sábado, 21 de Fevereiro de 2009

The End: José Megre (1942-2009)

O "pai" do Todo-o-Terreno em Portugal, José Megre, morreu esta tarde, vitima de cancro. A sua morte acontece precisamente no mesmo dia em que começa, na Ervideira, a primeira prova do campeonato nacional de Todo-o-Terreno, onde o cabeça de cartaz era o Mitsubishi Lancer Evolution de Carlos Sousa, identico ao usado no Dakar 2009. No final da corrida, ganha por ele, não se esqueceu de referir Megre: "Uma boa vitória num dia triste", confessou.


Nascido a 26 de Março de 1942 em lisboa, era formado em Engenharia Mecânica, com especialização em Automóveis em Londres, Megre era um apaixonado pelas corridas. Primeiro nos ralies, onde chegou a participar em algumas corridas do Mundial de Ralies, e preparador de carros de competição, virou-se nos anos 80 para o Todo-o-Terreno, onde se tornou no primeiro português a participar regularmente no mítico Rali Paris-Dakar, em 1982, a bordo de um Todo-o-Terreno nacional, o UMM. Ao longo dos anos 80, dinamizou o Todo-o-Terreno nacional, construindo dois dos ralis mais importantes, como o Baja Portalegre, em 1987, e da Baja Portugal, em 1988, prova que é hoje conhecida como Rali Transibérico.


Para além disso, organizou e integrou várias expedições a várias partes do mundo, como a Asia e a América do Sul, feitas com os jipes do concessionário Entreposto, a empresa onde colaborou desde sempre. Jipes como o Nissan Terrano e o Terreno II tiveram larga aceitação em Portugal graças á publiciade alcançada por essas expedições. Era o sócio número um e co-fundador do Clube Todo-o-Terreno, criado em 1982, e Presidente e co-fundador do Clube Aventura, iniciado em 1984. A sua paixão por viajar levou-o a 193 países, apenas não tendo visitado o Iraque.


E foi graças a este espirito de pioneirismo que o todo-o-Terreno se tornou numa actividade popular em Portugal, tanto que por causa disso, o Rali Dakar teve duas edições que partiram de Lisboa, e nessas edições, as classificativas estiveram sempre cheias de espectadores ávidos de ver os carros a passar.

Noticias: Richard Branson quebra silêncio

Richard Branson quebrou o silencio e comentou à imprensa as noticias sobre a possibilidade de uma entrada na Formula 1, através da compra das instalações da Honda, em Brackley. Esta manhã, à BBC Radio Five, o patrão da Virgin disse que a Fórmula 1 anda tem de mudar muitas coisas para que o seu grupo se envolva na modalidade, nomeadamente que se torne menos dispendiosa, mas também mais ecológica.




"Adoro corridas. Se o Bernie Ecclestone conseguir tornar os custos mais aceitáveis para que a Virgin possa entrar no desporto, e se conseguir implementar uma competição mais limpa - o que é possível de fazer bastando para isso que os carros usem combustíveis mais ecológicos - então, poderemos vir a estar interessados em entrar na Formula 1", referiu Branson.


Em relação a um possivel negócio com a Honda, Branson não se alongou em comentários, afirmando apenas que: "Se estamos em negociações, então não poderia dizer nada, porque haveria alguma espécie de cláusula que me proibiria de falar sobre isso", referiu, mantendo o enigma sobre uma possivel entrada na Formula 1.

A1GP - Ronda 5, Kyalami (Qualificação)

A qualificação para as corridas de amanhã da ronda sul-africana da A1GP oscilou entre o excelente e o azarado, para as cores portuguesas. Filipe Albuquerque conseguiu o segundo posto na Sprint Race, apenas batido pelo carro holandês de Jeronen Bleekmolen, enquanto que na qualificação para a Feature Race não conseguiu ir mais além do que o sétimo posto, depois de ter sido prejudicado pelo despiste do carro brasileiro, guiado por Felipe Guimarães.


Na primeira qualificação, o piloto de Coimbra esteve sempre na frente da tabela de tempos, até que no último minuto, Bleekmolen usou o botão "push to pass" para conseguir ser mais rápido umas centenas de milésimos de segundo para superar Albuquerque. Mesmo assim, foi melhor do que os seus rivais pelo título, já que a Irlanda, guiada por Adam Carrol, foi quinta na grelha, enquanto que a Suiça, com Neel Jani ao volante, ficou fora do "Top Ten".

Na qualificação para a segunda corrida, a Feature, tudo indicava que as coisas poderiam ir pelo mesmo caminho, mas um violente despiste do piloto brasileiro, a um minuto do final da qualificação, fez com que aparecesse a bandeira vermelha, e o piloto português não conseguisse mais do que um lugar na quart fila da grelha de partida. O "poleman" surpresa acabou por ser Clivio Piccione, do Mónaco, que depois de ter sido terceiro na grelha para a Sprint Race, acabou por fazer o melhor tempo. Adam Carrol foi sexto e largará mesmo à frente de Albuquerque, mas Neel Jani foi ainda melhor do que os outros dois e sairá do quinto posto da grelha de partida, para as corridas de amanhã.

Speeder Questiona... Gustavo Coelho (Blog F1 Grand Prix/Pitstop)


O meu entrevistado de hoje começou por fazer o seu blog como uma brincadeira, que depois se transformou em algo enorme. Tão enorme que hoje em dia é ele o editor do site Pitstop, a secção automobilística do site http://www.sidneyrezende.com/, um site do Rio de Janeiro. Gustavo Coelho, de 20 anos, carioca de nascimento e coração, torcedor do Fluminense, é estudante do quinto ano de jornalismo na PUC-Rio, teve o previlégio raro de ser aproveitado para fazder aquilo que mais gosta: escrever sobre automobilismo. Algo que muitos sonham, mas poucos tem esse privilégio. Ao longo desta entrevista, vai nos falar um pouco do seu amor pelo automobilismo e a razão porque criou certas secções que hoje em dia se tornaram numa referência dele, do blog e do site.


1 – Olá, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a ideia do teu blogue?

Estava aí à toa, sem nada para fazer numa tarde de férias em Junho de 2007, quando resolvi criar o blog só como experiência. Eu já tinha essa ideia na cabeça, mas jamais imaginei que chegaria ao ponto em que estou hoje. Na primeira semana, eu nem cheguei a divulgar o blog. Quando já havia uns 10 ou 15 postos no ar, comecei a fazer uma pequena propaganda e a audiência, para minha surpresa, foi boa logo de início. Decidi continuar até terminarem as férias, depois resolvi manter durante mais um tempo e, quando vi, já havia se tornado parte da minha rotina.


2 – O nome que ele tem, foi planejado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

Eu queria chamar o blog de "Blog F1", mas descobri que um certo Felipe Maciel já havia tido essa ideia. Como queria deixar o "F1" no título, lancei "Grand Prix" logo depois, e veio este nome meio longo e estranho: "Blog F1 Grand Prix". Como eu não imaginava continuar com o blog por tanto tempo, não me preocupei com isso. Hoje, me arrependo de não ter colocado num nome mais simples, como o "Pit Stop" que eu uso no site onde trabalho.


