segunda-feira, 27 de julho de 2015

A foto do dia

No final da semana, a 1 de agosto, passarão 35 anos sobre a morte de Patrick Depailler, um dos pilotos mais marcantes dos anos 70. Piloto da Tyrrell, Ligier e Alfa Romeo, correu em 95 Grandes Prémios, em oito temporadas, vencendo duas corridas, uma pole-position e quarto voltas mais rápidas, num total de 139 pontos.

Nascido a 9 de agosto de 1944 em Clermont-Ferrand, era filho de arquitecto e chegou a estudar para ser dentista. Mas o automobilismo levou a melhor e teve uma carreira nas competições de base, principalmente como piloto da Alpine. 

Em 1972, teve a sua primeira grande chance em experimentar um Formula 1, no GP de França. A Tyrrell era a grande equipa do momento, a par da Lotus e da Ferrari, e Jackie Stewart não estava em força por causa de uma úlcera que o forçou a ficar de fora do GP da Bélgica. A Elf, uma das patrocinadoras da marca, pediu a Ken Tyrrell para que fornecesse um terceiro carro para a corrida francesa, e deu uma chance a Depailler.

O piloto francês, então com 27 anos, aproveitou da melhor maneira possível a chance de correr na sua terra natal. É que o GP de França, naquele ano, correu-se em Charade, nos arredores de Clermont-Ferrand, a sua cidade de nascimento. Charade, o "Nurburgring francês", com os seus oito quilómetros de extensão, era propício a furos, graças às pequenas pedras que eram lançadas pelas rodas dos carros para os capacetes dos pilotos. Helmut Marko que o diga, pois carrega as cicatrizes até hoje.

Depailler (aqui, numa foto tirada por Bernard Cahier) não desiludiu. Sem grande experiência, foi 16º numa grelha de 24 carros, mas a corrida ficu marcada por um furo, que o colocou muito distante na classificação geral. Aliás, nem ficou classificado, pois chegou a cinco voltas do vencedor, um regressado Jackie Stewart. No final, ele sabia que iria ter uma nova chance num futuro próximo. Foi o que aconteceu no final dessa temporada, em Watkins Glen, onde acabou à porta dos pontos, no sétimo lugar.

A primeira t-shirt do blog


Desde há algum tempo que queria uma coisa: ter uma t-shirt (ou várias) a publicitar o blog ou a escrever sobre automobilismo. A oportunidade surgiu mais forte durante a semana do meu aniversário, e depois de fazer um exemplar para mim e mostrar no Facebook, teve um bom feedback, tanto que já tive duas encomendas, ou seja, há duas pessoas que andam com t-shirts minhas. E também já tive muitas intenções ou manifestações de interesse ao longo destes dias, que me fez com que fizesse o desenho para uma segunda t-shirt. Está pronta, só falta fazer para ser mostrado por aqui.

Assim sendo, pelo feedback que já tive por estes dias, vamos aos negócios.

Primeiro, quem quiser - aqui ou no estrangeiro - tem de pedir a encomenda via e-mail (p.alex.teixeira@gmail.com), com a vossa morada, que é para poder mandar o t-shirt. Segundo, o pagamento terá de ser eletronico. Há duas maneiras: conta no Paypal - o endereço é o mesmo do mail - ou então transferência direta através do NIB. Em Portugal é simples, fora dele há o IBAN (International Bank Account) e no caso português é o PT50, antes do numero da minha conta. 

O preço? 15 euros, para começar - a mesma coisa em dólares ou 50 reais, no Brasil.

Pretendo fazer mais desenhos no futuro (como este aqui ao lado), e outras coisas como um site autónomo, por exemplo, mas por agora, não quero colocar o carro à frente dos bois. Vamos a ver como é que isto vai dar.

