quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Berta: quando a Argentina quase esteve na Formula 1

(...) Oreste Berta, engenheiro de formação, começou a trabalhar na industria automóvel em 1962, ao serviço da Renault. Cedo a sua área tornou-se a preparação de motores, que conseguiu fazer sucessos com o motor Tornado de 4 cilindros em linha. Alejandro De Tomaso, outro argentino, mas radicado em Itália, queria-o para os seus serviços, mas a Renault decidiu ajudá-lo a montar a sua oficina, na cidade de Cordoba. Em principio, começou a preparar motores renault, mas a seguir, no final dos anos 60, começou a montar motores de 4 cilindros em linha baseados na Ford.

(...) Com um chassis leve - 620 quilos - e adaptando o carro para as regulamentações da Formula 1, montou os seus motores Berta no chassis, e apresentou à imprensa com pompa e circunstância a 16 de dezembro desse ano no Autódromo Oscar Galvez, onde andou a testar. Cedo se revelou que o carro não era competitivo: apesar da leveza do chassis, o motor apenas tinha uma potência de 400 cavalos, bem menos do que os 450 que normalmente davam os Cosworth DFV.

Para piorar as coisas, alguns dias mais tarde, os seus motores começaram a explodir uns atrás dos outros, apesar de uma mudança no lubrificante. Num só dia, tinha rebentado quatro deles! As coisas pareciam algo desesperadoras quando recebeu uma oferta de Wilson Fittipaldi: um motor Cosworth DFV para eles correrem em Buenos Aires. Contudo, a oferta vinha com um senão: teriam de o devolver como novo. (...)

Há quase 40 anos, a Argentina ia seguindo o Brasil no sonho de construir o seu próprio chassis. Mas ao contrário de Wilson Fittipaldi e de Ricardo Divila, o argentino Oreste Berta tinha o sonho de fazer tudo argentino: chassis e motor. Baseado no Brabham BT34 de 1971, adaptou um chassis de Formula 5000 para adaptar um dos seus motores e correr as duas primeiras corridas da temporada de 1975, com o local Nestor Garcia Veiga ao volante. Contudo, o seu motor era mais fraco do que os Cosworth DFV V8 em cerca de 50 cavalos, e era demasiado fraco. A salvação poderia ter vindo de Wilson Fittipaldi, que ofereceu um motor DFV para as corridas da Argentina e do Brasil, mas com a condição de devolver inteiro. Berta decidiu declinar a oferta e o sonho do Formula 1 argentino terminou ali.

Para ler o resto da história, podem seguir por aqui, na "Memorabilia" do site Motordrome.

Noticias: Ford estará em Le Mans em 2016

Os rumores voavam há dias (podem ler um deles no Motordrome), mas esta tarde, a Ford confirmou esta tarde que irá apresentar um novo Ford GT no mês que vêm, no Salão Automóvel de Detroit. E este carro correrá em 2016 nas 24 Horas de Le Mans, para comemorar os 50 anos da sua primeira vitória em La Sarthe. O carro será preparado pela Chip Ganassi Racing, segundo conta a americana Autoweek.

De acordo com a mesma publicação, o chassis vai ser preparado pela canadiana Multimac Motorsports, que têm uma longa parceria com a marca americana, e a fábrica irá apoiar um programa com dois carros ao longo da temporada da TUSSC (Tudor United States SportsCar Championship) com um salto para as 24 Horas de Le Mans. Dois pilotos poderão ser confirmados na apresentação: o veterano Scott Pruett, ex-IndyCar e com cinco vitorias nas 24 Horas de Daytona, com a hipótese de Joey Hand, o americano ex-DTM, ser o segundo elemento da equipa, em substituição de Memo Rojas.

