sexta-feira, 22 de maio de 2015

O desenho do dia

Esta, quem mo enviou foi o Felipe Vaamonde. No pós-guerra, a revista belga Tintin tornou-se numa das mais conhecidas da Europa, e não só por mostrar as aventuras do jovem repórter loiro e no seu inseparável companheiro, o cão Milou. Muita da banda desenhada conhecida na segunda metade do século XX teve o seu começo nas páginas dessa revista juvenil, ao longo de 40 anos, em várias línguas, incluindo o português.

Mas também houve muitas coisas reais que foram abordadas pela revista. E esta foi uma delas. É que as circunstâncias do acidente de Alberto Ascari, no Mónaco, numa era onde a televisão não existia, foi uma das coisas mais extraordinárias que existiram, há precisamente 60 anos.

Contudo, para quem conhece a história, isto poderia ser um número para comemorar o feito de um herói que escapou à morte quando o seu Lancia não travou a tempo e caiu à água (escapou apenas com um nariz quebrado), mas o seu acidente em Monza, três dias depois, fez com que isto fosse um numero de homenagem ao bicampeão do mundo, morto tragicamente em Monza quando pediu a Eugenio Castelotti para que pudesse dar umas voltas com o Ferrari 750 Monza.

Mas mesmo assim, é um desenho fabuloso de uma era perigosa, para comemorar a vida e feitos de um grande campeão.

GP Memória - Mónaco 2005

Duas semanas após a corrida em Barcelona, máquinas e pilotos estavam a caminho do Mónaco, palco da sexta prova do campeonato do mundo de 2005. E as coisas por ali iriam ter uma atmosfera mais sombria, pois no inicio desse mês, o principe Rainier III tinha morrido e o principado ainda estava mergulhado no luto. Mas isso não iria impedir a realização da corrida, que teria um pelotão reduzido a 18 carros, devido à exclusão da BAR pela segunda corrida consecutiva, após a polémica dos carros abaixo do peso em Imola.

No "paddock", as boxes e os carros da Red Bull estavam diferentes: os mecânicos eram "stormtroopers" e havia um Darth Vader a pairar por ali: os carros estavam decoarados com o terceiro filme da saga do Star Wars, "A Vingança da Sith", onde Anakin Skywalker virava Darth Vader, e o chassis estava decorado para a ocasião.

Na qualificação, o melhor (ainda em duas mãos) foi o McLaren de Kimi Raikkonen, que tinha o Renault de Fernando Alonso a seu lado. Na segunda fila estavam o Williams de Mark Webber, seguido pelo segundo Renault de Giancarlo Fisichella. Jarno Trulli, no seu Toyota, estava na terceira fila, na companhia do segundo Williams de Nick Heidfeld. O Red Bull de David Coulthard, era o sétimo, enquanto que Michael Schumacher era o oitavo, no seu Ferrari. A fechar o "top ten" estavam o Sauber de Jacques Villeneuve e o segundo Ferrari de Rubens Barrichello.

A corrida começou com Kimi Raikkonen a conseguir ficar na frente de Fernando Alonso, Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli e Mark Webber, e distanciou-se com o passar das voltas. No final da vigésima volta, o avanço para Alonso já era superior a cinco segundos, e ficou assim até à volta 23, quando o Minardi de Cristijan Albers perdeu o controle e bateu no muro, mesmo na frente do Red Bull de David Coulthard. o escocês parou a tempo, mas não Michael Schumacher, que bateu forte, quebrando o nariz e destruindo a suspensão traseira-direita do seu carro, forçando a abandonar. Contudo, os carros bloquearam a rua de fora a que a organização foi forçada a colocar o Safety Car em pista.

Isso foi aproveitado para que os Renault fossem imediatamente para as boxes e fazer o reabastecimento, seguido pela concorrência... menos Raikkonen. ele manteve-se na pista, conservando os pneus e poupando combustivel, dando-lhe o avanço que precisava até parar, na volta 42. Nessa altura, tinha 34 segundos de avanço sobre o segundo classificado, mais do que suficiente para conservar a liderança - com 13 segundos de avanço - quando voltou à pista.

