quarta-feira, 20 de junho de 2018

Youtube Formula 1 Onboard: Cinco de França

O pessoal da Formula 1 decidiu selecionar cinco "onboards" de cinco edições diferentes do GP de França, quer em Paul Ricard, quer em Magny Cours. E como é sabido, a Formula 1 regressa a Paul Ricard, dez anos depois do último GP francês e 28 desde a última vez em que esteve neste circuito.

E no caso a corrida de 1989, não interessa se é o René Arnoux ou o Olivier Grouillard que bate no Ferrari de Nigel Mansell. Ambos eram horríveis!

terça-feira, 19 de junho de 2018

A imagem do dia

Pierluigi Martini passando pela estátua do Espirito de Detroit, um dos monumentos icónicos da cidade americana, durante o fim de semana do GP americano de 1988. Há precisamente 30 anos, a Minardi alcançava o seu primeiro ponto da história, graças a um piloto que estava a aproveitar a sua terceira chance de guiar um Formula 1. 

Quando Giancarlo Minardi chamou Martini para correr num dos seus carros no GP dos Estados Unidos de 1988, ele tinha 27 anos e iria ser a sua terceira chance de andar num Formula 1, e as suas duas tentativas anteriores tinham sido um fracasso. 

Nascido a 23 de abril de 1961, Martini tinha chegado à Formula 2 em 1983, devido ao seu talento e aos contactos familiares. Era sobrinho de Giancarlo Martini, piloto de Formula 2 nos anos 70 pela Scuderia Everest, a antecessora da Minardi, e tinha feito duas corridas extra-campeonato... com um Ferrari 312T!

Contudo, na sua primeira experiência na Formula 1, a bordo de um Toleman TG184, foi um desastre. Em Monza, no lugar de... Ayrton Senna, castigado por ter assinado pela Lotus sem o conhecimento do seu patrão, Alex Hawkridge, o piloto italiano não conseguiu se qualificar, enquanto o seu companheiro de equipa, o sueco Stefan Johansson, alcançou o quarto lugar, na mesma prova. Mas isso não o impediu de correr na Minardi quando esta chegou à Formula 1, em 1985. Foi uma temporada de aprendizagem para todos, mas Martini não deslumbrou.

Com isso, foi para a Formula 3000, onde cresceu e amadureceu. Vice-campeão em 1986, estava a correr pela italiana First, quando Minardi o voltou a chamar para o lugar de Adrian Campos, que tinha sido despedido depois de não ter conseguido a qualificação por três das cinco vezes que tinha participado. Martini estava a fazer outra boa temporada na Formula 3000, e estava bem mais maduro do que quase quatro anos antes.


A sua adaptação foi fácil, e causou impacto: 16º na grelha, a melhor até então, na frente dos Ligier e dos Tyrrell, imediatamente abaixo do Arrows de Eddie Cheever. E na corrida o seu objetivo era um: chegar ao fim inteiro. E chegou, numa posição absolutamente inédita: deu à Minardi o seu primeiro ponto na Formula 1. Chegou a rodar em quinto, atrás do Rial de Andrea de Cesaris, mas no final, Jonathan Palmer ficou com o lugar. Mas foi mais do que suficiente para fazer alegrar todos na boxe da Minardi. E a ele mesmo, que provou estar suficientemente maduro para correr na Formula 1.

O resto já se sabe: 18 pontos em 124 Grandes Prémios, quase sempre pela Minardi, e depois, a vitória nas 24 Horas de Le Mans de 1999. Hoje em dia, vive a reforma e correndo com alguns dos chassis da equipa que o colocou no mapa... e que pertencem a ele.

A rebelião da McLaren

Não é rumor, mas aparentemente, a focagem da equipa em várias frentes não coloca toda a gente feliz. No fim de semana, surgiram noticias de que alguns funcionários descontentes dentro da equipa de Woking pediram a Martin Withmarsh, que cuidou da equipa até 2014, para regressar no lugar de Eric Boullier, personagem do qual os funcionários estão crescentemente descontentes.

