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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

WRC: Rali da Suécia debaixo de neve e gelo

O Rali da Suécia vai acontecer no final da semana, e as condições são perfeitas para esta época do ano na zona de Karlstad, no centro do país. A organização fala que as estradas têm muita neve e a zona vive um estado de inverno rigoroso desde há várias semanas.

Temos muita neve, as condições são muito boas em toda a área do rali, mesmo na etapa mais a sul em Karlstad”, disse Glen Olsson, o CEO do Rali da Suécia, ao site wrc.com. “O que esperamos agora são alguns dias quentes, que parece que vamos ter. A neve seca pode derreter em gelo e dar-nos estradas melhores para os pneus”, prosseguiu.

E é isso que a organização anda à espera: que a camada de gelo extra, com dez a quinze centímetros, ajudem os pilotos no rali, na escolha dos melhores pneus para a aderência nos troços onde passarão a prova.

Temos estado a regar as estradas para construir essa base de gelo, normalmente é 10-15 centímetros na super especial. Também regamos o final dos troços de Torsby e Torsby Sprint, nas secções que são muito usadas. Com tantas estradas é impossível regá-las todas, mas esperamos receber alguma ajuda de cima para criar mais gelo em cima da terra. Ainda assim, é muito, muito bom. Não nos devemos queixar. É um belo paraíso de Inverno para todos os gostos, mas temos sempre como objetivo as melhores condições possíveis.”, concluiu.

A segunda prova do campeonato do mundo de ralis decorre entre os dias 14 e 17 de fevereiro na região de Värmland, no centro-oeste da Suécia, com troços também do outro lado da fronteira, na Noruega, mostrando que não é só a única prova em piso de neve, como também é a única prova trans-fronteiriça do campeonato.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Vai chover em Interlagos!

Está a chover por estes dias em São Paulo, e até domingo, esse poderá ser o panorama geral. Com as temperaturas altas, na ordem dos 22 a 26 graus, ao longo do final de semana, é a precipitação que irá causar impacto. Se na sexta-feira, elas poderão ser relativamente baixas, mas constantes - na ordem dos 30 por cento - estas poderão subir no sábado e domingo, altura da qualificação e corrida, podendo causar impacto.

No domingo, as chances de chuva aumentam para perto de sessenta por cento, estando ainda no meio da semana. É óbvio que ainda faltam mais alguns dias, mas a hipótese de termos uma corrida chuvosa pela frente é absolutamente possivel. E uma corrida chuvosa, nos tempos que correm, poderá ser uma onde o Safety Car poderá andar o tempo todo na frente do pelotão...

Veremos o que vai ser este fim de semana.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Meteo: Pode chover fortemente em Austin!

Poderá chover fortemente em Austin durante o fim de semana do GP dos Estados Unidos. E para piorar as coisas, está-se a instalar uma frente fria no Texas, que está a fazer baixas as temperaturas para recordes... negativos.

Por estes dias, uma frente fria vinda do Canadá trouxe não só muita chuva, mas também temperaturas muito baixas como já não se viam por aquelas paragens. O termómetro chegou mesmo a baixar aos 6 ºC, as temperaturas mais baixas em cerca de um século. Ora, essa é uma região habitualmente quente nesta altura do ano. 

E as previsões apontam que as condições de mau tempo possam continuar para o fim-de-semana do Grande Prémio, embora com um desagravamento em relação a hoje, onde houve inundações em alguns pontos do Circuit of the Americas. Contudo, hoje prevê-se que haja 50 por cento de chuva no sábado, dia da qualificação.

Caso chova nesse dia, e apesar de não ser nenhum furacão, isso poderá fazer lembrar a edição de 2015, onde por causa do furacão Patrícia, a qualificação ficou adiada para o domingo de manhã, horas antes da prova própriamente dita. 

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Vai chover na zona de Suzuka?

O fim de semana do GP do Japão poderá ser parecido com o de 2014: um tufão poderá estar a caminho da zona de Mie, lugar onde se situa Suzuka. Mas se não aparecer nas proximidades, o fim de semana será chuvoso, pelo menos na sexta e no sábado. De acordo com os sites meteorológicos, sexta e sábado será polvilhado com chuva, com temperaturas entre os 24 e os 26 graus Celsius.

O tempo no domingo será nublado, mas sem previsão de chuva. 

O centro do Japão foi atingido no fim de semana passado pelo tufão Trami, que causou onze mortos, mas vem outro a caminho, o Kong Rey, que à partida passará mais a sul, por Ryukyu e Okinawa, mas há a chance de se desviar um pouco mais a norte e atingir Honshu, a ilha principal. Está neste momento ao largo das Filipinas e está na categoria 5, o máximo. Contudo, quando chegar ao arquipélago nipónico, poderá estar enfraquecido. 

