segunda-feira, 30 de março de 2015

O orgulho italiano

Esta é a primeira página do jornal "Gazzetta dello Sport" que a Itália lerá nesta segunda-feira. Os resultados que aconteceram neste domingo encheram de orgulho "il bello paese" através de dois dos seus elementos mais amados deste momento, Valentino Rossi e a Ferrari, na figura de Sebastian Vettel. E ainda por cima, "Il Dottore", no alto dos seus 36 anos e sete campeonatos do mundo, contrariou os anos menos bons com uma excelente vitória no Qatar.

Ver isto num país onde "il calcio" é rei, pode parecer anormal, nas não é tão anormal assim, quando a Ferrari vence e os motociclistas italianos sobem ao lugar mais alto do pódio na categoria principal. Ainda por cima, sejamos honestos, quando eles não eram os favoritos. Logo, ouvir no pódio o "Fratelli d'Itália" tem outro sabor. E como disse anteriormente, ver Maurizio Arrivabene a cantá-lo em plenos pulmões quase nos faz sentir italianos.

domingo, 29 de março de 2015

A foto do dia


Sebastian Vettel e Maurizio Arrivabene celebrando uma das vitórias mais inesperadas da Ferrari nos últimos anos. Bom, se calhar não era uma vitória tão inesperada assim, mas para os recém-convertidos de pelotão, posso afirmar que os feitos do jovem de Heppenheim eram sobejamente conhecidos desde 2008, tempos em que guiava no carro de uma equipa sediada em Faenza, e que em tempos se chamava Minardi. E venceu em Monza, à chuva, perante todo um pelotão espantado com os seus feitos.

Foi emocionante ver Arrivabene a cantar o "Fratelli D'Itália" a plenos pulmões junto dos seus, mas a vitória do Cavalino não é só fruto da competência de Vettel. Essa vitória deve ser partilhada com James Allison, que desenhou o carro deste ano, que o tornou mais suave no desgaste dos pneus, pelo menos na Malásia. O SF15-T é um carro bem nascido - melhor nascido do que Williams, Red Bull ou McLaren - e é capaz de lutar pela vitória em piso seco e condições tropicais. Mas ainda não está ao nivel dos Mercedes, que continuam a ter um carro melhor do que a concorrência.

E há outro herói não cantado nesta corrida malaia: Kimi Raikkonen. Teve azar na qualificação, ficando apenas no 11º posto da grelha, e na segunda volta, teve de a fazer com um furo, vitima de um toque do Sauber de Felipe Nasr. O azar virou sorte quando entrou o Safety Car e juntou todo o pelotão, e ele teve de se esforçar para ultrapassar todos os que podia para terminar no quarto lugar. Poderemos imaginar o que teria feito se tivesse tido o um fim de semana normal, sem azares. Não digo que Maranello teria comemorado uma dobradinha, mas poderiamos dizer que Raikkonen estava ressuscitado, reanimado com a chegada do seu amigo e de sangue novo e motivador na Scuderia.

Maurizio Arrivabene disse que faria cem quilómetros a pé se ganhassem quatro corridas nesta temporada. Já faltam três e ainda estamos na segunda corrida do campeonato...

Formula 1 em Cartoons - Malásia (Pilotoons)

A corrida malaia significou o "ressuscitamento" de Sebastian Vettel, dando a primeira vitória da Ferrari em quase dois anos. E o Bruno Mantovani decidiu celebrar como se fosse o regresso de um super-herói se tratasse.

Pilotos da Mercedes, tremai!

Formula 1 2015 - Ronda 2, Malásia (Corrida)

Depois do que vimos no dia de ontem na qualificação, parecia que as expectativas eram duas: se a Mercedes iria dominar a seu bel-prazer, sem se esforçar muito, como fez Lewis Hamilton em Melbourne, ou se a chuva iria dar um ar da sua graça e baralharia as coisas a favor dos outros? Era que, de acordo com as previsões, havia a chance da chuva poderia fazer uma aparição durante a corrida, naquelas paragens tropicais.

