domingo, 27 de maio de 2012

WRC 2012 - Rali da Acropole (Final)

Havia expectativas para o final do Rali da Acropole, com os dois primeiros separados por cerca de dez segundos, mas no final, o vencedor foi o mesmo, aproveitando o despiste do seu opositor. Sebastien Löeb voltou a vencer, pela quarta vez em seis ralis de 2012, aproveitando o abandono de Petter Solberg, enquanto que Mikko Hirvonen herdou o segundo lugar e consolidou essa posição no campeonato do mundo. Jari-Matti Latvala fechou o pódio, no seu regresso aos ralis, após a ausência forçada no Rali da Argentina.

O último dia do rali grego prometia imenso, de facto, mas a luta pela vitória no Rali da Grécia terminou logo na primeira especial de hoje, devido a um despiste de Petter Solberg, que perdeu a roda traseira esquerda do Ford fiesta RS WRC. E com isso, a duelo que todos esperavam... não aconteceu.

No final, Löeb levou o carro até ao fim, apesar de ter tido um furo na 20ª especial, fazendo-o perder algum tempo, mas não o suficiente para perigar o primeiro lugar. Mikko Hirvonen foi segundo classificado, contribuindo para mais uma dobradinha da Citroen, enquanto o regressado Latvala foi terceiro, e melhor representante dos Ford.

Mads Ostberg foi o quarto, conseguindo levar ao fim o seu Ford Adapta na frente do checo Martin Prokop e do belga Thierry Neuville. Sebastien Ogier, na sua temporada de transição no Skoda/Volkswagen, chegou de novo ao fim no sétimo lugar, na frente do árabe Yazid Al-Rahji, conseguindo assim os seus primeiros pontos no mundial WRC, e aproveitando os vários abandonos para alcançar o oitavo posto.

Ott Tanak, voltado em Rally2, foi o nono e colectou dois pontos, na frente do qatari Abdoulaziz Al-Kuwari, num Mini Cooper JCW Works WRC, na frente de Armindo Araujo, que voltou à estrada em Rally2, terminando na 11º posição.

Após este Rali da Acrópole, cada vez mais se convence que o piloto francês tem mais este campeonato na mão, após terem chegado ao sexto rali da temporada, metade do campeonato. Dentro de um mês, na Nova Zelândia, ver-se-á se isso vai ser assim ou os Ford irão dar a réplica que há muito prometem, mas que não conseguem cumprir. A ver, vamos.

Formula 1 2012 - Ronda 6, Mónaco (Corrida)

Não sei se o Mónaco é a corrida mais aguardada do ano, mas que é a mais conhecida de todas, é. O lugar, as pessoas, o circuito... é tudo diferente, e provavelmente é a unica corrida do clanedário do qual Bernie Ecclestone perfere cortejar o Principe Alberto e dar um desconto no preço. Afinal de contas, a Formula 1 precisa do Mónaco para dar um ar de respeitabilidade, e atrair o jet-set mundial. É assim desde 1955 e tem de continuar a ser assim até ao dia do Juízo Final.

Depois da pole-position que não foi - Michael Schumacher fez o melhor tempo, mas foi Mark Webber que ficou com o lugar - as expectativas da corrida eram algumas, como por exemplo, a possibilidade de chuva à hora da corrida. De facto, os céus estavam encobertos, mas a pista estava seca à hora da partida. E até o sol fez a sua aparição, para assistir à habitual confusão na primeira curva.

Isso aconteceu com o Lotus de Romain Grosjean, que acabou por largar muito mal e acabou espremido por Fernando Alonso, que por sua vez apertou Michael Schumacher, e acabou com a suspensão quebrada, devido ao pião que efectuou e colocou fora de pista o japonês Kamui Kobayashi. Pedro de la Rosa e Pastor Maldonado também acabaram no muro, mas noutro incidente diferente. Resultado final: Safety Car em pista nas primeiras voltas.

Quando o Mercedes saiu da pista e deu lugar aos carro de corrida, as coisas ficaram relativamente chatas, com Webber na liderança e os outros a ter de aguentar, em fila indiana, numa corrida que todos esperavam fazer com duas paragens. Enquanto isso, o sol desapareceu e deu lugar às nuvens que ficaram progressivamente carregadas, e fazendo com que todos começassem a vigiar os radares Doppler, vendo se iria chover ou não. A meio da corrida, um aviso: que iria chover nos próximos cinco minutos. Esse tempo esgotou e... nada. Nada aconteceu. Os céus decidiram aguentar-se por mais um bocado, enquanto que as mudanças nas primeiras posições aconteciam depois das trocas de pneus. 

Nas voltas finais, as coisas começaram a movimentar-se. O céu, já de si escuro, piorou bastante, e a chuva fez uma - muito tímida - aparição. E de repente, lembrei-me de 1982 e das suas três voltas finais, onde uma fina camada de chuva causou uma hecatombe. Mas na pista, a disposição era de outra corrida clássica: Jarama 1981, onde Mark "Villeneuve" Webber aguentava os ataques de Nico Rosberg, Fernando Alonso, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, com Felipe Massa não muito distante. Com a incerteza da chuva, houve quem arriscasse, como Jean-Eric Vergne. A aposta fracassou, mas valeu pela tentativa. Apostou, falhou.

