segunda-feira, 22 de julho de 2019

Endurance: Algarve Pro terá um Ginetta LMP1

A Algarve Pro Racing, equipa britânica que está sediada no sul de Portugal, irá tomar conta de um dos dois Ginetta G60-LT-P1-AER que vão estar presentes em Barcelona no Prólogo da super-temporada 2019/2020 do Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC). O carro tem realizado vários testes desde a última aparição nas 24 Horas de Le Mans de 2018.

Apesar de este carro só servir para a próxima temporada do WEC, antes de surgirem os hipercarros, na temporada 2020-21, este salto poderá ser uma boa maneira de alargarem a sua participação na Endurance, já que correm quer na European Le Mans Series, como na Asian Le Mans Series, ambos num Oreca de LMP2.

No Prólogo de Barcelona, o carro será ocupado pelo russo Egor Orudzhev, o francês Mathias Beche e o belga Stéphane Richelmi. No outro Ginetta, que será alinhado pelo Team LNT, será ocupado pelo italiano Luca Ginotto, o francês Stéphane Sarrazin e o britânico Guy Smith.

Formula 1: Qualificação molhada na Alemanha?

Vai ser um fim de semana de muito calor em paragens alemãs... com tempestade no sábado. Pelo menos é isso que a meteorologia está a prever a cinco dias do GP da Alemanha, em Hockenheim. Se na sexta-feira, a média de temperatura é de 37 graus (!) e sol, há 70 por cento de possibilidades de chuva no sábado, com trovoadas, e a temperatura a cair para os 26 graus.

Já para o domingo, as nuvens não se vão embora de todo, a temperatura continuará amena, mas as chances de chuva estarão mais abaixo, na ordem dos 20 por cento. 

Vamos a ver no que isto dará, porque até ao final da semana, as coisas poderão mudar muito.

Curiosamente, em 2018, choveu durante a corrida, e isso foi decisivo no campeonato. 

domingo, 21 de julho de 2019

Youtube Motorsport: A corrida extra-campeonato da W Series

Este domingo, a W Series resolveu experimentar algo diferente: a grelha invertida. Neste fim de semana duplo no circuito holandês de Assen, depois de Emma Kimilainen ter vencido a primeira corrida, ontem à tarde.

Coloco aqui o video onde as pilotos da frete decidiram partir das últimas filas da grelha para saber até que ponto conseguiam ganhar mais lugares. Querem saber quem foi a vencedora?

W Series: Kimilainen domina em Assen

A finlandesa Emma Kimilainen venceu na tarde de sábado a quinta corrida da W Series, sendo a quarta vencedora em cinco corridas na temporada inaugural da série exclusivamente feminina. A piloto ficou na frente de Alice Powell e Jamie Chadwick, esta última alargando um pouco mais a liderança no campeonato, já que o seu rival, a local Beitske Visser, foi quarta.

Depois da finlandesa ter conseguido a sua primeira pole da carreira na série, a corrida começou agitada, quando esta perdeu a liderança para Alce Powell. Atrás, a japonesa Miki Koyama e a sul-africana Tasmin Pepper colidiam uma na outra e o Safety Car teve de entrar para tirar o carro da japonesa.

Quando as operações de resgate terminaram e a pista foi limpa, a corrida recomeçou com Visser ao ataque, depois de ter perdido uma posição na partida, para Caitlin Wood. Passou de imediato a australiana, e foi em busca de Chadwick. Um pouco mais à frente, Kimilainen buscava Powell e a diferença entre ambos diminuía. Quando a ultrapassagem aconteceu, nem foi uma briga, mas mais um erro, que obrigou Powell ir para a escapatória na curva 1. No regresso à pista, a finlandesa estava na frente, e começou a ampliar a vantagem até à meta. Atrás, Visser tentava passar Chadwick, mas ela conseguiu defender-se.

No final, foram estas as quatro primeiras, com Wood a ser quinta e a polaca Gosia Rdest a ser sexta. Marta Garcia foi apenas nona, atrasando-se na luta pelo título. 