Formula 1 em Cartoons - Hungria (Pilotoons)

E eis o cartoon do GP húngaro, visto pelo Bruno Mantovani, onde Sebastian Vettel contrariou o favoritismo dos Mercedes e igualou Ayrton Senna. E os carros de Brackley não tiveram uma boa tarde...

domingo, 26 de julho de 2015

Formula 1 2015 - Ronda 10, Hungria (Corrida)

É incrível saber que, por causa do cancelamento do GP da Alemanha, iríamos ter apenas três corridas entre o inicio de julho e o final de agosto, ou seja, sete semanas de quase deserto, com o "oásis" húngaro. Em suma, este ano, a Formula 1 está a ter umas férias inesperadamente prolongadas. E com o rumor do cancelamento da prova russa, mais aberturas poderão estar no horizonte, embora eu não acredite muito nisso, porque ambos os baixinhos - Putin e Ecclestone - têm os seus orgulhos e deverão fazer de tudo para que a Formula 1 volte a uma Sochi mais desertificada...

Mas a corrida húngara iria ser a mais emotiva desta temporada por causa do que aconteceu a Jules Bianchi. Caso a corrida alemã tivesse acontecido, a sua morte calharia entre os treinos e a qualificação da corrida, e certamente o pelotão faria aquilo que vimos neste fim de semana: as inúmeras homenagens feitas ao falecido piloto francês, quer nos seus capacetes, chapéus e carros. E o momento simbólico visto nos minutos antes de ser dada a partida, em plena pista.

Mas os problemas começaram na partida, quando o carro de Felipe Massa ficou mal colocado e esta teve de ser abortada, com os pilotos a fazerem nova volta de aquecimento. Na segunda partida, esta foi surpreendente quando os Ferrari conseguiram superar os Mercedes e ficaram com os dois primeiros lugares! Para piorar as coisas para a marca de Brackley, Hamilton saiu largo na traagem para a curva 9, indo para a gravilha e caindo para o décimo posto, algo absolutamente surpreendente nesta temporada até agora. E claro, em Maranello, era o delirio...

Com o passar das voltas, mostrou-se que Hungaroring é um circuito dificil para ultrapassagens, com Vettel na frente de Raikkonen, e Nico Rosberg no terceiro posto, sem grande chance de passá-los, enquanto que Hamilton tentava ganhar lugares, passando pilotos como Massa, por exemplo. Hamilton ganhou mais algumas posições na sua primeira paragem, que o colocou no quinto posto, atrás do Red Bull de Daniel Ricciardo.

Na volta 20, um incidente de corrida entre Sergio Perez e Pastor Maldonado na entrada da primeira curva fez com que o mexicano da Force India a atrasar-se e o venezuelano da Lotus a levar a penalização do costume por ser... Maldonado. Na mesma altura, Romain Grosjean foi penalizado em cinco segundos porque foi largado para a corrida mesmo na frente de Felipe Massa. Nas a penalização foi mais branda: apenas cinco segundos.

Após a primeira série de paragens, Vettel tinha cinco segundos de avanço sobre Raikkonen, com Rosberg no terceiro posto e Ricciardo a segurar Hamilton, com uma distância de 1,2 segundos. E Alonso já estava nos pontos, na décima posição. Na volta 29, Hamilton conseguiu passar o piloto da Red Bull e agora era quarto.

Nas voltas seguintes, as coisas pareciam ficar demasiado calmas, sem ultrapassagens de relevo e com Hamilton a aproximar-se de Rosberg por causa dos pneus (Hamilton com moles, Rosberg com médios), mas na volta 41, a modorra quebra-se com os problemas com o MGU-K de Kimi Raikkonen, que o fez abrandar e começou a ter os olhos em cima dele. Mas duas voltas depois, Nico Hulkenberg segue em frente no final da reta quando a sua asa dianteira se quebrou. Por causa disso, saiu o Safety Car virtual, que duas voltas depois, virou Safety Car real, para que pudesse tirar os pedaços de fibra de carbono que estavam na pista. E para que as coisas acontecessem... os pilotos passavam pelas boxes.

