domingo, 22 de julho de 2018

O que se passa com Sergio Marchionne?

A noticia da substituição no comando da Ferrari, de Sergio Marchionne para John Elkmann, ontem, apanhou muitos de surpresa. Mas ainda mais surpreendente é saber que o italo-canadiano de 66 anos, que esteve à frente dos destinos do Grupo FCA - Fiat Chrysler Auto - foi operado e que a razão da sua substituição tinha sido uma "degradação inesperada do seu estado de saúde". Contudo, nas últimas horas, noticias vindas de Itália indicam que aquilo que se falou inicialmente não correspondem à verdade, e que ele está numa situação ainda pior.

Oficialmente, Marchionne era para ser substituido no final do ano, indo para a reforma. E claro, já tinha sido elaborado um plano de sucessão, com Elkmann, um dos netos de Giovanni Agnelli, a ser o escolhido. A substituição foi algo inesperado, e o alerta foi maior quando Elkmann disse a seguinte frase: "Estou profundamente entristecido ao saber do estado de saúde de Sergio. É uma situação que era impensável até há algumas horas, e que deixa todos nós um verdadeiro sentimento de injustiça. Os meus pensamentos vão para ele e sua família", declarou.

Este domingo, a imprensa italiana está a tentar dar uma ideia do que se realmente se passa. A "operação ao ombro" poderá ser na realidade um cancro no pulmão ou na próstata, do qual foi diagnosticado recentemente e já estaria numa fase avançada. O site affaritaliani.it refere que “em vez de uma simples operação no ombro, era [um procedimento] mais complicado e exigia um procedimento clínico complexo. Uma doença invasiva proveniente da próstata já havia se espalhado de maneira devastadora, mas só foi descoberta há pouco tempo”.

E continua, “Um mal que poderia exigir mais investigações médicas e intervenções cirúrgicas mais complexas. Daqui a família Marchionne tem decisões drásticas a tomar”.

Outro site fala que Marchionne está em coma profundo. Paolo Madron, o editor de outro site, o Lettera43, escreveu na sua conta do Twitter: “Coisas que você nunca gostaria de dizer, mas infelizmente o dever da notícia nos obriga a fazê-lo: Marchionne está em coma profundo”.

É preciso referir que nada disto tem confirmação oficial, e que o seu estado de saúde é reservado. Qualquer comunicação depende da familia, que poderá não desejar que o estado de saúde seja público. Mas toda esta correria para o substituir e as razões dessa substituição merece, de uma certa forma, uma explicação razoável, nem que seja pela razão de informação. E depois, claro, remeter-se à privacidade e desejar por uma recuperação, ainda que seja complicada.

Marchionne, nascido a 17 de junho de 1952 em Chieti, emigrou para o Canadá com treze anos de idadem onde se formou em Contabilidade na Universidade de Toronto. Trabalhou no ramo dos seguros e da quimica até que em 2003 foi eleito para o conselho de adimistração da Fiat, tornando-se no seu CEO em 2004. Em 2009, adquiriu a Chrysler, como fazendo parte do Capitulo 11, o acordo que a marca fez com o estado americano para se proteger dos seus credores e tornou-se também no seu CEO em 2011, depois da aquisição de 53,2 por cento da marca.

E como já foi dito, Marchionne era para sair do grupo no final do ano.

Formula 1 2018 - Ronda 11, Alemanha (Corrida)

Depois de uma semana de pausa, a Formula 1 voltava para a segunda parte da louca agenda do verão, onde haverá cinco corridas em 35 dias, entre o GP de França e o da Hungria, até entrarem num mês de férias de verão. Em Hockenheim, onde a Formula 1 agora vinha à Alemanha em anos pares, depois da quebra do contrato com Nurburgring, os locais ficaram felizes por ver um dos seus na pole-position, nomeadamente Sebastian Vettel, naquele que poderá ser um bom ano para a Ferrari e provavelmente o ano em que poderão ser de novo campeões, depois de uma ausência de onze anos. Mas no final, assistiram a que poderá ter sido um momento decisivo do campeonato de 2018. E como no ano passado, em Singapura, a Ferrari poderá estar do lado perdedor.

O que é pena, pois a perspectiva de uma vitória e consequente alargamento da liderança para Lewis Hamilton teria sido uma excelente noticia num fim de semana difícil para a Ferrari, onde o seu presidente, Sergio Marchionne, foi substituído por John Elkmann, um dos netos de Giovanni Agnelli, alegadamente por motivos de saúde. Logo, ganhar por Marchionne, "il presidente", teria sido uma boa razão. Mas não aconteceu, pois a chuva interferiu nisso

A pluviosidade estava prometida desde a hora da partida - 60 por cento de chances durante a corrida - quando as luzes se apagaram, os pilotos mantiveram os lugares da grelha na primeira curva. Verstappen ainda tentou passar Raikkonen para ser terceiro, mas as tentativas saíram frustradas. Atrás, Hamilton e Ricciardo tentaram passar alguns dos concorrentes à sua frente, mas os resultados foram diferentes para o britânico da Mercedes e o australiano da Red Bull.

Em cinco voltas, Hamilton conseguiu apanhar Fernando Alonso e Charles Leclerc para ser décimo, e assim chegar aos pontos. Na volta seguinte, passou Sainz para ser nono, ao mesmo tempo que Ricciardo subia para 15º, correndo com pneus médios, para ver se conseguia ficar na pista mais tempo possível. Contudo, esses pneus tinham dificuldade em aquecer, e ele sofria um pouco.