As coisas pareciam crescer de expectativa, mas no final, a chuva não apareceu em força para baralhar as coisas e Mark Webber tornou-se no sexto vencedor diferente no campeonato do mundo de Formula 1 de 2012. Foi a segunda vitória do ano para a Red Bull, fazendo com que seja a primeira equipa a repetir as vitórias nesta temporada, mas o equilibio é, e continua a ser, a nota dominante. Adrian Newey acompanhou-o ao pódio para ouvir os hinos e cumprimentar o Principe Alberto, e depois fugiu do champanhe.

Para fechar o "top ten", Massa foi sexto e Bruno Senna o décimo. Pela primeira vez nesta temporada, ambos acabaram nos pontos, e provavelmente já podem respirar um pouco melhor dentro das suas equipas. Aliás, Bruno Senna compensou largamente as asneiras de Pastor Maldonado na primeira volta... e por falar em retiradas, esta foi a corrida mais penalizadora até agora: apenas 15 carros chegaram ao fim. E o senhor da volta mais rápida é pela segunda vez nesta temporada, um piloto da Sauber: Sergio Perez acabou na 11ª posição e tornou-se no primeiro mexicano a consegui-lo desde o GP de França de 1968, com Pedro Rodriguez ao volante.

Com isto, a classificação continua assustadoramente equilibrada. Fernando Alonso, que sobe ao pódio pela terceira vez nesta temporada - segunda consecutiva - é o lider do campeonato, mas apenas com três pontos de diferença sobre Sebastian Vettel e Mark Webber. Lewis Hamilton tem menos dez pontos do que a dupla da Red Bull, mas tudo está em aberto. Ainda por cima, a próxima corrida é o GP do Canadá, dentro de duas semanas, a 10 de junho, e esta normalmente é agitada, quer faça sol ou chuva...

sábado, 26 de maio de 2012

Youtube Video Preview: "Rush", Lauda vs Hunt



Vi isto há bocado nas meninas da Octeto Racing Team. A cada dia que passa, as minhas expectativas sobre "Rush" aumentam ainda mais. E digo isto porque hoje a BBC mostrou uma reportagem sobre o filme, realizado por Ron Howard, e escrito por Peter Morgan, sobre a temporada de 1976, da rivalidade entre James Hunt - interpretado por Chris Hemsworth - e Niki Lauda - interpretado por Daniel Bruhl.

E claro, falando sobre essa temporada, fala-se também sobre o acidente que quase matou o austriaco em Nurburgring e a sua recuperação quase milagrosa, 40 dias depois, em Monza, onde com as ligaduras quase em sangue, voltou a correr. E de como perdeu o título nas circunstâncias diluvianas de Mont Fuji, no Japão, quando decidiu abandonar voluntáriamente a corrida e Hunt terminou na terceira posição, o suficiente para conseguir o seu título.

O video vale a pena ver. E espero que o filme também.


GP3 - Stockinger vence no Mónaco, Felix da Costa segundo

Antonio Felix da Costa subiu ao pódio nesta segunda corrida do fim de semana monegasco, numa corrida cujo final foi antecipado em quatro voltas devido a um acidente entre o russo Daniel Suranovich e o americano Conor Daly. Ambos os pilotos sairam incólumes, mas os destroços e a violência do embate fizeram com que a bandeira vermelha fosse mostrada, significando o fim da corrida.

A segunda corrida da jornada dupla da GP3 nas ruas monegascas ficou marcada pela luta entre Stockinger e Felix da Costa, com o suiço-filipino a conseguir segurar o português nas voltas iniciais, depois de uma boa partida. Ambos os pilotos conseguiram afastar-se do resto do pelotão, liderado pelo russo Dimitri Suranovich, que aguentava as pressões do americano Conor Daly e do italiano Kevin Ceccon. A seis voltas do fim, Daly toca no russo, e ele perde a asa traseira, mas continua a correr, apesar da aparente diminuição aerodinâmica.

Duas voltas depois, quando ambos os carros saem do túnel e chegam à Chicane do Porto, Daly tenta passar Suranovich e este defende a trajetória por mais do que uma vez, fazendo com que ambos se tocassem. Daly voa para as redes, quase atingindo um posto de comissários de pista, e acabou nos guard-rails do outro lado da pista, incólume, mas com o carro destruido, quase lembrando o que aconteceu com o seu pai, 32 anos antes, mas em Ste. Devôte. Os comissários agitaram as bandeiras amarelas, mas a direção de pista acenou com a bandeira vermelha, sinalizando o fim da corrida.

Mais tarde, a direção de corrida decidiu desclassificar Suranovich pela sua condução perigosa. 

