terça-feira, 27 de junho de 2017

O que poderá acontecer a seguir

Os eventos de Baku poderiam ter acabado de forma pior, é verdade. Poderia ter acabado numa desclassificação, mas também poderia ter acabado com os dois pilotos à briga. A Auto Motor und Sport fala que os comissários de pista estiveram perto de o desclassificar, mas decidiram-se por uma penalização de dez segundos, e que Maurizio Arrivabene aproveitou a situação de bandeira vermelha para acalmar Sebastian Vettel, que não esteve muito longe de ir à boxe da McLaren para tirar satisfações a Lewis Hamilton pela sua manobra. E há muita gente que ainda defende que o Vettel deveria ser desclassificado só pela manobra.

Mas sobre isso, está tudo dito, tudo explicado. Contudo, temos de falar sobre as consequências de tudo o que aconteceu. Vamos a caminho da nona corrida do campeonato, o que significa que nem chegamos à sua metade e já temos tudo isto que faz as delicias doas adeptos e da imprensa. Um verão quente, quando mal entramos nele.

Começo por falar sobre o artigo que está na berra. De facto, o famoso artigo em questão - 37.13, para ser mais correto - diz, por alto, que o líder tem o controlo do ritmo depois da saída do Safety Car da pista, rumo às boxes e os pilotos atrás dele é que ditam o ritmo, impedindo ultrapassagens antes de cruzarem a meta. A ideia de o líder imprimir o ritmo é de controlar a concorrência e ter vantagem no momento em que acelera, tentando deixá-los o mais atrás possível. Ele, o líder, tem a faca e o queijo na mão, e normalmente, até corre bem.

Contudo, façamos um exercício teórico, mas radical. Suponhamos que estamos no Red Bull Ring, depois de uma entrada do Safety Car. Ele entra para as boxes e o líder abranda antes da última curva, a Jochen Rindt. De repente, para apanhar o segundo classificado distraído, faz um "brake test" de propósito do qual a telemetria capta. O segundo classificado topa a manobra e faz de forma a ficar de lado do líder, mas o suficiente para ficar atrás. Ele acelera, e o segundo classificado o tenta acompanhar, mas no inicio da meta, ele trava de novo, pedal a fundo, e coloca dois ou três carros na sua frente, sem querer, ainda antes da linha. Iria haver protestos, mas os pilotos que ficaram na frente, - sem querer, é preciso que se lhe diga - tem de ceder o lugar, sob pena de serem penalizados. 

Pode ser injusto? Pode.

Mas é legal? Exatamente. É perfeitamente legal. 

Podem gritar o que quiserem, mas é absolutamente legal. Em suma, um piloto poderá usar esta regra para subvertê-la a seu favor. É como a velha regra de trânsito onde, em caso de embate, quem tem culpa é quem bateu por trás. E eu posso pegar a regra e subvertê-la a meu favor. É por isso que na Rússia há todas aquelas câmaras estilo "Go Pro" nos tabeliers dos seus carros porque existe muita gente que se atira para a frente para serem atropelados de propósito e receberem uma chorida indemnização. É por isso que, no Código de Estrada, temos de manter uma distância segura em relação ao carro da frente. Mas isto é a Formula 1, e dar uma distância segura ao piloto da frente é praticamente entregar a vitória ao primeiro classificado.

E já agora, o caso que falei já aconteceu no passado, mas com más consequências: Michael Schumacher deu uma de "Dick Dastardly" ao querer apanhar Juan Pablo Montoya com as calças na mão no GP do Mónaco de 2004, dentro do túnel, só que o colombiano da Williams encostou-o e ambos acabaram com danos no carro. E foi mais explicito, com marcas de travagem, fumo a sair dos pneus e tudo! 

Mas independentemente de tudo isto, estou a pensar que dentro de algumas semanas acontecerá o GP da Grã-Bretanha, na casa do automobilismo inglês, em Silverstone. E Baku teve consequências, especialmente para a sedenta imprensa sensacionalista inglesa: acabaram de arranjar um inimigo e vão manipular a opinião pública no sentido de aplaudir o "seu" piloto contra o "perfido alemão" Vettel. Lembram-se de 2012, quando ele foi assobiado em todos os circuitos europeus, a partir de Silverstone? Pois é, eu acho que isso vai voltar. Há uma certa imprensa que tem saudades de uma briga dos tempos Senna-Prost ou Schumacher-Hill, e se vê sangue, vai querer abrir ainda mais a ferida.

Aliás, descobri hoje que há uma casa de apostas que deseja que Hamilton e Vettel se degladiem... num combate de boxe. Pode ser beneficente, mas é para ver até que ponto é que isto já vai.

E agora que descobriram que o alemão tem pavio curto, vão querer aproveitar isso. Imaginem as provocações que ele vai sofrer durante todo o fim de semana britânico. Não acham que vão fazer de tudo para que Hamilton ganhe e saia de Silverstone com a liderança? São 16 pontos de diferença, a diferença entre primeiro e sexto... e não sabemos ainda como será no GP da Áustria. E vai ser nessa altura que o Vettel vai ter de ser santo e não responder às provocações. Há muita gente que quer ver Vettel derrotado, apesar de algumas ironias que vemos aí: o inglês que corre por uma equipa alemã (mas com sede em Brackley) e o alemão que corre por uma equipa italiana.

