Em meados dos anos 80, a Lada queria alguma coisa que servisse de resposta aos carros ocidentais, não só para mostrar a tecnologia soviética no seu melhor, mas também porque precisavam de moeda forte, muito necessária porque, como sabem, a URSS caminhava alegremente para a sua dissolução.
E o mais interessante disto tudo é que tinha injeção da... Porsche! Que ajudou a desenvolver o carro ao mesmo tempo que fazia o mesmo ao Seat Ibiza, que saiu em 1984, com sucesso - e ajudou na sobrevivência da marca espanhola, antes de ser adquirida pela Volkswagen.
O Lada Samara foi um bom caro, que entrou em produção há 40 anos, e durou mais de duas décadas a ser produzido, antes e depois do final da União Soviética. E foi bem acolhido, tanto dentro como fora do país.
sábado, 20 de dezembro de 2025
Youtube Automotive Video: A história do Lada Samara
Noticias: Campeão de Bajas em estado grave depois de acidente doméstico
Assistido de imediato, sofreu uma paragem cardio-respiratória, antes de ser reanimado. Levado para a Clínica de Cuyo, Yacopini permanece nos cuidados intensivos, com prognóstico reservado.
O acidente causou ondas de choque na comunidade do desporto motorizado, tanto na Argentina como a nível internacional. A poucos dias do Dakar de 2026, o piloto argentino, de 26 anos, natural de Mendonza, e navegado pelo espanhol Dani Oliveras, iria correr na equipa oficial da Toyota, numa Hilux T1+ e claro, era considerado como um dos favoritos a um bom resultado no rali, que iria começar a 3 de janeiro, na Arábia Saudita.
E para piorar as coisas, o acidente de Yacopini aconteceu no auge da sua carreira de piloto. Tinha acabado de fechar uma boa temporada de 2025, conquistando o título mundial na Taça de Bajas da FIA na categoria Ultimate, ao volante de uma Toyota Hilux, e a recompensa iria ser esta participação no Dakar 2026 pela Toyota Gazoo Racing South Africa (TGRSA).
Agora, tudo fica no limbo, e as próximas horas serão decisivas na evolução do seu estado de saúde.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Youtube Movie Video: Villeneuve, a ascensão de uma lenda
Descobri isto esta semana: aparentemente, irá aparecer em 2026 um filme sobre os primeiros tempos de Gilles Villeneuve, a sua ascensão, dos snowmobiles até à chegada`a Formula 1, passando pela Formula Atlantic e a sua relação com Joanne Barthes, a mãe de Jacques e Melanie Villeneuve (a propósito, ela é uma das produtoras executivas).
Eis o trailer. Não é tão "hollywoodiano" assim - está falado em francês do Quebec - mas espero que seja um bom filme.
WRC: Munster correrá de Ford em Monte Carlo
"Estou muito feliz e ansioso por começar a temporada em Monte Carlo. Foi aí que conquistei a minha primeira vitória num troço do WRC, e é sempre uma prova com condições complicadas, por vezes até em condições de inverno rigoroso, com neve e gelo”, começou por afirmar Munster. “Os troços são bastante diferentes dos anos anteriores, com uma mistura de estradas novas e algumas favoritas que regressam, por isso é um novo desafio entusiasmante.", continuou.
“Vimos ao longo de 2025 que o Puma Rally1 teve um bom desempenho lá com os pneus macios da Hankook, e sei que temos todos os ingredientes para nos sairmos bem. Será um desafio, especialmente por ir diretamente do Dakar para o reconhecimento do percurso em Monte Carlo no dia seguinte, pelo que janeiro será muito atarefado – mas terei tempo para dormir em fevereiro.”, concluiu.
Munster tem, até agora, apenas este rali confirmado na sua agenda, mas ele afirma estar a considerar algumas opções num Rally2 ao longo do ano, desconhecendo-se por agora se será ao serviço da M-Sport ou não.
