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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Youtube Formula 1 Video: Drive to Survive, temporada 8

Com menos de duas semanas e meia até à nova temporada, é altura de recordar a de 2025. Afinal de contas, conhecem algum onde apareceram seis novatos, tivemos uma McLaren onde os seus dois pilotos foram candidatos ao título até ao final, contra um Max Verstappen que tinha tudo na Red Bull... cujo líder se foi embora a meio do ano?

Bem, isso é o que podem ver neste reality show sobre a Formula 1, que se estreará a 27 de fevereiro, cujo trailer coloco aqui. 

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Youtube Formula 1 Video: E se Horner quiser construir a sua equipa?

Christian Horner poderá ser a pessoa mais cobiçada no pelotão da Formula 1, e ele pretende trabalhar já em 2026, mas entre muita especulação - fala-se que recusou a Ferrari e poderá estar a pensar na Aston Martin, para além de ter recebido um convite formal da Cadillac - mas agora o site The Race fala numa hipótese que poucos pensaram: o de criar a sua própria equipa. 

Razão? Continua a querer ter o controlo total da equipa. Na Red Bull, tinha isso - era o diretor desportivo, mas também o diretor técnico, na Red Bull Powertrains, bem como era o diretor de marketing. Nenhuma das equipas acima referidas poderá cumprir as exigências que ele pretende para regressar à Formula 1, logo, a "12ª equipa" poderá ser ele. Pode ter investidores que poderão ajudar nessa aventura. Contudo, a FIA e as próprias equipas tem a última palavra nesse sentido, e não será fácil, mesmo que tenha alguma equipa por trás, por exemplo.  

Para ouvir o resto desta história, é ver o vídeo em baixo. 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

O que fará Christian Horner?


O pacote de rescisão de Christian Horner da Red Bull, que aconteceu a meio deste ano, foi bem chorudo: cem milhões de dólares, ao todo. E aos 53 anos, poderia ser a altura certa para se reformar e dedicar-se à pesca. Mas pelos vistos... pode não ficar parado por muito tempo. 

Apesar do seu "período de nojo" ir até à primavera de 2026, há muitos que afirmam ele poder entrar em ação depois das quatro ou cinco primeiras provas dessa temporada, ideal para saber quem é que estaria mais desesperado para o ter. 

Alpine é um bom exemplo: em plena metamorfose após a decisão de abandonar o estatuto de construtor para se tornar cliente da Mercedes, oferece a Horner a possibilidade de reescrever a cultura de Enstone e relançar a equipa num ciclo totalmente novo. Mas a Cadillac, que está a dar os seus primeiros passos, poderia ser uma boa alternativa, caso queria fazer algo semelhante ao que fez na Red Bull, ou seja, começar da estaca zero. Ainda por cima, com mais conhecimento que tinha em 2005.

Outro cenário seria o da Aston Martin, onde Lawrence Stroll mostrou-se disposto a investir para colocar a equipa na rota das vitórias e uma figura com a experiência de Horner poderia dar ao projeto a profundidade estratégica de que ainda carece, mesmo sem substituir Andy Cowell na estrutura de topo. E depois, ainda terá outras pessoas que conhece dos seus tempos de Milton Keynes, como Adrian Newey

Contudo, há quem aposte num cenário de crise. Se alguma equipa iniciar 2026 muito abaixo das expectativas, a simples disponibilidade de Horner poderá precipitar mudanças de chefia. Pela primeira vez em muitos anos, o ‘silly season’ poderá começar em plena primavera, com um nome que mexe com o equilíbrio político e técnico do campeonato.

Claro, no final do dia, a última palavra é dele. Mas que estes próximos tempos serão fascinantes, isso ninguém tem dúvidas.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

A imagem do dia


Esta semana, o grande assunto é Christian Horner. Era inevitável, depois do seu despedimento na terça-feira. Em parte era esperado, apesar do inesperado do anuncio. Estranho? Confuso? Explico a coisa da seguinte forma: desde o escândalo do assédio dele a uma funcionária da equipa, no inicio do ano passado, que o seu destino estava marcado. Quem quer que mandasse na Red Bull esperava pelo momento certo para indicar a porta de saída. E como ele disse que foi avisado de véspera - do género "ontem, às 18:30" - o fato de só ter tido tempo para arrumar o escritório e avisar os trabalhadores demonstra até que ponto isto foi.

O mais interessante foi que ele marcou uma época. Estava no lugar desde 2005, ano em que eles compraram a Jaguar - depois de terem tentado adquirir a Sauber - e entraram na Formula 1. Associou-se com Helmut Marko, e o resto apareceu calmamente para montar o "puzzle" que lhes deu quatro campeonatos, entre 2010 e 2013, nas mão de Sebastian Vettel, e depois, de 2021 a 2024, com Max Verstappen.

Mas como todas as boas histórias, um dia irá acabar. E quando acaba, a decadência torna-se numa inevitabilidade. Não tanto no piloto - Max continua por ali e tem um contrato até 2028 - mas os outros que compuseram o tal "puzzle" de sucesso já foram embora. Primeiro, Adrian Newey, depois Jonathan Wheatley e pelo meio, os funcionários menores ou de segunda linha que ajudaram a erguer a equipa de Milton Keynes ao nível que conhecemos. E com a longa história de Newey na Formula 1 - March, Williams, McLaren - sabia que depois dos sucessos, seria o deserto. E não precisei de ver sair ninguém para saber disso. E agora, quem segura as cordas ali é Max e o seu "one man show". Aliás, a foto escolhida para ilustrar é de 2023, em Singapura, quando estavam a meio de mais uma temporada dominante.

E há ainda outra coisa que não se fala muito: o (muito) discreto Dietrich Mateschitz, a face europeia da "Krateng Daeng", que é como se diz "Touro Vermelho" em tailandês. Mateschitz Sr. morreu em 2022, depois de uma longa batalha contra a doença, e o seu filho é o sucessor na empresa. Ele é mais exuberante que o pai (mas não muito) e se ele gosta de Formula 1, sabe que agora, terá de ter muito tempo e paciência para reconstruir a equipa. 

Porque agora será o tempo da reconstrução. Helmut Marko, por exemplo, tem 82 anos e é o último dos resistentes, e ele já planeia a sua sucessão, com a possibilidade do regresso de Sebastian Vettel no seu lugar. Resta saber se será competente, sem ser rude, como Marko. E nessa reconstrução, também quererão saber se haverá alguma mudança de politica, se manterão ligados aos jovens ou irão buscar gente mais madura, não querendo dar qualquer chance aos que estão a subir pelas competições de formação. 

