segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Felix Baumgartner, um salto para o Espaço

Confesso que andei a tarde inteira de domingo com os olhos pregados ao meu computador portátil, a ver cada passo da aventura de Felix Baumgartner de fazer o salto mais alto de sempre com um paraquedas, tentando bater o recorde de Joe Kittinger, establecido 52 anos antes, tentando saltar a 120 mil pés, ou 36,5 quilómetros, acima da Terra, e tentando ser o primeiro ser humano a bater a velocidade do som, sem necessidade de qualquer aparelho para fazê-lo. E também queria ser o ser humano que ficou mais tempo em queda livre até alcançar o solo. 

Era uma aventura arriscada, mas muito bem delineada. Baumgartner, um austríaco de 43 anos, "Base Jumper" de profissão e de vicio, planeava isto há quase quatro anos. Com a benção de Kittinger, que fazia parte desta expedição e era ele que comunicava com Baumgartner, dando-lhe as instruções, elevou-se num balão de hélio, numa cesta pressurizada, numa ascensão que durou umas lentas duas horas e vinte minutos, até alcançar uma altitude de 38 quilómetros, mais 1500 metros do que inicialmente previsto, onde se preparou para despressurizar a cabina, desligar os fios, abrir a porta, elevar-se e saltar dali, rumo ao vazio, mais rápido do que o som.

Sabia que isto, a ser bem sucedido, não só bateria recordes de altitude, de velocidade e de queda, mas também ilustraria um "dia perfeito" para a Red Bull, a marca de Salzburgo que patrocinava esta aventura. Horas antes, o mundo tinha visto os seus carros de Formula 1 a fazerem dobradinha em Yeongam, com Sebastian Vettel e Mark Webber, e o alemão a ficar com o comando do campeonato, sabendo que à tarde, muitos deles iriam seguir, passo a passo através do seu canal no Youtube, a lenta ascensão do balão até à estratosfera e a rápida queda de Baumgartner até ao solo. 

Um dia perfeito, uma operação de marketing perfeita. E com um pico de cinco milhões de pessoas a visualizarem tudo em direto, tornou-se na emissão em direto mais vista de sempre por esse canal de video.

Mas indo para além da operação de marketing, eis a essência do feito, e essa é a parte que mais me fascina. Bater recordes, mesmo arriscando o pescoço, faz parte da natureza humana. Somos curiosos e os desafios foram feitos para ser superados. E foram esses desafios, impostos pela curiosidade humana ou pelo desafio da sobrevivência, nos fizeram evoluir desde o tempo das cavernas até aos dias de hoje. 

Os "impossíveis", que muitos gostam de dizer da boca para fora, servem mais para aqueles que se querem acomodar no seu canto. Para sair da "zona de desconforto" é preciso uma boa dose de loucura, no sentido de provar aos outros que é possivel. E quando se junta mais do que uma vontade, o resto vem por acrescimo, incluindo o dinheiro. Porque como disse George Mallory, em 1924, quando lhe perguntaram porque queria escalar o Monte Evereste, então um pico por conquistar, apenas respondeu: "porque está lá".

Portanto, vistas as coisas, adorei ver Felix Baumgartner a dar este grande passo. É isto que o fez sentir vivo, e nos faz acreditar mais que na capacidade do ser humano fazer coisas maravilhosas.

Noticias: Ford retira-se do WRC no final da temporada

Os rumores surgiam de vez em quando, mas o anuncio desta tarde de que a Ford iria retirar-se do WRC no final desta temporada apanhou todos de surpresa. Após dezasseis anos de apoio, a marca americana tomou a decisão de deixar de apoiar os carro preparados pela M-Sport, de Malcom Wilson, em 2013.

"A Ford tem uma longa e orgulhosa história no WRC e esta não foi uma decisão tomada de ânimo fácil", começou por afirmar Roelant de Waard, vice-presidente para a área comercial e de Marketing, da Ford of Europe. 

"Temos um grande respeito pela M-Sport e por Malcolm Wilson, que dirigiu a equipa Ford WRC desde 1997, e não existe organização tão experimentada e desejosa de vencer como esta. Juntos, conseguimos fazer com que o Ford Fiesta se tornasse no carro de eleição no mundo dos ralis, e desejamos que tal associação continue no futuro", continuou. 

