terça-feira, 29 de setembro de 2020

Vende-se: O último volante de Ayrton Senna


Este foi usado no fim de semana fatídico. Mas não na corrida, apenas na qualificação, onde ele alcançou a 65ª e última pole position da sua carreira, em Imola. É um volante bem mais simples do que os usados agora, e agora está à venda no site The Memorabilia Experience, onde poderá ser vendido ao lado de um programa desse Grande Prémio de San Marino de 1994.

O volante está em excelente estado. Desconhece-se o preço, mas no site há imagens dele a usá-lo naquele fim de semana fatídico. 

Já agora, vi isto primeiro no site do José Inácio

Noticias: Mick Schumacher andará na FP1 de Nurburgring


O filho de Michael Schumacher vai ter a sua estreia na Formula 1 no primeiro treino lire do GP de Eifel, na próxima semana, em Nurburgring. Schumacher vai estar a bordo do chassis C39 da Alfa Romeo Racing, faendo os seus primeiros quilómetros oficialmente. E terá companhia de Callum Ilot, também piloto da Academia de Jovens Pilotos da Ferrari, que andará no Haas VF-20.

Em preparação para a estreia, estes pilotos vão estar presentes nos próximos dias em Fiorano para fazer uma sessão de testes com o monolugar da Ferrari de 2018, o SF71H, onde terão a companhia do russo Robert Shwarzman, que também participará numa sessão de treinos livres, mas em Abu Dhabi, em dezembro.

Laurent Mekies, diretor da Academia, diz que quer os seus pilotos bem preparados para o que aí vêm. 

Queremos os nossos três melhores jovens bem preparados para um evento que será muito especial para eles, por isso organizamos esta sessão de testes [em Fiorano com o monolugar de 2018]. É uma oportunidade de se habituarem a um carro de Fórmula 1, que é muito mais complicado do que o que eles habitualmente pilotam. Também quero agradecer à Haas e à Alfa Romeo Racing pela oportunidade que deram ao Callum, ao Mick e ao Robert, que juntamente com o Charles Leclerc, a equipa pretende construir o seu futuro a longo prazo”, finalizou Mekies.

Ross Brawn, que trabalhou com o seu pai na Benetton e Ferrari, escreveu na sua coluna no site f1.com que ele poderá estar pronto para o desafio. 

Carregar o nome Schumacher não é um trabalho fácil. Pode ter alguns benefícios, mas estás sujeito ao escrutínio a tempo inteiro. O Mick tem estado extremamente bem neste final de temporada, a sua segunda na Fórmula 2, onde começamos a ver um piloto mas desenvolvido e maduro. A Rússia foi um excelente exemplo disto e estou otimista para o futuro”.

Frederic Vasseur, o diretor da Sauber Alfa Romeo, reconhece que ele poderá ter caracteristicas de campeão. “Não há dúvida de que o Mick é um dos grandes talentos do futuro. Ele é rápido, consistente e maduro ao volante – todas marcas de um campeão em formação”.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Youtube Formula One Video: Os "highlights" do GP da Rússia

Não demorou muito até o pessoal da Formula 1 colocou no seu canal do Youtube os melhores momentos do GP da Rússia... não sei se existem muitos, mas aconteceu.

A nova luta de Martin Donnelly


Há precisamente trinta anos, numa sexta-feira, o mundo ficava horrorizado com a visão de um homem no meio de uma pista, aparentemente, sem se poder mexer. Todos se convenceram que estava morto. Na na realidade... não. Tinha sobrevivido a um acidente com uma força de 44 G's, que pulverizara o seu carro, e estava gravemente ferido. A história de Martin Donnelly, o veloz norte-irlandês, que estava a ter a sua temporada de estreia na Lotus, terminava ali, como piloto. Iria ter uma longa recuperação até voltar a ser uma pessoa válida, e não deixara de estar ligado ao automobilismo. 

Contudo, em julho de 2019, quando competia num evento de caridade, a bordo de uma moto vintage, caiu e quebrou a sua perna direita, na zona da anca. Os ferimentos foram graves ao ponto de se contemplar a amputação, e por isso, a comunidade se aliou para o ajudar, contribuindo com mais de 55 mil libras, dos dez mil iniciais que andavam a pedir. Entre os que o ajudaram estavam Toto Wolff, Ralf Schumacher e Luciano Burti

Quero agradecer a todos que doaram dinheiro. Sinto-me muito humilde e elogiado pelo fato de a comunidade automobilística ter se unido para me apoiar”, disse no final de 2019, na altura em que se encontrava em convalescença.

