quarta-feira, 26 de junho de 2019

Youtube Formula 1 Video: Cinco momentos chocantes na Áustria

O canal oficial da Formula 1 no Youtube decidiu meter um video sobre cinco momentos chocantes do GP da Áustria, no Red Bull Ring. E entre eles estão batidas de companheiros de equipa e aquela famosa chegada do "hoje não, hoje sim"...

WEC: Todt defende novas regras da Endurance

Jean Todt, o presidente da FIA, afirmou que os regulamentos para a nova classe do WEC podem significar uma mudança fundamental para atrair mais construtores para a modalidade. Segundo ele, o facto dos construtores poderem construir carros que têm como base modelos de estrada, poderá ser um bom incentivo para participar no Mundial de Endurance.

Eu acho que o que o que foi anunciado e adotado pelo World Motor Sport Council (Conselho Mundial de Automobilismo) pode ser uma mudança para o campeonato de Endurance” começou por dizer Todt. “Vou-vos deixar adivinhar o que a Ferrari já está construir, o que a McLaren já está a construir, o que a Porsche já está a construir, o que a Lamborghini, potencialmente, poderá construir, o que a Mercedes está a preparar”, continuou, esperançado em que os construtores acorram em massa à competição, quase da mesma forma que estão a fazer na Formula E.

Já o presidente do Automobile Club de L’Ouest, Pierre Fillon, disse que seria importante ter mais que três equipas comprometidas com o projeto, mostrando-se cauteloso. Até agora, apenas Toyota e Aston Martin confirmaram programas para a temporada 2020-21 do WEC.

WRC: Toyota confirma Kalle Rovanpera

O finlandês Kalle Rovanpera será piloto da Toyota na próxima temporada. O anuncio foi feito hoje pelo seu manager, Timo Jouki, à Autosport inglesa, afirmando que a marca fino-nipónica accionou uma cláusula do contrato que o filho de Harri Rovanpera tem na equipa oficial da Skoda, onde ele corre na classe WRC2 Pro. 

A Skoda tem sido uma excelente equipa para ele evoluir, mas agora chegou a altura. Queríamos ver como é que ele está a progredir com as notas, a trabalhar com a equipa, como está a sua forma física, como trabalha com a imprensa, e ele está a progredir em todas as áreas. É provável que tenha mesmo, progredido mais do que pensávamos. O objetivo era que ele adquirisse experiência em todas as provas, e no final desta temporada, ele já terá competido em todos os ralis”, disse. 

Isso significa que em 2020, o jovem piloto de 18 anos - nasceu a 1 de outubro do ano 2000 - terá a sua primeira experiência num carro de WRC e alinhará ao lado de Ott Tanak e ou Kris Meeke, ou Jari-Matti Latvala, pois é altamente improvável que a marca liderada por Tommi Makinen alinhe com quatro Yaris WRC.

Nesta temporada, Rovanpera já conseguiu 14 pontos na classificação, com um melhor resultado de um sexto posto no Rali de Portugal. Para além disso, lidera a classe WRC2 Pro.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Youtube Electric Motoring: Lightyear One, o carro eletro-solar

O conceito de um carro solar, onde o carro seria sempre carregado graças a um painel no teto do carro, é algo do qual anda-se a ser desenolido desde há muito tempo. À partida, é viável, mas o problema é o alcance, muito menor que os carros carregados pela tomada. 

Contudo, na Holanda, a "startup" Solar Team Eindhoven, depois de uma experiência num veículo eletro-solar na Austrália, onde percorreram três mil quilómetros e venceram a corrida, decidiram avançar para este Lightyear One, um carro solar, apostando na eficiência energética. 

E já têm cem encomendas. Vamos a ver se dará certo. O video é do Robert Llewyn, do Fully Charged.

