domingo, 26 de abril de 2015

Youtube Motorsport Tribute: Uma homenagem a Kramsky e McKinley




Como sabem, este sábado foi negro para os campeonatos de montanha um pouco por toda a Europa. As mortes do checo Otakar Kramsky e do irlandês Simon McKinley deixaram de luto todos os amantes da modalidade, e achei por bem homenageá-los colocando os videos das suas provas, onde aceleravam pelas curvas e contracurvas de estradas de montanha um pouco por toda a Europa, dando o seu melhor.

O primeiro dos videos é de uma subida na Alemanha em 2012, enquanto que o segundo é mais antigo, de 2005, altura em que McKinley era famoso pelas suas habilidades com um Ford Escort MKII nas rampas um pouco por toda a Irlanda, antes de passar para o monolugar Lant RT4 que acabou por o matar, este sábado poucas horas depois de Kramsky. 


Apesar de encontrar por aqui o video do acidente fatal do piloto checo, por exemplo, acho por bem que é melhor celebrar os feitos deles, de dois pilotos que venceram e tiveram uma longa carreira com um enorme palmarés, e do qual pagaram o preço mais alto por fazerem aquilo que mais gostavam. E é essa a minha homenagem.

WRC 2015 - Rali da Argentina (Final)

Por fim, Kris Meeke e a Citroen aproveitaram o mau dia dos Volkswagen para vencerem o Rali da Argentina. Aos 35 anos (fará 36 a 2 de julho), Meeke dá à Grã-Bretanha a sua primeira vitória no WRC desde 2002, altura em que Colin McRae venceu pela última vez uma prova do WRC, no Quénia.

"O que eu posso dizer? Tem sido um caminho excepcionalmente longo e aquela pessoa que fez a maior parte deste caminho não está aqui. Esta é para o Colin", comentou Meeke, no final da Power Stage.

Com apenas duas classificativas para terminar o Rali da Argentina, bastava a Kris Meeke e Mads Ostberg levarem os carros até ao fim, mas as classificativas eram longas e duras. Tão duras que neste ultimo dia, houve abandonos, como Jari-Matti Latvala, que desistiu devido a problemas de motor, e Thierry Neuville e Anders Mikkelsen, que se despistaram e bateram contra uma pedra, quebrando a suspensão.

O lugar mais baixo para o pódio foi para o Ford de Elfyn Evans, o seu primeiro da carreira. A partir dos Citroens, poderemos afirmar que este foi um rali de sobreviventes. Tanto que a partir daqui, alguns dos pilotos consigam os melhores posições da história do WRC. Martin Prokop terminou em quarto lugar, com o seu Ford, igualando o seu melhor resultado de sempre, enquanto que Dani Sordo regressou em "Rally2" e terminou no quinto lugar, sendo o único Hyundai no "top ten".

Khalid al-Qassimi foi o sexto, no terceiro Citroen oficial, conseguindo superar o qatari Abdulaziz al-Kuwari (o seu melhor lugar da história do WRC), enquanto que a fechar o "top ten" ficaram os paraguaios Diego Dominguez (Ford) e Gustavo Saba (Skoda), e o argentino Frederico Villagra. No final, apenas 26 pilotos terminaram este rali bem duro.

No campeonato, Sebastien Ogier continua na frente, com 84 pontos, seguido por Mads Ostberg, com 51, e Anders Mikkelsen, com 47. O WRC regressa agora à Europa para o Rali de Portugal, entre 21 e 24 de maio.

Noticias: Piloto de rampas morre na Irlanda

Este sábado foi de luto nas rampas europeias. Depois do piloto checo Otakar Kramsky ter morrido quando treinava numa rampa na Austria, soube-se no final do dia que Simon McKinley, tetracampeão irlandês de montanha, tinha morrido quando participava em Scalp Hill, no County Clare irlandês.

De acordo com a imprensa local, McKinley, que era conhecido pelas suas habilidades com um Ford Escort MkII, perdeu o controlo do seu carro, um monolugar Lant RT4, numa zona de curvas rápidas, tendo saido de esrada e capotado várias vezes. O evento, que contava para a primeira etapa do campeonato irlandês de montanha, acabou por ser cancelado.

