quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Youtube Motosport Demonstration: Roborace, ano dois

As máquinas da Roborace continuam a ser desenvolvidas, à medida que se aproxima da sua primeira corrida. E ontem, eles colocaram um video sobre um duelo entre homem e máquina. Neste caso... entre mulher e máquina. Nikki Shields é jornalista e entusiasta da Formula E e foi desafiada a fazer algumas voltas a bordo do DevBot, para ver se é mais veloz do que o "software" que vai ser instalado no carro para fazer as voltas.

O resultado final? Vejam só.

As coisas que se ouvem vindas de Grove

Há um mês, o mundo da Formula 1 esperava pelo anuncio do regresso de Robert Kubica a um volante, neste caso, o da Williams. Contudo, depois de várias voltas no teste de Abu Dhabi, que parecia ser uma confirmação, as coisas ficaram subitamente caladas até ao inicio da semana, quando surgiu o rumor de que, provavelmente, o escolhido seria outro. E um piloto que até andou... pior do que Kubica naquele teste, mas que tem uma carteira mais pesada. Um pouco a mostrar que a equipa de Grove aceita qualquer dinheiro.

O anuncio poderá acontecer na sexta-feira, mas a fonte é interessante: a russa TASS. E isso poderá significar que Serguei Sirotkin é o escolhido, sendo assim o terceiro russo na Formula 1, depois de Vitaly Petrov e Daniil Kvyat. Esta decisão poderá ter a ver com o dinheiro que ele traz, vindo da SMP - 15 milhões de dólares, fala-se - que poderá invalidar algumas das condições vindas de outro patrocinador, a Martini. É que a firma de bebidas italiana investe 25 milhões de dólares por ano na equipa de Grove, e algumas das condições passam que tenha um piloto mais veterano na equipa, porque Lance Stroll é muito novo, tem apenas 19 anos. Sirotkin tem 22, logo seria "menor", mas para que isso tenha sido invalidado, os dinheiros russos tem de ser superiores aos que a Martini coloca. E o próprio Kubica também trazia dinheiro: oito milhões, vindos da Lotos polaca.

Com o piloto polaco a ficar de fora - provavelmente esta foi a sua última chance na Formula 1 - a alternativa poderá ser o DTM. A Mercedes recebeu uma proposta para acolher o piloto polaco, em substituição do canadiano Robert Wickens, que em 2018 irá correr para a IndyCar. Não seria nenhuma estreia, pois Kubica fez um teste em 2013 em Valencia, onde até andou bem, mas depois optou pelo WRC, onde correu por duas temporadas. Kubica, que agora tem como empresário o ex-piloto Nico Rosberg, está a fazer o possível para correr numa série competitiva em 2018, e provavelmente será por uma só temporada, porque como é público, a marca das trÊs pontas se afastará do DTM para se concentrar na Formula E.

E o mais interessante é que quem também poderia fazer companhia seria Pascal Wehrlein. Ele, que foi campeão da categoria em 2015, aos 21 anos (o mais novo de sempre), andou na Formula 1 nas duas últimas temporadas, mas que não terá lugar em 2018. 

Em suma, se todas estas especulações forem reais, pode-se dizer que na Williams, o dinheiro impera, em última análise. E que há uma aposta a longo prazo nas capacidades de Lance Stroll de ser um bom piloto na categoria máxima do automobilismo.

E quanto ao Kubica... creio que mostrou que é capaz de guiar um carro, até de guiar continuamente, a um ritmo que não envergonha ninguém. Mas é provável que fora superado por um piloto com um camião de dinheiro atrás, como Stroll.

Youtube Rally Testing: O teste da Hyundai em Monte Carlo


Como viram no video anterior, não foi só a Ford que anda a testar nas estradas do sul de França. A Hyundai também anda a testar para a próxima temporada, desta vez com Andreas Mikkelsen como seu piloto. 

Eis o video dos testes desta terça-feira.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

"McLaren", uma apreciação critica

Confesso que "McLaren" era um filme que desejava ver há muito tempo, desde que ouvi falar dele, no inicio deste ano, e tive muitas expectativas sobre ele. Depois de algum tempo à procura de um canal adequado para o ver, lá consegui... e não me desiludiu.

