quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Youtube Motorsport Commercial: Um anuncio à união americana dos SportsCars

O pessoal do WTF1.co.uk, de onde tirei este anuncio, achou-o "arrepiante". Eu achei um anuncio medíocre...

Choverá em Singapura?

Segundo me contam, as previsões meteorológicas para o fim de semana de Singapura serão chuvosas, com tempestade, acompanhados de 30 graus de temperatura. Não sei até que ponto isto é real, pois normalmente, naquelas latitudes, é normal chover no final da tarde, inicio de noite, quando começa a corrida, e depois a pista seca rapidamente.

Poderá ser um falso alarme, mas é melhor ver no que isto irá resultar. Mas também poderá ser um motivo de interesse, caso chova enormemente, como costuma chover naquelas bandas.

Petições, as redes sociais e o final da linha

Quem leu esta tarde a noticia no site Motordrome sobre o manifesto feito pela Motorsport britânica, sabe que esta fez no passado mês de abril um artigo sobre o que deveria ser a Formula 1 no periodo "pós-Bernie". Por essa altura tinha começado em Munique o julgamento de corrupção, como um "spinoff" do "caso Gribowsky", onde ele tinha sido acusado de corromper um funcionário do Banco LB, Gerhard Gribowsky, em cerca de 25 milhões de dólares, para ficar com os direitos televisivos da Formula 1 por um preço irrisório.

A revista achou que era altura de fazer uma petição para o Grupo de Estratégia, o famoso organismo colegiado das seis principais equipas da Formula 1, mais a Toro Rosso (Ferrari, McLaren, Mercedes, Lotus, Red Bull e Williams) e que esta primavera bloqueou as intenções da FIA (leia-se, Jean Todt) de colocar um teto orçamental nas equipas de forma a permitir a sobrevivência das mais pequenas, que neste momento são a Force India, a Sauber, a Marussia e a Caterham.

Não sei se a FIA leu o manifesto, mas pelos vistos, parece que leu, depois de saber da proibição das comunicações entre a boxe e os pilotos, declarada na semana passada. Para quem não sabe disso, coloco aqui a parte do manifesto que fala sobre esse assunto:

O FATOR HUMANO 

1) Abolição de comunicações entre as boxes e o piloto - nem mesmo a amostragem de placas nas boxes. Queremos que o piloto descubra por ele mesmo o que ele necessita; não queremos que ele seja dirigido através dos dados enviados pela boxe. 

2) Abolição das equipas de relações públicas nos circuitos. Pilotos e membros da equipa seriam autorizados a dizer o que quiserem - qualquer tipo de penalidade para as equipas que tentem interferir nesse aspecto seriam drásticos. Entrevistas aos pilotos na televisão, no final da corrida seriam conduzidas quando este esteja a sair do carro - no pitlane - e as perguntas não seriam feitas de forma branda.

É bom saber que a FIA, nesse capítulo não é surda e muda, ou que vive numa bolha à parte e não têm contacto com o mundo real. Ainda há alguma esperança desde que comecei a escrever este artigo, há uns dois meses.

Quem leu o artigo atentamente no Motordrome, reparou que é um "artigo a dois" entre o Jaime Boueri e eu mesmo. Comecei a escrever depois de encontrar este artigo, em meados de julho, mas não foi tudo de uma vez, foi ao longo dos dias. Quando soube que o Jaime e o Lucas Carioli iriam fazer um site, decidi oferecer este artigo - que originalmente era o primeiro de dois artigos - e eles aceitaram. Ele foi publicado hoje, mas eu decidi colocar aqui na mesma porque queria que, ao lerem o meu ponto de vista, fosse um complemento sobre o que é a Formula 1 atual e para onde ela caminha.

A Formula 1 é um desporto que as coisas mais importantes poderão ser medidas aos milhões. Têm milhões de adeptos em todo o mundo, movimenta centenas de milhões de dólares em tecnologia, rende outras centenas de milhões de dólares em publicidade e patrocínios, e as equipas estão dispostas a gastar centenas de milhões de dólares para serem campeãs do mundo.