Em relação à corrida, Stockinger consegue aqui a sua primeira vitória na GP3, enquanto que Felix da Costa sobe ao pódio na sua quarta corrida pela Carlin. O alemão Daniel Abt completou o pódio. Em relação às senhoras, a melhor foi Vicky Piria, que foi 12ª, com Carmen Jordá na 21ª posição, seguida imediatamente por Alice Powell.   

Na classificação geral, o finlandês Aaro Vaino é o líder, com 54 anos, seguido do australiano Mitch Evans, com 43, e o filipino Marlon Stockinger, com 39. Felix da Costa tem agora 24 pontos e é o quarto classificado, um ponto à frente da dupla Conor Daly e Kevin Ceccon.

A GP3 regressa no final do mês que vêm, em Valencia.   

WRC 2012 - Rali da Acrópole (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Acrópole continuou a ser marcado pelo duelo entre a Citroen e a Ford, com sebastien Löeb a continuar a ser o comandante do rali, mas com um novo rival na pessoa de Petter Solberg, que ficou no segundo lugar depois dos problemas que teve Jari-Matti Latvala, que se atrasou e perdeu mais de quatro minutos.

Na parte da tarde, a chuva fez a sua aparição a Solberg decidiu ter uma postura cautelosa, para evitar saídas de estrada e perder tempo para o piloto francês. “Não corri quaisquer riscos e esperava recuperar algum tempo, pelo que é fantástico. Gostaria de estar a menos de dez segundos, mas amanhã será muito interessante”, referiu Solberg no final da 16ª especial aos microfones da World Rally Radio.

“Caiu muita chuva no troço e estava muito escorregadio na zona de pedras na descida. Estava tão difícil que eu decidi não correr riscos. Ainda estou na liderança, por isso vamos ver como vai ser o resto da prova”, reagiu Löeb à World Rally Radio.

Atrás, na terceira posição, Mikko Hirvonen beneficiou certamente dos problemas de Latvala para ter um rali mais tranquilo, dado que já não conseguia alcançar Petter Solberg após o furo que teve durante a manhã. Com Latvala no quarto posto, depois de problemas mecânicos nas classificativas da manhã, a sua batalha agora é a de chegar ao fim deste rali em melhores condições, depois de duas desistências consecutivas e de uma ausência forçada.

Mads Ostberg é quinto, no seu Ford da Adapta, tentando escapar do checo Martin Prokop, o sexto da geral e relativamente longe do terceiro Citroen do belga Thierry Neuville. Sebastien Ogier é oitavo, seguido pelo árabe Yazeed Al Rahji é o nono e Anders Mikkelsen, que fecha os pontos.

O segundo dia ficou marcado pelos abandonos de Anders Mikkelsen e de Armindo Araujo. O primeiro, no seu Skoda Fabia S2000 da Volkswagen, depois de ter passado Sebastien Ogier, começou a sofrer um sobrequecimento do seu motor - chegou aos 120 graus Celsius - e decidiu parar para preservar o motor. Quanto a Armindo Araujo, uma quebra do braço da suspensão na 15ª especial fez com que decidisse voltar à estrada apenas em "Rally2", fazendo com que não volte a pontuar pela terceira vez consecutiva.

“Tentamos desde o início do rali poupar ao máximo a mecânica do MINI pois sabíamos que a dureza das estradas poderia trazer problemas. Mesmo com um ritmo cauteloso, começamos a sentir uma vibração forte no início da 15ª especial e poucos quilómetros depois fomos obrigados a parar. Percebi que era um problema num braço da direção do lado esquerdo e não podíamos continuar. A fiabilidade do MINI neste tipo de condições ainda está longe do ideal e teremos que continuar a trabalhar este fator”, afirmou o piloto de Santo Tirso.

O Rali da Acrópole termina amanhã.

Formula 1 2012 - Ronda 6, Mónaco (Qualificação)

Depois de um dia de pausa, a Formula 1 voltou à carga no Mónaco para a qualificação própriamente dita. Desde há muito que a definição da grelha de partida é um espectáculo dentro do espectáculo, pois não só pelo aspecto definidor da coisa, mas também por acontecer num sítio como o Principado. Pois quem larga do primeiro lugar, normalmente acaba como vencedor, dada a dificuldade em passar por aqui.

Mas havia certos condicionantes antes deste Grande Prémio: Michael Schumacher, caso por alguma hipótese fizesse a pole-position, teria de largar do sexto lugar por causa da penalização sofrida quando colocou fora de pista Bruno Senna, em Barcelona. Mas esta manhã houve outra contrariedade, quando no terceiro treino livre, Pastor Maldonado e Sergio Perez se envolveram num acidente. Os comissários de pista decidiram aplicar o artigo 16.2 do regulamento da FIA e penalizar Maldonado com dez lugares, por ter causado um acidente desnecessário com o piloto mexicano. E mesmo que fosse pole, teria de largar da 11ª posição da grelha.

