Os grandes momentos da Formula 1, ontem e hoje

Contagem para a próxima corrida!

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

As notas de Nurburgring

Com algum atraso, já estão disponiveis as notas do Troféu Blogueiros em relação ao GP da Alemanha, que aconteceu no passado Domingo em Nurbrurgring.




No meio das notas dadas por todos nós, o mais engraçado é ver que o Pezzolo já não dá mais "notas dez" aos pilotos. parece que decidiu bancar agora de "mau da fita". Pensava que o "Sr. Mauzinho" era eu! Enfim, agora parece estar ao contrário, pois ando a dar boas notas a alguns senhores, mesmo quando eles não merecem...


Enfim, quando quiserem comentar, estão à vontade.

Sai de cena, mas quer mexer nos bastidores...

Max Mosley anunciou oficialmente esta manhã que não irá candidatar-se de novo à presidente da FIA no próximo mês de Outubro, pondo fim a 16 anos de presidência no orgão máximo do automobilismo mundial. "Do ponto de vista pessoal, seria muito dificil mudar de opinião e recandidatar-me em Outubro", afirmou, numa carta enviada às federações nacionais. Nessa mesma carta, Mosley afirmou que a idade, e a perda recente do seu filho Alex fizeram com que começasse a pensar mais na sua vida pessoal do que com as obrigações com a FIA. Oficialmente...


Contudo, apesar deste afastamento, não deixa de querer influenciar a eleição para o seu sucessor, ao afirmar que queria ver como sucessor o ex-director desportivo da Ferrari, Jean Todt. "Acredito que a pessoa ideal para me suceder seja Jean Todt. É indiscutivelmente um dos grandes "managers" da nossa geração, e inquestionavelmente da minha. Espero que enderçem o vosso apoio, caso ele se decida candidatar", explica o britânico.


Por agora, nada tenho contra Jean Todt, mas vê-lo avançar numa facção "pró-Mosley", e ainda por cima sem formação politica, e numa candidatura de continuidade... não obrigado. Claro, temos de ver se avança nesta aventura ou não. Mas reparem: o antecessor de Mosley foi Jean-Marie Balestre, um francês. Desde quando que a FIA é um feudo franco-inglês, reservado apenas a personagens vindos da área da Formula 1? O tempo dos clubes reservados à elite já acabou, estamos no século XXI e o automobilismo precisa de uma mudança!

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Sobre o rumor do dia no Brasil...

NelsonPiquet_ Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!

Esta foi a mensagem que o Nelson Piquet Jr. colocou no Twitter para desmentir os rumores que voavam desde ontem à noite no Brasil. Galvão Bueno, o homem que comenta a formula 1 há mais de 30 anos, afirmara no seu programa que Nelson Piquet Jr. foi sumariamente despedido da Renault devido à clausula do seu contrato, que aparentemente, tinha que pontuar pelo menos metade daquilo que Fernando Alonso tem nesta temporada. Isso era algo que foi muito falado durante o fim de semana alemão, onde também se falou muito que Sebastien Bourdais iria ser substituido pelo espanhol Jaime Alguersauri na Toro Rosso.


Se no último caso, a coisa até é mais ou menos oficial (o jovem espanhol já "arrotou" a sua arrogância juvenil em declarações à imprensa) no outro caso, alguém somou dois mais dois e deu a noticia. Parece que esquece que as relações humanas sõ muito mais complexas do que a pura matemática. E quando tu, que estás na Europa, lês coisas à uma da manhã, nove da noite no Brasil, dás o beneficio da dúvida porque as redacções estão fechadas. Mas quando no dia seguinte, lês as fontes mais fidedignas (as inglesas, por exemplo), e nada te dizem, quando lês o Lucas di Grassi no Twitter e ele desmente categoricamente, é porque isto é mais uma "galvanada" do que propriamente uma noticia com fundamento.


Até que o lugar do Piquet pode estar em perigo. Até que daqui a uns dias ou umas semanas isto pode ser verdade. Mas agora pensemos assim: estamos em Julho, é Verão aqui na Europa. Tá tudo a entrar em férias, as coisas são feitas com maior leveza. Até nas noticias. É por isso que existe a "silly season". E como tivemos uma temporada agitada, com ameaças de cisão, nada como uns "despedimentos" para aquecer as coisas. E ainda por cima, ele é um dos pilotos em risco, numa profissão que tem apenas 20 vagas em todo o mundo...