As autoridades locais já disseram que um inquérito já foi aberto para apurar as causas do acidente. 

NcKinley, que era o atual campeão irlandês de montanha, deixa mulher e um filho com um ano de idade.

WRC 2015 - Rali da Argentina (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Argentina continuou a demonstrar ser um dos mais demolidores, com vários pilotos a passarem por dificuldades, incluindo os dois primeiros classificados, os Citroen de Kris Meeke e de Mads Ostberg, para não falar dos vários acidentes, o mais grave deles foi o do neozelandês Hayden Paddon, que feriu seis espectadores e levou ao cancelamento da nona especial. No final do segundo dia, Meeke - que sofreu um pião e chegou a parar durante 25 minutos - continua na liderança do rali, agora com uma diferença de 38,6 segundos sobre o seu companheiro de equipa.

O segundo dia começou com os Volkswagen a regressar à estrada, com Sebastien Ogier e Anders Mikkelsen a tentar recuperar o tempo perdido, enquanto que Kris Meeke sofria o primeiro dos seus contratempos quando fez um pião e perdeu 21 segundos para Mads Ostberg. Atrás, Dani Sordo tentava consolidar o quarto lugar, afastando-se de Elfyn Evans, numa altura em que os pilotos começavam a queixar-se do pó que ficava no ar após a sua passagem pelas classificativas.

Com o passar da manhã, Meeke tinha uma abordagem mais cautelosa, enquanto que na oitava especial, Jari-Matti Latvala sofria um despiste, que o fez atrasar em relação aos pilotos da marca francesa. “Saí de estrada e o carro entrou pela vegetação. Tive sorte em não bater em nada duro. Depois disso, perdi o ritmo e dai a diferença no fim do troço”, disse o finlandês.

Contudo, as coisas se complicaram na nona especial, quando Hayden Paddon capotou fortemente com o seu Hyundai i20 na nona especial, colhendo seis espectadores que estavam numa zona de segurança. apesar dos pilotos nada terem sofrido, alguns dos espectadores ficaram feridos com fraturas expostas e a necessidade de chamar os serviços de emergência para os levar ao hospital mais próximo levou a que a especial fosse cancelada. Isto numa altura em que Sebastien Ogier tinha problemas com a sua direção assistida e acabou por abandonar, enquanto que Ott Tanak também tinha parado com problemas no seu Ford.

O tempo foi aproveitado para Meeke ver o seu carro de modo mais meticuloso, perdendo cerca de 25 minutos e causando algum "frisson", mas no final, o piloto inglês seguiu para a última classificativa do dia a sr o terceiro na etapa, mas a ganhar seis segundos a Mads Ostberg. No final do dia, tinha um avanço de 38,6 segundos sobre Ostberg e um minuto e sete segundos sobre Jari-Matti Latvala. Com mais duas classificativas até ao final do rali, é altamente provável que Kris Meeke esteja a caminho da sua primeira vitória no WRC, aos 35 anos de idade.

Com a desistência de Dani Sordo, vitima da falta da pressão de óleo do motor (embora volte amanhã pelo Ralla2), Elfyn Evans herdou o quarto posto, embora tenha um atraso de dois minutos e 24 segundos. Apesar de tudo, tem mais de dois minutos e meio de vantagem sobre o Hyundai sobrevivente de Thierry Neuville. Martin Prokop é o sexto, com um enrome avanço - quase cinco minutos - sobre o árabe Khalid al-Qassimi, no terceiro Citroen. E ele estava a ganhar no duelo particular com Abdulaziz al-Kuwahri, que estava a mais de três minutos de Qassimi, e a 14 minutos de Meeke. Os paraguaios Diego Dominguez, num Ford, e Gustavo Saba, num Skoda, fechavam o "top ten".

O rali da Argentina termina amanhã.

sábado, 25 de abril de 2015

Youtube Rally Crash: o acidente de Hayden Paddon na Argentina

Eis um dos videos do acidente de Hayden Paddon esta tarde, no Rali da Argentina. Havia um video onde se via melhor o acidente desta piloto neozelandês, mas o Youtube já o tirou do ar. Desde já se pode dizer que houve seis espectadores feridos e a classificativa foi cancelada, mas nenhum deles corre risco de vida, bem como o piloto e navegador nada sofreram.