A Formula 1 é assim... e ainda faltam doze corridas para acabar a temporada. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Youtube Formula 1 Ad: Renault Formula 1 1992

Quando tinha 16 anos, esta publicidade passava frequentemente na televisão, e basicamente era a marca a publicitar os seus feitos num campo altamente avançado que era a Formula 1. E a ideia era simples: de que os seus motores V10 de 3.5 litros eram melhores do que a concorrência. E tinha sido filmado no Estoril.

Hoje, soube de mais pormenores desse video (cuja versão francesa coloco aqui), graças ao pessoal do grupo F1 Lado B. As filmagens foram feitas na pista portuguesa, em 1992, com um FW13B de 1990 desenhado com o "carro desafiador" contra um FW14 com o que aparenta ser Nigel Mansell ao volante. Só que na realidade... não era. No papel de Mansell estava Tiff Needell, piloto de automóveis com carreira distinta, antes de ser apresentador de programas como o Top Gear e o Fifth Gear. 

Quanto ao desafiador, era outro piloto inglês, Johnny Robinson, que andou em competições como a Saab Pro Series, em 1991.

Caso ainda não tenham visto, é agora. E quem se lembra dele nesse passado já distante, pode voltar a recordá-lo.

Amores e ódios (sobre Hamilton e Vettel em Baku)

O GP do Azerbeijão de Formula 1 pode ter sido a melhor corrida da temporada. A corrida foi agitada, tivemos bandeira vermelha e toques entre pilotos, e muita treta, digamos assim. Mas a grande polémica do Grande Prémio foi aquela que aconteceu na volta 22, depois da saída do Safety Car (SC). Na curva 10, Lewis Hamilton decidiu abrandar o suficiente para dar espaço ao Mercedes. Mas atrás dele, Sebastian Vettel acabou por tocar na traseira do Mercedes, e ele reagiu, tocando no carro do britânico. Os comissários decidiram que Vettel fez de propósito e foi penalizado em dez segundos, mas mesmo assim, o alemão acabou na frente de Hamilton porque ele teve problemas com o protetor do carro, que o levaram a uma paragem extra.

A discussão apareceu logo de imediato, especialmente na "twitterlândia". Houve quem quisesse a desclassificação imediata de Vettel, e o alemão irritou-se com as manobras do inglês, cujos detratores logo vieram a terreiro dizer que era "mimimimi do alemão", chamando-o de menino mimado para baixo.

Comecemos por uma declaração de interesses: torço por Sebastian Vettel desde os tempos da Toro Rosso, e considero que é um dos melhores pilotos do pelotão, tão bom quanto Lewis Hamilton ou Fernando Alonso

Dito isto, direi logo a seguir que, neste incidente, ambos são culpados. Hamilton pela ação, Vettel pela reação. E ambos deveriam ter sido penalizados. Esta é a resposta mais curta. Mas há a resposta mais longa, e essa eu falo nas linhas seguintes.    

Mas o mais engraçado é que... não é a primeira vez que Hamilton faz manobras destas. Não é a primeira vez nesta temporada. Fez algo semelhante no GP do Bahrein, quando fez "brake test" na entrada das boxes, segurando Daniel Ricciardo, enquanto que Valtteri Bottas saía das boxes para fazer a sua troca de pneus durante a corrida.

Eu creio que depois, pagou uma penalização de cinco segundos por isso, mas não tenho a certeza.

 E nem falo das muitas vezes que fez ao longo da sua carreira. O inglês sempre fez essa manobra, que é frequente no karting, e que é para ver até que ponto estão os reflexos do adversário, mas também serve para afastá-los, e assim ganhar o espaço que precisa quando recomeça a prova.

Contudo, Vettel reage mal quando é provocado. Mesmo que ali, as pessoas possam dizer que Hamilton não provocou, com a telemetria a mostrar isso, reduzir a velocidade a cerca de 50 km/hora, à saída de uma curva, depois do afastamento do Safety Car, não é muito normal (apesar de no artigo 39.13 dos regulamentos, o piloto que vai na frente é aquele que dita o ritmo), mas o toque que Vettel sofreu, ele entendeu como sendo um "brake test", do qual foi pedir satisfações. Eu entendo que naquela manobra, ambos deveriam ter sido penalizados, e não apenas Vettel, que reagiu a algo que tende a ser provocatório.  

E esse é um grande defeito dele. Mas no passado, pilotos do qual idolatramos reagiram a provocações, e de forma bem pior. Recordo-vos de Ayrton Senna, que no final do GP do Japão de 1993, que tinha ganho, foi tirar satisfações das manobras no limite de Eddie Irvine, que fazia ali o seu primeiro Grande Prémio na Formula 1. Depois de uma discussão, ambos os pilotos envolveram-se numa briga. Mas claro, se chamam "chiquilento" a Vettel, esquecem-se dos defeitos e incidentes de "Deus" Senna. Mas aconteceram. 

