terça-feira, 21 de janeiro de 2025

A imagem do dia


Um dia depois de chegar a Maranello, a Ferrari divulgou a primeira foto de Lewis Hamilton com o fato da Scuderia. Amanhã ele dará as primeiras voltas em Fiorano no carro de 2022, e claro, pode-se afirmar que, pela fotografia, ele fica bem.

É apenas o inicio de uma relação entre piloto e a marca. E claro, falta muito. O carro, por exemplo, só será apresentado dentro de um mês, em Itália, e os testes coletivos acontecerão no final de fevereiro, no Bahrein. E claro, a primeira corrida do ano, em Melbourne, logo no inicio de março.    

Youtube Rally Vídeo: Os preparativos para o Rali de Monte Carlo

Esta semana começa o Mundial de ralis de 2025, e nesta terça-feira, os carros estão em Gap. Nestas imagens, os carros estão no parque fechado, depois de terem feito as últimas afinações para os últimos testes e o "shakedown", que acontecerá nesta quarta-feira.  

O vídeo foi captado pelo canal do Youtube Passats de Canto.

Youtube Formula E Vídeo: A evolução do Gen3 Evo

Como é sabido, a Formula E estreou nesta temporada a versão Evo do seu carro. Com mais 30 por cento de performace, atingindo os 100 km/hora em 1,86 segundos, tem tração integral - embora seja ativada em momentos específicos durante as corridas - e oferece um ganho de performance. Tem também um novo kit aerodinâmico, mais robusto e eficiente, e os pneus, da marca Hankook, proporcionam uma aderência mecânica 5 a 10 por cento maior.

Quais foram os ganhos em relação à versão anterior? Este vídeo da volta do carro ao Autódromo Hermanos Rodriguez, no México, mostra que o novo carro é três segundos mais rápido que o anterior. A evolução é permanente, e salta à vista.  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

A imagem do dia



Lewis Hamilton chegou esta segunda-feira ao seu novo local de trabalho, e claro, soube chamar a atenção. Estando em Itália, um dos focos da moda mundial, nada como um fato para se mostrar perante as portas da "casa di Maranello". Será Armani ou outro? Pela escolha da cor do seu fato, quase sou tentado em afirmar que faz lembrar um "capo de tutti cappi"... 

Mas, comentários à parte, confesso não alinhar no entusiasmo de alguns em relação a aquilo que ele poderá fazer na Ferrari. Os exemplos anteriores de Fernando Alonso e Sebastian Vettel me deixam de pé atrás, e as máquinas de Maranello não são as mais-valias que foram nos tempos de Michael Schumacher. Poderão imaginar que em 2026, com os novos regulamentos, eles tentarão conseguir algo que possam ter algo que supere a concorrência - e pode acontecer, dado que o mundo dos elementos técnicos é cheio de segredos. Mas sinceramente, num mundo onde o livro de regulamentos é mais grosso que o Antigo Testamento e o Novo Testamento, juntos... não creio. 

Pode-se pensar que o piloto poderá ser uma mais-valia, e acho que 2025 será o tempo para isso. Contudo, Lewis fez agora 40 anos, e mesmo que possa dar ares da sua graça - e tentará, tenho a certeza - e apesar de muitos afirmarem que um piloto com 40 não é diferente de um com 25, por exemplo, Hamilton tem quase 20 temporadas às costas e lidará com gente que tem metade da sua idade. Já não falta muito para ter pilotos no pelotão da Formula 1 que não eram nascidos quando começou a correr, em 2007. 

Este é, de certeza, o último grande desafio que Hamilton enfrentará. Será o piloto mais bem pago do pelotão, mas ele não está pelo dinheiro. Está lá pelo desafio, o mais difícil de todos. Se conseguir, escreverá uma página de ouro do qual gerações futuras falarão dela. Se não... ao menos, tentou.    

