Mostrar mensagens com a etiqueta Tanak. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tanak. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de abril de 2026

WRC: Tanak será piloto de testes da Toyota


Ott Tanak
está testar o carro do WRC27 da Toyota. A noticia foi hoje divulgada pelo dirtfish.com, e isto significa o regresso do piloto estónio à atividade, depois de ter anunciado que iria parar de correr no final de 2025. O piloto estónio de 38 anos, campeão do mundo em 2019, testará com a marca japonesa para o resto da temporada, com vista ao carro WRC27, com os novos regulamentos do Mundial de ralis.

O regresso aconteceu com dois dias de testes na Croácia, e ele regressará dentro de duas semanas para testar nas condições de asfalto, nas Canárias, e depois, fará o mesmo tipo de testes, mas para o rali de Portugal, com o objetivo de ter pronta a máquina para a próxima temporada, a primeira com os novos regulamentos.

Fui convidado recentemente [pela equipa]”, disse, “e foi uma grande oportunidade. Obviamente, tirei tempo de folga e, sim, foi bom fazer as minhas próprias coisas, mas essa oportunidade surgiu, conhecemos a história da equipa e fiquei entusiasmado por participar."

É um bom equilíbrio ter o meu próprio tempo e conduzir carros de rali. Hoje [quinta-feira, dia 16 de abril] foi o meu primeiro dia no carro e foi um dia inteiro, com muita pilotagem – faremos o mesmo amanhã. O carro já andou bastante, por isso não é como se fossem os primeiros dias”.


Questionado sobre que opinião tem relativamente ao novo carro - cuja identidade ainda não foi confirmada - Tänak afirmou: “Sabemos que o regulamento representa uma mudança bastante significativa e cabe agora à equipa extrair o máximo de cada componente. Sabemos que será um desafio enorme superar os carros da Rally2. É uma tarefa gigantesca.

E sobre se isto é uma forma de afirmar que poderá regressar em 2027, acrescentou:

Honestamente, não há qualquer plano neste momento. Obviamente, tenho vontade de conduzir o carro de ralis, mas fazer estes dois dias de testes a cada duas semanas é um equilíbrio muito melhor do que participar nos ralis tal como estão no calendário atual. Gosto muito, ainda consigo acumular quilometragem, consigo conduzir bons carros numa ótima companhia. Ainda consigo ser útil de alguma forma, o que me agrada."

O regulamento é muito diferente, e não sei quando foi a última vez que fiz testes de desenvolvimento a sério – talvez tenha sido em 2016 com a M-Sport ou algo do género. Há muito, muito tempo que não fazíamos um programa de desenvolvimento deste tipo.”, concluiu.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

WRC: Tanak fala sobre o campeonato e deixa um aviso


Ott Tanak vai abandonar o WRC a tempo inteiro, e planeia passar os próximos tempos com a sua familia, na Estónia, mas não deixou de fazer alguns avisos à navegação, afirmando não gostar muito do que anda a ver com o atual WRC. Especialmente o calendário, que afirma ser "louco" e "sem qualquer tipo de pausa". 

Para o piloto de 38 anos, esta sucessão de provas, testes e viagens ao longo de todo o ano torna a modalidade “um dos piores desportos” em termos de equilíbrio entre vida profissional e pessoal, sobretudo para quem se mantém no topo durante uma década ou mais. Tänak considera que esta estrutura é insustentável a longo prazo e vê a sua pausa como consequência direta desse modelo competitivo.​

De um modo geral, com as temporadas [e como funcionam], é definitivamente o pior desporto que existe”, começou por afirmar. “Está-se nesta correria sem parar, sem nunca ter uma pausa. O calendário é uma loucura, não se tem um único intervalo no ano e fica-se assim durante 15 anos, e é assim que se fica.", continuou.

Não sei se vou participar em alguns ralis locais [no próximo ano], não sei qual é a situação neste momento. O primeiro plano é desligar-me do desporto e de todo o trabalho nos bastidores, e vamos ver o que o resto me reserva. Mas tenho algumas férias planeadas.”,concluiu.

Para ficarem com ideias: mal acabou o rali da Arábia Saudita, alguns pilotos foram já tratar dos testes dos carros para o rali de Monte Carlo, que começará no final de janeiro, dentro de seis semanas. 

Para além disso, noutra entrevista recente que fez, ao site Dirtfish, Tanak afirmou que decidiu largar os ralis durante o verão. “Penso que foi durante o verão, no final do verão, algo do género. Portanto, era nessa altura que estávamos. Penso que começámos a discutir isso provavelmente antes [dos ralis da] Estónia e da Finlândia. E a ideia era ver como a equipa se iria desenvolver e como nos iríamos sair, o quão competitivos seríamos.", começou por afirmar.

Obviamente, acho que o meu problema é que tenho muita dificuldade em simplesmente participar nos ralis. Não sinto qualquer satisfação se não estiver lá a competir pela vitória e, por isso, pareceu-me difícil [continuar].”

Falando sobre o futuro do WRC, ele referiu que se os carros estão a caminhar na direção positiva, já a organização é outra história: 

Na verdade, isso é algo que me preocupa bastante. Os carros têm sido a única coisa boa no desporto atualmente, e estamos a mudar algo que é fácil de mudar, mas não estamos a trabalhar em algo que exija esforço. Penso que a promoção traria uma mudança muito maior para o desporto do que alterar os regulamentos técnicos. Vamos lá ver, não é problema meu e posso acompanhar de fora.”, concluiu.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

WRC 2025 - Rali da Arábia Saudita (Dia 2)


O francês Adrien Formaux continuava na frente do Rali da Arábia Saudita, mas tem na sua peugada gente como Martins Sesks e Thierry Neuville, fazendo do vencedor algo que não está assegurado. O piloto da Hyundai tinha uma vantagem de 2,4 segundos sobre o letão da Ford, e 5,8 segundos sobre o piloto belga, seu companheiro de equipa. E digo "tinha", porque algum tempo depois, os comissários penalizaram-o e houve mudanças na liderança.  

Em termos de luta pelo título, Kalle Rovanpera está na frente de Sebastien Ogier , que por sua vez, leva a melhor sobre Elfyn Evans, O finlandês é quinto, o francês é sexto, mas ambos estão a mais de um minuto dos primeiros, contra o oitavo posto do piloto galês. E a diferença entre Rovanpera e Ogier é de quase três minutos (1.12, 6 para o finlandês, 1.12,8 para o francês, 3.54,8 para o galês), logo, tudo indica que estes dois são os favoritos, com o francês a caminho de um nono título mundial, mesmo não tendo participado em todos os ralis da temporada, e o finlandês a querer acabar o seu capitulo nos ralis com chave de ouro, antes de passar para as pistas. 

Com Formaux a acabar o dia na frente de Sesks e Sami Pajari, outro finlandês da Toyota, o dia de sexta-feira tinha seis especiais pela frente, passagens duplas por Alghullah, Um Al Jerem e Wadi Almatwi. E claro, evitar os furos mais que possível. 

Logo de manhã, o dia começou com Formaux a ataque, vencendo a especial e alargando um pouco a sua liderança, 1,8 segundos sobre Sami Pajari e 2,9 sobre Martins Sesks, que se queixava dos erros cometidos por ele durante a especial. Tanak foi o quarto, a 4,3. A seguir, Tanak atacou e ganhou a especial, mas no limite, porque Sesks, o segundo, fiocou a 0,1 segundos. Pajari foi o terceiro, a 3,1 e Formaux o quarto, a 5,7. Alguns pilotos, como Thierry Neuville, queixavam-se dos amortecedores, mas para Josh McErlean, foi pior: o seu motor parou de funcionar. 

E Kalle Rovanpera, quinto na especial a 13,1 segundos, falava das dificuldades deste rali: "Muito difícil. Muitas lombas e curvas cegas. Estou a tentar forçar o ritmo, mas tenho de trabalhar muito no carro, por isso não é fácil. Apesar disso, estou a ficar mais rápido a cada especial.", afirmou.


Tanak repetiu a vitória na especial seguinte, ganhando 1,8 segundos sobre Sesks, 2,4 sobre Pajari e 3,1 sobre Formaux. O estónio poderia ter acabado a manhã no quarto posto, mas tinha uma desvantagem de 9,2 segundos para a liderança. Kalle Rovanpera furou e perdeu quase 15 segundos. "Por sorte, aconteceu perto do final, mas perdemos algum tempo por causa disso. Também ficámos para trás por causa do Evans, o que não ajudou em nada. Uma pena, já que precisamos de todos os segundos possíveis.", lamentou Rovanpera.

A tarde começou com Tanak ao ataque à liderança, triunfando na segunda passagem por Alghullah, 1,9 segundos na frente de Sesks e 2,9 sobre Formaux. Enquanto isso mais furos e outros acidentes mexiam com o pelotão: Ogier tinha um furo lento, mas não perdeu muito - apenas 5,6 segundos, e ainda ficou 1,8 segundos na frente de Elfyn Evans! - Takamoto Katsuta saiu de estrada e perdeu 22 segundos e Nasser al Attiyah também perdia tempo, com um furo.