A foto do dia (II)

Michele Alboreto, no GP do Mónaco de 1989, a caminho dos seus primeiros pontos do ano, que seria um quinto lugar. No dia em que passa mais um aniversário sobre a sua morte, há precisamente 14 anos, durante uns testes em Lausitzring, na Alemanha, esta foto, tirada por Paul-Henri Cahier, demonstra um carro vazio de patrocínios, como tinha sido a Tyrrell naqueles últimos anos.

A escolha de Alboreto em relação à Tyrrell, depois da sua passagem pela Ferrari, entre 1984 e 1988, representava um regresso à casa que o tinha colocado na Formula 1, em 1981, e onde venceu as suas primeiras corridas, em 1982. Mas esta segunda passagem pela equipa do velho lenhador, o Tio Ken, tornou-se mais atribulada do que julgava, e não durou muito tempo, devido a problemas com patrocinadores, dos quais nem um pódio - o primeiro da marca desde 1983 - o salvou de ficar por lá ao fim de meio ano.

No final de 1988, sem lugar na Ferrari, contemplou o abandono da competição, mas Ken Tyrrell deu-lhe um lugar, com ele a arranjar o patrocínio da Marlboro para ajudar a pagar os salários. Contudo, a marca não o colocava como primeiro piloto da equipa, que tinha Jonathan Palmer como seu companheiro de equipa. e isso se viu em Imola, onde ele surpreendentemente, não conseguiu um lugar na grelha de partida, pois a nova máquina, o 018, não estava devidamente afinada. E na corrida seguinte, no Mónaco, as coisas ficaram piores, quando Ken Tyrrell pediu-o para guiar o velho carro, o 017, ao que ele recusou, boicotando a sessão de quinta-feira.

Com o novo carro, fez o tempo necessário para se qualificarm na 12ª posição da grelha, e fez uma boa corrida, evitando as armadilhas (por exemplo, foi a corrida onde Nelson Piquet e Andera de Cesaris ficaram enganchados no Hotel Loews) que lhe permitiu chegar até ao quinto posto final, atrás do Dallara de Alex Caffi. Na corrida seguinte, na Cidade do México, a sua performance foi bastante melhor, acabando no lugar mais baixo do pódio e dando o primeiro desde o GP dos Estados Unidos de 1983, uma corrida ganha por... ele.

Mas isso não impressionava Tyrrell. Quando arranjou o patrocínio da Camel, ele pediu a Alboreto para que rescindisse o contrato com a Marlboro. Ele recusou e decidiu abandonar a equipa após o GP do Canadá. O seu lugar foi preenchido por Jean Alesi, mas Alboreto não ficou muito tempo parado, pois após o GP da Grã-Bretanha, estava na Larrousse. Ironicamente, o italiano tinha abandonado o contrato com a Marlboro e estes eram patrocinados pela... Camel. Depois disto, ele só conseguiu mais sete pontos nas cinco temporadas seguintes, num final de carreira melancólico, mas que recuperou muita da sua dignidade nos anos seguintes na Endurance.

A foto do dia

José Pedro Fontes, feliz da vida, após ter vencido este sábado o Rali de Castelo Branco. Após três ralis, o piloto da Citroen DS3 R5 parece estar bem lançado para a vitória do campeonato, aproveitando os soluços de Ricardo Moura e o facto de pilotos como Bernardo Sousa e Bruno Magalhães estarem mais interessados no Europeu de Ralis e numa passagem pelo WRC-2.

Mas o ar de satisfação - e algum cansaço - do piloto deveu-se depois de um duelo com João Barros ao longo deste dia. O facto de ambos terem dado mais de três minutos ao terceiro classificado mostra até que ponto esse duelo foi intenso.