Aos 26 anos de idade, Munster participou nas últimas três temporadas, quer em Rally1, quer em Rally2, especialmente em 2023. Ao todo conseguiu 92 pontos, com o seu melhor resultado a ser cinco quintos lugares, três em 2024 - Sardenha, Europa Central e Japão - e dois em 2025, no Quénia e no Japão.
Noticias: Noah Monteiro continua na Formula 4 espanhola
“É um prazer voltar a contar com um piloto como o Noah na nossa equipa para a temporada de 2026 da F4 Spain. No seu primeiro ano em monolugares, ficou bem patente a sua rápida adaptação a uma categoria tão exigente e competitiva como esta, sendo capaz de lutar de igual para igual com pilotos muito mais experientes. O Noah possui um talento inegável, destacando-se pela sua consistência em corrida e por uma enorme maturidade para um piloto com apenas dezasseis anos recém-completados.”, afirmou.
Já o piloto também está contente com este resultado.
“Estou orgulhoso por confirmar a minha continuidade na F4 Spain com a Griffin Core by Campos para a temporada de 2026. Agradeço a confiança e o apoio que a equipa e os meus patrocinadores me têm dado. Conseguimos construir juntos uma base verdadeiramente sólida e estou ansioso por continuar a trabalhar, evoluir e procurar resultados ainda melhores em 2026.”
O calendário da próxima temporada da Formula 4 espanhola arrancará no circuito Ricardo Tormo, em Cheste (11 e 12 de abril), antes de seguir para o Algarve (6 e 7 de junho) e Alcañiz (20 e 21 de junho). A quarta prova, cujo circuito ainda está por definir, terá lugar em pleno verão, nos dias 8 e 9 de agosto. A segunda metade da temporada decorrerá com visitas aos circuitos de Jerez (26 e 27 de setembro), Los Arcos, em Navarra (10 e 11 de outubro) para terminar em Barcelona (7 e 8 de novembro).
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
WRC: FIA apresenta o conceito do WRC27
A FIA apresentou esta quinta-feira ao mundo o conceito do WRC27, o tipo de carros que ela quer que apareçam a partir da temporada de 2027, marcando uma nova era na disciplina. O ‘concept’ agora apresentado traduz visualmente os princípios regulamentares da plataforma WRC27, oferecendo uma primeira imagem concreta do tipo de carros que irão competir ao mais alto nível internacional. A FIA quer que esta nova fórmula assente num ciclo regulatório de longo prazo - pelo menos cinco anos - dando previsibilidade e estabilidade ao campeonato e aos futuros intervenientes.
Como já era sabido, o principio destes chassis são tubulares, com célula de segurança feito dessa forma, uma evolução direta da estrutura introduzida nos Rally1 em 2022, concebida para maximizar a proteção dos ocupantes. Desenvolvida com recurso a simulação avançada, ensaios comparativos e testes de choque com protótipos, esta célula oferece melhorias significativas na redução de intrusões e na absorção de energia em impactos frontais, laterais, de tejadilho e traseiros.
Em torno desta célula, o regulamento WRC27 estabelece um “volume de referência” dentro do qual toda a carroçaria deverá ser desenhada, deixando de ser obrigatório partir de modelos de produção específicos. Dentro desse envelope dimensional, os construtores poderão optar por linhas inspiradas em modelos de estrada ou por soluções totalmente dedicadas aos ralis, abrindo espaço a uma maior diversidade de formas e identidades visuais.
Os elementos aerodinâmicos serão simplificados para reduzir custos de desenvolvimento e complexidade técnica, limitando dispositivos extremos sem comprometer a estabilidade e a eficácia em prova. Esta abordagem pretende também facilitar a entrada de novos projetos e acelerar os processos de conceção.
Este enquadramento procura alargar o leque de participantes potenciais, permitindo que projetos de ‘tuners’ – como é o caso do Project Rally One, que foi anunciado ontem - e outros especializados, possam competir em igualdade de condições regulamentares com marcas oficiais. A FIA espera, assim, aumentar o número de carros e equipas no pelotão principal, reforçando a competitividade do campeonato. Este será talvez o aspeto mais importante do ‘novo’ WRC, porque embora se possa perder algum espetáculo na estrada, isso poderá ser compensa com muito mais competitividade entre os concorrentes.
