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domingo, 12 de julho de 2026

As imagens do dia









Já foi na semana passada, durante o GP da Grã-Bretanha, mas a McLaren aproveitou a ocasião para celebrar os 45 anos da primeira vitória do seu MP4/1, o primeiro carro com chassis em fibra de carbono na Formula 1, guiado por John Watson.

E foi o próprio "Wattie", que este ano fez 80 anos, que deu umas voltas na pista de Silverstone, para deleite dos fãs da marca e dos fãs da Formula 1. E claro, o ex-piloto e ex-comentador desportivo está em forma para acelerar os carros que guiou.

Mais interessante é que isto, esta demonstração do legado da McLaren, está a acontecer mais recentemente com Zak Brown ao volante. Ex-piloto, co-fundador da United Autosports, que prossegue na IMSA e no Mundial de Endurance, viu os depósitos onde se guardam os carros e está desde há algum tempo a expor esses carros do passado e também a fazer estátuas dos seus campeões, bem como o fundador, Bruce McLaren. Até agora, há estátuas de gente como Ayrton Senna, Niki Lauda, James Hunt e mais recentemente, Mika Hakkinen.

Neste fim de semana, em Goodwood, o destaque foi o McLaren MP4/8B, o carro com motor Lamborghini que foi testado ao longo de 1993 por Mika Hakkinen, antes de Ayrton Senna ter pegado nele para dar umas voltas no Autódromo do Estoril, no dia seguinte ao GP de Portugal. E esse carro foi guiado por Bruno Senna, seu sobrinho. 

De uma certa maneira, este "reavivar" dos carros por parte da segunda equipa mais longeva na Formula 1 - está desde 1966, logo, faz agora 60 anos - é uma excelente maneira de agarrar passado e presente, para garantir o futuro. 

segunda-feira, 2 de junho de 2025

A imagem do dia



Em 1970, a McLaren vivia uma época alta. Correndo na Formula 1, CanAm e IndyCar, com um grupo de companheiros leais e um bom piloto na figura de Dennis Hulme, Bruce McLaren via concretizar os seus sonhos de uma equipa moldada pelas suas ideias e segundo um plano que deu muito certo. 

Explica-se: em finais de 1963, McLaren trabalhava e corria pela Cooper, na Formula 1, mas como tinha acontecido a Jack Brabham, no final de 1961, achava que a equipa, fundada por Charles Cooper e dirigida pelo seu filho, John Cooper, era limitada. Quando foi correr a Tasman Series, na temporada de 1963-64, decidiu construir dois chassis e inscrevê-los sob a guisa de Bruce McLaren Racing Team, ao lado de Timmy Meyer, um americano e tão apaixonado pelo automobilismo, fazendo parte de um grupo de americanos que tinha gente como o seu irmão, Teddy Meyer, e o herdeiro dos cosméticos Revlon, Peter Revson. 

Três anos depois, em 1966, terminando o seu contrato com a Cooper, ele montou a sua equipa, começou humildemente na Formula 1, mas tinha olhos para as competições no outro lado do Atlântico, mais ricas que na Europa. Indianápolis era uma boa hipótese, mas uma competição estava a surgir nos Estados Unidos, que tinha duas coisas muito boas: muito dinheiro e quase nenhuma regra: a Canadian-American Challenge Cup. Abreviado para CanAm. Sancionado pela Sports Car Club of America, eram basicamente carros desportivos, segundo as regras da Formula Libre, mas também pelo Grupo 7 da FIA, eram alimentados por motores Ford ou Chevrolet de 7 litros, davam prémios de até meio milhão de dólares por temporada, um valor bem alto na altura. Com eles, poderia atrair os melhores construtores, mas na realidade, o que atraiu era um jovem neozelandês, então com 29 anos, que tinha jeito para a aerodinâmica.

Os primeiros carros aparecerem em 1967, mas no ano seguinte, começaram a vencer em cadeia, quer ele, Bruce, quer o seu novo companheiro de equipa, o seu compatriota Dennis Hulme, o campeão de 1967 da Formula 1. Campeonatos ganhos entre 1967 e 69 e conseguinte domínio da competição deram o nome não oficial de "The Bruce and Denny Show". Houwe até uma ocasião, em 1969, onde monopolizaram o pódio numa corrida em Michigan, com McLaren, Hulme e o americano Dan Gurney! 

