quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Blogosfera questiona... Speeder (Continental Circus)


E agora… algo completamente diferente. Na semana do segundo aniversário deste blog, que será comemorado amanhã, acaba-se por se fazer uma entrevista completamente diferente, pois resolveu-se trocar de posições: o entrevistador torna-se no entrevistado, respondendo às perguntas daqueles que entrevistou. Estranho, não é? Parece ser á partida uma manifestação pura e simples de narcisismo puro, mas por incrível que pareça, esta não é ideia minha, e nem tal coisa tinha-me passado pela cabeça. O crédito todo tem que ser dado a uma pessoa: Daniel Médici, o autor do blog Cadernos do Automobilismo.


Pouco depois de o entrevistar, em meados de Dezembro, o Daniel manda-me um mail avançando com a ideia. Depois de o ler atentamente, conclui que era no mínino, original e engraçada, e dei “luz verde” ao projecto. Durante algumas semanas, nada soube sobre o caso, e pelo meio, aconteceu ser entrevistado pelo Diego Maluana, do blog No Mundo da Velocidade, julgando eu que tinha a ver com o projecto, mas não o questionei. Mais tarde, verifiquei que não, mas ontem, o Diogo avisou-me que iria publicar a entrevista ainda esta semana.


No final da semana passada, recebi as perguntas do Daniel. Como irão ver ao longo desta entrevista, personagens como o Ron Groo, o Felipão, o Gabriel Lima (Speed N’Thrash), as meninas do Octeto, o Fábio Andrade e o Daniel, entre outros, fizeram-me acerca do nosso automobilismo “à beira-mar plantado”, das minhas impressões sobre o estado actual da Formula 1, dos momentos que me marcaram ao longo dos meus 26, 27 anos de vivência automobilística, pois tenho pessoalmente muitos momentos para contar aos netos. Irão ler opiniões formadas “a aço”, e algumas dessas perguntas tiveram inspiração nas minhas, mas a maior parte delas tem a ver com a curiosidade natural que os brasileiros têm sobre o que se passa do Outro Lado do Atlântico.


Quanto à minha biografia, é simples: podem observá-la no canto superior direito deste blog…





1 - (Octeto Racing Team) Qual foi o motivo ou quem foi o responsável pelo despertar de sua paixão pelo automobilismo?

Eu quando vivia no Brasil, via a Formula 1 à hora do “café com leite”, como todos vocês. Já aí fiquei com o "bichinho". Mas quando vim para Portugal, perdi um pouco isso, porque aqui pouco ou nada se ligava ao assunto. Só quando a Formula 1 veio para Portugal, no final de 1984, é que a paixão despertou de novo. E o motivo para ficar completamente "viciado" foi o Ayrton Senna. Mas essa parte eu desenvolvo mais adiante.


2 - (Fábio Andrade - De Olho na Fórmula 1) Existe algum motivo para o nome Continental Circus?

Há, sim senhora. No início da década de 90, havia um jogo na consola Spectrum chamado “Continental Circus”. Não era por ali além, mas achei o nome “cool”, e nunca mais vi esse nome em lado algum, até há umas semanas atrás, quando descobri uma equipa na Speedcar Series com esse nome. O nome original do blog não era esse, meti como nome e endereço o meu nick. Passados alguns dias recordei esse nome, e achei que não só dava uma tonalidade internacional da coisa, que é o objectivo do blog, como soava bem aos meus ouvidos. E ia um pouco ao meu objectivo, que era falar de automobilismo, e não só de Formula 1.


3 - (Gabriel Lima – Speed’n Trash) Você imaginou a princípio que seu blog faria tanto sucesso?

Para te ser brutalmente honesto: não! Quando vejo actualmente os números e as estatísticas do blog, pergunto a mim mesmo: “Como é que consegui transformar isto em algo que é visto por imensa gente? Acho que criei um mostro!” Quando começou, eu julgava que ia chegar… não sei, dez mil visitantes em ano e meio. Nunca passou pela cabeça ter os 300 mil que tenho agora. Pensava que era algo que só os blogs das vedetas de rádio ou TV o alcançavam, eu não. Sabia era que tinha um trunfo: sendo formado em jornalismo, e escritor por vocação, tinha de mostrar o meu trabalho ao maior número de pessoas possível. Isso consegui, mas nunca imaginaria que chegasse a este ponto.


4 - (Gabriel Lima – Speed’n Trash) A entrevista que você formulou continha duas perguntas nas quais Gilles Villeneuve era mencionado. Você acha que o canadense foi o melhor piloto que, nas palavras de Jeremy Clarkson, “já sentou o rabo num F1”? Por quê?

(risos) Primeiro que tudo, o Jeremy Clarkson é o entrevistador mais doido que jamais vi em toda a minha vida. O Flávio Gomes detesta-o, porque goza forte e feio com os carros do Leste (literalmente, destrói-os!), algo que ele o Gomes adora, como sabem.

Agora, em relação à pergunta em si: digo-te que o Gilles Villeneuve é o piloto mais espectacular que a Formula 1 jamais viu, e duvido que aparecerá alguém, pelo menos nas nossas existências, que iguale ou se superiorize a ele.

Agora, espectacular não significa o maior. E para mim, o melhor piloto de sempre não é nem o Juan Manuel Fangio nem o Michael Schumacher. Com todo o devido respeito, o maior de sempre chama-se Jackie Stewart. E escolho a ele, não só por aquilo que fez na pista, (tricampeão do mundo, com 27 vitórias no seu palmarés) mas pelo seu todo humano. Foi o homem que ajudou a transformar a Formula 1 naquilo que é hoje. É o primeiro piloto moderno da Formula 1, que ganha dinheiro a fazer publicidade, foi o primeiro grande paladino pela segurança nos circuitos e nos carros, porque não se esqueçam, nos anos 60 e 70 as mortes eram muito, mas muito frequentes (e sofreu na pele: perdeu grandes amigos como o Courage, o Cevert e o Rindt, que morreram em pista), e para finalizar, tudo o que fez depois da sua carreira de piloto, fê-lo com sucesso, primeiro como comentador televisivo nos Estados Unidos e depois como dono de equipa, algo que só o Jack Brabham conseguiu. E quando hoje em dia, muitos dizem que ele daria um excelente presidente da FIA, é porque reconhecem o seu prestigio e o bom trabalho.



5 - (Fábio Andrade – De Olho na Fórmula 1) Gostaria que o sr. Speeder entregasse: pista, piloto e equipe preferidos de sempre. E, de quebra, aquela corrida que jamais sai da memória.

Primeiro que tudo: senhor não, que só tenho 32 anos... (risos) Aora em relação às perguntas, essas são simples: sou fã de Monza, sempre fui e vou ser. A seguir vem Spa-Francochamps. Adorava os antigos Hockenheim e Kyalami, mas com as obras, estragaram tudo. Só tem nome e pouco mais.

Vou ser sempre sennista, mas não sou, nem quero ser “viúvo”. Aliás, eu prometi a mim mesmo que nunca iria escrever a biografia do Senna, porque toda a gente o conhece, e acho que toda a gente tem um livro desses em casa. E isso não me interessa. Perfiro escrever episódios, e não mais do que isso. E este ano vou escrever sobre o “maldito” fim-de-semana de Imola, que à partida será doloroso para mim. Muito.

Quanto à equipa, sou um saudosista da Lotus, e não só porque o Senna lá andou, mas por tudo que ela fez pela Formula 1. Actualmente torço pela McLaren, porque a Ferrari, por muito respeito que a tenha, nunca me apaixonou. Se o Senna tivesse corrido lá, eventualmente a história poderia ser outra.