Contudo, para chegarem a este ponto, muito se fez. E muitas dessas coisas foram feitas graças às ações e negócios de um homem: Bernie Ecclestone. Todos têm de agradecer ao "anãozinho tenebroso" de 83 anos que nos últimos 40, transformou esta competição de semi-amadora e perigosa para um desporto multimilionário, com ramificações nos cinco continentes e receitas a rondarem os 1700 milhões de euros por ano. Apesar de ter perdido a sua vocação europeia e estar ancorada aos petrodólares do Golfo Pérsico e à sua dependência asiática...

Contudo, um dos segredos do sucesso de Bernie foi a televisão. Ele viu logo que isso seria um excelente meio para difundir a competição, mediante o pagamento de verbas que à medida que os anos passavam, iam aumentando. Tanto que, hoje em dia, a Formula 1 "elitizou-se", saindo da orbita dos canais abertos para ser algo semelhante ao boxe, onde para ver algo, tens de pagar. E pagar bem. Isto, se quiseres pagar, porque se não queres, mais vale andar à procura de uma ligação "pirata". O fruto proíbido é sempre o mais apetecido...

Mas nos últimos cinco anos, verificou-se uma grande mutação, de seu nome "redes sociais". E isso Bernie não viu, ou não quis ver crescer. E por causa disso, a Formula 1 "andou em contramão". Em atitudes pouco compreensíveis nos tempos que correm, retira as imagens das redes sociais colocadas pelos entusiastas do automobilismo, por exemplo. Mas mais interessante do que isto, é a aparente sua falta de interesse nas redes sociais. Não têm um canal oficial no Youtube, por exemplo, algo que as equipas já fizeram há muito. O Twitter oficial é pouco desenvolvido e pouco cuidado, apesar de todas as equipas e pilotos (as notaveis excepções são Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel) terem a sua conta pessoal. E a mesma coisa em relação a outras redes, como o Instagram, o Pintrest, o Linkedin, o Tumblr, etc... 

E mais grave ainda, nem têm uma página oficial de Facebook! Pelo menos, que eu saiba...

Para terem uma ideia: a Formula E, a competição elétrica que arrancou no fim de semana passado, têm isso tudo, quer na sua página oficial, quer colocando fotos e videos na sua página oficial do Facebook, para que todos possam ver e aproveitar. E coloca videos das suas corridas e dos seus testes. A mesma coisa acontece nos ralis, com o WRC a fornecer videos atrás de videos no seu canal do Youtube.

Não acredito que Bernie Ecclestone não tenha visto tudo isto a crescer, mas creio que a melhor explicação que tenho para todas estas atitudes é que ele não consegue controlar isto. Ele sempre gostou de controlar o jogo, dividindo os adversários e isolando-os, no sentido de sair sempre como vencedor. Ele é o que é porque quis ter tudo a seu favor. E as redes sociais são algo do qual não consegue controlar, para ser ele a colocar os seus termos e condições. E também têm outras coisas: ele têm o dinheiro que têm, vindo de outras fontes, que depois distribui às equipas, e isso é mais do que suficiente para ele. Demonstra que agradar ao público é das últimas coisas em que pensa na sua mente. Os autódromos vazios na Ásia (excepto o Japão) são um excelente exemplo.

Mas também há outra coisa neste momento que temos de ver, e toda a gente que lê e os insiders compreendem: a Formula 1 está a chegar ao final de uma era. Como um Vaticano que sabe que o Papa está velho e vai morrer dentro de pouco tempo, a respiração está suspensa e tenta-se pensar como vão ser as coisas depois do velho partir. Bernie vai fazer 84 anos em outubro e, como sabem, apesar de ter sido salvo há poucas semanas do crime de corrupção no "caso Gribowsky", pagou uma multa recorde de 75 milhões de euros para "fechar o caso", mas a CVC, a entidade que detêm a FOM (Formula One Management) ainda não colocou o "anãozinho" no seu lugar devido.

É verdade que se perdeu uma oportunidade de abrir a "caixa de Pandora" pós-Berne. Mas também sabe-se que toda a gente já entendeu que Bernie é a "cola" que une as equipas, e sem essa cola, a possibilidade de um enfraquecimento, ou até de cisão, dentro da Formula 1 é uma possibilidade real. Basta uma guerra entre Jean Todt, o patrão da FIA, e as equipas, sobre algum tipo de regulamento em relação a motores ou até de controle de custos, do qual eles são contra, porque em termos de "alma", não passam de "um bando de piranhas", desejosas de se devorarem umas às outras...

