sábado, 21 de setembro de 2019

Noticias: Hamilton e Vettel criticam ideia de grelha invertida

Ideias novas para a Formula 1 não faltam. Por estes dias surgiu a ideia da transformar a qualificação numa espécie de mini-corrida. A Fórmula 1 pretende realizar um teste, para testar esta ideia de corrida de qualificação, já em 2020, em pelo menos três Grandes Prémios. Pelo paddock diz-se que todas as equipas já concordaram, mas há quem tenha dúvidas. Christian Horner, por exemplo, acha que este formato está bem.

O atual formato de qualificação tem levantado muitas questões, mas na minha opinião este funciona bem.” – afirmou o diretor desportivo da Red Bull.

Contudo, se as equipas podem ter chegado a uma espécie de acordo, sobre o pormenor das grelhas invertidas, alguns deles já disseram sobre esse assunto... e estão contra.

Não sei o que dizer. As pessoas que propuseram isso não sabem realmente o que fazem”. – disse Lewis Hamilton, perplexo com o que ouviu por parte da imprensa. 

Sebastian Vettel foi mais duro: “Honestamente, é muito mau. Se queremos melhorar as coisas temos é de juntar mais o pelotão da Fórmula 1. Não sei quem foi o génio que inventou isso, mas está a ter uma abordagem completamente errada.

A ideia da corrida de sprint até pode ser boa, mas os pilotos não são fãs da demasiada experimentação que a Liberty Media deseja fazer para atrair mais gente para assistir às corridas. Resta ver se há mais alguma ideia que valha ser analisada.

Formula 1 2019 - Ronda 15, Singapura (Qualificação)

Se alguém dissesse que as coisas iriam acabar com uma pole Ferrari, poucos acreditariam. É que, como sabem, por aquilo que se ia nos treinos livres, tudo indicava que Mercedes e Red Bull iriam dar mais nas vistas que os carros vermelhos, e alguns já diziam que Max Verstappen iria ser o favorito à pole. No final, os vermelhos ficaram com tudo: primeiro, Sebastian Vettel ia a caminho da pole, mas depois, Charles Leclerc obteve uma volta impressionante e tornou-se no poleman pela terceira vez seguida. E está a meio caminho de ser o primeiro piloto a vencer por três vezes seguidas como estreante desde Damon Hill, em 1993.

Mas para chegarmos a este ponto, na cidade-estado asiática, as circunstâncias indicavam que o favorito era Lewis Hamilton, e todos estavam convencidos disso. Os tempos nos treinos livres, embora não indicassem tudo, parecia que o britânico ia a caminho de, não do melhor tempo na qualificação, mas de um fim de semana de domínio, e alargar a sua vantagem em relação aos restantes adversários.  Assim sendo, quando começou a Q1, Hamilton foi para a pista com médios, o suficiente para passar à Q2. O resto escolheu os macios, incluindo Valtteri Bottas, seu companheiro de equipa.

E foi o finlandês que abriu as hostilidades, com 1.38,623, com Hamilton logo atrás, a um centésimo. Mas logo depois Leclerc mostrou ao que vinha, quando fez 1.38,014, com Max Verstappen logo atrás, a meio segundo. Vettel, muito discreto, era sexto, a nove décimos.

Na parte final, os Mercedes marcaram tempos que os colocaram no topo da tabela de tempos, e Bottas descia do 1.38, fazendo 1.37.317, com Hamilton logo atrás, a 248 centésimos. Entre os excluídos, para além dos Williams, os que ficaram para trás foram o Haas de Romain Grosjean, o Racing Point de Lance Stroll, e o Toro Rosso de Daniil Kvyat, que tinha sido excluído graças a um bom tempo de Sergio Perez.

Na Q2, todos os pilotos decidiram sair à pista com os macios, e Leclerc abre as hostilidades com 1.36,930, apesar de Hamilton ter sido segundo apenas com 131 centésimos de diferença. Bottas era terceiro, seguido por Vettel, mas depois, Max Verstappen foi melhor, conseguindo o melhor tempo. Atrás, Kimi Raikkonen tocava no muro e volta "a coxear" para as boxes.

