quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Youtube Motorsport Interview: Uma entrevista entre irmãos

Na semana em que a Formula E vai fazer o seu inicio, em paragens sauditas, António Félix da Costa (AFC) foi entrevistado pela Eurosport - que tem os direitos de transmissão da competição - onde se fala sobre os construtores que lá estão e a chance de ter a Formula E em Lisboa, do qual se sabe já terem existido conversações.

Já estivemos mais longe. Já tivemos o CEO da Fórmula E em Portugal, em reuniões com a Câmara de Lisboa.  Há investidores com interesse, temos a cidade com interesse em que se faça, mas sabemos que um evento deste calibre nunca é fácil montar", começa por dizer AFC. "Estamos numa fase em que as cidades têm mesmo de mostrar que a mobilidade elétrica é o futuro, seja tuk-tuk, trotinetes, bicicletas, táxis, autocarros", continuou.

"Acho que a Fórmula E é uma boa arma para mostrar que os carros elétricos são ‘cool’.  Já não é só o Toyota Prius que anda aí. Já temos todas as marcas como carros elétricos na estrada. Tendo um piloto português, tenho a certeza que o público nacional gostava de ver. Enquanto piloto português, adorava. É raro correr em casa", concluiu, numa entrevista feita por Duarte Félix da Costa, piloto... e irmão mais velho de António. 

Eis o video da entrevista.

Rumor do Dia: Loeb assina pela Hyundai

A ser verdade, poderá ser uma bomba no Mundial de ralis. A Hyundai assinou um contrato com Sebastien Loeb para a temporada de 2019. A noticia está a ser avançada pela Autosport britânica, e o anuncio oficial poderá acontecer esta quinta-feira.

Apesar da marca coreana não ter comentado o assunto, Alain Penasse, contudo, confirmou as negociações. Caso aconteçam, será a primeira vez que o francês de 44 anos, nove vezes campeão do mundo, assinará um contrato que não com a Citroen. A última vez que guiou carros que não da marca do "double chevron" foi no ano 2000 (!) quando andou com um Toyota Corolla no Rali da Córsega, inscrito pela Federação Francesa de Automobilismo, a FFSA.

Isso deixará um piloto praticamente sem carro, que é o neozelandês Hayden Paddon, que viu o seu programa bastante reduzido depois de Dani Sordo ser confirmado como seu terceiro piloto, garantindo dez provas do Mundial de 2019.

Tudo isto acontece devido a dois factores: o final do programa da Peugeot no WRX, o Rallycross, que deixou Loeb sem contrato com os franceses em mais de duas décadas, e também o final do patrocínio da Abu Dhabi, que impediu a marca francesa de ter um terceiro carro no WRC, o que contrariava a vontade do piloto de fazer mais alguns ralis, depois da sua surpreendente vitória no Rali da Catalunha, neste outono. A marca coreana decidiu levá-lo para a sua equipa no WRX, provavelmente alinhando ao lado do seu rival no WRC, o finlandês Marcus Gronholm.

Por agora, a única coisa que o piloto francês tem confirmado é a sua participação do Rali Dakar de 2019, a bordo de um Peugeot privado, já que a sua equipa oficial já abandonou a competição. E há quem diga que isso até nem pode acontecer porque ele poderá querer disputar o Rali de Monte Carlo...

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

WEC: BMW não considera os hipercarros

A BMW não entrará na categoria dos hipercarros, que entrará em vigor em 2021. Quem o diz é o seu diretor desportivo, Jens Marquandt, afirmando a falta de um modelo adequado a esta categoria no qual iria ser usado como base, e o pouco tempo que teriam para o desenvolver.

"No momento, não temos um hipercarro real em nosso portfólio, então não é algo que possamos realizar em alguns anos", disse Marquardt aos repórteres na passada sexta-feira, durante a avaliação anual da BMW, captado pelo sportscar365.com.

Os regulamentos podem ser atraentes com os custos distribuídos em cinco anos. Mas todos sabem que quando você não tem um carro como esse no portfólio, é muito difícil e tem que gastar muito dinheiro para investir em um carro desse tipo, caso queira desenvolvê-lo. Os altos gastos no início são mais de duas vezes e meia superiores [ao habitual]. De momento, não é uma missão para nós", concluiu.