Mas mais do que isso, a luta de alguém ligado ao automobilismo é que não há estabilidade garantida. Consultor e instrutor na Lotus Driving Academy, no Reino Unido, é um trabalho sazonal, pois as pistas costumam estar fechadas de outubro a março devido ao rigoroso inverno naquelas latitudes. E arranjar salário nessas alturas é complicado.

E Donnelly sabe até que ponto o sucesso pode iludir. No final do ano passado, numa entrevista à Motorsport, contou que no dia do acidente, o seu contrato com a Lotus tinha sido melhorado, e a equipa tinha dado um cheque de 40 mil dólares como adiantamento do seu novo contrato. Antes, tinha duzentas mil libras de salário anual, mas quando outras equipas estavam interessadas nele, Donnelly teve uma melhoria no seu salário, passando a receber ao todo 5,6 milhões de libras para as temporadas de 1991 e 1992. Antes, nesse período de tempo, iria receber 1,2 milhões para guiar o Lotus-Lamborghini ao lado de Derek Warwick.

No final, o novo contrato foi invalidado devido ao acidente, e pegou os mais de 250 mil libras do seguro para montar a sua equipa, a Martin Donnelly Racing (MDR), que correu na Formula 3, Formula Vauxall e o BTCC. Mas no final de 2004, tinha de declarar falência, devido às dívidas acumuladas. Depois, foi trabalhar para a Comtec como instrutor e angariador de patrocinios.

Era 24 horas por dia, 7 dias por semana. Você estaria perseguindo pilotos e patrocinadores em todo o mundo, em diferentes fusos horários. Foi exaustivo. Mas, ao mesmo tempo, foi muito divertido. Houve satisfação em fazê-lo. Era meu trabalho explorar as áreas cinzentas em torno das regras de corrida. As coisas que fazíamos dentro de portas - era absolutamente hilariante!”, exclamava, falando do seu tempo na MDR.

Contudo, o acidente que sofreu em junho de 2019, inicialmente não levado muito a sério, acabou por ser pior do que se esperava. Quando se pensava que tinha sido nada de especial - uma queda a meros 60 km/hora - tornou-se numa fratura no fémur, que se tornou numa septicémia que colocou em risco não só a sua perna esquerda - a que está fragilizada pelo acidente de 1990 - como a sua própria vida. Acabou por ser salvo por um dos melhores cirurgiões do país, que por coincidência, vive na mesma localidade onde mora a sua irmã.

A perna de que estamos falando não é normal. Se tivesse acontecido com a perna direita, estaria tudo bem; procedimento fácil, aparafuse algumas placas, pronto. Mas porque minha perna esquerda passou por muito trauma no acidente anterior, o grande, não há muito osso e foi muito difícil para ele [Nish Chirodian, o cirurgião] fazer. Então ele colocou uma placa mais ou menos no centro da perna, perto da minha rótula, e outra mais acima na velha cicatriz. Ele espera que isso dê ao osso alguma estabilidade para que o calcio comece a crescer ao redor da placa e dos parafusos, dando-lhe a força de que precisa.”, contou.

Quanto à sua vida, apesar de ter mais um episódio para contar aos netos, o espírito é de luta, como aconteceu há trinta anos, para sobreviver e ter uma vida normal.

Não sou o tipo de pessoa que se deita e se finge de morto. Eu vou lutar contra isso. É como um jogo de poker. Todos os dias você recebe uma mão diferente. Às vezes você recebe boas cartas e outras recebe más. É [a maneira] como você joga as cartas que recebe é que é importante.” Como aconteceu naquela manhã de sexta-feira, no calor andaluz de setembro.

domingo, 27 de setembro de 2020

Formula 1 2020 - Ronda 10, Rússia (Corrida)


Nesta temporada invulgar, praticamente corrida na Europa, a Rússia foi das únicas corridas que aconteceu normalmente. Na data indicada, no local indicado e com público nas bancadas. Mas sem o seu "Querido Líder", que preferiu jogar pelo seguro e tentar não apanhar o bicho que paira no ar...

