Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Os capacetes dos pilotos no Mónaco

Esta quarta-feira, alguns dos pilotos que vão competir no Mónaco mostraram os seus capacetes especiais para esta corrida. Se para imensos "petrolheads", a escolha de Jean-Eric Vergne conquistou-lhes o coração, outros tiveram escolhas mais interessantes ou... de gosto mais duvidoso.

Comecemos com Fernando Alonso. Ano passado, caso se recordam, andou com um capacete dourado, e este ano, parece que voltou a repetir a façanha de um capacete branco e dourado, onde coloca um puzzle, em que cada peça significa as suas vitórias ao longo de uma carreira que em agosto irá completar dez anos, na Hungria. Atrás, duas peças em particular: os seus dois campeonatos. Mas também podem ser as suas vitórias no Principado, que venceu em 2006, com o Renault, e em 2007, com o McLaren.

Depois temos o capacete de Lewis Hamilton, onde na parte de trás se mostra com a sua namorada e o seu "bulldog", o Roscoe, no cenário do Mónaco. Muitos consideram como o pior de todos, mas gostos não se discutem, digo eu.

Outro capacete interessante é o de Sebastian Vettel, que decidiu também homenagear Mónaco e Monte Carlo, com o Casino, as corridas do passado (creio que seja a prova de 1960 ou de 1961, ambos ganhos por Stirling Moss...) e uma "pinup"? Bom, ao menos sabe reconhecer o passado.

O mais interessante é o capacete de Romain Grosjean, onde se vê como um jogador de "poker", com o jogo de cartas escondido na mão, fazendo com que todos esperem... o inesperado. Piadas em cinco, quatro, três, dois, um...

Sergio Perez também vai ter o seu capacete diferenciado, homenageando Mónaco com as suas cores nacionais, umas cartas e umas mulheres nuas. Enfim... veremos se isso lhe dará um pulo na classificação geral.

Para finalizar, Daniel Ricciardo decidiu também fazer um desenho do Mónaco, colocando uma foto do seu porto de abrigo.

Deverão aparecer mais um ou outro desenho por aí amanhã, nos treinos livres. Veremos.

Youtube Motorsport Onboard: uma volta no chuvoso Nordschleife

Esta vai ficar na memória de muita gente. O Nurburgring Nordschleife é um circuito desafiador, sem dúvida. Jackie Stewart não o chamou de "Inferno Verde" por acaso, e muito poucos são os que conseguem andar a fundo num circuito com mais de cem curvas, que se estendem ao longo de 23 quilómetros.

Contudo, há excepções. No domingo, dia das 24 Horas de Nurburgring, o piloto Leh Keen estava a bordo do seu Porsche 911 GT3 R, debaixo de chuva intensa e já de noite, com o nevoeiro a ameaçar interromper a corrida. E mesmo com essas condições infernais, Keen decidiu fazer esta volta ao Nordschleife, arriscando literalmente o seu pescoço. E este foi o resultado, gravado na câmara que tinha incorporado no seu capacete.

Pouco depois, a corrida ficou interrompida por nove horas (!) devido ás más condições atmosféricas. Mas ele já tinha dado o seu espectáculo.

Noticias: Vergne homenageia Cevért no Mónaco

Tenho que tirar o chapéu a Jean-Eric Vergne. Sempre que pode, quando corre no Mónaco, tenta homenagear algum piloto francês do passado. Em 2012, ele pintou um capacete em tributo a Jean Alesi, quando este corria ao mesmo tempo as 500 Milhas de Indianápolis, e este ano decidiu homenagear Francois Cevért, numa altura em que se comemoram os 40 anos da sua morte.

"Eis o meu capacete para o Mónaco, em tributo a Francois Cevért", escreveu na sua página de Facebook.