WRC: Breen no Rali da Finlândia

O irlandês Craig Breen correrá pela Hyundai no rali da Finlândia, que decorrerá no principio de agosto. Vai ser um ingresso à equipa de Alzenau, ao lado de Andreas Mikkelsen e Thierry Neuville, depois de uma passagem pela Citroen, entre 2016 e 2018.

"Estou feliz por ter essa chance", começou por dizer o piloto irlandês. "Tem sido uma longa e paciente espera, ter que assistir [enquanto] todos guiam nesta temporada. Estou honrado por ter esta oportunidade única com Paul [Paul Nagle, seu navegador] como meu co-piloto. ”, continuou.

O irlandês conquistou seu primeiro pódio no WRC na Finlândia em 2016, e tem competido lá todos os anos desde 2009, excepto na edição de 2013. Ele terá oportunidades suficientes para se preparar para o evento do WRC. Um ajuste de assento será seguido por um teste pré-rali, antes de sua participação no Rally da Estónia, entre os dias 12 a 14 de julho. Andreas Mikkelsen também se juntará a esse evento como preparação representativa para os rápidos estágios finlandeses.

"A Finlândia é o rally que mais fiz no WRC, então espero trazer algo para a equipa. Estive demasiado tempo na poltrona antes da Finlândia. Vai continuar sendo um desafio, mas estou pronto para agarrar com as duas mãos. Eu vou competir com o número 42, um número com o qual corri desde o meu primeiro ano no kart em 1998, e que sempre teve muita sorte. Vamos esperar que continue assim!", concluiu.

Vende-se: Ferrari F2002 de Michael Schumacher

Se tiver os bolsos bem fundos - ou venceu recentemente o Euromilhões - eis uma boa oportunidade de enriquecer a sua garagem: ter um chassis F2002, com motor de 10 cilindros, guiado por Michael Schumacher e que lhe deu o seu quinto campeonato mundial, em 2002. O leilão vai acontecer em novembro e será realizado pela casa RM Sotheby's. 

O chassis em causa é o numero 219, e o alemão triunfou nas corridas de San Marino, Áustria e França, local onde ele foi coroado como campeão, quando faltavam seis corridas para o final do campeonato. Depois de ter sido usado no GP da Alemanha, onde assegurou o título de Construtores, foi para funções de teste, até ser retirado para o armazém, no final dessa temporada.

Não se sabe quanto poderá valer este chassis, mas se tivermos em conta que o chassis de 2001 foi vendido por cerca de sete milhões de libras, num leilão semelhante em 2017, não se ficaria admirado que seja vendido por esse preço.


segunda-feira, 24 de junho de 2019

CPR 2019 - Rali de Castelo Branco (Final)

Foi uma disputa ao segundo, mas no final foi Armindo Araújo o melhor no Rali de Castelo Branco, depois de uma luta com Ricardo Teodósio. No final, foram 12,5 segundos a diferença entre ambos os pilotos, no primeiro rali em asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis. Miguel Barbosa, noutro Skoda, ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Depois de Araújo estar a liderar o rali ao final do primeiro dia, com 4,3 segundos de vantagem sobre Ricardo Teodósio, o segundo dia começou com o piloto de Santo Tirso ao ataque, vencendo com uma vantagem mínima - 0,1 segundos - sobre Ricardo Teodósio. Miguel Barbosa perdia 2,5 segundos, e José Pedro Fontes 6,9. Com isso, Araújo via a vantagem para Teodósio situada nos 2,4 segundos.

Mas foi na sexta especial que começou a afastar-se do piloto algarvio. Na primeira passagem por Dáspera - Sesmo - Salgueiral, o piloto da Hyundai venceu e abria uma vantagem de 1,8 segundos sobre Teodósio, 5,5 sobre Miguel Barbosa e 11,9 sobre José Pedro Fontes. Ainda havia luta entre Armindo e Teodósio, mas Miguel Barbosa já tinha uma desvantagem superior a meio minuto - 33,9 - e estava em luta com José Pedro Fontes, a 37,3. Bruno Magalhães era um pálido quinto, a um minuto da liderança (59,9).

