domingo, 19 de fevereiro de 2017

Youtube Rally: O último dia do Rali Serras de Fafe


A segunda parte do Rali Serras de Fafe trouxe um "volte-face", onde Ricardo Moura sofreu um problema mecânico e acabou por desistir, entregando a vitória para Pedro Meireles, que conseguiu ser o primeiro vencedor do campeonato nacional de ralis de 2017 com o seu Skoda Fabia R5. José Pedro Fontes, o atual campeão nacional, foi o segundo classificado, no seu Citroen DS3 R5, na frente de João Barros, no seu Ford Fiesta R5. 

Como sempre, o rali Serras de Fafe foi sempre bem disputado e teve os troços cheios de espectadores, como se pode ver neste video. 

As imagens do dia



Estas são as imagens do incidente que aconteceu no sábado, durante o Rali Serras de Fafe, com o Peugeot 208 Ti16 do espanhol Pepe Lopez. Não falo só do acidente, mas quem viu o video (que podem ver na página deste blog no Facebook) viu que estivemos muito, mas muito perto de uma catástrofe.

Aqui em Portugal ainda se lembra dos eventos da Lagoa Azul, mesmo que já tenha passado uma geração. Entre os comissários e os organizadores, há muito ênfase à segurança, mas quando vês pessoal que se deita no chão para tirar um ângulo todo "fixe" para que o site ou jornal publique, para que toda a gente possa ver... e dar crédito ao fotógrafo.

Como é óbvio, a vida não vale um "boneco" ou uma filmagem no Youtube. Há que respeitar as regras de segurança e ali, pelos vistos, aqueles senhores estavam demasiadamente perto da estrada. Desta vez, tudo correu bem. 

CNR 2017: Rali Serras de Fafe (Final)

Parecia que tudo estava encaminhado para que Ricardo Moura fosse o melhor na jornada inaugural do campeonato nacional de ralis, mas na décima especial, uma avaria mecânica o deixou "apeado", e dando de bandeja a vitória a Pedro Meireles, que foi o primeiro vencedor de 2017. O piloto de Guimarães conseguiu uma vantagem de  segundos sobre José Pedro Fontes, num rali que arrisca a ser o mais concorrido da temporada, tirando o Rali de Portugal.

No final do rali, Meireles falou sobre ele, sobre a temporada que aí vêm (do qual está a tentar a conseguir recursos para a completar) e dedicou a vitória a Jorge Amorim, falecido num acidente há alguns dias: “É sempre bom ganhar em Fafe, fizemos o nosso rali, sabia que em condições normais era praticamente impossível chegar ao Ricardo. Procurei neste segundo dia cimentar segundo lugar, era a nossa prioridade, mas o Ricardo Moura, infelizmente teve um azar mecânico, e não pode continuar. Nós também tivemos, mas grande diferença é que o nosso foi resolvido. Os ralis são mesmo assim, esta vitória dedico-a a uma pessoa que todos conhecem, que fez muito pelos ralis e perdeu a vida há dias (ndr, Jorge Amorim). De resto, esta vitória não pode ser tida como algo, pois não tenho a época garantida continuo a tentar encontrar recursos para disputar o CNR”, disse.

Do outro lado, Ricardo Moura não escondeu a sua desilusão por ter perdido o rali a dois troços do fim, e criticou a organização pelo facto de haver assistências de forma tão espaçada, pois é a terceira vez em três anos que tal acontece neste rali: 

É o meu terceiro abandono consecutivo em Fafe, e sempre a liderar o rali. Agora foi mais perto do fim e custa imenso” começou por dizer. “A federação devia repensar este tipo de situações de muitas classificativas sem assistência. Tenho a certeza que com uma assistência a meio da manhã a ARC iria detetar problema na rótulo de suspensão. Se em vez de vir só reabastecer se fosse fazer uma pequena assistência iam detetar o problema. É verdade que os outros R5 são mais frágeis que o Ford Fiesta, mas aconteceu. Não estou a contestar os regulamentos, mas não há necessidade de seis troços sem assistência. Foi uma pena e um rali que tinha a certeza que iria ganhar. Estou muito triste, mas os ralis são assim”, concluiu.

Depois de ontem à noite sabermos que Ricardo Moura tinha o controlo absoluto do rali, com mais de meio minuto de vantagem sobre Pedro Meireles - que tinha tido um problema com o intercooler do seu Skoda Fabia e perdera 28 segundos - o piloto do Ford Fiesta começou o dia ao ataque, vencendo a oitava especial do rali, a de Luílhas, com uma vantagem de 6,2 segundos sobre Pedro Meireles. Miguel Barbosa foi o terceiro, a 13,6, e mais um segundo atrás ficou José Pedro Fontes.

