terça-feira, 25 de Novembro de 2014

A (nova) carga de Todt pelo teto orçamental

Jean Todt pode estar calado, mas não parado. Pode estar a trabalhar noutras categorias, como a Endurance, Turismos, Ralis ou a nova Formula E, mas não deixa de estar atento ao que se passa na Formula 1, especialmente agora que o assunto do teto orçamental e a revolta das equipas médias em relação ao aumento de custos começou a ser mais vocal.

Por estes dias, ele quebrou o silêncio sobre a situação anual para dizer que vai voltar a abordar o assunto da redução de custos. "Vou voltar a colocar a questão da redução de custos na agenda. Falei com os representantes das equipas mais vocais e falamos sobre os meios para reduzir os custos", referiu Todt em declarações captadas pela Autosport britânica.

Todt quer reunir-se com os representantes das equipas - incluindo os do Grupo de Estratégia, que não querem mudar o atual status quo - no sentido de discutir onde se podem cortar. E uma das áreas do qual Jean Todt vai pedir que haja corte nos custos será nos motores, que este ano são V6 Turbo, mas que subiram os custos de forma vertiginosa.

"O preço médio dos motores é de 30 milhões de dólares, é muito alto", começou por dizer Todt. "Eles subiram de 18 milhões para 30 milhões, o que é muito - um aumento de 70 por cento. Eu vou lutar para que haja um preço de motores para as equipas pequenas, para que tenham uma situação mais acessível

"Vou fazer o meu melhor. Não posso garantir resultados, mas vou tentar", concluiu.

Vai se ver no que vai dar, mas Todt têm alguns argumentos a favor. Têm o apoio de algumas das equipas, nomeadamente todas fora do Grupo de Estratégia, e provavelmente a simpatia de Caterham e Marussia, que neste momento lutam pela sobrevivência e correr na próxima temporada. Com três - eventualmente cinco - equipas presentes e interessadas no corte de custos, poderá haver algo interessante neste inverno. Resta saber se existe brechas no Grupo de Estratégia, ou continuarão a ser inflexíveis. Veremos.

Mattiacci por Arrivabene: as razões da troca de topo na Ferrari

Mal a loja fechou em Abu Dhabi, a Ferrari começou a fazer a limpeza da sua equipa, com o anuncio da dispensa de Marco Mattiacci por outro italiano, Maurizio Arrivabene. Um antigo funcionário da Marlboro, Arrivabene chega apenas oito meses após a chegada de Mattiacci ao cargo que era antes de Stefano Domenicalli.

No meio da Formula 1, apesar de as pessoas dizerem que a estadia de Mattiacci seria temporária, a noticia da sua demissão chocou as pessoas no meio, pois ele até fez um bom trabalho, quer na escolha de bons técnicos para ajudar a equipa, como na contratação de Sebastian Vettel, que muitos viram como uma excelente movimentação, para além de ter confrontado Fernando Alonso do alto do seu pedestal. Contudo, segundo conta a Autosport (AS) britânica, a decisão veio do topo do Grupo Fiat, ou seja, de Sergio Marchionne, que quer um dirigente mais decisivo, daí a escolha de Arrivabene.

O jornalista Jonathan Noble, da AS britânica, mostra uma carta escrita por Marchionne e mandada para os funcionários da Scuderia, onde afirma que a grande razão pelo qual fez a substituição nas cúpulas foi porque queria ter o homem certo para voltar a colocar a Ferrari no topo. "Estou determinado a que a Ferrari mantenha o seu lugar em termos de influência na Formula 1", escreveu.

"Maurizio traz um conjunto único de experiências com ele", começa por dizer Marchionne. "Além de um relacionamento de longa data com a nossa equipa, ele também atuou na Comissão da Formula 1 e já está consciente dos desafios que enfrentamos.

"Ele tem um conhecimento profundo dos mecanismos da governação e as exigências deste desporto, o nível de concorrência e os desafios dos circuitos. Também tem sido uma fonte constante de idéias inovadoras para a revitalização da Formula 1".