Sesks ganhou na segunda passagem por Um Al Jerem, com oito segundos de avanço sobre Thierry Neuville, e com isso, ficou com a liderança do rali com... 22,1 segundos sobre Formaux. E isso porque o francês falhou um cruzamento, e isso o fez perder 24 segundos. Pior ficaram Ott Tanak e Sami Pajari, que tiveram furos e perderam muito tempo. O estónio perdeu um minuto e meio, o finlandês, dois minutos e 11 segundos. Gregoire Munster e Nasser al Attiyah sairam de estrada, mas os estragos não foram muitos. 

"Não é fácil encontrar aderência na frente do carro. Uma vez perdemos o controlo e ainda tivemos cuidado com as costas do Candido [o salto de ontem causou lesões nas costas de Candido Carrera, o navegador de Nasser Al Attiyah].", disse o piloto qatari, que agora é 17º na geral.

No final do dia, na segunda passagem por Wadi Almatwi, Kalle Rovanpera levou a melhor, 7,2 segundos sobre Thierry Neuville, mas como na especial anterior, os furos mexeram na classificação: Sesks perdeu 54,1 segundos, Formaux 29,6, antes de ter mais um minuto de penalização, que o fez perder a liderança, Neuville também furou, mas perdeu apenas 7,2 segundos, e Ogier, 23,8. 

Mas Tanak ficou com pior: dois furos, um a meio da especial e outro na parte final, fizeram-no perder dez minutos, praticamente acabando as suas hipóteses de vitória. 


Mas depois do final da especial, os comissários decidiram aplicar um minuto de penalização a Formaux, fazendo-o cair para quarto, dando a liderança a Sesks. 

Assim, agora, o letão tem uma vantagem de 3,4 segundos sobre Thierry Neuville, com Katsuta Takamoto em terceiro, a 41,5. Depois de Formaux, Rovanpera é quinto, 0,2 segundos na frente do francês, e o sétimo é Sami Pajari, a 1,34,8. Elfyn Evans é oitavo, a 3.54,8, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Gregoire Munster, a 6.13,4, e o Toyota Rally2 de Oliver Solberg, a 7.26,7.

O rali da Arábia Saudita termina amanhã, com a realização das últimas três especiais.  

domingo, 9 de novembro de 2025

WRC: Tanak retira-se no final da temporada


Ott Tanak acabou na quarta posição no Rali do Japão, mas depois de cruzar a bandeira de xadrez, o piloto estónio de 38 anos anunciou que irá afastar-se do WRC a tempo inteiro, para se dedicar à família.

Após tantos anos incríveis no topo do WRC, decidi que este é o momento certo para fazer uma pausa. Não é um adeus definitivo, mas sim uma oportunidade de recarregar energias e focar na família e noutros projetos na Estónia. Agradeço profundamente a todos na Hyundai, pelo apoio e confiança ao longo dos anos. Levarei sempre connosco as memórias e conquistas partilhadas.”, afirmou, no seu comunicado oficial.

Cyril Abiteboul, presidente da Hyundai Motorsport, reconheceu o impacto de Tänak na história da equipa:

Apesar de sentirmos tristeza pelo adeus, compreendemos a vontade do Ott em dedicar-se à sua vida pessoal. Juntos, celebramos vitórias inesquecíveis e atravessámos desafios, mas ele manteve-se sempre inteiramente comprometido. Tänak é inspiração para todos e continuará a ser parte da família Hyundai.”, afirmou.

Começando a correr em 2009, com um Subaru Impreza STi, antes de no ano seguinte, andar num Mitsubishi Lancer Evo X no Pirelli Star Driver, Tanak ganhou o campeonato de 2019 com um Toyota Yaris WRC, mas também ganhou 22 ralis, conseguindo também 58 pódios e 434 vitórias em especiais, em carros da Ford, Toyota e Hyundai, sempre com ao lado do seu navegador, Martin Järveoja.

Esta temporada, foi um dos que tentou contrariar o domínio dos Toyota nas especiais, ganhando o rali da Acrópole e conseguindo seis pódios. Neste momento é quarto classificado no Mundial, com 213 pontos, menos 59 que o atual líder, Elfyn Evans, mas que está definitivamente de fora da corrida pelo campeonato.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

WRC 2025 - Rali da Europa Central (Dia 2)


Sebastien Ogier e Kalle Rovanpera andam lado a lado no segundo dia do Rali Central Europe, com ambos os pilotos da Toyota separados por meros... 0,7 segundos. Elfyn Evans é terceiro, mas a já uns distantes 29,5 segundos, no final do segundo dia do Rali da Europa Central. 

Com passagens duplas por Granit und Wald, Böhmerwald e Col de Jan, o dia começou com Neuville a ganhar, 0,2 segundos na frente de Ott Tanak, seu companheiro na Hyundai, 0,4 sobre Adrien Formaux, 0,7 sobre Sebastien Ogier e 1,2 sobre Elfyn Evans, o quinto. Rovanpera ganhou na especial seguinte, 0,1 segundos na frente de Sami Pajari, 1,3 sobre Takamoto Katsuta, 1,4 sobre Ott Tanak e 1,7 sobre Adrien Formaux. No finnal da manhã, Ogier triunfava, 3,3 na frente de Kalle Rovanpera, 12,9 sobre elfyn Evans e 17,8 sobre Ott Tanak.

Nessa especial, alguns carros saíram de pista, incluindo Thierry Neuville, que saiu da estrada e danificou a direção do seu Hyundai, e Gregoire Munster, que bateu num monte, danificou a suspensão e ficou com dois furos. Assim sendo, a especial foi interrompida por razões de segurança. "Especial desafiante, não é fácil acelerar em todos os lugares", disse Ogier, no final da especial. 

Na parte da tarde, com a segunda passagem pelas especiais da manhã, Rovanpera partiu para o ataque, ganhando 1,5 segundos para Ogier, 8,1 para Evans e nove segundos para Tanak.

"Talvez esteja um pouco mais uniforme agora, ele também tem um pouco de terra na pista. Depois de as equipas de remoção de gravilha trabalharem, a pista estará bem limpa e ficará mais suja. Perdi um pouco de tempo no início porque estive muito tempo na lama, mas, fora isso, foi uma boa etapa.", disse Rovanpera, no final da especial. 

Neuville tinha mais problemas, desta vez foi o capô que abriu e não o deixou ver muita da estrada, indo mais devagar."O capô levantou-se ao fim de algumas centenas de metros. É sempre um pouco assustador conduzir a 200 km/h na floresta. Só tentei conduzir em segurança. Cometemos um pequeno erro antes e pagámos o preço.", afirmou, no final da especial.

O finlandês ganhou na segunda passagem por Böhmerwald, 0,5 segundos na frente de Adrien Formaux, 1,2 sobre Takamoto Katsuta e 1,8 sobre Sami Pajari. "Foi muito bom. Quando a pista está limpa e em asfalto a sério, divirto-me muito. Por enquanto, vamos continuar assim.", disse Rovanpera.

Já Ogier, que apenas foi sexto, a 2,1, disse de sua justiça:  "Foi uma etapa limpa. Vamos ver, parece que ainda é possível ir mais rápido."

No final do dia, Evans foi o melhor, 1,1 segundos na frente de Ogier, 1,4 sobre Rovanpera, 1,8 sobre Tanak, 1,9 sobre Formaux e 2,3 sobre Takamoto, o sexto. Neuville exagerou num cruzamento e saiu de estrada, para regressar rapidamente.

"Numa das travagens havia muito mais pó, por isso passámos um pouco do ponto ideal, mas não muito. Mudei completamente a configuração e foi interessante. Mudei bastante... de muito macio para muito rígido. Tentei encontrar o que funciona. Estou com dificuldades, não consigo encontrar a confiança necessária. Vamos tentar algo diferente amanhã. Não está a ser divertido e não era o que eu esperava.", disse Neuville.

Já Ogier afirmou sobre a especial e o seu dia: "Abrir a estrada no asfalto foi mais desafiante do que o habitual. Só a SS5 foi boa para nós, as outras estavam a limpar o pó. Provavelmente ainda vamos ter problemas esta noite. Mas foi um bom dia para nós, podemos estar felizes."

Sobre Kalle Rovanpera, afirmou: "Como disse, nestas duas especiais, a limpeza está a afetar. Não é muito, são pequenos detalhes, mas estamos a lidar com pequenos detalhes."

Depois dos três primeiros, quarto é Tanak, a 32,8 segundos, com Takamoto Katsuta na sua peugada, a 35,7. Adrien Formaux é o sexto, a 46,1, na frente Sami Pajari, noutro Toyota, a 56,1. Thierry Neuville está num distante oitavo posto, com quase dois minutos de atraso, a 1.55,8, na frente dos Ford de Josh McErlean, a 2.50,2, e de Oliver Solberg, a 3.37,6. 

