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quarta-feira, 13 de março de 2019

Brawn não quer uma revolução nas regras em 2021

Ainda se discute as regras para a temporada de 2021, e Ross Brawn afirmou que, apesar de haver coisas como um ponto extra para a volta mais rápida, não deseja regras que sejam consideradas como invulgares e que possam descaracterizar a Formula 1.

Nas vésperas do GP da Austrália, Bfrawn disse à Autosport que as mudanças são bem-vindas, desde que não sejam radicais.

"Eu acho que os fãs gostam de mudanças quando estas trazem melhores corridas e melhor entretenimento", começou por dizer em declarações à Autosport britânica.

"Eles podem se opor a mudar se eles vêem que isso é feito pelas razões erradas. E talvez as pessoas fiquem um pouco desconfortáveis quando as coisas mudam. Eu pessoalmente acho que há algumas referências que temos que manter - a duração da corrida e a sua natureza. Eu não acho que as grelhas invertidas estariam no nível certo para a Formula 1. Funciona noutras competições, sabemos disso por experiência própria", continuou.

"Mas há requisitos diferentes na Formula 2 do que na Formula 1. Definitivamente, não precisamos de truques, de desenvolver as corridas e entender o que os fãs gostam, e ver como podemos dar a eles mais do que gostam [mas] com integridade. Nós não queremos que seja artificial, porque acho que isso iria afastar os fãs."

Brawn está a saber, através das várias pesquisas que tem vindo a fazer para auscultar aquilo que desejam os fãs da Formula 1, que existem um conjunto de áreas onde podem melhorar.

"Estamos aprendendo cada vez mais sobre nossos fãs, o que eles gostam e a natureza dos fãs de automobilismo. É fascinante começar a entender os interesses de nossos fãs, o que eles gostam de ver e o que não gostam de ver. Acho que aceitam mudanças quando [estas] estão indo na direção certa.", começou por dizer.

"Vamos a ver, 2021 vai ser uma [temporada de] grande mudança. Eu acho que haverá alguns que verão os carros e não gostarão deles, mas eu espero que a maioria veja os carros e os ame. Eles certamente amarão os benefícios que eles terão na pista.

"E é tudo sobre as perguntas que fazemos. Se você perguntar a um fã, você quer ver corridas mais próximas e mais ultrapassagens? A resposta é um claro 'sim'. Ninguém dirá 'não' a ​​isso. Mas então [isto] está a ficar mais profundo do que isso. Que aspectos eles gostam mais, é sobre os pilotos, é sobre as equipas, é a combinação, são as pistas, o formato das corridas? Há muita coisa muito útil saindo das pesquisas de mercado.", continuou.

"Temos algumas pessoas muito experientes nesta empresa, mas é uma novidade para a Formula 1, então precisamos prosseguir com cautela. Mas há muitas coisas boas", concluiu.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Noticias: Agag diz que a Formula 1 precisa da sua autorização para ir elétrico

Num altura em que a Formula 1 está a rever os regulamentos no sentido de apresentar um novo tipo na temporada de 2021, Ross Brawn lançou no ar a ideia de que poderá pensar na electrificação da competição num prazo mínimo de dez anos, caso a electrificação nas estradas ser algo imparável.Apesar de não ver a Fórmula E como uma rival direta, diz que estaria aberta à ideia de um carro de Formula 1 totalmente elétrico, caso se proporcionasse corridas de boa qualidade e um espetáculo digno do auge do automobilismo.

"Acho que temos que respeitar o que a Fórmula E está fazendo e o que está alcançando", disse ele em uma entrevista no podcast F1 Fan Voice, apanhado pelo site ESPN. "Mas se você olhar para a magnitude dos dois, eles não são realmente comparáveis; a quantidade de fãs que temos e o apelo da Fórmula 1, a Fórmula E ainda é muito pequena a esse respeito."

"Eu acho que a Fórmula 1 irá evoluir na direção que tem o equilíbrio certo entre esporte, relevância e engajamento com os torcedores. Se dentro de cinco anos ou dez anos houver uma necessidade, desejo ou desejo de ter um tipo diferente de unidade de potência na Fórmula Um, então vamos fazê-lo Não há nada que nos impeça de ter carros elétricos de Fórmula 1 no futuro."

Como é sabido, a única série totalmente elétrica no momento aprovada pela FIA é a Fórmula E, que vai entrar na sua quinta temporada com um carro de Gen2. O nível de desempenho desde novo carro ainda será inferior em relação a um Fórmula 1, mas os novos carros darão um passo significativo nessa direção, pois terão o dobro da capacidade de armazenamento de energia do carro Gen1, que usado nas últimas quatro temporadas e que tinha uma potência de 250kW.

Apesar das aberturas nesse sentido, Alejandro Agag, o  CEO e fundador da Formula E, já veio a público dizer que tal ideia não seria possível no prazo dado por Brawn devido ao acordo existente entre o seu campeonato e a FIA, onde ele detêm o exclusivo da competição por 25 anos, até 2039.

"Ross [Brawn] disse que a Fórmula 1 poderia ser elétrica em 10 anos - e basicamente, eles não podem", começou por dizer Agag à Autosport britânica. "A Fórmula E tem uma licença exclusiva com a FIA por 25 temporadas, e nós fizemos apenas quatro. Então a Fórmula 1 só poderia ser elétrica em 2039, caso não renovarmos nosso acordo com a FIA, mas não vejo razão para não renovarmos por mais tempo.", continuou.

"Temos exclusividade até pelo menos [o ano de] 2039 - então não há Formula 1 elétrica até lá pelo menos. Se eles querem falar comigo, é claro que é uma questão diferente - estou sempre aberto para conversar com as pessoas. Mas sem falar comigo não há como eles fazerem qualquer coisa totalmente elétrica", concluiu.

Quando perguntado se ele interpretou os comentários de Brawn como Formula 1 sendo ameaçado por Formula E, Agag respondeu: 

"Eu não acho que eles deveriam ser [ameaçados]. Eu não sei se eles fazem, eles podem fazer, mas isso provavelmente está errado. Eu acho que somos muito diferentes e somos totalmente compatíveis. Não há competição alguma, eles são [dois] séries completamente compatíveis. Eu tenho uma grande admiração por Ross Brawn, mas neste caso ele simplesmente errou as contas", concluiu.

quarta-feira, 28 de março de 2018

A Haas copiou o chassis da Ferrari?

A prestação da Haas em Melbourne só surpreendeu quem não estava avisado. Sabia-se desde a pré-temporada que o carro estava muito bom e eles não esconderam que queriam ter uma parceria mais apertada com a Ferrari, tentando aproveitar o máximo possível o carro de 2017, o único que bateu o pé às dominadoras Mercedes. 

