sábado, 17 de novembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Austrália (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Austrália mostrou Ott Tanak na frente da prova e um Sebastien Ogier cada vez mais perto do campeonato. No final da 18ª especial, que encerrou o segundo dia do rali, o estónio da Toyota tem um avanço de 21,9 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 26,9 segundos sobre o Hyundai de Hayden Paddon. Sebastien Ogier é sexto, a um minuto 44,8 segundos da liderança, mas está cada vez mais à vontade, pois Thierry Neuville é oitavo, quase um minuto atrás dele.

Este sábado começou com Latvala ao ataque, apesar de na primeira passagem por Argents Hill Reverse, o vencedor ter sido Hayden Paddon, que bateu o finlandês da Toyota por 0,4 segundos, enquanto Ostberg perdia 2,1 segundos. Ogier era apenas oitavo, perdendo 9,1 segundos e Neuville estava dois lugares mais abaixo, quer na especial, quer no rali.

Na primeira passagem por Welshs Creek Reverse, Tanak conseguiu ser mais veloz, batendo Latvala por 3,8 segundos e Paddon por 4,5. Ostberg perdeu 7,7 segundos e viu o finlandês a aproximar-se rapidamente, enquanto na luta pelo título, Ogier foi apenas oitavo, perdendo 21 segundos e Neuville ficou atrás, a 28,6. Na 11ª especial, a primeira passagem por Urunga, Tanak voltou a vencer, com Latvala logo atrás, a 1,7 segundos, mas o mais importante foi Ostberg, sexto na especial e a perder 13,5 segundos, suficientes para ceder o comando para os Toyota.

"É muito difícil andar ao ritmo dos Toyotas. O carro é mais rápido na especial, parece que todos os três Toyotas estão indo bem lá. [Tenho] muito menor aderência. Eu tenho alguns pneus novos, que podem ajudar esta tarde", disse Ostberg, justificando a perda do comando do rali.

A manhã acabou com a primeira passagem pela pequena especial de Raleigh, com Tanak a empatar o melhor tempo com Elfyn Evans, com Craig Breen a chegar tarde e a receber uma penalização de três minutos e 50 segundos, caindo para o décimo posto.

Na parte da tarde, com as segundas passagens pelas da manhã, Paddon começa a ganhar a 13ª especial, enquanto Tanak se aproximava de Latvala. Era um duelo a quatro, é certo, mas parecia que os Toyota tinham a mó de cima. E isso se confirmou quando Tanak venceu a 14ª especial, a segunda passagem por Welshs Creek Reverse, ganhando quatro segundos exatos a Latvala e a ficar com o comando do rali por meros 0,8 segundos. Ostberg resistia a Paddon, e Ogier, com o oitavo lugar na especial, consolidava o sexto posto na geral.

"Faço o meu melhor. Faço tudo que posso. Não são condições fáceis, mas pelo menos é consistente. Divertido, mas ao mesmo tempo dando o meu melhor. O título dos fabricantes é a prioridade, então definitivamente precisamos garantir isso", afirmou Tanak, no final desta especial.

Na segunda passagem por Urunga, Lappi foi o melhor, mas o segundo posto de Tanak e o quinto de Latvala na especial fizeram com que a vantagem se alargasse para 7,4 segundos. O estónio depois venceu na curta especial de Raleigh, antes da dupla passagem por Destination NSW, onde não houve alteração na geral.

Depois dos três primeiros, Mads Ostberg é quarto, no seu Citroen, a 44,6 segundos, e assediado por Esapekka Lappi, o quinto. Muito longe está Sebastien Ogier, o sexto, a quase um minuto do quinto, enquanto Elfyn Evans era sétimo, controlando o avanço para Thierry Neuville, que agora aposta mais no azar os outros que na sua performance. E a fechar o "top ten" estão o ford de Teemu Sunninen e o Citroen de Craig Breen.

O rali da Austrália termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais.

CNR 2018 - Rali do Algarve (Final)

Foi um bom duelo nas estradas algarvias, mas no final Ricardo Teodósio acabou por desistir na oitava especial, dando o título a Armindo Araujo, que regressa aos campeonatos catorze anos depois da última vez. Apesar de ter largado mal e acabado o primeiro dia na sexta posição, no final foi o suficiente para ser campeão nacional, pois se o piloto algarvio não terminou, já outro dos candidatos, José Pedro Fontes, foi apenas quarto, depois de ter feito um pião e ter perdido quase 40 segundos no processo.

Se no final do primeiro dia, Teodósio começava a abrir uma vantagem que permitia respirar um pouco a tentar a sua sorte no campeonato, logo no inicio do segundo dia, na primeira passagem por Chilrão, ele alargou ainda mais essa diferença, ganhando 10,4 segundos para José Pedro Fontes. Armindo Araújo foi terceiro ma especial, a 19,8 segundos do vencedor, mas recuperou em relação a Miguel Barbosa. Nesta altura, apenas sete segundos separavam os dois.

O troço ficou marcado pela saída de Pedro Paixão, quando seguia no quarto posto, acabando por desistir. "Estou muito triste por não ter conseguido verbalizar o resultado. Tenho apenas dois anos de ralis e a minha inexperiência nos troços acabou por pagar numa altura fulcral", disse no final.

O sétimo troço acabou por ser o mais decisivo do rali, pois Fontes foi o vencedor e Araújo era terceiro classificado na geral, depois de ter passado Miguel Barbosa. Era mais que suficiente para o piloto de Santo Tirso ser campeão nacional. E na seguinte... a cereja no topo do bolo, quando o motor do Skoda de Teodósio rebentou em plena aceleração.

Araújo venceu na especial, aproveitando também o furo de José Pedro Fontes, que perdeu muito tempo e caiu para o terceiro posto, atrás de Miguel Barbosa. 

"Infelizmente, os ralis têm destas coisas. Nós estávamos a fazer o nosso papel, tranquilos, poderiamos ter andado mais forte no troço da Nave Redonda. Estávamos convencidos que o rali era nosso, infelizmente aconteceu desta maneira, o motor não quis colaborar, partiu quando vinhamos a fundo e pronto, tivemos que ficar por aqui", comentou, desolado.

A partir dali, foi um limitar de gestão por parte do piloto de Santo Tirso. O madeirense Alexandre Camacho foi o mais veloz no nono troço, a segunda passagem por Chilrão, batendo Miguel Barbosa, que por sua vez conseguiu mais 2,1 segundos sobre Armindo Araújo, terceiro na especial.

A seguir, na décima especial, Fontes venceu o troço e ascendeu ao segundo posto, passando Barbosa e não estando muito longe da liderança, conseguindo reduzi-la a meros 7,3 segundos. Mas no final, o pião do piloto da Citroen, no troço final, fez com que Barbosa ficasse com o segundo lugar, e Camacho vencido o ERT, ficando com o lugar mais baixo do pódio.

Depois dos quatro primeiros, o melhor estrangeiro foi o checo Ondrej Bisaha, quinto no seu Ford Fiesta R5, na frente de outro Ford Fiesta R5, o de Pedro Almeida. O romeno Dan Girtofan foi sétimo, num Skoda Fabia, a cinco minutos e oito segundos do vencedor, com o holandês Kevin van Deijne logo a seguir. E a fechar o "top ten" ficaram o Peugeot 208 R2 de Daniel Nunes e o Mitsubishi Lancer Evo X do russo Serguei Remmenik.

