quarta-feira, 25 de maio de 2016

Noticias: Monza vai entrar em obras

O autódromo de Monza poderá ter este aspecto em 2017. Os rumores existiam desde há algum tempo, mas esta semana foi divulgada a noticia de que a autarquia local recebeu os planos para a sua modificação, com as obras a serem feitas ao longo do ano que vêm.

E segundo os planos, acabará a primeira chicane - a mesma que é eliminada quando os carros de Endurance vão fazer os seus testes - enquanto que a Curvone desaparece, aproveitando uma variante construída nos anos 30 e que foi pouco usada ao longo do tempo. Uma chicane será colocada a meio, embora o desnível entre as duas zonas seja de dois metros.

Situado no norte de Milão, o circuito de Monza é um dos clássicos do automobilismo mundial e um dos mais antigos a ser usado de forma permanente. Inaugurado em setembro de 1922, ganhou um anel exterior nos anos 50 e não foi muito alterado até 1972, altura em que ganhou uma chicane na Variante Ascari. Outra chicane, a Variante Roggia, foi introduzida alguns anos depois, ao mesmo tempo que se construía outra chicane após a meta, modificada em 2002.

terça-feira, 24 de maio de 2016

A imagem do dia

"Eu estava muito confuso naquele momento em particular, porque eu não sabia que eu tinha ganho a corrida! Depois do meu pião, eu pensei que tinha terminado em segundo, porque eu vi na minha frente que havia uma Williams e eu pensava que era o de Rosberg, mas afinal era o Derek Daly. Eu pensei que Rosberg tinha vencido a corrida e por isso eu estava confuso quando eles me encaminharam para o pódio. Alguém de um dos patrocinadores estava dizendo para mim "Riccardo, Riccardo, você ganhou a corrida", e eu estava perguntando "você tem certeza, porque eu não sei nada?!" Naturalmente, naqueles dias, não tínhamos um rádio 'onboard' de modo que ninguém poderia me dizer o resultado, como eles podem agora. Eu fui imediatamente para o pódio para ser recebido pela Princess Grace, então não houve tempo para ver os meus mecânicos antes de receber o troféu."

A efeméride aconteceu ontem, e não é um número redondo, mas neste fim de semana do Mónaco, todos se lembraram desta corrida. E também recordo-a porque há uns tempos, em dezembro, eu falei com o seu vencedor.

Ricciardo Patrese tinha-se estreado no mesmo lugar cinco anos antes, a bordo de uma Shadow, em substituição do seu compatriota Renzo Zorzi, que não tinha correspondido às expectativas do seu patrocinador. No ano seguinte, foi para a Arrows, como um dos "rebeldes" que tentou tirar a equipa anterior das mãos de Don Nichols, o seu fundador e proprietário. Em 1982, foi para a Brabham, onde se sabia que seria o numero dois de Nelson Piquet, o campeão do mundo. Mas as dificuldades de afirmação do motor BMW Turbo naqueles dias deram uma segunda vida ao motor Cosworth V8 e ao chassis BT49, velho de dois anos e meio.

Já tinha tido uma ideia em Long Beach, quando acabou no terceiro posto, beneficiando da desclassificação de Gilles Villeneuve, mas no Mónaco, outro circuito citadino, Patrese tinha estado bem, ficando no segundo posto, batido apenas pelo Renault de René Arnoux. Apesar da corrida ter andado sempre atrás dos carros franceses, primeiro Arnoux, depois Prost, até a poucas voltas do fim, quando uma fina camada de chuva tornou o asfalto escorregadio, dando o "casino" que foi visto nas últimas voltas.

Na entrevista, Patrese disse que nunca soube porque escorregou na travagem para o gancho da Loews. Trinta anos depois, soube a resposta por outro dos intervenientes, o irlandês Derek Daly.

"(...) Trinta anos mais tarde, o Derek Daly disse à revista Motor Sport que ele tinha danificado sua caixa de velocidades do seu Williams e havia óleo na pista. A chuva e o óleo - que eu não conseguia ver - foi o que causou o pião, mas eu só descobri isso anos mais tarde! Eu nunca poderia entender. Eu estava indo muito devagar, muito cauteloso, em primeira velocidade, sendo muito cuidadoso porque poderia ganhar o Grande Prémio, mas então eu fiz pião e eu pensei 'm****, eu perdi a corrida, por que eu cometi um erro tão estúpido?!' Agora já sei!"