Os novos carros serão equipados com um motor 1.6 turbo a gasolina, alimentado por combustível sustentável, com cerca de 290 cavalos-vapor de potência – provavelmente um pouco acima dos 300 cv – associado a tração integral e caixa de cinco velocidades.
A suspensão adotará um esquema de duplo triângulo (double wishbone), enquanto os sistemas de travagem e direção derivarão de especificações Rally2, combinando elevada performance com custos mais controlados.
O chassis tubular será definido dentro de um “footprint” com comprimento mínimo de 4100 milímetros e máximo de 4300 milímetros, largura máxima de 1875 milímetros, distância entre eixos mínima de 2600 milímetros e altura mínima de 1270 milímetros, garantindo um equilíbrio entre liberdade de design e proporções adequadas ao rali.
Com a entrada em vigor das novas regras, os carros WRC27 passarão a competir lado a lado com os atuais Rally2 na categoria de topo, reestruturando a “Rally Pyramid” definida pela FIA. A convivência entre as duas gerações visa criar um pelotão mais numeroso, com diferentes níveis de investimento, mas performances relativamente próximas, potenciando listas de concorrentes mais cheias e lutas mais variadas pelos lugares de destaque.
Esta integração também simplifica a progressão de carreira dos pilotos, que poderão transitar de Rally2 para WRC27 sem enfrentar um salto tão acentuado de custos ou exigência técnica específica do carro. A médio prazo, a FIA vê este modelo como uma forma de estabilizar o ecossistema competitivo do WRC.
As poupanças serão obtidas através da definição de preços de referência para componentes, aumento da durabilidade das peças e simplificação técnica, reduzindo tanto o investimento inicial como os custos de substituição ao longo da época. O regulamento prevê ainda medidas para baixar despesas operacionais, como limites de pessoal, requisitos logísticos mais contidos, maior uso de estruturas locais e melhores soluções de conectividade de dados para apoiar o trabalho de engenharia à distância.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
As imagens do dia
Há uns dias mostrei por aqui o Lancia Delta S4, que fez agora 40 anos da sua estreia, no Rally RAC de 1985, e acabou com uma dobradinha, com Henri Toivonen a levar a melhor sobre o seu companheiro de equipa, Markku Alen.
Contudo, poucos sabem que o Delta S4 não foi o único carro de Grupo B que se estreou por ali. Também foi há 40 anos que apareceu o MG Metro 6R4, um carro com quatro rodas motrizes, e que foi desenvolvido numa parceria entre a Rover e... a Williams. E já que falei um pouco sobre um, creio que é altura de falar sobre o outro, que não teve tanto sucesso como o Delta, apesar do terceiro lugar que teve nesse mesmo rali, com Tony Pond ao volante.
O projeto começou em 1984 - o código 6R4 significa "6-cilindros, Rally, 4-rodas-motrizes" - e claro, o carro tinha como base o Austin Metro, ideal para um carro com uma distância entre-eixos bem curta. Com um motor V6 Turbo de três litros, e com uma potência estimada de 410 cavalos, mais uma transmissão manual de cinco velocidades, o carro ficou pronto para testes em maio de 1985. Com os 200 carros necessários para a sua homologação a serem feitos na fábrica de Longbridge - e a custarem 40 mil libras cada um - o carro foi desenvolvido ao longo da primavera e verão de 1985 para estarem prontos para correr no Rally RAC desse ano, a equipa decidiu escolher um veterano para andar nele: Tony Pond.
Então com 39 anos, Pond tinha corrido pela Triumph e Sunbeam e como melhor resultado tinha sido um terceiro lugar no Tour de Corse de 1981, num Datsun Violet, e tinha a experiência necessária para desenvolver um carro destes. Este ficou pronto no Rally RAC - fez agora 40 anos - e Pond alinhou no carro, ao lado de Malcom Wilson e Geoff Fielding, numa operação com três carros.
