domingo, 16 de maio de 2021

A imagem do dia


Esta imagem em do Twitter de Mariana Reutemann, uma das suas filhas. Mostra seu pai, Carlos Reutemann, a ler um dos jornais de Rosário, a cidade onde está internado, ele que está há mais de uma semana a recuperar de um sangramento intestinal que teve.

Aos 79 anos, o ex-piloto, antigo governador da província de Santa Fé e atual senador, está a passar as agruras da idade avançada. Em 2017 foi operado para retirar um tumor no fígado e a sua recuperação foi demorada. Tanto que ele ia cada vez menos a Buenos Aires e já tinha anunciado que se iria retirar da politica no final deste ano e regressar para Santa Fé e gozar a reforma. 

A história do internamento de Reutemann comoveu a nação, especialmente no ano em que se comemora o 40º aniversário do seu vice-campeonato. Se no Brasil, se comemora o feito de Nelson Piquet nas ruas de Las Vegas, na vizinha Argentina sente-se a amargura pelo campeonato que nunca ganhou e, para eles, teria sido merecido. Afinal de contas, falamos de um piloto que, num dia bom, era imbatível. Mas esquecem-se que nos dias maus, tudo saía errado...

Mas é bom vê-lo em recuperação. É sempre bom sinal, a ver pelas imagens. 

Noticias: McLaren apresenta com decoração especial no GP do Mónaco


A McLaren apresentou este domingo em Woking uma pintura especial para o GP do Mónaco. Os carros guiados por Daniel Ricciardo e Lando Norris terão a decoração da petrolífera Gulf, que já patrocinou a equipa... em Le Mans, na edição de 1996 e 1997. A Gulf está na equipa desde esta temporada, mas só agora é que se destacou esse patrocínio.  

Mike Jones, CEO da Gulf Oil International, explicou, na apresentação oficial, o que é este noo desenho: “Quando fizemos o lançamento no ano passado, a reação dos fãs foi incrível e ficamos surpresos. Estávamos a ver fãs que já haviam pintado suas próprias maquetes e eles estavam enviando mensagens pessoais nas redes sociais, dizendo: 'por que você não faz este desenho?' Então, Zak e eu começamos a pensar sobre a história da Gulf e da McLaren, para ver o que podemos fazer, e isso se desenvolveu a partir daí.


As regras da Formula 1 exigem que os carros apareçam em cada corrida "substancialmente com a mesma pintura", então a McLaren teve que buscar a aprovação da FIA e da FOM para a mudança única para as cores da Gulf. Brown disse que não houve nenhum problema em obter luz verde.

Todos adoraram e aprovaram”, disse ele, em declarações à Autosport britânica.

Brown deixou claro, no entanto, que a mudança para a pintura do Golfo é pontual, então não se tornará uma pintura regular para a McLaren.

Neste ponto, pretendemos apenas executá-lo em Mônaco”, disse ele. “Eu acho que se você vai ter uma pintura especial, você a mantém especial. É algo, como todos sabem, que não é feito com frequência na Fórmula 1. Estou animado para ver a reação dos fãs e, no Mónaco, acho que será o centro das atenções.”, concluiu. 

Youtube Motorsport Video (II): A terceira etapa da SuperFormula japonesa

A SuperFormula japonesa teve esta manhã a sua terceira etapa no circuito de Autopolis, na ilha de Kyushu, no sul do país. Transmitida pela Red Bull TV, no seu canal do Youtube, foi uma prova que se disputou debaixo de chuva, e começava com Giuliano Alesi, o filho de Jean Alesi, na pole-position.

Eis o streaming do que foi essa corrida, e claro, pode sempre ver a qualquer altura, pois a corrida já aconteceu. 

Youtube Motorsport Video: A segunda etapa da Stock Car brasileira

A Stock Car brasileira correu este fim de semana em Interlagos, na segunda etapa do campeonato, e esta etapa interessa-nos por causa da participação de António Félix da Costa, que foi conidado pela equipa Eurofarma RC para substituir Ricardo Mauricio, que teve um teste positivo à CoVid-19 e não pode correr.

