quarta-feira, 25 de maio de 2011

GP Memória - Belgica 1986

Do Mónaco a Spa-Francochamps passaram-se quinze dias, mas durante esse periodo de tempo, o pelotão da Formula 1 ficara abalado pelo acidente mortal de Elio de Angelis, durante os testes que decorriam dez dias antes, no circuito francês de Paul Ricard. Uma perda sentida no pelotão e a Brabham decidira alinhar somente com um carro para Riccardo Patrese, enquanto que Bernie Ecclestone procurava por alguém que carregasse o fardo e preenchesse o lugar do infeliz piloto italiano. Nesse final de semana, a Brabham anunciou que o lugar iria para Derek Warwick, que pegaria no carro a partir da corrida seguinte, o GP do Canadá.

E era com isso que máquinas e pilotos estavam em Spa-Francochamps. Na qualificação, Gerhard Berger surpreeendeu com o seu Benetton-BMW, colocando-o na primeira linha, mas fora superado pelo Williams-Honda de Nelson Piquet. Na segunda fila estavam o McLaren de Alain Prost e o Lotus-Renault de Ayrton Senna, enquanto que Nigel Mansell era apenas o quinto, na frente do segundo Benetton de Teo Fabi. René Arnoux partia da sétima posição, no seu Ligier-Renault, na frente de Keke Rosberg, no segundo McLaren. Para fechar o "top ten" estavam os carros de Michele Alboreto, no seu Ferrari, e o Lola-Ford de Patrick Tambay.

A corrida começa com Piquet a partir bem, enquanto que Berger não foi assim tão bem, ficado entalado entre Senna e Prost no gancho de La Source. Prost e Berger tocam-se e causam confusão na grelha, com apenas poucas consequências: o Lola de Tambay retirava-se com a suspensão quebrada, enquanto que Prost tinha de ir às boxes para substituir o nariz do seu carro, que estava partido devido à batida com Berger.

Na frente, Piquet e Senna eram os primeiros, numa dobradinha brasileira a dominar no inicio da corrida. Mansell era o terceiro, enquanto que pilotos como Stefan Johansson, no seu Ferrari, e o segundo Lotus de Johnny Dumfries aproveitaram a confusão para subirem imenso na classificação. Mansell aproveitou a potência do seu motor Honda para apanhar Senna no inicio da segunda volta, mas pouco depois, na quinta, fez um pião e caiu para o quarto posto, atrás de Senna e Johansson. Duas voltas depois, era a vez de Dumfries despistar-se e terminar ali a sua corrida, ao mesmo tempo que Keke Rosberg parava, vitima de um motor partido.

O grande beneficiado desses despistes foi Michele Alboreto, que aproveitou essa confusão para passar o Ligier de Jacques Laffite e o Lola de Alan Jones e chegou ao quinto posto. Pouco depois, Arnoux passa Laffite para o sexto posto e as coisas mantêm-se assim até à volta 16, quando o Turbo de Piquet deixa de funcionar e ele encosta o seu carro para abandonar a corrida.

Senna herda o comando, mas tinha agora Mansell a aproximar-se dele, quando ambos foram às boxes. O britânico foi melhor do que o brasileiro nas paragens e conseguiu tomar o comando, com Johansson ainda no terceiro posto, mas incapaz de os apanhar, dado que ambos começaram uma batalha para ver quem ficava com o comando da corrida.

Eventualmente, Mansell levou a melhor e a vitória estava assegurada para ele, com Senna no segundo posto e Johansson no terceiro, à frente de Michele Alboreto. Jacques Laffite e Alain Prost ficaram com os restantes lugares pontuáveis.

Fontes:

terça-feira, 24 de maio de 2011

Troféu Blogueiros - Espanha 2011... e umas novidades

Já chegaram as notas do Troféu Blogueiros desta semana, respeitantes ao GP de Espanha. E desta vez, há novidades. Pela primeira vez, nos três anos da nossa existência, decidimos alargar a nossa tabela para o dobro, com cada um de nós a convidar outra pessoa neste processo, passando de seis para doze membros.

Para terem uma ideia quem entraram agora, eis a tabela original, bem como os nossos convidados, a saber:

Bárbara Franzin: http://www.velocidade.org
Jorge Pezzolo: http://www.pezzolo.tv
Paulo Alexandre Teixeira (Speeder_76): http://continental-circus.blogspot.com

E eis os novos membros:

Rodrigo Wizard: http://www.f1bc.com

O Thiago acredita que com este quadro mais alargado, pode haver uma melhor média em termos de notas. Isso é algo que tem de ser provado nas semanas e provas que aí vêm, mas acredito que vai ser mais interessante de seguir. Porque com a entrada destes novos membros, cada um deles tem o seu estranho critério para atribuir as suas notas, acreditem...

Extra-Campeonato: Ahhh... os vulcões islandeses

Desde o ano passado que o mundo inteiro descobriu que a Islândia é uma ilha tremendamente vulcânica. Plantado no meio de duas placas tectónicas, de vez em quando um dos seus vulcões - e a Islândia tem para cima de duas dezenas - resolve explodir e complicar a vida das pessoas na Europa e nos Estados Unidos.

