terça-feira, 20 de novembro de 2018

A imagem do dia

As comemorações este sábado em Lagos, após a vitória de Armindo Araújo no Rali do Algarve e que lhe deu um inédito quinto título nacional. Nesta foto do José Manuel Costa, mostra a história deste campeonato é uma mistura de regresso, acidentes e competição. 

Em 2012, Armindo Araújo saiu do WRC pela porta mais pequena, depois de ter andado de Mini pela Motorsport Itália. Depois disso, o piloto de Santo Tirso decidiu pendurar o capacete por cinco anos, dedicando-se à familia e aos negócios.

Contudo, no final de 2017, a Hyundai começou a perguntar se não queria regressar à atividade. Agora com 40 anos, Armindo achou que era boa altura para regressar, pelo menos aos ralis nacionais, a bordo de um Hyundai i20 R5.

A equipa era muito boa: tinha Carlos Vieira, o campeão de 2017, a seu lado, e a dupla de pilotos parecia ser imbatível, num campeonato com outros bons pilotos e com muita qualidade em termos de máquinas. Sabia-se que ele poderia lutar por um título que tinha alcançado pela última vez em 2004, mas com pilotos como Vieira e José Pedro Fontes, iria ser complicado.

Mas ele, depois de uma adaptação inicial, era como se nunca tivesse ido embora. Venceu dois ralis, um deles o rali de Portugal - foi o melhor nacional - mas o momento decisivo foi no inicio de junho, quando Carlos Vieira se despistou em embateu contra uma árvore no rali do Vidreiro, ficando gravemente ferido. Ali, Armindo venceu e conseguiu uma vantagem que se tornou decisiva quando os seus adversários mais diretos começaram a ganhar terreno, como José Pedro Fontes, com o seu novo carro, o Citroen C3 R5, e Ricardo Teodósio, adaptado ao Skoda Fabia R5.

Aqui no Algarve, parecia que ficava para trás com a concorrência, mas devagar se vai ao longe. E foi o que aconteceu: Fontes atrasou-se, primeiro com um furo, depois com um pião, e depois, quando o motor de Teodósio explodiu, pareceu que andar devagar... compensou. E para além do campeonato, mais uma vitória do Nacional de Ralis e um inédito quinto título nacional.

Em principio, Armindo poderá voltar ao Nacional de ralis para 2019, provavelmente com o regresso do Carlos Vieira, por exemplo. Poderá ser mais um campeonato de qualidade, é o que desejam todos os amantes dos ralis. 

Youtube Formula 1 Classic: Corridas antigas com gráficos modernos, Vol. 2


O primeiro video foi um sucesso, logo, o seu autor decidiu fazer um segundo video de corridas antigas com os atuais gráficos da Formula 1. 

E entre as corridas escolhidas ficaram a primeira volta do GP da Europa de 1993, em Donington Park, o GP do Brasil de 2001, aquele momento em que o pai do Max Verstappen coloca Juan Pablo Montoya fora de corrida, a chegada do GP de Espanha de 1981 - o gráfico está errado, Jacques Laffite foi o segundo e não Elio De Angelis - e o GP da Alemanha de 1993, quando Alain Prost teve de cumprir um "stop and go" de dez segundos porque cortou a segunda chicane devido ao despiste do Ligier de Martin Brundle.

Apesar de tudo, vale a pena ver!

Rumor do Dia: Calderon vai testar um Formula E

Uma das equipas de Formula E poderá ter escolhido uma mulher-piloto para uma série de testes na ronda inaugural da competição, nas ruas de Riyadh, a capital da Arábia Saudita. Segundo conta o e-racing365.com, a colombiana Tatiana Calderon será contratada pela Techeetah para uma série de testes na ronda inaugural da competição. 

Calderon, de 25 anos, é atualmente piloto de testes da Sauber e corre na GP3. Caso o teste aconteça, vai ser a primeira piloto mulher a andar num carro da Formula E desde 2015-16, quando Simona de Silvestro andou ao serviço da Andretti. 

