sexta-feira, 22 de julho de 2016

Como um inspector da policia quase causava uma catástrofe em Le Mans

Em França, a figura do Inspector Closeau, imortalizada pelos filmes da saga "Pantera Cor de Rosa" demonstrou um inspector desastrado, mas que lá alcança os seus objetivos, mesmo quando coloca o resto à beira da catástrofe. Contudo, este ano, huve uma situação que... contado, ninguém acredita, mas segundo o jornal Ouest France, foi tudo real. E aconteceu nas 24 Horas de Le Mans deste ano.

A história conta-se de modo simples: a poucos minutos das três da tarde das 24 Horas de Le Mans deste ano, enquanto que a chuva caía e os carros se preparavam para partir atrás do Safety Car, um veículo da policia circulava muito devagar em plena reta das Hunaudriéres... guiado por um inspector da policia na casa dos 50 anos. A coisa aconteceu quando ele seguia a sua marcha e os policias o bloquearam - com razão, diga-se - só que deixaram segui-lo quando ele mostrou o seu crachá.

Depois, foi bloqueado por oficiais da ACO (Automobile Club de L'Ouest), este, zangado com o que se passava, mostrou de novo o seu crachá... e foi mandado seguir. Na pista - que, recorde-se, usa estradas públicas - depois de ndar algumas centenas de metros, o chefe de policia chegou à conclusão de que algo de errado se passava, deu meia volta e regressou a um sitio onda havia um bloqueio policial. Pela terceira vez, identificou-se, mostrou o crachá... e os policiais deixaram-no passar! 

No final, justificou-se afirmando que queria ver "in loco" se as medidas de segurança tinham sido implementadas! A hierarquia policial não achou graça alguma, mandou-lhe uma carta de repreensão e ganhou um novo posto de trabalho na cidade de Orleans. Vá lá, não o mandaram para a Nova Caledónia...

Youtube Formula 1 Signing: O momento da assinatura de Nico Rosberg

Como já foi dito, Nico Rosberg e Toto Wolff assinaram esta semana o contrato que liga ambas as partes até ao final da temporada de 2018. E o momento da assintatura foi registado em video. 

Noticias: Nico Rosberg renovou contrato com a Mercedes

É oficial: Nico Rosberg assinou por mais duas temporadas, até ao final de 2018. O piloto alemão já colocou o preto no branco no seu contrato e estenderá a sua presença nos "Flechas de Prata", onde está presente desde 2010.

O Nico tem sido um elemento fundamental desta equipa desde o regresso das ‘Flechas Prateadas’ à Fórmula 1, em 2010, e desde então desempenhou um papel importantíssimo no nosso sucesso”, lê-se no comunicado da Mercedes.

No momento da assinatura, Toto Wolff acrescentou: “Obviamente estamos muito felizes. Tivemos algumas semanas de negociações e sempre esteve claro que queríamos continuar juntos. A renovação com Nico é o acordo ideal para nós, e ter conseguido fechar tudo é o que importa. É incrível, e agora é seguir adiante juntos”, comentou.

Já Nico Rosberg também celebrou o acordo: “O momento de assinar esse papel e olhar para o futuro é muito especial para mim, claro. Sou muito grato a Toto, Niki, Dieter [Zetsche] especialmente, e também ao resto da equipa. Já estou de olho no futuro”, afirmou.

Na Formula 1 desde 2006, quando começou a correr na Williams, o piloto de 31 anos conquistou todas as suas 19 vitórias e os seus dois vice-campeonatos ao serviço da Mercedes. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A imagem do dia

Graças ao livro do David Tremayne, os ingleses que gostam de automobilismo passaram a falar de uma "Geração Perdida", piloitos com potencial para serem campeões do mundo, mas cujas carreiras foram precocemente terminadas devido a acidentes mortais. Roger Williamson, Tony Brise e Tom Pryce são os três pilotos que ele referiu. Há quem coloque outros nessa lista, como por exemplo, o escocês Gerry Birrell.

Uma geração mais tarde, há quem diga que existe outro piloto "perdido", com um apelido famoso: Warwick. Se todos conhecem Derek Warwick, vencedor em Le Mans e que teve passagens por Toleman, Renault, Lotus e Arrows, há quem conheça a história do seu irmão mais novo, Paul Warwick. E há precisamente 25 anos, acontecia o seu acidente mortal.