A corrida que jamais sai da memória? Essa é mais fácil do que julgam: Portugal 1985, a primeira vitória do Senna à chuva. E também nunca me irá sair o dia em que isso aconteceu. Foi a 21 de Abril de 1985, o dia em que o Tancredo Neves morreu. Eu assisti ás duas coisas com emoção, (era uma criança de oito anos) e me lembro do meu avô me ter dito isto, no momento em que o Senna cortou a meta: “Ele é o teu patrício, a partir de agora tens que torcer por ele.” O meu avô sabia do que falava, porque nunca tinha visto algo assim na vida dele. Acabamos por torcer pelo Senna. Ele morreu em Fevereiro de 1993, (fez este Sábado 16 anos), ou seja, um ano e três meses antes do próprio Senna. Ainda bem que não assistiu a aquele fim-de-semana negro, porque não sei se ia aguentar.


6 - (Felipe – Blogsport) Publica-se, no Continental Circus, a cobertura de diversas categorias do esporte a motor. Você acha que existe espaço na blogosfera para páginas que tratam de competições que não a Fórmula 1 e assuntos relativos a automóveis? Estes temas atraem a atenção do público?

Existe, sim senhora, Felipe. Dou-te os exemplos dos blogs sobre os Ralies, a IRL (ou a Formula Indy, como vocês chamam), GP2 e sobre os Sport-Protótipos. Essas categorias têm espaço e adeptos, e alguns são muito bem feitos e bem escritos. E no meu caso, eu os publico porque me interesso por essas categorias. Mas quando há portugueses no barulho, então melhor. Publico coisas sobre a A1GP, porque temos uma equipa portuguesa, publico a GP2 porque tínhamos no ano passado um piloto português e alguns brasileiros, e este ano teremos isso tudo e mais uma equipa portuguesa. O WTCC idem, e os Sport-Protótipos por causa dos pilotos e equipas portuguesas envolvidas. E tento, sempre que posso, ir um pouco mais além do simples relato de corrida ou apresentação. Já escrevi ao longo da história deste blog biografias sobre carros de Endurance do passado, biografias de pilotos da Indy e edições das 500 Milhas de Indianápolis passadas, por exemplo.


7 - (Felipe – Blogsport) Você considera que a repetição de uma mesma notícia (por exemplo, o lançamento de um carro de Fórmula 1) em muitas páginas é prejudicial à blogosfera? Como você se diferencia de outros blogs nestes casos?

É um risco que se corre, Felipe. No meu caso, tenho a vantagem de ser português de Portugal, e não haver muitos blogs sobre a Formula 1 no meu país. Mas sei que, pelas estatísticas, 3 em cada 5 leitores do meu blog vêm do Brasil, logo, os comunicados de imprensa dos pilotos portugueses até podem interessar aos leitores do “Outro Lado do Atlântico”. Então, neste tipo de notícia, já que tenho de a meter, tento escrever escapando do estilo “comunicado de imprensa”, escrevendo à minha maneira. Nem sempre consigo, mas esforço-me.


8 - (Octeto Racing Team) Como você vê o futuro da F-1 com todas as mudanças desta temporada e as que serão implementadas nos próximos anos?

Essa é, nesta altura, “a pergunta do milhão de euros”. Com expectativa. Sei que esta é uma categoria gastadora por natureza, pois gastam-se milhões para tentar sacar mais meio segundo do que a concorrência. Ter custos controlados, com motores padrão, pneus “slicks”… tenho dúvidas que dê certo. Mas sei que o automobilismo, na sua essência, deveria experimentar soluções que seriam aplicadas nos carros de estrada, mais cedo ou mais tarde. E isso, claro, está muito distante disso. As equipas deveriam gastar 50 milhões por ano, e não os 500 milhões que gasta a Toyota, por exemplo, para tentar ganhar… uma corrida!

Se todas estas coisas resultarem em mais ultrapassagens, aceito. Mas espero que nunca, mas mesmo nunca, aprovem o sistema das medalhas do Bernie Ecclestone. É a maior burrice de sempre que a Formula 1 poderia alguma vez aceitar, ainda por cima uma sugestão de um idoso de 78 anos. Sei que velhice é sabedoria, mas isso soa a ridículo e é fazer pouco de nós, adeptos.



9 - (Gustavo Coelho - Blog F1 Grand Prix) Qual é a sua opinião sobre Bernie Ecclestone? Gosta da presença dele no comando da F-1 ou gostaria de vê-lo longe da categoria?

O “Tio” Bernie está na Formula 1 há mais de 50 anos, logo, ele vive para aquilo. Está no seu sangue, sem sentir, movimentar e respirar Formula 1, ele definha e morre. Agora, eu acho que o tempo dele está a chegar ao fim, e acho que é altura de dar lugar aos mais novos. Mas acho que vamos ter de esperar que morra, como o Papa... Quando o vejo a dizer que deseja um sistema de medalhas, para "aumentar o espectáculo", só digo que é um tiro no pé na categoria e um insulto aos adeptos. Para quê? Eu sei que é um excelente vendedor, mas se quero ver espectáculo, vou ao circo ou então mudo o canal para ver a Indy ou a NASCAR. E honestamente, abomino esta última. Portanto, acho que estamos a chegar à época ideal para caras novas à frente do espectáculo. Mas não sugiro o Flavio Briatore, que esse ainda é pior…


10 - (Gustavo Coelho - Blog F1 Grand Prix) O que você acha de um GP de Portugal no circuito do Portimão? É um projeto realmente viável?

Ainda bem que foi bem pensado e bem construído este circuito. É um projecto pesado, tudo vai custar à volta de 210 milhões de euros. Só o circuito por si valeu 160 milhões. Temos tudo para ter um GP de Portugal, mas o passo decisivo cabe ao Estado.


E infelizmente neste país, a ideia de um Governo a dar 20 milhões de euros por ano ao “tio Bernie” para ter a categoria máxima em Portugal, numa altura de crise, seria visto como um insulto para o “Zé Povinho”, pois não entende nada do assunto, e nunca entenderia a razão de gastar tanto dinheiro para uma realização desportiva como esta. Estamos em ano eleitoral, e em recessão mundial, e mesmo que essa coisa fosse bem explicada, iria ser sempre recebida com hostilidade. Aqui só se aceita uma coisa dessas se forem os privados a investir. Mas como sabem, a publicidade dentro do circuito pertence à FOM, logo, não tem lucro. Só nas “laterais” (camas de hotel, consumos, gasolina…) é que poderiam ganhar, mas é um ganho indirecto. Veremos como vai ser descalçada a bota.


11 - (Jorge Pezzolo - JPezzolo) Como é ser fã de Fórmula 1 em Portugal? Se aqui no Brasil somos minoria perto do país do futebol, como é aí com seus colegas lusitanos?

Nem digo que é uma minoria. É quase uma elite. E ainda mais quando se sabe que desde 2006 a Formula 1 não é transmitido em sinal aberto. E quando era, as transmissões eram feitas pelo canal do Estado, a RTP. E só não foi mais cedo, porque havia um decreto governamental que tratava a Formula 1 como modalidade de interesse público, com estatuto semelhante à Selecção Nacional de futebol. Ou seja, ter Formula 1 na TV era importante. Todas as publicações de automóveis, excepto o Autosport, a Autohoje e a Test Drive, por serem semanais, tratam do automobilismo, mas as revistas mensais são cem por cento puro “Comércio e Industria”, algo que não acontecia em meados dos anos 90, por exemplo.



Mas obviamente, existem entusiastas. Num Rali de Portugal, tens milhares a assistir nas bermas das classificativas. Conto-te uma história pessoal: em 1997, fui ver ao vivo a partida do Rali de Portugal, que nesse ano foi na Figueira da Foz. Era uma classificativa na Serra da Boa viagem, à saída da cidade, num Domingo à tarde. Sabes quantos estavam? Entre 70 a 80 mil pessoas, só para ver os carros a passar. Os carros passaram, mas devido à dificuldade em controlar o público, a classificativa ela foi anulada e os tempos feitos não contaram. Fomos nós que "inventamos" a Super-Especial" em Estádio, em 1995 ou 96, creio eu, num sítio chamado Lousada, no Norte do Pais, porque existia uma pista de Ralicross.



