segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A(s) image(ns) do dia

As fotos da despedida da Porsche, no fim de semana das Seis Horas do Bahrein. Depois de quatro temporadas de bons serviços, com três vitórias no Mundial de Endurance e outras tantas nas 24 Horas de Le Mans, a marca de Estugarda decidiu abandonar a competição para se concentrar na Formula E, onde pretendem entrar na temporada 2018-19.

Foi um período muito bom para a marca alemã, que veio escrever mais páginas de ouro numa modalidade que considera como "sua", apesar da sua entrada tardia, nos anos 60. Contudo, chegou a tempo de nos dar máquinas como o 917, o 935, o 956 e o 962, e esses carros fizeram com que a marca alemã passasse a ser a mais vencedora em La Sarthe, com 19 triunfos.

O 919 Hybrid foi uma máquina marcante. Chegou numa altura em que tínhamos a Audi e a Toyota a andar na classe LMP1, e tinha coincidido com a chegada do Mundial de Endurance, uma combinação entre a FIA e a ACO, pela primeira vez desde 1992. Os fãs esperavam ver regressar os tempos da década de 80, os Sport-Protótipos do Grupo C, e de uma certa maneira, foi assim, mesmo com a passagem da Nissan, com o seu fracassado modelo de motor à frente.

Contudo, como em tudo, as marcas chegam ali com um objetivo: vencer ao domingo para vender na segunda-feira. E alcançados os objetivos, a consequência é sair enquanto está a ganhar, para novos desafios. Claro, os fãs não entendem isso, e agora, o grande desafio chama-se electricidade. Os carros elétricos vieram para ficar, os governos pressionam as industrias para irem "verde" e a cada dia que passa, os telhados tem cada vez mais painéis solares e a nossa paisagem tem cada vez mais turbinas eólicas, mesmo no mar. E pasra além disso, coisas como o Dieselgate, onde se descobriu que as construtoras automóveis andavam a aldrabar os governos com as emissões poluentes dos seus carros a Diesel, fizeram acelerar as coisas para aquela direção.

Assim sendo, em 2018, irão para a Formula E, acompanhando a Mercedes, Nissan e muitas outras marcas que estão a fazer propulsores para esta competição. Mas também tem olhos para a Formula 1. Com os novos regulamentos para 2021 a serem discutidos neste momento, a marca já disse que poderia estar interessada em fornecer motores, mas já quem ache (e deseje) que deveriam estar na categoria máxima do automobilismo como equipa.

Mas por agora, a marca agradece a colaboração de todos em mais um projeto vitorioso, e os carros farão parte do museu da marca, em Estugarda. Novos capítulos se seguirão. 

Youtube Racing Audition: O substituto do "Americano"

Os Três Estarolas andam à procura de um piloto de testes para a segunda temporada do The Grand Tour, e andam a fazer uma audição entre pessoas com experiência no assunto. E hoje, convidaram Mark Webber para dar umas voltas no "Eboladrome" para ver se ele serve ou não.

Formula E: Di Grassi acha que Macau seria um bom palco

Lucas di Grassi afirmou que Macau seria um bom palco para receber a Formula E. O brasileiro, atual campeão da competição elétrica, disse à imprensa local que o circuito, pela sua história, seria o ideal, mesmo havendo uma corrida ao lado, em Hong Kong.

Poderia fazer-se aqui um circuito de Fórmula E duas semanas antes de Hong Kong e poderiam existir as duas provas. A pista já existe e seria só avançar com a prova", sugeriu o campeão da Fórmula E em entrevista dada na passada sexta-feira ao jornal Hoje Macau.

Nessa mesma entrevista, Di Grassi, que participou na Taça do Mundo FIA de GT, disse que Macau “tem uma pista muito longa e que combina tudo, desde as altas velocidades em circuito de rua, à montanha que é muito difícil. É também uma das pistas mais difíceis do mundo e por isso todos os pilotos gostam de passar por aqui.