3 – Antes de começares este blog, já tinhas tido alguma participação em outros blogues ou sites?

Nada, nenhuma. Eu era aquele cara que nem se preocupava em abrir a janela de comentários. Por isso fiquei surpreendido até comigo mesmo quando comecei a participar da "blogosfera" com tanta intensidade. Agora, com o tempo que gasto no trabalho, não tenho mais o mesmo tempo para visitar os blogs amigos. Quando comecei o Blog F1 Grand Prix, porém, gastava sempre vários minutos do meu dia visitando e comentando nos espaços de outras pessoas.


4 – Em que dia é que começaste, e quantas visitas é que já teve até agora?

Se não estou enganado, tudo começou a 19 de Junho de 2007. Segundo o glorioso Stat Counter, já tive cerca de 280 mil visitas, um número absurdamente maior do que qualquer previsão que eu poderia fazer quando comecei o blog.


5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

São tantos - mais de 1000, acredito - que é difícil escolher um ou dois. Mas posso indicar a mini-biografia do Chico Landi, que mais tarde recuperei na coluna "Você Sabia?" do meu site Pit Stop (http://www.blogf1grandprix.blogspot.com/2007/12/os-10-do-blog-f1-grand-prix-os-dez_11.html).

6 – Em que é que tu, escrevendo sobre Formula 1, consegues ser diferente dos outros blogs?

Até o ano passado, o Blog F1 Grand Prix tinha a seção "Os 10+", que era a marca registrada do blog. Não tenho mais tempo para escrevê-la, mas acredito que o Blog mantém seu carácter próprio porque tem um estilo muito definido. O espaço é actualizado diariamente, quase sem excepção, e isso cria uma espécie de elo com o leitor.


7 – Daqueles blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita diária?

Por causa da falta de tempo, tenho dado preferência a blogs de jornalistas como Fábio Seixas, Flávio Gomes, Livio Oricchio, Rodrigo Mattar e Victor Martins. Há também o indispensável Blog do Capelli, que todos vocês certamente conhecem.


8 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

Sim. Foi o GP de San Marino, em Imola, disputado a 1º de Maio de 1994. Não sei se foi a primeira corrida que assisti, mas certamente é dela que eu tenho as lembranças mais antigas. Lembro da expressão atónica de todos naquele dia. Eu não tinha exactamente a noção do que havia acontecido - contava apenas cinco anos de idade! - mas sabia que algo não estava certo...


9 – E qual foi aquela que mais te marcou?

Posso dizer que a primeira corrida que vi do início ao fim foi o GP de Mônaco de 1996, vencido pelo Olivier Panis. Também guardo com carinho o histórico GP da Bélgica de 1998 e todos os GPs Brasil que eu assisti ao vivo, direto de Interlagos. Destaque para o temporal de 2003, com direito à batida de Webber exatamente à minha frente, para a despedida de Schumi em 2006, o título de Kimi em 2007 e a decisão inacreditável do ano passado.


10 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Não vi nenhum dos três correr, então não posso dizer exatamente qual é o meu preferido porque não tive a chance de torcer por eles. Mas deve admitir que tenho uma leve simpatia pelo Piquet, que é carioca como eu.


11 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?

Lembro que, quando Nelsinho Piquet assinou com a Renault para 2008, eu cravei no blog que ele tinha mais chance de se tornar campeão um dia do que Massa, naquela altura quase o segundo piloto da Ferrari. Hoje, reconheço que cometi um tremendo erro de avaliação. Dentro da Ferrari, Massa está tão bem ou até melhor cotado do que Raikkonen. Se vai ser campeão, não sei, mas tem plena capacidade para chegar lá.


12 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Fora da pista, Massa parece mais com o Emerson, na minha opinião. Os dois são sujeitos tímidos, que ficam meio sem jeito na frente de uma câmera. Dentro do carro, seu estilo é claramente agressivo, e nesse sentido aproxima-se mais de Senna.


13 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Sim, é claro. Hamilton já deveria ter levado o troféu em 2007, mas deixou escapar. Massa, pode ter certeza, ainda terá outras chances de ser campeão.


14 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e por quê?

Gosto do Gilles Villeneuve, um homem que claramente corria com paixão. Venceu apenas seis GPs, mas os fãs da Ferrari vão lembrar tanto dele quanto de Schumacher.


15 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver?

Acompanho basicamente tudo o que é possível, mas não com o mesmo interesse. Sou aquele cara que para e assiste uma corrida da Copa Clio se estiver passando na televisão na hora.


16 – E achas que vale a pena falar sobre ele no teu blogue?

No Blog, praticamente só a F-1 recebe atenção. Mas o site Pit Stop também cobre as demais categorias.


17 – E miniaturas de carrinhos, tens algum?

Quase nenhuma. Uma Lotus amarela do Senna, uma Mercedes que correu Le Mans no fim dos anos 90 e nada mais.


18 – Passando para a actualidade: de repente, a Honda anuncia a sua retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

A notícia sobre a saída da Honda saiu no pior momento possível. Sexta-feira à tarde, dia do chopp com os amigos após uma semana árdua de trabalho. Só por causa disso, já fiquei de mau humor quando fiquei sabendo. Mas falando sério: a retirada da Honda é reflexo daquilo que Max Mosley já vinha avisando há muito tempo. Para as montadoras, a Fórmula 1 é um investimento como qualquer outro. Se não der certo, é só desistir da brincadeira. Pode-se criticar Mosley por inúmeros motivos, mas nesse ponto ele estava totalmente correcto.


19 – Se Nick Fry e Ross Brawn encontrarem comprador nos próximos tempos, achas que Jenson Button, e especialmente Rubens Barrichello, conseguem manter os seus lugares?

A escolha de Button é 100% certa. Torço por Rubinho, mas acho que sua carreira na Fórmula 1 terminou.


20 - Max Mosley anunciou agora que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

Em tempos de crise, não há alternativas. Só espero que, em nome da economia e do "espetáculo", a Fórmula 1 não se torne uma espécie de "GP2 melhorada". Isso seria terrível para o esporte.


21 - "Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma longa espera." Esta frase é dita pelo actor americano Steve McQueen, no filme "Le Mans". Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida, como espectador?

Já fui do tipo que sabia exatamente quantos dias faltavam para o primeiro GP do ano, mas hoje já não sou tão obcecado assim. Não perdi o interesse de assistir às corridas - acredito apenas que aprendi a controlar a ansiedade.


22 – Já agora, tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Tentei ser piloto, mas desisti porque me faltaram dois elementos básicos: talento e dinheiro. Cheguei a disputar corridas de kart indoor no Brasil, viajei a Curitiba e São Paulo, com relativo sucesso. Fui da categoria "Top" de um dos clubes de kart indoor mais conceituado do Rio, o Rains Kart Club (RKC), mas desisti no ano do vestibular.