"A Ford WRC quer agradecer aos seus fãs, pilotos, a FIA e os seus mais diversos parceiros, incluindo os seus patrocinadores BP e Castrol, pelo seu apoio prestado", concluiu a marca no comunicado oficial. 

Apesar da Ford anunciar a sua retirada como patrocinador, a M-Sport, de Malcom Wilson, foi rápido a anunciar, em comunicado oficial, que irá continuar a preparar os modelos Fiesta WRC. 

"A minha intenção é de que iremos continuar a trabalhar para vencer especiais e ralis para a Ford, bem como continuar a desenvolver o modelo Fiesta WRC para a temporada de 2013", começou por dizer Wilson. "Continuaremos a trabalhar com os nossos colegas da Ford Racing no sentido de lançar o Fiesta R5 para março de 2013, e melhorar o nosso carro na classe R2, que continuará a ser o chassis de base para os nossos programas de desenvolvimento de jovens pilotos no futuro.", continuou. 

“Queremos agradecer à Ford of Europe pelo seu apoio entusiástico ao longo dos últimas 16 temporadas. Entendemos que estas decisões, sendo duras, foram feitas para salvaguardar empregos, e como tal, aceitamos a realidade de situação e desejamos que continue nos próximos tempos a nossa forte parceria técnica que temos tido até agora", conclui o comunicado da M-Sport.  

É certo que só com essa estrutura, o estónio Ott Tanak é o único que está confirmado que irá continuar a correr em 2013 e a M-Sport irá continuar a preparar os vários modelos que foram construídos ao longo dos anos e que foram usados por vários pilotos, quer no WRC, quer por exemplo em vários campeonatos de ralis um pouco por todo o mundo. 

E não seria um caso inédito, pois depois da retirada da Mini, anunciada esta sexta-feira, a Prodrive foi rápida a anunciar que continuará a evoluir o modelo nos próximos anos. Assim sendo, ganha força a ideia de Jari-Matti Latvala poderá ser piloto da VW na temporada de 2013, ao lado do francês Sebastien Ogier, enquanto que Mads Ostberg é falado para ser piloto oficial da Hyundai, que vai entrar em ação na próxima temporada.

domingo, 14 de outubro de 2012

Formula 1 2012 - Ronda 16, Coreia do Sul (Corrida)

Confesso que acordei madrugada com a musica "Road to Nowhere" dos Talking Heads a zumbir nos ouvidos. E pensaria que seria a musica ideial para colocar no iPod do meu carro de aluguer, se estivesse na Coreia do Sul a caminho de Yeongnam. Seria como que alguém decidisse construir um circuito algures no Tocatins (no caso brasileiro) ou ao lado da barragem do Alqueva (no caso português) e ali se realizasse um Grande Prémio de Formula 1, graças à idiotice do promotor local do qual Bernie Ecclestone alegremente suga o seu dinheiro, qual Conde Drácula dos tempos modernos...

É essa a minha descrição de Yeongam, onde o público dorme nos moteis mais desenhados para outras atividades, e onde a grande atração desse ano é um cantor que já foi visto 400 milhões de vezes no Youtube. E digo isso porque a organização - que não é nada boba - convidou-o para dar animação à corrida. Não sei se convenceu o anãozinho a dançar Gangnam Style... mas se tivesse feito, teria feito o meu dia.

A qualificação tinha mostrado a tendência atual da Formula 1: a Red Bull, depois do dominio em Suzuka, tinha colocado ambos os carros na primeira fila da grelha de partida. Mas se Mark Webber tinha sido o melhor, os olhos estavam todos em Sebastian Vettel, que em caso de vitória, passaria Fernando Alonso no comando do campeonato e estaria melhor lançado rumo a um eventual tricampeonato consecutivo. Alonso era o quarto na grelha, depois de Lewis Hamilton, e o melhor que poderia fazer era minimizar os estragos, ou seja, ser melhor que o piloto da McLaren e ficar com o lugar mais baixo do pódio, e esperar que mais adiante, a Ferrari arranje uma solução para superar os Red Bull. 