Mas José Pedro Fontes não pode descansar sobre os louros. Um dos seus concorrentes, Pedro Meireles, pautou-se pela ausência em Castelo Branco, mas decidiu comprar uma máquina nova, um dos primeiros Skoda Fabia R5 que a marca checa disponibilizou, e que promete voltar ao ataque em junho, com o Rali dos Açores. E com mais alguns ralis até ao final do campeonato, Meireles ainda não baixou os braços e quer estar na luta pelo título.

Em suma, é como a velha máxima romana que o escravo sussurava ao imperador: sic transit gloria mundi. A glória é efémera, mas parece que José Pedro Fontes já está com um bom avanço sobre a concorrência.

CNR: José Pedro Fontes repete a vitória em Castelo Branco

Duas semanas após a sua vitória em Guimarães, José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5) repetiu este sábado a vitória em Castelo Branco, ao conseguir bater João Barros (Ford Fiesta R5) num duelo a dois, alargando a liderança no campeonato. No final, a diferença entre ambos ficou-se em  segundos, o que mostra que o rali foi pautado pelo equilíbrio entre os dois pilotos, com carros diferentes entre si.

Foi uma prova muito difícil, com muita instabilidade meteorológica. Comecei a tarde com pneus de chuva, mas mudei depois para intermédios no penúltimo troço, para conseguir manter-me na frente. Foi uma vitória justa mas quero dar os parabéns ao João Barros pela prova que fez, sempre com um forte andamento”, afirmou o piloto do Citroen DS3 R5 no final do rali.

Apesar de conformado com o 2º lugar, João Barros afirmou que estava satisfeito pelo resultado: “Num rali que globalmente correu muito bem, estou satisfeito com o resultado. Estou em boa forma mas ainda não tenho a experiência do Zé Pedro”, concluiu.

Depois de João Barros ter vencido a especial noturna, o dia de hoje começou com a primeira passagem pela especial de Alvito da Beira, com 20,28 quilómetros de extensão, onde José Pedro Fontes foi o melhor, conseguindo ganhar 3,1 segundos sobre João Barros, passando para a frente do rali por 1,1 segundos. Ricardo Moura atrasava-se, perdendo 13 segundos para o comandante, ficando com o terceiro lugar da geral. 

Atrás, João Ruivo, o lider da CNR2 (na foto), sofria um acidente com o seu Renault Clio R3, que ficou atravessado na pista e impedia o andamento do rali por algum tempo. Pouco depois, o piloto contou o que se passou: “Simplesmente aterrámos mal do salto e acabei por perder o controlo do carro”. O seu navegador, Emidio Magalhães, ficou preso no carro, mas não sofreu ferimentos de maior.

João Barros tentava acompanhar José Pedro Fontes, e no final da manhã, a diferença era de "apenas" 6,7 segundos, depois ter vencido a quarta classificativa, terceira consecutiva. Barros começava a manifestar dificuldades em o acompanhar, enquanto que Ricardo Moura já tinha perdido mais de um minuto face aos lideres, e já tinha o Skoda Fábia S2000 de Carlos Martins logo atrás de si, com uma desvantagem de 10,3 segundos face ao piloto açoriano.

Pela tarde, Fontes continuou ao ataque, vencendo a quinta especial e bantendo João Barros por 8,4 segundos, abrindo a diferença entre ambos em 15,7 segundos e parecendo que o rali estava decidido a seu favor. Atrás, Ricardo Moura perdia tempo devido a um furo e perdia duas posições para Carlos Martins, que estava a fazer uma prova mais calma, e para Adruzilo Lopes. Contudo, Moura recuperou um lugar no último troço, mas não conseguiu apanhar o piloto do Skoda Fabia S2000.

No final, a diferença entre ambos os pilotos foi de 22,3 segundos, enquanto que Carlos Martins ficou com o lugar mais baixo do pódio, mas estava bem distante dos dois primeiros: três minutos e 57 segundos, o que demonstra o ritmo que os dois primeiros imprimiram ao longo do dia. Ricardo Moura foi o quarto, a cinco minutos e 21 segundos, enquanto que Adruzilo Lopes foi o quinto, com uma diferença vinte segundos superior. Joaquim Alves foi o sexto, no seu Skoda Fabia S2000, na frente do Porsche de Gil Freitas.