Este tipo de documentários, para quem os segue, sabe mais ou menos o final da história. No caso de  Bruce McLaren, o seu final foi a 2 de junho de 1970, em Goodwood, num McLaren M8D de Can-Am. Mas a diferença entre um documentário dito "normal" (dou como exemplo o Ferrari, Race for Immortality, que falei por aqui há uns dias) e este é que coloca um lado mais fora do convencional, algumas das vezes roça o divertido. Se quiserem, é um filme sobre um neozelandês, filmado por um neozelandês e conta a história no tom neozelandês da coisa. E se calhar é por aí que começa a ganhar.

O documentário foi filmado ao longo dos anos, tanto que quando este se estreou, algumas das testemunhas já não estavam mais vivas: Chris Amon, o seu primeiro companheiro de equipa na Formula 1, em 1966; Patty McLaren, a viúva; Tyler Alexander, o diretor de equipa; Phil Kerr, um dos mecânicos. Outros andaram por lá, ainda vivos, como Alaistair Caldwell e Hownden Ganley, mecânico na McLaren que virou piloto de Formula 1 e agora se tornou no diretor da V8 Supercars australiana. E houve alguns que vieram além-túmulo, como Dennis Hulme. Tem muitas filmagens novas, como por exemplo, uma entrevista de Bruce na sua oficina, a cores, provavelmente em 1969 ou 70, numa altura em que ele vencia na Can-Am e na Formula 1.

Mais do que os testemunhos - há reconstituições para efeitos dramáticos - é a maneira como eles são contados. Tem o seu quê de bom humor, e há exemplos cinematográficos que mais tarde saberemos o porquê. As cenas de "Butch Cassidy and the Sundance Kid", com Robert Redford e Paul Newman tem a ver com o filme que Bruce McLaren viu na véspera da sua morte. E há cenas de um filme de Elvis Presley que mostram como é que a McLaren tomou de assalto a cena americana, especialmente na Can-Am.

No final do dia, é um relato divertido de uma personagem excepcional, de um grupo de pessoas que tinha paixão pelo automobilismo no sangue e que levou longe, muito longe, o nome da McLaren no automobilismo. Até aos dias de hoje. E é provavelmente o melhor documentário deste ano, um dos melhores do cinema.

Youtube Rally Testing: O teste de Elfyn Evans para Monte Carlo

Prosseguem os testes com vista para o Rali de Monte Carlo, e hoje, calhou a vez dos Ford testarem para este rali. E hoje, calhou a vez do galês Elfyn Evans, que em 2018 vai subir na hierarquia, depois de ter vencido o Rali de Gales em 2017 e ter substituido Ott Tanak, que, como sabem, foi para a Toyota.

Eis o video dos testes de hoje, nas estradas francesas.

IndyCar: Carlin corre em 2018

A Carlin tornou-se na mais recente equipa a participar no campeonato americano de monolugares. Depois de algumas temporadas na Indy Lights, a marca de Trevor Carlin decidiu dar o salto para a categoria principal, com dois carros para Max Chilton e Charlie Kimball, com motores Chevrolet.

Estamos muito felizes por finalmente anunciar nossa entrada na Indy. É o resultado de uma ambição de longo prazo da equipa. Unir nesta jornada de nossa estreia na categoria com dois pilotos que já têm uma história vencedora, com Max e Charlie, é além do que nós poderíamos esperar”, declarou Carlin, que tinha tentado fazer a mesma coisa na temporada passada, mas sem sucesso.

A Carlin, sendo a primeira equipa britânica a entrar na IndyCar Series na era moderna, é o resultado de muito trabalho duro e ambição. A Indy é excepcionalmente competitiva, mas a adoção de um novo pacote aerodinâmico vai ajudar a nivelar um pouco o nível do pelotão”, continuou.

Já Charlie Kimball comemora o facto de voltar a correr por eles, uma década depois de ter feito na Formula 3 britânica e na World Series by Renault. E vai voltar a correr com Chilton, depois de duas temporadas juntos na Ganassi.

Já venho há dois anos trabalhando com Max como companheiro de equipa, e acho que nossos pontos fortes e fracos vão se complementar enquanto começarmos essa nova aventura. A Indy não está ganhando somente uma nova equipa, o que é, evidentemente, empolgante. Mas também ganha um grupo de pessoas capazes e competitivas que fazem parte dela”, afirmou.