Em 1970, McLaren continuava a dominar na CanAm, tinha já ganho corridas na Formula 1 e participava na InsyCar. Aliás, nessa corrida, Dennis Hulme sofreu um acidente que causou queimaduras nas mãos. A ideia era que o seu substituto nas corridas seguintes fosse Pete Revson. Mas o projeto mais interessante que ele tinha em mente... era um carro de estrada. 

O M6GT era um protótipo de estrada, baseado no M6 de Can-Am, e a ideia inicial era para correr no Grupo 4 de Le Mans. Contudo, esses planos foram abortados em 1967 e decidiu-se construir um carro de cockpit fechado, para ser o "muleto" ou seja, veículo de testes, para a temporada da nova CanAm. Alguns foram produzidos e McLaren usou um deles como seu transporte pessoal, com matricula para poder andar na estrada. Com o sucesso dos carros na CanAm, pensou na ideia do carro ser verdadeiramente vendível, como fazia Enzo Ferrari. 

Contudo, a 2 de junho de 1970, McLaren ia para Goodwood, não muito longe de Londres, para testar o M8D, uma evolução do seu carro de CanAm, porque a temporada estava à esquina. Sempre gostava de testar as coisas novas, especialmente porque queria também que a nova temporada fosse a continuidade dos triunfos das anteriores. Na pista, um carro de Formula 1 estava a ser testado, para um novo piloto, o britânico Peter Gethin. A ideia era participar no programa da Formula 5000, mas ser o substituído de Hulme durante as corridas onde não iria participar também estava nos planos. Se andasse suficiente bem... porque não?

Cerca do meio dia, McLaren queria dar umas voltas no M8D antes da pausa para o almoço. Dava umas voltas num autódromo vazio quando de súbito, a carroçaria do carro saiu a voar. Sem controlo, o carro deslizou para um posto de controlo para comissários de pista, que estava vazio, embatendo com força. Quando os funcionários chegaram a ele, estava morto. Tinha 32 anos. 

Talvez o melhor tributo a ele foi um que... ele mesmo escreveu, em 1964. Em Longford, na Austrália. durante uma corrida da Tasman Series, a primeira onde correu com os seus próprios chassis, embora sob a chancela da Cooper, o seu companheiro de equipa, Timmy Mayer, sofreu um acidente mortal. Semanas depois, escreveu numa revista o seguinte: 

"A notícia de que [Meyer] morreu de imediato foi um choque terrível para todos nós, mas quem pode dizer que não viu mais, fez mais e aprendeu mais nos seus poucos anos do que muitas pessoas aprendem em toda a vida? Fazer algo bem vale tanto a pena que morrer a tentar fazê-lo melhor não pode ser temerário. Seria um desperdício de vida não fazer nada com a própria capacidade, pois acredito que a vida se mede pelas conquistas, e não apenas pelos anos."

Daquilo que fez em quase uma década, e o que aconteceu depois, pode-se afirmar que escreveu o seu próprio epitáfio. Bruce McLaren está enterrado no Cemitério de Waikumete, nos arredores de Auckland, na Nova Zelândia. Um monumento semelhante existe no circuito de Goodwood. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Youtube Motorsport Bideo: Ken Block em Goodwood

Na semana da morte de Ken Block, o Goodwood Festival of Speed fez uma homenagem ao piloto e acrobata americano de 55 anos, colocando este vídeo das suas passagens - sempre espetaculares - pelo Goodwood Festival of Speed, no Reino Unido.

No vídeo, a organização homenageou-o, falando dele como "um bom amigo de Goodwood, amado quer por nós, quer pelos fãs." 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

A(s) image(ns) do dia






Este foi o fim de semana de Goodwood, onde milhares de carros do passado e do presente desfilaram nos jardins de Lord March e no circuito do sul do Reino Unido. Mas este ano, o homenageado foi Nigel Mansell, trinta anos depois do seu título mundial. E ele foi recebido como o grande campeão que foi.

Ainda faltam dias para os 30 anos do seu mítico triunfo em Silverstone - acontecerá no próximo dia 12 - mas a maneira como ele foi recebido fez lembrar esse final de semana de sonho para o "brutânico". E da maneira como se apresentou, com o fato da Williams e o seu bigode, apenas um olhar mais atento é que notaria que ele já está a caminho dos... 69 anos. 