Moura continuou a vencer na especial seguinte, a primeira passagem por Lameirinha, com uma vantagem de 4,8 segundos sobre Pedro Meireles, e 8,2 sobre Paulo Meireles, o irmão de Pedro. José Pedro Fontes ficou em quarto, a 9,9 segundos, enquanto que Miguel Barbosa pedia mais de um minuto, caindo para o sexto posto da geral.

Mas na segunda passagem por Luílhas, acontecia o golpe de teatro: um problema na suspensão do seu Ford Fiesta deitou a perder aquilo que seria uma vitória mais do que certa. Meireles herdou a liderança e venceu a especial, com 1,4 segundos sobre José Pedro Fontes e 4,6 segundos sobre João Barros. Carlos Vieira foi o quarto, no seu Citroen DS3 R5, mas já a oito segundos do vencedor da classificativa.

Por esta altura, o novo líder tinha um avanço de 18,4 segundos sobre José Pedro Fontes, e o piloto da Citroen passou ao ataque, vencendo na 11ª especial, a segunda passagem por Lameirinha. Mas não ganhou mais do que 2,6 segundos e Meireles basicamente decidiu controlar tudo até à meta. João Barros foi o terceiro, a 7,6 segundos do vencedor e Carlos Vieira foi de novo quarto, a 8,4 segundos.

E Na última classificativa, tudo ficou resolvido: na terceira passagem por Luílhas, Meireles vence, com oito segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa, e 9,5 segundos sobre João Barros. Paulo Meireles foi o quarto, a 10,6 segundos, e para melhorar as coisas, José Pedro Fontes perde 43 segundos por causa de um furo.

E no fim quando fez o balanço do rali, Fontes não se esqueceu de falar disso: “O resultado foi melhor que a exibição. Não estivemos ao nível do ano passado, reconheço isso, não sei porquê mas foi isso que aconteceu. O carro não deu nenhum problema, a não ser o furo que tivemos na última classificativa. Um problema menor, por isso terminámos em segundo" comentou.

No final, Meireles venceu com quase um minuto de vantagem sobre José Pedro Fontes, enquanto que João Barros fechou o pódio a um minuto e 14 segundos. Paulo Meireles ficou em quarto, a um minuto e 45 segundos, na frente de Ricardo Teodósio, o melhor dos Grupo N, mas a quase cinco minutos do primeiro. Hugo Mesquita foi o sexto, a cinco minutos e 23 segundos, no seu Skoda Fabia S2000, seguido por Miguel Barbosa, a seis minutos e 18 segundos. Diogo Salvi foi o oitavo, a oito minutos e um segundo, enquanto que Vitor Ribeiro e Pedro Antunes fecharam o "top ten".

O Campeonato nacional de ralis prossegue dentro de um mês, com o Rali de Castelo Branco. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Youtube Rally: O primeiro dia do Serras de Fafe

O Rali Serras de Fafe é a prova de abertura do campeonato nacional de ralis, e como sempre, é das provas mais concorridas da competição, e uma espécie de "aquecimento" para o Rali de Portugal, pois usa as mesmas classificativas. Ricardo Moura está a dar um avanço superior a meio minuto sobre a concorrência "continental", liderada pelo Skoda Fabia de Pedro Meireles, que consegue ter uma ligeira vantagem sobre o Citroen DS3 R5 de José Pedro Fontes.

Eis um video sobre o que foi este sábado nas classificativas nortenhas. 

CNR 2017: Rali Serras de Fafe (Dia 1)

Ricardo Moura é o líder do Rali Serras de Fafe, após a realização das seis primeiras especiais, mais as duas super-especiais noturnas à volta da mesma cidade que dá o nome ao rali. A vantagem que o piloto açoriano têm sobre o Skoda Fabia R5 de Pedro Meireles é de 31,3 segundos, e salvo algum azar, o piloto do Ford Fiesta R5 poderá ter a vitória nas mãos na prova de abertura do Campeonato Nacional de Ralis. José Pedro Fontes é o terceiro, com o seu Citroen DS3 R5 a 34,8 segundos, e os únicos que estão abaixo do um minuto de diferença, porque João Barros é o quarto, a quase um minuto e dez segundos.

O rali começou com os carros a fazerem a primeira passagem por Montim, onde Ricardo Moura, no seu Ford, conseguiu ser melhor do que Pedro Meireles, no seu Skoda. A diferença entre ambos foi de 3,9 segundos, enquanto que João Barros foi o terceiro melhor, a 4,7 segundos. José Pedro Fontes, o campeão, foi o quarto melhor, a seis segundos, seguido por Miguel Barbosa, a sete.

Logo na primeira especial, aconteceu a primeira baixa: o espanhol Pepe Lopez ficou parado na estrada, ficando de fora demasiadamente cedo.