A razão é simples: as cinzas vulcâncias são prejudiciais aos rotores dos aviões. Sendo as cinzas nada mais do que rochas microscópicas, derretidas contra os jatos causam estragos significativos, podendo levar em casos extremos à sua paragem. O vôo 9 da British Airways, em junho de 1982, quando voava sobre um vulcão indonésio, é o melhor exemplo daquilo que essas cinzas vulcânicas podem causar aos aviões.

Treze meses antes, em abril de 2010, a Europa colocou as mãos em cima da cabeça ao ver milhares dos seus vôos cancelados devido às cinzas do vulcão Eyafjlallajokull. Agora é outro vulcão com um nome esquisito, o Grimsvotn, que acordou este fim de semana e expeliu a sua coluna de cinzas sobre a Islândia, Gronelândia e agora vai a caminho das Ilhas Britânicas. E a cada hora que passa, os cancelamentos estão a ser anunciados, um a um. E por causa do que se passou no ano passado, algumas pessoas anteciparam a partida para o Reino Unido, como Barack Obama e a equipa de futebol do Barcelona. Vamos a ver se conseguem depois sair a tempo.

Claro, a Formula 1 também está atenta ao que se ouve e fala do Grimsvotn. O circo estava em Xangai quando o Eyafjallajokull decidiu expelir fogo, e viu-se aflita para chegar à Europa. Agora o circo está na Europa e não deve haver problemas, mas no inicio de junho tem de se preocupar, pois terá de fazer a sua visita anual à América do Norte, mais concretamente ao Canadá, e não convêm que o Grimsvotn esteja ativo por essa altura. Não se garante que tal coisa aconteça, mas a possibilidade está lá.

Em suma, a Islandia pode não andar muito nas noticias, mas quando aparece, vem para chatear. Seja quando o pais vai à falência, como em 2008, ou quando um dos seus vulcões dá sinal de vida. Ao menos o Hekla está calminho. Pelo que me contam, muitos geólogos estão convencidos que foi a explosão de junho de 1783 é que causou a Tomada da Bastilha...

Noticias: Aldo Costa substituido na Ferrari

Era inevitável: depois de um começo de temporada decepcionante, onde só alcançou um pódio até agora, a Ferrari começou a cortar cabeças. A Scuderia anunciou esta tarde em comunicado de imprensa que Aldo Costa, o diretor técnico da Scuderia, abandonou as suas funções com efeito imediato.

"A Ferrari anuncia que, a partir de hoje, Aldo Costa deixa a sua atuação posição como diretor-técnico para assumir novas responsabilidades dentro da empresa. Ao mesmo tempo, a atividade técnica foi reestruturada em três áreas: diretor de chassis é agora Pat Fry, a produção está nas mãos de Corrado Lanzone, enquanto que o motor e eletrônica continuam com Luca Marmorini. Todos os três reportam diretamente ao chefe de equipa, Stefano Domenicali.", conclui.

O Ferrari F150 está a ser visto como um projeto fracassado desde o inicio, pelo que se vê depois das noticias dos problemas no túnel de vento de Maranello. Batido pela Red Bull, McLaren e esporadicamente pela Renault e Mercedes, apesar do fogacho mostrado por Fernando Alonso nas primeiras voltas do GP de Espanha, em Barcelona, o resultado final, em que terminou na quinta posição, a uma volta de Vettel, é visto como um sinal do fracasso desta temporada. Para piorar as coisas, outro desses sinais do fracasso da época foi a tal asa traseira ilegal, mostrada nas sessões de treinos livres de sexta-feira.

E pelo que se ouve nos bastidores, este poderá ter sido a primeira de muitas mudanças no departamento técnico da Scuderia. Outros lugares poderão estar em perigo, incluindo a de Stefano Domenicalli. Fala-se que a Ferrari deu agora poderes grandes a Pat Fry, que veio da McLaren, para formar a sua própria equipa e dar o impulso que a Scuderia precisa para voltar a ser uma das favoritas ao mundial, como costuma ser. Os únicos lugares seguros são, neste momento, os do presidente, Luca de Montezemolo, e o de Fernando Alonso, o primeiro piloto. E claro, Pat Fry.

Todos os outros estão sob forte escrutínio, incluindo o de Felipe Massa.

Uma réplica do Mónaco... em slot cars

Começo o dia a mostrar uma coisa que vi agora no site WTF1.co.uk. Como sabem, há os maluquinhos dos "slot cars" que gostam de montar os seus circuitos favoritos nas garagens das suas casas, especialmente na Grã-Bretanha, onde este passatempo é originário. Pois bem, há quem leve isto até ao limite, e foi o que aconteceu com este entusiasta, que decidiu replicar o circuito do Mónaco.

E aqui está, tal e qual como é na realidade, com o Gancho da Loews, o túnel, o gancho da La Rascasse, que é um restaurante... tudo está lá, até os prédios. Decerto que a pessoa em questão gastou tempo e dinheiro, e provavelmente a paciência da mulher, se é que a têm.

Colocando as piadas de parte, isto é excepcional e merece um aplauso.

