quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A imagem do dia

Ken Tyrrell morreu, faz hoje 15 anos. O "lenhador", que foi um construtor relutante, tornou-se num nome estabelecido por 29 temporadas (1970-98), com grandes pilotos nas suas fileiras, desde Jackie Stewart a Jos Verstappen, passando por outros como Patrick Depailler, Ronnie Peterson, Didier Pironi, Michele Alboreto, Stefan Bellof, Jean Alesi, ou Mika Salo.

Tyrrell, que tinha um negócio de lenha e era piloto de Formula 3 nas horas vagas, meteu-se no negócio do automobilismo no inicio dos anos 60, primeiro na Formula Junior, e no final da década, na Formula 1. E a pessoa que o fez meter nisto era um escocês franzino, com dislexia, mas com enorme talento chamado Jackie Stewart. Em 1968, Tyrrell tinha direito aos motores Cosworth DFV V8, mas não tinha chassis. Surgiu a hipótese de ficar com a gestão da francesa Matra, e chegou a um compromisso: o escocês ficava o V8, e o seu companheiro de equipa, o francês Jean-Pierre Beltoise, ficava com o V12 francês.

Stewart nunca gostou do motor V12 da Matra por achar demasiado fraco. Adiou o que mais podia para provar que tendo os motores ingleses, iria ser campeão do mundo. No final de 1969, quando alcançou o topo (com folga) com o V8 inglês, os franceses o queriam a usar o V12, Tyrrell e Stewart decidiram correr em 1970 com o chassis da March.

Mas Tyrrell e Stewart fartaram-se de andar com a casa às costas. Tinham o melhor motor do mercado, mas precisavam de alguém para construir um chassis. O terceiro elemento nesta história é Derek Gardner, um engenheiro aeronáutico que decidiu pegar num 701 para construir o que viria a ser o chassis 001. E a partir dali, houve um período onde Tyrrell e Stewart dominaram, com dois títulos mundiais.

O auge desse período pode-se dizer que aconteceu em 1973. Tudo estava a acontecer como queriam. O modelo 006 era um dos melhores do pelotão, um dos dois que conseguia derrotar o modelo 72 da Lotus (o outro era o M23 da McLaren), e a dupla de pilotos era a segunda encarnação de "Batman e Robin" com Stewart e o seu escudeiro, o francês Francois Cevért. E Stewart chamava a Tyrrell, (que também era fanático por cricket) de "tio Ken". Mas o escocês chamava-o também de "pai Ken", por causa do modo carinhoso como todos eram criados naquela equipa.

Tudo acabou a 6 de outubro daquele ano, quando Francois Cevért morreu nos treinos do GP dos Estados Unidos. Stewart retirou-se e Ken Tyrrell não mais venceria mundiais. Ganhou corridas e apresentou chassis memoráveis (o Projeto 34 é o melhor de todos), mas a aura daqueles tempos não mais voltaria.

WRC: Lappi admite conversações com a Toyota

Esapekka Lappi é um dos pilotos interessantes da nova geração. Desde que ele se mostrou ao mundo, especialmente na segunda categoria do WRC, que muitos o seguem e estão interessados nos seus serviços. Piloto oficial da Skoda, fala-se desde o inicio do ano que a Citroen poderá estar interessada nele, mas a Toyota também, ao lado do seu compatriota Teemu Sunninen, que gostaria que experimentasse um dos seus carros antes da sua estreia no Mundial de 2017.

Em entrevista ao site oficial do WRC, Lappi disse que os rumores têm fundo de verdade: 

"Há rumores, sim. Eu posso dizer que eu nunca dirigi qualquer carro do WRC, mas eu estive na oficina. Portanto, eu creio que deve ser daí de onde é que os rumores vêm, eu creio. Eu visitei as oficinas da Toyota, e é uma opção, podemos dizer. Eu só quero fazer um evento de cada vez e concentrar-me nisso. Não importa qual é o resultado, não penso no campeonato. Se acontecer, acontece, e se não acontecer, não me importo. Isso não muda o meu futuro", contou o finlandês em declarações captadas pelo diariomotor.es.