Para finalizar, deixo uma nota sobre a forma de fazer jornalismo na actualidade: a mania de querer ser "exclusivo" ou "ser mais rápido do que a concorrência" está a raiar há muito tempo o ridiculo. Sempre aprendi que o bom jornalismo é aquele que diz os factos todos, o mais completo possivel do que ser o primeiro a relatá-los, pois caem no descrédito. Mas aparentemente, os jornais, rádios e TV's de hoje em dia não se importam de serem ridicularizadas por darem certas noticias cedo demais...

GP Memória - Inglaterra 1979

Quinze dias depois de Dijon, num Grande Prémio histórico, em todos os sentidos, ainda se discutia o final dessa corrida. Se os espectadores presentes na pista e na televisão tinham delirado com o duelo final entre Gilles Villeneuve e René Arnoux, os elementos do GPDA, como Niki Lauda, Jody Scheckter e Emerson Fittipaldi não acharam piada nenhuma. Assim sendo, chamaram-nos para uma reunião no sentido de “puxar as orelhas” dos pilotos. Só que a reacção deles foi de desprezo…


No pelotão, havia algumas alterações e novidades em termos de chassis. A Williams apresentava algumas alterações aerodinâmicas no FW07, a McLaren apresentava o modelo M28, para John Watson, que se esperava ser uma evolução, para melhor, do problemático M26, enquanto que a Alfa Romeo, que estava na sua temporada de regresso, decidira ausentar-se da prova britânica, para começar a construir o seu novo modelo 179. A Wolf também apresentava em Silverstone o novo modelo WR9, no qual iriam correr no resto da época, e esperavam melhorar as suas performances, que até então tinham sido medíocres, com Keke Rosberg ao volante.


Sendo assim, os inscritos estavam reduzidos a 26, mas apenas 24 é que se qualificariam para a corrida de... Sábado. O melhor nos treinos foi Alan Jones, que não só conseguia a sua primeira pole-position da sua carreira, mas também a primeira da Williams. Ao seu lado tinha o recente vencedor do GP de França, Jean-Pierre Jabouille, batido por 0,6 segundos. No terceiro lugar estava o Brabham Alfa-Romeo de Nelson Piquet, que tinha conseguido bater o segundo Williams de Clay Regazzoni. Na terceira fila estava René Arnoux, no segundo Renault, que tinha a seu lado o segundo Brabham de Niki Lauda. Após ele vinha o McLaren de John Watson, o Lotus de Carlos Reutemann, o segundo Lotus de Mário Andretti e o Ligier-Cosworth de Jacques Laffite.


Jody Scheckter e Gilles Villeneuve eram apenas 11º e 13º da grelha, respectivamente, e entre eles estava o Shadow do jovem Elio de Angelis. Keke Rosberg era 14º.


O alemão Hans Stuck, em ATS, e o carro de Arturo Merzário foram os que ficaram com a fava, ao não conseguirem qualificar. O último a conseguir a qualificação foi o Copersucar de Emerson Fittipaldi.


A corrida arranca com Jones na frente, seguido de Jabouille, Regazzoni e Piquet. O brasileiro tentou acompanhá-los, mas despistou-se no final da primeira volta. Lauda ficou com o quarto lugar, seguido de Arnoux e… Villeneuve. Numa das suas imensas partidas-canhão típicas do rápido canadiano, tinha conseguido chegar à zona dos pontos. Pouco depois, Lauda atrasa-se e Arnoux sobe para quarto.


Na volta 17, Jabouille tem de ir às boxes devido ao desgaste prematuro dos pneus, fazendo com que Regazzoni ficasse com o segundo posto. Jabouille voltou á pista, mas poucas voltas depois, o seu motor sobreaqueceu e explodiu.


Após isso, tudo indicava que a Williams ia a caminho de uma tarde de sonho, com uma vitória de Jones e dobradinha para os carros de Frank Williams. Contudo, à volta 38, o motor Cosworth sobreaqueceu e o australiano desistiu, entregando a liderança ao veterano piloto suíço. Arnoux subia ao segundo posto e Villeneuve ao terceiro. Contudo, mais atrás vinha o Tyrrell de Jean-Pierre Jarier, que fazia uma corrida de trás para a frente, e já tinha chegado à zona dos pontos, depois de ultrapassar o McLaren de Watson. Na volta 44, Laffite desiste, e poucas voltas depois é a vez de Villeneuve, fazendo com que o francês da Tyrrell ficasse com o lugar mais baixo do pódio.