Como é sabido, a McLaren irá apostar em varias frentes, para além da Formula 1 e da sua produção de supercarros de estrada. A IndyCar está a ser seriamente considerada, para além do interesse em Le Mans, agora que os regulamentos a partir de 2020 poderão ser focados na construção de carros GT, do qual a marca tem alguns modelos que poderão caber nessa categoria. Contudo, alguns funcionários não gostam dessa dispersão, e convidaram o inglês a regressar a estrutura de Woking.

As pessoas da McLaren disseram-me que me queriam enviar uma carta a explicar a situação. Disse-lhes para não a enviarem para mim, mas sim ao Mansour [Mansour Ojjeh, o acionista da equipa]”, apontou Whitmarsh em declarações prestadas ao Daily Mail.

Apesar de defletir responsabilidades, não deixa de criticar a atual situação da marca. “Precisa de uma enorme modificação da sua abordagem. Existe muita política entre as figuras principais. Penso que alguns têm de sair. Expliquei a minha visão ao Mansour e cabe aos acionistas decidir o que fazer”, sublinhou.

Withmarsh esteve na marca por 25 anos, até sair em 2014, quando era o chefe de equipa. E da maneira como isto anda, parece que existem correntes de pessoas que não gostam do atual rumo, apesar de já ser um pouco melhor do que estava nos tempos da Honda. 

Rumor do Dia: Red Bull e Renault terminam parceria

O jornal francês L'Equipe anuncia esta noite que a Red Bull e a Renault terminarão a sua parceria chassis-motor no final desta temporada, depois de doze temporadas de bons serviços. O anuncio vai acontecer esta terça-feira, na antevisão do GP de França, em Paul Ricard.

Tudo indica que a sucessora já está escolhida, pois será a Honda, que neste momento está na Toro Rosso, a equipa B do universo Red Bull.

Segundo conta o jornal, Cyril Abiteboul tinha pedido à Red Bull para que pedisse uma decisão rápida em relação aos motores para 2019, ao que Christian Horner já lhe deu uma resposta.

A parceria Red Bull-Renault existe desde 2007 - embora desde 2016 que os motores são rebatizados de TAG-Heuer - e foi com ela que a marca obteve todas as pole-positions, vitórias, pódios (menos um), voltas mais rápidas e títulos mundiais que têm até agora, desde que chegaram à categoria máxima do automobilismo, em 2005. 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A imagem do dia

No meio das fotos que andava à procura para escrever sobre o GP dos Estados Unidos de 1988, para o site Autoracing, descobri esta fotografia: Ivan Capelli, a sair do seu March, depois de uma forte batida, durante a qualificação da corrida americana.

Capelli acabou por se magoar no pé e não correu na prova, vendo-a do camarote. Tinha-se qualificado, e até vinha de uma boa corrida, onde tinha conseguido os primeiros pontos da temporada, com um quinto lugar.

De uma certa forma, esta fotografia e as suas consequências mostram que aos dias bons, podem aparecer dias maus. E nesse ano, agora sabemos que isso foi um ponto baixo de uma temporada inesquecível para ele e para a March.

Noticias: Alonso deseja voltar à IndyCar

Depois de vencer em Le Mans, Fernando Alonso pretende tentar de novo as 500 Milhas de Indianápolis, depois da tentativa de 2017. O piloto da McLaren afirmou que depois de ter conquistado a prova rainha da Endurance, está novamente a pensar na clássica americana como meio de alcançar a "Tripla Coroa" do automobilismo, mas não se sabe se será já em 2019.

A ‘tripla coroa’ continua a ser um objetivo muito atractivo, que só um homem na história conseguiu. Também estou a tentar ganhar o Mundial de resistência e já tenho o mundial de Fórmula 1", disse Alonso à imprensa no rescaldo da clássica da resistência. “É certo que quando vences em Le Mans e só te falta uma para a conquistar a tripla coroa, ficas tentado. Tenho de pensar depois do verão.