Na volta dez, Hamilton já era sétimo, tentando apanhar Hulkenberg, e pouco depois, fez isso, apanhando depois do Haas de Kevin Magnussen. Cinco voltas depois, foi a vez de Raikkonen a passar nas boxes, colocando moles no seu carro e caindo para quarto, com o inglês da Mercedes a aproximar-se.

Na volta vinte, Daniel Ricciardo chegou aos pontos, depois de passar Charles Leclerc, ao mesmo tempo que Nico Hulkenberg ia às boxes. Magnussen foi às boxes na volta 21, e esta era a altura em que o pessoal começava a pensar em trocas de pneus. Como Grosjean, que foi trocar de pneus na volta seguinte.

Vettel acabou por trocar os seus ultrasofts para softs na volta 25, entregando o comendo da corrida para Bottas, e voltando à pista atrás de Raikkonen. Na volta 29, Ricciardo ficou sem potência e tornou-se no primeiro abandono da corrida. Acabou-se o sorriso do australiano... ao mesmo tempo, Bottas e Verstappen também iam às boxes e entregavam o comando aos Ferrari. Por esta altura, também já havia alertas de chuva, e o vento soprava nessa direção.

Com Vettel a aproximar-se de Raikkonen - que tinha uma estratégia diferente e pneus onze voltas mais velhas do que as do seu companheiro de equipa - Hamilton era terceiro, sem ainda ter de trocar de pneus e provavelmente à espera da chuva que poderá cair dali a pouco tempo. Já havia imagens da chuva a cair nas redondezas, e a Ferrari já tinha avisado da sua chegada dentro de pouco tempo.

Na volta 35, Stoffel Vandrrone tornava-se na segunda retirada da corrida, e na frente Vettel reclamava e pedia à equipa para que Kimi o deixasse passar. Na volta 39 o finlandês deixou o alemão passar na liderança e todos eles tinham Hamilton atrás, tentando ir o mais longe possível com os pneus que tinha.

Hamilton foi às boxes na volta 43, num jogo onde esperava que não chovesse e pudesse usar o mesmo jogo de pneus até ao fim... meteu ultramoles, mas por esta altura, já se sabia que iria chover. E choveu na volta seguinte, na zona da curva 6, do qual alguns iam devagar na pista, para evitar se despistar. E pilotos como Charles Leclerc já começavam a colocar intermédios.

As voltas seguintes foram de uma enorme confusão. Vettel mantinha-se na frente tentando escapar entre os pingos da chuva, mas atrás havia confusões atrás de confusões. Kimi andava mais lento, mas pagava o preço da velhice dos seus pneus e despistava-se, perdendo o segundo posto para Bottas. Hamilton mantinha-se na pista, mas para piorar as coisas, Vettel perdeu o controlo do seu carro na curva Sachs, batendo no muro e acabando a corrida por ali. E por causa disso, de imediato, entrou o Safety Car.

O Mercedes lá ficou na pista até dez voltas do fim, onde os pilotos ficavam à mercê do tempo. E foi nessa altura que aconteceu uma das manobras mais controversas da corrida, com Hamilton a entender mal uma ordem de equipa para entrar nas boxes. Chegou a fazê-lo, mas abortou a meio, pisando a linha e voltando ao lugar. Algo do qual os comissários decidiram chamá-lo para explicações.

Com o passar dos minutos, a chuva diminuia, o calor fazia evaporar a chuva, e os pilotos trocavam para ultramacios, tentando ser velozes na relargada, que iria acontecer em breve. No regresso, na volta 57, Bottas atacou Hamilton, mas a sua tentativa foi frustrada pela defesa do inglês, para depois receber ordens de Toto Wolff para que Hamilton se mantivesse no primeiro posto. Pois é, as ordens de equipa não é só um "affaire" ferrarista, mas o público não quer saber disso...

Em duas voltas, a diferença entre os Mercedes aumentou para 2.6 segundos, e Raikkonen era terceiro. De uma possível dobradinha Ferrari, agora iríamos ver uma dobradinha da Mercedes. Um presente que os céus alemães ofereceram... e foi bem aproveitada pelos Flechas de Prata.

A parte final da corrida foi a de novas ameaças no céu, mas não passaram disso. Hamilton conseguia uma vitória para os anais da História, vindo de 14º para ser o vencedor e voltar à liderança do campeonato, com Bottas e Raikkonen a acompanhá-lo no pódio, e Verstappen a ser o quarto, na frente de Hulkenberg e os Haas. Marcus Ericsson acabou em nono, dando mais pontos à Sauber, numa corrida onde Charles Leclerc pagou o preço da inexperiência.

Daqui a uma semana, haverá mais corridas no Hungaroring, mas o campeonato continua ao rubro, como todos gostam. Estamos a meio da temporada, mas ninguém pode cantar vitória por esta altura. Hamilton e Vettel continuam a ser candidatos ao pentacampeonato, e nenhuma vitória - ou derrota - é definitiva. 

sábado, 21 de julho de 2018

ERC: Lukyanuk domina em Roma, Magalhães sexto

O russo Alexey Lukyanuk lidera o Rally di Roma Capitale com um avanço de 15,8 segundos segundos sobre o italiano Giandomenico Basso. Quanto a Bruno Magalhães, o atual líder do campeonato europeu é sexto, com um atraso superior a um minuto, numa prova de trás para a frente. 