Não é a primeira vez que foi sugerida uma corrida nas ruas do antigo território português. Em 2013, Jean Todt sugeriu que a pista seria ideal para uma corrida desse tipo, mas as limitações dos carros elétricos seriam um grande obstáculo, já que a pista tem cerca de 6,2 quilómetros de extensão.

A Formula E arranca daqui a duas semanas nas ruas da antiga colónia britânica, com uma jornada dupla.

Os números do regresso de Robert Kubica

Pelos vistos, Robert Kubica poderá estar de regresso à Formula 1. Apesar de não haver anuncio oficial, tudo indica que o piloto polaco de 32 anos poderá voltar ao cockpit do carro, oito anos depois da sua última vez, substituindo Felipe Massa e correr ao lado de Lance Stroll. Contudo, não se sabe bem os números desta contratação. Contudo, a brasileira Globo afirmou na semana que passou que o piloto poderá trazer consigo cerca de oito milhões de euros, e tudo graças ao seu novo empresário... Nico Rosberg. Sim, ele mesmo, o campeão do mundo de 2016 e que correu na Williams entre 2006 e 2009.

Segundo conta o site, o acordo foi assinado dois dias depois do GP do México, com esse valor, embora ainda haja um teste final em Abu Dhabi, alguns dias depois do encerramento da temporada, com o carro de 2017. Mas tudo parece encaminhado para esse desfecho.

Outra coisa interessante que conta o site é que o seu volante será totalmente adaptado. A equipa decidiu construir um volante adaptado, fazendo com que todos os comandos normalmente usados com a mão direita fossem usados com a mão esquerda, a mão "boa". E isso inclui o accionamento da embraiagem e da caixa de velocidades, algo totalmente inédito no pelotão da Formula 1.

E quando o anuncio acontecer - que será em Abu Dhabi, no final da temporada - fala-se de uma campanha de marketing bem oleada para capitalizar no seu regresso, provavelmente um dos mais inesperados da história da Formula 1.

domingo, 19 de novembro de 2017

WRC 2017 - Rali da Austrália (Final)

O belga Thierry Neuville foi o vencedor do Rali da Austrália, o cair do pano do mundial deste ano, que recomeçará dentro de dois meses, no asfalto nevado e gelado de Monte Carlo. O piloto da Hyundai levou a melhor sobre Ott Tanak, que por sua vez foi superior ao seu companheiro de equipa da Hyundai, o neozelandês Hayden Paddon, que ficou com o lugar mais baixo do pódio. Quanto a Jari-Matti Latvala, tinha tudo para acabar no segundo posto, mas um despiste na Power Stage deitou tudo a perder.

O ultimo dia do rali começou com algumas atribulações. Se na frente, Neuville tentava controlar os avanços de Latvala, na classificativa propriamente dia, Elfyn Evans bateu Esapekka Lappi por 2,5 segundos, na primeira passagem por Pilbera Reverse. A seguir, em Bucca16, Hayden Paddon conseguiu entrar na lista de vencedores de especiais, batendo Lappi por 3,7 segundos, enquanto que Neuville perdia 9,1 segundos para Latvala, fazendo com que a diferença caisse para menos de dez segundos. Atrás, Stephane Lefebvre e Craig Breen, ambos em Citroen, terminavam mais cedo os seus ralis, vitimas de saídas de estrada.

Contudo, na primeira passagem por Wedding Bells, Neuville foi 4,8 segundos mais veloz do que Latvala, conseguindo ficar um pouco mais aliviado na pressão para ver quem seria o vencedor do rali. 

Quanto a Sébastien Ogier, ele voltou a ter problemas de caixa de velocidades do Ford Fiesta WRC no troço anterior e penalizou um minuto por controlar por avanço à entrada desta classificativa. “Temos este problema que nos perturbou um bocado. Com o pânico, entrámos mais cedo”, explicou. 

Apesar da penalização, o francês era quinto.