Quando a bandeira xadrez caiu, na volta 70, Regazzoni dava à Williams uma vitória que Frank Williams seguia há quase dez anos, altura da sua entrada na Formula 1. E para Clay Regazzoni, então com 39 anos, era a sua primeira vitória em quatro temporadas, a primeira desde que tinha saído da Ferrari. Depois do trio Regazzoni-Arnoux-Jarier, os restantes lugares pontuáveis ficaram para o McLaren de Watson, o Ferrari de Scheckter e o Ligier do belga Jacky Ickx, no seu regresso à Formula 1, para substituir o lesionado Patrick Depailler.


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1979_British_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr322.html

Formula 1 em Cartoons - Mantovani (Alemanha)

O regresso da Formula 1 à activa significa que volta também em força os cartoons que os humoristas de plantão fazem. Uns desenham, levando à letra a máxima que que "uma imagem vale por mil palavras", enquanto que outros interpretam as imagens que vêm e colocam um balão, afirmando o que eles deverão estar a dizer naquele momento. Pelo menos nas mentes dos que criam os balões...




Com sabem, Mark Webber sofreu um acidente durante o defeso, no qual fracturou a perna. A partir de então, o Bruno Mantovani decidiu recriar na dupla da Red Bull uma espécie de "Chupeta & Muleta", brincando com a juventude de Sebastian Vettel, uma dupla fantástica que conduz cada um o seu carro que lhes dá asas. Com o Adrian Newey a desenhar esses carros, sem dúvida eles não só batem asas, como também deram è Red Bull, então virgem de vitórias, três oportunidades de subir ao mais alto lugar do pódio. E no Domingo, dia do meu aniversário, e pela primeira vez desde 1981, o hino australiano voltou a ser ouvido, graças a Webber. E o desenho do Mantovani mostra o que se passou nesse dia histórico para a Formula 1, onde Felipe Massa voltou aos pódios!

A capa do Autosport desta semana

Depois de uma capa questionável (isso para mim nunca é impeditivo de comprar a revista, desde já aviso), esta semana as coisas sairam melhor, embora ache que o Alvaro Parente deveria ter um destaque um pouco maior. Mas como ele foi apenas ao pódio, aceita-se.


Assim sendo, esta semana o maior destaque tem a ver com a vitória de Mark Webber na Alemanha, a sua primeira na Formula 1 e a primeira de um australiano deade 1981. E como essa vitória ameaçou ainda mais o dominio da Brawn GP: "Webber também conta" é o título da capa. No canto intferior direito, fala-se do bom resultado para as cores portuguesas na GP2, com Alvaro Parente e a Ocean Racing a conseguir um pódio em Nurburgring. "Parente renasce na Alemanha", é a chamada de atenção para o assunto.


Para finalizar, uma chamada para os Clássicos no Circuito da Boavista, onde teve como cabeça de cartaz o lendário Stirling Moss, o "ultimo moicano" de uma geração dourada de pilotos que desafiaram a morte nas pistas europeias. Bem, parece que vale a pena ler!

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Formula 1 em Cartoons - Laser Car Design (Alemanha)

Depois de algum tempo sem dar noticias, os cartoons do Laser Car Design deram de novo que falar. Especialmente quando se vê aquilo que desenhou hoje para simbolizar a vitória de Mark Webber, após 130 tentativas do australiano...


Já agora: o Vettel deu o nome da "Kate" ao seu carro. O Webber não quererá dar ao seu carro o nome de "Skippy"? A Red Bull também dá pulos...

Rumor do dia: Sai Bourdais, entra Alguerssauri?

Ainda não é certo, mas o rumor foi muito forte durante o fim de semana. Tão forte que o próprio Sebastien Bourdais se irritou aos microfones da francesa TF1: "Parem de me fazer falar sobre isso, estamos entendidos? Tenho um contrato. Vou estar na Hungria". Mas aparentemente é real: a Toro Rosso vai substituir Sebastien Bourdais e substituirá pelo espanhol Jaime Alguerssauri, piloto da Red Bull Junior Team na World Series by Renault e campeão da Formula 3 inglesa em 2008.


O próprio site da Autosport inglesa afirma que a mudança será anunciada dentro de 48 horas. Quando a mudança acontecer, a Toro Rosso substituirá Bourdais, tetracampeão da CART, de 30 anos de idade, pelo piloto espanhol, que tem a provecta idade de... 19 anos e quatro meses. Nascido a 23 de Março de 1990, em Barcelona, começou a correr em monolugares em 2005 na Formula Junior 1600, em Itália. Depois correu na Formula Renault, entre 2006 e 2007, para em 2007 correr na Formula 3 espanhola. no ano seguinte, passou para a Formula 3 britânica, onde foi campeão pela Carlin Motorsport.