E o pior disto tudo é que a Red Bull ficou demasiado dependente de Max para os resultados imediatos. Com ele, a equipa faz lembrar a Brabham do inicio dos anos 80 do século XX, um "one man show" guiado por Nelson Piquet, desenhado por Gordon Murray e gerido - em part-time" por Bernie Ecclestone. Se conhecem o final da história, sabem como acabou. No dia em que Max sair dali e rumar para outra equipa, a Red Bull, como conhecemos, deixará de ser uma equipa de primeira linha. 

Mas, se tiverem paciência e tempo, não será problema. Afinal de contas, não é nada que equipas como McLaren, Ferrari e Williams já passaram. E no final, regressaram aos pódios e aos títulos. Se Mateschitz Jr tiver paciência, se encontrar bons talentos, se a operação continuar a ser positiva, creio que encontrarão o próximo Horner, o próximo Newey, o próximo Vettel ou Verstappen. Mas precisarão de contar 20 ou 20 mil, para ultrapassarem os momentos difíceis. 

Agora resta saber onde irá Christian Horner no seu primeiro capitulo depois da Red Bull. Aparentemente, pode existir uma proposta da Cadillac, lá para 2028...

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Noticias: Horner reagiu ao seu despedimento


A noticia do despedimento de Christian Horner apanhou todos de surpresa. Incluindo... o próprio Horner. três dias depois do GP da Grã-Bretanha, o mundo ficou a saber da saída dele da Red bull, um cargo que ocupava desde 2005, o ano em que a equipa chegou à Formula 1, depois de comprar a Jaguar. 

Segundo se sabe agora, Horner foi avisado da noticia na terça-feira à tarde, pedindo apenas para que a informação se tornasse pública no dia seguinte, para poder avisar os seus funcionários em Milton Keynes.  

Num discurso que deu aos funcionários da Red Bull Racing que foi registado pela Sky britânica, o inglês afirmou:

"Ontem fui informado pela Red Bull que, operacionalmente, não estarei mais envolvido na empresa e na equipa após essa reuniãoContinuarei a trabalhar para a empresa, mas operacionalmente, o testemunho passará para outros. Isto foi um choque para mim, mas o que tive tempo de fazer foi refletir sobre as últimas doze horas. E queria estar aqui diante de todos vocês para dar esta notícia e expressar a minha gratidão a cada membro da equipa que deu tanto nos últimos vinte anos e meio desde que estou aqui", declarou, no seu discurso de despedida.

Apesar de ter mantido a compostura no seu discurso, a certa altura, não conteve as emoções. "Quando cheguei há vinte anos, com alguns cabelos grisalhos a menos, entrei na equipa, não sabia o que esperar, mas fui acolhido imediatamente. E de dois edifícios degradados, começámos a construir o que se tornou um colosso da Fórmula 1. Fazer parte desta equipa foi o maior privilégio da minha vida", concluiu, perante os aplausos dos empregados.

Com os eventos desta quarta-feira, agora pensa-se no que poderá acontecer a seguir. Nada agora, porque na Formula 1 há aquilo que se chama "um período de jardinagem2, que em média significa que ficará inativo até um ano, há gente que poderá estar interessada. Em Itália, fala-se que Fred Vasseur, o diretor desportivo da Ferrari, poderá não ter o seu contrato renovado - acabará no final do ano - e a ideia de ter Horner na Scuderia seria bem tentador. Contudo, também se fala que isso só poderia acontecer com o acordo de Lewis Hamilton, que já trem algum poder dentro da Ferrari para poderem contratar quem quiserem.

Resta esperar pelos próximos capítulos de uma equipa que, definitivamente, encerrou um capitulo na sua história e caminha, provavelmente, para uma travessia do deserto. 

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Noticias: Horner sai da Red Bull, Mekies é o substituto


Fim de linha para Christian Horner na Red Bull. O dirigente, que estava na equipa desde... 2005, saiu da equipa de Milton Keynes com efeito imediato. Laurent Mékies, da Racing Bulls, será o seu substituto, e o que Horner poderá fazer a seguir poderá ser a Ferrari. Como parte dessa mudança, Alan Permane, atualmente diretor de corridas, será promovido a diretor da equipa da Racing Bulls.

No comunicado oficial, Oliver Mintzlaff, o CEO de projetos corporativos e investimentos da Red Bull, agradeceu o trabalho de Horner à frente da equipa: "Gostaríamos de agradecer a Christian Horner pelo seu trabalho excecional nos últimos 20 anos", começou por afirmar. “Com o seu incansável empenho, experiência, conhecimento especializado e pensamento inovador, foi fundamental para estabelecer a Red Bull Racing como uma das equipas mais bem-sucedidas e atraentes da Fórmula 1.

Obrigado por tudo, Christian, serás sempre uma parte importante da história da nossa equipa.”, concluiu.

No comunicado oficial, Mekies afirmou: “O último ano e meio foi um privilégio absoluto liderar a equipa com Peter. Foi uma aventura incrível contribuir para o nascimento da Racing Bulls junto com todas as nossas pessoas talentosas. O espírito de toda a equipa é incrível e acredito firmemente que isto é apenas o começo. Alan é a pessoa perfeita para assumir agora e continuar o nosso caminho. Ele conhece a equipa de dentro para fora e sempre foi um pilar importante dos nossos primeiros sucessos."

O substituído de Mekiés, Alan Permane, afirmou acerca do seu novo cargo: “Sinto-me muito honrado por assumir o cargo de diretor da equipa e gostaria de agradecer a Oliver e Helmut pela confiança que depositaram em mim. Estou ansioso por trabalhar com Peter para continuar o bom trabalho que ele e Laurent têm feito para levar esta equipa adiante. Este é um novo desafio para mim, mas sei que posso contar com o apoio de todos dentro da equipa.

Apesar das polémicas de assédio a uma das funcionárias da Red Bull que aconteceram com ele, no inicio de 2024, e do qual levou a muitos apelos à sua demissão, para além da demissão de elementos importantes como Adrian Newey, para a Aston Martin, e de Jonathan Wheatley, para a Sauber-Audi, e mais recentemente, a perda de desempenho com a Red Bull, com esta a ser superada pela McLaren em 2024 e 2025 - atualmente, é quarta classificada no campeonato de Construtores, atrás de McLaren, Ferrari e Mercedes - os eventos desta manhã foram inesperados. 

Resta saber se isto é o inicio de um dominó, no sentido de todos irem embora da equipa - as indicações de motores para 2026, com os propulsores da Ford no lugar dos da Honda, não são boas - porque também se fala da saída de Max Verstappen para a Mercedes, e da equipa ser praticamente centrada em Max, que deu cerca de 90 por cento dos pontos desta temporada. 

