segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Os trinta anos do fim da Fittipaldi

Faz hoje 30 anos que a equipa Fittipaldi fez a sua última corrida, no parque de estacionamento do Ceasar's Palace, em Las Vegas. A matéria, escrita por esse "russo" louco de seu nome Rian Assis (o Rianov do F1 Nostalgia), falou com o Ricardo Divila, que ajudou a desenhar a esmagadora maioria dos chassis da equipa, e com Wilson Fittipaldi, a pessoa que fez andar o projeto, e ambos disseram a mesma coisa: foi a falta de dinheiro que fez extinguir o projeto, após oito temporadas, 120 Grandes Prémios e 44 pontos conquistados.

"Senti demais, tivemos um prejuízo pessoal muito grande, e esperava contar com mais apoio. Tentamos muito a Petrobras, mas não conseguimos nada. E me admirou muito ela estar patrocinando uma equipe inglesa anos depois. São coisas típicas brasileiras. O governo não viu o lado positivo, independente de ser um Fórmula 1, a quantidade de tecnologia que tínhamos armazenada virou um nada do dia para a noite. Depois, tentei patrocinador aqui no Brasil de tudo quanto é forma, mas tivemos que parar, infelizmente", afirmou Wilson Fittipaldi.

Divila diz na entrevista que, muito provavelmente, poderiam estar bem perto de fazer um excelente chassis. Ele afirma isso pelo facto de terem contratado um jovem britânico muito promissor, que em pouco tempo tinha mostrado o seu talento. Seu nome? Adrian Newey.
"Ele se propôs a trabalhar com a gente, pois eu precisava de um assistente no túnel de vento. E o cara era formado em aerodinâmica e aeroespacial. Seu projeto de conclusão da faculdade foi um carro do Grupo C. Olhei aquelas papeladas que ele trouxe e o contratei na hora. Em aerodinâmica ele é realmente muito bom. Em estrutura, geometria de suspensão, tinha melhores, mas em aerodinâmica, era espetacular. Eu, que já tinha 10 anos de experiência em túnel, assim que ele chegou, já o deixei assumir tudo. O F10 [chassis que tinham desenhado para a temporada de 1983] tinha cara que seria bom. Pelo menos o que nós antecipamos de engenharia, vimos que seguiu naquela linha", afirmou Divila.

E pelo que ele e outros dizem, provavelmente o primeiro carro que Adrian Newey poderia ter desenhado na Formula 1 poderia ter sido um Fittipaldi, em vez do March 881, que deu excelentes resultado à equipa e a Ivan Capelli, em 1988. Mas nem todos os seres humanos tem paciência ou visão de futuro. O "aqui, agora e já" ainda dominam as nossas mentalidades, para além de, em certos aspectos, o não acreditar nas nossas capacidades e louvar o que vêm de lá fora - não interessa o país - faz com que muitos projetos, por muito bem intencionados que sejam, acabem em fracasso.

E só agora, 30 anos depois do fim da Fittipaldi, é que as pessoas começam a valorizar o projeto e a louvar os seus pioneiros. Faz lembrar os parentes que sentimos a falta deles quando morrem...

Para lerem o resto da história, vão ao Total Race, a partir deste link.

Formula 1 em Cartoons - Destroyers Racing Club (Singapura)

Mais um belo desenho do Hector Garcia, colocado no GP Toons. Tem a ver com o duelo entre Fernando Alonso e Pastor Maldonado, bem como a má reputação que o piloto venezuelano já tem no mundo da Formula 1. E claro, Nico Rosberg e Romain Grosjean queriam ver aqueles dois a brigarem, porque ja sabiam que iriam ser beneficiados.

Mas depois veio o Narain Karthikeyan e estragou tudo...

O mais espantoso é que vi este desenho na página do... Pastor Maldonado! Sinal do prestigio do Hector, bem como do bom humor do Pastor, que acabou por desistir, mas desta vez não teve culpa nenhuma. 

A entrevista de Felix da Costa ao DN


O jornal português "Diário de Noticias" entrevistou António Félix da Costa no sentido de fazer um balanço da época e saber dos seus planos para o futuro, agora que está integrado na estrutura da Red Bull.

