quinta-feira, 25 de abril de 2019

Formula E: Félix da Costa luta pelo campeonato em Paris

Com sete vencedores diferentes em sete provas, o campeonato da Formula E é um dos mais equilibrados de sempre, e com os nove primeiros do campeonato atualmente separados por apenas doze pontos, prevê-se mais uma empolgante corrida este fim-de-semana em Paris, a oitava corrida do campeonato, segundo da ronda europeia.

Num circuito de 1900 metros à volta do monumento do Les Invalides, o grande objetivo de António Félix da Costa, piloto da BMW Andretti, é a regularidade, pois estes pontos serão decisivos para a luta pelo título de pilotos. Mas claro, um pódio ou mesmo a vitória é algo que não descarta, apesar de na qualificação, partir do Grupo 1, que limpa a pista e normalmente é mais dificil alcançar a SuperPole.

"Paris é uma pista que todas as equipas já conhecem do passado, pelo que todos os detalhes farão a diferença e sobretudo a gestão de energia em corrida. Sendo segundo no campeonato voltamos a estar no grupo 1 da qualificação, mas resta-nos dar o melhor possível e acreditar que face às condições meteorológicas que se esperam, esse factor não seja tão penalizador como nas corridas anteriores, onde claramente houve uma desvantagem muito grande perante os restantes grupos. O objetivo é claro, fazer bons pontos e procurar quem sabe lutar por um pódio, mantendo-me na luta pelos lugares da frente do campeonato!", analisou o jovem luso, no comunicado oficial da equipa.

O ePrix de Paris acontecerá este sábado, com a qualificação a acontecer pelo meio-dia, e a corrida pelas 15 horas de Lisboa, com transmissão direta na Eurosport.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Youtube Testing: Os primeiros testes das 500 Milhas de Indianápolis

E chegou hoje o primeiro dia dos testes para as 500 Milhas de Indianápolis de 2019. Num dia com temperaturas baixas - cerca de 12ºC e quase chuva - quase todos os pilotos inscritos, incluindo Fernando Alonso, estão no "Brickyard" para fazer os primeiros quilómetros da edição deste ano.

Eis o "feed" de hoje, do qual podem acompanhar por aqui.

A ascensão da Rivian e a parceria com a Ford

Que os carros elétricos vieram para ficar, isso é um facto, por muitos que se riam ou fiquem zangados. A Tesla não é a única que está a agitar as coisas, e os factos estão a provar que Elon Musk e os seus engenheiros são pessoas muito mais sérias que esperavam os céticos e aqueles que apostaram no fracasso desta tecnologia.

As marcas que conhecemos estão a começar a apostar a sério na eletricidade, uns porque o mercado ou a politica os força a isso, outros porque uma nova geração está no poder e saber que aquele é o caminho. Pelo menos o mais veloz, porque outros são ou demasiado complexos, ou já foram ultrapassados pelas circunstâncias.

Contudo, desde o final do ano passado que uma outra marca americana está a aparecer nas noticias, com força: a Rivian. Sediada nos Estados Unidos, andou nove anos a construir dois modelos de pickup elétricos num país onde eles são reis: o R1T e o R1S, o primeiro uma carrinha de caixa aberta, o segundo inspirado nos Range Rover. Ambos estarão à venda em 2020, serão fabricados no Illinois e terão baterias com autonomia de 400 milhas, cerca de 640 quilómetros. E desde que foi apresentado, a Rivian tem anunciado que anda a recolher dinheiro de entidades como a Amazon e agora, a Ford. A marca da oval anunciou esta semana que vai investir 500 milhões de dólares e vai ajudar a montar um carro elétrico para a marca fundada por Henry Ford.

RJ Scringe, o fundador da marca, comentou sobre o evento:

"Esta parceria estratégica é outro marco importante em nosso esforço para acelerar a transição para a mobilidade sustentável. A Ford tem um compromisso de longa data com a sustentabilidade, com Bill Ford sendo um dos primeiros defensores do setor, e estamos entusiasmados em usar nossa tecnologia para colocar mais veículos elétricos na estrada.