Depois, Ricardo Teodosio atacou. Na primeira passagem por Santo António das Tojeiras, Teodósio venceu e tirou 1,5 segundos a Armindo Araújo, com Miguel Barbosa a 6,2 e José Pedro Fontes a 6,8. Assim a diferença reduzia-se para 2,7 segundos, a três especiais do fim.

Assim sendo, Araújo reagiu partido para o ataque. Na oitava especial, ganhou 5,4 segundos a Teodósio, 9,1 a Miguel Barbosa e 9,4 a José Pedro Fontes. E mais 5,8 segundos na nona especial, uma vantagem que decisiva para a vitória no rali albicastrense. Com isso, Araújo tinha praticamente o triunfo na mão. E apesar de Teodósio ser o melhor na décima especial, a diferença para Armindo foi de apenas 1,9 segundos. No final, foram 12,5 segundos a diferença entre ambos, num rali bem disputado. Miguel Barbosa ficou bem longe, a 55,9, sendo o melhor na disputa com José Pedro Fontes, quarto a 57 segundos.

Bruno Magalhães é quinto, a um minuto e 42,4 segundos, quase um minuto do sexto, o Skoda Fábia R5 de Pedro Almeida, que ficou a dois minutos e 37 segundos exatos. 

A próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis ai ser o Rali Vinho da Madeira, e será disputado entre os dias 1 e 3 de agosto.

domingo, 23 de junho de 2019

Youtube Rally Video: Uma passagem pelo Rali Castelo Branco

No fim de semana tivemos o Rali de Castelo Branco, prova a contar para o campeonato de Portugal de ralis, prova vencida por Armindo Araújo, depois de um duelo com Ricardo Teodósio. Neste video, vê-se a passagem da caravana pela classificativa de Santo André das Tojeiras, desconhecendo se é a primeira passagem - sétima especial - ou a segunda, que foi a décima e última.

Uma coisa é certa, os que acorreram ao local parece terem gostado da passagem dos carros por lá.

CNR 2019 - Rali de Castelo Branco (Dia 1)

Armindo Araújo acabava o primeiro dia do Rali de Castelo Branco no comando, com uma vantagem 2,3 segundos sobre Ricardo Teodósio, no seu Skoda Fabia R5. de  depois de uma luta com Ricardo Teodósio. Ambos tinham ainda José Pedro Fontes à espreita, a 12,5 segundos, tudo isto depois de quatro etapas na prova albicastrense.

Chegados ao meio do campeonato, e passadas as provas em terra, chegou a segunda parte, com as provas em asfalto, onde Ricardo Teodósio iria tentar manter a liderança perante a concorrência de pilotos como os Hyundais de Armindo Araújo e Bruno Magalhães, numa prova onde Pedro Meireles iria ficar ausente por causa do seu Polo R5 ter ardido em Rali de Portugal.

Logo na tarde de sábado, o rali começava com a primeira passagem por Vilas Ruivas, com Armindo Araújo a ser o melhor... empatado com Ricardo Teodósio e ambos com uma vantagem de 4,8 segundos sobre Miguel Barbosa. José Pedro Fontes foi quarto, a 7,7 segundos.

Araújo foi o melhor na Foz do Cobrão, desempatando com Teodósio em 2,6 segundos, enquanto José Pedro Fontes era o terceiro, a 6,4. Na segunda passagem por Vilas Ruivas, Teodósio respondeu, mas apenas ganhou 0,7 segundos ao piloto de Santo Tirso, enquanto o terceiro era Miguel Barbosa, a 5,1. 

No final do dia, nas duas passagens pela Super Especial da Reconquista, Fontes e Barbosa empatavam na primeira passagem, enquanto na segunda, José Pedro Fontes foi o melhor, um segundo na frente de Armindo Araújo.