O mesmo site afirma que as equipas andam de olho em algumas das mulheres-piloto que andam neste momento a competir, desde a britânica Jamie Chadwick até à holandesa Beitske Visser. Também estariam de olho na alemã Sophie Florsch, mas o seu acidente em Macau este domingo vai colocá-la de lado por alguns tempos, enquanto recupera dos seus ferimentos na corrida de Formula 3.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Formula E: Simona de Silvestro piloto de testes da Venturi

Dois anos depois de ter passado pela Formula E, a suíça Simona de Silvestro está de volta à categoria, mas como piloto de testes da Venturi. A piloto suíça de 30 anos, que neste ano está na Supercar australiana, já andou a testar por várias vezes no simulador da marca, no Mónaco.

Apesar deste trabalho, a piloto descarta por agora o regresso à competição.

Eu sou muito grata a Susie [Wolff] e Gildo [Pastor, presidente da Venturi] por esta oportunidade de ser piloto de testes e é muito bom fazer parte da Fórmula E de novo. Estarei envolvida o máximo possível no trabalho de simulador e ajudando a equipa ao longo do ano, mas [neste monento] estou comprometida com a Supercar australiana”, comentou ao e365-recing.com

De Silvestro, com pssagens pela IndyCar, esteve na Formula E em duas temporadas pela Andretti Autosport. A sua melhor classificação foram dois nonos lugares em Long Beach e Berlim, em 2015-16.

Noticias: Florsch já foi operada

Sophia Florsch já foi operada à coluna para reduzir as fraturas sofridas este domingo durante o GP de Macau. A piloto alemã de 17 anos foi operada por duas vezes para reduzir uma fratura na sétima vértebra, e durou mais de sete horas para evitar complicações. Segundo conta também os médicos, Florsch irá permanecer no hospital por duas semanas, para recuperar das cirurgias, mas tudo indica que a espinal medula não foi atingida. Ou seja, poderá fazer uma recuperação completa.

Para além disso, o japonês Sho Tsuboi saiu hoje do hospital esta noite, depois de ter sido observado pelos médicos, após sofrer uma contusão, pois levou o peso do carro da piloto alemã de 17 anos.

Quanto aos dois fotógrafos e um comissário de pistas atingidos pelos destroços do carro da Florsch, um deles, o japonês Hiroyuki Minami, também já saiu do hospital. Outro fotógrafo, o chinês Chan Weng Wang, sofreu lacerações no fígado e ficará pelo menos por dez dias no hospital para recuperação. 

O comissário Chan Cha é o que têm os ferimentos mais graves: fratura no maxilar e cortes no corpo, mas tudo indica que sairá do hospital no final da semana.

Recorde-se que Florsch sofreu um aparatoso acidente na travagem para a curva do Hotel Lisboa, depois de bater na traseira do piloto indiano Jehan Daruvala, que abrandava depois de ter visto um comissário que agitava - equivocadamente - bandeiras amarelas. A mais de 275 km/hora e sem poder controlar o seu carro, bareu em cheio no carro de Sho Tsuboi e acabou numa estrutura feita para albergar alguns fotógrafos, ferindo dois deles.

Youtube Formula One Classic: Um video de Monza 1993

Com o passar do tempo, surgem no Youtube videos de um passado não muito distante. Este fim de semana descobri este video-amador do GP de Itália de 1993, em Monza, onde este video-amador filmou tudo a partir da reta da meta desta corrida. Uma prova vencida por Damon Hill e onde Christian Fittipaldi teve uma chegada... em estilo.

domingo, 18 de novembro de 2018

A imagem do dia (II)

Sebastien Ogier e Malcom Wilson, cumprimentando-se no final do Rali da Austrália, depois do piloto francês ter assegurado o sexto título mundial seguido. Desde 2004 que o título do WRC pertence a um francês chamado Sebastien, mas esta temporada foi mais apertada que o habitual. isto porque agora há quatro marcas em competição, doze carros WRC a correr em todas as provas do campeonato.

