terça-feira, 17 de julho de 2018

A imagem do dia

E de repente... já se passaram três anos. Sempre lembrado, nunca esquecido. 

Os planos da FIA para entrar nos Jogos Olimpicos

Automobilismo, modalidade olímpica? Aparentemente, tal coisa é incompatível, embora tenha havido uma prova de motonáutica na edição de 1900, realizado em Paris. Contudo, o COI anunciou recentemente que o karting será modalidade olímpica de demonstração na edição dos Jogos Olimpicos da Juventude, que terá lugar entre os dias 6 e 18 de outubro em Buenos Aires, a capital da Argentina.

Para quem não sabe, o COI, Comité Olimpico Internacional, acolheu a FIA em 2012 como seu membro. E desde essa altura que a bandeira de Jean Todt no seu mandato, a segurança na estrada, tem sido acolhida pela competição. E este ano, a entrada do karting nesta competição poderá servir como forma de entrada no palco maior, o dos Jogos Olimpicos. Especialmente com uma competição como o e-karting.

Numa entrevista ao site racingfans.net, Peter Bayer, secretário-geral da FIA, explicou que existe um plano desde há algum tempo para acolher a modalidade, e poderão passar mais tempo até que esta seja aprovada... ou não.

Em Nanjing, [edição de 2014] da Olimpíada da Juventude, eles introduziram skate e escalada”, explica Bayer, “desportos que depois entraram no programa olímpico”, prosseguiu. 

O plano de Bayer - que ajudou a organizar os Jogos de Inverno da Juventude em Innsbruck, em 2012 - é o de introduzir uma classe de karting elétrico, o e-karting, onde os pilotos competiriam de igual para igual num carro próprio, à semelhança do que se vê na vela. Em paralelo, seria promovida a segurança na estrada. Contudo, em Buenos Aires, o e-karting será um desporto de demonstração, para saber se será possível a sua entrada definitiva no programa da juventude olímpica, numa primeira fase. 

"Obviamente, como meu coração está a bater pelo desporto e na minha conversa com o COI, basicamente dissemos que se trouxermos educação sobre segurança no trânsito, também queremos mostrar o E-karting", começou por dizer Bayer.

Também garante um nível de desempenho igual e absoluto para cada atleta, o que sempre foi um dos problemas que estávamos tendo na história falando sobre o automobilismo nas Olimpíadas. Você pega um barco à vela, eles produzem um desenho, um só, todos têm o mesmo barco. Qual é a diferença entre um barco a vela e um E-kart? Nada, porque agora tem tudo a ver com o piloto e as suas habilidades”, continuou.

"Eles disseram que, obviamente, você não pode simplesmente entrar e administrar um evento olímpico da Juventude com medalhas e tudo. Mas ficaríamos felizes por mostrar a modalidade ao lado da educação sobre segurança na estrada.

"Então, o que vamos fazer é que [iremos] estar provavelmente no Parque Olímpico, onde está apresentando a maioria dos desportos, com uma grande tenda de segurança na estrada, que será muito interativa, combinada com elementos educacionais. E teremos o slalom de karting durante a realização dos Jogos. Além disso, faremos uma demonstração de corrida no Autódromo de Buenos Aires, que está sendo discutido para potencialmente voltar à Fórmula 1. E então lá novamente começa a se alinhar porque é sobre segurança no trânsito, educação, o futuro do automobilismo. A cidade de Buenos Aires está fortemente preocupada com a educação em segurança rodoviária, mas eles também são grandes fãs de automobilismo”, concluiu.

A discussão ainda está em aberto, mas Bayer deseja que aconteçam competições no masculino e feminino, com cerca de cinquenta atletas cada um.

Contudo, a perspectiva do automobilismo se tornar um desporto olímpico, é um primeiro passo que agrada o brasileiro Felipe Massa, ex-piloto e agora presidente da comissão de kart da FIA.

"Acho incrível. Nunca tivemos carros ou desportos a motor nos Jogos Olimpícos. Se eles conseguirem fazer isso, acredito que o kart seja a solução perfeita para isso se concretizar", disse Massa à racingfans.net.

Contudo, todos reconhecem que existe um longo caminho até se chegar a uma conclusão positiva - ou não. Mas na próxima década poderá haver resultados. 

ERC: Magalhães defende a liderança em Roma

Agora que são os líderes do Europeu de ralis, Bruno Magalhães e o seu navegador, Hugo Magalhães, vão para as classificativas em asfalto do Rali di Roma Capitale com o intuito de reforçar o comando do campeonato, depois de o conquistarem no final do Rali de Chipre. Com a concorrência de pilotos como Alexey Lukyanuk, bem como boa parte dos pilotos italianos, presentes para o campeonato local, Bruno Magalhães sabe que a sua vida não vai ser fácil neste rali. 