Contudo, antes do Power Stage, a 20ª especial acabou por ser cancelada devido ao mau tempo, com os troços a virarem autênticos lamaçais. Assim sendo, a Power Stage, mesmo com tudo o que estava nos troços, acabou por ser realizada, com o famoso volte-face que sofreu Latvala, que se despistou e acabou por abandonar, quando esforçava para apanhar Neuville e chegar à vitória.

Assim, Tanak e Paddon ficaram com os outros lugares do pódio, e os únicos que ficaram a menos de um minuto do vencedor. Sebastien Ogier foi o quarto, a dois minutos e 27 segundos do vencedor, já distante de Elfyn Evans, o quinto, também num Ford.

Esapekka Lappi foi o sexto e acabou por ser o melhor dos Toyota, e praticamente o último dos WRC que não tiveram de abandonar a meio do caminho e regressar no modo WRC2, como aconteceu a Kris Meeke, o sétimo. O local Ritchie Dalton, num Skoda Faboia R5, foi o oitavo, enquanto que o grego Jourdan Seiteirides e o finlandês Kalle Rovanpera fecharam o "top ten", com o jovem finlandês a conseguir aqui o seu primeiro ponto no WRC, a bordo de um Ford Fiesta R5.

Agora, prepara-se o Mundial de 2018, cujo começo será no asfalto gelado de Monte Carlo, a meio de janeiro. 

Youtube Motorsport Crash: A última volta do GP de Macau de Formula 3

Toda a gente no automobilismo sabe que as corridas só acabam na bandeira de xadrez. E o que não falta por aí são exemplos de corridas que no inicio da última volta acabaram por ser diferentes do que no final dessa ultima. Lembram-se do Nigel Mansell no GP do Canadá de 1991 e do J.R. Hildebrand na última curva da última volta das 500 Milhas de Indianápolis, vinte anos depois?

Pois bem, foi o que aconteceu no GP de Macau de Formula 3, esta manhã. O austríaco Ferdinand Habsburg e o brasileiro Sergio Sette Câmara lutaram pela liderança da corrida na última volta, até ao último metro, com um resultado imprevisível: ambos despistaram-se e deram a vitória a Dan Ticktum, que parecia que iria para o lugar mais baixo do pódio...

A narração está em francês.

Youtube Rally Crash: O acidente de Latvala no Power Stage australiano

Parece que Jari-Matti Latvala voltou aos seus tempos de "Lata na Vala", mas pelo que se vê neste video do seu acidente no Power Stage, não foi mais do que um excesso típico de quem queria vencer o rali a bordo do seu Toyota. 

Eis o video do acidente.

sábado, 18 de novembro de 2017

WRC 2017 - Rali da Austrália (Dia 2)

Thierry Neuville lidera o rali da Austrália após a segunda etapa, beneficiando do despiste de Andreas Mikkelsen na décima especial, onde sofreu danos no carro - para além de dois furos - e foi obrigado a abandonar o rali. Neuville está a ser ameaçado pelo Toyota de Jari-Matti Latvala, pois ambos têm 20,1 segundos de diferença, com Ott Tanak em terceiro, a 40,6.

O segundo dia começou com a enorme especial de Nambucca 17, onde após 48,89 quilómetros, o piloto nórdico cedeu apenas 4,5 segundos para Neuville. “Temos estratégias de pneus diferentes. Eu preferi poupar os meus macios para mais tarde”, explicou Mikkelsen. Já Latvala não esconde que entrou a fundo. “Ataquei em força. Talvez tenha sido demasiado agressivo no início”, confessou o piloto da Toyota. Apesar disso, o tempo realizado fê-lo subir apenas de quarto... a terceiro, à custa de Kris Meeke.

E foi na primeira passagem por Newbury 17 que as coisas se modificaram, por causa do duplo furo de Mikkelsen. "Aconteceu dois quilómetros após o inicio da etapa ia em terceira ou quarta quando exagerei numa curva a bati forte no banco de terra. Pensava que tinha um furo, mas pouco depois, vi que tinha na frente também. So tenho um pneu suplente, logo, acho que não vou muito longe", afirmou um desconsolado Mikkelsen.