Pond evitou as armadilhas do inverno inglês, no mais longo Rally RAC até então, com 63 especiais de classificação, e conseguiu chegar ao final do rali com um respeitável terceiro lugar, deixando a marca esperançada com a ideia de que tinham construído um carro que iria estar taco a taco com Peugeot, Audi e Lancia, e se calhar, contra Ford e Citroen, que estavam a construir os seus projetos para o Grupo B.
E mesmo assim, ele não ficou satisfeito. Especialmente quando os Deltas tinham problemas - ora porque o carro se relutava a funcionar, ora porque Alen e Toivonen se despistavam. Pond, que a certa altura liderou o rali, estava frustrado:
“Malditos Lancias”, disse. “Ao longo de todos os troços, dá para ver onde saíram da pista. Há marcas de derrapagem aqui, pedaços em falta ali. Rodam, saem da pista, batem em coisas o tempo todo, mas continuam a andar!”
Wynne Mitchell, um dos engenheiros que ajudou no desenvolvimento do carro, estava satisfeito com o resultado, e contou, anos depois, ao dirtfish.com essa sensação de dever cumprido, depois de todas as peripécias ao longo dos dias que durou o Rally RAC.
“A reação ao metro foi realmente muito positiva, com as pessoas a aplaudirem com entusiasmo quando passava ou quando chegava à estação. Assim terminou 1985 para nós, num tom relativamente positivo. Agora, para 1986 e tudo o que ele nos reservava… e certamente reservou-nos muita coisa.”, contou.
As expectativas eram muitas, é verdade, mas o futuro iria afirmar o contrário. Os problemas de fiabilidade do motor iriam dominar o pensamento dos responsáveis da marca, e o final do Grupo B, no final de 1986, fariam com que o projeto acabasse prematuramente e a Rover não mais usar o carro para, por exemplo, continuar no Grupo A, que sucedeu ao Grupo B, a partir de 1987.
Mas há 40 anos, havia esperanças de que um carro britânico poderia ter uma palavra a dizer no Mundial de ralis.
Youtube Formula One Video: Os regulamentos para 2026, explicados
Com a nova temporada à vista, e um novo tipo de regulamentos, onde o DRS é substituído por um novo tipo de asa móvel, por exemplo, a FIA decidiu fazer este video para explicar aos fãs e curiosos o que irá acontecer na próxima temporada e o que estes carros irão ser.
E claro, como gosto de ajudar, coloco aqui o video. São só oito minutos, mas creio que vale a pena.
WRC: Apresentado o projeto da Rally One
Hansen disse que o novo regulamento criou as condições para que projetos como o Project Rally One dessem o passo para a elite dos ralis.
"A introdução do regulamento WRC27 deu-nos a oportunidade de entrar no campeonato", revelou. "A nova estrutura técnica cria o ambiente certo para projetos independentes como o nosso, permitindo-nos desenvolver um automóvel de raiz e competir contra fabricantes ao mais alto nível."
O Diretor Desportivo Sénior da WRC Promoter, Peter Thul, afirmou que o momento do anúncio destaca o impulso crescente em torno do futuro do campeonato. "O facto de isto acontecer logo após o anúncio dos regulamentos do WRC27 confirma o desejo do mundo automóvel de fazer parte do auge dos ralis", começou por afirmar Thul.
Do lado da FIA, Malcolm Wilson, vice-presidente de Desporto da FIA, afirmou que o projeto demonstrou o impacto de uma estrutura técnica mais acessível, enquanto o diretor técnico e de segurança da organização, Xavier Mestelan Pinon, o descreveu como um sinal precoce de que a visão do WRC27 se estava a traduzir num envolvimento real.
Quanto à Prospeed Competition, que está a montar esta estrutura em colaboração com o Project One, é uma estrutura belga fundada em 2006 e que se tem dedicado às provas de Endurance, com apoio da Porsche. Yves Matton e Lionel Hansen estão a trabalhar com a equipa no projeto Porsche 992 Rally GT e Matton tem à sua responsabilidade a Porsche Rally GT Cup na Bélgica em 2026.