Isto surge depois de Zak Brown ter dito a mesma coisa em relação à McLaren, pelo menos na primeira temporada da competição, alegando os seus compromissos na Formula 1 e IndyCar. 

A FIA e a ACO (Automobile Club de L'Ouest) estão neste momento a discutir os regulamentos da nova classe que deverá aparecer a partir da temporada de 2020-21, nomeadamente os hipercarros e os orçamentos para o seu desenvolvimento, que deverão ter um teto na ordem dos 20 milhões de euros. Pelo menos, é isso que algumas marcas pretendem. Por agora, Toyota e Aston Martin mostraram-se interessadas, bem como a Ferrari.

Formula 1: Bottas vai fazer uma perninha nos ralis

Sendo finlandês que é, a Valtteri Bottas não pode escapar umas incursões pelos ralis. O piloto da Mercedes anunciou que vai estrear-se ao volante de um Fiesta WRC da M-Sport no Arctic Lapland Rally, que vai decorrer entre os dias 24 a 26 de janeiro. O piloto da Mercedes usará uma máquina igual à que Sebastien Ogier usou para conquistar o seu título em 2018 e terá a seu lado o veterano Timo Rautiainen, que foi navegador de Marcus Grönholm nos seus dois títulos mundiais.

"Esta é uma oportunidade única para espreitar o mundo dos ralis”, disse Bottas à autosport.com. “Gostaria de agradecer a todos que tornaram isso possível. É um território totalmente novo para mim também, já que não tenho experiência anterior num World Rally Car. Ainda assim, sendo o piloto de carros de corrida, vou sempre tentar dar o máximo independentemente do veículo.

Timo Rautiainen disse que o desafio de navegar Bottas num rali foi o suficiente para o aceitar. “Esta é uma missão tão interessante que tive de aceitar o desafio”, coemçou por dizer. 

Acredito que para um piloto talentoso como o Valtteri, poderemos estabelecer uma boa rotina básica nos testes. A parte desafiadora será aprender os truques das anotações e aprender como pilotar com notas.

A participação de Bottas vai ser apoiada pela AKK Motorsport, que tem um programa de desenvolvimento de pilotos de ralis na Finlândia. E provavelmente poderá ser uma boa maneira de desanuviar depois de uma temporada decepcionante na Mercedes.

Youtube Motorsport Preview: A nova temporada da Formula E (parte 2)


Depois de ontem ter mostrado o primeiro video que pessoal da Formula E está a fazer sobre a nova temporada, que começará este fim de semana em Riyadh, na Arábia Saudita, este novo video mostrará não só os novos carros e o modo de ataque para que os concorrentes possam passar uns aos outros, como também continuará a mostrar as equipas a jogo, os pilotos e seus adversários, bem como as novas cidades que vão receber esta competição elétrica.

Mais uma vez, meia hora que vale a pena ver neste segundo video.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Formula 1: Kubica não tem medo do regresso

Como toda a gente sabe, 2019 marcará o regresso de Robert Kubica à Formula 1. O agora piloto da Williams afirma que estes oito anos de ausência não o assustam, estando mais concentrado no desenvolvimento do carro e nos testes de inverno para o novo FW42, e espera adaptar-se rapidamente a este regresso à categoria máxima do automobilismo.

Por um lado, tenho muita experiência na Fórmula 1, afinal fiz cinco temporadas. Claro que sei o que um piloto precisa de fazer para ser de topo na Formula 1 e não estou assustado. Sei o que é preciso trabalhar e a dedicação e estou pronto para isso. Do ponto de vista técnico, ainda temos o teste de inverno, e este tempo até à Austrália é suficiente para ficar pronto. Em 2019, vamos todos começar do zero e não estou assustado por ter estado de fora durante oito anos. Se fizer bem o meu trabalho, todos nós ficamos contentes”, disse o piloto polaco.

Kubica vai correr na nova temporada ao lado do estreante George Russell.

Formula E: Massa e o desafio do falcão-peregrino

Que a Formula E gosta de se mostrar lado a lado com animais velozes, não é novidade. Se no ano passado, Jean-Eric Vergne esteve ao lado de uma chita na África do Sul para verm quem é o mais veloz, este ano, nas vésperas da primeira corrida da Formula E na Arábia Saudita, Felipe Massa decidiu levar o seu carro da Gen2 para as estradas sauditas para saber se é mais veloz que um falcão-peregrino, o mais veloz do planeta, voando a 320 km/hora.