No campeonato, Chadwick tem agora 98 pontos, contra os 85 de Visser e os 62 de Marta Garcia. Amanhã haverá uma prova com a grelha invertida, e que não conta para o campeonato. A próxima prova a contar para os pontos acontecerá em Brands Hatch, a 11 de agosto, mas antes haverá uma corrida extra-campeonato para testar a hipótese de grelha invertida.

sábado, 20 de julho de 2019

Youtube Drivetribe Video: Os planos de Clarkson para a Formula 1

Agora que acabou o The Grand Tour, os "Três Estarolas" podem-se dedicar ao Drivetribe, o site - ou rede social - dedicado aos automóveis e ao automobilismo, e esta semana, o Jeremy Clarkson decidiu dar uma de orangotango sobre a Formula 1 - que de uma certa maneira, tem muita razão. Onde voto para a presidência da FIA?

sexta-feira, 19 de julho de 2019

A imagem do dia

Há meio século, o mundo olhava para cima. Tinha visto partir o gigantesco Saturno V, rumo à Lua, cumprindo o sonho de toda uma Humanidade, e torcia para ver Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin a tocar o satélite da Terra e voltar são e salvo, cumprindo a promessa do presidente John F. Kennedy de o fazer antes do final dessa década, e do qual 400 mil americanos se tinham empenhado.

Mas na Terra havia coisas para ver. E num canto do Reino Unido, melhor ainda, com o GP britânico, que naqueles tempos reservava os anos pares a Brands Hatch e os impares a Silverstone. E viu aquilo que provavelmente foi um dos melhores duelos da história do automobilismo, e do qual poucos se lembram porque na altura, a televisão não tinha tanto impacto como tem agora. E a BBC já transmitia a cores... mas não nesse ano. Só em 1970 é que o fez.

Jackie Stewart dominava a temporada com o seu Matra MS80, com o motor Cosworth que Ken Tyrrell tinha arranjado, e do qual entraram em acordo com a marca francesa para poder usar no carro do escocês, no seu compaheiro de equipa, Jean-Pierre Beltoise, e Johnny Servoz-Gavin ficava com o horrível MS84 de quatro rodas motrizes, a obsessão da engenharia de há meio século.

O rival de Stewart era Jochen Rindt, que queria ser campeão do mundo com a Lotus e estava disposto a apostar a sua própria vida para fazê-lo. Sofreu bastante com o acidente em Montjuch, e por causa disso a sua relação com Colin Chapman era tensa, e nunca deixava de mostrar isso, sempre que tinha uma oportunidade. Felizmente para ele, o modelo 49 era bom, mas quando chegou a Silverstone, ele tinha... zero pontos. Contra os 36 do escocês, e quatro vitórias, três consecutivas.

Mas a corrida foi fantástica. Ambos trocaram constantemente de posições, como se estivessem a zero. Stewart poderia ter sido pragmático e deixado ir embora o austríaco e acumulando pontos para um campeonato que já era seu. Mas não quis. Poderia não ter dito nada quando viu o Lotus do seu adversário com problemas no seu fundo e deixado que quebrasse, mas fez o contrário, ao assinalar que ele tinha problemas e ir às boxes. O problema foi resolvido, mas depois perdeu uma volta e acabou em quarto lugar, conseguindo assim os seus primeiros pontos do campeonato. Eram tempos diferentes, simplesmente.

No final, Stewart ganhou pela quarta vez seguida, quinta vitória da temporada em sete corridas e uma temporada que era cada vez mais sua. Os espectadores ficaram felizes com o espectáculo que tinham visto, e se calhar alguns tinham consciência de que era um aperitivo para aquilo que iriam ver no dia seguinte, a algumas centenas de milhares de quilómetros dali. O tal pequeno passo para uma pessoa, e o grande salto na Humanidade.

O novo nome da Rich Energy

A Rich Energy anunciou na tarde desta terça-feira que mudou de nome para Lightning Volt Limited e a pessoa que dá a cara por tudo isto, William Storey, abandonou a companhia. É o mais recente desenvolvimento de uma das histórias mais bizarras de patrocinadores da história recente do automobilismo.

No Twitter da Formula Money, mostraram os detalhes do contrato que foi registado no Register of Companies of United Kingdom, e isso tinha sido feito com a data desta terça-feira. Para além disso, também foi anunciado que Storey não faz mais parte da companhia, indicando que os outros sócios mais discretos, não mais trabalham com Storey, o excêntrico ex-jogador de rugby - e com uma barba à ZZ Top - e que deu a cara pela marca.

De uma certa forma, poderia ser o final de uma história complicada, mas... se calhar, não. Nas minhas pesquisas, descobri que "Lightning Volt" é assustadoramente parecido com "Lightning Bolt", a bebida energética feita em 2006 por... Steven Segal - sim, o "ator" de Hollywood. Pelo que me contam, a bebida foi descontinuada, mas mesmo assim, nunca fiando.
  