Nestes extratos, ele fala na hipótese de fazer o "Rookie Test" em Abu Dhabi, bem como uma nova temporada na WSR em 2013, e saber quais são as suas hipóteses de chegar à categoria máxima do automobilismo.

GP Memória - Canadá 1972

Duas semanas depois de Emerson Fittipaldi confirmar o seu inédito título mundial em Monza, máquinas e pilotos atravessaram o Atlântico, rumo ao Canadá, para fazerem as duas últimas provas do ano, agora, simplesmente para cumprir calendário. Inicialmente marcado para o circuito de Mont-Tremblant, no Quebec, acabou por ser transferido para Mosport devido a conflitos existentes entre os proprietários do circuito e o automóvel clube canadiano.

Havia algumas novidades no pelotão da Formula 1. A Lotus decidiu dispensar os serviços de Dave Walker e voltou a contratar Reine Wissell, vindo da BRM, enquanto que para o seu lugar, a equipa britânica foi buscar o local Bill Brack. O americano Skip Barber foi alugar um chassis March e decidiu entrar nas corridas americanas, ao serviço da Gene Mason Racing. 

Na qualificação, o resultado foi algo surpreendente, com o americano Peter Revson a conseguir fazer a pole-position, a sua primeira da carreira e a da própria McLaren. E a primeira fila era um monopólio da equipa, pois no segundo lugar estava o seu companheiro, Dennis Hulme. Na segunda linha estavam o March de Ronnie Peterson e o Lotus de Emerson Fittipaldi, enquanto que na terceira estavam os Tyrrell de Jackie Stewart e Francois Cevért. A Ferrari ficava com a quarta fila, com Clay Regazzoni a ser mais veloz do que Jacky Ickx, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o Brabham de Carlos Reutemann e o Matra de Chris Amon.

O Tecno de Derek Bell foi o último na grelha, mas um acidente durante a qualificação danificou bastante o carro e fez com que acabasse por não partir.

No dia da corrida, o nevoeiro tinha-se instalado na zona do circuito, e a visibilidade era reduzida, fazendo com que a partida fosse adiada por algum tempo, até que o nevoeiro levantou-se e a partida pudesse ser dada. Quando aconteceu, Peterson conseguiu passar os McLaren e ficar na frente, com Stewart logo atrás. Na quarta volta, o escocês faz uma manobra de ultrapassagem bem sucedida e começa a distanciar-se do resto do pelotão, que fica atrás do March do sueco.

Com o passar das voltas, Stewart afastava-se, enquanto que Ickx conseguia passar Revson na batalha pelo terceiro posto. Mas a meio da corrida, o Ferrari começou a ter problemas de potência e foi apanhado por Revson e Fittipaldi, caindo para o quinto lugar. Acabaria a corrida num distante 12º posto, a mais de três voltas do vencedor.

Na volta 54, Peterson estava a dobrar Graham Hill quando o veterano inglês não o viu no momento em que o estava a passar. O choque foi inevitável e Peterson ficou com a direção entortada, parando não longe das boxes. Mas ele engatou a marcha atrás para lá chegar, e os comissários decidiram desclassificá-lo. Isso deixou Revson e Fittipaldi a lutar pelo segundo lugar, mas pouco depois, tentou passar o americano, com sérias consequências, pois este fechou a porta e o bico do seu Lotus ficou danificado.

Regazzoni herdou o terceiro posto, mas estava a ser desafiado por Reutemann e Hulme, que o presionavam no sentido dele cometer um erro. Isso aconteceu quando se cruzou com Skip Barber, e a sua hesitação fez com que ambos os pilotos o passassem. Hulme ficou depois com o terceiro lugar.