Para que a coisa funcionasse, recorreu-se a algo infalível: uma isca no monolugar. 

Foi uma experiência incrível correr contra um dos animais mais rápidos do reino animal – não é algo que eu vou esquecer tão cedo. Eu gosto do fato de que essa ideia veio dos fãs, e a Formula E ouviu e aceitou esse desafio. A filmagem é muito especial e foi um privilégio participar. Estou ansioso para voltar a Ad Diriyah e começar a correr. Será a minha primeira corrida na Fórmula E e estou ansioso para voltar ao volante. Senti falta de corridas e esta série mostrou ser uma das mais competitivas do mercado”, disse Felipe Massa, no final da experiência e aproveitando para lançar a corrida deste final de semana.

Youtube Motorsport Preview: A nova temporada da Formula E (parte 1)


O pessoal da Formula E está a fazer videos sobre o que vêm aí em termos da nova temporada. Que terá novos carros e um modo de ataque para que os concorrentes possam passar uns aos outros. Também terá novas equipas, novos pilotos e novos circuitos em novos lugares, entre outras coisas. São trinta minutos que vale a pena ver... e este é só o primeiro.

O futuro do automóvel, por Mate Rimac


Ontem, apareceu no jornal "Público" uma matéria de duas páginas sobre Mate Rimac, o croata fundador e empreendedor que constrói supercarros eléctricos. Esteve no mês passado na Web Summit de Lisboa para falar da sua empresa, do seu negócio e o que vai ser o futuro dos automóveis.

Muitos fora do universo automóvel podem nunca ter ouvido falar de Mate Rimac. Mas neste mundo do qual reconheço que sigo muita coisa, Rimac é um dos nomes em ascensão na industria. Tem apenas 30 anos, é croata e á um génio inventivo. E é graças a ele que o seu país está na industria automóvel, graças aos seus hipercarros elétricos. Não só fabrica automóveis, como também fabrica componentes eletrónicos que acabam noutras marcas de automóveis, principalmente na sua vertente elétrica. O seu "know-how" é tal que a Porsche comprou no ano passado dez por cento da sua marca, a troco de 18,4 milhões de euros, que investiu no Concept Two e noutras tecnologias.

Muitos chamam Rimac de "Elon Musk europeu", mas há quem ache mais ser um herdeiro de Nikola Tesla, pois apesar de ele ser sérvio, Tesla nasceu num lugar agora situado na Croácia. E também ao contrário de Musk, que investiu dinheiro na venda da PayPal para formar a Tesla, Rimac começou do zero: muito génio mental, capacidade de invenção da sua parte e o amor por tudo mecânico. Aos 17 anos, tinha ganho um prémio por ter inventado uma luva que funcionava como teclado e rato de computador, e com vinte anos, comprara um BMW Serie 3 de 1984, que o converteu para elétrico na garagem do seu pai.

Sendo croata, lia muitas coisas sobre Nicola Tesla e o motor eléctrico dele. Convenci-me que seria a melhor solução e decidi converter o BMW para mostrar como carros eléctricos podem ser empolgantes e interessantes, além de mais rápidos”, começou por dizer. "No início, os resultados foram péssimos. Imaginem: um carro construído na minha garagem, havia sempre qualquer coisa que falhava - ou era o motor que ardia ou eram as baterias. Mas nunca desisti e fui tentando melhorar de corrida para corrida”, continuou.

Em 2010 decidiu dar o passo seguinte, ao construir o seu próprio carro e no ano seguinte, o protótipo foi apresentado no Salão Automóvel de Frankfurt. O Concept One foi construido num ano, na garagem de um amigo, e ficou pronto a tempo de ser entregue à familia real de Abu Dhabi, que encomendou o automóvel. Depois disso, recebeu mais oito encomendas, e construiu o suficiente para dar o passo a seguir: o Concept Two, que já tem 150 encomendas, tantos quantos serão feitos.