WRC: Toyota deseja chegar aos títulos em 2025


Na semana em que começa mais um campeonato do mundo WRC, com o rali de Monte Carlo, Jari-Matti Latvala, o diretor da Toyota Gazoo Racing, parte confiante para a nova temporada com uma equipa reforçada não só com o regresso de Kalle Rovanpera a tempo inteiro como e reforço de mais um elemento, com a chegada de Sami Pajari, a fazer companhia a Elfyn Evans e Katsuta Takamoto, e a tempo parcial, com o francês Sebastien Ogier.  

"Parece que a época de 2024 acabou há pouco tempo e agora estamos a preparar-nos para começar uma nova época com muitos aspetos novos." começou por referir Jari-Matti Latvala. "Com a remoção da unidade híbrida e o peso reduzido, temos trabalhado arduamente para otimizar o carro e encontrar o equilíbrio certo com a configuração. Eu próprio tive a oportunidade de conduzir este novo conjunto e, mesmo com menos potência, o desempenho está próximo do anterior e o carro parece ainda mais ágil", continuou, ao explicar as diferenças entre a versão híbrida de antes e agora, com a versão do Yaris cem por cento a combustão.

"Também damos as boas-vindas a um novo fornecedor de pneus, a Hankook. Podemos esperar ver pilotos que se adaptam a esta mudança mais rapidamente e que são capazes de andar nos limites mais cedo," adiantou.

A temporada começa com o tradicional Rali de Monte Carlo, prova que, acontecendo em asfalto, mas em pleno inverno - está a nevar em algumas dos locais mais importantes nesta segunda-feira - Latvala considera este uma prova bem desafiante em termos de aderência.  

"[O rali de Monte Carlo será] o evento mais desafiante em termos de estratégia de pneus, dadas as condições variáveis. Tivemos uma mistura de condições climatéricas nos testes, incluindo alguma neve, mas o rali pode trazer sempre surpresas."

Quanto à equipa, está confiante e o objetivo são os títulos. "Com o nosso alinhamento reforçado este ano, estamos confiantes de que os nossos pilotos podem lutar pelos lugares cimeiros desta prova e pelos títulos do campeonato. Para o seu primeiro ano completo no Rally1, inscrevemos o Sami numa segunda equipa, tal como fizemos anteriormente com o Takamoto, o que também pode trazer uma dimensão extra ao campeonato de construtores. Embora o principal objetivo para ele nesta prova seja terminar e ganhar experiência, esperamos vê-lo crescer e desenvolver-se durante o ano.” concluiu.

O rali de Monte Carlo acontecerá entre os dias 22 e 25 de janeiro, nas estradas alpinas à volta do Principado.

domingo, 19 de janeiro de 2025

WRC: Rovanpera afirma estar entusiasmado para a nova temporada


Depois de um ano com um programa parcial, para ele poder explorar outas competições automobilísticas, Kalle Rovanperä e o seu navegador, Jonne Halttunen, regressam à competição nesta temporada a tempo inteiro, e com o piloto ‘revigorado’, e é claramente o favorito a vencer este campeonato contra os Hyundai e os Ford da M-Sport.

Na semana do rali de Monte Carlo, o piloto finlandês de 24 anos deu as suas impressões sobre o que vêm aí na temporada de 2025: 

“É bom estar de volta à equipa para uma época completa do WRC. É uma sensação diferente estar preparado e entusiasmado para o ano inteiro e para lutar pelo título, que tem de ser o nosso objetivo.", começou por afirmar.

"No ano passado fomos rápidos, mas este ano temos de ser mais consistentes ao longo de todo o ano."

"O Rali de Monte-Carlo é sempre um início de época muito difícil. Nunca foi o meu rali mais forte, mas mesmo assim conseguimos obter alguns bons resultados. Ficarei satisfeito se conseguirmos um rali limpo e bons pontos para começar a época. Ter um novo fornecedor de pneus será muito importante, porque todos têm de aprender a usar os pneus em todos os tipos de condições e, no Monte, queremos sentir-nos confiantes no carro o mais rapidamente possível.”, concluiu.