Mas mais do que isto, quem estiver mais atento e ver com calma, reparará que toda uma geração de pessoas que ajudou a moldar a Formula 1 está a chegar à sua velhice. Apesar de termos visto na semana passada o anuncio de que Luca de Montezemolo iria abandonar a Ferrari, de 23 anos de presença, ainda há muitos desses "cardeais" (mais um vaticanismo...) ativos. Pessoas como Frank Williams, Jean Todt, Ron Dennis, Niki Lauda, e até Adrian Newey, levam todos mais de 30 anos na Formula 1 e já andam todos na casa dos 65, 70 anos, e não vão durar muito mais tempo. Um exemplo que posso colocar aqui é de Ron Dennis, agora com 66 anos e patrão da McLaren desde... 1980. Mas ele começou na Formula 1 ainda mais cedo: mais concretamente, em 1968, como mecânico da Brabham. E claro, nem pego em Bernie Ecclestone, cujas primeiras aparições nesta categoria datam de... 1957, quando era o manager de Stuart Lewis-Evans e depois, da equipa Connaught.

E é com toda esta gente acomodada, a pensar nos seus umbigos e a esperar que aquele inevitável dia esteja bem longe que assistimos a certas coisas que não deveriam a acontecer, mas que já estão a acontecer. Como por exemplo, o "falhanço" da passagem de gerações, onde os mais novos deixam de gostar da modalidade da mesma forma que os mais velhos gostavam. Pior do que o encolhimento das audiências, pois as transmissões televisivas, cada vez mais careiras, migram para os canais pagos, transformando a categoria máxima do automobilismo numa elite que vive numa "bolha", o facto de praticamente poucos - senão quase nenhum - país passar a Formula 1 em sinal aberto, faz com se falhe a tal renovação de gerações.

Em suma, em nome do dinheiro, afastamo-nos do "povo". Podem não ligar nenhuma, por causa do fluxo de dinheiro que aí vêm, mas isso só vai durar uma geração. Daqui a vinte anos, a industria entrará em crise e o dinheiro escasseará. Mas nessa altura, essa gente toda será múmia, a conversar com Lucifer sobre a melhor maneira de organizar o GP do Inferno...

Em breve vou falar mais sobre este assunto, quer aqui, quer lá no Motordrome.

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

A lista do que se deve ou não deve dizer aos pilotos

A noticia de que a partir de agora, iria haver uma restrição nas comunicações entre os pilotos e as boxes, no sentido de dificultar a vida aos pilotos, no sentido de serem eles a tomar decisões, causou algumas dúvidas quanto à interpretação esta ordem. E por causa disso, a FIA decidiu elaborar uma lista de itens do qual as equipas e os pilotos devem ou não comunicar entre si. Para além disso, as equipas também foram proíbidas de dar indicações aos seus pilotos pelo muro das boxes, pois poderia se pensar que se não conseguem de uma forma, poderiam conseguir de outra maneira.

O site brasileiro Total Race colocou esta segunda-feira a lista de todos os itens que estão proibidos e permitidos a partir deste fim de semana, no GP de Singapura. E pelos vistos, a lista é enorme e detalhada, qual "Codex" de uma Inquisição por parte da FIA.

Primeiro que tudo, as proibições, via rádio ou mostradas pelas placas: 

- Tempo de setor de um competidor, ou dizer que ele está mais veloz ou mais lento. 
- Ajuste de unidades de potência e seus sistemas 
- Ajustes na caixa de velocidades 
- Informações sobre os níveis das baterias ou afinações em termos de performance 
- Informações sobre fluxo de combustível (a não ser que seja pedido pela direção de prova)
- Informações sobre consumo e economia de combustível. 
- Informações sobre pressão de pneus ou temperaturas (contudo, só será banido a partir do GP do Japão) 
- Informações de acerto do diferencial 
- Mapas relacionados à posição da embreagem, para a corrida e prargens nas boxes. 
- Informação sobre mapa de embreagens ou acertos 
- Burn-outs antes das largadas 
- Informação sobre equilíbrio dos travões (mais para a frente ou mais para a traseira) 
- Aviso sobre uso dos travões ou temperaturas (só a partir do GP do Japão) 
- Seleção de acertos (a não ser por causa de um problema no carro claramente identificado) 
- Responder uma pergunta direta de um piloto, por exemplo: “Estou usando o torque certo agora?” 
- Qualquer mensagem que aparente ser codificada 