Atrás, Alonso tentava segurar os Williams de Heidfeld e Webber, mas o alemão foi para as boxes um pouco mais cedo, para tentar suplantar Alonso quando fosse a sua vez de parar, e quando o espanhol parou, Heidfeld conseguiu passar na Nouvelle Chicane, ficando com o segundo posto. Os Williams estavam mais velozes nesse dia, mas na primeira Alonso conseguiu aguentar Webber no terceiro posto. Na segunda, porem, ele fez de modo deliberado, mas cometeu um erro logo depois, que o fez com que o australiano ficasse com o lugar mais baixo do pódio.

No final, Raikkonen cortou a meta em primeiro lugar, conseguindo a sua segunda vitória consecutiva naquela temporada, os Williams de Nick Heidfeld e Mark Webber ficaram com os restantes lugares no pódio, e seria a última vez que dois Williams ficariam no pódio nos nove anos seguintes. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Renault de Fernando Alonso, o segundo McLaren de Juan Pablo Montoya, o Toyota de Ralf Schumacher e os Ferrari de Michael Schumacher e Rubens Barrichello.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O filme que não aconteceu

Hoje em dia falamos imenso sobre Hollywood e automobilismo. Falamos também sobre Steve McQueen, bem filmes icónicos como "Grand Prix" e "Le Mans". Mas tendemos a esquecer que há 50 anos, poderíamos ter tido outro filme sobre Formula 1, que acabou por não acontecer. E é por causa da frustração de um homem que acabamos por ter "Le Mans". Chamava-se "The Day of The Champion" e houve filmagens no Nordschleife.

Tudo começa em 1966, quando John Frankenheimer está na Europa e filma Grand Prix, com James Garner como ator principal, e tem conselheiros técnicos como Phil Hill, Richie Ginther, Graham Hill e outros. As filmagens acontecem ao longo do verão desse ano, com a fotografia de Bernard Cahier. Mas ao mesmo tempo, na Alemanha, John Sturgis e Steve McQueen estão a fazer as filmagens para algo que tem como nome "The Day of the Champion", literalmente traduzido para "O Dia do Campeão".

Os filmes estão a ser feitos por diferentes estúdios: Grand Prix pela MGM, The Day of The Champion pela Warner Bros. A ideia era que este último começasse a ser filmado logo em 1965, após o realizador John Sturgis e McQueen tivessem feito "The Sand Pebbles", (que deu ao ator a sua unica nomeação para o Óscar). Contudo, as filmagens desse primeiro filme atrasaram-se bastante, e quando começaram a fazer o projeto seguinte, já Frankenheimer estava em pleno vapor a fazer "Grand Prix". Contudo, quem for ver o filme, repara que não há cenas de Nurburgring, já que ele teve de entregar a filmagem a Sturges e McQueen para fazer o seu filme. Mas pouco depois, a Warner Bros decidiu cancelar o projeto.

E nessa altura, fez-se um leilão para os carros que foram usados no filme. E dava para fazer uma competição autónoma: dois Brabham, ex-Rob Walker, um BRP, um BRM, dois Lotus 24, também ex-BRP, um Lotus 30 de GT, usado para filmagens, e um Lola T70. 

"Grand Prix" acabou por se estrear em dezembro de 1966 e foi um sucesso de bilheteira, conseguindo a proeza de ser o único filme de automobilismo a conseguir ganhar três Oscares técnicos: Melhor Edição, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Som.

Curiosamente, McQueen e Garner eram vizinhos em Hollywood e bons amigos. E o primeiro ficou tão desgostoso com o que passou que não falou com ele durante cerca de dois anos. As coisas passaram quando McQueen partiu para o seu projeto seguinte: "Le Mans", que o consumiu por dois anos e deu cabo da amizade entre ele e Sturgis. Apesar do fracasso de bilheteira, quando foi lançado, em 1971, hoje em dia é um clássico de culto entre os "petrolheads". Tal como "Grand Prix".

Formula 1 em Cartoons - As ideias do Grupo de Estratégia (Cire Box)

Como sabem, há uns dias houve uma reunião do Grupo de Estratégia sobre o futuro da Formula 1 a partir de 2017, entre os quais o regresso dos reabastecimentos e carros mais agressivos e velozes. E o "Cire Box" decidiu desenhar sobre isso.

A ameaça ao Rali de Portugal

O Rali de Portugal mal começou... e já está em perigo. Um incêndio lavra esta tarde na zona de Ponte de Lima e as chamas estão neste momento fora de controlo. Com quatro frentes em chamas, os mais de cem bombeiros tentam controlar as chamas da melhor maneira que podem, mobilizando todos os meios à sua disposição.