Contudo, o resultado final da competição demonstrou uma terceira opção, do qual poucos esperavam e alguns sonhavam, nas não tão cedo. Mas foi o resultado de um carro equilibrado e o excesso de confiança da equipa dominadora. No final, Sebastian Vettel ganhou de forma inesperada - mas merecida - e deu à Ferrari a sua primeira vitória desde o GP de Espanha de 2013. E deu duas coisas: esperança aos que já se aborreciam com o dominio dos flechas de Prata, e justiça aos que defendiam e reconheciam o talento do piloto de Heppenheim desde os tempos da Toro Rosso, mas que tiveram de aguentar as criticas dos seus detratores no tempo em que era "o dono da Formula 1", na Red Bull.

A segunda ronda da Formula 1 em Sepang começou com dezanove carros na grelha - apenas Roberto Merhi foi autorizado a guiar - e a corrida arrancou como seria de esperar, com Hamilton na frente de Vettel, enquanto que a meio, Pastor Maldonado sofre um furo e "coxeava" para as boxes. Atrás, a mesma coisa aconteceia a Kimi Raikkonen, que falhava a passagem pelas boxes no inicio da segunda volta após sofrer um toque vindo do Sauber de Felipe Nasr. As coisas estavam animadas na volta 3, até que Marcus Ericsson sofreu um despiste na curva 5, quanto este tentava passar o Force India de Nico Hulkenberg, cuja posição estava em perigo. O carro estava em posição perigosa, e isso fez entrar o Safety Car logo na terceira volta.

Isso fez com que alguns carros fossem às boxes trocar de pneus, tirando os médios para colocar os mais duros. Os Mercedes foram às boxes, mas Vettel não, o que colocava o alemão da Ferrari na liderança, seguido por Hulkenberg, Grosjean e Sainz Jr. Quando o Safety Car voltou às boxes, na volta 7, Vettel ficou na frente, enquanto que Hamilton e Rosberg tinham dificuldades para passar os carros na sua frente. E isso era benéfico para o alemão da Ferrari.

Hamilton só conseguiu passar o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr. na volta dez, mas logo a seguir passou Romanin Grosjean, para ser terceiro no inicio da 11ª volta. Atrás, Nico Rosberg tinha muito mais dificuldade para passar, pois estava atrás de Daniel Ricciardo, no sétimo posto. Na volta 12, Hamilton era já segundo, passando Hulkenberg, mas nessa altura, tinha um atraso de dez segundos. E Rosberg só era sétimo... subindo dois lugares nas duas voltas seguintes.

Vettel vai as boxes na 17ª volta e cede o comando a Hamilton, voltando à pista no terceiro lugar, atrás dos Mercedes. Com o novo jogo de pneus, o alemão da Ferrari conseguiu aproximar-se do seu compatriota de Estugarda em pouco mais de três voltas, mas na volta 21, já estava na sua traseira. E na volta seguinte, Vettel era segundo, ao mesmo tempo que Fernando Alonso... parava de vez, quando era nono na classificação, não muito longe de Jenson Button.

Depois de Rosberg, Vettel apanhou fortemente Hamilton e no final da volta 25, o alemão passa o inglês, e ele reagiu imediatamente passando para as boxes, demonstrando que ele tinha um excelente carro, e provavelmente... a Mercedes tinha excesso de confiança. Três voltas depois, Rosberg parou nas boxes para novo jogo de pneus, na mesma altura em que Daniil Kvyat e Nico Hulkenberg tocaram-se, mas sem consequências para eles.

Outro incidente aconteceu na volta 31, quando Sergio Perez tocou no carro de Romain Grosjean, obrigando-o a tocá-lo e o francês fez um pião, seguindo em frente. Enquanto tudo isto acontecia, Hamilton aproximava-se de Vettel, mas ele não reduzia tempo suficiente para o poder apanhar com mais facilidade. Parecia que a Mercedes tinha concorrência a sério. Na volta 35, a diferença era de 14,7 segundos, a favor do piloto alemão e duas voltas depois, Raikkonen e Vettel foram às boxes, com o alemão a perder o comando para o inglês.

