quarta-feira, 1 de julho de 2015

As fotos do dia






Eu já disse isto num destes "Dias de São Gilles e São René": que nunca uma corrida teve um vencedor tão subestimado. Ainda por cima, um vencedor que tinha alcançado algo incrível na história da Formula 1: o primeiro piloto a vencer com um carro com motor Turbo. E mais do que isso, pois falamos de um piloto francês, num carro francês, com pneus franceses e motor francês. E isso, em 1979, era único.

Para melhorar isso, a vitória de Jabouille e da Renault acontecia quase dois anos após a sua estreia em Silverstone. Os críticos, especialmente os britânicos gozavam com eles, chamando ao carro de "chaleira amarela", e pessoas como Bernie Ecclestone, então o patrão da Brabham, tinham declarado prematuramente o fracasso do motor Turbo. Poucos meses depois, já falava com a BMW para que fizesse um motor de 4 cilindros em linha para colocar nos seus carros...

Mas azar dos azares, Jean-Pierre Jabouille alcançou a sua primeira vitória na pior altura possível. Porque as câmaras da televisão francesa andaram a parte final da corrida a captar as imagens do segundo e terceiro classificado, o Ferrari de Gilles Villeneuve e o segundo Renault de René Arnoux. O francês queria fazer a dobradinha para a Renault, e o canadiano queria mostrar que o seu flat-12 ainda era superior aos V6 Turbo. Mas no final, aquela luta mítica não era perfeita: o motor de Arnoux tinha um problema no seu Turbo que impedia de dar a devida potência.

Mas houve males que vieram por bem. Aquele momento ficou para a história. 

Noticias: Kubica ainda sonha com a Formula 1

No fim de semana do Rali da Polónia, Robert Kubica, o herói local, falou à imprensa sobre a sua carreira nos ralis e a possibilidade de um regresso à Formula 1, do qual vestá fora desde fevereiro de 2011, altura do seu acidente no Rali Ronda di Andora, onde ficou profundamente afetado na sua mão direita.

Na próxima temporada se alguém viesse ter comigo e dissesse: 'Robert, vais correr em Monza', eu aceitaria imediatamente. Sinto-me capaz de pilotar um Formula 1 em algumas pistas. Depois do acidente encontrei-me numa situação onde preciso constantemente de novos desafios para a minha carreira” entende o piloto polaco, atualmente com 30 anos.

Sobre o atual estado da modalidade, Kubica confessa que raramente acompanha os Grandes Prémios, mas considera que “a modalidade está menos atrativa porque os monolugares estão mais lentos. As voltas iniciais das provas estão cerca de oito segundos mais lentas do que em 2008” concluiu.

O Rali da Polónia começa amanhã com o "shakedown" e Kubica será dos mais seguidos, para além dos pilotos de fábrica.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A Formula E pode ir para Imola?

Sempre achei que o grande defeito da Formula E é não ter um circuito permanente no seu calendário, e pensava que daquilo que ando a ouvir sobre o possivel calendário para a segunda temporada não teria grandes alterações. Mas parece que hoje surgiu algo completamente diferente: a proposta de um circuito permanente. E não é um qualquer: é Imola. Dizendo melhor... meia Imola.

A proposta foi mostrada hoje e mostra uma circuito de 2842 metros, onde é aproveitado o circuito entre Acqua Minerale, Variante Alta, Rivazza e a reta da meta, cortando antes de Tamburello, voltando à pista, evitando a Villeneuve, Tosa, e Piratella. Os subscritores são o presidente da câmara local, Daniele Manca, com o presidente da Con.Ami, Stefano Manara, que estiveram neste fim de semana de Londres com Alejandro Agag. O circuito cumpre os critérios, ou seja, um circuito com menos de 3000 metros, para que os carros consigam sempre ter energia para chegar ao fim.

Veremos se a proposta será aprovada. Alejandro Agag já disse há umas semanas que chegou a receber propostas de... 180 cidades para receber a competição elétrica.

