quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Youtube Dakar Rally: a apresentação do Buggy de Sainz e Al-Attiyah


Com o final das temporadas de Formula 1, Endurance e ralis, e isso indica, em termos de calendário, a aproximação do Rally Dakar. Em 2013, a prova irá sair de Lima, a capital do Peru, e vai viajar por Argentina e Chile, até acabar na capital, em Santiago do Chile, depois das passagens pelo deserto do Atacama, por exemplo.

E agora, começam as apresentações das equipas. Neste caso em particular, trata-se do Buggy que Carlos Sainz e Nasser Al-Attiyah irão correr na próxima edição do maior "rally-raid" do mundo.

Revista Speed - edição de novembro

Já está disponível em termos virtuais a edição de novembro da revista Speed. Nesta edição, temos uma longa entrevista com Bruno Andrade, o piloto brasileiro de Formula 3 que recorreu aos tribunais para que lhe dessem o título na categoria, que venceu em... 2010. Ali, para além do que aconteceu, fala também da sua carreira automobilistica.

Também se fala nesta edição sobre os 25 anos do tricampeonato de Nelson Piquet, bem como as duas aposentadorias de Michael Schumacher e o que mudou de 2006 em relação a 2012. Falamos sobre a IndyCar, e sobre o despedimento de Randy Bernard, o responsável pela categoria, bem como falamos sobre a temporada da Moto GP.

Para finalizar, falamos sobre a antevisão do GP do Brasil de Formula 1, que vai acontecer neste final de semana. Tudo isso e muito mais está disponivel no site da revista, que podem ir através deste link.

Youtube Motorsport Crash: o momento do acidente fatal de Luis Carreira


O acidente fatal de Luis Carreira, piloto português de motos, morto na passada quinta-feira, durante a qualificação do GP de Macau em motociclismo, foi um dos dois acidentes fatais que marcaram o fim de semana na antiga possessão portuguesa, agora uma região especial da China. 

Contudo, este video do acidente do piloto de 35 anos, que este ano tinha emigrado para Angola, é absolutamente novo, pois mostra o momento do embate do piloto contra o muro de proteção, captado por um videoamador. E pelos vistos, o piloto vinha em excesso de velocidade na curva, provavelmente por alguma falha nos travões ou por ter escorregado naquela parte da pista. O que importa ver é que a violência do embate contra o muro é muito forte.

Já agora, este domingo, no Autódromo do Estoril, milhares de fãs e amigos do piloto fizeram um tributo ao piloto, tricampeão nacional da categoria Superstock, e que as autoridades macaenses estão a tratar das despesas da trasladação do corpo para Portugal, que deverá chegar no final desta semana.

Agradeço ao Pedro Mendes, o meu companheiro no Fibra de Carbono, por ter enviado o link. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vai chover em Interlagos!

As previsões meteorológicas do próximo fim de semana, em Interlagos, poderão ser decisivas na atribuição do título mundial deste ano. Isto porque as chances de chuva no sábado e domingo são superiores a 50 por cento. Segundo a Accuwheather.com, irá chover quer no sábado, quer no domingo, enquanto que a Wheather.com fala que existe a possibilidade de 60 por cento de chuva em São Paulo no domingo.

As possibilidades de chuva podem baralhar as contas do campeonato, pois quer Fernando Alonso, quer Sebastian Vettel dão se bem em condições extremas. A vitória do piloto espanhol, em Silverstone, foi num fim de semana marcado pela chuva, onde Fernando Alonso aproveitou bem as condições sempre mutáveis da pista britânica. Já Sebastian Vettel tem a seu favor que as suas primeiras duas vitórias - Monza 2008, pela Toro Rosso e Xangai 2009, pela Red Bull - terem sido à chuva.

Em suma, a chuva poderá baralhar e voltar a dar, colocando até outros fatores mais inesperados na briga pelo título...