Na segunda especial, Meireles reagiu e ficou perigosamente perto de Moura, vencendo com 3,8 segundos de vantagem sobre o piloto açoriano, fazendo com que a diferença entre os dois ficasse na margem mínima: 0,1 segundos. José Pedro Fontes foi o terceiro no troço, mas perdeu mais 6,3 segundos para o líder, na frente de Miguel Barbosa, a 8,6 segundos do vencedor. João Barros perdeu 14,1 segundos e caiu para a quinta posição da geral, a mais de 15 segundos. Pior ficou Alexander Villanueva, que teve problemas mecânicos do seu DS3 R5, enquanto que outro espanhol, Gustavo Espiñel, furou e atrasou-se muito.

Moura reagiu e voltou a ganhar na segunda passagem por Montim, desta vez dilatando a vantagem para Pedro Meireles em 1,7 segundos, com Paulo Meireles (o irmão de Pedro) a ser o terceiro, a 5,3 segundos, batendo mesmo José Pedro Fontes, quarto a 5,4 segundos. Miguel Barbosa foi o sétimo na especial, mas manteve o quarto posto da geral, dois segundos à frente de João Barros. O piloto da Ford, por esta altura, já tinha cedido 21,8 segundos para o piloto açoriano.

Contudo, na quarta especial, Meireles tem azar - problemas no intercooler do seu Skoda - e perdeu quase 28 segundos, deixando o piloto da Ford mais à vontade na liderança. Este voltou a vencer, deixando José Pedro Fontes a sete segundos, com este a subir para o segundo lugar, mas a mais de vinte segundos da liderança, em troca com Meireles, que agora estava a 30 segundos da liderança. João Barros tinha o quarto posto, a 35 segundos, e Miguel Barbosa era o quinto, a 43,6.  

Meireles resolve os seus problemas antes da quinta especial e vence, com 4,3 segundos de vantagem sobre José Pedro Fontes e 6,5 segundos sobre Ricardo Moura. Carlos Vieira é quarto, a 11,8 segundos e João Barros fica com o quinto posto, perdendo 13,6 segundos para o piloto de Guimarães. E na sexta especial - ultima antes das Super-Especiais - ele voltou a vencer, mas com Moura a controlar, cedendo apenas 0,3 segundos.

No final do dia, Moura comentou: “O carro está perfeito, simplesmente tivemos um problema com o apoio das luzes de longo alcance do Fiesta e com isso perdemos algum tempo em Montim 2”, revelou.

Pela noite, decorreram as especiais urbanas da cidade de Fafe, e Ricardo Moura levou a melhor nas duas. Miguel Barbosa foi o segundo na primeira parte, João Barros na segunda parte.

No final do dia, Moura era um piloto feliz com a vantagem que tinha: “Correu muito bem esta Fafe Street Stage, foi uma boa maneira de terminar o dia. Preferia não ter feito este troço, mas não tivemos problemas. De resto nem posso considerar que o problema com as luzes tenha sido grande, atendendo ao que aconteceu com o Pedro Meireles”, disse.

Depois de Meireles, Fontes e Barros, Miguel Barbosa é o quinto classificado, a um minuto e dez segundos, nada longe do piloto do Ford Fiesta R5. Paulo Meireles, o irmão de Pedro, é sexto, a um minuto e 29 segundos, também no seu Skoda Fabia R5. Carlos Vieira é sétimo, mas a uns distantes dois minutos e 49 segundos, no seu DS3 R5. Ricardo Teodósio é oitavo e o melhor dos Grupo N, a três minutos e dois segundos da liderança, e a fechar o "top ten" ficaram o Skoda Fabia S2000 de Hugo Mesquita e o Peugeot 208 R2 de Pedro Antunes.

O rali Serras de Fafe termina amanhã, com a realização das últimas cinco especiais.

Formula E: Buemi domina em Buenos Aires

Sebastien Buemi é o grande dominador desta temporada da Formula E, ao vencer pela terceira vez consecutiva, esta tarde, no circuito urbano de Puerto Madero. O suíço da e.dams conseguiu bater o carro de Jean-Eric Vergne e o Abt de Lucas do Grassi, numa corrida onde António Félix da Costa não conseguiu mais do que o 11º posto, ficando à porta dos pontos, num péssimo fim de semana para ele e para a sua equipa, a Andretti.   

A corrida começou com Di Grassi e Buemi a manterem as suas posições, seguido por Vergne, mas pouco depois são mostradas as bandeiras amarelas, pois Adam Carrol fica parado na grelha. Pouco depois, o francês da Techeetah passa o suíço da e-Dams e fica na segunda posição. A bandeira verde é mostrada pouco depois, com Vergne ao ataque para passar Di Grassi, que consegue a liderança na volta três. O brasileiro, acossado, começa a perder posições, caindo para o quarto posto, depois de ser passado por Oliver Turvey.