Depois da classificativa de abertura, onde Nikolay Gryazin foi o melhor, na frente do seu compatriota Alexey Lukyanuk, e Magalhães foi o nono melhor, o rali começou com Gryazin ao ataque, batendo Lukyanuk por 1,4 segundos e o russo a assumir a liderança do rali. Nikolay Gryazin fez o terceiro tempo, a 6,6 segundos de Simone Campedelli, segundo na especial, e desceu a segundo na geral, tendo agora uma desvantagem de 4,7 segundos. Quanto a Magalhães, ele aqui não conseguiu melhor do que o 13º tempo, descendo ao 11º posto da geral. O piloto português gastou mais 26,8 segundos do que Campedelli e estava a 27,1 segundos da liderança do rali.

Lukyanuk foi o mais veloz na especial seguinte, a primeira passagem por Roccasecca-Colle San Magno, e aumentou a sua vantagem para 7,8 segundos sobre Nikolay Gryazin, segundo na especial. Já Magalhães teve uma especial mais positiva para o seu lado, fazendo o sexto melhor tempo e subindo a nono na geral.

No final da manhã, na primeira passagem por Santopadre-Arpino, Lukyanuk ficou ainda mais confortável quando venceu a especial - empatado com Campedelli - ao mesmo tempo que Gryazin perdeu muito tempo devido a problemas no seu Skoda. Magalhães voltou a fazer o sexto tempo e subiu mais uma posição, sendo oitavo neste momento, a 45,5 segundos do comando.

Na parte da tarde, na segunda passagem pelas classificativas da manhã, Lukyanuk foi melhor que Gryazin em 2,5 segundos e via a sua vantagem aumentar para os 32,4 segundos de vantagem para Giandomenico Basso. Magalhães fez o sétimo melhor tempo e subiu a igual posto à geral. Ele foi melhor no sexto troço, sendo o segundo melhor, perdendo apenas para Basso por 0,7 segundos, e subindo para o sexto posto da geral, enquanto Lukyanuk era 3,7 segundos mais lento e fizera o sexto melhor tempo. E claro, na geral, o russo da Ford via Basso a aproximar-se.

No final do dia, Basso venceu na penúltima especial do dia, com Magalhães a ter problemas de motor, com este a desligar-se e a ter de o ligar de novo, perdendo 26,5 segundos, mas a manter o sexto posto. Lukyanuk foi apenas décimo, e viu de novo a sua vantagem reduzir-se para 17,7 segundos para Basso. Na super-especial que terminou o dia, Andrea Crungola foi o melhor, com Magalhães a ser terceiro.

Com os dois primeiros separados por 15,8 segundos, o alemão Fabian Kreim é o terceiro, a 40,4 segundos, mas tem Gregorz Grzyb logo atrás, a 41,8. Paolo Andreucci é o quinto, a 48 segundos, já distante de Bruno Magalhães. Contudo, o seu perseguidor mais direto, o finlandês Juuso Nordgren, está a um minuto e 25 segundos, na frente de Chris Ingram, enquanto a fechar o "top ten"estavam o local António Rusce e o sueco Frederik Ahlin

Amanhã termina o Rally di Roma Capitale, com a realização das últimas sete especiais.

Youtube Rally Crash: Um acidente de Ken Block

De Ken Block espera-se imensa coisa. Apesar das videos das "ghynkhanas", ele compete em ralis, especialmente com os carros da Ford, e uma das suas últimas aquisições tinha sido um Escort Cosworth de 1991. Pois bem, por estes dias, Block participava no New England Forest Rally quando um problema de caixa de velocidades levou a uma saída de estrada da dupla, que fez com que capotasse por duas vezes. 

Sorte momentânea: o Ford Escort Cosworth ficou em cima das rodas. Mas um incêndio não demorou a começar no seu Escort e ele, mais o seu navegador, Alex Gelsomino, tiveram de sair o mais depressa possível e ver o carro a arder diante dos seus olhos.

De facto, as coisas acabaram mal para ele, mas de tantos trambolhões que já mandou ao longo da suas carreira - tem atualmente 50 anos - ele decide fazer das desgraças maneiras de se ver bem na câmara. Um pouco como os Monty Python e o seu "Always Look on the Bright Side of Life"...

Formula 1 2018 - Ronda 11, Alemanha (Qualificação)

Depois de três fins de semana seguidos e uma de descanso, a Formula 1 chega a paragens alemãs. O circuito de Hockenheim tornou-se agora um lugar onde a corrida alemã aparece em anos ímpares, depois de Nurburgring ter desistido de receber a Formula 1 porque as despesas se tornaram demasiado altas. E por causa disso, a nação de Sebastian Vettel e Michael Schumacher, e que tem a Mercedes, apenas recebe a Formula 1 de dois em dois anos. 

Ainda antes dos treinos livres, a Mercedes deu a noticia de que Lewis Hamilton ficará na sua equipa até 2020, com um aumento chorudo no seu salário e a promessa que lutará por títulos até ao final da década, quando tiver 35 anos de idade, e claro, a "silly season" rebentou ali com rumores, um deles falando que Lance Sroll poderia querer ir para a Force India, em busca de um lugar mais competitivo.