A foto do dia

Esta foto é rara e vi no Facebook do Paulo Marinho Tavares: Jody Scheckter, em Fiorano, a testar o Ferrari 126C1 Turbo, que não iria aproveitar em 1981, porque tinha decidido abandonar a Formula 1. Com esta foto, decidi recordar o piloto, agora com 65 anos, radicado em paragens inglesas e a viver a sua vida como... agricultor biológico.

De origem judaica, nasceu em East London a 29 de janeiro de 1950, com um irmão mais velho, Ian, que também foi piloto. Depois de uma "entrada de leão" na McLaren, onde causou uma carambola na segunda volta do GP da Grã-Bretanha, em 1973, Scheckter mudou de atitude quando foi o primeiro a chegar aos destroços do carro de Francois Cevért, em Watkins Glen, nos treinos para o GP dos Estados Unidos daquele ano. A partir dali, o sul-africano só queria sair dali vivo.

Depois da Tyrrell e Wolf, Scheckter chegou à Ferrari no final de 1978 e aproveitou a ocasião para vencer em três provas, na Belgica, Mónaco e Itália. E por essa altura, os dias selvagens do piloto sul-africano já tinham desaparecido, tanto que aproveitou os passos em falso do seu companheiro de equipa, o canadiano Gilles Villeneuve, para ser campeão do mundo. E depois disso, Scheckter limitou-se a cumprir o contrato que tinha com Enzo Ferrari. Tanto que quando defendeu o titulo, conseguiu apenas dois pontos, contra os seis de Gilles.

Mas no meio disso tudo, foi um profissional dedicado até ao último dia, mesmo testando carros que sabia que não iria usar.

À caça de gambuzinos

Tem dias que dá nisto. Quem me conhece, sabe que gosto do que faço, e faço-o bem feito. E isso me deu ao longo destes oito anos de existência deste blog, vários convites para colaborar em sitios de automobilismo. Colaborei em sites como o Supermotores, o Portal F1, o Motordrome, a revista virtual Speed e recentemente, o Nobres do Grid e o Vavel Portugal. Sempre colaborei em automobilismo, escrevi sobre Formula 1, Ralis, Formula E, IndyCar, etc. Escrevi muito sobre a história e claro, sempre fui muito profissional e dei sempre o melhor, mesmo em momentos em que tinha de lutar contra mim mesmo e o meu desânimo, sempre que tinha frustrações de vária ordem.

Quando comecei nesta aventura, em 2007, estava desempregado, e sempre achei que isto serviria para duas coisas: a primeira, para me treinar a escrever noticias, reportagens, entrevistas, cronicas e afins, e a segunda serviria como montra para um possível empregador, que me recrutasse e pudesse por fim viver o meu sonho: ser pago para escrever. O sonho realizou-se por duas vezes, uma no inicio de 2009, quando fui para um jornal desportivo local, o Desporto Total, e a segunda, no outono de 2011, no Portal F1, quando me contrataram para escrever na versão portuguesa, pois o site tinha uma base inglesa.

Infelizmente, as experiências foram curtas: a primeira terminou cinco meses depois, com salários em atraso - sou credor de 2100 euros, e provavelmente nunca mais verei esse dinheiro - e a segunda também terminou ao fim de cinco meses, depois de divergências entre os dois sócios que tomavam a conta do negócio. Felizmente, nunca houve salários em atraso.

Há momentos em que sinto que voltei à casa de partida, e este é um deles. O pior disto tudo - daí o título, é que sempre que tenho um convite e o aceito, é daqueles em que a colaboração "é para aquecer", ou seja, não há dinheiro. É tudo voluntário. Sempre me contaram que nestas coisas, o dinheiro é um grande incentivo para continuar. Continuar a colaborar, a apresentar ideias, a melhorar o produto. Tive momentos em que vi coisas que poderiam ser geniais se arranjassem dinheiro para pagar a todos, arranjar publicidade ou um financiador. O momento mais frustrante foi a Speed, que poderia ter sido uma excelente revista se fizesse isso. Infelizmente, ou não conseguiram, ou não compreenderam a ideia. E perdeu-se uma chance.