A Formula 1 regressa dentro de uma semana e meia, no GP da Bélgica, agora a primeira corrida pós-Horner desde a chegada da ed Bull.  

terça-feira, 1 de abril de 2025

A imagem do dia






A Red Bull está na Formula 1 desde 2005 - ou seja, está a fazer vinte anos - mas o seu envolvimento tem, pelo menos mais uma década, desde que começou a patrocinar a Sauber, em 1995, com Heinz-Harald Frentzen e Jean-Christophe Bouillon. As pessoas que estão por trás do sucesso da marca são gente que estão ali há uma geração: Christian Horner, o diretor desportivo, e Helmut Marko, o conselheiro, que seleciona os pilotos com talento e os jovens com ambição para ganhar corridas e campeonatos. Haveria também um terceiro elemento, que é Adrian Newey, o projetista, mas ele foi para a Aston Martin a meio de 2024, para preparar os seus carros para os novos regulamentos, que entrarão em vigor em 2026. 

Marko, um ex-piloto que ganhou as 24 Horas de Le Mans em 1971 e que teve uma pequena carreira na Formula 1 em 1972, pela BRM, ganhou fama de ser impiedoso com os seus jovens pilotos, pressionando-os até ao limite, quebrando-os. Com duas exceções: o alemão Sebastian Vettel e o neerlandês Max Verstappen, filho de Jos Verstappen. E foram essas exceções que lhe deram oito títulos de pilotos nos últimos 15 anos. 

Para que os seus pilotos pudessem tentar a sua sorte, no final de 2005 compraram a Minardi para os transformar numa "equipa B". Assim nasceu a Toro Rosso, agora Racing Bulls. E por ali passaram pilotos como Vitantonio Liuzzi, Scott Speed, Sebastien Bourdais, Jaime Alguerssuari, Sebastien Buemi, Carlos Sainz Jr, Daniel Ricciardo, Jean-Eric Vergne, Daniil Kvyat, Alex Albon, Pierre Gasly, Nyck de Vries, entre muitos outros. Para não falar dos campeões, Vettel e Verstappen. Aliás, foi o alemão que deu a sua primeira vitória, em Monza, em 2008, ainda antes do triunfo da equipa principal! 

Este ano começamos com o japonês Yuki Tsunoda e o francês Isack Hadjar. E digo "começamos" porque, entretanto, houve uma troca: sai Tsunoda, que vai para a equipa principal, recebendo de volta o neozelandês Liam Lawson, que já tinha corrido dez provas por eles em 2023 e 2024. Muitos afirmam que é o corrigir de um erro, causado por Marko quando o promoveu, em vez do japonês. E o motivo dessa "não-promoção" tinha a ver com o facto de Tsunoda ser um piloto Honda, numa altura em que eles vão para a Aston Martin em 2026. Pelo menos, é o que se fala. Mas há outros que não acreditam isso e a razão que eles dão é que existe um piloto melhor, Ayao Iwasa, atualmente na Formula 2. 

Mas também quero falar de outra coisa: Helmut Marko. Ele ganhou fama de implacável, como já disse. Se coloca alguém na equipa principal, tem de entregar resultados o mais rapidamente possível. Ele acredita na ideia de, encostando-os à parede, tirará o seu melhor. Contudo, o que acontece é que alguns se quebram. Há casos extremos, como Alguersuari, que abandonou o automobilismo pouco depois de ter saído da Toro Rosso e feito uma temporada na Formula E. E ele tinha na altura... 24 anos.

Outros tiveram melhores carreiras. Sainz Jr esteve na Ferrari e agora é piloto da Williams, ao lado de outro ex-Red Bull, Alexander Albon, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne e o português António Félix da Costa (um Red Bull Junior em 2012 que viu a sua prometida ida para a Toro Rosso cortada por Kvyat) tornaram-se pilotos de ponta na Endurance e Formula E, vencendo títulos em ambas as categorias, e nem falo de Bourdais, que teve uma longa carreira na IndyCar Series e ganhou na IMSA.

Quem acompanha a Formula 1 sabe que Marko não despromove assim tão cedo no campeonato. É verdade que não se esperava ver por muito tempo, mas isto é um indicador que ele cometeu um erro e procura uma correção - e outras coisas mais. Mas há outros sinais de alarme que tem de ser considerados. Um deles é o chassis: é mau. Mesmo Max, o único que sabe que ele está regulado para o seu estilo de condução, precisa de ter um segundo piloto capaz de não andar muito atrás dele, como era o Sérgio Pérez.

Mas desde o meio do ano passado que a equipa perdeu Newey, o "mago" da equipa, e a "decadência" está à vista. Max disfarça, mas o o resto não se pode. E pior: o novo motor, que é da Ford, mas na realidade tem muito do "imput" de dentro da equipa, não está a ser um excelente motor, bem pelo contrário. Ou seja, em 2026, o pesadelo será ainda maior, e não tem meio de resolver. E se isso acontecer, Max, provavelmente, irá embora. Se querem saber a razão porque o "manda-chuva" da McLaren, mr. Brown, anda a dizer que o neerlandês fará as malas para rumar à Mercedes... já em 2026 (não acredito, mas nunca se sabe), é porque a Red Bull está em decadência. E se é isso que acontecerá, então... poderemos assistir ao final de uma era. 

E depois disso? Não creio que a Red Bull irá abandonar, mas andará anos numa travessia do deserto, com uma nova tática, trazendo génios que tenham a paciência para a reconstruir e colocar de volta no topo. Todas as equipas passam por essa fase, de uma maneira ou outra. Afinal de contas, a McLaren esteve na mó de baixo e agora... (e nem falo da Williams neste começo de 2025).

Agora, veremos como será Max e Yuki daqui por adiante. Se travarão ou domarão a decadência ou não.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Noticias: Horner afirma ainda não ter baixado os braços no campeonato


Com a troca iminente na Red Bull, entre Yuki Tsunoda e Liam Lawson, Chistian Horner veio a público afirmar sobe a situação da equipa, e porque é que precisa de ter um piloto que traga resultados, algo do qual Liam Lawson não estava a conseguir, pelo menos nestas duas corridas desta temporada. Ao contrário da Mercedes e da McLaren, que tem duas duplas consistentes, a Red Bull parece ser uma equipa centrada em Max Verstappen, que parece ser o único que sabe andar naquele carro. 