Também poderá haver a possibilidade de se desviar para o leste da China e a península coreana, causando chuva intensa e consequentes inundações, e claro, ventos fortes na ordem dos 180 km/hora.

sábado, 4 de agosto de 2018

A imagem do dia

"A chuva era incrível - não se via nada! Não via os meus pontos de referência para as travagens, nem o carro à minha frente (...) nem queria pensar o que acontecia atrás de mim. O circuito é estreito e mesmo com boa visibilidade é difícil ver onde estamos.(...)"

"Depois [de chegar à liderança] foi andar o mais depressa possível. Duas voltas depois tinha uma vantagem de 34 segundos e continuei a aumentá-la, sempre com o cuidado de não pisar qualquer poça. A três voltas do fim, achuva aumentou. Havia rios cruzando a pista. Perto do Karrussel, o carro fugiu, o motor morreu, derrapei em direcção a um comissário, ao lado de uma árvore. Quando ele saltou para um lado, vi que o ia atropelar, mas aí os pneus aderiram e retomei o controlo do carro. Quando Graham Hill chegou a esse local, saíu de pista, mas o comissário tinha mudado de local..."

"(...) Foi uma vitória esfuziante para mim, mas fiquei ainda mais feliz por acabar a corrida. Esta foi talvez a maior ambição quanto a ganhar em circuito. Aquela corrida jamais deveria ter sido realizada e tê-la ganho com tal vantagem deu-me credibilidade sempre que pedia algo a favor da segurança".

Jackie Stewart temia Nurbugring. Não era por acaso que o chamava de "Inferno Verde". Sempre que fazia a viagem para o circuito, da sua casa que tinha na Suíça, olhava para trás, pensando se iria voltar daquela vez. Naquele ano de 1968, numa temporada onde tinham visto quatro pilotos a morrerem, quase todos num dia 7, correr no Nordschleife era um desafio. Mas correr naquele lugar quando havia nevoeiro, frio e chuva, o desafio era bem maior. A mesma coisa acontecia com Spa-Francochamps, mais curto - 14 quilómetros - mas igualmente perigoso.

A partida aconteceu uma hora mais tarde, devido ao mau tempo. E a tática de Stewart, sexto na qualificação, foi de chegar à frente o mais possível e depois ir embora, pois sabia que o "spray" dos carros prejudicava bastante a condução. O escocês demorou uma volta para fazer, e no final da primeira volta, já tinha nove segundos de avanço. E depois alargou, alargou, alargou... até chegar aos quatro minutos, meia volta à pista. Mais de onze quilómetros. 

Uma grande corrida do qual todos aplaudiram, e do qual o escocês reconhece que foi a sua melhor corrida da sua carreira. E isso também foi importante na causa que defendia na altura: a da segurança. Ele queria melhores circuitos, melhores carros, mais resistentes, e que premitiam dar ao piloto uma possibilidade de sobrevivência. Na altura, Stewart era chamado de "cobarde", mas depois do que tinha feito naquele dia, a sua voz era mais respeitada. E as coisas evoluiram muito. Os circuitos foram modificados, melhorados. Os carros foram melhorados. Aos poucos, as possibilidades de uma morte porque o carro pegou fogo diminuíram, mas foi apenas doze anos depois, quando a Formula 1 começou a construir os seus chassis em fibra de carbono, a resistência aumentou bastante.  

Contudo, o medo da morte ainda pairava. Tanto que no final da corrida, perguntou a Ken Tyrrell sobre a concorrência:

- Ficou alguém para trás?
- Não. Todos sobreviveram.

De uma certa maneira, quebrou-se ali uma certa maldição. É óbvio que iria acabar algum dia, o azer não dura para sempre, e ninguém é assim tão supersticioso, mas naquele circuito e naquelas circunstâncias, até foi bom que se tenha quebrado esse temor, essa espada que pairava sobre os pilotos.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Budapeste pode ser agitada

A Formula 1 vai de Hockenheim para Budapeste, mas é provável que o tempo não os largue. Se no domingo tivemos alguns momentos de chuva, suficientes para mexer na classificação geral, no fim de semana que aí vêm.

Há chances de chuva na sexta-feira, mas menos no sábado. Contudo, no domingo, com temperaturas na ordem dos 32 graus Celsius durante o dia, as chances de chuva por alturas da corrida andam pelos sessenta por cento, que se prolongarão até ao final da tarde.

Com a tradição das corridas chuvosas serem corridas bem agitadas por aquelas bandas - pode-se ver como foi em 2016 (na foto) - é provável que esta não seja uma prova aborrecida. Contudo, apenas no dia da corrida é que se vê se as expectativas correspondem... ou não. 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

E parece que vai chover em Barcelona!

A Formula 1 foi surpreendida em fevereiro quando nevou durante os testes de pré-temporada no circuito de Barcelona, criando um ambiente algo fora do vulgar no automobilismo. E poderá não ser único: segundo conta a meteorologia, as chances de chuva no fim de semana de Grande Prémio são muitas.