Em 2009, Alguerssauri está na World Series by Renault, também pela Carlin Motorsport, onde se tem revelado um piloto regular, sem grandes rasgos. Na semana passada, a Toro Rosso o colocou como terceiro piloto, substituindo o neozelandês Brendon Hartley. E agora, arrisca-se a entrar na história para ser o piloto mais jovem de sempre a correr num Grande Prémio de Formula 1.

Domingo, 12 de Julho de 2009

Pois é, já passou mais um ano

Chego hoje ao meu 33º ano de vida. Não é um aniversário qualquer, pois acho que esta data encerra algo simbólico, pois neste momento, alcançei um terço de século. Se quisermos ser optimistas, podemos afirmar que somente me restam mais 66 anos para alcançar o século de vida. E como gosto de ser optimista, quero e desejo acreditar esse marco.

Passando esse simbolismo, posso dizer que as coisas neste momento, embora não idealizantes, vão pelo bom caminho. Trabalhando na área que gosto, faço algo que nem toda a gente tem o luxo de fazer. E desde há mais de dois anos, mantenho este espaço que me dá trabalho todos os dias, mas quando se faz com gosto, nunca é cansativo. Claro, alguns de vocês me perguntam como é que tenho tanta pedalada para isto. Respondo simplesmente que não tenho namorada...

Este ano, tive a feliz coincidência de ter um Grande Prémio no dia dos meus anos. E fiquei feliz por ver Mark Webber a subir no lugar mais alto do pódio pela primeira vez na sua vida, após oito temporadas ao mais alto nivel, e todos a julgarem que não iria ser mais do que um piloto de segunda linha na Formula 1, sempre batido por um excelente piloto chamado Sebastian Vettel. E algumas horas antes, na GP2, vi Alvaro Parente a subir ao pódio, dando o melhor resultado a uma equipa portuguesa nessa categoria: um segundo lugar. Quem me dera que todos os meus aniversários fossem assim...

Há umas semanas atrás, respondi ao apelo do Bruno Santos, do blog F1 Database, para que explicasse como nasceu a minha paixão pela Formula 1. Decidi escrever um texto que pudesse explicar um pouco essa paixão, e o resultado podem ver aqui. Mas gostaria de salientar o parágrafo final deste texto, que explica em muitos aspectos, o que vai na minha alma acerca da Formula 1 actual:

"Hoje em dia, com todas estas polémicas, a cisão, a luta por poder e dinheiro, entre a teimosia de um velho agarrado pelo poder e este 'paddock' demasiado limpo, demasiadamente 'politicamente correcto', um bom mergulho ao passado pode até fazer bem à alma. Não falo no estilo 'no meu tempo é que era bom', mas é para mostrar que no tempo em que as boxes não tinham o tamanho de hangares de aeroporto, em que os pilotos fumavam e diziam palavrões, os mecânicos sujavam-se à frente de toda a gente, e os bilhetes não tinham custos estratosféricos, as coisas tinham muito mais piada do que hoje. Carpe Diem!"

Sim, estou a ficar velho. Mas ainda conservo em mim a esperança de que o futuro ainda tem muitas coisas boas reservadas para mim e para todos nós, os amantes da Formula 1. Um abraço a todos, e obrigado aos que deram os parabéns via Orkut, Twitter e afins! Vale sempre a pena.

Formula 1 - Ronda 9, Nurburgring (Corrida)

Sabia que, pelo que tinha visto na véspera, Mark Webber era o grande favorito a fazer algo que já não acontecia desde o dia em que Nelson Piquet venceu o seu primeiro título mundial no estacionamento do Casino Ceasar's Palace. Mas isso foi no distante ano de 1981, e Mark Webber nunca foi um Alan Jones ou um Jack Brabham. Mas estava numa equipa e numa situação onde tinha de demonstrar que tinha perfil de vencedor, mesmo 130 GP's depois da sua estreia em casa, no distante ano de 2002, pois caso contrário seria definitivamente ostracizado pelo seu colega em ascensão e actual "menino bonito" da Formula 1, Sebastian Vettel.


A corrida começa com o tempo nublado, e toda a gente a olhar pelos radares metereológicos, procurando por chuva. Um "arranque-canhão" de Rubens Barrichello, e um toque entre os dois que não teve consequências fisicas, colocava o brasileiro na frente, mas ao mesmo tempo, o inglês Lewis Hamilton "repetia" 2007, mas sem desistir, e sem reboques a colocar pilotos no asfalto. Apenas uma travagem muito tardia e um furo no pneu traseiro esquerdo, que o fez arrastar por uma volta no circuito alemão e mandar para o espaço o magnifico quinto lugar na grelha, conseguido na véspera.