Contudo, a equipa sofreu um enorme pesadelo na corrida por causa dos parafusos mal apertados e do mau dia dos mecânicos que se encarregavam de os fazer, levando ao abandono de ambos os pilotos. Mas o pesadelo pode ter mal começado: segundo conta hoje a imprensa especializada, McLaren e Force India fizeram queixa à Haas sobre o seu chassis, querendo saber até que ponto o seu carro é uma cópia do SF70H. Queixas essas que já foram registadas por Ross Brawn.

Todos sabemos que a Haas tem uma forte aliança com a Ferrari, e nós só temos que garantir que essa aliança não é ‘demasiado próxima’. Acredito que possa haver alguma influência, e partes do carro que sejam muito semelhantes aos Ferrari do ano passado, mas isso fica para os engenheiros e a FIA verem mais de perto”, disse.

Otmar Szafnauer, o chefe de engenharia na Force India, está espantado: “Não sei como eles fizeram, é mágico. Nunca foi feito na Formula 1. Não sei como alguém que está no desporto há um par de anos, sem recursos, consegue produzir um carro daqueles. Será magia? Se for eu quero uma varinha dessas disse ao site Motorsport.

Contudo, o próprio Ross Brawn admitiu que "não tem provas" de que a Haas trabalhou de forma demasiado íntima. 

Chegamos a este ponto, onde se caminha por mais uma linha ténue neste desporto ultracompetitivo, onde um segundo é a diferença entre a vitória e a derrota - e mais alguns milhões. A Haas, que chegou em 2016 e conseguiu dois oitavos lugares no Mundial de Construtores, é o principal candidato ao quarto lugar do Mundial de Construtores, e pilotos como Romain Grosjean e Kevin Magnussen poderão ficar constantemente entre o sexto e o oitavo postos, com um motor Ferrari que já demonstrou ser bom. Mas eles não tem o motor com o mesmo mapa da Scuderia, logo, esse carro não pode ser mais veloz do que os "rossos".

Por outro lado, não se pode dizer que não pode existir "equipas B" porque assim é hipócrita. Afinal de contas, desde 2007 convivemos com a Red Bull e a Toro Rosso - que é italiano para... Red Bull - e a FIA consente uma coisa destas. E depois temos de ver quem são os queixosos: Force India e McLaren. No caso da Force India, ficariam imenso a perder se a Haas chegasse ao quarto lugar, posição que a Force India tem chegado nas últimas duas temporadas, graças a um conjunto competente de chassis, engenheiros, pilotos e um motor Mercedes cliente. E a McLaren, que recupera depois de temporadas desastrosas com o motor Honda, pode ter esse quarto posto como objetivo em 2018, e não o alcançar seria uma derrota, agora que é provável que têm um chassis melhor do que o da Force India.

O que é que isto vai dar? Provavelmente, nada. As verificações técnicas e homologações da FIA só ‘dizem’ que o carro está conforme e não vão ao detalhe dos comparar uns com os outros. E mesmo nessa parte, até que ponto é que o regulamento proíbe copiar chassis de outros anos e os desenvolver a partir desse ponto? É algo do qual os engenheiros e os projetistas poderão aproveitar, em mais um dos "loopholes" dos regulamentos que existem - existiram ao longo da história e sempre existirão - para tentar conseguir uma vantagem sobre a concorrência. Em suma, mais um episódio daqueles que a Formula 1 tem sido pródiga. 

E a acontecer, só temos de aplaudir e Gene Haas e Gunther Steiner por terem conseguido. Poderá ser o "salto" tanto quiserem dar...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Formula 1 elétrico? Altamente improvável

Ross Brawn não acredita que a Formula 1 vire algo elétrico nos próximos tempos. Na edição de janeiro da revista americana "Popular Mechanics", Ross Brawn, ao ser questionado sobre a possibilidade de uma Formula 1 elétrica como forma de ser altamente eficiente e trazer as equipas de fábrica que estão presentes na Formula E. E a sua resposta é simples: não na próxima década. 

"Não vejo isso [a acontecer] nos próximos cinco a dez anos", diz Brawn. "Não consigo ver isso". E Brawn apenas refere ao lado técnico necessário para completar os 300 quilómetros para completar um Grande Prémio de Formula 1. "Temos algumas perguntas difíceis para fazer", diz ele.

Para a revista, que aborda a questão, o grande problema é saber se a competição decide perseguir a tecnologia e a sua evolução, ou abandoná-la e se tornar um desporto puro e duro. E falando sobre as novas regras que quer implementar a partir de 2021, ele deseja simplificar as coisas para também responder às ansiedades dos fãs.

"Você cria este espectáculo porque você obteve investimentos substanciais [vindos] de fabricantes ou parceiros tecnológicos que criam essa magia da Fórmula 1", diz Brawn.

Toto Wolff, diretor da Mercedes, concorda. "A Fórmula 1 é um espetáculo audiovisual. Nós precisamos ficar chocados com a velocidade dos carros, ao olhar para eles e [também] pelo som dos motores".

Mas quando é questionado pela razão ao qual a Mercedes vai entrar na Formula E em 2019, Wolff é claro: "A razão porque nos iremos juntar é porque os nossos carros de estrada vão passar a ser elétricos - é um fato", diz Wolff. "O aspecto do marketing nos interessa", concluiu.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A defesa do novo logotipo

A chegada do novo logótipo da Formula 1 causou discussões, e por agora, a maior parte das pessoas simplesmente detestou-o. Mais porque não gosta que se mudem as coisas ou porque ter medo do futuro é agora a nova moda, o novo logotipo da categoria máxima do automobilismo, bem como as suas cores, bem mais agressivas, servem paras os seus responsáveis como algo que icónico e memorável, e também como sinal de que na nova gerência, as coisas serão diferentes da anterior.

Em declarações à Autosport britânica, Ross Brawn afirmou que a mudança de visual da Formula 1 era necessária nesta fase do campeonato.

"Nos últimos dias surgiu a questão de que se a mudança de logotipo era uma prioridade e a resposta é sim! Além dos aspetos comerciais, o novo logotipo permite uma flexibilidade maior em termos de uso, especialmente no merchandising e no mundo digital. O último logotipo não era nem memorável nem icónico”, começou por dizer.

Era importante que os fãs vissem que estamos a entrar numa nova era. O nosso desporto está a mudar e temos de olhar para o futuro dentro e fora de portas, se queremos atrair novos fãs, especialmente os mais jovens. Acreditamos que este novo logotipo exemplifica isso mesmo… Um mundo onde a comunicação visual é cada vez mais importante e para o qual a Formula 1 também tem de caminhar”, continuou.

Sean Bratches, outro dos responsáveis da Liberty Media, defendeu também o novo logotipo, afirmando que esperava as reações do público ao novo símbolo, dizendo que a sua violência era expectável.