Apesar dos gestos e das conversas poderem querer passar a ideia de que podem ter perdido o título de 2025, ou ter um "handicap" impossível de alcançar, Horner fez questão de sublinhar que o título ainda não está fora de alcance, após os dois primeiros fins-de-semana dececionantes de Lawson com a equipa: “Nunca se diz nunca,” começou por afirmar Horner depois de ser questionado se as honras da equipa já estavam fora de alcance.

Acho que uma coisa que a McLaren provou a toda a gente no ano passado é que se pode ter um início de ano atribulado e ainda assim ser muito competitivo. Estamos a oito pontos de distância no Campeonato de Pilotos.", começou a afirmar.

O Campeonato [de Equipas] é uma tarefa muito difícil e temos de fazer progressos significativos com o carro para podermos lutar por ele. É preciso ter dois carros a pontuar, o que obviamente nos prejudicou muito no ano passado. Temos de ter dois carros a pontuar e, mesmo para competir pelo Campeonato de Pilotos, temos de ter outro carro em jogo. É de importância vital para a equipa garantir que temos os dois pilotos a correr o mais perto possível da frente.” continuou.

No final, há 400 engenheiros na nossa equipa que estão todos a analisar os 600 sensores que estão no carro, por isso há muita informação que temos”, concluiu.

Liam Lawson ainda não pontuou no campeonato, comparado com os três que Tsunoda já tem, resultado de um sexto posto na "corrida sprint" do GP da China. 

sábado, 11 de janeiro de 2025

Noticias: Jos Verstappen duvida do quinto título de Max


O neerlandês Jos Verstappen acha que a Red Bull não é a favorita ao título de 2025. O pai de Max Verstappen contou este final de semana à publicação alemã F1 Insider que a Red Bull terá uma queda competitiva em 2025 por causa da saída de Adrian Newey da equipa, por causa da guerra intensa pelo poder, catalisada pelo caso que envolveu Christian Horner.

Jos, que foi um dos que pediu a demissão de Horner, disse que depois da saída do projetista britânico, a formação de Milton Keynes regressou à forma que evidenciou até à explosão do ‘caso Horner’, e por causa disso, não se mostra confiante de que o seu filho possa garantir o pentacampeonato em 2025.   

Ainda duvido um pouco disso. A Red Bull tem de construir um carro que seja mais previsível em todas as condições. Se olharmos para a segunda parte da temporada de 2024, não posso ser optimista. A Red Bull, simplesmente, não conseguiu tornar o carro consistentemente rápido. Tendo isto em conta, por que deveria conseguir este ano?”, começou por questionar o pai Verstappen.

Questionado sobre se a queda competitiva da equipa se deveu à saída de Adrian Newey, Jos Verstappen foi perentório: 

Penso que sim. O facto é que o carro não melhorou desde que ele [Adrian Newey] deixou a equipa. Os pacotes de desenvolvimento não funcionaram como o desejado. Já disse o suficiente sobre as razões pelas quais a equipa corre o risco de se desmoronar. Vamos por aqui. Uma coisa é certa, a Red Bull tem um grande desafio pela frente, em 2025”, concluiu.

Max está na Red Bull desde 2015, e em 2024, ele terá como companheiro de equipa o neozelandês Liam Lawson, que substituiu Sérgio Pérez, despedido devido aos maus resultados.

domingo, 22 de dezembro de 2024

Noticias: Horner acha Hadjar muito telantoso


O patrão da Red Bull elogiou Isack Hadjar pelo seu impressionante desempenho durante o teste de pós-temporada em Abu Dhabi. Poucos dias depois de ter sido anunciado como piloto da Racing Bulls para 2025, no lugar de Liam Lawson, que foi para a Red Bull, no lugar de Sérgio Pérez, Horner descreveu o piloto franco-argelino de 20 anos como um talento em bruto, mas promissor, com uma velocidade significativa, embora tenha reconhecido que Hadjar ainda precisa de aperfeiçoamento.

Isack [Hadjar] é outro talento”, começou por falar Horner, em declarações ao RacingNews365.com “Ele é rápido. Ele saltou para o carro, foi mais rápido do que Yuki no teste da semana passada, o que chamou a atenção. Ele é definitivamente um talento em bruto e precisa de um pouco de polimento, mas ele tem a velocidade”, continuou. 

Na Fórmula 2, ele teve a infelicidade de não participar da última corrida devido a problemas técnicos com o software de largada, pelo que entendi. Mas ele também impressionou, especialmente com a sua velocidade. Vai ser interessante ver como as coisas se desenrolam.”, concluiu.

Vice-campeão de Fórmula 2 em 2024, batido por Gabriel Bortoleto, durante o teste de pós-temporada em Abu Dhabi, conduziu o RB20 ao lado de Yuki Tsunoda, e os seus tempos e o seu ritmo foram considerados superiores aos do japonês, que irá ser o seu companheiro de equipa. 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

A imagem do dia


Christian Horner esteve nesta quarta-feira no palácio de Buckingham para ser condecorado pelo rei Carlos III com o grau de Comendador da Ordem do Império Britânico (CBE), o grau imediatamente inferior ao de KBE, ou seja, ser Cavaleiro e ser tratado por "Sir". A razão tem a ver com os serviços prestados ao automobilismo britânico, especialmente pelas quase duas décadas ao serviço da Red Bull, que levou a equipa a ganhar oito títulos de pilotos e seis de Construtores, entre 2010 e 2024, com pilotos como Sebastian Vettel e Max Verstappen

Contudo, esta condecoração chega na esteira de uma polémica que estoirou no inicio do ano, com as acusações de assédio por parte de uma trabalhadora da empresa, e que revelou um ambiente de trabalho algo tóxico. Horner resistiu às pressões para que se demitisse por parte do ramo tailandês da companhia, e o título deste ano em termos de pilotos serve para acalmar as coisas nesse campo.

Contudo, com esta noticia, a polémica ressurgiu, pelo menos nas redes sociais. Muitos referem a auditoria que ele passou - que nunca foi independente, foi feita pela chefia da Red Bull, para aplacar os tailandeses - e do qual apenas parte das conclusões foram publicadas. 

Mas se calhar isto pode acordar algo que poderá, não tanto acordar o que se passou na altura, como pensar sobre algumas das pessoas que lá andam. A primeira delas é que a Red Bull é, como a própria empresa, bicéfala. Metade da firma é tailandesa e a outra metade austríaca. Se os tailandeses são discretos e gostam de receber o dinheiro - são a família mais rica do país, apenas superado pela família real - já os austríacos, depois da morte de Dietrich Mateschitz, em 2021, o filho deste, apesar de manter a discrição do pai, gostaria de ver algumas mudanças numa equipa vencedora. Tentou mexer alguns cordelinhos quando foi da polémica de Horner, mas não foram muito bem sucedidos. 