Quem também teve problemas foi Thierry Neuville, que conseguiu, ainda assim, passar para o comando do rali. O belga falhou um intersecção não só perdeu tempo como danificou o seu i20 WRC. “Travei demasiado tarde. Tive de fazer marcha atrás. Acho que também parti algo na caixa de velocidades. Tenho de verificar mais vai ficar tudo bem”, explicou o piloto que chegou ao fim do troço com o pneu dianteiro direito fora da jante do seu carro.

Depois, comentou sobre o incidente de Mikkelsen: “Estou desapontado pelo que aconteceu ao Andreas. Foi uma luta bonita mas parece que ele furou no mesmo sítio traiçoeiro onde saímos de estrada. Também estamos preocupados. Não temos a primeira velocidade. Tive de ter cuidado nos ganchos, nesta classificativa”, explicou.

Tanak ganhou na última especial da manhã, a super-especial e Raceway, conseguindo uma vantagem de 0,2 segundos sobre Sebastien Ogier. 

Na parte da tarde, Neuville continuou ao ataque, vencendo em Welschs Creek, ganhando quase dez segundos a Ott Tanak, e afastando-se um pouco mais de Jari-Matti Latvala. A mesma coisa aconteceu em Argents Hill, desta vez com Latvala atrás, a 2,8 segundos, antes de a segunda passagem por Newry 17 ter sido cancelada devido a danos numa ponte.

Neuville depois venceu as duas passagem pela super-especial, acabando o dia com 20,1 segundos de avanço sobre Latvala.

O rali da Austrália termina na madrugada deste domingo.

CNR 2017 - Rali do Algarve (Final)

Carlos Vieira foi o grande vencedor do Rali do Algarve, e com isso, tornou-se campeão nacional de ralis. O piloto do Citroen DS3 R5 conseguiu ser superior a Pedro Meireles e Carlos Martins para conseguir todo o que queria, acabando com um avanço de um minuto e 44 segundos sobre o segundo classificado, o turco Yagiz Avci, e três minutos e 36 segundos sobre Pedro Meireles, o segundo melhor português e quarto da geral.

O segundo dia começou com um golpe de teatro, quando Carlos Martins teve uma saída de estrada e acabou por desistir. Com isso, as contas do campeonato eram entregues aos dois primeiros classificados do rali e da classificação, e neste momento, Meireles era ainda o virtual campeão. Contudo, Vieira sabia que, se continuasse a ganhar as especiais, tudo poderia mudar. Assim sendo, Vieira cavalgou, tentando vencer o maior número de especiais possivel para ter uma chance de vitória.

Na sétima especial, ele foi o vencedor, aumentando para 32,6 segundos a sua vantagem para Pedro Meireles. Este via os turcos Orhan Avcioglu e Yagiz Avci a aproximarem-se do segundo lugar, estando a 10,4 e a 13,9 segundos de sua distância, respetivamente. Até ao final da manhã, Meireles venceu os troços todos, acabando no final da nona especial, a segunda passagem por Chilrão, com uma vantagem de 55,5 segundos sobre Meireles, que tinha agora apenas Yagiz Avci atrás de si, depois da desistência de Avcigolu devido a problemas no seu carro.

Na décima especial, a primeira passagem por Nave Redonda, Meireles sofreu um despiste, furou e perdeu quase dois minutos, acabando por cair para o quinto posto e complicando ainda mais as suas contas para o título nacional. O piloto do Skoda tentou reagir, mas Vieira foi o melhor, ainda vendo Ricardo Teodósio a vencer na classificativa final, a segunda passagem por Foia, no seu Lancer!