Paul Warwick era bem mais novo do que Derek. Com uma diferença de idades de 15 anos - nascera a 29 de janeiro de 1969 - metera-se no automobilismo desde tenra idade, numa altura em que o seu irmão já andava na Formula 1, primeiro na Toleman e depois na Renault. Campeão da Formula Ford 1600 em 1986, vice-campeão europeu de Formula Ford 2000 no ano seguinte - batido apenas pelo finlandês J.J. Letho - passou em 1988 para a Formula 3 britânica, sem resultados de relevo, apesar de uma passagem pela Eddie Jordan Racing.

Em 1990, fez algumas corridas na Formula 3000 europeia, também sem resultados de relevo. Por esta altura, a Grã-Bretanha estava "louca" com Nigel Mansell, pensando que com ele, acabaria o jejum de títulos que vivia desde 1976, com James Hunt. Mansell também experimentava a ideia de ter uma equipa, e na nascente Formula 3000 britânica, associou-se à Madgwick Motorsport, que foi buscar Paul Warwick para ser um dos seus pilotos. aos 21 anos de idade, parecia que iria ter a sua chance de superar as frustrações e voltar ao caminho que o levaria à Formula 1.

Ainda por cima, era uma combinação vencedora: em 1990, levara o português Pedro Matos Chaves ao título britânico.

Paul confirmou as suas credenciais logo de cara: pole, volta mais rápida e vitória nas quatro primeiras corridas do campeonato. com 40 pontos conquistados, era o campeão antecipado, e a ideia era de ir para a Formula 3000 internacional em 1992, e depois tentar a sua sorte na Formula 1. Robert Synge, o seu diretor, recorda-o numa entrevista ao site Motorsport: "Ele era uma pessoa com os pés assentes no chão e com uma grande familia à sua volta. "Derek sabia que ele tinha o necessário para chegar à Fórmula 1, e realmente ele era bom o suficiente para fazer esse trabalho bem feito, nos seus próprios termos. Tinha a ética de trabalho típica dos Warwick".

A 19 de julho de 1991, a Formula 3000 estava em Oulton Park para mais uma roda do campeonato, e Warwick tinha feito a pole-position. Phil Andrews, o seu rival nesse ano, ficou siderado quando o viu bater para o primeiro posto por meros... seis milésimos de segundo: "Lembro-me de pensar 'com mil diabos, que treta tenho mais que fazer para o bater?'". Na corrida, Warwick afastou-se da concorrência sem problemas, com Richard Dean em segundo e Phil Andrews em terceiro.

Na sétima volta, porém, acontece o desastre. Chegado à curva Knickerbocker, um braço da suspensão quebra-se e o carro, um Reynard, segue em frente e desintegra-se, num acidente bem semelhante ao que teve meses antes Martin Donnelly, nos treinos para o GP de Espanha do ano anterior. A grande ironia era que o seu conpanheiro de equipa era... Derek Warwick. O acidente aconteceu a 230 km/hora, e Warwick teve morte imediata, aos 22 anos de idade.

A corrida foi interrompida de vez, e Warwick foi declarado como o vencedor, e ainda por cima, tinha feito a volta mais rápida. O campeonato tinha virtualmente acabado, e ele foi declarado como o campeão póstumo, à semelhança de Jochen Rindt, quase 21 anos antes.

Hoje em dia, Derek Warwick fala dele da seguinte maneira: "Paul era o meu herói, ele foi o herói para a minha mãe, herói para a minha irmã, herói dos meus filhos. Ele tinha essa atitude sobre ele que as pessoas só iriam amá-lo e segui-lo, como se fosse um flautista. As pessoas queriam apenas ficar ao pé dele, porque achavam que era uma pessoa especial, que estava à beira de algo grande na sua carreira e na sua vida".

Contudo, Warwick não acha que Paul era predestinado: "Eu honestamente não me vejo num falso mundo quando digo que Paul poderia ter vencido corridas e ser um potencial campeão do mundo de Formula 1. Vejo-o mais como um Damon [Hill] porque ele floresceu quando ele entrou na Formula 1 depois de uma carreira modesta nas formulas de acesso". Teria lógica, se Warwick tivesse sido piloto de testes da Williams em 1993, por exemplo, um lugar que acabou por ser ocupado por David Coulthard...