O rali da Europa Central continua no dia seguinte, com mais seis especiais. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

WRC 2025 - Rali da Europa Central (Dia 1)


O francês Sebastien Ogier tem uma vantagem de 1,6 segundos face a Kalle Rovanpera, e 3,9 sobre Adrien Formaux, completadas que estão as duas primeiras especiais do rali do centro da Europa, que acontece em estradas austríacas, alemãs e checas. 

Com duas das primeiras oito especiais a serem completadas da primeira etapa - as restantes iriam ser completadas na sexta-feira, havia nesta quinta-feira uma passagem dupla por Golf und Therme. A ação começou com Ogier a ganhar a primeira especial, com 1,7 segundos de vantagem sobre Rovanpera e Formaux, que fizeram o mesmo tempo. Na segunda especial, Rovanepra reagiu, mas apenas ganhou 0,1 segundos sobre Ogier, um segundo sobre Tanak e 2,2 sobre Neuville. 

No final do dia, Ogier fez um balanço do que vinha aí nas próximas especiais:

"Está no limite agora. Para os primeiros carros, deve ficar tudo bem sem luzes extra. Amanhã será mais desafiante. O clima... é difícil saber o que vai acontecer. O lado checo das etapas é sempre complicado, com asfalto esburacado e com terra. Vamos ver."

Kalle Rovanpera não pensava muito diferente de Ogier sobre o dia de hoje que poderia acontecer no dia seguinte, queixando-se apenas do pouco tempo de preparação:

"Não me lembro de ninguém se preparar para uma etapa como a de hoje. Tivemos duas horas para nos prepararmos. As diferenças serão pequenas, todos estarão no limite. Estive a dormir no chão durante o reagrupamento, tudo bem."

Depois dos três primeiros, empatados no quarto lugar estão os Toyotas de Sami Pajari e Takamoto Katsuta, com 5,6 segundos de diferença. sexto é Ott Tanak, a 6,1, no seu Hyundai, enquanto no sétimo posto está Thierry Neuville, a 6,3. Elfyn Evans é oitavo, a 11 segundos, e a fechar o "top ten" estão os Ford de Gregoire Munster, a 15,4, e do irlandês josh Erlean, a 25,1. 

O rali continua na sexta-feira, com a realização das restantes seis especiais da primeira etapa. 

domingo, 12 de outubro de 2025

Quem ficará com o lugar de Kalle Rovanpera?


O anuncio - algo inesperado, mas especulado - da saída de Kalle Rovanpera para tentar a sua sorte na Superformula japonesa, com o apoio da Toyota, deixou um espaço no seio da equipa Toyota GR Rally, sobretudo na categoria Rally1, e claro, todos querem saber quem o preencherá. Com Sebastien Ogier a querer continuar a correr de modo parcial, os candidatos ao lugar parecem existir. Há dois à vista, mas poderá haver... um regresso. 

Comecemos pelo óbvio: Olivier Solberg, de 24 anos, é o candidato ideal, principalmente depois das suas performances nesta temporada e da sua vitória no rali da Estónia, na única vez que guiou um Rally1 até agora. Filho de Petter Solberg, o norueguês campeão do mundo em 2003, pela Subaru, Olivier, que corre com licença sueca, já teve a sua sorte em 2021 pela Hyundai, onde não foi muito bem sucedido, aproveitou bem a chance que teve este ano. Se assim for, cumpre-se uma intenção já antiga, do qual ainda não se sabe que haverá mais alguma chance nesta temporada, já que ele alcançou o objetivo de ser o campeão na classe WRC2.

Depois, temos Sami Pajari. O finlandês é o quarto piloto da equipa, depois de Rovanpera, Ogier, Takamoto Katsuta e Elfyn Evans. Está a ter a sua primeira temporada completa com um Rally1, mas os resultados até agora não tem sido deslumbrantes, pelo menos, em termos de comparação com Solberg. Tem 70 pontos, todos num Rally1, mas Solberg não anda atrás, com 60, onde apenas 25 dos quais foram numa máquina superior. Logo, é provável que continue, mas só será viável se manter o mesmo esquema para 2026.

Quanto aos outros: Elfyn Evans é muito fiável, mas não figura entre os melhores do WRC, e o japonês Takamoto Katsuta tem estagnado nos últimos dois anos, com pouca ou nenhuma evolução, o que sugere que atingiu o seu limite.

Dito isto, surgiu outra hipótese há alguns dias: o regresso de Ott Tanak. O piloto de 38 anos ainda é visto como rápido e consistente, e pode não estar muito feliz na Hyundai, porque o carro que tem é inferior ao da Toyota. Ainda por cima, tem ainda Thierry Neuville, que mesmo sendo o seu rival interno, tem também os seus problemas em relação ao carro que guia. 

Contudo, ele mesmo descarta uma mudança para a equipa. Em declarações ao site dirtfish.com, afirmou: “Acho que, se olharmos para o panorama geral e para a formação que a Toyota tem, não há necessidade da parte deles de procurarem noutro lado. Acho que é bastante óbvio como as coisas vão correr e como será a formação”. Mas há quem não descarte a ideia de ele ir para lá porque tem a ambição de ganhar títulos, e ao ver que perderam o piloto que tinha essa ambição, ele poderá ser o piloto ideal para o substituir...

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

WRC 2025 - Rali do Chile (Dia 1)


Adrien Formaux é o líder o rali do Chile ao fim de seis especiais, mas a diferença de um segundo para o segundo classificado, o outro Hyundai de Thierry Neuville, não significa absolutamente nada numa prova onde perderam Ott Tanak por causa de um problema no seu motor, recomeçando amanhã para o Rally2. Sebastien Ogier é o terceiro, a 2,3 segundos, na frente de outro Toyota, o de Sami Pajari, a 11,2 segundos. Aliás, os cinco primeiros estão separados por 13,1 segundos, e os sete primeiros, por 49,8.

Com passagens duplas por Pulperia, Rere e San Rosendo, o dia começou logo com a entrada forte de Kalle Rovanpera, que ganhou as duas primeiras especiais, ganhando um avanço de 5,8 segundos sobre Tanak e 6,3 sobre Elfyn Evans, que perdeu tempo por causa de... cães na estrada. Contudo, na especial de San Rosendo, a primeira passagem, Evans levou a melhor, depois de Kalle Rovanpaera ter batido contra um banco de terra, furando e perdendo cerca de um minuto e 11 segundos e caído para nono na geral. "Abri um pouco a estrada num troço estreito e furei ali. Infelizmente, ainda havia um longo caminho a percorrer, por isso perdi bastante tempo.", contou o finlandês no final da especial. 


Em contraste, Evans passou para primeiro, meio segundo de Tanak.

"Nada mau, fiz uma corrida muito limpa e organizada. É difícil saber se tive vantagem suficiente em termos de força, mas com toda a inclinação e tudo, é difícil estar limpo e organizado e não ter alguns momentos.", disse o piloto galês da Toyota.

A parte da tarde aconteceu com a segunda passagem pelas especiais da manhã, com Sami Pajari a ser o melhor na segunda passagem por pulperia, com meio segundo de vantagem sobre Neuville, 1,5 sobre Tanak e Formaux. O estónio conseguiu o suficiente para passar à liderança, com 6,9 segundos de diferença sobre Evans. Sebastien Ogier teve problemas com um dos seus ailerons, danificado depois de um salto, aparentemente, e Gus Greensmith e Yohan Rossel tiveram problemas, com o francês a ter o seu carro a arder por causa de uma fuga de óleo.


Tanak ganhou na segunda passagem por Rere, 0,6 segundos na frente de Formaux, 1,1 de Neuville e 3,2 sobre Takamoto. "Foi uma boa especial, mas está a ser bastante difícil para os pneus. Estou entre forçar e poupar. Na verdade, tive uma boa etapa. Ott é rápido e a sua estratégia está a funcionar. (Hyundai 1-2-3?) Já passou algum tempo, por isso foi positivo.", disse o estónio.

Mas foi sol de pouca dura: o motor explodiu na última especial do dia, deixando-o apeado, deixando-o nas mãos de Sebastien Ogier, que ganhou a especial, 3,1 segundos na frente de Neuville, 5,8 sobre Pajari e 6,5 sobre Formaux. Evans perdeu 14,2 segundos por causa de uma má especial, caindo para quinto. Atrás, Josh McErlean sofreu um furo, mas não perdeu muito tempo.

"Só posso estar satisfeito porque é a primeira vez que lidero um rali depois do primeiro dia. É uma pena para o Ott, tenho pena dele. Uma pena para a equipa também, teria sido bom estar em 1-2-3. Hoje é um bom dia para nós.", disse Formaux, no final da especial.

Depois dos cinco primeiros, Takamoto Katsuta é o sexto, a 41 segundos, seguido por Gregoire Munster, a 49,8. Kalle Rovanpera é o oitavo, a 1.05,0, e a fechar o "top ten" estão Toyota Yaris Rally2 de Oliver Solberg e o Ford Puma Rally1 de Josh McErlean, a 2.35,7.