A segunda aventura da Ford acontece mais de 50 anos após a primeira, que começou em 1963, quando Henry Ford II tentou comprar a Ferrari, oferta recusada pelo seu fundador, Enzo Ferrari. Determinado a vingar-se, vencendo no terreno onde a Scuderia dominava, Ford recorreu aos serviços de Carrol Shelby em 1964, e com a ajuda de pilotos como John Miles, conseguiu a vitória em 1966, com os seus GT40 a ficar com os três primeiros lugares. A aventura ganhou notoriedade recentemente com o livro "Go Like Hell", que poderá em breve ser realizado por Hollywood, e com Tom Cruise no papel principal.  

Uma coisa é certa: as coisas no mês que vêm serão bem mais interessantes em Detroit. E claro, quem sai a ganhar é a Endurance.

O cartão de Natal do Tio Bernie

O cartão de natal do Tio Bernie tornou-se num ritual anual por esta altura do campeonato. E que o velhadas têm bom humor, isso têm, especialmente quando leva as coisas para o seu lado. e este ano não foge á regra, especialmente com o julgamento por corrupção na Alemanha, o caso Gribowsky.

Apesar de ter pago cem milhões de dólares para ter o cartão "está livre da prisão", ele ainda vê as coisas como se fosse o velhadas injustiçado, com um "Robin Hood" a dizer que levou o cacau em nome do estado da Baviera, local onde o julgamento ocorreu... 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Rumor do Dia: Toyota prepara-se para regressar aos ralis

Desde meados do ano que a Toyota testa um modelo Auris nas estradas europeias, com Stephane Sarrazin ao volante, mas até agora nada se sabia sobre se iriam ou não fazer o regresso ao Mundial. Pois bem, a Autosport britânica fala hoje no seu site que o regresso poderá ser anunciado no inicio do ano que vêm, e o alvo será a temporada de 2017. Tanto que fontes bem colocadas na administração disseram que o programa de testes da marca será intensificado.

"As coisas estão se movendo dentro da Toyota. Toyoda-san nunca escondeu ou o seu amor de ralis ou seu desejo de colocar a Toyota de volta aos ralis", começou por dizer essa fonte.

"O que ele queria ver era esse entusiasmo tanto dentro, como fora da empresa, para tomarmos uma decisão nesse sentido. Acreditamos que o momento é agora."

Contudo, a mesma publicação disse que apesar da Toyota estar presente nas reuniões da comissão do WRC relativos aos regulamentos dos novos carros para 2017, não exigiu a entrada dos híbridos nos carros de ralis

Quanto ao modelo, apesar de ser um Auris o carro a ser testado, pode não ser esse o modelo que estará na estrada, mas sim uma nova geração de Corolla, como aconteceu da última vez em que esteve no WRC, em 1999.

Os números da Endurance


Esta foto é bem interessante sobre as audiências nas corridas do Mundial de Endurance na temporada de 2014. Com a notável excepção do Bahrein, todas as outras corridas receberam um aumento de público entre 2013 e esta temporada. E pelos vistos, Jean Todt fez muito bem ao reavivar o Mundial de Endurance no final de 2012, vinte anos após a última vez que aconteceu.

Quando tal aconteceu, a Le Mans Series já tinha Audi e Toyota, com a Porsche a espreitar o regresso, só na categoria LMP1. Agora, teremos a Nissan a correr em 2015, com noticias de mais projetos em varias categorias de Endurance. Hoje por exemplo, surgiu na imprensa o rumor do regresso da Ford à clássica francesa, provavelmente em 2016, para comemorar os 50 anos da sua primeira vitória em La Sarthe.

Em apenas duas temporadas, poderemos dizer que a Endurace "está de volta". Pensava que teriamos de demorar mais tempo, mas parece que os construtores estão cada vez mais interessados na ideia. As razões são muitas, mas há em particular: existe uma maior liberdade de projetar os carros e colocar o tipo de motor dentro deles, algo que já não existe na Formula 1. E as unidades híbridas que andam por aí são mais potentes do que na Formula 1, para além de haver maior possibilidade de os colocar nos seus modelos de estrada.