Regressado à pista, Vettel conseguiu ficar na frente de Rosberg, e Hamilton reagiu, parando na volta seguinte. Parecia que ambos iriam começar uma competição paralela para ver quem seria o melhor, mas parece que o inglês iria ter imensas dificuldades para apanhar o piloto alemão. Na volta 42, Rosberg ia às boxes, ao mesmo tempo em que Jenson Button parava de vez, deixando os McLaren sem ninguém na pista.

Na parte final da corrida, a Mercedes não conseguia fazer as aproximações que pretendia fazer, e parecia que aquilo que muitos não queriam acreditar - depois do dominio evidente dos carros de Estugarda em Melbourne - iria acontecer: uma Ferrari iria voltar ao lugar mais alto do pódio, pela primeira vez desde 2013. Mesmo quando a partir da volta 49, o céu escureceu e ameaçou chuva, o ritmo manteve-se.

No final, Sebastian Vettel levou a melhor e deu a Maranello a sua primeira vitória em quase dois anos, e a primeira de um piloto alemão desde o GP da China de 2006, quando Michael Schumacher foi o melhor, então. E foi uma vitória comemorada emocionalmente. Muitas lágrimas correram nas boxes entre mecânicos e engenheiros, e o melhor símbolo disso tudo foi ver um Maurizio Arrivabene a cantar a plenos pulmões o "Fratelli d'Itália", o hino nacional.

Atrás do pódio, outras coisas aconteciam. Kimi Raikkonen era quarto, numa estratégia feliz, depois de ter perdido uma volta com um furo e o Safety Car em pista. E após os Williams de Valtteri Bottas e Felipe Massa, estavam os Toro Rosso de Max Verstappen e Carlos Sainz Jr, conseguindo aqui os seus primeiros pontos das suas carreiras. no caso do filho de "Jos, the Boss", era o mais novo de sempre na história da Formula 1. E ambos conseguiam pontuar na frente de - imagine-se - dos Red Bull de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat.

E Sepang acabou por ser emocionante, mesmo sem chuva. Quem diria!

sábado, 28 de março de 2015

Youtube Motorsport Report: Damon Hill, FF2000, 1984

Este video é bem interessante, pois não é todos os dias que vemos uma matéria feita a um piloto no inicio da sua carreira. Mas a pessoa em questão não era um qualquer: era Damon Hill, filho de Graham Hill, num video feito em meados de 1984, quando ele começou a ter uma carreira na Formula Ford 1600 e Formula Ford 2000.

No video, feito pela BBC, para além de Hill e do que fez para conseguir alcançar os patrocínios que conseguiu para ter uma temporada confortável na competição, fala nas esperanças e ambições do filho de Graham Hill, apesar das reticências... da mãe.

Agora, sabemos do resto: todas as esperanças e ambições foram alcançados e em 1996, doze anos após esta reportagem, Damon Hill tornou-se no primeiro filho de campeão a ser campeão do mundo por direito próprio.

Formula 1 2015 - Ronda 2, Malásia (Qualificação)

Duas semanas depois de Melbourne, estamos de volta à Formula 1, numa altura em que parece que a excepcionalidade da corrida australiana poderá ter de se prolongar em terras malaias. Claro que essa parte não passa por Fernando Alonso, que foi dado como apto e regressou ao cockpit do seu McLaren, depois de um mês de descanso devido ao seu acidente nos testes de Barcelona, que o impediu de correr em terras australianas, mas mais devido ao estado atual do seu carro, que aparentemente é dois segundos mais lento do que os bólidos da Mercedes.

Claro que seria um candidato natural à última fila da grelha de partida, se não fosse a Manor, que depois de receber o software dos motores Ferrari, por fim andou com os carros de Will Stevens e Roberto Merhi em pista, mas os tempos que conseguiram são em média, cinco segundos mais lentos do que os mais velozes, e isso poderá fazer perigar a sua entrada nos 107 por cento, nesta qualificação.