Recordando Stefan Bellof, no dia em que faria 55 anos

Ao longo da história deste blog, fiz muitos tributos a Stefan Bellof, o piloto alemão extremamente veloz e que se foi embora demasiadamente cedo, no 1º de setembro de 1985, ao volante de um Porsche 956 da Brun, quando tentava uma ultrapassagem "impossivel" na Eau Rouge sobre o Porsche 956 oficial (ou será que era o 962?) de Jacky Ickx. Uma ultrapassagem impossível do qual ele pagou o preço pela ousadia. 

Horas antes de morrer, explicava a uma câmara de televisão como era abordada aquela curva. Sabendo todos nós como ele acabou, não deixa de nos passar um arrepio pela espinha sobre o facto de ele poder estar a descrever como é que ele iria acabar a sua vida...

Bellof era um piloto veloz. Tinha uma tremenda velocidade inata, mas parecia não ter a frieza e o calculismo tipicamente "alemão". Disso, Derek Bell e Jochen Mass, que correrem ao lado de Bellof nos Mundiais de 1983 e 1984, na Porsche oficial, apontam como o seu grande defeito. O melhor exemplo foi quando aconteceu os 1000 km de Nurburgring, no velho Nordschleiffe. aproveitando bem as potencialidades do Porsche 956, arrancou um tempo de 6.11 minutos na qualificação, fazendo com que fosse o tempo oficial mais veloz de sempre no perigoso circuito de 22 quilómetros. Na corrida, fez uma volta de 6.25 minutos, mas não terminou a corrida devido ao seu excesso. E era essa a grande diferença entre ser um piloto veloz e ser um piloto vencedor... 

Nascido em Giessen a 20 de novembro de 1957 - estaria agora a fazer 55 anos - foi um excelente piloto nas categorias base, mas nunca conquistou um título, apesar de em 1982, quando corria pela Mauer, na Formula 2, ter tido um arranque fabuloso de temporada, vencendo as duas primeiras corridas. Mas depois teve demasiadas desistências e acabou o ano no quarto lugar.

A sua consagração aconteceu no Mundial de Sport-Protótipos. Em 1983, foi contratado para correr ao lado de pilotos veteranos como Jacky Ickx, Jochen Mass e Derek Bell. Foi campeão em 1984, no mesmo ano em que se estreava na Formula 1, ao volante de um Tyrrell absolutamente pouco potente, com menos 220 cavalos do que o resto do pelotão, pois ainda usava os motores Cosworth. Mesmo assim, conseguiu arrancar boas prestações, especialmente no Mónaco, onde terminou no terceiro lugar, bem atrás de Ayrton Senna, no seu Toleman-Hart. Contudo, essas prestações tinham  um contra: o Tyrrell era demasiado leve para os regulamentos. Quando descobriram, a FISA foi implacável: desclassificaram a equipa e os seus pilotos.

Contudo, Bellof voltou à equipa em 1985 e conseguiu quatro pontos, seno o seu melhor resultado um quarto lugar em Detroit, antes da equipa mudar para os motores Turbo, resultantes de um acordo com a Renault. Bellof não usou muito esse motor - apenas duas corridas - mas as suas prestações eram mais do que suficientes para atraír a atenção da Ferrari, que o quereria para a temporada de 1986. Havia um pré-acordo com a Scuderia e uma reunião marcada com o Commendatore nos primeiros dias de setembro, antes do GP da Belgica, que iria acontecer uma semana depois de Bellof participar nos 1000 km de Spa-Francochamps.

Por essa altura, Bellof já tinha saído da equipa oficial e entrado para a Brun, que também tinha um modelo 956 à sua disposição. Aliás, era o modelo que todas as grandes equipas usavam no Mundial de Sport-Protótipos. Fazendo dupla com o belga Thierry Boutsen, e partindo de uma má posição na grelha, Bellof galgou posições como um posesso, chegando-se ao pé do líder, o veterano Jacky Ickx, que desta vez fazia dupla com Jochen Mass. No inicio da 77ª volta, Bellof tinha apanhado o veterano piloto belga, vencedor de cinco edições das 24 Horas de Le Mans, no gancho de La Source, e tentou a sua sorte. O resto é conhecido de todos nós.