Sabe-se que a McLaren considera sériamente o regresso à IndyCar, 40 anos depois de lá ter estado pela última vez. Zak Brown já esteve nos Estados Unidos para estudar uma aliança com equipas como a Andretti e a Rahal, para ver qual delas é a mais indicada para apoiar um ou dois carros com o seu nome e as suas cores, e Alonso poderá ser o trunfo que a equipa poderá jogar.

O problema para o piloto é que, se deseja voltar em 2019, terá uma agenda carregada. Para além da Formula 1, tem a temporada da Endurance ao serviço da Toyota, e essa competição vive uma "super-temporada" que terminará dentro de precisamente um ano, com as 24 Horas de Le Mans. E com a Toyota a pretender vencer o campeonato, Alonso tem um compromisso com ela. Poder fazer três competições ao mesmo tempo em 2019 até pode ser uma possibilidade, mas teria de abdicar de corridas.

Contudo, como ele disse, somente no final do verão é que se saberá de decisões da sua parte.

Youtube Formula 1 Technical: As modificações para 2019

A nova temporada da Formula 1 pode não estar muito longe, mas irá haver modificações em termos aerodinâmicos. Os carros serão mais simples, haverá menos apêndices e as asas serão maiores do que são agora. Neste video, pode-se ver quais são as modificações que levarão, sem mexer no tamanho do chassis.

Veremos é se estes carros serão mais fáceis de passar...


domingo, 17 de junho de 2018

A imagem do dia






Na sexta-feira a noite, disseram que Cristiano Ronaldo tinha tentado marcar por 44 vezes pela seleção nacional através de um pontapé de livre. E tinha falhado todos. A poucos minutos do final do jogo com a Espanha, e com os hispânicos a vencer por 3-2, ele teve uma oportunidade soberana para empatar o jogo. E dessa vez, não desperdiçou. 

Falo disto porque a Toyota chegou hoje, por fim, ao lugar mais alto do pódio nas 24 Horas de Le Mans, com Kazuki Nakajima ao volante, ao lado do suíço Sebastien Buemi e do espanhol Fernando Alonso. A marca japonesa alcançou a vitória... à 33ª tentativa. A lição, em ambos os casos, é que se persistir e não desistir, haverá uma ocasião em que acertarás.

É verdade que na história da Toyota em Le Mans houve ocasiões dramáticas. Em 1999, Ukyo Katayama estava na frente da corrida quando a uma hora do final, sofreu um furo a alta velocidade nas Hunaudriéres. O japonês controlou o carro naquela situação limite, mas abdicou da vitória, acabando no segundo posto. E escusamos de falar por aqui do drama de 2016, quando o carro "pifou" na pior altura possível. Também em plena Hunaudriéres, também na última volta.

Este ano, a Toyota tinha uma constelação de pilotos: Alonso, Buemi, o argentino José Maria Lopez, Kamui Kobayashi e Mike Conway, todos com excelentes palmarés nas suas carreiras. É certo que tinham tudo a ganhar, pois a concorrência tinha ido embora, mas não desistiram. Queriam ganhar, chegar ao fim e comemorar. E foi o que aconteceu, não sem antes um susto no meio, quando o carro numero 8 foi penalizado em um minuto por ter acelerado numa "slow zone".

Isso foi no inicio da noite. Quando o carro passou para as mãos de Alonso, contra "Pechito" Lopez ao volante, o piloto espanhol aproveitou todo o seu "stint" - à volta da uma/duas da manhã - para diminuir em mais de um minuto a sua diferença para o o outro Toyota. E foi um feito que demonstra a capacidade do piloto asturiano, quando têm uma máquina à altura.

É verdade: Alonso entra na história, sendo o quinto campeão do mundo de Formula 1 a vencer em La Sarthe, e na primeira tentativa. E faz parte de um clube restrito que tinha antes Phil Hill, Graham Hill, Jochen Rindt e Mike Hawthorn. E fê-lo 46 anos depois da entrada do último membro. E mostra algo do qual respeito nos pilotos: a sua versatilidade, a capacidade de guiar máquinas diferentes, semana após semana. E Alonso vai ter uma temporada cheia, com Formula 1 a alternar a Endurance, sem tempo para descansar. E faz porque quier.