Agora, o campeonato vai parar devido ao Rali de Portugal, mas a ação está de volta entre os dias 4 e 6 de junho, com o Rali dos Açores, uma prova também a contar para o Europeu de Ralis.

Formula 1 em Cartoons - Bahrein (Riko)

O "Riko" colocou um cartoon onde fala das sortes de Fernando Alonso e de Sebastian Vettel, que no final do ano passado, abandonaram as suas equipas rumo a um lugar melhor, onde pudessem voltar a ser felizes. Como saberemos agora, eis os resultados.

De seu nome "A Arte do "Tempismo", eis a tradução:

- Seb: Sai a tempo de uma Red Bull em colapso... para ficar numa "rossa" ressuscitada.

- Fernando: abandona uma Ferrari em recuperação para chegar a uma McLaren... que está no fundo da grelha.

Noticias: Piloto checo morre em rampa austriaca

O piloto checo Otakar Kramsky, de 55 anos, um dos nomes miticos das rampas europeias, morreu hoje de manhã durante os treinos para a rampa de Rechberg, na Austria.

De acordo com informações na imprensa checa, Kramsky  perdeu o controlo do seu carro devido a uma falha mecânica no eixo traseiro do seu carro, que bloqueou as rodas e voou para fora da pista, embatendo de frente a uma árvore. Apesar do socorro rápido, Kramsky morreu no local. A prova foi interrompida de imediato.

Nascido a 1 de julho de 1959 em Jiliemnice, na então Checoslováquia, e um nome mitico no automobilismo checo, com presença constante nas rampas portugueseas, nomeadamente na Rampa da Falperra, começou a correr em 1987 a bordo de um Skoda 130L, para depois passar a um Ford Sierra Cosworth de Grupo N. Em 1992, passou para o Grupo A, onde se tornou tricampeão europeu em 1995, 1997 e 1998, a bordo de um BMW Série 3. Em 1999, abraçou os monolugares, primeiro num Osella-BMW e depois num Reynard ex-Formula Nippon, onde corria com cores amarelo neon.

CNR: João Barros lidera o Rali de Castelo Branco

Pode ter sido apenas um aperitivo para o que vêm aí, neste sábado, mas a especial de abertura do Rali de Castelo Branco, terceira prova do campeonato nacional de ralis, colocou o Ford Fiesta R5 de João Barros na frente da classificação, com uma vantagem de 0,4 segundos sobre o açoriano Ricardo Moura. José Pedro Fontes, recente vencedor do Rali Cidade de Guimarães no seu Citroen DS3 R5, foi o terceiro, a dois segundos.

O resultado mais surpreendente foi o do "gentleman driver" Elias Barros, que foi quarto com o seu Ford Fiesta R5, que foi quarto classificado, a 2,9 segundos, e com alguma distância sobre o Skoda Fabia S2000 de Carlos Martins, a cinco segundos, mais concretamente. Joaquim Alves, noutro Skoda Fabia S2000, foi o sexto, a seis segundos, e na frente do Subaru Impreza de Adruzilo Lopes.

O rali de Castelo Branco continua amanhã na estrada, em mais seis classificativas, no total de 124,62 quilómetros.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A foto do dia (III)

Rolf Stommelen, no fim de semana do GP da Alemanha de 1976, a famigerada corrida onde Niki Lauda teve o seu acidente quase fatal. Nessa altura, o piloto alemão fazia mais uma aparição esporádica na Formula 1, ao serviço da Brabham, e onde conseguiu um surpreendente sexto lugar, a última vez em que pontuou na sua carreira.

Bom... não diria que fosse uma surpresa, pois Stommelen, sendo alemão, conhcia muito bem o Nordschleife e as suas "mudanças de humor"... 

Há precisamente 32 anos, num circuito que já não existe mais, Stommelen morria aos 39 anos, vitima de ferimentos graves sofridos dois dias antes, quando perdeu o controlo do seu Porsche 935 (a asa traseira tinha-se quebrado) e embateu com estrondo na parede de proteção. O circuito que já não existe mais é o californiano Riverside, que agora é mais uma zona de centro comercial perdida na zona de Los Angeles. Mas foi ali que terminou a carreira construída essencialmente na Formula 1 e na Endurance.