Enquanto isso, na frente, sem ser incomodado, Jackie Stewart vencia o GP do Canadá, a primeira vitória com o novo chassis. Peter Revson e Dennis Hulme acompanharam-no no podio, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Brabham de Carlos Reutemann, nos seus primeiros pontos da sua carreira, o Ferrari de Clay Regazzoni e o Matra de Chris Amon, o último que a marca francesa iria alcançar na Formula 1.

domingo, 23 de setembro de 2012

Formula 1 em Cartoons - Singapura (Pilotoons)

Confesso que não entendo muito bem este desenho, porque no final, que saiu melhor foi Felipe Massa, com o piloto da Ferrari a fazer uma ultrapassagem "in extremis" e a acabar bem na frente de Bruno Senna. 

Mas depois o Bruno Mantovani me explicou o desenho que fez para o Pilotoons: tem a ver com a ultrapassagem que o Massa fez ao Bruno.

McLaren Toons - Sexto episódio


Os desenhos animados da McLaren. Neste sexto episódio, a equipa demonstra as vantagens do tunel de vento, com Jenson Button, Lewis Hamilton, o professor e a perfeita de woking, que veio inaugurar o novo edificio. 

Ah... depois espreitem o novo visual do professor. Vai valer a pena.

Formula 1 em Cartoons - Singapura (GP Toons)

Que a corrida de Singapura foi aborrecida, é verdade. E o Hector Garcia, do GP Toons, decidiu transformar a coisa numa daquelas "congas", com direito a "dança do limbo" e algumas costas mais tortas...

E desta vez, o "Destroyer" da corrida foi o velhadas do Michael Schumacher. Deve ser da falta da visão noturna, pois afinal de contas, tem 43 anos... 

Formula 1 2012 - Ronda 14, Singapura (Corrida)

Depois da Formula 1 abandonar a Europa para fazer a sua longa trajetória final pela Ásia - já falou mais para que se transfira a sede da FIA da Abu Dhabi... - a corrida noturna do GP de Singapura iria ser a primeira de sete finais de um campeonato que está a ser muito equilibrado e que - pasme-se - um dos candidatos ao título, Kimi Raikkonen, ainda não venceu qualquer corrida. No mesmo fim de semana em que os organizadores do GP de Singapura anunciaram, felizes, a renovação do contrato até 2017, as equipas e os pilotos iriam enfrentar uma corrida de atrição, pois iria durar quase duas horas, e as três paragens nas boxes indicariam que o desgaste que a pista - perdão, as ruas de Singapura - irá fazer com os pneus que os pilotos irão usar.

No primeiro "round", ontem, Lewis Hamilton levou a melhor, com o Williams de Pastor Maldonado a seu lado, e com uma segunda fila constituida por Fernando Alonso e Sebastian Vettel. E de ontem para hoje, havia muitos olhos para os dois primeiros, especialmente por causa da propensão do piloto venezuelano para a confusão e porque os pensamentos sobre a carambola de La Source, na Belgica, e a respectiva penalização a Romain Grosjean ainda não se dissiparam. E provavelmente, muitos, secretamente, desejariam que Maldonado sofresse a mesma penalidade...

Contudo, antes da corrida, houve um momento para recordar o passado, quando todos fizeram uma sentida homenagem ao Prof. Sid Watkins, o mítico doutor da Formula 1 por mais de vinte anos, morto na semana passada aos 84 anos. Bom saber que não se esqueceram das suas contribuições para a segurança da categoria máxima do automobilismo.

A partida não foi calma, mas não houve a carambola que todos temiam. Maldonado perdeu dois lugares na partida, para Vettel e Button, enquanto que Hamilton não foi incomodado. Atrás, Heikki Kovalainen foi tocado e partiu a asa dianteira, e Felipe Massa sofreu um furo que o levou às boxes, colocando-o na cauda do pelotão. Mas isso foi o ponto de partida para a recuperação que fez ate ao final.

A partir dali, começaram as táticas, onde o grande motivo de movimentação eram as paragens nas boxes, devido às tais estratégias de duas ou três paragens nas boxes. E a corrida estava a chegar ao puro aborrecimento quando na volta 23, a caixa de velocidades de Lewis Hamilton acabou. Vettel herda a liderança, com Button no segundo lugar. Pouco depois, as comunicações na boxe sugerem que eles sabiam do problema na caixa de velocidades desde ontem. Mas pouco depois, sugeriu-se que o problema tinha sido detectado... algumas voltas antes, e estariam a tentar corrigir electronicamente das boxes. Com isto, parece que as hipóteses de Hamilton em alcançar o título ficam ainda mais negras.