O campeonato de 2018 acabou, agora é a vez de 2019, com mais carros e mais pilotos no comando de uma campeonato que se deseja tão competitivo como este. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

CNR 2018 - Rali do Algarve (Dia 1)

Ricardo Teodósio aproveitou bem os seus conhecimentos das especiais algarvias e lidera tranquilamente o Rali do Algarve. O piloto do Skoda Fabia R5 tem uma vantagem de 20,5 segundos sobre José Pedro Fontes. Miguel Barbosa, noutro Skoda Fabia R5, é o terceiro, a 54,3 segundos, enquanto Armindo Araújo, o líder do campeonato, é apenas sétimo, sexto no CNR, a um minuto e onze segundos, passado é o primeiro dia desta prova que decide quem vai ser campeão nacional de 2018.

O rali começou com a passagem por Alferce, com José Pedro Fontes ao ataque, sendo o mais rápido na primeira especial do Rali. O piloto do Citroen bateu Ricardo Teodósio por 4,4 segundos, mas sobretudo, os dois pilotos conseguiram ganhar muito tempo a Armindo Araújo, que acabou a especial na oitava posição, perdendo 24,1 segundos para Fontes e 19,7 segundos para Teodósio.

Teodósio respondeu na segunda especial, em Fóia, recuperando 2,2 segundos para Fontes. Já Armindo Araújo fez o terceiro tempo, mas voltou a perder muito terreno para os dois pilotos mais rápidos. O piloto da Hyundai gastou mais 16,4 segundos do que Teodósio, e é sétimo da geral, a 38,2 segundos de José Pedro Fontes. A etapa ficou ainda marcado pelos problemas de Miguel Nunes, noutro Hyundai, que acabou por desistir.

Na segunda passagem por Alferce, Teodósio foi o melhor, ganhando 18,9 segundos e passando para a frente do rali. Armindo Araujo perdeu mais 21,6 segundos para o piloto da Skoda. E a mesma coisa fez o piloto local na segunda passagem por Fóia, onde aumentou para 20,5 segundos a sua vantagem para José Pedro Fontes, segundo nesta especial. Quanto a Armindo Araújo, foi terceiro na especial, 11,1 segundos atrás do vencedor.

Nesse momento, José Pedro Fontes perdia todas as chances de vencer o campeonato, pois precisava de vencer as restantes classificativas, pois a cada vitória consegue mais meio ponto. 

A parte final do dia era a super-especial de Lagos, onde Miguel Barbosa conseguiu tirar o terceiro posto a Pedro Paixão, foi a única alteração na classificação geral.

Amanhã, o Rali do Algarve termina, com a realização das restantes seis especiais. 

WRC 2018 - Rali da Austrália (Dia 1)

Mads Ostberg lidera o Rali da Austrália, com uma vantagem de 7,6 segundos sobre o irlandês Craig Breen e 8,3 segundos sobre o Toyota de Jari-Matti Latvala, cumprido está o primeiro dia do Rali da Austrália. na luta pelo título, Sebastien Ogier leva vantagem sobre Thierry Neuville, sendo sétimo, a 39,7 segundos, pois o belga da Hyundai é décimo, a um minuto e doze segundos da liderança.

O dia começou com os Toyotas ao ataque. Esapekka Lappi foi o primeiro vencedor, na primeira passagem por Orara East, dando 0,8 segundos a Ott Tanak e 1,2 sobre Jari-Matti Latvala. Neuville foi quinto e Ogier apenas oitavo, pois abriam a estrada. Na segunda especial, a primeira passagem por Coldwater, Latvala foi o melhor, batendo Lappi por 1,2 segundos e ficando com a liderança. Neuville e Ogier eram apenas 10º e 11º, perdendo mais 6,7 e 10,7 segundos respectivamente.

Depois veio a terceira especial, a primeira passagem por Sherwood. E ali, Mads Ostberg foi mais veloz nessa especial de quase 27 quilómetros, cilindrando a concorrência no seu Citroen C3 WRC. Deu 5,9 segundos a Craig Breen e 6,6 a Hayden Paddon. Mas o mais importante ainda foi o de ter dado 7,8 a Esapekka Lappi e 8,2 a Latvala. Andreas Mikkelsen bateu na especial e danificou o seu Hyundai, atrasando-se muito.

"Foi muito agradável! O que eu posso dizer? Foi uma linda classificativa e eu tive um bom ritmo por ali, estava pensando na Finlândia quando estava na linha de largada. Eu não fiz esta etapa no ano passado, mas o carro estava ótimo, foi um bom dia apesar de tudo", comentou Ostberg no final.

Agora, Ostberg tinha uma vantagem de 5,4 segundos sobre Lappi, quando faltavam cinco especiais para acabar o dia.

A parte da tarde começou com Ott Tanak a vencer na segunda passagem por Orara East, batendo Lappi por 0,1 segundos e Ogier - empatado com Ostberg - por um segundo exato. Depois foi Neuville a responder, vencendo a quinta especial, ganhando 0,1 segundos para Teemu Suninen, e 1,6 a Ogier, que fora... sétimo. Breen foi veloz na sexta especial, sendo o vencedor e subindo dois lugares na geral, agora ficando no terceiro posto. Bateu Ostberg por um segundo e Latvala por 1,3.

As duas últimas especiais do dia foram passagens duplas pela super-especial Destination NSW, em Coffs Harbour, onde Ogier venceu na prineira passagem e Tanak na segunda.

Depois dos três primeiros, Hayden Paddon é o quarto, a 11,2 segundos, na frente de Ott Tanak, a 18,6. Esapekka Lappi está um pouco mais distante, a 28,6, na frente de Ogier. Elfyn Evans é o oitavo, a 45,6 segundos, depois de ter passado Teemu Suninen. E Thierry Neuville fecha o "top ten".

O rali da Austrália continua esta sábado, com a realização de mais dez especiais.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Noticias: Bob Fernley lidera projeto da McLaren na IndyCar

Bob Fernley, antigo diretor da Force India, vai liderar o projeto da McLaren Racing na IndyCar. A ideia inicial é preparar a equipa para as 500 Milhas de Indianápolis do próximo ano, mas mais adiante, também será para preparar o projeto de entrada a tempo inteiro na categoria americana. Fernley, de 65 anos, não é novo na categoria, pois ganhou experiência nos anos 80, quando a IndyCar chamava-se CART.

"Voltar para o Brickyard será uma experiência muito especial para mim e tenho orgulho de liderar este projeto e a equipa da McLaren", começou por dizer Fernley, que reportará diretamente a Zak Brown.

"As 500 Milhas são um grande desafio e temos concorrentes incrivelmente fortes para superar se quisermos ter sucesso. Vamos precisar nos preparar bem para o mês de maio e esse trabalho começa agora.", concluiu.

Para Zak Brown, a chegada de Fernley será excelente para a liderança da equipa neste novo projeto. "Bob é um operador fantástico e alguém que eu respeito muito", começou por dizer Brown."Sua experiência e liderança serão essenciais para nós neste projeto. Ele é particularmente talentoso em colocar equipes efetivas juntas e extrair o máximo desempenho com recursos finitos", continuou.

"As 500 Milhas não são uma corrida fácil e Bob tem um papel fundamental, por isso estou muito feliz por ele estar a bordo.", concluiu.

CNR: Barbosa contente com a temporada

Sem hipóteses de título nacional, Miguel Barbosa tem ainda motivos para sorrir. As suas performances melhoraram em relação à temporada anterior, pois este ano lutou por triunfos, algo do qual sempre fez quando competia no Todo o Terreno. Agora nas estradas algarvias, e ao lado do seu navegador, Hugo Magalhães, o piloto do Skoda Fabia R5, ele deseja andar entre os da frente para um bom resultado. 