O rali de Monte Carlo acontece entre os dias 23 e 25 de janeiro, nas estradas alpinas à volta do Principado.

sábado, 18 de janeiro de 2025

A imagem do dia (II)




Se estivesse vivo, Pedro Rodriguez de La Vega teria feito 85 anos. Mas como viveu até aos 31, a sua curta carreira - e final trágico - deixou alguns momentos inesquecíveis. Especialmente na Endurance, onde correu pela Ferrari e Porsche. 

A sua carreira na Formula 1 pode não ser resplandecente - existe há quem diga que o seu irmão Ricardo era melhor, e tivesse tido um melhor palmarés, caso não tivesse sofrido o seu acidente mortal em 1962, no GP do México - mas quando se fala da Endurance, a estória é outra: vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1968, triunfador em Daytona e Sebring, dos poucos que ganhou em Spa-Francochamps, en 1970, na Formula 1, e no ano seguinte, na corrida dos 1000 m, ao lado de Jackie Oliver.

Mas uma das suas últimas grandes realizações automobilísticas aconteceu menos de um mês antes do seu acidente mortal. Foi em Zandvoort, a 21 de junho de 1971, o palco do GP dos Países Baixos. Num fim de semana com a chuva a mostrar-se, ele e Jacky Ickx, dois dos melhores pilotos a correr debaixo de chuva, foram os melhores na qualificação ficando bem perto um do outro: quatro centésimos de segundo.

Numa corrida de 70 voltas, ambos os pilotos não se afastaram um do outro, mesmo com condições pouco agradáveis. Ickx esteve sempre na frente, mas o mexicano não andava longe, e à medida que ambos se afastavam do pelotão, por ter um ritmo de corrida superior ao resto, acabaram por dar... uma volta à concorrência!

No final, oito segundos separaram ambos os pilotos, a favor de Ickx. Foi a única vitória do piloto belga numa temporada dominada por Jackie Stewart, e pela primeira vez desde 1967, o pódio não teve nenhum piloto com motor Cosworth presente. Afinal de contas, foram dois Ferraris e um piloto com motor BRM. E para Rodriguez, foi o seu único pódio da temporada e o último dos sete pódios que alcançou na Formula 1. O próximo mexicano a subir ao pódio só aconteceria no século seguinte, com Sérgio Pérez.     

A imagem do dia




Se estivesse vivo, Gilles Villeneuve faria hoje 75 anos. Um dos pilotos mais rápidos e carismáticos do seu tempo, fez toda a sua carreira - menos uma corrida - ao serviço da Ferrari. Contudo, a sua postura em corrida, a de um piloto que defendia e atacava por um lugar até ao limite dos limites, fazia muitas vezes perder posições e corridas. Mas situações como as que aconteceu no GP de França de 1979 ou no GP de Espanha de 1981, onde defendeu até para além do limite a sua posição, consolidou a sua imagem entre os "tiffosi".

Contudo, a 18 de janeiro de 1980, há 45 anos, Gilles comemorava o seu 30º aniversário, e em estado de graça. A Ferrari respirava confiança, depois dos títulos de pilotos e Construtores de 1979, e se Jody Scheckter conseguiu o seu título de pilotos, bem merecido, alguns tinham-se apaixonado pelo estio arrojado do canadiano. E se calhar, se não tivesse errado por algumas ocasiões, como nas corridas da Bélgica e dos Países Baixos, provavelmente, o título poderia ter sido seu. 

Esse ano já tinha começado com o novo carro e os números mais cobiçados do automobilismo. Na Argentina, o canadiano tinha lutado pela vitória com gente como Alan Jones, Nelson Piquet e Jacques Laffite. Apenas um incidente na volta 36, quando a sua suspensão cedeu, terminou prematuramente a sua corrida. Um pódio teria sido possível, até para os dois, ele e Scheckter.