E agora, no passado mês de Outubro, a Superleague Formula levou 20 mil ao Estoril, mas é diferente: as entradas eram de graça, e o conceito, como sabes, mistura futebol e carros. Em suma: existem muitos entusiastas, que vão às corridas, desde que não paguem… Em Portugal, provavelmente o automobilismo deve ser a modalidade numero 2 de muita gente, a seguir ao futebol. Talvez se voltar a Formula 1 a Portugal, combinado com um piloto português vencedor, haja algo semelhante à “Alonsomania”, e espero que isso faça com que voltemos a ver Formula 1 em sinal aberto.


12 - (Ron Groo – Blig do Groo) Como andam as categorias de base do automobilismo em Portugal? Existem campeonatos portugueses em andamento?

Existem, claro. Já esteve mau, muito mau mesmo, mas nos últimos dois, três anos, assistiu-se a um reavivar dessas categorias de base. Temos o PTCC, que é a versão portuguesa do WTCC, (nada de bolhas como o Stock Car, são carros a sério) onde temos em média 16 carros em pista, com transmissões televisivas ao vivo, em sinal aberto. Como o calendário é um pouco largo, os nossos pilotos nacionais vão correr a Espanha, mas vêm cá na mesma. Temos três circuitos permanentes (Braga, Estoril e Portimão), e dois citadinos (Boavista e Vila Real).


E no ano passado, voltamos a ter uma fórmula de formação, a Formula Renault 2.0 Portugal, onde vieram cá correr pilotos espanhóis, franceses e angolanos, numa grelha de 12 pilotos, no mínimo. O primeiro ano deu certo, e houve em Novembro uma Winter Series, onde trouxemos pilotos do resto da Europa, fazendo uma grelha de 24 pilotos, o que foi fantástico! Agora com a crise mundial, vamos a ver como isto irá afectar as coisas.


13 - (Café com F1) Speeder, dê sua opinião sobre Pedro Lamy, Tiago Monteiro, Álvaro Parente e Filipe Albuquerque.

O Pedro Lamy teve uma excelente carreira no automobilismo onde foi bem sucedido em tudo, menos na Formula 1. Se não fosse o seu acidente em Silverstone, naquele “maldito Maio” de 1994, as coisas teriam sido diferentes. Mas estando onde está, é um vencedor: corre numa equipa de fábrica, que é a Peugeot, e com reais possibilidades de vencer este ano as 24 Horas de Le Mans…

O Tiago Monteiro começou muito tarde no automobilismo, tinha 19 anos, e nunca passou pelo karting e depois de umas corridas na Porsche Supercup francesa, passou no ano seguinte para a Formula 3! Apesar desse “handicap”, acho que teve uma boa carreira. Fez World Series by Renault, CART, Formula 1, WTCC, é um piloto rápido e vencedor. Agora descobrimos esta nova faceta de “manager”, na Ocean Racing Technology. E acho que pode ser bem sucedido nesta aventura, porque ele tem um diploma em Gestão Hoteleira, tirada na Suiça, o que é muito raro entre pilotos, hoje em dia. Ter uma equipa de GP2 abre horizontes enormes, e todas elas querem ir para a Formula 1, não é?

O Álvaro Parente e o Filipe Albuquerque são pilotos com potencial vencedor. Já ganharam campeonatos. O Parente foi campeão da Formula 3 inglesa, em 2005, e ganhou na World Series by Renault, em 2007. Competiu contra Bruno Senna, Sebastian Vettel, Sebastien Buemi, Nelson Piquet Jr… e estão quase todos na Formula 1. Tem tudo para estar “lá”, basta ter uma chance. Sei que a Renault está de olho nele.

O Filipe é outro. Foi piloto da Red Bull Junior Academy, e com ela ganhou a Formula Renault 2.0 em 2006, e eventualmente já estaria na Toro Rosso este ano, se o Helmut Marko não preferisse o Sebastien Buemi. Ele saiu do programa em fins de 2007, porque o queriam a correr na Formula Nippon, e como sabem, o Japão é muito longe da Europa, e ele quer estar aqui, porque é “o centro do universo”. A A1GP foi a sua “segunda oportunidade” que está a agarrar com as duas mãos, pois foi ele que deu os melhores resultados da equipa até hoje. É outro que tem tudo para vencer na Formula 1.

E para finalizar, eu quero falar sobre um jovem de 17 anos chamado António Felix da Costa. A alcunha dele é “Formiga”, mas deve ser a mais rápida do mundo. Ele só tem um ano de monolugares, mas parece que em tudo que ele toca transforma em ouro. Foi vice-campeão da Formula Renault NEC (North European Competition), e já fez neste ano de 2009 testes num WSR e no carro português da A1GP, e adaptou-se muito bem. Teve propostas da WSR, mas decidiu ficar na Formula Renault 2.0, na Motorpark Academy, porque quer ganhar o campeonato. Acho que ele é um prodígio, pelo facto de se adaptar muito facilmente às máquinas que conduz. Conhecem alguém que passe dos 200 cavalos de um Formula Renault para os 650 de um A1GP, e continua a fazer bons tempos? Não são muitos, digo-vos já…



15 - (Daniel Médici – Cadernos do Automobilismo) Certa vez você disse gostar de fotografia e, de fato, o material fotográfico publicado no seu blog é bastante denso. Faço, portanto, menos uma pergunta que um desafio: escolha uma fotografia que resuma a Fórmula 1 - tanto faz de qual época - e justifique sua escolha.

Ui, há tantas… eu adoro as fotos do antigo Nurgurgring, quando estão na Flugplatz, creio eu, (há uma do Brambilla, tirada de trás, no seu March laranja, que é inesquecível) onde eles ficavam com uma ou todas as rodas no ar. Gosto muito de ver os Formula 1 antigos do “The Dip”, a descida depois da linha de partida no antigo Kyalami, ou quando estão na subida do Casino, depois de Ste.Devôte, nos metros iniciais da corrida. Eventualmente estaria muito inclinado para o duelo Villeneuve/Arnoux, em Dijon 79, mas no final, fico com a do Peter Gethin em Monza 71, a chegada mais apertada de sempre.

Naquela foto tens, naquele ângulo fechado, uma foto tirada “em picado”, que não deve ter mais do que dez metros de uma ponta à outra, os três pilotos que subiram ao pódio. Tens o BRM do Peter Gethin, um pouco mais à frente do March do Ronnie Peterson, e ainda vês a parte do Tyrrell de Francois Cevért. É a diferença mínima entre a vitória e a derrota, entre a sorte e o azar. Naquela foto tens três pilotos que estão a dar tudo por tudo para ganhar, mas só um foi o vencedor.


E tudo foi decidido naquele instante. Não foi na primeira volta, nem foi nos treinos. Foi no último metro, no último centímetro, no último segundo. A essência da Formula 1 devia ser sempre esta: a febre da velocidade, a obsessão de ser o melhor, ter o melhor carro, bater os outros pilotos, a alegria da vitória e a amargura da derrota, e o suspense até ao último instante. E isto é a essência da Formula 1, como vimos todos agora, em Interlagos.


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:


19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
6 de Dezembro 2008 - Rianov Albinov (F1 Nostalgia)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)
28 de Janeiro de 2009 - Javi G. (Zone F1)
31 de Janeiro de 2009 - Gabriel Lima (Speed N'Thrash)
4 de Fevereiro de 2009 - Bruno Mantovani (Mantovani.zip.net)
7 de Fevereiro de 2009 - Marcel Marchesi (Marchesi Design)

O piloto do dia - John Surtees (2ª parte)


(continuação do capitulo anterior)

Em 1961, depois de ver que Colin Champman está mais interessado num jovem escocês chamado Jim Clark do que nele próprio, decide iniciar a sua carreira a tempo inteiro na Formula 1 a bordo de um chassis Cooper, através da Yeoman Credit Racing Team, a equipa de Reg Parnell que tinha sido comprada no ano anetrior por essa entidade bancária e adptado o seu nome. O chassis, que no ano anterior tinha dado a Jack Brabham e Bruce McLaren o título de construtores, sofria da falta de desenvolvimento, e Surtees não conseguiu melhor do que quatro pontos em todo o campeonato.