É a última corrida de uma temporada onde sinto que crescemos bastante. Parto como sempre apostado em lutar pela vitória. Seria excelente terminar um ano no qual toda a minha equipa e eu trabalhámos muito para evoluir e estar sempre entre os mais rápidos. É uma prova que apenas disputei uma vez na minha primeira temporada nos ralis, mas que preparámos muito bem com o objetivo de conseguir o triunfo”, salienta Miguel Barbosa.

O rali do Algarve, que vai acontecer neste final de semana, terá onze especiais de classificação e contará também para o TER - Troféu Europeu de Ralis. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Youtube Formula E Challenge: Gen 1 vs Gen 2

Com cerca de um mês para o inicio da nova temporada e com um novo carro em mãos, uma comparação entre esses bólidos era inevitável. Assim, em Donington Park, Lucas di Grassi e António Félix da Costa decidiram cada um andar nos seus carros para mostrar as diferenças entre eles. Este é o resultado final. 

CNR: Fontes vai tentar o título

José Pedro Fontes vai fazer o seu melhor e esperar que a sorte esteja ao seu lado para alcançar o titulo nacional em 2018. O piloto que guia esta ano o Citroen C3 R5 desde o Rali de Portugal, admite que é o "ousider" nesta luta a três pelo título nacional de ralis de 2018, cujo final acontecerá neste fim de semana nas estradas algarvias.

Estamos, de facto, em luta pelos títulos de Pilotos e Navegadores, fruto dos resultados que alcançámos nas três últimas provas onde, com o nosso novo C3 R5, somámos duas vitórias consecutivas – na Madeira e em Amarante – após um muito suado segundo lugar em Castelo Branco. Dando um novo alento à equipa, após um início de ano difícil, esses resultados elevaram-me ao terceiro lugar na tabela de Pilotos e ao Paulo ao quinto posto na dos Navegadores, dando redobrada importância ao resultado e pontos a conquistar nesta última prova de 2018”, explica o piloto do Porto, navegado por Paulo Babo.

Nas contas do campeonato, Fontes admite que os cálculos são grandes para alcançar o objetivo. 

Para garantirmos os títulos temos que ser os mais rápidos nos troços – resultados que também valem pontos – e garantir a vitória final, somando, com isso, os correspondentes 25 pontos, para além de que temos de esperar que as coisa não corram a 100% aos nossos adversários, numa altura em que há, também, uma série de fatores a ter em conta, nomeadamente pontuações para deitar fora, pelo que é difícil fazer projeções”, acrescentou.

Ou seja, o nosso objetivo final não depende só do nosso resultado mas, como tenho vindo a afirmar, há que acreditar e é com esse espírito que alinhamos neste Rallye Casinos do Algarve, onde uma vitória é perfeitamente possível, como comprovam os nossos recentes resultados”, concluiu.

Para alem de contar para o Campeonato Nacional de Ralis, a prova algarvia também conta para o FIA European Rally Trophy de 2018.

CNR: Miguel Nunes ansioso por correr no Algarve

Miguel Nunes faz este ano a sua estreia em ralis continentais, e vai participar no carro da Hyundai Portugal que pertence a Carlos Vieira, que ainda recupera dos seus ferimentos no Rali Vidreiro, em junho. Antes deste rali, o piloto agradece o convite e reconhece que será mais uma prova para descobrir o carro do que para lutar por boas posições.

Queremos, em primeiro lugar, agradecer o convite da Hyundai Portugal e o apoio do Carlos Vieira, da Sports&You e de todos os patrocinadores da equipa”, começou por comentar o tricampeão madeirense de ralis. 

É uma honra ter sido chamado para esta oportunidade e toda a gente sabe que gosto imenso de conduzir o Hyundai i20 R5, um carro no qual apostei pela primeira vez no Rali Vinho da Madeira em 2017. O Rallye Casinos do Algarve será uma enorme descoberta para nós, mas estamos extremamente motivados para fazer boa figura e ajudar a Hyundai a conquistar o grande objetivo da época”, concluiu. 

Nona e última prova do Campeonato Nacional de Ralis 2018, o Rali do Algarve terá onze especiais de classificação entre sexta e sábado, e onde Armindo Araújo, José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio irão lutar para ver quem sucede a Carlos Vieira na lista de vencedores do campeonato nacional de ralis.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Rumor do Dia: Kubica é o escolhido da Williams

A Williams poderá ter escolhido Robert Kubica para ser seu piloto em 2019. Segundo conta a publicação alemã Auto Motor und Sport, o contrato será assinado esta semana e poderá assinalar o seu regresso à atividade, oito anos depois de ter corrido o seu último Grande Prémio, em Abu Dhabi, ao serviço da Renault. 

De acordo com a revista, apesar de não se saber a duração do contrato, cerca de 90 por cento do contrato está feito, com os detalhes em falta a ter a ver com os primeiros treinos livres. Esta vai ser uma forma da Williams se financiar: vender o lugar do primeiro treino livre ao melhor preço. 

O piloto polaco têm também cerca de dez milhões de euros de patrocínios vindos da sua Polónia natal, o que ajudará no orçamento da equipa fundada há 41 anos por Frank Williams.

Caso o contrato da Williams acabar por não acontecer, o piloto de 33 anos têm também a chance de ser piloto de desenvolvimento da Ferrari, no lugar de Daniil Kvyat.

Youtube Formula 1 Onboard: As comunicações de Interlagos


Como sempre em qualquer fim de semana de Grande Prémio, eis as comunicações do GP do Brasil, especialmente num lugar onde houve alguns incidentes dignos de registo. Eis dois dos videos desse fim de semana brasileiro.

E a última imagem do primeiro video até é bem interessante de se ver...

WRC: Ogier e Neuville otimistas na luta pelo título

Este é o fim de semana onde, em paragens australianas, se vai decidir o título mundial de ralis, numa disputa entre Sebastien Ogier e Thierry Neuville, piloto da Hyundai que quererá quebrar com a hegemonia de pilotos franceses, que dura desde 2004. Ambos estão separados por três pontos, com Ogier em vantagem em termos de vitórias, pois têm quatro - Monte Carlo, México, Córsega e Gales - contra três do piloto belga da Hyundai, que venceu na Suécia, Portugal e Sardenha.

Numa entrevista à revista Motorsport Monday, Ogier afirma que apesar de abrir a estrada está "feliz por liderar o campeonato. Vai ser duro, eu sei que vai ser muito duro, mas sempre disse que é bem melhor ter os pontos do nosso lado", comentou.

Apesar de ser a prova final ao serviço da M-Sport, Ogier deseja dar à marca um título mundial antes de passar para a Citroen, onde ajudará a desenvolver o C3 WRC.  

"Estamos preparados para o desafio, tudo pode acontecer no desporto automóvel. Já tivemos grandes sucessos na Austrália nas provas anteriores e queremos continuar este fim de semana. Queremos coroar dois grandes anos com Malcolm Wilson e a sua equipa da melhor maneira possível," concluiu.

Do lado do piloto belga, este está um pouco mais otimista - e até ousado - nos seus prognósticos para o campeonato. ele acredita que tem 60 por cento de chances de alcançar o título mundial e quebrar Ogier nos títulos.

"Não iremos abrir a estrada e isso pode ser uma vantagem. Vamos tentar terminar o campeonato em grande estilo e vencer a última prova!" referiu Neuville. O seu navegador, Nicolas Gilsoul, diz até que, na realidade, a diferença entre eles é apenas de quatro pontos, em vez dos três que estão escritos na classificação. 