Estas são mudanças difíceis - como é quando você muda uma marca corporativa, e particularmente uma em torno de uma marca apaixonante", disse Bratches, também à Autosport britânica.

"A marca histórica serviu bem o desporto durante décadas. E nós não fizemos isto de ânimo leve, nós pensamos muito nisto" continuou.

"Pareceu da minha perspectiva que, a partir do momento em que Chase [Carey] me chamou, era uma das coisas que eu realmente tínhamos de fazer. "Do meu ponto de vista, [o logotipo antigo] parecia datado, parecia não refletir onde o automobilismo deveria ir. As pessoas têm uma opinião. E é bom que as pessoas tenham uma opinião porque se importam. E, como cuidadores desta marca, nós sentimos muito fortemente sobre isso. Em última análise, vamos demonstrar ao mercado que essa marca irá sobreviver e prosperar", continuou.

"Nós entendemos em qualquer mudança de logotipo, seja uma pequena modificação ou venda por atacado, as pessoas vão ter uma opinião variada. E isso é bom para o desporto. Todos tem uma opinião na Formula 1, e nunca pensei que sairíamos impunes com aquele", concluiu.

Já a diretora de marketing da companhia, Ellie Norman, afirmou que os fãs entenderão melhor a mudança, uma vez que comecem a acostumar-se mais ao novo logotipo.

"Ao colocamos isso [cada vez mais] nas aplicações móveis, e trazemos à vida a identidade que esse novo logotipo terá, acho que com o passar do tempo, os fãs verão o que podemos devolvê-los através disso", disse ela.

A defesa deles é válida, e de uma certa maneira, tem de se entender a mudança deste logotipo como sendo uma maneira de marcar território em relação à administração anterior. Com a Formula 1 nas mãos da mesma pessoa por mais de 40 anos, uma geração para imensa gente, é complicando entender que, se quiser mostrar que estão aqui para ficar, terão de fazer imensas coisas, escolhendo quais são os que desejam mudar e os que devem manter. Mas num muito tão conservador como este, onde os velhos atores dominaram por muito tempo, assistir a mudanças é complicado.

E como dizia Fernando Pessoa: primeiro estranha-se, depois entranha-se.

domingo, 13 de agosto de 2017

Formula 1: Wolff e Brawn não desejam o regresso dos V8

Enquanto que se discute o futuro da Formula 1 a partir de 2021, já apareceu duas correntes que desejam que a competição tome em de dois rumos: ou uma simplificação dos motores hibridos, onde se coloca apenas um sistema de recuperação de energia, ou então o abandono puro e simples dos híbridos a favor de motores V8 ou V10 atmosféricos. Sobre isso, se Ross Brawn diz que tem de haver um equilíbrio entre tecnologia e emoção, já o diretor da Mercedes, Toto Wolff, descarta o regresso aos motores atmosfericos

"Eu acredito firmemente que a Formula 1 representa alta tecnologia, inovação e desempenho. Se você tentar voltar no tempo para os famosos anos 80 e 90 [do século passado] só porque gostou tanto, essa é a estratégia errada", começou por dizer Toto Wolff.

"As discussões que estamos tendo são realmente boas na medida em que vemos o que queremos manter da regulamentação atual. Houve margem para vários pilares que o novo motor precisa ter: o custo do desenvolvimento precisa estar sob controle, ele precisa ser de alta tecnologia, precisa de ser híbrido, a relação peso/potência precisa ser melhor do que é agora, e agora precisamos olhar para a qualidade do som", continuou.

"Estamos a analisar as variáveis de como podemos conseguir isso e, na medida em que todos estão bem no mesmo caminho, acredito que até o final do ano podemos chegar ao fim e dizer que é isso que queremos para fazer em 2021", concluiu.

Já Ross Brawn, que está trabalhando para enquadrar uma visão para o futuro da Formula 1 que a torne mais atraente para os fãs, acredita que os pedidos de retorno aos V8 precisam ser contextualizados.

"Temos muitos fãs que dizem 'queremos voltar para os motores normalmente aspirados' mas então você tem que fazer a próxima pergunta: por que é isso?", disse Brawn.

"É porque cria mais emoção com o ruído. Então, podemos criar um mecanismo híbrido que tenha esse ruído, tem as rotações e mantenha esse apelo? Eu acho que os fabricantes envolvidos sabem que esse é um elemento-chave. Eles precisam ter uma Formula 1 bem sucedida. Não adianta ter um exercício de engenharia que demonstre sua tecnologia se ninguém estiver a assistir", continuou.

"Os fabricantes sabem que tem que ter um equilíbrio de relevância, mas ainda ser capaz de envolver a paixão dos fãs", concluiu.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Uma nova equipa a caminho?

Rumores sobre novas equipas é o que não irão faltar, apesar dos critérios cada vez mais apertados, sejam eles as do dinheiro ou até da tecnologia. O tempo dos aventureiros acabou, é certo, e a anterior gestão da Formula 1 queria um número máximo de dez equipas, pois seriam esses que manteriam a competição viva. O dinheiro que seria distribuído seria para eles, que assim completariam o orçamento para a temporada e manteriam a flutuar. E hoje em dia, o mínimo de sobrevivência será de cem milhões de euros. O que cada um faz com eles, cabe às equipas, e por exemplo, a Force India faz muito bem o seu trabalho.

Contudo, esta sexta-feira, a Auto Motor und Sport alemã fala que existem contactos para uma nova equipa no horizonte. A fonte é Christian Horner, diretor da Red Bull, que afirma que alguns elementos da sua equipa foram contactados por um "testa de ferro" vindo de um consórcio chinês, que os tentou recrutar para essa nova equipa. "Algumas pessoas foram perguntadas se estariam interessadas em trabalhar para uma nova equipa", disse Horner, que duvida desse esforço. "Para começar no próximo ano com uma nova equipa, na verdade já vai muito tarde".

Ross Brawn, agora um dos patrões da Formula 1, afirmou recentemente que as consultas para eventuais novas equipas está a ser feitas regularmente nos últimos meses, mas mais no sentido de se os critérios de distribuição dos dinheiros para as equipas iriam ser mudados.

"Cerca de dez pessoas perguntaram [sobre esse assunto]", disse ele.

"Mas todos queriam saber se iriamos mudar as regras para que as novas equipas tivessem uma fatia da distribuição de dinheiro. No entanto, respondemos-lhes que estamos vinculados por contratos existentes até 2020", acrescentou.