"Em Maurizio, vejo as qualidades de alguém que levado pelo seu forte exemplo pessoal, o seu profissionalismo, bem como a integridade de suas decisões - em suma pelo tipo de pessoa que ele é."

"Todos nós sabemos como é importante ter um espírito de equipa saudável, principalmente neste momento. O tipo de espírito que só pode vir de um grupo de pessoas que acreditam em um projeto e que estão preparados para compartilhar o empenhamento, sacrifícios e resultados", concluiu o presidente do Grupo Fiat.

Contudo, o próprio jornalista aponta outra razão para a substituição de Mattiacci, que é o facto de ele mesmo ter afrontado Bernie Ecclestone, em circunstâncias semelhantes ao que aconteceu com Adam Parr, então na Williams. A chegada de Arrivabene, que têm anos de estadia na Formula 1 e conhece relativamente bem o anão, poderá ser uma forma de manter o seu estatuto e claro, a sua influência. Pelo menos, enquanto o octogenário andar por aí.

Veremos qual vai ser o impacto da sua chegada por lá, numa altura em que a Scuderia vive mudanças e está a receber o alemão Sebastian Vettel, depois de cinco temporadas com Fernando Alonso ao volante.

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

WRC: Löeb vai regressar... temporariamente

Sebastien Löeb vai voltar a pegar o volante de um DS3 WRC em 2015 para fazer o Rali de Monte Carlo. O regresso não é definitivo, apenas o irá fazer para matar as saudades e ver como é que está perante a concorrência, após mais de um ano de ausência da competição, ele que está concentrado no WTCC, correndo na equipa oficial.

"É um rali que eu aprecio particularmente, com um percurso fantástico, que me traz um monte de boas lembranças. Vamos tentar correr em janeiro. Eu tomo isso como um desafio pessoal: guiar contra os melhores após uma longa ausência nos ralis", referiu o piloto de 40 anos.

O regresso de Löeb será apenas pontual, dado que o piloto francês está focado no WTCC, o Campeonato Mundial de Carros de Turismo, onde fará sua segunda temporada a serviço da Citroën. Em 2014, na sua estréia no certame, ele terminou no terceiro lugar do campeonato, com duas vitórias. 

Mas esta não vai ser a unica incursão de Loëb nos ralis. Dentro de alguns dias, o piloto fará uma aparição no Rali de Var, ao lado da sua mulher Séverine, que já foi sua navegadora no inicio da sua carreira.

domingo, 23 de Novembro de 2014

Formula 1 em Cartoons: o abraço de Abu Dhabi (Groo)

O meu amigo Ron Groo têm uma boa interpretação sobre esta fotografia...

A foto do dia (II)

A velha frase dos construtores de automóveis quando se metem na competição sempre foi de "vencer no domingo para vender na segunda-feira". E esta noite, já surgiram na televisão e na Net os anúncios da Mercedes sobre o seu campeonato. E um deles é este que... não é lá muito feliz. Mas enfim, gostos não se discutem, e a marca de Estugarda têm de vender mais uns Classes C, S ou G's até ao Natal...

Formula 1 2014: Ronda 19, Abu Dhabi (Corrida)

De uma certa forma, tudo o que aconteceu esta tarde era do conhecimento geral. Sabíamos que Lewis Hamilton seria campeão, pela vantagem que tinha. Sabíamos que a corrida de Abu Dhabi iria decidir tudo, mas pensávamos que a corrida iria ser tão aborrecida que nem nos daríamos ao trabalho de a ver, ou se víssemos, seria mais por obrigação do que por paixão. Mas apesar do roteiro previsível, não saberíamos que esta corrida iria ser mais dramática do que pensávamos.

Primeiro, uma pequena declaração de interesses. Não nego que gostaria de ter visto Nico Rosberg como campeão do mundo. Ficava-lhe bem, um alemão a vencer num carro alemão, com motor alemão, e ainda por cima, um filho de campeão a vencer um campeonato, como fez Damon Hill quando venceu em 1996, quase 30 anos depois do seu pai ter ganho o seu segundo título mundial. Mas sabia que o título ficaria bem a Lewis Hamilton, por ter vencido mais corridas, e ser bem mais veloz em corrida, e isso é o que interessa, em muitos aspectos. Mas ele errou mais vezes do que Rosberg, e ele poderia ter resolvido por ele mesmo mais cedo. Enfim, veio a tempo para corrigir - ou se preferirem, salvar a situação. E claro, merece o campeonato.