Mansell passeou a bordo dos seus carros, o Ferrari 639 de 1989 e o Williams FW14B de 1992, carros que foram seus e os vendeu este ano num leilão no Mónaco, rendendo ao todo... 7,660 milhões de libras. Muuito dinheiro, sem dúvida. E ainda tebe tempo para andar em carros que nunca andou como piloto, como por exemplo um dos Lotus 25 guiado por Jim Clark (na foto 4)

Mas sobretudo, a maneira como ele foi recebido ao longo do final de semana pelos espectadores nota que ele é amado entre os fãs, porque gostavam da sua maneira como era veloz e defendia qualquer posição como se fosse da sua vida que tratasse. E sofreram com as suas derrotas, principalmente quando ele perdeu de forma espetacular quando o seu pneu rebentou na reta Brabham, em Adelaide, na última corrida da temporada de 1986, ou quando bateu forte no muro de pneus, em Suzuka, no ano seguinte, e magoou as suas costas. 

Conseguiu, enfim, o seu canto no Panteão automobilístico, e os seus fãs nunca o esqueceram. Afinal de contas, marcou uma era.  

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Youtube Motorsport Video: O Gen3 em Goodwood

O Gen3 da Formula E já foi apresentado no Mónaco, sendo o carro que eles irão correr a partir de 2023. Mas neste final de semana, em Goodwood, Nick Heidfeld, antigo piloto da Mahindra, fez uma demonstração perante o mundo, para mostrar o potencial do carro. Eis o vídeo do carro que se estreará dentro de seis meses em Jeddah.  

quinta-feira, 8 de julho de 2021

WRC: Apresentado o novo Ford Rally1


A Ford aproveitou o fim de semana de Goodwood para apresentar o novo Puma Rally1, o carro que usará no WRC a partir de 2022. Com uma potência de 380 cavalos de um motor 1.6 Ecoboost, aliado a um motor elétrico de 100 kW e uma bateria de 3,9 kWh, o novo veículo de competição também reflete o empenho da Ford numa aposta a 100% na eletrificação. A primeira demonstração acontecerá neste final de semana, com o francês Adrien Formaux ao volante, e Matthew Wilson, piloto de testes da Ford M-Sport, passando, depois, a ser utilizado como carro de desenvolvimento e preparação da época de 2022.

“A Ford está totalmente empenhada num futuro eletrificado e a intensidade imposta pelo mundo da competição tem sido responsável por muitas das inovações que atualmente surgem nos nossos modelos de estrada”, começou por comentar Mark Rushbrook, Diretor Global da Ford Performance. “O Ford Puma Rally1 da M-Sport irá pôr à prova a potência híbrida e comprovar que a tecnologia é capaz de proporcionar um desempenho emocionante”.


O sistema híbrido do Puma Rally1 funciona com princípios semelhantes aos do Puma EcoBoost Hybrid de produção. O propulsor capta a energia normalmente perdida durante as fases de travagem e desaceleração e armazena-a numa bateria que pode alimentar o motor elétrico, para melhorar a eficiência de consumos do modelo ou fornecer um aumento de performance, a qual, no caso do Puma Rally1, pode ascender a 100 kW, em aumentos múltiplos de potência máximos de três segundos durante a competição, isto a juntar à potência do motor de combustão, que é igual a este ano de 2021: 380 cavalos.

“A nova era dos modelos WRC é um dos maiores avanços tecnológicos da disciplina até à data. A introdução da tecnologia híbrida significa que os automóveis serão mais potentes do que nunca, ao mesmo tempo que refletem, diretamente, os propulsores utilizados pelas versões homólogas de estrada”, começou por dizer Malcolm Wilson, Diretor Geral da M-Sport. 

“A mudança para o Puma é muito emocionante, uma vez que é um modelo com historial nos ralis. O carro está fantástico, pelo que mal posso esperar para o ver à partida do famoso Rali Monte Carlo, no início de 2022. O lançamento deste novo carro em Goodwood é, também, muito especial, sendo um dos eventos mais icónicos do calendário desportivo. Eu e toda a estrutura da M-Sport esperamos continuar esta muito bem-sucedida parceria com a Ford, apresentando resultados e mantendo a Ford na vanguarda durante esta nova e muito excitante era dos ralis”, concluiu.