Contudo, a novidade da equipa é mesmo nova, pois já se fala desde há algumas semanas do recrutamento de algumas figuras que estão no desemprego para trabalhar. E que os estaria a contratar seria Ross Brawn. Não no sentido de ressuscitar a Brawn GP, mas sim para os ajudar nos regulamentos pós-2020, provavelmente para desenhar o tipo de carro que gostariam que a Formula 1 tivesse a partir dessa data, altura em que o atual Acordo de Concórdia terminará. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Os planos futuros da Formula 1

Os dois elementos mais desconhecidos falaram nas últimas 24 horas sobre o que era a Formula 1 sob a alçada de Bernie Ecclestone e que planos eles têm para o seu futuro. Se Sean Bratches acha que o futuro estará alicerçado no mercado digital e numa maneira mais próxima dos fãs, já Chase Carey aproveitou para criticar o método usado anteriormente para conduzir os negócios como "uma equipa de um homem só", do qual "já não estava a dar certo".

Numa entrevista ao jornal britânico "Daily Mail", Carey afirmou: “Depende de nós decidirmos quanto seu conselho será útil e apropriado. Bernie era uma equipa de um homem só, e isso não estava dando certo no mundo de hoje”, começou por dizer. 

Quanto a planos sobre se continuará no Reino Unido ou se moverá para a América, Carey afirma que isso não mudará: “Vivo a maior parte do tempo em um apartamento no centro de Londres, e a Formula 1 vai seguir no Reino Unido”, concluiu.

Quanto a Bratches, que vai ficar com a área comercial da Formula 1, mostrou os seus planos numa entrevista à CNN, onde afirmou: "Existirão quatro coisas reais no qual eu irei me concentrar. A primeira é a marca - a marca é o ponto de entrada para qualquer empresa, qualquer marca, qualquer desporto. E vamos trabalhar para entender a marca. Nós iremos poli-lo, elevá-lo. Vai ser realmente central para aquilo o que fazemos. Isso nos permitirá entrar em novos mercados, tirar do mercado o que deveríamos tirar, quer do lado comercial, dos patrocinadores, de detentores de direitos, para promotores.

"O segundo é digital. Eu acho que há uma grande oportunidade no espaço digital para redesenhar os produtos digitais que a Formula 1 tem hoje, e para envolver os fãs de maneiras muito novas e também para usar os patrocinadores para ativá-lo.

"O terceiro é criar uma abordagem muito mais democrática em termos de como nos aproximamos de nossos parceiros - de equipes, patrocinadores, promotores e detentores de direitos. Há muita oportunidade de alavancar a Formula 1 e integrá-lo aos seus negócios.

"E o último, será a experiência da corrida. Criando uma experiência melhor que envolve os fãs, espectadores quer ao vivo, quer na televisão, é uma grande oportunidade", concluiu.

Mas mesmo o elemento mais conhecido da Formula 1, Ross Brawn, também já se pronunciou sobre o que deseja na Formula 1. Por exemplo, em relação à diminuição dos desequilíbrios existentes entre os extremos da grelha.

"Precisamos encontrar soluções em que as equipas pequenas possam caminhar pelos seus próprios pés, além de gerar um bom desafio à hierarquia da Formula 1", explicou o dirigente, em entrevista à Sky Sports News britânica.

"No momento, a estrutura que se tem representa um grande desafio para eles. Precisamos encontrar maneiras de ter uma Formula 1 mais saudável de cima para baixo. Talvez o caminho correto seja tornar as equipas pequenas mais valiosas e atraentes, e não só na pista, mas também para as empresas", continuou. 

Contudo, tal ideia não será alterada antes de uma nova renegociação do Acordo da Concórdia, prevista para 2018, com ideias de entrar em vigor em 2020. "Temos um vínculo com as equipas até 2020, então nada vai mudar substancialmente antes disso, a menos que todas entrem em acordo", concluiu.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O triunviriato do século XXI

Do "rei morto" passamos para... um grupo de directores. A partilha do poder por parte de três pessoas, de origens bem diferentes, para suceder a um homem que governou com mão de ferro por mais de 40 anos, parece ser uma maneira de dizer ao mundo como eles são e como serão as coisas a partir de agora. Ver estas três pessoas - Ross Brawn, Sean Bratches e Chase Carey, duas delas absolutamente desconhecidas até setembro passado - a mandar na Formula 1 qual triunvirato romano que existiu há mais de vinte séculos. Resta saber qual deles é Julio César, quem é Pompeu e quem é Crasso, não é?

Mas desses três, apesar do desconhecimento de dois terços desse triunvirato, a personagem conhecida é uma instituição no automobilismo: Ross Brawn, de 62 anos, andou na Formula 1 durante mais de 40, primeiro como mecânico da March, depois na Williams, trabalhando primeiro como construtor de peças, para depois acabar no túnel de vento da equipa. Em 1986 foi para a Haas, e a seguir para a Arrows, começando a desenhar carros como o A10, ficando até ao fim da década, onde foi para a Jaguar, desenhando o XJR-12.

Regressou à Formula 1, indo para a Benetton, onde conheceu Michael Schumacher, que lhe ajudou a alcançar dois títulos de pilotos e um de construtores, os únicos da marca na sua história. Lá ficou até 1996, passando para a Ferrari, onde ajudou nas estratégias de corrida para Michael Schumacher, e ajudando a alcançar os títulos da marca entre 2000 e 2004, marcando uma era na Formula 1. Ficou na Scuderia até 2006, onde fez a sua primeira "pausa para a pesca", voltando à Honda em 2008, tentando ajudar na sua recuperação. Mas no final desse ano, a marca japonesa retirou-se e Brawn não teve outro remédio senão pegar nos cacos e fazer a sua própria equipa. Resultou: foi campeão do mundo num carro que poderá ter tido algumas ilegalidades...

Em 2010, a Brawn GP virou Mercedes e ele ficou por ali até ao final de 2013, altura em que abandonou a competição, para voltar a fazer uma nova "pausa para a pesca", regressando em meados do ano passado como consultor para a Liberty Media. E agora, ira dar a cara e calçar os sapatos que Bernie Ecclestone calçou durante mais de 40 anos.

Como é óbvio, Brawn já deu as boas vindas aos outros dois membros:  “Gostei de ser consultor da Liberty Media nestes últimos meses e estou ansioso por trabalhar com Chase (Carey, o presidente), Sean (Bratches) e o resto da equipa da Formula One, de modo a ajudar na evolução deste desporto”, começou por dizer Brawn. “Temos uma oportunidade sem precedentes para trabalhar conjuntamente com as equipas e os promotores para uma melhor Fórmula 1 para eles e, mais importante, para os fãs”, continuou.

E sobre o que a Formula 1 deveria ser sob a alçada da Liberty Media, afirmou, numa entrevista para a Radio5 britânica: “Acho que a chave e o objetivo para o futuro é simplificar. Tenho assistido à Formula 1 nos últimos anos como espetador e às vezes não percebemos que caminho se vai seguir na prova”, começou por dizer.