Mas há outro braço da equipa: Helmut Marko. O ex-piloto, agora com 81 anos, não tenciona largar o lugar, mas há algumas tensões dentro da equipa por causa dele. Há quem queira referir a idade, mas ele quer ser como o seu amigo Niki Lauda: ficar no lugar até morrer, ainda a influenciar quem será o piloto de uma das melhores equipas do pelotão. E nem falo do que será da equipa em 2026, quando vierem os novos regulamentos e trocarão os motores Honda pelos Ford, apesar de boa parte ser construída nas instalações de Milton Keynes. Sem Adrian Newey, rumo à Aston Martin, e sem muitos dos engenheiros que ajudaram a colocar a equipa no pedestal, o que passará depois de 2026 é mais uma incógnita que outra coisa.  

O presente pode ser muito bom, mas não faço ideia do que será o futuro. E quando eles tem os olhos demasiado postos em Max, não consigo ver a equipa onde está em 2028, por exemplo. E isso é importante.  

Noticias: Lawson confirmado na Red Bull para 2025


Rei morto, rei posto: depois da saída de Sérgio Pérez da Red Bull, a Red Bull não demorou nada para decidir quem ficaria com o lugar, e o escolhido foi o neozelandês Liam Lawson, depois de ter a concorrência do japonês Yuki Tsunoda, preterido por ser essencialmente um piloto da Honda, apesar de Christian Horner ter dito que ele era ligeiramente mais rápido que o piloto japonês. Será que considerou a saída da marca japonesa no final de 2025 como fornecedora de motores? 

Ser anunciado como piloto da Red Bull Racing é um sonho de toda a vida para mim, é algo que quero e para o qual tenho trabalhado desde os meus oito anos de idade. Tem sido uma viagem incrível até agora. Estou muito entusiasmado por trabalhar ao lado do Max e aprender com um campeão do mundo, não tenho dúvidas de que vou aprender com a sua experiência. Mal posso esperar para começar.”, disse Lawson.

Já Christian Horner declarou: “Não há dúvida de que correr ao lado do Max, um tetracampeão e, sem dúvida, um dos maiores pilotos de sempre da Formula 1, é uma tarefa assustadora, mas tenho a certeza de que o Liam pode estar à altura desse desafio e apresentar-nos alguns resultados extraordinários no próximo ano.

Pequeno detalhe: segundo algumas fontes, o neozelandês irá ganhar entre cinco e seis milhões de euros em 2025 como piloto da Red Bull, numa negociação do qual, segundo falam, nem foi muito difícil, levando a pensar que a equipa está totalmente focada em Max Verstappen como seu melhor ativo - e se calhar, único.

Nascido a 11 de fevereiro de 2002, em Hastings, Nova Zelândia, Lawson é membro da Red Bull Junior Team desde 2019, e desde então, tem subido constantemente na hierarquia dos desportos motorizados e demonstrou o seu talento em várias ocasiões. Antes disso, foi campeão da Formula Ford em 2017, aos 15 anos, o mais jovem de sempre, e campeão da Toyota Racing Series, na Nova Zelândia, em 2019. 

Para além disso, foi segundo classificado em competições como a Formula 4 australiana (2017), a Formula 4 alemã (2018), a Euroformula Open (2019), o DTM (2021) e a SuperFormula japonesa, em 2023. 

Apesar de somente em 2025 ter a sua primeira temporada completa, ele já competiu em 11 Grandes Prémios, cinco em 2023 e seis em 2024, sempre a substituir Daniel Ricciardo, tendo conseguido até agora seis pontos, com três nonos lugares como melhor posição.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Noticias: Pérez dispensado da Red Bull


O mexicano Sérgio Pérez foi dispensado da Red Bull, depois dos maus resultados nesta temporada. O anuncio foi feito nesta quarta-feira, primeiro no comunicado oficial do piloto, depois através de Christian Horner, patrão da Red Bull, que afirmou que o piloto mexicano irá tirar "um tempo". 

No comunicado oficial do piloto mexicano, o piloto de 34 anos afirmou que a rescisão foi de mútuo acordo e agradeceu pelos anos que esteve na equipa:

"Estou incrivelmente agradecido pelos quatro anos na Red Bull Racing e pela incrível oportunidade para correr dentro de uma equipa fabulosa. Pilotar pela equipa foi uma experiência inesquecível, e sempre acarinharei os sucessos que alcançamos juntos. Batemos recordes, conseguimos feitos e tive a chance de conhecer e trabalhar com gente fantástica.", começou por afirmar.

Quero agradecer imenso a todas as pessoas, desde os dirigentes, passando pelos engenheiros e mecânicos, catering, hospitalidades, a cozinha, o pessoal do marketing e comunicação, para além de toda a gente na sede de Milton Keynes. Desejo-vos o melhor para o futuro. 

Também foi uma honra trabalhar ao longo este tempo com Max e partilhar os sucessos que alcançou. Por fim, quero agradecer a todos os meus fãs um pouco por todo o mundo, especialmente os meus fãs mexicanos, pelo vosso apoio diário e incondicional, iremos ver-nos em breve.", concluiu.

Christian Horner respondeu depois em comunicado que o piloto mexicano decidiu tirar uma licença sabática depois da temporada decepcionante que teve em 2024. 

Ele tem sido um membro fantástico desta equipa”, disse Horner sobre Pérez. “Foi um ano difícil para ele, mas é uma ótima pessoa e, claro, desempenhou um papel fundamental no campeonato de pilotos de 2021 e nos títulos de construtores de 2022 e 2023. Foi segundo no campeonato de pilotos do ano passado e ganhou cinco Grandes Prémios com os nossos carros.

Mas ele refletiu depois da temporada. Sentámo-nos e discutimos na semana passada sobre os próximos passos e ele decidiu que vai tirar algum tempo, essencialmente tirar uma licença sabática da Fórmula 1. Por isso, estamos tristes por vê-lo deixar a equipa, mas é óbvio que é altura de ele se dedicar à sua jovem família e ao que quer fazer no futuro.”, concluiu.

Ainda não se sabe quem o substituirá, mas tudo indica que irá ser substituído pelo neozelandês Liam Lawson, que ganhou a corrida ao lugar para o japonês Yuki Tsunoda. Para o seu lugar na Racing Bulls virá o franco-argelino Isack Hadjar, que em 2024 esteve na Formula 2. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Noticias: Horner afirma que Ricciardo tem a porta aberta na Red Bull


Christian Horner só tem boas recordações de Daniel Ricciardo, e ainda acredita que ele poderá fazer um regresso num futuro próximo. Embora se diga que essas chances são remotas - tem agora 35 anos e neste seu regresso à Racing Bulls, ele não deu nas vistas - Horner espera que continue no desporto e que esteja disponível para qualquer eventualidade, mesmo que seja para ser um embaixador da equipa no automobilismo. 