E da maneira como se comportou hoje, fez tudo para merecer. O fabuloso arranque, que deu meio segundo a Nico Rosberg, mostrou que ele queria resolver o assunto o mais depressa possivel. O alemão nunca conseguiu reagir nas voltas seguintes, ocupado que estava em se livrar dos Williams de Felipe Massa e Valtteri Bottas. Atrás, Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel tratavam de recuperar os lugares perdidos pela exclusão na qualificação. O australiano parecia sair melhor no transito - e saiu, fez 28 voltas com o mesmo jogo de pneus! - enquanto que Vettel tinha outras dificuldades.

Mas o grande drama aconteceu a meio da corrida, quando Nico Rosberg começou a ter problemas com a falta de potência com o seu carro. Eles surgiram na volta 22, quando ele, primeiro, teve uma saida de pista, para logo depois, queixar-se de que os travões não funcionavam. Logo depois, descobriu-se que era a sua unidade de energia. Aos poucos, aquele segundo lugar que parecia ser seu, estava a escapar-se, sendo apanhado e depois ultrapassado pelos seus adversários.

O aborrecimento tinha-se transformado em drama, e as pessoas despertaram dessa letargia no almoço europeu.

A partir dali, o Inferno instalou-se em Nico Rosberg. os mecânicos faziam o seu melhor para que ele pudesse continuar, tal como o próprio piloto. E isso colocava em segundo plano os acontecimentos na pista, como o incêndio do carro de Pastor Maldonado e a reação dos seus mecânicos (um belo tributo à sua temporada, diga-se de passagem...) a tática de Felipe Massa para poder apanhar Lewis Hamilton, que a onze voltas do fim, decidira colocar pneus super macios para poder carregar rumo à liderança, que estava segura, mas de forma mais descontraída e cautelosa, dado que o seu principal rival estava a arrastar-se.

No final, Rosberg arrastava-se e perdia uma volta. Mas mesmo assim, mantinha a sua dignidade. Tato que a duas voltas do fim, a equipa pediu a ele para que fosse às boxes, sinalizando a sua desistência. Mas o piloto não obedeceu, afirmando que queria manter na pista, independentemente do resultado. De uma certa forma, queria ser digno e provar que fez de tudo para continuar, acreditando num milagre. Que não aconteceu e não iria acontecer.

Por fim, Hamilton cortou a meta, com Massa não muito atrás. O brasileiro não conseguiu chegar a ele - ou o inglês não concedeu a vitória - e assim conseguiu tudo: o campeonato, a vitória, 50 pontos. Tudo. Mostrou ao mundo que ele foi o melhor na sua temporada, que é um dos melhores pilotos do seu tempo. Deu um titulo à Grã-Bretanha, que escapava desde 2009 e recebeu os parabéns do príncipe Harry, o terceiro pretendente ao trono britânico. E comemorou como deve de ser: pegou na "Union Jack", como fizera Nigel Mansell mais de vinte anos antes, e fez um "donut" na pista, para expressar o seu contentamento.

Depois, Rosberg foi cumprimentar o seu companheiro de equipa, num gesto de "fair-play" e longa amizade, que poderá ter sido abalada ao longo do ano, mas que não foi destruída. E como todos os outros, aplaudiu o pódio, onde estiveram para além do campeão, os Williams de Felipe Massa e Valtteri Bottas, sinal do reerguer da equipa de Grove, com Claire Williams a assistir a tudo.

E assim acabou a temporada de 2014. Os pontos a dobrar não serviram de nada, porque não houve a mudança dramática que muitos queriam que existisse. E espera-se que, ao mostrar a sua inutilidade, esse capricho acabe no ano que vêm. Mas isso veremos daqui a alguns meses, num inverno que se prevê longo e quem sabe, agitado. 