Com Barrichello na frente, e Webber logo a seguir, as coisas até estavam a melhorar para o piloto da Brawn, quando os comissários de pista analisaram o comportamento dos dois pilotos na largada e decidiram penalizar o australiano com um "drive-through". Mas Webber tinha um trunfo na mão: o carro funcionava melhor em temperaturas baixas do que o Brawn. Contudo, para conseguir transformar a desvantagem do momento em algo completamente diferente, tinha que dar o seu melhor.

No final, lá conseguiu o seu intento, ainda por cima com uma dobradinha em conjunto com o seu companheiro Vettel, que não teve uma grande corrida, mas conseguiu um bom resultado. Para melhorar as coisas, a estratégia da Brawn não foi a melhor, e acabaram na quinta e sexta posições, com os carros a ziguezaguear no meio da pista, para aquecer convenientemente os pneus...

Quem beneficiou disto tudo foram Felipe Massa e Nico Rosberg. O piloto da Ferrari aproveitou a boa qualificação da marca no dia anterior e chegou à meta na terceira posição, igualando o melhor resultado do ano da Scuderia e dando também um pódio, depois de Kimi Raikonnen ter feito a mesma coisa no Mónaco. Quanto a Rosberg, a jogar em casa, depois de uma má qualificação, partindo do 14º posto, ultrapassa quase toda a gente numa estratégia de duas paragens, e termina na quarta posição. Bem jogado!

E agora, com Webber no pódio e pela primeira vez este ano não tivemos qualquer piloto da Brawn por aquelas bandas (o que foi pena, pois queria ver Barrichello a fazer o "moonwalk" que prometera no seu Twitter), a luta pelo título já ficou mais "apetitosa". Ainda não é a reviravolta que assistimos no WRC, mas já não falta muito, pois Barrichello já perdeu o segundo lugar...

GP2 - Ronda 6, Alemanha (Corrida 2)

A segunda corrida da GP2, que ocorreu esta manhã, poucas horas antes de começar o GP da Alemanha, era esperada com enorme expectativa nas hostes portuguesas. Dado o facto de Alvaro Parente ter gozado ontem os seus três primeiros pontos da sua temporada, e partindo do terceiro posto da grelha, graças ao sistema da grelha invertida, a ideia de um pódio (e quem sabe, algo mais...) era bem válida, desde que a sorte no jogo estivesse a favor.


E aparentemente, isso aconteceu. Apesar de no arranque ter sido blogueado por Vitaly Petrov, Parente ficou na terceira posição, com o japonês Kamui Koboyashi à sua frente. Parente passou as voltas seguintes a manter uma constante série de ataques a Kobayashi, mas depois de ter sido ultrapassado por um irresistível Nico Hülkenberg, que foi a caminho de uma segunda vitória consecutiva, algo que não acontecia a um piloto de GP2 desde Monza 2006.



Koboyashi era então pressionado por Parente, que o queria ultrapassar para então partir ao ataque do piloto alemão, mas a ultrapassagem só foi concretizada a três voltas do fim, para conseguir um segundo lugar bem merecido, e dar à Ocean o segundo pódio da história da equipa.



"Tínhamos o carro afinado tendencialmente para seco, dado que esperávamos que a pista secasse mais cedo, o que nos obrigou a realizar uma corrida de gestão, tentando rodar o mais rapidamente possível sem danificar os pneus e sem cometer erros. A ART e a Addax apostaram numa estratégia diferente e era impossível acompanhá-los. Estivemos muito bem ao longo de toda a corrida e este é um resultado merecido para toda a equipa", sublinhou Parente.



"Este foi um fim-de-semana muito positivo e que já merecíamos um resultado deste tipo. Agora temos que continuar a trabalhar para mantermos os bons resultados e até para melhorar, porque o nosso objectivo passa sempre pela vitória", apontou o piloto portuense.



Para Tiago Monteiro, o dono da equipa Ocean, encontrava-se satisfeito com este segundo lugar, depois do terceiro lugar por parte de Chandhok na corrida anterior, em Silverstone. Agora só fica a faltar a vitória: "O nível da GP2 é alto, por isso não é fácil, mas estamos no caminho certo. Hoje o Álvaro esteve muito bem, pois geriu a sua corrida com muita cabeça. A parte final foi complicada, mas a boa gestão que fez dos pneus pneus permitiu-lhe o bom resultado.", afirmou.