E claro, este é o mais recente incidente na carreira de Vettel. Posso falar de alguns que já passou na sua carreira. Primeiro, em 2007, no GP do Japão, quando acabou com a corrida de Mark Webber, da Red Bull (Vettel estava ainda na Toro Rosso) e o futuro companheiro de equipa disse "cobras e lagartos" dele. E claro, outros incidentes entre ambos (Turquia 2010 e Malásia 2013, o famoso "Multi21") nos quais o alemão mostrou que é tão competitivo que ficar atrás do seu companheiro de equipa não está no seu sangue. Quer ganhar, quer ser o melhor, não liga alguma a ordens de equipa.

Mas o que por vezes me revolta é o "mimimimi" sobre as suas declarações no rádio, e do qual as pessoas lhe dizem coisas como "cresce e aparece". Se as pessoas se calam quando são prejudicadas no trânsito, problema delas. Sim, por vezes ele exagera, mas quando vejo a reação das pessoas quando é o Kimi Raikkonen ou o Lewis Hamilton a terem o mesmo tipo de queixas, eu reparo que no final é porque detestam o alemão do que não gostam de queixinhas. E se calhar esse deve ser o problema.

E se esse for o problema, vamos por partes: ele têm quatro títulos mundiais, conseguidos entre 2010 e 2013, todos pela Red Bull, numa altura em que os chassis eram os melhores do pelotão. Vettel dominava, mostrava ser tão veloz como era Michael Schumacher, no seu auge na Ferrari... excepto as trapaças do alemão mais velho. Quem eram os seus rivais nesse tempo? Fernando Alonso e Lewis Hamilton. O espanhol era piloto da Ferrari, e certo dia, no GP da India de 2012, disse que "o campeonato era do Adrian Newey", menorizando os feitos de Vettel. E é por aí: a maior parte dos seus desafetos vêm de "alonsistas", que acham que o piloto alemão deveria ter menos dois títulos, que deveriam ter caído nos braços do espanhol. E isso, eles nunca o perdoarão, e é por isso que o atacam sempre que abre a boca.

Mas agora pergunto: e se fosse no passado? Vocês fazem ideia de quantos ídolos do passado tinham fama de "queixinhas"? Desbocados que hoje em dia, aplaudem? Olhem para Nelson Piquet e Niki Lauda, afamados desbocados? Aposto a quantidade de "piiis" que teria acontecido durante as provas com esses dois, se os microfones estivessem instalados nos seus carros e transmitissem em direto pela televisão. E os australianos, que tem fama de não levar desaforo para casa? Se calhar, ainda os aplaudiriam!

E imaginem a quantidade de pilotos que detestavam ver o Gilles Villeneuve quando aparecia pela frente e não os deixava ultrapassar? Eis a citação de um deles, depois de lidar com o canadiano:

"Aquela horrorosa Ferrari esteve sempre no nosso caminho - nas últimas 15 voltas bloqueou-nos. Ridículo."

A frase foi dita por John Watson depois do GP de Espanha de 1981, onde o canadiano venceu na sinuosa pista de Jarama, aguentando quatro carros atrás dele. Hoje em dia, todos o aplaudem, mas se fosse o seu "desafeto", aposto que tinham dito para que fosse penalizado, desclassificado ou pior. Portanto, podem ver até que ponto existem estas irritabilidades. É a velha história de estar do lado errado da História: ninguém gosta, logo, menoriza-se o vencedor e as conquistas alcançadas.

No final, a irritabilidade das pessoas por Vettel é porque está no lugar que deveria ser de Alonso, Hamilton ou Ricciardo. Conseguiu os campeonatos que os seus ídolos deveriam ter, e isso irrita-os. E estão tão cansados dele que chegaram ao ponto de se irritarem sempre que ele abre a boca. Pena que não falam desse ódio na cara dele...

E já que estão fartos dele e desejam-no ver derrotado... acho que o Vettel deveria refletir sobre o que faz por ali. No próximo dia 3, ele fará 30 anos de idade. É rico, famoso e vencedor. Tem onze temporadas na Formula 1, ao serviço de equipas como BMW Sauber, Toro Rosso, Red Bull e Ferrari. Tem quatro títulos mundiais. E poderá vencer o quinto título neste ano, pela Scuderia, algo que gostaria de fazer imitando o seu compatriota Schumacher. Tenho a certeza disso. Mas também está a chegar a uma encruzilhada. Já tem tudo. Eu, se fosse a ele, eis o que fazia: concentrava-me para tentar alcançar o pentacampeonato. E no momento imediatamente a seguir a alcançar esse feito, seja em Interlagos ou Abu Dhabi, ou até antes disso, anunciava a retirada, com efeito imediato, ao melhor estilo Nico Rosberg. Mais do que esfregar na cara dos detratores, era para dizer que já alcançou tudo o que queria e agora, teria tempo suficiente para fazer outra coisa na vida. É suficientemente jovem, tem garantido o seu lugar na História, mas ao mesmo tempo, suficientemente veterano para fazer isso. 

Se ele se sentisse que não é mais bem-vindo, então iria gozar a reforma, como embaixador da merca ou algo assim. E como vive discreto, com a sua familia e filhas, ter todos esses títulos em onze temporadas seria algo de génio, ao nível dos melhores da história do automobilismo. Mas há quem ache que outros é que deveriam estar no lugar. Nesse campo, o problema é dessas pessoas, e não dele.