Com o passar das voltas, Buemi e Vergne começam a afastar-se do resto do pelotão, conseguindo uma diferença de seis segundos à passagem da décima volta, altura em que Sam Bird teve problemas com o seu carro, indo às boxes. Pouco depois, Adam Carrol era penalizado porque andou em excesso de velocidade com o seu Jaguar durante a siutação de bandeiras amarelas. Na volta 10, a organização avisou que o Fanboost foi para Buemi, Di Grassi e Daniel Abt, e foi nessa altura que o suíço faz a volta mais rápida da prova.

Na volta 12, Di Grassi é passado por Prost e perde o quarto posto, ficando cada vez mais distante da liderança, numa altura em que as banderias amarelas eram de novo mostradas por causa do carro de Maro Engel, que ficou parado no meio da pista devido a problemas técnicos.

Os carros começaram a parar na volta 18, altura em que fizeram as suas trocas de monocoque, numa altura em que Mitch Evans levava uma penalização de cinco segundos por excesso de velocidade no pitlane. Os carros da Mahindra ficaram mais uma volta, para ver se aproveitavam algo, mas nenhum dos dois conseguiu algo. Pior: o sueco teve problemas com o seu carro e atrasou-se irremediavelmente.

Buemi voltou para a pista na frente, com 5,4 segundos de vantagem sobre Vergne, e com Prost no terceiro posto. Contudo, Di Grassi partiu para o ataque e conseguiu passar Prost na volta 24, no final da reta da meta. A partir dali, afastou-se do filho de Alain Prost e partiu à busca de Vergne, para tentar ficar com o segundo posto. E por esta altura, os cinco primeiros já tinham uma enorme diferença para o sexto classificado: 26,8 segundos para o belga Jerome D'Ambrosio. 

A parte final foi Di Grassi e Vergne a tentar aproximar-se de Buemi para ver se conseguiam desafiar a liderança. O francês chegava-se a cada volta que passava, e a três voltas do fim, o suíço cometeu um pequeno erro que fez com que Vergne ficasse em cima dele, mas no final, o suíço resistiu e conseguiu a sua terceira vitória consecutiva, na frente de Vergne e Di Grassi. Prost foi o quarto, Piquet o quinto, Duval o sexto e a fechar o "top ten" ficaram Daniel Abt, Jerome D'Ambrosio, Oliver Turvey e o local José Maria Lopez, que conseguiu aqui o seu primeiro ponto na competição.

Felix Rosenqvist acabou por fazer a melhor volta.

No campeonato, Buemi lidera com 75 pontos, seguido por Di Grassi, com 46, e Prost, com 36. A próxima corrida do campeonato será a 1 de abril, no Autódromo Hermanos Rodriguez.

Formula E: Lucas di Grassi foi o melhor na qualificação argentina

O brasileiro Lucas di Grassi foi o melhor na qualificação do ePrix de Buenos Aires, conseguindo superar o suíço Sebastien Buemi e o francês Jean-Eric Vergne para fazer a sua primeira pole-position do ano. Nelson Piquet Jr. foi o quinto e o português António Félix da Costa foi uma das vitimas dos muros de Buenos Aires partindo do final da grelha de partida na qualificação argentina.

Debaixo de céu nublado, os pilotos prepararam-se para dar as suas voltas de qualificação no circuito urbano de Puerto Madero. Após as sessões de treinos livres, para se adaptarem ao circuito, a qualificação começou com o primeiro grupo constituído por Maro Engel (Venturi), Sam Bird (DS Virgin), Robin Frijns (Andretti), Mitch Evans e Adam Carrol (ambos em Jaguar).

Nas voltas que deram, Engel teve problemas com o seu Venturi e ficou no fundo da tabela, Bird respondeu com um tempo de 1.09,839, ficando com o melhor tempo em termos provisórios. Mas pouco depois, Mitch Evans faz 1.09,505 e fica com o melhor tempo com o seu Jaguar.

Depois, chegou a vez do segundo grupo, constituido por Nelson Piquet Jr (NextEV), Sebastien Buemi (e-DAMS), Lucas di Grassi (Abt), Jean-Eric Vergne (Techeetah) e Jerome D'Ambrosio (Dragon Racing). Buemi abriu as hostilidades com um tempo de 1.09,018, enquanto que o piloto brasileiro respondeu com um 1.09.084, colocando-se não muito atrás do suíço da e-DAMS, vendo se dava para ir à SuperPole. Contudo, Vergne arranca um tempo ainda melhor: 1.08.751, o que lhe daria o topo da tabela de tempos, mas pouco depois, a organização avisou que estava a investigar a sua volta mais rápida, por terem ido em excesso de velocidade sob bandeiras amarelas. E Pouco tempo depois, Piquet Jr. também estava sob investigação pelas mesma razões.  