Assim sendo, depois de Meireles ter sido o segundo melhor português, no quarto posto, o terceiro melhor foi Ricrdo Teodósio, um feito no seu Lancer EVO X de Grupo N, conseguindo também ser o sétimo na geral, na frente do Peugeot 208 R2 de Diogo Gago, também o melhor das duas rodas motrizes.

A fechar o "top ten" ficou outro português, Pedro Paixão, num Renault Clio R3T, e o irlandês Patrick Duffy, no seu Fiesta R5. 

Agora que acabou o CNR de 2017, espera-se mais e melhor em 2018.

CNR 2017 - Rali do Algarve (Dia 1)

No final do primeiro dia do Rali do Algarve, Carlos Vieira lidera um rali onde os pilotos locais conseguiram ser mais velozes do que os estrangeiros que participam na Taça Europeia de Ralis. Após a realização de cinco especiais, o piloto da Citroen tem uma vantagem de dez segundos exatos sobre o Skoda de Pedro Meireles.

Com o campeonato a decidir-se entre Pedro Meireles e Carlos Vieira, o rali começou com o piloto da Citroen a entrar a matar, ao vencer na primeira especial, no Marmelete, batendo Ricardo Teodósio (Mitsubishi Lancer Evo X) por 5.5 segundos, com o checo Ondrej Bisaha (Ford Fiesta R5) em terceiro, a 5.7. Atrás, Ricardo Moura sofreu um despiste e perdeu quatro minutos e 42 segundos, basicamente comprometendo o rali. Acabaria por desistir por causa dos danos, e depois explicou o que se passou.

"Não foi azar, foi um erro meu. No início do troço cortei demasiado uma curva resultando dois furos lentos. O carro ficou difícil e acabei por fazer um pião. Levamos o carro até ao fim da pec com cuidado para não prejudicar nenhum piloto que viesse atrás de nós. Como só tínhamos uma roda suplente tivemos de abandonar pois ainda haviam várias especiais para fazer", contou na sua página do Facebook.

Na segunda especial, a primeira passagem por Serenada, Vieira continuou a abrir a vantagem, vencendo a especial com uma vantagem de 9,2 segundos sobre Carlos Martins, noutro Citroen, subindo para o segundo posto. Meireles era quinto na especial, a 13,1 segundos. Na segunda passagem por Marmelete, Martins acabou por ser o vencedor, 0,7 segundos na frente de Pedro Meireles, mas Calos Vieira perdeu 22,2 segundos, perdendo também a liderança e caindo para o quarto lugar, agora com 4,6 de desvantagem.

Vieira atacou na segunda passagem por Serenada, vencendo e conseguindo um avanço de 7,6 segundos sobre Martins, subindo logo para o primeiro posto e deixando Pedro Meireles no terceiro lugar, a 7,2 segundos.

No final do dia, na super-especial de Lagos, Martins perdeu 16 segundos devido a um pião e caiu para o sexto posto da geral, com Vieira a ser o grande beneficiado desta situação. O checo Ondrej Bisaha, no seu Ford Fiesta R5, acabou por ser o melhor, 0,4 segundos à frente do irlandês Patrick Duffy. Carlos Vieira foi o melhor português, a 1,6 segundos do vencedor.

Com dez segundos entre Vieira e Meireles, da forma como as coisas estão, o piloto de Guimarães será campeão com um avanço de 8,34 pontos, pois no complicado sistema de pontuação dos ralis, para além dos pontos que existe do vencedor até ao décimo classificado, ainda tempos de contar com as vitórias em troços, que vale 0.38 pontos cada um.

O Rali do Algarve termina esta sábado, com a realização das restantes oito especiais de classificação.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Rumor do Dia: Liberty quer mudar logótipo da Formula 1?

Parece que os novos donos da Formula 1 pretendem modificar o logotipo. Segundo conta esta noite o site f1fanatic.co.uk, três símbolos foram hoje registados no Registo de Propriedade Intelectual da União Europeia, os que estão na fotografia. Eles foram marcados em nome da Formula One Licensing BV, que também registou uma versão destes três, mas sem a identificação "Formula 1".