Contudo, independentemente de todas estas coisas, o campeonato tornou-se mais intenso dentro e fora da pista. Disso, ninguém têm dúvida. E muitos agradecem por isso.

domingo, 25 de junho de 2017

Formula 1 2017: Ronda 8, Azerbeijão (Corrida)

A história da ronda azeri poderia começar com a ideia de que esta poderia ser uma corrida aborrecida, numa pista relativamente aborrecida e demasiado longa para este campeonato - tem seis mil metros, a segunda mais longa do campeonato. Contudo, os eventos que aconteceram fizeram com que essa ideia caísse por terra. Toques, acidentes, entradas constantes do Safety Car e uma polémica entre os dois primeiros classificados, foi o "prato do dia" desta corrida de Baku, uma das mais agitadas do ano e com um final invulgar, com Daniel Ricciardo a ser o vencedor, e Lance Stroll a conseguir o seu primeiro pódio, ao fim de oito corridas, sendo o mais novo de sempre.

E tudo isto começou logo na partida. Quando as luzes se apagaram, Lewis Hamilton ficou na frente, seguido por Sebastian Vettel - mantiveram as posições na grelha - mas atrás, houve toques e acidentes. Primeiro, Carlos Sainz Jr. fez um pião que o faz ir para o final do pelotão, e depois, Valtteri Bottas e Kimi Raikkonen tocaram-se na Curva 2, com o finlandês da Ferrari a tocar no muro, enquanto que o da Mercedes sofria um furo e danos na asa dianteira. Quem beneficiou disto tudo foi Sergio Perez, que agora era terceiro, no seu Force India. Bottas arrastou-se até às boxes e perdeu uma volta, enquanto que Raikkonen continuou, aparentemente, sem danos.

Pouco depois, Daniel Ricciardo também teve de parar para trocar de pneus, provavelmente por causa de um furo lento, e fez cair até ao final do pelotão. Na frente, Hamilton estava na frente de Vettel, enquanto que Joylon Palmer acabou por ser a primeira desistência da corrida, na volta 8, arrastando-se até às boxes.

Nas voltas seguintes, outros pilotos tiveram problemas. Na volta 10, Kvyat ficou sem travões, e duas voltas depois, foi a vez de Verstappen voltar a ter problemas de motor, que o fez arrastar-se na pista e perder posições. E foi na altura em que entrou na pista o Safety Car. Foi a melhor altura para que trocassem pneus. Foi o que fizeram quase toda a gente do pelotão, incluindo Verstappen, que aproveitou para parar de vez.

O Safety Car ficou o tempo suficiente para tirarem o Toro Rosso da pista, o que aconteceu na volta 16.... e por algumas centenas de metros. Saíram destroços do carro de Kimi Raikkonen e ficaram no meio da pista, logo, tiveram de os limpar para que voltem à pista. Na volta 20, o Safety Car voltou às boxes, mas antes disso, Hamilton baixou demasiado a velocidade (um aparente brake test) para que Vettel tocasse por duas vezes no carro do piloto inglês. Mas o pior veio depois, quando na Curva 3, os Force India de Esteban Ocon e Sergio Perez se auto-destruem, acabando com as excelentes corridas que estavam a fazer até então. Perez caiu para o último lugar, Ocon ficou sem asa dianteira, trocou e continuou.

Atrás, Kimi Raikkonen ficou sem pneu traseiro direito e tentou voltar às boxes ao melhor estilo "Gilles Villeneuve em Zandvoort 79". Lá chegou, mas os mecânicos optaram por retirar. Contudo, aconteceu no preciso momento em que, por causa os destroços espalhados por todo o lado, depois de algumas voltas, a bandeira vermelha foi mostrada. 

Com o passar dos minutos, os carros foram reparados, a pista foi limpa, e pelas 18:15 locais (15:15 por estas bandas) e alguns dos pilotos que tinham parado, como Raikkonen e Perez, conseguiram reparar os seus carros e voltarem à corrida. 

Quando voltaram, na volta 24 (!), Ricciardo conseguiu passar os Williams para ser terceiro, enquanto que Hulkenberg era sexto. Massa, que estava com problemas na sua suspensão, arrastava-se, ao mesmo tempo qie Hulkenberg sofria um toque e ficava de fora. E só estávamos na volta 25...

Depois disto, a bizarria continua. Na volta 29, o apoio da cabeça de Hamilton começou a soltar-se e apesar das tentativas, o inglês teve de ir às boxes para trocar e entregar o comando para Vettel. Mas ao mesmo tempo que isso acontecia... Vettel tinha dez segundos de penalização, que a Ferrari decidiu que teria de o cumprir nas boxes, na volta 33. Ele acabaria por sair na frente de Hamilton, que era o que interessava. 

E na frente da corrida... estava Daniel Ricciardo, com Lance Stroll em segundo e Kevin Magnussen em terceiro!

Vettel e Hamilton começaram a subir posições, passando Alonso e Magnussen, com Bottas e Ocon pela frente. O finlandês era terceiro na volta 40, conseguindo passar o francês da Force India, e parecia que queria mais livrar-se dos outros pilotos do que fazer de "tampão". Lá conseguiu distanciar-se o mais que podia, mas na parte final da corrida, parecia que tudo estava decidido em termos dos três primeiros.