No terceiro grupo, constituído por José Maria Lopez (DS Virgin), Felix Rosenqvist (Mahindra), António Félix da Costa (Andretti), Loic Duval (Dragon) e Stephane Sarrazin (Venturi), "Pechito" tentou a sua sorte em casa... mas teve azar. Bateu no muro e perdeu a sua chance de fazer algo. Sem um tempo marcado, acabaria no fundo da grelha e a qualificação estava interrompida. Ao mesmo tempo, Rosenqvist marcava 1.09,681 e ficava com o sexto tempo provisório, e Félix da Costa, que estava na pista quando o argentino bateu no muro, iria ter nova chance para marcar tempo, depois de retiraram o DS Virgin da pista.

Depois de mostrarem a bandeira verde, o português da Andretti foi para a pista tentar a sua sorte... mas também bateu no muro. Ia para o fundo da grelha e teria uma vida dificil para a corrida, mais tarde. 

No grupo quatro, estavam Nick Heidfeld (Mahindra), Ma Qinghua (Techeetah), Nicolas Prost (e-dams), Oliver Turvey (NextEV) e Daniel Abt (Abt). E foi o alemão da Audi-Abt o primeiro a sair... e também a bater no muro, ficando sem tempo para marcar. Mas isso não impediu a sessão de continuar, pois Oliver Turvey marcou o quarto melhor tempo até então, podendo ir para a SuperPole com o carro da NextEV.

E foi o que aconteceu: Vergne, Buemi, Di Grassi, Turvey e Piquet Jr. iriam degladiar-se entre si para ver quem ficava com o melhor lugar na grelha de partida. Quando os carros voltaram à pista, Piquet foi o primeiro a tentar a sua sorte, acabando por fazer 1.11,274, com o seu companheiro de equipa a fazer melhor, com 1.10,075. A seguir veio outro brasileiro, Lucas di Grassi, e o piloto da Abt teve uma volta irrepreensível, fazendo 1.09,404 e ficando na frente da tabela de tempos.

Faltavam agora Sebastien Buemi e Jean-Eric Vergne para responder ao tempo do piloto brasileiro da Abt. O líder do campeonato saiu à pista, mas exagerou na saída de uma das curvas e perdeu tempo. Acabou por fazer 1.09,825 e ficou atrás do piloto brasileiro, faltando apenas Vergne. Quando foi a vez do piloto, ele não fez mais do que 1.09,598, mantendo o melhor tempo para o piloto brasileiro.

A corrida irá acontecer pelas 16 horas locais, 19 horas em Lisboa.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Formula 1: Equipas pretendem o regresso da suspensão ativa

A Formula 1 mal começou a sua temporada e tem havido suspeitas sobre as suspensões dos seus carros. Há rumores de um protesto por parte das equipas para o GP da Austrália, aparentemente da parte da Ferrari, que quer uma clarificação sobre se não irá aparecer algum sistema que roce a ilegalidade, já que a suspensão ativa ou sistemas semelhantes estão banidas pela FIA desde 1993.

Assim sendo, as equipas já falam que poderão pedir à FIA para que volte a legalizar esse sistema, de modo a esclarecer essa parte de vez, sem que se esconda alguma coisa ou haja sistemas que são parecidas, mas que tecnicamente, não são sistemas ativos de nome. A ideia é de haver um equipamento "standard" para todas as equipas, para evitar uma espécie de "corrida às armas", aumentando os custos.

Caso a FIA esteja de acordo, os sistemas de suspensão ativa só poderiam ser usados a partir de 2018, 25 anos depois de terem sido banidos de vez.

Quem já se manifestou ser contra é o antigo projetista Gary Anderson. Numa coluna de opinião na Autosport britânica, afirma que a suspensão ativa é uma tecnologia "escondida" dos espectadores e fãs, dizendo que adicionará mais confusão. Ele prefere a solução da Ferrari; quanto mais simples, melhor.

"Se você tiver um sistema ativo, seja simples ou não, na verdade ele irá reduzir as distâncias de travagem e melhorar a tração. Nenhum destes irá melhorar o espetáculo e eles vão reduzir novamente a dependência nas habilidades dos pilotos", começou por afirmar.

"A suspensão ativa é um meio para otimizar a plataforma aerodinâmica. Isso pode ser feito na fase de projeto e é muito mais desafiador no ponto de vista da engenharia do que apenas a criação de um mapa de altura da suspensão entre os chassis e o asfalto, que otimiza a aerodinâmica", concluiu. 

Apresentações 2017: o Williams FW40

Depois de se saber a data do Haas VF-17, só faltava saber a data do novo chassis da Williams. Pois bem, a equipa de Grove fez segredo sobre isso porque eles tinham uma surpresa: iam apresentar esta manhã, antes de toda a gente. O FW40 - em homenagem aos 40 anos da Williams na Formula 1 - foi apresentado esta manhã e parece ser um carro relativamente conservador, mesmo com os novos regulamentos em termos de aerodinâmica.