Vai ser um desafio enorme, num rali sprint, que é uma das melhores provas de asfalto do mundo. Acima de tudo, pretendemos defender a liderança do ERC, e para isso, teremos de ter muita atenção com os pilotos locais, que nos vão obrigar a andar muito rápido. Tendo em conta a excelente lista de inscritos, penso que este ano será mais difícil que na edição anterior, onde alcançámos o terceiro lugar. O dia de testes será extremamente importante para as necessárias afinações, tendo total confiança que poderemos sair de Roma com um bom resultado. Conseguir subir ao pódio seria excelente, tendo a consciência que também será difícil”, disse, em jeito de antevisão da prova. 

O Rally di Roma Capitale, quinta prova do Europeu de ralis, acontecerá entre os dias 20 e 22 de julho, e terá quinze troços cronometrados. O piloto português lidera o campeonato com 98 pontos, após quatro provas, quinze à frente de Alexey Lukyanuk.

WRC: Makkinen feliz com Tanak

Tommi Makinen afirma-se satisfeito com Ott Tanak. O ex-piloto e agora diretor da Toyota Gazoo Team disse que o piloto estónio, que chegou esta temporada à Toyota, vindo da Ford, foi autor de performances brilhantes e se adaptou rapidamente ao carro.

"As performances de Ott e a forma como se adaptou ao Yaris colocaram Jari-Matti sob pressão. Para responder a essa pressão atacou cada vez mais e cometeu erros," afirmou Makinen em entrevista à revista francesa Auto Hebdo, que reconhece a situação difícil em que se encontra Jari-Matti Latvala, que está a ter uma temporada decepcionante ao serviço da marca japonesa.

O veterano finlandês, quatro vezes campeão do mundo, revela ainda que já tentaram ajudá-lo "de diversas formas, mas ele subitamente coloca demasiada pressão sobre si próprio." E ele quer dar todas as condições a Latvala "para ele recuperar a confiança", disse.

Em relação a Esapekka Lappi, outro dos pilotos da marca, Makinen afirma não estar "completamente satisfeito", pois acha que "deveria mostrar mais consistência do princípio ao fim das provas". Ele refere que, exceptuando Sardenha e Córsega, nesta temporada ele fica com a impressão que Lappi começa demasiadas vezes os ralis "a dormir na sexta-feira, acorda um pouco no Sábado e só Domingo está perfeitamente desperto".

No cômputo geral, a Toyota estava uma consolidação de resultados que sustentasse a entrada fulgurante de 2017, o ano do regresso da marca ao WRC. Apesar de terem apenas uma vitória, como na temporada passada, Tanak, atual terceiro classificado, está mais longe da luta pelo título de pilotos do que Latavla estava na temporada anterior.

Quanto ao campeonato WRC, este estará de volta à estrada no final do mês com o Rali da Finlândia.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

A imagem do dia

Há precisamente 35 anos, em Silverstone, a Formula 1 esta junta para o GP da Grã-Bretanha. Mais do que ver Ferrari, Renault e Brabham lutando pelas posições da frente, o pelotão britânico via o ingresso de uma nova equipa, a Spirit. Mas mais importante que a chegada de uma nova equipa, era também o seu motor. Era um Turbo, mas sobretudo, era a Honda, que regressava quinze anos depois da última vez.

A Honda decidiu regressar à Formula 1 no inicio da década 80, quando a competição estava a abraçar os motores Turbo. Contudo, como acontecera da última vez, a Honda decidiu que iria apenas construir motores, não chassis. A escolhida era uma das equipas garagistas, vinda da Formula 2: a Spirit.

Tinha sido fundada dois anos antes por Gordon Coppuck e John Wickham, então empregados da March. Coppuck tinha sido o projetista de carros como o McLaren M23 e tinha saído da marca quanto Ron Dennis chegou. A marca surgiu porque havia muito apoio japonês, pneus Bridgestone e motor Honda. No ano seguinte foram para a Formula 2, com o apoio da Marlboro, pilotos como Thierry Boutsen e Stefan Johansson, e acabaram o ano com três vitórias e o terceiro lugar do campeonato com o belga, perdendo apenas para Corrado Fabi e Johnny Cecotto.