Bill Ford, presidente executivo da Ford, também comentou sobre o investimento:

Estamos empolgados em investir e fazer parceria com a Rivian. Conheci e respeito o RJ partilhamos o objetivo comum de criar um futuro sustentável para nosso setor por meio da inovação". 

Apesar disso, a parceria não abrange dois dos modelos mais emblemáticos da marca: o F-150 e o Mustang, do qual a Ford afirma estarem a ser feitos modelos elétricos, mas de forma independente.

A Rivian deseja fazer até 250 mil modelos dos seus carros elétricos todos os anos, e a Ford poderá dar uma ajuda nesse campo.

O facto de haver parcerias em marcas de raíz elétrica na América até tem de fazer sentido por causa de outros mercados, como a China. O país fez em 2018 cerca de um milhão de modelos elétricos e é um marcado cada vez mais em ascensão, pois tem mais de duas dezenas de marcas a apostar totalmente na propulsão elétrica e ameaça tomar conta do mercado de automóveis mundial, caso este seja lento a fazer a sua transição para os elétricos.

terça-feira, 23 de abril de 2019

A imagem do dia



O GP de San Marino de 1989 foi um dos mais confusos que já vi na Formula 1, e acreditem... já vi muita confusão. E o primeiro de todos foi o acidente de Gerhard Berger, na Tamburello, na volta três da corrida.

O acidente do Berger foi causado por um problema mecânico, que o fez seguir em frente e embater com força no muro. No embate, o depósito de combustível rompeu-se e claro, surgiu um incêndio do qual os bombeiros tiveram alguma dificuldade em extingui-lo, embora tenham demorado cerca de 15 segundos até chegar ao Ferrari incendiado. Berger foi socorrido, e os seus ferimentos na cara e nas mãos foram superficiais, embora todos temessem outro como o do Niki Lauda, doze anos e meio anos antes.

O acidente foi assustador, mas o que ficou marcado nesse dia nem foi isso. Foi mais politico, foi um pacto, aparentemente quebrado.

Horas antes, Ayrton Senna e Alain Prost decidiram fazer um pacto onde o primeiro a fazer a curva iria definir o campeonato para o resto do ano. Quem estivesse na primeira curva, seria o primeiro piloto, o campeão do ano. Na primeira partida, Senna tinha levado a melhor sobre Prost, que se defendia dos ataques de Nigel Mansell. Depois, aconteceu o acidente, e a consequente bandeira vermelha. Na segunda partida, Prost largou bem melhor, mas Senna defendeu-se de forma musculada até à Tosa, onde conseguiu passá-lo, ir embora até à meta, onde acabou por vencer.

Prost achou que Senna tinha sido desleal, mas o brasileiro disse que o pacto tinha sido estabelecido logo na primeira partida. Que tinha ganho. E na segunda, mesmo que Prost tinha partido melhor, Senna acabou depois por o passar. Em suma, foi a partir dali que a guerra entre ambos começou a aquecer. E o resto foi o que se sabe.

Youtube Rally Ad: A curiosa publicidade do Rali do Chile

Esta semana, é o Rali da Argentina. Mas entre os dias 9 e 12 de maio, é a vez do Chile se estrear no WRC, e o pessoal da organização decidiu fazer uma publicidade... curiosa.

Youtube Formula E: A corrida de Roma, na íntegra

Na semana em que acontece o ePrémio de Paris, é bom recordar a corrida anterior, o ePrémio de Roma. A corrida inaugural da fase europeia do campeonato, providenciou o sétimo vencedor diferente da temporada, fazendo com que a competição esteja mais equilibrado que nunca.

Eis o video da prova, com mais de duas horas de competição. Vale a pena.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Youtube Rally Presentation: A antevisão do Rali da Aegentina

O rali da Argentina vai acontecer no final da semana, e o WRC decidiu fazer um video de antevisão da quinta prova do campeonato do mundo, e o primeiro de dois seguidos em paragens sul-americanas.

Youtube Racing Classic: Graham e Damon em Brands Hatch, 1975

Em junho de 1975, quatro meses antes do seu acidente fatal, Graham Hill e o seu filho Damon Hill estiveram no programa "Jimmy'ill Fix It", da BBC, apresentado pelo infame Jimmy Saville, onde todos estiveram no circuito de Brands Hatch. 