Agora, a GP2 tem um interregno de duas semanas, até o GP da Hungria, num campeonato onde a luta pelo título está ao rubro, com Hulkenberg à frente, com 46 pontos, seguido por Grosjean, com 42 e o russo Petrov, com 41. Alvaro Parente, depois do excelente fim de semana alemão, tem agora oito pontos e está na 14ª posição do campeonato.

Sábado, 11 de Julho de 2009

GP2 - Ronda 6, Alemanha (Corrida 1)

Depois da Formula 1, seguiu-se a GP2. Disputada sob céu nublado, a corrida teve um piloto a dominar de ponta a ponta: Nico Hulkenberg. O alemão da controlou os acontecimentos, acabando na frente da corrida, com Roldan Rodriguez e Andreas Zuber nos restantes lugares do pódio.


Mas o grande destaque desta corrida foi Álvaro Parente. Por fim, o piloto português alcançou os primeiros pontos desta temporada ao serviço da Ocean Racing Technology, quebrando a malapata de há algumas corridas atrás, terminando na sexta posição. Apesar de uma partida menos conseguida, o piloto português conseguiu subir uma posição na partida, terminando a primeira volta no oitavo lugar, abrindo desde logo excelentes perspectivas de alcançar os seus primeiros pontos de 2009. Mantendo-se na luta, o piloto depositava esperanças na sua estratégia nas boxes para subir mais algumas posições na classificação.


E quase resultava. Quando à oitava volta Parente ganhou duas posições na sua paragem nas boxes – ao venezuelano Pastor Maldonado e ao espanhol Javier Villa - logo na primeira curva na saída das boxes, o piloto português não conseguiu evitar um pião, acabando por perder três lugares, um a mais do que os que havia conseguido ganhar. Romain Grosjean, que vinha atrás dele, aproveitou para subir uma posição.


Contudo, a partir dali, Parente teve a sorte (que tantas vezes não a teve nesta época) do seu lado: Maldonado e o brasileiro Diego Nunes tocaram-se, quando este último saía das boxes, com os dois pilotos a abandonarem na hora. Logo a seguir, Parente esteve na briga com Lucas di Grassi e Romain Grosjean pelo sexto lugar. O português livrou-se logo do brasileiro da Racing Engeneering, mas teve mais dificuldades em conseguir superar o francês da Addax, e actual líder do campeonato. Tudo indicava que Parente não iria conseguir passar, mas a duas voltas do fim, o carro de Grosjean abrandou subitamente na entrada da recta da meta, abandonando de seguida. Assim, Parente terminou na sexta posição, conquistando três pontos e ficou com uma excelente oportunidade de pontuar novamente na corrida de amanhã, dado que partirá na terceira posição da grelha.


"Foi uma corrida interessante em que o carro esteve muito bem. Depois da partida não ter sido a melhor, preocupei-me em recuperar, o que aconteceu logo na primeira volta. Depois estive sempre envolvido em lutas pelos lugares pontuáveis. Depois da paragem nas boxes, sai preocupado em defender a posição e acabei por perder o carro na primeira curva, já que os pneus estavam muito frios. Felizmente recuperei depressa, passei o Di Grassi e fiquei colado ao Grosjean na segunda metade da corrida, sendo que era bastante mais rápido que ele. Optei por não correr riscos desnecessários e ele acabou por ter um problema que o relegou para fora dos pontos à entrada da última volta. Foi uma tarde positivo que me deixou satisfeito e que abriu a porta para um bom resultado este Domingo," sublinhou Parente.



Quanto a Karun Chandhok, o seu companheiro de equipa, teve um comportamento discreto. Largando da 14ª posição, ganhou três posições na partida. Chegou a andar pela 10ª posição, mas perdeu um lugar para o belga Jerome D’Ambrosio. O 11º posto final foi um resultado muito modesto para o piloto indiano, que na corrida anterior esteve no pódio.


"Porque partia mais de trás optámos por uma afinação diferente da do Álvaro. Pelos vistos a dele resultou e a minha não. Às vezes o risco tem destas coisas. De qualquer forma no Domingo o objectivo é chegar aos pontos, a primeira volta é muito importante e pode ditar mesmo o estar ou não entre os primeiros, por isso é preciso concentração máxima e contar com alguns pilotos mais lentos que poderão estar à frente," disse Chandhok.


A segunda corrida acontecerá manhã, pelas 9:30 horas.