Formula 1 em Cartoons: A Ferrari tenta atrair Ross Brawn (Cire Box)

A Scuderia andou por estes dias em agitação, por estar a pensar em formas de se aproximar da Mercedes. E uma das coisas nos quais andou a pensar foi em atrair de novo Ross Brawn, que andou por lá entre 1997 e 2007, ajudando Michael Schumacher a alcançar os cinco titulos que teve ao serviço da Ferrari.

E pelos vistos, Maurizio Arrivabene e Sergio Marchione andam um pouco desesperados...

CNR: Quatro estrangeiros na lista do Rali Vinho da Madeira

Romain Dumas é o nome sonante da (pequena) lista de estrangeiros que vai estar no Rali Vinho da Madeira, que vai acontecer entre os dias 4 e 6 de agosto. O piloto da Porsche... na Endurance, mas com participações frequentes nos ralis e noutras categorias - esteve no Pikes Peak no inicio deste mês! -  levará à ilha um 997 GT3 RGT, e será o nome mais sonante. Os outros nomes serão o francês Robert Consani, num Citroën DS3 R5; o italiano Giacomo Costenaro, num Peugeot 208 T16 R5 e o espanhol Javier Pardo, num Peugeot 208 R2.

Para além disso, haverá 12 carros da categoria R5 na ilha da Madeira, e para além de alguns nacionais, haverá também os pilotos locais. Alexandre Camacho, por exemplo, é um dos locais que estará aos comandos do Peugeot 208 T16 R5. 

Do lado nacional, para além da confirmação do regresso de Bruno Magalhães, no Ford Fiesta R5 que pertence a João Barros, também estarão presentes Ricardo Moura (recente vencedor do Rali Açores) e Elias Barros, ambos em Ford Fiesta R5; José Pedro Fontes e Carlos Vieira, ambos em Citroen DS3 R5, e Pedro Meireles, Miguel Barbosa e Miguel Campos, todos em Skoda Fabia R5.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Formula E: Villeneuve não descarta retorno, mas...

... não está ativamente à procura de um lugar, admite o canadiano. Depois de ter participado em três provas nesta temporada, ao serviço da Venturi, sem resultados, Jacques Villeneuve foi subsituido por Mike Conway para o resto do ano. Contudo, o filho de Gilles Villeneuve, atualmente com 45 anos, não descarta a ideia de um retorno, mas não em breve.

"Não estou a perseguir um assento de corrida", disse o canadiano ao site Motorsport.com. "Um jornalista britânico perguntou-me se eu estaria interessado em fazer um regresso na Fórmula E, e eu obviamente disse que sim. Mas neste momento, não houve nenhum contato com as equipes nesse sentido. Absolutamente nada", continuou.

Villeneuve, no entanto, admitiu que, caso apareça uma clara oportunidade para retornar à Fórmula E, estaria aberto à ideia - especialmente quando se sabe que a competição visitará Montreal em julho do ano que vêm, numa rodada dupla.

"Bem, estaria interessado", afirmou. "Minha primeira temporada terminou cedo demais. Seria divertido para voltar, mas eu não tenho trabalhado na ideia, para lhe ser honesto. Se alguém me perguntar se eu gostaria de voltar, eu vou dizer que sim, mas não vai acontecer amanhã", concluiu.

Noticias: Haas vai definir dupla de pilotos no final do verão

A Haas tem feito uma boa temporada de estreia na Formula 1, onde tem superado as expectativas dos mais otimistas. O chassis equilibrado e o motor Ferrari fizeram com que Romain Grosjean e Esteban Gutierrez alcançassem bons resultado, especialmente o piloto francês ex-Lotus e ex-Renault. Contudo, em relação à próxima época, ainda nada foi decidido em relação aos pilotos, pois um deles (Gutierrez) é piloto de desenvolvimento da Ferrari e poderá haver mudanças nesse sentido no próximo ano, com o rumor de que o francês Charles Leclerc, piloto da GP3, e com ligações à Ferrari Junior Academy, poder ser piloto da marca na próxima temporada.

Gunther Steiner, o diretor técnico da equipa, afirmou que qualquer definição da dupla de pilotos não será decidida antes do GP de Itália, em setembro.

Nada foi ainda decidido. Falei com o Gene sobre este assunto e decidimos que não iríamos discutir os pilotos, ou o que vamos fazer, até terminar a temporada europeia. É uma distração. No final sabemos o que todos podem fazer, mas precisamos de definir onde queremos estar. Como equipa, o que queremos atingir no próximo ano? Ainda existem muitas dúvidas quanto ao ponto em que nos encontramos agora. Mas assim que terminar a temporada europeia  iremos precisar de tomar decisões e fazer com que as coisas andem para a frente”, afirmou.