Bellof é um dos dois pilotos de Formula 1 que fazem parte do "Clube dos 27", sendo o outro o galês Tom Pryce. Bellof é também dos pilotos do qual existem aqueles "e se?", da mesma forma que existe sobre pilotos como o mesmo Pryce, ou Tony Brise, uma grande esperança britânica morta aos 23 anos no mesmo avião que levava Graham Hill, em 1975, ou então Roger Williamson e de um modo mais famoso, o francês Francois Cevért, treinado para ser o sucessor de Jackie Stewart, mas morto precisamente no momento em que se iria passar o testemunho do escocês para o francês. Sabia-se da Ferrari, mas essa vai ser uma pergunta que nunca terá resposta.

Existe, contudo, outra grande pergunta do qual já tem uma resposta, ao fim destes anos todos. Era se, depois de Wolfgang Von Trips, iria haver um piloto alemão capaz de vencer campeonatos do mundo de Formula 1. Von Trips quase iria conseguir isso, caso não tivesse morrido em Itália, em 1961, ao volante de um Ferrari. Bellof, provavelmente, poderia ter uma chance de um título mundial, na Scuderia, como Von Trips, e caso o conseguisse, teria provavelmente antecipado os títulos de Michael Schumacher e agora, de Sebastian Vettel. 

Fibra para vencer, tinha. Só teria de acalmar os seus instintos e ser mais racional. Afinal, foi isso que fez encurtar a sua existência na face da Terra.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Youtube Motorsport: A troca do hino em Macau


A corrida de Formula 3 em Macau, vencida pelo português António Félix da Costa, teve uma polémica no pódio, quando chegou ao momento de se ouvir o hino. Em vez de se ouvir o hino nacional português, dedicado ao piloto vencedor, ouviu-se o hino dedicado... ao segundo classificado. É que se ouviu, por engano, o hino nacional da Suécia e isso causou uma monumental vaia à organização pelo facto de terem cometido essa "gaffe". Especialmente numa antiga possessão... portuguesa.

O erro foi corrigido quinze minutos mais tarde, mas até lá, o público presente decidiu cantar o hino a plenos pulmões, para celebrar o feito do piloto de Cascais, que parece estar a caminho da Formula 1, ao serviço da Red Bull.

A equipa acabou, mas o site funciona!

A Pacific foi uma das muitas equipas "nanicas" que andaram na Formula 1 nos anos 90. Formada por Keith Wiggins, andou nas temporadas de 1994 e 1995, com pilotos como Bertrand Gachot, Paul Belmondo, Andrea Montermini e o lento suiço Jean-Denis Deletraz, e acabou no final dessa época.

Por essa altura, a Internet era a grande novidade do momento, e todas as equipas decidiram fazer o seu site, para o crescente número de internautas que apareciam pelo mundo inteiro. Muito antes das redes sociais, até a Pacific fez o seu site. Mas a equipa acabou e a sua existência remeteu-se aos livros de história... excepto uma coisa: o seu website.

É verdade: após 16 anos - quase 17 - o site da Pacific ainda funciona! Quem falou disso foi o nosso amigo "williamista" Marcos Antônio, no seu blog GP Series. Um belo pedaço da arqueologia desses primórdios da Internet ainda vive. Para ver isso com os seus próprios olhos, basta seguir o link: http://www.pacificgrandprix.com/

Ai... essa Geografia, Caterham!

Eu gosto do pessoal da Caterham, mas acho que existem alguém que, ou não tem noções de Geografia no Brasil, ou então queria uma imagem mais "exótica" para cartão postal da marca. É que o GP do Brasil é em São Paulo, e eles decidiram colocar a zona do Pelourinho, em Salvador, para ilustrar o facto de irem ao Brasil este final de semana, para a jornada de encerramento do campeonato mundial de 2012.