No inicio de 1983, a Spirit deu o passo seguinte. Pegaram no chassis da Formula 2, adaptaram-no para receber o motor da Formula 1 e Johansson ficou como piloto de testes da marca, já que Boutsen foi para a Arrows, para se estrear na categoria máxima do automobilismo. A sua estreia foi na Race of Champions, em Brands Hatch, onde andou bem até se retirar, vítima de um radiador furado. E em julho, a estreia, onde se qualificou no meio da tabela, e andou forte até ter problemas com a bomba de combustível e abandonar. 

A Spirit teve vida curta - acabou no inicio de 1985 - e a associação com a Honda terminou no final de 1983. Mas naquele dia de há 35 anos, a Formula 1 assistia a um regresso, que iria marcar o resto da década e escreveria a ouro as páginas da segunda passagem da marca japonesa na categoria máxima do automobilismo.

Formula E: Felix da Costa frustrado com Nova Iorque

O final de temporada da Formula E foi frustrante para António Félix da Costa, que não conseguiu pontuar nas duas corridas de Nova Iorque. Um 11º e um 15º posto foram os resultados alcançados pelo piloto da BMW Andretti no fim de semana americano, marcado por penalizações problemas mecânicos e maus resultados na grelha durante as qualificações, devido à fraca competitividade do carro face à concorrência.

Sobre a corrida de sábado, a sua quarta chegada à beira dos pontos na temporada, depois de uma luta intensa, demonstrou as diferenças de andamento face aos carros das equipas da frente. O piloto português disse depois que "foi o resultado possível, simplesmente não tivemos andamento para mais. Consegui gerir bem a energia, maximizar o carro nos momentos mais importantes da corrida, mas a nossa velocidade pura foi simplesmente inferior aos nossos adversários".

Para a corrida de domingo, apesar das expectativas iniciais serem boas, um problema de transmissão o impediu de marcar qualquer tempo e o fez partir da última fila da grelha de partida. Na corrida, recuperou até ao décimo posto, mas uma penalização de 10 segundos, imposta devido à troca de caixa de velocidades entre a qualificação e a corrida, deitou tudo a perder. E para piorar as coisas, a duas voltas do fim, um problema na caixa de velocidades obrigou a ir às boxes em definitivo.

Em jeito de balanço, apesar dos vinte pontos conseguidos neste temporada, com um sexto posto como melhor resultado na primeira corrida de Hong Kong, o piloto de Cascais sente muita frustração em relação aos resultados que julga poder alcançar na competição. 

"Sinto um misto de frustração por toda a temporada e por mais um fim-de-semana complicado, mas ao mesmo tempo um sentimento de alivio por terminar esta época, que foi provavelmente das mais complicadas da minha carreira, psicologicamente falando. Do meu lado sinto que extrai todo o potencial do carro, mas simplesmente tivemos normalmente um dos carros mais lentos do pelotão", começou por dizer. 

"Resta-me agradecer à equipa o esforço e dedicação, mas agora é hora de concentrar e trabalhar para a temporada 5, que está ai à porta e onde deposito grandes esperanças. Finalmente a BMW vai estar representada oficialmente na Formula E e acredito que teremos condições na próxima época para lutar pelos lugares cimeiros. A razão destes dois últimos anos era esta, esperar pela entrada oficial da BMW, portanto chegou a altura de mostrar o meu real valor aqui na Fórmula E e lutar por pódios e vitórias!"

A Formula E vai voltar à ação no final do ano com os carros da Gen2, em Riad, a capital da Arábia Saudita.

domingo, 15 de julho de 2018

Formula E: Vergne foi o melhor na segunda corrida de Nova Iorque

Jean-Eric Vergne foi o vencedor da segunda e-corrida de Nova Iorque prova de encerramento do campeonato. O piloto da Techeetah foi melhor que Lucas di Grassi, segundo classificado, enquanto Daniel Abt ficava com o lugar mais baixo do pódio, numa corrida em que os primeiros andaram juntos, mas não conseguiram ultrapassar-se. Apesar deste segundo e terceiro lugar da Audi, a marca alemã conseguiu o título de Construtores, com dois pontos de diferença sobre a Techeetah. 

A e-corrida de Nova Iorque viveu sob a sombra da dúvida entre a qualificação e a corrida devido ao meu tempo. Um aviso de tempestade fez evacuar o paddock como medida de precaução, mas menos de uma hora depois, este foi levantado e a prova aconteceu na hora prevista. 

Na partida, Vergne passa Buemi e ficou com a liderança, com Lotterer a ser terceiro, na frente de Di Grassi, Piquet e Abt. O alemão tentou passar no suíço, ainda no final da primeira volta, mas não teve sucesso. Contudo, pouco depois, a organização avisou que os carros da Techeetah estavam sob investigação por causa de uma alegada falsa partida. Entretanto, na volta cinco, Lotterer passava Buemi e era segundo.