Grand Prix 1972: A última visita do ano (III)

(continuação do capitulo anterior)

Na hora que se seguiu, a atividade foi frenética. Em inglês e espanhol, na torre de controlo, faziam-se apelos à calma da multidão e que evitasse atravessar a estrada, dado que iriam passar carros a mais de 250 km/hora. E quem falava de multidão, falava não só de pessoas. Haviam cães, gatos e outros animais na zona que, ora atraídos, ora assustados com as pessoas, circulavam por ali e poderiam ser perigosos para eles. Os carros começavam a alinhar na grelha, e a multidão foi controlada da melhor maneira que podia, com alguns pilotos ainda preocupados com o que se passava.

Sabiam que não havia condições para correr, mas sabia-se também que um cancelamento tão em cima da hora poderia levar a um motim do qual a policia local teria muita dificuldade em controlar. E ainda se sussurava sobre os eventos de três anos antes, quando a policia carregou sobre uma multidão na praça Tlatleloco, a poucos dias dos Jogos Olímpicos, onde algumas dezenas de pessoas tinham sido mortas, segundo alguns, centenas. E ninguém queria que Magdalena Mixuca fosse um segundo Tlatleloco, logo, desta vez tinham de engolir o seu orgulho e avançar.

A corrida iria começar com meia hora de atraso, o que enervou algumas pessoas, que bebendo as suas Coronas, começavam a deitar fora as suas garrafas para o meio da pista, ora por impaciência, ora por bebedeira. E esses pedaços de vidro partidos no meio da pista poderiam ser um potencial para pneus furados e despistes a alta velocidade. Em suma, se a corrida não começasse agora, o barril de pólvora seria maior.

- Diabos, estes tipos são doidos? pergunta Pete.
- Quem, os pilotos ou a multidão? diz Alex Sherwood.
- São todos, todos. Esta corrida deveria não se realizar, mas agora é tarde demais para voltar atrás.
- É… vamos torcer para ninguém se magoe.
- Nesse aspecto, adoraria ser tão otimista como tu.

Nesse preciso momento, os motores roncam para que os carros se alinhem na grelha definitiva. O diretor de corrida vai a correr à frente deles, onde, devagar, os carros se colcam nos seus lugares. Solana e Van Diemen estão lado a lado, prontos para verem desfraldada a bandeira mexicana para dar lugar a uma corrida de 72 voltas. Concentrados, os pilotos olham para a bandeira, à medida que o ronco do motor aumenta ainda mais. Momentos antes, entre o momento em que ligou o motor e o colocou a rodar, Teddy tinha feito o sinal da cruz por duas vezes, mais uma do que costumava fazer, dado que começava a ter medo do que iria acontecer nos minutos a seguir. No meio do barulho, murmurou:

- Quanto mais cedo acabar a corrida, melhor.

Enquanto isso, todos olhavam para a bandeira mexicana, que se erguia no ar por parte do diretor. Os segundos passavam lentamente e todos aqueles milhares de olhos estavam concentradas nesse pedaço de pano verde, branco e vermelho, com uma águia em cima de um cacto a segurar uma cobra com as suas patas como símbolo, mesmo no meio da parte branca da bandeira.

Então, depois de momentos que pareciam uma eternidade, o comissário saltou e agitou violentamente a bandeira. Imediatamente a seguir, milhares de cavalos faziam rolar as rodas, que queimavam a borracha, que faziam arrancar dos seus lugares, acelerando a caminho da primeira curva. A multidão delirou, aplaudindo, agitando os seus punhos, gritando palavras de incentivo ao seu “muchacho”, que lutava contra os “gringos” vindo dos quatro cantos do mundo para estarem ali.

- Agora, serão 65 voltas de tortura. Que ninguém se magoe, afirmou Bruce Jordan.

Depois de mais de um minuto de incerteza, começam a passar os primeiros carros pela meta. Os Ferrari estavam na frente, Van Diemen no primeiro lugar, seguido de um surpreendente Bernardini, com os BRM de Solana e Hocking logo atrás. Na boxe da Apollo, via-se De Villiers no quinto posto, mas à medida que os carros passavam, não havia sinal de Monforte. A preocupação começou a acumular-se, e Teresa olhava, nervosamente para a pista, procurando por sinais de fumo. Mas não havia. Pouco depois, o anuncio: Monforte estava parado nos Esses, vitima de um braço da suspensão partida. Após alguns minutos, e enquanto que os carros faziam a sua sexta volta, sem alterações de monta, ele apareceu num carro da organização. O carro, esse, provavelmente já estaria a ser parcialmente canibalizado pelos espectadores, que queriam levar o seu “souvenir” para casa.

- O que aconteceu? pergunta Pete.
- Levei um toque quando passava o Teddy Solana, no gancho.
- Estás ferido?
- Não tenho nada. Apenas colocamos as rodas no ar e mais nada. Só quando acelerei é que notei que a suspensão frente-direita estava quebrada e a roda ameaçava sair. Parei enquanto pode, não podia arriscar um acidente.
- Fizeste bem, embora ache que os espectadores irão ficar com o nosso carro…
- Pois, isso não podia fazer muito… a corrida?
- Os Ferrari estão na frente…

De imediato, atrás deles, um Ferrari ia a caminho das boxes, com pedaços de borracha a saírem do pneu. Os mecânicos corriam freneticamente à volta do carro para mudar o pneu do carro em questão, demorando quase uma eternidade para fazê-lo. Era o carro de Michele Guarini, que estava no meio da tabela, mas que certamente iria voltar à pista quase nas últimas posições, se voltasse.