Em 1962, a equipa pede à Lola para que construa um chassis, com o habitual motor Coventry-Climax. O resultado foi o Lola MK4, e tornou num dos chassis mais bem sucedidos da marca na Formula 1. Guiado por Surtees e Roy Salvadori, ganhou uma corrida extra-campeonato em Mallory Park, através de Surtees, enquanto que em provas oficiais, foi segundo em Aintree e no Nurburgring, sempre atrás dos dois maiores rivais ao título desse ano: Jim Clark e Graham Hill. No final do ano, Surtees acabava em quarto lugar no campeonato, com 19 pontos, e recebia o convite para correr na Ferrari em 1963, numa altura em que a equipa timha sofrido uma sangria devido à saída de vários técnicos da Scuderia e dois dos seus pilotos principais (Phil Hill e Giancarlo Baghetti), para fazerem parte da A.T.S. (Automobili turismo & Sport)

O primeiro ano foi de adaptação, mas os resultados foram os melhores até então. Apesar da temporada ter sido dominada por Jim Clark, o seu Lotus 25, o primeiro chassis monocoque, Surtees teve a sua chance de ganhar corridas, e conseguiu a sua primeira vitória oficial na Formula 1 no mais difícil dos circuitos: o Nurburgring Nordschlieife. No final do ano, foi quarto classificado, com 23 pontos, e um bom ponto de partida para a temporada seguinte.

Nesse ano, começa com uma desistêncvia no Mónaco, e um segundo lugar em Zandvoort. Depois, mais duas desistências em Spa-Francochamps e Rouen, e um terceiro lugar em Brands Hatch, atrás de Jim Clark e Graham Hill. Mas ao contrário do que acontecera no ano anterior, este era um campeonato equilibrado. O Lotus 25 estava a chegar ao final da sua vida útil, e Chapman projectava o seu sucessor, o modelo 33. Na BRM, Graham Hill estreava o modelo P261, e estava a ser muito mais consistente do que Surtees, mas nessa altura, não se contavam todos os resultados, e Hill tinha que deitar pontos fora no final da época.


Isso beneficiou Surtees, especialmente quando ganhou pela segunda vez no Nurburgring, e obteve uma segunda vitória em Monza (pelo meio, o seu companheiro Lorenzo Bandini venceu na Austria), e como Surtees tinha menos, mas melhores resultados, era um legitimo candidato ao título mundial. Depois de ter sido segundo classificado em Watkins Glen, atrás de Hill, bastava ficar à frente do seu compatriota da BRM, na última prova do ano, no México, para arrecadar o ceptro.

Na corrida, ambos tiveram problemas no inicio, mas recuperaram. Até que na volta 31, uma manobra polémica entre Hill e Bandini fez com que o inglês perdesse muito tempo e acabasse a duas voltas do vencedor, o americano Dan Gurney. No final da corrida, Bandini cedeu o segundo lugar a Surtees, para que este pudesse somar os pontos necessários para ser campeão do mundo. E assim foi: Surtees conseguiu 40 pontos, enquanto que Hill só podia somar oficialmente 39... e tornava-se no unico campeão do mundo da história a conseguir os céptros nas duas e nas quatro rodas. Um feito inédito até aos dias de hoje.

A passagem para a Ferrari tinha dado resultados para ambos, mas a partir de 1966, entrava um novo regulamento de motores, de 3 Litros, e o Commendatore decidira construir um motor V12 para as suas máquinas. Surtees perferia os mais confiáveris motores V8, e cedo os atritos surgiram. Começou o ano com bons resultados, mas a partir de Silverstone, circuito onde começou a andar com o novo motor Flat-12, não conseguiu mais do que um terceiro lugar. E para piorar as coisas, um grave acidente numa prova de Can-Am no circuito canadiano de Mosport o atirou para a cama de um hospital durante algumas semanas, impedindo-o de participar nas duas últimas provas do ano. No final da temporada, era quinto, com 17 pontos.

Recuperado para 1966, as divergências com a Ferrari não tinham acalmado, antes acentuavam-se. Apesar de terem um motor V12 de 3 Litros, capaz de vencer o título, em circunstâncias normais, as relações entre Surtees e Eugenio Dragoni, o director desportivo, eram tensas. Na primeira prova do campeonato, no Mónaco, Surtees desistira devido a problemas com o diferencial, algo que foi aproveitado por Dragoni para o recriminar:

"Foi aqui que começou a primeira grande cena com Dragoni", contou Surtees anos depois ao livro "Grand Prix". "Eu achava que tinhamos ido ao Mónaco para ganhar e não para mostrar que já tinhamos um carro de três litros. Sempre achei que o Dino 246 [pilotado por Bandini] tinha mais hipóteses", disse.

Na corrida seguinte, Surtees faz uma prova magistral num Spa-Francochamps disputada debaixo de chuva a partir do meio da corrida. Surtees dominou a máquina perante as condições dificeis, e venceu, dando à Scuderia a primeira vitória na era de 3 Litros.

Mas esta era a ultima prova de Surtees na marca. Quando soube que não alinharia ao lado do seu compatriota Mike Parkes nas 24 Horas de Le Mans daquele ano, mas sim com o italiano Ludovico Scarfiotti, Surtees decidiu que esta seria a "gota de água" e abandonou a equipa. Anos depois, no livro Grand Prix, contou as expectativas que tinha para essa temporada:

"Eu encarei o ano de 1966 como sendo de dividendos no investimento que eu tinha feito em tempo e esforço nos tempos da Formula de 1.5 litros, e foi isso que manteve a Ferrari, apesar das minhas discordâncias com a gestão da equipa. Mas infelizmente, essas outras pessoas viram o que a Formula de 3 Litros representava para mim e o possivel sucesso que eu poderia ter, e aproveitaram a oportunidade para criar situações impossiveis", contou.

Sem lugar na Brabham e não querendo correr na Lotus, decidiu então ir para a Cooper, então uma pálida sombra daquilo que tinha sido no passado, mas que tinha um bom carro para a Formula de 3 litros, com um motor Maserati V12. Surtees entrou para a equipa em França, mas só começou a obter resultados na Alemanha, onde foi segundo e fez a volta mais rápida. Repetiu o feito em Watkins Glen, chegando ao terceiro lugar e fazendo a volta mais rápida pela segunda vez na temporada. Mas a "chave de ouro" conseguiu-a no México, palco da sua consagração dois anos antes: fazendo a pole-position, depois de ter sido ultrapassado por Jack Brabham no inicio da corrida, ultrapassou-o à sexta volta e nunca mais foi alcançado! Era um final apoteótico para Surtees, mostrando que caso não fosse a politica, o bi-campeonato poderia ter seu. Mas no final, era vice-campeão do Mundo, com 28 pontos.

(continua amanhã)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Uma luzinha ao fundo do túnel. Pequena, mas serve!

Acho que neste momento, estou cada vez mais convencido de que dentro de mês e meio, a 29 de Março, em Melbourne, iremos ter vinte carros na grelha, onde a ex-Honda irá aparecer sob outro nome, numa espécie de "management buyout", controlada por Nick Fry e Ross Brawn, com Jenson Button e Bruno Senna como pilotos. E quando tu lês e ouves, desde há uns dias, de que pessoas como Max Mosley e Bernie Ecclestone acreditam "a 70 por cento" (Mosley dixit) que eles estarão em Melbourne, amigos, estas declarações são para serem levadas a sério.


E para confirmar essas declarações, leiam os posts de hoje dos Luieses: Luiz Alberto Pandini e Luiz Fernando Ramos, o Ico. Eu, que não sou tão experimentado assim, mas que conheço o básico da coisa, acredito que Bernie Ecclestone e Max Mosley viram a coisa ficar perta, mas neste momento respiram melhor.