Mensagens permitidas: 

- Resposta de que a mensagem de um piloto foi recebida 
- Detalhes de tempo de volta ou setor 
- Distâncias para um competidor durante treinos livres e corrida. 
- “Push now”, “you will be racing Hamilton”, por exemplo 
- Ajuda com luzes de aviso durante treinos livres ou corrida 
- Dar as distâncias entre os carros na classificação para posicionar melhor o carro para uma boa volta 
- Aviso de que o pneu estourou 
- Escolha de pneu no próxima paragem de pneus 
- Número de voltas que um competidor fez com um jogo de pneus 
- Tipo de pneu no competidor 
- Indicação de um problema potencial no carro do competidor durante a corrida 
- Informação sobre a estratégia do adversário 
- Bandeiras amarelas, azuis, Safety Car e outras 
- Janela de Safety Car 
- Erros cometidos pro outros pilotos: passar em frente na chicane, sair da pista, etc. 
- Notificação de que o DRS está ativo ou não 
- Como lidar com uma falha no DRS 
- Mudança do ângulo da asa dianteira no próxima paragem para troca de pneus 
- Transferência de óleo 
- Pista molhada, com óleo ou detritos 
- Quando entrar nas boxes 
- Lembretes sobre linhas brancas, cones, necessidade de ir para a pesagem quando sair da boxe 
- Recomendações sobre limites da pista 
- Mensagens da direção de prova 
- Informações sobre carro danificado 
- Número de voltas que faltam 
- Instruções para troca de equipa 
- Informações para testes durante os treinos livres 
- Informações do tempo 
- Chamar o carro para as boxes no sentido de abandonar.

Mais uma vez, a ideia fiscalizadora poderá servir para dificultar as coisas aos pilotos, mas provavelmente os engenheiros, quais figuras espertas e imaginativas, poderão tentar algo para contornar todas estas proibições. Pois existirá sempre uma maneira de os contornar.

Noticias: Heidfeld defende a particularidade da Formula E

Quatro dias depois da primeira corrida do campeonato, e depois de ter disputado até à penultima curva a liderança da corrida com Nicolas Prost, que acabou com uma espetacular colisão, o alemão Nick Heidfeld, de 37 anos, veio a público defender a nova categoria, afirmando que esta não é uma concorrente da Formula 1, como alguns julgavam que iria ser, mas sim um novo conceito de automobilismo que está agora a ser explorado.

A Fórmula E não pode competir atualmente com a Formula 1 e não o quer fazer. É um campeonato justificado quando se considera o desenvolvimento da mobilidade elétrica e o interesse que os construtores têm nisso. Quão bem-sucedida será, veremos”, comentou. 

Em relação ao desempenho dos monolugares, o piloto alemão admite que os Fórmula E não se comparam aos Formula 1, mas considera que “são monolugares normais, que são sempre difíceis de pilotar no limite. Mas outra razão por que escolhi correr foram os adversários – em termos de qualidade dos pilotos, não nos precisamos de esconder da Formula 1”, concluiu.

Comentando sobre o rumor do dia: Alonso na Red Bull, em troca com Vettel?

Os rumores - especialmente na Formula 1 - são o que são: rumores. E em Itália, tenho por vezes a sensação que demasiado Lambrusco faz com que eles tenham visões e vêm elefantes cor de rosa onde não devem ver nada. Digo isto porque o mais recente rumor conta que poderá haver uma troca entre pilotos da Red Bull... e da Ferrari. E envolve seis titulos mundiais: Sebastian Vettel com Fernando Alonso.

De acordo com o que leio no sitio do Flávio Gomes, uma emissora de de TV italiana diz que a troca poderá ser anunciada entre Singapura e Japão, ou seja, nos fins de setembro, principios de outubro, e as razões serão simples: Alonso quer o tricampeonato noutra equipa e fechar a sua carreira com chave de ouro, enquanto que Vettel poderia por fim dar largas à sua ambição de guiar pela Ferrari, ainda por cima numa altura em que é vulgarizado por Daniel Ricciardo.