Parecia... até a duas voltas do fim. Bottas esforçou-se para apanhar Stroll, enquanto que Vettel tentava aguentar Hamilton. Houve suspense no momento da meta, quando Ricciardo ficou com o lugar mais alto, e Bottas conseguiu "in extremis", ficar com o segundo lugar de Lance Stroll. Mas Vettel ficou em quarto, na frente de Hamilton, o suficiente para ganhar mais alguns pontos na luta pelo campeonato.

E atrás, mais algumas novidades: Fernando Alonso chegou ao fim na nona posição, dando por fim os primeiros pontos do ano à McLaren, e Pascal Wehrlein ficou com o décimo posto, mais um ponto para a Sauber, a equipa que nesta semana viu Monisha Kalternborn sair de cena.

No final, a corrida azeri tornou-se mais interessante do que aparentava. Mas já se esperava, dada a estreiteza da pista. Contudo, as tretas que aconteceram depois, com o "caldo entornado", vai parecer que a luta pelo título mundial não só se tornou mais dura na pista, como também nos bastidores. Veremos como isto vai acabar...  

Formula 1: Abiteboul nega o regresso de Kubica

A ideia de que Robert Kubica poderia voltar a correr num Formula 1 em Monza fez soar o alarme sobre Joylon Palmer, que poderia ter os seus dias contados na Formula 1, pois de uma certa forma é um dos pilotos mais lentos do pelotão, a par de Marcus Ericsson. Contudo, a ideia de uma substituição pelo piloto polaco não passam de falsidades, como disse Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Renault, neste fim de semana, em Baku.

Não, absolutamente não. Não sei de onde isto veio, mas é falso”, disse o responsável da Renault, Cyril Abiteboul. “Não há mais nada planeado para ele tirando um evento de marketing em Goodwood, onde vai pilotar o mesmo monolugar, E20, em frente à casa de Lord March”, começou por explicar.

Sobre Joylon Palmer, Abiteboul afirmou que não há um prazo para ele demonstrar o seu valor, afirmando que tem de trabalhar como os outros no sentido de melhorar as performances da equipa.

Ele tem contrato connosco e estamos totalmente focados em ajudá-lo a superar este período, que é difícil, como é óbvio. Ele não tem nenhum ultimato, mas foi-lhe dito que tem de dar tudo, como todos os membros da equipa. Estamos a dar o nosso melhor para o proteger, mas ao mesmo tempo para lhe dar o nosso melhor em equipa”, disse.

Palmer partirá amanhã da penultima fila do GP do Azerbeijão, já que ambos os McLaren vão cumprir uma penalização por terem trocado de motor e caixa de velocidades.

sábado, 24 de junho de 2017

Youtube Motorsport Crash: O bizarro acidente de Tom Coronel em Vila Real

O fim de semana de Tom Coronel na ronda portuguesa do WTCC pode ter acabado ainda antes de começar, depois desta acidente que sofreu numa das qualificações, no circuito de Vila Real. Na chegada à rotunda, onde agora está instalada a "Joker Lap", o piloto do Chevrolet perdeu o controle do carro na travagem - viu-se depois que quebrou um elemento da suspensão - e acabou por bater... numa ambulância.

No final, ficaram todos bem, quer o piloto, quer os bombeiros que estavam presentes.

Formula 1 2017 - Ronda 8, Azerbeijão (Qualificação)

Quando vi esta pista no ano passado, sempre fiquei com a sensação de que estaria a ver uma corrida numa pista desenhada numa avenida marginal de uma estância balnear no Mediterrâneo. Imaginem, por exemplo, uma corrida cuja reta da meta seria na Promenade des Anglais, em Nice. Os organizadores poderiam ter a ideia de fazer um "Montecarlo do Cáspio" naquelas bandas, mas isso só aconteceu por causa do petróleo que jorra não muito longe dali.

Baku é desnecessário, e para piorar as coisas, aquele circuito tem sitios perigosos. A entrada do Castelo é tão estreita, mais estreita do que certas partes do circuito de Monte Carlo, que ontem, o Sergio Perez só me deu razão aos meus receios, ao bater forte e feio e destruir todo o lado direito do seu Force India. E sei perfeitamente que se baterem daquela maneira no dia da corrida, teremos bandeira vermelha pela certa. Mas como eles pagaram para terem a Formula 1 por ali por uns tempos, lá vamos nós termos de aturar isto. Nós, e os novos donos. Em suma, é mais uma das armadilhas deixadas para trás pelo Bernie Ecclestone.

Vistas as coisas pelo campeonato, a Ferrari tinha de reagir depois do domínio de Lewis Hamilton no Canadá, há duas semanas. Sebastian Vettel tinha de mostrar que a sua liderança no campeonato não era por acaso, e ainda tinhamos os seus companheiros de equipa, e os Red Bull, especialmente Max Verstappen, que chegou a ser o melhor num dos treinos livres de ontem.

E ainda antes da qualificação, mais desgraça para a McLaren: Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne tiveram penalizações por mudarem de motores e de caixas, caindo para o final da grelha. E pelos vistos, parece que vão largar na fronteira com o Irão...