23 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

Gostaria de ter acompanhado o período de 1986 a 1993, marcado pelas brigas entre Mansell, Prost, Piquet e Senna.


24 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Sim, é claro. Aquela briga significa nada menos do que a Fórmula 1 em estado puro.


25 – Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico "Top Gear", disse que Gilles Villeneuve foi "o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1". Concordas ou nem por isso?

Não diria que ele foi "o" melhor. Mas, se fizesse uma lista dos cinco melhores, o colocaria ao lado de Fangio, Clark, Senna e Schumacher.


26 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o "Gran Turismo", o "Formula 1", ou jogos "online", como o BATRacer ou o "Grand Prix Legends"?

Já tentei a série Grand Prix: "Grand Prix 2", "Grand Prix 3" e "Grand Prix 4". Mas apenas como brincadeira, jamais com o objectivo de disputar corridas online ou algo do gênero. Nunca consegui me entender muito bem com o "Grand Prix Legends", mas me orgulho de ter completado uma volta abaixo de 10 minutos no antigo traçado de Nurburgring, usando o teclado e correndo na pista original do jogo.


27 – Eu sei que começaste há algum tempo, mas… que é que tu alcançaste, em termos de prémios, convites, referências, desde que iniciaste o teu percurso na Blogosfera?

Já fui citado algumas vezes em blogs de jornalistas conceituados, o que para mim é muito importante. No dia em que tiver uma entrevista de emprego com esses caras, eles vão lembrar de mim. Ao menos, torço por isso...


28 – E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de "garagistas"?

O ideal é que haja um equilíbrio, como chegou a ocorrer brevemente na virada dos anos 90 para 2000.


29 – Vamos falar do futuro próximo: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Os três têm nível de Fórmula 1, mas é difícil analisar o potencial de cada um. Nelsinho seria a aposta mais segura, uma vez que já está numa equipe de ponta. Bruno Senna é uma total incógnita. Sinceramente, acredito que nem ele sabe até que ponto pode chegar.


30 – Tens algum plano para o blogue, no futuro próximo? Novas secções, meteres-te num podcast ou videocast?

Talvez uma reformulada no visual, mas precisaria da ajuda de algum amigo meu. Por enquanto, o Blog F1 Grand Prix continua como está.


Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:


19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
26 de Novembro 2008 - Vick, Ludy, Tati e Lu (Octeto Racing Team)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
3 de Dezembro 2008 - Fabio Andrade (De Olho na Formula 1)
6 de Dezembro 2008 - Rianov Albinov (F1 Nostalgia)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
14 de Janeiro de 2009 - Daniel Médici (Cadernos do Automobilismo)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)
28 de Janeiro de 2009 - Javi G. (Zone F1)
31 de Janeiro de 2009 - Gabriel Lima (Speed N'Thrash)
4 de Fevereiro de 2009 - Bruno Mantovani (Mantovani.zip.net)
7 de Fevereiro de 2009 - Marcel Marchesi (Marchesi Design)
18 de Fevereiro de 2009 - Gonçalo Sousa Cabral (16 Valvulas)

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Noticias: Rali de Portugal vai mesmo realizar-se

Duvidas desfeitas, o Rali de Portugal vai mesmo realizar-se! A garantia foi dada hoje por Carlos Barbosa, o presidente do Autmóvel Clube de Portugal, que mesmo no final do prazo dado para confirmar o evento, que será realizado entre 2 e 5 de Abril, no Algarve, conseguiu a verba necessária para completar o orçamento do rali, calculada em 4,5 milhões de euros.

"É evidente que estamos muito satisfeitos por ter sido possível reunir todas as condições para a realização de mais uma edição do Vodafone Rally de Portugal pontuável para o Mundial", referiu Carlos Barbosa, Presidente do ACP e da Comissão Organizadora da prova, que tinha avisado anteriormente sobre o perigo da sua não concretização "pois (...) representaria um grande prejuízo para a imagem do País em termos internacionais, podendo ainda ameaçar a continuidade do evento no calendário do Mundial para os próximos anos."


A prova portuguesa, a quarta etapa do Mundial WRC de Ralies, contará com 3 etapas e um percurso total de aproximadamente 1165 km, integrando 18 provas de classificação que perfazem 361 km, o que representa 31% do itinerário do rali.

A1GP - Ronda 5, Kyalami (Treinos)

Um mês depois de Taupo, a A1GP volta esta fim de semana a acção, no circuito sul-africano de Kyalami, onde se conta com o regresso da Alemanha às lides, depois de mais de meio ano sem noticias, devido à troca de proprietários. No carro alemão, Michael Ammermuller será o piloto de serviço.


"Agora que estou aqui, posso dizer que o carro novo parece ser muito melhor daquele no qual competia no ano anterior Será muito interessante ver um piloto como eu a guiar este carro, e com os novos traçados desta época, demonstra que esta é uma competição cada vez mais especial. Não vai ser a mesma coisa do que guiar na Europa ou na Formula 3, mas certamente vai ser mais divertido.", comentou Ammermuller, que vai dividir a condução com o seu compatriota Andreas Lotterer no resto da temporada.

Nos treinos livres de hoje, a presença de Ammermuller deu ao carro alemão o segundo melhor tempo na pista sul-africana, apenas superado por Daniel Morad, que corre pelo carro do Libano. Com o tempo de 1.30,816 segundos, o piloto surpreendeu a todos, ao ser melhor do que a concorrência. Adam Carrol foi terceiro, a 0,684 segundos de Morad, e Filipe Albuquerque foi quinto classificado, a 0,811 segundos. Uma qualificação que foi feita, segundo ele, em circunstâncias especiais: “Não coloquei borrachas novas, pelo que isso pode ter influenciado no resultado final. Mesmo assim, estou muito satisfeito com o desenrolar do treino. Percebemos que temos de melhorar em alguns aspectos as afinações, nomeadamente os travões”, afirmou o piloto de Coimbra.

Quanto ao Circuito de Kyalami, que era uma novidade para todos os pilotos, Albuquerque considera: “Uma pista muito interessante e difícil. É muito técnica e com curvas cegas. Tem falta de borracha no alcatrão, pelo que torna, para já, o nosso trabalho mais complicado. Mas nada que não vá melhorando ao longo do fim-de-semana. Amanhã temos mais um treino livre e só depois a qualificação. Tenho a certeza que vamos fazer um bom trabalho”, concluiu.

Depois dos tabacos, os bancos?

O ex-piloto e actual comentador da TV alemã Marc Surer disse ontem á agência alemã SID que os bancos poderão abandonar os patrocinios da Formula 1 dentro em breve. Depois de se saber que os suiços da Credit Suisse e os holandeses da ING irão abandonar a Formula 1 no final deste ano, e da Royal Bank of Scotland ir pelo mesmo caminho (os rumores são imensos nas últimas semanas), Surer diz que os bancos abandonarão os patrocinios chorudos no automobilismo devido à crise mundial.