Quando eu comecei, a Tesla era a única novidade que valia a pena seguir. O que está a acontecer agora não teria sido possível sem eles. Há muitas críticas, mas quem as faz ignora o que eles conseguiram. É uma empresa relativamente pequena, nova na indústria, construiu uma rede global de supercarregadores e um carro que, seis anos depois do lançamento, ainda é, de longe, a referência para uma indústria gigantesca que movimenta milhares de milhões de dólares. O Model S entrou no mercado em 2012, a concorrência teve seis anos para se colocar ao mesmo nível e ainda não o conseguiu”, defende.

Apesar de Rimac afirmar não ter uma bola de cristal que adivinhe o futuro, afirma ter uma visão clara do presente: que muitos incumbentes do sector “estão de cabeça perdida”. “É uma das maiores indústrias do planeta e há muitos fabricantes que têm muito a perder, porque o modelo de negócio está em risco”, sustenta.

Rimac afirma que a grande revolução não vai ser no tipo de propulsão do automóvel, mas sim em como o usaremos. A propriedade de um automóvel desaparecerá em favor do seu usufruto, partilhado por outros conforme as suas necessidades, a um determinado preço. E o grau de autonomia na condução será de tal forma grande que a pessoa não terá tanta necessidade de conduzir, que poderá baixar o número de acidentes como o de engarrafamentos.

A electrificação não é uma grande viragem”, continua. “A grande alteração será na mobilidade. Para os consumidores, [o motor eléctrico] é uma mudança pequena, passam a recarregar o carro em casa ou num posto em vez de abastecer o depósito com combustível fóssil. O que vai mudar é a relação que temos com o carro. A compra é feita a pensar em necessidades, mas é feita segundo crenças. Porque o carro está parado 97 por cento do tempo. É um desperdício de espaço, de material, de recursos. No futuro, vamos deixar de os comprar, vamos usá-los on demand, será um objecto sem condutor, eléctrico, e isso sim será realmente uma grande mudança”, argumenta. 

A eficiência de frotas inteligentes, com carros conectados e sem condutor é gigantesca. Pode ser até 80 por cento mais barato do que o recurso a um táxi, 70 por cento mais barato do que um Uber e 50 por cento mais barato do que o uso de carro próprio. Isto sim será a força motriz da mudança”, defende.

E em relação à autonomia dos carros eléctricos, Rimac afirma ser uma “falsa questão” porque “uma autonomia de 20 km cobriria 95 por cento das necessidades. O problema é que depois compramos carros para os outros cinco por cento dos casos. Um erro.

A evolução da Rimac teve altos e baixos. Um dos momentos mais criticos foi em junho de 2017, quando se soube que um dos Concept One, emprestado a Richard Hammond para gravar um dos episódios do The Grand Tour na Suíça, acabou no fundo de uma ravina, durante uma subida de montanha. Hammond quebrou o joelho esquerdo e o carro ardeu... por quatro dias. Rimac estava nessa altura a conversar com investidores e as coisas poderiam ter corrido mal. Mas eles confiaram no projeto. Aliás, eles não tem tido mãos a medir, com tantas solicitações de vários lados. Tanto que tiveram de recusar algumas propostas, apostando tudo nos automóveis.

Esta é a altura das oportunidades, tivemos de aprender a dizer que não. Todos vêm ter connosco, barcos, camiões, aviões, aplicações aerospaciais, armazenamento energético, contentores. Tivemos de dizer que não porque fazer crescer uma empresa exige foco. E o nosso está nos nossos próprios carros eléctricos desportivos, na propulsão eléctrica de alta performance e nas baterias.”, concluiu.

domingo, 9 de dezembro de 2018

A(s) image(ns) do dia














Calhou-me ir ver uma exposição, acabei por ver outra, de forma completamente inesperada, quando regressava a casa. Ambas eram de graça, e estavam fluídas de gente, mas valeu a pena visitá-las. A primeira, na agência do Banco de Portugal daqui da cidade, tinha uma mistura de comboios elétricos com os Legos, que já nos habituaram. Imensos Legos da Guerra das Estrelas, de automóveis, de monumentos - havia um enorme do Taj Mahal, mas adorei particularmente a da Ópera de Sydney - de uma certa forma, coisas do qual já habituei esperar por ali.