Isto pode ter algum fundamento, mas todos os rumores, por mais estranhos que sejam, têm o seu fundamento. É como as lendas: todas elas têm um fundo de verdade, e como dizia o editor no final do filme "Quem Matou Liberty Valence", entre a realidade e a lenda, publique-se a lenda. É verdade que a saída de Luca de Montezemolo poderá fazer com que a Ferrari se reestruture e se livre de alguns "inativos", como por exemplo, Kimi Raikkonen. Esta manhã surgiu a noticia de que Jules Bianchi poderá ter o seu futuro indefinido para 2015. Muitos ligaram isso ao futuro próximo da Marussia (que poderá estar para venda), mas também se pode colocar a hipótese de que ele poderá ser promovido na Scuderia, no lugar de um cansado - e não tão motivado - Kimi Raikkonen, que no próximo dia 19 de outubro fará 35 anos.

É certo que Vettel na Ferrari poderá ter sentido, mas não o seu inverso: a Red Bull essencialmente dá aos seus pilotos a chance de brilharem e agora, com a chegada de Daniel Ricciardo na equipa principal, não têm tanta necessidade de ir buscar pilotos a outros lados. Contudo, fazendo um simples exercício, poderemos ver como a remoção de duas peças poderá provocar uma mexida impressionante no quadro da Formula 1. 

Caso Kimi Raikkonen decida abandonar a Formula 1 de vez, em 2015 e fazer outra coisa na vida (voltar aos ralis ou correr na Endurance) a saída dele para colocar Sebastian Vettel teria impacto. Mexeria muita coisa no campo da Red Bull, colocando Daniil Kvyat no seu lugar e fazendo subir algum piloto dos escalões de formação na Toro Rosso, como por exemplo, o Carlos Sainz Jr. Claro, esse é um bom cenário, mas outros poderiam surgir, como por exemplo, Jenson Button não ficar na McLaren. Aí, Alonso esqueceria a Red Bull e ia para Woking, repetindo o que fez em 2007, e Vettel ficar com o lugar dele, enquanto que acontecia os movimentos que referi algumas linhas acima.

E ainda não referi a hipótese de Lewis Hamilton sair da Mercedes, caso não vença o campeonato...

Mas em tempos como estes, os rumores voam e tudo é possível. Mas para ser honesto, não acredito nesta troca. A Red Bull não precisa de pilotos vindos de fora para se mostrar. Já o mostrou com Sebastian Vettel e agora com Daniel Ricciardo. Mas confesso que seria bem interessante ver o australiano a dar uma tareia ao Alonso. Mostraria a todos que têm potencial para ser campeão do mundo, seguindo as pisadas de Jack Brabham e Alan Jones.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Noticias: Félix da Costa admite que desistiu da Formula 1

O piloto português, atualmente a correr pela equipa MTEK da BMW, admite que a hipótese de correr na Formula 1 está descartada nos próximos tempos. Numa entrevista publicada esta segunda-feira no site Speedweek, o piloto de Cascais admite que, devido às promoções do russo Daniil Kyvat e do holandês Max Verstappen, filho de Jos Verstappen, as suas chances de ir para a Formula 1 estão descartadas.

No princípio desta época ainda tinha esperanças de poder chegar à F1, mas apesar de ter apenas 23 anos e ser cedo para desistir dos sonhos, tinha que decidir o meu foco e esse é o DTM. Gosto muito da modalidade, e decidi concentrar-me nela. Se tiver que aqui ficar dez anos, ficarei feliz. É este o meu objetivo” disse.

Na entrevista, Félix da Costa afirma que Max Verstappen é um talento e teme que Carlos Sainz Jr. passe pelo mesmo que ele passou. "O Max é um grande, grande piloto e eu não conseguiria alcançar aos 16 anos o que ele já fez, é claramente um grande talento”, comentou.

Tenho pena por ele, [Carlos Sainz Jr.] cresceu na Red Bull, investiram nele e agora está pronto para ser promovido, e espero que ele tenha essa chance e que possamos vê-lo com o Max na grelha no próximo ano”, concluiu.