A atual designação existe desde o final do século passado e é um dos logótipos mais reconhecidos do automobilismo.

Noticias: Henrique Chaves vence no Bahrein

Como Julio César, há dois mil anos, em Roma, foi chegar, ver... e vencer. Henrique Chaves veio ao Bahrein pensando que iria ter dois dias de testes a bordo de um carro da Formula V8 3.5, e acabou por guiar o carro na jornada dupla do Bahrein, a última de um campeonato que acabará no final deste anos depois à falta de interesse dos pilotos e das equipas.

Contudo, Chaves teve uma corrida irreprensível. Partindo da segunda posição da grelha, fez um bom arranque, passou logo para primeiro e desde aí liderou toda a corrida, terminando na frente do campeão, o brasileiro Pietro Fittipaldi. Roy Nissany foi o terceiro, e a única mulher presente, a colombiana Tatiana Calderon, foi quinta. Chaves ainda conseguiu a volta mais rápida. 

Nunca imaginei que fosse possível. Ainda estou a digerir o resultado que foi fabuloso depois de uma corrida fantástica. Estava habituado a uma outra realidade e de repente o inesperado acontece e estou muito feliz. Nas sessões de treinos livres procurei aprender tudo ao máximo. Sentia-me muito confortável. Depois consegui nas qualificações o segundo melhor tempo. Percebi que estava nas minhas mãos chegar aos lugares do pódio. Mas, fiz um excelente arranque, e passei de imediato para primeiro e daí em diante só pensava na vitória. Mantive o foco, não me deixei intimidar pela pressão do adversário atrás de mim, que só por acaso é o campeão, e fiz o meu trabalho. Correu tudo na perfeição. Um resultado magnifico que dedico à equipa e claro, ao meu pai, que é um apoio incondicional”, começou por dizer o piloto português.

Amanhã, e largando de novo do segundo posto, o objetivo de Chaves é de repetir o feito: “Depois desta vitória não posso ambicionar outra coisa. Acredito que é possível. O carro está óptimo, sinto-me confiante e tem tudo para correr bem”, rematou.

O truque na manga de Elon Musk

Sabia-se desde há muito que estava para aparecer um camião da Tesla, para tentar responder às necessidades de um veículo de transporte de longo curso, que também tem a sua quota-parte na poluição atmosférica. Contudo, nesta madrugada, a última coisa que se esperava nessa apresentação era que Elon Musk mostrasse ali o novo Roadster!

Primeiro que tudo, numa altura em que o Model 3 está a ter problemas de escoamento na produção - o próprio Musk admite que esses problemas poderão ser resolvidos no inicio do ano que vêm - a Tesla vinha há algum tempo dizer que iria apresentar uma versão para pesados dos seus veículos elétricos. E na sua apresentação, apareceu com um pacote completo: um camião pesado, ou seja com mais de 3,5 toneladas, com uma aceleração de 0 a 100 km/hora de cinco segundos, só o cavalo mecânico, e com o reboque, mais 36 toneladas de carga, será de vinte segundos.

Terá uma autonomia de 800 quilómetros com uma só carga, e o posicionamento do condutor e no meio da cabine, muito semelhante ao posicionamento do McLaren F1 de 1992. Aliás, o próprio Musk disse que o camionista "estaria posicionado como um piloto de automóveis". E quanto à autonomia, apesar de haver quem haja céticos, na apresentação, a empresa afirmava que 80 por cento das viagens são feitas em distâncias inferiores a 400 km.

É o maior desafio de Musk até agora. É verdade que desafios não são um problema para o multimilionário americano de origem sul-africana, mas ter um camião elétrico é território desconhecido para ele, e como já foi dito acima, pode ser apenas uma proposta para resolver um problema existente, que é a camionagem, que representa uma percentagem importante no transito das estradas um pouco por todo o mundo e claro, um contribuidor para a emissão de gases com efeito de estufa, pois a esmagador maioria desses camiões usam motores Diesel.