Passado isso, o aborrecimento volta a tomar conta da corrida, à excepção das paragens nas boxes e depois da luta entre Fernando Alonso e Pastor Maldonado pelo sexto lugar. Mas na volta 33, o HRT e Narain Karthikeyan bate no muro numa zona mais apertada e o Safety Car foi obrigado a entrar.

O Safety Car andou por mais algumas voltas, até que na volta 36, a Williams indica que o carro de Pastor Maldonado tem uma problema hidráulico e que iria abandonar. Desta vez, o venezuelano não merecia acabar desta forma.

Duas voltas depois, o Mercedes do SC recolheu às boxes e a corrida recomeçou. Mas por pouco tempo. Na curva 14, Michael Schumacher exagera na travagem e entra na traseira do Toro Rosso de Jean-Eric Vergne, quando este tentava passar o Sauber de Sergio Perez. Ambos acabaram na escapatória, mas não evitaram a reentrada do Mercedes do SC por mais algumas voltas. Mais alguns carros aproveitaram para trocar de pneus, e os carros passavam por mais um período onde os seus carros eram sujeitos às variações de ritmo desta corrida de atrito.

A corrida recomeçou na volta 43, e já com quase toda a gente a pensar que esta corrida iria acabar no tempo e não nas voltas. E por muito pouco, esses pensamentos não se tornaram realidade, quando Felipe Massa tentou passar Bruno Senna na Andersson Bridge e escorregou o seu carro quase ao ponto de perder o controlo, mas conseguiu controlá-lo.

A partir dali, voltou o aborrecimento, e depois, a luta pelo cronómetro, para saber se a corrida iria acabar nas 61 voltas previstas. Até lá, houve os toques entre Kamui Kobayashi e Nico Hulkenberg, que destruíram as corridas de ambos, e o problema de KERS que Bruno Senna teve, e que o fizeram abandonar a corrida a duas voltas do fim, depois de ter chegado à zona dos pontos, e saído com a ultrapassagem de Sergio Perez, quando o brasileiro já era apoquentado pelos problemas que o fariam regressar às boxes a pé. 

No final, por causa das entradas do Safety Car, a corrida acabou na 59ª volta, com Sebastian Vettel a ser melhor do que Jenson Button, e ambos na frente de Fernando Alonso. E tal como em Monza, houve uma ironia, pois os dois primeiros classificados tinham desistido na pista italiana. Paul di Resta conseguia a sua melhor pontuação do ano - e da carreira - ao terminar na quarta posição, na frente de Nico Rosberg e os Lotus de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean.

Agora, da aborrecida Singapura, iremos para um clássico do automobilismo, Suzuka. O chato é que teremos de esperar duas semanas para que este ocorra.

(P.S: Cada vez mais parece que a FIA quer decidir as corridas na secretaria. Michael Schumacher levou dez lugares de penalização devido ao seu acidente com Jean-Eric Vergne, e  Mark Webber foi penalizado em 20 segundos devido ao seu toque com Kamui kobayashi. Mas ainda houve um "susto" quando chamaram Sebastian Vettel devido a aquela manobra sobre Button antes da saída do prmeiro Safety Car. Felizmente, não deu em nada, mas acho que é altura de uniformizarem as regras, sob pena de haver pessoas que insinuarão que isto está a ser feito para beneficiar este ou aquele piloto...)

sábado, 22 de setembro de 2012

Youtube Musical Meme: Formula 1, Gagnam Style


É a musica, o meme do momento. Vem da Coreia do Sul, e a pessoa que o canta dá-se pelo nome de "Psy" e basicamente trata-se de gozar com as pessoas do bairro luxuoso de Gagnam, em Seoul. Daí o título da musica, "Gangnam Style". Desde que o video foi lançado, há dois meses, este foi visualizado por... 242 milhões de vezes, e dezenas de videos a gozar ou a aproveitar esta situação foram gravados um pouco por todo o mundo, incluindo no Brasil (onde há uma polémica com o cantor Latino, que alegadamente plagiou a musica) e aqui no nosso retângulo, onde se aproveitou a crise para fazer uma versão para "Gamar com Style".