A Formula 1 também é isto. E no casino monegasco, são estas coisas que nos fazem apaixonar pela modalidade.

Depois dos petro-dólares, as Caraíbas?

Provavelmente muitos de vocês não sabem apontar onde ficam os Barbados. Mas quem tem curiosidade, poderei dizer que se situam nas Caraíbas, um pouco ao norte de Trinidad e Tobago, tem como capital Bridgetown, foi uma antiga colónia britânica - independente desde 1966 - e é a terra natal da cantora Rhianna.

Então, o que tem a ver com o automobilismo? Bom, para além de albergar um dos ralis mais importantes da região, o Rally Barbados, há também um multimilionário que quer (re)construir um circuito por lá e receber a Formula 1! Mark Maloney é a pessoa por trás de Bushy Park, um circuito que foi construído nos anos 70 e que desde há algum tempo acolhe o Barbados Festival of Speed, onde já apareceu, por exemplo, Lewis Hamilton, que tem as suas raízes desse lado das Carabídas - o seu avô paterno é da ilha de Grenada, não muito longe dali.

Já temos um circuito que está pré-construído desde 1970. Atualmente, esta faixa tem a capacidade para 30 mil pessoas (dez por cento da população da ilha). O nosso plano era apresentar este projeto em 2013. Mas aí não tínhamos dinheiro suficiente para reconstruir o circuito”, começou por afirmar.

Agora [2016] temos um forte orçamento. Vamos apresentar os nossos planos a Ecclestone nos próximos dias. É algo que vai envolver algo em torno dos noventa milhões de euros. A FIA já nos está a apoiar na nossa proposta. Mas vamos precisar de investidores para nos ajudarem a manter um GP de Formula 1 por ano até 2020”, continuou.

Quanto ao traçado, Maloney afirmou: “Gostaria de construir um circuito com quase 6,5 km, por isso estou ansioso por adquirir terrenos a norte das instalações. Um grande circuito significa que podíamos apontar ao estatuto de Grau II da FIA, para assim atrair outras competições a esse nível, como o WTCC ou a Fórmula V8 3.5. Haverá uma parte [da pista] que irá mesmo passar bem perto do mar. O que deverá ser muito bom para atrair turistas para a ilha”, finalizou.

Pode nem ser uma má ideia ter um circuito desse tipo por aí, desde que haja, por exemplo, um aeroporto capaz de acolher toda a parafernália de mecânicos, peças, engenheiros e pilotos. E a capacidade hoteleira deverá ser suficiente, já que é um país que depende muito do turismo. 

Veremos. Mas a acontecer, não pode ser em setembro ou outubro devido à época dos furacões, e é nessa altura que o circo da Formula 1 visita a América do Norte, para as corridas em Austin e no autódromo Hermanos Rodriguez. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A(s) image (ns) do dia





Estas fotos foram tiradas por um amigo meu, o Pedro Costa, que foi ao Rali de Portugal desta semana. É o "estar no lugar certo à hora certa". O piloto em questão é o húngaro Frigyes Turán, que correu ao volante de um Ford Fiesta R5 (acabou na 18ª posição da geral) e quando seguia para o parque fechado, deu uma enorme vontade de "aliviar a bexiga" e aproveitou a casa de banho portátil para fazer as suas necessidades.

Contudo, segundo conta ele, a casa de banho... estava ocupada. E ele, para aliviar, decidiu-se por um lugar atrás de um gerador. Pobre coitado!

A imagem do dia

No fim de semana do GP do Mónaco, iremos ver muitos capacetes especiais por parte dos pilotos do pelotão. E Romain Grosjean decidiu aproveitar para homenagear Jules Bianchi, que em 2014 conseguiu um honroso nono posto nesta corrida, dando à Manor/Marussia os únicos pontos da sua carreira.

Bom saber que ele nunca foi esquecido pelos seus pares. Assim seja!

Youtube Motor Show: The Stig vs um cantor qualquer

Com a nova temporada do Top Gear cada vez mais próxima - vai acontecer neste domingo na BBC - e com mais rumores sobre as tensões existentes entre Chris Evans e os restantes elementos do casting - fala-se que Evans perdeu a compostura durante a gravação do primeiro episódio - noutro lado, o The Stig colocou algumas pessoas ao seu lado durante uma demonstração na Noruega.