Hoje, estava calor, mas ameaçava chuva em Hockenheim. Antes da qualificação, soube-se que Daniel Ricciardo tinha mudado de unidade de potência do seu Red Bull e iria partir do fundo da grelha. E foi com essas condições que os pilotos marcaram cedo os seus tempos. Os Ferrari de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen conseguiram andar na frente, com 1.12,5 para o alemão. E a segur a eles, vinham os Mercedes, com Bottas na frente de Hamilton. E os Red Bull a seguir, praticamente a hierarquia atual. Pouco depois, os Ferrari trocaram de lugar, com Kimi Raikkonen a fazer 1.12,505, e Romain Grosjean conseguiu o quarto melhor tempo, com 1.12,986 e Leclerc dois lugares mais abaixo.

Mas no final da Q1, drama: Lewis Hamilton ficou preso em quarta velocidade e o carro acabou por ficar parado na zona do estádio. Tentou empurrá-lo, mas não foi longe. E apesar de ter tempo para a Q2, o problema é que iria largar do 15º posto... isto, se o problema for apenas hidráulico.

No final da primeira sessão de qualificação, os não-qualificados foram o Force India de Esteban Ocon, o McLaren de Stoffel Vandoorne, os Toro Rosso de Brendon Hartley e Pierre Gasly, e o Williams de Lance Stroll, já que Serguei Sirotkin passou à Q2.

Chegada à segunda parte da qualificação, Ricciardo decidira abdicar de treinar e Bottas foi o primeiro a marcar um tempo, com 1,12,152, sendo mais veloz que os Ferrari e o Red Bull de Max Verstappen. Sauber e Haas continuavam a fazer grandes tempos, apesar de Marcus Ericsson ter saído de pista na zona do estádio. Contudo, quando voltou, o piloto sueco da Sauber largou tanta gravilha que a organização não teve outra chance senão de mostrar bandeiras vermelhas, para limpar a pista.

No regresso à pista, Max Verstappen tinha decidido sair de ultramoles, tentado ver se conseguia fazer um tempo canhão para ir à Q3. Conseguiu 1.12,188, para ser segundo, ficando na frente dos Ferrari. No final da qualificação, o pessoal que estava mais aflito para ir à Q3 tentou a sua sorte, e entre os que ficaram de fora foram o McLaren de Fernando Alonso, o Sauber de Marcus Ericsson, o Williams de Serguei Sirotkin e claro, Ricciardo e Hamilton.

E entre os que passaram, para além dos Ferrari, do Mercedes de Bottas, do Red Bull de Max, estavam os Haas, os Renault, o Sauber de Leclerc e o Force India de "Checo" Perez.

Chegada à última parte da qualificação, e com o pessoal de olho no radar meteorológico para ver se a chuva ainda teria tempo para estragar a qualificação. E Kimi entra com 1.11,880, elevando a fasquia bem alta. A seguir, Vettel melhorou, fazendo 1.11,539. Bottas fez 1.11,709 e entrou entre os Ferrari, enquanto Verstappen ficou atrás, a oito décimos, e a Haas ficava com a terceiro fila da grelha.

Na parte final, Bottas começou com 1.11,416, mas depois Vettel melhora e faz 1,11,212 para ser o poleman na Alemanha. Verstappen faz 1.11,8, mas não foi mais longe que quarto. Pela primeira vez em oito anos, Vettel era pole em casa. 

E assim foi, debaixo de um autódromo em delírio, que Vettel comemorou a sua pole caseira. Mesmo com a chuva a ameaçar - mas a não aparecer - a qualificação foi divertida, mas claro, é apenas metade do trabalho, como já disse Daniel Ricciardo este ano. Amanhã é dia de corrida, e a tarefa da Ferraeri é sair daqui com o máximo numero de pontos possivel e tentar alargar a vantagem que têm sobre Hamilton. E isso também é uma tarefa complicada. 

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A imagem do dia (III)

Uma imagem da última página do álbum "O Forçado das Galés" (Le Galérien), do álbum Michel Vaillant. Desenhado em 1979, vê-se Jean-Pierre Vaillant, irmão de Michel e diretor da equipa Vaillant, a remar como se fosse um escravo, numa espécie de "comic relief". Atrás dele está o criador, Jean Graton, e alguns dos seus colaboradores. Um deles, à direita na imagem e na mesma fila que Graton, é Claude Viseur, Clovis de nome artístico. 

Desenhador belga, ativo desde meados dos anos 60, não só com passagens Jean Graton, e um dos ilustradores mais conhecidos da linha clara franco-belga, e amante de automobilismo, Clovis morreu ontem em Bruxelas, aos 72 anos de idade.

Sobre a sua vida, ele contava a seguinte história: "Quando era pequeno, se desenhasse nos meus cadernos, era castigado. Hoje em dia, sou pago para desenhar. Que melhor poderia pedir?"

A sua aventura profissional começou em 1967 quando entra no Studio Belvision para desenhar cartoons para os programas televisivos de Asterix, Lucky Luke e Tintin. Foi nessa altura que decidiu ser "Clovis", as abreviaturas de Claude Viseur. Sete anos mais tarde, em 1974, entra nos Studios Graton, a convite de Jean Graton, que se dedica aos álbuns de Michel Vaillant, e lá fica até 1981, colaborando em quinze álbuns.