Se na sexta e sábado, as chances de chuva são escassas, as coisas no sábado à noite mudam bastante, com muita chuva durante a madrugada e de manhã. Mas à hora da corrida, e ao contrário do que se fala na noticia (fala-se de 75 por cento de chance) a chuva parará e a corrida poderá acontecer a seco, com temperaturas a rondar os vinte graus.

Vai ser interessanrte, e atá à hora da corrida, algumas coisas podem mudar, mas pelos vistos, este ainda vai ser uma corrida a seco. E não a nevar, como em fevereiro...

quarta-feira, 21 de março de 2018

Meteo: vai chover em Melbourne!

O fim de semana de estreia da Formula 1, em Melbourne, vai ter um pouco de tudo. Até chuva. Segundo as previsões meteorológicas previstas neste fim de semana, apesar de temperaturas amenas, na casa dos 24 graus Celsius, os dias não vão ser iguais. 

Na sexta-feira, vai estar céu limpo e temperaturas a rondar os 29 graus à hora dos treinos livres, de adaptação ao circuito, mas as coisas serão bem diferentes no sábado, à hora da qualificação. Aí, as chances de chuva serão à volta de 90 por cento, numa temperatura a rondar os 24 graus, e também se ouvirão trovoadas.

No domingo, dia de corrida, os céus estarão um pouco mais claros, e as chances de chuva aerão próximas do zero, pois apenas choverá mais tarde no dia. Mas a ideia de ter uma grelha de partida toda baralhada na primeira prova do ano até será bem interessante... mas também a chance de termos uma qualificação a arrastar-se no tempo, como foi em Monza no ano passado, poderá ser uma realidade.

Veremos.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Poderá nevar em Barcelona?

É uma informação altamente especulativa, mas contaram-me ontem à noite que poderá nevar na terça e quarta-feira na zona de Montmeló, em Barcelona. Precisamente dias onde a Formula 1 andará em testes. 

É verdade que o boletim meteorológico poderá não ser totalmente exato, mas basta fazer uma pesquisa no Google e ver que na quarta-feira, por exemplo, existe uma possibilidade muito alta de chuva, que, aliado a temperaturas perto do zero, poderão fazer com que neva na zona. O que até poderia ser um espectáculo interessante...

Veremos.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A(s) image(ns) do dia





Texas não é dos melhores lugares para uma queda de neve, mas aconteceu esta madrugada em Austin. Ora, esse é o lugar onde está situado o Circuit of Americas, e claro, o pessoal não perdeu tempo em tirar fotos de um momento bem raro. E não foi só aí. Houve sitios no norte do México onde também nevou, algo que não acontecia desde 1985.

No final do dia, há certas partes do mundo que vão ter o seu Natal branco...

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Vai chover muito... mas não na corrida

O fim de semana e Interlagos vai ser chuvoso, mas apenas na sexta e sábado. É o que conta o boletim meteorológico para o fim de semana em São Paulo. Se as temperaturas serão amenas, na ordem dos 27 graus, já na parte da precipitação, as coisas vão ser complicadas.

Na sexta-feira, a percentagem de chuva vai ser muito alta, com a certeza da chuva por volta do meio-dia e das três da tarde, altura em que estão previstas os treinos livres. Logo, a possibilidade de não poderem fazer muitas voltas no circuito é bem alta, devido à precipitação.

No sábado, por alturas do terceiro treino livre e da qualificação, as coisas tambem serão complicadas. A possibilidade de chuva será de 75 por cento por volta das nova da manhã, diminuindo para os 50 por cento ao meio dia. alturas da qualificação. Porém, a partir das três da tarde, diminui bastante, e assim ficará no dia de domingo, quando a chuva dará lugar ao céu pouco nublado ou até limpo, com temperaturas de 27 graus.

Assim sendo, a chuva que aconteceu no ano passado não acontecerá neste ano.  

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Como vai estar o tempo em Austin?

O fim de semana de Austin, a primeira das quatro "finais" que vai decidir o título mundial de Formula 1 deste ano, poderá ter chuva durante o fim de semana, mas é provável que não influencie muito. De acordo com as informações divulgadas até ao momento, sexta-feira será o dia mais provável em ter chuva, com precipitações a rondar os 38 a 44 por cento ao inicio da tarde, com a temperatura máxima a rondar os 28 graus.

Quanto a sábado e domingo, apesar das previsões de aguaceiros e temperaturas a rondar os 30 graus, as chances de chuva são relativamente baixas, quer na qualificação (entre os 14 e os 24 por cento), quer na corrida (16 por cento na hora da corrida, depois de uma forte possibilidade de chuva de manhã). 

Assim sendo, apesar das ameaças, as coisas poderão ficar-se por aí.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Noticias: Fim de semana chuvoso em Sepang

O último fim de semana malaio da Formula 1 poderá ser chuvoso. É isso que indica o boletim meteorológico previsto para os três dias seguintes. Se na sexta-feira é mais do que inevitável (entre os 37 e os 52 por cento), no sábado, por alturas da qualificação, as chances serão mais pequenas (cerca de 37 por cento), mas no domingo, as hipóteses aumentam para 48 por cento na hora da corrida. Mas se fosse três horas antes, por alturas do warm up, as chances sobem para 71 por cento.