Contudo, a temporada de 2018 foi apertada para o francês. Mais apertada que o normal. E as explicações são relativamente simples. Primeiro, a M-Sport tem um carro, o Ford Fiesta, que está a alcançar o limite do seu desenvolvimento. É um carro que anda a correr desde 2011 na versão RS, nos tempos de Mikko Hirvonen, e é o carro mais antigo no pelotão do WRC. E nessa altura, a Volkswagen, Hyundai e claro, Toyota, ainda não tinham entrado no WRC e a Citroen estreava o DS3 WRC. E o tempo passa veloz sobre uma máquina que acusa os anos, apesar do trabalho de todos na equipa de Malcom Wilson para o manter competitivo. Sem o apoio oficial da Ford, resta à M-Sport vender chassis para a classe R5 para ter dinheiro. Mas nos últimos tempos, os pilotos dos vários campeonatos têm trocado os Ford pelos Skoda Fabia R5, bem mais competitivos.

A segunda razão são as equipas de fábrica da Hyundai e da Toyota. Os coreanos vieram com tudo em 2016, e tem pilotos talentosos como Thierry Neuville. Mas este ano foram superados pelos Toyotas da Gazoo Racing, que, instalados na Finlândia e liderados por Tommi Makinen, conseguiram ser competitivos, dando a Ott Tanak - que veio da M-Sport no final de 2017 - uma chance real de título. Venceu três ralis de seguida, mas a falta de competitividade na parte final do campeonato e os acidentes que teve o impediram de lutar e alcançar o campeonato.

Contudo, o recado da Toyota ficou: o Yaris é um vencedor, e com Tanak e Kris Meeke - bem como Jari-Matti Latvala - será candidata real ao campeonato. 

Ogier, aos 34 anos de idade, volta em 2019 para a Citroen. Foi a equipa que lhe deu a sua chance no WRC, depois do título junior em 2005, e foi com eles que venceu o seu primeiro rali, em Portugal, em 2010. Foi-se embora no final desse ano para abraçar o desafio da Volkswagen, vencendo ali os seus quatro primeiros títulos mundiais. A razão tinha a ver com a rivalidade entre "Sebastiões": Loeb contra Ogier. O velho sábio contra o jovem prodígio. 

Agora é um pouco diferente. A marca tem um novo carro, mas não consegue desenvolvê-lo de volta à glória do passado, tanto que tem pedido a Sebastien Loeb para que ajude no desenvolvimento. O seu regresso e vitória no Rali da Catalunha, cinco anos após a sua última vitória, aos 44 anos de idade, mostra que não só continua competitivo, como o carro começa a ter o desenvolvimento que merece. Agora, com Ogier ao lado, ele tentará fazer regressar a marca do "double chevron" à sua glória, mas com Hyundai e Toyota ao seu lado, cada vez mais competitivos, a temporada de 2019 poderá ser aquela em que acabe sem um francês no topo.

E caso aconteça, é mais que o final de uma era. É meia geração sempre a ver os mesmos no topo. Claro, não tira competitividade ao WRC, mas dá um colorido diferente ao campeonato. 

E quanto à M-Sport, o carro é bom, mas falta-lhe bons pilotos. Só Elfyn Evans e Teemu Suninen é insuficiente para chegar aos pódios e às vitórias, e Malcom Wilson sabe disso. Pilotos como Dani Sordo e Mads Ostberg, por exemplo, poderiam ser uma alternativa, mas até agora, nada indica que aparecerá um nome suficientemente importante para fazer calçar as botas que Ogier deixa na equipa de Malcom Wilson. E a chance de uma decadência irreversível é bem grande.

WRC 2018 - Rali da Austrália (Final)

Sebastian Ogier, como seria de esperar, tornou-se campeão do mundo do WRC em 2018. Contudo, as circunstancias da sua vitória na Austrália foram mais de sobrevivência do mais fortte do que a bater a concorrência. No último dia do Rali da Austrália, as desistências de Thierry Neuvulle, com uma roda arrancada no seu Hyundai, e de Ott Tanak, também devido a um acidente, fizeram com que o francês apenas cortasse a meta, independentemente da posição, desde que pontuasse.

"A época foi muito intensa e na verdade aconteceu entre duas especiais, recebemos a mensagem numa secção de ligação. São sentimentos mistos neste momento mas seguramente estou muito orgulhoso do que alcançámos, são os melhores. Tivemos uma jornada incrível juntos e agora desfrutei da última vez e do último esforço neste carro e espero que não sintamos saudades dele”, disse Ogier no final do rali, ele que vai em 2019 correr pela Citroen.