E ainda não falamos dos numeros da European Le Mans Series, onde há corridas de quatro horas, como no Estoril. Para quem viu a prova no final de outubro, via-se o mar de gente que estava presente para ver os carros a passar. E era numa primeira edição, com bilhetes acessíveis, mostrando que a ideia é vencedora, desde que se mantenha assim.

Mas tudo isto acontece numa altura em que todos falam que há uma inversão de valores. A Formula 1 ornou-se num nicho elitista, governada por pessoas que lá estão há mais de 40 anos e não desejam mudar. Têm vindo a perder público e os pilotos, para irem lá, têm de pagar para correr. Pelo contrário, na Endurance, são pagos pelos construtores para correr como pilotos de fábrica.

Mas não é só a Endurance que está a ressurgir. A IndyCar e até a Formula E começam a ser alternativas viáveis à Formula 1, em maior ou menor grau. Se no caso dos elétricos, ainda falta muito para caminhar - e não estão em concorrência direta, pois as corridas acontecem quando esta está entre temporadas - no caso da IndyCar, mesmo com carros iguais e apenas dois tipos de motores, começam a atrair pilotos europeus para a competição.

Para finalizar, ao ver os números de espectadores no Bahrein, poderemos dizer que é são os petrodólares a grande razão para termos a corrida por lá. A grande concessão de Jean Todt, pois eles ficarão até 2017. Não sei quanto é que colocam por lá, mas se metem 50 milhões para ter a Formula 1 - e até têm o poder de veto para impedir que o seu vizinho Qatar tenha as mesmas coisas que eles - quanto meterão para ter por lá e mostrar ao resto do mundo?

Procura-se: presidente da Formula 1

A história de Paul Walsh no comando da Formula 1 pode ter acabado... ainda antes de começar. A BBC conta hoje que ele decidiu não concorrer ao cargo de "chairman" em substituição de Peter Brebeck-Lemathe, que se vai embora devido a razões de saúde. Aparentemente, Bernie Ecclestone falou com os membros da CVC Capital Partners, que na reunião que tiveram recentemente, não falaram sobre esse assunto.

Com esta confirmação, Bernie conseguiu o que queria, e o seu substituto será uma pessoa de confiança dele, Sacha Woodward-Hill, quando ele se retirar de cena, o que acontecerá quando morrer. Mas os observadores deste processo afirmam que esta decisão só mostra a incapacidade da CVC Capital Partners de tomar decisões em relação à pessoa que lhes deu uma "mina de ouro" do qual recebem lucros fabulosos a cada ano que passa.

Mas como diz hoje o Joe Saward, a decisão desta quarta-feira demonstra que neste mundo da Formula 1, o desejo de mudança esbarra na figura deste anão de 84 anos, e o medo de o enfrentar é o mais forte do que o desejo de mudança de um desporto que é crescentemente opaco na maneira como fere os seus negócios. E já agora, amanhã irá haver uma reunião do Grupo de Estratégia em relação a certos aspectos dos motores, como o seu descongelamento e até certas sugestões de Ecclestone poderão vir a ser debatidas. 

E cada vez mais se pode ver que as pessoas querem ganhar tempo, esperando que a Ceifadora vá buscá-lo, para fazer as mudanças que aparentemente esta Formula 1 muito necessita. Resta saber é, quando tal acontecer, se a Formula 1, mais do que ser salva, se merece ser salva.  

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Youtube Motorsport Video: O video de Natal do DTM

O DTM decidiu fazer um vídeo adequado à quadra, com os seus carros a fazerem a habitual "dança das cadeiras", com um final surpreendente.

O vídeo é excelente, pena que a Formula 1 nunca fara isso enquanto o anão estiver vivo...

Noticias: Haas vai participar no leilão de bens da Marussia

As noticias desta manhã de que a novata Haas poderá participar no leilão de bens da Marussia, que começou hoje na Grã-Bretanha, poderá significar que a equipa poderá querer algum do material para se adiantar em termos de trabalho para a sua estreia, que só irá acontecer em 2016.