Mas atenção! Respira-se melhor... agora! Neste momento, Fevereiro de 2009. Isto é um pouco como os pacotes de estímulo á economia que os vários governos mundiais, como o americano, andam a aprovar para estimular um sistema que vivia de muitos "castelos no ar" (e alguns esquemas piramidais, como o do Madoff). Ou seja, funciona já, mas tem um prazo curto. No caso da ex-Honda, só avançam com parte do dinheiro da marca, mais do Bernie Ecclestone e alguns, mas apenas até ao final do ano. Se até lá, Fry e Brawn não encontrarem comprador... chepéu.


Mas mesmo assim, os tios Bernie e Max não estão muito preocupados. Lembram-se da USF1 e de se falar que Ken Anderson e Peter Windsor não serem mais do que "testas de ferro" de alguém mais importante? Pois é, o Ico fala hoje que o tal senhor do dinheiro é um Emmett B. Keefe III. Um empresário do ramo da informática, e um apaixonado pelo automobilismo, que tem como conselheiro próximo Kevin Kalkhoven (KK). Ora, (e esta digo-vos eu), se forem fazer uma simples pesquisa à Wikipédia, vão ver que KK é o actual proprietário da preparadora Cosworth. E não é que o Tio Max assinou agora um contrato com a Cosworth em Dezembro, mais ou menos na mesma altura da retirada da Honda? Meus amigos, há certos rumores que começam a ser reais...

GP2 Asia - Ronda 4, Losail (Antevisão)

A GP2 Asia prossegue esta Sexta e Sábado, num palco novo para máquinas e pilotos: o circuito de Losail, no Qatar. Para além de ser uma novidade de "ultima hora" no calendário inicial da GP2 Asia de 2008-09, tem mais uma adicionante: vai ser a primeira prova do calendário que será disputada à noite.

Para Tiago Monteiro, no papel de "manager" da Ocean Racing Technology (ORT), afirma olhar a prova com especial expectativa, não só pelos desafios que se colocam, mas também por saber se agora, os vários contratempos que impediram a formação portuguesa de revelar de forma mais evidente a sua competitividade, estão resolvidos.

"O Qatar vai ser um desfio redobrado. É a primeira vez que a GP2 faz uma prova à noite e acredito que vai ser espectacular. Para a Ocean é uma honra fazer parte desta estreia. Nós, como a maioria das equipas, não conhecemos o circuito, mas as poucas que já lá estiveram têm boa impressão. O nosso projecto continua a ganhar ainda mais solidez. Já garantimos que o Fabrizio Crestani vai ficar connosco durante toda a Asia Serie e o Yelmer Buurman também continua na equipa. Estamos muito motivados. Depois de dois fins-de-semana a fazer só uma corrida, por vários contratempos, agora esperamos que esta seja uma boa oportunidade para fazer muitos quilómetros, mostrar onde estamos e quem sabe, somar alguns pontos", afirma Tiago Monteiro, no comunicado oficial da equipa.

Já o holandês Yelmer Buurman, o piloto principal da equipa portuguesa, tem consciência de que apesar de ter mostrado ritmo para rodar com os da frente, os desafios que se apresentam no novo circuito qatari, que para além de ser desconhecido para a maioria, vai ser uma prova disputada à noite, logo, as dificuldades estão acrescidas:



"Será diferente por uma série de factores. O facto de ser à noite cria uma grande expectativa. Há a questão dos reflexos que pode complicar a nossa prestação em pista, mas como é uma situação para todos não me preocupa tanto. Espero que seja um bom fim-de-semana para nós. Não conheço a pista mas estou confiante que depois dos treinos livres vamos ter tudo encaminhado para uma boa prestação na qualificação e nas corridas", assegura o piloto holandês.

Entretanto, esta tarde soube-se que o português Alvaro Parente vai correr nesta jornada dupla da GP2 Asia pela equipa malaia Qi-Meritus Mahara. A noticia está a ser avançada pelo blog do programa de rádio 16 Valvulas através do seu empresário Pedro Moreira dos Santos. Parente estará no circuito qatari, que será a primeira etapa nocturna da GP2 Asia, a bordo da unica equipa que corre neste escalão, a Qi-Meritus.

Curiosamente, a unica equipa da Main Series que não corre nesta categoria é a Racing Engeneering, onde Parente é um dos fortes candidatos ao lugar vago, juntamente com o italiano Luca Fillipi. Será coincidência ou algo mais?

Os treinos para a prova serão na quinta-feira à tarde, enquanto que a jornada dupla acontecerá na sexta-feira e Sábado, a partir das 17 Horas de Lisboa.

As mais recentes movimentações da GP2

Os últmos dias estão a ser pródigos em alguns anuncios na categoria imediatamente abaixo da Formula 1, a GP2. Seis novos pilotos já foram anunciados para a Main Series de 2009, e muitos outros podem estar a caminho.

O primeiro dos quais veio da Racing Engeneering (RE), a equipa de D. Alfonso de Borbon, parente do Rei de Espanha, e que deu em 2008 o título da categoria a Giorgio Pantano. O espanhol Dani Clos, de 20 anos, é o piloto escolhido para um dos lugares. Clos vem da Formula 3 Euroseries, categoria onde correu no ano passado, e ficará na equipa para ajudar a adaptar-se ao carro e a ser parceiro do piloto principal, que segundo a edição de hoje do Autosport, está indeciso entre o português Alvaro Parente e o italiano Luca Fillipi. A revista também conta que o italiano está também a negociar com a Super Nova, caso falhe a ida para a equipa espanhola.



Na Super Nova, espera-se por outro espanhol, Javier Villa, que consiga os apoios necessários para avançar, pois caso contrário, tem Fillipi, ou mesmo Alvaro Parente, caso um deles falhe o lugar na RE. Na iSport, depois de terem esperado (e pressionado) Bruno Senna a definir o seu futuro, quando o brasileiro, sobrinho do tri-campeão Ayrton Senna disse que ia apostar as suas fichas na ex-Honda, decidiram avançar para um dupla inesperada: o holandês Gierdo van der Garde, campeão da World Series by Renault em 2008 e o brasileiro Diego Nunes. Se Van der Garde e Nunes até tem hipóteses de brilhar durante a temporada, muitos analistas dizem que tal dupla, numa equipa que costuma estar nos lugares da frente, a inexperiência de ambos na GP2 pode colocá-los fora da linha da frente.

Na Fisichella Motorsport, confirmado está o austro-arabe e veterano nestas andanças, Andreas Zuber, enquanto que na Arden, o escolhido é o mexicano Sergio Perez, que venceu uma das corridas no Bahrein, enquanto que no segundo carro, quem tem mais chances é o italiano Edoardo Mortara, que anda a angariar apoios para conseguir correr na equipa. Por fim, hoje, a Trident confirmou a chegada do italiano Davide Rigon à equipa, ele que conduziu no ano passado na formula Superleague, pelos chineses do Beijing Guoan.

A capa da nova revista Autosport, e indo um pouco mais além...

Já tenho em mãos o novo Autosport, o jornal que virou revista. A capa é engraçada, e tem muitos elementos em vista: o principal é Lewis Hamilton, pois foi entrevistado por eles, com uma frase marcante "O melhor será sempre Ayrton Senna".




Depois, em cada lado, temos o Tiago Monteiro, que veste a pele de piloto do Seat Leon de WTCC, que nos fala dos "Truques para [tentar] chegar ao título" da categoria, numa competição onde tens sempre onze ou doze candidatos ao lugar mais alto do pódio. Que o Tiago chega lá, ai isso chega, pois já o conseguiu por duas vezes. Agora é a consistência...


No outro extremo, temos a foto do Red Bull RB5, e o seguinte título: "Desvendamos os segredos do novo Red Bull", o carro desenhado por Adrian Newey, e que muita expectativa está a gerar. Será carro para lutar pelas vitórias?