Depois desta apresentação, resta esperar pela concorrência, que ainda está a desenvolver os seus carros para a próxima temporada, a primeira com os novos regulamentos. 

terça-feira, 14 de abril de 2020

A imagem do dia

No final de 1961, Stirling Moss tinha 32 anos e uma década de Formula 1, um feito numa competição onde as chances de ter um acidente grave e de morrer eram muito altas. Nem o próprio Moss tinha escapado a um acidente grande, quando nos treinos do GP da Bélgica de 1960, se despistou com o seu Lotus e acabou no hospital com fraturas e esteve mês e meio em convalescença, recuperando a tempo de vencer uma corrida em Riverside e outra no Mónaco, contra uma armada Ferrari que tinha tudo para ganhar, mas não conseguiu nas ruas apertadas do Principado.

Moss foi o melhor "não-Ferrari" nessa temporada, e foi bem melhor do que os carros oficiais da Lotus, que já tinham um piloto em potencial na figura do escocês Jim Clark. E ele sabia que poderia ser o seu rival, se quisesse ter uma chance para alcançar um título que rondava desde 1955, mas que nunca tinha alcançado.

A parceria com Rob Walker era perfeita, mas sabia que a Lotus, que tinha dado chassis desde 1960, com o modelo 18, e depois com o 21, não iria dar o 25, que iria se tornar no carro oficial, e seria o primeiro monocoque da marca. Para clientes como Walker, haveria o 24, que seria como o 25, mas sem o monocoque. E eles sabiam que teriam uma desvantagem à partida. 

Assim sendo, Walker falou com Enzo Ferrari, que expôs o problema e queria saber se poderia ceder um dos seus chassis 156 vitoriosos no ano anterior. O Commendatore disse sim, e Moss, que uma década antes tinha-se zangado com ele por causa de um contrato que não foi cumprido como o britânico queria, e jurou que não correria com os seus carros, aceitou a ideia. Mas até lá chegar, acabou por usar um modelo 24 para as primeiras corridas do ano, uma série de eventos no Reino Unido, pois nesse ano, a Formula 1 começava em paragens holandesas, em maio.

Na segunda-feira de Páscoa, em Goodwood, Moss corria com esse Lotus 24 inscrito pela British Racing Partnership, na Glover Trophy. Tinha feito a pole-position e a volta mais rápida, mas na oitava volta, um despiste o feriu gravemente. Tinha ficado preso no seu carro e desfalecido, a sua retirada do carro demorou algum tempo. Quando o conseguiram levar para o hospital, tinha ferimentos internos, o seu lado esquerdo paralisado e estava em coma. Apenas acordou um mês ais tarde, e teve uma lenta recuperação. No final do ano, já recuperado, fez um teste, num Lotus 19, e depois de ter feito algumas voltas um pouco abaixo do recorde da pista, sentiu que não tinha os reflexos de outrora e decidiu pendurar o capacete de vez.

Pelo menos, é essa a sua versão oficial. Muitos acreditam que ele, aos 33 anos de idade, poderá ter pensado duas coisas: que a sua sorte tinha chegado ao fim, e era melhor ficar vivo para contar a história, e já havia sangue novo no horizonte. Enquanto esteve convalescente, Clark mostrou todo o seu potencial na Lotus e tinha armado uma rivalidade com outro piloto, curiosamente da mesma idade que Moss: Graham Hill, piloto da BRM, e que tinha acabado por ser campeão do mundo. E como queria ser campeão do mundo, e sabia qual era o melhor chassis do marcado, ser cliente do melhor chassis do mercado reduziria imenso a sua chance de ganhar um título. Assim, pendurou o capacete e se tornou bom a ser... ele mesmo. E a sua história foi contada nas gerações seguintes por parte de multidões que nunca o viram correr, mas o admiram pelos seus feitos.

domingo, 7 de julho de 2019

Youtube Racing Demonstration: Roborace em Goodwood

A RoboRace é uma competição que está a aparecer no horizonte, e é revolucionária... para o bem e para o mal. E neste sábado, em Goodwood, fez uma nova demonstração das suas capacidades. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Noticias: Apresentado o Extreme E Base Car

O pessoal da Spark Technology apresentou esta semana em Goodwood o Extreme E Base Car, o bólido que servirá como base para a Extreme E Series, que vai começar em 2021. esta competição visa destacar o impacto das mudanças climáticas em alguns dos ecossistemas mais frágeis do mundo, através da promoção da adoção de veículos elétricos.