Formula 1 em Cartoons - Abu Dhabi (Pilotoons)

Eis a corrida de Abu Dhabi, vista pelo Bruno Mantovani, com tudo a acontecer a Nico Rosberg, e um triunfante Lewis Hamilton, acossado por Felipe Massa.

A foto do dia

Lewis Hamilton levando a Union Jack em Abu Dhabi. Ele é o campeão merecido de 2014, por tudo o que fez na temporada: onze vitórias. E este domingo mostrou tudo o que poderia mostrar que merecia aquele campeonato, passando Nico Rosberg no momento da partida, com um arranque soberbo.

Os problemas de Nico aliviaram bastante Hamilton, e lhe deu o seu final de sonho: 50 pontos, contra zero do alemão. Comemorou pesadamente, recebeu os parabéns do príncipe Harry e ficou aliviado por desta vez, os deuses do automobilismo estarem a seu favor. E a Mercedes mereceu estas vitórias, no ano em que dominou tudo. 

Hamilton mereceu todos os milhões que Toto Wolff e Niki Lauda gastaram para o resgatar da McLaren. E ano que vêm, há mais.

sábado, 22 de Novembro de 2014

M**das que o Mallya diz



Já tinha visto isto no Twitter e até fiz RT (retweet) ao que ele disse. Ele não deixa de ter razão no que diz, e as suas criticas estão bem fundamentadas. Mas temos de ser honestos: o que é que ele poderá fazer para alterar a situação? Três equipas contra a hierarquia, bem instalada na vida e do qual não abdicarão do seu quinhão por nada, porque foi assim que Bernie Ecclestone desenhou...

Contudo, pelo que entendo, esta gente não vai deixar esta história morrer. Veremos as cenas dos próximos capítulos. Especialmente com o anãozinho a dizer uma coisa e no dia a seguir dizer outra, o que demonstra a sua senilidade em toda a sua força.

A foto do dia

Podemos dizer que hoje, Nico Rosberg ganhou a primeira parte. Mas quem assistiu às últimas corridas sabe que isto, muitas das vezes, é "pirrico", porque Lewis Hamilton é mais veloz e têm melhor ritmo de corrida, e no final é isso que conta. Mas o filho de Keke Rosberg, como sempre, marcou uma posição, como que a dizer que está na luta.

O chato é que pode ganhar, mas poderá ser como em 1984, com Alain Prost: uma vitória pirrica, com o segundo classificado a festejar o campeonato. Hamilton nem precisa de atacar, nem precisa de vencer, para ser campeão. Amanhã é o dia. 

Formula 1 2014 - Ronda 19, Abu Dhabi (Qualificação)

E por fim, chegamos ao termino da temporada. Num lugar novo e artificial, um sinal dos tempos sobre onde está agora o dinheiro, e claro, a Formula 1, sempre sedenta das verdinhas, segue onde ele está. E nestes novos tempos, adapta-se, fazendo uma pontuação a dobrar, quebrando mais uma vez uma tradição, desta vez a do principio de igualdade entre as corridas. Estou certo que Bernie Ecclestone, ao ter a ideia - e da FIA a sancionar, claro - encarregou de sacar mais alguns dólares desses poços sem fundo do Golfo Pérsico, apesar de agora, as coisas andarem um pouco mais aflitas, já que o preço do petróleo anda a baixar muito...

Debaixo do céu de um lugar sem estações do ano, máquinas e pilotos preparavam-se para marcar pela última vez no ano um lugar na grelha de partida, sabendo mais ou menos que, naquele lugar, nada se pode esperar de novo ou de surpreendente. Mas a grande novidade foi o regresso dos Caterham, com outro piloto, o britânico Will Stevens, no lugar do sueco Marcus Ericsson. Apesar de ter experimentado o carro em sessões de testes, neste teste a sério, acabou por ficar no último lugar, a mais de 3,8 segundos dos dominantes Mercedes. Mas aplaude-se o esforço, pois já se sabia que ele não iria sair do último lugar: Romain Grosjean tinha sido penalizado em... vinte lugares (!) e iria largar do último lugar da grelha.