Depois dessa colaboração, começa a desenhar a solo, primeiro fazendo álbuns de tiragem limitada, e depois, dedicando-se à ilustração, especialmente para revistas.

Entre muitos desenhos, fez muitos de Formula 1, Ralis, Endurance ou Turismos, especialmente quando se envolviam pilotos belgas. Recentemente, ajudou na exposição em tributo a Jacky Ickx, em Bruxelas, onde muitos dos seus desenhos ilustravam os carros que o mítico piloto belga guiou ao longo da sua carreira.

A imagem do dia (II)

Já lá vão quinze anos desde este momento bem bizarro na história da Formula 1, e do qual muitos ainda se recordam. E mais do que um episódio, existe também uma história por trás que merece ser contada, antes e depois do momento.

Cornelius "Neil" Horan é um irlandês de Knockeenahone, no County Kerry. O segundo de treze filhos de Katherine e John Horan, foi ordenado padre em 1973 e cedo se tornou conhecido pelas suas excentricidades. Mas não tinha feito nada de especial até aquele dia de julho de 2003, na pista de Silverstone.

Naquele dia, Horan entrou pista dentro com um traje desenhado com as cores da bandeira irlandesa, levando um cartaz onde dizia "para lerem a Bíblia". Meteu-se na trajetória dos carros que vinham na sua frente, em pleno Hangar Straight, a 330 km/hora, provavelmente a querer causar um acidente, mas certamente a chamar a atenção de todos.

O que impediu isto de ser uma reedição do incidente do GP da África do Sul de 1977 foi a intervenção de Stephen Green. Ele era um comissário de pista que entrou no asfalto, simplesmente para o derrubar e impedir de causar males maiores. Conseguiu fazê-lo antes que a policia chegasse e prendê-lo. Horan foi condenado a dois meses de prisão por ter entrado na pista e Green foi condecorado pelo British Racing Drivers Club pela sua bravura.

Contudo, não foi a última vez que o mundo viu Horan. No ano seguinte, interferiu com o andamento da maratona olimpica em Atenas, impedindo o brasileiro Vanderlei de Lima de vencer a competição - acabaria por conseguir a medalha de bronze. E em 2006, durante o Mundial, tentou entrar num dos estádios durante o jogo, mas foi impedido pela policia alemã.

Aos 71 anos de idade, Horan ainda anda por aí, mas ele faz mais "jigs" (uma dança típicamente irlandesa) em programas como "Britain Got Talent" a sua saúde mental é frequentemente criticada, tanto que a igraja católica irlandesa retirou o direito a pregar e a usar as vestes sacerdotais. Mas aquela tarde de julho foi a primeira vez que o mundo viu aquele padre excêntrico. 

Noticias: Vasseur acolheria Kimi na Sauber

Frederic Vasseur, o patrão da Sauber, está aberto a acolher Kimi Raikkonen na Sauber em 2019. Com rumores insistentes sobre uma eventual troca com o monegasco Charles Leclerc, o dirigente francês não se importa de o ter na equipa onde começou a correr na Formula 1, em 2001.

Vasseur disse que a equipa pode lidar perfeitamente com Raikkonen.

"É um problema para os ricos?" ele perguntou. "Eu não me importo, quero ter os melhores pilotos nos meus carros, isso é o mais importante para a equipa, e nenhum sacrifício com desempenho. É muito melhor ter um campeão mundial do que alguém que não ganhou nada", continuou.

Ele acrescentou: "Estou apenas focado no desempenho. O mais importante para mim é ter a melhor formação para o próximo ano e o futuro. Essa é a minha única preocupação".

Contudo, apesar os elogios a Raikkonen, ele acha que António Giovanazzi, piloto de testes da Ferrari e que esteve na equipa em duas provas de 2017, em substituição de Pascal Wehrlein, é o melhor candidato ao lugar.

"É uma sensação boa que Antonio se queira envolver e podemos nos orgulhar, e ele estará na lista com certeza. Vamos fazer juntos alguns treinos livres e é provavelmente a melhor maneira de eu o conhecer e entendermo-nos um ao outro. Fizemos o mesmo no ano passado com o Charles [Leclerc] e foi um bom primeiro passo na colaboração."

Graças à colaboração com a Alfa Romeo, e um sexto posto de Leclerc em Baku, a Sauber já conseguiu este ano 16 pontos, estando no nono posto no campeonato de Construtores.

Noticias: Pneus terão 18 polegadas a partir de 2021

A FIA decidiu esta sexta-feira que as jantes dos pneus passarão dos atuais 13 para as 18 polegadas a partir da temporada de 2021. E que as coberturas para aquecer os pneus passarão a ser proibidas, bem como será reduzida a variedade de pneus para piso seco disponíveis aos pilotos. 

Essa mudança fará com que os pneus sofram alterações significativas, ficando com o perfil mais baixo. E para além disso, os pneus da frente serão mais estreitos, passando dos atuais 305 para os 270 milímetros, enquanto os traseiros aumentarão dos 605 milímetros para os 700 ou 720.

Com essa mudança, as equipas irão ter de alterar completamente o desenho das suspensões e recalcular a distribuição de peso nos bólidos de 2021.