Não vou dizer que não sei fazer outra coisa - claro que sei, e se aparecesse a oportunidade, não a enjeitaria - mas adoraria viver disto. Ter o meu pé de meia para colocar de lado e investir noutras coisas. Não quero abandonar isto, mas creio que é altura de deixar de ser ingénuo e não aceitar mais colaborações gratuitas. Para isso, já faço aqui. Ir para outros lados esperando que algum dia seja pago é um pouco esperar que chova no deserto. Isso pode nunca acontecer, ou quando acontecer, sera demasiado tarde.

Portanto, a partir de agora, terminaram as colaborações. Para além do blog, a unica excepção será a do Nobres do Grid, porque é uma coluna de opinião mensal. Sinto-me cansado de ao fim destes anos todos, terem sido mais as colaborações não-pagas do que pagas. E sinto também uma grande frustração porque ao longo deste tempo todo, a minha ideia de ter um sitio funcional, pago, onde todos saíssem beneficiados, esbarrasse com incompreensões e com intenções diferentes. Confesso-me até surpreso por não ter encontrado ninguém em português - quer em Portugal, quer no Brasil - que quisesse escrever sobre automobilismo e ser pago por isso, como fazem o Motorsport Brasil ou o Grande Prêmio. Acho que há muito romantismo por aí, e muito amadorismo também. Daí a efemeridade de muitos desses projetos em que me vi envolvido.

Acho que é altura de serem mais sérios, e eu ser menos ingénuo. Porque já estou muito cansado e frustrado. E a minha paciência - grande, para ser honesto - têm limites. 

Formula E: Renault vai construir o seu proprio propulsor

Dois dias depois do final da primeira temporada da Formula E, a Renault anunciou que na próxima temporada irá construir o seu próprio motor elétrico. A marca francesa, que forneceu propulsores elétricos a todas as equipas nesta temporada, vai construir um propulsor diferente para a e.dams, equipa liderada por Jean-Paul Driot e Alain Prost, e que teve Sebastien Buemi e Nicolas Prost como pilotos.

Estamos a tornar-nos um construtor independente para a próxima temporada, por isso vamos desenvolver o nosso próprio motor elétrico para o monolugar. Este ano ele é Spark-Renault e foi usado por todas as equipas, no próximo será Renault, utilizado pela e.dams-Renault”, explicou Patrice Ratti, o CEO da Renault Sport Technologies.

A Renault vai seguir o exemplo das restantes equipas, que vão fazer os seus próprios propulsores. A Virgin, por exemplo, aliou-se à Citroen, enquanto que a ABT está numa aliança com a Audi. As restantes equipas vão fazer as suas próprias unidades de propulsão, como a Venturi, a Mahindra ou a Andretti, entre outros.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dailymotion Motor Show: O último episódio do Top Gear


Film 1 por topgear2015

Film 2 por topgear2015
Acabei a noite de ontem a ver, não sem alguma melancolia, o último episódio do Top Gear tal como o conhecemos. Com James May e Richard Hammond a apresentar o programa num estudio vazio, eles lá colocaram os filmes que já tinham feito antes de Jeremy Clarkson ter esmurrado o produtor e a BBC acabar por o despedir.

O programa consiste em dois filmes: um com carros clássicos dos anos 70 - Jeremy num Fiat 124, Hammond num MG e May num Peugeot 304 descapotável, passeando por campo inglês. E o final é surpreendente.

O segundo filme são os mesmos três estarolas, mas desta vez a guiar jipes. Os SUV's, tão na moda hoje. O orçamento? 250 miseras libras. E conseguiram-se algumas coisas interessantes: May num Mitsubishi Pinin, Hammond num Cherokee, e o orangotango num Opel Frontera. Ou como se diz na Grã-Bretanha... Vauxhall. Neste caso, sem escape e mais tarde com umas jantes... especiais.