Quando por fim o Ferrari arrancou, Mauro Forgheri, o diretor desportivo da marca, olhou para o pneu e gritou:

- Bastardi, bastardi! Mandaram garrafas na pista e agora está cheio de cacos de vidro. O que vai acontecer se outro pneu rebentar a alta velocidade?
- É muito mau. Acho que deveriam parar a corrida.
- Agora é um pouco tarde, não é? Ninguém quer um motim…
- Mas também podemos acabar com um dos nossos morto.
- Se calhar é isso que querem. Eles tem de saber que já não toleramos isso. Isto – apontou para o pneu em questão – é tentativa de homicídio. E isto não posso tolerar.
- Resta para que não aconteça mais nada, disse o engenheiro que estava a seu lado.
- Esquece. Depois deste vão aparecer outros furos. Estás a ver? aponta Forgheri.

De facto, naquele momento, o Jordan de Antti Kalhola entra na boxe com o pneu traseiro esquerdo furado, com a borracha arrancada e com o aro à mostra, incapaz de continuar. O jovem finlandês, frustrado, sai do seu carro, tira o capacete e com um ar calmo, diz:

- Bruce, estamos a caminhar para uma catástrofe. Quase apanhei um susto por causa de um cão.
- Quando?
- Há duas voltas, na zona anterior ao gancho. E antes vi pessoas a correr de um lado ao outro, na zona aqui da Parabólica.
- Peraltada, queres tu dizer.
- O que quer que se chame, isto está a ficar demasiado perigoso para nós todos.
- Tem calma, pode ser que tudo acabe em bem.
- Então, começa a rezar. Eu acho que tive sorte em não acabar a corrida.

Na 18ª volta, na boxe da Apollo, Philipp De Villiers aparece de repente nas boxes. Estava fulo e via-se da maneira como tirou, primeiro o volante, depois as luvas, e por fim o capacete. Zangado, dirigiu-se a Pete, Alex e Alexandre. Teresa e Pam viam tudo do outro lado das boxes.

- Manda parar a corrida. Eu não tenho condições para correr assim.
- Porquê?
- Eu quase morri há pouco. Teve um maluco que atravessou-se à minha frente. À minha frente! Estão pessoas nas bermas a arriscarem-se a vida, com um pé no asfalto… eu vim correr para um manicómio!
- Tem calma, tem calma. Eu sei que isto é mau, mas deverias ter continuado. Não deverias ter largado o carro…
- Chefe, não tenho condições para correr. Não neste ambiente…

De repente, as pessoas apontam para um sitio distante na pista. Uma coluna de fumo negro elevava-se para o ar, em linha reta, dado que não havia vento nesse momento. Momentos depois, o diretor de corrida apareceu com uma bandeira vermelha, que a mostrou para os pilotos na pista. E logo a seguir o anuncio:

“Carrera interrompida. O BRM numero 19 de Teodoro Solana Hernandez está em chamas na zona do Esse del Lago”. A seguir, as sirenes das ambulâncias começaram-se a ouvir um pouco por todo o lado, temendo o pior. A corrida está interrompida na volta vinte das 65 voltas previstas para essa corrida. O ambiente estava tenso à medida que os carros paravam ao pé da reta, alinhados, esperando por mais novidades. A coluna de fumo que se erguia fazia temer o pior entre eles.

(continua amanhã)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A capa do Autosport desta semana

Quem diria: esta semana a capa é diferente, sem Formula 1 ou ralis. Eles vão colocar um Lamborghini e a Rampa da Falperra em destaque! Será que a Formula 1 anda tão "vetteliana" ou "redbulliana" que todos já vêm o fim do túnel e dão destaque aos eventos locais? Não é tanto isso, é porque a rampa da Falperra, em Braga, faz parte do mobiliário automobilistico nacional e merece tratamento de destaque.

Assim sendo, o título desta semana é "A Grande Festa da Rampa da Falperra", com a imagem do Lamborghini de um piloto local, Patrick Cunha, que foi o melhor português nesta edição, que dá destaque num dos subtítulos. Outro deles é a falar do vencedor da prova. "Fausto Bortolini foi o mais rápido nas subidas", abaixo do título de um antetítulo que fala da presença de publico: "100 mil assistem à classica da montanha".

Abaixo, referências ao GP de Espanha de Formula 1, onde se fala do "Grande Duelo entre Vettel e Lewis Hamilton", enquanto que em cima se fala sobre o regresso da Formula Ford ("Ai estão de volta dos velhos formulas!") e a presença de Alvaro Parente na GP2 ("Alvaro Parente com trabalho temporário")

E ainda há a antevisão do próximo fim de semana, onde teremos tudo: a Formula 1 ("Solitário Hamilton contra a Red Bull") e o Rali da Argentina ("Quem tira Löeb do 'poleiro'?") e claro, ainda há as 500 Milhas de Indianápolis.

Youtube Stucking Moment: Os embaraços da besta... perdão, limusine presidencial



Contado, ninguém acredita. Mas as câmaras captaram o momento mais embaraçoso da visita de Barack Obama à Irlanda, menos de uma semana depois da visita - essa sim, histórica - da Rainha Isabel II ao mesmo pais, a primeira de um monarca em cem anos, e a primeira a uma Irlanda independente.