Mas porque falo do Gagnam Style? É porque na própria Coreia do Sul, onde a Formula 1 estará no inicio de outubro, os funcionários do circuito de Yeongnam decidiram fazer a sua versão do "Gangnam style". Em um mês, só teve onze mil visualizações, mas pode ser que agora aumente um pouquinho mais. 

Enfim, era inevitável que aparecesse uma versão destas, não é? Só falta os pilotos (ou uma equipa, porque não?) fazer o seu video "Gagnam Style". A HRT, por exemplo, só teria tudo a ganhar.

Formula 1 2012 - Ronda 14, Singapura (Qualificação)

A primeira das sete rondas em paragens asiáticas, em paragens de Singapura, acontece não só na única vez que acontece à noite - e ironicamente, as temperaturas da pista são das mais baixas do campeonato, numa paragem equatorial como o desta cidade-estado - esta também acontece num fim de semana onde as autoridades locais anunciaram com um sorriso nos lábios a extensão do seu contrato até 2017, e onde no último treino livre, o Marussia de Charles Pic desobedeceu a uma série de bandeiras amarelas e teve a inédita penalização de vinte segundos no seu tempo final... e fazer serviço comunitário. Que nova penalização irão inventar em Suzuka?

Com essas novidades, começou a qualificação do GP de Singapura. Muitos sabiam que Sebastian Vettel era o piloto a observar, pelo facto de ter sido o mais veloz nos treinos livres, e os pilotos da McLaren e o Ferrari de Fernando Alonso também a espreitar o lugar mais cobiçado da grelha de partida. E claro, nada impedia que existia alguma surpresa... 

Com o decorrer da Q1, não houve novidades de especial, a não ser que dos seis do costume que ficam para trás nesta parte da qualificação, o azarado do dia foi o Sauber de Kamui Kobayashi, que duas corridas depois de ter ficado na primeira fila da grelha...

Na Q2, o grande momento foi o toque de Bruno Senna no muro, que deu cabo da sua suspensão traseira-direita, menos de dez minutos depois de um toque anterior, no mesmo local, com menores danos para o seu carro. Com o 17º lugar na grelha mais do que garantido, parece que não vai ser um grande fim de semana para o piloto brasileiro. E com o final da sessão, soubemos quem iriam fazer companhia a ele: o Lotus de Kimi Raikkonen, o Ferrari de Felipe Massa, o Sauber de Sergio Perez e os Toro Rosso de Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne. Mas no caso de Raikkonen, por exemplo, também aconteceu o mesmo que Bruno Senna: um toque no muro.

E com a chegada da Q3, com todos os candidatos à pole-position por lá - mais o Lotus de Romain Grosjean, os Mercedes e o Force India de Paul di Resta - alguns pilotos sairam para a pista mal o relógio começou a funcionar. Depois de aquecer os pneus, as primeiras voltas rápidas deram vantagem a Hamilton, com Button de Vettel atrás. Mas as voltas eram apenas uma amostra, pois a parte final é a que decidia tudo. E um dos sinais era que a Mercedes ter decidido poupar nos pneus e monopolizar a quinta fila da grelha de partida.

E assim foi. E como acontece normalmente, houve surpresas. Pastor Maldonado, ultra-veloz, mas ultra-desastrado (para não falar desmiolado...), conseguiu um surpreendente segundo lugar, à frente de toda a gente... menos de Lewis Hamilton, o "poleman" que conseguiu um tempo que o colocava quase meio segundo á frente de toda a gente (442 centésimos, para ser mais preciso). Mais um bom trabalho para a McLaren, que parece estar na mó de cima nestes últimos Grandes Prémios. Afinal de contas, são quatro pole-positions consecutivas, algo que não conseguiam desde os tempos de Mika Hakkinen e David Coulthard, em 1999. E também no fim de semana em que, 40 anos antes, em paragens canadianas, o americano Peter Revson deu à equipa a sua primeira "pole-position"...