No final, a acompanhar estes três pilotos estava o outro Lotus de Pastor Maldonado e o Sauber de Esteban Gutierrez. Agora percebe-se as proezas dos camiões saltitantes no Youtube: servem para que nós esqueçamos as más exibições na grelha de partida...

Na segunda parte da qualificação, os dois pilotos da Mercedes brigavam pelo melhor tempo, com alguns excessos pelo caminho, Nico Rosberg fez um deles e perdeu tempo, tal como Lewis Hamilton, mas foram mais uns "fait divers" desta qualificação, quando a realidade dizia que entre os pilotos que ficaram de fora da Q2, para além dos Force India, do Toro Rosso de Jean-Eric Vergne ou do Sauber de Adrian Sutil, também estava o McLaren de Kevin Magnussen, a grande surpresa. Em contraste, Daniil Kvyat mostrava o seu talento e colocava o seu carro no oitavo lugar da grelha provisória.

A terceira parte costuma ser o mais sumarento - em eras passadas, claro - e haveria a expectativa da Williams marcar um tempo que incomodasse a toda-poderosa Mercedes, quebrando os monopólios dos últimas corridas. Mas apesar dos esforços, não deu. E Nico Rosberg conseguiu pela terceira vez consecutiva bater Lewis Hamilton numa qualificação, mostrando que neste campo, é o melhor. O chato é o que acontece na corrida, onde ele claramente têm um ritmo superior do que o alemão.

Na grelha final, a hierarquia: Mercedes, Williams, Red Bull, Ferrari. Não havia grandes alterações, não havia surpresas. Pelo menos, era o que viamos na pista... até que a secretaria funcionou. A FIA desconfiou as asas dianteiras dos Red Bull de Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo e no final, decidiu retirar os tempos e obrigá-los a partir da última fila, atrás dos Caterham.

Amanhã é o dia decisivo. Dali não passará, e saberemos quem será o campeão de 2014. Num dos sítios mais aborrecidos e mais artificiais do mundo. Nos tempos que correm, o poder do dinheiro dá nisto...

Formula 1: Red Bull excluida da qualificação por irregularidades na asa dianteira

A Red Bull deu asas... mas para a FIA, estão fora do regulamento. Assim sendo, a entidade que gere a Formula 1 decidiu retirar os tempos a Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo, e colocá-los no fundo da grelha de partida. A razão? a demasiada flexibilidade da asa dianteira, que fez com que fosse escrutinado pelos comissários técnicos, que depois de os examinar, determinaram que infringiam o refgulamento.

A equipa reagiu num comunicado oficial, afirmando que "estava desapontado com o facto de ter sido chamado à atenção devido à defleção na asa da frente enquanto é claro que outras equipas estão a interpretar as regras de forma semelhante a nós"

"Contudo, a equipa aceitará a decisão e começará a corrida do fundo da grelha", concluiu. 

Formula E: Sam Bird foi o vencedor em Putrajaya, Félix da Costa oitavo

Dois meses depois da estreia em Pequim, a Formula E continuou o campeonato nas ruas da cidade malaia de Putrajaya, onde o britânico Sam Bird, da Virgin, levou a melhor sobre o brasileiro Lucas di Grassi, que fez uma recuperação sensacional da última linha, após ter batido na qualificação. Já Bruno Senna deixou escapar uma hipótese de pódio ao bater na última volta.

Sem volta de aquecimento - coisas que aconteciam nos anos 70 na Formula 1... - a grelha tinha Oriol Serviá na pole-position beneficiando da penalização de dez lugares a Nicolas Prost, que tinha sido o mais veloz na qualificação. Na largada, Daniel Abt, que era o terceiro na grelha, largou mal e arrastou-se para o fim do pelotão, enquanto que Sam Bird tentava ficar com a liderança, sendo detido por Serviá. Nos metros seguintes, Katherine Legge e Matthew Brabham tiveram toques (no caso de Legge, foi com... Michela Cerruti) que o colocaram em situação de apuros, atrasando-se bastante.

