 20,1 segundos. Esapekka Lappi perdeu um minuto e 55 segundos, caindo três lugares, de quarto para o sétimo lugar.

Na Power Stage o melhor foi Lappi, que com isso, conseguiu recuperar um lugar para o sexto posto, em troca por Andreas Mikkelsen. O finlandês da Toyota conseguiu uma vantagem de 2,2 segundos sobre Sebastien Loeb, enquanto que Ogier foi o terceiro, a 2,6 segundos.

No final do rali, os três primeiros foram os mesmos do que no final do dia anterior: Ogier vencedor, na frente de Tanak e Neuville, com Dani Sordo a ser o quarto classificado, conseguindo aguentar os ataques de Elfyn Evans. Com Lappi a ser sétimo, passando Mikkelsen na última especial, o "top ten" completou-se com o checo Jan Kopecky, oitavo e o melhor dos R5 no seu Skoda, Kris Meeke e o francês Yann Bonato.

O Mundial agora desloca-se para a Argentina, onde correrão entre os dias 26 e 29 de abril.  

Formula 1 2018: Ronda 2, Bahrein (Corrida)

No cenário do deserto árabe, parecia que a Ferrari tinha tudo para aproveitar muito bem os percalços da Mercedes, especialmente quando Lewis Hamilton tinha uma penalização de cinco lugares para cumprir. Tinham conseguido superar Valtteri Bottas na qualificação, e tudo indicava que naquela pista, eles teriam um conjunto bem melhor do que os Flechas de Prata. E a corrida indicava que as coisas iriam ser favoráveis a eles. 

E a corrida ainda tem uma comemoração simbólica para eles: o seu piloto principal, Sebastian Vettel, iria fazer ali a sua corrida numero 200.

E explicava-se da seguinte forma: com a noite a cair, sabia-se que as expectativas para esta corrida pareciam não ser muitas. Com os pilotos a queixarem-se da falta de ultrapassagens na prova anterior, temia-se que a prova barenita fosse aborrecida nesse campo, a não ser que acontecesse algum problema mecânico ou alguma asneira por parte de pessoas externas, como aconteceu com os mecânicos da Haas na Austrália. 

Contudo, antes da prova começar, soube-se que Lewis Hamilton iria largar com pneus soft, diferente dos restantes nove primeiros, que iriam competir com os "supersoft". Quem também andaria com o "soft" era Max Verstappen, que iria fazer para subir o mais que podia no pelotão. 

A partida começou com Vettel na frente e Bottas a ficar com o segundo posto de Raikkonen. Atrás, Verstappen começou a subir lugares atrás de lugares até chegar a Hamilton, que tinha sido passado por Alonso. Contudo, no inicio da segunda volta, o holandês ultrapassava o inglês da Mercedes de forma musculada e tinha consequências: um furo tentava arrastava-se... ao mesmo tempo que Daniel Ricciardo desistia na curva 3. Virtual Safety Car na pista por três voltas, até que tudo voltasse ao normal.

Na volta 4, Magnussen passou Gasly "a dormir" e conseguiu passá-lo, atirando o piloto da Toro Rosso para o lado. Mas o piloto da Toro Rosso voltou ao lugar, ficando tudo como estava dantes. Mais ultrapassagens aconteciam nesses primeiros metros, e o beneficiado foi Lewis Hamiltom, que agora era sexto. Após isso, atacou o piloto da Haas, e ficou com o lugar, para depois atacar Gasly, que agora era quarto. E por esta altura, Verstappen também estava fora. Os Red Bull tinham uma noite para esquecer.

Hamilton era quarto no final da volta oito, depois de passar Gasly, mas por esta altura, ele tinha um atraso de 9,2 segundos, que teria de recuperar de alguma forma. E claro, esperava que os pneus ajudassem nesse campo. Atrás do francês, havia uma luta entre Magnussen, Hulkenberg e Alonso, para ver qual deles é que se daria melhor. Atrás, Brendon Hartley, que era décimo, era penalizado em dez segundos por causa de um incidente com Sérgio Perez no inicio da corrida.

