domingo, 23 de abril de 2017

Youtube IndyCar Press: A conferência de imprensa de Fernando Alonso em Barber

A noticia da chegada de Fernando Alonso à IndyCar, para correr nas 500 Milhas de Indianápolis provocou ondas de choque um pouco por todo o mundo automobilístico, e hoje, o piloto espanhol esteve em Barber Motorsports Park, em Alabama, para a terceira corrida do campeonato IndyCar. Com Zak Brown, Mark Miles (o presidente de Indianápolis Motor Speedway) e Michael Andretti, Alonso falou sobre aquilo que irá esperar dentro de cerca de um mês.

CNR: Vieira e Fontes satisfeitos com o resultado

Um dia depois do Rali Casino de Espinho, os protagonistas da quarta prova do campeonato nacional de ralis falaram sobre o que foi a quarta prova do Nacional de ralis. Se José Pedro Fontes estava feliz pelo segundo lugar alcançado - que o mantêm no comando do campeonato - já Carlos Vieira não deixava de exprimir o que vinha na alma. 

"Foi a minha primeira vitória nos ralis, depois de passar um ano a tempo inteiro na modalidade. Só eu sei o passei até aqui e por isso estou muito feliz e finalmente em paz. Obrigado aos que sempre acreditaram, mesmo nos momentos mais difíceis, que foi quando por momentos deixei de acreditar em mim, obrigado à família, ao meu navegador, amigos, à minha equipa, e ao Abel! Ao Zé Pedro Fontes, um obrigado especial, por todo o apoio e motivação, e por sempre ter acreditado", comentou Vieira. 

Não conseguimos ganhar, apesar de termos recuperado durante a parte da tarde. Foi um rali exigente e muito disputado, sendo que a vitória era o nosso objectivo. Fizemos o que estava ao nosso alcance e, assim, só dar os parabéns ao Carlos Vieira e ao Jorge Carvalho pela excelente prova que realizaram. O carro este bem e o resultado final, não sendo o que queríamos, foi bastante positivo. A verdade é que em três provas garantimos outros tantos pódios”, comentou Fontes.

O Nacional de Ralis continua entre os dias 19 e 21 de maio, com o Rali de Portugal, enquanto que a seguir, no inicio de junho, os pilotos voltarão a mais um rali de asfalto, o Vidreiro. 

sábado, 22 de abril de 2017

CNR 2017 - Rali Casino de Espinho (Final)

À quarta prova do campeonato nacional de ralis, parece que temos um estreante nos ralis. Carlos Vieira valeu por fim da sua velocidade nos troços de asfalto e conseguiu vencer a José Pedro Fontes, ambos em Citroen. A vitória de Vieira é mais do que justa, já que ele procurou por isto ao longo dos últimos ralis, sem grande sucesso. Contudo, hoje, em Espinho, conseguiu aquilo que queria. João Barros, o primeiro líder deste rali, fechou o pódio, já bem distante dos dois, e o único que ficou a menos de um minuto do vencedor, no final deste rali.

Depois de João Barros ter vencido a especial de abertura e em consequência, ficar com a liderança do rali pela menor das margens sobre Carlos Vieira, José Pedro Fontes atacou logo no inicio da manhã, vencendo a segunda especial. Contudo, Vieira ficou em segundo e com a liderança, conseguindo uma vantagem de 3,4 segundos sobre Barros. Mas quem venceu nessa especial tinha sido José Pedro Fontes, que obteve uma vantagem de 0,4 segundos, insuficiente para conseguir apanhar quer o piloto da Citroen, quer o próprio Barros. Mas aproximava-se de ambos, que era algo que interessava.

Quem se penalizava era Ricardo Teodósio, que perdeu a chance de fazer algo bom neste rali, perdendo 27,1 segundos e a liderança do Grupo N para Carlos Martins.

Vieira ganhou na terceira especial, a primeira passagem por Arestal, batendo Fontes por 0,6 segundos, enquanto que João Barros distanciava-se dos dois primeiros, sendo terceiro, a 8,5 segundos, e perdendo o segundo posto para Fontes. O total acumulado já era de 11,5 segundos para o piloto da Ford. Pedro Meireles era o quarto na especial, a 14,6 segundos do vencedor, com Miguel Barbosa em quinto na especial, com o piloto da Skoda a perder 21,8 segundos para os primeiros.