Dentro do pelotão, o dominio dos Mercedes faz enervar a concorrência. A Red Bull, que nunca engoliu bem o facto de ter sido suplantada, depois de quatro anos de reinado "vetteliano", anda agora de candeias às avessas com a Renault por causa do seu motor. E claro, começa a ameaçar tudo e todos. Que irão cortar o financiamento. Que irão vender as equipas e sair da Formula 1. Que montarão os seus próprios motores. Que venderão a Toro Rosso. Mas mais grave é ver que a Renault diga que Adrian Newey anda a mentir sobre o carro, como disse Cyril Abitebdoul, o chefe da Renault. Mas é o que acontece quando as comadres se zangam: as verdades vêm ao de cima.

Mas em Sepang, a politica colocava-se de lado para assistirmos ao que se passava na pista. Já se tinha uma ideia de que um Mercedes iria estar na pole-position, ou até poderiam monopolizar a primeira fila. Mas o interesse era ver como é que as outras equipas se comportariam. A Ferrari continuaria a aproximar e a intrometer-se com os carros de motor Mercedes? A Williams sairia melhor? E a McLaren, conseguiria sair da penúltima fila?

A Q1 decorreu normalmente, com pista seca, mas com nuvens a perfilarem-se negras no horizonte. Will Stevens ficou parado nas boxes, com problemas no seu carro que não conseguiram resolvê-las a tempo. Roberto Merhi anou na pista, mas apesar de algumas saídas, conseguiu fazê-lo, algo abaixo da marca dos 107 por cento, que levantaria questões sobre se poderiam alinhar.

Entretanto, outra equipa andava aflita com a chance de marcar um tempo para sair da Q2. Os McLaren davam o seu melhor, mas apesar de Jenson Button se queixar da aderência dos seus pneus, ele não conseguiu marcar um tempo suficiente para passar, tal como Fernando Alonso, fazendo com que o seu inferno se prolongasse por mais algum tempo. Mas quem também não conseguiu marcar um tempo para ir à Q2 foi o Sauber de Felipe Nasr, que foi superado pelos Force India de nico Hulkenberg e Sergio Perez, o que foi surpreendente, depois do que fez na corrida anterior...

Quando máquinas e pilotos se alinharam para a Q2, o céu já estava ainda mais carregado, e parecia que tinham tempo apenas para uma volta lançada, antes que o céu desabasse por cima das suas cabeças. E nesse tempo que tiveram, alguns conseguiram, e outros não. Entre os que conseguiram marcar um tempo foram Nico Rosberg, Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo, Max Verstappen ou Daniil Kvyat. Mas entre os que não conseguiram, estavam os Force India, o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr. e o Ferrari de Kimi Rakkonen. Todos os que entraram no Q3 - incluindo outro piloto surpreendente, o Sauber de Marcus Ericsson - conseguiram porque marcaram um tempo antes da chuva. Quem tinha sido apanhado a meio da volta, não teve chance.

Assim sendo, durante meia hora, esperou-se que a chuva passasse e a pista começasse a secar. E enquanto se esperava, e o Safety Car entrava constantemente na pista para ver as condições do asfalto, os mecânicos afadigavam-se para colocar os carros da melhor maneira possivel, enquanto que os engenheiros tentavam adivinhar com que pneus iriam calçar quando as coisas voltassem ao normal.

No final, quando passavam 15 minutos depois da hora esperada, os carros voltavam à pista com pneus para chuva. Se Bottas ou Massa andavam de azul (chuva total), Vettel, os Mercedes, Verstappen ou Ericsson andavam com pneus verdes, ou seja, intermédios.