Lappi, de 25 anos (nascido a 17 de janeiro de 1991), teve recentemente no Rali da alemanha a sua melhor classificação de sempre, ao terminar na sétima posição. Campeão do ERC em 2014, e terceiro classificado no WRC-2 no anos seguinte, o piloto finlandês tem sido fiel à Skoda desde 2013, com algumas excepções. Esta temporada, conseguiu até agora doze pontos no campeonato, que o colocam na 14ª posição da geral, mas já tem duas vitórias na sua classe.

Youtube IndyCar Calendar: O calendário para 2017

A IndyCar divulgou esta tarde o calendário para a próxima temporada, onde ganha mais uma corrida com a oval de Gateway, em St. Louis. Nestas 17 provas, o inicio e o fim mantêm-se em relação a 2016, começando a 12 de março em St. Petersburg e a terminar a 17 de setembro, em Sonoma.

Ao todo, nestas 17 provas, haverá seis ovais e onze provas em circuitos citadinos e de estrada, em sítios como Long Beach, Road America, Mid Ohio, Barber Park e Watkins Glen, entre outros. A única saída da competição das fronteiras americanas continuará a ser em Toronto, adiando para mais algum tempo a hipótese de correr noutros lados.

As 500 Milhas de Indianápolis irão acontecer a 28 de maio. 

Eis o video de apresentação do calendário de 2017.

Noticias: Hamilton penalizado em Spa

Parece que Nico Rosberg tem o caminho aberto para a pole-position... pelo menos. É que apesar de não haver confirmação oficial - isso poderá acontecer ainda hoje - Lewis Hamilton já disse à imprensa internacional que colocará o sexto turbo e uma nova unidade de energia MGU-H no treino livre de amanhã, o que fará com que seja penalizado em 15 lugares na grelha de partida de Spa-Francochamps.

Segundo sei vou ser penalizado este fim de semana, claro que discuti as penalizações mas tudo farei para minimizar o seu impacto", coneçou por dizer o piloto inglês, atual líder do campeonato. "Aparte disso, espero continuar com o embalo que trago desde a paragem de verão. Para esta corrida, vencer é o objetivo, mas é muito, muito difícil, estamos no terceiro ano de evolução e a Red Bull e Ferrari são rápidas. Será mais difícil que o ano passado, esta corrida trata-se apenas de minimizar a penalização.”, concluiu.

É a primeira grande novidade deste GP da Bélgica, que vai acontecer este fim de semana em Spa. E quanto a penalizações, o inglês já disse antes que poderá não ser a única que poderá sofrer nesta temporada, dado que ele já admitiu que o motor poderá ser trocado a partir de Monza, quebrando o limite de cinco motores que as equipas podem usar em cada temporada.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Noticias: Agag quer mais duas equipas na Formula E

Alejandro Agag acredita que dentro de dois anos, haverá mais duas equipas na grelha de partida da competição, mas para que tal aconteça, só o vai permitir quando os carros elétricos aguentarem uma corrida inteira. São essas as declarações do líder da competição que foram publicadas esta quarta-feira na imprensa internacional.

Temos um acordo com as equipas para manter o número em dez enquanto estivermos a correr com dois carros por piloto. Quando apenas tivermos um carro na quinta temporada, cabe-me a mim decidir se deixamos entrar mais duas equipas para elevar o número de presenças para 12. Neste momento ainda não decidimos se iremos ou não fazê-lo. Obviamente para as equipas que já fazem parte do campeonato elas prefeririam que tal não acontecesse, porque assim mantêm o seu valor. Mas temos capacidade para fazer crescer esse número, portanto temos que refletir e discutir o assunto com os nossos atuais parceiros”, disse o promotor.

Nesta nova temporada, haverá duas novas equipas, é verdade (a Techeetah e a Jaguar), mas estas entraram agora depois de adquirir na última temporada os patrimónios das marcas que existiam antes, respectivamente, a Aguri e a Trulli GP.

Agag já disse que o objetivo da competição é que a partir da quinta temporada, os carros tenham energia suficiente para que façam uma corrida inteira, em vez de trocar de carro a meio de cada corrida, e as equipas tenham o fardo de ter de sustentar quatro carros por cada fim de semana de competição. 