E na quarta especial... Vieira conseguia de novo! O piloto era o melhor na primeira passagem pelo Rio Caima, batendo Fontes por 2,8 segundos e Barros por 6,2. Pedro Meireles era o quarto, a 12 segundos, e Miguel Barbosa o quinto, a 21,2 segundos. A mesma coisa aconteceu na quinta especial, na primeira passagem por Ferreira de Castro, e parecia que Vieira iria imparável rumo à vitória. Por esta altura - e apesar de ter conseguido apenas cinco décimos nesta especial - a vantagem entre ele e Fontes já era de 7,6 segundos, com João Barros a ser o terceiro, a uns "distantes" 24 segundos. Pedro Meireles era o quarto, a 48,7 segundos, e Miguel Barbosa já tinha um minuto e dois segundos de diferença para o primeiro.

Com as especiais de Gaia canceladas, a parte da tarde foi um dielo entre Fontes e Vieira. O campeão nacional atacou, vencendo na segunda passagem por Burgães, mas tirou apenas oito décimos sobre Vieira, insuficiente para se aproximar de forma a ficar com a liderança. João Barros ficava a 3,4 segundos, e consolidava o terceiro posto, cada vez mais distante de Pedro Meireles, quarto na geral e na etapa, perdendo mais 8,7 segundos.

Fontes continuou ao ataque, tirando mais 1,3 segundos na segunda passagem por Arestal, com Barros a ser terceiro... a 11,5 segundos. Por esta altura, a diferença tinha ficado pelos 5,5 segundos e parecia que iria haver duelo até ao fim, mas Fontes não tirou mais do que 0,5 segundos na segunda passagem pelo Rio Caima, e parecia que Vieira tinha tudo controlado. É verdade que cinco segundos não parecem ser muito, mas parecia que Vieira tinha tudo controlado.

E assim foi: Fontes venceu na última classificativa, a segunda passagem por Ferreira de Castro, mas tirou apenas um segundo, com Joaquim Alves a ser o terceiro na especial, a 8,4 segundos. Mas tudo estava decidido, e Vieira foi para Espinho comemorar uma inédita vitória no CNR. E ambos deixaram João Barros muito distante, a 55 segundos, o que mostra o elevado grau de competividade entre os dois primeiros.

Miguel Barbosa foi o quarto, a já uns distantes dois minutos e 17 segundos, mas conseguiu ser mais regular do que alguns dos seus concorrentes mais diretos. Joaquim Alves foi o quinto, a dois minutos e 28 segundos, na frente de Elias Barros, a quase quarto minutos do vencedor. Carlos Martins foi o melhor dos Grupo N, mas ficou a pouco mais de dez segundos de Ricardo Teodósio. Paulo Neto e Gil Antunes fecharam o "top ten" neste rali.

Agora, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali de Portugal, em meados do mês que vêm.

CNR: João Barros é o primeiro líder no Rali Casino de Espinho

O piloto João Barros é o primeiro líder do Rali Casino de Espinho, realizadas estão as três primeiras especiais deste dia. O piloto do Ford Fiesta R5 conseguiu bater Carlos Vieira por apenas... um décimo de segundo, depois das passagens pela especial de Santa Maria da Feira.

Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5, foi o terceiro, a cinco décimos de segundo, com Pedro Meireles a ser quarto, já a 2,1 segundos do líder. Ricardo Teodósio foi um surpreendente quinto, a 3,4 segundos, na frente de José Pedro Fontes, que foi mais prudente e fez apenas o sexto tempo, a 4,2 segundos. Joaquim Alves foi o sétimo, noutro Ford Fiesta R5.

O resto do rali acontecerá ao longo deste dia de sábado, com o rumor de que as duas passagens por Gaia, numa Special Stage no centro da cidade poderão ter de ser canceladas, diminuindo as classificativas para nove.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Piloto perde a vida em rali francês

Sexta-feira acabou mal para os ralis um pouco ela Europa. Depois de esta tarde, o Targa Flório ter sido cancelado à conta de um acidente mortal na terceira classificativa, com a morte do piloto Mário Ammendola e de um comissário de pista, soube-se esta noite que outro piloto perdeu a vida no rali Lyon-Charbonniers, vitima de um despiste.

Vincent Perrin, de 31 anos, perdeu o controlo do seu carro, um Citroen Saxo N2,  na sexta especial, acabando por morrer. O seu navegador, Vincent Rigaud, ficou ferido, mas não corre risco de vida, segundo conta a organização.