Atualmente, Félix da Costa, para além do DTM, corre na Formula E, ao serviço da Amiln Aguri.

domingo, 14 de Setembro de 2014

WRC 2014 - Rali da Austrália (Final)

Sebastien Ogier conseguiu resistir às pressões de Jari-Matti Latvala e foi o vencedor do Rali da Austrália, com uma vantagem de 6,8 segundos sobre o finlandês. Contudo, não ganhou o máximo de pontos possivel, dado que Latvala foi o melhor na Super Especial, mas mesmo assim, a vitória do piloto francês, a sexta em dez provas do Mundial, coloca-o numa posição previlegiada para conseguir a renovação do título, quando faltam três provas para o final.

Para mais, a Volkswagen comemora hoje a conquista do seu segundo Mundial de Construtores, graças aos dois primeiros lugares, mas ainda mais contente fica com o terceiro posto de Anders Mikkelsen, pois assim monopoliza pela segunda vez nesta temporada (a primeira foi na Sardenha) o pódio para a marca alemã, numa clara manifestação de superioridade.

O último dia ficou marcado pelo acidente de Mads Ostberg, que o fez cair imenso na classificação, beneficiando todos os que estavam abaixo do sexto lugar que o norueguês ocupava, como os Hyundai, por exemplo. 

Kris Meeke, depois da penalização que foi sujeito, foi o melhor dos não-Volkswagen ao ser quarto classificado, conseguindo superar o Ford de Mikko Hirvonen por 9,6 segundos, e ficando a um minuto e 44 segundos do vencedor. O melhor dos Hyundai foi o neozelandês Haydon Paddon, no sexto posto, conseguindo superar o seu companheiro de equipa, Thierry Neuville, o sétimo classificado. Elfyn Evans foi o oitavo com o seu Ford Fiesta, enquanto que a fechar o "top ten" ficaram o Ford de Robert Kubica e o Hyundai de Chris Atkinson.

O WRC regressa agora à Europa, onde de 3 a 5 de outubro, correrá o Rali de França.

sábado, 13 de Setembro de 2014

Formula E 2014-15: Ronda 1, Pequim

É uma sensação única estar a ver pela primeira vez algo totalmente diferente do automobilismo. É certo que os carros elétricos andam por aí há relativamente pouco tempo, mas ver uma competição dedicada a eles, com a chancela da FIA, é algo totalmente novo. E foi nas ruas à volta do Estádio Olímpico que começou esta nova aventura automobilística, do qual muitos torcem o nariz, mas muitos outros decidiram ver por curiosidade. E essa curiosidade foi tal que o sitio da Formula E colapsou nos primeiros minutos, de tanta procura. E já era madrugada na Europa!

Na Formula E, ao contrário da Formula 1, tudo acontece num só dia: os treinos livres, a qualificação e a corrida. esta têm pouco tempo, vai durar apenas 45 minutos, com uma troca de carros pelo meio. E ainda têm um Fan Boost, que dá aos pilotos um incentivo extra por parte dos seus fãs. Em suma, a Formula E quer trilhar um caminho bem diferente, não quer imitar ninguém. E isso poderá ser aquilo que garantirá a sua sobrevivência e posterior crescimento.

Os treinos livres mostraram que os pilotos da Abt e da e.dams estavam melhor preparados do que os outros, mas Bruno Senna, por exemplo, teve sempre as suas oportunidades de melhorar bloqueadas por causa de outros pilotos que estavam parados no caminho. E na qualificação, as coisas correram-lhe mal, ao não conseguir marcar qualquer tempo. em contraste, Nicolas Prost conseguiu ser o primeiro "poleman" da categoria, com Lucas Di Grassi ao seu lado. Daniel Abt e Karun Chandhok ficaram com a segunda fila, enquanto que Franck Montagny e Jaime Alguersuari ficaram com a terceira. Mas três pilotos não conseguiram marcar tempo por causa de problemas nos seus carros: Bruno Senna, Stephane Sarrazin e Jarno Trulli, o piloto e proprietário da sua equipa.

Quanto às mulheres, Katherine Legge foi melhor do que Michela Cerruti, mas ambas ficaram a mais de três segundos do melhor tempo.

Antes de começar a corrida, outros três pilotos tiveram problemas com as suas caixas de velocidades e foram penalizados: Cerruti, Sebastien Buemi e o chinês Ho-Pin Tung. E os problemas que tiveram Trulli e Tung foram impeditivos de alinharem na corrida.