"A festa acabou. Todos os bancos vão desaparecer, mas, tal como a Formula 1 sobreviveu ao fim dos patrocínios do tabaco, também agora irão encontrar algo de novo", afirmou.


Contudo, como se sabe, nem todas as entidades bancárias tem planos de abandono. E o melhor exemplo disso é o bamco espanhol Santander, que já reforçou o seu apoio na Formula 1, e vai a partir de 2010 apoiar a Ferrari, em substituição da tabaqueira Marlboro. Há quem resista...

Noticias: nuvens negras sobre Valencia?

O presidente da Comunitat Valencia, Francesc Camps, está a ser investigado pelo juiz Baltazar Garzon acerca de suspeias de favorecimento a Alvaro Perez, no valor de 40 mil euros, para que este pudesse conseguir contratos lucrativos em eventos que deram nome à cidade, como o Taça América e o Grande Prémio. Perez está agora detido, e Camps é agora um forte suspeito.




Contudo, Camps, do Partido Popular, passou ao ataque, reclamando que estes processos são politicamente motivados, mas Garzon refuta essas acusações, afirmando que ele já não lida directamente com este processo. O próprio partido, a nivel nacional, já disse que apoia intransigentemente o seu membro, mas caso as acusações sejam provadas, promete ser uma grande nuvem negra sobre o GP de Valência. O azar de uns pode ser a sorte de outros?

quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Honda: o prazo está a esgotar-se

A "estória" da Honda e as dúvidas sobre se irá haver vinte carros na grelha de partida em Melbourne, dentro de um mês, podem estar a chegar ao fim. Ross Brawn disse hoje que uma decisão sobre essa matéria poderá ser tomada na próxima segunda-feira. Numa entrevista publicada hoje no jornal suiço "Blick", Brawn disse que a indefinição está próxima do seu fim, sem contudo entrar em muitos pormenores.

Entretanto, a Mercedes disse que só espera até ao dia 23 (esta segunda-feira) para saber se a actual estrutura irá ou não apresentar as garantias bancarias necessárias (oito milhões de dólares, segundo o jornal inglês The Guardian) para comprar os motores para 2009. E no Japão, o porta-voz da Honda, Hiroyuki Murase, disse que até o dia 28, tudo será decidido, e se não houver comprador, as portas fecharão. "É verdade que estamos conversando com vários compradores em potencial. Mas a equipa talvez seja fechada se as negociações falharem", afirmou Murase à Associated Press, em declarações reproduzidas pelo site brasileiro Pitstop.

Dê certo ou dê errado, as coisas estão a chegar a um termo. Veremos que tipo de final terá esta novela, que tanto agitou este defeso 2008/09... e ver se o Bruno Senna vai ou não ter a sua chance de começar a sua carreira na Formula 1.

Os objectivos da USF1 e o desmentido de Danica

A menos de uma semana da apresentação da USF1 à imprensa, Peter Windsor, um dos integrantes do projecto americano, explicou ao site inglês Crash.net as razões porque se avança com um projecto destes, numa altura de recessão mundial.


"É o maior desporto do mundo - maior do que o Campeonato do Mundo de Futebol, maior que os Jogos Olímpicos e maior que o Super Bowl. Tem 600 milhões de espectadores por todo o mundo e é excelentemente organizado. Tem um excelente sistema de negócio, cortesia do Sr. Ecclestone (...), o que alimenta a indústria da F1 e é relativamente à prova de recessão uma vez que muitas das equipas não dependem de grandes patrocínios para os seus orçamentos - ao contrário da NASCAR", referiu.


Contudo, Windsor e Anderson estão cientes das dificuldades que têm pela frente, nomeadamente construir um projecto do zero: "Começar uma equipa do nada está perfeitamente de acordo com o actual clima de crise económica - por outras palavras, uma equipa que vai ser modesta, representativa e que vai funcionar bem nos parâmetros do modelo financeiro da F1 - é um projecto muito interessante". declarou.


A par de Ken Anderson, com quem pensou a equipa há quatro anos, Windsor irá tentar criar uma equipa única, explicando que "vamos seguir o nosso coração e a nossa paixão. Queremos construir uma equipa de Formula 1, queremos fazê-lo de forma diferente, queremos provar que um carro pode ser projectado e construído nos Estados Unidos e competir no maior palco do mundo - e, mais tarde, vencer".


"Esta vai ser a maneira de trabalhar da equipa - vamos ser pequenos, decididos, representativos mas teremos muita diversão e teremos sempre sorrisos nas nossas caras - o que provavelmente fará a nossa formação muito diferente de todas as outras", concluiu Windsor, que dará mais pormenores na próxima terça-feira, dia em que aprresentará o projecto na canal americano SPEED.


Entretanto, Danica Patrick já veio a público desmentir que tenha sido contactada por Anderson ou Windsor para participar no projecto USF1. Numa entrevista ao jornal canadiano Globe and Mail, de Toronto, a piloto americana disse que está totalmente concentrada no campeonato Indycar.


"É muito lisonjeador, mas leram alguma citação minha naquela declaração [da USF1]? Julgo que eles queriam um pouco de publicidade, mas ninguém daquele grupo me contactou a mim ou o meu empresário", disse a piloto americana da Andretti-Green. A piloto de 26 anos, que ganhou pela primeira vez no ano passado, na oval japonesa de Motegi, afirma que está concentrada no título da IRL: "Temos os recursos para isso. Tenho um bom pressentimento para esta temporada", comentou.

Alguns avisos à navegação...

Já há algum tempo não faço este tipo de post, mas acho que é altura, pois todos os dias ou aparecem, ou descobrimos por nós mesmos novos blogues, com novos motivos de interesse...


Na passada sexta-feira falei-vos dos loucos que estão a reconstruir um Lada com motor Lotus, que pertencia originalmente ao Nelson Piquet. O Projecto Lada-Lotus, mostra, passo a passo, os avanços na reconstrução de um bicho que vai receber muito mais potência ao qual estava inicialmente destinado...


Por estes dias, descobri mais dois blogs, estes em inglês, de dois "experts" na matéria, curiosamente partilhando o mesmo apelido: Allen. O primeiro é o do Clive Allen, de seu nome Formula 1 Insight, onde fala sobre a actualidade da Formula 1, nomeadamente os rumores e as opiniões que tem sobre a actualidade. A mesma coisa trata o blog de James Allen, jornalista que comenta os Grandes Prémios de Formula 1 antes pela ITV, agora na BBC, ao lado de Martin Brundle. De seu nome Grand Prix Diary, é um blog onde se fala da Formula 1 de uma perspectiva mais "interior", falando de aspectos mais fora do normal, ou então de certos rumores que poderão ter um fundo de verdade...