O rali do Chile continha este sábado, com mais seis especiais.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali do Paraguai (Dia 1)


No final das oito primeiras especiais do Rally Paraguai, que decorreram nesta sexta-feira, o Toyota de Kelle Rovanpera lidera com 7,1 segundos de vantagem sobre o Hyundai de Adrien Formaux, 7,6 segundos sobre o outro Hyundai de Ott Tanak, 17,8 sobre o Toyota de Sebastien Ogier. Tudo isto num rali onde Gregoire Munster já saiu de prova, mostrando que as especiais paraguaias não são assim tão fáceis como se julgava...

Com passagens duplas por Cambyretá, Nueva Alborada, Yerbatera e Autódromo, o rali começou com Rovanpera a liderar, naquele que era provavelmente o troço mais complicado do dia. Ali, o finlandês ganhou 3,2 segundos sobre Ogier, 4,8 sobe Pajari e Formaux, numa especial onde Gregoire Munster saiu da pista e ficou definitivamente de fora. Quem furou e perdeu muito tempo foi Takamoto Katsuta, 45,8 mais concretamente. 

"É muito duro e nada divertido. Todas estas compressões e saltos a alta velocidade são demasiado bruscos para o carro e acabamos por bater no fundo em todo o lado.", queixou-se Rovanpera no final da especial. 

Adrien Formaux triunfou na especial seguinte, com uma vantagem de 4,3 sobe Ott Tanak, 4,4 sobre Kalle Rovanpera e 4,5 sobre Thierry Neuville. Ogier furou e perdeu 37,3 segundos, caindo de segundos para oitavo na geral.  

"Esta não foi tão boa. Muito mais escorregadia, especialmente no início, quando tive muita dificuldade. Cometi muitos pequenos erros ao abrir a pista em alguns locais e não tive o melhor fluxo, por isso o tempo não é bom.", disse Rovanpera, o terceiro na geral, e a aguentar por pouco a liderança. 

Formaux insistiu e na terceira especial, acabou por passar à liderança, mas quem ganhou a especial foi Ogier, que conseguiu uma vantagem de 1,7 segundos sobre Formaux, 4,6 sobe Neuville e 4,9 sobe Rovanpera. Takamoto bateu numa berma e perdeu mais tempo, enquanto Oliver Solberg furou. 

"Tentamos, mas quando se perde tanto numa etapa, é difícil fazer qualquer coisa. Esta foi boa. Não há muito mais a perder agora. Quando se está no fundo da grelha, é preciso correr riscos de qualquer maneira.", comentou Ogier, no final da especial. 

Formaux triunfou na última especial da manhã, conseguindo uma vantagem de 0,4 segundos sobre Ogier, 1,1 sobre Sami Pajari, 1,2 sobre Takamoto Katsuta. 

Na parte da tarde aconteceu a segunda passagem pelas especiais da manhã, e começou com Ogier a levar a melhor na segunda passagem por Cambyretá, 3,2 segundos mais rápido que Takamoto Katsuta, 4,3 sobre Formaux, 4,7 sobre Rovanpera e 5,5 sobre Tanak. O estónio ganhou na especial seguinte, dois segundos na frente do seu companheiro, Neuville, 2,8 sobre Takamoto, 3,5 sobre Formaux e 3,8 sobere Ogier. Kajetanowicz sofreu um acidente por causa de uma pedra na meio da estrada, mas a dupla saiu incólume.

Kalle Rovanpera, que foi apenas sexto na especial, queixava-se da velocidade do carro: "Não me estou a sentir muito bem agora. É complicado, parece que não consigo fazer muito mais do que isso. Sei que preciso de ser mais agressivo nos cruzamentos, mas simplesmente não consigo fazê-los funcionar neste momento."

Ogier ganhou na segunda passagem por Yerbatera, 1,6 segundos na frente de Tanak, 5,8 sobre Rovanpera e 7,3 sobre Evans.

Foi uma classificativa dura para os carros: Takamoto sofreu um acidente, Neuville fez um pião por causa "de um erro estúpido", Formaux e Pajari furaram e perderam tempo: o francês 18,9, suficiente para perder a liderança para Rovanpera, e o finlandês, mais de dois minutos, suficientes para cair de quinto para o oitavo posto. "Provavelmente uma pedra, não sabemos", disse Pajari, questionado sobre a causa do seu problema.

No final do dia, na especial do Autódromo, Ogier foi melhor que Tanak por meio segundo, com Formaux a ser terceiro, a 0,8 e Neuville e Pajari empatados no quarto lugar, a 1,1.   

Depois dos quatro primeiros, quinto é Elfyn Evans, a 21,1, com Neuville em sexto, a 25,7. Josh McErlean é sétimo, a 1.18,4, com o oitavo a ser Sami Pajari, a 2.24,2. A fechar o "top ten" estão o Citroen de Yohan Rossel, e o melhor dos Rally2, a 2.57,6, e o Skoda RS Fabia Rally2 de Nikolay Gryazin, este a 3.06,7.

O rali do Paraguai prossegue neste sábado, com a realização de mais sete especiais.

domingo, 3 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali da Finlândia (Final)


Kalle Rovanpera acabou por levar a melhor no rali da Finlândia, em algo que é raro: os cinco primeiros são da Toyota! O finlandês ganhou pela segunda vez na temporada, na frente de Takamoto Katsuta, na sua melhor posição de sempre, e na frente de Sebastien Ogier, no seu sexto pódio da temporada, de Elfyn Evans e Sami Pajari

E por causa disso, o campeonato está ao rubro: Evans tem 176, Rovanpera 173, Ogier e Tanak 163. Tudo isto a cinco ralis do final. Quem diria! 

Quem estava feliz da vida era Kalle Rovanpera que, ao ganhar em casa, estava feliz pelo resultado.  "Uma sensação incrível. Já chegámos perto algumas vezes aqui e simplesmente senti que precisávamos mesmo de o fazer este ano. Trabalhámos muito para isso, estava no limite, a forçar a barra. O ambiente é ótimo. Precisávamos mesmo dos pontos. Fiquei um pouco assustado depois de saber dos furos e, um minuto antes da partida, pensámos se devíamos tentar ou não. Tentámos. Precisamos de continuar assim.", afirmou, no final.


Hoje, eram duas passagens pela classificativa mais famosa dos ralis: Ouninpohja, ou "a especial dos saltos". Com Rovanpera a 37,2 segundos, o que ele tinha de dfazer era gerir e levar o carro ao fim, não sem antes dar alguns saltos para o espectáculo. Ali, Evans ganhou a 19ª especial, 0,4 segundos na frente de Sebastien Ogier, 0,6 de Rovanpera e Takamoto a 1,7. Tanak era oitavo, a 11,1, mas o suficiente para recuperar três posições e ficar à porta dos pontos. 

No final, na Power Stage, Kalle Rovanpera acabou por triunfar, dois segundos na frente de Takamoto Katsuta, 2,4 sobre Sebastien Ogier, 3,9 sobre Thierry Neuville e 4,3 sobre Elfyn Evans. Formaux furou dois pneus e acabou por desistir, Tanak fficou com uma roda delaminada e teve de abrandar, perdendo 24,4 segundos, e Munster também teve um furo, perdendo 24 segundos. com isto, Tanak subiu para décimo, apesar dos problemas. 

Depois dos Toyotas, sexto foi Neuville, a 2.01,5, bem distante dos Ford de Josh McErlean, sétimo, a 4.07,4, de Martins Sesks, oitavo, a 5.17,2, passando na ultima especial o carro de Gregoire Munster, a 5.24,9. E no final, o carro de Ott Tanak, a 7.38,4, com o peso dos cinco minutos de penalização em cima.

O campeonato está ao rubro, com os quatro primeiros separados por 13 pontos. Agora, o próximo rali acontecerá dentro de quatro semanas, uma estreia num novo continente: o Rali do Paraguai. 

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali da Finlândia (Dia 1)


O local Kalle Rovanpera é o melhor no final do primeiro dia de um movimentado rali da Finlândia. Completadas as primeiras dez especiais do rali, o piloto da Toyota tem um avanço de 4,9 segundos sobre o segundo, o Hyundai de Thierry Neuville. Terceiro é Adrien Formaux, no seu Hyundai, que está a 7,7 segundos do líder, e não tem muito longe o carro de Takamoto Katsuta, quarto, a 8,1 segundos, num rali onde Ott Tanak foi penalizado em cinco minutos e caiu para as profundezas da classificação geral, e provavelmente, recupera para chegar aos pontos poderá ser muito complicado. 

Depois de um "shakedown" e de uma especial de entrada, em Harju, onde Tanak foi melhor que Neuville por 1,3 segundos, seguido pelos Toyotas de Sebastien Ogier e Kalle Rovanpera, o dia começou com a primeira passagem por Laukaa, onde Sami Pajari foi o melhor, 0,1 segundos na frente de Takamoto Katsuta e 0,4 sobre Kalle Rovanpera. O melhor dos Hyundai foi Neuville, a 0,9, na quarta posição.