Contudo, em Maranello, gente como Ferrari e Mauro Forgheri, o diretor técnico da Scuderia, tinham visto o futuro: iriam fazer um motor Turbo, como os Renault, que tinham inaugurado a era. Iriam demorar algum tempo, e o desenvolvimento do chassis iria ficar um pouco para trás. Mas o que não sabiam era que o 312 T4, o carro que lhes deu o título e tinha conseguido ser um bom carro com uma aerodinâmica razoável, iria ficar ainda mais para trás nesse campo, e iria transformar a temporada que tinha acabado de começar... num inferno. 

Mas seria nesses tempos de dificuldade que Gilles iria mostrar algumas das suas capacidades, de pegar nas fraquezas e tirar algumas forças. Insuficientes, muitos dos quais tinham visto com incompreensão, mas deu para se mostrar ao mundo que poderia superar essas dificuldades.  

WRC: Conhecida a lista de inscritos do rali da Suécia


A uma semana do rali de Monte Carlo, já saiu a lista de inscritos para o rali da Suécia, segunda prova do Mundial. A grande novidade da prova é que haverá pelo menos 12 Rally1 inscritos, com a Hyundai a inscrever três carros, a M-Sport (Ford) ter quatro carros, e a Hyundai, três.

A marca coreana inscreverá três i20 N Rally1 numa armada liderada pelo atual campeão mundial, o belga Thierry Neuville, acompanhada pelo estónio Ott Tänak, que já ganhou o rali da Suécia por duas ocasiões, e o francês Adrien Fourmaux.

Do lado da Toyota Gazoo Racing, atual campeã de construtores, na Suécia ela irá colocar em prova cinco GR Yaris Rally1, três dois quais oficiais para o finlandês Kalle Rovanperä, o galês Elfyn Evans e o japonês Takamoto Katsuta. O finlandês Sami Pajari está inscrito na equipa B da Toyota, enquanto o "gentleman driver" italiano Lorenzo Bertelli pilota um carro alugado, logo, não marca pontos para o construtor.

Quanto à M-Sport, irá apresentar um "line up" alargado de Puma Rally1 para a única prova de neve do WRC. Para além dos seus dois pilotos a tempo inteiro, Grégoire Munster e Josh McErlean, o letão Mārtiņš Sesks inicia a sua temporada parcial de seis ralis em 2025. Um quarto Ford Puma Rally1 está inscrito para o grego Joudran Serderidis.

Do lado do WRC2, alguns nomes estão inscritos, como Oliver Solberg, a bordo de um Toyota Yaris GR Rally2, Pontus Tidemand, num Skoda Fabia Rally2, os finlandeses Lauri Joona, Roope Korhonen e Mikko Heikkilä, o estónio Robert Virves e o local Romet Jurgesson.

O rali da Suécia, única prova de neve do WRC, realiza-se de 13 a 16 de fevereiro nas classificativas à volta da cidade sueca de Umeå.

Youtube Automotive Vídeo: O Mustang desenhado por Bertone

Em 1964, a Ford lançou o seu modelo, o Mustang, e tornou-se num grande sucesso de vendas. Contudo, havia quem achasse que o desenho do seu chassis era algo insonso, e provavelmente faltaria algo que o tornasse perfeito, ou seja, a mecânica que apresentava poderia ter um chassis digno desse nome.

E foi o que decidiu fazer... o dono de uma revista. Encomendou um desenho à Bertone, colocou um chassis de Mustang no carro, foi para o Salão de Automóvel de Turim... e ganhou a atenção de tudo e todos. E depois de ter sido mostrado... desapareceu. Para não mais ser visto até aos dias de hoje. E claro, pensa-se no que poderia ter sido o Mustang com rosto europeu.