No final da sessão, os Ferrari mostraram ao que vinham. Primeiro Leclerc, com 1.36,650, depois Vettel, a 70 centésimos, deixaram os Mercedes para trás. E atrás deles, a luta era feroz: os Renault entraram para a fase final, deixando para trás, Sérgio Perez, Antonio Giovinazzi, Kimi Raikkonen, Kevin Magnussen e o Toro Rosso de Pierre Gasly.

Para a Q3, a parte mais interessante desta qualificação, todos começaram a sair quase ao mesmo tempo para marcar no cronómetro. E os Mercedes tiveram dificuldades à custa do tráfego. E quando Sebastian Vettel marcou o seu primeiro tempo, 1.36,437, era um segundo superior à Mercedes. Leclerc ficou com o segundo tempo, 357 centésimos atrás, seguido por Max Versteppen.

Arrastando as coisas até á ultima tentativa, foi aí que definiu tudo. Primeiro Vettel, que não conseguiu superar o seu tempo, deixando-se à mercê de Leclerc, que fez 1.36,217 e tornou-se no poleman. Lewis Hamilton até fez um tempo melhor do que tinha antes, ficando-se entre os Ferrari, a 191 centésimos, enquanto Max Verstappen foi o quarto, a 596 centésimos.

Assim sendo, para que para amanhã, a corrida promete ser intensa. Mas Singapura é uma prova dificil, dura e longa - raras são as corridas com menos de duas horas de duração. O vencedor terá de resistir a tudo isso, mais o calor noturno. O cenário está montado para o que vêm aí.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Formula E: Jakarta confirmada no calendário

A organização da Formula E confirmou esta sexta-feira que Jakarta, a capital da Indonésia, irá ter uma corrida nas suas ruas a 6 de junho de 2020. Esta prova acontecerá logo depois da ronda de Seul, na Coreia do Sul, duas semanas antes, a 20 de maio. Esta data será aprovada a 4 de outubro, na reunião que a organização vai ter com a FIA no sentido de aprovar o novo calendário da Formula E.

De acordo com a organização, o circuito de 2300 metros será desenhado à volta da Merdeka Square (Praça da Liberdade, em baixo na foto) e terá 13 curvas. O acordo foi concluído no inicio do mês depois de se ter dado luz verde por parte das autoridades locais em relação ao financiamento para a competição.

O calendário para a próxima temporada do campeonato de Fórmula E já se estava a transformar em algo especial, mas adicionar outra corrida na Ásia e [particularmente] na Indonésia é incrivelmente emocionante.", começou por dizer Alberto Longo, o chefe de operações da Formula E.

A Indonésia já tem afinidade com o automobilismo - organizando corridas e eventos no passado e desenvolvendo pilotos que subiram a escada - além de ter uma base de fãs extremamente engajada e crescente. Além disso, também é um mercado emergente para veículos elétricos, com o aumento do investimento já sendo feito para impulsionar a produção e limpar o ar nas cidades", concluiu.

Para além disso, a organização confirmou que as corridas de Berlim e Nova Iorque serão mudadas de lugar em termos de calendário, a primeira para 20 de junho e a segunda para 11 de julho, esta última especialmente para evitar a colisão com a ronda de Norisring do DTM. 

Noticias: Zak Brown convidou Hulkenberg para o projeto da IndyCar

Com as portas da Formula 1 e fecharem-se - mesmo com ele a revelar que conversou com a Red Bull - o talento de Nico Hulkenberg é apreciado por todos, mesmo fora da sua equipa. E em Singapura, Zak Brown revelou que o convidou para o seu projeto na IndyCar, mas recusou porque não pretendia correr em ovais. Quem o afirmou foi Will Buxton, na sua conta do Twitter.

Como já foi dito anteriormente, a McLaren está a fazer um projeto sólido para a competição americana para evitar a vergonha que passou nestas 500 Milhas por causa da não-qualificação de Fernando Alonso. E com a união com a Schmidt-Peterson, os pilotos para as próximas duas temporadas estão em cima da mesa. Falei já de uma passagem parcial de Alonso pela equipa, mas também sobre a possibilidade de contratarem Simon Pagenaud para 2021, hipóteses ditadas por Robin Miller e Marshall Pruett na Racer.com.