Nada contra, Caterham, mas acho que deveriam corrigir essa imagem o mais possivel, senão viram chacota e irão ter à porta algumas centenas de brasileiros indignados com as vossas noções de Geografia...

Formula 1 em Cartoons - Estados Unidos (F1 Humour)

Eis o cartaz da nova versão do "Brokeback Mountain", com Lewis Hamilton e Martin Withmarsh como atores principais. Ahhh... o amor entre "cowboys" deve ser lindo. Embora nesta caso em particular, o Lewis Hamilton já esteja de saída, não é?

Esta montagem é cortesia do site F1 Humour.

Formula 1 em Cartoons - Estados Unidos (GP Toons)

Parece que o xerife da cidade, Lewis Hamilton, intrometeu-se no duelo e adiou o duelo para outro dia... neste caso, o duelo final será em Interlagos.

Mas um excelente cartoon do Hector Garcia, do GP Toons.

Formula 1 em Cartoons - Estados Unidos (Pilotoons)

E no GP dos Estados Unidos, nada como o futebol americano para exemplificar o que aconteceu esta tarde/noite em Austin, com Lewis Hamilton a parar Sebastian Vettel, com Fernando Alonso a armar-se em "cheerleader".

Mais uma bela tira do Bruno Mantovani, do Pilotoons. 

domingo, 18 de novembro de 2012

McLaren Tooned - Décimo-primeiro episódio


O 11º episódio do "McLaren Tooned", que aconteceu este domingo à tarde volta a ter Nyck de Vries como convidado. E o piloto holandês ele vai ter, por fim, uma oportunidade para experimentar um carro de Formula 1. Mas não da maneira como ele julgava acontecer...

Formula 1 2012 - Ronda 19, Estados Unidos (Corrida)

O regresso da Formula 1 aos Estados Unidos, após sete anos de ausência, e 32 anos depois de ter corrido pela última vez num circuito permanente, em Watkins Glen, tinha uma motivação adicional devido à luta pelo título entre Sebastian Vettel e Fernando Alonso. Mas após a qualificação, em que se viu que Sebastian Vettel foi o melhor sobre Lewis Hamilton, o problema do "lado sujo e do lado limpo" da pista surgiu em força. Tanto que a Ferrari decidiu esta tarde efetuar uma manobra que, não sendo ilegal, é eticamente inaceitável.

Tudo começou quando se viu que o nono lugar de Fernando Alonso na tabela de tempos se tornou no oitavo posto devido à penalização de Romain Grosjean, devido à troca da caixa de velocidades. Com isso, o piloto espanhol iria largar do lado sujo da pista, o que poderia ser prejudicial para as suas aspirações ao título. A Ferrari decidiu pensar um pouco e resolveu mostrar que iria usar todas as armas legais, mesmo as eticamente inaceitáveis. E assim, decidiu quebrar o lacre da caixa de velocidades do carro de Felipe Massa - que ficou à frente de Alonso na qualificação - fazendo-o ser penalizado em cinco lugares, fazendo com que o piloto espanhol subisse para o sétimo posto, colocando-se no lado limpo da pista. 

Tudo isso foi mais do que suficiente para causar polémica nas horas e minutos antes da partida para o Grande Prémio e discutir, mais uma vez, a tática de "vencer a todo o custo" por parte da Ferrari. E foram verdadeiros: Stefano Domenicalli não se escondeu por trás de uma justificação qualquer, disse que penalizaram Massa de propósito para ajudar Alonso. Claro que o precedente ficou aberto, e as outras equipas poderão usar isso de futuro, caso queiram. Mas também poderá ter sido mais uma machadada no prestigio da competição...

