terça-feira, 14 de julho de 2026

Noticias: Endurance terá mudanças no calendário


O reacendimento da guerra no Médio Oriente poderá ter consequências no calendário da Endurance. As provas do Qatar, marcado para o dia 24 de outubro, e de Shakir, no Bahrein, a 7 de novembro, poderão estar em risco de substituição por corridas na Europa. Segundo conta o site dailysportscar.com, existe um plano de contingência onde as provas do Qatar - que já fora adiado de abril para outubro - e do Bahrein, seriam canceladas e no seu lugar iria acontecer duas corridas de seis horas cada em Barcelona e em Monza. 

Esse plano de contingência seria mostrado na reunião do Conselho Geral da FIA, marcado para o dia 23 de julho, e nele, o WEC seguiria para Barcelona após a realização das Seis Horas de Fuji, que acontecerá a 27 de setembro. O evento de Monza aconteceria a 7 de novembro, a data originalmente reservada para as 8 Horas do Bahrein, enquanto a corrida de Barcelona seria transferida para 18 de outubro, uma semana antes da data atual do Qatar.

Caso isso aconteça, haverá um problema, já que prejudicará a data final da European Le Mans Series (ELMS), que acontecerá em Portimão, no Algarve. Pelo menos 19 pilotos estão inscritos em ambos os campeonatos, e equipas como a WRT, a Garage 59 e a AF Corse competem tanto no WEC como na principal série europeia de GT3.

Para além disso, a agitação naquela parte do mundo está a perturbar a temporada 2026-27 da Asian Le Mans Series, pois terá duas corridas em Dubai e em Abu Dhabi, no final do ano, antes de se deslocarem para Sepang, na Malásia, e em Buniram, na Tailândia, em janeiro. A hipótese de uma corrida na Europa está em cima da mesa, numa temporada em que se instalará a classe Hypercar. 


Em suma, preparam-se muitas mudanças no calendário graças às agitações politico-militares num canto sensível do mundo...

segunda-feira, 13 de julho de 2026

As imagens do dia










O fim de semana do GP da Grã-Bretanha de 1986 foi emocionante. Frank Williams regressava ao ativo, quatro meses depois do seu acidente, que o deixou paralisado do peito para baixo e foi recebido com estrondosos aplausos das bancadas. E isso foi suficiente para que Nigel Mansell decidisse arrancar uma performance monumental durante o fim de semana: contra Nelson Piquet, seu companheiro de equipa, e Ayrton Senna, piloto da Lotus, e o resto do pelotão. Mas foi Piquet que conseguiu a pole-position, com os três ficaram separados por pouco mais de meio segundo. Alain Prost, no seu McLaren, apenas foi sexto, batido pelo seu companheiro de equipa, Keke Rosberg.

Quase ao mesmo tempo, na Ligier, também se comemorava: Jacques Laffite, o veterano da Formula 1, então com 42 anos, chegava aos 176 Grandes Prémios, igualando Graham Hill. Contudo, o seu fim de semana na Ligier estava a ser um inferno: motores rebentados e acidentes, acabando num obscuro 19º posto da grelha, onze lugares mais abaixo que René Arnoux, noutro Ligier.

O tempo estava solarengo em Brands Hatch no domingo de corrida e as bancadas estavam cheias naquilo que iria ser a última vez que o GP britânico iria ser naquela pista. Meses antes, em maio, a FISA e o BRDC (British Racing Drivers Club) os proprietários de Silverstone, assinaram um acordo de longo termo para acolher o GP da Grã-Bretanha, e com isso, a corrida deixava de alternar entre aqueles dois circuitos. 

Na partida, Piquet e Senna partiam para o duelo, enquanto Mansell caía para sexto na primeira curva, Paddock Hill Bend, falhando uma marcha no seu carro e aparentemente, queimando a sua embraiagem. Mas momentos depois, a confusão na traseira: o Arrows de Thierry Boutsen (que fazia anos naquele dia) despistava-se, batia no muro e em ricochete, causava uma carambola. Para além dele, outros sete pilotos ficavam de fora: os Osella de Huub Rothengarter e de Alan Berg, o Arrows de Christian Danner, os Minardi de Andrea de Cesaris e Alessandro Nannini, o Zakspeed de Jonathan Palmer e o Ligier de Jacques Laffite, que para evitar bater num carro, rodou o seu carro para a direita e bateu no guard-rail, destruindo a sua frente e causando ferimentos em ambos os seus tornozelos. 