Quanto à abolição dos cobertores térmicos, algo do qual é usado desde meados dos anos 70, a ideia é fazer com que sejam os pilotos a levarem a borracha até à temperatura ideal. E em termos de variedade de pneus, serão reduzidos dos atuais sete para três: moles, médios e duros. Para além dos pneus intermédios e de chuva. 

"Para se estabilizar a uma pressão que proporcione o máximo desempenho, os pneus devem ser capazes de começar a funcionar em pressões frias compatíveis com a obtenção de pressões estabilizadas adequadas", informou a FIA, no seu comunicado oficial.

Para além disso, a FIA irá abrir um concurso para novos fornecedores de pneus para a partir da temporada de 2020, a última com os pneus de 13 polegadas, para no final do mês tomar uma decisão sobre esse assunto.

A FIA nomeará oficialmente o seu único fornecedor e contratará com ele em relação aos competidores para quaisquer considerações esportivas. O detentor dos direitos comerciais do campeonato terá o único direito de contratar com o único fornecedor nomeado, com relação a qualquer direito de associação com o campeonato a ser conferido ao único fornecedor ”, acrescentou.

"O fornecedor de pneus escolhido será informado sobre os 'objetivos que afetam o espetáculo esportivo e estão relacionados à degradação, durabilidade, faixa de temperatura de trabalho ou características de desgaste'", acrescenta a proposta. "A FIA se reservará o direito de alterar estes requisitos uma vez por ano.", concluiu.

A imagem do dia

Há precisamente meio século, acontecia algo raro, e do qual não mais voltaria a acontecer. Um piloto de uma equipa privada, a vencer uma corrida oficial de Formula 1. De uma certa maneira, foi o culminar de muitas vontades e de um espírito inabalável de vitória, bem como as suas paixões pelo automobilismo. E duas dessas vontades eram o de Rob Walker e Jo Siffert.

Em 1968, os dias de glória de Walker tinham desaparecido há muito. Entre 1958 e 1961, tinha vencido por oito vezes, sete dos quais com Stirling Moss ao volante. Tinham dado a primeira vitória à Cooper, em 1958, e a primeira de um motor traseiro, ambos na Argentina. E em 1960, no Mónaco, foi com Moss que venceu no Mónaco, a bordo de um modelo 18 da Lotus. Depois de 1962, quando Moss sofreu o acidente que terminou com a sua carreira, em Goodwood, no Lotus 24 da British Racing Partnership, os resultados de Walker começaram a escassear. Começou a correr com o sueco Jo Bonnier e no final de 1964, surge a segunda personagem desta história: o suíço Jo Siffert.

"Seppi" de apelido, nascera a 7 de julho de 1936 em Friburgo. De origens modestas, mas apaixonado pelo automobilismo, lutou muito para chegar alto na sua paixão. Chegou à Formula 1 em 1962, também como privado, e em 1964, inscreve no GP dos Estados Unidos, a bordo de um Brabham BT11-BRM. Impressionou, acabando a corrida no terceiro lugar, o primeiro pódio da equipa em três anos, e o primeiro pódio de um suíço desde o GP da Alemanha de 1952, com Rudi Fischer ao volante.

A partir de 1966, a Walker Racing era apenas Walker e Siffert como piloto. Era uma boa dupla e Walker acháva-o um dos melhores do pelotão, esperando dar-lhe uma máquina que confirmasse todo o talento de "Seppi". Em 1968, teve essa chance quando arranjou um modelo 49 a Colin Chapman. Era o primeiro Lotus na equipa desde 1962, mas os resultados não apareceram logo. Para piorar as coisas, algumas semanas antes do GP britânico, as oficinas arderam, e perdeu-se todo o seu conteúdo, incluindo o chassis. Chapman deu-lhe um modelo 49B, para ele correr até ao final da temporada, e em Brands Hatch, conseguiu um quarto lugar na grelha de partida, com ele a aguentar até ao fim aos ataques de Chris Amon, no seu Ferrari oficial.

No final, ambos estavam extasiados. Era a primeira vitória de um piloto suíço na Formula 1, e era a primeira vitória de Rob Walker em sete anos. Todo o esforço tinha compensado, pois finalmente, Siffert tinha uma máquina tão boa como aquela que os pilotos da frente tinham. E com máquinas iguais, ele foi o melhor. Era aquilo que pretendia ter.

Até ao final do ano, iria conseguir mais três pontos, uma pole-position e três voltas mais rápidas, ao mesmo tempo que começava a correr pela equipa oficial da Porsche, alcançando o ponto alto da sua carreira. Ambos continuariam juntos até 1969, com mais dois pódios, antes de ele ir para a March e depois, BRM. Quanto a Walker, o seu esforço foi até 1971, quando se aliou a John Surtees, mas antes, acolheu Graham Hill e correu com os modelos  49 e 72 da Lotus.

Três anos depois, no mesmo circuito, "Seppi" teve um final trágico. Durante a Victory Racing, organizada para celebrar o campeonato de Jackie Stewart, perdeu o controle do seu BRM, depois de ter sido tocado por Ronnie Peterson, e morreu preso e sufocado pelos fumos do incêndio que tinha começado. Tinha 35 anos de idade.

Youtube Formula One Classic: O GP da Grã-Bretanha de 1968


Há precisamente meio século acontecia em Brands Hatch o GP da Grã-Bretanha. A corrida ficou marcada pela vitória de Jo Siffert, a última de um piloto privado na Formula 1. O piloto suíço corria num Lotus 49, e andou boa parte da prova em duelo com o Ferrari de Chris Amon, que terminou no segundo lugar, com Jacky Ickx a ficar com o lugar mais baixo do pódio.