E um deles foi o cantor e comediante sueco Björn Gustafsson, que decidiu inventar uma musica em honra do condutor mais enigmático do mundo, enquanto ele dava uma volta ao volante de um Ford Mustang vermelho. 

Eis o resultado.

Rumor do dia: Zeltweg volta em todo o seu esplendor?

Como é sabido, o automobilismo esteve este fim de semana no Osterreichring (agora Red Bull Ring), onde se disputaram duas rondas do DTM e três da Formula 3 europeia. A grande novidade é que o circuito tem uma nova capas de asfalto, muito mais aderente do que o anterior, e provavelmente poderá fazer cair os tempos na Formula 1, quando esta vier lá para o final de junho. 

Contudo, os responsáveis da Red Bull poderão pensar em voltar a colocar o circuito no seu todo, quando foi construído em 1969. É que no traçado atual de 4326 metros, os tempos estão a cair para niveis próximos dos sessenta segundos - e o próprio Ico fala disso este fim de semana no seu blog - e assim sendo, há planos para que se restaure a pista que foi usada entre 1970 e 1987, com quase seis quilómetros. Há uma nova capa de asfalto na parte que não é usada, e a chicane Hella-Licht foi redesenhada, com vista para o futuro, mas os responsáveis do circuito, Projekt Spielberg, não querem avançar com muitos detalhes.

Há alguns problemas prementes para se resolver, nomeadamente, novos estudos de impacto ambiental e algumas autorizações - as leis-anti-ruído na Áustria são bem estritas - mas a ideia seria melhor acolhida, porque não se teria de fazer muita construção no local.

Não seria mau de todo, caso regresse o Red Bull Ring numa dimensão mais próxima daquela que foi vista nos anos 70, quando era considerada como uma das pistas mais velozes do calendário automobilístico mundial.

domingo, 22 de maio de 2016

A imagem do dia (II)

Há cerca de um ano, em Indianápolis, James Hintchcliffe sofreu um acidente que quase lhe custou a vida. Num dos treinos para as 500 Milhas, o piloto canadiano embateu fortemente no muro de proteção e um dos braços da suspensão conseguiu furar o chassis de fibra de carbono e trespassou-lhe a perna, atingindo uma das grandes artérias que há no corpo humano. Hintchcliffe perdia rapidamente sangue, e só no Hospital Metodista de Indianápolis é que lhe fizeram a urgente intervenção cirúrgica que o salvou a vida.

Em poucos minutos, o canadiano foi salvo, mas o seu campeonato - tinha vencido na atribulada corrida de New Orleans - tinha acabado ali. Seguiram-se meses de reabilitação até estar pronto para mais uma temporada ao volante do carro da Sam Schmidt Motorsports. E esta noite, o piloto de 29 anos teve o seu regresso de sonho ao alcançar a pole-position para as 500 Milhas, o primeiro canadiano a alcançá-la. 

Foi uma pole comemorada por toda a gente, não só os seus companheiros de equipa, mas também adversários, porque viram uma história de superação. E vocês sabem como os americanos adoram este tipo de história. Vai ser celebrada nos dias que aí vêm, até ao dia da corrida.

The End: Eddie Keizan (1944-2016)

O sul-africano Eddie Keizan, um dos pilotos que fez parte do automobilismo local nos anos 60 e 70, morreu este sábado aos 71 anos em Joanesburgo, segundo contou a família. Keizan sofria de um cancro no fígado há algum tempo.

Para além de ter corrido em três Grandes Prémios de Formula 1, todos na África do Sul, participou também na Formula 5000, onde foi campeão em 1972, e nos turismos, onde foi bicampeão nacional, em 1977 e 78.

Nascido a 12 de setembro de 1944 em Joanesburgo, Keizan começou a correr no final dos anos 60 nos turismos locais, antes de em 1971, comprar um Lola 212 para correr na Formula Ford local.  Isso foi o suficiente para que em 1972, passasse para a formula 5000, onde a bordo de um Surtees TS5, tornou-se campeão local. No mesmo ano, Keizan começou a participar na Formula 1 sul-africana, a bordo de um Tyrrell 004 da Bignault Racing, venceu uma corrida e terminou o campeonato na terceira posição. 