Na volta sete, José Maria Lopez tornava-se na primeira vitima da corrida, ao sofrer um toque no muro e ficar muito danificado. A seguir, Jerome D'Ambrosio e Luca Fillipi bateram forte e acabou com "full course yellow". Com isso, a Dragon acabava prematuramente a sua temporada. E foi durante esse "full course yellow" que Lotterer recebeu uma penalização de dez segundos pela falsa partida.

A corrida retomou na volta onze, com Lotterer a aproveitar para ter de cumprir o seu "stop and go", e Di Grassi a passar Buemi na volta seguinte para ser segundo. Na volta 18, Abt passou Buemi e ficou com o terceiro posto, reforçando a liderança da Audi no campeonato de Construtores.

Atrás, Félix da Costa estava a fazer uma recuperação desde o final da grelha, mas a organização decidiu penalizá-lo em dez segundos pelo seu envolvimento no acidente entre Fillipi e D'Ambrosio. Ele cumpriu antes da troca de carros. 

Os carros pararam nas boxes na volta 23, para trocar de chassis, com Vergne e Di Grassi em cima um do outro. Não houve alterações nos da frente, apesar de todos andarem perto uns dos outros. O brasileiro pressionou o campeão francês, mas este resistia. 

Na parte final, Di Grassi atacou Vergne, ao mesmo tempo que Lotterer entrava nos pontos, primeiro passando Sarrazin e depois Bird, para ser nono. Mas no final, não houve mudanças na classificação geral, e a Audi ficou com o título de Construtores. 

Formula E: Buemi o melhor na segunda qualificação nova-iorquina

Sebastien Buemi foi o último poleman desta temporada em Nova Iorque, batendo os Techeetah de André Lotterer e Jean-Eric Vergne, o novo campeão do mundo de Formula E. Esta tarde, numa qualificação chuvosa, Sam Bird ficou no meio da tabela e António Félix da Costa não marcou qualquer tempo, acabando por largar do último lugar da grelha. 

Com tudo decidido em termos de campeonato, a grande dúvida era saber se Lucas di Grassi poderia alcançar o segundo lugar, desalojando Sam Bird dessa posição. Como foi fito em cima, a qualificação ficou marcada pela chuva. Era a primeira vez na história da competição que os pilotos encaravam uma sessão de treinos com pista molhada. 

E foi com isso em vista que começou a qualificação. No primeiro grupo, estavam Stephane Sarrazin, Tom Dillmann, Luca Fillipi, Ma Qinghua e Nicolas Prost. Sarrazin foi o melhor, com 1.19,017 o piloto chinês da NIO - que substituía o lesionado Oliver Turvey - a bater no muro e a perder sete segundos no tempo final. Por esta altura, a chuva tinha acabadoe a pista começava a secar.

No segundo grupo, alinhavam Daniel Abt, Sebastien Buemi, Nick Heidfeld, o campeão Jean-Eric Vergne e Sam Bird. Buemi não fez um grande tempo na sua primeira volta, mas Vergne faz 1.19,315 e sobe para o segundo posto provisório. O suíço melhorou, fazendo o melhor tempo provisório, com 1.17,867. Vergne fez apenas o quarto melhor tempo, atrás de Daniel Abt e Lucas di Grassi. Sam Bird era quinto, e era provável que não ficasse para a Superpole.

No terceiro grupo estava Maro Engel, António Félix da Costa, José Maria Lopez, Alex Lynn e Jerome D'Ambrosio. Engel não fez grande tempo, Félix da Costa não marcou tempo - irá largar de último - e o único que fez algo interessante foi José Maria Lopez, que fez o sétimo melhor tempo provisório.

No último grupo estavam André Lotterer, Nelson Piquet Jr, Mitch Evans, Felix Rosenqvist e . Lotterer foi terceiro, tirando Bird da SuperPole, e o resto praticamente desistiu de marcar tempo por causa das condições da pista. Assim sendo, dois Audi, dois Techeetah e o Renault de Sebastien Buemi iam fazer a última parte da qualificação.

Na SuperPole, Vergne conseguiu fazer 1.18,031, antes de Lotterer o bater com 1.18.013. Abt fez um tempo 132 centésimos mais lento, e depois foi a vez de Buemi, que bateu a todos, fazendo 1.17,973, esperando todos pelo último carro, o de Lucas di Grassi. Mas na sua volta lançada, tocou na parede com alguma violência e danificou o carro, deitando por terra a sua chance de ficar com a pole-position. Assim sendo, Buemi fez a sua 11º pole-position da sua carreira, com os Techeetah atrás dele.