A corrida começou com Prost a sair melhor, seguido por Di Grassi e Abt, enquanto que Heidfeld passou Chandhok. A corrida de Bruno Senna acabou na terceira curva quando a sua suspensão quebrou, vitima de um toque. No final da primeira volta, apenas 17 carros estavam a correr, e a posição de Bruno Senna na pista fez com que o Safety Car entrasse em pista.

As coisas duraram três voltas, e a corrida arrancou na quinta volta, com Prost, Di Grassi e Abt, a aguentar os ataques de Heidfeld. No meio do pelotão havia várias trocas de posição, mas na frente estava tudo calmo até à 14ª volta, altura em que aconteceu o momento mais esperado, com a troca de carros.

Nisso, Prost conseguiu manter a liderança, mas Heidfeld foi bem melhor, conseguindo ser o mais veloz e passar os carros da Abt, ficando com o segundo posto. O alemão ainda caiu mais um lugar, quando Franck Montagny ficou com o quarto posto.

A partir de então, Heidfeld começou a atacar Prost, num grupo que ainda tinha Di Grassi e Montagny, que abriam para o quinto classificado, que era Abt. Nas duas últimas voltas é que a corrida se tornou excitante, quando o alemão atacou a liderança de Prost e tentou assaltar a liderança na última curva. O francês fecha a trajetória, tentando intimidá-lo, mas ambos acabam por tocar-se, com o piloto da Venturi a voar e a acabar no muro, capotando. O acidente foi espectacular e aparatoso, mas o alemão saiu do carro ileso.

Com isto, Lucas di Grassi foi o inesperado vencedor da primeira corrida de sempre de carros elétricos, com Franck Montagny no segundo lugar, e Daniel Abt a cruzar no terceiro lugar. Mas pouco depois, o alemão foi penalizado e o terceiro posto ficou para o Virgin de San Bird. Charles Pic foi o quarto e Karun Chandhok o quinto. Já Nelson Piquet Jr. não conseguiu mais do que o nono posto final.

Após a corrida, os comissários decidiram penalizar Prost com dez posições na grelha para a corrida na Malásia, devido à sua manobra arriscada. e há quem diga que isso foi uma penalização ligeira...

No final, Di Grassi deu ao Brasil a sua primeira vitória na Formula E. A corrida, apesar de ser curta, teve o seu interesse, embora não se tenha visto muitas ultrapassagens. Mas foi a primeira corrida de um novo conceito de automobilismo que poderá marca toda uma geração. A ver, vamos, porque a próxima corrida só acontecerá dentro de dois meses.

Youtube Rally Cheat: O "corta-mato" de Kris Meeke

O inglês Kris Meeke foi penalizado em um minuto e um segundo por ter feito "corta-mato" a metros do final da classificativa numero dez, a de Valla. Por causa disso, perdeu o terceiro posto para Anders Mikkelsen e pior, o quarto lugar para Mikko Hirvonen por 0,6 segundos.

Certamente que amanhã terá de partir ao ataque para ficar, pelo menos com o quarto posto, mas o tal momento do "corta-mato" pode ser visto no seu onboard. Eu não creio que valha essa penalização, mas os comissários lá sabem...

WRC 2014 - Rali da Austrália (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Austrália ficou marcado pelo duelo entre os Volkswagen, mas no final, Sebastien Ogier levou a melhor, embora tenha apenas uma vantagem de 11,8 segundos sobre Jari-Matti Latvala, quando falta mais um dia para acabar o rali. As performances que ambos os pilotos tiveram ao longo deste segundo dia fizeram com que ofuscassem a concorrência e os deixassem bem longe, com Kris Meeke a ter uma desvantagem de quase 24 segundos.

O duelo entre os dois este sábado começou com Latvala a passar Ogier, beneficiando de um toque que o piloto francês teve na décima especial, fazendo perder algum tempo. No final dessa especial, Latvala teve uma vantagem de 4,1 segundos, mas uma escolha errada de pneus fez com que perdesse essa vantagem e saísse dali com uma desvantagem de 9,3 segundos, que depois aumentaria para 10,3 segundos. 

Atrás deles, no terceiro lugar, está Kris Meeke, que andou também em duelo com o terceiro Volkswagen de Anders Mikkelsen, com os dois pilotos a trocarem entre si o lugar, terminando o dia com o inglês a ser mais forte em apenas 1,3 segundos. De fora desta luta está Mikko Hirvonen, que já têm um atraso de um minuto e 21 segundos sobre a liderança, pois não consegue acompanhar o ritmo dos quatro primeiros com o seu Ford Fiesta WRC. 