Eis uma excelente história, que envolve Bertone, Ford... e uma revista de automóveis americana: a Automobile Quaterly (1962-2012). E o seu diretor, L. Scott Bailey.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Noticias: Ivan Domingues correrá na Formula 3


O português Ivan Domingues correrá na Formula 3 em 2025 pela Van Amersfoort Racing (VAR). Aos 18 anos, o piloto natural de Leiria começa a temporada oficial no Grande Prémio da Austrália e será o primeiro luso a correr nessa competição, 12 aos depois de António Félix da Costa. 

No comunicado oficial da marca, ele afirmou o seu contentamento pela chegada à competição e agradeceu à marca pela oportunidade concedida:

"Quero agradecer à VAR e a toda a estrutura pela confiança e apoio. Darei o meu melhor para corresponder às expetativas da equipa, procurando ao mesmo tempo ser mais um embaixador do nosso País e, sobretudo, honrar o talento nacional que sempre lutou muito para realizar-se ao mais alto nível no automobilismo. Acredito verdadeiramente que também aí podemos, e merecemos, estar entre os melhores".

"O meu objetivo é correr com a bandeira de Portugal no Mundial de Fórmula 1. Sei que tenho um grande desafio pela frente, mas estou também perante uma grande oportunidade, que vamos procurar agarrar com toda a força e profissionalismo, para dar mais um passo seguro, rumo à Fórmula 2 e depois à Fórmula 1", afirma.

Do lado da equipa, Brad Joyce, chefe da equipa VAR, enquadra a chegada do piloto ao projeto da seguinte forma:

"Estamos absolutamente empolgados por receber o Ivan na nossa equipa de F3 para a próxima época. O Ivan já faz parte da nossa família, desde a participação na F4 e na Fórmula Regional Europeia. Demonstrou grandes resultados e determinação, e estamos confiantes de que será uma adição fantástica à nossa equipa. Estamos muito entusiasmados por trabalhar em conjunto, para continuar a alcançar bons resultados em pista e fazer parte do seu desenvolvimento".

Ivan Domingues começará a andar no novo monolugar na sessão de testes oficial que está agendada entre os dias 19 a 21 de fevereiro, em Montmeló, na Catalunha.

"Será o primeiro contacto com um carro novo, que segundo as novas especificações recebe alterações sobretudo nos pneus e no pack aerodinâmico, no sentido de potenciar mais proximidade e oportunidades de ultrapassagem, um pouco à imagem do que se pretende para a Fórmula 1", antevê o jovem piloto.

"Até lá, continuarei cem por cento focado na minha preparação, que implica sessões físicas e de simulador bi-diárias. Todo o planeamento para a nova temporada foi feito no sentido de criar uma estrutura de apoio e uma rotina profissional que permita apresentar-me da melhor forma assim que tenha oportunidade de começar a testar", completou.

Esta será a segunda temporada que o piloto fará na Van Amersfoort Racing, depois de ter chegado no inicio da temporada passada, onde competiu  na Fórmula Regional Europeia by Alpine, conseguindo dois pódios e conseguiu ser o melhor rookie em três corridas.

Youtube Rally Testing: o teste de Gregoire Munster para o Monte Carlo

No meio das imagens dos testes do WRC para o Rali de Monte Carlo, ainda não tinha metido qualquer vídeo dos Ford Puma Rally1, e agora apareceu a oportunidade de meter um dos vídeos. Neste caso, o carro de Gregoire Munster. O teste foi no inicio da semana, e a M-Sport poderá ser a equipa menos bem equipada - eles só terão dois pilotos oficiais e o Martis Sesks, o letão, fará um programa parcial, onde ele pagará para andar no carro.

O vídeo é do site Passats de Canto. 

Estamos a uma semana do inicio da competição, em Monte Carlo.