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
A imagem do dia
Era uma biografia do Gilles Villeneuve, em inglês, escrita por um escritor local, Gerald Donaldson.
Para mim, que sempre admirei Gilles, mas tinha cinco anos de idade quando ele morreu, ler sobre um piloto cujo inicio era dos mais anormais da Formula 1 dos últimos 60 anos, quando começou a correr e a ganhar... em corridas de "snowmobille", ler sobre os seus começos em Berthierville, no Quebec canadiano, as suas ligações, as pessoas com quem cresceu, o seu relacionamento com Joanne Barthes, que viria a ser sua mulher, e porque é que mexeu com a sua idade, fazendo-se passar por mais novo em dois anos, bem como as suas manias - como sabia que iria perder cabelo, considerou seriamente fazer um implante capilar. A sério!
O final trágico era sabido, mas desconhecia que o governo canadiano o transportou de avião para o aeroporto mais próximo de Berthierville para um funeral que deveria ter tido cerca de cinco mil pessoas, e com a presença de Pierre Trudeau, o então primeiro-ministro do Canadá. O impacto, de facto, foi bem grande, ainda por cima, mercas seis semanas antes do GP do Canadá, que iria ser pela primeira vez, em junho - e é onde está agora.
Gerald Donaldson nasceu a 18 de julho de 1938 em Almonte, no Ontário, e licenciou-se no Ontario College of Art. Trabalhou na industria publicitária antes de se virar para o jornalismo, escrevendo para jornais como o Toronto Star e o The Globe and Mail, e pelo meio, ainda correu algumas provas de Turismo. Se a obra sobre Gilles, que saiu em 1988, foi das mais famosas, ele também escreveu livros sobre James Hunt, Juan Manuel Fangio e uma autobiografia da Formula 1. E em 2018, foi incorporado no F1 Paddock Hall of Fame, em Monza, ao lado de gente como Bernard Asset, Paul-Henri Cahier, Roger Benoit, David Coulthard, Damon Hill, Joe Saward, Nigel Roebuck e Ercole Colombo, entre outros.
No mesmo ano, foi também incluído no Canadian Motorsport Hall of Fame, ao lado daquele que escreveu, trinta anos antes.
Soube esta terça-feira, pelo Twitter de outro excelente jornalista e escritor, Richard Hamilton - autor do livro "Ayrton Senna do Brasil" - que Donaldson morreu no sábado, dia 14, aos 87 anos de idade. Que todos tenhamos de ir um dia, isso sabemos nós, mas tenho de reconhecer que ele era dos melhores a contar a história de um desporto que amamos e daqueles que brilharam e a colocaram no lugar onde pertence. Fica a obra. Ars longa, vita brevis.
Youtube Automotive Video: O Skoda 110R
Como falei ontem, descobri há pouco tempo o "Transport Chronicles", e ando desde então a ver os videos que estão para trás - tem um sobre o Volkswagen SP2 brasileiro, ponho aqui ainda esta semana, espero.
Mas hoje, o video que escolhi é o Skoda 110R, a resposta para lá da Cortina de Ferro do Porsche 911, porque também era um coupé, e tinha um motor traseiro, mas não era "boxer". O carro checo existiu entre 1970 e 1980, e foram produzidos 56.902 automóveis. Nada mau para um carro que tinha um motor de 62 cavalos, mas pesava 880 quilos.
WRC: M-Sport confirma irlandeses McErlean e Armstrong para 2026
A M-Sport, que produz os Puma Rally1 do WRC, confirmou que terá uma dupla irlandesa para 2026. Josh McErlean e Jon Armstrong serão os pilotos para a próxima temporada, que correrá a tempo inteiro. Armstrong substituirá o luxemburguês Gregoire Munster, enquanto Armstrong vem do ERC, onde foi vice-campeão em 2025.