A Carlin esteve na Indy Lights em 2017, com o brasileiro Mathias Leist, os americanos Neil Alberico e Garth Rickards e o canadiano Zachary DeMelo ao volante, acabando o campeonato na terceira posição com quatro vitórias: três de Leist, incluindo em Indianápolis, e um de DeMelo.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A(s) image(ns) do dia




Ainda não chegamos ao inverno, mas no Hemisfério Norte, boa parte dos circuitos que nós conhecemos já têm - ou tiveram - uma camada de neve razoável sobre o asfalto. E hoje calhou a vez de Silverstone, como se podem ver nas imagens.

Youtube Rally Testing: Meeke prepara-se para Monte Carlo

Depois de na semana passada a Toyota ter levado dos seus pilotos a testarem em Monte Carlo, agora chegou a vez da Citroen a aproveitar este período antes do Natal para fazer testes no seu C3 WRC, hoje pelo menos com Kris Meeke ao volante.

Os planos da Porsche com o 919 Hybrid

A Porsche retirou o seu 919 das pistas da endurance, mas 2018 não será o ano da sua reforma. Aparentemente, a marca de Estugarda tem planos para o carro no próximo ano, antes de o colocar no museu em 2019. Se por um lado, estarão concentrados em construir um sistema de propulsão para a Formula E, por outro, irão usar o carro para algo que chamam de "eventos individuais", mas é provável que signifique que poderão tentar um recorde de velocidade.

O programa será anunciado no inicio do ano que vêm, mas tudo indica que não tem nada a ver com o programa de Endurance, pois o carro está fora dos regulamentos em relação às quantidades de energia utilizáveis para a longa temporada de 2018-19, que terá, como se sabe, um ano e meio, a terminar nas 24 Horas de Le Mans de 2019.

O carro estreou-se em 2014, nas Seis Horas de Silverstone, e em 33 corridas de Endurance, obteve 16 vitórias e onze pole-positions, conseguindo três vitórias nas 24 Horas de Le Mans, entre 2015 e 2017, e também três mundiais de pilotos e outros tantos de Construtores.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Youtube Motorsport Story: Os irmãos Whittington


Eu já contei aqui a história do Randy Lanier, o piloto de corridas que venceu o IMSA em 1984 com a equipa Blue Thunder, e que nos tempos livres tinha um barco... para carregar marijuana para os Estados Unidos. Contudo, Lanier fazia parte de um grupo maior, que tinha incluindo a familia Whittington: Don e Bill, os irmãos, filhos de Dale, que venceram as 24 horas de Le Mans em 1979 a bordo de um 935 de produção, o último carro desse tipo a vencer na prova francesa de Endurance. E claro, bateram o 935 que tinha como piloto (entre outros...) Paul Newman.

Whittington correram com o alemão Klaus Ludwig, piloto da Kremer, e ele queria que fosse o primeiro, algo do qual eles disseram não. E perguntaram quanto é que queria pelo carro. Kremer atirou 200 mil dólares, ao que eles disseram... sim. E atiraram o maço de notas para ele, que aceitou de bom grado.

Coloco aqui a história dessa gente, que fez com que nos anos 80, chegaram a ser donos da pista de Road Atlanta e que nas traseiras tinha uma pista de aviação. Que era usada para os seus negócios. Daqueles do tabaco que ri. E a IMSA ganhou reputação de "International Marijuana Smugglers Association"...

Claro, tudo isto combinado acabou mal para todos: os Whittington acabaram na prisão por... fraude fiscal, e Lanier, apanhado por contrabando - e andando fugido por ano e meio - ficou na prisão por 25 anos, até ser liberto em 2014. Uma história digna de Hollywood.

A história que se conta neste video vale a pena ser vista.

"Ferrari, Race to Immortality": Uma apreciação critica

Estes fins de semana prolongados são sempre bons para vermos coisas que gostamos de ver, mas que não temos tempo durante a semana. E este fim de semana até foi bom, porque calhou no dia em que o The Grand Tour fez o seu regresso, com o famoso episódio onde o Richard Hammond se despistou com o seu Rimac na rampa suíça.

Contudo, este sábado à noite foi a melhor oportunidade que tive para ver "Ferrari: Race to Immortality". E ao vê-lo, assisti a um período da história do automobilismo, em que a equipa teve cinco pilotos de eleição: os italianos Eugenio Castelloti e Luigi Musso, os britânicos Peter Collins e Mike Hawthorn, e o espanhol Alfonso "Fon" de Portago. Eles são vistos como pilotos excepcionais, do qual Enzo Ferrari os fez extrair o seu melhor para que, no final, os seus carros ficassem no topo do pódio.