Com um novo tipo de nariz, nova asa traseira, novo tipo de pneus, uma barbatana semelhante ao que os carros do inicio da década usavam, parece que a aerodinâmica ganha predominância no carro. A grande curiosidade dos carros que serão pilotados por Felipe Massa e Lance Stroll são as pequenas protuberâncias na zona do cockpit, mesmo em cima das tomadas de ar laterais, o que faz pensar sobre se isso trará mais eficiência aos carros.

A partir de segunda-feira, os restantes carros irão aparecer aos poucos para que os fãs possam ver.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CNR: Manuel Castro quer aprender com o novo Hyundai

Depois de uma temporada com o Skoda Fabia R5, Manuel Castro volta ao CNR com uma nova máquina, o Hyundai i20 R5, o primeiro destes carros em estradas portuguesas. A poucos dias do começo do campeonato nacional de ralis de 2017, o piloto com o carro preparado pela Veloso Motorsport falou sobre o carro e as expectativas que têm em relação a este rali e ao campeonato, do qual não vai fazer todas as provas - para já, não vai ao Rali de Castelo Branco.

As expectativas são baixas em termos de resultados, porque o que ele pretender fazer é entender o carro e adaptar-se o mais depressa possível.

A minha ideia para este ano é para já começar no top 10, se calhar é humilde de mais, mas acho que é assim que deve ser. É importante para mim fazer quilómetros e perceber o carro, acabar as provas e fazer pontos, porque só assim é que aprendemos. Este vai ser um ano de aprendizagem do carro e de evolução como piloto e para o ano sim, vou querer lutar pelo título", contou em entrevista à Autosport portuguesa.

Em relação à aposta no Hyundai, Castro disse que este é um carro veloz, apesar de ter a consciência de que é um carro muito novo em relação à concorrência.

"Eu sabia que estava a apostar num carro que é muito novo e é normal que os carros novos tenham alguns problemas. Temos o exemplo do Skoda Fabia R5 e do Pedro Meireles, por isso tenho de estar consciente que posso ter de passar por isso também. Por isso, a minha ideia é que todos vamos aprender este ano. Agora para Fafe, se conseguir um lugar entre os 10 primeiros será muito bom, tendo em conta o número de pilotos que vai estar na prova ao volante de R5 e mesmo de Evo, porque um Evo muito bem guiado, pode dar muitas dores de cabeça. Acredito que por isso um lugar entre os 10 primeiros será muito bom para mim", comentou.

Quanto aos resultados, Castro diz que mais do que a velocidade, o que conta é a consistência. "Eu acho que o meu problema não será a rapidez, mas sim, precisamente, a consistência de resultados. Temos visto pelo Carlos Vieira, que é um piloto muito rápido mas que ainda não conseguiu capitalizar resultados. Esse é o truque. Se calhar não serei tão rápido quanto o Carlos, mas a verdade é que o meu objetivo vai passar por não ser tão rápido, mas chegar ao fim e fazer o maior número de quilómetros, porque preciso de conhecer bem o carro", disse. 

WRC: FIA quer... velocidades mais baixas

A razão pelo qual a FIA decidiu anular a 12ª especial do Rali da Suécia está explicada: a entidade que regula o automobilismo não quer que os pilotos andem a uma média superior a 130 km/hora nas suas classificativas cronometradas. Contudo, tal anuncio parece que aparece como sendo um contra-senso, depois de ter pedido aos construtores para que os carros de 2017 fossem mais velozes e mais espectaculares, largando dúvidas sobre se a FIA estava a condescender na matéria da segurança. Afinal de contas, parece que não.

Jarmo Mahonen, director de ralis da FIA, começou por explicar ao site Motorsport.com que “estes carros são mais rápidos do que os antigos, mas nessa especial até os carros do ano passado iam a mais de 130km/h. Este tipo de classificativas mostra que temos de ser mais firmes quando os organizadores querem introduzir novas especiais e verificá-las”.

Se virmos uma classificativa com velocidades médias acima dos 130km/h, há um indicador que precisamos de analisá-la. Do nosso ponto de vista isso é demasiado rápido. O que queremos é ter uma directriz sobre isto, mas talvez precisemos de pensar em regular”, continuou.

Queremos que o cancelamento da classificativa de Knon 2 seja uma mensagem aos outros organizadores para pensarem cuidadosamente sobre o seu percurso. Pretendemos velocidades inferiores a 130km/h mas eu lembro-me que quando era organizador não queria fazer chicanes com fardos de palha. Compreendo isso e a resposta é simples: usem estradas mais pequenas que serão mais lentas. Isso é o que temos que fazer”, concluiu.