A partida começou com uma confusão cada vez mais habitual, mas... na Curva 3. E desta vez, Romain Grosjean não sai culpado. Os eventos nessa curva aconteceram ao mesmo tempo em que Sebastian Vettel conseguiu passar Mark Webber, depois de terem ficado lado a lado na reta interna, mais atrás, a confusão acontecia com Kamui Kobayashi a travar mal (já tinha danificado a sua asa na primeira curva) e a levar consigo Nico Rosberg e a Jenson Button. Os dois pilotos acabaram ali a sua corrida, enquanto que o japonês da Sauber, com uma asa quebrada e um pneu furado, arrastou-se para as boxes. Mais tarde, os comissários de pista penalizaram Kobayashi com um "drive through".

Curiosamente, o acidente aconteceu na zona de DRS, com destroços na pista e um carro parado na berma, o de Rosberg, e isso fez com que as bandeiras amarelas ficaram a ser agitadas, impedindo o uso do DRS até à décima volta.

A partir dali, não houve grande coisa, mas a partir da na volta 13 houve a primeira ronda de paragens na boxe. Não houve grandes passagens por lá, excepto com Hamilton a aproximar-se de Alonso para o terceiro posto, mas nada de especial. A partir dali, o grande interesse da corrida foi a lenta agonia de Lewis Hamilton, que perdeu lugares para Felipe Massa e Kimi Raikkonen, mas ambos reagiram bem, com o inglês a retomar o quinto posto. Mas depois Hamilton foi para as boxes, decidindo mudar uma estratégia de três paragens.

Após isso, as coisas voltaram ao aborrecimento. A não ser que Felipe Massa começava a ser mais veloz do que Fernando Alonso, algo invulgar nesta época e na história. Da boxe, eles pediam a Massa para fazer de guarda costas, para ver se o "Principe das Asturias" não perdesse mais pontos.

E a partir dali, o grande motivo de atenção passou a ser... o relvado artificial. Explica-se: na antepenultima curva antes da meta, um conjunto de relva artificial tinha sido arrancado graças à ação dos carros de Formula 1 que passavam constantemente por ali, e crescentemente começaram a ser um perigo para os pilotos e seus carros. E claro, algum carro tinha de levar com um pedaço grande. Foi o McLaren de Lewis Hamilton que tendo uma tarde má, onde perdeu até para os Toro Rosso - antes do "tapete mágico" - não podia ficar ainda pior.

No final, com Psy a dar a bandeirada - pena que não tivesse sido feito em Gangnam Style... -  Sebastian Vettel foi o melhor, numa corrida dominadora por parte do alemão, a frente de Mark Webber e Fernando Alonso. O alemão igualou Jim Clark e Niki Lauda em numero de vitórias, numa dobradinha da Red Bull, na frente de Mark Webber e do Ferrari de Fernando Alonso. Lewis Hamilton, mesmo com um pedaço de relva artificial no seu carro, e pressionado por Sergio Perez, acabou em décimo e marcou um ponto.

No final, todos respiraram aliviados: o aborrecido GP da Coreia chegava ao fim, e todos podiam sair daquele pequeno inferno no meio de nenhures o mais rapidamente possível  No pódio. Adrian Newey aparecia com o seu mais novo projeto, uns óculos de proteção contra jorros de champanhe, sinal de que pelos lados de Salzburgo, tudo estava a correr maravilhosamente bem. Dali a algumas horas, no deserto americano, iria saltar Felix Baumgartner, e esperava-se que as coisas corressem bem para que o dia fosse perfeito para o lado dos energéticos.

Formula 1 em Cartoons - Coreia (Pilotoons)

A corrida da Coreia do Sul fica marca neste campeonato pela mudança de comandante, de Fernando Alonso a Sebastian Vettel. Eis como o Bruno Mantovani retrata neste Pilotoons esta mudança de comando.

McLaren Toons - oitavo episódio


Neste oitavo episódio dos McLaren Toons, Lewis Hamilton e Jenson Button - que ainda se dão bem nesta altura... - temos uma nova personagem, o piloto de kart Nyck de Vries, vindo da Holanda. Ao admirar o Hall of Fame, não deixei de sorrir ao ver o Tio Bruce, o Professor M quando tinha cabelo, bem como a forma como desenharam o nariz do Prost... e do Fittipaldi, se tiverem um olho mais atento. Está antes do Senna e do Lauda. E ainda temos referência à "cadeia de restaurantes de fast food" do Gerhard Berger...