Espero que ele continue no desporto”, disse Horner sobre o australiano no podcast F1 Nation. “Deixámos bem claro que queremos que ele continue a ser um embaixador da equipa. Claro que nunca se sabe, se o Liam não conseguir fazer o trabalho, se o Checo não conseguir fazer o trabalho, sabemos qual é a capacidade do Daniel. Mas acho que ele sabe que, na idade em que está, teve uma grande carreira. Tantas recordações, a coisa mais nojenta de sempre foi beber champanhe da sua bota suada. Mas ele conseguiu que algumas pessoas incríveis bebessem o champanhe do seu sapato suado.

Não é segredo que Horner gosta muito de Ricciardo e acredita muito nele. Só assim se entende o esforço que ele fez nestes últimos tempos para manter o australiano, e deseja tê-lo por perto para qualquer eventualidade no futuro:

Fiz tudo o que estava ao meu alcance para lhe dar o máximo de tempo no carro, para que ele pudesse cumprir o seu objetivo, caso contrário ele teria saído do carro depois de Barcelona. Todos os pilotos estão sob pressão para cumprir o prometido, mas a razão pela qual Daniel estava no carro era para se colocar de novo em posição de estar lá para apanhar os pedaços se o Checo não cumprisse o que se esperava. O problema é que eles tiveram problemas de forma em alturas diferentes. O Checo começou a época muito bem, muito forte. O Daniel estava a ter dificuldades e depois, quando o Checo perdeu a forma, o Daniel encontrou um pouco de forma, mas nunca foi suficientemente convincente para dizer ‘OK, devíamos trocar os dois pilotos’.

Ricciardo esteve na Racing Bulls até à corrida de Singapura, conseguindo 12 pontos - melhor resultado um oitavo lugar no Canadá - e uma volta mais rápida. 

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Noticias: Horner explica decisão sobre Ricciardo


A troca de Daniel Ricciardo por Liam Lawson era esperada, mas há quem questione o timing dela, especialmente quando falta seis corridas para o final desta temporada. Contudo, Christian Horner, diretor da Red Bull, fala que a razão pela substituição do piloto australiano da Racing Bulls/VCARB é mais abrangente, apesar de ter performances semelhantes ao piloto japonês. E tem a ver com a equipa principal.

Em declarações prestadas ao podcast F1 Nation esta semana, Horner começou por explicar:

"Num mundo perfeito, tê-lo-íamos feito [deixar Ricciardo terminar temporada]. Mas, numa perspetiva mais ampla, precisamos de respostas para o plano geral em termos de pilotos. É a oportunidade perfeita para colocar o Liam ao lado do Yuki [Tsunoda], para ver como ele se sai nos seis Grandes Prémios restantes.", disse.

Ele também afirmou que isto vai para além da Racing Bulls/VCARB: também tem a ver com a Red Bull, especialmente na temporada de 2025, com o mexicano Sérgio Pérez.

"Isto vai além da VCARB [RB], abrange também a Red Bull Racing. Obviamente, temos um contrato com Sergio válido para o próximo ano, mas temos de estar sempre de olho no futuro. Será com o Liam? Ou precisamos olhar para fora do nosso programa? Ou um dos outros juniores pode subir, seja o Isack Hadjar ou o Arvid Lindblad?", questionou.

Atual oitavo classificado no campeonato, com 144 pontos, e o pior piloto entre os das quatro melhores equipas do pelotão, rumores sobre a sua continuidade correram no fim de semana de Singapura, ao ponto de ele poder abandonar a competição no final desta temporada. Rumores que "Checo" correu a desmentir nas redes sociais. 

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Noticias: Horner quer saber onde perdem em relação à McLaren


No rescaldo do GP dos Países Baixos, onde a Red Bull perdeu em toda a linha, apesar de Max Verstappen ter conseguido superar Lando Norris nos metros iniciais, para depois acabar com mais de 20 segundos de diferença para o vencedor, Lando Norris, Christian Horner disse que a Red Bull tem de resolver os problemas do seu carro e a manter-se competitiva durante o resto da época, agora que tem uma vantagem de 70 pontos no campeonato de pilotos, a nove corridas do final da temporada.

Em primeiro lugar, parabéns à McLaren e ao Lando [Norris], o carro deles esteve numa liga diferente. Fizemos tudo o que podíamos e o Max converteu o segundo lugar numa liderança no início, mas via-se que ele não conseguia competir com o ritmo do Lando.", começou por afirmar.

"Em retrospetiva, a aposta que fizemos com mais downforce, depois de muito pouca pista na sexta-feira, talvez não tenha sido o melhor caminho. Temos de perceber onde está o défice em relação à McLaren e como podemos melhorar o desempenho do nosso carro, temos algumas ideias e vamos trabalhar arduamente para isso." continuou.


Em relação ao campeonato, Horner afirmou que o facto de agora estarem atrás da McLaren, depois de um inicio de temporada dominador, mostra até que ponto as coisas mudam com o tempo e com a evolução dos carros na temporada. 

É notável que essa seja apenas a segunda vitória de Lando com esse carro. Ele está a conduzir bem, está a ganhar confiança. A pressão está sobre nós para respondermos. Estamos habituados a estar na luta pelo campeonato ao longo dos anos, vamos lutar com tudo o que temos nas restantes corridas.”, começou por afirmar.

Acho que temos de conduzir com o campeonato em mente e houve sete vencedores de corridas diferentes este ano. Por isso, se não podemos ganhar, temos de marcar pontos. Só mostra que as coisas podem mudar muito rapidamente. Estávamos a ganhar corridas por 20, 25 segundos, e o Stefano [Domienicalli] estava a pedir-nos para abrandar nas primeiras cinco corridas. E depois as coisas podem mudar muito rapidamente, o que significa que também podem mudar para o outro lado”.

"Vamos ter de reagir e estou confiante de que temos a força e a profundidade necessárias para o fazer. O Max tem 70 pontos de vantagem no Campeonato de Pilotos, mas temos de continuar a pontuar como equipa e, nos dias em que não podemos ganhar, temos de terminar em segundo." 

"O Checo também fez uma condução sólida e, olhando para o seu ritmo, pareceu forte, especialmente na segunda metade da corrida, o que é positivo."