Noticias: Wehrlein de fora dos testes de pré-época

Está confirmado: Pascal Wehrlein não irá participar na primeira sessão de testes que se realizarão em Barcelona, a partir do dia 27 de fevereiro. As lesões que sofreu no pescoço durante a Race of Champions, em Miami, obriga o alemão a assistir a tudo do lado de fora, deixando o lugar para o italiano Antonio Giovanazzi, graças ao acordo de motores que a Sauber tem com a Ferrari.

Resta saber se o piloto de 22 anos irá estar em forma para a próxima sessão de testes da competição, agendada para a partir do dia 7 de março, pois caso contrário, Monisha Kalterborn terá de pensar num "plano B", pois a nova temporada está a aproximar-se vertiginosamente. 

O que vamos esperar para o CNR de 2017

No próximo fim de semana, começa o campeonato nacional de ralis, com a realização do Serras de Fafe, que este ano comemora a sua 30ª edição. Num campeonato onde José Pedro Fontes se prepara para defender o seu título pela terceira temporada consecutiva, a concorrência promete ser forte num 2017 em que quase toda a gente está de volta, e aparecerão novos pilotos com novos carros, dispostos a mostrar toda a sua velocidade ao longo desta temporada.

Nem todos farão todos os ralis deste campeonato. Nove provas, onde se saúda o regresso do Rali de Portugal ao calendário nacional, e também tem o Rali dos Açores a fazer parte de outro calendário internacional, neste caso, o Europeu de ralis. Contudo, os desequilíbrios continuam, entre os ralis de asfalto e os de terra. Para terem uma ideia, até meados de junho, alturas da realização do Rali Vidreiro, teremos já realizados seis ralis nesta temporada.

Mas nesta temporada, quase todos os pilotos que andaram em 2016 aparecerão nas classificativas de 2017. A grande ausência poderá ser a de Fernando Peres, mas ele sempre disse que seria um ano especial, para comemorar o seu 50º aniversário natalício. E em compensação, outros pilotos surgirão com máquinas novas. E a grande novidade será o Hyundai i20 R5 de Manuel Castro. Um piloto veloz que mostrou o que valeu no ano passado, ao volante de um Skoda Fabia S2000 e que se está a adaptar-se ao novo carro. Andamento para os lugares da frente ainda é uma incógnita, mas o carro é preparado pela Veloso Motorsport e isso tem de se ver em conta.

E já agora, o seu carro anterior não vai ficar parado: Hugo Mesquita será o piloto para 2017, no carro preparado pela Veloso Motorsport. “Não lhe poderia chamar outra coisa a não ser ‘desafio’, pois sempre tive curiosidade em evoluir para um carro de última geração. A oportunidade chegou e não consegui dizer que não, se é o momento certo ou não, nunca irei saber, mas como em tudo na vida, sempre gostei de arriscar, pelo que optei por dar o salto para o fascinante Skoda Fabia S2000”, contou na entrevista que fez à Autosport portuguesa.

Pilotos como José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5), João Barros (Ford Fiesta R5) e Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5) prometem andar por aqui em toda a temporada, e muitos outros estarão presentes, pelo menos, no Serras de Fafe. Os irmãos Pedro e Paulo Meireles (ambos em Skoda Fábia R5), Elias Barros (Ford Fiesta R5), Carlos Vieira (Citroen DS3 R5), Joaquim Alves, Ricardo Moura e Diogo Salvi (ambos em Ford Fiesta R5) vão estar presentes por ali. Aliás, na prova organizada pela DemoPorto existirão 14 carros R5, dois deles de pilotos espanhois.

Em contraste, quem primará pela ausência será Miguel Campos, mas ele promete que estará presente mais adiante no campeonato, e provavelmente com outra máquina que não o sei Skoda Fabia R5, algo que deixou no ar. Quem também pretende montar um projeto com um R5 é Bruno Magalhães, que deixou entender que está em conversações com potenciais patrocinadores, mas não agora, no Serras de Fafe.

Por outro lado, há pilotos que alinham no Serras de Fafe, mas não dão garantias de que farão o mesmo para o resto da temporada. Pedro Meireles é um deles, afirmando que não tem ainda a resposta de todos os patrocinadores para fazer toda a temporada. 

Sei que vou a Fafe, para não ‘perder o comboio’, digamos assim, pois neste momento ainda não tenho uma resposta dos patrocinadores para fazer a época toda, um conjunto de provas ou seja o que for. Por isso estou concentrado apenas na primeira prova do ano”, disse o piloto de Guimarães à Autosport portuguesa

Ricardo Moura também vai estar em Fafe, mas depois do rali dos Açores, onde venceu no ano passado, para o Europeu, com o seu Ford Fiesta R5, não se sabe se continua. Caso aconteça, é para lutar pelo título, e claro, fazer "vida negra a José Pedro Fontes.