Por fim, recebi um simpático e-mail de um rapaz, chamado Bruno Santos, que apresentou o seu blog, o Formula 1 Database. É um blog apostado no passado, e por estes dias está a mostrar os sonhos das equipas do fundo do pelotão, e algumas historietas engraçadas. Desejo-lhe sorte neste novo projecto, e se tiverem tempo, visitem estes todos.

Bólides Memoráveis - Jordan 199 (1999)

Toda a gente que gosta de Formula 1 tem um capital de simpatia por Eddie Jordan e o seu Jordan Grand Prix, ao longo dos anos 90. Em 1999, a Jordan Grand Prix teve o seu melhor ano de sempre, graças a um carro bem desenhado por um jovem Mike Gascoygne, e que deu ao alemão Heinz-Harald Frentzen uma verdadeira hipótese de lutar pelo título mundial. Hoje falo do Jordan 199.


No final de 1998, Eddie Jordan tinha finalmente alcançado a sua primeira vitória em Grandes Prémios, e esperava que os motores Mugen-Honda fossem melhores, para poder continuar com a senda vitoriosa. Com o veterano Damon Hill ao volante, Jordan tinha que arranjar um substituto para Ralf Schumacher, que tinha partido para a Williams. Afinal, foi mais uma troca, pois para o seu lugar foi Heinz-Harald Frentzen, que vinha de lá. O carro, construido em fibra de carbono, era o primeiro projecto totalmente supervisionado por Mike Gascoygne, que tinha chegado à equipa em Julho do ano anterior.





Com um bico mais baixo, inspirado nos McLaren, era um chassis simples, mas eficaz. Tanto era assim que ele se adaptava bem quer nos circuitos lentos, quer nos rápidos. E a prova disso foi que Frentzen ganhou em dois circuitos totalmente distintos: Magny-Cours e Monza. O motor Mugen-Honda era uma melhoria do bloco do ano anterior, e foi evoluindo ao longo do ano. Logo, a competitividade foi demonstrada desde a primeira corrida do ano, quando Frentzen foi segundo classificado na Austrália, e terceiro em Interlagos, nas duas primeiras corridas do ano.






Com o tempo, Frentzen era um piloto regular nas posições da frente, enquanto que Damon Hill já sentia o peso dos seus 39 anos. O seu melhor resultado tinha sido um quarto lugar em Imola, mas quer nos treinos, quer na corrida, era sempre mais lento que o alemão, o que fez pensar que já era altura de se retirar competitivamente. A ideia era de abandonar em Silverstone, palco do GP de Inglaterra, mas aí ele foi quinto classificado, o que fez repensar as prioridades e ficou por lá até ao final do ano. Depois dessa corrida, só conquistou mais dois pontos.

Em contraste, Frentzen estava a fazer o seu melhor campeonato de sempre. Depois de vencer em Magny-Cours, aproveitando bem a constante variação do estado do tempo, conseguiu uma segunda vitória no veloz circuito de Monza, casa da Ferrari. Na prova seguinte, em Nurburgring, fez a "pole-position" e parecia estar com sérias hipóteses de alcançar a liderança, mas um problema eléctrico o deixou apeado á 33ª volta. No final, Frentzen era terceiro no campeonato, e dava á Jordan a mesma posição nos Construtores. Para Eddie Jordan, era a sua melhor posição de sempre, e julgava que isto seria o trampolim para era de títulos. Infelizmente não era. Até à sua última temporada na Formula 1, em 2005, a Jordan só ganhou mais uma corrida na carreira.



Chassis: Jordan 199
Projectista: Mike Gascoygne
Motor: Mugen-Honda V10 de 3 Litros
Pilotos: Damon Hill e Heinz-Harald Frentzen
Corridas: 16
Vitórias: 2 (Frentzen 2)
Pole-Positions: 1 (Frentzen 1)
Voltas Mais Rápidas: 0
Pontos: 61 (Frentzen 54, Hill 7)


Fontes:

Santos, Francisco: Anuário Formula 1 1999/2000, Ed. Talento, Lisboa/São Paulo

http://en.wikipedia.org/wiki/Jordan_199
http://www.grandprix.com/ns/ns01897.html (apresentação do novo carro, em 1999)

quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Olha só quem faz anos!

Um dos sites onde colaboro, o Supermotores.net, comemora hoje o seu sexto aniversário de existência. E um dos sites no qual colaboro, e nunca julgava que existisse há tanto tempo, mas existe. Estou lá desde há vários meses (quase um ano), e agora, como estou envolvido com o novo projecto (do qual em breve vos falarei com calma), coloco menos noticias ao site, mas tento sempre colaborar, na melhor medida do possivel.

Ao Ricardo Batista, criador do site, dou-lhe os parabéns, e espero que um dia "dê o salto" para algo mais profissional do que é agora, pois tem todo esse potêncial. Um bem haja!

Speeder Questiona... Gonçalo Sousa Cabral (16 Valvulas)


Não é normal trazer alguém deste calibre, mas ao fim de certo tempo, tal coisa teria de acontecer. São raros os programas dedicados ao automobilismo em Portugal, mas existem. O 16 Valvulas é um deles, e passa todos os Sábados à tarde, entre as 14 e as 16 horas, na Rádio Telefonia do Alentejo, situado na cidade de Évora. Aqui são entrevistados todas as figuras do momento, estejam eles em que categoria. Mais recentemente, alguns pilotos e figuras estrangeiras começaram a ser entrevistados neste programa, casos de Lucas di Grassi, Bruno Senna e Yelmer Buurman, na GP2, Earl Bamber na A1GP ou donos de equipas como Adrian Campos (Campos Grand Prix) ou D. Alfonso de Borbon (Racing Engeneering).

O meu entrevistado de hoje é o coordenador e apresentador do programa. Gonçalo Sousa Cabral, de 40 anos e natural de Évora, apesar de ser bancário de profissão, é um apaixonado por automóveis desde tenra idade. Está no projecto há muito tempo, tanto que já faz a cobertura de um Grande Prémio de Portugal de Formula 1 como jornalista, entre outros eventos. Quando o programa teve de mudar de rádio, decidiu criar um blog, para que os ouvintes não perdessem de vista as últimas novidades do desporto motorizado. Hoje é um complemento do programa, bem como uma forma de actualização das ultimas novidades do automobilismo português, em especial.

1 – Olá Gonçalo, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a ideia deste belo programa de rádio?

Claro que sim. Perde-se no tempo a origem do 16V. Sabe-se apenas que começou há mais de 20 anos com dois jovens eborenses. Eu entrei mais tarde para este projecto, começando por me dedicar aos botões da mesa de mistura e atender chamadas.

2 – O nome que ele tem, foi planejado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

Segundo sei ,a origem do nome vem dos motores mais “performantes” dos anos 80.

3 – Antes de começares este programa, já tinhas tido outro tipo de participação em algo deste género?
Nunca.