Tudo correu bem nas trocas de pneus da Haas, desta vez, com a troca de Magnussen a acontecer na volta 12, a seguir veio Alonso às boxes, mostrando que não só queria reagir aos Haas, como também mostrava que iriam fazer duas paragens nas boxes durante a corrida.

Na volta 19 Vettel parava nas boxes para trocar de pneus, passando para softs, voltando à pista no quarto posto, atrás de Hamilton. Bottas liderava, mas ia para as boxes na volta 21, para responder aos Ferrari, pois Raikkonen também parara na volta anterior. Bottas continuava na frente de Raikkonen, e não se sabia até que ponto Hamilton iria beneficiar com este tipo de pneus.

Neste momento, a situação era esta: Ferrari apostava no ritmo de corrida, Mercedes na sua duração.

Na volta 25, Ericsson foi às boxes. Tinha de ser referido porque o piloto sueco tinha ido para a corrida de softs, suficiente para andar a certa altura no sexto posto, suficiente para causar chatices com Kevin Magnussen e Nico Hulkenberg, antes de ir às boxes. E isso era importante por causa do que acontecia à frente, especialmente no duelo Ferrari-Mercedes. 

E nessa altura, Vettel estava a apanhar Hamilton. Na volta 26, no final da reta da meta, o alemão passou-o, avisando ao mundo que os seus pneus começavam a dar de si. O carro numero 5 ia-se embora, e o piloto do carro 44 entendeu a mensagem, tendo parado no final dessa volta. Nesta altura, faltavam 30 voltas para o final da prova.

A partir dali, os duelos na frente tinham acabado, pelo menos com os carros à vista. Raikkonen lá se aproximava de Bottas, mas na volta 36, voltavam a colocar pneus em pilotos. Raikkonen parou... e deu-se mal. Um dos mecânicos aleijou-se e o finlandês acabou a corrida ali, porque o pneus não ficou devidamente apertado. Um a zero para a Mercedes, pois Vettel estava sozinho contra os Flechas de Prata.

Agora, parecia que Vettel tinha um dilema: aumentava o ritmo ou mantinha os pneus até ao fim, esperando que aguentem até lá. Porque sem Raikkonen, os Mercedes arriscavam a sair dali com dobradinha. No rádio, falava-se que ele tinha de ir para um "plano D", e o alemão ficava na pista, com 8,2 segundos de vantagem sobre Bottas. A tensão acumulava-se, por causa da incerteza nas voltas finais. E a dez voltas do fim, a diferença entre os dois primeiros tinha caído para seis segundos.

E foi nessa altura que Bottas passou ao ataque. O finlandês aproximou-se de modo dramático, com Hamilton um pouco atrás. A cinco voltas do fim, a diferença tinha chegado aos 2,8 segundos. A tensão estava bem alta, a respiração estava contida até ao final, onde os ataques de Bottas não resultaram. E perante a bandeira de xadrez agitada por Gerhard Berger, Vettel vencia a segunda corrida do ano.

Atrás, algumas surpresas. Pierre Gasly fez uma corrida sólida e conseguiu um quarto posto com o seu Toro Rosso-Honda, na frente de Kavin Magnussen, o quinto, no seu Haas - um posto que merecia, depois do que aconteceu na Austrália - o Renault de Nico Hulkenberg, os McLaren de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, o Sauber de Marcus Ericsson - pontuava pela primeira vez desde Itália 2015! - e Esteban Ocon, da Force India.

E assim, Vettel venceu com os pneus no limite, a sua corrida numero 200 da sua carreira, na frente de Bottas e Hamilton. Segunda vitória do ano, numa temporada onde não poderá errar, se quiser ser penta. E esta vai ser mais uma daquelas bem longa, bem complicada, e cheia de armadilhas pelo caminho. Semana que vêm, em Xangai, haverá mais.