Debaixo de sol, máquinas e pilotos partiram para a primeira parte da qualificação, onde Lewis Hamilton começou a marcar tempo, com Max Verstappen logo a seguir, na frente de Valtteri Bottas e dos dois Ferrari. Tudo isto em pneus moles. Atrás, algumas saúdas de pista e toques, especialmente Romain Grosjean, que decidiu "pintar o muro", mas o carro não sofreu assim tanto.

No final (com Joylon Palmer sem sair de pista para marcar um tempo), os McLaren, o Haas de Romain Grosjean e o Sauber de Marcus Ericsson ficaram de fora da Q2. Claro, ver Pascal Wehrlein no outro lado e um feito para a Sauber, que viu a sua chefe sair de cena esta semana.

A Q2 mostrou que os tempos melhoraram um pouco, graças ao aumento da temperatura no asfalto e a melhor eficácia dos pneus moles. Os primeiros a marca tempo foram os Williams, mas foi Lewis Hamilton que faz 1.41,992, então a 40 centésimas de Valtteri Bottas. E entre os que queriam ir para a Q3 estava Lance Stroll, que tinha marcado o sexto melhor tempo... naquela altura. Mas depois, Hamilton voltou à pista e faz 1.41,275. Ainda estávamos a meio da Q2, e parecia que o inglês ia a caminho de nova pole-position...

No final, os excluídos foram os Toro Rosso, o Haas de Kevin Magnussen, o Renault de Nico Hulkenberg e o Sauber de Wehrlein. E na parte final, entraram aos pares: Mercedes, Ferrari, Red Bull, Force India e Williams. E tirando os Red Bul e os Ferrari, tudo o resto eram Mercedes.

Na parte final, parecia que iria ser uma pró-forma para a pole de Lewis Hamilton, mas primeiro, tinham de esquecer os pneus durante pelo menos duas voltas para marcar um bom tempo. Contudo, Valtteri Bottas faz 1.41,274, na frente de Hamilton... e depois de tocar na apertada curva 8. Mas Hamilton saiu largo mais adiante e perdeu cerca de meio segundo, ficando atrás de Bottas por 154 centésimos.

A três minutos do final da qualificação, Daniel Ricciardo tocou no muro e obrigou a amostragem das bandeiras vermelhas, o que daria tempo mais do que suficiente para uma volta rápida. Passaram alguns minutos para tirar o carro de fora daquele lugar, e em pouco mais de cinco minutos, a pista estava pronta para que voltassem a fazer um tempo.

E quando aconteceu, os Mercedes foram dos primeiros a saírem na pista, a par do Red Bull de Max Verstappen, e depois os Ferrari. Bottas melhorava o tempo, mas o inglês fez 1.40,594 e fez a 66ª pole da sua carreira. Raikkonen foi o terceiro, na frente de Vettel, E Verstappen foi o quinto. Estaban Ocon foi o sétimo, na frente de Lance Stroll, o oitavo, e ambos estiveram na frente de Sergio Perez e Felipe Massa, seus companheiros de equipa.

E assim foi a qualificação azeri. Mostrou que os Mercedes estavam a ganhar a batalha pelo dominio na grelha, e com este novo monopólio dos Flechas de Prata, parecia que o assalto de Hamilton ao comando estaria a meio caminho da sua concretização. Restava saber se eles amanhã sairiam incólumes dos muros que rodeiam este circuito. Eles... e tudo o resto. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

IndyCar: Gutierrez corre na Dale Coyne até ao final da temporada

Depois de ter corrido em Detroit, e não ter participado em Texas devido à sua inexperiência em ovais, o mexicano Esteban Gutierrez vai correr pela Dale Coyne até ao final da 2017, em substituição de Sebastien Bourdais, acidentado em Indianápolis e que ficará de fora para o resto da temporada. "Estou muito feliz por finalmente anunciar o meu programa de corrida para o resto da temporada", disse Gutierrez.

O piloto de 27 anos, que esteve na Haas no ano passado e correu três provas da Formula E nesta temporada, não participou na ronda oval de Texas - subsituido por Tristian Vautier - devido à sua inexperiência nas ovais americanas.

"Representar o México na Verizon IndyCar Series tem um enorme significado para todos os fãs que acompanharam a série pela história e estou muito agradecido por preencher essa posição", continuou.

"A IndyCar tem equipes e pilotos altamente competitivos e o desafio para mim será ótimo, mas vou usar toda a minha experiência da Fórmula 1 com Sauber, Haas F1 Team e Ferrari para me adaptar rapidamente ao carro e às pistas. Estou ansioso para continuar trabalhando com a Dale Coyne Racing e a Honda. Confio neles para obtermos juntos excelentes resultados", concluiu.

IndyCar: Wickens substitui Aleshin em Road America

O canadiano Robert Wickens irá correr na Schmidt Motorsport na corrida em Road America, em substituição do russo Mikhail Aleshin, que está retido em França devido a problemas com o seu visto de entrada nos Estados Unidos, segundo conta o site Autoweek. Wickens, que correr no DTM, estava a gozar o fim de semana na sua terra natal quando recebeu uma chamada da equipa, onde correr o seu compatriota e amigo James Hintchcliffe, para correr no lugar dele na pista de Elkhart Lake.