Passadas as polémicas, os adeptos preparavam-se para a uma corrida que seria a centésima da carreira de Sebastian Vettel na Formula 1 e que poderia ser a mais importante do ano para ele, pois era o primeiro que estaria em linha com a decisão do tricampeonato.

Na partida, não houve toques. Vettel foi para a frente, enquanto que Alonso subiu para o quarto lugar. Com as primeiras voltas, Hamilton tentou aproximar-se de Webber, para o ultrapassar na quinta volta, enquanto que Alonso era quarto, isolado de tudo e todos.

Com as coisas calmas na frente, o grande motivo de atração era no meio do pelotão, com os carros a seguirem uns atrás dos outros, como se fossem uma das caravanas do Velho Oeste, e os pilotos a trocaram facilmente de lugares. Mas aos poucos, Hamilton aproxima-se de Vettel para tentar apanhá-lo e ficar com a liderança. E as coisas pioram para os energéticos quando Webber tem uma falha no seu alternador na volta 18 e fica de fora da corrida.

E à medida que a segunda parte da corrida acontecia, a luta pelo comando aquecia. Lewis Hamilton aproximava-se de Sebastian Vettel, comendo centésimos atrás de centésimos, com Vettel a tentar reagir, fazendo as voltas mais rapidas da corrida. Mas aos poucos, o piloto da McLaren conseguiu apanhá-lo, passando na volta 41. Após a passagem do piloto da McLaren, esperava-se que ele se afastasse de Vettel, mas a diferença nunca foi superior a um segundo e meio, e assim o piloto alemão ainda teve esperanças de recuperar o comando.

Contudo, Vettel foi incapaz de apanhar Hamilton e o piloto da McLaren torna-se no primeiro vencedor de Austin, cinco anos depois de ter vencido pela última vez numa prova americana, em Indianápolis. Apesar de Vettel ter sido segundo classificado, aumentou mais a diferença para um Fernando Alonso, que terminando no lugar mais baixo do pódio, pouco se viu na corrida, na frente de Felipe Massa, o quarto classificado.

Contudo, a Red Bull iria sair de Austin com um titulo: o de Construtores. O terceiro consecutivo, premiando a parte final da temporada. Mas o título de pilotos, que a Red Bull queria que fosse resolvido em Austin, acaba por ser adiado para Interlagos, como os adeptos da Formula 1 queriam. Em termos de campeonato, Sebastian Vettel ainda tem a faca e o queijo na mão e depende dele mesmo para conquistar o título, e Fernando Alonso, mesmo que a equipa esteja totalmente atrás dele, estará dependente de terceiros para conseguir o seu tricampeonato em Interlagos.  

WTCC - Macau (Corridas)

O último fim de semana do WTCC nas ruas de Macau era a última oficial da Chevrolet, mas havia uma batalha pelo comando do campeonato, entre Robert Huff e Alain Menu, com Yvan Muller è espreita. O facto de haver 35 pontos de diferença entre primeiro e segundo, com 50 pontos em jogo, poderia significar que tudo poderia acontecer numa pista tão traiçoeira como as ruas da antiga possessão portuguesa.

Na primeira corrida, a prova começou com os Chevrolet na frente e... dez carros a baterem na curva do Hotel Lisboa. Pepe Oriola, Norbert Mischeliz e Mehdi Bennani ficaram logo pelo caminho, enquanto que Stefano D'Aste e Tom Coronel foram às boxes, para tentarem reparar os estragos nos seus carros. 

Com isso, os Chevrolet ficaram com os três primeiros lugares, com o Honda de Tiago Monteiro no quarto posto. Na quarta volta, Huff passa Muller na travagem para o Hotel Lisboa e começa a afastar-se do piloto francês. Mas logo a seguir, Robert Huff bate sozinho na parte sinuosa e cai na classificação. O inglês vai às boxes e fica por ali.