Sobre o piloto holandês: tem 17 anos, foi bicampeão mundial de karting, corre este ano na Formula Renault NEC - já venceu uma corrida - tem como manager o pai de Lewis Hamilton, Anthony, e claro está, participa no McLaren Driver Programme.

sábado, 13 de outubro de 2012

Youtube Truck Crash: O acidente de Diumar Bueno na Truck


O acidente ocorreu este sábado no circuito brasileiro de Guaraporé, durante as qualificações da Formula Truck, a mais importante competição para camiões do Brasil. O piloto Diumar Bueno perdeu o controle do seu camião Volvo, a mais de 190 km/hora, devido a uma falha nos travões. Sem controlo, embateu fortemente na barreira de proteção e saltou para cima dela, acabando 15 metros mais abaixo, com o camião desfeito.

Diumar Bueno sofreu fraturas em ambas as pernas e num braço, para além de cortes na lingua. Está a ser operado, mas o que importa é que está vivo. Dez ou quinze anos antes, e provavelmente estariamos aqui a ver um acidente fatal. Mas mesmo assim, é impressionante.

Extra-Campeonato: e que tal ofercer um Skoda ao PS?

Normalmente não comento muito a atualidade do meu país, apesar de andarmos na pindaíba e o prestigio dos políticos e da classe politica andar "pela hora da morte". Uma das coisas que deu maior rebuliço nesta semana foi que o Grupo Parlamentar do PS, na Assembléia da República, ter adquirido cinco carros em regime de "renting", no valor total de 250 mil euros.

Claro, as pessoas não ficaram nada felizes em saber que um partido, mesmo sendo da oposição, ter gasto imenso dinheiro em comprar cinco automóveis - dois automóveis Audi A5 e três BMW Série 5 - e as justificações do seu líder parlamentar, Carlos Zorrinho, fazem-me lembrar a famosa justificação - ao que se fala, é apócrifa - da Maria Antonieta que quando lhe disseram que o povo não tinha pão para comer, lhes respondeu: "Não comem pão? Que comam croissants!"

E aparentemente, o lider do grupo parlamentar, Francisco Assis, teve uma tirada na reunião do Grupo Parlamentar, esta quinta-feira: «Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio, quando se desloca em funções oficiais». Muitos acharam que era isso que deveriam fazer, para não falar que deveriam andar a pé ou em carros celulares. A Renault, que não é nada burra, aproveitou a deixa e decidiu lançar na sua página do Facebook, uma petição para que ele ande nesse modelo automóvel da marca francesa, mas em novo.

Eu, para mim, deveria-se ir mais longe: deveria-se oferecer um automóvel ao Grupo Parlamentar do PS: E não seria um qualquer. Eu ofereceria-lhes em Skoda Favorit, como este que encontrei agora no site OLX. Segundo o dono, é de 1995, está "empecável", tem 134 mil quilómetros e o dono pede apenas... 450 euros.

Teria uma enorme piada se fizéssemos uma "vaquinha" para comprar este carro e deixá-lo na Assembleia da República, ao cuidado do honorável deputado Francisco Assis, líder do Grupo Parlamentar. Afinal de contas, bastam apenas 450 pessoas que decidam doar um euro cada um, não é? 

Quem alinha na ideia? Francamente, eu prefiro mais gozar com a cara dos políticos do que pedir na Internet que sejam enforcados na árvore mais próxima...

Formula 1 2012 - Ronda 16, Coreia do Sul (Qualificação)

Uma semana depois do Japão, máquinas e pilotos foram diretos para a Coreia do Sul, para aquele país que está nas bocas de todo o mundo, não porque o vizinho do norte fez alguma asneira, ou por causa dos produtos que eles fazem, mas sim por causa de uma canção e uma dança. Alias, o Gangnam Style é tópico do momento, porque todos querem saber se os pilotos ou os membros da equipa irão fazer os movimentos de uma canção que até agora, já foi vista mais de 400 milhões de vezes em apenas três meses.

Mas falar do Gangnam Style (nome do bairro mais chique de Seoul) significa que, por este ano, muitos esqueçam que essa corrida acontece num lugar no meio de nenhures, e onde muitos jornalistas e outras pessoas que acompanham a Formula 1 tenham de pernoitar em motéis, onde os donos tem ali uma oportunidade unica de ganhar um "extra" desses forasteiros que aparecem por ali uma vez por ano, que por alguns dias por ano vêm ali apenas para pernoitar e não para dar cambalhotas fora do casamento...