"Esta sexta-feira, 21 de abril, pelas 20:59, o carro numero 140 saiu de estrada, com a ambulância a chegar no local do acidente. Uma vez lá, o médico confirmou a morte do piloto, Anthony Perrin, 31 anos de idade. Seu co-piloto, Vincent Rigaud, foi levado ao hospital para testes, mas o seu prognóstico é reservado", afirmou a organização, em comunicado oficial.

O Lyon-Charbonniéres é a segunda prova do campeonato francês de ralis, e é essencialmente em asfalto. Um dos concorrentes era Diogo Gago, que acabou por desistir, vitima de falha nos seus travões.

Grave acidente no Targa Florio

O piloto local Mauro Amendolia e um comissário de pista morreram esta tarde durante o Rally Targa Florio, quando o seu carro se despistou, acabando na berma. A navegadora foi levada para o hospital em estado grave. O rali foi cancelado de imediato.

O acidente aconteceu durante a terceira especial do rali, que conta para o campeonato italiano. Amendolia, que guiava um Mini Cooper R1T, estava a completar o percurso quando perdeu o controlo do seu carro, atropelando o comissário que estava no seu caminho. Ambos acabaram por morrer.

A navegadora, Gemma Amendolia (filha do piloto), foi transportada para o hospital com ferimentos graves. O rali, que era liderado pelo veterano Paolo Andreucci, acabou por ser cancelado.

Já não é a primeira vez que acontecem acidentes fatais nesta clássica do automobilismo. Em 2012, a tragédia atingiu Craig Breen quando se envolveu num acidente quando embateu contra um guard-rail, matando o seu navegador, Garth Roberts.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A imagem do dia

Se estivesse vivo, Phil Hill faria hoje 90 anos. O primeiro campeão do mundo americano, que alcançou o título em 1961 pela Ferrari, em circunstâncias adversas, viveu - e sobreviveu - a uma era onde as suas possibilidades de morte eram altas. Em Monza, a corrida que lhe deu o título viu o seu companheiro de equipa - e maior rival - morrer vitima de um acidente envolvendo Jim Clark, matando mais 14 pessoas.

Mas antes disso, viu outros pilotos do seu tempo - especialmente os da Ferrari - morrerem em acidentes mais ou menos horríveis. Desde Alfonso de Portago, nas Mille Miglia, a Peter Collins, passando por Mike Hawthorn ou Luigi Musso, foi através dessa contabilidade macabra que ele subiu na hierarquia, acabando na Formula 1 e na Endurance, vencendo por três vezes as 24 horas de Le Mans - 1958, 61 e 62, sendo o único que venceu Le Mans e o Mundial no mesmo ano.

E em todos eles, teve ao seu lado outro sobrevivente desses tempos: o belga Olivier Gendebien.

Depois de sair da Ferrari, no final de 1962, só conseguiu... mais um ponto, em 1964, pela Cooper. E alguns sustos, principalmente no GP da Áustria de 1964 quando o seu carro teve uma fuga de combustível e explodiu. Antes disso, tinha passado pela ATS, Automobili Turismo e Sport, (não a ATS de Gunther Schmid, uma década depois), onde o carro foi um verdadeiro fracasso.

Sobre Hill e Von Trips, trago esta imagem tirada por Bernard Cahier, em Spa-Francochamps, em 1960. Mais do que uma rivalidade, havia amizade e respeito.

P.S: Por uma incrivel coincidencia, este é o meu post numero treze mil neste blog. Até acho fantástico que esta marca simbólica seja preenchida por algo histórico como este.

A chance da India ter o WRC?

O Mundial de Ralis está, desde há algum tempo, a pensar expandir-se em termos de calendário, num evento mais mundial. Apesar da tentativa na China se ter abortado no ano passado, outros ralis, em outros países, estão também à vista. Fala-se que o Safari poderá regressar, algures no final da década, fala-se que a Nova Zelândia tentará o mesmo, mas o mais recente país a tentar a sua sorte no WRC é a India.

O país recebe regularmente uma prova no campeonato Ásia-Pacifico, e um dos seus pilotos mais proeminentes é Gaurav Gill. Aos 35 anos, venceu o campeonato por duas vezes, em 2013 e 2016, neste último campeonato tendo vencido cinco provas, uma delas o próprio rali da India.

Esse rali foi um tremendo sucesso, com os pilotos a elogiarem a natureza exigente do percurso. E claro, com isso, os indianos já iniciaram contactos com os promotores do WRC sobre a ideia de receberem uma prova do Mundial.

A prova do Campeonato Ásia-Pacífico foi um grande evento no nosso país e espero que um dia possam trazer aqui o WRC”, começou por dizer o piloto de 35 anos.