A corrida acontecerá pelas oito da noite, horário de Lisboa, e com um tempo instável à vista, promete ser emocionante.

Formula E: Ma Qinghua vai substituir Oliver Turvey em Nova Iorque

O chinês Ma Qinghua vai correr este domingo a última corrida da Formula E pela NIO depois de Oliver Turvey ter sofrido ontem um acidente na qualificação da corrida de ontem e ter fraturado o seu pulso direito. 

"Hoje [sábado] de manhã, durante o segundo treino para a 11ª rodada do campeonato da FE, em Brooklyn, Nova York, o piloto #16 Oliver Turvey fez um contacto forte com o muro da parte de fora da curva 14 durante a segunda simulação de corrida", começou a afirmar a equipa no seu comunicado oficial.

"De regresso às boxes, Oliver não se sentiu bem e foi levado ao centro médico do circuito de Red Hook. A decisão foi tomada após a mão esquerda de Oliver ser examinada no hospital. Como resultado, ele não participa da classificação", concluiu.

Qinghua, de 30 anos, é piloto de reserva da equipa chinesa, e já tem oito participações na competição, nunca tendo chegado aos pontos. Esta temporada substituiu Luca Fillipi na etapa parisiense da Formula E, tendo chegado ao fim na 17ª posição. 

sábado, 14 de julho de 2018

Formula E: Di Grassi o melhor, Vergne já é campeão

Jean-Eric Vergne tornou-se esta noite no novo campeão do mundo ao terminar a primeira corrida de Nova Iorque no quinto posto, numa prova vencida por Lucas di Grassi. No dia nacional de França, o piloto da Techeetah aproveitou bem o facto de largar no fundo da grelha para fazer uma prova de recuperação, conseguindo passar o seu maior rival, Sam Bird, que foi apenas nono classificado. 

Já António Félix da Costa ficou à beira dos pontos, tendo acabado na 11ª posição. Contudo, esta corrida ficou marcada pelo acidente de Alex Lynn, que causou a entrada do Safety Car, encurtando a corrida em duas voltas.

A partida começou com Buemi a largar bem, mas Evans, que estava a seu lado, não avançou mais que alguns metros para depois parar de vez. Atrás, Jerome D'Ambrosio sofreu um toque com José Maria Lopez, o seu companheiro de equipa, e quebrou a sua asa dianteira. Atrás, Lotterer e Bird passavam alguns pilotos para subir na classificação, enquanto Buemi mantinha a liderança com Abt e Piquet atrás. E Vergne mantinha-se no último posto.

Com o passar das voltas, os Audi eram os carros mais eficientes, passando alguns carros. No final da sexta volta, Di Grassi era sexto, e não estava longe de Prost. E quase ao mesmo tempo, Daniel Abt conseguiu passar Buemi para ficar com a liderança da corrida. Na volta seguinte, Tom Dillman passou Nelson Piquet Jr para ser terceiro e na volta dez, André Lotterer chegava aos pontos, depois de passar os Virgin de Bird e Lynn.

Nessa altura, Lotterer começou a fazer a sua parte, de bloquear os Virgin para permitir a aproximação de Vergne, que era já 12º - depois de passar Rosenqvist e Félix da Costa - mas queria ficar mais perto da concorrência para os poder ultrapassar.

Por esta altura, Di Grassi aproximava-se do Venturi de Tom Dillmann para ver se conseguia chegar ao pódio, e já na volta 14, Vergne passava Bird, apesar de ambos ainda não estarem a pontuar. Duas voltas depois, o brasileiro ficou com o terceiro posto, ao mesmo tempo que Bird passava Vergne e o deixava de fora dos pontos. Di Grassi foi atrás de Buemi para ver se ficava com o segundo posto, mas já havia alguma vantagem.

Perto da troca de carros, Buemi já tinha sido passado por Di Grassi, Vergne já estava na frente de Bird e nos pontos, no sétimo posto, e Lotterer era já sexto. Nesta altura, Vergne já tinha os pontos suficientes para comemorar já o campeonato. Bird só chegou aos pontos na volta 22.

Na volta 23, todos entraram nas boxes para trocar de carros. Os três primeiros mantiveram as posições, com o Mahindra de Rosenqvist e o Jaguar de Piquet parados durante algum tempo na saída das boxes. O piloto brasileiro andou alguns metros até parar de vez. Os Techeetah aproveitaram bem para voltarem à pista no quinto e sexto posto, enquanto Bird era nono. Uma volta depois, Di Grassi passou Abt e era o novo líder da corrida, consolidando os dois primeiros lugares aos carros da Audi. 