Formula 1 - Ronda 9, Nurbrurgring (Qualificação)

Por fim, chegamos ao que realmente importa para definir a ordem de partida para a corrida de amanhã: a qualificação. E nessa sessão tão decisiva, vimos que o melhor foi a Red Bull. Mas surpresa das suerpresas, não foi Sebastien Vettel a ficar com a pole-position. Foi o seu companheiro de equipa, Mark Webber, a fazer o melhor tempo e dar à Austrália a sua primeira pole-position em 29 anos, desde Alan Jones, no GP da Alemanha de 1980, a bordo de um Williams.

Nurburgring foi também palco de um recorde da Formula 1, dito hoje pelo "nosso" Ivan Capelli: Mark Webber tornou-se no piloto que demorou mais tempo a fazer uma pole-position: 130 corridas desde a sua estreia, no GP da Austrália de 2002. O recorde anterior pertencia a Jarno Trulli, que demorou 115 corridas até conseguir a sua primeira "pole-position", no GP do Mónaco de 2004. Curiosamente, Trulli venceu essa corrida. Será que no Domingo vai ser o "dia Webber"? Veremos...

Mas vamos ao que interessa: a sessão de qualificação. O que se pode retirar daqui é que nos sete primeiros postos estão cinco carros com motor Mercedes, os Brawn de Rubens Barrichello (2º) e Jenson Button (3º), os McLaren de Lewis Hamilton (5º) e Heiki Kovalainen (6º) e... o Force India de Adrian Sutil (7º), na sua melhor qualificação de sempre. Ficou à frente dos Ferrari, quem diria! Mas as condições metereológicas no qual foi disputado, com um tempo incerto, fez com que se contribuisse para este desfecho.

"É um dia muito especial, é fantástico, já estive perto da 'pole' antes mas nunca consegui. No entanto, foi uma sessão incrível, muito tensa e caótica por causa da chuva e dos pneus, mas no final consegui uma volta fantástica", começou por afirmar o australiano, acrescentando que "a 'chave' da 'pole' foi "obter três sectores limpos na última volta lançada e confiar na minha experiência e da dos membros da equipa".

Como já foi dito atrás, Webber vai ter ao seu lado Rubens Barrichello, que pela segunda vez consecutiva bate Jenson Button em qualificação. "A sessão foi sensacional mas muito difícil devido a tudo o que aconteceu com a chuva e com os pneus. Na Q2 vi o Massa sair na curva 2 e fomos todos para a boxe, a situação estava caótica e tentei falar com a equipa pelo rádio mas não tinha resposta. Entrei para a boxe de qualquer maneira e os mecânicos estavam à espera para montar os pneus certos - a equipa conseguia ouvir-me mas não conseguia responder", explicou o brasileiro na conferência de imprensa após a qualificação.

Já Jenson Button voltava ao topo, depois de uma qualificação mal conseguida em Silverstone. O terceiro posto, apesar de ter sido batido pelo seu companheiro, teve a vantagem de o colocar à frente do seu maior rival, e que corria em casa, Sebastien Vettel: "A qualificação foi uma loucura. Continuamos a ter alguns problemas com a temperatura dos pneus mas foi uma boa sessão e foi divertido", começou por dizer.

Para amanhã, o actual lider do campeonato afirma que será uma "prova interessante, em especial com o tempo igual ao de hoje, com chuva e seco, mas vamos estar com atenção ao que os outros vão vencer, pelo que estou ansioso".

Quanto a Lewis Hamilton, que conseguiu a sua melhor qualificação do ano, numa época muito dificil, acredita que será possível lutar por um lugar do pódio na corrida de amanhã. "Se continuar seco amanhã então ficarei numa boa posição e de certeza que poderei lutar pelo pódio. Podemos até lutar com os Red Bull", afirmou o actual campeão do mundo à BBC.


Hamilton enalteceu o trabalho que a sua equipa tem feito no desenvolvimento do seu monolugar para conseguir o melhor resultado de conjunto desta temporada até agora: "O Heikki[Kovalainen] e eu conseguirmos um lugar no top 10 é um excelente resultado e tudo se deve ao trabalho feito na fábrica. Fez uma grande diferença", observou.


Amanhã é o dia da corrida. Nurbrurgring pode acolher chuva na hora da corrida. Agora será que veremos a história a repetir-se, como aconteceu em 2007? Já não se pode rebocar carros de volta para a pista...