Após isso, Muller e Menu ficam com os dois primeiros lugares, com Tiago Monteiro a aguentar os avanços do Seat de Gabriele Tarquini. Darryl O'Young era quinto, mas aos poucos, perde tempo com os quatro primeiros. Muller e Menu andaram à briga pelo comando, chegando até a tocar um ao outro! Mas no final, Muller consegue aguentar e vencer a sua primeira corrida em Macau e a primeira prova do dia. Tiago Monteiro chega ao terceiro posto, dando o primeiro pódio oficial à Honda.

Na segunda corrida, Huff conseguiu reparar os estragos e partiu no nono posto da grelha. Na frente, Alain Menu passou para a frente depois de superar Alex McDowall, Pepe Oriola e o húngaro Norbert Mischelisz. Mas os incidentes na pista continuaram: McDowall e Muller tiveram um toque, que levou ao aparatoso despiste deste último, e o Safety Car teve de sair para a pista, neutralizando a corrida até à nona volta.

Após isso, a corrida recomeçou, mas... por pouco tempo. Oriola e Mischelisz, que lutavam pelo título na categoria dos Independentes, tocaram-se na curva do Hotel Lisboa, transformando aquele lugar num sitio complicado para os pilotos passarem por ali. Nova entrada do Safety Car, que fez com que a corrida ficasse neutralizada até praticamente o seu final.

Com isso, a Chevrolet conseguiu monopolizar o pódio, com Alain Menu a vencer, mas Robert Huff foi o segundo, seguido por Yvan Muller. Com isso, o piloto britânico tornou-se no campeão do mundo, terminando 12 pontos na frente de Alain Menu e 20 na frente de Yvan Muller. Atrás dos Chevrolet ficou o Honda de Tiago Monteiro, o quarto classificado e a dar à Honda os seus melhores resultados na sua curta carreira no WTCC.  

GP Macau: Félix da Costa é o vencedor

Foi mais um grande dia para o automobilismo nacional. Desta vez foi em Macau, com António Félix da Costa a encerrar com chave de ouro a sua temporada, vencendo a "Feature Race" da corrida de Formula 3, depois de ontem ter conseguido vencer a corrida de qualificação.

A corrida foi um duelo entre ele e o sueco Félix Rosenqvist, com o piloto português a aumentar a diferença para o piloto sueco a cada volta, excepto uma ocasião onde teve a sua diferença neutralizada devido à entrada do Safety Car, devido a um acidente na cauda do pelotão. Quando a corrida regressou, o sueco saiu bem, estando lado a lado com Félix da Costa na travagem para a curva do Hotel Lisboa. Contudo, o piloto português a manteve-se por dentro, protelou a travagem até aos limites e manteve a liderança.

A partir dali, a distancia entre ambos os pilotos aumentou a ponto de Félix da Costa fazer a volta mais rápida da corrida e não ser mais incomodado até à penúltima volta, quando outro acidente colocou a corrida em bandeiras amarelas, praticamente sentenciando a decisão a favor do piloto português, tornando-se assim no primeiro piloto português a vencer a corrida de Formula 3 desde André Couto, em 2000. No pódio, um pequeno incidente, com a organização a trocar de hinos, mas o público presente na antiga possesão portuguesa cantou o hino a plenos pulmões, para celebrar a vitória do piloto de Cascais.

Para Félix da Costa, foi uma "corrida muito dura. O Rosenqvist passou-me no arranque mas eu apanhei-lhe o cone de ar e consegui passá-lo outra vez. Felizmente, consegui manter-me na frente após o safety-car e a partir daí consegui sempre ganhar tempo no segundo setor, onde dava uns dois ou três décimos de segundo. Foi difícil manter a concentração, no fim já estava em lágrimas debaixo do capacete. Todas as vitórias são especiais mas esta foi a mais intensa". 

No final, o piloto português dedicou a vitória a Trevor Carlin, o dono da equipa com o mesmo nome, e que o tem ajudado bastante na carreira nos últimos anos, na Formula 3 e GP3.