Em 1973, acabou vice-campeão, no mesmo carro, com mais uma vitória em Bulawayo, na então Rodésia (agora Zimbabwe) na mesma altura que se estreou oficialmente na Formula 1, no GP local. Keizan repetiu a presença no ano seguinte, onde se classificou na 14ª posição, a duas voltas do vencedor. Nesse mesmo ano de 1974, Keizan também participou em duas rondas da Formula 5000 britânica, a bordo de um Embassy-Lola.

Em 1975, foi diferente: alinhou pela Gunston, com um Lotus 72. Se no campeonato, ele foi apenas quinto no campeonato, sem vitórias, no GP sul-africano, alinhou ao lado de Guy Tumner no mesmo carro, acabando na 13ª posição, a duas voltas do vencedor.

Com o final da formula 1 sul-africana (reduzida à categoria de Formula Atlantic), Keizan resolveu regressar aos Turismos, a bordo de um BMW 535, vencendo em 1977 e 78. no ano seguinte, venceu os 1000 km de Kyalami, a bordo de um BMW M1 da Eggenberger Racing, correndo a maior parte do tempo... sozinho, pois o seu co-piloto, o alemão Helmut Kelleners, ficou doente. No ano seguinte, voltou a correr nos turismos, em substituição de Ian Scheckter, que tinha ficado lesionado durante boa parte desse ano. No final desse ano, decidiu pendurar o capacete.

Depois do automobilismo, Keizan assentou e geriu um negócio de jantes para automóveis, a TSW, fundada por ele em 1967, acabando por vencer há dois anos. Entre isso, participava regularmente em eventos históricos, sempre a bordo de carros da BMW. 

A(s) image(ns) do dia




Fafe é sempre algo especial. Cheio de espectadores, todos eles amantes da competição. É o coração do rali português, e é sempre mimado pela organização. É como o Ouninpohja, na Finlândia, ou o Col de Turini, em Monte Carlo. E é por isso que é sempre "mimado" pela organização e este ano, os "manda-chuvas" da FIA lá estiveram. entre eles, uma ex-piloto e um ex-navegador e um ex-diretor da Peugeot Sport, nos anos 80. Por outras palavras, Jean Todt, presidente da FIA, e Michele Mouton, a responsável pelos ralis, lá estiveram. Talvez para matar saudades do tempo em que andaram por lá...

O Rali de Portugal lá voltará, num sitio onde muitos afirmam que eles nunca deveriam ter saído. E isto, claro, só demonstra o amor dos portugueses por este rali. E pelo automobilismo, também.

WRC 2016 - Rali de Portugal (Final)

Kris Meeke venceu esta manhã o Rali de Portugal, dando à Citroen a sua primeira vitória do ano. O piloto britânico venceu com quase 30 segundos de avanço sobre Andreas Mikkelsen e 34,5 segundos Sebastien Ogier - o francês venceu a Power Stage de Fafe. 

Rali quase perfeito. Obrigado à equipa e especialmente ao meu engenheiro. Este ano é para ganhar experiência. Tivemos uma boa posição na estrada mas não podia fazer mais. O DS3 continua a ser um carro muito bom. Estou entusiasmado com 2017”, começou por dizer o inglês, no final do rali.

Era importante para mim fazer um rali a este nível, conduzir desta forma. É outro passo em frente. Toda a gente diz que a primeira vitória é aquela que recordas com mais carinho, mas na verdade, para mim, é a segunda. Penso que havia seis pilotos do campeonato que podiam lutar pelo triunfo. Este é o meu segundo, mas consegui-lo desta forma, controlando do início ao fim, prova que consigo fazê-lo. E com certeza que, se no próximo ano conseguirmos melhorar em todas as áreas, com os novos regulamentos, o futuro é bastante entusiasmante para mim”, continuou.

No final, agradeceu aos fãs portugueses: “Portugal é um local especial para conduzir um carro de ralis. Gostei realmente deste evento, e a quantidade de pessoas. Este resultado é provavelmente para os fãs portugueses, porque sempre apoiaram o Colin [McRae] e o Richard [Burns] durante muitos anos. Esta é para os fãs!”, concluiu.