E num ano onde eles decidiram transmitir as corridas em sinal aberto no seu canal do Youtube, coloca-se aqui o que foram essas corridas no circuito em que se recebe a Formula 1. 

sábado, 15 de maio de 2021

Endurance: Conhecidos os pilotos da Glickenhaus em Portimão


A Glickenhaus anunciou neste final de semana que alinhará um carro nas Oito Horas de Portimão, com três pilotos: o americano Gustavo Menezes, o francês Romain Dumas e o australiano Ryan Briscoe. Será a estreia oficial do SCG 007 Hypercar no Mundial de Endurance.

O carro, numero 709, estará em Portugal, enquanto o 708 irá aparecer nas 24 Horas de Nürburgring antes de uma reconstrução completa para se preparar para a sua estreia na corrida nos 1000 km de Monza, prova anterior às 24 Horas de Le Mans, que acontecerá em agosto.

A fiabilidade do carro tem sido muito boa até agora, eu diria que muito surpreendente para um novo programa como este. É uma coisa boa para uma corrida como as 24 Horas de Le Mans, onde a sobrevivência é muito importante.", começou por dizer Gustavo Menezes à endurance-info.com. 

"Será importante ver como estamos contra os Toyotas. No entanto, antes de Le Mans, penso que não saberemos mais por causa da política do BOP. Jim Glickenhaus é claro nas suas ambições, ele não esconde absolutamente nada. Ele só quer viver a sua paixão pelas corridas de automóveis. Penso que será em Le Mans que todos irão realmente mostrar o que têm e só então poderemos ver como está o Glickenhaus”, concluiu.

AS Oito Horas de Portimão acontecerão no fim de semana de 16 e 17 de junho.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

A imagem do dia


Passam-se hoje 35 anos sobre o acidente mortal de Elio de Angelis, numa sessão de testes no circuito de Paul Ricard, poucos dias depois do GP do Mónaco desse ano. Uma sessão do qual nem era ele que deveria ter ido. Inicialmente, quem iria fazer esse teste seria Ricciardo Patrese, com De Angelis a pedir para fazer os desenvolvimentos no seu lugar porque estava insatisfeito com o desenvolvimento de um Brabham BT55 que tinha sido, aparentemente, demasiado radical para o motor que tinham.

Mas neste dia em que se recorda um dos últimos "cavalheiros" do automobilismo, não queria falar sobre o seu acidente mortal e os perigos deste tipo de acidente numa altura em que eram poucos os comissários que estavam na pista naquele dia - foram alguns pilotos que ajudaram a levantar o carro acidentado e a tirar o piloto do cockpit - mas lembrar o dia em que Patrese e De Angelis foram rivais... e deram cabo um do outro.

Recuemos até 25 de setembro de 1983, para Brands Hatch, o palco do GP da Europa. Para o italiano, era uma temporada bem frustrante, com a Lotus a lutar na sua transição para o motor Turbo, e ainda a sofrer com a partida prematura de Colin Chapman, dez meses antes. Enquanto Nigel Mansell tinha conseguido algumas corridas muito boas, como o quarto posto no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, com o 94T, De Angelis apenas tinha conseguido pontuar em Monza, com um quinto posto. Mas em Brands Hatch, o italiano teve um grande fim de semana, ao conseguir a "pole-position", a primeira da marca na era turbo, e a primeira desde 1978, e a primeira da sua carreira - iria ter mais duas, no GP do Brasil de 1984 e no GP do Canadá de 1985. 

E espalhados nas duas filas estavam a Lotus e a Brabham, que por esta altura, já usava a tal gasolina que estava no limite da octanagem, para apanhar o Renault de Alain Prost...

De Angelis achava que essa corrida poderia ser a redenção da sua temporada frustrada, mas claro, o perigo de atrapalhar nos planos da Brabham era real. Mas como Patrese era o segundo e largava a seu lado, até poderia ser uma ótima lebre para o resto. 

E foi o que aconteceu: Patrese largou bem e tentou afastar-se do pelotão, com De Angelis atrás, enquanto Piquet era terceiro, depois de se livrar de Mansell. Nas onze voltas seguintes, o italiano da Lotus tentava não perder de vista o seu compatriota da Brabham, no intuito de recuperar a liderança perdida. Contudo, quando ambos passavam pela curva Surtees, De Angelis tentou a sua sorte quando viu o que parecia ser uma abertura para passar Patrese. As coisas correram mal para ambos, acabando por bater e rodar, cada um para o seu lado. Piquet assumiu calmamente a liderança, com Patrese a cair para terceiro na frente de Prost. Mas os estragos fizeram-no perder posições, sendo passado por Alain Prost, enquanto De Angelis, que queria recuperar o tempo perdido, rolava em sétimo, mas o motor Renault decidiu ceder no final da 11ª volta, acabando prematuramente a sua prova.