Com essas condicionantes - Perez acabaria alinhar na qualificação, mas danificou o seu carro na sua primeira volta lançada - que máquinas e pilotos começaram a definir esta sessão tão critica desde final de semana. As três equipas do costume ficaram logo de fora, como seria de esperar, mas Pedro de la Rosa conseguiu a proeza de passar um dos Marussia, o de Charles Pic, e não andar longe do carro de Timo Glock. Quanto a Narain Karthikeyan, parece ter cada vez mais dificuldades de fazer um tempo abaixo dos 107 por cento, pois o seu tempo por aqui foi muito mais lento e terá de pedir autorização para correr...

A segunda sessão foi mais critica, pois sabia-se do enorme equilibrio existente entre as seis ou sete equipas do pelotão, todas a quererem vencer nesta temporada. Interessante foi ver, pela positiva, a entrada de Felipe Massa na Q3, a primeira vez que os dois Ferrari conseguem, enquanto que Jenson Button evidenciou grandes dificuldades de equilibrio do seu monolugar, acabando apenas com o 13º melhor tempo. Bruno Senna não fez muito melhor, acabando uma posição mais abaixo do que o britânico da McLaren.

Com a Q3 em marcha, viu-se algumas das coisas que se tornaram já habituais: os pilotos que estão entre o sétimo e o décimo lugar fazem uma volta para aquecer os pneus e regressam às boxes, não marcando qualquer tempo, como Sebastian Vettel - começa a ser-lhe um hábito, pelo menos nas duas últimas corridas - quer para aqueles que querem dar o seu melhor, porque numa temporada como esta, tem muito mais hipóteses do que julgam. E foi o que aconteceu: os Lotus-Renault tentaram a sua sorte, mas o melhor que conseguiram foi um quarto (Grosjean) e um oitavo lugar (James... ooops! Kimi Raikkonen), para depois Pastor Maldonado tentar fazer cair o raio duas vezes no mesmo lugar, e Lewis Hamilton fazer o que tem a fazer.

Mas no final, foram dois "velhos": Mark Webber, no seu Red Bull - 35 anos - e Michael Schumacher, no seu Mercedes - 43 anos. No final, muitos rejubilavam com o "regresso" de Schumacher e aquela que deveria ser a sua 69ª pole-position da sua carreira, mas quem ficaria com os lucros e o nome inscrito nos livros de história era o australiano. Obviamente, os mais "schumachistas" que Schumacher, amaldiçoavam naquele momento Bruno Senna por ter ficado na sua frente quando travou para aquela curva em Barcelona, quando na realidade a idade o evitou que travasse mais cedo para evitar o embate. Enfim... discussões. 

Os factos são estes: que Mark Webber será o "poleman" do Mónaco e candidato numero um à vitória na corrida de amanhã, e terá a seu lado o Mercedes de Nico Rosberg. E entre ele e Schumacher estavam o McLaren de Lewis Hamilton, o Renault de Romain Grosjean e o Ferrari de Fernando Alonso. Felipe Massa acabou no sétimo lugar da grelha, a sua melhor posição este ano.

Resta saber como será o dia de amanhã no Mónaco. Sol primaveril ou muita chuva?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

GP Memória - Espanha 1997

Duas semanas depois de terem corrido em paragens monegascas, desta vez o circo da Formula 1 estava no circuito de Barcelona para correr na sua sexta prova do campeonato do mundo de 1997. Com um tempo tipicamente primaveril no final de semana, a corrida iria servir para a Williams tentar fazer um resultado que pudesse compensar o péssimo fim de semana que tinha tido no Mónaco, onde Michael Schumacher aproveitou para vencer com autoridade nas ruas do Principado.

Entre duas corridas, a Sauber decidiu trocar de piloto, dispensando os serviços de Nicola Larini - que tinha ficado zangado com Peter Sauber - e colocou no seu lugar outro italiano, Gianni Morbidelli.

E assim foi: após a sessão de qualificação, Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen monopolizaram a primeira fila da grelha de partida, com o canadiano a ser o melhor. Na terceira posição estava o McLaren de David Coulthard, seguido do Benetton de Jean Alesi. Mika Hakkinen, no segundo McLaren, era o quinto, seguido do segundo Benetton de Gerhard Berger. Michael Schumacher tinha conseguido apenas o sétimo posto da grelha, segundo do Jordan-Peugeot de Giancarlo Fisichella. Ralf Schumacher era o nono, enquanto que Johnny Herbert era o décimo, a fechar o "top ten".

Damon Hill não conseguiu mais do que a 15ª posição na grelha, estando até pior do que o Tyrrell de Mika Salo, que ficou uma posição acima dele.

A partida começou com Villeneuve a manter o primeiro posto, mas Schumacher tinha feito um arranque-canhão, chegando ao segundo lugar no final da primeira volta e a desafiar a liderança do canadiano. Contudo, isso foi sol de pouca dura, pois o alemão começou a baixar o seu ritmo, tornando-se até num "tampão" para os restantes pilotos, permitindo a "fuga" de Villeneuve.