Mas vamos aos factos: a limusine presidencial à prova de bala, bomba atómica e o raio que o parta - alcunhado de "A Besta" - parece ter uma vulnerabilidade em particular: não pode passar por rampas com determinada inclinação, ou caso contrário, fica preso. Em apenas trinta segundos, eis um momento bem humorado de uma visita como esta e como é que a passagem do presidente americano a qualquer sitio causa mais problemas do que outra coisa...

E pelos vistos, não foi a primeira vez que "A Besta" esteve envolvida em mais uma situação embaraçosa. A BBC mostra um filme onde o carro presidencial teve uma enorme dificuldade em conseguir manobrar no famoso numero dez de Downing Street, a residência oficial do Primeiro Ministro. Aparentemente, a sua grandeza tipicamente americana já começa a ser demasiado pequena para os padrões europeus...

Extra-Campeonato: o final de uma era para as revistas masculinas

Há pouco mais de uma semana fui surpreendido com a noticia de que a Maxmen, a mais antiga publicação masculina de Portugal, iria fechar as portas, com efeito imediato, isto é, já nem iria sair neste mês de junho. Assim, os nove elementos que compõem a revista iriam para o desemprego e ao fim de dez anos - surgiu em março de 2001 - a sua aventura chegaria ao fim.

Estamos em crise, isso é certo. O panorama da imprensa nacional é negro, há mais publicações que fecham do que abrem, e ninguém se atreve a gastar o seu rico dinheiro em coisas dessas, pois não é viável. Nem para a imprensa, nem para qualquer negócio. São só os negócios mais ousados, diferentes ou inovadores é que podem ter esperança em resistir a mais de três meses de vida que qualquer pessoa tenha caso se lance em qualquer negócio sem apoios financeiros ou empréstimos no banco. Não há consumo que viabilize isto, os impostos são altos e nesta área, as revistas ou os jornais são os primeiros a pagar com a crise.

A Maxmen não foi a primeira a fechar as portas. Já tiveste a FHM, fechada em 2009 e no pano passado a Playboy, mas essa a história foi diferente, avidamente falada neste blog. Agora as coisas estão reduzidas a três: GQ, Penthouse e Men's Health, embora esta última esteja mais virada para a boa forma. Que claro contraste com as quatro ou cinco revistas que tínhamos em 2008, por exemplo!

Agora que os factos são conhecidos, que balanço se faz a isto? Pode-se dizer que há dez anos, quando a Maxmen chegou, era a tal "pedrada no charco" que as revistas precisavam. Foi um sucesso e foi o mote para que as restantes revistas chegasem a seguir. A GQ, Men's Health, FHM, vieram depois, alguns bem ou mal humorados, mais ou menos "descascados" mas vimos nessa década que passou um conjunto de raparigas, nacionais e estrangeiras, que deram a volta aos adolescentes e jovens adultos (como eu). As mentalidades mudaram e muita coisa aconteceu, houve edições memoráveis.

Quando a Playboy chegou, pensei que era o culminar de tudo. Não direi que era um sonho concretizado - teria sido se tivesse chegado em 2002 e não em 2009 - mas sempre tinha defendido que era tempo dela aparecer por estas bandas. Depois foi o pesadelo que se conhece: desconfianças, acusações de fraude e falta de pagamento à casa-mãe demonstrou que afinal de contas, aquilo era mais uma maneira "madoffiana" de fazer negócio do que propriamente profissionalismo. Enfim, águas passadas.

E agora, o que vai acontecer? Eventualmente mais uns tempos de longo Inverno. Estamos com o FMI por estas bandas, o aperto deve durar três ou cinco anos, senão mais, e voltar a crescer para que se criem empregos e se apostem de novo em projetos editoriais, vai demorar o seu tempo. Até lá, muitos emigrarão ou mudarão de profissão, e talvez não se tenha visto o fundo do poço. Ainda se vai esgravatar um pouco até lá chegar.

Quanto às revistas masculinas... creio que o seu tempo pode ter chegado ao fim. Alguns poderão voltar, novas revistas poderão chegar. Mas isso acontecerá quando as vacas voltarem a engordar, talvez na próxima década.

Renault não acredita no regresso de Kubica em 2011

Três meses depois do acidente de Robert Kubica, em Itália, a recuperação do piloto polaco pode prosseguir de forma impressionante, mas ainda é cedo para se ter conclusões definitivas sobre se a sua recuperação possa ser total ou o suficiente para que ele possa alguma vez regressar a um "cockpit" competitivo. Mas para Gerard Lopez, o dono da Genii e efectivamente da equipa Renault, o estado de saude de Robert Kubica deve impedi-lo de fazer a temporada de 2011, embora abra uma excepção para algum treino livre, caso esteja suficientemente recuperado para fazer tal coisa, no final do ano.

Em declarações feitas este fim de semana à rádio espanhola Onda Cerro, Lopez revelou: "Muito provavelmente, conseguiremos que ele teste um das sextas feiras de treinos livres mas o seu retorno como piloto efetivo não será possível esta temporada. É bom não esquecer que o Robert Kubica sobreviveu a um incrível acidente e agora cumpre-lhe fazer o mais difícil, que passa por recuperar totalmente a sua forma física, e isto é algo que ninguém sabe muito bem, nem ele, nem os médicos, se vai mesmo consegui-lo", concluiu.