No final, parabéns a todos. Mereceram. Demorou, mas mereceu. Mas que digam que a concorrência era fraca, não interessa: os livros de História vão registar na mesma. 

ERC: Galatariotis venceu no Chipre, Magalhães no pódio

O local Simos Galatariotis foi o grande vencedor do Rali do Chipre, com Bruno Magalhães a ser segundo, a meros... 0,6 segundos, mas a sair da ilha do Mediterrâneo com o comando do campeonato. Norbert Herczig ficou com o lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 21 segundos.

Contudo, tudo parecia que Nasser Al Attiyah, o piloto da Ford, iria vencer, conseguindo resolver os seus furos e partido ao ataque no dia final para chegar à vitória. Estava na frente ao inicio da última especial, na frente de Glatariotis e de Magalhães, mas problemas na última especial fizeram-no ficar fora do pódio, acabando no quarto lugar, a dois minutos e 27 segundos do vencedor.

Foi um segundo lugar com sabor a vitória. Uma prova muito exigente e traiçoeira que exigiu bastante de nós e do carro. Felizmente conseguimos ultrapassar todos os obstáculos que fomos encontrando e foi por muito pouco que não conseguimos a vitória. Mas tivemos de optar entre correr riscos ou garantir a liderança no Campeonato. Acho que fizemos a escolha mais acertada”, começou por dizer o piloto português.

"E esperamos conseguir apoios para nos mantermos na luta pelo título que nos escapou o ano passado. Mas por agora é tempo de agradecer aos actuais patrocinadores e à equipa que faz, rali após rali, um trabalho notável. Este resultado, depois da vitória na Grécia é para eles que acreditam e apoiam-nos incondicionalmente. Estes dois últimos resultados são uma motivação enorme para continuarmos em frente”, concluiu, depois do rali.

O dia de hoje começou com Nasser ao ataque, tentando recuperar a liderança perdida por causa dos furos que sofreu. Venceu na primeira passagem, na primeira passagem por Cyta Yeri, conseguindo 6,9 segundos a Juuso Nordgen e 14,6 a Bruno Magalhães, o quinto na especial. Na super-especial de Nicosia, Al Attiyah foi o terceiro melhor, superado apenas por Galatariotis e pelo húngaro David Botka, com Bruno Magalhães a ser de novo quinto, 1,1 atrás do vencedor.

Saído da capital, Attiyah passou ao ataque, vencendo na primeira passagem por Lageia, batendo Magalhães por 2,2 segundos, enquanto Nordgen perdia quase um minuto devido a um despiste.

"[Um] erro estúpido, sinto muito por toda a equipa. Eu não tenho nenhuma explicação como isso aconteceu. A primeira curva foi muito escorregadia, eu fui demasiado largo, que foi um erro de amador com pneus frios. Vamos tentar continuar", disse o piloto finlandês no final da especial.

No final da manhã, Attiyah voltou a vencer e diminuía a desvantagem para a concorrência. Ganhou 7,6 segundos para Galatariotis e 17 para Magalhães, acabando a manhã perto dos dois primeiros, a 18,7 segundos da liderança.

A tarde começou com o cancelamento da 11ª especial, a segunda passagem por Cyta Yeri, para a seguir ir para a Golden Stage, onde Attiyah atacou fortemente, vencendo-a, com um avanço de 12,9 sobre o local Alexandros Tsouloftas e 17 segundos sobre Bruno Magalhães. Galatariotis perdeu 20,6 segundos, e com isso, o piloto qatari pulou para o primeiro posto.

Mas o esforço foi inglório. Na Golden Stage 2, a última especial do dia, Nasser perdeu três minutos por causa de um furo. Um esforço inglório, onde Galatariotis acabou por ser beneficiado... em menos de um segundo, pois Magalhães ficou na frente, sendo quarto numa especial ganha de novo por Tsouloftas.