Com as paragens de corrida, quem aproveitou foi o Prost de Olivier Panis, que parando apenas uma vez e beneficiando da melhor eficácia dos pneus Bridgestone, chegou rapidamente aos pontos. Na volta 34, era quarto classificado, e a apanhar o Benetton de Alesi e o McLaren de Coulthard. Quando ambos foram às boxes para fazer a sua última paragem, o francês aproveitou e ficou com o segundo lugar.

Após isso, o francês foi em perseguição de Villeneuve, mas a partir da volta 50, Panis ficou entalado atrás do Ferrari de Eddie Irvine, demorando quase sete voltas para se livrar dele, pois não ele não facilitava, como os comissários não agitavam as bandeiras azuis. Quando o fez, já não conseguia ir a tempo de apanhar o canadiano, embora se livrou de Coulthard e Schumacher. Pouco depois, os comissários, para compensar, decidiram penalizar Irvine com um "stop and go", fazendo-o cair para a 12ª posição.

No final, Villeneuve venceu a sua terceira corrida do ano, seguido de Panis, que conseguia aqui o seu segundo pódio da temporada, a pouco menos de seis segundos, e do Benetton de Jean Alesi. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de David Coulthard, o Ferrari de Michael Schumacher e o Sauber de Johnny Herbert.

WRC 2012 - Rali da Acrópole (Dia 1)

O Rali da Acrópole tem fama de ser um dos mais duros do Mundial, devido às duras classificativas de terra, com muitas pedras soltas, do qual poderão ser destruidoras para suspensões e pneus. E como normalmente o melhor nesta superfície é Sebastien Löeb, parece que o primeiro dia deste rali grego está a ser pautado pelo equilibrio entre Löeb e o regressado Jari-Matti Latvala.

Depois de no shakedown, o piloto da Ford ter sido o melhor, quando os carros foram para a estrada, Latvala tentou estar na frente o mais tempo possivel, o que conseguiu até à quarta classificativa do dia, perdendo então para o francês da Citroen, que não largou mais o comando até ao final do dia, apesar do avanço para Latvala não ser mais do que 6,5 segundos, ao fim de nove classificativas.

Atrás, também há outro duelo próprio entre os segundos pilotos da Ford e da Citroen. Mikko Hirvonen e Petter Solberg estão a ver quem será o melhor, com ambos não muito longe dos dois primeiros. Solberg tem 17 segundos sobre Löeb, enquanto que Hirvonen anda um pouco mais longe, a 46 segundos, por causa de um furo. “Havia tanto pó à minha frente que falhei completamente uma curva e saí largo. Saímos de estrada algumas vezes. Talvez numa dessas saídas tenhamos causado o furo”, referiu o finlandês da Citroen.

Atrás destes quatro, o resto do pelotão já está distante. O melhor no final do dia é o russo Evgueny Novikov, que está a quase quatro minutos de Löeb, mas já saiu de pista na sétima especial, perdendo mais de três minutos. Mas ele até foi dos sortudos, pois outros pilotos como o estónio Ott Tanak e o norueguês Mads Ostberg, tiveram consequências um pouco maios graves. Ostberg perdeu três minutos devido a uma saída de estrada, enquanto que Tanak caiu mais de oito minutos devido a isso e também a um furo.

"O carro estava bastante subvirador e tentei puxar um pouco mais e acabámos por sair de estrada. Não estávamos muito longe, nem era um local muito mau, mas simplesmente ficámos presos e demorou imenso até que as pessoas nos ajudassem. Estavam mais interessados em tirar fotografias”, queixou-se Ostberg, que acabou o dia na oitava posição, atrás de Martin Prokop e de Nasser Al-Attyah.

Outro dos que se atrasou foi Thierry Neuville, mas a razão foi devido a um problema de transmissão do seu carro, que o fez apenas a andar com tração traseira, perdendo mais de cinco minutos no processo, fazendo-o cair para a 11ª posição da geral.

Os Volkswagen de Sebastien Ogier e Anders Mikkelsen fecham o "top ten" nos Skodas preparados pela Volkswagen, enquanto que Armindo Araujo é 12º classificado, depois de ter passado por algumas dificuldades no inicio da manhã: “Apesar das dificuldades que sentimos pelo facto de partirmos muito na frente e termos encontrado alguma lama nas especiais, cumprimos inteiramente aquilo que nos foi pedido e conseguimos poupar a mecânica ao máximo. Como não tivemos oportunidade de testar as melhores afinações para este carro, efectuamos algumas alterações no final da manhã e, nas segundas passagens, melhoramos o nosso ritmo”, afirmou.

O Rali da Acropole continua amanhã.

Noticias: Robert Kubica submeteu-se a nova operação

O site italiano CalcioSport24 anuncia esta tarde que Robert Kubica foi de novo submetido a uma intervenção cirúrgica ao cotovelo direito, no sentido de ganhar a mobilidade que tinha antes do seu acidente de fevereiro do ano passado no Rali Ronda di Andora, na Liguria italiana.