Hoje coloco aqui uma raridade: a corrida na sua integra, tal como os telespectadores teriam visto nas suas televisões naquela tarde de há meio século. A realização da BBC mostrava a corrida em todos os seus ângulos, numa realização irrepreensível. Caso queiram perder duas horas, no final do dia, para ter um vislumbra do passado, eis aqui a chance.

GP Memória - Grã-Bretanha 2003

Duas semanas depois de terem corrido em Magny-Cours, a Formula 1 estava em terras britânicas para aquela que iria ser a 11ª prova do ano. Com Michael Schumacher oito pontos na frente de Kimi Raikkonen, ele esperava que esta corrida servisse para alargar um pouco mais essa vantagem para alcançar o sexto título mundial. Mas Kimi Raikkonen não pretendia desistir, apesar das contrariedades, e os Williams-BMW espreitavam uma chance para chegar ao comando, especialmente depois de Ralf Schumacher ter vencido as duas últimas corridas até então. 

No final da qualificação, o melhor foi um Ferrari... mas foi o de Rubens Barrichello. Conseguiu ser mais veloz em 172 centésimos de segundo sobre Jarno Trulli, da Renault, enquanto Kimi Raikkonen foi o terceiro, com Ralf Schumacher a ficar logo a seguir, a 518 centésimos de segundo. Quatro marcas diferentes nos quatro primeiros lugares.

Michael Schumacher era o quinto, na frente de Cristiano da Matta, no seu Toyota, enquanto Juan Pablo Montoya ficava com o sétimo melhor tempo, no segundo Williams, na frente de Fernando Alonso, no segundo Renault. Jacques Villeneuve, no seu BAR-Honda, e Antônio Pizzonia, no Jaguar-Cosworth, fechavam o "top ten".

Jenson Button acabaria por não marcar um tempo e largaria de último na grelha.

Na partida, Barrichello largou mal e caiu para terceiro, superado por Trulli e Raikkonen, com os irmãos Schumacher a seguir, no quarto e quinto postos no final da primeira volta. As coisas ficariam assim até que na sexta volta, David Coulthard viu um pedaço do seu encosto de cabeça a voar quando fazia a curva Copse, obrigando-o a ir às boxes para o substituir e causa a primeira situação de Safety Car.

No regresso da corrida, Barrichello aproximou-se de Raikkonen até o passar na volta onze para ser segundo. Mas na volta seguinte, o insólito aconteceu quando o padre irlandês Neil Horan invadiu a pista com cartazes bizarros sobre a Bíblia. Um comissário de pista decidiu tirá-lo do asfalto antes que algo de grave se pudesse passar, e o Safety Car entrou de novo em cena.

Boa parte do pelotão decidiu ir às boxes para reabastecer, e os Toyota, que decidiram ficar na pista nesse momento, lideravam a corrida quando este retomou a sua marcha. Raikkonen passou Trulli quando saíram das boxes e pouco depois, também passava Coulthard para ser terceiro, indo atrás dos Toyotas. A mesma coisa fazia Barrichello, especialmente depois de ter passado Ralf Schumacher, que tinha atuado como tampão para o tentar fazer perder tempo na sua busca pela liderança.

Barrichello apanhou Panis na volta 27, e duas voltas depois, Da Matta foi às boxes para o seu reabastecimento, deixando Raikkonen no comando. Este ficou por lá até que na volta 35, foi reabastecer pela segunda vez, cedendo o comando ao brasileiro da Ferrari. Barrichello parou na volta 39, na sua vez de reabastecer e cedendo o comando ao finlandês da McLaren, mas quando voltou à pista, estava em cima do finlandês e o pressionou até este cometer um erro e ceder o comando a ele.

A partir dali, Barrichello afastou-se de Raikkonen e da concorrência, até acabar a prova no lugar mais alto do pódio, enquanto atrás, o finlandês foi apanhado pelo Williams de Montoya para ser segundo, com Raikkonen a ficar no lugar mais baixo do pódio. Michael Schumacher foi quarto, na frente de David Coulthard e de Jarno Trulli, e nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Toyota de Cristiano da Matta e o BAR de Jenson Button.

GP Memória - Grã-Bretanha 1963

Duas semanas depois de terem corrido em Rouen, a Formula 1 atravessava o Canal da Mancha para participar no GP da Grã-Bretanha, que fazia o seu regresso a Silverstone, depois de dois anos de ausência do calendário. 

Havia alguns debutantes na lista de inscritos para a corrida britânica, que largaram a lista de inscritos para 23. Dois deles eram pilotos de motociclismo: Mike Hailwood, que tentava a sua sorte num Lotus-Climax da Reg Parnell Racing, e Bob Anderson, que iria correr a bordo de um Lola da DW Racing Enterprises.

Na Scirocco, finalmente havia um segundo carros para Ian Burgess, e iria correr ao lado de Tony Settember. Em contraste, quem deveria ter aparecido em Silvertone era a ATS, mas os carros de Phil Hill e Giancarlo Baghetti não ficaram prontos a tempo.