Falando sobre esse assunto, ele comentou:

"Mikhail e eu fomos companheiros de equipa por três anos na Europa, quando estávamos juntos na Red Bull", disse Wickens. "Então eu tenho um relacionamento muito bom com ele. Eu sinto pela situação que ele está passar, como um piloto internacional. Não é fácil às vezes com a imigração, para que ele possa fazer o seu caminho.", continuou.

Sobre se gostava de correr neste fim de semana, foi franco: "Obviamente, sim. Eu vou ser honesto. Sim, eu ficarei desapontado se eu não fizer a corrida. Mas no momento estou indo no momento. Ontem, eu estava a caminho de um fim de semana relaxante, agora estou aqui, em Road America. Então, teremos que esperar e ver ".

Falando também acerca da sua amizade com o seu compatriota Hintchcliffe, Wickens comentou:

"James e eu ... nos conhecemos desde 2001 quando corríamos juntos de kart em Toronto", começou por dizer. " Nós sempre brincávamos, 'não seria bom se formos profissinoais?' Ele sempre quis ir para IndyCar e eu sempre quis ir para a Fórmula 1. Nós já sabíamos que, mesmo em jovem, tinhamos já caminhos diferentes", continuou.

"Nós ficamos muito íntimos. Como, eu era um piloto de reserva na Formula 1 durante um tempo, testei um pouco. Mas o tempo todo, ao longo da nossa infância, estávamos dizendo: 'quando chegássemos a profissionais, devemos fazer uma troca de carro'. Ele sempre quis experimentar um carro de Formula 1. Eu queria experimentar um carro da Indycar. Podimos fazê-lo. Claro, não era um carro de F1, mas o carro da DTM é ótimo para guiar. Ele conseguiu dirigir o carro, o melhor que um carro de turismo [pode ser], que é algo que muitas pessoas não têm a chance de fazer", continuou.

"Mas, sim, o fato de estar aqui hoje, definitivamente não esperava", concluiu.

Rumor do Dia: Gasly poderá substituir Buemi em Nova Iorque

O francês Pierre Gasly poderá ser o substituto de Sébastien Buemi na Renault e.dams. O suíço, líder do campeonato, terá que falhar a ronda dupla de Nova Iorque devido às 6 Horas de Nürburgring do Mundial de Resistência (WEC), nas quais vai representar a Toyota. Já o piloto da 'cantera' da Red Bull, disputa esta temporada a Super Fórmula do Japão, seguindo na 14ª posição, com um ponto, ao cabo de duas rondas.

O site Motorsport.com escreve nesta quinta-feira que Gasly é o principal candidato à vaga de Buemi, tendo passado já algum tempo a trabalhar na fábrica da DAMS durante o fim-de-semana das 24 Horas de Le Mans. Além disso, terá autorização da Red Bull para falhar a presença no GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1 e competir em Nova Iorque. A confirmação do substituto de Buemi deverá surgir ainda neste mês.

Gasly, de 21 anos (nasceu a 7 de fevereiro de 1996), foi campeão da Eurocup Formula Renault 2.0 em 2013, vice-campeão da Formula Renault 3.5, no ano seguinte e campeão da GP2 Series em 2016. Este ano, corre na Super Formula, no Japão, e está debaixo da asa da Red Bull, como piloto de desenvolvimento. 

O objectivo da Renault e.dams no ePrix de Nova Iorque passa por proteger o comando do campeonato de Buemi dos ataques de Lucas di Grassi, no seu Audi-Abt, mas o facto de Gasly ser um piloto inexperiente na Fórmula E não deverá ser grande problema. Pelo menos, a avaliar pelas palavras do chefe de equipa, Jean-Paul Driot: "Sei que iremos colocar alguém no monolugar se tivermos que fazer uma mudança. Não há ninguém livre que tenha uma boa experiência na Fórmula E para nós, por isso o piloto que teremos não vai ter experiência competitiva".

Ainda não se sabe quem serão os substitutos de outros dois pilotos que se ausentarão da corrida de Nova Iorque: o britânico Mike Conway e o argentino José Maria Lopez.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Formula 1 em Cartoons: O assédio da McLaren (Cire Box)

Os rumores sobre o possível divórcio McLaren-Honda parecem ser reais. E o Cire Box decidiu fazer um cartoon sobre isso, recorrendo a um clássico...

Noticias: WEC e Formula E não colidem em 2018

O Mundial de Endurance e a Formula E não colidirão os seus calendários na próxima temporada. A noticia foi dada hoje pela FIA, e é uma consequência da reunião que tiveram no mês passado no Mónaco para tratar de uma harmonização desses calendários a partir de 2018, para evitar que os pilotos dêem prioridade a algumas competições em detrimento de outras. 

"Le Mans será num fim de semana protegido e não teremos Formula 1 e WEC ao mesmo tempo no mesmo país, porque isso não faz sentido", começou por dizer Gerard Neveu, o presidente da ACO, ao site Motorsport.com. "Estamos a tentar fazer o nosso melhor para todos e tenho a sensação de que os três parceiros estão trabalhando de forma muito construtiva", concluiu.