De acordo com a noticia, nesta cirurgia - planeada antecipadamente - os cirurgiões decidiram colocar-lhe uma prótese que se ligará ao ombro direito, que permita a recuperação completa do piloto polaco, quer em termos de mobilidade do seu cotovelo, quer em termos da sua mão direita, tudo isso para que volte a ter as faculdades necessárias para voltar a competir em monolugares.

Desde que Kubica se acidentou, ao volante de um Skoda Fabia S2000, que se vêm submentendo a uma série de intervenções cirurgicas, que combinado com uma prolongada reabilitação, e ocasionais aparições ao volante de um carro de ralis em Itália, fazem com que ele esteja a recuperar de forma lenta, para ver se ficará totalmente reabilitado para voltar aos monolugares.

GP3 Series 2012 - Vaino vence no Mónaco, Felix da Costa sétimo

A primeira corrida da jornada dupla da GP3 deste final de semana no Mónaco deu a vitória ao finlandês Aaro Vaino, que aos 18 anos consegue a sua primeira vitória da temporada e o catapulta para o comando do campeonato. Numa corrida sem grande história, o hungaro Tamas Pal Kiss conseguiu ficar no segundo lugar e o italiano Kevin Ceccon, da Ocean Racing, foi o terceiro e conseguiu a volta mais rápida.

Quanto a Antonio Felix da Costa, não conseguiu mais do que o sétimo posto, devido à dificuldade que existe em passar nas ruas do Principado, pois andou à luta pela sexta posição com o alemão Daniel Abt. Contudo, Felix da Costa tem uma boa posição para a segunda corrida, pois largará da segunda posição da grelha de partida, ao lado do filipino Marlon Stockinger, o oitavo classificado.

Quanto às senhoras, Alice Powell esteve à beira dos pontos, terminando na 11ª posição, enquanto que Victoria Piria foi a 19ª na chegada. Já Carmen Jordá acabou por desistir.

A segunda corrida da GP3 Series acontecerá este sábado.

Formula 1 em Cartoons - Wacky Races (Russell Ford)

Eu sei que esta imagem vos passou pela cabeça em algum dia desta temporada, mas até agora, ninguém tinha feito disso um desenho. Pois bem, o britânico Russell Ford fê-lo ontem para a Autosport britânica. E de facto, a temporada está a ser um "Wacky Race".

Agora, não me perguntem quem é a personagem que faz o papel de Mutley, que não consigo descortinar...

Youtube Racing Test: Carlos Sainz e Miguel Molina na oval de Stiges



Esta descobri no blog Voando Baixo, do Rafael Lopes. Um filme com oito minutos onde um Audi R8 pilotado por Miguel Molina - piloto espanhol do DTM - e por Carlos Sainz, bicampeão mundial de rails, num sitio carregado de história, mas muito pouco conhecido nos dias de hoje: a oval de Stiges-Terramar.

Um pouco de história: Stiges foi feito em 1922 - tem a mesma idade de Monza - e a sua oval é a segunda mais velha do mundo em termos funcionais, sendo a mais velha a de Indianápolis. Mais velha do que estes dois é a de Brooklands. Em Stiges, correram-se muitas provas de Grand Prix, mas após poucos anos, o interesse decaiu e eventos como a Guerra Civil, fizeram com que ficasse abandonada por muito tempo. Hoje em dia, só os afficionados é que conhecem o circuito e a sua história, claro.

A ideia foi de colocar um carro moderno num circuito onde o asfalto é de cimento - um pouco como as ovais de Monza e o de Montlhery - e tentar bater o recorde de pista. E o resultado disto é este filme. Pode ter publicidade e tudo o mais, mas é uma oportunidade de conhecer um sitio que muitos, provavelmente, não sabiam que existia.

A minha participação no 16 Valvulas

Fui entrevistado esta noite no programa de rádio 16 Valvulas, do Gonçalo Sousa Cabral - provavelmente o melhor programa automobilistico português - e falamos rapidamente sobre Formula 1, o meu blog, o meu livro, os meus planos de futuro e o GP do Mónaco. E há novidades, claro!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

As mensagens e os tributos nos capacetes monegascos

"O meio é a mensagem". É uma velha frase que sempre ouvi nas minhas aulas de Jornalismo, quer quando andava no Liceu, quer depois, na Universidade. Foi dita pelo professor e investigador canadiano Marshall McLuhan, que viveu entre 1911 e 1980, que entre outras coisas, falou o conceito da "aldeia global", predizendo em mais de trinta anos o admirável mundo novo que vivemos agora, o da Internet, dos canais de televisão globais, das redes sociais, onde se comunica quase instantaneamente com alguém do outro lado do mundo.

E com esses meios, pode-se dizer o que quiser, especialmente as personalidades mais mediáticas. Para o bem e para o mal, usam estes meios para dizer o que pensam e fazer passar uma mensagem mais positiva das coisas, quando querem, e uma negativa, quando não querem. Desde há muito tempo, especialmente após a aparição dos capacetes integrais, em 1967, que os pilotos de automobilismo usam pinturas de guerra para se identificaram para o resto do mundo. Era a sua maneira de mostrarem a sua identidade, aquela marca que os tornava unicos, para dizer 'este sou eu e é assim que funciono'.