A Q1 começou debaixo de céu nublado e sem grandes novidades, e no final, a fava saiu a Bruno Senna, mas também poderia ter saído a Fernando Alonso e a Lewis Hamilton, pois tiveram más qualificações e tiveram muito perto de ficarem eliminados, depois de uma saída de pista por parte do inglês e o espanhol a não conseguir uma boa volta. Michael Schumacher também esteve perto da eliminação, mas depois conseguiu uma boa volta que o permitiu safar-se da zona de perigo.

Com a chegada da Q2, seria interessante saber se haveria alguma surpresa suficientemente negativa para definir este campeonato. O Red Bull de Sebastian Vettel cedo marcou o passo, com 1.37,767, e no final da segunda qualificação, ao mesmo tempo que o Toro Rosso de Daniel Ricciardo parava na pista devido a problemas de transmissão, colocando a pista em bandeiras amarelas, alguns pilotos ficariam prejudicados, sendo o mais prejudicado Jenson Button, que apenas conseguiu o 11º tempo e ficando de fora, tal como os Sauber de Sergio Perez e Kamui Kobayashi e o Force India de Paul di Resta.

Quando chegamos à Q3, os Red Bull estavam numa situação de superioridade, devido aos tempos que colocou ao longo das várias partes. Após Fernando Alonso e Lewis Hamilton se mostrarem, bastou a Sebastian Vettel fazer uma boa volta para conseguir 1.37,316 segundos e marcar o seu tempo perante a concorrência. Mas na segunda parte da Q3, com os pilotos a marcarem o seu tempo final, é Mark Webber que consegue um tempo 70 centésimos mais veloz do que Vettel e fazendo com que ele conseguisse a "pole-position".

No final, a Red Bull repetia o monopólio da primeira linha que tinha conseguido em Suzuka, mas com a ordem trocada. Para Webber, era a sua segunda pole position da temporada, depois de ter conseguido no Mónaco. Lewis Hamilton é o terceiro a partir, na frente de Fernando Alonso. Kimi Raikkonen era o quinto, ao lado de Felipe Massa, e Romain Grosjean era o sétimo na grelha.

Com um treino sem enorme história, acabava o dia de sábado em paragens coreanas. Depois disso, seria mais uma noite em que os pilotos e dirigentes dormiriam em bons hotéis, enquanto que o resto do pessoal iria passar mais uma noite em camas redondas com espelhos no tecto, com a opção para o vibratório... amanhã haverá mais corrida, provavelmente com momentos decisivos no campeonato.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Youtube Top Gear: O Stig em Lego


A revista Top Gear vai oferecer uma versão limitada do The Stig em Lego, e esta foi a maneira como o programa decidiu publicitar essa oferta.

Pena que o boneco esteja apenas disponivel na versão britânica...

GP Memória - Japão 1997

Com duas provas para terminar o campeonato, o duelo era agora entre Jacques Villeneuve e Michael Schumacher, quando a Formula 1 chega a paragens nipónicas. Nada poderia ser decidido por aqui, mas qualquer má corrida de Schumacher, por exemplo, poderia colocar Villeneuve quase com o título de campeão, logo, o alemão tinha que ter uma vitória em Suzuka para que as suas chances de título se mantivessem vivas.

Sem alterações no pelotão da Formula 1, a qualificação mostrou equilibrio entrre Williams e Ferrari. No final, Jacques Villeneuve foi o melhor no seu Williams, tendo Michael Schumacher a seu lado. Na segunda fila estavam o segundo Ferrari de Eddie Irvine e o McLaren de Mika Hakkinen, enquanto que na terceira estavam o Benetton de Gerhard Berger e o segundo Williams de Heinz-Harald Frentzen. Jean Alesi era o sétimo, no seu Benetton-Renault, seguido pelo Sauber de Johnny Herbert. A fechar o "top ten" ficaram o Jordan de Giancarlo Fisichella e o Prost de Olivier Panis.

A qualificação ficou marcado pelo acidente de Gianni Morbidelli, que tinha sofrido um forte acidente e o italiano não pôde alinhar para a corrida. Isto iria ser a sua última da carreira na Formula 1, depois de 70 Grandes Prémios e 8,5 pontos, ao longo de seis temporadas. 