4 – Em que dia é que foi emitido o primeiro programa?
Se alguém souber, recebe um Prémio!

5 – De todos os programas que já fizeste, lembras-te de algum que te tenha orgulhado… ou não?

Muitos…mas o mais especial foi o fim-de-semana do GP Portugal 1991, como jornalista.

6 – Conheces mais algum programa de automobilismo, neste tipo de moldes, nas ondas hertzianas portuguesas?
Nem próximo…

7 – E já agora, o blog. Como surgiu e quem são os outros colaboradores?

Surgiu por durante 2 meses não ter tido uma Rádio que emitisse o Programa. A Rádio de origem, Rádio Jovem, foi vendida à TSF e até entrarmos na Rádio Telefonia do Alentejo quis continuar a divulgar o Desporto Motorizado. Fi-lo via blog.
Os actuais colaboradores são:
João Barreiros (aka Sakki)
Diogo Oliveira (aka Diogo Massa)
Miguel Mouzinho (aka Mike F1)
E o mais recente:
Tiago Monteiro (aka Monty) – o nosso repórter no estrangeiro (Holanda)

8 – Em que dia é que começou, e quantas visitas é que já teve até agora?

Depois de termos passado pelo Blogspot começamos a actual presença no Wordpress em Maio de 2007. Até a este momento que escrevo, já obtivemos 43.561 visitas.

9 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

A minha memória recua até ao GP que deu o titulo de campeão de 1981 ao Nelson Piquet pai, penso que USA. Ouvi o relato via Rádio Comercial com o Sr Jorge Pêgo.

10 – E qual foi aquela que mais te marcou?

Por motivos óbvios, GP San Marino dia 1 de Maio de 1994.

11 – Eu sei que és português, mas faço a pergunta que costumo fazer aos brasileiros: Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Por ordem: 1ª Nelson Piquet - Grande piloto e sempre bem disposto.

2º Emmo: Ídolo de meu pai
.
3º Senna - Nunca gostei. Imagem que passava dele. Quem gostava de ver o Nelson Piquet não gostava do Ayrton. É quase como quem gostava de Prince não gostava de Michael Jackson (falando de música)

12 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?
Se o deixarem na Ferrari, sim.

13 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Senna: Frio, calculista e muito focado na corrida. Mas não sabe rir como o Nelson Piquet. Nem tem o vício de correr como o grande Emmo, que eu gostava de entrevistar um dia…

14 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Se fosse para qualquer um dos dois (Lewis e Felipe) ficava bem. Se fosse para o Kubica premiava-se os “outsiders”. Mas continuo a achar que foi o Massa que perdeu o campeonato e não o Lewis que o ganhou. Singapura e o “lollipop” da Ferrari foi o que decidiu.

15 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e por quê?

Niki Lauda. Quem teria coragem de voltar depois de um acidente daqueles?

16 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver? Sei que tentas falar um pouco de tudo no programa…
Todo o Terreno.

17 – E miniaturas de carrinhos, tens algum?

Ainda tenho. Mas na geração a seguir à minha (meu irmão) perdeu-se o principal. Até os chamados “Não Mexe”…

18 – Passando para a actualidade: de repente, a Honda anuncia a sua retirada da Formula 1. Como sentiste isso?

Senti como forma natural da selecção de quem está com a cabeça na Formula 1 e quem está com a cabeça noutro Mercado.

19 – Se Nick Fry e Ross Brawn encontrarem comprador nos próximos tempos, achas que Jenson Button, e especialmente Rubens Barrichello, conseguem manter os seus lugares?

Espero que não. Há uma geração nova preparadíssima para ir para a F1. Bruno Senna e Álvaro Parente são os expoentes.

20 - Max Mosley anunciou agora que fez um acordo com a Cosworth para fornecer motores ás equipas, a dez milhões de euros por ano. A FOTA (Formula One Teams Association) concordou em reduzir os custos. Achas que é este o caminho, uma Formula 1 com custos controlados?

Sim, mas com motores diferentes.

21 – E o sistema de medalhas, proposto pelo Bernie Ecclestone? Achas uma boa ideia ou apenas uma má ideia de um homem já senil?

Acho que devem experimentar nas fórmulas de promoção. Mas se o Bernie sugere é porque tem valor comercial.

22 - O que achaste dos novos carros de 2009?

Sobre os novos carros digo apenas que são mais bonitos , simples e mal cheirosos.

23 - “Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma longa espera.” Esta frase é dita pelo actor americano Steve McQueen, no filme “Le Mans”. Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida, como espectador?

Não concordo. Há muita vida fora das corridas e deve-se olhar pelos fãs. O piloto deve ter mais tempo para os fãs.

24 – Já agora, tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Kart só de brincadeira com vitórias à chuva… (e só à chuva…) Mas não deu para compreender.

25 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

Não. Porque tive a sorte de viver numa época em que há mais preocupação com a saúde dos pilotos. Felizmente já só apanhei o fim dessa época com a morte de Palleti no Canadá. O dia 1 de Maio de 1994 fica excluído porque nesse dia o Diabo veio correr na F1.

26 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Significam a essência da Formula 1. E significam sorte. Se fosse nos dias de hoje alguém teria acabado fora da pista.

27 – Jeremy Clarkson, o mítico apresentador do programa de TV britânico “Top Gear”, disse que Gilles Villeneuve foi “o melhor piloto que alguma vez sentou o rabo num carro de Formula 1”. Concordas ou nem por isso?

Gilles pertenceu a uma geração de ouro que já acabou. Incluo aqui o Didier Pironi e o Jacques Lafitte. Mas o melhor não foi.

28 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o “Gran Turismo”, o “Formula 1”, ou jogos “online”, como o BATRacer ou o “Grand Prix Legends”?
Sim. Joguei GT4 e descobri à pouco tempo o Bat Racer.

29 – Este programa… já alcançou algo de relevante como prémios, convites, referências, desde que iniciou o seu percurso?

Prémios já. Mas o prémio principal é o ouvinte que se mantêm fiel ao fim de tantos anos.

30 – E se fosses o Max Mosley, o que preferias ter na Formula 1? Uma grelha só de montadoras ou de “garagistas”?
Garagistas.

31 – Vamos falar do futuro próximo. Primeiro pelos brasileiros: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Falo dos que já entrevistei: O Bruno já devia estar na F1. O Lucas, esse tem de rodar fora da F1 para depois entrar pela porta grande. Nelsinho… não dou opinião até ele responder aos meus convites para ser entrevistado.

32 – E no nosso caso? Filipe Albuquerque, Álvaro Parente, António Félix da Costa, Armando Parente… achas que algum dia voltará a haver um piloto português na elite da Formula 1, com capacidade de inscrever o nosso país na lista dos vencedores?

Se for pelas capacidades de cada um, vão estar na F1. Se for por questões monetárias, não.

33 - Que impressão é que ficaste do novo Autódromo de Portimão (AIA)?