No final, o vencedor foi Jari-Matti Latvala, 32,5 segundos adiante de Hayden Paddon, com Mads Ostberg a ficar com o lugar mais baixo do pódio de um rali onde os vencedores foram todos os que chegaram ao fim, de uma certa forma.

Seis especiais esperavam os pilotos neste último dia do Rali australiano, e os Toyota queriam vencer para obter o Mundial de Construtores. Na primeira passagem por Coramba, Latvala foi o melhor, mas Tanak mantinha-se na liderança, controlando o andamento. 

Paddon venceu depois na 20ª especial, mas Tanak perdeu 18,3 segundos por causa de problemas na sua caixa de velo cidades e perdeu o comando para Latvala. "Eu estava preso em marcha atrás por um tempo, o que posso dizer? O plano é ficar à frente de Paddon, com certeza não vai ser fácil", disse Tanak no final da especial. Agora, ele tinha de controlar Hayden Paddon, que queria ir atrás dos Toyota e tentar vencer o rali.

Em Wedding Bells18, a 21ª especial, Esapekka Lappi foi o melhor, com Neuville atrás, mas os outros Toyota ficavam na frente de Paddon e com isso respiravam um pouco melhor. 

A parte da tarde é que aconteceram os momentos decisivos. Na segunda passagem por Coramba, Neuville teve o seu acidente e Ogier recebeu a noticia do seu campeonato. Não mudava nada as coisas em termos de classificação - o belga era oitavo, duas posições atrás de Ogier - mas esta situaçao colocava uma pedra definitiva sobre este assunto. 

Mas havia mais: na 23ª e penultima especial, vencida por Latvala, Tanak também desistiu devido a uma saída de estrada. Paddon era agora segundo, mas já não era possivel apanhar Latvala para ver se vencia este rali. "Foi incrível, tão exigente, lugares tão desagradáveis, tem que ser muito, muito paciente. Ouvi dizer que Ott parou, sinto muito por ele. As condições muito complicadas", disse Latvala no final da especial, mas também era sinónimo de tudo o que estava a ser aquele rali.

Na Power Stage, Ogier foi o melhor, batendo Lappi por 0,1 segundos, mas o essencial estava feito: ele era o campeão do mundo.

Depois do pódio, Esapekka Lappi foi o quarto, a um minuto e dois segundos, na frente de Sebastien Ogier. Elfyn Evans era o sexto, a três minutos e cinco segundos, na frente de Craig Breen, no segundo Citroen. O chileno Alberto Heller, num Ford Fiesta R5, o local Steve Gleeney, num Skoda Fabia R5 e o grego Jourdan Serderides, num Foird Fiesta WRC, fecharam o "top ten".

Acabado o Mundial de 2018, agora é altura de descanso e prepara-se para o Mundial de 2019, que começará no final de janeiro nas estradas de Monte Carlo.

A imagem do dia (I)




A impressionante imagem de Sophia Florsch, a voar depois de ter batido no carro de Sho Tsuboi, na travagem para a curva do Hotel Lisboa. Esta imagem nem conta metade do acidente, os videos é que mostram tudo, e essa é a parte impressionante. Porque não é todos os dis que vemos um carro a bater contra o primeiro andar de um prédio, e os destroços a voarem na direção dos comissários de fotógrafos que estão em baixo.

A piloto alemã de 17 anos sofreu lesões na coluna, mas está bem, apesar de ser amanhã operada para minorar as fraturas. E já deixou uma mensagem - aparentemente - tranquilizadora no seu Twitter pessoal: 

"Só queria que todos soubessem que estou bem, mas vou entrar em cirurgia amanhã de manhã. Agradeço à @fia e @hwaag_official @MercedesAMGF1 que estão cuidando muito de mim. Obrigado a todos pelas mensagens de apoio. Atualizarei em breve.", contou.