O grande momento da corrida aconteceu... ainda antes da largada. E não foi bom para Lewis Hamilton. É que ele decidiu fazer uma simulação de arranque na saída das boxes, numa área interdita nos regulamentos. E nem foi uma e, foram duas as ocasiões onde fez essa simulação! Claro, os comissários  notaram isso e colocaram sob investigação. Isso poderia mudar as coisas em relação a quem iria vencer esta corrida. Um pouco como o aviso antecipado de Monza, lembram-se?


Na partida, as coisas começaram bem para os Mercedes, que deixaram a oposição para trás, mas nesta altura, Max Verstappen perdeu lugares para Valtteri Bottas e Esteban Ocon, que tinha passado por Daniel Ricciardo. Contudo, ao mesmo tempo, na curva 3, alguns pilotos saem em frente e Carlos Sainz Jr bateu forte no muro quando queria sair rapidamente da escapatória. Na curva seguinte, Lance Stroll perdeu o controlo da sua traseira e bateu com o seu Force India no muro. Resultado final: Safety Car em pista para retirar os carros e respectivos destroços...

Em pleno Safety Car, alguns pilotos foram às boxes no sentido de trocarem para duros, como Alex Albon e Lando Norris, tal como George Russell. Proavelmente a ideia deve ser de ficar até ao final...

A corrida recomeçou com Hamilton na liderança... mas depois, os comissários decidiram penalizar Hamilton não com uma, mas... duas penalidades de cinco segundos cada um. Tudo por causa das manobras de antes da prova, do qual violou os regulamentos por duas vezes. Claro, quando recebeu as noticias, disse que as coisas eram "bullshit" - mas como não sabia das regras, a culpa é dele, se quiserem - mas nessa altura, tinha caído - virtualmente - para oitavo. Bottas era agora primeiro e o britânico tinha agora que aumentar o ritmo para se afastar do finlandês.

A penalização foi cumprida na 17ª volta, acabando por colocar duros na sua passagem pelas boxes. Quando regressou à pista, estava na 11ª posição, na frente de Daniel Ricciardo. Lá fez uma corrida de recuperação, e aproveitando o pessoal ir às boxes, passou Vettel na volta 19, e tentou aproximar dos carros que estavam na sua frente. Na volta 26, Verstappen foi para as boxes, colocar duros e cair para quarto, atrás do Alpha Tauri de Danill Kvyat. Tudo isto antes de Valtteri Bottas fazer a sua paragem, também para trocar para duros. Charles Leclerc, que tinha subido até segundo, parava para colocar duros na volta 29 e volta à pista na frente de Esteban Ocon..

Nessa altura, Bottas estava na frente de Verstappen, Daniil Kvyat (que ainda não tinha parado) e Lewis Hamilton.  A patir daqui, as coisas ficaram aborrecidas, tirando algumas lutas por posição. Hamilton já chegara ao pódio e tentava chegar ao pé de Verstappen, mas nesta altura, eram mais de dez segundos de diferença.

Até ao final, não houve grande história. Verstappen e Bottas tinham cerca de cinco segundos de diferença, mas nunca foram desafiadores nem prendeu os espectadores na televisão. Quando cruzou a meta, Bottas comemorou a sua segunda vitória na temporada - e o único, para além de Hamilton a vencer mais do que uma vez - com Max a subir ao pódio depois de duas desistências.


Agora volta a ser o corre-corre: semana que vêm, vai ser no Nurburgring.

Youtube Automotive Video: Ascensão e queda da Fisker

Uma década antes, a industria automóvel estava numa encruzilhada. O futuro tinha a ver com os carros elétricos, mas nessa altura era pouco mais do que uma curiosidade. Poucos tinham e ninguém imaginava que iria ser um futuro palpável, para além da Tesla e pouco mais.

Em 2010, Tsla tinha um potencial rival na Fisker Automotive. Com alguma razão, porque Henrik Fisker sabia desenhar automóveis e queria desde há algum tempo construir os dele. Para isso, fez o Karma, um espécie de híbrido, a um preço... astronómico. Contudo, em 2011, problemas com os carros, e depois alguns desastres fizeram com que a companhia pedisse proteção contra os credores e 2013.