"Haverá coisas [do leilão da Marussia] do qual estaremos interessados, portanto vamos licitar por algum item", começou por dizer Gene Haas ao jornal britânico The Guardian. Nessa entrevista, Haas revelou que procura um local na Grã-Bretanha onde poderá servir como base europeia para montar os seus carros.

"Procuramos um lugar na zona de Abingdon, no Oxfordshire. As equipas compram os bens uns dos outros, e temos também em vista coisas como a própria sede da Marussia, também", continuou o patrão da equipa americana, que quererá entrar na Formula 1 em 2016 evitando repetir os erros das equipas anteriores.

O projeto de Gene Haas, que arrancará dentro de um ano, terá a sua sede em Charlotte e terá motores Ferrari.

Noticias: Policia recupera parte dos troféus da Red Bull

A policia inglesa anunciou hoje que conseguiu recuperar 20 dos 60 troféus da Red Bull que foram roubados há pouco mais de uma semana na sua sede, em Milton Keynes. Os troféus foram recuperados do fundo de um lago perto de Sandhurst, alguns deles com danos.

"Alguns dos troféus foram recuperados no lago Horseshoe, perto de Sandhurst. Nós estimamos que 20 troféus foram recuperados, mas estamos averiguando com a Rred Bull para termos um número exato, já que algumas delas estão danificadas" - disse o porta-voz da Thames Valley Polica à BBC.

Apesar de ainda não se saber o numero exato, sabe-se que entre os que não foram recuperados, encontram-se os troféus de Construtores das temporadas passadas.

Apesar de terem sido encontrados os troféus, não foram feitas quaisquer prisões.

Recorde-se que o roubo aconteceu na noite de 6 de dezembro, na sede da equipa em Milton Keynes, quando um grupo de homens armados arrombou as portas da sede com um carro, tendo levado os troféus para outro veículo, de onde fugiram sem deixar rasto. A Red Bull e a policia local lançaram informações para ajudar nas buscas, quer para apanhar os ladrões, quer para recuperar os troféus furtados.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A foto do dia

A foto de hoje, tirada por Bernard Cahier, serve para homenagear Clay Regazzoni, morto faz hoje oito ano numa autoestrada italiana, após ter assistido ao Salão do Automóvel de Bolonha. Isto foi no fim de semana do GP de Itália de 1975, a corrida onde ele acabou por vencer, a sua unica vitória do ano, quando foi dominado pelo austríaco Niki Lauda.

Chegou tarde à Formula 1 (aos 30 anos de idade), mas teve tempo para ficar por uma década, não só ao serviço da Ferrari, mas também a correr por BRM, Shadow, Ensign e Williams, onde deu à equipa do Tio Frank uma inesperada primeira vitória, em Silverstone, em 1979 a dois meses de fazer 40 anos. Pela sua rapidez, pensava-se que tinha estofo para ser campeão do mundo, mas Lauda o colocou no seu lugar. Era um excelente piloto, que num dia bom era capaz de ser imbatível, mas quando foi necessária a sua presença nos momentosa decisivos, não foi capaz. E isso foi verdade me 1976, nas corridas onde Niki Lauda esteve ausente após o seu acidente no Nurburgring. Ausente em Zeltweg, em Zandvoort lutou contra Hunt, mas este levou a melhor sobre ele, impedindo-o de vencer.

As aventuras na Shadow e Ensign pareciam que teriam assinalado a decadência, mas no inicio de 1979, a Williams alargada, graças aos petrodólares árabes, precisava de um segundo piloto para andar ao lado de Alan Jones, e ele era o ideal: veloz e veterano. No Mónaco, lutou até ao fim com Jody Scheckter pela vitória, que seria alcançada em Silverstone, aproveitando os problemas mecânicos de... Jones.

Cinco anos antes, em 1974, a sua regularidade quase o fez... campeão do mundo. Parelhando com Lauda na ressuscitada Ferrari, conseguiu sete pódios, mas apenas uma vitória, em Nurburgring. E após um segundo lugar em Mosport, batido apenas por Emerson Fittipaldi, ele estava igualado nos pontos com o piloto brasileiro, 52 com 52. Watkins Glen seria a corrida de desempate, mas no momento decisivo, ele teve problemas e terminou num pálido 11º posto, a quatro voltas do vencedor, Carlos Reutemann.