Para quem não sabe, Francois Cevért nasceu em 1944 em Paris e correu na formula 1 entre 1970 e 1973, sempre pela Tyrrell. Jean-Pierre Beltoise era o seu cunhado (casou-se com uma das suas irmãs) Foi companheiro de equipa de Jackie Stewart e apesar de ter tido treze pódios e duas voltas mais rápidas, só venceu uma vez, o GP dos Estados Unidos em 1971, no circuito de Watkins Glen. Ironicamente, seria o local onde iria morrer, dois anos depois, a 6 de outubro de 1973, aos 29 anos de idade.

Noticias: Raikkonen revela ofertas de duas equipas para 2014

O regresso de Kimi Raikkonen à Formula 1, no inicio de 2012, está a ser um sucesso. Depois de uma temporada e meia na Lotus, com duas vitórias, três voltas mais rápidas e onze pódios até agora, Raikkonen, de 33 anos, tem a sua cotação em alta. Tão em alta que para 2014, a sua presença é vista em algumas equipas como a Red Bull, como substituto de Mark Webber.

Numa entrevista à Autosprint italiana, o piloto revelou que tem pelo menos duas propostas para continuar a competir em 2014: “Depende. Diria que tenho duas, mas na Formula 1 nunca se sabe”, começou por afirmar. “Estou aqui a tempo o bastante para saber que a única coisa que importa é encontrar uma situação adequada para mim”, completou.

Quase ao mesmo tempo, o seu agente e amigo Steve Robertson afirmou no jornal finlandês "Turun Sanomat" que o bom desempenho de Kimi nas duas últimas temporadas o transformou num piloto altamente solicitado para 2014. “Kimi tem feito um trabalho brilhante com a Lotus, por isso não é nenhum segredo que, no momento, ele é o piloto mais solicitado para o próximo ano”, começou por afirmar. 

Sabemos o bom trabalho que um piloto está a fazer no momento em que uma equipa começa a falar do próximo ano. Não estou dizendo que existem outras equipes interessadas, mas, sem dúvida, um piloto tão competitivo como Kimi sempre chama a atenção de todas as melhores equipas do pelotão”, concluiu. 

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Rumor do dia II: Honda poderá adquirir instalações da Cosworth

Quase uma semana depois de ter anunciado o seu regresso à Formula 1, a Honda já está em terras inglesas à procura de um sitio onde possa desenvolver os seus motores. E se a McLaren irá dar-lhe uma ajudinha, a marca japonesa poderá querer algo mais. A revista alemã "Auto Motor und Sport", na voz do seu jornalista Michael Schmidt, falam que eles poderão estar de olho às instalações da Cosworth.

Rumores se referem às propriedades da Cosworth”, refere a revista.

É certo que a Cosworth não desenvolveu motor para 2014 e neste momento só fornece uma equipa, a Marussia. Com esta à procura de motor - fala-se da Ferrari - não se sabe se a marca irá continuar a fabricar motores de competição. Assim sendo, o interesse da Honda poderá servir para agilizar tempo, instalações e alguma mão de obra para que tudo esteja pronto em 2015.

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana têm como destaque o mais recente rali do campeonato nacional, bem como o WTCC, uma entrevista a um dos candidatos à presidência da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), e ainda se fala da polémica dos pneus na Formula 1.

Se no caso do Rali Cidade de Guimarães, pode-se dizer que Bernardo Sousa foi "O Último a Rir", já no caso de Salzburgo houve "Polémica no WTCC". E quanto a Manuel Mello Bryner, atual vice-presidente da federação e agora, um candidato à presidência, o que faz no jornal é para dar uma entrevista, onde "Esclarece Polémicas e Aponta Futuro da FPAK".

E já há quem tenha visto "Rush"!

"Rush", o filme de Ron Howard que fala sobre a temporada de 1976 e da luta entre Niki Lauda e James Hunt, só estreará a 13 de setembro nas salas de cinema um pouco por todo o mundo, mas aos poucos, algumas pessoas estão a ter um acesso privilegiado ao filme, em sessões de projeção privadas, e aparentemente, as impressões são positivas. E isso está a fazer crescer as expectativas, à medida que o dia da estreia se aproxima.