E é aqui neste canal, o "Bakrupt", que sigo há algum tempo, que ontem puseram no ar um video sobre esta marca. 

sábado, 26 de setembro de 2020

Youtube Motorsport Video: A guerra CART-USAC

Há 40 anos, as coisas andavam agitadas no meio automobilístico americano. As equipas andavam de "candeias as avessas" com a organização que organizava as provas automobilisticas americanas, sendo a mais importante as 500 Milhas de Indianápolis. Depois de não gostar de ver certas coisas, em 1979, estas decidiram romper-se e criar a sua própria competição, a Championship Auto Racing Teams (CART).

Durante duas temporadas, houve competições e calendários paralelos. As equipas foram pressionadas, ameaçadas, houve corridas que foram marcadas e anuladas, numa guerra que durou até 1982, que ficou mais ou menos resolvida a favor da CART, que ficou com o controlo da competição por quinze anos até ao surgimento da IRL.

Mas hoje falo sobre a primeira divisão entre competições. 

CPR: Apresentado o Rali Vidreiro


O Clube Automóvel da Marinha Grande fez a apresentação do Rali Vidreiro, a quinta prova do campeonato de Portugal de ralis. A duas semanas da prova, a organização apostou fortemente num "livestream" da responsabilidade da Movielight, que detêm os direitos de imagem do campeonato. Ao todo, esperam transmitir cerca de doze horas, a partir da Marinha Grande  com ligações aos troços e entrevistas a partir do estúdio e Parque de Assistência.

"Montámos um rali que vai de encontro às discussões mantidas durante a pandemia com pilotos, equipas e federação. Não temos dúvidas que este é um rali do agrado dos pilotos, realizado num só dia, o que reduz significativamente os custos para quem não participa no Shakedown e Qualifying Stage”, começou por dizer o presidente do Clube Automóvel da Marinha Grande, Nuno Jorge.

Montar um rali em tempo de pandemia criou-nos naturais dificuldades, mas nem por isso nos tirou a vontade de sermos diferentes. Em parceria com a Movielight, vamos partir para uma verdadeira aventura online, ao qual se juntam duas personalidades carismáticas do desporto automóvel nacional, como é o caso da Diana e do Gonçalo. Esta será a edição mais desafiante de sempre, e tudo faremos para que corra bem esta transmissão, de forma a aproximar, ainda mais, os ralis do público”, explicou.

O rali acontecerá no fim de semana de 9 e 10 de outubro, e terá nove especiais de classificação, no total de 280 quilómetros, cem dos quais em troços cronometrados.

Formula 1 2020 - Ronda 10, Rússia (Qualificação)


A cidade balnear de Sochi gosta de se gabar que tem as quatro estações do ano num só lugar. Pode se banhar nas águas no Mar Negro quase todo o ano, mas nas montanhas do Caúcaso, pode-se esquiar com os rigores do inverno. Foi por isso que o regime de Vladimir Putin pegou no lugar e construiu ali os jogos mais caros da sua história, em 2014. A coisa foi tão cara, tão infamemente cara, e os seus métodos foram tão descarados que o país está a se transformar num pária internacional e dentro do seu país, os críticos do regime acabam por tomar chá radioativo... 

O fim de semana de Sochi começou com a noticia de que a Formula 1 iria ter um novo diretor. Chase Carey saia de cena para dar lugar a Stefano Domenicalli, um antigo homem da Ferrari e agora estava a mandar na Lamborghini. Sai "Bigotum Maximus" e entra "il Capo de tutti cappi", mas de uma certa maneira, não se crê que haja mudanças radicais na condução dos destinos da competição, especialmente numa altura em que irá começar a ficar dependente do dinheiro saudita.

E também Sochi vai entrar na história por ser a primeira corrida com número significativo de espectadores. já tinha havido gente em Mugello, mas três mil não é muita coisa. Agora, ali,será muito mais. Sol azul, muita gente, calor, final do verão, o que se poderá pedir mais? Um fim de semana emocionante, mas a pista não ajuda.

Com isso tudo em mente, a qualificação começava com Bottas a marcar tempo: 1.32,556, enquanto Hamilton começava a ter algumas dificuldades em responder. Um tempo fraco, 1,6 segundos mais lento que o previsto, e mais tarde anulado porque tinha excedido dos limites de pista na Curva 2, parecia fazer soar os sinais de alarme. Lá fez um tempo de 1.32,983, suficiente para passar à Q2, mas atrás do finlandês, o que parecia não ser lá muito bom. Atrás, não eram os Red Bull a marcar passo, mas sim a Racing Point, especialmente Setgio Perez, que era quarto. Max Verstappen era sexto, atrás de Carlos Sainz Jr. E aqui havia competividade, porque o 13º colocado, George Russell, era menos de um segundo mais lento que Perez.