Alejandro Agag, fundador da Extreme E e o CEO da Formula E, fala sobre o objetivo desta competição: “O Extreme E-SUV, Odyssey 21, é diferente de qualquer outra ‘coisa’ no automobilismo. A tecnologia de ponta que nossos parceiros, líderes da indústria, empregaram no seu projeto e construção resultou num carro impressionante, capaz do mais alto desempenho nos ambientes mais difíceis e variados do planeta.", começou por dizer.

"A combinação do Extreme E com competições desportivas de alto nível e ambientes ultra exigentes também se revelará uma plataforma de investigação e desenvolvimento significativa para os fabricantes, impulsionando novos avanços na mobilidade sustentável. Seja no Ártico, Himalaias, Amazónia, deserto ou nas Ilhas do Oceano Índico, este carro demonstrará a capacidade dos E-SUVs, não apenas para os entusiastas do automobilismo, mas também para os consumidores que procuram fazer sua própria diferença para o planeta, escolhendo um SUV elétrico”, continuou.

O carro, construido pela Spark, com pneus fornecidos pela Continental e com uma bateria desenvolvida pela Williams Advanced Technology, tem um chassis tubular de nióbio, potencia de 400 kW, que fornecerá 550 cavalos, e irá dos zero aos 100 em 4,2 segundos. As equipas poderão desenvolver o seu "powertrain" em 2021, a primeira temporada, e selecionar certas áreas para poderem desenvolver autonomamente.

"Nosso desafio era construir um carro que pudesse enfrentar todas as variações de superfície e terreno que aparecerão no seu caminho, que incluirão cascalho, rocha, lama, gelo, neve, água e areia também", explicou o diretor técnico da Spark, Theopile Gouzin.

“Em linha reta fora da caixa na primeira temporada, o Odyssey 21 e seu desempenho vai ser muito impressionante, superando a potência e o torque dos carros de rally do WRC. Os números são alucinantes, na verdade.", concluiu.

O Extreme E Base Car fará uma demonstração no final desta tarde em Goodwood.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Vende-se: Williams FW14B de 1992

Eis um carro mítico de Formula 1 à venda. Claro que não é todos os dias que se vê uma coisa destas, mas aquando se fala do Williams FW14B de 1992, o carro dominante que deu o título mundial desse ano a Nigel Mansell, não se pode deixar de lado.

O chassis, super bem preservado, esteve nas mãos de Mansell em sete Grandes Prémios, tendo vencido cinco e chegado em segundo uma vez, tendo desistido no GP do Canadá, vitima de despiste. Depois, passou para as mãos de Riccardo Patrese, companheiro de equipa de Mansell, que o usou noutras seis corridas, ajudando-o a alcançar o segundo lugar final no campeonato desse ano.  

O carro, que está desde há um tempo em mãos privadas, vai estar à venda a 5 de julho, durante o fim de semana histórico de Goodwood, e espera-se que o carro poderá ser vendido por três milhões de libras.


sexta-feira, 13 de julho de 2018

A imagem do dia

O protótipo do Roborace, esta sexta-feira, em Goodwood Festival of Speed, basicamente a sua primeira demonstração pública como carro autónomo. Meti o video directamente na página do Facebook deste sítio, e se forem ver, os comentários são quase todos desfavoráveis, a denegrir o trabalho dos engenheiros. Não coloco aqui os comentários, recomendo que vão lá para ler.

Isto acontece no mesmo fim de semana de encerramento de mais uma temporada de Formula E, com uma jornada dupla em Nova Iorque. E também se sabe que no final do ano acontecerá a primeira temporada do Electric GT, a primeira competição elétrica de Turismos.