Noticias: Ni Amorim comemora o regresso da Formula 1 a Portugal
“Não é apenas um evento desportivo, é o reconhecimento do nosso país, das nossas infraestruturas e da nossa paixão pelo automobilismo. A FPAK estará na linha da frente para garantir, na vertente que lhe compete, o sucesso da prova, mas também que a visita a território nacional se prolongue no tempo”, concluiu.
O presidente da FPAK afirmou, no final, que tudo será feito para garantir um evento bem-sucedido e para que a sua presença possa alongar-se por mais do que os dois anos anunciados.
Noticias: Formula 1 regressa a Portugal em 2027
Na conferência de imprensa de apresentação, e perante o CEO da Formula 1, Stefano Domenicalli, o ministro anunciou:
“Portugal está de volta ao mapa da Fórmula 1. O Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 terá um impacto direto na atividade económica, gerando oportunidades ao longo de toda a cadeia de valor — do turismo ao comércio, dos serviços às PME [Pequenas e Médias Empresas] — projetando o país como um destino competitivo e fiável. A realização do Grande Prémio no Algarve reforça a nossa estratégia de desenvolvimento regional, valorizando os territórios e criando oportunidades para as economias locais. Será um evento que, para além do prestígio que traz ao país, reforçará a imagem de Portugal a nível mundial.”, começou por afirmar.
"Esta prova pode trazer a Portugal 200 mil visitantes em cada um dos anos. Entre 150 mil espectadores, mais de metade internacionais, e mais de 50 mil profissionais. Espera-se um impacto económico não inferior a 140 milhões de euros. O custo estimado para o Estado será inferior à receita estimada de impostos associada a estas corridas. Esperam-se 920 milhões de seguidores em cada um dos grandes prémios, ao longo de mais de quatro mil horas de transmissão televisiva", concluiu o ministro da Economia.
"O interesse e a procura para acolher um Grande Prémio de Fórmula 1 são hoje maiores do que nunca, pelo que gostaria de agradecer ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, ao Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, ao Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, ao Presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, ao Presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, e ao Presidente e CEO do Autódromo Internacional do Algarve, Jaime Costa, pelo apoio em trazer a Fórmula 1 de volta a Portugal. Aguardo com expectativa voltar a trabalhar em conjunto para garantir que Portimão regresse ao calendário de forma marcante.”, concluiu.
Jaime Costa, CEO e Chairman do Autódromo Internacional do Algarve, falou num momento de orgulho para o circuito e para a região. O responsável sublinhou ainda que este regresso só foi possível graças ao apoio contínuo do Governo português e garantiu um espetáculo à altura das expectativas.
“Estamos entusiasmados por receber novamente a Fórmula 1 em Portugal. O Grande Prémio irá mostrar a excelência do nosso circuito e a paixão dos nossos fãs, dando um forte impulso ao turismo, à região e à comunidade. Este feito só foi possível graças ao apoio contínuo — desde o início — do Governo Português.”, comentou.
"O traçado único em ‘montanha-russa’ de Portimão irá desafiar os melhores pilotos do mundo e criar um espetáculo que os fãs irão adorar. Estamos ansiosos por criar momentos inesquecíveis e estabelecer novos padrões de excelência dentro e fora da pista.”, concluiu.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Youtube Automotive Video: A história da criação da Lada
WRC: Tanak fala sobre o campeonato e deixa um aviso
Para o piloto de 38 anos, esta sucessão de provas, testes e viagens ao longo de todo o ano torna a modalidade “um dos piores desportos” em termos de equilíbrio entre vida profissional e pessoal, sobretudo para quem se mantém no topo durante uma década ou mais. Tänak considera que esta estrutura é insustentável a longo prazo e vê a sua pausa como consequência direta desse modelo competitivo.
“De um modo geral, com as temporadas [e como funcionam], é definitivamente o pior desporto que existe”, começou por afirmar. “Está-se nesta correria sem parar, sem nunca ter uma pausa. O calendário é uma loucura, não se tem um único intervalo no ano e fica-se assim durante 15 anos, e é assim que se fica.", continuou.