"Em caso de empate é o primeiro a vencer um rali, e com o triunfo de Sebastien em Monte Carlo o título seria dele. No findo temos 4 pontos de desvantagem", comentou em declarações ao canal de televisão belga RTBF. 

O Rali da Austrália ocorre entre os dias 15 e 18 deste mês na zona de Coffs Harbour, na Nova Gales do Sul, numa prova que terá 24 especiais de classificação, o mais longo do WRC.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

CNR: Teodósio enfrenta rali "especial"

Ricardo Teodósio quer vencer "em casa", para tentar a sua sorte no campeonato nacional e alcançar um título inédito na sua carreira. Para isso, nada foi deixado ao acaso, com duas sessões de testes antes do Rali Casinos do Algarve, para que o Skoda Fabia R5 da ARC Sport esteja "no ponto" para Teodósio poder atacar não só a vitória, como também o título nacional, que compete neste momento contra Armindo Araújo e José Pedro Fontes.

Em relação ao título absoluto, Ricardo Teodósio ainda tem razões para sonhar: “Vamos fazer o melhor possível, e isso passa por tentar vencer, por várias razões. Ganhar em casa é muito importante, fazer um bom rali perante o nosso público é essencial e, sendo assim, a vitória é o único resultado possível, independentemente de poder vir, ou não a ser campeão, porque este é sem sobra de dúvidas o nosso rali”, afirma, com entusiasmo.

Queremos melhorar ainda mais, e estar à altura de responder às expectativas que depositam na nossa equipa. Tudo se conjuga para que o piso esteja seco, mas queremos estar preparados para tudo. Estamos muito entusiasmados e confiantes”, conclui o piloto, que será navegado por José Teixeira

O rali do Algarve vai acontecer entre os dias 16 e 17 de novembro, em asfalto, terá onze especiais de classificação.


Formula E: Maximilian Gunther é piloto da Dragon Racing

O alemão Maximilian Gunther vai ser piloto da Dragon Racing para a próxima temporada da Formula E. O anuncio foi feito esta segunda-feira, a pouco mais de um mês do começo da temporada, nas ruas de Raide, a capital saudita. 

"Estou muito feliz por competir com a Dragon no próximo campeonato de Fórmula E", começou por dizer Gunther ao site oficial da Formula E. "Fizemos um grande progresso durante nosso desenvolvimento com o mais potente e complexo carro da Gen2. É um desafio empolgante para os engenheiros e para a equipa. [Como] piloto, estou curtindo cada segundo que guio [este carro].”, acrescentou.

O ambiente de trabalho dentro da equipa é fantástico, sinto-me muito confortável e não posso esperar para começar a nova temporada. Certamente, darei tudo de mim para oferecer os melhores resultados possíveis para a equipa. Quero agradecer a Jay Penske e toda a equipe Dragon por sua confiança e por me dar a oportunidade de correr neste campeonato de primeira classe", concluiu.

"Estou muito feliz em dar a Max a oportunidade de competir no carro numero 6 nesta temporada”, começou por dizer Jay Penske, o fundador e proprietário da Dragon. “Maximilian fez um tremendo trabalho construindo um relacionamento com a equipa e trabalhando com toda a organização no desenvolvimento do Penske EV-3. Maximilian mostrou-se um verdadeiro competidor. Estou ansioso para ver os resultados do seu trabalho árduo na quinta temporada.”, concluiu.

Gunther, de 21 anos (nasceu a 2 de julho de 1997 em Obersdorf), é atualmente piloto da Formula 2 pela Arden e começou a competir em monolugares em 2013, pela ADAC Formel Masters, onde foi segundo classificado em 2013 e 2014, antes de subir para a Formula 3, pela Mucke Motorsport. Foi segundo classificado em 2016, pela Prema Powerteam e terceiro em 2017, antes de subir este ano para a Formula 2, ao serviço da Arden, onde venceu a corrida Sprint em Silverstone, estando agora no 14º posto, com 41 pontos.

CPR: Araújo só volta em 2019 com um projeto "estruturado"

Na semana que antecede do Rali do Algarve, Armindo Araújo colocou a sua participação na próxima temporada no condicional. Em declarações à agência Lusa, à margem de uma acção de promoção da Hyundai, a marca no qual corre no Campeonato Nacional de Ralis, o piloto de Santo Tirso disse que ainda nada está definido para 2019. E só alinharia para a nova época se existir um projeto “estruturado e com condições”.

Este foi um regresso que pode ser pontual ou não. Isso está dependente das condições que possamos arranjar para montar o projeto novamente. Quando o campeonato terminar vamos analisar e decidir”, concluiu.

Armindo tornou-se campeão esta temporada, 14 anos depois do seu último título nacional. Pelo meio tornou-se campeão do Mundo em Grupo N, antes de fazer duas temporadas no Mundial de Ralis, retirando-se em 2012. Regressou este ano com o projeto da Hyundai Portugal, que foi bem sucedido.

domingo, 11 de novembro de 2018

Noticias: Verstappen condenado a dois dias de trabalho comunitário

A FIA decidiu que Max Verstappen vai ter de cumprir dois dias de trabalho comunitário nos próximos seis meses depois de ele ter empurrado Esteban Ocon durante a pesagem após o GP do Brasil, esta tarde. Nem uma multa pecuniária foi dada ao piloto holandês pela sua conduta.

"Os comissários reviram evidências em vídeo das camaras de segurança da FIA e ouviram o piloto do carro 33 [Max Verstappen] e o piloto do carro 31 [Esteban Ocon] e os representantes das equipes", começou por dizer o comunicado da FIA.

O piloto Max Verstappen entrou na garagem de pesagem da FIA, procedendo diretamente ao piloto Esteban Ocon e, após algumas palavras, iniciou uma briga, empurrando ou batendo em Ocon com força várias vezes no peito.

Os comissários realizaram uma audiência em que ambos os pilotos agiram de forma apropriada e cooperaram. Os comissários entenderam que Max Verstappen estava extremamente chateado com o incidente na pista durante a corrida e aceitou a explicação [de Ocon] que não era sua intenção, mas que ele estava “nervoso” o que ocasionou a perda de seu temperamento.

"Embora simpatizando com os argumentos de Verstappen, os Comissários determinam que a obrigação dos desportistas deste nível de atuar apropriadamente como modelos para outros, e nesse caso, Verstappen não cumpriu", continuou.

"Os comissários, portanto, ordenaram que Max Verstappen fosse obrigado a executar dois [2] dias de serviço público sob a direção da FIA dentro de seis meses do incidente."

A decisão foi estabelecida depois de ambos os pilotos terem sido chamados pelos Comissários após o incidente no final do GP do Brasil. Verstappen culpou Ocon pelo incidente que lhe custou a vitória na corrida, que foi para Lewis Hamilton

A imagem do dia

Max Verstappen estava fulo com o que aconteceu, e tinha toda a razão em não levar desaforo para casa. As cenas que teve com Esteban Ocon, depois da corrida, eram esperadas, especialmente com a idade que têm. Falamos de um garoto de 21 anos que deseja ganhar, e teve tudo para ganhar hoje, especialmente depois de ter passado Lewis Hamilton em plena corrida - o que é raro por estes tempos - e ter feito uma inteligente escolha de pneus para esta corrida.

Tudo teria sido perfeito se o piloto da Force India não tivesse aparecido pelo caminho. Ele ainda por cima estava a querer desdobrar o holandês da Red Bull, e ele tinha perdido o duelo quando aconteceu o toque no S de Senna. E o tempo perdido foi mais do que suficiente para Hamilton vencer mais uma corrida. Verstappen tinha consciência que estas chances são muito raras, especialmente com uma Mercedes que domina tudo desde 2014. 