Contudo, é mais que certo que Hulkenberg deseja continuar na Formula 1 em 2020 e vai fazer o melhor que pode para que essa chance aconteça. Mas há alternativas, como a Endurance e a Formula E, especialmente numa equipa de fábrica. Resta saber se o alemão pretende alargar os horizontes ou não.

Rumor do Dia: Alonso na IndyCar em 2020?

Algo muito interessante poderá estar a acontecer no horizonte próximo, pela menos na IndyCar. No fim de semana em que a temporada de 2019 tem o seu final, em Laguna Seca, e sabendo há muito tempo que a Schmidt Peterson se fundiu com a McLaren para fazer uma equipa em 2020, esta semana, a Racer.com - mais concretamente Marshall Pruett e Robin Miller, dois dos melhores jornalistas americanos que cobrem a IndyCar - deixou algumas achas para a fogueira. No video que ambos fizeram, falaram de duas coisas: a primeira delas é que Simon Pagenaud poderia ir para a equipa em 2021, e a segunda é que Fernando Alonso voltaria em 2020 para as 500 Milhas... mas também para mais algumas corridas (quatro ou cinco, segundo conta Miller), incluindo uma oval.

Ora, ao ver o calendário da IndyCar para o ano que vêm, as cinco primeiras corridas são todas em pistas ou de rua - St.Petersburg e Long Beach - ou permanentes, como Barber ou Austin. E claro, o Indy Grand Prix, no circuito permanente à volta do "Brickyard".

Contudo, Alonso ainda pensa na ideia, especialmente num ano em que vai começar o ano a fazer o Dakar pela Toyota Gazoo Racing. Depois disso, não tem planos sólidos, logo, poderá fazer a tal "perninha" na IndyCar, especialmente depois dos eventos de maio passado, onde as coisas correram muito mal para ele, e ele quererá corrigir isso.

Claro, é tudo "silly season", mas a McLaren está a apostar forte neste seu regresso à IndyCar, depois de 40 anos de ausência, e ter a paticipação na Schmidt-Peterson, uma das melhores equipas da competição fora da "Santissima Trindade", constituida pela Chip Ganassi, Andretti e Penske, poderá querer mostrar que está de regresso para voltar aos tempos de glória na competição. Só que não se sabe bem se fará alguma passagem permanente por lá, essa é a grande dúvida. Mas claro, não esqueceu a chance de alcançar a Tripla Coroa do automobilismo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Youtube Motorsport Interview: Uma entrevista a Jos Verstappen

O "Beyond the Grid", podcast sobre a Formula 1, entrevistou esta semana o holandês Jos Verstappen, que aos 47 anos, decidiu sentar e contar episódios da sua carreira. E faz algumas confissões, desde o facto de não estar pronto mentalmente para guiar um carro de Formula 1 em 1994, pela Benetton, que tem a certeza de que o B194 não era um carro ilegal - com todas as controvérsias que surgiram na altura - e garante que o seu filho é um piloto bem melhor que ele...

Formula 1: Haas mantêm dupla para 2020


Romain Grosjean e Kevin Magnussen continuam na Haas por mais uma temporada. A equipa anglo-americana decidiu manter ambos os pilotos, especialmente Romain Grosjean, que tinha a sua posição algo fragilizada. 

No momento do anuncio, Gunther Steiner justificou a escolha.


"A experiência e a necessidade disso têm sido uma das pedras angulares da Haas F1 Team e, com Romain Grosjean e Kevin Magnussen competindo pela equipa em 2020, continuamos a ter uma dupla de pilotos que nos oferece uma plataforma sólida para continuar nossa carreira“, começou por dizer.

A compreensão de como trabalhamos em equipa e o conhecimento do que eles podem oferecer ao volante proporcionam uma continuidade valiosa e uma base sólida para continuarmos construindo nossa equipa. Tem sido um ano difícil para nós, com a flutuação no desempenho do VF-19, mas a nossa capacidade de aproveitar as experiências combinadas ajudará a aprender, melhorar e avançar como uma unidade em 2020”.

Já o francês de 33 anos, que vai para a sua nona temporada na Formula 1, vê-se feliz pelo facto da equipa lhe ter dado um sinal de confiança. 