“Não sei se vou participar em alguns ralis locais [no próximo ano], não sei qual é a situação neste momento. O primeiro plano é desligar-me do desporto e de todo o trabalho nos bastidores, e vamos ver o que o resto me reserva. Mas tenho algumas férias planeadas.”,concluiu.
Para ficarem com ideias: mal acabou o rali da Arábia Saudita, alguns pilotos foram já tratar dos testes dos carros para o rali de Monte Carlo, que começará no final de janeiro, dentro de seis semanas.
Para além disso, noutra entrevista recente que fez, ao site Dirtfish, Tanak afirmou que decidiu largar os ralis durante o verão. “Penso que foi durante o verão, no final do verão, algo do género. Portanto, era nessa altura que estávamos. Penso que começámos a discutir isso provavelmente antes [dos ralis da] Estónia e da Finlândia. E a ideia era ver como a equipa se iria desenvolver e como nos iríamos sair, o quão competitivos seríamos.", começou por afirmar.
“Obviamente, acho que o meu problema é que tenho muita dificuldade em simplesmente participar nos ralis. Não sinto qualquer satisfação se não estiver lá a competir pela vitória e, por isso, pareceu-me difícil [continuar].”
Falando sobre o futuro do WRC, ele referiu que se os carros estão a caminhar na direção positiva, já a organização é outra história:
“Na verdade, isso é algo que me preocupa bastante. Os carros têm sido a única coisa boa no desporto atualmente, e estamos a mudar algo que é fácil de mudar, mas não estamos a trabalhar em algo que exija esforço. Penso que a promoção traria uma mudança muito maior para o desporto do que alterar os regulamentos técnicos. Vamos lá ver, não é problema meu e posso acompanhar de fora.”, concluiu.
domingo, 14 de dezembro de 2025
As imagens do dia
Mas também, o que poucos falam é que o carro foi o primeiro de quatro rodas motrizes, uma competição do qual chegou mais tarde que a concorrência.
Quando o Grupo B surgiu, em 1982, nem todos decidiram apostar nas quatro rodas motrizes. Isso foi a aposta da Audi, com o seu Quattro. Com ele a ganhar nas estradas, a Lancia reagiu com o 037. Era rápido e conseguia ser vitorioso, mas tinha apenas duas rodas. Ganhou ralis em 1984, mas na parte final dessa temporada, via-se que era um carro datado, e tinham logo de desenvolver o carro para bater a Audi e a Peugeot, que tinha entrado em ação com o seu 205 a meio dessa temporada e arriscava a tomar conta das estradas.
Com uma estrutura tubular, o carro, cujo código era "SE038" pela Abarth, o Delta S4 tinha o motor atrás do cockpit - que variava em relação ao 037 - e tinha uma grande novidade: tinha um turbocompressor... e um supercompressor. Só com o supercompressor ativado, o motor daria 325 cavalos, num motor de 1.8 litros (1798cc). E este motor não era por acaso: o chassis pesava 890 quilos. Tração integral, num sistema desenvolvido em parceria com a Hewland, dava cerca de 70 por cento de tração para as rodas, evitando muito "wheelspining".
O turbocompressor só funcionava a partir dos 4500 rpm, era bom, mas a razão pelo qual foi metido o supercompressor para evitar aquilo que acontecia frequentemente, que era o "turbo lag". Com o supercompressor ligado, o que fazia era dar o boost a baixas rotações, logo, ficaria com que o carro fosse sempre eficiente na estrada.
Dois carros focaram prontos no final de novembro de 1985, a tempo de participarem no Rally RAC, no centro da Grã-Bretanha. Um dos ralis mais longos de sempre do WRC - 63 etapas, divididas em cinco dias, num total de 3465 quilómetros - acabou com Henri Toivonen a triunfar, quase um minuto de distância sobre o seu companheiro de equipa, Markku Alen. A concorrência tomou nota daquilo que eles mostraram e ficaram a saber que a temporada de 1986 iria ser forte, com a Lancia de volta com um carro de quatro rodas motrizes, e gente como a Peugeot e a Audi iriam passar por um mau bocado.

