Meses antes dessa foto, e também no Nordschleife, Rolf Stommelen poderá ter tido o seu grande dia na sua carreira. Nos 300 km de Nurburgring, ele estreava o novo modelo da Porsche, o 936, todo pintado de negro e sem tomada de ar. Rapidamente os jornalistas chamaram de "Viúva Negra" e ficou no segundo posto da grelha, entalado entre os Alpine-Renault 442 dos franceses Jean-Pierre Jabouille e de Patrick Depailler

No momento da partida, tinha acabado de chover uns minutos antes e a pista ainda estava molhada. A Renault queria ganhar no Nordschleife, mas Stommelen estava disposto a estragar o dia a eles. Na partida, passou o carro de Jabouille e atiçou-os para o apanhar, até à zona da Nordkerhe. Ali, Stommelen travou mais tarde do que habitual, de propósito, mas sendo suficientemente hábil para não sair da pista. Os Renault "morderam o isco" e passaram-no, mas iam tão depressa, no asfalto molhado, que se despistaram "em tandem" mais adiante, deixando Stommelen a rir-se da situação. A partir dali, surgiu a expressão "ninguém trava tão tarde como Stommelen".

Mas o mais espantoso foi o que aconteceu na sexta volta, quando o cabo do acelerador se quebrou. Em vez de encostar, ele simplesmente desligava o sistema para poder travar, ligando-o nas retas. E foi com essa habilidade que acabou no segundo lugar nessa corrida.

Apesar das grandes vitórias, especialmente em Daytona, nunca venceu as 24 Horas de Le Mans ou as 12 Horas de Sebring. Mas em 1979, ajudou um ator de Hollywood, Paul Newman, a chegar ao segundo posto em Le Mans, num Porsche 935 "Moby Dick", numa habilidade tão boa, que foi-lhe retirada a vitória por causa de uma paragem nas boxes anormalmente longa de 23 minutos. Seria certamente um feito para ficar nos anais da história.

Mas mesmo sem isso, os feitos de Rolf Stommelen estão há muito inscritos nos livros e revistas de automobilismo, para serem lidos pelas gerações vindouras.

WRC 2015 - Rali da Argentina (Dia 1)

O primeiro dia do Rali da Argentina já ficou marcado pelo abandono de Sebastien Ogier, o líder do campeonato. O piloto francês da Volkswagen teve problemas de motor no seu Polo R, e parou após a segunda classificativa, tendo acabado por regressar ao parque de assistência... pelo reboque. Agora, com o final da primeira etapa, o Citroen de Kris Meeke é o lider, mas Jari-Matti Latvala não anda longe, numa altura em que a maior parte dos pilotos já teve problemas.

O dia começou com Ogier a parar no quilómetro seis da segunda classificativa, a de Aguia de Oro, num total de 51,99 quilómetros. Problemas do motor, que funcionava com três cilindros, fez com que parasse na estrada, numa altura em que já perdia tempo para o Citroen de Kris Meeke, que acabou por acontecer, pois o piloto inglês conseguiu uma vantagem de 32 segundos face ao Hyundai de Dani Sordo.

Mas nessa classificativa, houve mais problemas com outros pilotos. Anders Mikkelsen, por exemplo, perdeu um minuto e meio devido a um furo. "Esta especial foi ‘monstruosa’. Temos estado com um bom ritmo mas depois furamos numa ‘direita’ por ter ouvido mal uma nota. Não tenho a certeza de qual a causa do furo mas batemos forte com a traseira do carro”, afirmou o piloto norueguês da Volkswagen. O norueguês não foi muito longe, pois na segunda passagem por Aguia de Oro, ele teve problemas mecânicos e acabou por abandonar.

Com o passar das classificativas, Meeke começou a afastar-se, e no final da quarta classificativa - e segunda passagem por Aguia de Oro, o piloto inglês da Citroen conseguiu um avanço de 13,4 segundos para um Latvala que se debatia com problemas de travões. Por essa altura, Sordo tinha caído para o sexto lugar, mas aproveitou os abandonos de Mikkelsen e do estónio Ott Tanak (arrancou uma roda depois de bater numa pedra) para estar no quarto posto, mas têm Elfyn Evans logo atrás dele, a contestar essa posição.