Daquilo que se sabe é que ela sofreu um toque do indiano Jehan Daruvala, que tinha abrandado por causa de uma amostragem de bandeiras amarelas - de forma errada - e por causa disso perdeu o controlo a cerca de 275 km/hora. o carro do japonês Tsuboi ajudou a fazer voar na curva do Hotel Lisboa, acabando no primeiro andar do prédio em frente. Tsuboi, três pessoas, dois fotógrafos e um comissário de pista, também foram hospitalizados, todos feridos, mas nenhum a correr perigo de vida.

De uma certa forma, apesar da gravidade do acidente numa pista tão apertada como Macau, tem-se dar crédito à segurança que estes carros têm. Se fosse um carro feito de alumínio, com menos proteção nas laterais, como era há 20 anos ou talvez menos, é provável que estariamos a lamentar mortes. É nestas ocasiões que lembramos até que ponto o automobilismo é perigoso. 

sábado, 17 de novembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Austrália (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Austrália mostrou Ott Tanak na frente da prova e um Sebastien Ogier cada vez mais perto do campeonato. No final da 18ª especial, que encerrou o segundo dia do rali, o estónio da Toyota tem um avanço de 21,9 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 26,9 segundos sobre o Hyundai de Hayden Paddon. Sebastien Ogier é sexto, a um minuto 44,8 segundos da liderança, mas está cada vez mais à vontade, pois Thierry Neuville é oitavo, quase um minuto atrás dele.

Este sábado começou com Latvala ao ataque, apesar de na primeira passagem por Argents Hill Reverse, o vencedor ter sido Hayden Paddon, que bateu o finlandês da Toyota por 0,4 segundos, enquanto Ostberg perdia 2,1 segundos. Ogier era apenas oitavo, perdendo 9,1 segundos e Neuville estava dois lugares mais abaixo, quer na especial, quer no rali.

Na primeira passagem por Welshs Creek Reverse, Tanak conseguiu ser mais veloz, batendo Latvala por 3,8 segundos e Paddon por 4,5. Ostberg perdeu 7,7 segundos e viu o finlandês a aproximar-se rapidamente, enquanto na luta pelo título, Ogier foi apenas oitavo, perdendo 21 segundos e Neuville ficou atrás, a 28,6. Na 11ª especial, a primeira passagem por Urunga, Tanak voltou a vencer, com Latvala logo atrás, a 1,7 segundos, mas o mais importante foi Ostberg, sexto na especial e a perder 13,5 segundos, suficientes para ceder o comando para os Toyota.

"É muito difícil andar ao ritmo dos Toyotas. O carro é mais rápido na especial, parece que todos os três Toyotas estão indo bem lá. [Tenho] muito menor aderência. Eu tenho alguns pneus novos, que podem ajudar esta tarde", disse Ostberg, justificando a perda do comando do rali.

A manhã acabou com a primeira passagem pela pequena especial de Raleigh, com Tanak a empatar o melhor tempo com Elfyn Evans, com Craig Breen a chegar tarde e a receber uma penalização de três minutos e 50 segundos, caindo para o décimo posto.

Na parte da tarde, com as segundas passagens pelas da manhã, Paddon começa a ganhar a 13ª especial, enquanto Tanak se aproximava de Latvala. Era um duelo a quatro, é certo, mas parecia que os Toyota tinham a mó de cima. E isso se confirmou quando Tanak venceu a 14ª especial, a segunda passagem por Welshs Creek Reverse, ganhando quatro segundos exatos a Latvala e a ficar com o comando do rali por meros 0,8 segundos. Ostberg resistia a Paddon, e Ogier, com o oitavo lugar na especial, consolidava o sexto posto na geral.

"Faço o meu melhor. Faço tudo que posso. Não são condições fáceis, mas pelo menos é consistente. Divertido, mas ao mesmo tempo dando o meu melhor. O título dos fabricantes é a prioridade, então definitivamente precisamos garantir isso", afirmou Tanak, no final desta especial.

Na segunda passagem por Urunga, Lappi foi o melhor, mas o segundo posto de Tanak e o quinto de Latvala na especial fizeram com que a vantagem se alargasse para 7,4 segundos. O estónio depois venceu na curta especial de Raleigh, antes da dupla passagem por Destination NSW, onde não houve alteração na geral.