Os saltos de Nurbrurgring



















Este post foi inspirado pelo o da Patricia. Uma das caracteristicas do antigo circuito de Nurbrurgring, naqueles 22 quilómetros e centenas de curvas que poucos conseguiam fixar nas suas mentes, e que Jackie Stewart tão bem o apelidou de "Inferno Verde", eram os saltos. Havia um sitio com esse nome: Flugplatz. Aí, os fotógrafos ficavam, para tirar os melhores "bonecos" para depois os jornais e revistas poderem publicar nos dias e semanas seguintes ao Grande Prémio alemão.


Nos anos 60 e 70, foram muitos os que "saltaram" naquele local. Eis alguns exemplos que tenho guardados nos meus arquivos. Espero que gostem, e não esqueçam de ver os que estão no site dela, pois tentei não repetir...

GP Memória - Grã-Bretanha 1964

Depois de Rouen, a Formula 1 ia para Inglaterra, mais concretamente para o novo circuito de Brands Hatch. Inicialmente, a prova iria acontecer de novo em Aintree, nos arredores de Liverpool, mas o circuito sido vendido a outro proprietário, e este estava mais interessando em construir um bloco habitacional do que acolher um evento como o Grande Prémio da Grã-Bretanha de Formula 1. Assim sendo foram para um circuito no condado de Kent, não muito longe de Londres, que era gerido desde 1961 por John Webb, que nunca escondera a ambição de ter a Formula 1 no seu circuito.


No pelotão, havia uma importante alteração: na Lotus, Peter Arundell sofrera na semana anterior um grave acidente na prova de Formula 2, em Reims, quando colidiu com o americano Richie Ginther. Arundell fora projectado para fora do carro e sofrera fracturas múltiplas nas pernas e braços. No seu lugar, Colin Chapman chamara outro britânico, Mike Spence.


Outras inscrições eram as de um jovem australiano chamado Frank Gardner, num Brabham BT10 privado inscrito pela John Williment Automobiles, e se estreava aqui na mais alta roda da competição, ou o veteraníssimo Maurice Trintrignant, que continuava a conduzir aos 47 anos. Quem regressava era Tony Maggs, no seu BRM da Scuderia Centro Sud, que iria tentar ver se corria uma prova oficial este ano, depois de duas tentativas frustradas, na Holanda e na Bélgica.


Na corrida estavam inscritos 26 carros, onde o mais interessante era ver um carro de quatro rodas motrizes fabricado pela BRM, e conduzido por um jovem de 24 anos chamado Richard Attwood. Contudo, o modelo não funcionou muito bem, e o carro foi retirado antes da corrida.


Nos treinos, Lotus, Ferrari, Brabham e BRM lutavam entre si para conseguir a “pole-position”, e o melhor foi Jim Clark, ainda no seu Lótus 25. Ao seu lado tinha Graham Hill, no seu BRM, e o vencedor da corrida francesa, o americano Dan Gurney, no seu Brabham BT11. Na segunda fila estavam John Surtees, no seu Ferrari, e Jack Brabham, no segundo carro com o seu nome. A terceira fila tinha o Cooper de Bruce McLaren, o prabham privado de Bob Anderson, na sua melhor performance da sua carreira, e o segundo Ferrari de Lorenzo Bandini. A fechar o “top ten” ficaram o Brabham privado de Jo Bonnier e o BRP de Innes Ireland.


A corrida começa com Clark a largar na frente, seguido por Gurney e Hill. Na volta seguinte, o piloto da BRM supera o americano, e pouco depois, Gurney tem de abandonar a sua corrida devido a problemas de ignição no seu carro. A corrida foi uma luta constante entre Clark e Hill, onde ambos pilotavam juntos, mas apesar das ameaças, Hill nunca conseguiu apanhar o piloto da Lótus. A meio da corrida juntou-se-lhes o Ferrari de John Surtees, mas com o tempo, o piloto inglês afastou-se, deixando-os de novo a sós.



Mais atrás, Jack Brabham seguia calmamente na quarta posição, mas teve de parar nas boxes para ver se a suspensão estava a trabalhar bem, pois tinha detectado alguns problemas. Quando voltou à pista, tentou recuperar o quarto posto, que agora pertencia ao segundo Ferrari de Lorenzo Bandini. O ritmo forte que o australiano imprimiu foi compensado a 14 voltas do fim, quando conseguiu passar o piloto italiano, tendo de se contentar este com o quinto lugar, sendo esta a ordem final quando desceu a bandeira de xadrez.


Para finalizar, o último a chegar aos pontos era o americano Phil Hill, no seu BRM, a duas voltas do vencedor Jim Clark. Nessa altura não se sabia, mas era a última vez que o campeão do mundo de 1961 iria pontuar na sua carreira da Formula 1.


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1964_British_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr126.html