Claro, estes empurrões - ainda por cima, empurrões - não são coisas que se devam fazer entre pessoas que são modelos para os mais novos. Muitos censuram a atitude do piloto holandês por ter feito isso, incluindo terem dito que "não são atitudes de campeão do mundo". Bom, nesse campo... lamento, mas vou ter de vos corrigir.

- James Hunt deu um murro num fiscal em Mosport, no GP do Canadá de 1977.
- Nelson Piquet empurrou em Eliseo Salazar no GP da Alemanha de 1982
- Ayrton Senna quis agredir Nigel Mansell no GP da Bélgica de 1987, depois de ambos terem saído de pista na primeira volta. 

- No GP do Japão de 1993, Senna deu um murro em Eddie Irvine, depois deste ter feito manobras perigosas na sua frente e de ele ter empurrado para fora o Arrows de Derek Warwick.
- Michael Schumacher quis dar um murro em David Couthard depois do escocês não o ter visto no memorável GP da Bélgica de 1998.


Em suma, entendo a ideia de muita gente de que todos os pilotos, altamente mediáticos, deveriam ter um comportamento totalmente "zen", como se fosse eternamente um monge budista, porque todas as câmaras do mundo estão apontadas a eles. Mas é mais um mito do que a realidade. Até os campeões têm o seu mau dia no trabalho, e nem todos levam desaforo para casa. Isto não é uma defesa de um com outro, mas temos de entender estas atitudes, apesar de serem condenáveis.

No final, isto fica na história como mais um episódio para o folclore da Formula 1, ainda por cima num lugar como Interlagos, no fim de semana do GP do Brasil. Veremos como acabará.

Formula 1 2018 - Ronda 20, Interlagos (Corrida)

A história do GP do Brasil é que se pode dizer que, com tudo decidido, não foi aborrecido. Não choveu, é verdade, mas houve lutas, incidentes e competitividade suficiente para que todos ficassem pregados ao asfalto e colados aos ecrãs até ao momento em que foi mostrada a bandeira de xadrez no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos.

Contrariando algumas previsões, o tempo nesta tarde paulista parecia estar azul, com as possibilidades de chuva a serem reduzidas a menos de metade. Mas quem mora na zona diz que o tempo muda num estalar de dedos e na zona Oeste, o tempo já começava a fechar quando os carros estavam na grelha de partida.

A corrida começou com Valtteri Bottas a conseguir passar Sebastian Vettel para ser segundo, enquanto Max Verstappen pressionou Kimi Raikkonen até o passar no inicio da volta três. O holandês estava "em fogo" e passou Vettel na volta seguinte, com os seus supermoles, contra os moles dos Ferrari. O alemão ainda perdeu mais uma posição quando travou demasiado tarde na Curva do Sol e foi passado por Raikkonen.

Com o passar das voltas, o holandês da Red Bull começou a atacar Bottas para ver se ficava com o segundo posto, mas apesar de chegar perto, era mais complicado passar os Mercedes que os Ferrari. 

Na volta 10, o holandês passou Bottas para ser segundo. Durante esse curto tempo, ele já tornava-se no piloto da tarde. Depois, Raikkonen passou ao ataque para apanhar Bottas, que parecia ter perdido ritmo para o resto do pelotão. em poucas voltas, parecia que um comboio se tinha formado atrás dele, com os Ferrari, o Red Bull de Daniel Ricciardo e mais tarde, o Sauber de Charles Leclerc, todos atrás dele.

Na frente, Verstappen apanhava Hamilton, lentamente, mas seguramente. Contudo, as coisas ficaram algo calmas até à altura da volta 19, qiando os pilotos começaram a trocar de pneus. Nessa volta, Bottas trocou para médios, e a mesma coisa fez Hamilton, também na mesma volta. Mas eles tinham ps pneis mais degradados que os da Red Bull e da Ferrari, e cairam para o meio do pelotão. Hamilton era sexto, Bottas o nono. 

Na frente, Verstappen tinha oito segundos de vantagem sobre Raikkonen, e os pneus que tinham calçado desde o inicio aguentavam-se melhor que o esperado... e numa altura em que as nuvens começavam a escurecer. E foi nessa altura, na volta 28, que Vettel meteu pneus médios. Três voltas depois foi a vez de Raikkonen de parar, metendo também médios. E Verstappen ainda se mantinha na pista, com os supersoft que tinha arrancado no inicio da prova.

Com isto, as atenções viravam-se para a luta pelo quinto posto. Bottas aguentava os Ferrari de Vettel e Raikkonen, todos com médios. Vettel deixou-o passar na volta 35, pois o finlandês era mais veloz. A seguir, Verstappen foi às boxes, trocando-os por softs, e tendo Hamilton de novo na frente. Mas os seus pneus eram 19 voltas mais velhos que os do holandês... e a chuva aproximava-se. Lentamente, porque o vento era fraco demais.

Na volta 40, Verstappen atacou Hamilton e passou-o, ficando com a liderança - Ricciardo foi às boxes na mesma altura. O inglês tentou contra-atacar, mas o holandês defendeu-se, e o piloto da Mercedes deixou-o ir embora. Verstappen estava a ir embora, mas na volta 44, Esteban Ocon parecia querer desdobrar-se de Max Verstappen, mas acabaram por se tocar no S de Senna, acabando o holandês a rodar, aparentemente, sem estragos. Mas a liderança caia nas mãos de Hamilton, com o o piloto da Red Bull atrás, a cinco segundos.

Verstappen voltou à pista e tentou recuperar o tempo perdido, mas não se aproximava bastante, provavelmente por causa do chão parcialmente partido. Mas conseguia fazer boas voltas, mesmo com os danos. Atrás, Bottas aguentava os ataques de Ricciardo com dificuldade, enquanto Vettel foi de novo às boxes, colocando supersofts e caindo para sétimo, atrás de Charles Leclerc. Na volta 59, ao mesmo tempo que Vettel passou Leclerc, Ricciardo passou Bottas para ser quarto. Logo a seguir, Bottas voltou às boxes para ser quinto, na frente de Vettel.

A parte final da corrida viu Verstappen a aproximar-se de Hamilton, mas parecia que o inglês tinha tudo controlado para ser o vencedor no Brasil. Mas o quarto classificado estava a meros seis segundos atrás, numa era onde... para chegar é uma coisa, passar é outra. Apesar das facilidades. Contudo, os Red Bull estavam em alta e não iam desistir.

Mas no final, Hamilton venceu e deu o quinto título seguido para a Mercedes. Uma vitória que teria caído melhor para Verstappen, que inconformado, disse "cobras e lagartos" do francês da Force India. E azar dos azares - ou talvez não... - ambos se viram na sala do peso, onde o holandês não deixou levar desaforo para casa e lhe deu uns empurrões, ao melhor estilo Nelson Piquet no GP da Alemanha de 1982...

Em suma, sem chuva, até foi um excelente Grande Prémio. Nem todos acabam assim, mas até se pode dizer que foi uma tarde agradável de se ver, num lugar onde todos gostam de lá estar.

sábado, 10 de novembro de 2018

Os planos da McLaren para as 500 Milhas de Indianápolis

Como é sabido, a McLaren anunciou esta sábado que estará em 2019 nas 500 Milhas de Indianápolis, com Fernando Alonso ao volante. Será um "one-off", descartando por agora uma temporada completa, porque querem se concentrar na Formula 1, para recuperar o prestígio perdido. Como é sabido, não vencem campeonatos desde 2008 e corridas desde 2013, e para além disso, a parceria com a Honda foi um desastre, sem pódios e apenas com duas voltas mais rápidas para demonstrar.