Os pensamentos de António Félix da Costa

Parece que viver com a ideia do que poderia ter sido não é fácil. E por vezes, quando há uma oportunidade para desabafar sobre isso, não se enjeita tal ideia. Toda a gente conhece mais ou menos o que faz a Red Bull com os seus pilotos da formação, que por vezes se transformam em autênticos "carne para canhão". Mas no caso de António Félix da Costa, nem foi o típico piloto que foi lá e foi "triturado", mas sim o piloto ao qual lhe prometerem uma chance e não lhe deram. E embora o piloto português, que fará 25 anos na semana que vêm, continua a sua carreira no DTM e na Formula E, correndo e vencendo, ele ainda pensa no que poderia ter acontecido se tivesse ido para a Formula 1.

"Eu tento realmente abstrair-me do fato de que eu não estou lá", começou por dizer numa entrevista publicada hoje na Motorsport.com "Mas eu estou agora a fazer comentários para a Formula 1 em Portugal [no Eurosport Extra 2], e é realmente difícil quando eu olho para eles. A maioria deles é muito talentosa, mas há outras pessoas por lá onde eu já corri com eles e os venci. E eu vejo-os realmente indo bem por lá", continuou.

"Eu sei que eu poderia ter ido bem lá, mas há uma diferença entre fazer bem e ser campeão do mundo. Eu tenho trabalhado a minha mente para abstrair-me disso. Mas há alguns dias em que eu me sinto melhor do que outros, vamos colocá-lo assim". 

Contudo, o piloto de Cascais afirma que a sua ligação à BMW o colocou a correr noutras categorias onde pode continuar a demonstrar o seu talento, como na DTM e na Formula E, onde é piloto da Andretti, que tem um acordo de colaboração com a construtora alemã. 

"Você sabe que a carreira de um piloto de corrida não é sobre se você não ir para a Formula 1, logo eu tenho a sorte de trabalhar com um fabricante [BMW], que é conhecido em Portugal, Alemanha, Malásia, Tailândia - de muito prestígio para mim e disso, eu não posso reclamar", declarou.

Sobre o piloto que acabou por ser o seu substituto, o russo Daniil Kvyat, Félix da Costa diz coisas boas sobre ele e espera que recupere dos seus problemas pessoais, especialmente depois da sua despromoção da Red Bull para a Toro Rosso, em abril.

"Daniil é uma pessoa super talentosa, mas quando você coloca estes jovens na Formula 1 e eles não estão prontos - e não falo apenas sobre Daniil mas poderia até mesmo colocar o Carlos [Sainz] e o Max [Verstappen] na mistura, eu poderia colocar todos esses jovens rapazes que se juntaram à Formula 1 - é bom quando tudo está bem, é super fácil lidar com uma boa pressão. Mas assim que você tem um problema, torna-se difícil e você vê todos estes jovens a sofrer um pouco mais do que os estabelecidos. O que é normal, mas o Daniil fez coisas muito boas na Formula 1, especialmente na sua temporada de estreia, que foi muito impressionante contra o JEV [Jean-Eric Vergne]" comentou.

"Eu acredito que ele merece uma chance decente. Eu não acho que aquilo que fizeram estava certo, mas agora está feito e o que agora ele precisa é de lidar com ela, e ver se ele é forte o suficiente. Eu espero que ele seja, eu o conheço bem, eu ainda falo com ele. E eu espero que ele se erga disto", concluiu.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A imagem do dia

A efeméride acontecerá na quinta-feira, mas acho que a verdadeira data de aniversário deveria ser hoje. O dia em que o mundo conheceu Michael Schumacher e o seu potencial para ser campeão do mundo e um dos melhores de sempre. Ainda me lembro bem de tudo, apesar de já terem passado 25 anos sobre o evento.

A história é bem conhecida: Eddie Jordan precisava de um bom piloto para substituir Bertrand Gachot, preso na Grã-Bretanha depois de uma altercação com um taxista, que acabou com o piloto a usar gás pimenta, que na altura era proíbido. Chegou a pensar em Stefan Johansson, por exemplo, mas no final ficou-se por Schumacher porque a Mercedes (e Willi Weber, aqui na foto tirarda por Paul-Henri Cahier) ajudou a injetar 500 mil dólares na equipa para que um dos seus pilotos da sua Junior Team de Endurance pudesse andar na categoria máxima do automobilismo.