Entre a qualificação e a corrida, tinha surgido uma polémica sobre o facto de Villeneuve não ter abrandado numa zona de bandeiras amarelas após um despiste do Tyrrell de Jos Verstappen, e que iriam excluir o seu carro. A Williams apelou da decisão e foi acedida, permitindo que o canadiano largasse da pole-position, mas o seu resultado iria ser escrutinado depois da corrida no Tribunal de Apelo da FIA.

A corrida começou com Villeneuve na frente de Schumacher, com Hakkinen e Irvine atrás, com o irlandês a pagar por uma má largada. Mas Irvine reagiu, passando o finlandês e o alemão numa só jogada, ficando com o segundo lugar. Logo a seguir, Irvine ataca Villeneuve, que estava no comando, e no final da segunda volta, estava no comando.

Nas voltas seguintes, Irvine ganha uma distância para a concorrência, enquanto que Villeneuve decide monitorizar Schumacher. Nas paragens, Villeneuve volta ao comando, mas por pouco tempo, pois quando vai às boxes, Irvine mantêm-se no comando, apenas para ceder a Schumacher. A partir dali, o irlandês tornou-se num bloqueador para Villeneuve, e na segunda paragem para troca de pneus, as ocisas correram mal para Villeneuve, que perde algum tempo devido à mangueira do seu reabastecedor, caindo para o sétimo lugar, deixando Schumacher bem mais à vontade.

Com isto tudo, Frentzen chegou ao segundo lugar, mas não conseguia alcançar Schumacher, e este ia a caminho de uma vitória que parecia inevitável.


E assim foi: Schumacher venceu a corrida, seguido por Frentzen e Irvine. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de Mika Hakkinen, o Williams de Jacques Villeneuve e o Benetton de Jean Alesi. Mas poucos dias depois, em Paris, a FIA decidira confirmar a desclassificação de Villeneuve devido ao facto de ter ignorado as bandeiras amarelas não só nesta corrida, como nas anteriores. Assim, Alesi ficou com o quinto lugar e o sexto posto ficou nas mãos de Johnny Herbert. 

E tudo iria ser decidido em Jerez, a última prova do ano. Mas em relação aos Construtores, o título  já pertencia à Williams, graças aos pontos de Frentzen.

WRC: Mini não terá equipa oficial em 2013

A BMW anunciou hoje que irá terminar o seu envolvimento direto no WRC no final desta temporada, através da Mini. A marca, que corria sobre a bandeira da WRC Team Mini Portugal, decidiu que o seu envolvimento a partir de 2013 será feita por outras marcas que não ela mesma.

Kay Segler, Vice-Presidente da Mini, afirmou em comunicado oficial que a marca "vai abandonar o seu envolvimento no WRC no final de 2012. Até ao final do ano, a WRC Team Mini Portugal vai competir em todas as provas e de acordo com os regulamentos da FIA, vamos ter a homologação do MINI John Cooper Works WRC. Ao fazê-lo, atingiremos os pré-requisitos para que os interessados possam continuar a correr com o nosso WRC", começou por afirmar. 

A responsável da BMW confirmou ainda que a "BMW Motorsport vai continuar a desenvolver a versão 1.6 Turbo em conjunto com a Prodrive. Num momento comercial bastante difícil, a Mini tem desempenhado um papel importante e nós queremos continuar a ver o MINI JCW WRC a correr no Mundial e em outros campeonatos", continou. 

Por fim, agradeceu á "Prodrive, ao WRC Team Mini Portugal e aos nossos parceiros pela boa cooperação, assim como deseja a todos os pilotos, equipas e clientes muitos sucessos no futuro".

Entretanto, a Prodrive já reagiu e anunciou pouco depois que irá colocar um programa completo na temporada de 2013, afirmando que também apoiará todos os pilotos que queiram correr no ano que vêm com esse carro. Ainda não se sabe com que pilotos é que irão correr em 2013, mas já disse que no próximo rali, o da Sardenha, com Dani Sordo e o finlandês Jarko Nikkara.

Noticias: Vijay Mallya com mandato de detenção na India

Era uma noticia expectável. A Autosport britânica noticia hoje que um tribunal da cidade de Hyderabad, na India, emitiu esta sexta-feira um mandato de detenção contra Vijay Mallya, o dono da Kingfisher e da Force India, devido à emissão de cheques carecas para a direção do Aeroporto Internacional de Hyderabad, relativos a pagamentos da sua companhia aérea de baixo custo, a Kingfisher Air.