Contudo, a Racer americana conta que a McLaren Racing poderá fazer esta aventura no "Brickyard" por eles mesmos, em vez de estar ligado a outra equipa, algo do qual não fazem desde 1978. E essa aventura até poderia contar com um segundo carro, pelo menos, a ser verdade as declarações de Zak Brown.

"Isso vai ser feito pela McLaren Racing", começou por dizer Brown à revista americana. “É uma equipa de corrida que será criada [por nós] e nós somos uma grande equipa de corrida com muitos recursos. Estou extremamente confiante ou não teríamos entrado, que podemos dar o máximo no nosso esforço de Formula 1, bem como na Indy, sem um a comprometer com o outro", continuou.

Será [feito por] pessoas que não estão atualmente na nossa equipa de Fórmula 1. Será construído a partir de relacionamentos que nós temos. Será uma nova entrada da McLaren. Eu não acho que nós tivemos um plano original. Nós sempre tivemos o desejo de ir como McLaren Racing. A última vez que fizemos isso num prazo tão curto, eu acho que seria impossível, eram seis semanas entre anunciar e competir, e você não pode construir uma equipe de corrida tão rapidamente."

Então essa era uma das coisas que os acionistas e nós mesmos queríamos fazer, como McLaren Racing. É por isso que fizemos o anúncio hoje para arranjar tempo para trazer esses recursos e as pessoas para construímos a nossa própria equipa. ”, concluiu.

Apesar de eles terem descartado uma entrada a tempo inteiro em 2019, Brown acredita que esta presença pode ser um bom balão de ensaio para essa entrada a tempo inteiro, talvez a partir de 2020. E desconhecendo se Alonso irá fazer parte dessa equipa.

IndyCar: McLaren regressa às 500 Milhas em 2019

A McLaren regressará às 500 Milhas de Indianápolis em 2019, com Fernando Alonso ao volante. A noticia foi anunciada esta tarde em Interlagos por parte de Zak Brown. Para o piloto espanhol, vai ser a segunda vez que estará no "Brickyard", depois da sua primeira tentativa em 2017. Porém, ao contrário da primeira vez, não será com a Andretti.

Estamos anunciando o nosso regresso ao Brickyard e a essa incrível corrida. A McLaren tem um relacionamento longo e afetuoso com as 500 Milhas de Indianapolis e é um caso de assuntos por acabar para nós e com o Fernando. Nenhuma Indy 500 é fácil, é um enorme desafio. Temos o maior respeito pela corrida e pelos nossos concorrentes. Então, nós não temos ilusões. Mas a McLaren e Fernando são sobretudo pilotos, logo, competitivos. Nós estamos de volta", comentou Zak Brown.

Fernando Alonso, como seria de esperar, está feliz por regressar ao "Brickyard" para uma nova tentativa para participar, e claro, lutar pela vitória.

Deixei claro desde há algum tempo meu desejo de alcançar a Tríplice Coroa. Eu tive uma experiência incrível em Indianápolis em 2017 e eu sabia que no fundo do meu coração tinha de voltar se aparecesse [uma nova] oportunidade. Estou especialmente feliz em regressar com a McLaren. Essa foi sempre a minha primeira escolha se a equipa decidiu fazer isso, então estou feliz que eles tenham decidido ir em frente. É uma corrida difícil e vamos enfrentar os melhores, então será um grande desafio. Mas nós somos pilotos e é por isso que corremos. Uma das coisas pelas quais estou mais ansioso é ver os fãs novamente, que são absolutamente fantásticos.”, declarou Alonso no comunicado oficial.

Desde há uns tempos que se falava da chance do piloto espanhol de participar nas 500 Milhas, mas antes, também se falou em participar numa temporada completa da Indycar. Mas depois de um teste em Barber, a chance dissolveu-se devido às prioridades da McLaren em recuperar o seu lugar na Formula 1. Para além disso, Alonso também está a correr no Mundial de endurance, ao serviço da Toyota, e no calendário, poderia haver corridas onde haveria coincidências entre ambas as competições. Portanto, a acontecer, uma temporada na IndyCar poderá acontecer mais tarde na carreira. 

Formula 1 2018 - Ronda 20, Interlagos (Qualificação)

Com o campeonato de Construtores decidido - mas não o de Construtores, mas isso é uma questão de tempo - máquinas e pilotos foram a São Paulo para um Grande Prémio que até é popular para muitos pilotos, apesar de este ser o primeiro ano em quase meio século onde não há pilotos brasileiros. Mas isso não impediu que as bancadas do autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, estarem cheios de espectadores, para verem os carros passar.

A história desta qualificação foi essencialmente com o pessoal a olhar para o céu, por causa das nuvens ameaçantes nos céus de São Paulo. E à hora indicada, a qualificação começou com piso seco, e todos começavam a marcar tempos antes que o boletim meteorológico mudasse velozmente. E nos cinco minutos finais, a chuva começou a cair perto da meta, mas o piso ainda continuou a ficar relativamente seco para marcar tempos. 

Contudo, foi o suficiente para os McLaren, o Williams de Lance Stroll, o Toro Rosso de Brendon Hartley e o Renault de Carlos Sainz Jr. ficarem de fora da Q2.

Com o tempo lentamente a piorar - mas ainda com o piso seco - todos tentaram sair da pista o mais depressa possível na Q2, colocando os pneus supermoles. Rapidamente, colocaram os melhores tempos, excepto os Ferrari, e depois os Red Bull, que colocaram softs, para pouparem um jogo de pneus supermoles para a corrida. Os tempos foram suficientes para ficaram no "top ten" - Vettel ficou a menos de 50 centésimos de segundo do melhor, Valtteri Bottas - mas apenas na segunda metade da Q2 é que o piso molhado começou a prejudicar os tempos dos pilotos.

Mas pelo meio, houve a primeira polémica da tarde, quando Serguei Sirotkin apanhou um susto de Lewis Hamilton quando o viu lentamente no meio da pista. Ele foi para o relvado, mas voltou sem problemas. Claro, todos começaram a exigir penalização ao piloto inglês, mas no final, os comissários decidiram que não iria haver penalização.

No final, com o piso ainda seco na maior parte da pista, Kevin Magnussen, os Force India, Nico Hulkenberg e Serguei Sirotkin ficaram de fora. E entre os que estão na Q3, para além de Mercedes, Red Bull, Ferrari e Sauber, ficaram o Haas de Romain Grosjean e o Toro Rosso de Pierre Gasly.

A Q3 começou com... outra polémica, quando Sebastian Vettel teve problemas durante a pesagem, não desligando o motor e depois ao acelerar... quebrou-os. Pensava-se que isso seria penalização pela certa - ou até exclusão. Mas no final da qualificação, a organização decidiu no final da qualificação que iria multar o piloto em 25 mil dólares.

A chuva não caía fortemente - até tinha parado - e os pilotos começaram a marcar tempos. Primeiro Vettel, depois Hamilton, fizeram o melhor tempo, com o britânico a fazer 1.07,301. Contudo, as nuvens estavam na esquina, e poderiam cair a qualquer momento. Mas isso não impediu que Hamilton tivesse melhorado o seu tempo e manter a pole-position, com Sebastian Vettel a ser segundo e Kimi Raikkonen a ser terceiro, na frente de Valtteri Bottas. 