Depois por cima, temos uma referência ao Comércio e Industria, com o Citroen C5 carrinha, que foi considerado o "Carro do Ano 2009" em Portugal e uma matéria da Top Gear, que fala do Ferrari California.


Bom, esta é a capa. Olhando para ela, parece muito "flashy", uma manta de retalhos um pouco confusa, com coisas sobrepostas umas ás outras. Aparentemente, acho que ouviram um pouco as nossas "queixas" sobre a escassez de matérias a sobressair na capa. Mas quero ver, no futuro, como vai ser quando um dos nossso "tugas" vencer lá fora, independentemente da categoria, especialmente quando não for fim de semana de Formula 1...


Para finalizar, indo um pouco mais além na revista, descobri algumas surpresas, como por exemplo, uma coluna de opinião do comentador televisivo da RAI sobre o regresso dos pneus "slicks". A matéria é interessante, e quero voltar a ela mais tarde. Ah, e quem é o senhor em questão? É o Ivan Capelli!

O piloto do dia - John Surtees (1ª parte)


O homem do qual falo hoje é especial, pois até aos dias de hoje, é o único piloto que venceu Campeonatos do Mundo nas duas e nas quatro rodas. E isto são só dois capítulos de uma carreira prolífica que começou, faz hoje 75 anos. John Surtees foi piloto de motos, dos melhores nos anos 50, ao volante de máquinas com Triumph , e nos anos 60, estendeu a sua carreira na Formula 1 a bordo de carros como Lola, Ferrari, Cooper e BRM, antes de começar a sua própria equipa, a Surtees. Nos seus 75 anos de vida, e no 45º aniversário do seu título mundial, ele é o “Piloto do dia” deste Blog.

Nascido a 11 de Fevereiro de 1934 na vila de Tatsfield, no condado do Surrey, John era filho de um dono de uma loja de motocicletas. Cedo descobriu-as e começou a experimentar, e após o final da II Guerra Mundial, tentou entrar nas competições, na moto Vincent do seu pai. Na sua primeira tentativa, ganha, mas quando os organizadores descobriram a sua verdadeira idade, foi desqualificado! Em 1950, com 16 anos mal feitos, sai da escola e junta-se à Vincent para ser aprendiz, e ganhar conhecimentos de mecânica, enquanto experimentava as suas máquinas. Nessa altura, com o dinheiro que ganhou, comprou o seu primeiro carro, um Jowett Jupiter.

No ano seguinte, em 1951, numa prova do campeonato local, no circuito de Thruxton, Surtees, então com 17 anos, mostra-se ao mundo especializado, ao dar luta ao melhor piloto de então, Geoff Duke. Duke ganhou, mas Surtees tinha mostrado o seu valor. Em 1952, aos 18 anos, participa na sua primeira prova do Mundial, o Ulster TT, a bordo de um Norton de 500 cc, terminando na sexta posição, e conquistando o seu primeiro ponto no Mundial. As suas participações foram esporádicas, á medida que ganhava experiência para correr na mais alta roda do motociclismo, ora consertando motos na garagem do seu pai, ora participando em provas locais, em motos Norton, consideradas as melhores da época.

Em 1955 têm a sua grande chance: Joe Craig, o chefe de equipa da Norton nas corridas de Motociclismo, dá ao jovem de 21 anos a sua chance de correr na sua equipa, na classe de 350 cc, para além de correr na classe de 250, na alemã NSU. Consegue dois pódios com a Norton, e ganha o Ulster TT com a NSU, batendo Geoff Duke. Era o inicio de uma auspiciosa carreria no motociclismo.

Contudo, em 1956, a Norton debatia-se com dificuldades financeiras, e libertou Surtees para que procurasse abrigo noutra marca, pela melhor oferta. Experimentou as motos da BMW, e mesmo depois de uma performance credível no Nurburgring Nordschleiffe, decidiu ir para a os italianos da MV Augusta, onde nas cinco temporadas seguintes, foi um dos grandes dominadores da competição, lutando contra pilotos como Geoff Duke, Keith Campbell, Libero Liberati.

Contudo, Surtees era "um estranho" numa equipa estritamente italiana, dirigida por um aristocrata apaixonado pelo motociclismo, o Conde Augusta. Algo que iria ver anos mais tarde, quando correr pela Ferrari, mas neste momento de motos, e apesar dessas resistências no topo, deu à marca os títulos que tanto ambicionava. Mas o primeiro foi como que "dado", pois a entidade que a dirigia, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo), teve que lidar com uma greve de pilotos, que exigiam mais dinheiro de cachet pela participação nas largadas. Geoff Duke apoiou-os nas suas pretensões, e Duke foi suspenso por seis meses da competição. Surtees aproveitou o facto e venceu o título de 500 cc a bordo das MV Augusta, vencendo em três corridas. E poderia ter conseguido mais, se não fosse um acidente grave em Hockenheim, o ter colocado em fora de combate por algumas semanas...

Em 1957, as coisas foram complicadas, pois as Gilera, outra marca italiana, eram melhores máquinas que as MV Augusta, e Surtees teve de se contentar com o terceiro posto. Mas no final do ano, uma decisão surpreendente caia no pelotão do motociclismo que nem uma bomba: as marcas italianas (MV Augusta, Gilera, Moto Guzzi, Mondiale) iriam retirar-se da competição devido aos altos custos que estavam a suportar. Houve uma autêntica revolução e temeu-se pelo futuro da modalidade (as equipas japonesas só apareceriam uns anos mais tarde), mas no inicio de 1958, para alivio de Surtees, a MV Augusta reviu a decisão, e o inglês dominou as competições nesse ano, nas classes de 350 e 500 cc, vencendo em todas as provas onde participou.

A mesma coisa aconteceu em 1959 e 60, mas no contrato com a MV, havia um "buraco" em relação às provas domésticas, onde Surtees participava com as britânicas Norton, preparadas na garagem do seu pai. Quando a imprensa italiana descobriu isto, as relações azedaram-se, mas Surtees não quis quebrar correr por outra marca que não a MV, pois sabia da potencialidade dessas motas. Foi nessa altura que começou a delinear a sua mudança para as quatro rodas. Em 1959, experimentou uns Aston Martin e Vanwall, em provas extra-campeonato, e enquanto vencia os títulos mundiais de 1960 nas 350 e 500 cc, no último ano de contrato com a MV Augusta, explorava a Formula 1.

A bordo de um Lotus 18 oficial, fez a sua estreia no GP do Mónaco, onde correu até à volta 17, desistindo com problemas de transmissão. Mas foi na segunda prova oficial onde participou, o GP de Inglaterra, no circuito de Silverstone, que deu nas vistas. Numa prova ganha por Jack Brabham, no seu Coooper, Surtees levou o carro ao segundo lugar, batendo o piloto principal, o escocês Innes Ireland. Era o melhor resultado de sempre que a equipa conquistava até então, e na prova seguinte, no circuito urbano da Boavista, alcançava a primeira pole-position de sempre da equipa Lotus. Faz uma corrida sem mácula, fazendo a volta mais rápida, mas problemas com a correia de transmissão do carro o impedem de vencer a sua primkeira corrida, e aquela que poderia ser a primeira vitória de sempre da Lotus. No final, Jack Brabham venceu, e sagrou-se campeão do Mundo nas ruas do Porto.


No final do ano, a sua adaptação às quatro rodas tinha sido tão boa, que ele já sabia que o seu futuro iria ser dali. no final do ano, com os dois títulos de motos na mão, podia retirar-se tranquilamente e em alta das duas rodas, e abraçar com os dois braços uma carreira de quatro rodas, pois sabia que seria tão bem sucedido como nas motos, caso tivesse as melhores máquinas à mão.


(continua amanhã)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Noticias: Peugeot apresenta o seu programa para 2009

A Peugeot apresentou esta tarde em Paris o seu programa para a Endurance de 2009, visando obter a vitória quer na Le Mans Series, quer nas 24 horas de Le Mans. Pedro Lamy, Stephane Sarrazin, Nicolas Minassian, Christian Klien, Sebastien Bourdais, Marc Gené, Alexander Wurz, e Franck Montagny serão os pilotos de serviço da marca quer na Le Mans Series, quer nas 24 Horas de Le Mans, com a surpresa David Brabham, o filho mais novo de Jack Brabham, mas um veterano das provas de Endurance.