Sempre afirmei que era meu desejo permanecer na Haas F1 Team. Tendo estado aqui desde o início e visto o trabalho que Gene Haas e Guenther Steiner colocaram na equipa para torná-la competitiva, estou naturalmente muito feliz por continuar a fazer parte disso.

Terminar em quinto no campeonato de construtores na última temporada, apenas no terceiro ano de competição, foi algo muito especial. Tivemos desafios nesta temporada, mas usaremos a experiência do ano passado e deste ano para avançar em 2020. Estou ansioso para trabalhar com Kevin [Magnussen], toda a equipa e continuar nossa jornada juntos”, concluiu.

Noticias: Kubica abandona Williams

Robert Kubica anunciou esta tarde que não continua na Williams para 2020. O piloto polaco fez as declarações na conferência de imprensa pré-GP de Singapura, um ano depois de ter voltado à Formula 1. Com o pior chassis do pelotão, e a ser constantemente superado por George Russell, irónicamente, foi ele que conseguiu alcançar o único ponto que a equipa têm até agora nesta temporada.

"Antes de mais, estamos ansiosos pelo próximo ano, estou à procura de oportunidades diferentes”, disse Kubica. “Para avaliar outras oportunidades, tomei a decisão de não continuar mais com a Williams depois deste ano, então pararei no final do ano com a equipa”, concluiu.

Claire Williams agradeceu ao piloto polaco pelos serviços prestados na equipa e deseja-lhe o melhor para o seu futuro próximo.

O Robert tem sido um membro importante da equipa no seu papel como piloto de reserva e desenvolvimento e, posteriormente, como um de nossos pilotos de titulares em 2019. Agradecemos seu esforço contínuo ao longo de um período de duas temporadas e desejamos-lhe sorte nos seus futuros compromissos” disse. 

Com a vaga aberta, duas hipóteses se colocam. A primeira é o canadiano Nicholas Latifi, de 24 anos, que está na Formula 2, e é segundo classificado no campeonato - para além de ser piloto de desenvolvimento da Williams - mas recentemente, surgiu a chance do alemão Nico Hulkenberg, piloto da Renault que irá perder o lugar no final de 2019 para Esteban Ocon. Caso o piloto de 32 anos seja o escolhido, será um regresso à Williams, equipa onde esteve em 2010, a da sua estreia na Formula 1.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A imagem do dia


Nunca é tarde para ser surpreendido. Esta semana, descobri estas imagens no site da Motorsport Imagens do fim de semana do GP da Austrália de 1993, quase há 26 anos. E era a reação do pessoal da McLaren depois do que tinha acontecido com Ayrton Senna e Eddie Irvine na corrida anterior, no Japão.

O pessoal conhece a história: Irvine, estreante na Formula 1 na Jordan, teve uma condução... reprovável no caminho do sexto posto e respectivamente do primeiro ponto da sua carreira. E nesse caminho, por exemplo, colocou fora de pista o Arrows de Derek Warwick e não ajudou muito quer Senna, quer Damon Hill quando eles o dobravam. 

Nas boxes, enquanto a Jordan comemorou a dupla pontuação - Rubens Barrichello foi quinto - Senna apareceu e disse das boas sobre a atitude de Irvine na pista. A discussão azedou e trocaram-se uns murros. E claro, a noticia do incidente correu mundo, com a FIA a repreender ambos e a suspendê-los, com essa suspensão... suspensa. Alguém quer saber porque o Eddie Irvine levou aquelas corridas de suspensão? Não foi só por causa da carambola de Interlagos...

Mas o espantoso foi ver como a McLaren reagiu a isto. É certo que o GP da Austrália era a última corrida do campeonato, era a última corrida do brasileiro na McLaren, e em Adelaide, todos estavam bem-dispostos e com bom humor. E de uma certa forma, foi assim que os mecânicos reagiram à atitude lutadora de Senna, que fazia inveja a Muhammad Ali... e claro, ele venceu ali pela 41ª e última vez, saindo da McLaren pela porta grande.

WRC 2019 - Rali da Turquia (Final)

Sebastien Ogier foi o grande vencedor do Rali da Turquia, e aproveitando os azares de Ott Tanak, aproximou-se do comando do campeonato, dando mais luta nesta temporada de 2019. No final do rali, os pontos que arrecadou foram os suficientes para sair de paragens turcas com 193 pontos, a 17 do estónio da Toyota.