A corrida, como viram, não durou muito para ele (a propósito, Piquet venceu, na frente de Prost e Mansell), mas o que se viu ali foi um De Angelis agressivo, procurando pela vitória, algo do qual não era muito conhecido por isso. Ele era mais do género esperar até que as coisas caíssem pelos erros ou azares os outros, e era altamente regular, tanto que no ano seguinte, ele foi terceiro classificado, sem vencer qualquer corrida. Sempre regular na pista, e um cavalheiro fora dela, o seu final trágico ajudou no final de uma era na Formula 1, já que os motores turbo acabariam por ser abolidos no final de 1988.

Noticias: Carlos Barbosa espera "responsabilidade" no Rali de Portugal


O Rali de Portugal, que acontecerá na semana que vêm, será a primeira grande realização que terá público, e quer a organização, quer as autoridades locais, avisaram os espectadores para que sejam responsáveis e não manchem a boa recuperação que o país está a ter em termos da pandemia, numa altura que ainda falta muito até se atingir a imunidade de grupo, e com o verão a bater a porta.

Carlos Barbosa, Presidente do ACP, disse na conferência de imprensa de apresentação do Rali que a segurança da prova está nas mãos dos adeptos, esperando que saibam tomar conta de si próprios.

O último ano foi complicado, pois como sabem o último Rali de Portugal foi em 2019, em 2020 como sabem não houve Rali de Portugal devido à situação pandémica do país, regressamos este ano depois de muitos trabalhos e muitas conversas com a Direção Geral de Saúde, para que fosse possível ter este rali com todas as condições sanitárias, para que não houvesse qualquer espécie de contactos pandémicos durante o Rali de Portugal, e portanto só podemos estar satisfeitos, a GNR vai aqui ter um papel importantíssimo para controlar as zonas a que o público pode aceder no que diz respeito às diretivas da DGS. Portanto estou muito esperançado que corra bem e só espero que o público tenha uma palavra a dizer neste Rali de Portugal.” começou por dizer.

 “Como sabem no Rali de Portugal de 2019 ganhámos um prémio de sustentabilidade, foi o rali mais limpo desse ano. Este ano o que queremos é que as pessoas cumpram as regras da DGS que mantenham a distância entre elas, que usem a máscara, porque não queremos amanhã ser responsáveis por um crescimento dos números da pandemia, que possa acontecer, e cujo foco seja o Rali de Portugal. Esperamos que as pessoas que forem ao Rali de Portugal sejam suficientemente conscientes, para poder seguir as regras da DGS, e cumprir as regras que a GNR lhes vai transmitir…”, concluiu.


Em relação a Arganil, cujo concelho sofreu um recuo em termos de desconfinamento esta semana, o seu presidente da Câmara, Luís Paulo Costa, disse que não terá reflexos na passagem do rali.

As regras para a prova já foram definidas pela DGS [Direção-Geral de Saúde] e consideram, como é natural, uma redução significativa de pessoas, nas zonas de público”, referindo depois que para quem conhece Arganil, seria “impensável uma proibição total, que nunca iria resultar”.

Da parte a GNR (Guarda Nacional Republicana), que faz o policiamento das classificativas do rali, bem como os seus acessos, afirma que este ano, o problema será duplo, porque para além da segurança habitual, também tem de lidar com os ajuntamentos que querem evitar, pois a pandemia, largamente controlada, não está extinta.

 “À semelhança do que temos feito nas edições anteriores, pretendemos que o público tenha todas as condições para poder ver o rali, sendo que este ano com a imposições trazidas pela DGS, aquilo que nos importa é condicionarmos a nossa ação de forma a facilitar a movimentação do público.", começou por dizer o Major Francisco Martins, na conferência de imprensa de apresentação da prova.

"Aquilo que vamos fazer, nos locais em que o histórico nos diz que vai existir mais probabilidade de aglomeração de público, vamos começar a nossa ação mais cedo, de modo a acompanhar o público que se queira dirigir para esses locais, lembrando que as pessoas que se dirigirem para esses locais devem cumprir escrupulosamente as indicações dos militares da GNR que estiverem no local, ou por outros elementos da organização, mas também perceberem que a pandemia não acabou, infelizmente, e por isso temos de adequar a postura de todos de forma a que o Rali de Portugal, o maior evento desportivo nacional, não seja uma fonte de contágio da Covid-19.", continuou.