Amanhã é dia de corrida. O meu desejo é que todos façam as primeiras curvas inteiros. 

GP Memória - Austria 1997

Depois de Itália, a Formula 1 fazia a sua primeira aparição em terras austriacas pela primeira vez em dez anos. Para receber a categoria máxima do automobilismo, o circuito de Zeltweg tinha recebido modificações, de forma a ser mais curto e menos veloz, mas isso não impediu que as médias continuassem a ser altas.

Sem alterações no pelotão, os treinos mostraram que os carros com pneus Bridgestone eram os que estavam melhor adaptados à nova pista, mas o melhor foi Jacques Villeneuve, que bateu o McLaren-Mercedes de Mika Hakkinen por 94 centésimos. O Prost de Jarno Trulli foi um surpreendente terceiro classificado, seguido pelo segundo Williams de Heinz-Harld Frentzen. Na terceira fila estavam ambos os Stewart, de Rubens Barrichello e Jan Magnussen, enquanto que na quarta fila estavam o Arrows-Yamaha de Damon Hill e o Ferrari de Eddie Irvine. Michael Schumacher era apenas nono, enquanto que David Coulthard fechava o "top ten".

A qualificação ficou marcada pela exclusão do Minardi de Tarso Marques, que tinha falhado um controle de peso, pelo carro estar abaixo do mínimo legal para correr.

Debaixo de sol, mas com uma temperatura mais baixa do que o normal, a corrida começa com Berger a partir das boxes com o carro de reserva, e na partida, Hakkinen consegue ser melhor do que Villeneuve, com Trulli no segundo posto. Villeneuve é pressionado logo a seguir pelos Stewart de Barrichello e Magnussen, e passa no final da primeira volta na quarta posição. Mas no inicio da segunda volta, o motor de Hakkinen explode e o jovem italiano da equipa Prost lidera uma corrida pela primeira vez na sua curta carreira.

A corrida, a partir daqui, andou mais calma, com Trulli a liderar até à altura dos reabastecimentos. O italiano foi às boxes na volta 37, altura dos primeiros reabastecimentos, e na volta 44, quando tudo acabou, Villeneuve estava na frente. Mas pelo meio, tinha acontecido um acidente espectacular entre Eddie Irvine e Jean Alesi, quando ambos lutavam pelo quarto posto. Ao chegarem à Curva Remus, feita num àngulo de 90 graus, Irvine bloqueou a passagem do piloto francês, que o tentava passar, fazendo-o saltar e aterrar, felizmente com as rodas no chão, mas na gravilha. Ambos os pilotos acabaram por abandonar logo depois.

Pela mesma altura, Michael Schumacher estava a fazer a manobra de ultrapassagem a Heinz-Harald Frentzen quando ambos chegaram á zona, assinalada com bandeiras amarelas. O alemão da Ferrari completou a manobra, mesmo com o assinalar das bandeiras, e os comissários, pensando que tinha desobedecido às ordens, penalizaram-no com um "stop and go", que cumpriu pouco depois.

Na volta 44, Villeneuve era o lider, seguido por Trulli, e tudo parecia que a estratégia iria calhar bem para o italiano da Prost. Mas na volta 58, o seu motor Mugen-Honda estoura e ele é obrigado a abandonar, terminando ali uma corrida irrepreensível.


Após a segunda paragem Villeneuve começou a ser acossado por Coulthard, que se aproximou o suficiente para ameaçar a vitória. Frentzen também se aproximou o suficiente para os tentar apanhar, mas no final, Villeneuve aguentou e alcançou a vitória. Coulthard foi o segundo e Frentzen o terceiro, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram os Jordan de Giancarlo Fisichella e de Ralf Schumacher, ambos na frente do Ferrari de Michael Schumacher, que tinha passado o Arrows de Damon Hill na última volta.   