Apesar de tudo, Regazzoni foi um dos pilotos que ajudaram a moldar os anos 70 na Formula 1. Fazia-o por paixão, acima de tudo, e foi apenas um acidente grave, em Long Beach, que o tirou de vez do automobilismo, num acidente bizarro. Anos depois, um jornalista do Blick suiço (cujo nome me varreu da cabeça) contou que ele de facto conseguia andar. Pouco, mas conseguia. Só que não quis trabalhar nisso na terapia (esteve mais de meio ano no hospital) por mera preguiça. E ele, grande amigo pessoal dele, era dos poucos que sabia dessa "nuance". Mas de resto, sempre disse que fazia por paixão. Tal como a sua vida.

domingo, 14 de dezembro de 2014

A(s) foto(s) do dia



As 24 Horas de Le Mans foram há seis meses, mas este domingo surgiram nas redes sociais as fotos do acidente de Löic Duval durante um dos treinos para a clássica da Endurance. As imagens falam por si e como é que o carro ficou fortemente danificado naquela semana anterior à corrida...

Formula 1 em Cartoons: A tarefa inacabada de Alonso (Riko)

Quando foi para a McLaren, Fernando Alonso disse que tinha regressado para completar um trabalho que ficou a meio em 2007, na sua primeira passagem. Lembrando-se do que aconteceu nas altura, o cartoonista "Riko" decidiu fazer isto...

Youtube Motorsport Race: A corrida de Punta del Este na integra

Para quem não viu a corrida em direto, coloco aqui a corrida de Punta del Este da Formula E na integra. Vale a pena, claro!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Formula E: Buemi foi o vencedor em Punta del Leste

Três semanas após a corrida de Putrajaya, o pelotão da Formula E atravessou o oceano para ir correr na estância balnear de Punta del Leste, no Uruguai, a primeira de duas corridas em paragens sul-americanas. Se em duas corridas, pouco ou nada se pode dizer sobre a competitividade das equipas e dos carros, a entrada em cena de Jean-Eric Vergne, com o seu carro da Andretti Autosport, e a fazer a pole-position, demonstrava que tinha a capacidade de ser o mais veloz do pelotão, e era um dos favoritos à vitória.

Antes da corrida, havia novidades: Salvador Duran, Daniel Abt, Nick Heidfeld e o "poleman" Vergne eram os felizes contemplados com o Fan Boost, todos os pilotos beneficiaram da penalização de Bruno Senna - sexto na grelha - que largaria do último lugar penalizado por causa de ter colocado os pneus quando faltavam menos de cinco minutos da sua qualificação.

Com 31 voltas para cumprir, a partida começa com Piquet Jr. a passar Vergne antes do final da reta da meta, onde todos andaram comportados, sem bater nos muros. A primeira desistência acabou na segunda volta, quando Daniel Abt andou devagar, com problemas. E na quarta volta, Sam Bird bateu no muro, obrigando a primeira entrada do Safety Car, que durou duas voltas, regressando na volta sete, com Piquet Jr a ser pressionado por Verne para recuperar a liderança. Atrás, António Félix da Costa falha a travagem para a primeira chicane e perde posições. Pouco depois, o português bateu e acabou por desistir, obrigando a nova entrada do Safety Car.

Na décima volta, a corrida recomeça com Vergne a pressionar Piquet Jr para o passar. O piloto brasileiro parecia ser o tampão para o resto do pelotão. O francês conseguiu passar na 13ª volta, quando os niveis de energia começavam a estar "no amarelo". Imediatamente a seguir, Sebastien Buemi pressionou Piquet Jr pelo segundo lugar, enquanto que Vergne se afastava na liderança.