"O que é importante todos percebermos é que a imagem de Portugal vai ficar dependente da atuação de todos nós. Sejam eles participantes, público ou mesmo a GNR, no âmbito do cumprimento da medidas da DGS, mas também dos pressupostos de segurança que têm de ser cumpridos, para que a imagem de Portugal aos olhos do mundo, permaneça de acordo com o que tem sido, principalmente desde que regressou ao Norte, com muita afluência de público, e que leve o bom nome dos portugueses por esse mundo fora duma forma que só os portugueses o sabem fazer.", concluiu.

Noticias: Formula 1 modifica de novo o seu calendário


A Formula 1 divulgou hoje uma nova versão do calendário de 2021, com o cancelamento oficial do GP da Turquia, sendo substituído por... nova ida à Austria, para o GP da Styria, que será realizada a 27 de junho, antes do GP da Áustria, a 4 de julho. O GP de França, marcado para Paul Ricard, acontecerá mais cedo, a 20 de junho, uma semana antes do que estava inicialmente marcado.

Tudo isto acontece por causa do cancelamento do GP do Canadá marcado para o fim de semana de 11 de junho, devido à falta de garantias por causa do avanço da pandemia naquele país, tendo ido inicialmente para Istambul. Contudo, quando o governo britânico colocou o país em zona vermelha e pediu à UEFA para que transferisse a final da Liga dos Campeões para outro país - acabou por calhar na cidade do Porto, no outro extremo da Europa - a Liberty Media decidiu seguir a mesma medida, modificando fortemente o calendário no mês de junho para poder acolher o vazio provocado por esta prova.

Entretanto, não se sabe ainda se isso irá interferir com a abertura gradual dos recintos desportivos ao público em geral na Áustria, depois do país ter dito que iria fazer nos próximos dias, afirmando que poderia deixar entrar até cinco mil pessoas no Red Bull Ring por alturas da data inicial do GP austríaco. 

Par finalizar, se as pessoas acham que isto poderá ser a modificação final do calendário até ao final da temporada, ninguém acredita nisso. Há muitas dúvidas sobre a realização de corridas na Cidade do México, no Brasil e na Austrália, esta última decidiu que não acolheria pessoas vindas de fora até ao final do ano, para evitar a disseminação da doença pelo país, eles que tem uma quarentena muito estrita neste momento. 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Youtube Formula 1 Video: Que raio aconteceu a Jean Alesi?

Como todos nós, quem viu há umas semanas a prestação de Jean Alesi no GP do Mónaco histórico, a bordo do Ferrari 312B de 1974, que fui guiado por Niki Lauda, ficou com umas certas saudades da pilotagem agressiva do francês, que há 30 anos, surpreendeu o mundo e jurou que seria um futuro campeão. 

Contudo, quem viu a carreira de fio a pavio sabe que Alesi fez algumas opções bem duvidosas, e ao escolher a Ferrari em 1991 em detrimento da Williams, ficou com a ideia de que desperdiçou uma chance de ouro para ser campeão. Mas depois imagino que poderia ser ele a bordo do FW16 naquela tarde de maio de 1994, em Imola... ou seja, nem todas as realidades alternativas são boas.

E é sobre Alesi que o Josh Revell fez o seu mais recente video.  

Youtube Formula 1 Video: A entrevista de Grosjean ao "Beyond the Grid"

Depois da sua carreira na Formula 1 ter acabado em fogo - literalmente! - Romain Grosjean agora está na IndyCar ainda a ver como são as coisas na América. Nesta sua entrevista ao podcast da Formula 1, ele conta, a certa altura, como são as coisas na Mercedes e como entende a razão do seu sucesso nas pistas:

Cheguei à fábrica [para fazer o banco que vai usar no teste] e fiquei espantado com as instalações, a forma como as pessoas trabalham. Após cinco minutos dentro da Mercedes em Brackley, pude compreender facilmente porque são a equipa desportiva de maior sucesso da história. Encontre outra equipa, qualquer que seja o desporto, que tenha ganho tanto como a Mercedes. É quase impossível.", começou por dizer 

"Portanto, entrar ali, ver e compreender, é muito claro e mesmo que este ano todos no Bahrein tenham dito que a ‘Red Bull era mais rápida’, aqui estamos nós, com três corridas feitas – Mercedes duas, Red Bull uma [isto foi gravado antes do GP de Espanha]. Essa é a força da equipa. Eles podem não ter o carro mais rápido, mas encontrarão sempre uma solução em torno disso e sente-se quando lá está”, concluiu.