No passado dia 16, um desses privilegiados foi o jornalista britânico Will Buxton, que estava em Indianápolis a acompanhar a qualificação para as 500 Milhas, e teve uma sala de cinema só para ele para ver o filme. E as impressões sobre o filme, contou-as na sua página do Twitter: "Rush é tudo o que podes imaginar e muito mais. Bonito e brutal. Estou espantado".

Depois continuou: "A ação é tremenda. Está muito bem filmado, muito bem escrito. O "cast" está perfeito, e o filme flui tremendamente. O final deixou-me em lágrimas. Hemsworth (Chris Hemsworth, o ator que faz de James Hunt) é brilhante, mas é uma personagem secundária. As pessoas irão ver por ele, mas não vão esquecer Bruhl (Daniel Bruhl, o hispano-alemão que faz de Niki Lauda). Bruhl não atua: é Niki Lauda encarnado. Uma performance digna de Óscar. É o seu filme,é a sua história. E é fenomenal", conclui. 

Contudo, o jornalista avisa: "Existirão alguns elementos que irão chatear os aficionados, mas foram feitos de modo a dar uma versão mais poética da coisa". Por mim, só espero que não distorçam a história...

Aos poucos e poucos, à medida que se sabe de algumas coisas sobre as pessoas que já viram o filme em antecipação, poderemos estar a caminho de ver o melhor filme de sempre sobre automobilismo. Veremos.

Rumor do dia: Toro Rosso pode ter motores Renault em 2014

O jornal "Sport Bild" anuncia na sua edição de hoje que a Toro Rosso poderá anunciar no fim de semana do GP do Mónaco que irá ter motores Renault na próxima temporada, terminando um acordo com a Ferrari que data desde 2007. Desconhece-se a duração do contrato, mas presume-se que aconteça até ao final do contrato com a Red Bull, que termina em 2016.

Caso isso aconteça, isto poderá fortalecer a ligação entre ambas as equipas, que estando em lugares diferentes (a Red Bull na localidade britânica de Milton Keynes, a Toro Rosso na cidade italiana de Faenza), poderão ter mais elementos em comum para poder comparar os seus chassis e ter uma colaboração ainda maior.

Para a Renault, poderá ser uma excelente noticia, na mesma altura em que eles poderão perder a Lotus, a favor da Honda. É que o alto preço que cobram pelos seus motores - cerca de 25 milhões de euros - faz com que a equipa de Brackley procure alternativas, já que para eles, este motor é muito caro para o seu orçamento. E como já foi dito há uns dias, poucas são as equipas que estão dispostas a pagar muito para ter os novos motores 1.6 Turbo em 2014.

E quanto à Ferrari, não deverá chorar muito a perda da Toro Rosso, já que muito provavelmente irá ter a Marussia como cliente, já que esta é a única que têm motores Cosworth, e tem como piloto o francês Jules Bianchi, que faz parte do programa de desenvolvimento de pilotos da Scuderia.

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Vende-se: camião da Ferrari

Há quase dois anos, falei de um pequeno motorhome que pertenceu à Lotus do qual estava à venda. Agora hoje, descobri no fabuloso site WTF1 a noticia de um rebocador - ou como dizem os brasileiros, "caminhão-cegonha" - de 1969, da Carrozeria OM, que está à venda no site "Memento Exclusives".

Segundo o que se conta no site, o camião esteve ao serviço da marca entre 1969 e 1980, levando carros de Formula 1 que foram corridos por pilotos como Chris AmonJacky Ickx, Clay Regazzoni, Arturo Merzário, Niki Lauda, Carlos Reutemann, Jody Scheckter ou Gilles Villeneuve, entre outros. Para além disso, levou também carros de Sport-Protótipos, como o 512. O camião está agora no Japão e seu estado pode não ser aparentemente dos melhores, mas nada como uma boa restauração para o colocar na sua condição original.

O preço está sob consulta, mas tenho a certeza que algumas pessoas devem estar neste momento a considerar vender ou a casa, ou o carro, ou algum rim para poder ter uma coisa daquelas. Ou os três juntos... em suma, é um belo pedaço de história da Formula 1 que está à venda.  