Esta é a segunda vitória de Meeke na sua carreira, depois de ter vencido o Rali da Argentina do ano passado, e foi merecida, dado que ganhou oito das 19 especiais que constituíram o rali, controlando sempre a distância para os seus adversários da Volkswagen, depois de um inicio demolidor por parte do inglês, que esta temporada, corre em "part-time", pois a marca francesa prepara-se para 2017.

Apesar de tudo, os Volkswagen não deixaram de lutar até ao fim, e foi assim nas duas primeiras classificativas deste dia,com Mikkelsen a ganhar na primeira e Ogier a reagir na segunda. A razão era simples: ambos lutavam pela segunda posição, enquanto que Meeke controlava tudo deste o comando do rali. Tanto que antes da Power Stage, o inglês já tinha dito que iria abdicar de atacar: “Não vou arriscar na Power Stage. Só quero a vitória”.

E assim foi. Na mítica passagem por Fafe-Lameirinha (era a segunda passagem do dia, diga-se), Ogier venceu, com Latvala e Mikkelsen a completarem o pódio e dar todos os pontos à Volkswagen. Meeke foi apenas oitavo.

Após o pódio, Dani Sordo foi o melhor dos Hyundai ao ser quarto classificado, mas a mais de um minuto e 37 segundos, num rali que não foi fantástico para as cores coreanas - Sordo foi o único a chegar nos pontos. Mas o espanhol ficou a mais de três minutos e meio do francês Eric Camili, quinto e o melhor dos Ford, conseguindo aguentar os ataques de Jari-Matti Latvala, sexto no seu Volkswagen Polo R. Mads Ostberg foi o sétimo, isolado quer dos que estavam na sua frente, quer do seu perseguidor, já que Martin Prokop foi o oitavo, a mais de quatro minutos, e a dez da liderança. Pontus Tidemand e Nicolas Fuchs fecharam o "top ten" e foram os dois primeiros na classe WRC2.

Miguel Campos foi o melhor português, sendo o 14º e quinto na classe WRC2.

O mundial de ralis não para: dentro de três semanas, máquinas e pilotos voltam à carga, desta vez, no Rali da Sardenha.

sábado, 21 de maio de 2016

WRC 2016: Rali de Portugal (Dia 2)

Kris Meeke continua a expandir a sua liderança no Rali de Portugal, conseguindo no final do segundo dia um avanço de 45 segundos sobre Sebastien Ogier, depois de completadas seis especiais neste sábado. O piloto da Citroen está disposto a dar à marca francesa a sua primeira vitória do ano, numa temporada onde estão a "meio-gás", preparando-se para a próxima temporada. Anders Mikkelsen é o terceiro, não muito longe de Ogier, a 48 segundos, enquanto que Miguel Campos é o melhor dos portugueses, na 15ª posição, e quinto no WRC2.

O dia começou como acabou: com Meeke na frente. Na especial de abertura, no Marão, o inglês ganhou, com seis segundos de vantagem sobre Anders Mikkelsen e 6,7 segundos sobre o francês Eric Camili. A estrada estava limpa, mas havia mais aderência do que eu esperava. Quero aproveitar ao máximo a vantagem. Estou satisfeito pela forma como o rali me está decorrer”, comentou o piloto da Citroen.

Estou surpreendido, porque está seco", começou por comentar Ogier. "O piso limpo não será bom para mim esta manhã, ao contrário do que sucedeu no dia anterior. Esperava um pouco mais de humidade e se vier será mais tarde. Vamos dar o nosso máximo”, concluiu o francês da Citroen.

A partir daqui, Ogier parecia estar mais concentrado em ficar na estrada. Meeke venceu as duas especiais seguintes, acabando a manhã com uma vantagem de um minuto e dois segundos sobre Ogier, e um minuto e 15 sobre Mikkelsen, que tinha passado Dani Sordo, o melhor dos Hyundai. Por esta altura, Thierry Neuville já tinha abandonado, parado na 12ª especial... devido à falta de gasolina.