Se tivéssemos de escolher outro nome para este documentário, "Mon Ami, Mate" até teria sido adequado, porque isto se trata, de uma certa forma, da relação entre Collins e Hawtrhorn, de como se davam bem perante os pilotos italianos, que os queriam bater, e de como Ferrari até os incentivava a ultrapassá-los, porque no final, é como dizia o próprio Commendatore: "Vencer ou morrer, viras imortal".

A historia mostra que durante quase dois anos, entre março de 1957 e janeiro de 1959, estes cinco pilotos morreram de forma trágica: Castelloti, num acidente de testes em Modena; Portago, nas Mille Miglia (aliás, foi o acidente que ditou o final dessa prova, e há cenas no final dessa corrida, em Modena, onde se vê a revolta popular), Musso no GP de França de 1958, Collins no GP da Alemanha desse mesmo ano, e Hawthorn, o último a morrer, três meses depois de ganhar o campeonato em Marrocos.

Contudo, este documentário é uma narrativa cronológica desses acontecimentos. Não traz muita coisa nova que não se saiba sobre todos eles. Sabia.se por exemplo, que a namorada de Musso foi depois amante de Ferrari nos anos após a sua morte, por exemplo, sabia-se da sua apreciação mais íntima sobre a corrida, os corredores e o automobilismo. Quem leu, por exemplo o "Piloti, che Gente", a biografia do Commendatore, reconhece algumas passagens neste documentário.

No ano em que vimos muitos documentários sobre automobilismo (McLaren, Williams), não se pode dizer que é memorável, mas de uma certa forma, se alguém tinha expectativas de ver algo diferente... esqueça. Mas vale a pena ver o documentário, na mesma, nem que seja para assistir a um período do automobilismo mundial, os anos 50, onde o mundo saía da guerra e havia ainda um espírito de combate aéreo, onde ou se sobrevive, ou se morre. E este é o filme ideal para entender esse tempo. 

sábado, 9 de dezembro de 2017

Formula E: Baterias serão "standard" até 2025

O sucesso da Formula E tem mais a ver com os elementos-padrão dos bólidos e a contenção das despesas do que própriamente a concorrência entre marcas, que tem aparecido ao longo das últimas temporadas. Como é sabido, na próxima temporada aparecerão a Mercedes e a Porsche, por exemplo. Contudo, Alejandro Agag acha que as baterias, construidas pela McLaren Applied Technology, deveriam manter-se como padrão até meados da próxima década. 

"As baterias não se devem abrir para o terceiro ciclo", disse Alejandro Agag ao site Motorsport.com. "Então, eu acho que se alguma vez abriremos a [tecnologia das] baterias - o que possamos - seria a partir da 11ª temporada [em 2025-26]", continuou.

"O terceiro ciclo deve ser uma bateria padrão. Eu acho que todos os fabricantes estão bastante satisfeitos com o controle de custos. Eles não estão realmente estressados em fazer baterias, eles querem sua própria tecnologia e isso, eles têm agora". 

Nesta altura, os fabricantes são livres de desenhar os seus próprios geradores elétricos, caixas de velocidades. Agag disse também que as equipas poderiam adotar uma bateria mais pequena na frente do bólido para facilitar novas tecnologias, numa área aberta para o desenvolvimento. Contudo, sublinhou: "A bateria principal, penso eu, deveria [continuar a] ser padrão".

A próxima corrida da Formula E acontecerá no próximo dia 13 de janeiro, na cidade marroquina de Marrakesh.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A(s) image(ns) do dia





Texas não é dos melhores lugares para uma queda de neve, mas aconteceu esta madrugada em Austin. Ora, esse é o lugar onde está situado o Circuit of Americas, e claro, o pessoal não perdeu tempo em tirar fotos de um momento bem raro. E não foi só aí. Houve sitios no norte do México onde também nevou, algo que não acontecia desde 1985.

No final do dia, há certas partes do mundo que vão ter o seu Natal branco...

WRC: Sordo fará sete ralis em 2018

A Hyundai disse que não havia dinheiro para quatro carros na próxima temporada do WRC, e disse a Hayden Paddon e Dani Sordo que iriam dividir o terceiro carro na temporada de 2018, enquanto que Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen ficariam com os seus carros a tempo inteiro.