Por causa disso, o Safety Car foi acionado, no inicio da segunda volta, no sentido de se recolherem a asa que ficou no asfalto. Legge trocou de asa e voltou à pista e a corrida voltou ao normal na quarta volta, Sam Bird a alcançar a liderança e Jarno Trulli a chegar ao segundo lugar, ambos à custa de Oriol Serviá. Nas voltas seguintes, Chandhok passou o catalão, seguido por Nelson Piquet Jr, enquanto que atrás, na oitava volta, Franck Montagny tenta ultrapassar Nick Hedifeld, forçando-o a bater no muro. Por causa disso, o Safety Car entrou na pista pela segunda vez.

Por essa altura, Daniel Abt foi o primeiro a trocar de carro, antes do recomeço da corrida, à 12ª volta. Sam Bird afastava-se do resto do pelotão, conseguindo uma vantagem de sete segundos, antes das trocas de carros, a partir da volta 18. Trulli foi o primeiro, seguido de toda a gente até ao sexto posto, que então era ocupado por Bruno Senna. Sam Bird trocou de carro na volta seguinte, o que permitiu manter a liderança.

No regresso, não houve grandes alterações aparte um despiste de Bruno Senna depois de um desentendimento com Matthew Brabham, mas voltou logo à pista. Na volta 23, Piquet Jr tentou passar Trulli no final da reta, mas ambos tocaram-se, acabando por desistir. Atrás, Bruno Senna tentava recuperar lugares, passando Jerôme D'Ambrosio e chegando ao sexto lugar.

Com a chegada das voltas finais, Daniel Abt, o lider, era apanhado sem apelo nem agravo (cinco segundos por volta!) por Sam Bird, pois estava a tentar levar o carro até ao fim com a energia restante. Na volta 27, Bird retomava a liderança, com uma vantagem de dez segundos sobre o terceiro classificado, que agora era Lucas di Grassi.

Atrás dele, havia uma luta entre o piloto da ABT e os pilotos da e-dams, Sebastien Buemi e Nicolas Prost, acompanhados de perto por Bruno Senna. Na volta 29, Senna passa Prost e fica com o quarto lugar, mas na última volta, imediatamente antes do "hairpin", o brasileiro da Mahindra perde o controlo do seu carro e bate na parede, perdendo a chance de atacar o terceiro lugar de Buemi.

Na frente, sem ser incomodado, Bird vencia com folga, a mais de dez segundos sobre Lucas di Grassi, da Abt, e Sebastien Buemi, da e.dams, na frente de Nicolas Prost. Depois veio Jerôme D'Ambrosio, Karun Chandhok, Oriol Serviá, António Félix da Costa, Jaime Alguersuari (que fez a volta mais rápida) e por fim, Daniel Abt.

No final, foi uma corrida entretida, sem momentos aborrecidos, com lutas entre pilotos, apesar do lider ter sido decidido muito cedo.

No campeonato, Lucas di Grassi é o primeiro, com 43 pontos, seguido por Sam Bird, com 40, Frank Montagny, Karun Chandhok, Nicolas Prost e Jerôme D'Ambrosio "ex-aequo" no terceiro posto, com 18 pontos.

A próxima corrida da Formula E será a 13 de dezembro, em paragens uruguaias.

Youtube Motorsport Race: a corrida da Formula E em Putrajaya

Para quem não viu a corrida porque você estava a dormir - ou adormeceu a meio da corrida - eis aqui a prova na integra, narrada em inglês por Dário Franchitti. Pode ver enquanto não vêm a qualificação para Abu Dhabi...

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Youtube Formula 1 Stunt: Um camião a saltar, um Formula 1 a passar

Enquanto que a Lotus tenta arranjar mais dinheiro para se manter viva - seja pedir por Bernie Ecclestone, seja por ir à Venezuela e apertar mais as tetas da vaca petroleira que e a PDVSA - ela faz algumas manobras publicitárias como este vídeo que colocou agora na sua página do Youtube. 

É simples: um camião bateu um recorde de maior salto, enquanto que um carro de Formula 1 passa por baixo dele. A distância, no sentido imperial, é de quase 84 pés, que traduzido para o sistema métrico (usada por qualquer civilização digna desse nome...) dá em... 25,476 metros.

Parabéns à Lotus. Que continue a fazer acrobacias como esta.