"Este é um grande desporto, com uma combinação fabulosa de pilotos e as suas personalidades, a sua competição, bem como os carros e tudo o que os envolve. Precisamos apenas de ver como somos capazes de melhorar o espetáculo”, enfatizou.

E sobre o que os fãs esperam da competição, disse: “Eles querem corridas e não têm visto isso ultimamente. Vimos uma grande competição entre os dois pilotos na mesma equipa nos últimos anos, e isso não é culpa da Mercedes – eles fizeram um trabalho fabuloso. Penso que os fãs querem ver corridas, querem perceber o que se está a passar na corrida. Há diferentes tipos de fãs, claro, e é ai que começa a complicação. Há os fãs que vêm às corridas, os que as vêm na televisão e os fãs que as seguem por outros ‘media’. É preciso encontrar o equilíbrio entre essas exigências”, continuou.

Queremos que a corrida, primeiro que tudo seja o maior grande espetáculo possível, por isso quando se venha a uma corrida no fim-de-semana se seja entretido do começo ao fim. Um entretenimento lógico. Sinto e sei pela experiência que a Formula 1 tende a ser reativa. Isso é um problema, reage para fazer face a um problema mas raramente tem uma visão para um futuro a três a cinco anos. Por isso temos de perceber o que os fãs querem; eles querem entretenimento, querem corridas disputadas, querem ser capazes de perceber o que se passa. Acho que toda a gente concorda com isso. Agora é preciso encontrar o padrão certo com as equipas e as pessoas envolvidas nisso", concluiu.

Agora resta saber como é que os três se vão dar entre si. A divisão de tarefas parece ser algo mais agradável do que ter o poder todo nas mãos de uma pessoa, quase como se fosse Luis XIV, que certo dia afirmou que "o Estado sou eu". E se durante 40 anos, Bernie afirmava-se como "a Formula 1 sou eu", colocando-a onde vemos hoje, agora, nesta nova era um pouco mais corporativista, eles tem de mostrar que estão nisto para o bem de todos. Resta saber qual deles irá lidar com o calendário, quem terá as relações com a FIA, quem andará à procura de novos patrocinadores e quem desenhará o modelo de negócio que todos querem que seja "novo" e "diferente".

E atenção: enquanto Bernie estiver vivo, ele será o fantasma que irá pairar sobre o circo da Formula 1.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Formula 1 em Cartoons: A Ferrari tenta atrair Ross Brawn (Cire Box)

A Scuderia andou por estes dias em agitação, por estar a pensar em formas de se aproximar da Mercedes. E uma das coisas nos quais andou a pensar foi em atrair de novo Ross Brawn, que andou por lá entre 1997 e 2007, ajudando Michael Schumacher a alcançar os cinco titulos que teve ao serviço da Ferrari.

E pelos vistos, Maurizio Arrivabene e Sergio Marchione andam um pouco desesperados...

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Bólides Memoráveis - Jaguar XJR-14 (1991)

E a fechar esta semana dedicada a bólides de Endurance do passado, hoje falo sobre o Jaguar XJR-14, o último de uma série começada nos anos 80, construida nas oficinas da Tom Walkinshaw Racing e que foi vencedora nas 24 Horas de Le Mans e no Mundial de Endurance. O XJR-14 tornou-se no último dos XJR na Endurance, antes do Mundial de Endurance terminar, em 1992, foi desenhado por um dos maiores projetistas do seu tempo... na Formula 1, e o seu chassis teve uma vida longa... noutras marcas, incluindo mais duas vitórias nas 24 horas de Le Mans! 

Projetado por Ross Brawn, e ajudado por John Piper e Mark Thomas, o XJR-14 foi construido nas instalações da Tom Walkinshaw Racing. O motor era o Cosworth de 3.5 litros, com cerca de 700 cavalos, e o design era o mais eficiente possivel, no sentido de poupar nos consumos. O peso tinha ficado pelos 750 quilos, e em pista, o XJR-14 tornou-se num carro veloz em curvas, mais veloz do que a concorrência.

Estreando-se nos 430 km de Suzuka, a Jaguar corria com dois carros, corridos por Derek Warwick e Martin Brundle, e o segundo por Teo Fabi e David Brabham. A primeira vitória aconteceu em Monza, com a Jaguar a conseguir uma dobradinha, com Brundle a ter a particularidade de correr... nos dois carros! Fabi e Warwick venceram em Silverstone, com Brundle em terceiro, com o Sauber de Karl Wendlinger e Michael Schumacher pelo meio, no segundo posto.

Em Le Mans, a Jaguar decidiu alinhar com os XJR-12, por serem mais velozes e eficazes do que os XJR-14, mas esses voltaram na ronda de Nurburgring, onde Derek Warwick e David Brabham deram mais uma vitória para a marca britânica. No final do ano, a Jaguar venceu os campeonatos de pilotos, com Teo Fabi a ser o melhor, e os de Construtores, e decidiram abandonar a Endurance devido a aquilo que referiram como "instabilidade dos regulamentos".

Assim sendo, passaram para os Estados Unidos, onde foram correr na IMSA, onde acabaram por vencer nas 24 Horas de Daytona, com David Brabham, o canadiano Scott Goodyear e os americanos Scott Pruett e Davy Jones. Jones ganharia mais duas corridas, em Road Atlanta e Mid-Ohio, mas os problemas que teve nos circuitos urbanos fizeram com que perdesse a favor da Nissan e da Toyota, com a Jaguar a ficar com o terceiro posto.

Nesse ano, a Jaguar decidiu oferecer os desenhos dos XJR-14 à Mazda, que construiu um carro que o batizou de MXR-01, do qual colocou motores Judd V10. Os resultados foram modestos, sendo o melhor um segundo posto nos 500 km de Silverstone, com o brasileiro Maurizio Sandro Sala e o britânico Johnny Herbert como pilotos. Em termos de campeonato de construtores, a Mazda terminou na terceira posição, atrás da Peugeot e da Toyota. Um desses chassis também participou no campeonato japonês de Endurance, sendo segundo, atrás da Toyota, mas na frente da Nissan. Mas com o o campeonato mundial a acabar após esse ano, a participação da Mazda terminou por ali.