"Esta renovação é o reconhecimento do trabalho que tenho desenvolvido ao longo destes últimos anos e que me deixa bastante orgulhoso. A Peugeot é uma excelente equipa a todos os níveis. Todos trabalham com o mesmo entusiasmo, sejam os engenheiros, mecânicos ou pilotos, todos dão 110% para que o objectivo seja cumprido", afirmou o piloto português, em declarações captadas pelo jornal português Autosport.


O programa da Peugeot em 2009 arranca com as 12 Horas de Sebring, entre 12 a 15 de Março, e nos 1000 km de Spa-Francochamps, que acontecerão de 8 a 10 de Maio, com o 908 HDi, e serão ensaios gerais para a grande prova do ano na Endurance, as 24 Horas de Le Mans. quanto à participação na temporada da Le Mans Series de 2009, a marca de Sochaux afirma que vai deixar qualquer decisão para depois de Junho.


Este ano, ao contrário do habitual, Lamy não vai ter Stephane Sarrazin como companheiro, mas sim outros dois franceses: Nicolas Minassian e Sebastien Bourdais (este último em Sebring e em Le Mans). Algo que Lamy não se importa: "São excelentes pilotos e tenho uma relação muito boa com ambos. Espero que tenhamos condições de formar uma equipa equilibrada. O Stephane Sarrazin irá ter companheiros de equipa, Franck Montagny e Christian Klien", referiu.


A apresentação da equipa à imprensa também serviu para mostrar algumas novidades aerodinâmicas, que entraram em vigor com os regulamentos deste ano, onde a maior diferença. diz Lamy, " foi o facto de asa traseira ter sido encurtada de dois para 1.60m e foi necessário fazer algumas alterações na aerodinâmica total do carro. Estivemos a testar em Barcelona e já se nota uma boa evolução", afirmou.

Acontece sermos premiados (Parte III)

É mais um selo que recebo, vindo da vizinha Espanha, mais concretamente do Motor en Marcha, do David Lazaro. Sei que me vêm, não sei se sabem que este blog fará anos esta semana, mas aquela gente está em maré de receber selos uns atrás dos outros. Como é obvio, fico honrado com o prémio, e assim sendo, vou distribuir este selo a quem de direito.

Então, os meus 15 contemplados são estes:

- Blog do Groo (Ron Groo)
- Blog F-1 (Felipe Maciel)
- Octeto Racing Team
- jcspeedway (João Carlos Viana)
- F1 Nostalgia (Rianov Albinov)
- Um Desenho, Uma História (Ricardo Santos)
- Guard Rail (Priscilla Bar)
- Blogsport Brasil (Felipão)
- GP Series (Marcos Antônio)
- Le Mans Portugal (Vitor e Hugo Ribeiro)


Como podem ver, estes foram os mesmos que receberam o prémio anterior. E é por uma questão de consistência, e porque as razões que falei ontem, quando dei o outro selo continuam válidas, claro. Agora, os restantes cinco que faltam, vou alongar por mais um bocado, pois são blogs que merecem uma visita.


- N U R B U R G R I N G (Orroe) é um blog espanhol do qual vale sempre a pena ler, pois as suas observações são plenas de significado. Ler a opinião de ontem sobre o Autódromo de Portimão, numa visão calma e equilibrada, sem a ver como "ameaça" ao circuito citadino de Valência (que ele gosta!), é um bom motivo pelo qual merce este selo. E se ele chama o nariz do novo Renault R29 de "ornintorrinco", é porque sabe do que fala. E também, como foi ele que deu um dos selos que recebi este fim de semana, achei por bem retribuir a prenda.


- Mantovani.zip.net (Bruno Mantovani) Não o referi nas vezes anteriores, e foi com o coração partido, pois merecia. Mas como conheço dezenas de bons blogues, alguns tem de ficar de fora. Mas desta vez não. As caricaturas e os desenhos do Mantovani são um autêntico colírio para os olhos, pois demonstram não só o humor que tem, tipicamente brasileiro, como tem sensibilidade para a arte gráfica. Sem dúvida, um dos melhores que o Brasil tem.


- Sport-Protótipos (Joel Manuel Cesetti) este blog merece ser referido, não só porque trata de um assunto como os Sport-Protótipos (algo raro no Brasil), como o faz no sentido do passado e de demonstrar que esta classe não merece ser esquecida. É algo do qual sempre merece uma espreitadela.


- Laser Car Design (Tony Costa, a.k.a laserbombo) É um blog português de desenho, tal como o Mantovani e o do Ricardo. Mas tal como aconteceu com os autores do Le Mans Portugal, conheço-o há anos, pois ele é um dos "pioneiros" do Fórum Autosport. E como é designer gráfico, lançou-se recentemente na aventura blogosférica, colocando lá os seus trabalhos. Este é um daqueles selos que é dado por pura amizade e como incentivo para fazer mais e melhor.


- Marchesi Design (Marcel Marchesi). É mais um blog de desenho, como é obvio. É certo que desta vez ando a contemplar os desenhistas, não é só pela paixão que tenho por esta arte, mas também porque conheci um "cara legal" que adora o que faz. E ter trabalhos reconhecidos num site importante como o Grande Prêmio, não é para qualquer um. E este selo é um reconhecimento pelo seu trabalho.

Ecos de Jerez - O novo Red Bull RB5

Por fim, o novo Red Bull de 2009 foi apresentado esta manhã no circuito de Jerez de la Frontera. O monolugar desenhado por Adian Newey é mais elegante do que os outros modelos, pois apresenta uma frente alta e fina, com uma asa da frente enorme, tal como estipulam as regras para este ano. Apresentado por Sebastien Vettel e por Mark Webber, espera-se que este seja um modelo que os coloque nas primeiras posições da grelha.

E é isso que Christian Horner, (o último à direita na foto) o responsável máximo da equipa, fala. O objectivo da equipa em 2009 é unico: vencer. "Lembro que o nosso grupo técnico construiu um monolugar que venceu, pelo que não há razões para acreditar que não possamos fazer o mesmo, agora na Red Bull Racing. Com a alteração das regras, contamos com maior equilíbrio entre as várias equipas, pelo que há que aproveitar esse facto.", referiu à imprensa presente no circuito andaluz.

Quanto ao piloto alemão, o unico a rodar com o novo carro (Webber estará a testar o carro a partir de quinta-feira), afirmou sentir estranheza ao ver o novo carro, tão despido de apêndices aerodinâmicos: "Foi um sentimento estranho quando olhei pelos espelhos e não vi nada atrás, nem asas nem pequenas aletas - tudo o que se vê são as rodas traseiras e parece muito despido", analisou o piloto, após ter feito o "shakedown" com o modelo de 2009.

"A visão para a frente também é muito diferente, por causa da forma do nariz, mas depressa me irei habituar", continuou, afirmando contudo que se encontra confiante que tudo estará a postos para Melbourne: "é bom estar de volta a um carro de Formula 1 e sinto que já estamos a caminhar para a Austrália".

Historieta da Formula 1: O bom humor de Ukyo Katayama

O piloto japonês Ukyo Katayama pode não ter deixado grande marca na Formula 1. Excepto a temporada de 1994, o simpático (e pequeno) piloto japonês esteve mais na gravilha do que na pista, fazendo com que os brasileiros o apelidassem de "Katagrama".

Mas Katayama não é um japonês qualquer, pois também deixou marca quer pelo seu sentido de humor, quer pelas suas actividades extra-curriculares, nomeadamente a sua paixão pelo montanhismo. No primeiro caso, certa vez disse o seguinte: "É possivel conseguir mais deste carro. O unico problema dele sou eu!", e até numa famosa apresentação do Tyrrell 024, em 1996, a sua baixa estatura fez-se notar quando "quase" desapareceu no cockpit... No segundo caso, é o unico piloto de Formula 1 que alguma vez subiu duas montanhas com mais de 8 mil metros, nos Himalaias: o Cho Oyu (8201 metros) e o Manaslu (8156 metros).