Com os quatro primeiros definidos, Orhan Avicioglu foi o quinto, diante do checo Vojtech Stajf, também num Skoda, a três minutos e 25 segundos do vencedor. David Botka foi o sétimo, na frente de Albert von Thurn und Taxis, e a fechar o "top ten", os locais Christos Demosthenous e Petros Panteli, ambos num Mitsubishi Lancer Evo X.

O próximo rali do Europeu acontecerá em Itália, quando entre os dias 20 e 22 de julho decorrer o Rali Roma Capitale. 

sábado, 16 de junho de 2018

A imagem do dia

Há precisamente 40 anos, o efeito-solo era o assunto do momento. A Lotus tinha colocado o seu modelo 79 na pista e dominava a competição, e ninguém parecia arranjar um carro capaz de os contrariar. Até que Gordon Murray apareceu em Anderstorp com uma grande ideia para andar a par dos Lotus: o Brabham BT46B.

A ideia era simples: um grande ventilador por baixo do motor flat-12, com o intento de o refrigerar, mas também servia para sugar o ar a fazer o mesmo procedimento que os carros da Lotus. Contudo, não era uma asa invertida...

Ao contrário do Lotus, o carro não foi bem recebido. Tyrrell e Copersucar duvidaram da legalidade do carro e reclamaram, mas os comissários deixaram-o entrar na corrida. O carro andou bem, não o suficiente para ficar com a pole-position. Isto porque Bernie Ecclestone, o patrão da marca, pediu para que andassem com os depósitos cheios. Mas foi o suficiente para serem segundo e terceiro classificados na grelha.

No final da corrida, Lauda venceu sem dificuldades, diante de Ricciardo Patrese e Ronnie Peterson. Mas depois no final, a FIA aparentemente proíbiu de correr esse carro, e passou à história como sendo o carro perfeito: uma corrida, uma vitória. Pelo menos é a versão que se sabia há muitos anos.

Contudo, recentemente, soube-se que não fora assim. A FIA tinha dado à Brabham autorização para usar o carro por mais três corridas: França, Grã-Bretanha e Alemanha. Contudo, Bernie Ecclestone, que na altura queria ser o chefe da FOCA, Formula One Constructors Association, decidiu retirar o carro para ganhar os favores das outras equipas, já que tinha sido protestado por algumas delas. Retirar o carro de cena seria uma prova de boa vontade para elas. De uma certa forma resultou: Ecclestone foi eleito o presidente da FOCA no final do ano, apesar de Murray ter ficado zangado com a decisão do seu patrão. 

E de uma certa maneira, mais do que um carro bom demais, também é a história de como o anão deu o seu primeiro passo para dominar a Formula 1 por mais de 35 anos...

Youtube Formula 1 Holiday: Como os pilotos se divertiam em 1983

No inicio de 1983, alguns pilotos foram divertir-se na estância italiana de Setriéres, antes da temporada que aí vinha, e entre andar de ski e experimentar um Alfa Romeo no gelo, também foram nadar e conviver no salão de um dos hotéis.

Entre os convivas, estavam Nelson Piquet, Riccardo Patrese, Bruno Giacomelli, Eddie Cheever, Gerard Larrousse, Piercarlo Ghinzani, Corrado Fabi, Derek Wartwick, Michele Alboreto, Jacques Laffite e Andrea de Cesaris, entre outros. 

Neste video, via-se que todos se divertiram com as suas companheiras e mulheres, e isso contagiou-se ao convivio noturno... o video tem narração em finlandês, diga-se.

ERC: Nordgen lidera o rali do Chipre, Magalhães terceiro

O finlandês Juuso Nordgen lidera o rali do Chipre, na frente do cipriota Galatariotis e de Bruno Magalhães, num rali onde Nasser al Attiyah andou bem, liderando antes de furar na última especial e ter perdido mais de dois minutos, caindo para a quarta posição. Quanto a Alexey Lukyanuk, o líder do campeonato desistiu na quarta especial, depois de um acidente.

Nas seis primeiras especiais do Rali cipriota, a prova começou com Alexey Lukyanuk ao ataque, vencendo a primeira especial, a primeira passagem por Kellia, conseguindo uma vantagem de 8,5 segundos. Bruno Magalhães perdeu 24,5 segundos e era quarto na especial.