Mas a nova geração do Roadster foi o truque na manga de Musk nessa apresentação, pois não era nada esperado. Até hoje, especulava-se sobre o carro. Falava-se que poderia aparecer depois de 2020 e algumas pessoas, especialmente os que passavam os "referral codes" nos seus canais do Youtube onde as pessoas poderiam ter um desconto de mil dólares na compra de um Model 3 - que ainda tem 18 meses de lista de espera - tinham dito que já tinham direito a ter um Roadster, mesmo antes de se saber os desenhos do carro.

Agora, já se sabe: com um design a fazer lembrar o McLaren, terá uma bateria de 200 kW - o mesmo que tem os carros da Formula E, e as acelerações são impressionantes: eles prometem um limite de velocidade superior a 250 milhas por hora, ou... 402 km/hora, tão poderoso como o Bugatti Chiron ou o Koeingssegg Agera, para além de um "0 aos 100" em meros 1,9 segundos! E a autonomia está colocada em 620 milhas, ou seja, 997 quilómetros com uma só carga. São mil quilómetros, para arredondarmos as coisas. E é neste momento, o carro em produção com a maior autonomia de sempre.

Em suma, este Roadster está a entrar no domínio dos hipercarros. Contudo, há coisas que ainda não se sabem, como por exemplo, o eu peso. É que o Chiron, por exemplo, pesa duas toneladas, enquanto que o Agera tem 1395 quilos, o suficiente para colocar o recorde de velocidade de carro de produção nos 447,2 km/hora. E claro, sendo um hipercarro elétrico, o preço tem de ser condizente: 200 mil dólares, com uma reserva de 50 mil para os primeiros mil clientes.

Veremos se tudo isto será real. Sim, digo isto porque ainda existe aqueles que gritam a plenos pulmões que Musk é uma fraude e que ele falhará espectacularmente naquilo que muitos falam que é "banha da cobra". Mas com este carro, poderá marcar uma era nos hipercarros.   

WRC 2017 - Rali da Austrália (Dia 1)

No final do primeiro dia de Rali da Austrália, Andreas Mikkelsen deseja fechar com chave de ouro a sua atribulada temporada, e está a liderar o rali local, com um avanço de 20,1 segundos sobre o seu companheiro de equipa, Thierry Neuville. Num 2017 onde correu com três caros diferentes - Skoda, Citroen e Hyundai - Mikkelsen torna-se no principal candidato a vencer a última prova do campeonato.

É verdade que este campeonato já está decidido, e o rali australiano era um mero "cumprir de calendário, mas os pilotos são seres competitivos e onde quer que estejam, não importa o tipo de superfície, se estão numa batalha contra o tempo, aceleram onde é preciso e por vezes... onde não é necessário. E assim em Coffs Harbour, na Nova Gales do Sul, máquinas e pilotos concentravam-se para o último duelo do ano.

As primeiras três etapas da manhã só deram Mikkelsen. Primeiro, ao vencer na primeira passagem por Pilbara, dando 1,3 segundos de avanço sobre Kris Meeke, no seu Citroen, e 2,6 segundos sobre Sebastien Ogier, no seu Ford. O norueguês estava satisfeito, embora não tivesse explicação sobre a razão porque tinha alguns apêndices aerodinâmicos quebrados. 

Foi uma condução limpa, sem erros. Estou contente. Podia ter andado mais mas para a primeira especial correu bem”, disse.

Em contraste, Jari-Matti Latvala cedeu 5,8 segundos para Andreas Mikkelsen porque tinha o difusor do seu Toyota Yaris danificado. “Creio que foi logo na primeira curva. Numa travagem forte, batemos numa peça de plástico que protege a estrada. Apesar disso, andámos bem. Mas tivemos um problema com o intercomunicador. Nem sempre conseguia ouvir as notas”, lamentou.