Isso poderá querer dizer que, mais do que ter uma corrida debaixo de chuva, é aquilo que vimos na qualificação de Monza, no inicio do mês: se chover, a sessão é interrompida, por causa da (como chamam alguns) obsessão pela segurança por parte da FIA. Logo, a chance de complicações nesse sentido é possível. 

E ao longo da história, já choveu imenso em terras malaias. Em 2003, houve uma "flash flood" que interrompeu temporariamente a corrida, e em 2009, foi a chuva que causou o fim prematuro da corrida, com os pilotos a ficar com metade dos pontos.

Veremos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Secos e Molhados, ou uma tentativa de falar sobre as regras

No sábado, ao ver os eventos em Monza, onde de quinze em quinze minutos andávamos a ver se a pista estava em condições de dirigibilidade, escrevi um post aqui no blog, perguntando sobre se a Formula 1 estava a americanizar-se em termos de segurança. Bem explicado, queria referir se a categoria máxima do automobilismo tinha desistido de ter os seus carros em pista molhada, como faz a IndyCar em relação às ovais. Claro que não: a categoria americana não quer os seus carros a circular a 370 km/hora numa Indianápolis da vida porque se bater nas barreiras em piso seco já é perigoso, bater no molhado mais perigoso fica, com ou sem uma barreira SAFER lá colocada. E a Indy corre em mistos à chuva ou com piso húmido.

Contudo, esse post de sábado teve consequências. Tive uma resposta na caixa de comentários que não só me fez pensar a mim, como a mais alguns dos meus amigos blogueiros. Começo primeiro pela resposta de alguém que se identifica como "Bruz", que coloco aqui na íntegra (mesmo com as asneiras, por uma questão de autenticidade):

"O problema de hoje caro Paulo, é que a FIA não deixa mexer nas regulagens. Se acertar hoje para chuva e amanha faz sol, fudeu. Se as equipas acertaren no sabado para seco y no domingo chover, não tem como andar con eses monopostos baixos demais.

Até a FIA não derogar essa estupida regra que não deixa mexer nos acertos de sabado para domingo, vc seguirá assistindo essa putice de carrinhos andando atrás do SC se chover. Mas tem coisa pior do que essa, lembra que também acabaram com os acertos da Caixa de cambios para cada corrida. Tem alguma coisa mais fora do contexto da F1 e o acerto do piloto do que isso??? Ehhh meu caro, essa foi uma medida anti Vettel.

Agora vem ai o Halo. Eu sou dos que sostenho que atranqueira é perigosa. Pode virar objeto que fere o piloto em caso de pancada..."

O Ron Groo leu a resposta e achou que valia a pena escrever sobre ela no seu sitio, algo que fez na terça-feira. Eu coloco aqui o link para lerem o post no seu todo, mas coloco aqui uma amostra:

"Então porque a classificação foi interrompida? Algumas informações que vieram à tona sobre a construção dos pneus de chuva e de sua eficiência ajudam a entender um pouco. Segundo a Pirelli, o pneu de chuva (composto identificado com faixa azul e ranhuras) escoa pouco mais de 60 por cento da água. Junte isto a uma drenagem insuficiente da pista de Monza.

Outro detalhe: os carros têm menos peso e muito mais potência. Este ano principalmente com as alterações feitas na parte aerodinâmica. (...)

Outra coisa que pode ajudar a entender toda a situação é a rigidez das regras de parc ferné  onde, após a classificação, é proibido voltar a mexer nas regulagens dos carros sob pena de perda de posições.

Este tópico, levantado por um dos leitores do espaço Continental Circus do Paulo, lembra que se as equipes fizerem uma regulagem de suspensão e mapa de motor para pista molhada na classificação e por obra da natureza as condições mudarem totalmente (como aconteceu nesta edição de 2017) para a corrida, nada poderá ser feito e vantagens serão perdidas. O mesmo vale para a situação contraria".

Não há uma resposta simples para isto tudo. Eu direi que a Formula 1 atual vive (para além do excesso de segurança) um regulamento demasiado detalhado, complicado de entender por parte dos fãs e em muitas medidas, opaco. A opacidade vem dos tempos de Bernie Ecclestone e dos primeiros Acordos de Concórdia, e isso vai demorar o seu tempo até mudar essa ideia opaca, rumo a uma maior transparência, por muito que a Liberty Media faça a sua parte para a fazer acessível aos fãs.

Os detalhes - quase mesquinhos, vendo esta parte sobre a proíbição de mexer nas afinações dos carros em parque fechado - fazem lembrar uma ideia do qual pouco se discute, mas muito se fala. Algo que um dia, Mark Donohue chamou (e escreveu um livro sobre), o "The Unfair Advantage", a Vantagem Injusta.