De acordo com a agência AFP, os cheques, no valor total de dois milhões de dólares, tinha a ver com pagamentos em atraso, desde taxas de aeroporto até pagamentos de combustivel. "Como falhou em aparecer perante o magistrado, este tribunal emitiu um mandato contra Kingfisher Airlines". Esse mandato de captura é considerado como não pagável de fiança, ou seja, Mallya pode ficar detido até à altura do julgamento.

Os problemas de Mallya com a Kingfisher Airlines tem mais de um ano. Desde que a companhia aérea começou, em 2005, que esta nunca teve lucros, mas foi a partir do inicio de 2011 que as queixas de salários em atraso, atrasos nos pagamentos de gasolina e taxas aeroportuárias, entre outros, se vêm sentido quer na India, quer no estrangeiro. Tanto que no final do ano passado, Mallya cedeu parte da estrutura acionista da Force India a outra empresa, a Sahara.

Este ano, as empresas de Mallya têm piorado a sua situação, e nas últimas duas semanas, a frota ficou parada em terra, embora ainda não tenha sido formalmente declarada a falência.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

As perspectivas para 2013 no WRC

Ainda faltam duas provas para terminar o mundial WRC para 2012, mas já se pensa a temporada de 2013, e com a noticia de que na próxima temporada, o atual campeão do mundo, Sebastien Loeb, irá fazer um "part-time" no campeonato, as movimentações no mercado de pilotos tornaram-se agitadas. Sabendo que a Hyundai e a Volkswagen irão participar no Mundial, resta saber quem ficarão com os lugares existentes nas restantes equipas.

A Citroen, com a saída de Loeb, decidiu em 2013 alargar a sua participação nos ralis, com Mikko Hirvonen como primeiro piloto, Thierry Neuville mantêm-se no Junior Team e Khalid Al Qassimi num terceiro carro, devido ao patrocinio da Abu Dhabi. O lugar que falta preencher ainda não tem dono, mas fala-se muito que o espanhol Dani Sordo poderá estar de regresso à equipa, depois de uma passagem entre 2006 e 2010. E pode ser que consiga por fim uma vitória no Mundial WRC, algo que ainda não conseguiu, após estes anos todos.

A Ford tem provavelmente um alinhamento mais estável, apesar de haver noticias de que Jari-Matti Latvala poderá estar a hesitar entre continuar na Ford e passar para a Volkswagen, ao lado de Sebastien Ogier. Caso permaneça na marca americana, será o primeiro piloto da M-Sport, de Malcom Wilson, provavelmente ao lado de Petter Solberg, que apesar de ter quase 40 anos, poderá ter nova oportunidade de chegar a novo título mundial, nove anos depois de ter conquistado. Na M-Sport, a equipa secundária da Ford, o estónio Ott Tanak correrá por lá na próxima temporada e poderá haver um segundo lugar para o irlandês Craig Breen.

Já a Hyundai, as coisas andam um pouco no ar. A marca coreana, que anunciou a sua entrada em 2013, poderá ter uma participação limitada com o seu modelo i20, e anda a sondar pilotos para o desenolver ao longo dessa temporada. Inicialmente, falou-se do sueco Per-Gunnar Andersson, que esteve este ano na Proton, mas nos últimos dias surgiu indicações de que o russo Evgueny Novikov pode estar a negociar um lugar na equipa coreana.

Na alemã Volkswagen, que fará em 2013 a sua estreia nos ralis, só se sabe que Sebastien Ogier será o piloto principal da marca. Fala-se muito que para o segundo lugar poderá estar e ser pensado um conjunto de pilotos que vão desde o norueguês Andreas Mikkelsen, passando por Jari-Matti Latvala e outro norueguês, Mads Ostberg. Mas muito provavelmente, o lugar poderá ser aproveitado para colocar um dos pilotos que andaram este ano nos Skodas, como Mikkelsen e o holandês Kevin Abbring.

Na Mini - dizendo melhor, na Prodrive - as coisas andam muito indecisas. Fala-se que o norueguês Mads Ostberg poderá estar a tentar um lugar na marca, mas também se fala que a Prodrive tenha acertado um grande patrocinador, a Monster, e colocar Chris Atkinson e Ken Block na equipa, embora no caso do americano, não seria a tempo inteiro.

Enfim, eis como andam as coisas por aqui, veremos quanto é que se torna verdade.