Mas não o chassis. Em 1995, um dos XJR-14, o chassis 791, que competia no campeonato IMSA, foi ressuscitado para ser modificado e receber um motor flat-6 da Porsche. O carro, reconstruido em 1995, foi rebatizado em TWR-Porsche e ainda foi construído um segundo chassis. E nas duas edições seguintes das 24 horas de Le Mans, ele acabou por ser vencedor, primeiro com Alexander Wurz, Davy Jones e Manuel Reuter, e no ano seguinte, com Michele Alboreto, Tom Kristensen e Stefan Johansson.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Os rumores de Monza

Estamos no fim de semana de Monza. E é a partir de agora que o barco anda agitado em termos de transferências. Se aparentemente, as coisas parecem ficar estáticas para a próxima temporada, o facto de alguns pilotos não estarem satisfeitos nos lugares onde estão poderão mudar isso. E de uma certa maneira, esta quinta-feira, para além das tensões Hamilton-Rosberg, surgiram dois focos de atenção no paddock da Formula 1: a possibilidade de Sebastian Vettel ir para a McLaren em 2015, e a demissão (ou reforma, se preferirem) de Luca de Montezemolo da Ferrari, depois de 23 anos de serviço.

A demissão de Montezemolo apareceu na noite de ontem no site alemão "Motorsport Total", poderá ser confirmada hoje ou amanhã, segundo cravam eles. O problema será quem o sucederá. Em principio será Sergio Marchione, o dono da FIAT, e poderá contratar, para o lugar de Marco Mattiacci... Ross Brawn. A Ferrari é suficientemente grande e poderosa para atrair o britânico de 60 anos da sua reforma, e ainda por cima, o regresso a uma casa onde foi feliz entre 1996 e 2006 seria uma maneira de tentar colocar a Ferrari de volta aos seus dias de glória. Resta saber se Brawn quererá aceitar este desafio, mas os próximos dias dirão o que se vai passar.

Esta decisão, a ser anunciada, poderá colocar de lado (por agora) as noticias sobre uma possivel transferência de Sebastian Vettel para a McLaren. É certo que a chegada da Honda à equipa de Woking faz com que a equipa queira um piloto de ponta para 2015. Mas não quer Jenson Button, que fará 35 anos no inicio da próxima temporada e poderá partir para a sua 16ª temporada na Formula 1. É certo que ele quer continuar, mas parece que Dennis e a Honda querem alguém mais jovem, aguerrido e sonante. E claro, não querem abdicar de Kevin Magnussen.

Assim sendo, com o próprio Button a admitir que provavelmente está a viver a sua última temporada na Formula 1, o lugar ficará vago e três pessoas serão as favoritas: Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Apesar de haver uma clausula onde provavelmente libertaria da equipa caso estivesse demasiado longe do título mundial em 2014, é muito provável que não o vá accionar, caso a história de Ross Brawn se confirme. Assim sendo, restam duas alternativas: Vettel e Hamilton.

O alemão é a hipótese mais viável, e esta quinta-feira admitiu que andou a falar com Ron Dennis sobre o seu futuro, embora diga que se sinta bem onde está. “Minha situação não mudou. Estou feliz onde estou”, garantiu. “Mas, você nunca sabe o que pode acontecer no futuro. Agora, eu não sinto a necessidade de fazer algo diferente” enfatizou. 

Mas teve tempo de gozar com a situação: "Já houve muita conversa [sobre a McLaren] em Spa-Francorchamps na quinta-feira anterior à corrida, quando disseram que eu havia assinado um contrato de três anos por 150 milhões de dólares [cem milhões de euros]. Eu perguntei: ‘onde está a caneta?’, mas ninguém voltou com ela!”, comentou.

Mas caso Vettel seja o escolhido para a McLaren, iria mexer os dados de forma bem visível. Muito provavelmente, a Red Bull colocaria Daniil Kvyat no seu lugar, enquanto que no lugar do russo na Toro Rosso seria colocado alguém como Carlos Sainz Jr. É interessante ver como é que a saída de uma pessoa poderá significar mais algumas trocas de lugares... nada que tenhamos visto no ano passado, quando Mark Webber abandonou a Formula 1 para abraçar o projeto da Endurance na Porsche.

E há mais um dado que poderá indicar que Vettel poderá ser escolhido. Qual? A contratação de Peter Prodromou como o chefe da aerodinâmica, ou se prefereirem, o projetista do carro. E quem é ele? Até há pouco tempo, o "numero dois" de Adrian Newey na Red Bull. E se Newey poderá ficar por lá até 2016, com o britânico a começar a retirar-se progressivamente de funções, a Red Bull sem o seu numero dois poderá passar por um tempo um pouco mais aflitivo. E isso poderá ser uma garantia para Vettel de que Woking será um sitio onde será feliz. 

E claro, se o motor Honda for uma máquina competitiva, capaz de ganhar logo no primeiro ano, que é isso que ele quer, essencialmente. Mais do que ganhar um pipa de massa, ele quer ser competitivo.

E Hamilton? Veremos como vai ser o final do ano. Pode ser que, independentemente do resultado, ele fique na equipa em 2015, lutando contra Nico Rosberg. Ele sabe que a luta pelo título não está descartada e ele irá combater até à última curva, ainda por cima numa temporada onde a última corrida onde a pontuação vai valer a dobrar. Para além disso, leio no blog do Humberto Corradi que Hamilton fez um "acordo de cavalheiros" com Toto Wolff no sentido em que vai ficar quieto até ao final da temporada e que depois iria falar sobre o seu acordo com a marca de Estugarda.

Não creio que se mude, ainda mais se ele for campeão do mundo. Creio até que mais uma temporada na Mercedes é o mais lógico. Mas caso ele não fique, não terá muitas alternativas. Se Vettel assinar pela McLaren, a única alternativa seria a Ferrari, mas livrar-se de Kimi Raikkonen, por exemplo, teria de passar por uma pesada indemnização.

Claro, a alternativa para Hamilton seria alinhar pela "equipa Scherzinger" em 2015... veremos. Faltam sete corridas para o final do ano. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Formula 1 em Cartoons: a pausa de Domenicalli (F1B)

Depois de sair da Ferrari, Stefano Domenicalli foi ter com um velho amigo seu que está a gozar a reforma...

Resta saber onde anda o Martin Withmarsh.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Noticias: Ross Brawn insiste que a retirada é "definitiva"

Ross Brawn disse hoje à Autosport britânica que a sua retirada da Formula 1 é permanente, apesar dos rumores que circulam por estes dias no sentido de um convite para integrar a McLatren. Num evento em Aberdeenshire dedicado... à pesca, Brawn afirmou que está reformado.

"O que as pessoas não percebem é que quando fui convidado para aqui foi que eles tinham um "furo" porque a imprensa mundial anda a tentar descobrir se eu estava a reformar-me ou não", afirmou Brawn, numa declaração citada pelo Daily Telegraph. 

"Este é o período mais movimentado do ano para a Fórmula 1 e eu decidi aceitar este convite. Se eles tivessem colocado dois mais dois, teriam percebido que eu estava a anunciar a minha retirada. Eu estou a reformar-me - e não não estou a brincar.", continuou. 