Na volta 30, Vergne passou Lotterer e era quinto. Com Bird ainda a ser nono e longe de apanhar concorrência, isto fazia com que o piloto francês era cada vez mais campeão. Tudo andava normalmente até à volta 35, quando Alex Lynn perdeu o controlo do seu carro e bateu de traseira, acabando por destruir o carro. O Safety Car acabou por ser inevitável e todos os pilotos se juntaram.

Contudo, com a quantidade de destroços a serem limpos, e com o tempo a chegar ao seu limite, a corrida voltou a três minutos do tempo limite. Ali, Di Grassi foi-se embora e apesar das tentativas de ultrapassagem de muitos pilotos, não houve grandes mudanças na geral. 

No campeonato, Vergne já era campeão e Bird tem agora uma vantagem de 15 pontos sobre Lucas di Grassi, logo, o segundo lugar também está em jogo para o piloto inglês da Virgin. Amanhã é a última corrida da temporada da Formula E.

Formula E: Buemi faz a pole em Nova Iorque

Sebastien Buemi foi o melhor na qualificação para a primeira das duas corridas que vai acontecer este fim de semana em Nova Iorque e que vai servir de encerramento para a temporada 2017-18 da competição. A qualificação desta tarde ficou também marcada pela desqualificação dos Techeetah de Jean Eric Vergne e André Lotterer, que tinham-se qualificado para a SuperPole, mas acabariam por partir da última fila da grelha, com vantagem para Sam Bird, que partiria de 14º na grelha.  

Com calor, asfalto aquecido - mais de 42 graus no asfalto - e pista suja - as condições estavam prontas para a sessão de qualificação em Nova Iorque. Os pilotos tinham queixas sobre as condições de pista, mas iriam fazer o melhor para conseguir um bom tempo e não serem tão prejudicados.

No primeiro grupo, com Jean-Eric Vergne, Lucas di Grassi, Sebastien Buemi, Sam Bird e Felix Rosenqvist, o francês da Techeetah conseguiu ser o melhor, mas não tinha a certeza se o seu tempo seria suficiente para a SuperPole. Contudo, conseguia ficar na frente de Sam Bird - que fazia um tempo muito modesto - e do resto da concorrência no seu grupo, o que lhe dava uma vantagem na luta pelo título mundial. Mas pouco depois, o seu tempo estava a ser investigado por causa de suspeitas sobre o uso de energia no seu carro durante essa volta rápida.

No segundo grupo, constituído por Mitch Evans, Nelson Piquet Jr, Daniel Abt, André Lotterer e Oliver Turvey, Lotterer, companheiro de equipa do piloto francês, conseguiu um bom tempo, mas ficou a 37 centésimos de Vergne, o que ajudava a abrir mais espaço entre ele e Bird.

Pouco tempo depois, foi a vez do Grupo 3, com o Venturi de Maro Engel, o Andretti de António Félix da Costa, o Dragon de Jerome D'Ambrosio, Alex Lynn, no seu NIO e o Mahindra de Nick Heidfeld. D'Ambrosio fez o quarto tempo provisório, e os outros não conseguiram desalojar. Ainda por cima, António Félix da Costa chegou a tocar no muro para ser apenas o 11º na grelha provisória.

No último grupo estavam o Dragon de José Maria Lopez, o Andretti de Stephane Sarrazin, Tom Dillmann - que substitui de novo Edoardo Mortara e Nicolas Prost. Sarrazin chega a tocar no muro por duas vezes, mas consegue sair do lugar onde tinha batido sem prejudicar ninguém. Mas logo a seguir Nicolas Prost coloca o seu carro no quinto posto, sendo candidato à SuperPole. Por esta altura, a organização decidiu desqualificar os Techeetah, por acharem que a equipa usou demasiada energia nos seus carros.

Assim sendo, Daniel Abt, Nicolas Prost, Sam Bird, Mitch Evans e Jerome D'Ambrosio iriam fazer a SuperPole. Esta começou com Prost na pista, fazendo 1.14,921, mais marcando um tempo que outra coisa. Sebastien Buemi foi para a pista logo a seguir e tirou mais de um segundo no tempo de Prost, fazendo 1.13,911 e tornando-se favorito para a pole. Felix Rosenqvist fez o seu tempo, mas o melhor que conseguiu foi ficar entre os pilotos da Renault. Mitch Evans foi a seguir, indo aos limites mas conseguindo um tempo meio segundo mais lento que Buemi. E depois de Daniel Abt fazer a sua volta, o suíço comemorou a sua primeira pole no fim de semana novaiorquino.

A primeira corrida do fim de semana noaiorquino acontece pelas 20 horas de Lisboa.