Com metade da prova, depois dos três primeiros, Miguel Barbosa era o quarto, a 25,9 segundos, na frente de Bruno Magalhães, quinto a 34 segundos, já distantes de Pedro Almeida, sexto a 59,4. Manuel Castro é o sétimo, a 1.46,4 minutos, na frente do carro da espanhola Emma Falcon, a 1.51,3, e a fechar o "top ten" estão os carros de Daniel Nunes (Peugeot 208 VTI R2) e de Gil Antunes (Renault Clio R.S R3T)

O Rali de Castelo Branco terminava no dia seguinte com a realização das restantes seis etapas.

Formula 1 2019 - Ronda 8, França (Corrida)

O GP de França é provavelmente um lugar onde esta corrida passará à posteridade como sendo uma sem história, de um campeonato onde uma equipa domina sobre o resto e provavelmente já estaremos a especular onde é que será a festa da consagração do piloto britânico. A minha aposta será na Cidade do México...

Debaixo de um calor estival, a corrida começou com homenagens: a primeira à Renault, por causa dos 40 anos da sua primeira vitória e do motor Turbo, com Jean-Pierre Jabouille a correr no seu Renault RE20, o mesmo carro que lhe deu a vitória em Dijon-Prenois, e depois, a Formula 1 em peso a homenagear Jackie Stewart pelo seus 80 anos - e este ano faz meio século sobre o seu primeiro título - com todos a usarem o chapéu de "tartan", um pouco como tinha Niki Lauda e o seu chapéu vermelho. Felizmente, o escocês ainda esta vivo para podermos celebrar os seus feitos. 

E depois das homenagens, o cumprir de calendário. A partida disse tudo: Hamilton saltou para a frente, com Bottas a não conseguir atacá-lo. Atrás, Leclerc, Verstappen os McLaren e Vettel mantiveram as suas posições - já agora, todos partindo com médios - e a partir daqui, as coisas estavam resolvidas, de uma certa forma. Poucas voltas depois, Vettel conseguiu passar Lando Norris para ser sexto. E por esta altura, a diferença entre os dois primeiros era de 2,6 segundos. Logo, tem-se de esperar pelas trocas de pneus, que todos diziam ser uma só vez.

Quando Vettel passou Carlos Sainz Jr, por volta da décima volta, a diferença para Max Verstappen já era de oito segundos, ao mesmo tempo que os comissários penalizavam Sergio Perez por ter saído de pista na primeira volta. Algumas voltas depois, Pierre Gasly - que tinha moles - tinha nos seus espelhos Daniel Ricciardo - com médios - e este não o deixava em paz. Por esta altura, a diferença entre Hamilton e Bottas era de três segundos, e de oito para Leclerc.

Nas voltas 17 e 18, Ricciardo e Gasly trocaram de pneus para os médios... é mantiveram as posições até o australiano o passar na chicane da reta Mistral. A seguir veio Lando Norris trocar de pneus, e na volta 23, Bottas foi às boxes para trocar de médios para duros, uma volta antes de Hamilton. Vettel veio na volta 25 para ter pneus duros, regressando no quinto posto. Depois de todos terem trocado, a diferença entre os dois primeiros era de quase doze segundos. Uma eternidade.

E foi assim até quase ao final da corrida. Com Hamilton a dar "calendários" ao seu companheiro de equipa - dezoito segundos de diferença - o finlandês até teve Charles Lelcerc de novo no pódio, a assustá-lo ao ponto de se esforçar para evitar perder a dobradinha. E atrás, onde até as câmaras tinham ido embora, Daniel Ricciardo e Lando Norris lutavam pela sétima posição, com Kimi Raikkonen e Nico Hulkenberg a envolverem-se por essa posição. O australiano colocou as quatro rodas fora da pista, e o finlandês até andou a ir pela berma também para conseguir ganhar posições. 

No final, o australiano conseguiu a posição, mas os comissários andavam atentos, e decidiram chamá-los para terem uma palavra.