E depois disto, aparecerá uma nova era. Os Três Estarolas vão para a Net, e o Top Gear terá Chris Evans e mais dois badamecos. Veremos como será num futuro próximo. 

Youtube Motorsport Racing: A segunda corrida de Londres na integra

A primeira temporada da Formula E acabou hoje, com a vitória de Sam Bird em termos de corrida, e onde Nelson Piquet Jr se tornou no primeiro campeão da categoria, conseguindo bater Sebastien Buemi... por um ponto, e com Lucas di Grassi a ficar no terceiro posto, a dez pontos do primeiro.

A corrida foi emocionante até à última curva, especialmente quando tivemos a parte de Bruno Senna, que conseguiu aguentar os ataques de Sebastien Buemi nas últimas voltas e quase perdeu o seu quarto lugar - o melhor resultado do ano para o sobrinho do Ayrton.

Assim sendo, quem não viu a corrida ou quem gostaria de voltar a vê-la, coloco aqui na integra o video da corrida de encerramento do campeonato, no Battersea Park.

domingo, 28 de junho de 2015

A foto do dia (II)

Isto foi do que sobrou do Abarth do búlgaro Teodor Slavov, morto esta manhã aos 31 anos de idade num rali na sua terra. Aparentemente, ele não teve grande chance após o acidente, enquanto que o seu navegador foi levado para o hospital, sem ferimentos graves.

Sempre nos disseram que o automobilismo é perigoso, mas creio que por estes tempos ganhou-se a ilusão de que, porque os carros estão cada vez mais fortes, nunca mais morrerão pilotos. Puro engano, nem a Formula 1 se salva, como soubemos no ano passado com Jules Bianchi.

No final, só podemos lamentar mais esta morte no automobilismo. Pagou o preço mais alto por aquilo que mais gostava.

A foto do dia

Nelson Piquet Jr nos braços dos seus membros de equipa, após o final da corrida de Londres. O piloto brasileiro da China Racing fez das fraquezas forças, após um desastroso 16º posto na qualificação para ao corrida de hoje, e a sua corrida foi dura, conseguindo subir até ao sétimo posto, mais do que suficiente para ser campeão, com um ponto de diferença para Sebastien Buemi, e dez sobre Lucas di Grassi. E na corrida, ambos ficaram na frente do piloto brasileiro, mas não se distanciaram o suficiente para o superar. E nisso, até teve a ajuda de... Bruno Senna, que foi o quarto no seu Mahindra.

O título de Piquet tem um sabor de justiça. Desde o "Crashgate" de Singapura, em 2008, a reputação do piloto brasileiro estava nas ruas da amargura. Fez uma carreira fora da Formula 1 e da IndyCar, andando no RallyCross, por exemplo, até que foi convidado em meados do ano passado para correr numa nova categoria, num carro totalmente novo. Aceitou o desafio sem problemas e conseguiu mostrar todo o seu talento, fazendo com que muitos, mesmo no Brasil, começassem a pensar de forma diferente sobre ele.

No final, duas vitórias, mais três pódios e uma volta mais rápida fizeram com que ele passe à história como o primeiro campeão na nova categoria elétrica. Mas a sua primeira vitória foi apenas em Long Beach, a sexta corrida do campeonato. A regularidade compensou.

Quanto à Formula E, as expectativas foram grandes, e em muitos aspectos, foram superadas. Os carros poderiam ser iguais, mas muitas das corridas foram bem disputadas. Há defeitos - só circuitos citadinos, alguns deles demasiado apertados, com o o de Battersea Park - mas as disputas até ao último momento atrairam fãs. 

A próxima temporada será diferente, porque os chassis serão feitos pelas equipas, com a FIA a ficar com as unidades de potência, que isso fica para 2017. Os custos aumentarão, é inevitável, mas no final, a industria automóvel - e nós - beneficiaremos disto tudo. Foi assim no passado, e será assim no futuro. 