Steiner afirmou que tanto Grosjean como Gutierrez têm feito o suficiente para, em teoria, reterem os seus lugares em 2017: “Toda a gente aqui tem feito um bom trabalho e não temos quaisquer problemas, nem com os engenheiros, nem com os nossos pilotos.  Estamos bastante satisfeitos”, concluiu.

A Haas tem feito uma temporada de estreia muito boa, com um quinto lugar no Bahrein como o melhor resultado do ano. Ao todo, a equipa americana já obteve 28 pontos, todos conquistados por Grosjean.

Noticias: Sauber adquirida por fundo de investimento suíço

Já se sabia desde há algum tempo que o futuro da Sauber estava garantido, mas não se sabia por quem. Especulava-se que seria o investidor sueco, mas agora sabe-se que foi uma firma de investimento suíça, a Longbow Finance, da zona de Lausanne. Segundo se conta no acordo, a firma de investimento comprou os 70 por cento que pertenciam a Peter Sauber, que abandona de vez a equipa. 

Quanto aos 30 por cento pertencentes à Monisha Kalternborn, ela mantêm-se, bem como o nome da equipa. 

"É clara a intenção da Longbow Finance SA de estabilizar o grupo e criar a base para um futuro competitivo e bem sucedido", afirma no comunicado oficial.

Quanto à Sauber, agradeceu pelos serviços prestados e o gesto que teve em 2009 para voltar a comprar a equipa, quando a BMW abandonou a Formula 1: "Monisha Kaltenborn e eu assinamos na terça-feira um acordo que assegura o futuro da equipa de Fórmula 1 e do Grupo Sauber. Estou muito feliz por saber que o meu investimento corajoso para comprar a equipe de volta, há seis anos, com a intenção de fixar a base em Hinwil e o seu lugar na Fórmula 1 provou ser a mais correta", afirmou.

Kalterborn acrescentou: "Estamos convencidos de que a Longbow Finance SA é o parceiro perfeito para novamente fazer com que a equipa seja competitiva e bem sucedida na Fórmula 1. Ao mesmo tempo, a nova estrutura vai permitir-nos para finalmente expandir ainda mais nosso negócio, onde comercializamos o nosso know-how. Esta solução é no melhor interesse de nossos funcionários, parceiros, fornecedores leais, a nossa base em Hinwil e o automobilismo suíço".

Pouco se sabe da Longbow Finance. Establecida em 1963, é uma "joint stock company", e nos últimos 20 anos tem estado a investir no mercado de ações e obrigações, no imobiliário e seguros.

A Grande Tenda


O programa vai acontecer neste outono, no Amazon Prime, e o primeiro episódio acabou de ser filmado. E como eles prometeram, o estúdio vai ser uma enorme tenda no meio de nada, logo, ele vai ser móvel. E neste primeiro episódio, eles decidiram fazê-lo na África do Sul, perante alguas dezenas de pessoas.

Pelas fotos, parece que estão divertidos a fazer o programa, como sempre. Agora, vamos a ver como e quando é que o programa começará, que é para podermos ver.

terça-feira, 19 de julho de 2016

CNR: Bruno Magalhães vai correr no Rali da Madeira

Bruno Magalhães vai correr no Rali da Madeira ao volante do Ford Fiesta R5 que pertence a João Barros. A RTP Madeira avança hoje com a noticia de que o piloto de 36 anos, que já venceu por quatro vezes esse rali, sempre com a Peugeot, vai correr com o carro que começou no inicio da sua carreira, depois que João Barros não ter conseguido reunir os apoios necessários para fazer este rali.

"Agradeço à ERA Expo, à Delta Cafés e à Socicorreia, sem eles nada disto era possível. Contem comigo para lutar pela vitória" disse Bruno Magalhães à RTP Madeira.

Magalhães vai correr com Hugo Magalhães como navegador. O Rali Vinho da Madeira vai acontecer no inicio de agosto.

A imagem do dia

Tiago Monteiro andou hoje a testar o Mahindra de Formula E no circuito catalão de Calafat. A grande questão é saber se foi algo para experimentar o carro, pois ele é conselheiro do António Félix da Costa, que guia um desses carros e provavelmente matou a curiosidade desse tipo de carros, ou haverá algo mais, pois como é sabido, José Maria Lopez vai ser a partir da próxima temporada, piloto da DS Virgin na Formula E...