Recuo uma geração, para 1968. Nesse ano, a Ferrari coloca uma asa atrás do motor do carro de Chris Amon, no sentido de dar downforce à traseira, para ganhar maior aderência. A partir dali, houve uma "corrida aos armamentos" em termos de altura e maleabilidade dessas asas, que acabou mal no GP de Espanha de 1969, quando os Lotus 49 de Graham Hill e Jochen Rindt quebraram à vista de todos. Na década seguinte, a aerodinâmica torna-se numa espécie de "wild west" onde as nenhumas regras fazem com que se alimente a imaginação dos aerodinamistas, como Colin Chapman. Foi ele que fez os carros-asa que ficaram na nossa memória, como o modelo 72 e o 79. Ou grandes fracassos como o 80.

Pulando para 1981, Chapman faz o 88, com chassis duplo, independente um do outro, que faz com que o carro fique confortável independentemente das condições da pista. A FISA correu para a proibir, apesar dos comissários locais a aprovarem, nos casos de Long Beach e Jacarépaguá, as duas primeiras corridas daquela temporada. O que aconteceu? O ambiente mudara, as equipas querem impedir essas "vantagens injustas". E já tinha acontecido três anos antes, quando apareceu o carro ventoínha, o Brabham BT46B, no GP da Suécia de 1978, criação de Gordon Murray.

A criação tinha sido cortada. E as regras seguintes fizeram de tudo para que se cortassem aquilo que chamo de "escapatórias" para determinadas regras, quer em termos aerodinâmicos, quer em termos mecânicos. A ideia, para a FIA, era cortar nos custos, mas na realidade, cortou na imaginação, ou seja, não poderia haver uma solução criativa para tentar apanhar a equipa que estava na frente e ficar com o seu lugar. O último dos grandes criativos é Adrian Newey, e ele hoje em dia já disse em entrevistas que está crescentemente frustrado com a Formula 1 atual e com os livros de regras, que não lhe permitem ser criativo.

E é isso que leio com a história destas regras: temos um monopólio em termos de pneus, e a FIA diz a eles para que arranjem um compósito que não seja tão mole, ao ponto de perigar a segurança, nem tão duro, ao ponto de tornar as corridas aborrecidas. E estes compósitos, combinado com a má drenagem de Monza - no meio de um parque florestal, com as folhas a bloquearem os esgotos pluviais em caso de chuva intensa - fazem com que a situação fique próximo do impraticável.

Um quebrar do monopólio seria uma boa solução? Sim... mas a curto prazo. Meter mais uma ou duas marcas no jogo - imaginemos Michelin e Goodyear, ou Goodyear e Bridgestone - faria com que aumentasse a qualidade dos pneus, quaisquer que eles sejam, mas ao fim de três ou quatro anos, a derrotada (ou derrotadas) iria abandonar a Formula 1 e dedicar-se a outras competições. É o risco que corre. Históricamente, a Formula 1 nunca teve mais do que quatro marcas ao mesmo tempo, e não durou mais do que um ano.

Em suma, o excesso de regras faz mal, é certo. Sobre a situação acima referida, está identificável e tem as suas razões e possíveis soluções. Mas quando vamos ler nos comentários das redes sociais sobre o que realmente as pessoas querem sobre a Formula 1 atual, "o que o povo quer", é aquilo que escrevi no dia seguinte por aqui: é uma questão psicológica, quase perigosa. E sobre isso, mantenho o que disse. Nem sempre ouvir o povo é bom conselheiro, porque tem guardada na sua memória um "momento ideal" que de ideal não tem nada, está mais na categoria de uma utopia perigosa, tão perigosa como as que foram seguidas ao longo do século passado, com consequências catastróficas.

Rasgar o livro de regras e começar tudo de novo é como vermos um eclipse solar: só funciona por muito pouco tempo, e não resolve nada a longo prazo.  

sábado, 2 de setembro de 2017

O que é que queremos à chuva?

Conheço uma historieta do GP da Alemanha de 1968, corrido no Inferno Verde de Nordschleife. Quando Jackie Stewart cortou a meta no primeiro lugar, a primeira pergunta que fez a Ken Tyrrell foi: "Quantos morreram?", ao que o velho madeireiro disse: "Nenhum". Era o dia 7 de agosto, e desde abril que morria um piloto naquele dia. Primeiro, Jim Clark, depois Mike Spence, Ludovico Scarfiotti e Jo Schlesser. Algum dia, tinha de acabar. 

Hoje em dia, uma corrida como essas seria imediatamente cancelada. E não falo so da chuva, falo também do nevoeiro que havia naquele dia, em algumas partes daquele circuito monstro de 23 quilómetros. Com uma coisa dessas, ou riscavam a corrida do calendário ou adiariam para outro dia, com os espectadores a questionar porque é que correriam em circunstâncias como aquelas. Ali, naquele tempo, não havia escolha. E não só muitos aceitavam como achavam que teria contornos de épicidade, que entrariam nos livros de História. 