Formula E em Cartoons: Nelson Piquet campeão! (Pilotoons)

E o Bruno Mantovani decidiu celebrar o título de Nelson Piquet Jr com este cartoon. Notem o detalhe do piloto que foi o quarto classificado na corrida de hoje. Esta geração é mesmo diferente da anterior...

Formula E: Bird vence, Piquet Jr. é o campeão

Nelson Piquet Jr. aguentou as pressões dos concorrentes e venceu o primeiro título da Formula E, conseguindo bater Sebastien Buemi e Lucas di Grassi. O piloto da China Racing terminou a corrida no sétimo posto, após uma qualificação desastrosa, onde partiu do 16º posto. Sam Bird foi o vencedor da corrida, aproveitando a penalização de Stephane Sarrazin.

As coisas começaram primeiro nos treinos, quando a instabilidade meteorológica colocou Stephane Sarrazin na pole-position, seguido por Loic Duval e Jerôme D'Ambrosio, com Sebastien Buemi no sexto posto e Nelson Piquet Jr dez posições mais atrás, na 16ª posição. Lucas di Grassi não tinha sido muito brilhante, pois tinha sido o 11º na grelha.

Com a luta pelo título ao rubro entre três pilotos, restava saber qual deles é que iria ser mais feliz, pois apenas treze pontos separavam o primeiro do terceiro lugar. Para Sebastien Buemi, bastava ser sexto classificado para ser campeão... desde que Piquet não pontuasse.

Com tudo isso em jogo, a corrida começou com Piquet a ganhar quatro lugares, enquanto que Buemi subiu para o quinto lugar. Di Grassi subiu dois lugares, para o nono lugar. Na frente, Sarrazin conseguiu manter a liderança, enquanto que Jerome D'Ambrosio consegui passar Loic Duval. Atrás, o brasileiro da China Racing afastava-se dos da frente, conseguindo perder cinco segundos em menos de cinco voltas.

Na quinta volta, Leimer e De Silvestro tocaram-se e um dos pedaços caiu na pista, causando confusão, mas sem consequências. Mas duas voltas depois, Sakon Yamamoto bateu na travagem para Curva 2 quando tentava passar Jarno Trulli, e arrastou-se na pista. As bandeiras amarelas foram agitadas, mas nada de Safety Car. Na décima volta, Nick Heidfeld foi para as boxes para tentar trocar de carro, e Di Grassi ganhou uma posição, enquanto que Piquet Jr continuava fora dos pontos. A seguir, Vergne (que era nono), era penalizado, e Piquet entrava nos pontos.

Na volta 15, os pilotos pararam para trocar de bólido, com Piquet a ficar na pista por mais duas voltas.  Mas na saída, Buemi faz um pião na curva 2 e perdeu tempo, com Di Grassi logo atrás do suiço. Na frente, Sarrazin está na frente de Duval e Bird, enquanto que Piquet saia da pista no décimo posto, pressionado por Nicolas Prost. Nesta altura, Buemi era campeão por quatro pontos sobre Piquet (143 contra 139), mas o suiço nessa altura tinha a volta mais rápida. Pouco depois, Oliver Turvey tinha conseguido a volta mais rápida e a diferença tinha sido reduzida para dois pontos. Ao alcance de Piquet, que bastava passar um piloto e fazer a volta mais rápida.

Na volta 19, Fábio Leimer bateu no muro numa das chicanes e o Safety Car foi obrigado a entrar na pista. Ele ficou por duas voltas, para que os comissários tirassem o carro do suiço da Virgin, e quando voltou a corrida, Piquet estava atrás do seu companheiro de equipa, Oliver Turvey. Na frente, Bird era agora o segundo, enquanto que Duval caia para quarto, passado por D'Ambrosio.

Na volta 23, Piquet passou para nono, atrás do mexicano Salvador Duran, mas logo a seguir, o brasileiro passou para o oitavo lugar, o que daria o campeonato para o brasileiro... por um ponto. E ele estava imediatamente atrás de Buemi e Di Grassi. O suiço da e.dams reagiu e tentou passar Bruno Senna, o quinto, mas conseguiu defender-se.