"Portanto, temos muito trabalho pela frente, mas aprendemos muitas lições este fim de semana que podem ser muito valiosas, experimentámos algumas coisas no carro e temos bons dados para avaliar. Temos de garantir que utilizamos esses dados; é altura de digerir o que aconteceu aqui e tentar recuperar em Monza.”, concluiu.

A Formula 1 regressa este final de semana em terras italianas. 

terça-feira, 30 de julho de 2024

Noticias: Sérgio Pérez fica na Red Bull


Depois de semanas de especulações sobre se iria continuar na Red Bull depois das férias, e de gente como Helmut Marko ter dito que o piloto mexicano "entrou em colapso mental", Christian Horner anunciou esta semana aos funcionários da equipa, em Milton Keynes, que "Checo" ficaria na Red Bull como segundo piloto de Max Verstappen depois das férias de agosto.

Tudo indica que isto tenha sido uma decisão pessoal de Horner, que pretende manter o equilíbrio e a estabilidade da equipa. Para além disso, manifestou confiança no desempenho futuro de Pérez nas pistas onde se destacou anteriormente, após a pausa de verão. Contudo, se ele pensa de uma maneira, já Helmut Marko tinha outras ideias para o resto da temporada, largar o mexicano a favor de Daniel Ricciardo, colocando Liam Lawson na Racing Bulls, ao lado de Yuki Tsunoda.

Não está a ser uma temporada muito fácil para Pérez. Neste momento tem 131 pontos, contra os 217 que tinha em 2023. Para piorar as coisas, a concorrência aumentou bastante, com Mercedes, McLaren e Ferrari a ganharem poles e sobretudo, vitórias, secundarizando Pérez nesta temporada. Para piorar as coisas, esses resultados tem vindo a custar à Red Bull pontos importantes na luta pelo Campeonato de Construtores, tendo-se assistido a uma aproximação progressiva da McLaren e ainda da Ferrari e da Mercedes, havendo o sério risco de a equipa de bandeira austríaca perder o ceptro deste ano.

Pérez assinou há algumas semanas uma extensão do seu contrato até ao final da temporada de 2025, com opção por mais uma temporada.   

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Horner: "Falta de pontos do Pérez é insustentável"


Parece que o mau momento de Sérgio Pérez já incomoda Christian Horner. Semanas depois da sua renovação, e depois de duas corridas sem pontuar, o diretor da Red Bull acha que esse mau momento do piloto mexicano pode prejudicar as chances da equipa no Mundial de Construtores.

É claro que é frustrante quando os dois carros não têm um desempenho semelhante”, comentou Horner após a corrida britânica. “Foi frustrante perder o Checo na Q1. Ele falhou [o primeiro treino] devido à condução de Isack Hadjar. Provavelmente deveria estar entre os seis primeiros e depois perder o carro na Q1 foi muito frustrante. Este fim de semana nada lhe correu bem." continuou. 

"Fizemos uma aposta na corrida. Ele começou com o pneu duro, estava a fazer um bom progresso no início da corrida. A chuva começou a chegar, ele estava em P15 ou 16 na altura. Nessa altura, é preciso lançar os dados, como aconteceu com o Leclerc. Passámos para os intermédios. Se a chuva tivesse aumentado, ele teria sido um herói. Não foi o caso, por isso tivemos uma paragem extra e a perda de tempo. É óbvio que há muito para analisar no fim de semana. Ele sabe que é insustentável não estar a marcar pontos. Temos de marcar pontos e ele sabe disso. Ele conhece o seu papel e o seu objetivo e, por isso, ninguém está mais ansioso do que o Checo para regressar.”, concluiu.

Pérez é atualmente sexto classificado no Mundial de pilotos, com 118 pontos, e o seu último pódio foi em Xangai, quando conseguiu o terceiro lugar, atrás de Max Verstappen e Lando Norris, os dois primeiros classificados do campeonato. 

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

A(s) image(ns) do dia




Christian Horner é um dos mais bem-sucedidos diretores desportivos dos últimos 20 anos. Desde que pegou as rédeas da Red Bull, no final de 2004, quando esta comprou a Jaguar, que contratou os pilotos certos, como Sebastian Vettel, Mark Webber, Daniel Ricciardo, e por fim, Max Verstappen, conseguiu sete títulos de Construtores e outros tantos de pilotos. Tão bom como ele, só Toto Wolff, o atual diretor da Mercedes. Ao seu lado, teve gente como Helmut Marko, como conselheiro - curiosamente, do outro lado, na Mercedes, estava o seu compatriota Niki Lauda - e quando conseguiu atrair Adrian Newey, o "foguete" disparou, especialmente em 2009, quando aconteceu a primeira vitória. Curiosamente, meio ano depois de Sebastian Vettel ter ganho... pela Toro Rosso.

Ao longo deste tempo, soubemos do "segredo do sucesso". Gente como Marko pressiona os pilotos, quase ao nível do assédio, para darem o seu melhor, caso contrário, seriam despedidos. Muitos pilotos passaram por esse período, especialmente na Toro Rosso, um verdadeiro "assador" de talentos, e exemplos - que vão desde Daniil Kvyat até Alex Albon, passando por Jean-Eric Vergne e Pierre Gasly - basicamente fizeram com que a ida para a Red Bull fosse algo parecido com "um pacto com o Diabo". Que diga António Félix da Costa, que em 2013 parecia ter um lugar garantido na Toro Rosso, quando uma temporada mais ou menos na World Series by Renault deu lugar ao piloto russo. 

Muitos desses pilotos acabaram na Endurance e na Formula E, e quase todos eles continuaram a ganhar e a serem campeões noutras categorias. O que mostra que o talento... até tinham, o problema é a cultura dentro da Red Bull.

Aliás, suspeito que o Max é o que é e conseguiu o que conseguiu porque está habituado a esse tipo de cultura. O seu pai, Jos Verstappen, é desse tipo de pessoa. E chegou a ser condenado a tempo de prisão por isso.   

Mas pensava-se que era gente como Franz Tost ou Marko. Não Horner. Porque, aparentemente, ele fazia a pressão noutros lados. Dentro da fábrica.

Pelo menos, foi isso que aconteceu no inicio do ano. Uma empregada queixou-se do assédio que Horner fez, e um dos jornais, o neerlandês De Telegraaf, afirmou ter acesso a mensagens dele na rede social WhatsApp, onde a assediava, com fotografias incluídas. A Red Bull chegou primeiro a tentar um acordo, de 650 mil libras, segundo o jornal, mas o outro lado rejeitou. Assim sendo, aconteceu um inquérito interno e independente, segundo afirmam, e prometeram presentar os resultados antes da primeira corrida do ano, no Bahrein. 