De resto, foi assim o GP de França: uma corrida sem história para contar, num campeonato previsível, onde todos já sabem quem vai ganhar, só restando saber onde é que ele será coroado. Semana que vem teremos, provavelmente, mais do mesmo, nas montanhas de Spielberg, na Áustria.

sábado, 22 de junho de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 8, França (Qualificação)

O grande defeito de Paul Ricard, situado na localidade de Le Castelet, no Var francês, próximo de Marselha, são as suas estradas de acesso. Foi pela sua escassez que a Formula 1 deixou de lá ir depois da edição de 1990 - embora Magny-Cours, no centro do país, tenha também poucas estradas de acesso ao circuito... - e agora, quando a Formula 1 voltou lá, parece que não construíram mais estradas para aliviar as inumeráveis filas de trânsito das dezenas de milhares de pessoas que lá vão para ver o Grande Prémio. Mesmo sabendo que serão os mesmos a vencer, o que lhes interessa é poderem ver as máquinas de perto, especialmente agora, neste regresso à Europa.

E neste regresso à Europa, o que se vê no pelotão da Formula 1 é que as decisões não são passiveis de recurso. Aliás, é mais uma formalidade, porque na prática, não há reversão. E foi esse o resultado daquilo que a Ferrari fez para contestar a decisão dos comissários em Montreal para retirar a vitória a Sebastian Vettel. Foi o que aconteceu na sexta-feira. Nada que não fosse esperado, mas mesmo assim, ainda se sente a capa de injustiça.

No meio da tempestade, achei interessante ouvir as declarações de Kimi Raikkonen sobre esse assunto. E ele falou sobre a tese do "lei them race" (deixem-os correr), daí eu falar na altura da "letra da lei" e do "espírito da lei". Tenho a sensação que os que defendem a aplicação estrita das regras não querem saber de corridas, mas sim que o seu ídolo vença a todo o custo. E curiosamente, quem defendia isso era o Charlie Whitting, depois de em 2016 ter dito que o excesso de regras estava a prejudicar a Formula 1. E de uma certa forma, isso estava a ser seguido, pelo menos até Montreal. E pelo meio, aconteceu algo importante: Whitting morreu.

E ao lembrar que ainda não foi escolhido um substituto permanente para ele - não era só um "starter", era o delegado da FIA e alguém que tinha a paciência de ir ter com a imprensa para explicar porque tomaram esta e aquela decisão. E tenho a sensação que, com ele morto, o espírito do "let them race" está morto. E se assim for, então haverá mais corridas onde este tipo de decisões mesquinhas aparecerão, e mais corridas serão decididas na secretaria. Resta saber se a FIA tem alguma inclinação.

Dito isto, a Formula 1 rumava para a qualificação com a sensação de "cumprir calendário". E claro, assim foi. Mas como há o dever de informar, vamos a isso.

Debaixo de um autêntico sol de verão, o que se sabia era que Vettel tinha alguns problemas na troca de marchas, mas pior, pior, ficou George Russell. Se o piloto tem uma má Williams, aqui em Paul Ricard os problemas mecânicos no seu FW42 fizeram com que perdesse 15 lugares na grelha de partida. O último lugar estava garantido. Outro que também teve de trocar de componentes foi Daniil Kvyat, que acabou punido com os mesmos 15 lugares.

Com os Mercedes a ficarem logo com a liderança - neste caso, Valtteri Bottas - no final, quem ficava com a fava foram o Williams de Robert Kubica, o Haas de Romain Grosjean e o Racing Point de Lance Stroll.

Na Q2, Bottas foi o primeiro a marcar um tempo, mas Hamilton fez melhor (1.30,024 contra 1.29,520 do inglês) e de uma certa forma, já estava decidido. Atrás é que existia competitividade. A Red Bull dava sinais de vida e Max Verstappen era 0,1 segundos atrás de Charles Leclerc. Já Pierre Gasly esteve mais aflito, chegando até a estar de fora da Q3. Mas conseguiu um bom tempo para ficar para a última parte, às custas do Alfa Romeo de Kimi Raikkonen. Quem também foi para a Q3 foram as McLaren, na melhor performance coletiva da marca este ano, em claro contraste com Alexander Albon e Nico Hulkenberg, que não foram.