GP Memória - Áustria 2001


Duas semanas depois do final inesperado em Barcelona, o pelotão da Formula 1 estava no vale de Spielberg, na Áustria, para a quinta prova do campeonato, com o piloto alemão na frente e a aproveitar melhor os ataques da McLaren e da Williams, bem mais velozes, mais mais frágeis que os carros de Maranello.  

E se a McLaren ainda sofria com o golpe de Barcelona, as coisas ficaram ainda piores quando souberam a caminho da pista que Paul Morgan, um dos preparadores da Ilmor, a par de Mario Illien, que mexia nos motores Mercedes que lhes deram os títulos mundiais de pilotos de 1998 e 1999, tinha morrido num acidente aéreo, escurecendo ainda mais o ambiente dentro da equipa de Woking. 

No final da qualificação, Michael Schumacher foi mesmo o melhor, conseguindo superar por pouco os Williams de Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher. Rubens Barrichello foi quatro no segundo Ferrari, enquanto na terceira fila estavam o Jordan de Jarno Trulli e o Sauber de Nick Heidfeld. David Coulthard e Mika Hakkinen ficavam com a quarta fila da grelha, algo surpreendente para esta equipa que dominava desde 1998 nas qualificações, e a fechar o "top ten" estavam o segundo Saber de Kimi Raikkonen e o BAR-Honda de Olivier Panis.


Na partida, Schumacher foi mais uma vez surpreendido por Juan Pablo Montoya, ficando com o comando, e Michael ainda sofreu mais porque o seu irmão Ralf também partira melhor e ficava com a segunda posição. Atrás, havia caos: os Jordan de Frentzen e Trulli, bem como o McLaren de Hakkinen e o Sauber de Heidfeld ficavam parados na grelha, causando confusão entre o resto do pelotão, mas sem acidentes. Barrichello vencia o duelo com Coulthard e o quarto posto era dele.

Contudo, no final da primeira volta, o Safety Car entra para que se pudesse tirar o McLaren de Hakkinen, que ainda estava parado na grelha, e os comissários pudessem tirá-lo do lugar. O finlandês não teve outro remédio senão abandonar a corrida de modo prematuro. A mesma coisa aconteceu com Heinz-Harald Frentzen, e Jarno Trulli estava tão ansioso por voltar à corrida que regressou à pista com as luzes vermelhas. Os comissários viram isso e foi logo desclassificado. 

Na frente, Ralf Schumacher começou a sofrer com os seus travões e foi ultrapassado pelo seu irmão. Algumas voltas mais tarde, afundou-se no meio do pelotão. Mas a mesma coisa irá acontecer com Montoya, mas tinha a ver com a degradação precoce dos pneus Michelin, que o fazia dobrar os seus esforços para segurar Schumacher e Barrichello. Na volta 16, o colombiano defendeu-se até ao limite de uma tentativa de ultrapassagem do alemão da Ferrari e ambos acabavam na gravilha.   

Com isso, Barrichello beneficiou grandemente, ficando com a liderança, com... Jos Verstappen em segundo no seu Arrows - ele estava leve e iria parar mais vezes que a concorrência - e Coulthard era terceiro. Schumacher era quarto no final da volta 26, depois de ultrapassar o Sauber de Raikkonen, e tentava apanhar o McLaren de Coulthard. Atrás, Montoya não era tão veloz a recuperar posições porque o carro não lhe deixava. Na volta 41, um problema hidráulico acabava prematuramente a sua corrida.


Até ao final, a hierarquia foi esta. Coulthard levou a melhor sobre Michael Schumacher, com Rubens Barrichello atrás do alemão, cedendo o lugar no último momento depois de pedidos de Jean Todt para que o deixasse passar "a bem do campeonato". Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Sauber de Kimi Raikkonen, na sua melhor classificação até então, o BAR-Honda de Olivier Panis e o Arrows-Asiatech de Jos Verstappen. 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Noticias: Estado de saúde de Reutemann é estável


O estado de saúde do ex-piloto e atual senador Carlos Reutemann é estável, segundo um boletim médico divulgado na noite desta terça-feira. Internado no Hospital de Rosário desde sexta-feira passada após um quadro de sangramento digestivo, o argentino de 79 anos sofreu uma enteroscopia na segunda-feira depois de sofrer novo sangramento. Contudo, no boletim médico no final do dia de ontem, os médicos afirmam que a hemorragia está estancada e ele se encontra lúcido.