O episódio que se conta aconteceu uns tempos depois do seu acidente na partida do GP de Portugal de 1995, no Autódromo do Estoril. Katayama foi apresentado a um piloto de porta-aviões da US Navy. Depois de saber a profissão do seu interlocutor, Katayama respondeu: "eu também tenho experiência de vôo". E para provar como tirou o seu "brevet de vôo", tirou do bolso... uma foto do acidente no Estoril.
Actualmente, Katayama é comentador da Formula 1 para a cadeia japonesa Fuji TV.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Acontece sermos premiados... (Parte II)

Aparentemente, agora eles vêm em catadupa. Depois de ontem, o Orroe me ter "condecorado" com um selo, como prémio pelos bons serviços à causa, agora hoje recebi mais dois, ambos vindos de Espanha. Este post é dedicado ao prémio que recebi do Bonaira Blog Motor, esta manhã, e é o mesmo selo. Durante algum tempo hesitei em saber se faria ou não a mesma coisa, mas depois, quando soube do "regresso" do F1 Nostalgia, do meu amigo Rianov, decidi que este segundo selo serviria para eleger mais cinco blogs, daqueles que deixei de fora da outra vez. Assim sendo, escolhi os seguintes:

F1 Nostalgia. Este selo é por tudo que aquele blog representa, pela amizade que se desenvolveu entre eu e o Rianov Albinov, e também para saudar o seu regresso à activa. Mesmo sendo a "um décimo de gás", é um regresso sempre saudado!

Le Mans Portugal. Apesar de ser um blog muito recente, conheço os irmãos Ribeiro (Le Mans e vr) há muito tempo, desde a altura do Fórum Autosport. E sei que eles têm nas mãos o melhor de Sport-Protótipos existente em Portugal, e este selo é em reconhecimento do seu esforço. Um bem-haja para eles, e vale sempre a pena a visita!

Blog F-1. É o blog do Felipe Maciel, outro dos "antigos, como o Felipão e o Groo. Creio até que foi o primeiro que conheci a sério, depois do Capelli e do Gomes. É um blog semelhante ao meu, mas já desenvolveu algumas sinergias com o Groo para fazer o Rádio Onboard, que tem alturas que é de chorar a rir. E também tem uma secção que "analisa" os "comentários" do Galvão Bueno, o Murray Walker brasileiro. Ou será o Murray o Galvão Bueno inglês? Agora fiquei indeciso...

jcspeedway. É o blog do João Carlos Viana, que está no mesmo "saco" do Groo, do Felipão e do Maciel, os antigos. Não é um blog profissional, nem acompanha o dia-a-dia da Formula 1, mas as suas biografias sobre os pilotos e corridas do passado, bem como algumas análises das corridas de Formula 1 e Moto GP são coisas nos quais vale a pena a visita.

Guard Rail. É o blog da Priscilla Bar, uma brasileira radicada nas Canárias. É um blog interessante, pelo facto de falar sobre a "alonsomania", na perspectiva de uma estrangeira a viver por lá. É certo que também torce pelo Alonso, e tentou a sua sorte no programa "Afficcionado Professional", com algum sucesso. Um blog interessante de se ver.

E pronto. Amanhã falarei de mais um selo que recebi hoje, e como é diferente e tem um maior leque de escolhidos, vai dar um pouco mais de trabalho, pois agora, tenho que avisar esta gente toda que acabaram de ser condecorados, não é?

Por fim, as 300 mil visitas!

Este post era inevitável. A cada dia que passo e vendo mais pessoas a descobrirem o meu blog, muitas delas a tornarem-se fãs, este numero torna-se uma inevitabilidade. Quando faltam poucos dias para o segundo aniversário deste blog, que será comemorado no próximo dia 12, este alcança hoje, Domingo 8 de Fevereiro de 2009, a incrível marca das 300 mil “pageviews”. Os visitantes únicos serão, obviamente um pouco menos, mas creio que não devem andar longe dos 205 mil.


Digam o que os números disserem, este é um momento simbólico. Será, provavelmente o auge deste blogue, pois o seu autor irá partir dentro em breve para um novo projecto. O blog continua, é claro, mas vai sofrer um pouco em termos de actualização e atenção, é certo, mas eu não tenho a obrigação, nem a intenção, de o abandonar. Vou mantê-lo com a mesmo espírito: posts dedicados à actualidade e momentos históricos do automobilismo, quer sejam corridas, pilotos ou máquinas. Ao chegar aos 300 mil, e ao ver que este é um dos blogs de automobilismo mais seguidos, mais seguido até... que o António Lobato, o comentador oficial da Formula 1 em Espanha, encosto-me a um canto e a pensar: “Caramba, o que fiz para merecer tanta atenção? Isto é só o blog de alguém apaixonado por automobilismo…”


Para ter muitos brasileiros e espanhóis a seguir, poderá ser certamente pelo facto de ser português e querer saber coisas sobre a “terrinha” ou o “vecino”, julgo. Durante muito tempo, fiz o blog para mostrar aquilo que aprendi na Faculdade (e na vida prática), pois encontrava-se sem emprego na área do jornalismo. Claro, aliado á minha paixão pelo automobilismo, “especializei-me” na questão. E como é óbvio, cometi alguns deslizes aqui e ali, mas não é nada que não possa ser irremediável. Aliás, boa parte dos posts foram escritos, já a madrugada ia alta…


Daqui a uns dias, quando escrever o post de aniversário, voltarei a este assunto, mas agora que olho para trás, posso dizer que estou a colher agora os frutos daquilo que semeei. Ganhei a admiração e respeito de muitos que nunca vi em carne e osso, em várias partes do Planeta, mas os trato como amigos, descobri imensas coisas sobre a Formula 1 que nunca pensei existir, ganhei trabalhos em sites, colunas de opinião noutros sítios, e agora o projecto novo de um jornal. Desenvolvi ainda mais as minhas capacidades jornalísticas, das quais serão mais uma vez colocadas à prova dentro em breve, e acho que ando longe, mas muito longe de esgotar a existência deste blogue. No deve e haver, esta viagem está a valer a pena.


Agora? É para o milhão, e mais, mas muito mais além! E aos que me visitam todos os dias ou frequentemente, só posso dizer muito, mas muito obrigado a todos.

A dupla da Williams em 2009, pela GP Series

Os brasileiros tem fama de cómicos, mas mais para o sarcastico. Há anos que gozam com os pilotos japoneses, por terem fama de usaram mais a relva (grama) do que a pista (e amanhã vou contar uma historieta sobre um certo piloto japonês...), e muito também gozam com a cara de bebé do Nico Rosberg, julgando até que o rapaz é... bichinha.


Pois então, o Marcos Antônio, do GP Series, apesar de ser "williamista" do coração, não se coibe em gozar com os dois pilotos, Rosberg e Kazuki Nakajima. Especialmente quando viu esta fotografia que vos mostro...


Ele tem razão: torcer pelo Massa e Hamilton é fácil, pelo Nakajima e Rosberg é o mais complicado!

O Red Bull RB5, visto pelo Bruno Mantovani

Amanhã, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera, o alemão Sebastien Vettel apresentará a nova criação de Adrian Newey, o Red Bull RB5. Contudo, o video da passada sexta-feira, apresentada no site oficial, pode ter dado uma ideia do que vai ser o desenho do novo carro, e provavelmente pode ser um dos carros mais engraçados deste pelotão.



Mas na semana que passou, o Bruno Mantovani fez o seu exercício de imaginação, e desenhou aquilo que, para ele, deveria ser o RB5. Um desenho diferente daquele que estamos habituados a ver, mas creio que tem a sua piada, não acham?