Depois, na Q3, o expectável: Hamilton fez uma volta arrasadora e conseguiu mais uma pole-position, com diteito a monopólio na primeira fila dos Flechas de Prata. Charles Leclerc ficou com o lugar mais baixo do pódio, superando Max Verstappen, e provavelmente é essa a sua luta para o resto da temporada. Os McLaren ficam com a terceira fila, na frente até de Sebastian Vettel, que andou com problemas com a sua caixa de velocidades e apenas partirá de sétimo, na frente de Daniel Ricciardo, da Renault, de Pierre Gasly e de Antonio Giovinazi, da Alfa Romeo.

E pronto, assim foi a qualificação. Amanhã, caso não haja uma catástrofe, Lewis Hamilton vencerá com folga sobre Valtteri Bottas. Resta saber se a tática de uma corrida compensará e até que ponto a Ferrari ficará com os restos. Da maneira como isto vai, ninguém quer saber: está tudo decidido, basta riscar o calendário até as coisas estarem matematicamente decididas.

Formula E: Vergne de novo o melhor em Berna

Jean-Eric Vergne venceu a prova de Berna, e conseguiu pontos decisivos na sua luta pelo campeonato. Agora com 32 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o piloto francês poderá ir a Nova Iorque, na última jornada dupla do campeonato, num modo confortável. Quanto a António Félix da Costa, não conseguiu melhor que o 12º posto da geral, atrasando-se quase de modo definitivo na luta pelo título.

Com Vergne na frente no final da qualificação e alguns dos seus rivais no fim da grelha - Lucas di Grassi era 19º e António Félix da Costa um lugar atrás - o piloto da DS Techeetah tinha tudo para alargar a liderança do campeonato e ir para Nova Iorque com um pé e meio para o título mundial, numa pista que aparentemente era algo estreita para os carros elétricos. ao seu lado, tinha o Jaguar de Mitch Evans, com Sebastien Buemi no terceiro posto.

Na partida, Vergne consegue manter o primeiro posto, com Buemi a conseguir melhor que Evans, mas na primeira chicane, parte do pelotão... ficou por lá. Max Gunther e Pascal Wehrlein "encaixam-se" e boa parte do pelotão ficou preso no muro. Isso faz com que as bandeiras vermelhas fossem mostradas. Os carros conseguiram libertar-se - alguns deles passando pela escapatória - com André Lotterer a ir às boxes trocar de asa dianteira. Também Pascal Wehrlein foi às boxes, também para trocar a asa dianteira. Quem ficou definitivamente de fora foi Robin Frijns.

A corrida recomeçou atrás do Safety Car, com o cronometro congelado até ao recomeço, poucos minutos depois. E quando recomeçou, a organização decidiu que a classificação seria igual ao da grelha de partida, prejudicando os que ganharam posições passando pela escapatória.

Quando recomeçou a sério, não houve ultrapassagens, mas Evans pressionou Vergne pela liderança. O piloto da Jaguar era cada vez mais veloz e tentou a sua sorte, com ambos a afastar-se do pelotão. Pouco depois, Jerome D'Ambrosio acabou por ir às boxes para cumprir uma penalização por causa de um incidente de corrida. Tudo isto ao mesmo tempo que alguns pilotos começaram a ir para o Attack Mode, para tentar ganhar posições com os cavalos extra.

Por alturas da quinze minutos, Pascal Wehrlein acabou por andar lentamente e a parar na pista, vítima de problemas no seu carro. Nesta altura, Evans estava em Attack Mode, antes de Vergne ir à sua vida. O neozelandês andou a lutar pela liderança, mas teve de abortar porque  a organização decidiu colocar um Full Course Yellow por causa do carro de Wehrlein.