Nos vinte anos após a II Guerra Mundial, os pilotos de Formula 1 tinham em estatuto semelhante aos pilotos das Forças Aéreas, os ases dos ares. Eram heróis, e as suas mortes em combate abririam portas à imortalidade, com funerais de estado. Os poetas cantariam loas à sua coragem e os seus adversários carregariam o seu caixão, honrando com a sua presença. 

Agora, não pode ser assim. Tudo mudou, os tempos são agora outros. Os circuitos mudaram, os carros mudaram, os pilotos mudaram. Vivemos numa altura em que a segurança é mais importante do que a coragem, do que o medo da morte. Vão ver o que as marcas estão a anunciar. Potência, velocidade? Não, segurança. Não é mais a velocidade ou a potência que a FIA vende. Vão lá ver qual é o "mantra" de Jean Todt: segurança, especialmente segurança na estrada. Ignoramos que todos os anos, milhão e meio de pessoas morrem em acidentes de estrada, por exemplo. 

Niki Lauda dizia que sempre que ia para a pista, nos anos 70, de que tinha uma chance de 20 por cento de um acidente mortal, e aceitava isso. Agora, ninguém aceita. É uma atividade altamente escrutinada, e o fã esquece sempre que não é algo que se vê por apenas meia dúzia de pessoas, é vista por milhões um pouco por todo o mundo, nesta aldeia global. E se tens uma morte, essas pessoas - que não entendem nada de automobilismo, mas vêm o que vêm - vão perguntar porque não fazem nada para evitar mais mortes. Podem chamar o que quiserem, que é "F1 Nutella", mas esses fãs "die harders" são cada vez mais uma minoria, numa maioria que não tolera mais o desporto de gladiadores que muitos acham que o automobilismo deveria ser. 

E pior: essa gente não aceita que os tempos mudaram. Podem ver a discussão sobre o Halo. Não dizem que é inseguro, dizem que é... feio. Mas essa gente ainda vive no século XX quando já estamos na segunda década do século XXI. 

Claro, o que vimos esta tarde em Monza começa a ser um exagero. Será que é pelo excesso de segurança ou algo mais? Disseram ao longo da transmissão que os pneus Pirelli não são capazes de andar tão bem no molhado como no seco. Se assim for, então poderemos dizer que os pneus azuis servem para pouco mais do que mera decoração. E depois começo a pensar se eles não vão começar a pensar em proibir as corridas à chuva, como fazem a IndyCar nas ovais. Espero que não, acho que seria demasiado radical.

Mas aos que dizem que no passado não era assim, que tudo é "frescura" de Jean Todt, quero recordar que, por exemplo, os GP da Austria de 1975 e o do Monaco de 1984 foram intrerrompidos a meio da prova e os pilotos receberam metade dos pontos, o GP da Austrália de 1991 acabou na volta 14, e o GP de Portugal de 1985 acabou algumas voltas antes do esperado porque chegaram ao limite das duas horas. E sei que nessa corrida, o Ayrton Senna fez várias vezes sinais para a sua boxe para que interrompessem a corrida. Sem efeito. 

Mas falamos de corridas da geração anterior. A ideia de que nesses "gloriosos anos" os pilotos iam para a pista, não interessam as condições, e ali é que se viam os "pilotos de verdade", de uma certa forma, tem o seu quê de mito. Como viram, eles tinham tanto medo como os pilotos desta geração, e tinham de engolir para irem à pista e correr. Hoje em dia, os carros são mais fortes, mas ali já é mais a politica. Foi como aconteceu a Jules Bianchi em Suzuka, apesar das circunstâncias terem sido mais por causa de um trator que não deveria estar ali, numa altura de lusco-fusco. 

Se amanhã chover, saberemos que a prova terá um limite. Não poderá durar mais do que quatro horas, veremos corridas aos repelões, com amostragens das bandeiras vermelhas e partidas atrás do Safety Car. Não gostamos, os fãs mais duros odeiam isto, querem ver uma corrida do inicio até ao fim sem interrupções porque viram como era no passado. Se saíssem da pista em "acquaplanning", diriam que tinha a ver com condições. Mas no passado, tinhamos carros feitos de alumínio com depósitos de gasolina ao lado do piloto, e eles usavam capacetes abertos. Hoje em dia, não vejo reclamações e que os pilotos deveriam voltar a esse tipo de carros e de capacetes. Talvez sejam as pessoas que não querem ver morrer uma certa ideia romântica que tiveram da Formula 1. Mas também se esquecem que a geração mais nova não vai viver isso sem ser nos videos do Youtube e nas fotos do Pintrest. E vão perguntar aos mais velhos porque é que os deixavam ir para a pista, sabendo que teriam um risco muito alto de morte.