Do AIA tenho a melhor das opiniões. É de facto extraordinário. Faz impressão o espaço que existe no Paddock. Só senti falta da máquina de café na sala de Imprensa. E já agora... Gostava era de preços mais baixos na Cantina por baixo da sala de imprensa.

34 – E já agora, que impressão é que ficaste das pessoas que ergueram o Autódromo de Portimão, como o Paulo Pinheiro? Este é o nosso passaporte para o regresso da Formula 1 a Portugal?

O Sr. Eng. Paulo Pinheiro deve ser estrangeiro. Um português desistia só de pensar em fazer um circuito. Para a Formula 1 regressar só há um passaporte: uma mala cheia de dólares.

35 – E agora, com o surgimento “inesperado” da Ocean Racing Technology, o projecto do Tiago Monteiro, achas que pode ser mais uma via para termos o nome de Portugal na alta-roda do automobilismo internacional?
Duvido.

36 – Tens algum plano para o programa, num futuro próximo?

O meu sonho mais próximo é ter entrevista com o Felipe Massa. Ele merece ser entrevistado pelo 16 Válvulas! Alguém que lhe diga isto.

Já agora, se quiserem ver as entrevistas anteriores, carreguem nos respectivos links:

19 de Novembro 2008 - Priscilla Bar (Blog Guard Rail)
22 de Novembro 2008 - Marcos Antônio Filho (GP Series)
29 de Novembro 2008 - Hugo Becker (Motor Home)
6 de Dezembro 2008 - Rianov Albinov (F1 Nostalgia)
10 de Dezembro 2008 - Jorge Pezzolo (jpezzolo.com)
13 de Dezembro 2008 - Ron Groo (Blog do Groo)
17 de Dezembro 2008 - João Carlos Viana (jcspeedway)
20 de Dezembro 2008 - Felipão (Blogspot Brasil)
3 de Janeiro de 2009 - José António (4 Rodinhas)
7 de Janeiro de 2009 - Germano Caldeira (Blog 4x4)
10 de Janeiro de 2009 - Felipe Maciel (Blog F-1)
17 de Janeiro de 2009 - Thiago Raposo (Café com Formula 1)
21 de Janeiro de 2009 - Orroe (N U R B U R G R I N G)
24 de Janeiro de 2009 - Sávio Machado (SAVIOMACHADO)
28 de Janeiro de 2009 - Javi G. (Zone F1)
31 de Janeiro de 2009 - Gabriel Lima (Speed N'Thrash)
4 de Fevereiro de 2009 - Bruno Mantovani (Mantovani.zip.net)
14 de Fevereiro de 2009 - Luiz Alberto Pandini (Pandini GP)

terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

A1GP - Albuquerque quer ganhar em Kyalami

A poucos dias de mais uma ronda do campeonato A1GP de 2008-09, que estreará uma nova pista, o circuito sul-africano de Kyalami, Filipe Albuquerque quer aproveitar esta ronda para voltar às vitórias e demonstrar que é um dos favoritos ao título da categoria, ao lado da Suiça e da Irlanda. Num circuito desconhecido para todos os pilotos do A1GP, isto coloca-os em circunstâncias de igualdade, como afirma o piloto de Coimbra: "Vamos todos à descoberta, pelo que aqueles que tiverem maior capacidade de adaptação talvez sejam aqueles que serão melhor sucedidos. Quero estar nesse lote", disse.

Albuquerque sabe que esta é uma boa chance para mostrar que deseja o título, e uma vitória poderia relançar-se e à equipa portuguesa, nessa luta pelo título: "Temos andamento para discutir a vitória. Acho que estamos num excelente momento de forma. Na minha cabeça o objectivo é vencer. Penso que tal como nós, tanto a Irlanda como a Suíça querem vencer. Espero que desta vez, seja eu a superiorizar-me. O nosso objectivo é continuar na luta pelo título, um objectivo bastante realista face a tudo o que temos feito", afirmou.

Mas para isso, tem de começar a demonstrar esse favoritismo logo nos treinos, um aspecto fundamental para o bom resultado final: "Uma boa qualificação é meio caminho andado para um bom resultado. Mas, há ainda a questão dos ‘pit-stops’, que se correrem bem podem proporcionar vantagens significativas. Temos analisado todos estes aspectos de forma minuciosa, por isso acredito que tudo vai encaixar bem", concluiu, optimista.

António Felix da Costa, o "Formiga" fará parte da equipa na ronda sul-africana, repetindo o "Rookie Test" pela segunda vez esta época, depois de se ter estreado em Taupo, na Nova Zelandia. As corridas serão no Domingo, dia 22 de Fevereiro, a partir das 11 da manhã, hora local (Sprint Race) e 15:30 (Feature Race)

A capa do Autosport desta semana

A revista Autosport coloca esta semana em destaque o alemão Michael Schumacher, anunciando "uma entrevista exclusiva" com "o reformado mais rápido do mundo". Esse é o destaque dado na edição desta semana.




Quanto á parte competitiva, fala-se do Rali da Noruega, onde se explica "Como Löeb limpou rivais e Armindo Araujo trouxe cinco pontos". Por fim, a Formula 1, onde num pequeno canto se fala que "por 17 milhões de euros, Bruno Senna compra lugar na Honda". Não sei se é real, mas colocam aqui. Não saberão que estão a pôr as mãos no fogo, quando nem no Brasil tal coisa se confirma? E dizem para que se "guiem por nós..."


Enfim, eis a capa desta semana. Espero que gostem.

Belo filme, este!




Enquanto procurava elementos acerca do GP da Africa do Sul de 1979, dei por mim a ver um filme dessa corrida, e fiquei espantado com a sua montagem. Vê-se que isto deve ter sido feito para ser mostrado nas salas de cinema, mas julgava eu que tal coisa tivesse caido em desuso no final dos anos 70, devido à emergência da televisão. Aparentemente não...


Esta filmagem está muito bem montada, especialmente as tomadas aéreas, com o helicóptero a tentar acompanhar a velocidade dos carros de Formula 1 que rolavam pelo antigo Kyalami. Simplesmente espectacular!


Outro detalhe, este mais sombrio: nas sequências do público, nota-se que dos 90 mil espectadores que foram assistir à corrida, nos arredores de Joanesburgo, não se vê um unico negro na assistência. Era o regime do Apartheid em toda a sua força... a corrida marcou a estreia do modelo Ferrari 312T4, onde Gilles Villeneuve e Jody Scheckter deram à marca do Cavallino Rampante a melhor estreia possivel do novo chassis: uma dobradinha.

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Rumor do dia: Virgin Grand Prix?

A história da nova encarnação da Honda está a causar todo o tipo de rumores, quer em Inglaterra, quer no Brasil. Na pátria de Fittipaldi, Piquet e Senna, os rumores tem levado a uma inesperada briga entre os dois maiores sites de automobilismo, a Tazio e a Grande Prémio, chegando até Bruno Senna (ou "primeiro-sobrinho", como alguns dizem) a acusar Flávio Gomes de ter mentido, quando se disse que ele já tinha assinado com a ex-Honda, com um patrocinio chorudo de 30 milhões de dólares.