"Eu vou desfrutar da pesca durante um ano e depois ver o que a vida traz. Eu estou ansioso para isso, mas não tenho quaisquer planos.", concluiu.

Aos 59 anos de idade - fará 60 no próximo dia 23 de novembro - Brawn têm uma carreira de mais de 30 anos na Formula 1. Começou a sua carreira em 1976 na March, passando depois para a Williams, primeiro como operador de máquinas, depois como engenheiro aerodinâmico. Em 1985, passa para a Lola-Haas, ajudando a desenhar o chassis - com Adrian Newey como... seu colega! - para depois ir para a Arrows, onde fica até 1988, e a seguir, tenta a sua sorte na Jaguar, onde desenhou o modelo XJR-14 de Sport-Protótipos.

Em 1991, regressa à Formula 1, mais concretamente à Benetton, onde conheceu um jovem alemão, de seu nome Michael Schumacher. Nos anos seguintes, torna-se no diretor técnico da equipa, onde ajuda a desenhar os carros e a elaborar as estratégias nas corridas, com bons resultados: Schumacher é campeão do mundo em 1994 e 1995, antes de se mudar para a Ferrari em 1997, onde irá permanecer durante nove anos e ajudar a escrever uma página dourada na Scuderia.
Entre 1997 e 2006, Brawn ajudou Michael Schumacher e a Ferrari a vencer cinco títulos mundiais, marcando uma era de dominio na Formula 1. No final desse ano, decidiu fazer uma licença sabática, dedicando-se à pesca - o seu "hobby" - para depois regressar ao ativo em 2008, ao serviço da Honda. Contudo, no final desse ano, a marca japonesa abandona repentinamente a competição e Brawn, com o bebé nas mãos, decide tomar a equipa nas suas mãos, batizando-a de Brawn GP. Os resultados são surpreendentes, com a vitória no campeonato de Pilotos e Construtores, um feito inédito.

Em 2010, Ross Brawn vendeu a equipa para a Mercedes - que tinha fornecido os motores na sua temporada vencedora - e esta ficou com o nome da marca alemã, chamando Michael Schumacher da reforma. O regresso não foi auspicioso - apenas conseguiu um pódio, em 2012 - e a Mercedes lutou pelos melhores lugares em 2013, com Lewis Hamilton ao volante, terminando como vice-campeão no Mundial de Construtores. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Noticias: Ross Brawn explica razões para a sua saída da Mercedes

Como seria de esperar, Ross Brawn e a Mercedes anunciaram esta manhã que iriam seguir caminhos separados. Foi o próprio Brawn que fez o anuncio, explicando que a mudança de regulamentos para 2014 era a altura ideal para sair da marca, para continuar no caminho das vitórias e dos títulos. "2014 vai marcar o início de uma nova era neste desporto. Nós já sentíamos que essa era o momento correto de simultaneamente começar uma nova era no comando da marca para garantir que a organização vai estar competitivamente numa posição mais forte nos próximos anos”, avaliou.

Brawn também afirmou que a escuderia ficará em boas mãos, com Paddy Lowe e Toto Wolff ao leme, e observados por Niki Lauda. “O fator mais importante na minha decisão de abandonar o cargo de chefe de equipa foi garantir que este era o momento certo para garantir os nossos sucessos futuros. O plano de sucessão que implementamos durante esta temporada significa que a marca está pronta para a transição das minhas responsabilidades para uma nova liderança formada por Toto e Paddy”, declarou. 

A Mercedes-Benz investiu significativamente tanto em pessoal, quanto em estrutura, quer em Brackley, quer em Brixworth. Graças à abordagem unica que colocamos em ambas as fábricas, a Mercedes está posicionada para ter sucesso em 2014, e estou orgulhoso de ter ajudado a fazer as fundações desse sucesso”, acrescentou.

Para além disso, Brawn fez um balanço do tempo que passou em Brackley, desde os tempos em que aquilo se chamava Honda, para depois passar a ser Brawn GP, antes de em 2010 ter virado Mercedes: “Nós só podemos ficar orgulhosos não apenas com nossas conquistas na pista, mas também na organização que construímos em Brackley. Ao longo dos últimos seis anos, esta equipa proporcionou alguns dos momentos mais memoráveis da minha carreira. O nosso segundo lugar nos Construtores, nesta temporada, é uma importante marca no caminho para o sucesso. Estou confiante que o futuro destina muito sucesso para a marca e vou ficar realmente orgulhoso de ter feito a minha parte nessas conquistas”, concluiu.

Há especulação sobre o que ele poderá fazer no futuro, mas o mais provável é que ele decida tirar um ano sabático, tal como fez em 2007, após a sua saída da Ferrari. 

Rumor do Dia: Ross Brawn sai da Mercedes

A Mercedes vai anunciar esta quinta-feira que Ross Brawn irá abandonar a equipa no final do ano. O rumor existe há vários meses, mas parece que vai ser nesta quinta-feira que acontecerá o anuncio oficial. A grande razão para que ele tenha decidido abandonar a equipa, segundo diz a Autosport britânica, têm a ver com o controlo da equipa, que neste momento é um "trunvirato" entre ele, Christian "Toto" Wolff e Paddy Lowe, com Niki Lauda a ser o conselheiro nos bastidores, com funções não-executivas.

Aparentemente, a transição será imediata. Brawn irá sair da marca, com efeito imediato, com Lowe e Wolff e tomar conta da equipa, com poderes mais alargados, pois iriam açambarcar algumas das funções desempenhadas por Brawn, que tomou conta da equipa no final de 2008, quando a Honda saiu inesperadamente de cena, e ele teve que criar a Brawn GP, com algum apoio da Mercedes. No final desse ano, com a conquista dos títulos de pilotos e de marcas desse ano, a marca alemã tomou conta dos negócios e adoptou o nome a partir de 2010.

Agora, resta saber o que Brawn irá fazer a seguir. A reforma não está descartada, bem como existem ofertas - ou rumores - de que regressos à Ferrari - onde esteve entre 1997 e 2006, ajudando Michael Schumacher a vencer cinco títulos mundiais - e à Honda - que o contratou em 2008 - só que desta vez, ajudando a McLaren a regressar aos lugares da frente, de onde esteve arredado em 2013. Claro que ambas as hipóteses - entre outras - poderão acontecer depois de um ano sabático, que poderá fazer em 2014.

Ross Brawn tem uma longa carreira na Formula 1. Nascido a 23 de novembro de 1954 (fez agora 59 anos), começou a sua carreira em 1976 na March, passando depois para a Williams, primeiro como operador de máquinas, depois como engenheiro aerodinâmico. Em 1985, passa para a Lola-Haas, ajudando a desenhar o chassis - com Adrian Newey como... seu colega! - para depois ir para a Arrows, onde fica até 1988, e a seguir, tenta a sua sorte na Jaguar, onde desenhou o modelo XJR-14 de Sport-Protótipos.