Mas vamos atrás, desde o momento em que apareceu o famoso "tweet" onde a Rich Energy anunciou a ruptura do contrato que acabou por não acontecer. A realidade era que quem controlava essa conta era alguém próximo, ou o próprio Storey, que decidira ter este tipo de atitudes. Como já foi dito, alguém com uma barba a lembrar os membros da banda musical americana - para mim, faz mais lembrar Jean-Pierre Van Rossem, o dono da Moneytron, que há 30 anos tinha a Onyx - e que tinha vontade de aparecer, em contraste com os outros sócios, mais discretos e nunca deram a cara nesta situação.

De uma certa maneira, isto foi a "gota que fez transbordar o copo", depois da história do plágio com a Whyte Bikes, onde se verificou que tinham de pagar cerca de 45 mil libras de prejuízo. O tribunal intimou a empresa a mostrar as contas, incluindo o valor do seu contrato de patrocínio com a Haas F1. Daí ter movido velozmente para retirar Storey do caminho e mudar o nome da companhia, embora não se saiba o logotipo e os decalques da nova companhia. E se não fosse por isso, teria de ser pela própria Haas, que tinha ameaçado quebrar o contrato com o patrocinador, se não agissem. 

E pelo que se lê do twitter da Rich Energy - agora pertencente apenas a Storey - ele não está muito satisfeito. Com um retrato dele ao lado de Bernie Ecclestone, ameaçou que "iria voltar!" Não se sabe se terá força para causar ainda mais confusão... mas no final, todos perdem.

Mas a história do patrocinador - confusa e bizarra, é certo - parece ser agora o menor dos problemas. Como já foi dito por aqui, agora corre o rumor de que um dos pilotos da Haas poderá ser despedido. Veremos no que vai dar.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Youtube Weirdness: O novo nome do patrocinador da Haas

Esta semana, a Rich Energy mudou de nome para Lightning Volt, tentando escapar dos embaraços que teve antes, nomeadamente a cópia do logotipo de uma firma de bicicletas. Contudo, esta mudança de nome poderá acartar... alguns problemas. É que o novo nome é muito parecido com "Lightning Bolt", a bebida energética criada na década passada por... Steven Segal, o "ator" de Hollywood conhecido pelos seus filmes de ação.

Vamos a ver se não terão problemas, do género, ter o seu criador a bater à porta deles exigindo direitos pelo nome. Mas pelo que me contam, parece que esta bebida foi descontinuada, por ser muito má.

Youtube Hypercar Presentation: O Lotus Evija elétrico

Por estas bandas, há uma simpatia pela Lotus, especialmente o "motto" de Colin Chapman: "acrescenta velocidade à leveza", acreditando que os carros, quanto mais leves, mais velozes. E depois de alguns anos adormecido, com o desastre Dany Bahar e a aquisição pelos chineses da Geely, depois de algum tempo com a malaia Proton, eles voltaram com o hipercarro Evija, que tem a particularidade de ser todo elétrico, com quatro motores de 368 kW cada um, o que dá uma potência de quase 2000 cavalos - mais que o Rimac Concept 2, por exemplo - e com 130 exemplares que irão ser fabricados a partir de 2020.

O carro parece ser interessante, e fala-se, como está a par do Aston Martin Valkyrie e do McLaren Senna, que poderia ser usado como um provável hipercarro para um futuro Mundial de Endurance. Mas o carro é elétrico... enfim, vejam o video, vindo do Drivetribe.

Rumor do Dia: Um piloto está a beira de ser despedido?

Romain Grosjean pode ter os seus dias contados. O piloto francês pode estar à beira do despedimento e ser substituido por Esteban Ocon na Haas F1, uma equipa que não vive dias esplendorosos em 2019, por mais razões que esta.

A confusão entre os dois pilotos no inicio do GP britânico, em Silverstone, onde Kevin Magnussen sofreu um furo do carro de... Romain Grosjean, poderá ter sido a gota de água de uma relação crescentemente tensa entre eles e Gunther Steiner, o diretor desportivo da marca. Aliado à confusão sobre a Rich Energy, esta dos pilotos, para além da degradação dos resultados em conjunto da equipa, onde já começam a andar a par da Williams em alguns Grandes Prémios, poderá ter sido a gota que fez transbordar o copo. 

Um ‘insider’ fez ontem à noite uma postagem anónima na rede social ‘Reddit’ escrevendo que Steiner ligou para Gene Haas, o patrão da equipa, pedindo autorização para despedir um dos seus pilotos.