Precisávamos muito desta vitória se quiséssemos ter hipóteses de voltar à luta pelo campeonato, pelo que estou muito feliz em consegui-la para a equipa. Sabíamos que qualquer coisa poderia acontecer num rali tão demolidor quanto este, mas fomos capazes de ultrapassar as armadilhas, fruto de uma abordagem inteligente. É um bom impulso para todos para o final da temporada. Todos sabemos que temos que continuar a trabalhar muito duro, o que vamos fazer já a partir de amanhã” disse o piloto francês, depois da ter cortado a meta.

 A táctica era clara no seio do Citroën Total World Rally Team para os derradeiras quatro especiais do dia: preservar as posições e os pneus nas duas classificativas que as separavam, para que estivessem aptos a dar tudo nesse último troço do rali, garantindo alguns pontos adicionais. Assim sendo, na primeira passagem por Marmaris, com Tanak a vencer, Ogier foi apenas quarto, perdendo quase quatro segundos, enquanto Lappi perdia cerca de dez, com a diferença entre ambos estabilizada nos 5,7 segundos. Ogier e Lappi empatavam na especial seguinte, em Gökçe, numa especial vencida por Jari-Matti Latvala. Em Çiçekli, Ogier levava a melhor no seu duelo pessoal com Lappi, apesar de ser quarto, a 6,5 segundos do vencedor, Andreas Mikkelsen.

Por fim, no Power Stage, Tanak conseguiu levar a melhor e conseguir alguns pontos, seguido de Neuville, Ogier foi apenas o terceiro, na frente de Jari-Matti Latvala. Tinha sido um rali bom para o piloto francês, e agora com 90 pontos em jogo, o francês acha que continua a ter todas as chances de renovar o título mundial contra a armada Toyota.

Com Lappi a 34,7 segundos e Andreas Mikkelsen a ficar com o lugar mais baixo do pódio, a 1.04,5, Teemu Suninen foi o quarto, e o melhor dos Ford, a 1.35,1, enquanto Dani Sordo foi quinto, a 2,25.1. Jari-Matti Latvala foi o sexto, na frente de Kris Meeke e Thierry Neuville, sobreviventes de um rali devastador, e a fechar o "top ten" ficaram os Ford de Pontus Tidemand e Gus Greensmith, que conseguiu passar no final o polaco Kajetan Kajetanowicz.

O WRC volta à carga entre os dias 3 e 6 de outubro no País de Gales.

Noticias: Familia de Moss fala sobre o seu estado de saúde

No dia em que comemorou o seu 90º aniversário, a familia de Stirling Moss decidiu divulgar um boletim clínico sobre o seu estado de saúde, onde afirma que ele se encontra bem, dadas as circunstâncias da sua idade. Segundo conta a sua mulher, está a fazer "lentos progressos" em termos de saúde, depois de ele ter estado gravemente doente em 2016, durante uma viagem a Singapura, e que levou à sua retirada de cena no ano seguinte.

"Ele é um lutador. Está a fazer progressos, mas num ritmo mais lento que nós desejaríamos", contou a sua mulher ao Daily Mail britânico.

Entre 1951 e 1961, Moss venceu dezasseis corridas por marcas como a Mercedes, Maserati, Vanwall, Cooper e Lotus, sendo vice-campeão do mundo entre 1955 e 1958, e terceiro classificado entre 1959 e 1961, em temporadas interrompidas por graves acidentes, como a que teve nos treinos do GP da Bélgica de 1960, e aquele no qual terminou a sua carreira, em Goodwood, em 1962.

Após a sua retirada, o piloto era presença assídua em diversos eventos de automóveis antigos, muitas das vezes conduzindo-os, algo que fez até aos seus 80 anos, em 2009, altura em que deixou de o fazer.