Noticias: Mercedes confirma Paddy Lowe

Seis meses depois de ter abandonado a McLaren, Paddy Lowe foi hoje conformado como o mais novo membro da AMG Mercedes, e irá começar a trabalhar no próximo dia 3 de junho em Brackley, a casa da equipa de Formula 1, no cargo de Diretor Executivo, ocupado com a parte técnica. Ele estará ao mesmo nível que Christian "Toto" Wolff e Niki Lauda (este de forma não-executiva) e de Ross Brawn.

"Estou animado e ansioso para fazer parte de uma organização técnica altamente talentosa e capaz. A equipa produziu, provavelmente, o carro mais rápido da temporada de 2013, ao mesmo tempo que os desafios técnicos dos novos regulamentos para 2014 nos darão a oportunidade de maximizar as sinergias disponíveis e esse é um desafio que eu gosto. Tenho trabalhado em estreita colaboração com a Mercedes-Benz, há quase 20 anos, e admiro profundamente o compromisso da empresa com a Formula 1, pelo que espero muito sucessos nos próximos anos", referiu Lowe.

Ross Brawn declarou: "Estou feliz por acolher Paddy na nossa equipa e começar a trabalhar junto com ele. Ele tem um grande curriculo de sucesso neste desporto e seria um trunfo para qualquer um dos nossos rivais no pitlane.”, começou por dizer no comunicado da equipa. 

"Não é segredo nenhum que cada equipa está em busca de um equilibrio entre as ações deste ano e do próximo. Mas, talvez seja menos óbvio que teremos grandes mudanças para as temporadas de 2015 e 2016, como o desenvolvimento de uma nova geração de carros. Para corresponder a essas circunstâncias, uma equipa que queira ser bem-sucedida, necessita de um plantel suficientemente forte. A chegada de Paddy vai fortalecer ainda mais nossa organização e nos colocará numa forte posição para o futuro”, concluiu.

Fala-se que a entrada de Lowe poderá significar o esvaziamento de poderes por parte de Ross Brawn como diretor técnico, o que poderá indicar uma saída num futuro próximo. Mas isso ainda está longe de uma confirmação.

Youtube Grand Prix Classic: A ameaça dos pilotos ao GP belga

Faz hoje 40 anos que decorreu o GP da Belgica, no circuito de Zolder. Em 1973, a pista situada na parte flamenga do país estava a estrear-se no calendário do mundial, depois de Spa-Francochamps ter sido excluido do calendário (só voltaria em 1983) e de terem ido corroer em Nivelles, uma pista que não impressionou muita gente. 

Mas o que poucos sabem é que, por muito pouco, a corrida esteve para não se realizar. Uma semana antes, os organizadores decidiram colocar uma nova capa de asfalto, que quando os carros começaram a passar por lá, este quebrou em diversos pontos da pista. E o pessoal da GPDA (Grand Prix Drivers Association) liderado por Jackie Stewart e Emerson Fittipaldi, ameaçou que não iriam correr no domingo, se não fizessem as devidas reparações. E Francois Cevért, companheiro de Stewart na Tyrrell e outro dos membros da GPDA, não se coibiu de ameaçar um dos organizadores com um ultimato.

Este parte do filme tem apenas 40 segundos, mas demonstra até que ponto a corrida belga esteve para ser cancelada e como eram as coisas há 40 anos. 

WTCC 2013: Salzburgring (Corridas)

Duas semanas depois da Hungria, o WTCC tinha duas corridas em Salzburgring, uma veloz pista em terras austríacas. Uma pista onde a Honda sabia que iria ter dificuldades em relação à velocidade de ponta e ao desgaste dos pneus. E depois do incidente de ontem, com a "sabotagem", era mais uma coisa do qual a equipa tinha de lidar, pois os seus carros partiriam das últimas filas da grelha.