O descontraído Graham, que estava na transição entre ser piloto e proprietário de equipa, e o tímido Damon, que começaa a dar os seus primeiros passos no automobilismo, estava a ver potenciais candidatos numa corrida de Fords no circuito britânico. O video voltou a ser transmitido vinte anos depois, com Damon, que depois evoluiu para ser piloto da Williams e mais tarde, ser campeão do mundo em 1996.

De uma certa forma, este deve ter sido a única vez que ambos estiveram juntos num programa de televisão.

domingo, 21 de abril de 2019

Youtube IndyCar Classic: As 500 Milhas de Indianápoplis de 1966


Em 1966, as 500 Milhas ainda eram a preto e branco, masa corrida foi interessante de se seguir. Numa corrida de autêntico "Demolition Derby", com Mário Andretti como "poleman", na frente de Jim Clark, apenas sete carros chegaram ao fim, e onde o vencedor, Graham Hill, tornou-se no úlrimo "rookie" a vencer nos 34 anos seguintes.

Neste video, poderemos ver um resumo feito pela ABC, com os momentos mais interessantes desta prova. A começar pela carambola nos primeiros metros da corrida.

sábado, 20 de abril de 2019

WRC: Os estónios vão se associar

Ott Tanak é o mais conhecido estónio no WRC. E quem conhece a história dos ralis sabe que antes dele ainda houve Marko Martin, piloto da Ford no inicio do século e que pendurou o capacete em 2005. Contudo, o que não se sabe é que ambos têm estruturas nos ralis para ajudar os pilotos locais: Martin têm o MM Motorsport, que ajuda a Toyota Gazoo Racing para os jovens pilotos, enquanto Tanak têm o OT Racing, para o campeonato local.

Assim sendo, ambos decidiram associar-se para montar uma estrutura mais forte. 

"Trabalhar em conjunto com o Markko é mais eficiente que fazer as coisas à parte, é a forma correcta de o fazer. Trabalhamos juntos desde que o conheço. Estive neste desporto toda a minha vida e quero continuar a trabalhar quando deixar de competir. Quando abandonar este será o passo seguinte," referiu Tanak, de 31 anos, ao site oficial do WRC.

Por outro lado, Martin, de 43, pretende com isto assegurar o futuro da estrutura. "Não me parece que vá estar por aqui tanto tanto como o Malcolm [Wilson, o homem do forte da M-Sport].", começou por dizer. 

O estónio pretende alargar a actividade da MM Motorsport. "Seria bom desenvolver carro para além de os colocar a correr. Será bom para o Ott, quando ele parar terá o negócio a rolar e pronto para ele o assumir.", concluiu.

O WRC volta à ação na próxima semana, com o Rali da Argentina.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

A imagem do dia

A imagem apareceu ontem, e é simbólica. Trata-se da decoração que Marco Andretti irá usar nas 500 Milhas de Indianápolis de 2019, precisamente meio século depois da vitória do seu avô. Aliás, o carro de Marco andará pela Andretti Racing, mas com a colaboração da Curb-Agajanian.

Youtube NASCAR Classic: A história da primeira corrida em Talladega

Pessoalmente, a NASCAR para mim é mais uma curiosidade do que algo do qual seja seguidor. Claro, sei de Daytona 500, por exemplo, e da cultura sulista que está por trás de muitas das pistas e muitos dos pilotos que participaram na história da competição. Contudo, desconhecia a história que vem a seguir e que é contada neste video, sobre as origens de Talladega, no Alabama, e que a sua primeira corrida é considerada como uma das piores da história da competição.

Achei interessante e recomendo a sua visualização. Quem sabe, não farão a mesma coisa para com a IndyCar. 

Formula E: Gunther corre em Paris no lugar de Nasr

A Dragon decidiu que o alemão Maximilian Gunther será piloto da equipa no ePrix de Paris, no lugar do brasileiro Felipe Nasr. A prova, que vai acontecer na semana que vêm, terá o piloto alemão pela segunda corrida seguida, em parte devido ao conflito do brasileiro em relação ao campeonato de Endurance americano, noutra por causa do bom resultado de Gunther em Roma, onde andou no "top ten" durante a corrida, apesar de depois ter levado duas penalizações.