Rovanpera ganhou na primeira passagem por Saarikas, 1,6 segundos na frente de Formaux, 2,8 sobre Pajari e 3,1 sobre Neuville. Nessa altura, a liderança ficou nas mãos de Rovanpera, com Formaux a 2,9, depois de ter subido quatro lugares. Rovanpera voltava a ganhar na primeira passagem por Myhinpää, 0,6 segundos sobre Elfyn Evans, 1,1 sobre Adrien Formaux e 1,7 sobre Sebastien Ogier. Gregoire Munster perdeu algum tempo por causa de ter falhado uma chicane. "Pois, ultrapassei uma chicane e fiz um pião para não perder muito. Estou com dificuldades com a traseira, vou tentar resolver. Só confiança, não consigo forçar a traseira. Estou com dificuldades em manter o ritmo. Quando está um pouco solto, é complicado.", confidenciou o luxemburguês, no final dessa especial.


No final da manhã, em Ruuhimäki, Pajari voltou a ganhar, 0,1 segundos na frente de Takamoto, um segundos sobre Neuville e 1,1 sobre Kallr Rovanpera. No final das especiais da manhã, o melhor na geral era Rovanpera, mas tinha apenas um avanço de 4.4 sobre Formaux. E os dez primeiros tinham menos de 30 segundos de diferença, demonstrando que este estava a ser um rali muito rápido.

 "O carro está a voar, por isso é ótimo! Manhã incrível. As etapas estão lindas, estou muito satisfeito com o ritmo e o equilíbrio do carro. Foi uma boa luta com o Kalle.", dizia Formaux, no final desta especial. 

Mesma coisa sobre a etapa e o rali afirmava Ogier: "Saltos enormes, não tão bons para as costas! Curtos, mas intensos. (Loop matinal?) Podia ter sido um pouco melhor, mas é tudo tão apertado e um pouco de hesitação custa. Não é o mais agradável em alguns pontos, mas tentarei melhorar à tarde.", contou.


A tarde começou com a segunda passagem por Laukaa, e com Takamoto Katsuta a triunfar, 0,4 segundos na frente de Neuville, 1,5 sobre Rovanpera e 2,8 sobre Formaux. numa especial onde chovera um pouco antes de começar, prejudicando a condução dos pilotos. Mas o japonês estava feliz. "Isso é bom. As condições não são boas, mas para mim é bom para pilotar. Em alguns sítios, perdi a coragem, não me dediquei o suficiente.", disse. Com isso, Takamoto reduzia a diferença para 3,3 segundos sobre Rovanpera.

Ele respondeu na segunda passagem por Saarikas, onde ganhou a etapa com um avanço de 0,8 segundos sobre Pajari, 1,5 sobre Formaux, 1,9 sobre Neuville e 2,4 sobre Takamoto.


O sueco Oliver Solberg, o inesperado vencedor do rali da Letónia, capotava na especial, por ter atingido uma pedra e acabado na valeta. Felizmente, ambos não sofreram ferimentos, mas o rali terminara para eles. 

Formaux triunfou na oitava especial, a segunda passagem por Myhinpää, acabando empatado com Kalle Rovanpera, com Neuville e Ogier empatados, a 0,8 segundos. Takamoto era o quinto melhor, a 1,5 segundos, seguido por Pajari, a 2,3.

"Estamos a trabalhar no carro entre cada etapa porque o tempo muda de cada vez. Esta etapa está completamente seca. Isto é rali, é normal para nós. Estava a gostar muito, foi pena termos perdido tempo nas últimas curvas, mas de resto foi uma etapa muito limpa.", comentou Formaux.

Neuville acabou por ganhar na segunda passagem por Ruuhimäki, 1,1 segundos na frente de Ogier e Rovanpera, que empataram em termos de tempo, e Pajari era quarto, a 1,3. O final do dia acabava como começou, em Harju, onde Formaux foi o melhor, 0,3 segundos na frente de Neuville.

Rovanpera, que acabou a especial em sexto, perdendo 0,8 segundos, comentou: "Bom dia. Não é nada fácil, não estou na minha zona de conforto, mas estou a esforçar-me bastante. Podemos otimizar muitas coisas. É bom ver tantos fãs aqui, um palco incrível na minha cidade natal."

Já Sebastien Ogier, que foi quarto, a 0,4 segundos, também falou sobre o seu dia na estrada: "Furámos alguns pneus, nada de mais. A aderência foi muito má aqui. Não tivemos um dia mau, mas numa etapa perdemos o compromisso, perdemos um pouco de tempo. Da nossa posição em pista, fizemos um trabalho decente."

No final do dia, a segunda passagem por Harju, Formaux acabou por ser o melhor, 0,3 segundos na frente de Neuville e Takamoto, empatados a 0,3. Ogier fez o quarto melhor tempo, a 0.5, enquanto Rovanpera era sexto, a 0,8. E no final da especial, soube-se que Tanak tinha sido penalizado em cinco minutos pelos comissários, caindo para a 28ª posição. Muito para recuperar nos próximos dois dias.  


Na geral, depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, a 15,7, na frente de outro Toyota, o de Sebastien Ogier, a 17,6. Sétimo é Elfyn Evans, a 26 segundos, na frente do trio de Fords, liderados pelo letão Martins Sesks, a 40,5, seguidos pelo irlandês Josh McErlean, a 1.06,0, e pelo luxemburguês Gregoire Munster, a 1.19,4. 

O rali da Finlândia prossegue no sábado, com a realização de mais oito especiais.

domingo, 20 de julho de 2025

WRC 2025 - Rali da Estónia (Final)


E no final... conseguiu: Oliver Solberg fez história e triunfou no rali da Estónia, batendo Ott Tanak e Thierry Neuville. E claro, sendo o filho de Peter Solberg, e na sua primeira participação num Rally1 desde 2022, esta foi uma vitória bem popular para o piloto de 23 anos, que nesta temporada, tem liderado a classe Rally2. Apesar do talento, esta foi uma vitória surpreendente... ou nem por isso.

Quatro anos de trabalho levaram-nos até aqui”, começou por afirmar. “Não sei se já percebi totalmente o que consegui. Todas as emoções vieram ao de cima – chorei, senti-me completamente em êxtase. Foi o maior dia da minha vida.”, continuou.  "Aproveitei cada especial, uma de cada vez. Claro que é incrível ver esses nomes atrás de mim, mas tentei fazer o meu trabalho, sem pensar demasiado nisso – e funcionou.”, concluiu, extasiado.

Tudo isto num rali onde o segundo classificado, Ott Tanak, sairá da sua terra natal com uma pequena consolação: o comando do campeonato, agora com 162 pontos, mais um que Elfyn Evans, que acabou este rali na sexta posição. Sebastien Ogier é o terceiro, 20 pontos atrás de Tanak, com Kalle Rovanpera quarto, com 138 pontos, depois de acabar em quarto no rali. 

Depois de tudo, tantos anos a tentar, a tentar e a sonhar, eu e o Elliott finalmente conseguimos”, disse Solberg. “Só quero agradecer à Toyota, à equipa de testes que me ajudou a sentir-me tão confortável, por toda a ajuda neste fim de semana desta equipa maravilhosa. Nunca me diverti tanto na minha vida.

Com três especiais até ao final, incluindo as passagens duplas por Kääriku, uma delas a Power Stage, o dia mostrava que Tanak tinha de arriscar e esperar por um azar para ter uma chance de vitória. Mas em Hellenurme, Solberg não cedia e triunfava na especial, 1,6 segundos sobre Tanak, 3,4 sobre Rovanpera e 5,3 sobre Evans.

A passagem dupla por Kääriku começa com Solberg a triunfar, conseguindo 3,1 segundos sobre Rovanpera e 3,6 sobre Tanak, e na segunda passagem, a Power Stage, o finlandês levou a melhor sobre Tanak, por 1,4 segundos, e sobre Solberg, por 2,5, numa especial onde Katsuta Takamoto acabou por abandonar, devido a uma avaria. 

Depois dos três primeiros, Rovanpera acabou em quarto, a 55.6, um pouco longe de Adrien Formaux, quinto, a 1.33,0. Sexto acabou por ser Elfyn Evans, a 1.43,4, bem longe de Sami Pajari, a 2.55,6. Martins sesks foi o oitavo, a 3.36,0, e a fechar o "top ten" ficaram os Ford Puma Rally 1 de Josh McErelan (a 5.29,8) e de Gregoire Munster (a 5.57,5).

No campeonato, Solberg subiu ao oitavo lugar, ficando com 52 pontos, e em termos de campeonato, o próximo rali será o da Finlândia, que acontecerá entre os dias 31 de julho e 3 de agosto.

sábado, 19 de julho de 2025

WRC 2025 - Rali da Estonia (Dia 2)


O sueco Oliver Solberg resiste ao assalto da concorrência e acabou o segundo dia do Rali da Estónia na liderança, com 21,1 segundos de diferença para Ott Tanak, 25,1 sobre Thierry Neuville e 51,6 sobre Kalle Rovanpera, quando faltam três especiais para o final do rali.