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Fibra de Carbono - Emissão numero dezoito

Dois meses depois da última emissão, voltamos a gravar. E aí falamos sobre as últimas da Formula 1, nomeadamente o GP de Itália e os feitos de Sergio Perez, falamos também sobre as especulações do momento, sobre as Seis Horas de Interlagos e o Rali de Gales, e também sobre o futuro de António Félix da Costa, agora que está na "cantera" da Red Bull, a vencer corridas e a ser o piloto mais veloz em pista. 

Em suma, falamos um pouco de tudo, para matar saudades de gravarmos este programa. Para poderem ouvi-lo, sigam este link: http://www.fibracarbono.net/podcast/episodio-18-dois-meses-depois.html

Noticias: Delta Wing vai competir em 2013

Admirado por muitos, detestado por outros, o projeto da Delta Wing, feito pela Highroft Racing e pela All American Racers, de Dan Gurney, com o apoio da Nissan, conseguiu hoje uma importante vitória ao ser admitido pela American Le Mans Series na temporada de 2013 como carro na categoria da LMP2.

Sendo um carro cuja fórmula é o de percorrer a mesma distância do que os carros ditos convencionais, mas com metade do combustível, esta noticia pode significar a viabilidade do projeto e a aposta da FIA e da ACO - bem como da American Le Mans Series - nas tecnologias do futuro, no sentido de elaborar alternativas eletricas, híbridas ou de outras propulsões, como o hidrogénio, em provas de Endurance. E isso também significa que à partida, o Delta Wing poderá estar nas 24 Horas de Le Mans de 2013 como um bólide competitivo.

"A autorização de corrida para o Delta Wing foi uma das clausulas que esteve em cima da mesa no acordo de fusão entre a ALMS e a Grand-Am", afirmou Dan Panoz, um dos diretores do projeto. "Falta melhorar os aspectos da segurança e da performance, mas sabemos que a partir de 2014, a nova competição irá ter Protótipos da classe Le Mans, da classe Daytona e um Delta Wing.", concluiu.

O carro vai estar em ação dentro de um mês, em Road Atlanta, no Petit Le Mans, com Lucas Ordoñez e Gunnar Jeannette ao volante.

Formula 1 2012 - Ronda 14, Singapura (Treinos)

Após a despedida da Formula 1 da Europa - do qual só voltará em abril do ano que vêm - a categoria máxima do automobilismo passeia-se pela primeira das paragens asiáticas, o continente do qual Bernie Ecclestone acha que ela se deveria implantar a toda a força, daí que esteja agora nesta cidade-estado ao qual alguns chamam de "Mónaco do Sudoeste Asiático". Que é uma cidade-estado, é, mas para acontecer tradição, precisa de tempo. O dinheiro ajuda, mas...

Feitas as introduções, vamos ao que interessa. Com sete corridas para o final, é certo que Fernando Alonso é o piloto a abater, pois é o lider do campeonato, mas com a McLaren na mó de cima, graças a Lewis Hamilton e Jenson Button, poderá haver luta até ao fim, e nisso temos de incluir duas equipas do qual andam a recolher pontos calmamente, esperando por um tropeção dos outros dois: Lotus e Red Bull. E parece que esta última está a mostrar-se, pois Sebastian Vettel foi o melhor em ambas as sessões de treinos.

A primeira sessão de treinos livres colocou o atual bicampeão do mundo no centro das atenções. Com um tempo de 1.50,566, o piloto alemão foi o melhor nesta primeira sessão, superiorizando-se aos McLaren de Jenson Button e Lewis Hamilton. Button foi o unico que fez um tempo abaixo de 1.51 (1.50,615 segundos), enquanto que o outro piloto britânico faz um tempo de 1.51,459 segundos. Fernando Alonso foi o quarto, não muito longe de Pastor Maldonado, quinto no seu Williams-Renault. Mark Webber foi o sexto, seguido dos Force India e Paul di Resta e Nico Hulkenberg, o Toro Rosso de Daniel Ricciardo e o Sauber de Sergio Perez.