O WRC exige muita disciplina e um apoio logístico de grandes empresas. Tenho a certeza (que uma prova do Campeonato do Mundo) que se um organizador quiser trazer a modalidade a esse nível todas as coisas têm de ser tratadas com muita antecedência. Precisamos de muito da parte de parceiros, com diferentes empresas a terem que participar, porque haverá cerca de 125 carros, que é a média esperada” continuou.

Formula 1 em Cartoons - China (Cire Box)



O GP da China já foi há duas semanas e meia, mas só agora é que o "Cire Box" é que conseguiu fazer a "banda desenhada", onde Lewis Hamilton conseguiu vencer a Sebastien Vettel, empatando na classificação geral. 

E algumas piruetas que aconteceram naquela corrida, que começou molhada...

Saúde, evolução e a generosidade das pessoas

Ontem à tarde, tinha falado de Billy Monger, do seu acidente e das péssimas consequências. Como todos sabem, o britânico de 17 anos perdeu ambas as pernas após um horrível acidente em Donington Park, colidindo em frente com o carro do finlandês Patrik Pasma, que ia em velocidade bem mais lenta devido a problemas de motor.

Contudo, tinha falado também sobre a forma não muito ética sobre como é que as pessoas souberam disso: através de uma página de "crowdfunding" onde se apelava à comunidade automobilística - e algo mais - para que doassem o que pudessem para um fundo feito em seu nome. Isto sem, por exemplo, uma declaração vinda do hospital, a dar conta do seu estado de saúde. E foi por isso que durante algum tempo fiquei muito relutante em escrever a noticia, quando tens uma só fonte.

Felizmente, passado um tempo, soube de mais. Um bom amigo meu que tenho na Grã-Bretanha explicou-me o que se passa. Basicamente, eram duas coisas: a privacidade da familia, neste momento delicado, e também o seguro que os pilotos assinam no momento em que competem. Pelos vistos, como era um relativamente simples, não deve cobrir todas as despesas médicas que têm neste momento. Daí a razão deste "crowdfunding": para cobrir a parte que o seguro poderá não cobrir.

E a resposta foi avassaladora: em menos de um dia, o objetivo foi ultrapassado. 310 mil libras por volta da meia-noite de ontem. E entre os generosos contribuintes - mais de 7500 - estão pessoas como Jenson Button, que deu 15 mil libras, por exemplo. Chip Ganassi deu mil libras, e uma garota de 11 anos deu duas libras, dizendo depois que "pedia desculpa por não poder dar mais".

Para além disso, o hospital onde está internado emitiu um boletim médico sobre a sua situação, onde fala que está em coma induzido, mas que a sua situação, apesar de ser grave, é estável. E a familia de Monger também emitiu um comunicado a agradecer toda a ajuda prestada até ao momento.

"A família de Billy gostaria de expressar sua gratidão pela atenção médica de primeira classe dada pelo Queen's Medical Center em Nottingham e aproveitar esta oportunidade para agradecer às equipas médicas, comissários de pista, equipas de resgate e pessoal da ambulância aérea pela sua rápida resposta e trabalho duro.

"Além disso, eles gostariam de agradecer aos colegas de Billy, amigos, fãs e todos que demonstraram seu afeto por ele nos últimos dias. Essas mensagens ajudam a dar a força necessária para o processo de recuperação que está ainda por vir.

"A comunidade da Formula 4 e o mundo do automobilismo mais amplo estão, sem dúvida, entristecidos por essa notícia, mas são convidados a respeitar o desejo da família de privacidade durante este momento difícil", conclui o comunicado.

Em jeito de conclusão, as minhas dúvidas foram respondidas, e o processo ficou mais claro agora. E ao longo deste dia, pode-se ver até que ponto esta comunidade automobilistica foi capaz de ajudar um dos seus quando passou por uma situação complicada como aconteceu agora ao Billy Monger. Vai ser longo e duro, mas espera-se que se inspire noutros exemplos para se superar e ser feliz no automobilismo ou noutra modalidade.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Moral e ética em situações complicadas

O acidente no passado domingo, do piloto britânico Billy Monger, durante uma prova de Formula 4 britânica, teve consequências graves. Sabia-se que o piloto de 17 anos tinha tido fraturas graves nas pernas, braço e pulso, mas hoje soube-se que acabou por ter de ser amputado abaixo do joelho. Monger, que era sexto no campeonato de Formula 4 britânico, estava a ganhar lugares quando embateu fortemente na traseira do carro do finlandês Patrik Pasma. Este foi transportado para o hospital em observação, mas acabou por ter alta no dia seguinte.