E isto não poderia acontecer na pior altura: é que o Rali de Portugal têm duas classificativas na zona, e o perigo de anulação é real. Veremos a situação nas próximas horas, mas os regulamentos afirmam que caso haja um máximo de cinco classificativas anuladas, o rali é cancelado.

IndyCar: Ryan Briscoe substituirá James Hinchcliffe

O australiano Ryan Briscoe subsituirá o canadiano James Hinchcliffe nas 500 Milhas de Indianápolis, e em principio, no resto da temporada. O anuncio foi feito esta quinta-feira pela Schmidt Peterson Motorsports.

"Primeiro, tenho pena que isto aconteça por causa de (James) Hinchcliffe. Desejo-lhe uma rápida recuperação. Debaixo destas circunstâncias, estou muito feliz por esta oportunidade. Espero fazer um grande trabalho", disse o australiano.

Aos 33 anos de idade (nascido a 24 de setembro de 1981), o piloto australiano estava sem volante desde que abandonou a Chip Ganassi no final de 2014. Antes disso, tinha passado pela Penske, onde esteve entre 2008 e 2012, conseguindo oito vitórias e o terceiro lugar na classificação geral na temporada de 2009. em 2012, partiu da primeira posição nas 500 milhas de Indianápolis, numa corrida onde terminou na quinta posição.

Entretanto, James Hinchcliffe já abandonou a unidade de Cuidados Intensivos e os médicos afirmam que está em franca recuperação, após o embate que causou uma perfuração na coxa devido à intrusão de uma barra de suspensão no cockpit. O canadiano aproveitou para agradecer as mensagens dos seus companheiros e fãs e também a equipa de resgate nos momentos inciais do acidente. “Não tenho palavras para descrever o quanto sou grato à equipa de resgate. Eles e toda a equipa do hospital salvaram-me, são os meus heróis”, começou por afirmar.

Também não tenho como dizer como está a ser importante esse apoio que os fãs da categoria, a minha família e os demais pilotos estão a dar-me. Nós somos uma grande família e isso ficou bem claro hoje”, concluiu.


A(s) foto(s) do dia






O meu amigo Tintin - na realidade, chama-se Marcel Araujo dos Santos - tirou estas fotos dos carros na saída do parque fechado da Exponor, no Porto, a caminho do "shakedown" e os colocou na sua página do Facebook. E como podem ver, já começou o Rali de Portugal.

GP Memória - Europa 2000

Duas semanas depois de terem participado no GP de Espanha, em Barcelona, máquinas e pilotos rumavam um pouco mais ao norte da Europa para participarem no GP da Europa, que acontecia no circuito de Nurburgring, no centro da Alemanha. Sem grandes novidades no pelotão, a McLaren esperava que podia apanhar mais um bocado a diferença que tinha para com os Ferrari, especialmente o de Michael Schumacher, que tinha vencido nas três primeiras corridas do ano.

E no final da qualificação alemã, parecia que a McLaren estava a diminuir a diferença para com os Mercedes. David Coulthard levava a melhor, conseguindo a sua segunda pole-position consecutiva, com Michael Schumacher a seu lado. Na segunda fila estavam o segundo McLaren de Mika Hakkinen, acompanhado pelo segundo Ferrari de Rubens Barrichello. O Williams de Ralf Schumacher era o quinto na grelha, seguido pelo Jordan de Jarno Trulli, enquanto que no sétimo posto estava o Benetton de Giancarlo Fisichella, seguido pelo Jaguar de Eddie Irvine, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o BAR-Honda de Jacques Villeneuve e o segundo Jordan de Heinz-Harald Frentzen

Contudo, no final da qualificação, descobriu-se que o carro de Heidfeld estava abaixo do peso minimo, e como tal, o Prost foi excluido, com o piloto a ser impedido de participar na corrida.

O dia da corrida amanheceu nublado e com frio, para além das ameaças de chuva. No momento da partida, Coulthard larga mal, sendo aproveitado por Hakkinen para ficar com a liderança. Schumacher tentou também aproveitar a oportunidade, mas apesar de um toque no McLaren do piloto escocês, o alemão da Ferrari conseguiu ficar com o segundo lugar. Atrás, os italianos Giancarlo Fisichella, da Benetton, e Jarno Trulli, da Jordan, envolviam-se num toque, acabando com o Jordan na gravilha e Trulli a ser o primeiro desistente.