Estou perto de alguém que esteve em várias corridas com ótimo acesso [à direção].", começou por dizer essa fonte anónima. "O que eu estou ouvir é que depois do GP da Grã-Bretanha, Steiner ficou furioso com os pilotos, explodiu com eles (por razões óbvias) e ligou para Gene Haas pedindo permissão para demitir um piloto. A conversa no paddock é que eles estão olhando para Ocon para substituir Grosjean. Se possível, no próximo Grande Prémio.", continuou.

Isso é tudo que posso dizer, por enquanto, se isso for correto, voltarei com mais [detalhes].”, concluiu.

Caso se decida dar uma chance a Ocon, à custa de Grosjean, seria uma boa oportunidade ao francês de 22 anos (nasceu a 17 de setembro de 1996), que ficou sem lugar no final do ano passado, depois de meia temporada na Manor e duas temporadas na (então) Force India. Desse tempo, ficou com um recorde, que foi de 27 corridas sempre a chegar até ao fim, que é de 27, entre o GP da Bélgica de 2016 (pela Manor) ao GP do México de 2017. Este ano é terceiro piloto da Mercedes, mas recentemente, Toto Wolff disse-lhe que estava livre para procurar por lugar na Formula 1.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

WRC: Evans não vai à Finlândia

Elfyn Evans não vai ao Rali da Finlândia a conselho médico. O piloto galês sofreu lesões nas costas na semana passada, quando participava no Rali da Estónia, onde sofreu uma aterragem mais "dura" num dos saltos, a bordo do seu Ford Fiesta WRC.

Estou totalmente desolado por falhar o Rali da Finlândia, mas sofremos uma aterragem bem dura na Estónia e fomos aconselhados a ficar de fora, e a focar-nos em recuperar completa e rapidamente”, começou por dizer o piloto galês. “É difícil, mas tenho que confiar nos conselhos dos especialistas. Agora vou focar-me na minha recuperação e voltar ao volante o mais rápido possível”, rematou.

Evans, de 30 anos, e com uma vitória no currículo, no Rali de Gales de 2017, é atualmente o quarto classificado do Mundial, com dois terceiros lugares no México e na Córsega como melhor resultado. O candidato mais óbvio para ficar com o lugar é outro britânico, Gus Greensmith, que já andou de Fiesta WRC no Rali de Portugal.

Rumor do Dia: Felix da Costa na Techeetah?

Mal acabou a temporada 2018-19 da Formula E e já começam a mexer as peças de xadrez. Depois do anuncio de André Lotterer na Porsche, para correr ao lado de Neel Jani, o lugar na Techeetah, a equipa que venceu ambos os títulos na temporada que passou, está vago. E o português António Félix da Costa é um dos visados para esse lugar vago. Segundo conta Sam Smith, da e-racing365.com, o nome do atual piloto da BMW Andretti está a ser considerado.

Segundo conta o site, ele e o seu manager, Tiago Monteiro, estiveram a falar com os representantes da equipa no fim de semana de Nova Iorque. Caso as negociações cheguem a um bom porto, a coisas seria, na verdade... um regresso. É que a Techeetah era na realidade a Team Aguri, que foi uma das originais que entraram na Formula E no final de 2014 e que em 2017 se transformaram em Techeetah, após esta ser adquirida pela marca chinesa. E muitos dos que lá estão, incluindo Mark Preston, conhecem bem Félix da Costa, que lhes deu em 2015 a única vitória da Aguri, em Buenos Aires, na Argentina. 

E curiosamente, a equipa tem um patrocinador português, a Efacec, firma especializada em equipamentos elétricos, e desde há alguma tempo está a construir carregadores para automóveis. 

A equipa apenas confirma que foi visitada por "diversos pilotos de alto nível".

"Com um dos assentos mais competitivos da série, a equipa foi abordada por vários pilotos de alto nível e atualmente está avaliando quem fará uma parceria com Jean-Éric Vergne a partir da sexta temporada. Isso será anunciado no devido tempo.", anuncia o comunicado oficial da equipa. Apesar disto, o site afirma que é com Félix da Costa que as negociações estão mais avançadas.

O piloto português, um dos "originais" da competição - apesar de não ter feito todas as provas da Formula E - foi quinto classificado na competição, com 99 pontos, e tem ao todo duas vitórias, uma pole-position e duas voltas mais rápidas, para além de cinco pódios, quatro deles nesta temporada que terminou na semana passada em Nova Iorque.

Formula E: Andre Lotterer assina pela Porsche

A Porsche anunciou esta quarta-feira a contratação de André Lotterer para a sua equipa de Formula E. O piloto de 37 anos vai correr pela equipa alemã, ao lado do suíço Neel Jani, transferindo-se da Techeetah, e formando assim a primeira dupla de pilotos da marca de Estugarda no Mundial de carros elétricos.