No final, a chuva não causou qualquer impacto e de uma certa forma, a hierarquia manteve-se. Mas sabendo que no domingo, as coisas poderão ser piores, com uma possibilidade maior de chuva, tudo pode acontecer.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Formula E: Revelado o DevBot 2.0 e a temporada Alpha

A Roborace começará já na primavera de 2019, em simultâneo com o campeonato da Fórmula E. Em principio, serão seis carros a participar na competição, com mais bólidos a aparecer em 2020, na "temporada Beta". Todas as equipas terão o mesmo hardware e só algumas partes do software poderão ser modificadas, pois é o objectivo do campeonato que os engenheiros se concentrem em evoluir apenas os algoritmos de condução autónoma.

Contudo, o carro usado será o DevBot, logo, terá espaço para um eventual piloto, pois a tecnologia ainda não está suficientemente desenvolvida para evitar possiveis tropeções e acidentes. Contudo, eles acreditam que em 2021 a tecnologia estará suficientemente desenvolvida para implementar os carros desenvolvidos por Daniel Simon.

Entretanto, esta semana, Lucas Di Grassi veio a Lisboa, para participar na Web Summit, e sendo o CEO da competição, ele detalhou o estado atual dos carros e falou sobre como dentro de alguns anos, a tecnologia terá impacto tanto no desporto, quanto no dia a dia dos condutores comuns. 

Em declarações captadas pela revista portuguesa online Exame Informática, Di Grassi admitiu que o carro autónomo ainda não é tão rápido quanto ele: "No início era 25 por cento mais lento do que eu, mas agora só já é 6% mais lento. Isto é uma prova que os algoritmos que controlam o carro estão a melhorar", afirmou. 

Apesar de "tropeções" como acidentes ao longo do processo de desenvolvimento, o piloto brasileiro desvaloriza esses acontecimentos: 

"Os acidentes fazem parte do processo de desenvolvimento, se não tivéssemos acidentes era um sinal que não estávamos a ser rápidos no desenvolvimento. Na pista há menos variáveis, o que nos permite focar-nos em algoritmos relacionados com a corrida, como o estilo de condução. Queremos criar um ambiente onde seja mais fácil evoluir a tecnologia e as pistas são fechadas, o que significa que carro pode bater sem magoar ninguém", declarou. 

Noticias: Equipas discutem pausa de Natal

Como existe hoje em dia uma pausa de verão, as equipas querem agora que haja uma pausa de Natal e Ano Novo. A ideia é que entre os dias 24 de dezembro e 1 de janeiro não haja atividades nas sedes das equipas, da mesma forma que em agosto não há atividades nas sedes das equipas, onde todos gozam pelo menos duas semanas de férias. 

Nesse período, as principais áreas que tem de estar fechadas são as operações em túnel de vento, o CFD, produção e montagem de peças, bem como a montagem de carros. E isso também inclui "qualquer atividade de trabalho de qualquer funcionário, consultor ou subcontratado envolvido em projeto, desenvolvimento ou produção [de automóveis]".

Contudo, esta medida tem de ser aprovada por unanimidade, para que ela possa entrar em vigor no inverno... de 2019. E há quem não vê com grandes olhos essa coisa, mesmo em termos culturais. Por exemplo, os japoneses trabalham no dia de Natal.

E para além disso, este período é usado muitas das vezes pelas equipas para acelerar a construção dos seus bólidos para as temporadas que vão começar, e uma interrupção de uma semana nessas atividades - os carros são apresentados a 1 de fevereiro - poderão prejudicar o desenvolvimento desses carros, bem como a pesquisa aerodinâmica desses carros. 

Neste momento, essa discussão está a acontecer no Grupo de Estratégia, e qualquer decisão terá de acontecer por estes dias.

Noticias: GPDA reúne-se em Interlagos para discutir competitividade

A GPDA - Grand Prix Drivers Assoiation - existe, apesar de nem sempre aparecer nas noticias. Como se costuma dizer no jornalismo, as boas noticias não são noticias. Mas quando os pilotos convocam a GPDA e esta aparece nos sites, é por algum motivo pertinente. E aqui, o motivo parece ser os pneus. 

Esta quinta-feira, o seu presidente, Romain Grosjean - sim, ele é o presidente da GPDA - convocou a reunião por causa do desempenho dos pneus nestas últimas corridas, especialmente no México, onde a sua performance caiu de tal forma que causou preocupações com a sua segurança. 

"Eu não acho que alguém pareça estar satisfeito", começou por dizer o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull. 

"Eles queriam um pneu onde nós pudéssemos correr mais por mais tempo, e sinto que estamos perto disso. Mas eu não sei como ter um pneu em que nós possamos esforçar, sem se degradar, então ainda podemos fazer uma corrida com duas ou três paragens nas boxes", concluiu.

Na corrida mexicana, a degradação dos pneus faz com que apenas os quatro primeiros tenham terminado na mesma volta do vencedor.

Contudo, Grosjean quer também falar sobre a competitividade do atual pelotão. "Não é só os pneus", começou por dizer o piloto da Haas.

"Eu não quero falar por todos os outros, mas sinto que precisamos dar nosso feedback e talvez tentar fazer um pouco mais, porque as corridas deixaram de ser divertidas. P6 no México a duas voltas do vencedor? Como você espera ver um carro do meio do pelotão no pódio se eles estão a uma ou duas voltas [dos da frente]? A diferença entre as grandes equipas e as pequenas é muito grande", continuou.

"Além disso, os pneus são tão complicados de entender, de dirigir, se você não tem força negativa, você os destrói e a diferença abre novamente", concluiu.

Se chegarmos a um ponto onde todos ficam felizes com aquilo que discutimos, devemos levá-los adiante para a Liberty ou quem quer que seja. [Não podemos ficar] sentados e não fazemos nada pelo desporto que amamos", concluiu.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

WRC: Meeke comenta sobre os seus tempos na Citroen

Kris Meeke afirma que a chegada à Toyota, depois de algum tempo afastado do WRC devido às circunstâncias do seu despedimento na Citroen, foi uma boa altura para tirar férias dos ralis e recarregar baterias para o desafio que aí vêm. Aos 39 anos de idade, ele afirma que estava desmoralizado depois da última temporada ao serviço da marca francesa. 

"Quando abandonei o campeonato em Maio [depois do seu acidente no Rali de Portugal] tomei consciência do quanto não estava a usufruir do meu emprego", começou por dizer em entrevista à britânica Motorsport News. O piloto disse ainda que não retirava satisfação por causa "de um conjunto de situações sobre as quais não posso falar.

Ele disse até que durante três anos não olhou para a cobertura mediática dos ralis. "Provavelmente um sinal de que eu não estava satisfeito...", comentou.

Agora que voltou à ativa com a Toyota, mostra o seu entusiasmo: "Quando vinha para Salou [centro nevrálgico do Rali da Catalunha] estava a trocar mensagens com o meu engenheiro da Michelin para saber que pneus tinham montado e a seguir os tempos intermédios. A 'fome' está de volta! O desporto ainda é a minha vida, mas quando se passa por uma situação como a de Maio, precisamos de desaparecer por uns tempos, de fazer um 'reset'", concluiu.

Explicar o fracasso da Faraday Future

Quem acompanha frequentemente o mercado automóvel, principalmente sobre a área elétrica, sabe que, apesar de ser ainda um nicho de mercado, é a que mais cresce neste momento. Só este ano - e a menos de dois meses do seu término - em Portugal se venderam cerca de 5700 automóveis, mais 1500 em relação a 2017. Mas isso tem condicionantes, e uma delas é que não se contabilizam ainda as vendas da Tesla. Logo, temos de pensar cerca de 150 automóveis, pelo menos.