Com nove especiais a serem realizados neste sábado, a grande expectativa era o de saber se Oliver Solberg iria resistir aos ataques da concorrência depois um dia onde acabou na frente com o seu Toyota GR Yaris Rally1. hoje, os pilotos iria fazer uma dupla passagem por Raanitsa, Kanepi, Otepää, Karaski e uma passagem por Tartu vald.

E Solberg começou o dia ao ataque, ganhando 2,1 segundos a Neuville, 4,3 sobre Rovanpera e 6,4 sobre Tanak, que se atrasou depois de ter tocado numa chicane e ter deixado o motor ir abaixo. "Faltei a outro cruzamento antes disso. A travar, a travar, tudo bem, e só faltavam 20 metros para perder o controlo. Não posso comentar.", afirmou, no final da especial.

Solberg voltou a ganhar, na primeira passagem por Kanepi, 2,4 segundos sobre Tanak, 5,6 sobre Neuville e 7,4 sobre Rovanpera, e voltou a triunfar na segunda passagem por Raanitsa, onde o sueco da Toyota foi o melhor em 1,1 sobre Neuville, 2,1 sobre Tanak e 4,7 sobre Takamoto. Tanak dava o seu melhor, e falava sobre isso, mas aparentemente, parecia que Solberg era melhor. Lá Tanak conseguiu ganhar no final da manhã, mas apenas gamhou... meio segundo a Solberg.

"Muitos erros esta manhã. Danifiquei o para-choques dianteiro, não tive aerodinâmica frontal e a alta velocidade como esta é bastante complicado. Espero que seja melhor do que esta manhã.". lamentava Tanak. 

Por outro lado, Solberg estava contente: "Uma manhã fantástica. Primeira vez a conduzir com pneus usados no carro, por isso a traseira não estava muito boa. Só a aprender um bocadinho. Nada mau, passo limpo. Manhã sólida.", comentou.

A tarde começou com a primeira passagem por Otepää, com Neuville a ser o melhor, 0,5 segundos sobre Tanak e 0,8 sobre Solberg, já que Rovanpera, o quarto, perdera 3,3 segundos. Contudo, a especial foi parada depois da passagem de Fabricio Zaldivar, por causa de um espectador que se sentiu mal e uma ambulância teve de ser chamada. Tanak respondeu triunfando na primeira passagem por Karaski, um décimo de segundo melhor que Solberg e 2,4 sobre Rovanpera.

Solberg, apesar de falar sobre a superfície solta, continuava a divertir-se na liderança e a fazer o seu melhor: "Muito, muito, muito solto! Primeira vez que faço este passo direito em comparação com os outros rapazes. Nada mau! É muito difícil. Eles são os melhores do mundo, estou só a aguentar, percebes?", afirmou, no final da especial.

Solberg voltou a ganhar em Otepa, meio segundo sobre Ott Tanak e Thierry Neuville, que empataram, enquanto Kalle rovanpera fazia o quatro melhor tempo, a uns distantes 3,8 segundos. Tanak respondeu e triunfou na segunda passagem por Karaski, 1,2 segundos sobre Solberg, 1,7 sobre Neuville e 2,5 sobre Rovanpera. Que no final da especial, queixou-se de dar tudo, e não ter resultados. "Estamos a dar tudo o tempo todo, por isso não sei o que mais poderíamos dar - veremos quais são as condições e partiremos daí", disse o finlandês. 

Quem também não andava feliz era Elfyn Evans, sétimo na especial e na geral, que se queixava de não fazer a diferença na estrada. "O dia não está a ser o que queríamos. Foi difícil fazer a diferença. Não temos velocidade para avançar na tabela classificativa.", declarou o piloto galês, o lider do campeonato. 

Para o final do dia, em Tartu vald, Neuville acabou por ser o melhor, um décimo de segundo mais rápido que Ott Tanak, 0,7 sobre Solberg, 1,6 sobre Rovanpera e 1,9 sobre Formaux. 

Depois dos quatro primeiros, quinto é Adrien Formaux, a 1.08,2, noutro Hyundai, na frente de Katsuta Takamoto, que não anda distante, a 1.16,8. Elfyn Evans é sétimo, a 1.30,4, con Sami Pajari a ser o oitavo, a 2.14,5. A fechar o "top ten" estão os Ford de Martins Sesks, a 2.48,5, e de Josh McErlean, a 4.13,6. 

O rali da Estónia termina no domingo, com a realização das três últimas especiais. 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

WRC 2025 - Rali da Estónia (Dia 1)


Oliver Solberg voa nas estradas estónias, acabando o dia na frente com uma vantagem de 12,4 segundos sobre o herói local, Ott Tanak e 14,2 sobre o bvelga Thierry Neuville, também num Hyundai. Tudo isto ao fim de oito especiais neste primeiro dia de ralis. Os três estão ainda sob a peugada de Kalle Rovanpera, quatro a 20,4 segundos.

De regresso ao calendário, depois de uma ausência de um ano, o rali da Estónia pode ser considerado uma abertura para o rali da Finlândia, que irá acontecer no final do mês. Contudo, a grande novidade foi a Toyota ter inscrito um carro para Oliver Solberg, que tem andado nesta temporada num Toyota GR Yaris da Toksport, na classe Rally2, e tem sido dos melhores na sua categoria. Logo, existia uma expectativa sobre o que iria fazer com um Rally1, depois da má experiência de 2022, com a Hyundai.

O dia começou com uma super-especial em Tartu, onde o melhor foi Thierry Neuville, meio segundo na frente de Elfyn Evans, 0,6 sobre Ott Tanak e um segundos sobre Kalle Rovanpera. As especiais seguintes tinham passagens duplas por Peipsiääre, Mustvee e Kambja, acabando o dia em Elva Linn. Oliver Solberg surpreendeu o resto do pelotão ao ganhar na segunda especial do dia, 5,3 segundos sobre Rovanpera, 5,6 sobre Neuville e 7,6 sobre Tanak. Nikolay Gryazin teve problemas com a sua suspensão e perdeu mais de 1.20 minutos.

No final da especial, Solberg estava rejubilante: "É um sonho a tornar-se realidade".

Tanak atacou na especial seguinte, triunfando, mas com uma vantagem apenas de 0,2 segundos sobre Solberg, 2,8 sobre Evans e 2,9 sobre Rovanpera. Martins Sesks fez um pião e perdeu tempo, enquanto Sami Pajari tinha problemas de motor depois do final da etapa. Solberg atacou na especial seguinte, ganhando 2,8 segundos sobre Rovanpera, 3,2 sobre Tanak, 3,5 sobre Neuville e 7,3 sobre Evans. Takamoto cometeu um erro, mas não perdeu muito tempo, enquanto Munster perdia cerca de 23 segundos por causa de um furo lento.

Na frente, Solberg estava eufórico: "A sensação é boa. O carro é incrível de conduzir. O melhor carro que já conduzi. Há muita coisa que quero melhorar. Tem ali umas pedras feias, uma que não consegui evitar. Se precisar de abrandar o ritmo, diminuo. Vou passo a passo.", disse o sueco, no final da manhã.

Ott Tanak foi o ganhador na segunda passagem por Mustvee, mas apenas ganhou 0,9 segundos a Solberg, 1,6 sobre Rovanpera, dois segundos sobre Neuville e 2,3 sobre Evans.

A parte da tarde começa com a segunda passagem por Kambja, Onde Adrian Formaux levou a melhor, 3.3 segundos sobre Solberg, 6,3 sobre Neuville, 6,7 sobre Tanak e Sesks. Na segunda pasagem pela mesma especial, Solberg levou a melhor, 0,3 segundos sobre Formaux, 1,2 sobre Neuville, 1,8 sobre Tanak e 3,5 sobre Rovanpera. 


No final do dia, na especial de Eiva Linn, Neuville e Takamoto Katsuta empataram no melhor tempo, 0,7 segundos na frente de Tanak e Formaux, também empatados e 0,8 sobre Elfyn Evans. E foi ali que Solberg Jr. falou do seu estado de espírito:

"Não era isto que queria fazer de início, mas depois [de não ter] percebido bem o carro, pensei: vamos divertir-nos. Hoje foi o melhor dia da minha vida: liderar o rali, ganhar etapas e ter esta sensação incrível no carro. Pensei: quero derrapar e divertir-me.", disse.
 
Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux é o quinto, mas não anda longe, a 29,8 segundos, na frente de Takamoto Katsuta, a 30,0. Elfyn Evans é o sétimo, a 41,4, no seu Toyota, na frente de Sami Pajari, a 1.05,1, na frete dos Ford Puma Rally1 de Martins Sesks, a 1.11,4, e de Josh McErlean, a 1.30,0.