Formula E: Nico Muller vai para a Dragon

O suíço Nico Muller será piloto da Dragon para a temporada 2019-20 da Formula E. O piloto da DTM, atualmente segundo classificado no campeonato desta temporada, será o companheiro de equipa do neozelandês Bendon Hartley, numa dupla totalmente nova para a equipa de Jay Penske, no lugar do argentino José Maria Lopez e do alemão Maximilian Gunther, este último na BMW Andretti, no lugar de António Félix da Costa

"Já conheci e comecei a trabalhar com a maioria da equipa", começou por dizer Mueller. “Eles são um grupo extremamente motivado. Já provaram sua capacidade de vencer corridas e lutar por pódios na Fórmula E. Eles já fizeram isso antes, e pretendemos fazê-lo na sexta temporada. Temos um grande desafio pela frente. Nós somos um fabricante independente e o nível de competição na Fórmula E é o mais alto no automobilismo, mas tenho muita confiança na equipa.”, concluiu.

Jay Penske, proprietário da GEOX Dragon e da Penske Autosport, comentou sobre a mais recente contratação da equipa: “Estou muito animado por ter Nico ao volante do Penske EV-4 nesta temporada. Nico é um concorrente feroz e, com ele, temos as peças para competir com os principais marcas nesta temporada da Fórmula E. Estou ansioso por resultados muito sólidos na próxima época.

Muller, de 27 anos, vai correr na Dragon sempre que os seus compromissos na DTM o deixem competir na Formula E, e tudo indica que o calendário de 2020, que será conhecido no inicio do próximo mês em Hockenheim, evitará colisões com o calendário da competição elétrica.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

A imagem do dia (II)

Pouca gente sabe, mas foi Stirling Moss que deu as primeiras vitórias a dois chassis britânicos: Cooper e Lotus. E ambas bem antes das vitórias oficiais. Tudo graças a Rob Walker. A primeora foi no GP da Argentina de 1958, num triunfo que foi alcançado graças à manha e não à velocidade ou a potência. Especialmente quando um carro leve e não tão potente decidiu ficar na frente da corrida porque tinha os pneus mais resistentes.

A primeira vitória de Moss pela Lotus, em 1960, no Mónaco, não foi tão épica como no ano seguinte, onde aguentou os Ferrari atrás de si, mas foi a primeira do chassis 18, que se tinha estreado na corrida anterior, na Argentina, às mãos de Innes Ireland. Um chassis leve e simples, usando a perrogativa de Colin Chapman de adicionar leveza à potência, cedo se provou ser um chassis vencedor. Rob Walker pediu um chassis emprestado a Chapman para Moss, e este mostrou ao mundo do que era capaz nas ruas sinuosas do Principado.

Fazendo a pole-position, Moss tinha como concorrente os Cooper, que se aprestavam a dominar a temporada, com os T51 guiados por Jack Brabham, o campeão do ano anterior, e Bruce McLaren, seu jovem companheiro, então a dar os seus primeiros passos na Europa. Moss, com trinta anos de idade e mais de uma década de experiência - um feito, com o ritmo de acidentes graves e fatais daquele tempo - tratou de mostrar que tinha um grande carro nas mãos. E foi o que fez, dominando a corrida do principio até ao fim, deixando Bruce McLaren no segundo lugar, a 52,1 segundos de distância.

Parecia que Moss iria lutar de novo pelo título mundial. Mas a 18 de junho de 1960, durante os treinos para o GP da Bélgica, viu a fragilidade do chassis ser mostrada da pior maneira, quando uma das rodas se soltou e acabou na valeta, com as duas pernas partidas, ficando no hospital por dois meses. E ainda teve sorte, porque naquele fim de semana, Chris Bristow e Alan Stacey voltaram de Spa-Francorchamps num caixão... 

Ainda assim, Moss voltou a correr e em Riverside, voltou a pegar no seu Lotus 18 e venceu sem problemas o GP dos Estados Unidos, para ser terceiro na classificação geral, e o "melhor do resto", numa temporada dominada pelos Coopers, e a última da Formula 2.5 litros.

A genialidade, esperteza e sorte de Moss fazem com que ele tenha tido uma longa carreira e sobreviver para contá-la, apesar de ter saído por causa de mais um acidente grave, em Goodwood, e a bordo de uma Lotus. E apesar de não ter vencido qualquer título mundial, é visto como uma lenda do automobilismo. Lenda essa que chega hoje aos 90 anos de idade. Parabéns!  