No final da qualificação, Clark fez a pole-position, com Dan Gurney, no seu Brabham, e Graham Hill, no seu BRM, logo a seguir. Jack Brabham era quarto, na frente de John Surtees, na sua Ferrari. Bruce McLaren era o sexto, no seu Cooper-Climax, seguido do seu companheiro de equipa, Tony Maggs, do BRM de Lorenzo Bandini - o melhor dos privados - e a fechar o "top ten" estavam o BRM oficial de Richie Ginther e o segundo Lotus de Trevor Taylor.

Na partida, Clark largou mal e viu Brabham e Gurney ficar com os primeiros lugares. O escocÊs era quinto, atrás de McLaren e Hill, mas ao fim de quarto voltas, o escocês já os tinha passado e estava no comando da corrida. McLaren iria desistir pouco depois, com o motor Climax avariado, e na volta 27, era a vez de Jack Brabham encostar de vez, também devido a um motor rebentado. Hill era terceiro, mas cedo o seu lugar foi ameaçado pelo Ferrari de Surtees.

Gurney tentava acompanhar Clark no segundo posto, mas na volta 59, o seu motor também explodiu e viu o resto da corrida das boxes. Com isso, o escocês estava confortável a caminho da vitória, o que acabou por acontecer. Mas na última volta, houve drama, quando Hill ficou sem combustível no seu BRM e perdeu o segundo posto para Surtees. trocando de lugares com a bandeira de xadrez.

Com os três primeiros definidos e Clark a ser celebrado pela multidão, com Colin Chapman a seu lado, nos restantes lugares pontuáveis ficaram os BRM de Richie Ginther e de Lorenzo Bandini - este sendo da Scuderia Centro Sud, e a fechar, o Lotus-BRM do americano Jim Hall.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Rumor do Dia: Stroll a caminho da Force India?

Lance Stroll poderá estar a caminho da Force India. No fim de semana alemão, e ao mesmo tempo que a Mercedes confirmou a extensão do contrato de Lewis Hamilton até 2020, correm rumores de que o canadiano de 19 anos, atualmente na Williams, poderá ir para a equipa de Vijay Mallya, no lugar de Sergio Perez, que está de malas aviadas para a Haas. 

Segundo conta a Autosport britânica, a ida para a Force India poderia significar um assento mais competitivo que a Williams, a lutar nesta temporada contra a falta de competitividade no seu carro, especialmente por causa dos problemas de arrasto aerodinâmico. Para além disso, a possivel injeção de dinheiro vinda da família Stroll poderia ajudar as finanças da equipa, do qual todos sabem que está à venda. Mas também poderia servir para atrair a Mercedes para criar uma espécie de "equipa B", da mesma forma que o Grupo FCA fez à Sauber, através da Alfa Romeo.

Stroll não confirmou os rumores, mas disse em Hockenheim que deseja ter bons resultados dentro em breve. 

"Eu não vou entrar em detalhes sobre esse filho de coisas, eu estou realmente apenas focando em todo fim de semana - onde eu estou agora, as corridas", começou por dizer. 

"Há muita coisa a acontecer. Neste momento, acho que há muitos negócios inacabados na Fórmula 1. Eu tive alguns destaques surpreendentes como um novato, na temporada passada, e alguns momentos difíceis também, que esperava encontrar no meu ano de estreia.

"Este ano, eu acho que estamos muito chocados com o desempenho do carro e onde estamos. Então eu não acho que é hora de terminar esta ligação, não desta maneira.", concluiu.

Nesta temporada, Stroll têm apenas um oitavo lugar em Baku como melhor resultado, e a Williams é a última no campeonato de Construtores, com apenas quatro pontos.

CNR: Hyundai convida Basso no Vinho da Madeira

A Hyundai Portugal anunciou que o italiano Giandomenico Basso irá correr num dos seus carros no Rali Vinho da Madeira, em substituição de Carlos Vieira, acidentado no Rali Vidreiro e ainda em recuperação no Hospital Universitário de Coimbra. Basso vai ser um dos dois estrangeiros que participará no Rali madeirense, a bordo de um Hyundai i20 R5.

Basso, de 44 anos e detentor de um vasto palmarés - campeão do IRC em 2006, campeão europeu em 2006 e 2009, campeão italiano em 2007 e 2016 - é um nome que vai prestigiar a prova, pois é, juntamente com Andrea Aghini, o piloto que venceu mais vezes na "Pérola do Atlântico". Ambos têm quatro vitórias, e claro, ele lutará pelo triunfo contra uma forte concorrência nacional.

Para Sérgio Ribeiro, o CEO da Hyundai Portugal, foi uma escolha fácil, ainda mais quando o piloto italiano aceitou o convite. “A ligação afetiva que a Hyundai Portugal tem com a sua equipa de pilotos fez com que, neste caso, tomasse esta decisão em conjunto com o Carlos Vieira, sendo muito fácil chegar a um imediato consenso sobre o nome do Giandomenico Basso”, explicou. 

Carlos Vieira conta também como foi fácil o processo: “Sou admirador de Giandomenico Basso, um piloto de ralis muito rápido, particularmente em superfície de asfalto. Foi por isso uma excelente solução que encontrámos para correr no meu lugar no Rali Vinho Madeira, até pelo seu palmarés na prova”. 

O Vinho da Madeira, sétima prova do Nacional de Ralis, vai na 59ª edição e acontecerá entre os dias 3 a 5 de agosto, todo em asfalto.