E em dois dias, Schumacher deixou toda a gente de boca aberta, fazendo o sétimo melhor tempo na grelha e quase que a mostrar que poderia ser tão bom quanto os outros. O mais espantoso no meio disto tudo é que o alemão, que morava ali perto, em Kerpen, só tinha andado ali... de bicicleta! Embora tenha inventado a história de que já tinha andado ali numa corrida da Formula 3 alemã. Mas com ou sem experiência, Schumacher foi mais veloz do que o veterano Andrea de Cesaris, bem mais experimentado no Jordan 191. 

E a parte chata é que Schumacher exagerou na embraiagem, não durando mais do que meia volta. E o mais surpreendente é que aquele foi o melhor fim de semana da (então) curta história da Jordan. É que Andrea de Cesaris andou bem perto da vitória, rodando na terceira posição quando o motor ficou sem óleo e acabou por explodir. Tudo numa altura em que Ayrton Senna estava com dificuldades na sua caixa de velocidades, mas que levou até ao fim, para vencer a corrida.

De uma certa forma, esta é a recordação de um fim de semana inesquecível.

Formula 1 em Cartoons: A preparação de Ocon na Formula 1

Esteban Ocon está a preparar-se para a sua estreia na Formula 1 no Grande Prémio da Bélgica, e no simulador, Ocon está a lidar com alguns obstáculos inesperados...

Youtube Motorsport Demonstration: DevBot, o protótipo autónomo

A Roborace vai ser uma realidade a partir de 2017, mas já existe um protótipo a ser testado pelas equipas com vista à sua aplicação, nas corridas de suporte da Formula E. O protótipo DevBot é um carro eletrico inteligente que se guia sem piloto, mas que ainda o tem para monitorizar tudo. 

De acordo com a organização do evento, o DevBot passa por permitir que as equipas desenvolvam o seu software e o hardware para o Robocar. E para além disso, o DevBot está equipado com o mesmo sistema propulsor, sensores, computadores e tecnologia de comunicação do Robocar.

E o carro? Será apresentado no final do ano, com o modelo a ser desenhado por Daniel Simon. Por agora, podem ver o video do DevBot, filmado em Silverstone. 

Os receios de Rui Madeira

Os novos regulamentos do WRC, que entrarão em vigor a partir de 2017, estão a causar algum receio em alguns antigos pilotos. O português Rui Madeira, campeão do mundo de Produção em 1995, é um deles. Ele afirma que os mais de 70 cavalos que os carros terão a partir do ano que vêm, aliado à aerodinâmica, que os vai fazer ser mais velozes e agressivos, poderão colocar os pilotos e espectadores em perigo.

Numa entrevista à Autosport portuguesa, ele afirmou os seus receios: “Em parte, sou contra [os novos regulamentos]. Porque acho que os carros já são tão competitivos e  rápidos. Aliás, não é por acaso que têm acontecido alguns acidentes agora em testes. Muitos deles não têm sido abordados, porque os pilotos são profissionais e pagos pelas marcas. Tudo o que seja na parte da aerodinâmica, para alterar um carro e para dar aspecto de carro de corrida, sou sempre a favor. Agora pôr mais 60 ou 70 cavalos, que é o que se fala… Já aconteceram alguns acidentes fortes agora nos testes e penso que os carros já estão a andar demais. Esta é a minha perspectiva”.

O piloto português levanta ainda algumas questões sobre a aerodinâmica, que na sua opinião, poderá influenciar negativamente o espectáculo: 

Vamos ver como vai ser a fiabilidade dos carros e como os pilotos vão reagir a troços de 40 ou 50 quuilómetros com viaturas tão rápidas. Se as coisas vão correr pelo melhor ou não. Mas acho que é um risco muito grande. Uma forma mais justa seria introduzir uma melhoria gradual, de 20 ou 30 cavalos. Agora 60 ou 70 cavavlos, além da aerodinâmica… pode ser um passo atrás. Acho que pode mesmo ser um tiro no pé", continuou. 

"A tecnologia evoluiu muito, os carros cada vez são mais trancados, mais agarrados ao solo, e o que vemos na estrada parece quase impossível. Quem está de fora gosta de ver espectáculo, o carro a fugir de traseira ou de frente, e neste momento os carros estão muito direcionais, muito contidos aos trilhos, amarrados. Mas quando saem de estrada saem muito, muito depressa. É um risco”, concluiu.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A imagem do dia

Esta vi no Facebook do narrador da Formula 1 na Eurosport, o João Carlos Costa. É uma descoberta recente num sitio de arqueologia em Chipre, com um mosaico a revelar uma corrida de quadrigas. Os arqueólogos afirmam que poderá ser do século III depois de Cristo.