Recorde-se de Robert Kubica sobreu um grave acidente ao volante de um Skoda Fabia S2000 a 11 de fevereiro no Rali Ronda di Andora, do campeonato italiano, quando ele perdeu o controlo do seu carro e este foi atravessado por um guard-rail, que lesionou gravemente no seu lado direito: perna, ombro, braço e mão. Operado por várias vezes para salvar a sua mão direita, para além das várias operações ao braço e ao ombro para reduzir as suas fraturas, já saiu do hospital e está num intenso programa de fisioterapia no sentido de recuperar a sensibilidade do seu lado direito, para regressar a um "cockpit" o mais depressa possivel.

WRC: Volkswagen vai preparar a sua entrada... em carros Skoda

Nestes dias em que só se fala de Formula 1 - estamos entre Barcelona e Mónaco - apareceu esta tarde uma noticia interessante. É que a Volkswagen está a preparar a sua estrutura para a sua entrada nos ralis... num Skoda Fabia S2000. E a sua primeira inscrição oficial será no Rali da Finlândia, dentro de dois meses.

Segundo escreve esta tarde o jornalista Martin Holmes à Autosport portuguesa, a intenção de inscrever esse Skoda Fabia S2000, pilotado pelo qatari Nasser Al Attyah, é a de "rodar" a estrutura humana que vai fazer parte da equipa oficial: mecânicos, engenheiros e outros elementos. E isso irá acontecer ao longo de 2012 para que quando o Volkswagen Polo WRC estiver "no ponto" em 2013, data da sua estreia oficial, não haja falhas, pois o grande objetivo é de vencer ralis logo à primeira.

A Volkswagen ainda tem um segundo Skoda Fabia S2000 - recorde-se, a Skoda faz parte do Grupo - que eventualmente irá inscrever mais tarde no campeonato, ou então servirá para testes ao longo deste ano e o ano que vêm. "Vamos utilizá-los para testes e para aprender. Vamos prepará-los e colocá-los a correr com a nossa própria equipa, a Volkswagen Motorsport. Ainda não definimos em que eventos vamos correr, e com que pilotos.", referiu uma fonte da marca de Wolfsburgo.

GP Memória - Monaco 1971

Passou-se um mês desde a corrida espanhola e os pilotos entretiveram-se pelo meio com algumas corridas extra-campeonato, uma delas o International Trophy, onde os carros de Formula 1 corriam com mais alguns de Formula 5000. Jackie Stewart pode ter dominado a corrida, mas no final quem subiu ao lugar mais alto do pódio tinha sido o veterano Graham Hill, no seu Brabham.

Na lista de inscritos na corrida monegasca, a corrida numero 200 da história da Formula 1, havia duas novidades. A March colocava um motor Alfa Romeo num dos seus chassis, pilotado pelo italiano Giovanni "Nanni" Galli, enquanto que havia mais um chassis March presente, inscrito pela Gene Mason Racing, para o americano John "Skip" Barber.

Entretanto, a organização do GP do Mónaco decidiu alargar a grelha para dezoito pilotos, para poder albergar o máximo possivel numa lista de inscritos que crescia à medida que os anos passavam. Apesar de tudo, existiam 23 pilotos inscritos na corrida, logo, os cinco piores iriam ficar de fora.

A qualificação ocorreu em terreno misto: chuva na quinta, sexta em seco. Isso foi fatal para Mario Andretti, pois tinha feito os tempos no molhado, mas sofrera uma avaria mecãnica no tempo seco e não conseguiu marcar um tempo suficiente para se qualificar. Assim sendo, o italo-americano iria se juntar aos March de Skip Barber, Nanni Galli e o espanhol Alex Soler-Roig, mais o BRM de Hownden Ganley na lista de não-qualificados para a corrida monegasca.

P
or outro lado, Jackie Stewart partia da pole-position, com o Ferrari de Jacky Ickx ao seu lado. O tempo de Stewart tinha sido tão poderoso e tão perfeito que deixara o belga a meros 1,2 segundos, algo que só se voltaria a ver quase dezassete anos depois, quando Ayrton Senna suplantou Alain Prost no seu McLaren. O BRM de Jo Siffert e o Matra de Chris Amon estavam na segunda fila, enquanto que a terceira cabia ao segundo BRM de Pedro Rodriguez e o March de Ronnie Peterson. Jean-Pierre Beltoise, no segundo Matra, era o sétimo, seguido pelo McLaren de Dennis Hulme. A fechar o "top ten" estavam o Brabham de Graham Hill e o carro de John Surtees.

Antes da partida, Chris Amon teve problemas com o seu motor e partiu das boxes. O lugar vago foi aproveitado por Jo Siffert para no momento da partida suplantar Ickx, mas não foi capaz de passar Stewart, que fazia a Ste. Devote na liderança. Na volta a seguir, o veterano Graham Hill comete um erro e bate com o seu Brabham, levando a um abandono precoce.