5ª Coluna: O rescaldo japonês

Estamos agora entre duas corridas, Japão e Coreia do Sul, mas os eventos deste domingo que passou, em Suzuka, colocaram-nos num equilíbrio tão grande que passamos de uma certeza de que Fernando Alonso poderia aguentar os ataques de Sebastian Vettel, que teria pistas mais favoráveis ao seu carro graças à sua regularidade, para algo em que tudo depende de um momento de azar de um dos pilotos. Os quatro pontos que separam Sebastian Vettel e Fernando Alonso, com este atual sistema de pontuação, já não valem nada, pois é como se os dois têm um ponto de diferença cada um, pois casos os dois pilotos fiquem um atrás do outro, poderá decidir um campeonato.

A corrida japonesa, de facto, foi decidida por um momento. A confusão na primeira curva de Suzuka, onde o nariz de Kimi Raikkonen tocou no pneu de Fernando Alonso, furando-o e colocando fora de prova logo nos primeiros metros, fez com que a tarefa do seu principal rival, Sebastian Vettel, ficasse bem mais facilitada. De facto, o piloto alemão dominou todo o fim de semana, não só vencendo com folga, mas também conseguindo a sua terceira vitória do ano, segunda consecutiva. Isso pode demonstrar que o chassis desenhado por Adrian Newey é de facto um bom chassis nos "tilkódromos", embora este não o seja, mas dá-se sempre bem neste circuito, dado que é a terceira vitória na carreira de Vettel em Suzuka.

Com aquela carambola - Grosjean fez mais uma das suas, desta vez tirando Mark Webber fora do caminho - foi uma corrida atípica, com Felipe Massa a salvar a honra da Ferrari, acabando em segundo e terminando um jejum de 35 corridas sem subir ai pódio, e Kamui Kobayashi a conseguir o seu primeiro pódio da sua carreira. E todos eles estiveram na frente dos McLaren de Jenson Button e Lewis Hamilton, bem discretos, isto tudo poucas horas antes de Hamilton levantar mais celeuma no Twitter, amuado pelo facto de Jenson Button nunca o ter seguido. Criancices...

O resultado de Suzuka colocou tudo em estaca zero, com Vettel e Alonso, cada um deles, a lutar pelo tricampeonato. Alonso persegue-o desde 2006, mas não o consegue, apesar de todo o seu talento, devido ao facto de lidar com um carro inferior ao Red Bull e até ao McLaren. Contudo, o esforço em Maranello é bastante forte, e a prova disso foi o segundo lugar de Massa. Depois, saber-se-á se foi suficiente para renovar o seu contrato para 2013. Quanto a Vettel, depois de ter sido algo descartado devido ao RB8 ser um chassis algo pior do que o RB7, parece que está a recuperar terreno perdido. Em Suzuka, graças à sua vitória, igualou Juan Manuel Fangio em numero de vitórias e está a tornar-se num dos pilotos mais marcantes da sua geração, apesar de ainda não ter chegado aos 100 GP's...

Em jeito de conclusão, direi que a história do automobilismo está cheio de momentos definidores. Dois dos mais recentes na Formula 1 foram o de Timo Glock em Interlagos, na última curva da última volta, em 2008, dando o título mundial para Lewis Hamilton sobre Felipe Massa, e o segundo aconteceu dois anos depois, quando Fernando Alonso ficou bloqueado atrás do Renault de Vitaly Petrov, na corrida de Abu Dhabi, dando o título para Sebastian Vettel. 

Só no final da temporada é que poderemos saber se este foi um momento definidor do campeonato, mas pode-se dizer que graças a este furo, o campeonato voltou a ser a roleta russa que tem sido desde o seu inicio. E mais poderão vir a caminho...

O crânio de De Villota e como sobreviveu

Agora que ela hoje falou à imprensa, em Madrid, vi agora no Facebook esta imagem da radiografia compturizada de Maria de Villota após o seu acidente em julho, com o Marussia, numa sessão de testes num aeródromo britânico. Isto é impressionante, e ficamos cada vez mais impressionados com o facto dela ter recuperado e a único trauma visível foi a perda do seu olho direito, para não falar das constantes dores de cabeça que vai ter e a cicatriz no seu lado direito da cara.

No final disto tudo, tem que se dar os parabéns aos médicos por terem conseguido consertar o que parecia à partida algo muito complicado para ser feito. E ela ter vivido para contar a história.