Lotterer irá juntar-se no mês que vêm nos testes de desenvolvimento do chassis para a próxima temporada, antes da apresentação oficial, em outubro, no circuito de Valencia.

A mudança foi vista com agrado pelo piloto, três vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans. "Faço parte da família Porsche desde 2017 e tenho ótimas lembranças dos nossos sucessos conjuntos - principalmente quando trabalhei com o Neel [Jani]”, disse Lotterer.

Estivemos juntos na equipa Porsche LMP1 em 2017 e corremos pela Rebellion Racing no WEC nos últimos dois anos. É ótimo que agora faremos dupla com a equipa Porsche na Formula E.”, concluiu.

Lotterer está na Formula E desde há duas temporadas, sempre pela Techeetah, e acabou ambas na mesma posição: oitavo, no primeiro ano com 64 pontos, e o segundo com 86. Nunca venceu, mas já conseguiu uma pole-position, três voltas mais rápida, e quatro pódios.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Formula E: Mercedes quer Hamilton a testar o seu Formula E

Com a Mercedes a preparar-se para a sua estreia na Formula E - depois de um ano com a HWA - alguns tem andado a perguntar se eles poderão convencer Lewis Hamilton a experimentar o carro da Formula E, e quem sabe, o convencer a fazer algumas temporadas na competição elétrica. 

Questionado pelo jornal britânico The Sun, Ian James, o Diretor Geral da recém-formada equipa Mercedes-Benz EQ Formula E Team, afirmou que essa chance está a ser considerada: “Essa é uma pergunta que terá que fazer a Lewis! Eu não fui corajoso o suficiente para fazer a pergunta da última vez em que me encontrei com ele. Acho que de momento tem muitos anos à frente dele na Formula 1, mas nunca diga nunca. A Fórmula E continuará a crescer como desporto, como um campeonato, e teremos que esperar para ver como as coisas progridem."

Questionado também sobre se a Mercedes elétrica seria capaz de aproveitar a perícia dos seus homólogos do mundial de Formula 1, confirmou que vai haver laços estreitos entre as duas equipas. "Seria loucura não usar parte da experiência que construímos ao longo dos anos quando começamos esta aventura, então obviamente estamos a trabalhar com a Mercedes AMG High Performance Powertrains", afirmou o engenheiro britânico.

"São os engenheiros que desenvolveram a unidade de potência da Mercedes para a equipa de F1 nos últimos anos e também estão desenvolvendo a unidade de potência para a Fórmula E. Esse conhecimento está se transferindo, o que é crucial.", concluiu.

Por agora, serão Gary Paffett e Stoffel Vandoorne os encarregados de fazer os testes com vista a preparar a equipa para novembro, altura da sua estreia oficial na competição elétrica com o EQ Silver Arrow 01. "Ainda há muito a fazer para que cheguemos bem preparados para a primeira corrida em novembro.", concluiu. 

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sobre mais uma passagem da Terra ao redor do Sol

O meu dia de anos foi essencialmente mais um dia de trabalho. Mas não levo a mal, porque foi algo do qual eu gosto de fazer. Espero mostrar o resultado nos próximos dias. 

Engraçado como estou a entrar num bom momento da minha existência. Quem segue isto, sabe que houve anos onde foi o contrário, triste, algo desesperado por não ter perspectivas em termos de trabalho ou de vida pessoal. Mas como não ninguém é invencível e não existem eternos perdedores, quero acreditar que as coisas estão a correr bem, e esta boa onda não termine tão cedo.

Acho engraçado descobrir que este ano o meu número coincida com a de uma das maiores lendas da NASCAR, Richard Petty. Não faço grande ideia do que isso significa, mas gostaria que resultasse em algumas coisas boas, que melhorasse a minha perspectiva geral, me sentisse uma pessoa mais realizada, numa altura em que estou, provavelmente, no meio da minha existência. E no meu íntimo, a ideia de escrever mais e melhor, fazer mais e melhor, abraçar, amar, viajar, ler... as coisas que mais gosto.

Acho que é o meu desejo para a vida toda. E ter saúde para gozar tudo isto. Para assim poder apreciar estas viagens à volta do sol, mais e melhor.

E já agora, obrigado a todos! Nunca pensei receber mais de uma centena de mensagens de aniversário dos quatro cantos do mundo, de pessoal importante e não tão importante, mas recebi. É sinal que ando a fazer ou dizer algo bem.