No final do dia, Jari-Matti Latvala, agora o último sobrevivente da armada Volkswagen, tinha problemas no seu diferencial e via Meeke a afastar-se, acabando a diferença a ficar em 53,1 segundos. "Estou apenas a concentrar-me na minha prova, sem pensar na posição em que estou. A Citroen construir um carro muito forte e uma posição no top 5 aqui na Argentina seria bom para recuperar a minha confiança", disse um moedesto Kris Meeke.

Mads Ostberg é o terceiro, em outro Citroen DS3 WRC, e está a um minuto e 17 segundos do seu companheiro de equipa. Apesar do seu ritmo cauteloso ter evitado ser apanhado na tempestade de problemas que afetaram os seus adversários, o tempo que perdeu faz com que amanhã tenha de andar ao ataque, para pressionar Meeke e Latvala para cometerem erros, e tentar afastar-se de Dani Sordo, que neste momento têm um atraso de um minuto e 57 segundos para a liderança, mas parece estar em recuperação.

Logo atrás está Elfyn Evans, a um minuto e 59 segundos, enquanto que Martin Prokop é o sexto, a três minutos e 24 segundos do comando, mas numa posição confortável face ao belga Thierry Neuville, o sétimo no Hyundai i20 WRC, a cinco minutos e sete segundos. Khalid al Qassimi é o oitavo, enquanto que a fechar o "top ten" estão o qatari Abdulaziz al-Kuwari, o melhor dos WRC2, e o ucraniano Yuri Protassov.

O rali da Argentina prossegue amanhã. 

A foto do dia (II)

A foto foi tirada no Daily Telegraph e é provavelmente de ontem. Ali estão Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, com o produtor do programa, Andy Wilman, a curtir o sol primaveril de Londres, num pub perto das casa deles.

Mas para quem conhece a história do Top Gear, sabe que estes quatro senhores são a alma do programa que já existia desde 1977, e que foi reavivado em 2002, graças aos esforços de Wilman e Clarkson, colegas de escola, ao qual se juntaram Hammond e May, este um ano mais tarde, depois de uma temporada com Jason Dawe. E este ajuntamento, mesmo que eles digam o contrário, poderá indicar que eles vão fazer um novo programa, que será lançado dentro em breve, depois dos quatro terem saído da BBC - Wilman confirmou ontem que abandonou a cadeia de televisão britânica.

Bem vistas as coisas - e salvo os devidos exageros - parecem os novos Beatles, cinquenta anos depois dos primeiros, todos querem saber onde é que vão atuar a seguir. Clarkson já jurou na sua coluna de opinião no Sunday Times que irá fazer um novo programa de televisão, resta saber onde e como será. As cadeias privadas querem largar alguns milhões de libras por ano para os ter, mas podem pensar no futuro e fazer o seu próprio programa no Netflix, controlando todos os aspectos da produção. Pode ser mais barato, mas têm já uma audiência garantida à partida.

Uma coisa é certa: parados, não ficam. E todos nós esperamos por saber os seus planos futuros.

A foto do dia

Esta imagem é inédita: um Volkswagen de ralis no reboque. E o feito aconteceu esta tarde no Rali da Argentina, com o carro de Sebastien Ogier. O piloto que vinha até aqui a vencer todos os ralis do ano, terminou a sua participação após a segunda classificativa, vitima de um problema de motor. Pela primeira vez este ano, o atual campeão do mundo e o candidato numero um à revalidação do titulo, vai voltar via "Rally2" e as suas chances de pontuar estão drasticamente reduzidas.

Para piorar as coisas, Anders Mikkelsen também teve problemas - ele furou - e as chances de vitória para os alemães estão reduzidas ao finlandês Jari-Matti Latvala. Pode não ser muito, ou ser altamente improvável, mas isto faz com que as coisas se alargassem imenso para a concorrência, e enquanto escrevo estas linhas, a liderança pertence a Kris Meeke, no seu Citroen DS3.

E de repente, o rali da Argentina tornou-se bem mais interessante!