Curiosamente, nesta primeira sessão, somente houve um terceiro piloto a guiar em Singapura, e foi o chinês Ma Quinghua, onde no seu HRT, fez o tempo de 1.58,053, mais de sete segundos mais lento do que Sebastian Vettel. Em relação aos pilotos brasileiros, Bruno Senna fez o 11º tempo, e Felipe Massa o 16º tempo.

Na segunda sessão do dia, Vettel foi de novo o melhor, com um tempo de 1.48,340, mais 311 centésimos do que o McLaren de Jenson Button e mais 556 centésimos de segundo sobre o Ferrari de Fernando Alonso. Graças aos pneus super-macios da Pirelli, o piloto alemão conseguiu mais uma vez ser o melhor, dando vazão por parte de alguns entendidos, que afirmam os "tilkódromos" são favoráveis às máquinas desenhadas por Adrian Newey, e das sete que faltam, somente dois não foram desenhados por Hermann Tilke, pode ser que Vettel faça uma movimentação de forma a relançar a sua candidatura ao terceiro título mundial.

Mark Webber foi o quarto melhor, com um tempo de 1.48,964, o último dos pilotos que fez um tempo abaixo de 1.49, o primeiro dos quais foi Lewis Hamilton. Depois veio os Force India de Paul di Resta e Nico Hulkenberg, que ficou na frente do Mercedes de Nico Rosberg, do segundo Ferrari de Felipe Massa e do Lotus-Renault do regressado Romain Grosjean.

Amanhã será dia de qualificação, e será sempre interessante saber se o que acontece à sexta-feira se confirma no sábado. Nem sempre é assim, mas nunca se sabe.

Rumor do dia: este é o calendário de 2013

Se ontem apareceu uma noticia sobre o possível calendário do WRC para 2013, esta manhã surgiu o calendário para a Formula 1 na próxima temporada. Aparentemente, este calendário, que será sujeito a debate e aprovação no Conselho Mundial da FIA, algures na semana que vêm, em Paris, as únicas alterações de relevo serão a chegada de New Jersey, no lugar de Valencia, que acabará por alternar com Barcelona na realização do GP de Espanha.

Pelos vistos, o calendário vai ter vinte corridas na mesma e não as 22 ou 23 que se falava que Bernie Ecclestone queria ter a partir de 2013, com a assinatura do novo Acordo da Concordia, que seria uma forma de ter ainda mais dinheiro a jorrar para a organização da Formula 1. Contudo, o jornalista Joe Saward especula no seu blog que o facto de ter três semanas de intervalo entre as corridas de Silverstone e de Nurburgring poderá ser um sinal de que Ecclestone está a querer colocar uma 21ª corrida no calendário, que poderá ser França, já que as negociações, apesar de uma mudança de governo, continuaram a acontecer, de forma mais discreta.

As corridas de New Jersey, Coreia do Sul e Alemanha (Nurburgring) ainda estão por confirmar, e a própria pista de Singapura também, mas tem a ver com o facto do contrato atual chegar ao fim este ano e um novo contrato estar a ser elaborado.

Assim sendo, se este rumor se confirmar, o calendário de 2013 será o seguinte:

17 de Março - Austrália (Melbourne)
24 de Março - Malásia (Sepang)
14 de Abril - China (Xangai)
21 de Abril - Bahrein
12 de Maio - Espanha (Barcelona)
26 de Maio - Mónaco
9 de Junho - Canadá (Montreal)
16 de Junho - Estados Unidos (New Jersey)*
30 de Junho - Grã-Bretanha (Silverstone)
21 de Julho - Alemanha (Nurburgring)*
28 de Julho - Hungria (Hungaroring)
1 de Setembro - Belgica (Spa-Francochamps)
8 de Setembro - Itália (Monza)
22 de Setembro - Singapura*
6 de Outubro - Japão (Suzuka)
13 de Outubro - Coreia do Sul (Yeongnam)*
27 de Outubro - India (Delhi)
3 de Novembro - Abu Dhabi
17 de Novembro - Estados Unidos (Austin)
24 de Novembro - Brasil (Interlagos)

* sujeitos a confirmação