De uma certa forma, é um novo mundo que aí vêm, quer queiramos, quer não. Ao contrário das pessoas que foram ali dizer cobras e lagartos daquele carro, há quem observe tudo isto e sabe que é uma ideia das coisas que aí vêm. Pessoalmente, acho que todos vão conviver: a Formula 1 convive com a Formula E e complementam-se, não concorrem. Na próxima temporada, haverá um novo carro, e nas corridas, os carros irão do inicio até ao fim, em provas de 45 minutos, deixando de acontecer as trocas de carros a meio da corrida.

Já vi os protótipos dos carros autónomos. São lentos, mais lentos que os carros a electricidade conduzidos, logo, os temores deles são infundados. Mas aquilo do qual viram a vida toda vai mudar. É assim, é como em tudo na vida. E quem se queixa são pessoas de meia idade. Para os garotos novos, que se calhar estão a ver isto pela primeira vez, provavelmente poderá ter sido um momento em que ficaram curiosos com isto. Mas sei que a nova geração está fascinada com a electricidade, com os carros elétricos e com a Formula E, e vêm os carros normais, a obsessão das pessoas por determinado barulho que o carro faz como uma picuinhice... de velhotes. 

E isso faz-me lembrar de uma conversa que um amigo meu, o Sal Chiaparreta, me falou quando esteve com o Dan Gurney, há uns anos, no Peterson Auto Museum, em Los Angeles. A certa altura, ligaram um dos carros expostos, um dos Eagle de IndyCar, creio, e o filho do Sal tapou os ouvidos por causa do barulho. Disse depois que não tinha gostado por causa do barulho e dos fumos. E pouco depois, o pai do garoto e o Dan Gurney conversaram sobre aquilo que ele disse. Ele respondeu algo parecido com "somos dinossauros, mas fomos felizes dinossauros".

Se calhar, a melhor maneira de vermos isto tudo é assim. Admitir que somos dinossauros e gozar o momento enquanto pudermos, antes que a nova geração tome conta das coisas.  

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Youtube Motorsport Presentation: RoboRace em Goodwood

O carro da RoboRace vai fazer a sua aparição em Goodwood para fazer a sua primeira passagem pela rampa de 1800 metros, no sentido de promover a série que aparecerá dentro em breve, e será a primeira competição autónoma, sem condutor, do mundo. 

Eis as imagens da sua apresentação.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Youtube Motorsport Demonstration: Um Darracq de 1905 em Goodwood


Se acham que um carro do inicio do século era lento e barulhento, pensem de novo. Este é um Darracq de 1905 de competição, com... duzentos cavalos de potência, em ação, em Goodwood, este ano. E este piloto, mais o seu acompanhante, está a mostrar ao mundo como ele era. 

E o mais assustador é que eles não tem nada na sua frente para o proteger. Para ser o mais leve possivel, este carro é um esqueleto, sem chassis, apenas com o motor, os eixos, e volante e pouco mais. E claro, anda muito rapidamente...

quarta-feira, 25 de março de 2015

As fotos do dia



Isto é um acidente milionário. E para apreciadores de automóveis antigos, pode ser doloroso. É que falamos de um Lister-Jaguar de 1957 e um Mercedes 300 de 1954, em Goodwood, no fim de semana passado. O detalhe é que no carro da marca alemã ia o ex-piloto de Formula 1 e da Endurance, Jochen Mass.

O acidente tem semelhanças com o que aconteceu em 1955 em Le Mans, quando Pierre Levegh se despistou para evitar bater na traseira do Jaguar de Mike Hawthorn, causando um despiste, cujos destroços cairam sobre os espectadores, matando 80 deles.

Aqui, ninguém ficou ferido, mas os estragos são consideráveis. E milionários...

domingo, 29 de junho de 2014

A foto do dia

Kimi Raikkonen sendo Kimi Raikkonen, este fim de semana, no Festival de Velocidade de Goodwood...

quinta-feira, 20 de março de 2014

Noticias: Sebastien Löeb vai tentar bater recorde de Goodwood

Sebastien Löeb ainda não fez tudo com o Peugeot 208 Ti16 que pulverizou o recorde no Pikes Peak. Isto porque em julho vai voltar ao carro para tentar bater outro recorde: o da subida mais rápida à rampa de Goodwood, no habitual Festival da Velocidade. A ideia é de bater o recorde atual, situado em 41,6 segundos, feito pelo alemão Nick Heidfeld em 1999, a bordo de um McLaren MP4-13 de Formula 1.