Noticias: Pequenas melhorias para Juan Manuel Correa

O equato-americano Juan Manuel Correa continua internado nos Cuidados Intensivos da clínica britânica onde está internado. Num comunicado oficial divulgado esta terça-feira, a familia afirma que apesar de haver alguma recuperação nos seus pulmões, ele continua ventilado e em coma induzido. E afirmam que ainda terá de passar por nova cirurgia nas suas pernas para reduzir as suas fraturas.

"Juan Manuel permanece na Unidade de Cuidados Intensivos em estado de coma induzido. Embora seus pulmões estejam a recuperar gradualmente, suas funções respiratórias continuam sendo auxiliadas por um respirador." começa por dizer o comunicado oficial.

As lesões nas pernas de Juan Manuel continuam sendo uma preocupação importante e serão submetidas a uma cirurgia imediata assim que seus pulmões estiverem fortes o suficiente para suportar o procedimento. Mais informações serão fornecidas quando for o momento oportuno", conclui.

Correa, de 20 anos, esteve envolvido no passado dia 31 de agosto no acidente que causou a morte do francês Anthoine Hubert, na primeira corrida da Formula 2 no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Ele foi evacuado para Liége, para ser operado para reduzir as suas fraturas nas pernas. 


A imagem do dia

Rolf Stommelen lutando à chuva contra o seu carro durante o GP do Mónaco de 1972. O carro que guiava, desenhado a partir do March 721, é considerado por muitos como um dos carros mais feios da história do automobilismo, e este pode ser atribuido a Luigi Colani, um dos maiores designers industriais da segunda metade do século XX. Colani, de origem suíça, morreu esta segunda-feira aos 91 anos de idade. Os seus desenhos, cuja carreira se estendeu ao longo de sessenta anos, foram variados, desde aviões, camiões, mobiliário, electrodomésticos, entre outros. E o que interessa ao automobilismo? Bastante.

Nos anos 50 e 60, Colani desenhou projetos para a BMW e Abarth, fazendo o Colani GT, do qual foram produzidos 1700 unidades, e ainda fez um projeto do Abarth Alfa Romeo em 1968, mostrando os seus designs fora do vulgar, muito centradas no arredondamento, pois era bem mais fluido. E por esta altura, a sua personalidade já era bem excêntrica, pois vivia num castelo do século XVIII e para dia-a-dia, iria construir em 1975 o L'Aiglon...

Mas isso é mais tarde. O seu primeiro envolvimento com o automobilismo aconteceu em 1967, quando um escritório de patentes alemão concedeu a Colani o projeto de um carro em formato de asa invertida, para diminuir a sustentação aerodinâmica. Tudo isso uma década antes do conceito fazer sucesso na Formula 1, mostrando que tal coisa já existia há muito tempo, apenas esperava pela pessoa certa para fazê-lo.

No final dos anos 60, a Eiffeland, uma firma de caravanas gerida por Gunther Henerici, era próspera e ele, bem como o seu irmão, eram adeptos de automobilismo, pois moravam na zona do Eiffell, onde fica Nurburgring. Começou a apoiar equipas de Formula 2 e Formula 3, especialmente o alemão Rolf Stommelen. Em 1971, este corria na Surtees, mas os resultados foram desapontantes. Assim sendo, Henerici decidiu que iria fazer o seu próprio carro. E pediu a Luigi Colani para que construisse um chassis, baseado no March 721. O primeiro desenho era espectacular: uma asa invertida, mas ironicamente, não produzia downforce suficiente...

A primeira corrida do Eiffeland foi em Kyalami, na África do Sul, e o carro era bem convencional. Acabou na 13ª posição, a duas voltas do vencedor. Nas corridas seguintes, o carro teve novas modificações, mas em termos de resultados, o carro arrastava-se no fundo do pelotão, por causa dos seus problemas com o downforce, o consumo e o aquecimento do carro. E para piorar as coisas, a meio do ano, Henerici vendeu o negócio para outro, que não tinha qualquer interesse no automobilismo, e inevitavelmente, tirou o dinheiro do projeto a meio do ano, acabando por correr pela última vez em Zeltweg. Sem conseguir qualquer ponto.

Colani continuou a produzir designs para marcas de automóveis e camiões por mais de 45 anos e passou o trabalho para o seu filho. E a sua abordagem pouco convencional teve os seus fãs.