“[Reutemann está] hospitalizado na UCI, lúcido, comunicativo, sem falência de outro órgão. Nenhum sinal de sangramento digestivo desde o procedimento de hemostasia endoscópica realizado ontem.", afirma o comunicado.

Inicialmente admitido numa clinica em San Juan na passada semana depois de lhe ser detetada anemia, acabou por ser transferido para Rosário após o aparecimento do sangramento digestivo, pois a unidade de saúde não tinha os meios à disposição. Apesar da transferência, a sua filha Cora disse no Twitter no fim de semana que o estado de saúde do seu pai, embora delicado, não se tinha agravado.

Reutemann correu na Formula 1 de 1972 a 1982, fazendo 146 Grandes Prémios, correndo por Brabham, Ferrari, Lotus e Williams, vencendo 12 e foi vice-campeão do mundo em 1981. Para além disso, subiu ao pódio por duas vezes em provas do campeonato do mundo de Ralis, ambas na Argentina, em 1980 e 1985, quando terminou em terceiro lugar. 

Noticias: Ralliart vai ser reativada


A Ralliart, departamento de competição da Mitsubishi, vai ser reativada depois de onze anos a hibernar após o encerramento das suas atividades desportivas, quer no WRC, quer no Dakar. A imprensa japonesa fala hoje que o construtor japonês pretende regressar à competição, desde que sejam viaturas onde se possa aplicar tecnologias híbridas e/ou elétricas. Apesar do seu retorno ao automobilismo poder ser com SUVs e/ou crossovers a partir de 2023, a marca está a investir milhões de euros no desenvolvimento de híbridos "plug-in" e viaturas elétricas.

À imprensa local, Takao Kato, actual presidente e CEO da Mitsubishi Motors, comentou que "para os clientes que desejam experimentar a exclusividade da Mitsubishi, estamos a considerar a instalação de acessórios originais na nova linha de modelos e a participação dos desportos motorizados."

A este regresso, pode não ser alheio os esforços da Toyota de trazer para o WRC mais construtores japoneses, como a Subaru e a própria Mitsubishi, que têm tradição de competir nos ralis na década de 90 do século passado, no sentido de reavivar a rivalidade e ajudar a vender as suas marcas no mercado dos elétricos e híbridos. Até agora, esses esforços não tem tido sucesso, mas o anuncio da reativação da Ralliart poderá dar esperança à ideia de que, por lá, os apelos podem não ter sido em vão. Afinal de contas, os Rally1, que aparecerão em 2022, são híbridos...  

O meu calendário de sonho (última parte)


(continuação do capítulo anterior)

Depois de ter escrito duas partes sobre o assunto "o meu calendário de sonho", agora coloco aqui a minha terceira e última parte, cobrindo a Ásia e Austrália. Alguns critérios são tradicionais, mas há outros pensados "fora da caixa" e do qual podem apresentar algo para o futuro, por exemplo. Mas como digo, este é um calendário que vem da minha cabeça, cada um de vocês tem vosso, tirariam um para colocar outro, toda a gente faz isso, é perfeitamente normal.

Ora, como parei na corrida 17, isto significa que faltam cinco para o final. Aqui, os critérios são mais apertados, mais politizados, mas também tem potencial para melhor. Vamos lá.

18 - Singapura

A cidade-estado entrou no calendário da Formula em 2008... e com estrondo (obrigado, Crashgate!) e desde então, conseguiu o seu lugar. Claro, sendo à noite ajuda muito, mas é uma corrida popular, num lugar popular, e com um toque único. A parte chata é que o circuito é o que se arranja numa cidade como aquela, e a pista é tão grande que as corridas acabam sempre no limite das duas horas, ultrapassando quando há um ou outro Safety Car na pista.

De uma certa forma, é uma mais-valia, daí achar que ela fica. 