O rali da Estónia prossegue amanhã com a realização de mais nove especiais.

domingo, 29 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Acrópole (Dia 2)


O estónio Ott Tanak continua a liderar o rali da Acrópole, concluído que está o segundo dia da prova grega. O piloto da Hyundai tem agora uma vantagem de  43,6 segundos sobre Sebastien Ogier, e dois minutos e oito segundos para Adrien Formaux, noutro Hyundai, num rali marcado pela dureza do traçado e os vários furos sofridos. Tanto que o quarto classificado, Elfyn Evans, tem mais de um minuto de atraso sobre... o terceiro classificado! Três minutos e quatro segundos sobre o estónio, num rali que não anda muito bem para os Toyotas...

Com seis especiais neste sábado - passagens duplas por Pavliani, Karoutes e Inohori - o dia começou com Tanak a ganhar, 6,4 segundos na frente de Ogier, dez segundos sobre Formaux e 29,1 sobre Evans. Neuville sofreu um furo e perdeu 40,8 segundos, Lauri Joona também sofreu um furo, Josh McErlean danificou a suspensão e perdeu tempo, Sami Pajari resolveu desistir por causa dos danos no seu carro. 

Tanak voltou a ganhar na especial seguinte, 6,7 segundos sobre Formaux, dez segundos sobre Ogier e 16,1 sobre Takamoto Katsuta. O estónio teve problemas na sua asa traseira, enquanto Neuville sofreu um furo na parte frente-esquerda, e perdeu 19,7 segundos. O belga não estava contente, e falou sobre isso no final da especial:

"Os pneus não estão no nível certo. Se vir por que razão furamos, é simplesmente insano. Jogar a este nível com um produto destes não é possível. Somos castigados a toda a hora sem motivo, não é divertido. É só a sorte que decide. Seguimos em frente e recuperamos terreno. Não será fácil, dois carros à frente e nenhuma fila. Desafiante.", falou.

No final da manhã, Ogier ganhou a especial, 0,1 segundos na frente de Tanak, 14,3 de Neuville e 18,6 sobre Evans. Formaux perdeu tempo por causa de problemas na suspensão, danificada depois de uma passagem por cima de uma pedra, e o mais sério foi ao local Jourdan Sererides, que foi vítima de um golpe de calor, abandonando para poder ser assistido pelos enfermeiros. 

A tarde começou com nova vitória de Tanak, conseguindo um avanço de 2,5 segundos sobre Ogier, 15 sobre Neuville e 18.1 sobre Formaux, que acabou a especial com um furo e a roda fora da jante. Mas pior ficaram Rovanpera e Takamoto: o finlandês parou a meio da especial, enquanto o japonês saiu de estrada e acabou por ali o rali, por ter ficado preso no lugar onde estava.   

Tanak triunfou na segunda passagem por Karoutes, sete segundos na frente de Neuville, 7,2 sobre Ogier, 8,2 sobre Evans e 9,8 sobre Formaux. Tudo isto numa altura em que a chuva marcava a sua presença. Algus pilotos reagiram com alguma calma sobre a alteração das condições: "Quando as pessoas dizem que vai chover muito, normalmente não chove, por isso fui pela estrada dura, esperando que secasse se chovesse só um bocadinho. Foi bastante difícil no início, mas tornou-se mais calmo no final.", disse Tanak.

Para o final do dia, em Inohori, Tanak levou novamente a melhor, 0,7 segundos sobre Ogier, 2,7 sobre Neuville e 8,6 sobre Evans. O estónio estava feliz com o dia e assim se expressou: "Foi ótimo, um dia extremamente exigente e etapas muito difíceis. Boa posição em pista e o carro foi melhorando ao longo do dia.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Neuville, a 4.17,7, na frente de Gregoire Munster, a 5.55,0. Sétimo era Oliver Solberg, o melhor dos Rally2, a 6.56,7, seguido por Gus Greensmith, a 8.34,5, no seu Skoda Fabia Rally2. A fechar o "top ten" está o Toyota GR Yaris Rally2 de Kajetan Kajetanowicz, a 8.44,5 e o Citroen C3 Rally2 de Yohan Rossel, a 8.59,6. 

O rali da Acrópole acaba neste domingo, com a realização das ultimas quatro especiais. 

sexta-feira, 27 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Acrópole (Dia 1)


Ott Tanak
é o líder o Rali da Acrópole, finalizadas que estão as sete primeiras especiais deste rali grego. O piloto da Hyundai tem uma curta vantagem de três segundos sobre o outro Hyundai de Adrien Formaux, e 16,9 sobre o melhor dos Toyota, o de Sebastien Ogier. Os três já deram uma larga vantagem sobre Elfyn Evans, quatro classificado, a 1.21,5, num rali onde os pneus foram martirizados nas estradas gregas, causando imensos furos no pelotão principal.

Depois da Sardenha, realizada em estradas difíceis, o WRC ia agora para estradas gregas, onde... são ainda mais difíceis que as sardas. Mas o rali começou no centro de Atenas, onde perante uma multidão entusiasmante, Tanak e Ogier empataram nos tempos.  

A sexta-feira começava com seis especiais, passagens duplas por Aghii Theodori e Loutraki, e passagens únicas por  Thiva, Stiri e Elatia. Esse dia começou com Ogier a triundar na primerira passagem por Aghii Teodori, 0,7 segundos na frente de Sami Pajari e 1,1 sobre Thierry Neuville. Martins Sesks furou a atrasou-se Takamoto Katsuta também, bem Josh McErlean, Nikolay Gryazin e Jan Solans. E iriam ser apenas os primeiros do dia...

Adrien Formaux ganhou na segunda especial, con uma vantagem de 4,9 segundos sobre Thierry Neuville, sete segundos sobre Ott Tanak e 7,7 sobre Takamoto Katsuta. no final da manhã. Ogier acabou por triunfar, na segunda passagem por Aghii Theodori, 4,5 segundos sobre Tanak e 11,1 sobre Takamoto Katsuta.

Imensos furos afetaram os pilotos nesta especial: Ogier, Neuville, Tanak, Munster, McErlean, Virves... estes foram alguns dos pilotos que furaram nesta especial, perdendo mais ou menos tempo. "É difícil saber o que aconteceu. Obviamente, muitas pedras... o rali ainda é longo, haverá muito mais furos durante o fim de semana. Tomámos a decisão certa em continuar. Não é o fim do rali.", disse Neuville no final da especial, depois de sofrer um furo.

A parte da tarde começou com as especiais únicas. Em Thiva, Formnaux foi novamente o melhor, 0,2 segundos na frente de Tanak, 3,4 sobre Ogier e 6,2 sobre Rovanpera. Neuville furou de novo, perdendo dois minutos na troca e caindo cinco lugares, para o 11º posto da geral. "É um desastre. Vou conduzir até ao fim e ver o que acontece.", disse um desconsolado Neuville.

Em Stiri, Formaux foi o melhor, 3,1 segundos na frente de Tanak, 9,7 sobre Munster, 11,5 sobre Takamoto e 14,2 sobre Sesks. Pajari desistiu por causa de problemas de combustível no seu Toyota.

A tarde finalizou com Neuville a triunfar em Elatia, 1,9 segundos sobre Formaux e 3,9 sobre Tanak. A grande desistência da especial foi a Martins Sesks, que sofreu problemas no sistema de combustível no seu Puma Rally1 e parou de vez na área de serviço. "Devido a um problema no sistema de abastecimento de combustível, fomos obrigados a retirar antes do último SS7 do dia. Tudo pode ser resolvido. Continuaremos amanhã!", disse Sesks.

Contudo, houve uma polémica entre Tanak e Ogier sobre os pneus, com o francês a dizer algo sobre o seu estado, algo que não caiu bem noutros, como Tanak.

"Fiz o máximo que pude. A diferença é muito menor do que deveria ser. Neste momento, não consegui colocar os pneus que pretendia, porque um deles estava danificado. Amanhã não tenho nada a perder.", disse Ogier. 

Contudo, essa resposta não caiu muito bem em alguma da concorrência, como Tanak, que respondeu da seguinte forma: "É muita estupidez dizer uma coisa destas, porque também é preciso pensar na equipa."

Depois dos quatro primeiros, segue-se o Ford Puma Rally1 de Gregoire Munster, a 1.43,3, não muito longe do carro de Katsuta Takamoto, a 2.34,3. Sétimo é Kalle Rovanpera, a 2.38,1, lutando pela posição com Thierry Neuville, agora a 2.38,3. e a fechar o "top ten" estão o Toyota GR Yaris Rally2 de Oliver Solberg, a 2.48,4, e outro Toyota GR Yaris Rally2 de Kasjetan Kajetanowicz, a 3.41,8.

O rali da Acrópole continua amanhã, com mais seis especiais para cumprir. 

domingo, 8 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Sardenha (Final)


Sebastien Ogier triunfou no Rali da Sardenha neste domingo, conseguindo a sua segunda vitória seguida no Mundial de ralis de 2025, e agora, é o segundo classificado no Mundial, com 114 pontos, mais um que Kalle Rovanpera, que acabou na terceira posição do rali, e viu aproximar-se Ott Tanak, segundo, com 108 pontos. Elfyn Evans continua a liderar o campeonato, apesar de ter chegado ao final deste rali na quarta posição e agora ver a sua diferença reduzida para 19 pontos.   