Quando voltou a bandeira verde, Evans e Vergne continuavam na luta, e o piloto da Jaguar voltou de novo para o Attack Mode, de modo a atacar o francês da Techeetah. Atacou, atacou, mas o francês sempre se defendeu até ele ir também ao Attack Mode. Depois foi um periodo onde os cinco primeiros estavam em Attack Mode, com Lotterer a passar Abt e Gunther até chegar ao quarto posto.

Na parte final, Evans começou a ser assediado por Sebastien Buemi e Andre Lotterer, nas caiu para quinto, passado por Bird. Tentou recuperar a posição, usando o Attack Mode, e conseguiu forçar o erro ao britanico, que conseguiu.

As últimas voltas tiveram emoção, com a chuva a marcar presença. Apesar das escorregadelas, Vergne teve nervos de aço e aguentou Evans e Buemi para conseguir o seu terceiro triunfo do campeonato. E com o quarto posto de Andreas Lotterer, a DS Techeetah deu um passo decisivo para a conquista do campeonato de Construtores. 

Com isto, Vergne conseguiu 130 pontos, contra os 98 de Lotterer e 97 de Di Grassi. Agora, a Formula E parte para a jornada dupla de Nova Iorque, nos dias 13 e 14 de julho.

Formula E: Vergne fez a pole-position em Berna

Jean-Eric Vergne pode ter dado um passo decisivo para a renovação do seu título na Formula E. O piloto da Techeetah fez a pole-position no ePrémio de Berna, onde conseguiu superar o Jaguar de Mitch Evans e o Nissan de Sebastien Buemi. António Félix da Costa, piloto da BMW Andretti, não conseguiu melhor que o vigésimo tempo, um lugar atrás de Lucas di Grassi, e apenas na frente dos pilotos da NIO, e a sua vida poderá estar bem mais complicada nas contas para o título.

Numa prova que é uma estreia para o pelotão da Formula E, em paragens suíças, o campeonato já está uma fase decisiva, apesar de ainda faltar a jornada dupla de Nova Iorque, e como esta pode dar 50 pontos em potencial, as coisas tem mais chances de serem resolvidas por lá.

Logo no Grupo 1, com os pilotos da frente do campeonato - Vergne, Félix da Costa, Di Grassi, Lotterer e Frijns - o brasileiro da Audi e o português da BMW Andretti foram os primeiros a marcar pontos, mas logo a seguir, Vergne pulveriza a concorrência, conseguindo 1.19,232, 0,8 segundos mais veloz que ambos os pilotos, e tendo um tempo potencial para entrar na SuperPole. Já Lotterer e Frijns conseguiram um tempo na casa dos 1.19,5.

No segundo grupo - que tinha Daniel Abt, Oliver Rowland, Sébastien Buemi, Jérôme D'Ambrosio e Mitch Evans - Rowland teve um ligeiro erro que o fez que fizesse o oitavo tempo provisório. que foi aproveitado por Mitch Evans, para fazer um tempo abaixo do 1.18, liderando a tabela de tempos. Sebastien Buemi seguiu-o, fazendo o terceiro melhor tempo, seguido por Daniel Abt.

Para o terceiro grupo de pilotos, que tinha Sam Bird, Stoffel Vandoorne, Pascal Wehrlein, Alexander Sims, Felipe Massa e Edoardo Mortara, começou com Bird e Wehrlein a fazer tempos que os colocaram na SuperPole de modo provisório. De resto, nem Felipe Massa, nem Alex Sims e Edoardo Mortara conseguiram um tempo suficiente para ir para a fase final.

Por fim, o Grupo 4, com Tom Dillmann, José María López, Alex Lynn, Maximilian Günther, Oliver Turvey e Gary Paffett, as coisas não correram bem para os carros da NIO, que ficaram piores que Félix da Costa. Em contraste, Max Gunther conseguiu o quinto melhor tempo, que deu para ir na SuperPole, mas Alex Lynn só foi o décimo.