O problema disto tudo é que, à hora em que escrevo isto, o comunicado oficial é uma página de crowdfuning, assinado pela equipa e pela familia. Não há um comunicado do hospital onde está internado, não há um comunicado da organização da própria Formula 4 britânica e mesmo o comunicado da sua equipa, a JHR Developments, no Twitter, remete para o mesmo site, para doar o mais possivel. O valor é, à partida alcançável - 260 mil libras - e até agora, já conseguiram mais de 80 mil, cerca de 25 por cento do valor.

Honestamente, não quero colocar isto em questão, porque acho que é uma situação grave e o garoto merece todo o nosso apoio neste momento muito dificil. Só que não gosto de confiar numa só fonte, pois pode ser uma armadilha. Não é que seja cético, mas a situação é muito séria, pois falamos de um garoto de 17 anos que aparentemente, perdeu as pernas. Ao ver a velocidade das pessoas partilharem uma página, com uma explicação aparentemente oficial, sem mais perguntas, confunde-me. Confunde-me até que ponto as pessoas confiam de uma forma cega a algo que até pode ser usado para fins pérfidos. É esse o meu receio: que tudo pode ser treta.

Mesmo que isto tudo seja verdade - espero ardentemente que sim - isto levanta outras questões, mais éticas. Em noticias delicadas como esta, a minha experiência automobilística diz que "no news is bad news", ou seja, quando há um manto de silêncio vindo do hospital após um acidente muito grave é sinal de que as noticias são más. E quando o pior acontece, como já vi ao longo dos anos, os primeiros a avisar são as famílias. E só dali a uma ou duas horas, a noticia é dada ao mundo, pelo hospital.

Eu não acuso nada. Simplesmente quero algo bem feito, para depois podermos ajudar este pobre rapaz, que teve a sua vida mudada aos 17 anos de idade, um acidente horrivel do qual todos viram pela televisão, num acidente que faz lembrar muito Alex Zanardi, há mais de 15 anos, em Lausitz. Um pouco de paz de espírito é o que desejo, mais nada. Porque o meio onde trabalho já levou muitas pancadas, e mais uma seria péssimo. Para o bem de todos nós.

CNR: Divulgada a lista de inscritos para o Rali de Espinho

A organização do Rali de Espinho divulgou esta terça-feira a sua lista de inscritos, e entre os 32 carros participantes em quatro categorias - CNR, CNR GT, Nacional de Iniciados e Nacional de Clássicos - há alguns nomes interessantes.

Destaca-se o regresso de José Pedro Fontes, que pautou pela ausência nos Açores, enquanto que outros pilotos como João Barros, Pedro Meireles, Carlos Vieira e Miguel Barbosa, que foram correr na última prova do nacional, estarão também presentes. Ricardo Teodósio, que corre num Mitsubishi Lancer EVO X de Grupo N, também estará presente.

Entre os regressos, destaca-se Adruzilo Lopes, que aparece um Porsche 997 RGT, bem como Joaquim Alves, num Ford Fiesta R5. Entre os ausentes, destaca-se Ricardo Moura e Bruno Magalhães - o primeiro não tem intenções de disputar provas no continente, e o segundo vai correr em provas seleccionadas - enquanto que Manuel Castro, que correu em Fafe com o Hyundai i20 R5, também não estará presente, depois de falhar a presença no Rali de Castelo Branco.

A quarta prova do Nacional de ralis irá decorrer nos dias 21 e 22 de abril, e terá dez especiais de classificação, com duas especiais urbanas - uma em Santa Maria da Feira, na sexta-feira à noite, e uma dupla passagem em Gaia, no sábado à tarde.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A imagem do dia

Se fosse vivo, Jochen Rindt faria hoje 75 anos de idade. Um dos pilotos mais velozes do seu tempo, o piloto austríaco passou por equipas como Cooper, Brabham e Lotus, e que teve a sua caminhada imparável rumo ao título mundial de 1970 tragicamente interrompido no fim de semana de Monza, a 5 de setembro de 1970, aos 28 anos de idade.

O grande mistério sobre Rindt - e do qual nunca teremos resposta - é saber o que iria fazer depois do título mundial. Muitos falam que ele iria retirar-se, uma decisão que ele teria tomado depois do acidente mortal do seu amigo Piers Courage, na Holanda, mas aparentemente, ele teria reconsiderado e pensava "comprar" o seu contrato e regressar à Brabham, como campeão do mundo. E tinha como intenções ter uma equipa de Formula 2, e acolher Emerson Fittipaldi num futuro próximo, pois ele tinha visto potencial no piloto brasileiro.