A corrida voltou na volta 49 com os Mercedes a pressionar a Ferrari. Rosberg passou Raikkonen, mas atrás houve confusão. Hamilton tocou no carro de Ricciardo e perdeu tempo, enquanto que atrás, Bottas era tocado por Verstappen, que sofreu um furo no traseiro direito. Hamilton perdeu tempo e parava nas boxes na volta 52, para mudar a asa dianteira, caindo para a 13ª posição. Na volta seguinte, o finlandês da Ferrari parava nas boxes para desligar o motor e recomeçar. E para piorar as coisas, Hamilton seria penalizado por causa da colisão com Ricciardo.

Na frente, Vettel tentava aguentar Rosberg, enquanto que Ricciardo ficou com o terceiro lugar, na frente de Kvyat, enquanto que os McLaren... estavam nos pontos, com Alonso a lugar com Sainz Jr para o sexto posto, enquanto que Button era oitavo. Atrás, Pastor Maldonado ia de mal a pior, com mais duas penalizações! Primeiro, por ir mais veloz do que devia na via das boxes, e depois por passar alguém... debaixo do safety car. Não quero chamar de "o pior piloto da Formula 1", mas creio que está a correr na década errada.

Nas voltas finais, com a poeira assentar, Hamilton conseguiu passar alguns carros e chegou ao oitavo posto, atrás de Romain Grosjean, mas na volta 65, Ricciardo tentou passar Rosberg no final da reta, e na reação, tocou na asa do australiano, com um furo no lado do alemão. Ambos os pilotos foram às boxes, e com a confusão toda, arriscavamos a ver Daniil Kvyat no pódio e Fernando Alonso num improvável quinto posto!

Mas na frente, afastado de toda esta confusão, estava Sebastian Vettel. O piloto alemão estava confortável na liderança, a caminho da sua segunda vitória do ano, o que aconteceu. Mas atrás dele... era tudo novo: Daniil Kvyat subia ao pódio pela primeira vez na sua carreira, com Daniel Ricciardo a ser terceiro, Max Verstappen a dar um inesperado quarto posto à Toro Rosso, a sua melhor posição desde os tempos de... Sebastian Vettel (desde o GP do Brasil de 2008, para ser mais concreto) Fernando Alonso a ser quinto, na frente de Lewis Hamilton, Romain Grosjean a ser sétimo e aguentando Nico Rosberg, e a fechar os pontos, Jenson Button (a primeira vez que os McLaren chegaram aos pontos) e o Sauber de Marcus Ericsson.

E no meio de todos os simbolismos, mais um: Sebastian Vettel igualou as 41 vitórias de Ayrton Senna, tudo isto em 149 Grandes Prémios. Schumacher conseguiu em menos tempo - 140 corridas - mas o que interessa está lá: pertence à elite. E claro, não há Mercedes no pódio, algo que não acontecia desde... o GP do Brasil de 2013. Ano e meio depois.

No final, eis o resumo de uma corrida que tinha tudo para ser aborrecida, mas que aconteceu o contrário. Sem chuva, mas com muita azelhice dos pilotos. Agora voltam as férias, e mais três semanas até a um dos clássicos: Spa-Francochamps.

A homenagem a Bianchi





Sabia-se que este inicio de corrida iria ser emocionante... e foi. Os pilotos lembraram de Jules Bianchi nos minutos antes do inicio do Grande Prémio da Hungria, dez dias após o seu desaparecimento. Acompanhados do pai dele, os pilotos fizeram um circulo à volta dos seus capacetes e fizeram um minuto de silêncio.

sábado, 25 de julho de 2015

Noticias: Renault retira apoio à WSR no final da temporada

A Renault anunciou este sábado que irá retirar o apoio à World Series, a partir do final desta temporada, para apoiar a futura Formula 2, e eventualmente a ida à Formula 1, adquirindo a Lotus. Termina assim uma colaboração de dez anos à competição organizada pela RPM, de Patrice Ratti e Jaime Alguersuari Sr. e tenta-se agora encontrar uma solução para evitar que a competição desapareça, numa reunião que vai acontecer na próxima quarta-feira.

Contudo, o formato das World Series by Renault irá manter-se, com a Renault Sport a focar-se somente na Formula Renault 2.0 Eurocup e a Megane Trophy Series, com os Renault RS.01.