Formula 1 2017 - Ronda 13, Itália (Qualificação)

Em dois fins de semana seguidos, veremos Formula 1 em circuitos clássicos, algo do qual não temos muitas chances na vida, para sermos honestos. Depois de Spa-Francochamps, veremos a Formula 1 em Monza, a última paragem europeia no calendário, antes de viajarem pela Ásia e Américas, onde se decidirá o campeonato, neste duelo cada vez mais intenso entre Mercedes e Ferrari.

Normalmente, setembro ainda é verão em Itália, e a chuva é um elemento muito raro por aquelas bandas. Desde que há Formula 1 naquele lugar, em dias de corrida só choveu em 2008, e houve uns pingos ameaçadores em 1981. Para treinos, houve também em 1984, mas este ano havia chances de ver pingos de chuva ao longo do final de semana. A realidade foi que, com o tempo ameaçador, a chuva fez a sua aparição durante a madrugada deste sábado e lá ficou até à hora da corrida. Na realidade... iria ficar toda a tarde, interferindo na classificação, como iríamos ver.

Mas ainda antes do boletim meteorológico, ainda tivemos a procissão de penalizações. Desta vez foram os Red Bull absolutamente penalizados, e mais Fernando Alonso e Carlos Sainz Jr, praticamente preencheram as suas últimas linhas da grelha de partida. E a seis provas do fim, parece que, pelo andar da carruagem, o "poleman" vai ser o menos penalizado possível. Enfim...

O dia da qualificação vimos o que se esperava: chuva constante. Mas a Formula 1 de hoje em dia, onde a segurança é mais importante, fez deste cenário algo parecido com uma farsa, em nome de um excesso. Andaram por alguns minutos na pista, que acabou quando Romain Grosjean bateu forte na Vialone, por causa do "acquaplanning", mas depois parou. O francês aproveitou para se queixar da situação: "as condições estavam terríveis".

Passaram trinta minutos, sessenta, noventa... a chuva caia com maior ou menor violência, e a cada 15 minutos, o Safety Car andava na pista para saber das condições em Monza. A chuva não parava, e as pessoas começavam a ficar aborrecidas por esta inerrupção, pois pagaram para ver carros a passar pela pista e não ver a chuva a passar.

Contudo, isto não iria durar para sempre, pois, ou seria cancelado e adiado para domingo de manhã - e com isso, toda a programação ficaria baralhada - ou então aproveitariam a primeira aberta para que os pilotos entrassem na pista e fizessem os seus tempos, o que eventualmente, acabou por acontecer, por volta das 16:40 locais, menos uma hora em Lisboa.

A chuva tinha parado, a pista tinha ficado minimamente apresentável, e os carros lá saíram para a pista. Os pneus eram de chuva, e alguns já arriscavam para os intermédios, mas depois a chuva voltou de novo, forçando a trocar para os pneus azuis. Com isto, encerrava a Q1, e com Grosjean sem ir para a pista, os que acompanharam na eliminação foram os Sauber, Kevin Magnussen e Joylon Palmer. Mas alguns destes pilotos sabiam que iriam subir quatro posições na grelha de partida...

Para a Q2, Max Versatappen mostrava que era muito bom à chuva, e se não fosse a penalização, iria ser dos favoritos. Ele já calçava pneus de chuva intensa, enquanto que boa parte do pelotão ainda andava com os intermédios. Contudo, Vettel primeiro, Hamilton depois, mostraram que os esse tipo de pneus ainda eram eficientes. Aqui, mesmo com as condições, era Ferrari contra Mercedes, e claro, eles foram os primeiros a passar para a Q3.

Atrás, a parte final foi mais complicado. Os Williams passaram "in extremis", enquanto que Stoffel Vandoorne foi o McLaren que passou para a última fase, acompanhados pelo Force India de Esteban Ocon, que esteve sempre bem. Quem ficou para trás foram o Renault de Nico Hulkenberg, o Haas de Kevin Magnussen, os Toro Rosso e o McLaren de Fernando Alonso.

Na fase final, todos já estavam com os pneus azuis, pois as condições se agravaram. Hamilton e Bottas faziam os melhores tempos, com os Red Bull a interferirem, para além de Ocon com o seu Force India. Os Ferrari não melhoravam os tempos, lutando contra o aumento da chuva, e tudo parecia que os Mercedes iriam levar a melhor. No final, Lewis Hamilton conseguiu a sua 69ª pole-position da sua carreira, sendo agora o seu líder absoluto, na frente dos Red Bull, que não contam, e de uma forma surpreendente, o Williams de Lance Stroll e o Force India de Esteban Ocon. Raikkonen não passou de sétimo e Vettel nono, mas vão subir mais duas posições devido a razões administrativas.

Mas no fundo, no fundo, o que mostra isto tudo é que, por essas e por outras, que as pessoas gostam das qualificações à chuva: em situações dificeis, ver quem são os mais corajosos. E há quem seja especialista neste tipo de condições.

E assim terminou esta (interminável) qualificação italiana. A chuva fez com que isto passasse de uma para quatro horas, mas no final, acabou por acontecer. É certo que a Formula 1 poderia ter passado por uma publicidade ainda pior, mas no final, as coisas foram "salvas". Amanhã, à partida, não chove, e as coisas parecem ser mais complicadas para os que andaram bem na chuva. Mas vamos a ver, não é?