Cedo, Hakkinen e Schumacher foram-se embora, com Barrichello a pressionar Coulthard para o terceiro posto, e as coisas foram assim nas primeiras vez voltas até que começou a chover na pista, altura em que Schumacher conseguiu passar Hakkinen na primeira chicane, enquanto que Barrichello fazia a mesma coisa a Coulthard. Com o passar das voltas, a chuva caiu mais forte, e na volta 14, começaram as primeiras paragens nas boxes, com Schumacher a ir primeiro, seguido por Hakkinen. Ambos sairam lentamente, mas o alemão saira melhor do que o finlandês.

Com isto, Barrichello era o lider, mas na volta 18, ele foi para as boxes, e a paragem foi suficientemente lenta para voltar à pista na nona posição. A seguir, veio Ralf Schumacher, no seu Williams, enquanto que o brasileiro da Ferrari começava a recuperar posições, fazendo com que na volta 29 já fosse sexto classificado, e aproximando-se do trio constituido pelo Jaguar de Eddie Irvine, pelo Arrows de Jos Verstappen e pelo Benetton de Giancarlo Fisichella. Só que pouco depois, Verstappen tentou passar Irvine em zona proíbida e ambos acabaram por bater, levando ainda o Williams de Ralf Schumacher.

Na frente, Hakkinen perseguia Schumacher, mas a distancia entre os dois alargava-se a favor do piloto alemão. E mesmo quando parou nas boxes para reabastecimento, na volta 35, voltou à pista com sete segundos de desvantagem sobre o piloto finlandês. Atrás, Barrichello passava por fim o Arrows de Pedro de La Rosa e era o quinto classificado.

Agora, esperava-se quando é que Hakkinen iria parar para reabastecer. Tal aconteceu na volta 45, mas até lá, tinha aberto uma distância de 13 segundos, e quando voltou, tinha uma desvantagem de onze segundos. apesar dos seus esforços, Hakkinen não conseguiu se aproximar de Schumacher e este acabaria por vencer a corrida, a sua quarta vitória em seis corridas. Hakkinen foi o segundo e Coulthard o terceiro, a uma volta do vencedor. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Ferrari de Rubens Barrichello, o Benetton de Giancarlo Fisichella e o Arrows de Pedro de la Rosa.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A foto do dia

Vindo do Instagram de Kris Meeke. Aí vêm o Rali de Portugal e o pessoal não esquece Colin McRae, quase oito anos depois do seu desaparecimento. 

Esta imagem é no Confurco, na zona de Fafe, e daqui a uns dias, vai estar cheio para receber os pilotos. E é isto que vão ter quando cruzarem a parte de asfalto da classificativa de Fafe-Lameirinha, antes do Salto da Pedra Sentada.

Pedro Meireles já não vai usar o Fabia R5

Havia altas expectativas para Pedro Meireles, dado que o piloto de Guimarães e atual campeão nacional ter adquirido um Skoda Fabia R5 direto da fábrica, para o estrear no Rali de Portugal, e mesmo assim, em preparação para o Rali dos Açores, que acontecerá duas semanas mais tarde. Contudo, a poucos dias de começar, o desapontamento tomou conta da equipa, depois de um toque no carro revelar uma fissura no motor, que o impede de usar neste fim de semana.

Um pequeno toque que demos neste teste trouxe-nos um enorme amargo de boca. O que à partida parecia ser um simples trocar de braços e amortecedor, veio-se a revelar pior que o previsto”, referiu Pedro Meireles à Autosport portuguesa, acrescentando: “Uma pequena fissura no bloco do motor foi detetada, talvez devido ao facto do embate se ter dado com a roda virada".

Apesar da assistência da Skoda Motorsport, as coisas acabaram por não acontecer. "Tentámos de tudo para estar presentes no Škoda Fabia R5, mas infelizmente devido ao facto de todos os motores disponíveis nesta altura estarem já devidamente encaminhados, não foi possível. Se o facto de termos sidos privilegiados com a atribuição das primeiras unidades do carro, também sabíamos que iríamos estar sujeitos às contingências do que a estreia dum projeto destes acarreta e que normalmente a disponibilidade de peças não abunda nestas alturas", reforçou.