O segundo foi totalmente inesperado. Passamos pelo teatro local, outrora palco de cinema, mas agora é só para concertos. E na entrada, um lugar onde estavam motos expostas, que nos chamou a atenção. Depois vimos o resto: uma exposição de modelismo, também de graça. E ali tínhamos carros e cartazes, desde modelos icónicos - Range Rover, Kombi, Mini, carros de ralis e Endurance, Ferraris... mas nenhum Formula 1. Havia alguns, mas nas paredes, de corridas antigas. E cartazes de marcas de automóveis, como o Saab que achei fantástico.

No final, regressava a casa com o nevoeiro a assentar-se na cidade. São coisas engraçadas, raras de se ver na minha cidade, mas nesta altura do ano, vale sempre a pena.  

Formula E: Porsche começa a testar em Março

A uma semana do começo de uma nova temporada da Formula E, na Arábia Saudita, a Porsche - que só entrará em ação na próxima temporada - revelou que dentro em breve começarão os testes com o novo carro, e escolherão também a sua dupla de pilotos. Em Weissach, ontem à noite, na Night of Champions, Fritz Enzinger, o atual chefe da Porsche na Formula E, revelou que em março, o novo carro estará na pista para desenvolver o carro para 2019-20, com uma dupla de pilotos escolhida para o efeito.

"O primeiro piloto já está escolhido, será anunciado dentro em  breve", afirmou.

Quanto à dupla de pilotos, o candidato natural poderá ser Neel Jani, que já esteve a pilotar para a Venturi por duas provas, antes de abandonar a competição. Outra forte hipótese poderá ser o neozelandês Brendon Hartley, que esteve na Toro Rosso em 2017-18 e já guiou pela Porsche na Endurance, onde venceu dois campeonatos do mundo de Endurance e as 24 Horas de Le Mans em 2016. Todos têm contrato com a Porsche, tal como o francês Frederic Makowiecki, que poderá ser o piloto de testes durante os quinze dias que são permitidos para tal.

Segundo conta o site e-racing365.com, os testes deveriam já ter começado, mas por causa da saída do seu diretor Andreas Seidl, para a Formula 1, os planos atrasaram-se um pouco, embora a caixa de velocidades do carro está em simulador desde outubro.

"Receberemos o primeiro carro em janeiro e queremos começar a testá-lo [em março]", disse Michael Steiner, vice-presidente para a área de desenvolvimento e membro do conselho consultivo especial.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Hartley gostaria de contar a sua versão da história

Despedido da Toro Rosso, depois de uma temporada onde conseguiu apenas quatro pontos, Brendon Hartley chegou à Nova Zelândia para contar a sua versão da história. Numa entrevista à rádio local Newstalk ZB, o piloto de 29 anos disse que teve sempre o seu lugar em perigo, apesar de ter sido contratado no final de 2017 e ter um palmarés rico na Endurance. E adoraria um dia contar a sua versão da história.

Desde muito cedo que existiram rumores, o que foi uma grande surpresa para mim, dado que pensava ter assinado um contrato de longa duração. Cheguei depois de ter vencido o Campeonato do Mundo de Endurance e as 24 Horas de Le Mans e, apenas após duas ou três corridas, havia rumores com questões sobre o meu futuro imediato. Estou satisfeito com a forma como lidei com a situação. Penso que dadas as circunstâncias outras pessoas teriam quebrado emocionalmente e eu, na verdade, fiquei mais forte”, começou por afirmar.

O antigo piloto da Toro Rosso deixa no ar que a sua saída da equipa de Faenza não foi muito clara, mas admite que um dia mais tarde, contar a sua versão dos acontecimentos, mesmo que seja complicado contar tudo. “Gostaria de contar a história um dia [de como perdeu o seu lugar na Toro Rosso]. Provavelmente nem tudo pode ser divulgado para que tudo seja completamente honesto”, comentou.

Na entrevista, Hartley comentou também que a atmosfera politica da Formula 1 o deixou incomodado, especialmente quando soube que era alvo de constante escrutinio desde as suas corridas no final de 2017, quando entrou no lugar do russo Daniil Kvyat. Que curiosamente... está de volta em 2019.

A política não me agrada, custou-me um pouco a habituar-me a atenção dos media. Estava, definitivamente, preparado para a Fórmula 1, depois de ter estado envolvido nos LMP1 da Porsche, mas a pressão aumentou mais do que esperava, no que diz respeito a estar sob escrutínio permanente, mas fui ficando mais confortável ao longo da temporada”, reconheceu.