Pouco depois, Ickx conseguiu passar Siffert e foi atrás de Stewart em busca da liderança, mas este estava na frente e a afastar-se cada vez mais da concorrência. Mais atrás, quem tentava recuperar posições era Ronnie Peterson, que no seu March, passava os seus adversários um a um, aproveitando também os seus problemas para chegar um pouco mais acima. A meio da corrida, aproximou-se de Ickx e Siffert e passou-os, um a um, para chegar ao segundo posto. Mais tarde, na volta 58, o suiço teve problemas no seu BRM e abandonou, deixando o quarto lugar nas mãos de Dennis Hulme.

E foi assim que Jackie Stewart venceu a sua segunda vitória no ano em três corridas, com Peterson a conseguir os seus primeiros pontos da sua carreira, e também o seu primeiro pódio. Jacky Ickx completou o pódio, com Dennis Hulme, o Lotus de Emerson Fittipaldi e o Surtees de Rolf Stommelen a ficarem com os restantes lugares pontuáveis,

Fontes:

domingo, 22 de maio de 2011

GP Memória - Mónaco 1966

"A Formula 1 chegava à temporada de 1966 a estrear uma nova categoria de motores, os de 3 litros, que basicamente era o dobrar da cilindrada dos motores de 1.5 litros, que existiam anteriormente desde a temporada de 1961. Nesta nova era de Formula 1, estava-se a assistir a uma nova revolução nas equipas, que abriam uma oportunidade de participação a outras máquinas, outros motores." (...)

(...) "Ao todo, dezasseis pilotos participavam na corrida monegasca, que tinha outro atrativo: Hollywood estava a fazer um filme sobre a Formula 1. O realizador John Frankenheimer, que era conhecido por filmes como "The Manchurian Candidate", estava a fazer um filme sobre a temporada, mas numa história de ficção com James Gerner no principal papel. E como consultores técnicos para o filme estavam Bondurant e Phil Hill, que iria fazer algumas cenas num carro especial, com câmaras montadas "on board" (...)

Este era o cenário que se deparava quem fosse assistir há 45 anos o GP do Mónaco. Era uma nova era na Formula 1, onde os motores tinham o dobro da capacidade anterior, e onde muitas das equipas inscritas não estavam prontas para correr, pois os seus motores ainda estavam a ser feitos nas oficinas e fábricas. E ainda por cima, esse inicio de uma nova era na Formula 1 estava a ser captada pelas câmaras de Hollywood, dado que John Frankenheimer tinha deslocado uma equipa de filmagens para fazer uma pelicula baseada nessa temporada, com a ajuda técnica de alguns ex-pilotos, como Phil Hill.

No final, apenas quatro carros viram a bandeira de xadrez, com Jackie Stewart a vencer pela BRM, o primeiro vencedor na era dos 3 litros, que iria dominar a cena até meados da década de 80, quando os motores Turbo tomaram progressivamente a grelha de partida. Para ler o resto da história, basta ir agora ao Pódium GP.

GP Memória - Holanda 1961

Depois de uma longa espera, os amantes da Formula 1 naquela temporada de 1961 iriam ter em menos de uma semana duas corridas. Depois de Monte Carlo, onde Stirling Moss bateu os Ferrari numa demonstração memórável, máquinas e pilotos rumaram a Zandvoort, apenas seis dias depois da demonstração do piloto britânico no Lotus 18 pertencente à Rob Walker Racing Team.

Na lista de inscritos haviam entradas e substituições em relação à prova monegasca. Colin Chapman substituia Innes Ireland, ainda magoado do seu acidente nos treinos, pelo seu compatriota Trevor Taylor. Quinze pilotos iriam alinhar na prova holandesa, mais duas inscrições de reserva para Masten Gregory e Ian Burgess. E os inscritos eram praticamente os mesmos do Mónaco, exceptuando o quarto Porsche, da local Ecurie Maasbergen, guiado pelo Conde Carel Codin de Beaufort.

E se no Mónaco, a estreiteza do traçado deu hipóteses a uma Lotus com o de Stirling Moss, em Zandvoort houve o dominio da Ferrari: Phil Hill fez a pole-position, seguido pelo alemão Wolfgang Von Trips, e outro americano, Richie Ginther, ficou com o terceiro posto. Na segunda fila ficou o Lotus de Stirling Moss e o BRM de Graham Hill, enquanto que na terceira estava o Porsche de Dan Gurney, o Cooper de Jack Brabham e o segundo BRM de Tony Brooks. A fechar o "top ten" ficou o Cooper de John Surtees e o Lotus de Jim Clark.

A corrida começa com Von Trips a ser melhor do que Phil Hill, que caiu para o terceiro posto quando foi passado pelo BRM de Graham Hill. O piloto britânico era o terceiro no final da primeira volta, mas cedo perdeu posições para Phil Hill e Jim Clark, que no seu Lotus, fazia uma corrida de trás para a frente. Quarto no final da primeira volta, passa o piloto do BRM e começa um duelo pelo segundo lugar com Phil Hill. Ao longo das várias voltas, os dois pilotos pilotos duelaram pela segunda posição. Atrás, Graham Hill era pressionado pelo Lotus de Moss e o Ferrari de Ginther, mas no final, o americano levou a melhor, pois o piloto do BRM atrasou-se.