No lado dos Grupo N, há duas entradas interessantes. Carlos Martins e Ricardo Teodósio decidiram fazer "marcha-atrás" e foram correr com Mitsubishi Lancer Evo X. Fernando Peres também vai correr no Grupo N, mas com um Lancer Evo IX e é para a Taça Nacional de Ralis em Terra (TNRT), a mesma máquina que José Mendes, Pedro Sá e Vitor Ribeiro vão usar. Já Manuel Inácio vai ser diferente, pois vai usar um Subaru Impreza STi.

E Adruzilo Lopes e Vitor Pascoal prometem andar nas classificativas com os Porsche 911, para mostrar um pouco mais de variedade em termos de máquinas. Mas não no Serras de Fafe...

Nas duas rodas motrizes, com Diogo Gago ausente, Gil Antunes (Renault Clio R3T) e Paulo Neto (Citroen DS3 R3T Max) surgem na linha da frente para o campeonato. Contudo, há mais nomes a ter em conta, como Ricardo Roda (Citroen C2 R2), Pedro Antunes (Peugeot 208 R2), Paulo Moreira (Peugeot 208 R2) e até Joana Barbosa, no seu Ford Fiesta R2.

Mas agora, tudo se prepara para o Rali Serras de Fafe, que vai contar para o Troféu Europeu de Ralis, Troféu Ibérico de Ralis e Taça de Ralis FPAK Terra. Dividida em dois dias, irá começar pelas 14:30 de sábado, com três passagens pelas classificativas de Mondim e Confurco, antes da Special Stage de Fafe, no centro da vila, enquanto que no domingo, o rali prosseguirá com três passagens por Luilhas e duas por Lameirinha, até ao pódio, que acontecerá pela uma da tarde do dia 19 de fevereiro.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Noticias: Despiste causa um morto em Mortágua

Um carro de rali despistou-se esta tarde em Mortágua, causando a morte do seu navegador. De acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro do distrito de Viseu, os pilotos estariam a realizar treinos, na estrada nacional 234, quando a viatura se despistou no limite entre Santa Comba Dão e Mortágua, tendo caído ao rio Caíz. 

O carro - um Mitsubishi Lancer Evo VI - encontra-se parcialmente submerso na água. O piloto, o penafidelense João Vinha, foi retirado do local e transportado para o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, não tendo lesões graves.

O falecido era Jorge Amorim, também co-piloto e vice-presidente do Clube Automóvel do Centro, que organiza, entre outros, o Rali de Mortágua. E ao contrário do que do que foi inicialmente anunciado, eles não estavam a preparar-se para o Rali Serras de Fafe, mas estavam numa sessão de testes privados. Amorim estava em substituição de Cristiano Queiroga, seu navegador habitual e que não pode participar nesta sessão de testes.

João Vinha e o seu navegador iriam participar no Rali Serras de Fafe, competindo na TNRT, a Taça Nacional de Ralis de Terra. A organização já afirmou que a partida simbólica da prova vai ter um minuto de silêncio, e apela que todos os concorrentes exibam uma faixa preta no seu carro de forma a homenagear Jorge Amorim.

Formula E: Novos construtores a caminho

A FIA recebeu esta semana as inscrições de alguns construtores com vista para a temporada de 2018-19 da Formula E, para construir os seus próprios sistemas de propulsão. Apesar da FIA não ter divulgado quantos construtores entraram nesse processo, sabe-se que Audi, BMW e Jaguar, que tem equipas na competição, fizeram a sua inscrição, bem como a Mercedes.

Em declarações à Motorsport.com, um porta-voz da FIA disse que "terão trabalho para fazer", mas que no próximo mês poderão fazer um anuncio nesse sentido. "Todo o processo tem de ser cuidadosamente cumprido porque é um passo tão importante, especialmente a partir da quinta temporada em diante, pois teremos tecnologia completamente nova", comentou.

Alejandro Agag, o patrão da Formula E, está contente pelo interesse dos construtores pela competição, que a partor da quinta temporada em diante, terão de cumprir toda uma corrida com a mesma bateria, em vez de trocar de carro a meio da prova, como tem sido feito até aqui:

"Continuo a ficar encantado com o nível de interesse que a Fórmula E vem recebendo dos fabricantes mundiais de automóveis desde o início de sua primeira temporada.", começou por dizer ao sitio oficial da competição.

"Este é uma ótima maneira de ver como a Fórmula E está liderando o caminho para o automobilismo, que é verdadeiramente relevante para a indústria automotiva e como ela está inspirando a próxima geração de veículos elétricos", concluiu.

A Formula E está de volta este final de semana no circuito de Puerto Madero, em Buenos Aires.