Na segunda especial, Nasser partiu ao ataque, vencendo na primeira passagem por Analiontas, mas a diferença para Lukyanuk era de menos de um segundo, o que mantinha o russo na frente. Attyah continuou ao ataque, vencendo na terceira especial e aproximando-se do russo em 2,6 segundos. A pressão resultou na quarta especial, quando o russo sofreu um acidente e acabou por desistir. Nasser venceu na frente de Galatariotis (a 2,6) e de Bruno Magalhães (a 3,9). Nordgen perdeu 32,5 segundos e manteve o terceiro lugar, numa luta a quatro pelo segundo posto.  

Na segunda passagem por George Kyprianou Analiontas, Nordgen foi o vencedor, enquanto Nasser perdia 37,5 segundos devido a um furo, baixando vantagem na liderança para 11,5 segundos e vendo os quatro pilotos (Galatariotis, Nordgen, o local Tsolouftas e Magalhães) a aproximarem-se. Todos a menos de vinte segundos entre eles.

Na última especial do dia, Nasser, sem sobressalentes, perdeu um minuto na especial, caindo para o quarto posto, a 48,1 segundos da liderança, agora ocupada por Juuso Nordgen. 

"Na verdade, está tudo bem, tomamos nossa posição. Tentamos continuar. Vamos tentar bombear um pouco de ar no pneu para ver o quanto está ruim, pois não temos mais pneus sobressalentes", lamentou o piloto qatari.

No final do dia, o piloto português parecia estar contente com o decorrer do rali, apesar das dificuldades no "setup" do seu Skoda Fabia R5.

Não tínhamos o ‘set-up’ ideal e sofremos um bocadinho. Perdemos bastante tempo. Mas mudámos as afinações para as últimas três passagens e resultou bastante melhor. O andamento e a confiança regressaram e estamos muito satisfeitos com o terceiro lugar, com a diferença para o primeiro lugar e com os pontos que já conseguimos nesta etapa”, começou por explicar à Autosport portuguesa.

O objetivo para o derradeiro dia é de melhorar para atacar a liderança. “Que vamos conseguir manter ou melhorar o andamento e estar na luta pelo objectivo que traçámos para esta prova: terminar nos três primeiros. O rali é duro, os troços muito particulares que exigem trabalho redobrado. Temos de evitar problemas e chegar ao final e conseguir o maior número de pontos. Neste momento está tudo em aberto para o dia de amanhã”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, Norbert Hercig é o quinto, agora a um minuto e um segundo, a quase meio minuto do local Demosthenous, no seu Mitsubishi Lancer Evo X. David Botka é o sétimo, em luta com o turco Orhan Avicoglu. Vojtech Stajf é o nono, a dois minutos e 15 segundos, na frente do alemão Albert von Thurn und Taxis, no seu Skoda Fabia, a dois minuitos e 20,3 segundos

O rali do Chipre termina amanhã, depois de disputadas as restantes sete especiais.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A imagem do dia

Há precisamente 25 anos que, inesperadamente, o automobilismo ficou mais pobre com o desaparecimento de James Hunt. Era uma terça-feira, dois dias depois do GP do Canadá, onde Alain Prost tinha vencido na frente de Michael Schumacher e Damon Hill. Aos 45 anos de idade, e vitima de um ataque cardíaco fulminante, parecia que o seu corpo tinha cedido a todos os seus excessos. Irónicamente, este estava sóbrio desde o inicio da década...

Viveu o que tinha de viver, e por incrível que parece, sobreviveu a isso. Teve uma carreira curta, sete temporadas, e teve o mundial de 1976 na mão porque o seu rival abdicou na última corrida, na chuvosa Japão. Contudo, digam o que disserem, mereceu o mundial. E o seu grande momento da sua carreira é, para mim, o GP do Canadá de 1976. 