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Monza vai ser um fim de semana chuvoso

Em 66 dos 67 Grandes Prémios de Itália, em Monza, houve uma coisa do qual só aconteceu uma vez, em 2008: chuva. E foi debaixo de chuva que Sebastian Vettel alcançou a sua primeira vitoria, a bordo de uma Toro Rosso. E nove anos depois, o fim de semana italiano arrisca ser chuvoso.

De acordo com o boletim meteorológico, sábado e domingo serão chuvosos, sendo que neste momento, as possibilidades de chuva vão entre os 43 por cento (sábado) e os 46 por cento (domingo), embora a chuva no sábado poderá ser mais forte, o que poderá interferir na qualificação.

Em suma, será uma qualificação muito, mas muito anormal.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Domingo... vai chover!

Vai chover em Indianápolis, e as coisas podem sem complicadas em termos de corrida. Uma rápida consulta ao boletim meteorológico mostra que à hora da corrida, as possibilidades de chuva são de 55 por cento, logo, poderemos ir a caminho de uma corrida cheia de interrupções... ou até se prolongar por mais do que um dia.

Segundo o boletim meteorológico, entre as 10 até às 18 horas, as possibilidades de chuva - e trovoada - são bem grandes, superiores a 50 por cento. Poderá cair chuva ligeira a moderada, numa temperatura média de 24 graus. Ora, como a corrida não pode decorrer debaixo de uma pista molhada, é altamente provável que tenhamos os carros mais tempo parados nas boxes do que na pista. E a possibilidade de haver corrida na segunda-feira, dia 29 de maio, poderá ser grande, pois nesse dia não está prevista chuva na zona de Indianápolis.

Em suma, a ideia de termos umas "24 Horas de Indianápolis" é bem real. E pode haver muita gente que vai ficar à espera por horas para uma corrida que poderá ou nem começar... ou nem acabar. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Preparem-se... vai chover!

O boletim meteorológico não vai ser muito favorável para máquinas e pilotos no GP de Espanha, neste fim de semana. Para Barcelona, espera-se que o tempo seja de primavera... mas no sentido instável. Se as temperaturas andarão à volta dos 22 graus, o tempo não. Vai fazer sol na sexta-feira, mas o tempo será nublado no sábado e choverá no domingo, com as possibilidades de chuva a ficarem-se pelos 80 por cento na hora da corrida.

Pelos vistos vai ser uma corrida interessante... se não meterem o Safety Car de cinco em cinco voltas.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A imagem do dia

Sem um dos treinos livres, a transmissão televisiva focou noutras coisas. Especialmente, nos "hardcoreres" que estavam ali, na tribuna principal de Xangai, onde apareceram um pouco de tudo. Especialmente o Darth Vader, que parece que tirou férias de perseguir os rebeldes para ir ver Formula 1 a aquela localidade. Coisas...

Mas fora de brincadeiras, o facto do "smog" ter impedido a realização do segundo treino livre, causou que o helicóptero de emergência não conseguisse levantar, causou preocupação. É que no domingo se prevê algo bem parecido, e as organizações - da Formula 1 e do circuito de Xangai - reuniram-se com a ideia de fazer tudo no sábado, ou seja, a qualificação e a corrida. Contudo, não houve acordo e a corrida acontecerá na hora prevista... com a previsão de chuva, temperaturas baixas e nevoeiro.

O que vai acontecer nesse dia? Aqui na Europa, muitos de nós acordarão muito cedo. É provável que em muitos aspectos seja como o que aconteceu no GP do Japão de 2014 ou no GP do Brasil de 2016, ou seja: muitas interrupções por causa da água que cairá na pista, muitas entradas do Safety Car, e corrida... veremos pouco ou nada. E o "smog"? Digamos que é o preço pela industrialização da China e de algo que certas pessoas na América chamam de "teoria da conspiração"...

Nunca houve, na longa história da Formula 1, um cancelamento tão em cima da hora de um Grande Prémio. Corridas cancelas semanas antes, sim, por motivos vários. Dinheiro, politica... mas adiamentos por causa do mau tempo, nunca houve nenhum. Conhece-se muito bem a história do GP do Japão de 1976, que não foi cancelada - ou adiada - porque Bernie Ecclestone tinha comprado os direitos televisivos e a corrida foi transmitida em direto, debaixo de chuva intensa.

Contudo, temos nova gerência, com uma visão diferente da de Bernie Ecclesotne, que fazia de tudo para que o espectáculo continuasse. E se já nesta segunda corrida do campeonato temos esta polémica... meteorológica, agora imaginemos quando na semana que vem, formos ao Bahrein, talvez a corrida mais polémica do calendário, a par da Rússia e do Azerbeijão. Por agora, não há nada no horizonte que nos diga que haja problemas, mas...