Mads Ostberg é o sexto, melhor do que o neozelandês Haydon Paddon, que é o melhor dos Hyundais, enquanto que Thierry Neuville já recuperou duas posições em relação a ontem e é oitavo. A fechar o "top ten" estão os Ford de Elfyn Evans e do polaco Robert Kubica, que tiveram problemas. O galês teve um furo no radiador, enquanto que o ex-piloto de Formula 1 teve uma ligeira saída de estrada quando seguia no oitavo posto. 

O Rali da Austrália termina na próxima madrugada.

Youtube Rally Testing: os testes do Toyota Yaris WRC


Enquanto acontece o Rali da Austrália, outras marcas testam os seus carros, no sentido de uma futura entrada no WRC. É sabido que a Toyota poderá entrar num futuro próximo no WRC com o seu modelo Yaris, mas não se sabe quando e em que moldes é que regressarão aos Ralis. por agora, poderemos ver os testes que fizeram esta semana no leste de França, com Stephane Sarrazin ao volante.

Youtube Electric Crash: o acidente de Nicolas Prost e Nick Heidfeld

A corrida inaugural da Formula E proporcionou o susto da vida para Nick Heidfeld. Na luta pela liderança da corrida com Nicolas Prost, na última volta, o alemão tentou passar o francês no sentido de ficar com a liderança, mas ambos bateram bem forte, com Heidfeld a voar com o seu Venturi, capotando e destruindo o seu carro.

Foi um susto dos diabos, e parece que por pouco, não estariamos a ver a primeira morte na nova formula...

Quem aproveitou disto tudo foi Lucas di Grassi, ao volante do seu Audi Abt, que viu a vitória cair ao seu colo.

Youtube Motorsport Presentation: A Amlin Aguri, equipa da Formula E


A poucas horas da corrida inaugural da Formula E, seria interessante colocar aqui um video sobre uma das equipas presentes, a Amiln Aguri. O video é curtinho, cerca de um minuto e 42 segundos, mas têm lá as declarações do António Félix da Costa, da Katherine Legge e de Takuma Sato, que vai guiar o carro em Pequim, porque o piloto português está neste fim de semana a fazer o DTM

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Noticias: México regressa num calendário de vinte corridas

Já se sabia desde há alguns dias, mas esta sexta-feira conformou-se: a Formula 1 vai voltar a ter um calendário de vinte corridas, com a entrada do GP do México. Este vai decorrer a 1 de novembro, entre as corridas dos Estados Unidos e do Brasil. O calendário foi acordado esta sexta-feira, na reunião que o Conselho Mundial da FIA teve em Pequim.

A última vez que a Formula 1 esteve no México foi em 1992, no Circuito Hermanos Rodriguez, na Cidade do México. Para além disso, não há grandes alterações: a abertura do campeonato continuará a ser em Melbourne, e o fecho será em Abu Dhabi. Não se sabe se a corrida do Bahrein será à noite, mas sabe-se que o GP do Japão será pela primeira vez na sua história no final de setembro.

Eis o calendário completo da temporada 2015:

15 de março – AUSTRÁLIA (Albert Park)
29 de março – MALÁSIA (Sepang)
05 de abril – BAHREIN (Sakhir)
19 de abril – CHINA (Xangai)
10 de maio – ESPANHA (Barcelona)
24 de maio – MÓNACO (Monte Carlo)
07 de junho – CANADÁ (Montreal)
21 de junho – ÁUSTRIA (Zeltweg/Red Bull Ring)
05 de julho – GRÃ-BRETANHA (Silverstone)
19 de julho – ALEMANHA (Nürburgring)
26 de julho – HUNGRIA (Hungaroring)
23 de agosto – BÉLGICA (Spa-Francorchamps)
06 de setembro – ITÁLIA (Monza)
20 de setembro – SINGAPURA
27 de setembro – JAPÃO (Suzuka)
11 de outubro – RÚSSIA (Sochi)
25 de outubro – ESTADOS UNIDOS (Austin)
01 de novembro – MÉXICO (Hermanos Rodríguez)
15 de novembro – BRASIL (Interlagos)
29 de novembro – ABU DHABI (Yas Marina)