O anuncio foi feito hoje, ao mesmo tempo que era divulgado o cartaz do Festival de Velocidade de Goodwood, onde entre outros, irão estar ex-pilotos como Emerson Fittipaldi, Jacky Ickx, John Surtees, Andy Wallace, Al Unser Sr. e Richard Petty. O brasileiro irá guiar o McLaren M23 que lhe deu o bicampeonato, há 40 anos, enquanto que Surtees comemorará o cinquentenário do seu título mundial, com o Ferrari 158 que lhe deu o campeonato. 

Já Al Unser Sr. andará com o Lola que lhe deu a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis em 1978, enquanto que o britânico Wallace guiará o Jaguar XJ9, que lhe deu a vitória nas 24 Horas de Le Mans de 1988.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Youtube Movie Presentation: Anchorman falando sobre Goodwood

A comédia "Anchorman 2", sequela do famoso filme de 2004 com Will Ferrell no papel principal, anda a fazer pequenos "clips" com Ron Burgundy, o famoso apresentador desbocado sobre vários assuntos do momento. E ele não deixou passar despercebido o Goodwood Revival, que vai acontecer este final de semana, fazendo piadas sobre coisas velhas...

terça-feira, 16 de julho de 2013

Youtube Goodwood Crash: a batida do Lotus 98T de Ayrton Senna

Foi em Goodwood, e aconteceu neste fim de semana que passou. É certo que andar com carros antigos e classicos têm o seu quê de perigoso, e alguns pilotos devem ser mais do que avisados de que esses carros têm de ser bem tratados, tentando levar até ao fim inteiros. Mas parece que o senhor que guiou este Lotus 98T de 1986, guiado por Ayrton Senna, teve problemas em controlar esse carro e bateu forte nos fardos de palha à saída de uma curva. 

Algo me diz que esse senhor será barrado no aeroporto da próxima vez que vier ao Brasil...

Quem colocou essa foi o Dú Cardim.

sábado, 13 de julho de 2013

Youtube Motorsport Ride: o passeio de Nelson Piquet em Goodwood com o Brabham BT52


Este fim de semana - começou ontem, para ser mais preciso - é a altura de Goodwood. Carros e pilotos do passado a passearem pelo circuito existente no sul britânico perante o gozo de milhares de "petrolheads", num ano que existe uma tripla comemoração: os vinte anos deste evento, os 50 anos da McLaren e também os 50 anos do Porsche 911, que é o modelo escolhido para abrilhantar esta edição.

Ontem já aconteceram coisas bem interessantes, como a venda daquele Mercedes W196 de 1954, guiado por Juan Manuel Fangio, pela incrível quantia de 17,5 milhões de libras. E hoje foi a vez de Nelson Piquet guiar o Brabham BT52, de motor BMW, para comemorar os 30 anos do seu bicampeonato, o primeiro titulo conquistado por um motor Turbo.

Um passeio que foi devidamente acompanhado por todos os que estavam presentes, cujo video pode ser visto agora. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Noticias: Mercedes de Fangio vencido por 17,5 milhões de libras

Há uns meses falei sobre o Mercedes W196 de Formula 1 encontrado num armazém e que nunca tinha sido visto nos últimos 30 anos. Nessa altura, sabia-se que iria a leilão em Goodwood e poderia alcançar preços estratosféricos. Pois bem, o leilão foi hoje e o carro foi vendido pela incrível quantia de... 17,5 milhões de libras! Isto, quando a leiloeira Bonhams previa que poderia alcançar o valor de cinco milhões de libras. Provavelmente, tornou-se no carro mais caro de sempre a ser vendido em leilão.

O carro, para quem não sabe, tinha sido guiado em 1954 por Juan Manuel Fangio nos GP's da Grã-Bretanha, onde ele foi derrotado pelo seu compatriota Froilan Gonzalez, e no GP da Alemanha, onde ele acabou por vencer, e contribuir para a conquista do seu terceiro título mundial, primeiro pela Mercedes.

Desconhece-se ainda quem foi o comprador, mas espera-se que tenha dinheiro para restaurar o carro e o coloque a circular de vez em quando. Ou então, que o doe ao Museu Fangio, em Balcarce, na Argentina, pois seria um excelente sitio onde ficar.