Contudo, o piloto de Guimarães não vai ficar de fora, pois pediu a Carlos Martins para que recuperasse o Fabia S2000 para poder correr neste rali, ficando a estreia do R5 para uma próxima oportunidade: "É um esforço extra enorme da nossa parte, mas não podíamos deixar de estar presentes nesta emblemática prova. Agradecemos desde já a Sports & You e ao Carlos Martins, o terem permitido esta solução e que demonstra a postura exemplar de ambos. Resta-nos agora ir para a prova dignificar os patrocinadores e desfrutar do Rali de Portugal no Norte, esperando que tudo corra pelo melhor", concluiu.

As expectativas de três portugueses no rali local

Miguel Campos, Miguel Jorge Barbosa e João Barros serão três dos pilotos portugueses que competirão neste rali de Portugal, sem grandes aspirações a não ser o melhor piloto nacional, numa categoria recheada de bons nomes do automobilismo mundial. Curiosamente, todos eles vão correr neste rali com Ford Fiesta R5, na categoria WRC2 e todos têm o mesmo objetivo: chegar ao fim e gozar o momento, numa altura em que o rali regressa ao Norte de Portugal, região do qual todos são naturais.

O Rali de Portugal é uma prova de gestão, porque representa mais de dois ralis do Nacional em termos de extensão e, além disso, os pisos devem estar completamente destruídos quando nós passarmos”, começou por dizer João Barros à Autosport portuguesa.

Porém “não temos qualquer pressão e não vamos andar devagar, mesmo sabendo que não teremos ritmo para os pilotos de WRC2. Vou para me divertir num rali que será uma festa e um prazer para alguém como eu, que sente a paixão que há nesta região pelo desporto automóvel”, concluiu o piloto de Paredes, que cresceu a ver os pilotos a passarem perto da sua casa.

É verdade, lembro-me bem de sair de casa todo contente, com os amigos, e irmos para os troços para ver o Mäkinen, Sainz, McRae, Auriol e tantos outros. Era uma emoção especial para quem gostava de automóveis e de ralis. Nunca imaginei que um dia eu próprio poderia ser um dos intervenientes da prova e, sobretudo, voltarmos a ver os WRC na minha região. O Shakedown em Baltar, por exemplo, fica a 500 metros da casa do meu pai”, finalizou.


Quanto a Miguel Campos, que começou com um Peugeot 208 Ti16, mas que trocou por um Fiesta R5 fornecido pela M-Sport, deseja contribuir para o espectáculo que é o Rali de Portugal.


Gostei muito do Fiesta R5 no teste e quero ambientar-me rapidamente e poder contribuir para o grande espetáculo que é o Rali de Portugal. Sei que o Ford Fiesta R5 é um modelo muito bem construído e capaz de garantir resultados”, explicou o piloto de Famalicão, que será navegado por Carlos Magalhães.

É o regresso a uma casa que conheço bem. Esta prova está carregada de simbolismo e vamos entrar em competição com o objetivo de fazer boa figura”, concluiu.

Já Miguel Jorge Barbosa, tem a sua máquina assistida pela ARC Sport, e já andou com ele por 45 quilómetros em troços na zona de Nelas, e ficou com boas impressões sobre o bólido.

Gostei muito do Fiesta R5 em terra, pois é muito confortável a passar por cima do mau piso e ágil em todas as situações, mas é evidente que me faltam quilómetros de adaptação, sobretudo, quanto aos limites da travagem, pelo que é impossível pensar em lutar pelas primeiras posições entre os portugueses. Vamos andar o melhor possível mas com o espírito de nos divertirmos e não vale elevar muito a fasquia competitiva”, frisou o piloto.

Barbosa, que já foi campeão nacional de Produção, irá ter a seu lado Alberto Silva, e lembra que “não quer elevar as expetativas em termos de resultados pois vamos para nos divertir e conseguir o melhor resultado possível sem qualquer tipo de pressão”, finalizou.

terça-feira, 19 de maio de 2015

A foto do dia (II)

Teo Fabi nas ruas do Principado do Mónaco, no fim de semana do Grande Prémio, em 1985. Nesta foto de Paul-Henri Cahier, mostrava-se o resultado de uma compra por parte de uma equipa e a transição da Toleman para a Benetton, num negócio que resultou à custa de outra equipa e do seu contrato de pneus.

Ted Toleman estava na Formula 1 desde 1981, e o seu grande ano tinha sido o de 1984, quando com Ayrton Senna ao volante, conseguiu três pódios e uma volta mais rápida. Mas pelo meio, tinha-se incompatibilizado com a Pirelli e virou-se para a Michelin. Contudo, no final desse ano, a marca francesa iria embora, deixando apenas Pirelli e Goodyear no pelotão. Incompatibilizado com ambas as marcas e sem conseguir atrair a Avon, a Toleman ficou sem correr nas três primeiras corridas do ano. Contudo, o fim da Spirit fez com que ficassem com o contrato de pneus da marca, que tinha assinado com... a Pirelli.