As trocas de carros começaram a acontecer na volta 16, primeiro com o lider, Vergne, ao mesmo tempo em que o SC entra pela terceira vez, devido a uma batida de Stephane Sarrazin no muro. Mas não foi o unico, pois Bruno Senna foi para as boxes com estragos no carro. A troca de carros aconteceu com o Safety Car na pista, e com Nick Heidfeld na liderança, na frente de Vergne.

A corrida recomeçou na volta 19 com suspeitas sobre Heidfeld, que usou demais da sua energia e foi demasiadamente rápido para trocar de carro. Resultado final, teve uma passagem extra pelas boxes e caiu na classificação. Sebastien Buemi era o lider, com Vergne logo atrás, o que significava que os ex-pilotos da Red Bull lideravam a corrida.
  
As coisas agitaram-se de novo na volta 21 quando Nicolas Prost foi penalizado numa passagem pelas boxes por excesso de energia, e mais tarde, houve outra penalização a Michela Cerruti, por excesso de velocidade nas boxes. Enquanto que as penalizaçõies aconteciam, na frente, continuava a luta suiço-francesa. Na volta 27, com os índices de energia de Vergne a baixarem preocupantemente, Matthew Brabham batia a alta velocidade no muro, obrigando à entrada do Safety Car pela quarta vez nesta corrida.

Com o reagrupar dos pilotos, a grande pergunta era saber se Buemi iria resistir à pressão de Vergne. Com o SC a entrar a duas voltas do fim, o piloto suiço foi obrigado a "cortar chicanes", mas logo a seguir, Vergne acabou por andar lento devido à falta de energia. Para ele foi um enorme balde de água fria, mas para o piloto da e.dams, tinha apenas de levar o carro até ao fim no primeiro posto, com Piquet Jr. e Di Grassi a acompanhá-lo no pódio, dando à sua equipa a primeira vitória na categoria. Foi o terceiro vencedor diferente na nova categoria.

Nos restantes lugares pontuáveis ficaram Jarno Trulli, na frente de Jaime Alguersuari, Bruno Senna, Nicolas Prost, Jerôme D'Ambrosio, Oriol Serviá e Nick Heidfeld.

Na classificação geral, Lucas di Grassi ampliou a sua liderança, com 58 pontos beneficiando da corrida sem pontuar de Sam Bird. Sebastien Buemi é o terceiro, com os mesmos pontos de Bird. A próxima corrida acontecerá dentro de quatro semanas, em Buenos Aires.

Formula E: Jean-Eric Vergne faz a pole em Punta del Leste

Como Julio César há dois mil anos, Jean-Eric Vergne chegou, viu e... fez a pole-position na ronda uruguaia da Formula E, esta tarde, em Punta del Leste. O piloto francês, ex-Toro Rosso na Formula 1, deu à Andretti Autosport a sua primeira pole da história da Formula E, e terá Nelson Piquet Jr, da China Racing, ao seu lado mais logo, na corrida. Já o português António Félix da Costa, da Amlin Aguri, largará apenas do 13º posto.

Num fim de semana onde o convidado VIP é Helmut Marko, um dos patrões da Red Bull, o piloto francês aproveitou o facto de estar no primeiro grupo para fazer primeiro o tempo de 1.16,263, depois melhorar, baixando para 1,16,003 e depois estacou-se no final com o tempo de 1.15,408 mais de um segundo à frente de Piquet, que estava no terceiro grupo, ao lado de Bruno Senna e de Antonio Félix da Costa.

A classificação foi atribulada, com três pilotos a baterem no muto e não marcar qualquer tempo. Matthew Brabham, companheiro de Verne na Andretti, vai largar de último, assim como o belga Jerôme D'Ambrosio e o britânico Sam Bird, da Virgin e vencedor da corrida de Putrajaya. Atrás de Vergne e Piquet, a segunda fila têm os e.dams de Nicolas Prost e Sebastien Buemi, enquanto que Jaime Alguersuari largará de quinto, ao lado de Lucas di Grassi, da Abt e líder do campeonato.

A corrida acontecerá mais logo, a partir das 18 horas de Lisboa.