Noticias: Newey chega à Aston Martin no inicio de Março


O portal RacingNews365 contou esta semana que Adrian Newey irá assumir as suas novas funções na Aston Martin no dia 3 de Março, menos de duas semanas antes do início da presente temporada, que começa com o Grande Prémio da Austrália, em Melbourne. Newey estará focado na concepção do monolugar de 2026 da Aston Martin, mas terá também uma palavra a dizer no carro de 2025 da equipa, que será mostrado ao mundo em meados de fevereiro.

Oito meses que o aclamado técnico inglês ter surpreendido o paddock da Formula 1 ao anunciar que deixaria a Red Bull após 19 anos de bons serviços, Newey, de 66 anos, vai para a equipa de Silverstone, que está a preparar-se para a nova temporada, com uma nova fábrica, um novo túnel de vento e terá uma parceria técnica com a Honda, que lhe fornecerá unidades de potência a partir de 2026, altura em que entram em vigor as novas regras da Formula 1. 

Durante o seu tempo na Red Bull, entre 2006 e 2024, Newey concebeu carros que permitiram a Sebastian Vettel e Max Verstappen ganhar quatro títulos cada um, ao passo que a Red Bull se sagrou por seis vezes Campeã de Construtores.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

A imagem do dia (II)




O americano A.J. Foyt, lenda da IndyCar, e um dos quatro pilotos que ganharam as 500 Milhas de Indianápolis por quatro ocasiões, para além de ter ganho as 24 Horas de Le Mans e as 500 Milhas de Daytona, entre outros, comemora hoje o seu 90º aniversário. Mas se eu disse que ele já correu em três Grandes Prémios de Formula 1, acreditaria?

Como sei que acredita do que falo, pergunta-me: onde? Bom, foi em Indianápolis! E eu estou a falar a sério. 

Entre 1950 e 1960, a Formula 1 decidiu que as 500 Milhas de Indianápolis iria fazer parte do calendário, para dar ideia que era uma competição internacional - as outras corridas eram na Europa - mas nenhum piloto de Formula 1 ia competir para lá, e os americanos iriam correr nas outras corridas do calendário. Houve uma tentativa, em 1952, com a Ferrari a levar Alberto Ascari para essa pista, mas correu muito mal, e não foi mais tentado até ao final da década. 

Contudo, como Foyt se estreou no "Brickyard" em 1958, tecnicamente, competiu em três edições do Mundial de Formula 1. A sua primeira tentativa na pista aconteceu depois de ter começado a competir aos 18 anos, nos Sprint Cars. A 26 de agosto de 1956, com 21 anos, no Minnesota State Fair, ele superou 21 carros para acabar a ganhar a prova, dando uma demonstração de velocidade e arrojo. Foi a primeira de 28 vitórias naquilo que era a USAC National Sprint Car e claro, começou a dar nas vistas entre o pessoal da categoria superior. 

Em 1957, estava por lá, com alguns resultados de relevo, mas foi apenas em 1958 que fez a sua primeira participação em Indianápolis. Num Kuzma/Curtis inscrito pela Al Dean Racing, Foyt foi discreto, e a sua corrida acabou na volta 148, devido a um despiste. No ano a seguir terminou a corrida na décima posição - a única vez que acabou no período onde a competição fez parte da Formula 1 -  e em 1960, a corrida foi discreta e ela acabou na volta 90, com problemas na embraiagem.

Curiosamente, se a corrida tivesse ficado no calendário por mais uma temporada, a de 1961, Foyt... teria vencido. Ele é neste momento o mais antigo triunfador da maior prova da IndyCar ainda vivo, quase 64 anos depois de ele ter cruzado a meta no lugar mais alto do pódio. Ele ganharia mais três vezes: em 1954 - a última vez que um carro com motor à frente triunfaria - em 1967 e 1977, numa das maiores secas que um piloto teve entre duas vitórias, já superado por gente como Juan Pablo Montoya, cujas vitórias estão separadas por 14 anos. 