Ao mesmo tempo, Toleman recebia a oferta de compra da Benetton. Patrocinadores desde 1983, primeiro na Tyrrell e depois na Alfa Romeo, a Benetton achava que ter uma equipa de Formula 1 seria a plataforma ideal para divulgar e expandir o negócio, mais para além de ser mero patrocinador. O negócio foi veloz, e cedo encontraram um piloto disponível na figura de Teo Fabi, sem lugar após a sua passagem pela Brabham.

Fabi não demorou a adaptar-se, conseguindo o 12º tempo, numa grelha onde a organização só autorizava vinte carros. A equipa só mudaria de nome na temporada seguinte, mas ficavam com o motor Hart Turbo e a meio do ano Fabi teria um novo companheiro de equipa, na figura do seu compatriota Piercarlo Ghinzani. Mas foi ali, ha 30 anos, que começava a aventura da Benetton, que duraria 16 anos na Formula 1 e dois títulos mundiais. E se quiserem ver as coisas desta maneira, isto é o "bisavô" da Lotus. 

A foto do dia

Indianápolis, esta tarde. A turma da IndyCar a desejar as melhoras a James Hinchcliffe, acidentado ontem quando treinava para a corrida deste domingo.

A gravidade da situação de James Hinchcliffe

Quase 24 horas depois do acidente de James Hinchcliffe nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, sabe-se agora dos pormenores do seu acidente na Curva 2, que que causou ferimentos na coxa direita. A Honda confirmou hoje que o acidente foi causado por uma falha na suspensão dianteira direita do carro da Schimdt Peterson Motorsports.

Obviamente, nós estamos bem aliviados por James estar acordado e fora da sala de cirurgia. Esta é a coisa que mais nos importa no momento. Faremos de tudo para que ele saia inteiro o mais rápidamente possível”, disse Sam Schmidt, um dos donos da equipa.

E este quarto acidente nestas 500 Milhas de Indianápolis deste ano esteve mesmo para acabar mal. Segundo conta o Victor Martins, do site Grande Prêmio, a lesão de Hinchcliffe aconteceu por causa da entrada de um braço da suspensão dentro do seu chassis, que o atingiu na coxa direita. Perdeu sangue e correu risco de morte. O socorro foi imediato, logo, foi transportado para o centro médico, e dali para o Metodista, onde foi operado de imediato para reduzir as fraturas. A americana Racer disse também que os paramédicos tiveram de cortar chassis adentro para poderem tirar o piloto canadiano dali.

Ainda não se sabe quem o substituirá - iria largar da 24ª posição da grelha - mas muitos estão convencidos que o piloto canadiano de 28 anos - que venceu em Nova Orleães no mês passado - não poderá mais correr para o resto da temporada, dada a extensão dos seus ferimentos. Mas neste momento, Hinchcliffe está a recuperar e passou bem esta noite nos Cuidados Intensivos do Hospital Metodista em Indianápolis.

E faltam cinco dias para a corrida...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A foto do dia (III)

No fim de semana daquele GP do Mónaco, parece que o ambiente da Alfa Romeo era bem mais descontraído, pela foto que coloco aqui, onde os pilotos Bruno Giacomelli e Patrick Depailler se descontraiam em cima de uma motocicleta.

Havia algumas razões para contentamento: os carros tinham conseguido o sétimo e oitavo tempo na grelha, as melhores até então e parecia que as dificuldades iniciais que a Alfa Romeo passava, nesta sua segunda passagem pela Formula 1, estavam a ser superadas. E a aposta no experimentado Patrick Depailler, que recuperava das suas feridas nos tornozelos devido ao acidente com o seu asa-delta, no ano anterior, parecia compensar.

Mas ainda havia falhas graves: o motor era frágil e a aposta na velocidade não compensava na resistência. E se Giacomelli acabou por ser uma das vitimas da carambola na volta inicial, já Depailler viu um possivel pódio ir abaixo quando o seu motor explodiu na volta 50. E o idilio deste momento captado pela câmara fotográfica virou desilusão. E muitas outras desilusões ainda estavam para vir.