Em 1991, regressa à Formula 1, mais concretamente à Benetton, onde conheceu um jovem alemão, de seu nome Michael Schumacher. Nos anos seguintes, torna-se no diretor técnico da equipa, onde ajuda a desenhar os carros e a elaborar as estratégias nas corridas, com bons resultados: Schumacher é campeão do mundo em 1994 e 1995, antes de se mudar para a Ferrari em 1997, onde irá permancer durante nove anos e ajudar a escrever uma página dourada na Scuderia.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Noticias: Ross Brawn sai da Mercedes no final da temporada

Os rumores sobre a continuidade de Ross Brawn já corriam há algum tempo, especialmente desde a chegada de Paddy Lowe, vindo da McLaren, mas parece que Eddie Jordan "bateu o martelo": Brawn sai da Mercedes no final de 2013. Ele não chegou a acordo para manter-se por lá a partir de 2014, e numa equipa que já têm Lowe, Christian "Toto" Wolff e Niki Lauda em lugares de topo, a melhor maneira é rumar a outras paragens.

Aos 58 anos de idade, Brawn sai da estrutura onde estava desde 2008, quando ainda era a Honda, e desenhou o carro que iria ser da marca, mas no final do ano, esta abandonou a Formula 1 sem aviso prévio, dando a Brawn a oportunidade de ter - relutantemente - a sua própria equipa, dando a Jenson Button o campeonato do mundo e a Rubens Barrichello o regresso às vitórias.

O futuro de Brawn é diverso: a Honda já disse que gostaria de voltar a ter os seus serviços para a McLaren, enquanto que a Williams acena com os 15 por cento pertencentes a Toto Wolff para ficar na equipa como diretor técnico.

A carreira de Brawn é recheada de sucessos: começando em 1976 na March, passou dois anos depois pela recém-criada Williams, indo depois em 1985 para a Haas-Lola (onde teve como colega de equipa... Adrian Newey) e Arrows, antes de experimentar a Endurance, desenhando os Jaguar de Sport-Protótipos. Em 1991 volta à Formula 1 ao serviço da Benetton, onde ajudou Michael Schumacher a vencer os seus dois primeiros títulos mundiais. Em 1996, passou para a Ferrari, onde em conjunto com Jean Todt e Rory Bryne, deram ao piloto alemão cinco títulos mundiais, entre 2000 e 2004. Saiu da Scuderia em 2006, para fazer um ano sabático, antes de regressar à competição, ao serviço da Honda. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Rumor do dia: Ross Brawn a caminho da Williams?

Ross Brawn pode estar a caminho da Williams. Quem fala disso hoje é a Autosport portugesa, que refere que esse era um dos rumores que circulavam no paddock de Monza, no fim de semana do Grande Prémio. A ideia de um regresso de Brawn à equipa de Grove (onde começou a sua carreira como mecânico no já distante ano de... 1978) teria como base a participação de 15 por cento que agora pertencem a Christian "Toto" Wolff e um "alivio" no preço dos motores Mercedes, que a marca irá ter a partir de 2014.

Por enquanto nada foi desmentido, mas é mais do que sabido que os dias de Ross Brawn na Mercedes estão contados, depois de que a marca de Estugarda anunciou a contratação de Paddy Lowe. Para além disso, a Williams anunciou agora a contratação de Pat Symmonds, outro veterano da Formula 1, no sentido de reavivar uma equipa que este ano está a ter um péssimo campeonato, conseguindo até agora apenas um ponto, com Pastor Maldonado, no GP da Hungria.

E a Williams poderá ser o destino de Felipe Massa, que esta semana anunciou a contratação de Rob Smedley, precisamente... o engenheiro de pista do piloto brasileiro, atualmente na Ferrari.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Noticias: Brawn e Withmarsh acham que 22 corridas é demasiado

Fala-se frequentemente do persistente rumor de que em 2014, o calendário da Formula 1 poderá ter 22 corridas, em vez das atuais vinte. As eventuais entradas de New Jersey, Austria e Rússia, apesar da saída da India, confirmada pelo próprio Bernie Ecclestone, colocam o calendário num limite de 21 provas, apesar de nada se saber sobre o calendário da próxima temporada.

Duas pessoas importantes na Formula 1 já falaram sobre isso, e manifestaram as suas dúvidas. A primeira é Ross Brawn, responsável pela equipa Mercedes, que afirma que as vinte corridas já é um limite bem razoável para as equipas e pilotos, e mais do que isso já é puxar por toda a gente dentro das equipas.

"Vinte corridas já é muito difícil para as equipas que possuem apenas um grupo de trabalho. Acho que, quando se chega a um ponto que avance esse número, então teremos de começar a pensar em contratar mais pessoas e fazer uma maior rotação entre funcionários. Isso é muito complicado, especialmente para os engenheiros, porque eles estão intimamente ligados aos pilotos", disse Brawn, numa entrevista ao jornalista britânico James Allen.

"Isso não é uma coisa fácil, mas com mais técnicos e mecânicos se pode fazer. Porém, 20 provas é algo muito intenso para toda a gente. Realmente, vai começar a ficar difícil de administrar tudo, então acho que vinte é um número limite bastante razoável", completou.

Já outra personagem que se pronunciou sobre este assunto foi Martin Withmarsh. Numa entrevista à Sky Sports, o responsável pela McLaren - e também presidente da FOTA, a associação dos Construtores - afirmou que “a Fórmula 1 precisa de novos circuitos – a Rússia é um mercado importante.” começou por dizer.

Com as dúvidas que temos sobre alguns dos circuitos, terá que se manter o ‘tapete rolante’, e ele (Bernie Ecclestone) tem sido muito bom a orquestrá-lo até agora. Para ser justo com o Bernie, ele tem sido muito bom a encontrar novas corridas. Neste clima financeiro há sempre locais em dúvida, por isso ter algumas provas de reserva não é má ideia”, continuou. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Fibra de Carbono, emissão numero 27

E depois de alguns dias, está pronta para ser ouvida a emissão numero 27 do Fibra de Carbono. Neste episódio com um curioso numero, falamos um bocado sobre as 500 Milhas de Indianápolis e sobre as polémicas acerca dos pneus Pirelli, especialmente o famoso teste "privado" (Ross Brawn dixit) feito pela Mercedes em Barcelona, e uma antevisão do GP do Canadá. Em meia hora, tentamos falar do máximo de assuntos possivel. 

Já agora, o título escolhido de "retângulo com cantos arredondados" foi o que o eu decidi chamar a partir de agora à oval de Indianápolis...

Tudo isto e muito mais podem ouvir agora a partir deste link.