O automobilismo (sem cavalos) é um desporto do final do século XIX, com a primeira corrida a acontecer em França, em 1894. Mas quem conhece minimamente a história do Império Romano, sabe que ao longo da sua existência, houve corridas de bigas (com dois cavalos) e quadrigas (com quatro cavalos), em circuitos que tinham uma extensão de dois quilómetros de diâmetro, mais coisa ou menos coisa. Eram corridas duras e sanguinolentas, e a esperança de vida era muito baixa. 

Mas quem sobrevivia e poderia retirar-se pelo próprio pé, poderia ter uma enorme fortuna: calcula-se que desportista mais bem pago da história da Humanidade tenha sido um hispano ou lusitano (na atual Espanha ou Portugal), que viveu no século II depois de Cristo, e que ao longo de sete anos, ganhou o equivalente a 9,6 mil milhões de dólares. É imenso dinheiro, mesmo para Michael Jordan, ou Cristiano Ronaldo

Para terem uma ideia, calcula-se que Michael Schumacher tenha acumulado cerca de 450 milhões de dólares ao longo da sua carreira. E esta durou mais de vinte anos, como é sabido. Hoje em dia, nem os melhores atletas de futebol americano ou baseball cheguem a esse ponto, apesar de terem salários anuais de 70 ou 80 milhões de dólares, o que para nós é uma imensa fortuna.

Pode ser que um ia chegaremos lá, mas por agora, é melhor apreciar este mosaico de um desporto que também chegou a ser olimpico...

WRC 2016 - Rali da Alemanha (Final)

Seis meses depois da sua última vitória, Sebastien Ogier voltou a vencer um rali do WRC. O piloto francês foi o melhor no veloz Rali da Alemanha, conseguindo mais de vinte segundos de vantagem sobre Dani Sordo e Thierry Neuville. E entre eles, a diferença foi a mais mínima possível: 0,1 segundos. Contudo, ambos colocaram fora do pódio o norueguês Anders Mikkelsen, no seu Volkswagen, a 27,2 segundos.

É um óptimo sentimento. Senti muito a falta de ganhar. Foi muito tempo. Tive a hipótese de vencer aqui e aproveitei. É bastante bom para o campeonato. Tivemos uma batalha fantástica com o Andreas, o Thierry e o Dani. Tivemos de andar depressa para os bater. Esta vitória é para o Jost (Jost Capito, que vai abandonar a Volkswagen após o rali alemão). Eu disse-lhe que esta seria para ele”, afirmou Sébastien Ogier.

O último dia do rali eram basicamente quatro classificativas (duas passagens por Dronthal e Sauerthal) onde o piloto francês limitou a gerir a vantagem que tinha no final do dia anterior. As duas primeiras passagens foram vencidas pelos Hyundai de Dani Sordo e Thierry Neuville, apesar de Ogier ter perdido 14,9 segundos na primeira passagem por Dronthal, vendo a sua vantagem a ser reduzida para metade. Contudo, os tempos foram neutralizados na segunda passagem por Dronthal, basicamente garantindo a vitória do piloto francês. A anulação dessa última especial teve a ver com a má colocação dos espectadores.

Na Power Stage, o melhor foi Neuville, que ficou com os três pontos da vitória, com Latvala a Ogier a ficar com os lugares restantes e os pontos que sobravam. No final, a diferença de Ogier para a concorrência ficou-se pelos vinte segundos.

Depois dos quatro primeiros, a diferença para o quinto posto foi abismal: três minutos e 34 segundos teve Hayden Paddon. “Creio que seria o lugar em que terminaria mesmo sem problemas”, revelou o neozelandês. Para o piloto da Hyundai, o importante foi ter ganho experiência e ter percebido que ainda precisa de melhorar bastante nas provas de asfalto. quase um minuto atrás ficou Mads Ostberg, o sexto e melhor dos Ford, a quatro minutos e 31 segundos.

A partir daqui e até ao fim do "top ten", ficaram todos os Skodas do WRC2, a começar por Esapekka Lappi, o melhor de eles todos, embora tenha ficado a oito minutos e 36 segundos. O finlandês foi melhor em pouco mais de 16 segundos sobre o sueco Pontus Tiedmand, enquanto que o checo Jan Kopecky foi o nono, mais de um minuto atrás. Armin Kremer foi o melhor alemão e conseguiu um ponto para o campeonato.