A jornada dupla de Nova Iorque, esta temporada, irá acontecer a 15 de julho, precisamente no mesmo dia que as Seis Horas de Nurburgring, prova do Mundial de Endurance e do qual os pilotos Sebastien Buemi, Mike Conway e José Maria Lopez terão de se ausentar, o que poderá prejudicar as chances do piloto suíço de alcançar o título na Formula E por causa dos seus compromissos na equipa oficial da Toyota. Assim sendo, para evitar que isso se repita, na próxima temporada, a corrida de Nova Iorque acontecerá uma semana antes, para evitar colidir no calendário, pois a corrida alemã de endurance terá de acontecer pelo menos um mês depois das 24 Horas de Le Mans.

Quando à clássica corrida de La Sarthe, ambas as organizações decidiram que as competições não colidirão no calendário a partir de 2018.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A saída de Monisha Kalterborn

Soube-se hoje que Monisha Kalterborn, a patroa da Sauber, está de saída da equipa. A indiano-suíça, que está à frente dos destinos da equipa de Hinwill desde 2010 - e tornou-se em uma das duas diretoras de equipa, sendo a segunda Claire Williams - decidiu ir embora por causa de divergências com a Longbow Finance SA, que discutiam sobre o rumo que a equipa deveria ter desde meados de 2016, altura em que entrou na equipa, para o salvar da falência.

Segundo conta o Joe Saward em relação às razões para a sua saída, tudo tem a ver com o confronto de ideias entre ambos os lados. Pascal Picci, o seu "chairman", não gostou muito das escolhas que Kalternborn tinha feito na sua equipa técnica, com a contratação de Jorg Zander, e também com o desenvolvimento do carro, que ainda não alcançou aquilo que deveria ter feito, apesar do oitavo lugar no GP de Espanha, com Pascal Wehrlein ao volante. Aliás, neste momento, eles estão na frente da McLaren!

Resta saber quem ficará com o lugar. Nada se sabe, por enquanto, quem será a pessoa, mas se for alguém de fora, é provável que terá de recrutar muita gente, pois os "lealistas" de Kalterborn poderão ir embora, em solidariedade, e isso poderá implicar mais confusão numa equipa que já sofre com as constantes mudanças nas várias áreas, desde 2012, e que tem vindo a acentuar a decadência da quarta equipa mais antiga em atividade. 

E como diz o Joe, convencer alguém a trabalhar na Suíça não é fácil...

terça-feira, 20 de junho de 2017

Formula E vai ser mais potente... e terá novo local

A próxima temporada da Formula E vai ter algumas novidades, e a primeira delas é um aumento de potência para 180 kw, mantendo a potência máxima disponível na qualificação nos 200 kW. E também poderá ser a primeira em que acabará a troca de carros a meio da corrida. São estas as grandes novidades desta competição.

Depois de ser apresentado o novo calendário, com catorze provas - três delas são jornadas duplas, em Hong Kong, Nova Iorque e Montreal - e de novos lugares na competição, como Roma, São Paulo e Santiago do Chile, as equipas vão ter mais seis dias promocionais, aumentando para três o máximo dia dias num circuito, com a ideia de promover os ‘roadshow’. Será também adicionado um dia de treinos durante a época, juntamente com um treino reservado aos "rookies" para se poderem adaptar ao novo carro.

Para além disso, haverá um novo local para testar. Eles sairão de Donington Park e vão testar no circuito Ricardo Tormo, em Valencia. Os novos carros serão testados a partir de outubro, embora ainda não se saiba oficialmente os seus dias.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Noticias: Ni Amorim é o novo presidente da FPAK

Foi uma eleição renhida e com um resultado inesperado: Ni Amorim foi o grande vencedor nas eleições para a presidência da Federação de Automobilismo e Karting (FPAK), conseguindo 47 votos contra 44 de Manuel de Mello Bryner, que se recandidatava à presidência. O antigo piloto de, entre outros, o DTM, vai presidir aos destinos da federação até 2020.

Sinto uma grande satisfação e, ao mesmo tempo, orgulho por ser eu o escolhido para liderar a FPAK, sinal inequívoco de que o rumo seguido pelo Executivo anterior estava longe de corresponder aos anseios dos associados, mas também tenho consciência da responsabilidade que a partir de agora, face às expetativas criadas, recai sobre os meus ombros. É tempo de cerrar fileiras e colocar mãos à obra, porque há muito trabalho a fazer. Serei, podem ter a certeza, um presidente da FPAK de todos os associados, incluindo daqueles que não votaram em mim hoje, e conto com a colaboração de todos”, declarou, no momento da vitória.

Assim sendo, o ex-piloto vai suceder a outro ex-piloto, que pegou nos destinos da federão depois da morte de Luiz Pinto de Freitas, em abril de 2013. Depois de ser eleito, Mello Bryner deu conta de uma instituição com um passivo gigantesco e conseguiu geri-la de modo prudente para garantir o pagamento da dívida e em simultâneo, "fazer evoluir o desporto automóvel em Portugal", como diz o editorial da Autosport portuguesa escrito esta noite para homenagear o trabalho feito por ele.

Resta saber o dia da tomada de posse do novo presidente e dos seus associados.