Na parte final, Esteban Ocon conseguiu uma boa volta e passou para cima, com o terceiro melhor tempo, ao mesmo tempo que Kimi Raikkonen era o último e não passava, fazendo companhia ao seu companheiro de equipa, António Giovinazzi, Nicholas Latiffi, da Williams, e os carros de Kevin Magnussen e Romain Grosjean. Sebastian Vettel esteve muito perto de lhes fazer companhia, mas se esforçou para evitar tal humilhação.


Para a Q2, quase toda a gente tinha calçado os pneus médios para fazer as suas voltas de qualificação, e apesar de haver avisos de pingos de chuva, ninguém mudou de pneus e Lewis Hamilton marcou um tempo suficiente para bater Bottas: 1.32,085. Mas... ele exagerou na última curva e o tempo foi apagado. Mais sarilhos para o campeão. Com o finlandês a fazer um tempo suficiente, mas não fabuloso, quem comandava as coisas era... Daniel Ricciardo, no seu Renault, seguido por Sainz e Perez. Bottas melhorou, mas insuficiente para bater Ricciardo. E Hamilton?

Ele ia a caminho de fazer uma boa volta quando Sebastian Vettel perdeu o controlo do seu carro na Curva 4, batendo no muro. Leclerc quase foi apanhado de surpresa, mas safou-se. Bandeira vermelha colocada, sessão parada para recolher os pedaços. Quando voltou, Hamilton decidiu mudar de estratégia, colocou macios, porque o que queria era marcar uma volta que o colocasse nos dez primeiros. Ainda teve problemas na curva 2, mas depois marcou o tempo que queria, 617 centésimos mais lento que o piloto da Renault. Assim, não fez companhia a Charles Leclers, Sebastiam Vettel, Daniil Kvyat, George Russell e Lance Stroll.

Para a Q3, todos foram para a pista com pneus macios, E apesar da emoção, todos já sabiam que a primeira fila teria dono. Mas o primeiro a marcar foi Daniel Ricciardo, que fez 1.32,364, antes de ser superado por Bottas e Hamilton, que marcou, sem falhas e saídas onde não devia... 1.31,391, praticamente um segundo mais veloz. No final, Bottas tentou a sua sorte, mas não conseguiu, e ainda viu Max Verstappen fazer um tempo que o colocou na segunda posição e dividiu os Flechas Negras, enquanto Hamilton ainda tirou mais, fazendo 1.31,304, novo recorde da pista. Perez fez 1.32,317, quarto na grelha e na frente de Ricciardo, que alternava na posição com Carlos Sainz Jr, no seu McLaren. Ocon, Norris, Gasly e Albon fechavam o "top ten". 


No final, apesar das emoções e dificuldades de Hamilton, acaba por ser como a Alemanha no futebol: são 22 carros e o fim de semana é da Mercedes. Claro, hoje é apenas a primeira parte, amanhã é a segunda, e espera-se uma corrida sem história, com um vencedor esperado. Mas em Monza, duas corridas antes, apareceu uma placa a dizer que Hamilton iria vencer ali no dia seguinte a sua 90ª corrida no campeonato, e não foi isso que aconteceu...

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Noticias: Domenicalli substitui Chase Carey como CEO da Formula 1


A Liberty Media anunciou esta sexta-feira que o americano Chase Carey será substituído pelo italiano Stefano Domenicalli a partir da próxima temporada. O antigo diretor desportivo da Ferrari e agora o CEO da Lamborghini, também faz parte do Conselho de Monolugares da FIA, onde é presidente.

Greg Maffei, o CEO da Liberty Media, deu as boas-vindas a Domenicalli e diz que estão entusiasmados para o acolher na organização. "Estamos entusiasmados por acolher o Stefano Domenicali como Presidente e CEO da Fórmula 1. O Stefano traz um rica história de sucesso na Fórmula 1, na Ferrari e na indústria automóvel, com a Audi e a Lamborghini”.