Na frente, Wolfgang Von Trips estava imperturbável, a caminho da primeira vitória alemã desde 1939. Nas últimas voltas, o alemão abrandou o seu ritmo e Hill apanhou-o, mas ficou atrás dele, numa espécie de chegada cerimonial. Von Trips em primeiro, Hill em segundo. Jim Clark era terceiro, no seu Lotus, seguido por Stirling Moss, que batera in extremis o Ferrari de Ginther e o Cooper de Jack Brabham.

Para finalizar, esta foi uma corrida unica: nenhum dos carros presentes fora às boxes, e todos os quinze pilotos presentes cortaram a meta. Algo unico que só voltaria a ser repetido no século XXI.

Fontes:

Formula 1 2011 - Ronda 5, Espanha (Corrida)

Ao contrário dos anos anteriores, que era uma corrida absolutamente chata, este ano, com o KERS e a asa móvel, cairam aqueles mitos de que independentemente das geringonças que se colocam nos carros, qualquer corrida em Montemeló seria chata, se não chover. Afinal de contas, foi o contrário, e tivemos lideres para todos os gostos. E no final, quase aconteceu algo parecido com a repetição da História: Sebastien Vettel e Lewis Hamilton acabaram com uma diferença de 0,6 segundos cada um, quase a lembrar Nigel Mansell e Ayrton Senna, 25 anos antes.

Mas vamos ao começo. Mark Webber era o poleman, seguido de Sebastien Vettel, Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Jenson Button. Nick Heidfeld, com o motor quebrado na qualificação, era o último da grelha. Contudo, o momento da largada foi tudo menos monótono. Aliás, foi mais para o genial: Alonso faz uma manobra milimétrica e passa tudo e todos para chegar ao comando, para deírio da "afficcion", seguido por Vettel, Webber e Hamilton.

Alonso conseguiu manter o comando por muito tempo, mesmo depois da primeira paragem nas boxes, onde as estratégia da Scuderia, que fez parar apenas uma volta depois de Sebastian Vettel, o manteve a liderança. A Red Bull bem queria se livrar de Alonso, que era demasiado lento para o alemão, mas foi apenas na segunda paragem, quando Vettel antecipou-se de novo a Alonso, é que conseguiu passar o piloto espanhol e ficar com a liderança, após a paragen de Lewis Hamilton.

A partir daqui, a performance do piloto da Ferrari decaiu. Quando o piloto da McLaren conseguiu fazer melhor do que o piloto das Asturias, a liderança da corrida começou a ser discutida entre McLaren e Red Bull. Hamilton começou progressivamente a diminuir a diferença entre os dois, elevando o ritmo e chegando na parte final a ser inferior a um segundo, o que fez começar a ativar as asas móveis no carro do alemão.

Atrás, com Alonso a ser passado por Button - que só parou por três vezes - e depois por Webber, tinha chegado ao quinto posto, perdendo até uma volta para Vettel e Hamilton. Mais atrás, Nick Heidfeld fazia uma corrida ao ataque, subindo posição atrás de posição, para tentar chegar até aos pontos, algo que iria conseguir na parte final da corrida. E um pouco no pelotão, sem aquecer nem arrefecer, Michael Schumacher conseguia ficar pela primeira vez nesta temporada na frente de Nico Rosberg, embora fossem sexto e sétimo.

Nisto tudo, quem perdia lugares atrás de lugares era Felipe Massa. Mas depois viu-se que o piloto brasileiro começava a debater-se com o carro, acabando o sua corrida na volta 60, quando se despistou, provavelmente devido a uma causa mecânica. Por essa altura, já tinha sido superado por Heidfeld e tinha o lugar ameaçado pelos Sauber de Sergio Perez e Kamui Kobayashi, que tinha feito uma má largada, mas estava com o "modo recuperação" ligado...

As voltas finais foram excitantes. Sebastian Vettel estava a ser sériamente ameaçado por Lewis Hamilton, que dava o seu melhor para apanhar o piloto da Red Bull e o rival a abater para tentar alcançar a liderança. Muitas vezes ficavam a menos de um segundo e usavam avidamente os KERS e as asas móveis para tentarem apanhar ou distanciar-se, mas nada se mexia. Era um bom duelo onde ambos davam o seu melhor, mas era ali que se via porque é que o carro desenhado por Adrian Newey é o melhor chassis do momento, apesar do esforço de Hamilton e também do bom chassis que a McLaren tem este ano. E assim, ele não conseguiu apanhar Vettel, apesar dos 0,630 segundos que separaram entre os dois.

Jenson Button foi o terceiro, compensando pela sua estratégia, pois ficara na frente de Mark Webber, que por ter feito a pole-position, mas foi derrotado em toda a linha. Ao menos ficou na frente de Fernando Alonso, na sua Ferrari. Depois vieram os Mercedes, que andaram na corrida como se fossem o Dupond e Dupont, os desastrados detetives das aventuras do Tintin, só que desta vez, o velho Schumacher levou a melhor. O oitavo lugar de Nick Heidfeld premiou a sua combatividade na corrida, bem como os Saubers de Sergio Perez e Kamui Kobayashi, que ficaram com os pontos finais e bateram os Force India.

E assim acaba um mais movimentado GP de Espanha. Agora o paddock arruma as suas coisas para correr daqui a uma semana o GP do Mónaco, na mais glamourosa corrida do ano, e num fim de semana agitado em termos de corridas. Afinal, acontece no mesmo dia do que as 500 Milhas de Indianápolis...