O apoio da marca do losango vinha desde 2005, mas a competição tem bastante mais tempo, mais concretamente em 1998, com o surgimento do Open Fortuna by Nissan e mais tarde a World Series by Nissan, competição que terminou em 2004, sendo fundida com a Formula Renault V6 Eurocup, e que deu lugar à atual Formula Renault 3.5.

Durante este tempo, a competição teve campeões como Robert Kubica (2005), Álvaro Parente (2007), Kevin Magnussen (2013) e Carlos Sainz Jr, no ano passado.

Formula 1 em Cartoons - Hungria (Riko)

Amanhã vai ser uma corrida emocionante ainda antes de começar, como mostra o cartoon do "Riko" Lombardi. 

24 Horas de Spa-Francochamps: O "streaming" da corrida

O grande momento do fim de semana automobilistico são as 24 horas de Spa-Francochamps, prova raínha dos GT's. E num circuito dificil como é o belga, será interessante assitir ao vivo e no Youtube à prova. Deixo-vos aqui o streaming para assistirem.

Formula 1 2015 - Ronda 10, Hungria (Qualificação)

Três semanas depois da última corrida, a Formula 1 estava de volta à ativa com a corrida húngara, em Budapeste. Em anos anteriores - ou se preferirem, num passado não muito distante - ficava-se ansioso por tanto tempo sem corridas, mas este ano até parece que se perdeu a ansiedade para isso. Talvez seja por causa do resultado previsivel quer da qualificação, quer das corridas, e que faz com que muitos pensem se vale a pena continuar a ver. Ainda por cima no verão europeu...

Mas mesmo assim havia razões secundárias para ver a qualificação. A McLaren tinha prometido que as suas performances iriam melhorar, agora que tinha uma nova evolução do seu motor Honda, e haveria alguma expectativa nessa parte. Mas na Q1, para além dos do costume - os Manor - os Sauber de Felipe Nasr e Marcus Ericsson fizeram-lhes companhia, bem como... o McLaren de Jenson Button. Parecia que, por muito que se esforçassem, os resultados seriam os mesmos. No final desta parte da qualificação, o piloto brasileiro queixou-se de que não tinha tido a devida aderência nos seus pneus. Na frente, o costume: os Mercedes eram os mais velozes, com Hamilton na frente de Rosberg, a 89 centésimos. Quanto a Alonso, passou à justa.

A Q2 parecia prometer para a McLaren, mas Alonso sofreu uma pane elétrica e ficou parado a meio da pista. Tentou empurrar o carro para a berma, mas este não colaborava. E isso fez com que os comissários de pista decidissem interromper a sessão com bandeira vermelha, até resolver o caso do piloto espanhol. Claro, ele não voltou e contentou-se com o 15º tempo na grelha, não muito diferente das corridas anteriores...

No final, passaram os do costume? De uma certa maneira, sim. Para além de Mercedes, Ferrari, Williams e Red Bull, o Toro Rosso de Max Verstappen e o Lotus de Romain Grosjean, que deixaram, respectivamente, Carlos Sainz Jr e Pastor Maldonado de fora. Os Force India de Sergio Perez e Nico Hulkenberg também ficaram de fora para a Q3, fazendo companhia a Alonso.

O final é conhecido, mas o que mais espanta foi o "à vontade" que Lewis Hamilton chegou ali: mais de meio segundo sobre Nico Rosberg. Num circuito onde ultrapassar é muito complicado, uma vantagem destas é quase decisivo para a vitória. Na tabela de tempos, Hamilton fez 1.22,020, contra o 1.22,595 do seu companheiro de equipa. E claro, mais um monopólio Mercedes na primeira fila da grelha de partida. No terceiro posto estava Sebastian Vettel, a 739 centésimos de Hamilton, e na frente do Red Bull de Daniel Ricciardo, parecendo demonstrar um pulo nas suas performances.

Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas dividiam a terceira fila da grelha, mas num monopólio finlandês e na frente de Daniil Kvyat e Felipe Massa. Verstappen e Grosjean fechavam o "top ten".