Na primeira corrida, Michael Nykjaer era o "poleman" e ficou com esse lugar até à bandeira de xadrez, suportando os ataques de James Nash. Yvan Muller, um dos pilotos penalizados, conseguiu recuperar vários lugares com o seu Chevrolet Cruze, subindo do 13º posto para o terceiro lugar ao final, terminando a corrida colado aos dois primeiros e depois de passar o marroquino Mehdi Bennani.

Quanto a Tiago Monteiro, ele conseguiu apenas o 13º posto, atrás de Gabriele Tarquini e na frente de Norbert Mischelisz, que também fez uma corrida de recuperação.

Para a segunda corrida, as coisas estavam mais fáceis. Grande parte dos pilotos mantiveram a classificação, pois a penalização apenas tinha sido para a primeira corrida, e o melhor foi James Nash, que conseguiu aguentar Yvan Muller, que mais uma vez fez uma grande corrida de trás para a frente e chegou ao segundo posto, conseguindo passar os Honda de Mischelisz e de Tiago Monteiro. Michael Nyaker foi o quinto, enquanto que Gabriele Tarquini conseguiu recuperar até ao oitavo posto final.

Com isto, Muller está na frente com 198 pontos, mais oitenta que Gabriele Tarquini, e mais 90 que James Nash, o terceiro classificado. Tiago Monteiro é o décimo, com 60 pontos. A próxima jornada dupla do WTCC vai ser a 9 de junho, em Moscovo.

Domingo, 19 de Maio de 2013

Youtube Formula 1 Testing: Michael Schumacher no Nordschleife

Começou há pouco as 24 Horas de Nurburgring, mas antes disso, viu-se pela primeira vez em seis anos um carro de Formula 1 a rolar no desafiador traçado do Nurburgring Nordschleife. Michael Schumacher, num carro de 2010, foi andar no traçado de 23 quilómetros e mais de 130 curvas, numa espécie de agradecimento aos fãs alemães. 

Pelo video, aquilo foi mais passear pelo circuito do que propriamente marcar um tempo, mas o que conta é ver um carro de Formula 1 a andar por ali, já que não correm mais em termos competitivos desde 1976.

Youtube Touring Comedy: A caricata penalização de Salzburgring

Ontem aconteceu uma coisa que provavelmente nunca aconteceu numa qualificação de Turismos. Imaginem que tu não tens velocidade de ponta suficiente e precisas que alguém te faça num "cone de ar" para ver se melhoras os teus tempos. Tudo bem, certo? Pois bem, agora imagina que a concorrência topa o teu truque e decide boicotar a brincadeira, o que dá? Este video que estão a ver.

Os organizadores ficaram furiosos e decidiram castigar esta manobra, penalizando toda a gente envolvida nisto. Depois de uma deliberação de três horas, a "caravana" envolvendo Tom Chilton, Gabriele Tarquini, Yvan Muller, Tiago Monteiro, Pepe Oriola, Alex MacDowall, Rob Huff, Norbert Michelisz, Tom Coronel e James Nash foram multados e relegados para o final da grelha de partida. Monteiro, por exemplo, foi multado em três mil euros e relegado para o final da grelha de partida. Mas o mais prejudicado foi Gabriele Tarquini, que pagou o dobro da multa e foi obrigado a partir do fim... nas duas corridas.

Por causa disso, o dinamarquês Michael Nyaker herdou a pole-position para a primeira corrida. E quanto ao vídeo, como costumo dizer: cómico, se não fosse trágico.

Sábado, 18 de Maio de 2013

CPR: Bernardo Sousa foi o melhor no Rali de Guimarães

Depois do Rali de Portugal e o Rali dos Açores, o Campeonato Português de Ralis (CPR) regressou para um rali de asfalto, feito num só dia, à volta de Guimarães. Entre Fafe e Guimarães, pode ser uma distância curta em termos geográficos, mas em termos de tempo e calendário  foi um mundo inteiro de diferença pois passaram quase três meses, desde o Rali Serras de Fafe.