Nos dias de hoje, porém, os desenhos dos capacetes tornaram-se mais voláteis. Aprecebendo-se do poder dos meios de comunicação e da maneira como os desenhos dos capacetes são vistos por milhões um pouco por todo o mundo, os pilotos já não os mantêm imutáveis, como noutros tempos. Aproveitam as mudanças para mostrar que querem seguir em frente, que querem promover uma causa, que querem homenagear alguém. Fernando Alonso decidiu pintar o seu capacete de dourado, Sergio Perez colocou um herói popular no seu país, Jean-Eric Vergne e Kimi Raikkonen idolos do passado.

Alonso decidiu fazer o seu "one-off" para arrecadar dinheiro para a sua fundação, pois o capacete será leiloado após a corrida. A ideia da dita é a de ajudar na segurança rodoviária no seu país, o que é um propósito notável quantos os outros. 

Quando a Perez, a ideia é outra: é uma recordação da sua infância. O "Chavo del Ocho", ou o Programa do Chaves, como é conhecido no Brasil, foi um programa mexicano que correu entre 1971 e 1992, com Roberto Gomez Bolaños como protagonista. Chaves era um órfão que vivia numa casa dos arredores da Cidade do México, e havia outras personagens, com o Seu Madruga, que vive fugindo das cobranças da renda, os famosos 14 meses.

Bolaños, agora com 82 anos, está a lutar contra os males da velhice, mas ficou sentido com a homenagem que Perez, que neste momento transporta o nome do México aos quatro cantos do mundo, fez à sua personagem. "Que sigam os bons!" é o mote que o "Chavo" - ou Chaves - dizia e que Perez gravou no seu capacete.


(...) Os capítulos de “Chaves” têm uma capacidade incrível de sintetizar comportamentos e dinâmicas sociais latino-americanas. É uma comédia leve, acessível, feita a partir de uma vila pobre, que tem de lidar com o desemprego (seu Madruga), a expropriação de capital (os 14 meses de aluguel), uma convivência social nada pacífica. O protagonista é um órfão desamparado. 

Num mundo tão caótico, o problema narrativo surge, quase sempre, de uma travessura ou de um erro de comunicação. Este universo em que a lógica cartesiana simplesmente não explica (vide a luta que o professor Girafales trava para ensinar as crianças) nem sempre se resolve no final. Não há personagens bons ou maus, há apenas pessoas tentando encontrar espaço em um mundo precário. 

Já “Chapolin” é uma ideia genial por si só: uma espécie de herói tipicamente latino-americano, que nunca age no plano do necessário, mas no do possível. Sua presença pode ser, talvez, a garantia da solução do problema no final, mas não sem antes causar problemas ainda maiores no percurso.

(...) Mas é curioso pensar se Chapolin é mesmo o herói certo para correr em Mônaco. O circuito de rua é famoso por não perdoar erros, e o “polegar vermelho” os comete aos montes. Mais que a solução, ele é requisitado para trazer um índice de imponderabilidade à história. Um fator anárquico em meio à ordem do retiro de verão europeu. Pérez jamais venceria em Mônaco em um mundo justo e ordenado. (...)

A ideia da homenagem em si é louvável, mas a segunda mensagem, mais subentendida, é que num mundo tão imprevisivel como é este da Formula 1, e ainda mais num lugar não imperdoável como o Mónaco, que ele poderá ter a sua chance de brilhar, mas que não esperem dele o Super-Homem, que não o é. Mas ficaria feliz se ele conseguisse sair dali com um bom resultado. E claro, assim, conquistaria muitos corações.

As outras homenagens do dia são de alguém a dar o seu tributo a heróis das suas infâncias. Jean-Eric Vergne mostra neste fim de semana a sua homenagem e o seu apoio a outro Jean, Alesi de apelido, que neste final de semana decidiu sair do conforto da sua reforma e concretizar mais um dos seus sonhos automobilisticos, que é o de correr nas 500 Milhas de Indianápolis. Alesi tem 47 anos e uma reforma dourada, mas continua com fome de correr e vai fazê-lo, apesar do mau motor Lotus e de partir da 33ª e última posição, alcançada com muito suor, contra um bloco que toda a gente sabe estar demasiado fraco em relação à concorrência, e mais um sinal da megalomania de Dany Bahar que arruinou a reputação da marca fundada por Colin Chapman.

Vergne disse que Alesi estava presente no dia em que ele andou de karting pela primeira vez na sua vida, no kartódromo que pertencia ao seu pai. Muitos dizem que seguem determinado caminho devido à influência de alguém. E parece que Alesi, um ídolo para muitos dos que cresceram nos anos 90 - apesar de só ter vencido uma vez nos 201 Grandes Prémios que participou, entre 1989 e 2001 - influenciou muita gente. Que é uma personagem acarinhada pela sua personalidade, carisma e velocidade, lá isso é verdade. E que decidiu voltar aos monolugares com a idade em que Juan Manuel Fangio decidiu abandonar a competição, é outro feito.