Youtube Formula One Classic: GP da Grã-Bretanha de 1973


Há precisamente 45 anos acontecia uma das corridas mais tumultuosas da história da Formula 1. A ideia de ver catorze carros eliminados no inicio da segunda volta de um Grande Prémio, numa enorme carambola onde apenas um piloto ficou ferido - um tornozelo partido - é quase um milagre, naqueles tempos perigosos. Os excessos de um novato, Jody Scheckter, levaram a que boa parte do pelotão fosse eliminado, e a sua condução nos limites foi considerada como perigosa.

Aqui coloco um video da corrida, um resumo a cores mostrado pelo canal de televisão ESPN Classic em 2006, onde tem o acidente e depois a segunda partida, que aconteceu quase hora e meia mais tarde. A corrida foi vencida por Peter Revson, que ao volante do seu McLaren, conseguiu aqui a sua primeira vitória na Formula 1.


sexta-feira, 13 de julho de 2018

A imagem do dia (II)

Há precisamente cem anos, em Milão, nascia Alberto Ascari. Filho de piloto, piloto seria. E como o seu pai, viveria num carro de corridas e morreria em cima dela. E foi o último grande piloto italiano, da mesma fornada de Giuseppe Farina, e depois de Tazio Nuvolari.

A sua carreira ficou enrelaçada com a de Enzo Ferrari. Foi com um carro dele que começou a participar no automobilismo em 1940, com um... Auto Avio Construzione (a Alfa Romeo tinha os direitos do nome Ferrari), e a II Guerra Munidal impediu a sua carreira de desaborchar. Mas aproveitou bem os anos seguintes, especialmente quando a Ferrari foi refundada, em 1947. O seu mentor tinha sido Luigi Villoresi, piloto de Grand Prix nos anos 30, e ele o treinou para que fosse o maior rival da Alfa Romeo, e equipa que voltou da guerra a dominar os circuitos.

Em 1950, quando arrancou o Mundial de Formula 1, Ascari não fez muito para contrariar os Alfa Romeo de Farina e do argentino Juan Manuel Fangio. Mas em 1951 lutou pelo título mundial, apesar de só ter ganho duas corridas, na Alemanha e em Italia. Apenas uma má escolha de pneus na última corrida do ano, em Barcelona, fez ceder o campeonato a Fangio.

Contudo, com a Alfa Romeo a ir embora, no final daquele ano, a Ferrari dominou as duas temporadas seguintes, com Ascari ao volante. E foi nessa altura que conseguiu onze das treze vitórias no Mundial de Formula 1, e os seus dois títulos mundiais. Mas quando foi para a Lancia, em 1954, foi quase como recuar à estaca zero, apesar de alguns resultados promissores na última prova do ano, de novo em Barcelona.

Em 1955, Ascari prestava-se para ser o maior rival dos Mercedes, mas a sua aventura no Mónaco acabou no fundo do porto. Felizmente, ele se safou com pouco mais do que um nariz partido.

Ascari era supersticioso. Sempre andou de azul, de capacete e fato com essa cor. E sempre usou o seu capacete, nunca outro. Contudo, três dias depois do acidente, a 26 de maio, já recomposto, estava em Monza a ver o seu amigo Eugenio Castelotti a testar um Ferrari de sport para os 1000 km de Monza, prova onde ambos iriam participar. Era quase hora do almoço, e Ascari tinha o bichinho do automobilismo a coçar, também para mostrar que não tinha medo de guiar depois de um acidente como aquele. Pediu o capacete emprestado a Castelloti e perto da hora do almoço, foi dar umas voltas, provavelmente para exorcizar fantasmas. Acabou morto, vitima de um despiste na Vialone, onde agora é a Chicane com o seu nome. Tinha 36 anos.

O mais doido e que havia paralelismos com o seu pai. Ambos morreram com 36 anos, num dia 26, e quatro dias antes tinham escapado incólumes a acidentes aparentemente graves. E ambos tinham deixado para trás uma viúva e duas crianças.

Depois de Ascari, não houve mais pilotos que se tornaram campeões do mundo. Houve dezenas de pilotos na Formula 1, alguns a correrem pela Ferrari, desde Lorenzo Bandini a Giancarlo Fisichella, a vencerem corridas, mas nenhum deles se tornou campeão do mundo. E hoje em dia, o lugar de Ascari como o senhor do automobilismo italiano, continua por preencher. 

A imagem do dia

O protótipo do Roborace, esta sexta-feira, em Goodwood Festival of Speed, basicamente a sua primeira demonstração pública como carro autónomo. Meti o video directamente na página do Facebook deste sítio, e se forem ver, os comentários são quase todos desfavoráveis, a denegrir o trabalho dos engenheiros. Não coloco aqui os comentários, recomendo que vão lá para ler.