Na frente, Bird estava a pressionar Sarrazin para a liderança, enquanto que atrás, Senna defendia-se de Buemi. O britânico tentou passar na penultima volta, mas sem sucesso, enquanto que Buemi tentou tudo para passar o sobrinho de Ayrton Senna, mas aguentou.

No final, Stephane Sarrazin aguentou os ataques de Sam Bird - e o carro "a seco" - para vencer a corrida, mas os comissários aplicaram uma penalização de 49 segundos por excesso de energia, dando a vitória ao piloto britânico, com D'Ambrosio e Duval nos outros lugares do pódio. Todos subiram uma posição, com Buemi a ser quinto, Di Grassi sexto e Piquet sétimo, mas o piloto brasileiro a ser o campeão, com um ponto de diferença: 144 contra 143 pontos do piloto suíço, num final absolutamente emocionante. Lucas di Grassi acabou em terceiro, com 133 pontos. 

Ralis: Piloto bulgaro morre em acidente

O piloto bulgaro Teodor Slavov morreu esta manhã no rali Vardica-Elena, disputado na sua Bulgária natal. O acidente ocorreu quando o seu carro, um Abarth Punto S2000, perdeu o controlo e sofreu um forte impacto, tendo ficado totalmente destruido. Apesar de ter sido mobilizados os meios de socorro, que chegaram rapidamente ao local, Slavlov não resistiu aos ferimentos. Tinha 31 anos.

Slavlov tinha um palmarés impressionante na região, tendo participado no European Rally Challenge, ao volante de um Renault Clio R3, e no Mundial Junior do WRC, onde foi terceiro classificado em 2010. Em 2013, tinha vencido a FIA Balkan Cup.

Youtube Motorsport Racing: A primeira corrida de Londres na integra

Este sábado houve a primeira corrida da jornada londrina da Formula E, que ao contrário dos outros, vai ser uma jornada dupla. Com três pilotos em batalha para o primeiro título da categoria - Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr e Sebastien Buemi - a prova deste sábado prometia ser emocionante, pois o piloto suíço tinha a pole-position e iria fazer de tudo para vencer e aproximar-se da dupla brasileira.

E foi o que aconteceu: Buemi venceu e reduziu a diferença para cinco pontos sobre Nelson Piquet Jr, que foi quinto, ficando até atrás de Lucas di Grassi, que foi quarto. E a diferença entre primeiro e terceiro é de 15 pontos, deixando tudo em aberto para a corrida deste domingo.

Se não viu a corrida, ou quer voltar a ver, coloco aqui o video da prova.    

sábado, 27 de junho de 2015

A foto do dia

Miguel Oliveira, em Assen, a comemorar a sua segunda vitória na Moto3 e a consolidar o seu terceiro lugar no campeonato. Os seus pais estão ali a celebrar mais um feito o seu filho, que já começa a mostrar que aquela vitória em Mugello não foi por acaso.

De tudo o que vi este sábado, o que retenho foi a recepção que teve no Aeroporto de Lisboa, que chegou por alturas dos telejornais. Mesmo num dia em que os sub-21 aplicaram uma goleada histórica de 5-0 à Alemanha e se classificaram para a final da categoria, houve um dos canais que fez um direto e o entrevistou, com a multidão à sua volta a celebrar o feito.

Não sei onde é que os jornais desportivos vão colocar este feito, mas os jornais ditos "normais" arranjarão um lugar para ele na primeira página, mesmo com a situação da Grécia, a morte portuguesa no atentado terrorista na Tunisia e os tais 5-0 à Alemanha. Tem de fazer, afinal de contas, dois dias antes, eles arranjaram uma foto grande para comemorar a medalha de ouro da Telma Monteiro nos Jogos Europeus...

Mas bem vistas as coisas, para um país pequeno, começamos a mostrar-nos cada vez mais.