Dito isto, A.J. ainda está hoje em dia envolvido na sua equipa, que faz parte do pelotão da IndyCar, um exemplo de longevidade tão grande quanto a da sua carreira, ele que apenas pendurou o capacete em 1993, depois de tentar se qualificar para as 500 Milhas... pela 36ª vez. Parabéns, A.J! 

A imagem do dia





Até calha bem ter publicado aquela noticia do Mercedes W196 que Juan Manuel Fangio e Stirling Moss guiaram na temporada de 1955, e falado do GP da Argentina de 1955, porque hoje passam 70 anos sobre essa corrida e eu tenho de falar sobre uma das corridas mais provas automobilísticas mais difíceis da história do automobilismo. Afinal de contas, falamos de um feito de resistência, e aquilo que Juan Manuel Fangio conseguiu naquele dia é mais um feito que ajudou na sua lenda. E a do carro, também. 

Alguns, mais entendidos, sabem bem qual foi a corrida mais fria de sempre: o GP do Canadá de 1978, em outubro desse ano, e onde Gilles Villeneuve ganhou a sua primeira corrida pela Ferrari. Mas se alguém quiser saber qual é a corrida mais quente de sempre, este está entre eles, a par da edição de 1960 e o GP do Bahrein de 2004, que oi disputado durante o dia, antes de trocarem para as corridas noturnas. Mas a maneira como Fangio superou o calor e, como afirmo, coisa que ajuda a montar as lendas. Tão forte quanto as vitórias épicas, por exemplo. 

Fala-se de 40 ou 45 graus de temperatura durante o dia, e os europeus não aguentaram bem esse calor. Aliás, os únicos que aguentaram bem foram os argentinos... e nem todos. Roberto Miéres foi até ao fim, mas José Froilán González, o "Touro das Pampas" e o "poleman" dessa corrida, não. Acabou por partilhar o carro com Umberto Magioli e Maurice Trintignant, "Le Petoulet" (um dia falo sobre ele e a alcunha que arranjou), e dos seis pontos que conseguiram, dividiram em três, ficando com dois cada um. 

Sobe esse dia, há duas estorias. A primeira foi o método como Fangio conseguiu aguentar o calor numa corrida de três horas - era o máximo permitido na altura. O piloto de Balcarce afirmou que tentou meter na sua mente que estava a guiar um carro cheio de gelo no cockpit, para que o corpo não cedesse ao calor. E pior que isso, tinha tocado a perna num dos escapes que passava perto dele e ficou com uma queimadura, tornando as coisas ainda mais complicadas. Não queria ser substituído, e com todo esse sacrifício, ele conseguiu levar o carro até ao fim, especialmente depois de ter ficado com a liderança, na volta 43, depois de ter passado Miéres. 

E com tudo isso, fazer três horas dentro de um carro sem perder a concentração, é um feito e tanto. No final, tinha a perna em carne viva, demorou três meses para recuperar e ficou com uma cicatriz para a vida.   

Há uma outra estória que é contada por um mecânico, Guido Borasi, que até pode ser mais credível. Segundo ele, num testemunho contado para um livro em 1980, o argentino foi para a sua Argentina natal mais de mês e meio antes, não só para visitar a família, como para adaptar o seu corpo ao calor austral. Para isso, reduziu o consumo de água para cerca de um litro por dia, durante muitas semanas, até ao dia da corrida. Isso, para além da sua resistência mental e física, ajudou imenso para que terminasse a corrida no primeiro lugar, sem necessidade de trocar de piloto. E enquanto os outros paravam nas boxes para beber copiosas quantidades de água e trocar de pilotos, ele continuava, aguentando a provação do calor e as três longas horas dentro de um cockpit que "cosia lentamente" qualquer um que guiava lá dentro. 

E neste caso em particular, falamos de um piloto que na altura tinha 43 anos. 

É um feito e tanto. E claro, ajudou a cimentar a reputação de "El Chueco".