E assim se chegava ao final de uma qualificação sem grande história. Contudo, as emoções maiores estão guardadas para amanhã, na corrida. Não no que vai acontecer - salvo algo inesperado - mas sim nas homenagens do pelotão da Formula 1 a um dos seus, caído em competição. As emoções vão estar muito altas, temos a certeza.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A homenagem das equipas a Jules Bianchi










A corrida húngara vai ser emocional no pelotão da Formula 1, uma semana depois da morte de Jules Bianchi. Assim sendo, todas as equipas e os seus pilotos terão um sinal #JB17 em homenagem ao piloto francês, e alguns até fizeram algo mais especial, como a Ferrari e Force India, sítios onde Bianchi passou, para além da Marussia. 

O embaraço da Lotus

A Lotus esteve a 45 minutos de não ter qualquer carro nos treinos livres desta sexta-feira. É que a equipa de Enstone teve problemas para resolver um problema com a Pirelli relacionado com os pagamentos. E Matthew Carter e Frederico Gastaldi, responsáveis da marca, tiveram de ir à marca italiana para desbloquear essa situação, fazendo os pagamentos em atraso.

"Nós resolvemos a situação na quinta-feira de manhã e até deixar a pista os homens da Pirelli disseram que tudo estava resolvido e teríamos pneus esta manhã. Mas quando a equipa chegou ao circuito foi-nos dito que o pagamento não tinha sido recebido, portanto eu e o Matthew Carter tivemos que ir à Pirelli resolver a situação", contou Gastaldi.

Segundo conta Luis Vasconcelos, da Autosport portuguesa, Gastaldi esteve esta manhã na sede da Pirelli para ir buscar dois conjuntos de pneus para Romain Grosjean e Joylon Palmer (que iria guiar o carro no primeiro treino livre) e estiveram durante 40 minutos a aquecer os pneus para estarem à temperatura ideal no começo da sessão.

Isso é mais um episódio do que está a passar pelos lados de Enstone, com as contas a acumularem-se e as dificuldades de o pagar. 

Haas apresenta o seu projeto em Portugal

Estando afastados há muito tempo da alta roda da Formula 1, será algo surpreendente saber que Gene Haas esteve esta sexta-feira em Vila do Conde para apresentar o seu projeto. Mas a razão é outra: a Haas veio aqui para inaugurar o Haas Factory Outlet, do setor da metalomecânica, e aproveitou para apresentar o projeto à imprensa, ao lado de um Marussia de 2013 pintado com as suas cores.

"A nossa licença para competir foi passada em 2014, mas tivemos um ano para fazer o planeamento, nomeadamente com a Ferrari, que nos vai fornecer os motores", começou por dizer Gene Haas ao Jornal de Noticias.

Em relação à competitividade, Haas afirma ue vai estar pronto em abril de 2016 para andar a par das restantes equipas: "Temos uma equipa de Nascar há 10 anos, e temos tido sucesso. Ganhámos dois campeonatos. Não vamos dizer que podemos competir com a Mercedes e a Ferrari, mas vamos estar preparados".

Quando confrontado com a situação atual da Fórmula 1, com a desistência de várias equipas, um maior desinteresse do público mais jovem e alguns circuitos emblemáticos a saírem do calendário em favor de tilkódromos no Médio Oriente, Haas desdramatiza.

Não há um timing perfeito para se entrar. Conheço a Fórmula 1 há 30 anos e as dificuldades que se enfrentam para lá entrar. Olho para as coisas de forma diferente. Hoje há mais interesse, há mais candidatos a corridas do que vagas disponíveis. A Fórmula 1 é entusiasmante e tem de ser encarada de um ponto de vista internacional”.

Apesar da sua presença em Portugal tenha a ver mais com promoção da marca Haas e das novas instalações da marca, o empresário confessou que está atento a possíveis investidores no projeto.