Eis o porquê: alguns dias antes, a FIA decidiu sobre o GP da Grã-Bretanha, três meses antes, a 18 de julho. Ali, o piloto a McLaren tinha sido afetado na carambola em Paddock Hill Bend e foi a coxear até às boxes, não dando a volta à pista, como exigia o regulamento. Os organizadores, receando uma revolta popular - atiraram com garrafas de vidro para o asfalto! - deixaram correr. James Hunt passou Niki Lauda na travagem para a curva Druids e venceu, os britânicos validaram o resultado, apesar do protesto da Ferrari. Demorou dois meses e pelo meio, Lauda sofreu o seu acidente em Nurburgring e teve as queimaduras que o acompanham até hoje.

Nesse inicio de outubro, a FIA desclassificou Hunt, dando razão à Ferrari. Na McLaren, o desalento tomou conta das hostes e Alastair Caldwell - que conta esta "estória" - diz que no fim de semana de Mosport, apanhou uma bebedeira e foi para a cama com a cantora do hotel, deitando-se tarde e a más horas. Resultado final: venceu a corrida. E fez a mesma coisa uma semana depois em Watkins Glen. Em contraste, Lauda só conseguiu quatro pontos nesse período, reduzindo a diferença para três pontos.

Se não é estofo de campeão, o que será? É por isso que tiro o chapéu a Hunt, por tudo que fez. Dentro da pista e fora dela. 

WEC: FIA deseja uma competição a hidrogénio

A FIA e a ACO (Automobile Club de L'Ouest, que detêm as 24 Horas de Le Mans) deseja implementar uma classe movida a hidrogénio nas 24 Horas de Le Mans a partir de 2024. A revelação foi feita esta manhã, na conferência de imprensa que anunciou o futuro da competição a partir de 2020, onde os carros de classe GT1 serão a classe principal. A FIA já disse que já constituiu um grupo de trabalho para lidar com este assunto, e já disse que existem seis fabricantes que estão interessados nessa competição, duas delas a BMW e a Audi.

Ao longo das décadas, o laboratório que o automobilismo oferece impulsionou o desenvolvimento de tecnologia e segurança que tem um benefício direto para todos nós”, afirmou o presidente da FIA, Jean Todt. “A FIA tem estado na vanguarda desse desenvolvimento, e a inclusão de uma classe para a tecnologia de hidrogénio no Campeonato do Mundo FIA de Endurance de 2024 é o próximo e importante passo na direção de um futuro mais limpo e sustentável.” 

Já do lado da ACO, comunicado afirma que sempre incentivaram a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias que “melhorem a segurança e o conforto, aumentem o desempenho e reduzam o consumo de combustível para a mobilidade e a mobilidade mais limpas e ecológicas.” 

A pesquisa e desenvolvimento de carros a hidrogénio tem acontecido aos poucos. Em 2016, o protótipo Green GT (nas fotos) apareceu na Garagem 56 para tentar a sua sorte na corrida de La Sarthe, mas acabou por não fazer competitivamente, apesar de ter dado uma volta de demonstração no traçado francês.

"Ford vs Ferrari" tem novos nomes no elenco

O filme "Ferrari vs Ford", baseado no livro "Go Like Hell", de A.J. Baime, vai adiante. Realizado por James Mangold, o mesmo de "Logan", irá ter Christian Bale no papel de Ken Miles e Matt Damon como Carrol Shelby, também terá Jon Bernthal como participante. E não é um papel qualquer: será Lee Iacocca, uma das mentes por trás do projeto da Ford GT40 e o mentor do Mustang.

Apesar do site Variety falar que "estão em conversações", muitos afirmam também que já está confirmado em elenco de um filme do qual se fala que se estreará em 2019.

Iacocca, atualmente com 93 anos (nasceu a 15 de outubro de 1924), trabalhou na Ford entre 1946 e 1978, onde subiu na hierarquia, acabando como presidente em 1970. Dentro da marca, ajudou a desenvolver carros como o Mustang, o Escort (na Europa) e o Pinto, acabando a ser despedido no final de 1978. Depois passou para a Chrysler, onde ficou entre 1979 e 1992, altura em que se reformou, transformando uma companhia profundamente deficitária numa das mais lucrativas do setor, numa recuperação aplaudida por todos.