E cedo se viu que eram os verdes que faziam a diferença, e quem os calçasse, era feliz. Lewis Hamilton tentou o seu melhor e conseguiu, apesar das tentativas de Nico Rosberg de o atrapalhar. Mas o mais surpreendente foi que Sebastien Vettel, com o seu Ferrari vermelho, conseguiu intrometer-se entre eles e conseguiu o segundo lugar, quebrando um monopólio de primeira fila que já tinha... dez corridas! Portanto, se Lewis Hamilton na pole (a 40ª da sua carreira) já começa a ser habitual, ver Sebastian Vettel a colocar o seu carro na primeira fila com o carro de Maranello foi um feito comemorado por toda a gente.

Mas houve outros feitos. Um deles era Max Verstappen, que aos 17 anos de idade, era sexto classificado com o seu Toro Rosso, atrás dos Red Bull de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, o que é um feito e tanto. Resta saber é se, caso suba ao pódio, poderá beber o champanhe...

Prevê-se que amanhã haja mais possibilidades de chuva durante a corrida, o que poderá baralhar as coisas. E se em tempo seco, toda a gente já terá a ideia de que os Mercedes vão ganhar isto, com a aparição da chuva, todos ficam nivelados, e é a habilidade dos pilotos que conta. E até os grandes pilotos falham...

A foto do dia

Este é o estado do carro de Jann Mardenborough, piloto da Nismo e um dos que vão correr com o LMP1 da marca nas 24 Horas de Le Mans deste ano, hoje, na prova VLN em Nurburgring. O carro ficou assim depois de ter passado pelo temido Flugplatz, despistando-se e indo para bem adiante, na área dos espectadores.

Se Mardenborough nada sofreu, infelizmente houve espectadores atingidos, um deles acabou por morrer.

Se ontem mostrava um vídeo do Nordschleife, dos seus desafios e perigos, hoje pode-se ver o que acontece quando se comete um erro numa pista que têm mais de 23 quilómetros de extensão, e é tremendamente curta. E é por isso que se diz, sempre que se pode, que o automobilismo é perigoso.

Post-Scriptum: Entretanto, surgiu o video do acidente. No minimo, arrepiante. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Formula 1 em Cartoons - Malásia 1999 (Pilotoons)

O Bruno Mantovani desenha hoje, no seu Pilotoon histórico, o primeiro GP da Malásia da sua história, que aconteceu em 1999. E essa foi a corrida que marcou o regresso de Michael Schumacher ao ativo, e onde os Ferrari conseguiram o 1-2, com Eddie Irvine a ser o vencedor, e o piloto alemão no segundo posto. 

E essa... foi uma vitória cedida. Porquê? Com o acidente de Schumacher, em Silverstone, o piloto alemão ficou de fora por três meses, falhando quase metade do campeonato, e a Scuderia decidiu que Eddie Irvine seria o seu substituto, para tentar conseguir o título mundial que já lhes escapava desde 1979. Quando voltou, ele era convenientemente o segundo piloto da equipa, logo, tinha de ceder o lugar, caso estivesse na frente, e foi o que fez.

No final, o gesto não serviu de nada: na última corrida do ano, no Japão, Irvine não resistiu à pressão de ser campeão e o título ficou entregue a Mika Hakkinen, que venceu pela segunda vez. 

Youtube Motorsport (II): A demonstração do Renault RS01


Esta vi no sitio do Humberto Corradi: o video de apresentação do novo Renault Sport RS01, um carro de GT's que a marca francesa construiu no ano passado e que poderá significar a ideia de se envolver dentro desse mundo competitivo, cheio de marcas automobilisticas.

No video, filmado no final do ano passado no Circuito de Jerez, durante a última rodada dupla da World Series by Renault da temporada de 2014, o carro é guiado por Alain Prost, que dá as suas impressões de uma máquina poderosa, mas domada pela parte aerodinâmica. no final, os curiosos vêm em magotes para admirarem a nova máquina.


Resta saber o que vai fazer a marca do losango com este novo brinquedo. 

Youtube Motorsport: A sensação de andar no Nordschleife

Daqui a 50 dias, ou seja, a 16 de maio, o WTCC vai andar no Inferno Verde. Eis um video feito pela organização, onde falam com Rob Huff e Tom Coronel sobre as suas impressões acerca do Nurburgring Nordschleife. E claro, eles não deixam de estar um pouco receosos com o que vão encontrar por lá.