Liam Doran, o "bad boy" do Rallycross

O Rallycross sempre foi uma categoria popular. Uma combinação entre asfalto e terra, estas provas velozes, feitas em várias mangas entre eliminatórias, meias-finais e final, ganhou protagonismo desde 2014 quando a FIA decidiu fazer um campeonato do mundo especifico. Por essa altura, atraiu uma quantidade incrivel de pilotos de vários quadrantes, especialmente ex-pilotos de rali como o norueguês Petter Solberg e o francês Sebastien Loeb.

Liam Doran é um desses pilotos. Aos 29 anos de idade (nascido a 22 de março de 1987) é filho de Pat Doran, quatro vezes campeão britânico de rallycross e proprietário do circuito de Lyden Hill, uma das pistas míticas da categoria. Já ganhou nos X Games e foi vice-campeão europeu em 2012 na categoria Supercar. Só que Doran junior também é conhecido pelas suas atividades extra-pista... e nem sempre pelos bons motivos. Em 2014, foi suspenso por seis meses na FIA WRX por causa de uma briga com comissários de pista em Lyden Hill.

Este ano, Doran assinou um contrato com a JRM Racing, onde competia com um Mini John Cooper Works RX, mas este fim de semana, soube-se que o contrato foi rescindido unilarteralmente.  James Rumsey, Diretor da JRM Racing disse lacónicamente o seguinte: “O acordo com a equipa terminou. Este é um assunto interno e nenhum comentário adicional será feito nesta fase. A JRM Racing vai continuar com a preparação das próximas provas do World RX e o programa de desenvolvimento definido para o MINI não será afetado”.

No entando, segundo o tablóide "The Sun", Doran, também conhecido como "The British Bomb", conta que os problemas começaram durante o festival Gatebil, na Noruega. O jornal conta que  “Liam Doran, de 29 anos, envolveu-se numa confusão com os chefes de segurança do evento depois de problemas com o ruído a horas tardias da noite, tendo sido reportado que saltou sobre alguns carros, incluindo um Lamborghini de cem mil libras”. 

Resta saber se esse "salto" foi literal ou pegou no carro e fez acrobacias perigosas...

Com o mal feito, a JRM Racing ainda não decidiu quem vai ser o seu substituto. Os candidatos mais prováveis são o francês Guerlain Chicherit, que costuma participar no Dakar, e o britânico Guy Wilks, de 35 anos e com experiência de ralis.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A imagem do dia (II)

Há precisamente 35 anos, em Silverstone, a McLaren voltava à ribalta. Ao ver John Watson no lugar mais alto do pódio, era o culminar de um processo que tinha começado dois anos antes, quando a equipa fundada por Bruce McLaren tinha batido um ponto baixo, obrigando a reagir. 

Em 1979 e 1980, a McLaren tinha alcançado um ponto baixo. A equipa não tinha conseguido fazer um carro com efeito-solo decente, e nessas duas temporadas, a equipa chegou a ter quatro chassis, conseguindo apenas 26 pontos. Mesmo havendo esperança com o novato francês Alain Prost, a Marlboro, patrocinadora da marca, exigiu mudanças a Teddy Mayer, sob pena de retirar o seu patrocinio.

Por essa altura, a tabaqueira apoiava uma equipa de Formula 2, a Project Four. Era chefiada por Ron Dennis, um antigo mecânico da Brabham, então com 32 anos, que ao longo dos anos tinha andado na competição, tornando-se num dos melhores desse pelotão. Dennis tinha ambições de colocar o Project Four na Formula 1, mas John Hogan, o patrão da Marlboro na Europa, tinha outras ideias. Queria que ambos os projetos se fundissem num, ficando cada um com 50 por cento. Ambos os homens, que não gostavam um do outro, acederam: um, porque garantia a sobrevivência, outro porque alcançava a Formula 1 e quem sabe, poderia ficar com a equipa sem gastar um tostão.

A partir dali, todos os projetos de chassis se chamaram McLaren-Project Four: MP4.

A Marlboro decidiu chamar para ali um projetista inglês, john Barnard, que tinha dado nas vistas ao construir o Chaparral 2K, com motor Offensauser Turbo e que tinha dado a Johnny Rutheford a vitória no novo campeonato CART, com um material novo: fibra de carbono. Leve e muito resistente, feito a partir de cerâmica, cozido em fornos de alta temperatura, era fabricado numa firma de Denver, que tinha trabalhado com a NASA, a Hercules Aerospace.