Isto acontece no mesmo fim de semana de encerramento de mais uma temporada de Formula E, com uma jornada dupla em Nova Iorque. E também se sabe que no final do ano acontecerá a primeira temporada do Electric GT, a primeira competição elétrica de Turismos.

De uma certa forma, é um novo mundo que aí vêm, quer queiramos, quer não. Ao contrário das pessoas que foram ali dizer cobras e lagartos daquele carro, há quem observe tudo isto e sabe que é uma ideia das coisas que aí vêm. Pessoalmente, acho que todos vão conviver: a Formula 1 convive com a Formula E e complementam-se, não concorrem. Na próxima temporada, haverá um novo carro, e nas corridas, os carros irão do inicio até ao fim, em provas de 45 minutos, deixando de acontecer as trocas de carros a meio da corrida.

Já vi os protótipos dos carros autónomos. São lentos, mais lentos que os carros a electricidade conduzidos, logo, os temores deles são infundados. Mas aquilo do qual viram a vida toda vai mudar. É assim, é como em tudo na vida. E quem se queixa são pessoas de meia idade. Para os garotos novos, que se calhar estão a ver isto pela primeira vez, provavelmente poderá ter sido um momento em que ficaram curiosos com isto. Mas sei que a nova geração está fascinada com a electricidade, com os carros elétricos e com a Formula E, e vêm os carros normais, a obsessão das pessoas por determinado barulho que o carro faz como uma picuinhice... de velhotes. 

E isso faz-me lembrar de uma conversa que um amigo meu, o Sal Chiaparreta, me falou quando esteve com o Dan Gurney, há uns anos, no Peterson Auto Museum, em Los Angeles. A certa altura, ligaram um dos carros expostos, um dos Eagle de IndyCar, creio, e o filho do Sal tapou os ouvidos por causa do barulho. Disse depois que não tinha gostado por causa do barulho e dos fumos. E pouco depois, o pai do garoto e o Dan Gurney conversaram sobre aquilo que ele disse. Ele respondeu algo parecido com "somos dinossauros, mas fomos felizes dinossauros".

Se calhar, a melhor maneira de vermos isto tudo é assim. Admitir que somos dinossauros e gozar o momento enquanto pudermos, antes que a nova geração tome conta das coisas.  

Mais um autódromo em Portugal?

Portugal têm três autódromos permanentes - Estoril, Portimão (na foto, imagens da sua construção, em 2008) e Braga - mais um interior, em Vila Real, mas a médio prazo poderá ter um quinto circuito, quarto permanente. A cidade de Pinhel, no distrito da Guarda, no interior do país, pretende construir um circuito permanente para poder acolher provas de Slalom ou Drift, para começar, um pouco à semelhança de Montalegre, que acolhe todos os anos o Mundial de Rallycross, o WRX.

Segundo conta ontem o site sportmotores.com, no passado dia 13 de junho - há precisamnte um mês, portanto - o Município de Pinhel celebrou um acordo com a Joana Correia Saraiva, Soc. Unipessoal, Lda. para a "Aquisição de um projecto para construção de um autódromo", no valor de 55,000 euros, com um prazo de execução de 120 dias. O presidente da câmara da cidade confirmou o projeto, mas não entrou em detalhes. Primeiro, por ser "um sonho", e depois o próprio autarca afirmou que o projeto ainda está numa fase muito embrionária e seria contraproducente entrar em detalhes nesta altura.

Contudo, em dezembro do ano passado, Rui Ventura, o autarca da cidade, comentou ao "Jornal do Interior" que o projeto seria diferenciador da região interior do país. "Isso (o autódromo) é um sonho. Estamos a falar num investimento de 8 milhões de euros e que considero ser um potencial para a região. Já temos vários pareceres e uma maquete pronta para apresentar, mas falta percorrer um longo caminho para o concretizar. Não acontecerá no próximo ano e muito dificilmente será neste mandato porque é preciso muito trabalho em Bruxelas para conseguirmos financiamento. É um projeto diferenciador que quer atrair para a região algo que não se faz a menos de 350 quilómetros daqui", comentou o autarca. 

Ainda faltam muitos pormenores, é certo, mas fala-se que já foram adquiridos alguns terrenos com esse objetivo, a construção da pista e de infraestruturas básicas para poder acolher os carros, como uma torre de controlo e boxes. E também demorará muito tempo até se saber quando - e se - estará concluído, e se terá aprovação da FIA para receber provas. E claro, que tipo de viabilidade.