Assim, para a SuperPole foram Evans, Vergne, Wehrlein, Buemi, Günther e Bird.

Ali, Bird foi o primeiro a sair, e com a volta que fez, de 1.19,536, foi conservador e parecia que teria o pior tempo dos postulantes. E isso provou-se quando Max Gunther fez um tempo 170 centésimos melhor que o britânico da Virgin. A seguir, veio Sebastien Buemi e fez um tempo de 1,19,164, menos quatro milésimos que Pascal Wehrlein, quando ele fez a sua volta na pista.

Por fim, Jean-Eric Vergne foi à pista e fez 1.18,813 e fez o melhor tempo. Com apenas um piloto para marcar tempo, o neozelandês da Jaguar, este não conseguiu bater o francês, mas ficou com um lugar na primeira fila da grelha de partida, com um tempo 307 centésimos mais lento.

Assim sendo, o piloto francês vai ter uma chance de marcar pontos decisivos no campeonato, numa prova que começará pelas 17 horas de Lisboa.

A imagem do dia

Esta é uma imagem pouco conhecida: Piers Courage, com capacete integral, no fim de semana do GP da Holanda de 1970, aquele em que veio a morrer devido a um despiste do seu De Tomaso-Williams feito de magnésio.

Normalmente faço isto quando os números são redondos, mas este ano lembro isto por causa desta foto e também por causa das circunstâncias desta corrida e as suas consequências.

Caso não saibam, os GP's da Holanda normalmente aconteciam aos sábados, porque os domingos eram mais sagrados do que são agora, e aquele 21 de junho de 1970 coincidia com o dia da final do campeonato do mundo de futebol, no México, entre o Brasil e a Itália. E a corrida tinha de acontecer um pouco mais cedo porque, por causa do fuso horário, o jogo iria acontecer pelo meio-dia local, oito da noite na Europa central.

Foi uma corrida interessante, pois foi a primeira de Clay Regazzoni (Ferrari), Francois Cevért (March) e Peter Gethin (McLaren). Jochen Rindt, o poleman, dominou a corrida num Lotus 72 que por fim superou os seus problemas de juventude e deu a primeira das quatro vitórias seguidas ao piloto austríaco. Mas foi o acidente mortal de Courage que mudou tudo. O estrago foi tal que causou um incêndio nas matas circundantes, do qual os bombeiros tiveram alguma dificuldade em extinguir.

Courage e Rindt eram amigos pessoais. No ano anterior, em Clermont-Ferrand, Courage tinha emprestado um capacete ao austríaco durante os treinos, e quando soube no pódio do seu acidente mortal, encarou seriamente a ideia de abandonar a competição no final da temporada. Há quem diga que depois voltou atrás com a ideia, mas seja como for, o destino impediu-o de sair da Formula 1 pelo seu próprio pé.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

CNR: Armindo Araújo quer vencer em Castelo Branco

Como se sabe, o Rali de castelo Branco é o primeiro de cinco provas do Campeonato de Portugal de Ralis onde o asfalto será rei. E nesse campo, Armindo Araújo sabe que é importante triunfar por aí, para ter fortes hipóteses de renovar o título na competição, a bordo do seu Hyundai i20 R5. 

É muito importante começar a fase de asfalto com um bom resultado e com o maior número de pontos possíveis. O equilíbrio entre as principais equipas que lutam pelo título é evidente e, por isso, esperamos um rali muito disputado. Estamos bastante confiantes com o trabalho que realizamos nos testes e queremos, tal como os nossos adversários, lutar pela vitória”, disse o piloto do Hyundai i20 R5, de novo navegado por Luis Ramalho.

O rali de Castelo Branco, com dez especiais, correrá no fim de semana - sábado e domingo - nas estradas da cidade albicastrense.