Depois dos três primeiros, Mads Ostberg é quarto, no seu Citroen, a 44,6 segundos, e assediado por Esapekka Lappi, o quinto. Muito longe está Sebastien Ogier, o sexto, a quase um minuto do quinto, enquanto Elfyn Evans era sétimo, controlando o avanço para Thierry Neuville, que agora aposta mais no azar os outros que na sua performance. E a fechar o "top ten" estão o ford de Teemu Sunninen e o Citroen de Craig Breen.

O rali da Austrália termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais.

CNR 2018 - Rali do Algarve (Final)

Foi um bom duelo nas estradas algarvias, mas no final Ricardo Teodósio acabou por desistir na oitava especial, dando o título a Armindo Araujo, que regressa aos campeonatos catorze anos depois da última vez. Apesar de ter largado mal e acabado o primeiro dia na sexta posição, no final foi o suficiente para ser campeão nacional, pois se o piloto algarvio não terminou, já outro dos candidatos, José Pedro Fontes, foi apenas quarto, depois de ter feito um pião e ter perdido quase 40 segundos no processo.

Se no final do primeiro dia, Teodósio começava a abrir uma vantagem que permitia respirar um pouco a tentar a sua sorte no campeonato, logo no inicio do segundo dia, na primeira passagem por Chilrão, ele alargou ainda mais essa diferença, ganhando 10,4 segundos para José Pedro Fontes. Armindo Araújo foi terceiro ma especial, a 19,8 segundos do vencedor, mas recuperou em relação a Miguel Barbosa. Nesta altura, apenas sete segundos separavam os dois.

O troço ficou marcado pela saída de Pedro Paixão, quando seguia no quarto posto, acabando por desistir. "Estou muito triste por não ter conseguido verbalizar o resultado. Tenho apenas dois anos de ralis e a minha inexperiência nos troços acabou por pagar numa altura fulcral", disse no final.

O sétimo troço acabou por ser o mais decisivo do rali, pois Fontes foi o vencedor e Araújo era terceiro classificado na geral, depois de ter passado Miguel Barbosa. Era mais que suficiente para o piloto de Santo Tirso ser campeão nacional. E na seguinte... a cereja no topo do bolo, quando o motor do Skoda de Teodósio rebentou em plena aceleração.

Araújo venceu na especial, aproveitando também o furo de José Pedro Fontes, que perdeu muito tempo e caiu para o terceiro posto, atrás de Miguel Barbosa. 

"Infelizmente, os ralis têm destas coisas. Nós estávamos a fazer o nosso papel, tranquilos, poderiamos ter andado mais forte no troço da Nave Redonda. Estávamos convencidos que o rali era nosso, infelizmente aconteceu desta maneira, o motor não quis colaborar, partiu quando vinhamos a fundo e pronto, tivemos que ficar por aqui", comentou, desolado.

A partir dali, foi um limitar de gestão por parte do piloto de Santo Tirso. O madeirense Alexandre Camacho foi o mais veloz no nono troço, a segunda passagem por Chilrão, batendo Miguel Barbosa, que por sua vez conseguiu mais 2,1 segundos sobre Armindo Araújo, terceiro na especial.

A seguir, na décima especial, Fontes venceu o troço e ascendeu ao segundo posto, passando Barbosa e não estando muito longe da liderança, conseguindo reduzi-la a meros 7,3 segundos. Mas no final, o pião do piloto da Citroen, no troço final, fez com que Barbosa ficasse com o segundo lugar, e Camacho vencido o ERT, ficando com o lugar mais baixo do pódio.

Depois dos quatro primeiros, o melhor estrangeiro foi o checo Ondrej Bisaha, quinto no seu Ford Fiesta R5, na frente de outro Ford Fiesta R5, o de Pedro Almeida. O romeno Dan Girtofan foi sétimo, num Skoda Fabia, a cinco minutos e oito segundos do vencedor, com o holandês Kevin van Deijne logo a seguir. E a fechar o "top ten" ficaram o Peugeot 208 R2 de Daniel Nunes e o Mitsubishi Lancer Evo X do russo Serguei Remmenik.