O nicho alarga-se, e já se fala que este ano essas vendas poderão constituir cerca de cinco por cento das vendas totais, o que parece ser pequeno, mas é um marcado que dobra a cada ano que passa. E em 2019, provavelmente, poderemos ter dez mil carros vendidos, não ficaria admirado. E a razão é porque mais marcas entram nesse mercado: Jaguar, BMW, Mercedes, Hyundai, Kia, Volkswagen, Porsche... todos fizeram ou vão fazer carros elétricos, com baterias que poderão alcançar autonomias maiores, e tempos de carregamento mais velozes. E mesmo aqui, com os postos de carregamento a começarem a cobrar sempre que um carro para por lá e carrega a bateria - mas para encher pagam menos de dez euros, em contraste com os 60 de um depósito a gasolina - compensa muito mais ter um carro elétrico do que andar com os carros a gasolina e diesel. E vai compensar ainda mais quando as autarquias e governos começarem a vetar a passagem desse tipo de carros nos centros das grandes cidades europeias.

Mas o que quero escrever é que, mesmo com o sucesso da Tesla - este trimestre, apresentou enormes lucros - existirão fracassos mediáticos. Como o que vou falar agora, o da Faraday Future. A história é atribulada, é meias que certo, e já falei sobre ela no passado. Mas no final desta primavera, parecia haver uma esperança de "ressuscitação", graças à injeção de dois mil milhões de dólares da chinesa Evergreen Capital na empresa, para tentar levar para a frente o projeto da FF91, que até já tinha começado a construir os seus primeiros modelos de estrada. Contudo, nas últimas duas semanas, as coisas precipitaram-se.

Primeiro, a Evergreen deu o dito por não dito e cancelou a injeção dos dois mil milhões de dólares prometidos. Depois, a empresa começou a dispesar trabalhadores da sua fábrica de Hanford, na California, e na semana passada, três dos seus diretores, Peter Savagian, Nick Sampson e Dag Reckhorn, foram-se embora. Agora, segundo conta a Electrek, a fábrica vai fechar, provavelmente de vez.

Quem conhece a história da Faraday Future sabe mais ou menos do que se trata: fundada pelo chinês Jia Yueting, dono do grupo Le.com, basicamente era um projeto onde se tentava construir uma rival à Tesla. Foi fundada em 2014, a sua ideia era de construir carros de luxo elétricos. Mas sempre houve problemas desde o inicio, especialmente porque Yueting parecia querer construir tudo ao mesmo tempo e a sua expansão tinha ido longe demais. E sempre houve desconfianças desde o inicio. E o FF91, que apareceu em 2016, não as apagou. Quando Yueting ficou sem dinheiro e as autoridades locais começaram a fazer perguntas - o seu império desmoronou em 2017 e ele se exilou na California - ele vendeu a sua parte na Faraday para a Evergrande. Só que este verão, ele processou-os por "quebra de contrato". E daí, estes últimos deixaram de injetar dinheiro na Faraday, para chegarmos a este ponto. 

Não ficaria admirado se a firma declare falência nas próximas semanas e feche as portas, para depois comprem em leilão as instalações, os carros e a tecnologia para depois montar outra marca por cima desta. Foi o que fizeram com a Fisker quando faliu e dali, uma firma chinesa a comprou, fundando a Karma, usando os projetos da firma anterior.

E ainda há mais marcas que, discretamente, andam a construir os seus carros elétricos para mais tarde venderem, como a Lucid Motors, a chinesa NIO ou a sueca Uniti, entre outros.

Porque, se formos a ver, esta situação não é mais do que uma má gestão de uma "startup". O seu produto é bom, e pelo que se vê de outras marcas - as vendas da Tesla, graças ao seu Modelo 3, ultrapassaram as da BMW nos Estados Unidos - logo, outras marcas poderão querer imitá-la. E não falo só das "startups", falo também das marcas de automóveis, estabelecidas há mais de um século, e tem de abraçar o elétrico sob pena de não terem futuro.

E para a Faraday, o futuro parece que terminou.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A imagem do dia

De repente, passou um quarto de século. De como boa parte da década de 80 terminou naquele dia, pois não foi só Alain Prost e o seu quarto título mundial. Foi o dia da última vitória de Ayrton Senna, o dia em que Riccardo Patrese pendurou de vez o seu capacete, depois de 256 Grandes Prémios. Ainda tivemos Andrea de Cesaris que provavelmente não tinha lugar para correr em 1994, mas que ainda iria ter uma chance de participar à custa das desgraças de outros, numa temporada atipica.

Mas naquele dia em Adelaide, ver encerrada uma temporada em que Prost dominou de forma burocrática e Senna deu o seu melhor numa máquina inferior - há quem diga que este provavelmente poderá ter sido a sua melhor temporada - e no final, a rivalidade entre ambos foi exatamente isso: uma rivalidade. Não uma guerra, e nenhum deles queria o pescoço um do outro. Apenas queriam ganhar.

Senna sabia que tinha um rival e soube aproveitar isso para dar o melhor de si. E em muitos aspectos, ele beneficiou, e noutros, foi Prost o beneficiado. No final, o francês tinha mais títulos e vitórias que o brasileiro, mas o francês tinha mais quatro temporadas que ele, e tudo indicava que bastava uma temporada ao mais alto nível para Senna o alcançar. E ainda por cima, ele iria ficar com o lugar dele. Não era oficial, mas todos no paddock sabiam.

Contudo, todos também sabiam que iria haver novos regulamentos para 1994, e boa parte da electrónica iria ser banida. E quem se adaptasse melhor a esses novos regulamentos sairia melhor. E não seria a Williams... não sabíamos, mas estávamos vivendo a bonança antes da tempestade.

Vai chover em Interlagos!

Está a chover por estes dias em São Paulo, e até domingo, esse poderá ser o panorama geral. Com as temperaturas altas, na ordem dos 22 a 26 graus, ao longo do final de semana, é a precipitação que irá causar impacto. Se na sexta-feira, elas poderão ser relativamente baixas, mas constantes - na ordem dos 30 por cento - estas poderão subir no sábado e domingo, altura da qualificação e corrida, podendo causar impacto.

No domingo, as chances de chuva aumentam para perto de sessenta por cento, estando ainda no meio da semana. É óbvio que ainda faltam mais alguns dias, mas a hipótese de termos uma corrida chuvosa pela frente é absolutamente possivel. E uma corrida chuvosa, nos tempos que correm, poderá ser uma onde o Safety Car poderá andar o tempo todo na frente do pelotão...

Veremos o que vai ser este fim de semana.

Noticias: Apresentado o GP do Vietname

Como era de esperar - e sobre o circuito, mostrei o seu desenho ontem - a Formula 1 anunciou a chegada do Vietname ao calendário, numa prova a acontecer em 2020. O circuito terá 5565 metros e será desenhado por Hermann Tilke na zona desportiva da capital vietnamita, à volta do estádio nacional.

Algumas das curvas terão inspiração noutros circuitos. A curva 12 é inspirada na Sainte Devôte do Mónaco, e as 16-19 são inspiradas nas curvas 2-6 do circuito de Suzuka.

Charlie Whitting acredita que tudo estará pronto a tempo para a primeira corrida, apesar de as obras na parte não-urbana ainda não terem começado.

"[A ação] é essencialmente nas ruas, mas há uma seção que ainda não foi construída", explicou ele.

"Esse é um sitio aberto onde os prédios serão construídos. Parte da pista será construída lá, o que não existe no momento. Mas se tornará uma pista depois disso."

O Vietname vai-se tornar no segundo país do Sudeste Asiático a acolher um Grande Prémio, depois de Singapura, que têm a Formula 1 desde 2008.