"Estou muito feliz em confirmar que vou correr em Paris com a Dragon na próxima semana. Vamos em busca dos pontos novamente”, escreveu Guther no seu Twitter.

Num breve comunicado, a equipe descreveu o regresso de Gunther como “uma corrida adicional ao limitado programa”, com Nasr a não participar na prova francesa “com o objetivo em se focar nas preparações para a próxima etapa do IMSA para tentar reforçar sua liderança na classificação”.

À partida, Nasr deverá voltar para a etapa seguinte da competição, a 11 de maio, no Mónaco, mas esta noticia não é muito boa para ele, já que nas três corridas em que participou, não conseguiu mais que um 19º posto na primeira prova em que participou, na Cidade do México. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Formula E: Hartley disponível para correr pela Porsche

Como todos sabem, a Porsche vai para a Formula E na próxima temporada. Com Neel Jani confirmado como piloto, há uma segunda vaga para preencher, e parece que o neozelandês Brendon Hartley é o favorito para o lugar. E ele não coibe de dizer isso. Em Calafat, onde está a testar o Porsche para a próxima temporada, ele afirma estar disponível para o lugar.

"Eu adorava estar envolvido na fase de desenvolvimento do 919 Hybrid quase tanto quanto eu gostava das corridas", começou por dizer Hartley ao site e-racing365. "É algo no qual eu me orgulho, em termos de desenvolvimento e compreensão das tecnologias, e estou realmente feliz por fazer parte deste projeto de Fórmula E, começando do zero e fazendo parte do processo de desenvolvimento", continuou.

"Igualmente, adoraria estar envolvido nas corridas. No momento estou apenas no desenvolvimento, mas eu definitivamente tenho a minha mão para correr na Fórmula E também. Tive [no passado] uma experiência muito curta no Gen 1 e definitivamente houve um grande desenvolvimento, particularmente com a transmissão e o sistema brake-by-wire”, concluiu.

Hartley, de 29 anos, foi piloto da Porsche durante a sua presença na Endurance, acabando por vencer dois campeonatos, em 2015 e 2017, para além de ter vencido as 24 horas de Le Mans em 2017. No final do ano, foi para a Toro Rosso, para fazer 25 Grandes Prémios, conseguindo quatro pontos em 2018.

Rumor do Dia: Rali da Nova Zelândia pode voltar em breve

O Rali da Nova Zelândia poderá regressar ao WRC no inicio da próxima década. Segundo conta o Rallysport Magazine, a FIA não está feliz com os organizadores do Rali da Austrália, e acha que será melhor servida noutro lado, algo do qual os neozelandeses aproveitaram para redobrar os esforços para terem algo que já não têm desde 2012.

Isto acontece por causa da localização do rali australiano, do qual o promotor local pretende mudar de lugar para atrair mais público. É que ele está situado em Coffs Harbour, na Nova Gales do Sul, uma cidade com cerca de 70 mil habitantes, mas não tem atraído os fãs australianos do WRC. Eles pretendem mudar de lugar, mas temem perder o importante apoio do governo do estado da Nova Gales do Sul. Alternativas podem ser Sydney e Newcastle, mas os troços locais não têm a mesma qualidade de Coff Harbour e estão demasiado distantes para fazer destas cidades os seus centros nevralgicos do rali.

Assim sendo, os neozelandeses decidiram avançar, desconhecendo-se qual é a base que vão usar para convencer o WRC a apostar no seu regresso. O Rali Otago, na ilha do norte, pode ser o candidato principal para uma base, mas por agora não há pormenores sobre este possível rali.

O que se sabe é que o WRC está a preparar um calendário para 2020 e há muitas expectativas. A FIA quer meter o Safari e o Japão, mas para isso terá de tirar duas provas europeias, e tirando Monte Carlo, Finlândia e Gales, o resto das provas europeias anda um pouco um perigo.