O campeonato de 2018 acabou, agora é a vez de 2019, com mais carros e mais pilotos no comando de uma campeonato que se deseja tão competitivo como este. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

CNR 2018 - Rali do Algarve (Dia 1)

Ricardo Teodósio aproveitou bem os seus conhecimentos das especiais algarvias e lidera tranquilamente o Rali do Algarve. O piloto do Skoda Fabia R5 tem uma vantagem de 20,5 segundos sobre José Pedro Fontes. Miguel Barbosa, noutro Skoda Fabia R5, é o terceiro, a 54,3 segundos, enquanto Armindo Araújo, o líder do campeonato, é apenas sétimo, sexto no CNR, a um minuto e onze segundos, passado é o primeiro dia desta prova que decide quem vai ser campeão nacional de 2018.

O rali começou com a passagem por Alferce, com José Pedro Fontes ao ataque, sendo o mais rápido na primeira especial do Rali. O piloto do Citroen bateu Ricardo Teodósio por 4,4 segundos, mas sobretudo, os dois pilotos conseguiram ganhar muito tempo a Armindo Araújo, que acabou a especial na oitava posição, perdendo 24,1 segundos para Fontes e 19,7 segundos para Teodósio.

Teodósio respondeu na segunda especial, em Fóia, recuperando 2,2 segundos para Fontes. Já Armindo Araújo fez o terceiro tempo, mas voltou a perder muito terreno para os dois pilotos mais rápidos. O piloto da Hyundai gastou mais 16,4 segundos do que Teodósio, e é sétimo da geral, a 38,2 segundos de José Pedro Fontes. A etapa ficou ainda marcado pelos problemas de Miguel Nunes, noutro Hyundai, que acabou por desistir.

Na segunda passagem por Alferce, Teodósio foi o melhor, ganhando 18,9 segundos e passando para a frente do rali. Armindo Araujo perdeu mais 21,6 segundos para o piloto da Skoda. E a mesma coisa fez o piloto local na segunda passagem por Fóia, onde aumentou para 20,5 segundos a sua vantagem para José Pedro Fontes, segundo nesta especial. Quanto a Armindo Araújo, foi terceiro na especial, 11,1 segundos atrás do vencedor.

Nesse momento, José Pedro Fontes perdia todas as chances de vencer o campeonato, pois precisava de vencer as restantes classificativas, pois a cada vitória consegue mais meio ponto. 

A parte final do dia era a super-especial de Lagos, onde Miguel Barbosa conseguiu tirar o terceiro posto a Pedro Paixão, foi a única alteração na classificação geral.

Amanhã, o Rali do Algarve termina, com a realização das restantes seis especiais. 

WRC 2018 - Rali da Austrália (Dia 1)

Mads Ostberg lidera o Rali da Austrália, com uma vantagem de 7,6 segundos sobre o irlandês Craig Breen e 8,3 segundos sobre o Toyota de Jari-Matti Latvala, cumprido está o primeiro dia do Rali da Austrália. na luta pelo título, Sebastien Ogier leva vantagem sobre Thierry Neuville, sendo sétimo, a 39,7 segundos, pois o belga da Hyundai é décimo, a um minuto e doze segundos da liderança.

O dia começou com os Toyotas ao ataque. Esapekka Lappi foi o primeiro vencedor, na primeira passagem por Orara East, dando 0,8 segundos a Ott Tanak e 1,2 sobre Jari-Matti Latvala. Neuville foi quinto e Ogier apenas oitavo, pois abriam a estrada. Na segunda especial, a primeira passagem por Coldwater, Latvala foi o melhor, batendo Lappi por 1,2 segundos e ficando com a liderança. Neuville e Ogier eram apenas 10º e 11º, perdendo mais 6,7 e 10,7 segundos respectivamente.

Depois veio a terceira especial, a primeira passagem por Sherwood. E ali, Mads Ostberg foi mais veloz nessa especial de quase 27 quilómetros, cilindrando a concorrência no seu Citroen C3 WRC. Deu 5,9 segundos a Craig Breen e 6,6 a Hayden Paddon. Mas o mais importante ainda foi o de ter dado 7,8 a Esapekka Lappi e 8,2 a Latvala. Andreas Mikkelsen bateu na especial e danificou o seu Hyundai, atrasando-se muito.