Na 13ª especial, a segunda passagem por Baião, Mikkelsen foi o melhor, 5,7 segundos mais veloz do que Jari-Matti Latvala, e 6,6 segundos sobre Sebastien Ogier. A diferença caiu então para os 57,8 segundos, mas Meeke tinha tudo controlado. Tanto que Mikkelsen e Ogier venceram as especiais seguintes, mas o inglês estava a controlar tudo.  "Temos seis rodas, ou seja, mais do que os adversários. O primeiro troço era muito estreito com várias lombas. Aqui melhorou mas é aqui que estamos. Este era duro.”, contou Meeke.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo era o quarto, mas já tinha mais de um minuto e 20 segundos sobre a liderança, mais de minuto e meio sobre o francês Eric Camili, o melhor dos Ford. Jari-Matti Latvala é o sexto, num rali bem discreto para ele, já que tem mais de quatro minutos de desvantagem sobre o líder. Mads Ostberg é o sétimo, na frente de Martin Prokop. Pontus Tidemand e Nicolas Fuchs lutam pelo nono posto, e o melhor dos WRC2, ambos a quase dez minutos do comandante.

Quanto ao melhor português, Miguel Campos é o 15º da geral, a mais de 13 minutos da liderança, e é o quinto no WRC2. 

Faltam quatro especiais para o fim do rali de Portugal, todos a serem cumpridos amanhã.

Youtube Racing Crash: O acidente da Formula 3 na Austria

O fim de semana na Formula 3 europeia, que decorre no Red Bull Ring, na Austria, ficou marcado por este arrepiante acidente entre o americano Ryan Tveter, o chinês Zhi Cong Li (Peter Li) e o brasileiro Pedro Piquet. Isto aconteceu quando o Tveter perdeu o controle do seu carro e foi parar à gravilha. O pó lançado ao ar obscureceu a visão do chinês, que atingiu o carro semiparado em cheio e foi lançado para o ar, caindo com estrondo. Piquet, que seguia atrás, não conseguiu evitar os destroços de Tveter e também acabou por bater.

Quer Tveter, quer Piquet saíram dali ilesos, mas Cong Li ficou em pior estado: fraturas no calcanhar que o vai obrigar a ser operado, bem fraturas nas vértebras do pescoço, mas sem aparente ameaça à sua existência. 

"Peter está a ser tratado a vários ossos partidos no seu calcanhar, tendo de ser submetido a cirurgia num futuro próximo", começou por dizer a declaração oficial da sua equipa, a Carlin.

"Peter também tem foi diagnosticado com quatro vértebras fracturadas, mas que não necessitam de cirurgia. Embora sofrendo com outros hematomas e pequenas lesões, Peter está alerta e falando com o pessoal médico", concluiu.

Formula E: Buemi o melhor na corrida de Berlim, Di Grassi terceiro

Sebastien Buemi não deu hipóteses à concorrência e foi o melhor nas ruas de Berlim, esta tarde, com Lucas di Grassi a ser terceiro e a segurar o comando do campeonato... por um ponto. Entre eles ficou o alemão Daniel Abt.

Nas ruas de Berlim, após a qualificação, onde Jean-Eric Vergne levou a melhor sobre Buemi, a organização decidiu ter mão pesada em relação às pressões dos pneus. Por causa disso, cinco pilotos foram penalizados, entre eles os Mahindra de Bruno Senna e Nick Heidfeld, que beneficiaram Lucas di Grassi, que assim partiria do oitavo posto, em vez do décimo lugar que tinha alcançado na qualificação. Jerome D'ambrosio e Stephane Sarrazin foram também penalizados e este último decidiu largar das boxes.

Na partida, Buemi atacou Vergne na primeira curva para ficar com a liderança - e conseguiu. Atrás, Di Grassi pulou para o quarto posto ao passar os Nextev de Nelson Piquet Jr e Oliver Turvey para ficar com o quarto lugar. Ao mesmo tempo que isso acontecia, havia confusão no final do pelotão, com Bruno Senna a tocar no Aguri de René Rast e a quebrar a asa traseira do alemão.

Vergne reagiu e voltou à liderança da corrida, mas Buemi voltou a atacar e voltou a ficar com o comando, tudo isto em pouco mais de duas voltas. Nessa altura, Abt aproveitou a abertura e ficou com o segundo posto ao francês, ex-Toro Rosso. Poucas voltas depois, Bird foi obrigado a ir às boxes e perdeu as chances de um bom resultado entre os da frente.