E passado esse tempo, houve muitas mudanças em termos de carro. Em Fafe, apenas Pedro Meireles tinha um Skoda Fabia S2000, contra o Peugeot 207 S2000 de Bernardo Sousa. O piloto da Madeira continua com o carro, mas pelo meio foi buscar um Ford Fiesta RRC para o Rali dos Açores e pretendia continuar assim para o resto da temporada. Mas quando disseram que os RRC não iriam pontuar para o campeonato,  Sousa manteve o Fiesta, mas na versão S2000. 

Pelo meio, o campeão nacional, Ricardo Moura, decidiu mudar do Mitsubishi Lancer Evo IX para um Skoda Fabia S2000... e compensou. Depois de ter sido terceiro classificado - e melhor português - "em casa", decidira continuar com o carro para o resto da temporada, tentando o bicampeonato, fazendo com que, por agora, existissem três S2000 neste campeonato, com a possibilidade de pilotos como Bruno Magalhães e Miguel Campos de conseguir mais carros desse género.

Atrás, havia alguns veteranos que apareciam por aqui para tentar uma surpresa. Adruzilio Lopes, que deu nas vistas nos (já distantes) anos 90, com o mítico Peugeot 306 Maxi, vinha correr com o Subaru Impreza R4, enquanto que outro veterano, José Pedro Fontes, iria correr noutro Subaru Impreza WRX. 

Mais interessante seria ver José Janela, que iria aparecer no Rali Cidade de Guimarães com um... Porsche 911, para a classe GT, algo inédito até agora.

Num fim de semana de maio anormalmente marcado pelo frio e chuva, máquinas e pilotos esperavam um dia muito complicado, a prova começa com Bernardo Sousa a ser o mais veloz, 2,7 segundos mais velozes do que Miguel Campos e cinco segundos mais velozes do que Ricardo Moura. Adruzilio Lopes, mais experimentado nestas coisas, era o quarto classificado.

Com o avançar da manhã, Sousa parecia gerir a liderança... até chegar a terceira especial. Ali, Ricardo Moura terminava as suas hipóteses ao levar um toque e arrancar a roda traseira esquerda. Bernardo Sousa podia ter menos concorrência, mas na quarta especial, ele também tinha problemas, tocando também com o carro e perdendo tempo, caindo para o quarto posto da geral, que assim caia ao colo de Pedro Meireles.

Mas na especial seguinte, a quinta, este teve problemas, não conseguindo trocar os pneus a tempo e tendo uma penalização de 55 segundos. Com isso, a liderança ia para Adruzilio Lopes, que usando a sua veterania para alcançar uma liderança que à partida seria complicada.

As coisas complicaram-se ainda mais para Pedro Meireles na sexta especial, quando sofreu um acidente e o seu carro bloqueou a estrada o suficiente para que esta fosse neutralizada. Isso foi aproveitado por Bernardo Sousa para apanhar Adruzilio Lopes e o passar na especial seguinte, de modo tão surpreendente que provavelmente, o resultado poderia dar brado. Nas duas especiais seguintes  Lopes foi o melhor, mas Sousa ficou logo atrás, para gerir a vantagem, que se situava agora nos 25,5 segundos.

A partir daqui, a grande tarefa de Bernardo Sousa era de levar o carro até ao fim, mesmo sabendo nas condições do carro, especialmente a sua roda traseira direita. Reforçada com uma cinta, a cada troço, Sousa venceu depois as duas últimas classificativas dia. E no final da Power Stage, Sousa foi o melhor, conseguindo assim a sua segunda vitória neste campeonato, e a conseguir o máximo de pontos possíveis  conseguindo consolidar a sua liderança e rumar ao bicampeonato.

Adruzilio Lopes foi o segundo, e a fechar o pódio ficou o Renault Clio S1600 de João Barros, que aproveitando as desistências, averbou um ótimo terceiro lugar, bem como a vitória na CPR2. Diogo Gago, no Citroen C2, foi o quarto, na frente de Miguel João Barbosa, no Mitsubishi Lancer Evo IX.