"Foi muito agradável! O que eu posso dizer? Foi uma linda classificativa e eu tive um bom ritmo por ali, estava pensando na Finlândia quando estava na linha de largada. Eu não fiz esta etapa no ano passado, mas o carro estava ótimo, foi um bom dia apesar de tudo", comentou Ostberg no final.

Agora, Ostberg tinha uma vantagem de 5,4 segundos sobre Lappi, quando faltavam cinco especiais para acabar o dia.

A parte da tarde começou com Ott Tanak a vencer na segunda passagem por Orara East, batendo Lappi por 0,1 segundos e Ogier - empatado com Ostberg - por um segundo exato. Depois foi Neuville a responder, vencendo a quinta especial, ganhando 0,1 segundos para Teemu Suninen, e 1,6 a Ogier, que fora... sétimo. Breen foi veloz na sexta especial, sendo o vencedor e subindo dois lugares na geral, agora ficando no terceiro posto. Bateu Ostberg por um segundo e Latvala por 1,3.

As duas últimas especiais do dia foram passagens duplas pela super-especial Destination NSW, em Coffs Harbour, onde Ogier venceu na prineira passagem e Tanak na segunda.

Depois dos três primeiros, Hayden Paddon é o quarto, a 11,2 segundos, na frente de Ott Tanak, a 18,6. Esapekka Lappi está um pouco mais distante, a 28,6, na frente de Ogier. Elfyn Evans é o oitavo, a 45,6 segundos, depois de ter passado Teemu Suninen. E Thierry Neuville fecha o "top ten".

O rali da Austrália continua esta sábado, com a realização de mais dez especiais.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Noticias: Bob Fernley lidera projeto da McLaren na IndyCar

Bob Fernley, antigo diretor da Force India, vai liderar o projeto da McLaren Racing na IndyCar. A ideia inicial é preparar a equipa para as 500 Milhas de Indianápolis do próximo ano, mas mais adiante, também será para preparar o projeto de entrada a tempo inteiro na categoria americana. Fernley, de 65 anos, não é novo na categoria, pois ganhou experiência nos anos 80, quando a IndyCar chamava-se CART.

"Voltar para o Brickyard será uma experiência muito especial para mim e tenho orgulho de liderar este projeto e a equipa da McLaren", começou por dizer Fernley, que reportará diretamente a Zak Brown.

"As 500 Milhas são um grande desafio e temos concorrentes incrivelmente fortes para superar se quisermos ter sucesso. Vamos precisar nos preparar bem para o mês de maio e esse trabalho começa agora.", concluiu.

Para Zak Brown, a chegada de Fernley será excelente para a liderança da equipa neste novo projeto. "Bob é um operador fantástico e alguém que eu respeito muito", começou por dizer Brown."Sua experiência e liderança serão essenciais para nós neste projeto. Ele é particularmente talentoso em colocar equipes efetivas juntas e extrair o máximo desempenho com recursos finitos", continuou.

"As 500 Milhas não são uma corrida fácil e Bob tem um papel fundamental, por isso estou muito feliz por ele estar a bordo.", concluiu.

CNR: Barbosa contente com a temporada

Sem hipóteses de título nacional, Miguel Barbosa tem ainda motivos para sorrir. As suas performances melhoraram em relação à temporada anterior, pois este ano lutou por triunfos, algo do qual sempre fez quando competia no Todo o Terreno. Agora nas estradas algarvias, e ao lado do seu navegador, Hugo Magalhães, o piloto do Skoda Fabia R5, ele deseja andar entre os da frente para um bom resultado. 

É a última corrida de uma temporada onde sinto que crescemos bastante. Parto como sempre apostado em lutar pela vitória. Seria excelente terminar um ano no qual toda a minha equipa e eu trabalhámos muito para evoluir e estar sempre entre os mais rápidos. É uma prova que apenas disputei uma vez na minha primeira temporada nos ralis, mas que preparámos muito bem com o objetivo de conseguir o triunfo”, salienta Miguel Barbosa.

O rali do Algarve, que vai acontecer neste final de semana, terá onze especiais de classificação e contará também para o TER - Troféu Europeu de Ralis.