Dada a sua associação com Bernie Ecclestone, seu manager, não ficaria admirado com o regresso à Brabham. No final de 1968, Rindt, indeciso entre continuar nessa equipa (tinha conseguido duas pole-positions) e rumar à Lotus, tinha ouvido o seguinte conselho de "Black Jack": "Se queres ser campeão do mundo, vai para a Lotus. Se quiseres viver, fica na Brabham". 

Um regresso à Brabham, como forma de agradecimento, teria a sua lógica como piloto, para gozar os seus últimos anos de carreira, mas também como dono de equipa, dado que ele sabia que Brabham, então com 44 anos, queria regressar à Austrália. Rindt e Ecclestone como donos de equipa, dinamizando-a para o patamar que teve depois, ao longo dos anos 70 e 80, teria a sua lógica, bem como algumas escolhas que Ecclestone fez depois. Por exemplo, a contratação de Niki Lauda, depois de ter ido para a Ferrari.

Mas como digo, tudo isto não passa de um gigantesco "e se", e quero acreditar que ele queria conquistar o título, mais para provar que conseguira e sair vivo dali. Infelizmente, não teve tempo. 

WRC: Esapekka Lappi vai correr o Rali de Portugal como terceiro piloto

O finlandês Esapekka Lappi fará a sua estreia no WRC no Rali de Portugal como terceiro piloto da Toyota. O anuncio foi feito hoje no sitio oficial da marca, com Lappi, o campeão do WRC2 do ano passado, a estar bastante feliz pelo anuncio.

Este é o momento para o qual trabalhei toda a minha vida. É uma oportunidade incrível para conduzir um World Rally Car e estou muito satisfeito”, começou por dizer Lappi.

Não realizei muitos testes com o Yaris WRC pelo que vou precisar de ganhar experiência já que é um grande salto face aos R5”, concluiu.

Tommi Mäkinen, o chefe da Toyota Gazoo Racing, explicou que a principal tarefa do piloto finlandês será chegar ao fim e obter dados para a equipa: “Esapekka é um piloto jovem e com ambição, mas não teve muito tempo com o carro antes do seu primeiro rali", começou por dizer o tetracampeão do mundo de ralis.

"Sei que o Esapekka irá fazer o seu melhor e o objectivo para ele é o mesmo de toda a equipa – ele tem que terminar os ralis e recolher a maior quantidade de informação possível. Podemos ainda fazer muitos progressos e ele vai ser uma parte importante desse processo de desenvolvimento”, concluiu.

Lappi, de 26 anos, já fez 21 ralis ao longo da sua carreira, e a partir de 2013, sempre a bordo de um Skoda Fabia R5, onde foi campeão europeu em 2014 e vencedor do WRC2 em 2016. O seu melhor resultado foi um sétimo lugar no rali da Alemanha. Este ano, é piloto de testes da Toyota e vai fazer em terras portuguesas a sua estreia num carro de WRC.

Formula E: Conway corre em Paris no lugar de Duval

O britânico Mike Conway irá correr no lugar de Loic Duval na ronda da Formula E em Paris, que vai acontecer a 20 de maio nas ruas da capital francesa. O piloto correrá pela Faraday Future Dragon Race, pois Duval terá compromissos na DTM, onde corre com um Audi R5 da Team Phoenix.

"Estou honrado por ter a oportunidade de competir com Faraday Future Dragon Racing ", começou por dizer Conway no comunicado oficial da equipa, após o seu anuncio oficial. "A equipa mostrou fervor e proeza técnica nesta temporada e estou confiante dos resultados positivos que podemos conseguir em Paris", concluiu.

Jay Penske, o dono da equipa e diretor da Dragon Racing, comentou: "Estamos muito felizes por Mike Conway se juntar a nós no próximo mês para o ePrix de Paris. Ele é um piloto experiente, que sempre respeitei, e acredito que seu talento e tenacidade contribuirão para o desempenho geral da equipe nas ruas da capital francesa", concluiu.

Conway tem experiência com a Venturi, correndo na temporada passada em sete provas, conseguindo sete pontos e um oitavo lugar em Berlim como melhor resultado. O britânico de 33 anos assinou com a equipa Dragon no inicio desta temporada, e chegou a participar nos testes de pré-temporada em Donington Park, mas acabou por sair antes de começar a temporada atual.