19 - Sepang

Um "double header" entre a cidade-estado e o seu vizinho do norte seria ótimo. Não havia adaptações horárias de maior, Sepang até é uma pista que os pilotos gostam, por ser desafiante, e é outro dos tilkódromos que ele fez bem feito. Mas o governo local não gosta muito de ter a Formula 1 no circuito, por ser uma atividade que dava prejuízos, ao contrário da MotoGP, mais popular entre a os locais. Contudo, se eliminarmos o critério monetário, Sepang entraria "de caras", os bilhetes até eram baratos - creio que eram os mais baratos do campeonato - logo, um regresso seria bem vindo, se certos critérios fosse obedecidos.

20 - Suzuka

A pista é um clássico. Fica e pronto.

Mas há um problema: é a altura do calendário.

O inicio do outono naquela parte do mundo é marcado pelos tufões, é exemplos como os de 2008 e 2014, entre outros, tem influência negativa. A mesma coisa se pode falar de Fuji, que ora chove imenso, ora tem um céu claro e límpido naquele inicio de outono japonês. E acho que Suzuka fica por ser mais a sul que Fuji, e a pista ter sido construída num local húmido onde é frequente haver chuva. Ou seja, chove ainda mais ali do que onde se situa agora!

Claro, a alternativa seria correr em abril, como fazia o MotoGP. Ficava fora da temporada dos tufões

Mas de resto, Suzuka é um excelente local para correr.   

21 - E que tal dar um mergulho à Indonésia?

Parece um lugar invulgar, mas este arquipélago de 17 mil ilhas e o quarto mais populoso do mundo poderá ser um futuro palco de automobilismo. Tudo por causa do turismo, uma das maiores riquezas do país.

Se Bali é há muito um paraíso turístico, Lombok, uma ilha situada ao lado, é outro lugar que o governo local quer explorar e atrair as massas. Há um novo aeroporto, novas estradas, e constroem-se complexos habitacionais e hotéis para ver se atraem cerca de dois milhões de turistas por ano, quer sejam nacionais, quer internacionais. Entra em cena o circuito de Mandalika. A pista, de 4320 metros e com 19 curvas, está a ser construída desde 2019 e espera estar pronta em 2022 para receber o MotoGP, mas caso ganhe Grau 1 da FIA, provavelmente, poderia ser alargado a outras categorias, nomeadamente as automobilísticas. E uma corrida em novembro, na parte final do campeonato, ora como corrida decisiva, ora como uma prova para relaxar, com o campeonato decidido, até seria um bom cartão de visita.       

Não seria a primeira vez ou o primeiro circuito existente na Indonésia - Sentul, em Java, recebeu o MotoGP entre 1996 e 97 e a A1GP em 2007 - e tentou-se fazer a Formula E nas ruas de Jakarta antes da pandemia fazer a sua entrada, mas colocar este arquipélago em cena até pode ser uma alternativa melhor que o Vietname, por exemplo. 

Uma outra alternativa interessante seria a Tailândia, com o circuito Chang, em Buriram, no centro do país, mas o facto de estar relativamente afastado de Bangkok e dos resorts, para além do local não ser muito desenvolvido, poderá ter mais contras do que coisas a favor. 

22 - Melbourne

É interessante saber que este ano, devido à pandemia, o GP da Austrália foi transferido de março para novembro, algo do qual era o que acontecia no final dos anos 80, quando ela ia para Adelaide: como calhava no meio da primavera, e como também calhava na parte final do campeonato, os pilotos e as equipas iam para lá num ambiente de pura descontração, o que contribuiu para a imensa popularidade da corrida local.

Melbourne parece ser o lugar ideal para receber a Formula 1, mas antes disso, antes de 1996, era Adelaide o palco do Grande Prémio. Ambas as provas eram urbanas, o que contribuía para ter mais gente nas bancadas, e tornaram dois dos lugares mais populares para receber corridas - o terceiro foi Gold Coast, nos arredores de Brisbane, onde recebiam a CART, no inicio dos anos 90 - logo, todos gostavam desses locais, e nunca precisaram de fazer um circuito de raiz na terra dos cangurus.

De uma certa forma, a Formula 1 tem na Austrália um lugar ideal, não interessa se é para abrir, se é para encerrar a temporada.   