E foi o que aconteceu. Esta quarta-feira, as conclusões foram divulgadas e a sentença foi a seguinte: ele não cometeu nada de errado. 

Muitos esperavam o contrário. Até julgavam que, com as cerca de "uma centena" de provas contra ele, a coisa era uma questão de tempo: ele iria ser afastado. Mas não aconteceu. O inquérito foi para as chefias - austríacas e tailandesas - e o resultado foi esse. Ilibado de todas as acusações.     

No mesmo dia, no Bahrein, e nas vésperas da primeira corrida do ano, a imprensa falou sobre "o assunto Horner" aos pilotos. O único a comentar sobre o caso foi Lewis Hamilton:

Essa é uma pergunta difícil. Acho que sempre temos que fazer mais para tornar o desporto e o ambiente em que as pessoas trabalham seguros e inclusivos. E qualquer alegação deve ser levada muito a sério.”, começou por afirmar o piloto da Mercedes.

Obviamente, não sabemos tudo o que aconteceu. Mas isso precisa ser resolvido, pois está pairando sobre o desporto e será muito interessante ver como será tratado daqui para frente, em termos do efeito que pode ou não ter sobre o desporto. Acho que é um momento muito importante para garantir que sejamos fiéis aos nossos valores.”, concluiu.

Semanas antes, quando o Williams FW46 foi apresentado, James Wolves, o seu diretor desportivo, afirmou, apesar das devidas escusas sobre o assunto em si, 

E tem razão.

Mas ao longo das semanas, desde que o escândalo foi revelado, que as pessoas falam sobre este assunto, dado imediatamente a sua sentença. Aliás, até já tinham garantido o seu despedimento. Quando nesta quarta-feira viram o que aconteceu, detestaram a decisão da Red Bull. E dou alguma razão neles. 

Contudo, tenho de me meter na posição do "advogado do Diabo". Independentemente do que vier a seguir. Primeiro que tudo, acho que todas as pessoas são inocentes até qualquer prowa em contrário. Segundo, nos tempos que correm, o "tribunal" da Internet é rapidíssimo a condenar as pessoas, muitas das vezes, sem ler as provas. É no "diz que disse". E com isso, o público torna-se juiz, júri e carrasco. 

Ora, não é assim que as coisas funcionam. Se funcionassem, não precisaríamos de tribunais, advogados, não precisaríamos de habeas corpus e Códigos Penais. Bastaria uma denuncia e já está: "pena de morte". Logo, por muito que não gostemos de determinada pessoa e das atitudes de determinada pessoa, tem o direito a defender-se. E claro, a justiça demora porque tem de refletir sobre as provas.

Contudo, no momento em que estou a escrever estas linhas, alguém enviou para todo o pelotão da Formula 1 - diretores de equipa, FIA, Liberty Media e os jornalistas - um ficheiro onde, alegadamente, estão as provas apresentadas contra Horner no inquérito da Red Bull e do qual ele acabou por ser ilibado.

Poderá ser um "malware", ou um "Trojan Horse"? Poderá ser o "plano B" que o outro lado decidiu ativar, como vingança, assim que soube da decisão da Red Bull, sabendo que alguém abrirá, meterá na Internet, sabendo que o ambiente está completamente contra ele, esperando por uma "caça às bruxas" e respetivo "linchamento"? E se for esse o caso, servirá de prova num inquérito futuro?

Acabou por não ser. Daquilo que já se leu até agora, a melhor definição cabe ao jornalista italiano Roberto Chinchero. Que afirma o seguinte:

"O e-mail foi enviado para mais de 100 pessoas, incluindo figuras seniores da Liberty Media e organogramas da FIA, bem como todos os chefes de equipe e uma grande representação de mídia credenciada com passes permanentes. Além disso, o endereço de e-mail de Jos Verstappen também foi incluído entre os destinatários. A assessoria de imprensa da Red Bull não confirmou se os documentos são genuínos ou falsos, mas no final esse aspecto é menos importante do que pode parecer.

O fato mais alarmante é querer desacreditar a figura de Christian Horner. Depois do comunicado divulgado ontem pela Red Bull sobre a conclusão da investigação interna, que isentou Horner das acusações, há quem não queira desligar os holofotes sobre o caso. A forma como uma ou mais pessoas operam anonimamente confirma uma determinação feroz que não tem problemas em cometer crimes como a divulgação de material privado e confidencial."

Outro jornalista disse sobre este assunto na rede social Twitter:

"Horner deverá ser o primeiro a exigir a desclassificação da documentação do processo, caso contrário a suspeita de uma sentença conveniente também permanecerá na mente de seus atuais colaboradores.

Posso estar errado, mas acho que sim. Uma vez iniciada a máquina de lama, seja você inocente ou culpado, você nunca apagará a dúvida da culpa daqueles que o rodeiam."

Bem sei que estou a ser um "advogado do Diabo", mas se é para que haja a ética empresarial que todos queremos, é preciso que estas coisas sejam feitas da maneira mais legal possível. Se queremos que aquilo que Lewis Hamilton disseram em público seja uma realidade, o linchamentos públicos pela Internet não ajudam.     

Noticias: Horner sente-se aliviado com o fim do processo


No dia seguinte à Red Bull ter ilibado Christian Horner das acusações de assédio a uma colega de trabalho, ele quebrou o silêncio sobre o assunto, afirmando-se "aliviado" pelo facto do inquérito ter terminado. Um dos episódios que marcaram a pré-temporada, o diretor desportivo britânico, de 50 anos, sempre negou as acusações com veemência e quer agora que a Red Bull esteja apenas focada na competição, que começa nesta quinta-feira no Bahrein.

Estou satisfeito com o facto de o processo ter terminado”, disse Horner à Sky já hoje no Bahrein. “Obviamente, não posso fazer comentários sobre o assunto, mas o foco está agora no Grande Prémio e na época que se avizinha e na tentativa de defender os nossos dois títulos. Não posso fazer mais nenhum comentário, mas o processo foi conduzido e concluído”. 

Contudo, este assunto pode não acabado. Esta tarde, uma conta anónima do Google Docs enviou para centenas de e-mails para jornalistas, responsáveis da FIA, Liberty Media, e outras entidades como diretores de outras equipas e gente como Stefano Domenicalli um ficheiro que, aparentemente, contêm fotos e conversas gravadas no WhatsApp entre Horner e a visada, entre outros. As tais "provas incriminatórias" que o outro lado apresentou contra Christian Horner no inquérito.

Iremos ver as consequências... caso o conteúdo seja verdadeiro.    

O GP do Bahrein arrancou hoje com os treinos livres, e a qualificação acontecerá amanhã à tarde, no circuito de Shakir.