Na segunda especial, a primeira passagem por Eastbank, Mikkelsen continuava a acelerar, vencendo deste vez com um avanço de 1,7 segundos sobre Meeke, e 4,5 sobre Thierry Neuville. Sebastien Ogier, que abre a estrada, fazia apenas o oitavo tempo e era sétimo na geral, depois de cair quatro posições.

E na terceira especial, a primeira passagem por Sherwood, Mikkelsen esteve irrepreensível, vencendo com um avanço de 6,3 segundos sobre Stephane Lefebvre. “Foi uma boa manhã. Aqui levantei demasiado o acelerador. Vamos mudar isso para a segunda passagem. Estamos a aproveitar o carro e estas maravilhosas especiais”, disse o piloto da Hyundai.

A parte da tarde começou as segundas passagens pelas classificativas da manhã, e Mikkelsen continuou a dominar, vencendo na segunda passagem por Pilbara, vencendo desta vez com um avanço de 0,7 segundos sobre Ogier. Na segunda passagem por Eastbank, foi a vez de Thierry Neuville vencer, batendo Mikkelsen pela margem mínima. Com isso, o belga subiu para o terceiro posto, à custa do Citroen de Craig Breen, que na especial foi apenas sétimo, a seis segundos do piloto belga. Mikkelsen voltou a ganhar na segunda passagem por Sherwood, tirando 1,7 segundos sobre Neuville.

No final do dia, nas duas passagens pela super-especial em Coffs Harbour, Ott Tanak e Neuville repartiram as vitórias, embora nesta última passagem, o belga conseguiu passar Kris Meeke para ser segundo na geral, a meros 0,7 segundos do piloto da Citroen.

Na geral, depois dos três primeiros, Jari-Matti Latvala é o quarto, a 29,9 segundos, a pouco mais de um segundo de Craig Breen, o quinto, no seu Citroen C3 WRC. Ott Tanak é o sexto e o melhor dos Ford, a 33 segundos, e Hayden Paddon não está muito longe, a 39 segundos, no sétimo posto. Sebastien Ogier, penalizado por abrir a estrada e por ter problemas no seu seletor de caixa, é meramente oitavo classificado, a 47.9 segundos. A fechar o "top ten" estão o Citroen de Stephane Lefebvre e o Ford de Elfyn Evans, o vencedor do último Rali de Gales, este a um minuto e 13 segundos do líder.

O Rali da Austrália prossegue na próxima madrugada.

CNR: Moura corre no Algarve

Ricardo Moura está de volta aos rali do continente depois de ter vencido mais um campeonato açoriano de ralis. O piloto do Ford Fiesta R5 pretende encerrar a temporada em grande, tentando vencer o Rali do Algarve, a última prova do Campeonato Nacional de Ralis.

Com António Costa como seu navegador, o tricampeão nacional de ralis vai ao Algarve sem pressões e com uma postura bastante positiva. 

Estou muito feliz por voltar ao sul do país. As últimas duas vezes que participámos no Rali do Algarve, em 2013 e 2015, vencemos", começou por dizer. "Foi também no Rali do Algarve que, em 2009, obtive a minha primeira vitória no Grupo N para o Nacional de Ralis", continuou. 

"Encaramos esta prova de uma forma muito positiva e com grande otimismo, desejando representar da melhor forma os nossos patrocinadores e dar o merecido destaque aos Açores, tal como fizemos nas duas outras participações no Campeonato Nacional de Ralis de 2017, onde dominámos, até sermos forçados a abandonar por avarias mecânicas. Em jeito de final de ano, gostaria de deixar um agradecimento muito especial à ARC Sport pelo seu excelente trabalho e empenho, e também a todos os nossos patrocinadores, por tornarem possível este sonho, de continuar a competir a este elevado nível”, concluiu.

O rali do Algarve acontece neste fim de semana, conta também para o Troféu Europeu de Ralis e tem treze especiais de classificação.