Apesar de tudo, Ogier não se livrou de um susto na última especial, a Power Stage, onde perdeu tempo por causa dos sulcos na estrada. Mas mesmo assim, isso não impediu que conseguisse a sua segunda vitória consecutiva no campeonato, depois do triunfo em Portugal. 

"Nos sulcos, simplesmente não conseguia virar o carro e não havia velocidade nenhuma, por isso não tentei forçar a barra e escondi-a, por isso simplesmente parei e fiz marcha-atrás. Não foi o ideal, mas o suficiente para vencer. Em muitos troços, venci várias vezes. As características são algo que me agrada, onde é necessário conduzir com precisão e gerir os pneus. Obrigado, equipa, grande recuperação depois de Portugal em termos de velocidade e configuração, bom trabalho!", disse, no final do rali.


Com quatro especiais para o final, passagens duplas por San Giacomo - Plebi e Porto San Paolo, o dia começou com Ogier e Tanak separados por 11,1 segundos, e o francês partiu ao ataque, conseguindo um ganho de mais 4,4 segundos sobre Tanak, com Rovanpera a ser terceiro, a 11,4, Evans a 24,1 e Neuville a 34,5. Pajari perdeu tempo quando deixou cair o motor, e todos se queixavam do muito pó que pairava no ar. 

Rovanpera ganhou na primeira passagem por Porto San Paolo, 0,6 segundos de vantagem sobre Ogier, 4,7 sobre Tanak e 5,6 sobe Neuville e Formaux. Takamoto ficou parado na pista por uns tempos, mas regressou. 

Tanak regressou ao topo da tabela de tempos na segunda passagem por San Giacomo - Plebi, ganhando 2,6 segundos sobre Tanak, cinco segundos sobre Rovanpera, 12,9 segundos sobre Evans e 17 segundos sobre Neuville. Apesar dos 17,2 segundos de diferença neste momento, e de Tanak afirmar que ele estava perto, sabia-se que o estónio só levaria a melhor se Ogier tivesse um problema.

Na Power Stage, Rovanpera acabou por levar a melhor, 8,1 segundos sobre Neuville e nove segundos sobre Tanak. O finlandês, triunfador, ficou surpreso com o que aconteceu. 

"Surpreendido com o tempo, não foi bom, mas acho que é igual para todos, tão estreito e tão lento. O nosso plano é ter um fim de semana limpo e recolher o que temos no final. Sem manobras idiotas durante todo o fim de semana, talvez hoje na pista de dança, mas isso ainda não aconteceu. Agradeço à equipa, o carro esteve bom este fim de semana.", disse.


Já Evans, que sobreviveu ao rali, marcando pontos, afirmou que foi bom ter sobrevivido e que está numa luta pelo campeonato com num conjunto de excelentes pilotos.

"Penso que, no geral, temos de estar satisfeitos com o resultado do nosso fim de semana. Obviamente, chegar ao final sem problemas foi vital. Mas estamos num campeonato com estes rapazes no final e ainda queremos lutar com eles.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, Takamoto Katsuta foi o quinto, a 7.29,6, na frente de Oliver Solberg, no melhor dos Rally2, a 8.32,9. Sami Pajari foi o sétimo, a 10.29,0, na frente do búlgaro Nikolay Gryazin, a 10.58,7. E a fechar o "top ten" ficaram o italiano Roberto Daprá, no seu Skoda Fabia Rally2, a 12.15,3, e o polaco Kajetan Kajetanowicz, no seu Toyota Yaris Rally2, a 12,21.1

O WRC continua no final do mês, em terras gregas.  

sábado, 7 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Sardenha (Dia 2)


O francês Sebastien Ogier terminou o segundo dia na frente do Rali da Sardenha, 11,1 segundos na frente de Ott Tanak e quase um minuto (55,5) sobre Kalle Rovanpera, noutro Toyota GR Yaris Rally1. Os três primeiros estão muito distantes de Elfyn Evans, a mais de quatro minutos e meio (4.33,3), num rali bem difícil para máquinas e pilotos. Se ontem os três Ford saíram do rali na mesma especial, e Thierry Neuville mais adiante, hoje foi a vez de Adrien Formaux de ser vítima das duras estradas sardas.

Entre tempos nominais, avanços e recuos, o veterano francês termina o dia com uma boa margem, sabendo, no entanto, que o trabalho não está terminado: “Está tudo sob controlo. Não foi um dia longo, mas a tarde foi dura. Temos feito uma boa gestão de prova”, contou, no final do dia.

Em contraste, Tanak confessa a dureza: "Para mim é difícil [andar] no carro, especialmente na parte estreita. Sobretudo se for com tração dianteira, não tenho hipótese.

Com seis especiais neste sábado, duplas passagens pela mítica Coiluna - Loelle, por Lerno - Su Filigosu e Tula - Erula, o dia começou com Ogier ao ataque, ganhando a especial com 3,1 segundos de vantagem sobre Rovanpera e 3,7 sobre Tanak. 

O francês da Toyota, apesar do bom resultado na especial, queixava-se: "Não estou muito satisfeito com a minha pilotagem. Alguns troços foram muito bons. Mantive um ritmo muito elevado na parte anterior da etapa, a aderência estava boa, mas depois tornou-se escorregadio e a aderência diminuiu."


Tanak triunfou na especial seguinte, 6,5 segundos na frente de Ogier, 8,1 sobre Rovanpera e 18,1 sobre Evans. Formaux perdeu mais de 4.50 minutos por causa de diversos furos no seu Hyundai, caindo para sétimo na geral.

Ogier acabou a manhã a triunfar, com dez segundos de vantagem sobre Rovanpera e 10,5 sobre Tanak, que sofreu um pequeno furo. Nessa mesma especial, Formaux saiu de estrada e lá ficou. Quem também acabou o rali nessa especial, foi Yohan Rossel, um dos pilotos que anda na frente entre os Rally2. 

Pajari também saiu de estrada, mas teve mais sorte. "Foi numa travagem, estava solto, depois a traseira bateu numa árvore, mas no momento em que batemos em alguma coisa, quase parámos. Não foi um grande problema para mim, mas acho que não devíamos ter [danificado] nada.", disse o finlandês.


A parte da tarde começou com a segunda passagem pelas especiais da manhã. Tanak ganhou na segunda passagem por Coiluna - Loelle, 0,6 segundos na frente de Ogier, três segundos sobre Rovanpera e 7,4 sobre Formaux. Takamoto sofreu um furo e perdeu algum tempo. O estónio voltou a ganhar, 3,7 segundos sobre Tanak e 7,5 sobre Takamoto, na segunda passagem por Lerno - Su Filigosu, com Pajari e Evans a mudar de pneus, cada um, e Formaux a acabar o seu rali, com um capotanço. 

No final do dia, segunda passagem por Tula - Erula, Ogier lewou a melhor a Tanak por 0,6, deixando Rovanpera, o terceiro... a 10,6 segundos.  

Depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, no seu Toyota Yaris, a 4.56,3, mais de um minuto sobre o carro de de Nikolay Gryazin, a 5.59,6. Takamoto Kaysuta é sétimo, a 6.11,4, o seu Toyota, seguido por Oliver Solberg, no seu Toyota GR Yaris Rally2, e a fechar o "top ten", os Skodas Fabia RS Rally2 de Emil Lindholm, a 6.36,6 e o de Lauri Joona, a 7.48,1.

O rali da Sardenha termina amanhã com as últimas quatro especiais. 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

WRC: Tanak prepara-se para o rali da Sardenha


O estónio Ott Tanak prepara o rali da Sardenha, marcada para este final de semana, consciente das dificuldades que terá na prova. Três vezes vencedor do rali, em 2017, 2022 e 24, o último dos quais depois de uma luta férrea com Sebastien Ogier, o piloto estónio reconhece a natureza exigente do rali, ainda por cima quando se sabe que este ano, terá muitos troços novos e de baixa aderência. O piloto da Hyundai destacou a necessidade de notas precisas e uma afinação bem equilibrada, apesar dos conhecidos desafios de neste capítulo.

A Sardenha é outra prova extremamente exigente. À primeira vista, pode parecer suave e arenosa, mas as estradas normalmente evoluem rapidamente. De repente, podemos encontrar rochas a emergir do solo, o que dificulta a vida tanto do carro como dos pneus”, explicou Tänak. “Este ano teremos muitas especiais novas, mas sabemos que estas costumam ter pouca aderência, o que torna a condução muito desafiante nestas estradas estreitas.”, continuou.

Sabemos que não é fácil encontrar uma boa afinação para o nosso carro em diferentes superfícies, mas no passado tivemos bons resultados na Sardenha. Esperamos ter feito o nosso trabalho de casa e estar no ritmo desde o início.”, concluiu.

A prova começa amanhã com o “shakedown”, e terá 16 especiais a serem completadas até domingo.