O Chase fez um trabalho fenomenal. Reuniu uma organização comercial e desportiva de topo, que tem uma longa lista objetivos, que incluíram o aumento da presença digital, o estabelecimento de novos regulamentos técnicos, a garantia de um teto orçamental pela primeira vez na história da F1, e a obtenção de um novo Acordo da Concórdia. As suas ações reforçaram a Fórmula 1 como pináculo do desporto motorizado”, finalizou.

Carey manter-se-á na estrutura, mas agora como presidente não-executivo.

O novo CEO da competição já se mostrou entusiasmado com o novo desafio. “[Estou] entusiasmado por me juntar à Fórmula 1, um desporto que fez sempre parte da minha vida. Nasci em Imola e vivo em Monza, estou ligado ao desporto através do meu trabalho na Comissão de Monolugares da FIA e estou ansioso por ligar-me às equipas, promotores, patrocinadores e muitos parceiros, à medida que continuamos a impulsionar o negócio. Os últimos seis anos na Audi e depois a liderança da Lamborghini deram-me uma perspetiva e experiência mais amplas, que levarei comigo para a Fórmula 1”, afirmou, no comunicado oficial. 

Por fim, Chase Carey deixou algumas palavras de apreciação pelo trabalho e desejou um bom trabalho ao seu sucessor no comando da Fórmula 1. 

Tem sido uma honra liderar a Fórmula 1, um desporto global, com um passado histórico de sucesso nos últimos setenta anos. Estou orgulhoso da equipa que não só navegou por um 2020 desafiante, mas que regressou com propósito e determinação acrescidos nas áreas da sustentabilidade, diversidade e inclusão. Estou confiante de que construímos os alicerces para o crescimento do negócio a longo prazo. Tem sido uma aventura e tenho gostado de trabalhar com as equipas, a FIA e todos os parceiros. Estou ansioso por continuar envolvido e apoiar o Stefano”.

Aos 55 anos de idade, Domenicalli começou a sua carreira em 1991 ao serviço da Ferrari, subindo na hierarquia até chegar a chefe de equipa em 2008. Lá ficou até 2014, onde foi substituido por Maurizio Arrivabene, para depois seguir para a Audi, num cargo diretivo. Em 2016, passou para a Lamborghini, para ser o presidente e diretor executivo. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Youtube Formula One Video: Lando Norris terá estofo de campeão?

Lewis Hamilton está no topo do mundo. Ele irá ficar com todos os recordes existentes, e se calhar com mais Grandes Prémios na sua carreira. Isso é inevitável. Mas Hamilton corre desde 2007, e isso já é muito tempo, porque sem darmos conta, ele está a caminho dos 36 anos. Pode ser competitivo até aos 40 anos, e se calhar um pouco mais além, mas chegara o dia em que pendurará o capacete, como muitos antes dele.

E como a Grã Bretanha adora fazer da Formula 1 a sua coutada, a pergunta "quem será o próximo campeão britânico" é tão importante como saber se a Terra continuará a girar à volta do sol ou se o meridiano continuará a ser o de Greenwich. Assim sendo, a busca para o próximo campeão, o da nova geração, já está a acontecer, e se alguns falam de George Russell - que ainda não pontuou na Williams - há outros que falam que Lando Norris "is the man". Como o Josh Revell, que hoje colocou o seu mais recente vídeo onde ele dá as justificações porque acredita mais no atual piloto da McLaren.

Youtube Motorsport Vídeo: Quem era Gordon Smiley?

É raro, mas acontece assistir a coisas bonitas e bem feitas. Godron Smiley foi um piloto que os mais entendidos conhecem pelas piores razões, pelo seu acidente mortal na qualificação para as 500 Milhas de Indianápolis de 1982, num dos piores acidentes que o automobilismo já assistiu, precisamente uma semana depois do acidente mortal de Gilles Villeneuve.

Mas para além disso, poucos sabem quem foi realmente ele. Um americano do Midwest, nascido em 1946, que tinha ambições para correr na Formula 1, estudou jornalismo e relações públicas e foi para as 500 Milhas porque achava que aquele lugar era o melhor para dar o pulo para a categoria mais importante do automobilismo. E era mesmo rápido. 

E essa é uma boa razão para ver este vídeo.  