Laffite foi logo assistido por Palmer, que antes de ser piloto, tinha estudado para ser médico, antes de chegarem os paramédicos e ele ser transportado de helicóptero para o hospital mais próximo. Ele iria recuperar dos seus ferimentos, mas não mais regressaria competitivamente a um cockpit de Formula 1 num Grande Prémio. Quanto a Mansell, decidiu fazer nova partida com o seu carro de reserva.

Corrida interrompida no final da primeira volta, demorou cerca de uma hora e md até tudo estar pronto para a segunda partida. Ali, numa grelha reduzida para 22 carros, Piquet liderava, com Mansell, Berger, Senna, Rosberg e Prost atrás, sem incidentes de maior. Berger passou-o antes do final da primeira volta, mas o britânico voltou ao segundo lugar, e indo atrás de Piquet, que aparentava afastar-se do resto do pelotão. Mas Mansell aproximou-se e no inicio da volta 23, já estava colado na traseira do seu companheiro de equipa. Contudo, quando ambos aceleravam na Pilgrims Drop, o brasileiro errou uma troca de marcha e o britânico aproveitou, passando para a frente.

A partir dali, foi um duelo entre os pilotos da Williams, com um a não deixar o outro em paz. Atrás, Senna era terceiro, mas na volta 27, desistiu com problemas na sua caixa de velocidades no seu Lotus, pouco depois de, na volta 22, Gerhard Berger ter desistido com problemas elétricos. Com isso, Alain Prost ficou com o terceiro posto, mas estava longe dos Williams. Aliás, acabou tão longe que perdeu uma volta para eles. 

No final, Mansell era o grande vencedor, perante uma multidão em delírio, com Prost em terceiro e Arnoux em quarto... com duas voltas de atraso. No pódio, Ginny Williams, mulher de Frank, recebeu o troféu do construtor vencedor, sinal que a Williams estava de volta, mais veloz que nunca. E Mansell saía com quatro pontos de avanço sobre Prost, num campeonato bem disputado.

Meteo: Spa-Francochamps poderá ser agitado


O fim de semana do GP da Bélgica, em Spa-Francochamps, poderá ter chuva. Pelo menos na sexta-feira, embora não se pode descartar chuva nos restantes dias.

As temperaturas para estes três dias irão andar entre os 16 e os 18 graus, vento fraco, mas é na precipitação que os olhos se concentrarão, porque desde o inicio destes novos regulamentos, este ano, ainda não houve uma corrida à chuva.

Na sexta-feira, haverá chuva fraca, e as chances andam a rondar os 35 por cento ao longo do dia, enquanto no sábado, o céu estará muito nublado, mas as chances diminuirão para 15 a 20 por cento, com vento fraco, na ordem dos 20 km/hora. E para domingo, haverá mais chances de uma corrida seca, com as chances de chuva a baixar para 10 por cento, aumentando para 15 na hora da corrida.  

domingo, 12 de julho de 2026

As imagens do dia









Já foi na semana passada, durante o GP da Grã-Bretanha, mas a McLaren aproveitou a ocasião para celebrar os 45 anos da primeira vitória do seu MP4/1, o primeiro carro com chassis em fibra de carbono na Formula 1, guiado por John Watson.

E foi o próprio "Wattie", que este ano fez 80 anos, que deu umas voltas na pista de Silverstone, para deleite dos fãs da marca e dos fãs da Formula 1. E claro, o ex-piloto e ex-comentador desportivo está em forma para acelerar os carros que guiou.

Mais interessante é que isto, esta demonstração do legado da McLaren, está a acontecer mais recentemente com Zak Brown ao volante. Ex-piloto, co-fundador da United Autosports, que prossegue na IMSA e no Mundial de Endurance, viu os depósitos onde se guardam os carros e está desde há algum tempo a expor esses carros do passado e também a fazer estátuas dos seus campeões, bem como o fundador, Bruce McLaren. Até agora, há estátuas de gente como Ayrton Senna, Niki Lauda, James Hunt e mais recentemente, Mika Hakkinen.

Neste fim de semana, em Goodwood, o destaque foi o McLaren MP4/8B, o carro com motor Lamborghini que foi testado ao longo de 1993 por Mika Hakkinen, antes de Ayrton Senna ter pegado nele para dar umas voltas no Autódromo do Estoril, no dia seguinte ao GP de Portugal. E esse carro foi guiado por Bruno Senna, seu sobrinho. 

De uma certa maneira, este "reavivar" dos carros por parte da segunda equipa mais longeva na Formula 1 - está desde 1966, logo, faz agora 60 anos - é uma excelente maneira de agarrar passado e presente, para garantir o futuro.