Interlúdio Terceiro: Porque excluo a China, India e o Médio Oriente

Não coloco a China no calendário por diversas razões: politicas, ambientais, de circuito e populares. Ter uma pista em Shanghai, a segunda maior cidade chinesa, é ótimo em termos logísticos e de localização. Mas a pista é uma chatice, não enche de espectadores nem no dia da corrida - há bancadas para 200 mil espectadores, mas a corrida mais popular meteu cem mil, e os bilhetes foram vendidos foi com altos descontos - e a situação politica na China está a degradar-se, por muito atrativo que o mercado chinês seja.

Não sei como seria Vietname, mas o facto de se saber que todo o projeto de Hanói não ter sido mais do que a vaidade de um governador local, que decidiu desviar fundos do orçamento local para o fazer, e o governo central decidiu fazer dele em caso exemplar de "o que acontece quando fazem coisas com o dinheiro dos outros", creio que diz muita coisa...  

A Coreia do Sul poderia ser uma alternativa, mas quando a Formula 1 foi pela primeira vez a Yeongam, tinha tudo para não dar certo. A pista fica no meio de nenhures, ao pé do mar - situa-se numa vila piscatória - e não há habitação suficiente para receber a todos. As histórias de gente a ficar em motéis, com camas giratórias e vibratórias ecoaram mundo fora... e numa pista com bancadas para cem mil pessoas, só acolheram 55 mil. E pior: o projeto imobiliário que se previa ser construído ao longo daquela década, ainda está no papel... 

India sofre do mesmo critério da Coreia e da China, por diversas razões. O circuito faz parte de um projeto imobiliário que pouco se construiu, não tem ainda boas infraestruturas de transporte, apesar de estar nos arredores de Nova Delhi, e a poluição atmosférica prejudica bastante. E para piorar as coisas, a burocracia do governo indiano foi uma grande razão porque a Formula 1 se foi embora depois de 2013, porque eles exigiram o equivalente a 1/21 avos de impostos, porque estavam na categoria de "espectáculo musical" do que um evento desportivo. E para piorar, as alfandegas indianas, super-exigentes (um eufemismo para pagar debaixo da mesa) exacerbaram a paciência de Bernie Ecclestone, há quase uma década.

O Médio Oriente é mesmo por critério politico, uma maneira de dizer que "aqui, o dinheiro não entra". É claro que agora é o contrário. Primeiro o Bahrein - que apesar de tudo, deu boas corridas - depois Abu Dhabi, agora, a partir de 2021, teremos a Arábia Saudita, e todos eles têm uma coisa em comum: imenso dinheiro, querendo ser conhecidos para além do petróleo e da imensa riqueza que ostentam, e também para "lavar a roupa suja" da sua situação de direitos humanos. Nesse campo, ninguém escapa. 

Mas como a Liberty Media está dependente do dinheiro saudita - fala-se que pediu um empréstimo de 300 milhões de dólares para segurar a Formula 1 durante o tempo em que ficou parado por causa da pandemia, no inicio de 2020 - nesse campo, não há muitas chances de ser mais ética nesse campo. Da minha parte, o Médio Oriente não entra por todos esses critérios, da mesma forma que a China também não entrava. Mas volto a dizer: é apenas o meu calendário de sonho. E cada cabeça, sua sentença.

Em jeito de conclusão, este é o meu calendário. Gostam? Acham justo? Teriam algo mais a acrescentar? Espero que tenham gostado deste meu exercício, que apenas aconteceu porque um dia resolvi olhar para uns velhos papéis. Se calhar não seria uma má ideia para ver os vossos papéis mais antigos...

terça-feira, 11 de maio de 2021

Rumor do Dia: GP da Turquia cancelado?


O GP da Turquia pode ter sido cancelado. Segundo conta esta tarde o canal local S Sport, a prova, marcada para o fim de semana de 11 e 13 de junho, não se vai realizar, embora ainda não se avance as causas desse cancelamento. Contudo, o facto da Grã-Bretanha, país de origem de oito das onze equipas de Formula 1, não ter recomendado a ida dos seus cidadãos para aquele país devido ao agravamento da pandemia pode ter pesado na decisão. 

Contudo, ainda não há confirmação oficial quer da parte da organização, quer da parte da Formula 1, algo que pode acontecer nas próximas horas ou dias.

O GP turco apareceu no final de 2020 no circuito de Kurtkoy como substituição de diversas provas devido à pandemia. Este ano não apareceu no calendário inicial, mas surgiu como substituto do GP do Canadá, que foi cancelado devido à situação da pandemia nesse país. Assim, resta saber se haverá corrida nessa data ou o calendário encolherá para 22 provas.