A foto do dia

Vindo do Twitter da Manor, eis o momento em que, no primeiro treino livre, o carro de Will Stevens saia das boxes para dar as suas primeiras voltas de 2015. Depois de não terem podido correr em Melbourne porque não tinham com eles o software dos motores Ferrari, agora na Malásia, eles conseguiram esse software e colocaram logo na quinta-feira os motores a funcionar, para que tudo ficasse pronto para dar as suas primeiras voltas, marcar tempos e depois, tentar a sua sorte na grelha de partida.

O carro está despido de publicidade, e provavelmente tão cedo não deverão ter. O que coloca a pergunta sobre se existe alguém que queira investir nesta equipa. Em muitos aspectos, parece que não vão aguentar por muito tempo, talvez aproveitem o suficiente para receber o dinheiro por serem - eventualmente - a décima classificada do Mundial de Formula 1, pois em 2016, a Haas aparecerá e tentará ficar entre os dez primeiros.

Estes são tempos únicos e algo desafiadores para uma equipa que vive uma segunda vida, depois de terem pedido proteção contra credores, no final do ano passado. Com essa parte resolvida, e com novo financiador e diretor, têm agora outro grande desafio: colocar o carro dentro do limite dos sete segundos, para poderem participar condignamente na corrida. Amanhã saberemos se conseguiram. 

Formula E: China Racing andará com propulsores da NEXTEV

Com a primeira temporada da Formula E ainda a meio, já se prepara há muito para a segunda, e isso vê-se com o anuncio hoje feito de que a NEXTEV irá fornecer as unidades motrizes de potência aos carros da China Racing, que este ano estão a ser guiados maioritariamente por Nelson Piquet Jr., Ho-Pin Tung. e outros como o francês Charles Pic, que andou no carro vermelho e dourado em Miami.

O assunto - do qual eu escrevo sobre ele no Motordrome Brasil - mostra que os chineses irão construir um sistema que irá usar dois motores elétricos com dois controladores e uma configuração de caixa de velocidades que maximiza a eficiência e a regeneração de energia. E eles esperam que esse sistema esteja pronto a tempo dos primeiros testes da companhia, a 10 de agosto, em Donington Park.

A NEXTEV é uma das oito companhias que farão chassis e sistemas de energia na próxima temporada, numa tentativa de fazer com que as equipas concorram e construam os seus próprios sistemas, no sentido de estimular a concorrência e transferi-la para os automóveis do dia-a-dia. Ainda faltam as baterias, mas sobre isso, Alejandro Agag espera que as equipas possam fazer em 2016, para que num espaço de cinco anos, o seu alcance seja o suficiente para que durem uma corrida inteira. 

Youtube Top Gear Tribute: O agradecimento da Toyota a Clarkson

O despedimento de Jeremy Clarkson da BBC marcou o final de uma era, e por causa disso, estão a aparecer vários tributos por aí, e um deles parece ser surpreendente: a Toyota britânica decidiu agradecer o Clarkson pelas vezes que testou os carros deles e deu a sua opinião franca e honesta. Especialmente quando tentou destruir um Toyota Hilux e não conseguiu!

Contudo, este agradecimento tem um "catch": lembram-se da expedição que ele e o May fizeram o Polo Norte? Pois bem, eles pediram à toyota que lhes emprestasse dois dos seus carros para irem até lá, ele e o James May. E o troco foi um pouco de publicidade de graça às virtudes do seu modelo... Hilux. Que como viram, foi ao Polo Norte e voltou... pelos seus próprios meios.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A foto do dia (II)


Esta semana, a Autosport portuguesa dedicou-se a escrever sobre bizarrias na Formula 1, por causa dos eventos na Austrália. Um desses episódios lá explicados aconteceu há quase 40 anos, em Watkins Glen, e envolveu Frank Williams e um casal de pilotos: Jacques Laffite e Lella Lombardi (na foto, tirada por Robert Murphy).