No final, afirmou que apesar desta experiência não lhe ter corrido bem, gostaria de regressar à categoria máxima do automobilismo. “Tenho uma Superlicença, tenho experiência de Fórmula 1, não me desgracei, diria sem problema nenhum que a porta não está fechada. Como todos podem ver, tudo pode mudar rapidamente. Potencialmente, a porta pode estar aberta”, concluiu.

Youtube Formula 1 Party: Kimi Raikkonen nos prémios da FIA

Os prémios da FIA aconteceram esta sexta-feira em São Petersburgo, e enquanto os vencedores receberam os seus troféus, a começar por Lewis Hamilton, que colocou umas calças... verdes para receber o seu troféu de campeão. 

Quanto a Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, segundo e terceiro classificados, subiram ao palco para receber os seus troféu de consolação, e o finlandês estava... muito finlandês. Muito alegre, com... vocês sabem. Praticamente ofuscou o facto de Sebastian Vettel ter deixado crescer um bigode, como Nigel Mansell...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

WRC: Ogier acha que o futuro é elétrico

Sebastien Ogier afirma que o futuro do Mundial passará pelos carros elétricos. Numa entrevista divulgada hoje pelo jornal francês Le Figaro, o piloto de 35 anos falou sobre a possibilidade do WRC passar a ser elétrico, como vai ser o WRX em 2020.

Não será fácil de configurar, mas existem soluções e é a melhor maneira de atrair novos construtores, assim como satisfazer as necessidades da nossa sociedade actual”, começou por dizer o campeão do mundo de 2018 e que vai voltar à Citroen.

Ogier também falou sobre o formato dos ralis. Para ele, eles poderão ser mais curtos, passando de três para dois dias, mas mais intensos. “Os ralis devem evoluir. Será necessário tornar mais compacto o formato das provas. Três dias é demasiado tempo para manter com êxito a atenção das pessoas. Preferia dois dias intensos, com, pelo menos, 330 quilómetros cronometrados, de forma a manter a noção de resistência”, concluiu.


Rumor do dia: Loeb de volta ao WRC com a Ford?

Sebastien Loeb está numa situação embaraçosa. Aos 44 anos, o piloto francês tem o futuro um pouco incerto, pois no WRX, o campeonato do mundo de "rallycross", a Peugeot decidiu abandonar a competição, e o francês tem dificuldades em arranjar orçamento para manter a operação à tona. Em termos de campeonato, a única coisa que tem garantida é a sua participação no Dakar de 2019, a bordo de um Peugeot preparado privadamente.

Contudo, por estes dias tem circulado rumores sobre algo impensável: o piloto alsaciano, que tem nove títulos mundiais pelo Mundial de ralis, sempre pela Citroen, poderá fazer o Mundial do ano que vêm... por outra equipa! Fala-se de Hyundai ou Ford, especialmente esta última, que necessita de um piloto que chame a atenção. Pelo menos a M-Sport, que sempre teve de arranjar dinheiro para completar o orçamento.

E é isso do qual Malcom Wilson está concentrado neste momento. Só depois é que pensa em pilotos. "Conseguir o orçamento para nos mantermos no WRC é a nossa primeira prioridade e é nisso que estamos a trabalhar no momento", disse Wilson à Motorsport News. 

Mas ele não esconde que admira Loeb e gostaria de trabalhar com ele. "Trabalhamos com um e correu bem, por isso temos de dar um passo e tentar o outro! "Está na hora de lhe fazer uma chamada e ver se quer acabar o acordo que tentamos há uns anos. Seria fantástico vê-lo com um dos nossos carros, mas primeiro temos de tratar do orçamento.", falou, revelando sobre o acordo que tinha feito com ele em 2006, quando a Citroen decidiu fazer uma pausa e Wilson o tentou contratar, sem sucesso.

Houve também a chance da Hyundai o contratar, mas a marca coreana desmentiu hoje essa possibilidade, afirmando que já têm o alinhamento cheio. E é verdade: tanto que se fala da chance de Hayden Paddon ir para outra marca por não ter muitos ralis em 2019 - Dani Sordo tem confirmado desde há uns dias que tem um programa de dez provas, por exemplo.

Assim sendo, a ideia de Loeb voltar ao WRC para um programa parcial parece ser um hipótese bem interessante.