A partir daqui, e até à volta 22, tudo se acalmou. Nessa altura, Vergne passou mais fortemente em cima de uma zebra e a proteção da roda soltou-se, ficando no meio da pista. A organização chamou-o às boxes, mas este só foi quando perdeu o bico após outra passagem mais violenta pela zebra e quando se defendia de Prost.

Após a troca de carros, Buemi ficou na frente... e sumiu. Di Grassi ficou com o quarto posto, atrás de Abt e Prost, e foi à procura do filho de Alain. Depois de muito insistir, lá passou. 

Na volta 43, Loic Duval perdeu a traseira e embateu fortemente no muro, ficando o carro em poisção perigosa. O Safety Car foi chamado para juntar o pelotão e só voltou ao normal a duas voltas do fim. Quando aconteceu. Buemi foi-se embora sem ser incomodado, a caminho da sua terceira vitória do ano, igualando Lucas di Grassi no campeonato.

Após o pódio, Nicolas Prost foi o quarto, seguido por Jean-Eric Vergne, no melhor dos Virgin. O holandês Robin Frinjs foi o sexto, com o seu Andretti, na frente do Mahindra de Nick Heidfeld, Mike Conway foi o oitavo, na frente de Simona de Silvestro e a fechar os pontos ficou Stephane Sarrazin. 

No campeonato, Di Grassi lidera, com 141 pontos, mais um do que Buemi, enquanto que Bird é o terceiro, com 82 pontos. A Formula E agora ruma a Londres para a sua rodada dupla, no fim de semana de 2 e 3 de julho.

Formula E: Jean-Eric Vergne foi o melhor na qualificação berlinense

O francês Jean-Eric Vergne foi o "poleman" da corrida de Berlim, ocorrida esta manhã. O piloto da DS Virgin conseguiu superar na "Superpole" o e.dams de Sebastien Buemi e o carro de Daniel Abt, enquanto que Lucas di Grassi, o atual lider do campeonato, não foi além da décima posição, mas subirá dois lugares devido às penalizações dos Mahindra de Bruno Senna (que tinha sido quarto) e de Nick Heidfeld (quinto na grelha). Nelson Piquet Jr. conseguiu aqui a sua melhor qualificação do ano, sendo sétimo, mas também subirá duas posições para a corrida desta tarde nas ruas da capital alemã.

Debaixo de céu nublado e pista algo escorregadia, o primeiro grupo - constituido por Stephane Sarrazin, Lucas Di Grassi, Robin Frijns e Oliver Turvey - foi para a pista com cautelas, especialmente para Di Grassi, que não queria comprometer-se nesta qualificação. Acabou por ser o segundo melhor do grupo, batido por Turvey. Sarrazin e Frijns ficaram a seguir.

No segundo grupo, constituido por Daniel Abt, Sam Bird, Jean-Eric Vergne, Nicolas Prost e o estreante René Rast, os Virgin conseguiram ser suficientemente velozes para colocar os seus carros no topo da tabela de tempos, apesar da oposição por parte de Nicolas Prost, que perdeu tempo quando falhou a travagem para um dos ganchos do circuito. Pouco depois, entrou o terceiro grupo, onde Nelson Piquet Jr conseguiu por fim a sua melhor posição da grelha nesta temporada, ficando então com o quinto melhor tempo, enquanto que Nick Heidfeld ficava entre os que iam para a superpole, com o segundo melhor tempo.

No gripo final, com Loic Duval, Sebastien Buemi, Bruno Senna e Ma Qinghua, Buemi deu o seu melhor e ficou com o melhor tempo da tabela, mas quem surpreendeu foi Bruno Senna, que foi o segundo, e ambos iam para a Superpole.

A parte final da qualificação via integrados Abt, Vergne, Senna, Heidfeld e Buemi, na tentativa de ver quem ficaria com o melhor tempo. O alemão foi o primeiro a sair, logrando 57,862, ficando algo prejudicado na última curva. A seguir, veio Nick Heidfeld, mas teve problemas e conseguiu apenas 59,085. O terceiro a rodar foi Jean-Eric Vergne, que fez 57,811 e praticamente conseguiu a sua primeira pole-position da temporada, pois nem Buemi, com 57,827, nem Senna, com 58,303, conseguiram desalojá-lo.

A corrida da Formula E acontecerá esta tarde nas ruas de Berlim.