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Youtube Automotive Video: O Citroen SM

O Jay Leno tem uma coleção admirável de carros, e faz um programa no Youtube para os apresentar e andar com eles na estrada, para que todos entendam o que são. Boa parte deles são carros únicos, ou raros, e em muitos aspetos são joias de design sobre rodas. Como este Citroen SM, que entre 1969 e 74 foi um dos carros mais belos que andava na estrada, a par do DS. Curiosamente, ambos tiveram dedo do francês Robert Opron, embora no caso do DS, apenas desenhou as versões mais tardias, não o original, que esse é de Fiammino Bertone.

Portanto, temos meia hora para apreciar um carro que alguém disse não há muito tempo que "era um vislumbre do século XXI". Já passaram 50 anos desde que apareceu... 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

WRC: Toyota toma conta da sua operação a partir de 2021


Depois dos sucessos que Tomi Makinen está a ter com o seu programa de ralis no WRC, a Toyota decidiu que a partir de 2021 as operações serão feitas a partir da fábrica. Makinen ficará como conselheiro da equipa. Apesar desta mudança de mãos, tudo fica na mesma:  a base de operações é nas instalações de Puppola, perto de Jyväskylä, na Finlândia, enquanto a construção dos carros é em Tallinn, na Estónia.

No comunicado oficial, Tomi Mäkinen afirmou que o “objetivo do projeto da Toyota no WRC era retornar às operações no mundo dos ralis com uma organização flexível, algo que só acontece com uma companhia pequena. Posso dizer, com felicidade, que esse objetivo foi atingido e agora é tempo de eu ter outros desafios com a Toyota. Quero agradecer ao Akio Toyoda [Presidente da Toyota Motor Corporation] por ter confiado em mim e apoiado este projeto”.

Desde que a Toyota regressou ao WRC, em 2017, a Toyota ganhou o Campeonato do Mundo de Construtores em 2018 e levou Ott Tänak e Martin Järveoja ao título Mundial em 2019. Em 2020, a equipa lidera também o Campeonato de Construtores e no Campeonato tem dois dos seus pilotos nos dois primeiros lugares: o galês Elfyn Evans e o francês Sebastien Ogier.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A imagem do dia



No meio das marés das triplas de pilotos, havia algumas excepções. Aliás, duas excepções. Duas triplas de mulheres, a primeira um Ferrari 488 GTE Evo da Iron Lynx, na classe GTE Pro, com a italiana Manuela Gostner, a suíça Rahel Frey e a dinamarquesa Michelle Gattling. E a segunda, a mais importante, era o carro da Richard Mille Racing Team, um Oreca 07 Gibson, que tinha como tripla a colombiana Tatiana Calderon, a holandesa Beitske Visser e a alemã Sophia Florsch. E é sobre elas que pretendo falar hoje.

Depois de anos de obscurantismo, o automobilismo está a despertar para a ideia de formar e incentivar as mulheres a correr. Uma classe de mulheres está a aparecer, todas muito jovens - Florsch tem 20 anos, Visser 25 e Calderon 28 - e apesar de não chegarem á Formula 1 porque ela se tornou numa classe muito fechada, estão a chegar a outras categorias, onde se podem mostrar contra os rapazes. Como a Endurance,  e o Mundial.

Para além disso, consciente de que precisam mais incentivos, existe desde 2019 a W Series, uma competição que pega nas raparigas que estão no karting e as coloca numa "feeder series".

Mas neste ano, com as três que estão ali, as expectativas eram altas. É a classe mais populada, são provavelmente as pilotas mais velozes do pelotão atual e claro, são jovens. E nunca tinham corrido juntas. De uma certa forma, todos esperavam o melhor delas. E de uma certa forma, cumpriram. Chegaram ao fim, foram nonas na classe e 13ª na geral, a 23 voltas do vencedor, seis do campeão da classe, o carro da United Autosports guiado pela tripla Filipe Albuquerque, Paul di Resta e Phil Hanson.

No final, mais do que terem cumprido a sua missão de levar o carro até ao fim, numa corrida que começa a parecer mais um "sprint" que dura um fim de semana, foi também de monstrar que estão ali para andar a par dos homens, e claro vieram para ficar. Elas são vencedoras, estão na história e colocaram a fasquia alta no sentido do futuro, para que apareçam outras e façam melhor. Parabéns!