Agora, o WRC vai voltar apenas no inicio de outubro, para a Volta à Corsega. 

WTCC: Nestor Girolami vai ser piloto da Volvo em Motegi

O argentino Nestor Girolami andará com um Volvo V60 na próxima ronda do campeonato mundial de carros de Turismo, em Motegi. O piloto estará presente no lugar de Robert Dahlgren, que estará ocupado com os seus compromissos no STCC.

Apesar de ser apenas um teste ocasional, Girolami, que impressionou tudo e todos na corrida de Termas de Rio Hondo com o seu Chevrolet Cruze da Campos Racing, deseja encontrar um lugar a tempo inteiro no WTCC em 2017, no sentido de seguir os passos de José Maria Lopez, que venceu três campeonatos nessa categoria ao serviço da Citroen.

Formula E: Felix Rosenqvist é piloto da Mahindra

O sueco Felix Rosenqvist será piloto da Mahindra na próxima temporada, em substituição de Bruno Senna. O anuncio foi feito esta segunda-feira, depois do piloto ter estado a testar o novo carro nos testes privados da equipa na Catalunha, em julho.

Nas declarações que fez para a imprensa, Rosenqvist afirmou que “estou entusiasmado por entrar para a Mahindra e vai ser uma experiência completamente nova para mim. É um passo para o desconhecido, mas já testei o carro e quero começar a preparar-me para os testes da pré-temporada em Donington. Adoro novos desafios e sei que vai haver um tempo de adaptação, tenho que contar a ser mais rápido mas preciso de ser mais esperto a usar a energia de forma eficiente”.

Rosenqvist, de 24 anos (nasceu a 7 de novembro de 1991 em Varnamo), é o atual campeão europeu de Formula 3, e este ano tem andado entre o DTM, a Indy Lights e as corridas de GT. Começou a sua carreira nos monolugares em 2008, vencendo a Formula Renault 2.0 Asia, para no ano seguinte ganhar a Formula Renault 2.0 Sweden e a categoria NEC, passando em 2010 pela Formula 3 alemã, onde foi quinto classificado.

Em 2011, ganhou o Masters de Formula 3 em Zandvoort, pela Mucke Motorsport (repetindo o feito em 2013), enquanto que em 2012 foi terceiro classificado na Formula 3 europeia, e segundo classificado no GP de Macau. Vice-campeão da Formula 3 europeia em 2013, venceu o GP de Macau em 2014, antes de alcançar o campeonato europeu de Formula 3 no ano seguinte e repetir a vitória em Macau.

Em 2016 está na Indy Lights, onde já venceu três corridas, enquanto que já se estreou no DTM, no lugar de Esteban Ocon em Moscovo, onde já alcançou um ponto na sua primeira corrida. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Youtube Rally Crash: O acidente de Sebastien Lefebvre

Ontem à noite mostrei-vos as imagens do acidente de Sebastien Lefebvre, o piloto francês da Citroen, no qual ele e o seu navegador sofreram várias lesões, do qual recuperam no hospital de Trier. Ele e o seu navegador, Gabin Moreau, sofreram fraturas multiplas, e é altamente provável que tenham ficado de fora para o resto da temporada.

No final, as lesões foram as seguintes: Stéphane Lefebvre ficou lesionado na pélvis e sofreu uma pequena lesão no pulmão, que exigiu a instalação de um dreno. Quanto a Gabin Moreau, o seu navegador, fraturou o pé e mão esquerda e a tíbia direita, bem como uma clavícula deslocada e uma vértebra fraturada.

Obrigado por todas as suas mensagens, é realmente emocionante ler tudo isto e agora só temos vontade de voltar ainda mais fortes”, começou por escrever Gabin Moreau na sua conta no Facebook. “Para já não vou ser capaz de navegar durante uns tempos, mas não perco a moral. O choque foi muito violento e os minutos que se seguiram complicados. Parecia interminável. Era simplesmente impossível para mim conseguir sair do carro. Os organizadores e equipas de resgate fizeram um trabalho fantástico, cuidaram de nós muito bem” lia-se na mensagem.

À dupla de pilotos, mais uma vez, desejamos-lhe as melhoras.