Barnard desenhou o carro e construiu um monocoque totalmente em fibra de carbono do qual era uma estreia na Formula 1, cujos chassis eram feitos de aluminio. O carro estreou-se no GP da Argentina, mas os primeiros pontos aconteceram em Jarama, quando Watson dava à equipa o seu primeiro pódio desde o GP da Argentina... de 1979. Na corrida seguinte, Watson fora segundo, atrás de Alain Prost, que agora era piloto da Renault, e depois veio o GP da Grã-Bretanha, que nesse ano foi no veloz circuito de Silverstone.

Watson foi quinto na grelha, mas conseguiu fugir à confusão nas primeiras voltas, que eliminou, entre outros, Alan Jones e Gilles Villeneuve. Watson aproveitou também a desistência de mais alguns pilotos para dominar uma corrida de atrito, acabando com uma vantagem de 40 segundos sobre Carlos Reutemann, no seu Williams. Após três anos e meio, depois de James Hunt ter ganho o GP do Japão de 1977, a McLaren estava de volta ao lugar mais alto do pódio.

Aquela foi a única vitória de Watson e da McLaren naquele ano, que também foi marcado pelo acidente do mesmo Watson em Monza, onde o carro ficou partido em dois, mas o piloto saiu incólume. O carro está até aos dias de hoje em exposição no átrio da empresa, para demonstrar o poder e a resistência da fibra de carbono. E desde aquele dia, a Formula 1 iria ser completamente diferente. 

A imagem do dia

A 18 de julho de 1976, eu tinha seis dias de vida. E nesse domingo, dali a algumas horas, em terras canadianas, a ginasta romena Nadia Comaneci, então com 15 anos, irá tirar o primeiro "10" da história da ginastica nos Jogos Olimpicos, fazendo história. Mas em Brands Hatch, palco do GP da Grã-Bretanha desse ano, outra história estava a ser marcada, entre a fama e a polémica.

Os britânicos tinham ido aos magotes, naquele dia de calor - a Europa vivia um dos verões mais quentes até então - para apoiar James Hunt, que consideravam como o unico rival de Niki Lauda naquela temporada, e que parecia ir imparável a caminho do bicampeonato. Hunt tinha ganho a corrida anterior, em França, e a McLaren tinha ganho o apelo da desclassificação do GP de Espanha, dois meses antes. Em duas semanas, tinham conseguido dezoito pontos e consolidar a segunda posição no campeonato.

A partida foi atribulada, com uma carambola em Paddock Hill Bend, com os Ferrari e Hunt a se envolverem no acidente, bem como o Ligier de Jacques Laffite. Os carros foram recolhidos e os mecânicos tentaram reparar a tempo, pois os comissários decidiram que eles não poderiam recorrer aos carros de reserva, sob pena de desclassificação. E para chegarem ali, teriam de dar uma volta inteira ao circuito, correndo o risco de danidicarem ainda mais o carro.

Hunt não o fez, levando o carro para as traseiras, entrando diretamente nas boxes, e os comissários viram isto, decidindo exclui-lo da corrida. E quando o público soube da noticia, ficaram zangados de tal forma que atiraram as garrafas de vidro para a pista, arriscando a furos a alta velocidade. Com esse perigo em mente, a organização cedeu e reinstaurou Hunt, que viu os seus mecânicos a conseguirem reparar o carro a tempo. 

Ainda considero hoje em dia como a grande cena que não entrou no "Rush". É verdade que por essa altura, a BBC fazia um boicote à competição porque uma das equipas tinha um patrocinio... inconveniente (a Surtees era patrocinada pela marca de preservativos Durex), mas quando conhecemos as circunstâncias dessa corrida, os "pormenores saborosos", mais não conseguimos acreditar porque é que não entrou no filme...

No final, a corrida aconteceu e Hunt consegui passar Lauda, vencendo a prova. Depois da bandeira de xadrez, estava feliz. Entre um cigarro e um gole de cerveja, ele disse que tudo aquilo se tinha resumido a "nove pontos, vinte mil libras e muita felicidade". Mas a Ferrari não ficou calada e recorreu à decisão da corrida, que demorou dois meses a ser tomada a favor da Scuderia de Maranello. Mas durante esse tempo, a Formula 1 viu imensa coisa...