Mas a homenagem de Vergne a Alesi encerra também outro tributo, este mais inconsciente: o desenho do piloto francês foi feito em 1986, para homenagear Elio de Angelis, piloto da Lotus entre 1980 e 1985, morto em testes no circuito de Paul Ricard, ao volante do seu Brabham. Em suma, Vergne esta a homenagear não um, mas dois pilotos. E a derradeira corrida de De Angelis foi precisamente no Mónaco...

Quanto a Kimi Raikkonen, não é uma novidade. Sempre admirou o estilo de James Hunt, um piloto que viveu entre 1947 e 1993, que ganhou fama de festeiro, mas altamente profissional, com um estilo sem papas na lingua, quer antes, como piloto, quer depois na sua segunda carreira como comentador. Numa altura em que a sua vida está a ser recriada em Technicolor por Hollywood, e quase 19 anos após o seu súbito desaparecimento, ver Raikkonen a andar com o capacete usado por alguém que simboliza o rebelde por excelência de uma categoria máxima do automobilismo, num lugar que é o pinaculo do corporativismo, do jet-set e das celebridades que passeiam no paddock só porque sim, é a sua mensagem para o mundo: de que está se marimbando - para não dizer asneiras - para isso tudo. O que lhe faz feliz é correr.

Nesse aspecto, tenho pena que tenha nascido na década errada do automobilismo. Se calhar também deve ser também a sua mensagem mais verdadeira da sua alma.   

Formula 1 2012 - Ronda 6, Mónaco (Treinos)

A Formula 1 chega por fim a um lugar onde, mais do que tudo, o coloca no mapa. É o maior cartão de visitas que o minusculo Principado têm, e o unico lugar onde a Formula 1 ganha uma aura de respeitabilidade e pertença a uma aristocracia "jet-set" mundial. Um lugar que nunca perderá o seu lugar, porque a relação entre eles é de interdependência. Um coloca Mónaco no mapa, o outro dà à categoria máxima do automobilismo a sua aura, suficiente para atrair os ricos e famosos.

Quinta-feira é sempre o primeiro dia de treinos, porque a tradição diz que sexta-feira é um dia reservado pelas autoridades para todas as festividades típicas do Principado. E claro, para as habituais reuniões dos patrocinadores com as equipas, os passeios e os que estão ali para respirar os ares do Mediterrâneo e o sol de primavera, indiferentes ao barulho dos carros.

Nos dois treinos do dia, cada um com lider diferente: Fernando Alonso foi o melhor na primeira sessão, Jenson Button na segunda. E se na primeira tivemos pilotos como Romain Grosjean ou Sergio Perez a mostrar alguma coisa no lado positivo - especialmente o mexicano, que se magoou com alguma gravidade no ano passado - houve outros, como Kimi Raikkonen, que não teve um grande primeira sessão devido aos - já começam a ser habituais - problemas na coluna de direção do seu Lotus-Renault.

Na primeira sessão, Lewis Hamilton foi o quarto, seguido por Pastor Maldonado, o vencedor em Barcelona, e Felipe Massa. Jenson Button foi o oitavo, atrás de Kamui Kobayashi, enquanto que Sebastian Vettel foi apenas nono, na frente de Mark Webber, o 13º da tabela de tempos.

Na segunda sessão, ocorrida um pouco mais tarde, a chuva - que se prevê que faça a sua aparição no fim de semana do Grande Prémio - influenciou a tomada de tempos. Jenson Button fez um tempo suficientemente bom no inicio da sessão para o colocar no topo da tabela de tempos, imediatamente antes da pista ficar molhada. Com isso, esta ficou vazia, com os pilotos a esperar que passasse o aguaceiro. Quando aconteceu, a pista secou o suficiente para que se tentasse marcar tempos, mas não o suficiente para desalojar Button do seu pedestal.

Assim, atrás do britânico ficou o Lotus de Romain Grosjean e o Ferrari de Felipe Massa, que por uma vez ficou atrás de Fernando Alonso na tabela de tempos, com o espanhol a ser o quarto. Pastor Maldonado repetiu o quinto lugar da primeira sessão, mostrando consistência, seguido do Mercedes de Nico Rosberg. Kamui Kobayashi ficou desta vez na frente de Sergio Perez, no oitavo lugar, atrás de Mark Webber, o melhor dos Red Bull, no sétimo posto. Os alemães Michael Schumacher e Sebastian Vettel fecharam o "top ten", com Lewis Hamilton somente na 11ª posição e Kimi Raikkonen a fazer o 17º tempo.

Claro, tudo isto é apenas uma amostra do que aí vêm. E a qualificação de Sábado, acumulada com a previsão de chuva para essa altura, pode criar uma aura de imprevisibilidade ainda maior do que está a ser esta temporada. Assim sendo... alea jacta est, os dados estão lançados!