Contudo, soube-se hoje que Sordo iria correr com o i30 por sete dos treze ralis do campeonato, e serão estes: Monte Carlo, México, Córsega, Argentina, Portugal, Alemanha e Catalunha. Contudo, é um programa que pode ser alargado, caso venha a ser necessário.

"Estou feliz e motivado. Eu vou dirigir as provas que mais gosto, como quando eu corria na Mini. Eu terei tempo de preparar-me ainda melhor e ser mais veloz neles todos. A adição de Carlos [del Barrio, seu navegador] também foi uma motivação extra. Nós sempre nos entendemos bem e, muitas vezes, as mudanças são positivas. Eu acho que podemos fazer as coisas bem", disse Sordo ao jornal espanhol Marca.

Sordo já disse que começa a pensar no final da carreira (tem 34 anos) e que espera aproveitar bem estes dias, antes de pensar em novos horizontes no automobilismo.

Mais polémica sobre o campeonato feminino

Para quem não sabe, houve eleições na FIA - eu sei, parecendo que não, é uma instituição e não uma empresa - e Jean Todt decidiu continuar a ser presidente, talvez para o resto da sua vida (tem 72 anos), e nomeou vários vice-presidentes para um pouco espalhar o seu poder na instituição. Uma das comissões é a das Mulheres no Automobilismo e ele nomeou para lá uma pessoa que se afirma como piloto, a espanhola Carmen Jordá. A sua carreira é mais do que conhecida, e os seus resultados fazem com que a Milka Duno seja considerada como piloto. Claro, ela está orgulhosa pela sua nomeação, mas houve quem reagisse a essa nomeação. Foi outra piloto, a britânica Pippa Mann.

Mann - que anda na IndyCar e venceu corridas na Indy Lights - reagiu à sua nomeação na sua conta pessoal do Twitter afirmando o seguinte: 

"Querida FIA, se as noticias que ouvi forem as corretas, e vocês nomearam um piloto sem resultados de relevo, que não acredita que compitamos como iguais neste desporto, como representante das mulheres no automobilismo, então estou incrivelmente desapontada. Sinceramente, uma corredora da #Indy500 e uma vencedora na #IndyLights".

Como é sabido, Mann disse esta semana que estava contra a ideia de um campeonato feminino de automobilismo, afirmando que seria uma maneira de perpetuar a segregação entre homens e mulheres, quando a FIA deveria apoiar eram as mulheres que pretendem subir a escada das competições de acesso, mas que não tem condições para tal.

Não negando a Jordá em si, creio que existe uma grande quantidade de mulheres que fizeram resultados bem melhores do que ela. Não vou dizer que conseguiu o seu lugar na Formula 1, como piloto de testes da Lotus, porque era bonitinha e precisavam de uma modelo para posar com um fato e capacete de competição, mas de uma certa forma, apenas deu razão a Bernie Ecclestone quando gosta de afirmar que as mulheres não passam de acessórios. E claro, isso é insultuoso para todos os que acreditam na igualdade e que as mulheres deveriam ter uma chance neste meio.

Contudo, O que se passa neste momento é mais ou menos público: há rumores de um campeonato feminino, do qual querem erguer por volta do final desta década. Há um nome envolvido - outro espanhol, Felix Portero - mas também se ouve que nos bastidores anda Bernie Ecclestone. Mesmo retirado da Formula 1, mesmo ter vendido todas as suas ações, mesmo multimilionário e com quase 90 anos, parece que ele tem o vicio do automobilismo no seu sangue. E de controlar tudo, de uma certa forma. Ainda tem lucidez suficiente para amaldiçoar a Liberty Media, pois ainda tem os seus papagaios para dizer o que pensa, de forma politicamente incorreta, sobre a Formula 1 atual, e se tiver a chance de minar todo o processo, ele fará isso.

Contudo, rumores são rumores, e historicamente, é sabido que ele também nunca gostou muito da FIA. Logo, se é uma jogada para provar o seu ponto de vista sobre mulheres ao volante, então pode-se dizer que é uma jogada muito estranha. Será que ainda tem fome de poder? Ou quererá provar algo?

Uma coisa e certa: Carmen Jordá não é a mulher indicada para estas coisas. Mais parece alguém que gosta dos bastidores e vestiu um fato e fez algumas corridas para poder dizer aos quatro cantos que andou em carros de competição. Se for assim, então, é qualquer um. E claro, o receio que que isto não ajudará a causa feminina é bem real.