Naquela altura, Frank Williams alugava os seus carros a quem tinha dinheiro. E se o primeiro lugar era de Jacques Laffite durante toda a temporada - e lhe deu o seu primeiro resultado relevante, um segundo lugar no GP da Alemanha desse ano - o segundo lugar era de quem lhe desse um maço de notas para correr no seu FW04. Assim sendo, ao longo dessa temporada tivemos pilotos como Tony Brise, Arturo Merzário, Francois Migault, Ian Scheckter ou Renzo Zorzi.

Lombardi tinha corrido toda a temporada num March oficial, onde conseguiu o sexto posto no infame GP de Espanha, em Montjuich. Mas a March não correu em Watkins Glen, e ela saltou para a vaga, para tentar a sua sorte.

Ambos qualificaram-se no fundo da grelha, Laffite em 21º e Lombardi no 24º e último posto. Mas é aqui que as coisas ficam ainda mais bizarras. Algumas horas antes da corrida, Laffite decide colocar colirio nos olhos, mas pegou na embalagem errada (na realidade, era liquido... para limpar a viseira do capacete) e ficou com os olhos a arder. Não recuperou a tempo da corrida, e Lombardi foi a única a partir sozinha para defender as cores do tio Frank.

Mas quando ela meteu o carro na grelha, a ignição não funcionou e ela, desesperada, foi para o carro de Laffite, a ver se alinhava a tempo. Qual foi o espanto dela quando viu que ela... não cabia no carro? Parece fição, mas foi real! E foi com estas bizarrias que Frank Williams viu a corrida das bancadas, com os seus pilotos.

Para terminar, hoje seria o aniversário de Lella Lombardi. Se estivesse viva, teria feito 74 anos.

A foto do dia

A partir de hoje começou a temporada na Endurance, com as sessões coletivas de testes no circuito de Paul Ricard, aquilo que a FIA e o ACO chamam de "Prólogo". Ali, todos, excepto os Nissan e os Rebellion apresentaram os seus carros para se virem perante a concorrência, em algo esperado por todos os adeptos da Endurance.

E o que mais teve impacto hoje foram os Porsche. Não tanto os seus carros - já sabíamos isso desde o inicio do ano - mas sim as suas cores para as 24 Horas de Le Mans. Na clássica de La Sarthe, cada um dos carros vai andar com cores diferentes: um branco, um negro e um vermelho. 

Deste último lembrei-me imediatamente do 917 de 1970, da Salzburg Racing Team, inscrita pela Porsche austriaca, cuja proprietária era uma das filhas de Ferdinand Porsche, e pilotado por Richard Attwood e Hans Hermann. Essa corrida, que foi imortalizada em filme graças a Steve McQueen, acabou com esse carro a vencer, e ambos os pilotos a declararem de imediato a sua retirada da competição. Hermann tinha as suas razões: já tinha 42 anos e sobrevivera a quinze temporadas a correr pela Mercedes e Porsche, na Endurance e na Formula 1.

Os desenhos dos 919 Hybrid já conquistaram a atenção dos adeptos. E o carro vermelho vai ser o bólide que Mark Webber, Brendan Hartley e Timo Bernhard irão guiar em La Sarthe, enquanto que no negro, o carro será de Romain Dumas, Marc Lieb e Neel Jani. E por fim, no branco, com o número 19, pertencerá a Nico Hulkenberg, Nick Tandy e Earl Bamber, três jovens pilotos com sangue na guelra, mas que só alinharão em Spa e Le Mans. Ou seja, o terceiro carro. E o ideal para Hulkenberg, que têm os seus compromissos com a Force India na Formula 1...

Mesmo sem a Nissan, a Endurance - principalmente a classe LMP1 - vai ser algo bem excitante de seguir. Quatro marcas, quatro ideias, quatro soluções diferentes. Veremos quem levará a melhor. Mas no campo da beleza, pelo menos, Estugarda têm vantagem.