"Temos muito interesse em cativar patrocinadores, mas sabemos que ainda há muito ceticismo em relação a este projeto. Temos alguns investidores interessantes, mas tal não condicionará a capacidade de colocarmos o carro na grelha de partida em abril de 2016", vincou.

GP Memória - Alemanha 2005

Duas semanas depois de terem corrido em paragens britânicas, máquinas e pilotos estavam de volta ao continente europeu para o GP da Alemanha, a décima prova do campeonato, com a McLaren a reagir a aquilo que parecia ser um domínio de Fernando Alonso e dos motores Renault, já que a Ferrari mostrava cada vez mais que estava distante em termos competitivos.

Entretanto, na Minardi, havia mudanças, com a troca do austriaco Patrick Frisacher pelo holandês Robert Doornbos, provavelmente devido ao encaixe financeiro que a equipa iria ter para poder respirar até ao final da temporada. 

No final da qualificação, Kimi Raikkonen levou a melhor sobre Jenson Button por 439 centésimos de segundo, enquanto que Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella monopolizavam a segunda fila com a Renault, ao passo que Michael Schumacher era o quinto, no seu Ferrari, na frente do Williams de Mark Webber. Nick Heidfeld era o sétimo, seguido pelo BAR de Takuma Sato, enquanto que a fechar o "top ten" estava o Toyota de Jarno Trulli e o Red Bull de Christian Klien.

Juan Pablo Montoya, que tinha vencido a corrida anterior, partia de último por não ter conseguido marcar qualquer tempo na qualificação.

A corrida começou com Kimi Raikkonen a manter o primeiro posto na grelha, enquanto que atrás, o seu companheiro de equipa Juan Pablo Montoya iniciava a sua recuperação ao conseguir subir... nove posições no final da primeira volta. Atrás, Jacques Villeneuve desentendia-se com Rubens Barrichello e atrasava-se devido aos danos causados pelo toque. Mas a sua tarde não ficaria por ali...

Montoya, com a estratégia que tinha, prometia não ficar por ali. Com o passar das voltas, ele ultrapassou boa parte do pelotão, e continuou a fazê-lo após a primeira paragem para reabastecimento e estava no quarto posto após a 34ª volta, atrás de Raikkonen, Alonso e Button. Por esta altura, Villeneuve tinha dado nas vistas pelas piores razões, primeiro, com o toque com o estreante Doornbos, e na volta 27, com o Jordan do português Tiago Monteiro. Por esta altura, ele já arrancava sorrisos dos mecânicos em todas as boxes...

Contudo, na volta seguinte, o finlandês teve problemas com o seu sistema hidráulico e acabaria por desistir, deixando Alonso na liderança, com Button em segundo e Montoya em terceriro, depois de passar Schumacher, que tinha problemas com os seus pneus Bridgestone. Button e Montoya pararam para um segundo reabastecimento, deixando Schumacher no segundo posto, mas os seus pneus degradavam-se mais rapidamente do que o esperado e o colombiano ficou com o segundo posto, atrás de Button.

No final, Fernando Alonso vencia a corrida, a sua sexta vitória no campeonato, e abrindo a vantagem que tinha para 36 pontos - 87 contra 51 do finlandês - com Juan Pablo Montoya no segundo lugar, e Jenson Button no terceiro posto. Giancarlo Fisichella foi o quarto, na frente de Michael Schumacher, do Toyota do seu irmão Ralf Schumacher, do Red Bull de David Coulthard e do Sauber de Felipe Massa.

Youtube Racing Crash: o acidente de Sergio Perez na Hungria

Eis as imagens e o rádio de Sergio Perez esta manhã, durante o primeiro treino livre, na Hungria. O iloto mexicano nada sofreu, mas por precaução, a Force India e o piloto decidiu não andar no segundo treino livre, até ver quais foram as causas deste acidente, que tudo indica ter sido um problema de suspensão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

As imagens do dia


O que acho piada é que a primeira capa é de uma revista francesa, e a segunda é de uma capa de uma revista italiana. Acho engraçado esta troca de linguas para homenagear Jules Bianchi, mas o que interessa é que o objetivo está cumprido.