Gomes já disse que errou e pediu desculpa. Mas mesmo que diga que ainda não assinou nada, é bem capaz de assinar em breve... Quem anda a assitir tudo é o Becken Lima, do Blog F1 Around. E é dali que lança o mais recente rumor. E não é um qualquer: James Allen, no seu blog, fala que Sir Richard Branson, o fundador e dono da Virgin, poderá estar interessado em comprar a equipa e baptizá-la de Virgin Grand Prix. Branson costuma aparecer no "paddock" dos Grandes Prémios, mas nunca se viu declarações a afirmar que esteja muito interessado na coisa.


Branson, um dos homens mais ricos de Inglaterra (4,4 biliões de libras em 2008) e "entrepreneur" sempre com faro para a aventura, poderá ver na Formula 1 como mais uma hipótese de expandir o seu nome. E confesso que até nem seria mau de todo ver um "Virgin GP" por ali. Mas pelo que ando a observar nos últimos tempos, ele está mais excitado com a exploração espacial do que propriamente com carros de Formula 1. Mas o automobilismo não deixa de ser uma aventura...

O fim da industria automóvel americana, tal como a conhecemos?

Que a crise económica atingiu forte e feio a industria automóvel norte-americana, isso sabemos. Que as "big Three" (GM, Ford e Chrysler), com os seus carros imensamente gastadores, estão com a corda no pescoço, já topamos. Que o Rick Wagoner (presidente da GM) não esconde que precisa do dinheiro do Estado para evitar a falência da sua firma, já demonstra que as coisas estão definitivamente más.

Hoje, apareceu nas noticias que o presidente Barack Obama pediu ao seu secretário do Tesouro, Timothy Geithner, para liderar uma equipa de peritos para estudar uma reestruturação da industria automóvel americana, e condicionar qualquer apoio futuro a esse plano (para além dos planos de reestrutuação elaborados pela própria GM e Chrysler). Até agora, o Estado já concedeu apoios a rondar os 13 mil milhões de dólares, e mesmo assim, ainda não conseguiram reactivar o mercado das vendas, que desceu em certos casos a quase 50 por cento do mesmo valor no ano passado!

Confesso que é raro falar do "Comércio e Industria", mas ver algo que foi o pilar da economia norte-americana durante todo o século XX, estar à beira do fim tal como o conhecemos, é algo que seria inconcebível há meia dúzia de anos atrás. E o mais irónico no meio disto tudo é que não foi algo directo, como uma crise petrolífera, que a causou!

Desconheço se estas marcas irão desaparecer em breve, mas vai ser um choque para o americano orgulhoso do seu "Muscle Car", da sua "Pickup Truck", do seu "sedan" ou do seu "SUV", que provavelmente irá assistir durante a sua existência ao fim de algo certo e garantido: o enorme e gastador carro a gasolina, movido a um qualquer poderoso motor V8...

Historieta da Formula 1 - O "engrish" de Jacques Laffite

Mais uma "estória" envolvendo o simpático ex-piloto francês e actual comentador da TF1. Esta aconteceu durante a sua segunda passagem pela Williams, nas temporadas de 1983 e 84. Pode não ter pontuado muitas vezes, mas existem muitas situações bem dispostas por parte do piloto francês, a mais famosa das quais ele ter aparecido de pijama para treinar no circuito de Dallas (!) em protesto pelo degradar do asfalto desse circuito citadino.

Mas esta tem mais piada. Certo dia, Frank Williams pediu a todos para que começassem a chegar às reuniões a tempo, caso contrário, começava a aplicar multas. Era a profissionalização na Formula 1 a chegar em toda a força. Ora, o bom Jacques não era muito fã dessa profissionalização, e invariavelmente nunca chegava a horas...

Mas depois de novo ultimato, Laffite chegou invarivavelmente atrasado, e para piorar as coisas... era à vista de toda a gente! Patrick Head conta: "Para piorar o estado de espírito, viamos pela janela o Jacques a dirigir-se lentamente para o 'motorhome', parando para cumprimentar toda a gente, sorrindo e mandando 'bocas' para todo o lado. O Frank avisou logo que lhe ia dar uma enorme lição, e quando o Jacques finalmente entrou, ficamos todos calados à espera que o Frank começasse..."

Só que ele tinha um truque na manga, e Head conta a cena seguinte: "Com aquele jeitão bem disposto, o Jacques disse no seu inglês com grande sotaque francês: 'Rapazes, passei os últimos 15 dias a ver filmes ingleses para melhorar o inglês e acho que consegui!' Então colocou-se à frente de Frank e disse-lhe: 'What's new, pussycat?', dando-lhe um enorme beijo na testa! É claro que caimos todos de lado a desmanchar-se a rir, pois tinha sido mesmo cómico. E nunca mais se falou em multas e lições..."

Laffite confirma a história, justificando o atraso: "Sabia que estava atrasado e o Frank estaria zangado. Por isso, quando cheguei ao "motorhome", lembrei-me de fazer uma das minhas cenas e felizmente, deu certo!"

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Graham Hill - 80 anos

Se um homem não conseguir olhar para o perigo e enfrentá-lo, deixa de viver. Se o pior acontecer, é porque o chamaram para pagar o preço da felicidade da vida”, Graham Hill, 1929-1975.


Se estivesse vivo, este homem afável e bem-humorado faria hoje oitenta anos. Graham Hill foi o unico piloto a conseguir a Tripla Coroa, ou seja, vencer o Mundial de Pilotos de Formula 1 por duas vezes, ser o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis (1966) e as 24 Horas de Le Mans (1972), a bordo de um Matra, teve uma carreira longa, fazendo 176 Grandes Prémios em 17 épocas, correndo até aos 47 anos de idade. Foi o primeiro "Rei do Mónaco", ao vencer por cinco vezes nas ruas do Principado, a última das quais em 1969, coincidentemente, a sua última vitória oficial na Formula 1. As suas vitórias só foram superadas 24 anos depois por Ayrton Senna.

Se tivesse vivido mais tempo, talvez teria assistido a algo inédito: ver o seu filho Damon ser campeão do Mundo. conseguiu-o em 1996, com 36 anos, quase a mesma idade que o seu pai alcançou o seu bi-campeonato (quando o conseguiu, em 1968, tinha 39 anos). Hoje em dia, os feitos do seu filho são tão respeitados como os do seu pai, e o seu canto na História está garantido.

Este blog já abordou várias vezes Graham Hill. Para os visitantes mais recentes, coloco aqui os links da biografia em três partes (parte 1, parte 2, parte 3) do piloto inglês, escrita no ano passado. Para além disso, podem ler a matéria que escrevi sobre a sua aventura como construtor, que teve o seu trágico fim a 29 de Novembro de 1975.